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A Jornada do Rei e a Raposinha

O documento narra a história de um rei perfeito que vive em um reino esplêndido, rodeado por natureza exuberante e admirado por seus súditos. Em sua jornada, o rei encontra uma raposinha ferida e a cuida, formando um laço especial com o animal. Juntos, eles exploram novas terras, enfrentando desafios e descobrindo a beleza e a escuridão do mundo além de seu reino.
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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A Jornada do Rei e a Raposinha

O documento narra a história de um rei perfeito que vive em um reino esplêndido, rodeado por natureza exuberante e admirado por seus súditos. Em sua jornada, o rei encontra uma raposinha ferida e a cuida, formando um laço especial com o animal. Juntos, eles exploram novas terras, enfrentando desafios e descobrindo a beleza e a escuridão do mundo além de seu reino.
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Capitulo 1

E
m uma época distante, a qual
não se sabe exatamente pela
mente do homem, quando foi,
qual ano era, em que mês se passou, que dia
foi, como tinha sido o primeiro segundo
desta história
O que foi contado ao longo de eras, era
a existência de um grande reino, localizado
em uma extensa, se não infinita paisagem
verde.
O chão, é inteiramente forrado em
grama, por onde voam borboletas coloridas e
passam, quase por desapercebidas, astutas
raposinhas brincalhonas que correm mais
que tudo.
Desse gramado, era alavancado
milhares de árvores, de diferentes cores e
tamanhos, que davam luz a esplendidas frutas
e flores.
Vendo de cima, era uma bela visão, um
ótimo quadro, estendido no quadro da
existência, de uma criação.
Fora isso, plantado estava no meio de
todo aquela beleza, um grande castelo de
ouro, um incrível reino decorado com pedras
preciosas construído ali.
Naquele reino, havia um governante,
aquele que cuidava de todas as coisas, um
homem, que era rei. Ele vestia detalhes
dourados, e portava uma inefável coroa
pontiaguda em sua cabeça, carregada de luz.
Não existiu ninguém como ele, aquele
rei era perfeito, todos no reino o admiravam
e o amavam, assim como ele amava a todos,
um por um.
Além do rei, haviam uma enorme
tropa, que ultrapassava aos trilhares sua
quantidade. Quando todo aquele batalhão
marcha, o chão se estremece. Eram belos e
corajosos cavaleiros, vestidos com brilhantes
armaduras. A luz no material da roupa
expandia – se, quando contrasta – se com a
luz que habitava aquele lugar.
Eles estavam ali a serviço do rei,
obedecer as suas ordens e cumprir os planos
projetados por ele.
Tudo era perfeito, estava tudo bem,
não existe tempo neste lugar, tudo é eterno.
Então o rei tinha mais planos em seu coração.
Ninguém, nem os cavalheiros do rei,
esperavam que uma tal atitude seria tomada.
O rei estava andando tranquilamente
pelos corredores de seu palácio dourado,
enquanto andava, olha para as colunas de
sustentação do teto passando por ele. Logo,
o rei encontrou o cavalheiro principal
subindo os degraus, indo a seu encontro.
Ele era Merton, ele comanda todo o
exército do reino, porta uma armadura a
altura de sua posição, carregada de outro,
pedras preciosas e tecidos vermelhos que
envolviam seu corpo.
- Olá vossa majestade! Merton
cumprimenta o rei, que responde: - Olá
Merton, como está?
- Estou bem, como vossa majestade
vai?
- Vou ótimo, justamente agora, pois irei
viajar!
- Viajar?
- Sim!
- Para onde?
- Para um lugar onde ainda não existe!
- Me perdoe majestade, mas não estou
entendendo!
- Um dia irá entender!
- E, como o reino ficará sem o senhor,
majestade?
- Eu sempre estarei aqui!
Merton entende o que o rei diz, e se
tranquiliza.
O rei sai de seu palácio, ao lado de
Merton, o comandante. Juntos, eles passam
por todas as ornamentações incríveis que
foram construídas no reino, era tudo muito
bonito! Não existia nada como aquilo!
O grande portão daquele reino é
aberto, o rei para seus passos e olha para a
imensidão daquele enorme campo brilhante,
mesmo de longe era possível ver as
borboletas coloridas voando por cima da
natureza.
O rei se vira para Merton, e põe sua
mão ao seu ombro, ambos se despedem. E o
rei sai do reino, e sai andando, começando
sua grande viagem, enquanto toda a sua
comitiva o observava junto a Merton.
Capítulo 2

