História e Cultura do Chá na China
História e Cultura do Chá na China
Versa a tradição que a bebida foi descoberta por volta de 2.737 aC., pelo imperador
Shen Nong, um governante que se notabilizou por suas proeminentes pesquisas
científicas, iniciativas sanitárias e pelo mecenato artístico.
A ele se atribui, por exemplo, o salutar hábito dos chineses consumirem água somente
depois de fervida.
Recuperado, Sheng Nong coletou algumas folhas para ampliar seus estudos em seu
palácio e descobriu suas propriedades medicinais. Mais tarde, plantou algumas de suas
mudas nas Montanhas Kun Lu Shan, legando aos seus herdeiros um amplo cultivo de
Chá.
Durante as Dinastias Qin (221 – 206 aC) e Han (206 aC a 220), surgiram as primeiras
casas especializadas no processamento de Chá. De uma forma geral, os trabalhadores
trituravam as folhas para formar bolos ou bolinhas e as colocavam para secar. Com o
passar do tempo, a bebida ganhou funções sociais, tornando-se indispensável durante as
recepções e eventos sociais.
A cultura do Chá conheceu forte expansão durante as Dinastias Sui (581? 618) e Tang
(618? 907), dando origem às plantações e ao cultivo de diversas qualidades. As técnicas
de cultivo foram aperfeiçoadas durante as dinastias Ming (1368? 1644) e Qing (1616?
1911). O número de variedades também cresceu, bem como o consumo.
Desde então, o preparo e o consumo de Chá começaram a gerar outros toques de
requinte social.
Mas, os sabores da bebida nunca foram tão diversificados quanto nos dias de hoje.
Muitos de seus admiradores optam por um sabor original; outros preferem a bebida com
levemente temperada ou acompanhados de alguns petiscos. De qualquer forma, o Chá
ainda é presença obrigatória nas mesas de trabalho, encontros familiares e nos
restaurantes chineses.
O chá é a mais popular bebida no mundo, depois da água. Todo ano, um número
astronômico de xícaras de Chá são consumidas ao redor do mundo, por volta de
7.68,500.000.000. A Grã Bretanha, famosa pelo seu costume do Chá da tarde e pela
introdução deste hábito ao mundo, reserva o record mundial como o maior importador
de Chá. Ela também ostenta a mais alta consumação de Chá per capita no mundo=cada
homem britânico, mulher e criança bebe aproximadamente 4 xícaras de Chá por dia!
Hoje, a produção de chá é calculada por volta de 2,34 bilhões de kg por ano. Índia
contém o número 1 na posição como a maior nação produtora de chá do mundo, com
uma produção anual de aproximadamente 850 milhões kg. China, onde o Chá originou-
se, hoje sustenta a segunda posição e contribui com 22% de produção de Chá mundial.
Outros países são notáveis nesta produção de chá como a Argentina, Sri Lanka, Turquia,
Geórgia, Kenya, Indonésia e Japão.
O chá tem sido quase sempre ligado com a história e sido disperso e trazido aos povos
em contato com diferentes religiões e filosofias.
No Japão o chá foi somente introduzido no século nove por um monge budista chamado
Saicho. Para os japoneses, Chá é mais do que somente uma bebida. A cerimônia do
Chá, do qual o objetivo é ajudar o espirito e encontrar a paz, tem efetivamente
atravessado séculos e fronteiras.
O chá penetrou todas as terras da Mongólia, Irã e os países muçulmanos e Rússia antes
de atingir a Europa.
Em 1606 um navio mercante holandês trouxe o primeiro lote de Chá para Amsterdam e
de lá para outros países na Europa. As preciosas folhas (800 florins por kg na época), no
tempo que um Frans Hals original custava o mesmo, onde eram reservadas apenas para
grandes cidadãos.
Eles tomavam chá não somente para testa-lo, mas também porque atribuíam efeitos
medicinais a ele. Afora das especiarias, o chá em breve foi comprovado o mais lucrativo
frete.
Não é de se estranhar que se encontrava sempre quantidades maiores para o Oeste. Por
causa deste aumento em fornecimento os preços caíram tanto que nada sustentou a
medida que isto foi crescendo popularmente, e agora o Chá é a segunda bebida mais
tomada na Holanda, depois do café.
