PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE
SERVIÇOS DE SAÚDE
Aline Pires Odontologia Especializada
2023
1 IDENTIFICAÇÃO DO GERADOR
Razão social: Aline Pires Odontologia Especializada
Nome fantasia: Aline Pires Odontologia Especializada
C.N.P.J: 40.375.994 0001-45
Endereço: Quadra 104 norte, Rua NE 5, sala 02 e 03, n° 28, Plano diretor norte, Palmas-To
Telefone: (63) 98486-7155
E-mail: alinepires1992@[Link]
Área construída m²:206,00m quadrado
Área total do terreno: 720,00 m2
Especialidades: Clinico geral, endodontista e estética.
Horário de funcionamento: 08:00 as 12:00 e 14:00 as 18:00
Equipe:
Cargo Nome Registro no Conselho
Cirurgiã Dentista Aline Pires 3104
ASB Camila
Secretaria Beatriz
2 RESPONSÁVEL(EIS) TÉCNICO(S) PELO PLANO DE GERENCIAMENTO
DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE
Nome: Aline Costa Pires
R.G: 881838 SSP-TO
Profissão: Dentista
Registro no Conselho: 3104
Telefone: (63) 98486-7155
3 OBJETIVOS
O presente plano constitui-se de procedimentos de gestão, planejados e
implementados a partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais, com o objetivo
de minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados, um
encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando à proteção dos trabalhadores, a
preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente. Baseado no
Regulamento Técnico para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde - RDC -
222/2018 – ANVISA.
4 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS GERADOS E ETAPAS PRELIMINARES
DO MANEJO
Os resíduos gerados são provenientes de procedimentos de assistência
odontológica. Assim, mediante a oferta dos serviços, os resíduos podem ser enquadrados
nos grupos: infectante, químico, perfuro cortante e comum.
Grupo A / Subgrupo A4 - Resíduo Infectante ou Biológico
Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas
características podem apresentar risco de infecção. Recipientes e materiais resultantes do
processo de assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma
livre.
A segregação deste tipo de resíduos ocorre no momento e local de sua geração,
sendo o acondicionamento em sacos brancos leitosos identificados de acordo com o grupo,
com símbolo de substância infectante e rótulo de fundo branco, desenho e contornos
pretos.
Os sacos são preenchidos até 2/3 de sua capacidade, respeitados os limites de peso
que suportam, e lacrados antes do descarte. São contidos em recipientes rígidos, laváveis e
com acionamento da tampa por pedal, os quais seguem o mesmo procedimento de
identificação já mencionado (Imagem 1). Os sacos brancos leitosos são substituídos
quando atingem 2/3 de sua capacidade e, pelo menos, 1 vez a cada 24h e encaminhados ao
abrigo temporário.
Imagem 1 – Lixeira de acondicionamento de resíduo infectante.
Grupo B – Resíduos Químicos
Resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde
pública ou ao meio ambiente.
Resíduos contendo metais pesados (chumbo contido na embalagem do filme
radiográfico).
Efluentes de processadores de imagem (reveladores e fixadores).
Restos de amálgama.
Os resíduos líquidos serão acondicionados em recipientes constituídos de material
compatível com o líquido armazenado, resistentes, rígidos e estanques, com tampa
rosqueada e vedante. Os resíduos químicos sólidos são acondicionados em caixas de
papelão ou sacos plásticos laranjas resistente (Imagem 2). As caixas e/ou sacos plásticos
devem ser identificados através do símbolo de risco associado, de acordo com a NBR 7500
da ABNT, com a discriminação de substância química e frases de risco.
Imagem 2 – Recipientes para acondicionamento de resíduos químicos.
Grupo D - Resíduos comuns
Resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao
meio ambiente. Suas características são similares às dos resíduos domiciliares.
Papel de uso sanitário, absorventes higiênicos.
Resíduos provenientes das áreas administrativas.
Caixas de luva ou outros.
Os resíduos comuns são acondicionados em recipientes rígidos, com acionamento
da tampa por pedal, laváveis, identificados com resíduo comum, revestidos internamente
com sacos plásticos pretos resistentes, de modo a evitar derramamento durante o manuseio.
Grupo E - Materiais perfuro-cortantes
Resíduos de materiais perfuro cortantes ou escarificantes, como objetos e
instrumentos contendo cantos, bordas, pontas ou protuberâncias rígidas e agudas, capazes
de cortar ou perfurar. Ex: Agulhas descartáveis, brocas, limas endodônticas, pontas
diamantadas, lâminas de bisturi, instrumentais quebrados, etc.