O
rei andava livremente sobre o
mar de grama alta que batiam
em suas vestes conforme
passava, ele fechava os olhos e apreciava o
frescor da atmosfera gloriosa que tomava
conta daquele lugar.
Nunca havia saído de seu reino, para
fazer viagem alguma, e para onde este rei iria
afinal?
O rei sentou – se em uma pedra,
próxima a uma grande árvore, que lhe fazia
sombra. Ele põe sua mochila ao chão,
enquanto aprecia a vista do horizonte, não
demorou muito até que uma raposinha
desastrada, pequena, de pelos vermelhos e
pretos, se esbarra na árvore próxima ao rei.
Ele só viu que havia um animalzinho
ali, pelo doído som que fora ecoado, a
raposinha bateu sua cabeça naquela árvore.
O rei ficou com pena dela, estava apenas
brincando de pega-pega com um gafanhoto,
mas não viu a tempo o obstáculo em sua
frente.
O bichinho se contorce de dor, pondo
suas delicadas patinhas em seu injustiçado
focinho, como dói! O rei então espera a
raposa olhar ao menos para ele em algum
pedaço de tempo, ela olha, e vê ele fazendo
um sinal com a mão, chamando – a para
próximo dele.
Sem mais nada a esperar, a raposinha
anda devagar, com um olhar entristecido pelo
violento tombo contra a árvore, o rei a pega
pela patinha direita, a olha com um olhar de
luz, de amor.
Com ânimo, mergulha suas mãos com
graça em sua misteriosa mochila e de lá, traz
a visão da raposa, uma fita. O rei parte um
longo pedaço da fita e a enrola na pata do
animalzinho.
A desastrada raposinha, entendeu que
estava sendo cuidada, ficou curiosa, nunca o
havia visto antes. Já havia ouvido falar do tal
rei pelos outros animais, mas estava face a
face com ele naquele instante.
A presença daquele trazia paz,
tranquilidade e alivio, a raposinha não sentia
medo ou angustia, queria ficar cada vez mais
perto de quem acabara de conhecer.
Enquanto o rei observa o esplêndido
horizonte, o animal se aproxima mais do rei
e se aconchega suas costas a pedra aonde ele
estava sentado aquele que a cuidou, e deitou
– se, ali.
Capitulo 3

O
s delicados olhos da
raposinha foram se abrindo, e
a luz do dia invadiu a sua vista.
O animal precisou fechar os olhos bem forte
e esfrega – los com as patinhas. Até que pode
deixar – se ver onde estava.
Ainda estava naquele mesmo lugar,
encostava na pedra onde estava o homem
que a cuidou, mas, ele não estava mais lá! A
raposinha não queria perde – lo, desesperada
olhou a sua volta energicamente, até que o
encontrou.
O rei andava até o além, logo que viu,
a raposinha não pensou duas vezes, nem
bocejou ou acordou direito, preparou –se
para saltar – se ao ar, logo que caísse ao chão,
amorteceria sua queda com suas patinhas,
assim impulsionando uma grande corrida.
E assim o fez, ela correu desesperada,
tão agitada quanto as batidas de seu coração,
que batiam por aquele homem, que a cuidou.
O animal atravessou violentamente o mar de
grama alta que a servia de obstáculo, somente
memorizou em rápida visão de memória, a
direção para onde o homem com a coroa na
cabeça andava e assim, nada poderia impedi
–la.
Um som estrondoso, como um som de
muitas águas se fez a todo aquele alvoroço, os
grandes punhados de grama se esbarravam
uns nos outros por causa da raposinha. Nada
a poderia faze – la parar! Só estava esperando
que o calcanhar do homem aparecesse, e
assim veria que chegara a eu destino, perto do
rei, e nada mais.
O Rei que andava serenamente pelo
campo, escutava a natureza se remexendo,
vários sons ao seu redor, as folhas das árvores
balançando, os pássaros voando pelo céu
ecoando seu grito de liberdade, ao voar. Mas
havia um outro som, que se destacava as
outras, era a grama alta se curvando a
raposinha que avançava – lhes a uma
velocidade mil!
Então o rei se virou, e viu que alguém
se aproximava dele em instantes, então, o que
fosse que corria pela grama alta foi parando,
diminuindo sua velocidade, dirigindo – se aos
pés dele. Até que emergiu – se do gramado,
a tão falada, raposinha, com uma faixa em sua
perna.
O animal levantou sua cabeça a uma
curvatura quase imensa para poder ver – lo,
aquele homem era muito grande! Uma pena,
não dava para ver o seu rosto, a luz do dia o
envolvia, pois estava alto demais.
Até que o rei se abaixou, e a essa
medida sua face se aproximara a ada
raposinha, então o animal pode ver, seus
brilhantes olhos, semelhantes ao mel, ao
ferro fundido a fogo, não era somente um
único brilho, toda uma constelação de
estrelas habitava em seus olhos.
Somente assim, a raposinha se
tranquilizou, e desacelerou sua respiração,
pois nada mais, importava.
- Já vi que você não se esqueceu de
mim. Disse o rei, - você não quer continuar a
viagem comigo? As pupilas da raposinha
dilataram – se como resposta, então ele disse:
- Então vamos!
O rei sem esforços, a envolveu com
suas grandes mãos, levando – a para seu
ombro direito. Não cria a raposinha, que
havia conseguido alcança – lo, após quase o
perder.
Capitulo 4

