UNIVERSIDADE PAULISTA-UNIP
ICS-Instituto de Ciências da Saúde
ELIEZER NEGLISOLI DOS SANTOS
RA: 2287086
DIABETES MELLITUS TIPO 2
A influência da rotina sedentária na doença
Campinas
2025
ELIEZER NEGLISOLI DOS SANTOS
DIABETES MELLITUS TIPO 2
A influência da rotina sedentária na doença
Projeto de Trabalho de conclusão de Curso,
apresentado à Universidade Paulista-UNIP como
requisito para obtenção do título de Bacharel em
Nutrição.
Campinas,________de________de__________
1. APRESENTAÇÃO
Este trabalho tem como objetivo analisar a influência da rotina diária no
desenvolvimento e progressão do diabetes mellitus tipo 2, destacando o impacto do
sedentarismo associado a hábitos alimentares inadequados. O consumo crescente de
alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares e aditivos químicos, configura-se como
um importante fator de risco para o agravamento da doença.
Além disso, busca-se evidenciar que a adoção de um plano alimentar equilibrado,
aliado à prática regular de atividades físicas, contribui significativamente para a melhoria
da qualidade de vida. Evidenciando que tais estratégias favorecem a redução dos níveis
glicêmicos e auxiliam na prevenção de processos inflamatórios desencadeados por
práticas cotidianas prejudiciais à saúde.
2. MODELO DE PESQUISA
O trabalho se dará na forma de artigo de revisão narrativa da literatura. Utilizando
como fonte de pesquisas as seguintes vias, revistas eletrônicas, Google Acadêmico,
Scielo e afins, com base de dados no período retroativo de 10 anos.
3. OBJETIVOS DA PESQUISA
O objetivo geral desta pesquisa é demonstrar de que forma a rotina sedentária,
cada vez mais presente na sociedade contemporânea, influencia no desenvolvimento
do diabetes mellitus tipo 2, relacionando a alimentação, prática de exercício físico
4. DESCRIÇÃO DA METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão narrativa de caráter crítico, com o objetivo de analisar
evidências recentes sobre atividade física, comportamento sedentário e diabetes
mellitus tipo 2. A busca dos artigos foi realizada em bases de dados reconhecidas, como
PubMed, BMC Public Health, National Center for Biotechnology Information
(NCBI/PMC) e Sage Journals.
Foram utilizados os seguintes descritores: atividade física, comportamento
sedentário, diabetes mellitus tipo 2, exercício físico, intervenções não medicamentosas
e prevenção de doenças crônicas.
Os critérios de inclusão abrangeram publicações entre 2015 e 2025, em inglês
ou português, com texto completo disponível e que abordassem a relação entre
atividade física ou comportamento sedentário e o diabetes mellitus tipo 2. Já os critérios
de exclusão contemplaram estudos duplicados, artigos anteriores a 2015, editoriais e
textos sem metodologia definida.
5. HIPÓTESE
Parte-se da hipótese de que a substituição de comportamentos sedentários por
práticas regulares de atividade física, mesmo em formas simples do cotidiano, exerce
impacto significativo na prevenção e no manejo do diabetes mellitus tipo 2. Supõe-se
que tais mudanças promovem melhora no controle glicêmico, redução do risco
cardiovascular e maior qualidade de vida, independentemente da predisposição
genética do indivíduo. Além disso, acredita-se que a adesão a hábitos ativos pode ser
favorecida quando associada a estratégias de promoção da saúde que considerem
fatores sociais, culturais e ambientais, superando as limitações impostas pelo estilo de
vida contemporâneo caracterizado pela inatividade.
6. RESENHAS
6.1 Exercício/Atividade Física em Indivíduos com Diabetes Tipo 2: Uma
Declaração de Consenso do Colégio Americano de Medicina Esportiva.
O artigo elaborado por Colberg et al. (2022) representa um consenso
internacional acerca da prática de atividade física em indivíduos com diagnóstico de
diabetes mellitus tipo 2. O texto evidencia que a atividade física desempenha papel
central na regulação glicêmica, na melhora da sensibilidade à insulina e na prevenção
de complicações cardiovasculares, configurando-se como um recurso fundamental no
tratamento não medicamentoso.
Os autores destacam ainda que diferentes modalidades de exercícios, sejam
aeróbicos ou resistidos, promovem benefícios complementares. Essa visão integrativa
é relevante, pois combate a ideia de que apenas uma forma de atividade física é
suficiente para o manejo da doença. O artigo se apoia em ampla base científica, o que
fortalece a credibilidade das recomendações apresentadas.
Do ponto de vista crítico, observa-se que o consenso carece de maior atenção
às barreiras sociais e culturais que dificultam a adesão ao exercício físico. Apesar de
enfatizar a importância clínica, pouco se discute sobre estratégias práticas de
implementação em populações de baixa renda, o que pode limitar o alcance das
orientações. Ainda assim, a clareza do documento oferece suporte essencial tanto para
profissionais de saúde quanto para pessoas com a condição.