Em 1606 um navio mercante holandês trouxe o primeiro lote de Chá para Amsterdam e
de lá para outros países na Europa. As preciosas folhas (800 florins por kg na época), no
tempo que um Frans Hals original custava o mesmo, onde eram reservadas apenas para
grandes cidadãos.
Eles tomavam chá não somente para testa-lo, mas também porque atribuíam efeitos
medicinais a ele. Afora das especiarias, o Chá em breve foi comprovado o mais
lucrativo frete. Não é de se estranhar que se encontrava sempre quantidades maiores
para o Oeste.
Por causa deste aumento em fornecimento os preços caíram tanto que nada sustentou a
medida que isto foi crescendo popularmente, e agora o Chá é a segunda bebida mais
tomada na Holanda, depois do café.
No século XIX a China foi virtualmente o único fornecedor de Chá do [Link] 1834
as plantações de Chá foram introduzidas na Índia e um pouco mais tarde, em 1857, no
Ceilão e daí para Ásia, África e seguiu para a América do Sul. As competições entre os
navios para os transportes rápidos de Chá conduziam corridas nas rotas marítimas do
distante Oriente.
O Chá
Chá
Atualmente, estudos de nutrição e especialistas em dietas, líderes de personalidades
esportivas e seus treinadores, todos concordam que ochá é uma escolha natural.
O chá é uma bebida natural. Não passa por nenhum processo tecnológico de fabricação.
É deixado em conserva naturalmente após as folhas terem sido colhidas. Depois de
clarificadas suas folhas são quebradas para liberar os sucos naturais e deixar para
fermentar ou oxidar naturalmente.
Isto é verdade para a larga maioria de chás aromáticos,como o Chá de jasmim, o qual
tem as flores do jasmim adicionadas no seu estágio de secagem; ou o EarL Grey, o qual
tem o óleo cítrico da bergamota adicionado ao seu estágio de mistura. O mesmo é o
caso com a maioria dos chás de frutas e ervas.
Tudo isso são boas notícias para o planeta: Chá é o maior e mais largamente bebida
tomada no mundo, junto com a água, com uma estimativa de 1 bilhão de xícaras de Chá
tomadas diariamente.
Benefícios
Realmente, junto com a água, o chá é uma das mais naturais bebidas disponíveis no
Mercado.
O chá atua como diurético e portanto ajuda na ação dos rins , bem como no intestino
grosso.
A entrada de água tomada com o chá ajuda a prevenir pedras nos rins e constipação.
O chá ajuda na digestão, e é, geralmente falando, uma boa bebida para tomar com e
depois da comida.
Ajuda ao sucos do corpo trabalharem melhor, porque não contem álcool ou açúcar, a
não ser que você adicione.
Também ajuda aos músculos do estomago atuando na digestão e tirando aquele peso
após a refeição.
Depois do exercício o chá é excelente. Bebidas quentes são absorvidas pelo corpo muito
mais rapidamente do que as bebidas geladas e então uma xícara de Chá repõe a perda do
liquido do corpo assim como reaviva e refresca.
Planta
É de uma planta apenas que vem uma variedade imensa deles. Assim como as uvas
produzem vários tipos de vinhos, por exemplo, a planta de nome Camellia sinensis é
quem produz os inúmeros tipos de Chás. Tudo depende de fatores como localização
geográfica, tipo de solo, colheita realizada nesta ou naquela estação do ano. O resultado
do cultivo milenar dessa planta é uma enorme variedade de chás consumidos pelo
mundo afora, todos com características e sabores muito particulares. É experimentar
para crer.
Pensando em Chá, logo vem à cabeça o Oriente. De fato, a bebida tem forte tradição
histórica principalmente na Ásia – e é lá onde, ainda hoje, em diversos países, se faz
rituais como a cerimônia do chá japonesa –, mas também no Ocidente ele é muito
desfrutado. O famoso Chá da tarde inglês, por exemplo, é também uma tradição muito
antiga, por volta do século 16. As pesquisas sobre a origem do Chá ainda são poucas,
mas se sabe que ele é a segunda bebida mais consumida no planeta, logo depois da
água.
