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Evolução do Direito Constitucional no Brasil

O documento aborda a evolução histórica do Direito Constitucional no Brasil, desde a Constituição Imperial de 1824 até a Constituição de 1988, destacando as principais características e mudanças em cada período. Também discute o conceito de constitucionalismo e a soberania popular, enfatizando o papel da Suprema Corte na proteção dos direitos fundamentais. A análise inclui a influência de contextos históricos e sociais nas constituições brasileiras e a importância do constitucionalismo contemporâneo.
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Evolução do Direito Constitucional no Brasil

O documento aborda a evolução histórica do Direito Constitucional no Brasil, desde a Constituição Imperial de 1824 até a Constituição de 1988, destacando as principais características e mudanças em cada período. Também discute o conceito de constitucionalismo e a soberania popular, enfatizando o papel da Suprema Corte na proteção dos direitos fundamentais. A análise inclui a influência de contextos históricos e sociais nas constituições brasileiras e a importância do constitucionalismo contemporâneo.
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Direito Constitucional – Material de estudo – Edital AGU – PEDRO LENZA

“O Direito Constitucional funciona organiza-se como Direito Público fundamental, por referir-se
diretamenta ao funcionamento do Estado e suas estruturas”
JOSÉ AFONSO DA SILVA

HISTÓRIA DA CONSTITUIÇÃO NO BRASIL

IMPERIAL – 1824, vinda da família real portuguesa para o Brasil em 1808 e que trouxe grande
progresso com a comitiva de mais de 15 mil integrantes fugindo da guerra napoleônica.
Dia do fico, quando D. Pedro I decidiu que ficaria no Brasil, foi o início do movimento que
culminaria na independência do Brasil.
Declarada a independência em 1822 foi outorgada (imposta pelo governante, sem a participação
popular) a CARTA IMPERIAL, característica mais marcante foi a separação dos poderes
(Legislativo, Judiciário, Executivo e Moderador – concedido ao imperador e considerada
constitucionalização do absolutismo como menciona Paulo Bonavides) – Despotismo Esclarecido
de Dom Pedro I, que à luz do Iluminismo, buscava a proteção dos direitos individuais
Primeiro período da evolução histórica da responsabilidade do Estado – The king can do no wrong
(o rei nada faz de errado) – segundo período é da responsabilidade com culpa e terceiro período a
responsabilidade é objetiva, ou seja, sem culpa.
IMPERADOR exercia o poder executivo e o moderador
Constituição semi-rígida
Ponto histórico – Abolição da escravatura em 1888

REPUBLICANA – Decreto de 15 de novembro de 1889 – Alteração do nome para Estados Unidos


do Brasil
Adoção do federalismo inspirada na Constituição Norte Americana de 1791 – Assegurando o
princípio da não intervenção nos estados
Sistema de governo alterado para presidencialismo direto com mandato de anos e vedada reelição –
sistema de julgamento pelos crimes de responsabilidade pela Câmara dos Deputados e os crimes
comuns pelo STF
Reconhecimento a liberdade religiosa, pois a constituição anterior previa a religião católica
Direito ao Habeas Corpus
Com surgimento dos direitos sociais, a constituição da república passou a perder lugar e surge a CF
de 1934

CONSTITUIÇÃO DE 1934
Promulgada
Inserção dos direitos sociais e início do processo de intervenção Estatal na economia com o
fomento da economia popular, desenvolvimento do crédito nacionalização das instituições
financeiras e nacionalização das empresas de seguro.
Manteve algumas estruturas da Constituição anterior como as divisões de poder, ampliando os
poderes da União, criou sistemas de tributos entre Estados e União
Admissão do voto feminino
Influência da Constituição Alemã de Weimar
Regulou problemas da segurança nacional, estatui o funcionalismo públicos
Compromisso entre o intervencionismo e o liberalismo.
Três pontos relevantes que foram inseridos neste documento: ADI interventiva, controle de
constitucionalidade pelo Senado e Cláusula de reserva de plenário. Também foi criada a CPI.
Getúlio Vargas com receio do avanço do comunismo, a revoga e outorga a CARTA ESTADO-
NOVISTA DE 1937
CARTA ESTADO-NOVISTA DE 1937
Outorgada
Centralização do poder político nas mãos do Presidente da República – compostura totalitária
Divisão dos poderes apenas aparente, uma vez que o poder se concentrou no Presidente da
República.
Responsabilidade do PR era aparente pois o Conselho Federal, responsável por seu julgamento, era
composto por 10 membros, escolhidos por ele.
Teoricamente nunca entrou em vigor pois em seu texto dizia que seria submetida a plebiscito
nacional, o que nunca ocorreu.
Após a segunda guerra em 1945, Getúlio Vargas encaminha lei para eleição direta de PR e eleição
de Assembléia Constituinte, culminando na CF de 1946.