São acondicionados em recipientes rígidos, resistentes à punctura, rompimento e
vazamento, com tampa, devidamente identificados como perfuro-cortantes e com a
simbologia de risco (Imagem 3). É expressamente proibido o esvaziamento desses
recipientes para o seu reaproveitamento. Após preenchimento de 2/3 ou ao atingir a marca
tracejada na caixa, o recipiente é fechado e acondicionado em saco branco leitoso,
devidamente lacrado e identificado como infectante e com simbologia de risco.
Imagem 3 – Recipiente para acondicionamento de perfuro cortante
5 MEMORIAL DESCRITIVO
A clínica Aline Pires Odontologia Especializada apresenta os seguintes ambiente-
resíduos gerados:
GRUPO A GRUPO B GRUPO C GRUPO D GRUPO E
Consultório 1 X X X
Consultório 2 X X X X X
Consultório 3 X X X
Banheiros X
DML X
CME
Recepção X
6 IDENTIFICAÇÃO E QUANTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS
Código
Peso Frequência
dos Descrição Destino Final Tratamento
(kg/coleta) (recolhimento)
resíduos
Coletado pela
Resíduo empresa RR
A 0,410g Semanal Incineração
Infectante Empreendimentos
Palmas - TO
Coletado pela
Resíduos empresa RR
B 5g Semanal Incineração
Químicos Empreendimentos
Palmas - TO
Resíduos RR
C 50g Semanal Incineração
Radiativos empreendimento
Coletado pela
Resíduos Aterro
D 4kg Diário prefeitura de
Comuns sanitário.
Palmas - TO
Coletado pela
Materiais empresa RR
E 50g Semanal Incineração
perfurocortantes Empreendimentos
Palmas - TO
Os resíduos deverão seguir os seguintes procedimentos ao serem transportados
dentro do estabelecimento de acordo com as resoluções RDC-ANVISA Nº222/2018,
CONAMA Nº358/2005 e normas pertinentes da ABNT do município e da sede do
estabelecimento.
1. Após o uso de matérias perfuro cortantes gerados no estabelecimento são
acondicionados em recipiente rígido, resistente à punctura, ruptura e vazamento
com tampa provida de fechamento e devidamente identificado de forma a garantir
transporte segura até a unidade de tratamento.
2. Os procedimentos deverão ser realizados de forma correta, não permitindo o
rompimento dos recipientes para evitar acontecimentos acidentais.
3. Os resíduos deverão ser tratados e destinados da seguinte forma de acordo com as
resoluções RDC-ANVISA Nº306/2004, CONAMA Nº358/2005 e normas
pertinentes da ABNT do município e da sede do estabelecimento. Segue em anexo
o destino final dos resíduos e o contrato da prestadora do serviço.
7 MANEJO
O Manejo dos RSS é entendido como a ação de gerenciar os resíduos em seus
aspectos intra e extra estabelecimento, desde a geração até a disposição final.
- Lixeira Branca com tampa e pedal com saco branco leitoso para recolhimento do lixo do
Grupo A – Lixo contaminado. Após atingir 2/3 do volume, é retirado, vedado e colocado
no armazenamento temporário.
- Lixeira com tampa, acionada a pedal com saco preto para recolhimento do lixo do grupo
D – Lixo comum.
- Lixeira individual colocada no equipo, com saco impermeável, para recolhimento do
material utilizado no paciente em atendimento e descartado imediatamente após sua saída,
na lixeira do Grupo A.
- Caixa rígida (Descarpax), resistente à punctura, ruptura e vazamento, com tampa,
devidamente identificada para recolhimento do lixo do Grupo E – Perfurocortante.
- Pote com tampa rosqueável contendo água em seu interior para recolhimento das sobras
de amálgama.
- Pote de plástico rígido, resistente, com tampa rosqueada para recolhimento do revelador
radiográfico (Embalagem original).
- Vasilhame para recolhimento das placas de chumbo contidas no filme radiográfico.
OUTROS AMBIENTES - (Consultorio /recepção /banheiro)
- Lixeiras (20L) com tampas acionadas a pedal com saco preto para recolhimento do lixo
do Grupo D – Lixo comum.
8 TRANSPORTE INTERNO
Consiste no traslado dos resíduos dos pontos de geração até local destinado ao
armazenamento temporário ou armazenamento externo com a finalidade de apresentação
para a coleta.
O transporte dos resíduos é realizado sem esforço excessivo ou risco de acidente
para o funcionário. Os procedimentos serão realizados de forma a não permitir o
rompimento dos recipientes. O transporte interno dos resíduos acondicionados é realizado
de forma manual, com frequência diária de coleta interna.