E
les caminharam muito,
passaram por variadas
paisagens, até que enfim
chegaram a um diferencial. Estavam
deparados a uma profunda fenda aberta na
terra. O rei e a raposa se encontravam na
ponta de um penhasco enorme.
Logo a frente, havia a outra parte da
fenda, estava tão longe do rei e a raposa,
impossibilitados estavam de atravessarem ao
outro lado.
- E agora raposinha? Como iremos
atravessar? O rei a perguntou. Quando
menos se esperava, um grande som
estrondoso ecoou pelos céus, era semelhante
a um grande canto de pássaro.
O rei logo, procurou no teto azul da
natureza, o responsável por essa quebra de
silêncio, seria um pássaro? Uma águia? A
raposina também procurava, após olhar para
trás, viu algo voando entre os céus, ele se
movia rapidamente. Inicialmente a raposinha
pensou se tratar de uma nuvem enorme que
foi soprada pelo vento.
A raposinha chamou a atenção do rei,
que também olhou para trás, e viu a grande
figura veloz no céu, ela era branca e brilhante.
Os olhos do rei arregalaram e um sorriso se
formou a face, logo correu animadamente
por todo o campo onde estavam, parecia
procurar algo.
Logo encontrou o que procurava, uma
pequena moita recheada de frutinhas roxas,
rapidamente o rei a arrancou do chão e
entendeu – a para o céu, dando altos gritos
ali. A raposinha não entendia o que ele estava
fazendo.
Deduzindo pela vista, a direção
daquela forma flutuante no céu, passaria reto
a eles, mas estranhamente, foi se movendo
em direção as mãos do rei, com aquelas
frutinhas roxas.
A raposinha arregalou seus olhos, seu
coração batia acelerado, abraçou – se ao
pescoço do rei amedrontada, pois aquela
forma monstruosa se movia na direção deles
em uma velocidade descomunal.
O animal apertava seus olhos fechados
para que não visse, qualquer coisa que
acontecesse naquele momento, mas no
instante certo, teve coragem de abrir os olhos,
um pouquinho, até que viu. Não era uma
nuvem, e sim um gigante pássaro que passou
por eles, bicando as frutinhas roxas, levando
– as para si.
Era como um milagre, o grande
pássaro pousou ao chão gramado, ele era
esplendido e glorioso, sua coloração era um
branco brilhante, seu brilho fora
impulsionada pela luz do dia, suas asas, eram
como verdadeiras nuvens, seu pescoço era
longo levava a uma cabeça cintilante, por
inteiro, era um bicho incrível.
O grande animal, não tinha visto
direito. Quem o dará de se alimentar, estava
com tanta fome, não comia a dias. Então o
pássaro se acalmou e viu quem estava no
cenário. O brilhante, rei.
Seus olhos cor de mel fervente se
abriram, sem hesitar curvou seu longo
pescoço perante o rei. Então se aproximou
do pássaro, e lhe deu um carinho
inesquecível, o grande pássaro se sentiu tão
feliz ao vê – lo, nunca havia visto alguém tão
celestial quanto aquele rei.
O leitor o entenderá melhor, quando
descobrir de onde este pássaro veio. Ele havia
na verdade, vindo do outro lado do
penhasco, aonde o rei não estava. De um
lado, era um campo, lindo, florido e
brilhante, onde estavam. Mas do outro lado
do penhasco, habitava uma grande camada
de névoa e neblina, densa, escondiam
qualquer coisa que estivesse por trás deles,
não era possível ver o outro lado.
O rei, desejava ir para lá, para
conhecer aquele lugar, então virou – se ao
pássaro e lhe disse: - Será que você poderia
nos levar ao outro lado? O pássaro consentiu,
abaixou sua grande asa direita, então o rei e a
raposinha montaram naquele enorme bicho.
Não demorou muito, o grande pássaro
voou aos ares, cortando a atmosfera, indo
para o outro lado.
Capitulo 5