Características
No mundo são produzidos quase três mil tipos de Chás. Entre as principais nações
produtoras estão Índia, Sri Lanka, China, Japão, Indonésia, Inglaterra, Irlanda e África
do Sul. Os pretos e verdes vêm da mesma planta, e o que diferencia um do outro é
apenas o processo de produção. Preto, verde, branco, aromatizado, de flores e frutas,
erva-mate e outros estão expostos em caixas com a erva a granel, em latas e sachês. No
Brasil, chamamos tudo de chá, mas é bom deixar claro que a denominação da palavra
Chá é específica para as bebidas que contenham a folha Camellia sinensis (e esse pode
ser branco, verde, preto, oolong ou aromatizado). Os demais são bebidas de outros
vegetais, como infusões de hortelã ou erva-doce.
Nutrição
Muitos cientistas de todo o mundo têm se dedicado a estudar os efeitos do chá sobre o
corpo humano, em conhecer melhor seus nutrientes e o que eles provocariam. Todos os
tipos de Chá possuem praticamente as mesmas substâncias, como cafeína e oxalatos,
porém em concentrações diversas dependendo do processo de preparação. As
propriedades benéficas já demonstradas são os poderes de muitos deles em acelerar o
metabolismo, auxiliar os sistemas imunológico e nervoso e diminuir o estresse.
Como comprar
Não existe nenhum selo de qualidade para os Chás especificamente. O importante é que
ele seja comprado em lojas confiáveis e seja o mais fresco possível – daí ser muito
importante checar, na embalagem, sua data de validade.
Armazenamento
O chá em forma de erva deve estar acondicionado em uma embalagem que não deixe
passar luz e precisa ter cheiro bom – não cheiro forte de “guardado”, indicando fungos.
O Chá deve ser armazenado em recipientes limpos, atóxicos e que o protejam da
umidade.
Origem
Chá
O chá surgiu na China, no ano 2.737 a.C, sendo a teoria mais aceita, que foi o
Imperador chinês Shen Nung que descobriu a bebida ao ferver água debaixo de uma
árvore, em que uma folha caiu dentro do recipiente.
Nessa época os chás eram feitos através de folhas colocadas em bolos e fervidas
juntamente com arroz e algumas especiarias. A forma de fazer Chá fervendo as folhas
apenas, só foi chegar no século XIV, na dinastia Ming.
Como a Inglaterra tinha forte domínio no mundo inteiro na época das descobertas do
século XVII, suspeitando da decadência do café, ela que levou o chá para o mundo
ocidental e obteve o monopólio das plantas utilizadas durante muito tempo.
Até o século XVIII o Chá era uma bebida da elite européia, porém com a redução de seu
preço passou a ser consumido por todas as camadas sociais.
Chás e “Chás “
Se Chá é a bebida que vem da planta Camellia sinensis, você deve estar se
perguntando: “e os outros Chás, como o Chá de camomila e o Chá de erva doce”?
Aqui precisamos fazer uma pausa para explicar uma questão de nomenclatura.
Mas como o processo de se obter a bebida é o mesmo – ferver uma planta em água –
tudo quanto é tipo de infusão em água quente passou a ser popularmente chamado de ”
Chá “. Assim, as infusões herbais e as infusões de frutas, embora não fossem de Chá
propriamente ditas, também passaram a ser chamadas de ” Chá “.
Existe uma “dica” linguística que nos permite diferenciar um chá de uma infusão herbal.
Nas infusões herbais, a palavra ” Chá ” é sempre seguida da expressão “de alguma
coisa”. Por isso nas embalagens lê-se ” Chá de camomila”, ” Chá de boldo”, ” Chá de
maçã”, etc. O mate é um caso à parte (embora muitos achem que o mate é Chá, ele é
uma erva diferente, e o correto é não usar nas embalagens de mate a palavra ” Chá “:
mate é só “mate”).