O transporte interno será realizado em horários pré-estabelecidos, após o término
do atendimento matutino (12:00) e após o término do atendimento vespertino (18:00).
Quando necessário, por estar a lixeira com mais de 2/3 de sua capacidade, o transporte será
realizado após o término do atendimento de um paciente.
9 ARMAZENAMENTO
O armazenamento dos resíduos gerados pelo serviço será realizado em ambiente
específico, de acordo com a classificação do resíduo. Todos os resíduos,
independentemente de sua classificação, serão armazenados temporariamente em
recipientes de acondicionamento identificados, não sendo, de forma alguma, permitida sua
disposição diretamente sobre o piso.
Os recipientes contendo restos de fixadores e reveladores radiográficos são armazenados
em armário fechado, devidamente identificados para descarte até receberem o tratamento
adequado.
Os resíduos do grupo A serão armazenados temporariamente em uma bombona com tampa
até a coleta pela empresa contratada.
Os resíduos do grupo D são levados ao armazenamento externo diariamente e recolhidos
pela prefeitura.
10 COLETA E TRANSPORTE EXTERNO
Os resíduos dos grupos A, B e E serão coletados e transportados por empresa terceirizada
devidamente licenciada pelo órgão ambiental. A frequência de coleta será mensal e o
transporte será feito por caminhão baú, devidamente identificado e licenciado para tal
atividade.
Os resíduos comuns serão coletados diariamente, em veículos da
prefeitura municipal de Palmas –TO.
Dados da empresa de coleta e tratamento de RSS:
R E R EMPREENDIMENTOS E SERVIÇOS LTDA
CNPJ: 01.195098/0002-23
End.: Av. Rio Grande do Norte, Quadra 08, Lote 01/02, Setor Industrial de Taquaralto,
Palmas-TO.
11 TRATAMENTO
O tratamento externo dos resíduos é de responsabilidade da empresa contratada para
coleta, transporte e tratamento. A mesma utiliza o método de incineração para os resíduos
dos Grupos A, B e E.
A unidade de incineração da empresa R E R EMPREENDIMENTOS E SERVIÇOS fica
localizada no município de Rio Maria – PA. Segue em anexo a documentação
comprobatória da empresa (licença ambiental)
12 DESTINAÇÃO FINAL
De acordo com a empresa contratada, as cinzas decorrentes do processo de incineração dos
resíduos são depositadas no aterro sanitário no município de Porto Nacional, no qual a
empresa possui um contrato para o descarte desse material.
Os resíduos comuns são depositados no aterro sanitário do município de Palmas-TO.
13 MEDIDAS PREVENTIVAS E CORRETIVAS
13.1. Saúde e segurança ocupacional
As seguintes medidas serão implantadas neste estabelecimento de acordo com as
resoluções RDC ANVISA Nº 222/2018, CONAMA Nº 358/2005 e normas pertinentes da
ABNT do município e da sede do estabelecimento.
Durante o manuseio dos resíduos o funcionário deverá usar todos os equipamentos
de proteção individual (EPI) necessários: luvas de PVC ou borracha impermeáveis
e resistentes, de cor clara, antiderrapantes e de cano longo; avental de PVC
impermeável e de médio comprimento; calçado fechado; máscara; e gorro. Os
equipamentos de proteção individual deverão ser lavados e desinfetados
diariamente de acordo com as normas de higienização. Sempre que houver
contaminação com material infectante, os EPI’s deverão ser substituídos
imediatamente.
Após a coleta interna o funcionário deverá lavar as mãos ainda enluvadas retirando
as luvas e colocando em local apropriado. O funcionário deverá lavar as mãos antes
de calçar as luvas e também depois de retirá-las. Em caso de ruptura nas luvas
descartá-la imediatamente.
Os EPI deverão ser lavados e desinfetados após o uso.
Todos os profissionais e auxiliares receberão treinamento específico para
capacitação e manuseio apropriado do lixo do consultório.
Serão realizadas reuniões mensais para educação continuada dos funcionários.
Todos os profissionais utilizarão EPIs apropriadas ao manipularem os resíduos do
consultório (luva, uniforme, avental, gorro e máscara).
Todos os funcionários devem realizar exames periódicos.
Todos os funcionários devem ser vacinados contra tétano, difteria e hepatite B,
conforme Carteira de Vacinação e/ou exame de soro conversão. (NR-32).
