Guia 1
BESTIÁRIO
2
SUMÁRIO
CRIATURAS............................................................................................................................ 3
ENTROPION’s...................................................................................................................................................3
ANIMALE’s........................................................................................................................................................ 4
ANTROPÓDION’s............................................................................................................................................. 5
VERME’s........................................................................................................................................................... 6
ENTROECHO’s................................................................................................................................................. 8
PARASITY’S.......................................................................................................................... 9
CATEGORIAS DE CRIATURAS............................................................................................10
SANTO............................................................................................................................... 10
ANJO..................................................................................................................................10
ARCANJO........................................................................................................................................................10
QUERUBIM..................................................................................................................................................... 10
SERAFIM.........................................................................................................................................................10
3
CRIATURAS
ENTROPION’s
Seres nascidos da própria desordem do universo. Compostas de entropia pura, essas
entidades não possuem uma matriz material — são intangíveis aos olhos e inatingíveis por
qualquer objeto físico. Somente forças baseadas em ressonância podem interagir ou
feri-las.
Sua forma é fluida e indefinida, como fumaça viva ou uma miragem vibrante. Elas se
moldam conforme a vontade ou segundo os limites impostos por sua chamada matéria
secundária — resíduos de energia ou matéria instável que se agregam temporariamente
em torno de seu núcleo entrópico.
Essas criaturas surgem quando há um pico súbito de entropia — uma ruptura no
equilíbrio natural causada por uso excessivo e descontrolado de ressonância em uma
região. A realidade, estressada até o limite, se rasga, e a entropia toma forma.
São manifestações vivas do colapso da ordem. Onde caminham, a estabilidade se desfaz.
4
ANIMALE’s
Essas criaturas são o resultado da contaminação de seres vivos pela entropia em regiões
de intensa atividade faunística. Quando a entropia atinge níveis críticos em locais
densamente povoados por animais, ela começa a infectar os organismos vivos de forma
lenta, dolorosa e irreversível.
A mutação é caótica. Os corpos se retorcem, membros se fundem ou se multiplicam,
tecidos se sobrepõem e formas bizarras surgem — cada criatura carrega em si uma
assinatura única da corrupção entrópica. Algumas são massas disformes de carne e osso,
outras lembram apenas vagamente a espécie original.
Embora a maioria se comporte como feras irracionais, consumidas por um impulso cego
de devorar, destruir e expandir a entropia ao seu redor, há exceções raríssimas. Algumas
poucas desenvolvem consciência, adquirindo a capacidade de pensar, falar e até interagir
com humanos — embora essas sejam vistas com medo ou reverência.
Todas essas criaturas compartilham uma habilidade terrível: ao atingir um certo pico de
entropia, elas passam por uma evolução entrópica — uma metamorfose violenta que as
transforma em uma nova forma, ainda mais poderosa, resistente e distorcida.
5
ANTROPÓDION’s
Essas entidades deformadas são o resultado da fusão entre corpos humanos e campos de
entropia extrema. Nascem em locais onde massacres violentos ocorreram e a densidade
entrópica atingiu níveis insuportáveis, rasgando a realidade e corrompendo tudo ao redor.
Visualmente, ainda mantêm uma forma vagamente humana, mas seus corpos estão
distorcidos e mutilados — membros desproporcionais, carne rasgada, ossos expostos, e
fragmentos de metal, ossos ou armas cravadas em seus corpos, como se tivessem se
fundido com os instrumentos da própria morte.
Seu comportamento é brutal, impulsivo e animalesco. Avançam como predadores
enlouquecidos por dor e fúria, sedentos por entropia. São como zumbis entrópicos
evoluídos, muito mais resistentes e mortais.
Em algumas regiões assoladas por guerras ou chacinas, esses seres vagam em bandos,
transformando campos de batalha em zonas de pesadelo puro.
6
VERME’s
Há apenas um lugar no mundo onde essas criaturas rastejam — um lugar tão amaldiçoado
que seu próprio nome carrega o eco da tragédia: Abissândria.
Um deserto colossal, sufocado por um calor esmagador, onde a areia canta com ecos
antigos e distorcidos, como se sussurrasse os horrores que ali jazem. Contudo, nem
sempre foi assim.