Assim, o Chá pode ser descrito pelo tipo como ” Chá verde”, ” Chá oolong” (fala-se
“úlon”) ou ” Chá preto”. Tipos de Chá que foram apelidados em função da origem são,
por exemplo, ” Chá assam”, ” Chá darjeeling”, ” Chá nilgiri” (nomes de regiões da
Índia). Existem também algumas misturas (Chás de tipos diferentes misturados entre si
e/ou com elementos aromatizantes) como “English Breakfast” e “Earl Grey”.
Apenas para se ter uma ideia da variedade de chás e de infusões herbais e de frutas
existentes, a Mariage Frères, renomada casa francesa especializada em Chás desde
1854, trabalha com 300 tipos de Chás e infusões do mundo inteiro.
Tipos de Chá
A partir das folhas da Camellia sinensis é possível obter diferentes tipos de Chás e,
dependendo do tipo de tratamento a que são sujeitas, dividi-los nas seguintes
categorias:
VERDE: As folhas são apenas passadas pelo calor, imediatamente após colheita,
evitando, assim, a fermentação. O Chá Gyokuro(gotas de orvalho), do Japão, é
considerado um dos melhores – suas folhas são cobertas com tela antes da colheita e,
assim, preservam a clorofila e perdem tanino, ficando adocicadas.
PRETO: As folhas sofrem um processo de fermentação que confere ao líquido um tom
avermelhado escuro e um sabor intenso. As folhas são colocadas em tanques fechados
até fermentarem. Depois elas são aquecidas e desidratadas.
OOLONG: Sofre um processo de fermentação muito curto. Uma secagem rápida é feita
logo após a colheita. Depois as folhas vão para um tanque, para fermentar, mas o
processo é interrompido no início. O sabor é suave. Este Chá é o menos comum no
mundo ocidental.
AROMATIZADOS: Qualquer Chá , independentemente do tratamento pelo qual tenha
passado, pode receber a adição de outras folhas, frutas secas ou flores, cujo sabor se
mistura ao seu.
Variedades de Chá
Tradicionalmente, o Chá está dividido em três categorias principais: Preto, Verde e
Oolong, diferenciando-se pelo processamento das folhas.
Esta classificação está relacionada ao chá preparado com folhas da Camelia sinensis, a
verdadeira planta do Chá. Dentro de cada uma das categorias, há diversas misturas mais
ou menos conhecidas, como o Pekoe, Darjeeling ou Ceilão.
O Chá branco foi introduzido recentemente no mercado português dos chás, sendo feito
igualmente a partir da Camellia sinensis, mas cujas folhas são tratadas de forma
diferente dos Chás tradicionais.
No entanto, existem inúmeras outras plantas que se dedicam à preparação do ” chá ” ou,
mais precisamente, infusões ou tisanas. Também elas são muito agradáveis ao paladar e
podem ter propriedades medicinais.
Benefícios do Chá
O chá é tradicionalmente usado, nos seus países de origem, como uma bebida benéfica à
saúde em vários aspectos.
Recentemente, cientistas têm-se dedicado aos estudos dos efeitos do chá sobre o
organismo, bem como conhecer melhor as substâncias que promovem esses efeitos.
Alguns estudos já demonstraram que o chá preto é eficaz como antioxidante e
neuroestimulante, tendo sido aplicado em estudos contra o cancro e a epilepsia. E o que
Chá verde demonstra propriedades músculo-relaxantes, com efeitos sobre a hipertensão
e ulcerações no aparelho digestivo.
No entanto, há que ter em conta que todos os tipos de chá são ricos em cafeína e
saponinas que, quando ingeridas em excesso podem causar danos no organismo.
História do Chá
Existem várias lendas em torno das origens do chá. A mais popular é uma lenda chinesa
que conta que no ano 2737 a.C., o imperador Shen Nung descansava sob uma árvore
quando algumas folhas caíram em uma vasilha de água que seus servos ferviam para
beber. Atraído pelo aroma, Shen Nung provou o líquido e adorou. Nascia aí, o Chá.
Esta lenda é divulgada como a primeira referência à infusão das folhas de Chá verde,
provenientes da planta Camellia sinensis, originária da China e da Índia. O tratado de
Lu Yu, conhecido como o primeiro tratado sobre Chá com caráter técnico, escrito no
séc. VIII, durante a dinastia Tang, definiu o papel da China como responsável pela
introdução do Chá no mundo.