A
distância entre a ponta do
penhasco a outro era imensa,
agora o rei e a raposinha,
voavam em cima de um pássaro em busca de
descobrir o que era o outro lado do
penhasco.
O grande e ilustra voador, os deixou
em um chão de poeira, cercado de neblina e
fumaça, que rondava todos os lugares. O rei
olhou ao seu redor e viu o quão terrível era
aquele lugar, mal dava para respirar direito.
O rei agradeceu o grande pássaro pela
carona, e ele então, voou para longe,
sumindo na fumaça. Agora só estava ele e a
raposinha, que andavam sem saber onde
estavam e o que encontrariam, suas visões
estavam ocultadas para o mundo.
Aparentava então, não haver nada a
fazer, logo, o rei ajoelhou – se a terra cinza, e
mergulhou mais uma vez as suas mãos na
mochila, e de lá tirou um enorme lenço
vermelho. O que faria com isso? A raposinha
o olhava de perto, não entendia do porquê o
rei havia pego o grande lenço.
Então o rei começou a balançar o
lenço, que pelo seu tamanho e grossura,
mostrava – se ter uma força extraordinária
contra a atmosfera, logo foi produzido um
grande vento, e a fumaça foi dissipada para
longe deles.
Então foi possível ver, não era nada
muito incrível ou especial e diferente, mas
nada comum comparado a vida da raposinha
e o rei em dias anteriores.
O lugar era horrendo, havia perdido
sua cor, não havia nascido uma pequena
fagulha de grama sequer ao chão, que por
sinal era seco e rochoso. Até haviam algumas
árvores, mas estavam sem folhas, a madeira
estava ressecada. E o céu, não havia céu, a
poeira grossa cobria todo o firmamento,
estava difícil para respirar.
A questão era, existia algum sinal de
vida naquele lugar? Além do grande pássaro
branco que morava por lá, em uma caverna
escondida. Ao longe foi possível ver de
repente, uma sombra que se movia sobre a
poeira, era um sinal de vida.
Saiu do muro de neblina, um pequeno
coelho, branco e marrom, com orelhas azuis,
e olhos brilhantes, ele se deparou com o rei e
a raposinha, os olhando com dor. Sem
pensar duas vezes o rei produziu passos
largos que logo alcançaram o pobre animal.
Aparentava estar triste, abandonado,
desolado.
O rei com todo o cuidado e cautela,
pegou o coelho e o guardou em seus braços,
saiu andando para o além, talvez encontraria
algo a mais. Não demorou muito até que
muitos coelhos surgiram pulando e correndo
em direção ao rei, que reconheceram um
deles em seus braços.
Além do mais, apareceu um vistoso
cavalo, de crinas loiras e pele marrom,
rapidamente voavam pássaros negros que
gritavam altamente, estariam brigando entre
si? Não se sabe.
Logo apareceu vários animais que ali
habitavam, de todo tipo, tamanho e cor. O rei
então clareou uma brilhante ideia em sua
mente, precisava da ajuda daqueles seres
viventes ao caos.
Capitulo 6

