RELATÓRIO DE ED.
FÍSICA
racismo e esporte.
Instituto Federal de Pernambuco – IFPE Campus
Vitória de Santo Antão
profª: Iunaly
alunos: Lucas Henrique, Ana Heloísa, Kauan Leandro e Jenyffer
Laura
08.12.2025
INTRODUÇÃO
O esporte é lembrado como um espaço de convivência e superação, onde pessoas de
diferentes origens se encontram e compartilham experiências. Porém, mesmo sendo
uma área que valoriza união e respeito, ele ainda apresenta marcas profundas de
desigualdade, e uma das mais graves é o racismo. Essa violência não está restrita ao
convívio social; ela atravessa arquibancadas, clubes, transmissões e decisões
administrativas. Ao observar o cenário atual, percebemos que ofensas raciais continuam
acontecendo, mesmo num tempo em que a discussão sobre igualdade é tão necessária. O
racismo no esporte não surge isolado: ele é reflexo da estrutura social brasileira e
aparece tanto em insultos explícitos quanto em comportamentos naturalizados que
atingem, principalmente, atletas negros. Este relatório busca analisar como o racismo se
manifesta no ambiente esportivo, apresentar casos divulgados em matérias jornalísticas,
discutir causas e impactos e, por fim, propor uma ação educativa para o IFPE,
contribuindo para um espaço escolar mais consciente e comprometido com a igualdade
racial.
ANÁLISE SOBRE RACISMO NO ESPORTE
O racismo no esporte tem ganhado cada vez mais visibilidade porque atletas e torcedores
passaram a denunciar os episódios com mais coragem. Ele aparece de forma direta,
como insultos e provocações racistas vindos de arquibancadas, adversários ou até de
membros de comissões técnicas. Porém, existe também o lado silencioso do problema:
estereótipos que associam atletas negros apenas à força física, como se lhes faltasse
inteligência tática ou capacidade estratégica. Essa visão reforça preconceitos históricos.
Outro ponto é o racismo estrutural, que determina quem tem acesso às melhores
oportunidades, quem chega aos cargos de comando e quem ocupa espaços na mídia
esportiva. A presença de técnicos, dirigentes e comentaristas negros é mínima, o que
demonstra que a desigualdade vai além das agressões. As redes sociais também
ampliaram esse problema, já que muitos ataques acontecem atrás de perfis anônimos.
Essa violência deixa marcas emocionais profundas. Assim, o racismo no esporte não é
um incidente isolado, mas um fenômeno complexo que exige ações firmes das
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instituições e da sociedade.
EXEMPLOS CITADOS NA MATÉRIA
As matérias jornalísticas mostram que o racismo continua presente em diversas
modalidades, especialmente no futebol. São frequentes casos de torcedores imitarem
sons de macaco para ofender jogadores negros, ou de adversários participarem das
agressões. Alguns atletas chegaram a abandonar o campo em protesto, chamando a
atenção do mundo para a gravidade da situação. No vôlei, basquete e atletismo, atletas
negras relatam comentários ofensivos sobre seus corpos, cabelos e traços físicos. Muitas
vezes, machismo e racismo se misturam, tornando as agressões ainda mais violentas.
Mesmo com campanhas de conscientização, as punições aplicadas raramente são
proporcionais: multas leves e advertências não impedem que novos episódios
aconteçam. As reportagens deixam claro que o problema está longe de ser resolvido e
que as instituições esportivas precisam agir com mais seriedade.
IMPACTOS, CAUSAS E RESPONSABILIDADES
Os impactos do racismo no esporte afetam muito mais do que o desempenho dentro de
quadra ou campo. Atletas que passam por situações racistas relatam insegurança,
ansiedade, queda na autoestima e, em alguns casos, perda da motivação para continuar
competindo. O racismo mexe com a identidade, com o psicológico e com a trajetória
profissional das vítimas. Suas causas estão ligadas a uma construção histórica de
desvalorização da pessoa negra, que se reproduz no esporte através de estereótipos e
desigualdades de acesso. Por isso, a responsabilidade de combater o racismo não é
apenas do atleta ou do clube: envolve instituições esportivas, mídia, escolas, torcedores e
toda a sociedade. A mídia deve abandonar discursos que reforçam preconceitos;
federações devem aplicar punições reais; clubes precisam proteger seus atletas; escolas
devem educar para o respeito. Sem ações conjuntas, o problema continua se repetindo.
PROPOSTA DE EDUCAÇÃO POSITIVA
O IFPE pode desempenhar um papel importante na luta contra o racismo por meio de
ações educativas contínuas. Uma proposta é criar a campanha “Esporte Sem Racismo”,
com atividades ao longo do ano, não apenas em datas específicas. Ela pode incluir rodas
de conversa com atletas que já sofreram racismo, debates com professores e
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especialistas, oficinas sobre diversidade e representatividade, além de atividades
práticas que incentivem o respeito entre equipes. O campus também pode organizar
competições internas que valorizem o fair play e criar murais e materiais produzidos
pelos próprios estudantes. Outra ação importante seria a criação de um comitê estudantil
para acompanhar situações de discriminação e orientar a comunidade. Assim, o IFPE se
fortalece como espaço acolhedor, crítico e comprometido com a igualdade racial.
CONCLUSÃO
O racismo no esporte permanece como um desafio sério e urgente. Mesmo com
campanhas e discursos públicos, atletas continuam enfrentando agressões, desigualdade
de oportunidades e ataques que machucam profundamente. Os exemplos analisados
mostram que o problema é estrutural e exige posicionamento firme de todos os setores
envolvidos. Trabalhar esse tema em uma instituição de ensino é fundamental, pois é nela
que se formam cidadãos, profissionais, torcedores e líderes do futuro. Ao compreender
as causas e os impactos do racismo, abrimos caminho para construir ambientes mais
justos e acolhedores. O esporte tem poder para transformar vidas, mas isso só acontece
quando ele é baseado em respeito, ética e humanidade. Combater o racismo é
responsabilidade de todos, e cada atitude conta para que o esporte cumpra seu papel
mais bonito: unir, inspirar e valorizar todas as pessoas.
REFERÊNCIAS
BRITO, Thiago. Racismo no esporte: casos recentes reacendem debates sobre punições e
conscientização. G1, 2024. Disponível em: [Link] Acesso em: 07 dez. 2025.
SOUZA, Mariana. Atletas denunciam ataques racistas em jogos nacionais e
internacionais. Folha de S. Paulo, 2024. Disponível em: [Link]
Acesso em: 07 dez. 2025.
SANTOS, Renato. Racismo estrutural e o impacto no desempenho de atletas negros. UOL
Esporte, 2023. Disponível em: [Link] Acesso em: 07 dez. 2025.
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CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL (CBF). Campanha “Pacto pelo Esporte Sem
Racismo”. CBF, 2023. Disponível em: [Link] Acesso em: 07 dez. 2025.