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Criptococose: Causas, Sintomas e Diagnóstico

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CRIPTOCOCOSE

É uma micose causada pela levedura capsulada Cryptococcus neoformans e


Cryptococcus gattii. É uma infecção fúngica sistêmica, predominantemente
oportunista de distribuição mundial a qual possui tropismo pelo sistema
nervoso central (SNC), respiratório e tegumentar. O comprometimento da
resposta imune é o principal fator predisponente para a ocorrência da doença.

Este fungo está presente nas fezes de aves contaminadas. Quando secas, as fezes
das aves transformam-se em pó que se adere ao solo, arvores etc, que pode ser
inalado acidentalmente.

Transmissão

A infecção, tanto para o ser humano quanto para os animais, se dá pela inalação
(via respiratória) do agente infeccioso, que, na natureza, existe principalmente
em fezes de pombos e raramente morcegos, já que este serve como
reservatório natural do fungo. Ainda não se conhece casos de transmissão
animal-animal, animal-homem ou homem-homem.

Sintomas

A doença pode afetar o trato respiratório (principalmente a cavidade nasal),


sistema nervoso central, olhos e pele, podendo ocorrer de formas isoladas ou
associadas. Os sinais clínicos são variáveis conforme os órgãos acometidos e as
lesões causadas. O estabelecimento de um quadro clínico e disseminação da
infecção têm uma estreita relação com a imunidade do hospedeiro

A síndrome respiratória, mais frequente no gato, caracteriza-se por respiração


estertosa, corrimento nasal mucopurulento, seroso ou sanguinolento,
dispneia inspiratória e espirros.

A forma cutânea ocorre principalmente no pescoço e cabeça e consistem de


nódulos múltiplos, firmes, indolores, de crescimento rápido que tendem a ulcerar e
drenar exsudato serosanguinolento.
Quando o sistema nervoso central é afetado, os sinais geralmente são crônicos e
podem incluir convulsões, cegueira e alterações comportamentais.

Diagnóstico

O diagnóstico consiste no exame direto pela visualização das formas


encapsuladas e em gemulação do Cryptococcus no líquor (também pode ser
urina, pus, escarro etc) com uso de tinta china (nankin) e por meio de
isolamento em cultura.

A detecção de antígenos específicos dessa levedura também pode ser obtida pela
técnica imunoenzimática ELISA. A sorologia e a histopatologia também são
consideradas na confirmação diagnóstica da criptococose.

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