N
o lugar que era mais
silencioso, ecoava um
barulho muito alto, no espaço
onde não possuía movimentação qualquer,
ocorria um alvoroço. Nunca houve dia
sequer como aquele, era o momento mais
diferente de todos os tempos naquela ponta
do penhasco, naquele outro lado do mundo.
Milhares de pássaros cortavam o
grosso teto do céu cinza, voando, muitos com
uma corda no bico, levando um grande e
pesado lençol vermelho sobre os ares.
Outros pássaros só voavam para seguir a
movimentação.
Aquela era a ideia do rei, mesmo
aquele lugar sendo o mais horrendo,
asqueroso e sem cuidados, ele tomou posse
em seu coração de cuidar daquele lugar. Em
seu interior, ele dizia: “Transformarei este
lugar, cuidarei dele, e ele será meu”
Como já lido, milhares de pássaros
levavam por cordas no bico, lençóis gigantes
que guardavam em si, as grandes fumaças e
neblinas que escondiam a visão do céu.
Rapidamente, o exército de poeira era
expulso para longe dali.
O rei corria feliz e confiante, pois tinha
muitos planos para executar, no momento,
carregava um saco vermelho nas mãos,
carregada de sementes que ele mesmo
trouxe. Ele pulava e cantava, a cada passo
levantava uma perna diferente, recheando a
terra com os muitos punhados de sementes
pela direita e pela esquerda.
Logo atrás do rei, o seguiam vários pica
paus, de bico vermelho e asas azuis, bicavam
alegremente o chão, fazendo buracos na
terra, enquanto nelas caiam as sementes
jogadas pelo rei.
Antes, muitos bois andaram por longas
extensões, arrastando pedras amarradas com
cordas aos seus cifres, arando a terra.
Era uma manifestação da
solidariedade, muitos animais ajudavam o rei
a plantar novas vidas naquele lugar, tantos
bichos corriam pela terra, uivavam, latiam,
miavam, entre tantas outras formas de
manifestar a felicidade em seus corações.
Era uma metamorfose, enquanto o rei
lançava sementes a terra, girando segundo o
ritmo do canto de muitos passarinhos azuis
que voavam ao seu redor, e logo avançavam
– se aos céus, o decorando com louvor.
Grandes elefantes abriram uma longa
fenda na terra, próximo a eles, outros
elefantes destruíam uma parede de pedras
que impedia a circulação de água no
ambiente, era semelhante a uma represa, que
foi desmanchada para que nascessem rios.
A grande águia gloriosa, de olhos
terríveis e penetrantes, voava em altas escalas
do ar, dava para ver de longe, fluíam sete
longos e extensos belos rios criados pela ideia
do rei.
Soprou repentinamente, um vento
puro, um sublime oxigênio, surpresa de vida
aos respirares de todos. Aquele ar pesado, ia
indo embora com o passar do tempo, com o
passar dos dias, logo nasceram rapidamente,
foram as primeiras plantas nascidas daquele
lugar. Eram flores que brilhavam, como não
havia ainda muito bem uma luz forte, como a
do sol no dia, essas flores se submetiam a
iluminar, parecia que a constelação de todo o
universo desceu a terra, dentro de um jardim
de pétalas azuis brilhantes.
Se andasse por perto, era possível ver,
um mar de mudas verdes, que cresciam em
excelência. O rei sorria junto com os animais,
ele sentia a felicidade deles, causada pela sua
ideia, de fazer um mundo bonito e novo, que
era um quadro malfeito e sem cor.
Capitulo 7

