Índice
Introdução.............................................................................................................................1
Contextualização e Definição...............................................................................................2
Relevância e Reconhecimento..............................................................................................3
Origem e Função Sócio Espiritual........................................................................................3
O Rito de Iniciação Masculina..........................................................................................3
Conexão com o Mundo Espiritual........................................................................................4
Os Componentes Artísticos da Performance.........................................................................4
O Mascarado (Lipiko).......................................................................................................4
A Máscara e o Segredo..................................................................................................... 5
Música e Interacção.......................................................................................................... 5
Mapiko e a História de Moçambique....................................................................................5
Conclusão............................................................................................................................. 6
Bibliografia...........................................................................................................................7
Introdução
Neste trabalho iremos fala dança Mapiko que está ligada aos ritos de iniciação masculina e
é a mais importante dança dos Makondes. Nela são usadas máscaras com o mesmo nome.
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Contextualização e Definição
O Mapiko é uma das manifestações culturais mais ricas e emblemáticas de Moçambique,
sendo a expressão máxima da identidade do povo Maconde. Localizados principalmente no
planalto de Mueda, na província de Cabo Delgado, o Mapiko não é apenas uma dança; é uma
junção de música, escultura, teatro e rito. O termo refere-se tanto à dança em si, quanto à
figura do dançarino mascarado e à máscara utilizada.
Esta dança é muito importante na vida dos Makondes de Moçambique, havendo uma aura de
mistério e segredo rodeando a preparação das máscaras e a dança propriamente dita, sendo
por exemplo importante que não se saiba a identidade do dançarino.
Para a dança, um jovem mascara-se de homem ou animal, vestindo panos e usando uma
máscara Mapiko na cabeça. Existem vários passos que o dançarino executa, sempre em
sintonia com a música dos tambores, apresentando uma espécie de encenação teatral, que
encanta e diverte todos os que assistem.
Depois de um êxtase de actividade por parte do dançarino, segue-se uma encenação de
perseguição e fuga, entre o dançarino e um grupo de aldeões.
Na dança Mapiko são usadas mascaras que dividem-se em dois tipos: Facial (só cobre o
rosto) ou Capacete (que cobre toda a cabeça).As variedades existentes dentro de cada tipo de
mascara que é feita de madeira, realça o facto dessas mascaras estarem intimamente ligadas a
dança Mapiko que tem um significado religioso e cerimonial ligado ao ritual de iniciação
masculina. O conjunto máscara e dança, formam uma coreografia, muito rítmica e cadenciada
transmitida pelo dançarino que se apresenta vestido com trajes convincentes coberto de
objectos sonoros (chocalhos) sendo acompanhado por vários percussionistas, criadores dos
seus próprios tambores que são feitos de madeira e cobertos de pele de animal, e que
posteriormente afinados pelo calor do fogo, produzindo sons médio-agudos. Esta dança tem
como pano de fundo um grupo de cantores (homens e mulheres).È de realçar que a dança
Mapiko é sem margem de dúvida, uma junção de música, dança, escultura e teatro, que vai
representando gradualmente o imaginário relativo à existência do mundo sobrenatural e à
convicção na ligação lógica entre o dançarino principal e as suas crenças. A dança Mapiko dá
aos artistas Makondes a capacidade e o poder de recriar na arte os diferentes modos de estar
na vida espiritual, usando a força da sua história e do seu quotidiano, transmitindo em cada
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dança as suas convicções. Posso afirmar por experiência própria que o Povo Makonde e a
dança Mapiko são muito especiais e inéditos.
Relevância e Reconhecimento
A profunda importância do Mapiko para a comunidade Maconde e para a história
moçambicana foi reconhecida internacionalmente em 2023, quando a UNESCO
(Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) a inscreveu na lista
de Património Cultural Imaterial da Humanidade.
Origem e Função Sócio Espiritual
O Rito de Iniciação Masculina
Historicamente, o Mapiko está intrinsecamente ligado aos ritos de iniciação masculina (o
niputa). A dança marca o fim do período de isolamento e instrução, simbolizando a transição
do jovem da puberdade para a vida adulta, onde ele está apto a procriar e a assumir
responsabilidades comunitárias. A dança, com os seus segredos, reafirma a primazia e o
poder do universo masculino.
Esta dança é muito importante na vida dos Makondes de Moçambique, havendo uma aura de
mistério e segredo rodeando a preparação das máscaras e a dança propriamente dita, sendo
por exemplo importante que não se saiba a identidade do dançarino.