Não querendo jogar para fora a água, fez exame de um sip e o Chá foi carregado.
De China, o Chá foi trazido a Japão que o incorporou em suas ocasiões especiais e em
suas refeições do feriado. Quando alcançou Inglaterra no sixty-two dezesseis, o chá foi
introduzido inteiramente ao mundo. Inglaterra adaptou o Chá enquanto sua bebida e
nacionais remanesceram assim para centenas dos anos.
Embora China seja de o lugar aonde o Chá começou suas origens, os países tais como
Índia e Sri Lanka têm também suas próprias árvores do Chá onde cultivam milhões das
libras das folhas do Chá todos os anos a ser vendidas pelo mundo inteiro.
Lendas e Mitos
Existem muitas lendas e mitos no que respeita à origem do chá.
A mais conhecida conta que a sua origem remonta desde há 5000 anos, na China,
aquando do reinado do Imperador Sheng Nong, um governante justo e competente,
amante das artes e da ciência e conhecido como o Curandeiro Divino. O Imperador,
preocupado com as epidemias que devastavam o Império do Meio, decretou um edital
que exigia que todas as pessoas fervessem a água antes de a consumirem.
Certo dia, quando o governador chinês passeava pelos seus jardins, pediu aos seus
servidores que lhe fervessem água, enquanto descansava debaixo da sombra de uma
árvore. Enquanto esperava que a água se arrefece, algumas folhas vindas de uns
arbustos caíram dentro do seu copo, atribuindo à água uma tonalidade acastanhada.
Como cada lenda ou mito costuma ter sempre alguma parte de verdade, esta não é
excepção. É sabido que a origem do chá remonta ao período imediatamente antes da
ascensão da Dinastia T’ang ao poder, entre os anos 618 e 906.
Esta Dinastia assistiu à difusão de uma bebida feita pelos monges budistas. Esta bebida,
vinda dos Himalaias, era proveniente do arbusto do chá, de nome científico Camellia
Sinensis, que crescia em estado selvagem nesta cordilheira asiática.
Segundo os relatos do monge budista japonês Ennin, durante uma viagem ao Império do
Meio, por volta do século IX, o chá já fazia parte dos hábitos dos chineses. Na mesma
época, um monge budista chinês, de nome Lu Yu, escreveu o primeiro grande livro
sobre chá , chamado Ch’a Ching, onde são descritos os métodos de cultivo e preparação
usados no Império.
Foi então que o chá começou a avançar para o Ocidente, através da Ásia Central e da
Rússia. No entanto, só quando os portugueses chegaram ao Oriente, nos finais do século
XV, é que se começou a conhecer verdadeiramente o Chá.
Nesta época, as naus portuguesas traziam carregamentos de Chá até ao porto de Lisboa,
ponto de onde, a maioria da carga, era depois reexportada para a Holanda e a França.
Portugal rapidamente perdeu o monopólio deste comércio, apesar de ter sido um
sacerdote jesuíta português o primeiro europeu a escrever sobre o chá. No século XVII,
a frota dos holandeses estava muito poderosa, dando-lhes vantagem.
Cerimônia do Chá
Em nenhuma outra parte do mundo, o chá teve uma contribuição ao meio cultural foi
tão notável quanto no Japão, onde seu preparo e sua apreciação adquiriram uma forma
distinta de arte.
A cerimônia do Chá
A cerimônia do Chá, conhecida como “chanoyu” em japonês, é um passatempo
estético peculiar ao Japão que se caracteriza por servir e beber o “matcha”, um Chá
verde pulverizado.
De acordo com a história registrada, o chá foi introduzido no Japão, cerca do século 8,
originário da China onde o Chá era conhecido desde o Período da Dinastia Han Oriental
(25-220DC). O “matcha”, conforme é usado na cerimônia do Chá de hoje, ainda não era
conhecido naquela época. Não foi sento no fim do século 12 que o “matcha” foi trazido
ao Japão vindo da China da Dinastia Sung. Todavia, o Chá era muito precioso e embora
usado principalmente como bebida, era considerado, também, remédio.