Em síntese, Colberg et al. (2022) consolidam evidências sólidas sobre os efeitos
positivos da atividade física no tratamento do diabetes mellitus tipo 2, apresentando um
guia consistente que poderia ser ainda mais robusto caso abordasse desigualdades de
acesso e aspectos psicossociais.
6.2 Substituição do comportamento sedentário por diversas atividades físicas da
vida diária e exercícios estruturados: risco genético e incidência de diabetes tipo
2.
O estudo conduzido por Eakin et al. (2022) analisou como a substituição do
comportamento sedentário por diferentes tipos de atividades físicas cotidianas e
exercícios estruturados se relaciona com o risco genético e o desenvolvimento do
diabetes mellitus tipo 2. Os resultados evidenciam que até mesmo mudanças simples,
como optar por deslocamentos a pé ou realizar tarefas domésticas, podem reduzir
significativamente a probabilidade de adoecimento.
O ponto forte do artigo é a abordagem inovadora de integrar predisposição
genética e estilo de vida, revelando que a adoção de comportamentos ativos exerce
efeito protetor mesmo em indivíduos com maior risco hereditário. Isso reforça a
relevância da prevenção baseada em hábitos cotidianos acessíveis.
No entanto, a análise crítica sugere que o estudo poderia explorar mais
profundamente variáveis ambientais e socioeconômicas que impactam a capacidade de
mudança de comportamento. Embora os achados sejam promissores, há limitação
quanto à generalização para populações que enfrentam condições de vulnerabilidade
social.
Conclui-se que Eakin et al. (2022) trazem uma contribuição significativa ao
evidenciar que pequenas alterações na rotina diária têm potencial para reduzir o impacto
do risco genético, reforçando a importância de políticas públicas que incentivem a
atividade física em todas as camadas da população.
6.3 Diferentes domínios de comportamento sedentário apresentam associações
distintas com indicadores relacionados à alimentação.
O artigo de Júdice et al. (2024) apresenta uma análise sobre como diferentes
contextos de comportamento sedentário se associam a indicadores relacionados à
alimentação. O estudo evidencia que o tempo gasto em frente à televisão, por exemplo,
está fortemente ligado a padrões alimentares menos saudáveis, como maior consumo
de alimentos ultraprocessados.
A originalidade do artigo está em diferenciar os domínios do comportamento
sedentário, mostrando que não se trata apenas da quantidade de horas sentado, mas
do contexto em que esse comportamento ocorre. Essa abordagem amplia a
compreensão da relação entre sedentarismo e saúde, integrando aspectos nutricionais
e de estilo de vida.
Entretanto, a pesquisa apresenta limitações ao não considerar, de maneira
aprofundada, a influência de fatores emocionais e psicológicos que também afetam as
escolhas alimentares. Além disso, a predominância de dados autorrelatados pode gerar
vieses de memória ou subestimação de hábitos.
De modo geral, Júdice et al. (2024) oferecem uma contribuição relevante ao
discutir como diferentes domínios do comportamento sedentário impactam padrões
alimentares, fortalecendo a ideia de que estratégias de saúde pública devem ser
específicas e contextualizadas.
6.4 O Impacto da Atividade Física em Pacientes com Diabetes Tipo 2.
O trabalho de Kraus et al. (2023) busca compreender o impacto da atividade
física em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, destacando a relação entre prática
regular de exercícios e redução de complicações metabólicas. O estudo reforça que a
atividade física deve ser vista como parte integrante do cuidado clínico, contribuindo para
melhor controle glicêmico e menor risco cardiovascular.
Um aspecto relevante é a clareza com que os autores apresentam as
recomendações, o que favorece a aplicação prática por profissionais de saúde. Além
disso, o artigo reforça a importância da individualização do plano de atividade física,
considerando as condições e limitações de cada paciente.
Por outro lado, percebe-se uma lacuna na discussão sobre políticas públicas que
incentivem o acesso a espaços e programas de atividade física. O foco permanece no
nível individual, o que limita a perspectiva de transformação em larga escala.
Em síntese, Kraus et al. (2023) reforçam o papel indispensável da atividade física
como parte do tratamento do diabetes mellitus tipo 2, mas o artigo poderia aprofundar
estratégias de promoção coletiva para maior alcance populacional.
6.5 Comportamento sedentário e saúde: atualização do Comitê Consultivo de
Diretrizes de Atividade Física de 2018.
O artigo de Powell et al. (2019) apresenta uma atualização sobre comportamento
sedentário e saúde, a partir das diretrizes elaboradas pelo Comitê Consultivo das
Diretrizes de Atividade Física de 2018. O estudo enfatiza que períodos prolongados de
inatividade estão relacionados ao aumento de doenças crônicas, incluindo diabetes
mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares e obesidade.
A relevância do artigo está em reunir um conjunto robusto de evidências
científicas que embasam recomendações internacionais de saúde pública. Além disso,
a obra enfatiza que pequenas interrupções no tempo sedentário já são capazes de gerar
benefícios à saúde, o que torna a mensagem mais acessível e aplicável.