Dizem as lendas que, há eras incontáveis, Abissândria era um paraíso. Um reino vasto e
próspero, onde a fome, a guerra e a miséria eram apenas lembranças distantes. No coração
deste mundo perfeito, erguia-se uma árvore colossal — Ætherya, a Árvore Divina, a
Doadora de Tudo. Seus galhos tocavam os céus, e suas raízes sustentavam a própria
realidade. Dela fluía toda abundância: alimento, energia, sabedoria e paz.
Mas então, o maior desastre da história aconteceu.
Sem aviso, sem lógica, sem piedade — Ætherya colapsou. Um surto de entropia brutal e
descontrolada emanou de seu núcleo. O paraíso foi desintegrado em um único instante.
Montanhas viraram poeira, mares evaporaram, cidades se despedaçaram como vidro, e
todo vestígio de vida foi consumido. A razão? Ninguém sabe. Talvez um erro divino. Ou
talvez, como sussurram os cultistas, Ætherya simplesmente acordou.
Desde aquele dia, Abissândria tornou-se um cemitério de eras, onde a entropia pulsa
forte como um coração corrompido — e do qual nasceram horrores.
Entre todas as criaturas moldadas pela entropia caótica de Abissândria, nenhuma é mais
temida do que os Verme’s.
Esses colossos profanos não pertencem a nenhum reino natural. Suas formas lembram
vermes ou larvas gigantescas, mas são apenas sombras distorcidas da biologia. Seus
corpos são cobertos por placas ósseas ressecadas e pulsantes, deformadas por milênios
de mutação. Cada cicatriz em sua carapaça conta a história de um mundo que grita por
lógica — e é ignorado.
Sua boca é uma visão do puro grotesco: uma abertura circular monstruosa, com fileiras
caóticas de presas úmidas, como se o próprio deserto tivesse tentado vomitá-los de volta ao
abismo e fracassado. Quando a mandíbula se abre em quatro segmentos, revela-se um
poço giratório de dentes, como uma moenda viva feita de carne e pedra.
Os Verme’s se movem guiados pela entropia, cavando túneis colossais nas profundezas do
deserto. Sentem as vibrações no solo — passos, máquinas, batimentos cardíacos — e
emergem com violência cataclísmica. Homens, animais, veículos inteiros… todos são
engolidos num instante.
Mas devorar carne é apenas parte do horror. Alguns estudiosos do Horror Entropático
acreditam que os Verme’s também se alimentam de memórias, emoções e identidades. Ao
serem consumidos, suas vítimas desaparecem do tecido da realidade. Como se jamais
tivessem existido.
7
Poucos os enfrentaram. Menos ainda sobreviveram. E nenhum jamais saiu ileso da
lembrança.
8
ENTROECHO’s
Entidades invisíveis e insondáveis, conhecidas apenas por seus efeitos distorcidos na
realidade, manifestam-se em locais onde emoções humanas transbordam o limite do natural
— onde dor, ódio, amor ou desespero atingem o ápice e racham a membrana do mundo.
Essas manifestações não seguem lógica ou forma fixa: são extremos puros, alimentados
pela entropia emocional.
Ao surgirem, moldam o espaço e o tempo ao seu redor, criando zonas de distorção onde o
passado, presente e futuro colapsam, e as leis da física cedem à sua vontade. Essas zonas
são conhecidas como Domínios Fraturados.
Essas entidades não podem ser feridas por meios convencionais. Seu verdadeiro corpo —
ou Núcleo — permanece escondido em uma dimensão sobreposta à realidade física,
acessível apenas por meio de brechas: fendas instáveis no espaço, visíveis apenas sob
certas condições ou por aqueles sensíveis à entropia.
Encontrar o Núcleo é o único meio de enfrentá-las… mas atravessar as brechas pode
custar mais do que a própria sanidade.
9
PARASITY’S
esses seres se camuflam em muitos habitats, os locais que atuam geralmente tem uma
densa gama de entropia e fauna. eles
10
CATEGORIAS DE CRIATURAS
SANTO
ANJO
ARCANJO
QUERUBIM
SERAFIM