Para a dança, um jovem mascara-se de homem ou animal, vestindo panos e usando uma
máscara Mapiko na cabeça. Existem vários passos que o dançarino executa, sempre em
sintonia com a música dos tambores, apresentando uma espécie de encenação teatral, que
encanta e diverte todos os que assistem.
Depois de um êxtase de actividade por parte do dançarino, segue-se uma encenação de
perseguição e fuga, entre o dançarino e um grupo de aldeões.
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Conexão com o Mundo Espiritual
O Mapiko transcende o entretenimento:
Ancestralidade: A máscara e a performance são o veículo para o dançarino (o
Lipiko) entrar em contacto com o mundo dos antepassados (as sombras) e trazer a
sua força para o mundo dos vivos.
Valores e Crítica Social: A dança atua como um espelho da sociedade, transmitindo
ensinamentos morais e espirituais, e sendo um canal para criticar comportamentos
sociais, líderes ou eventos do quotidiano.
Outras Cerimónias: Embora central nos ritos de iniciação, a dança também é
executada em funerais de membros importantes (função lúgubre) e em celebrações
como casamentos ou boas colheitas.
Os Componentes Artísticos da Performance
O Mascarado (Lipiko)
O performer principal é sempre um homem, cuja identidade é rigorosamente secreta. O
dançarino veste panos (muitas vezes coloridos) e adornos, cobrindo o corpo e a cabeça. A
dança exige grande vigor físico, atletismo e acrobacia, com movimentos frenéticos e
precisos que separam os gestos dos pés, braços e ombros, reflectindo a polirritmia da música.
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A Máscara e o Segredo
A máscara (Mapiko ou Lipiko) é o artefacto cultural mais distintivo:
Materialidade do Segredo: É a materialização do segredo masculino. O seu fabrico é
um processo secreto, geralmente feito em locais isolados (o mato) e vedado às
mulheres.
Tipologia: As máscaras, tradicionalmente feitas de madeira de Mueda ou casca de
árvore, podem representar:
Espíritos Ancestrais/Míticos.
Animais (leão, coelho, hiena), incorporando as suas características na dança.
Personagens Sociais (o colono, o católico, o trabalhador migrante),
funcionando como forma de crítica e registo histórico.
Música e Interacção
A performance é um diálogo complexo entre três elementos:
Percussão: Os tambores (batuques) fornecem a base polirrítmica (vários ritmos em
simultâneo) que o dançarino deve interpretar com o corpo.
Canto: Um coro (composto por homens e mulheres, que ficam em lados opostos)
entoa canções que podem ser narrativas, de louvor ou, frequentemente, de desafio e
provocação ao mascarado e à audiência.
Teatro: A dança muitas vezes inclui uma secção de encenação teatral, como uma
perseguição/fuga entre o Lipiko e um grupo de aldeões.
Mapiko e a História de Moçambique
O Mapiko não ficou imune às mudanças históricas:
Resistência Colonial: Durante o período colonial, o Mapiko transformou-se num
instrumento de resistência e protesto. As máscaras e coreografias passaram a
incorporar representações e críticas ao regime colonial e às novas realidades sociais.
Pós-Independência: O Mapiko foi valorizado pelo novo estado moçambicano, sendo
visto como um elemento fundamental da cultura revolucionária e da consolidação
da identidade nacional, levando a variações na dança para um público mais amplo
(Mapiko popular).
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Conclusão
A dança Mapiko é um verdadeiro "arquivo vivo" da história e da cultura Maconde.
Representa a capacidade de uma comunidade de manter vivas as suas tradições mais
sagradas, ao mesmo tempo que as usa para reflectir, criticar e adaptar-se ao mundo
contemporâneo e percebemos o quanto é importante estudar dança e saber como tudo
começou, desde o renascimento até os dias atuais, desde uma dança que possuia um regime
de regras e técnicas a uma dança de movimentos livres, como progrediu durante décadas
passando por vários personagens importantes da dança, por periódos de guerras os quais
influencio trabalhos de alguns deles, chegando por fim aos nossos dias, vimos também o
quanto é importante adotarmos nas práticas de educação física a dança, quebrando assim
preconceitos e unindo raças, fazendo que o próprio alunado desenvolva seu modo de dança,
desperte sua criatividade consolidado ao mundo lúdico, sem regras mas liberdade de
expressão.
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Bibliografia
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