13.2. Para prevenção de acidentes e exposição do trabalhados e agente biológicos
devem ser realizadas as seguintes medidas:
Realizar antissepsia das mãos sempre que houver contato da pele com sangue e
secreções.
Usar luvas sempre, e após retirá-las realizar lavagem das mãos.
Não se alimentar durante o manuseio dos resíduos.
Retirar as luvas e lavar as mãos sempre que exercer outras atividades não
relacionadas aos resíduos.
Manter o ambiente sempre limpo.
13.3. Em caso de acidentes com perfurantes e cortantes as seguintes medidas serão
tomadas:
Lavar bem o local com solução de detergente neutro.
Aplicar solução antisséptica de 30 segundos a 2 minutos.
Notificar imediatamente a chefia da unidade e encaminhar o pronto atendimento se
necessário.
13.4. Em caso de queimaduras em superfícies quentes:
Encaminhar-se imediatamente à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Palmas
- TO.
Em caso de acidentes envolvendo os resíduos do GRUPO B, procede-se de acordo
com as instruções do fabricante do produto.
14 OUTROS PROCEDIMENTOS
O controle integrado de pragas e vetores será realizado por empresa terceirizada. A
empresa deverá manter planilha com registro de atividades referentes à dedetização e
desrratificação, instalação de iscas e barreiras.
14.1. Processos de higienização e limpeza
Limpeza geral diária antes de se iniciar o atendimento dos pacientes.
Após recolhimento dos resíduos é realizada limpeza e desinfecção dos recipientes
de coleta.
Desinfecção de superfícies após cada atendimento.
Álcool 70% na cadeira e superfícies.
Desinfetante no piso.
Instrumentais: processo padrão com utilização de autoclave.
15 MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DO PGRSS
O monitoramento deste plano ocorrerá constantemente pelo responsável técnico.
Quanto à avaliação de implantação e necessidade de implementações, essas ocorrerão
anualmente através da avaliação da taxa de acidentes e outros aspectos analisados.
ANEXAR:
1. Cópia do contrato com a empresa de coleta e tratamento de resíduos.
2. Cópia da licença de operação da empresa de coleta e tratamento de resíduos.
Este estabelecimento se compromete a seguir a disposições de implantar as medidas
contidas neste plano.
Palmas-TO, 05 de setembro de 2023.
_________________________________
Aline Pires
Representante Legal
16 BIBLIOGRAFIA
Para fins de atendimento de apresentação do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
Sépticos, deverão ser observadas as seguintes Legislações e Normas Técnicas:
LEI FEDERAL Nº 9605/98 – Dispõe sobre crimes ambientais.
RESOLUÇÃO CONAMA Nº 01/86 – Estabelecem definições, responsabilidade, critérios
básicos, e diretrizes da avaliação do impacto ambiental, determina que aterros sanitários,
processamento e destino final de resíduos tóxicos ou perigosos são passiveis de avaliação.
RESOLUÇÃO CONAMA Nº 05/88 – Especifica licenciamento de obras de unidade de
transferências, tratamento e disposição final de resíduos sólidos de origem domésticas,
públicas, industriais e de origem hospitalar.
RESOLUÇÃO CONAMA Nº 05/93 – Dispõem sobre destinação dos resíduos sólidos de
serviço de saúde, portos, aeroportos, terminais rodoviários e ferroviários. Onde define a
responsabilidade do gerador quanto o gerenciamento dos resíduos desde a geração até a
disposição final.
RESOLUÇÃO CONAMA Nº 358/2005 – Dispõe sobre o tratamento a destinação final dos
resíduos dos serviços de saúde.
RESOLUÇÃO ANVISA RDC 222/18 – Dispõe sobre o regulamento técnico para o
gerenciamento de resíduos dos serviços de saúde.
NBR 7.500/2017 – Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e
armazenamento.
NBR 12.235/92 – Armazenamento de resíduos sólidos perigosos.
NBR 10004/2004 – Resíduos sólidos – Classificação.
NBR 12807/2013 – Resíduos de serviços de saúde – terminologia.
NBR 12808/2016 – Resíduos de serviços de saúde – classificação.
NBR 12809/2013 – Resíduos de serviços de saúde - Gerenciamento de resíduos de
serviços de saúde intraestabelecimento.
NBR 12810/2020 – Resíduos de serviços de saúde - Gerenciamento extraestabelecimento -
Requisitos.
NBR 12890/93 – Coleta, varrição e acondicionamento de resíduos sólidos urbanos
terminologia.
NBR 13.853/2018 – Recipientes para resíduos de serviços de saúde perfurantes ou
cortantes - Requisitos e métodos de ensaio.