Porém, nota-se que as recomendações ainda permanecem amplas, sem
contemplar diferenças culturais e sociais que influenciam os níveis de sedentarismo em
diferentes países. Essa limitação restringe a aplicabilidade em contextos específicos,
como regiões de menor desenvolvimento.
Conclui-se que Powell et al. (2019) fornecem um material de referência
fundamental para compreensão dos efeitos do comportamento sedentário na saúde,
oferecendo base científica sólida, ainda que necessite de maior contextualização para
realidades diversas.
REFERÊNCIAS
COLBERG, S. R. et al. Exercise/Physical Activity in Individuals with Type 2 Diabetes: A
Consensus Statement from the American College of Sports Medicine. Diabetes Care, v. 45,
n. 12, p. 2689-2701, 2022. Disponível em:
[Link] Acesso em: 18 set. 2025.
EAKIN, E. G. et al. Replacement of Sedentary Behavior by Various Daily-Life Physical
Activities and Structured Exercises: Genetic Risk and Incident Type 2 Diabetes. Diabetes
Care, v. 45, n. 5, p. 1121-1130, 2022. Disponível em:
[Link] Acesso em: 18 set. 2025.
JÚDICE, P. B. et al. Different sedentary behavior domains present distinct associations
with eating-related indicators. BMC Public Health, v. 24, art. 275, 23 jan. 2024. DOI:
10.1186/s12889-024-17760-2. Disponível em:
[Link] Acesso
em: 18 set. 2025.
KRAUS, W. E. et al. The Impact of Physical Activity in Patients With Type 2 Diabetes.
Journal of Primary Care & Community Health, v. 14, p. 1-7, 2023. Disponível em:
[Link] Acesso
em: 18 set. 2025.
POWELL, K. E. et al. Sedentary Behavior and Health: Update from the 2018 Physical
Activity Guidelines Advisory Committee. Medicine & Science in Sports & Exercise, v. 51,
n. 6, p. 1227-1241, 2019. Disponível em:
[Link] Acesso em: 18 set. 2025.
ANEXO
CRONOGRAMA DE POSTAGEM – REGULAR
PROJETO TÉCNICO-CIENTÍFICO INTERDISCIPLINAR
POSTAGENS PERÍODO CHAT HORÁRIO MÍNIMO REQUERIDO
1. Apresentação e definição do
tema.
2. Elaborar capa e
contracapa (seguir modelo
1a 01/09/2025 a 18:00h às do manual).
08/09/2025 27/08/2025 19:00h 3. Apresentação do
problema e
justificativa da
pesquisa.
4. Explicar o modelo de
pesquisa (artigo de revisão
bibliográfica/artigo original no
caso de pesquisa de
experimentação/ campo).
5. Cronograma de pesquisa
proposto.
1. Documento comprobatório
de submissão do projeto ao
CEP/CEUA, no caso de
artigo original.
2. Objetivos da pesquisa.
3. Descrição da metodologia.
4. Elaboração da hipótese.
2a
22/09/2025 a 18:00h às 5. Resenha completa de, ao
27/09/2025 17/09/2025 19:00h menos, 5 artigos científicos
que farão parte da versão
final do projeto.
6. Lista em ordem alfabética de
todas as referências utilizadas
até o momento na elaboração
da pesquisa (elaborar lista
conforme as normas de citação
presentes no manual).
7. Cronograma de
pesquisa proposto
(atualizado).
8. Apresentar os ajustes
solicitados pelo orientador
após a 1a postagem.
1. Elaborar capa e demais
elementos pré- textuais
atualizados.
2. Apresentar a hipótese e a
3a metodologia corrigidas e
13/10/2025 a 08/10/2025 18:00h introdução.
18/10/2025 às
19:00h
3. Lista completa de todas as
referências utilizadas na
pesquisa (elaborar lista conforme
as normas de citação presentes
no manual).
4. Cronograma de pesquisa
proposto (atualizado).
5. Apresentar os ajustes
solicitados pelo orientador
após a 2a postagem.
1. Versão final do Projeto de
Pesquisa (com todas as
adequações solicitadas pelo
4a 03/11/2025 a 18:00h
08/11/2025 29/10/2025 às orientador).
19:00h 2. Documento comprobatório de
Aprovação do Projeto no CEP ou
CEUA (se for o caso de artigo
original de campo/
experimentação).
6. Elaborar capa e demais
elementos pré- textuais
atualizados.
7. Apresentar a hipótese e a
3a metodologia corrigidas e
13/10/2025 a 08/10/2025 18:00h introdução.
18/10/2025 às
19:00h
8. Lista completa de todas as
referências utilizadas na
pesquisa (elaborar lista conforme
as normas de citação presentes
no manual).
9. Cronograma de pesquisa
proposto (atualizado).
10. Apresentar os ajustes
solicitados pelo orientador após
a 2a postagem.
3. Versão final do Projeto de
Pesquisa (com todas as
adequações solicitadas pelo
4a 03/11/2025 a 18:00h
08/11/2025 29/10/2025 às orientador).
19:00h 4. Documento comprobatório de
Aprovação do Projeto no CEP ou
CEUA (se for o caso de artigo
original de campo/
experimentação).