CONSTITUIÇÃO DE 1946
Após a 2ª Gerra, não se admitia qualquer distanciamento dos princípios libertários e democráticos.
Fortalecimento do princípio federativo
Movimento municipalista
Presidencialismo direto – 5 anos de mandato
Retorno da forma bicameral (Senado e Câmara dos Deputados)
Inserção da Justiça do Trabalho no Poder Judiciário – Embora tenha sido criada na CF de 1934, só
em 1946 é que passou a ser um ramo do poder judiciário.
Ordem econômica e social
Repressão ao abuso de poder econômico – referencial desta CF

CONSTITUIÇÃO DE 1967
Após o Golpe Militar de 1964, o PR Castelo Branco encaminhou o projeto da Nova CF
Fortalecimento do Poder executivo e secundarização do poder legislativo.
Controle abstrato de constitucionalidade era exercido pelo STF em representação pelo PGR
Não sobreviveu por muito tempo

CONSTITUIÇÃO DE 1969
Ato Institucional que deu poderes ao PR, sendo a mais autoritária da história brasileira
Proibição de representação judicial dos atos militares, suspensão de Habeas Corpus

CONSTITUIÇÃO DE 1988
Constitucionalismo social – Promulgada
Sedia os direitos e garantias fundamentais, valorização social do trabalho e da livre iniciativa,
pluralismo político. Ponto de partida para os demais ordenamentos jurídicos.
Consolidação do sistema jurídico a serviço do homem e da igualdade.

CONCEITO DE CONSTITUCIONALISMO
Movimento político, social e cultural, sugerindo uma invenção de uma forma de ordenação e
fundamentação do poder político.

- Evolução Histórica
CIDADES ESTADOS gregas;
IDADE MÉDIA carta magna de 1215;
IDADE MODERNA com o surgimento dos pactos voltados para a proteção dos direitos individuais.
Bill of Rights de 1689, Petitions of rights 1628;
CONSTITUCIONALISMO MODERNO onde predominam as constituições escritas (Francesa e
Americana – século 18)
CONSTITUCIONALISMO CONTEMPORÂNEO, textos sedimentam um importante conteúdo
social.
NEOCONSTITUCIONALISMO – PÓS MODERNO – PÓS POSITIVISMO, hierarquia das nomas
no sentido formal e axiológico (valor), pirâmide Kelsiana

CONSTITUCIONALISMO E SOBERANIA POPULAR

“Todo poder emana do povo” – CF 1988

O titular do poder é o povo e o exerce de forma direta através do voto, plebiscitos, referendos e
iniciativa popular. De forma indireta através de seus representantes eleitos.

PAPEL DA SUPREMA CORTE – Segundo Barroso, a corte suprema desempenha um papel


CONTRAMAJORITÁRIO, servindo para assegurar a proteção aos direitos fundamentais, sendo a
sentinela contra o risco de tirania das maiorias. REPRESENTATIVO, no sentido de não serem
eleitos pelo povo, mas seguirem a linha da vontade popular em uma atuação representativa na
jurisprudência, inclusive as estrangeiras, a fim de acompanhar o que acontece no Brasil e no mundo.
ILUMINISTA, no sentido de “empurrar” a história na direção do progresso social como por
exemplo a proteção aos homossexuais, mulheres, devendo ser ocasionalpois representa um risco
democrático em transformar as cortes em instâncias hegemônicas

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