Discente: Maria Luiza Silva
Poder Executivo
e
Poder Judiciário
O sistema político de governo se divide em:
Sistema de Governo
Presidencialista
Parlamentarista
Forma de Governo A forma de governo trata-se de:
República
Monarquia
No sistema presidencialista (como o do Brasil), temos um
acúmulo de funções por parte do Presidente da República.
O Presidente exerce, ao mesmo tempo, as funções de:
Chefe de Estado: representa o Estado brasileiro perante outros
países, com funções simbólicas, cerimoniais e diplomáticas.
Chefe de Governo: exerce a função administrativa interna.
O sistema presidencialista é caracterizado por esse acúmulo
das duas funções.
Capítulo II – Do Poder Executivo
Seção I – Do Presidente da República e do Vice-Presidente da
República
Art. 76. O poder Executivo é exercido pelo Presidente da
República, auxiliado pelos Ministros de Estado.
Art. 14.
§ 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o pleno exercício dos direitos políticos;
III - o alistamento eleitoral;
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
V - a filiação partidária; Regulamento
VI - a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
§ 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos
Destarte, ao Poder Executivo cabe, ainda hoje, precipuamente, a função
administrativa, ou seja, a administração do Estado, nos limites estatuídos
nas leis elaboradas pelo Poder Legislativo. Esta é sua função típica.
Na doutrina de Aderson de Menezes (1992, p. 251), “o Poder executivo
é o que tem a função primordial de administrar a coisa pública, aplicando
a lei e adotando outras providências subsequentes”
Fernandes Baffa, Elisabete SEPARAÇÃO DE PODERES. Revista Científica
Semana Acadêmica. Fortaleza, ano MMXVI, Nº. 000089, 28/09/2016
Palácio do Planalto – Sede oficial do Governo Federal Brasileiro.
Processo eleitoral:
Art. 77. A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República
realizar-se-á, simultaneamente, no primeiro domingo de outubro, em
primeiro turno, e no último domingo de outubro, em segundo turno, se
houver, do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente.
§ 3º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á
nova eleição em até vinte dias após a proclamação do resultado, concorrendo os
dois candidatos mais votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria
dos votos válidos.
Posse :
Art. 78. O Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão posse em
sessão do Congresso Nacional, prestando o compromisso de manter, defender
e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo
brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.
Parágrafo único. Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Presidente ou o Vice-
Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago.
Vacância:
Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente,
ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados
ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados,
o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.
Sobre o Art. 78.
A posse do Presidente e do Vice-Presidente da República, eles
tomam posse em sessão do Congresso Nacional, portanto, essa
sessão ocorre no dia 1º de Janeiro.
Nessa situação, há a convocação extraordinária do Congresso Nacional, como
redigido no Art. 57. , §6, I.
§ 6º A convocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á:
I - pelo Presidente do Senado Federal, em caso de decretação de estado de
defesa ou de intervenção federal, de pedido de autorização para a decretação de
estado de sítio e para o compromisso e a posse do Presidente e do Vice-
Presidente da República;
Art. 82. O mandato do Presidente da República é de 4 (quatro) anos e
terá início em 5 de janeiro do ano seguinte ao de sua eleição
Art. 14.
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito
Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso
dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período
subseqüente.
A Constituição de 1988 prevê alguma possibilidade de
eleição indireta por parte do Congresso Nacional para
os cargos de Presidente e Vice-Presidente?
Seção II- Das atribuições do Presidente da República.
Art. 84.
Chefe de estado: Quando estiver representando o país no plano externo, (perante outros
países).
Ex: VII. VIII, XIX.
No plano interno: como unidade estatal e harmonia entre os poderes.
Ex: XV, XVI, XVII.
Como chefe de governo: governança interna, no plano executivo da união.
Ex: I ao IV
“Na previsão clássica presidencialista, em regra a iniciativa de lei será prerrogativa dos
membros do Poder Legislativo, ressalvando-se a maior participação do Presidente na
legislação orçamentária, porém, como salienta Ernest Fincher: "o Chefe do Executivo
tem o direito de dizer por favor ao Congresso, significando que ele pode recomendar leis.
Ele pode dizer sim, significando que a medida torna-se lei com sua assinatura. Ele
também pode dizer não, significando que ele pode vetar a legislação. Em outras
palavras, ele pode desaprovar projetos aprovados pelo Congresso e retorná-los à
legislatura com suas objeções".
A recomendação de leis, como lembra Cooley, significa que o Presidente da República
poderá apontar para consideração do Congresso medidas que ele julgue necessárias à
Nação”.
PRESIDENCIALISMO. A EVOLUÇÃO DO RELACIONAMENTO ENTRE OS PODERES EXECUTIVO E LEGISLATIVO
Sistema de freios e contrapesos
No tocante ao veto presidencial, consagra-se essa possibilidade como importante
instrumento de controle do exercício da competência legislativa do Congresso,
permitindo-se ao Presidente da República, como lembrado por Montesquieu, a
faculdade
de impedir eventuais abusos na produção legislativa, pois "se o Poder Executivo
não
tiver direito de frear as iniciativas do corpo legislativo, este será despótico. Porque,
podendo atribuir-se todo poder imaginável, aniquilará os demais poderes".
PRESIDENCIALISMO. A EVOLUÇÃO DO RELACIONAMENTO ENTRE OS PODERES EXECUTIVO E LEGISLATIVO
CAPÍTULO III
DO PODER JUDICIÁRIO
Seção I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário:
I - o Supremo Tribunal Federal;
I-A o Conselho Nacional de Justiça;
II - o Superior Tribunal de Justiça;
II-A - o Tribunal Superior do Trabalho;
III - os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais;
IV - os Tribunais e Juízes do Trabalho;
V - os Tribunais e Juízes Eleitorais;
VI - os Tribunais e Juízes Militares;
VII - os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios.
De acordo com a célebre separação dos poderes, cabe ao
Judiciário dizer o direito, isto é, dizer o direito aplicável
às lides que lhe são postas. Trata-se da função
jurisdicional, que lhe é ínsita.
Para Aderson de Menezes (1992, p. 252-253), função
peculiar do poder judiciário é julgar “as contendas
derredor de direitos e interesses, fazendo a interpretação
da lei e a distribuição da justiça”.
Fernandes Baffa, Elisabete SEPARAÇÃO DE PODERES. Revista Científica Semana
Acadêmica. Fortaleza, ano MMXVI, Nº. 000089, 28/09/2016
Palácio do Supremo Tribunal Federal
Art. 92.
§ 1º O Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça e os
Tribunais Superiores têm sede na Capital Federal.
§ 2º O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição
em todo o território nacional.