Ao final do século 15, um plebeu chamado MurataJuko, que dominou esta arte da
“chanoyu” que se popularizara no seio da classe superior, propôs outro tipo de chá
cerimonial, mais tarde denominado “wabicha”, que ele baseou mais nas sensibilidades
japonesas alimentadas pelo espírito do budismo de Zen. Foi durante o período
Momoyama, na segunda metade do século 16, que Sen-no-rikyu, finalmente,
estabeleceu a “wabicha” com a forma com a qual a “chanoyu” é realizada hoje.
A “chanoyu”, assim desenvolvida, é algo mais que uma forma refinada de refresco. Seu
objetivo e essência dificilmente podem ser expressos por palavras.
Ajudaria lembrar que a cerimônia foi desenvolvida sob a influência do budismo de Zen
cujo objetivo é, em palavras simples, purificar a alma do homem, confundindo-a com a
natureza.
Por exemplo, as regras rigorosas da etiqueta da “chanoyu”, que podem parecer penosas
e meticulosas á primeira vista, são, de fato, calculadas, minuto por minuto, a fim de
obter a mais alta possível economia de movimento e, na verdade, agrada aos iniciados
assistir a sua execução, especialmente quando realizada por mestres experimentados.
Mais ainda, o desenvolvimento das maneiras cotidianas da maioria dos japoneses tem
sido influenciado basicamente por formalidades como as que são observadas na
cerimônia “chanoyu”. Como resultado disso, é costume bastante difundido entre as
moças antes do casamento receber aulas nessa arte a fim de cultivar a postura e o
refinamento oriundos da etiqueta da “chanoyu”.
Entre elas, todavia, a mais ativa e de maior número de seguidores, é a Urasenke. Ela é
chefiada, presentemente, pelo Senhor Soshitsu Sen, o l5º descendente do fundador.
Algumas das escolas iniciadas pelos discípulos de Rikyu incluem a escola Enshu,
fundada por Kobori Enshu, a escola Sekishu, criada por Katagiri Sekishu, e a escola
Sohen, estabelecida por Yamada Sohen.
Estas escolas diferem entre si nos detalhes das regras, mas conservam a essência da
cerimônia que o grande mestre instituiu. Esta essência tem sido transmitida até os dias
de hoje sem oposição e o respeito pelo fundador é um elemento que todas têm em
comum
1) A “sukiya” ou a casa de Chá: É costume muito antigo ter uma pequena casa,
denominada ‘sukiya”, especialmente construída para a “chanoyu”. Ela consiste de uma
sala de chá (cha-shitsu), uma sala de preparo (mizu-ya), sala de espera (yoritsoki) e de
um caminho ajardinado (roji) que leva á entrada da casa de Chá . A casa, geralmente, é
localizada numa seção arborizada especialmente criada para esse fim no jardim
propriamente dito.
2) Utensílios: Os principais utensílios são a “cha-wan” (tigela de Chá ), o “cha-ire”
(recipiente do Chá ), a “cha-sen” (vassourinha de Chá feita de bambu) e a “cha-shaku”
(concha de Chá feita de bambu). Via de regra, esses utensílios são valiosos objetos de
arte.
3) Trajes e acessórios: Roupas de cores discretas são preferidas. Em ocasiões
estritamente formais, os homens vestem Kimono de seda, de cor firme, com três ou
cinco brasões de família nele estampados e “tabi” brancas ou meias tradicionais
japonesas. As mulheres trajam conservador kimono brasonado e também “tabi”, nessas
ocasiões. Os convidados devem trazer um pequeno leque dobrável e uma almofada de
“kaishi” (pequenos guardanapos de papel).
[Link] primeira sessão na qual uma refeição ligeira, denominada “kaiseki”, é servida;
[Link] “nakadachi” ou breve pausa;
[Link] gozairi , a parte principal da cerimônia, onde o “koicha” ou Chá de textura espessa,
é Servido e
[Link] ingestão do “usucha” ou Chá de textura fina.
A primeira sessão
Os convidados, cinco ao todo, reúnem-se na sala de espera. O anfitrião comparece e os
conduz pelo caminho ajardinado até a sala de chá. Num determinado lugar do caminho
há uma bacia de pedra cheia de água fresca.
Ali eles lavam as mãos e a boca. A entrada para a sala é muito pequena o que obriga os
convidados a rastejar para atravessá la numa demonstração de humildade. Ao entrar
nasala, que é provida de fogareiro fixo ou portátil para a chaleira, cada convidado
ajoelha-se à frente do “tokonoma” ou nicho e faz uma reverência respeitosa.
Em seguida, com o leque dobrável diante de si, ele admira o rolo suspenso na parede do
“tokonoma”. A seguir, olha do mesmo modo o fogareiro.
Nakadachi
Por sugestão do anfitrião, os convidados retiram-se para o banco de espera existente no
jardim interno próximo à sala.
Goza-iri
Um gongo de metal próximo à sala é tocado pelo anfitrião para assinalar o início da
cerimônia principal E costume fazer soar o gongo cinco ou sete vezes. Os convidados
erguem-se e ouvem atentamente o som. Depois de repetir o Rito de purificação na bacia,
eles entram novamente na sala.
Os biombos de junco suspensos do lado de fora das janelas são retirados por um
assistente a fim de tornar mais claro o ambiente. O rolo suspenso desaparece e, no
“tokonoma”, há um vaso com flores.
O receptáculo para água fresca e o recipiente de cerâmica para o chá estão em posição
antes que o anfitrião entre trazendo a tigela de Chá com a vassourinha e a concha de
Chá dentro dela. Os convidados examinam e admiram as flores e a chaleira exatamente
como fizeram no início da primeira sessão.
O anfitrião retira-se para a sala de preparo e logo retorna com o receptáculo para água
servida, a concha e o descanso para a tampa da chaleira ou concha Em seguida, o
anfitrião limpa o recipiente de Chá e a concha com um pano especial denominado
“fukusa”, fazendo o mesmo com a vassourinha na tigela de Chá contendo água quente
tirada da chaleira. O anfitrião esvazia a tigela, despejando a água no receptáculo de água
servida e limpa a tigela com um “chakin” ou pedaço de tecido de linho.
O anfitrião ergue a concha de Chá e o recipiente e põe “matcha” (três conchas para cada
convidado) na tigela e tira uma concha cheia de água quente da chaleira, pondo cerca de
um terço dela na tigela e devolvendo o que s0brou á chaleira. A seguir, ele bate a
mistura com a vassourinha até que se transforme em algo que lembre uma muito grossa
sopa de ervilha verde tanto na consistência como na cor. O chá feito é denominado
“koicha”.
O “matcha” usado aqui é feito de folhas tenras de plantas de Chá com idade de 20 a 70
anos ou mais. O anfitrião coloca a tigela no seu lugar apropriado, junto ao fogareiro, e o
convidado principal desloca-se, de joelhos, para pegar a tigela.
O convidado faz uma reverência com a cabeça, para os outros convidados e põe a tigela
na palma de sua mão esquerda, sustentando um dos lados dela com a mão direita.
Depois de tomar um gole, ele elogia o sabor da bebida e, em seguida, toma mais dois
goles limpa a beirada da tigela onde bebeu com o “kaishi” de papel e passa a tigela para
o segundo convidado que bebe e limpa a tigela tal como o fez o convidado principal. A
tigela é então passada para o terceiro convidado, e, em seguida, para o quarto, até que
todos os cinco tenham partilhado do Chá. Quando o último convidado termina, ele
entrega a tigela ao convidado principal que a devolve ao anfitrião.
A) O Chá é feito individualmente para cada convidado com duas a duas e meia
conchas de “matcha”. Espera-se que cada convidado beba toda a sua porção.
b)o convidado limpa a parte da tigela que seus lábios tocaram com os dedos da
mão direita e, em seguida, limpa os dedos dela com o “kaishi” de papel.
Depois que o anfitrião retira os utensílios da sala, ele faz uma reverência silenciosa com
a cabeça para os convidados, dando a entender que a cerimônia terminou.
Fonte: [Link]/[Link]/[Link]
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