E ra um mundo bonito, uma


natureza restaurada pelo
plano daquele rei, uma vez
intoxicada pela solidão, agora respirando
oxigênio, pois agora se tinha alguém para
cuidar de toda a vida presente ali.
Os animais andavam pela natureza,
felizes e tranquilizados, desfrutando o frescor
daquela nova vida, a qual nunca haviam
conhecido antes, uma oportunidade de
serem amados por alguém, esse, era o rei.
Além de viverem sete rios sobre aquele
local, havia em uma parte escondida de uma
grande floresta fechada, um esplendoroso rio
azul brilhante, de águas cristalinas e uma cor
tão viva!
- Raposinha! Aonde você estava? Disse
o rei, após vê – la depois de um longo tempo,
a raposinha se divertiu tanto no meio daquele
grande trabalho que transformou aquele
lugar, encontrou tantos amigos animais para
brincar e correr por aí, que quase mal via o
rei, apesar disso, ele nunca se esqueceu da
raposinha.
Eles eram grandes amigos, nunca se
esqueciam e andavam juntinhos sobre a relva
do campo. O rei a amava, e ela o amava
também.
O rei estava disposto a passar mais
tempo naquele mundo novo, vivenciando
momentos, colecionando memorias. Tudo
estava em harmonia, tudo era bom, segundo
seus olhos, que nunca se enganaram.
Até que em um momento, ele olhou
para tudo o que havia feito e transformado,
pensou em toda aquela expansão. Passou –
se alguns minutos, a leve porém refrescante
brisa deslizou pelos seus ouvidos, então teve
uma ideia.
Houve um dia, em que começou a
andar em linha reta, sem parar, olhar para os
lados, nem descansar para continuar de novo.
Naquele mundo, todos os animais viviam as
suas vidas com suas famílias, do jeitinho
deles, cada um tinha seu costume em cada
espécie de ser vivo lá.
Não era comum, que os animais
seguissem o rei por onde quer que ele fosse,
mas aquele dia, aquele dia era diferente, era
como os altos ventos se curvassem a face da
terra, curiosa, para ver o que o rei iria fazer.
Emanava se todo lugar, uma energia
diferente, enquanto o rei andava em linha
reta. Estranhamente curiosos, todos os
animais começaram a seguir o rei. Andavam
tranquilamente, mas seus corações ansiosos
estavam para o que quer que fosse acontecer,
algo de diferente aconteceria naquele dia.
Até as flores desejavam desfincar – se
do chão gramado, para seguir o rei, no
máximo, disfarçadamente, viravam as suas
folhas e pétalas para a direção por onde o rei
andava, não conseguiam enxerga – lo, pois
não tinham olhos, mas sentiam a sua
presença.
A raposinha se concentrava no balanço
dos ombros do rei, a qual repousava, de vez
em quando, olhava para frente, afim de
descobrir o que viria pela frente. Era incrível!
Toda a multidão da vida, o seguia, não só a
terra, como o céu, nada suportaria se conter
em euforia!
Logo, quando todos que viam menos
esperavam, o rei parou os seus passos, a
situação ficou ainda mais tensa, que faria
agora o rei misterioso? Deparava – se a frente
do lago cristalino escondido na floresta, a
qual lhe deu o nome de “Rio da vida”
Ele respirou fundo, olhou para cima
com olhos brilhantes, fez um aceno ao céu,
não demorou muito e a floresta escureceu,
uma multidão de nuvens possuiu o céu limpo
com desespero esbarrando – se uns aos
outros.
De baixo todos viam as potentes luzes
que piscavam ao céu, gritando um coral de
trovões. Até que de cima, caiu uma
abundante chuva. O rei não fazia nada,
apenas respirava calmamente com os olhos
fechados, se concentrando em seus sentidos,
nas gotas de água que o céu derramou sobre
– si.
Ninguém sentia medo, a presença do
rei os confortava. Então o rei olhou para
baixo, a terra havia se contrastado com a água
da chuva, assim formando, barro.
Ligeiramente mergulhou suas mãos na
matéria e mexeu naquela terra encharcada.
Todos os seres vivos assistiam aquilo
com intensidade, era tanto que todos os olhos
denunciavam aquele forte sentimento. Tudo
acontecia, enquanto chovia.
Foi um momento assistido com tanta
atenção, que quase ninguém percebeu que a
chuva havia terminado. Mas lá estava deitado
ao chão, modelado pelas delicadas mãos do
rei. Um boneco de barro.
Capitulo 8

N
unca havia se visto algo
como aquilo, naquele
mundo. Era belo, era
incrível, era único. O formato do boneco, era
semelhante ao rei, com braços e pernas, tudo
foi calculado e feito perfeitamente com amor.
Lá estava o rei, todo molhado assim
como os animais por causa da chuva, de
joelhos perante o boneco, deitado sobre
barro. Cuidadosamente, ele pegou o boneco
com suas próprias mãos, sem medo, nem
receio, e o carregou levantando – se,
repousando o boneco a altura d seu peitoral.
Começou a andar, de novo, em
direção ao lago brilhante, seus pés, entraram
em contato com a água, a terra que vivia
dentro da lagoa, deslizava entre seus dedos,
dançavam para cima, para baixo, em círculos.
O lago era raso, o rei ajoelhou – se no
lago, a água subiu à altura de sua cintura,
então, mergulhou o boneco de barro na água,
então, foi submergido.
Um leve sentimento que se
intensificava, nasceu, uma sentido de muitas
águas que se debatiam ao seu corpo, parecia
que, estava sendo levantado para cima, de um
grande oceano, estes foram seus primeiros
sentidos. Era um milagre.
Até que finalmente, partiu a superfície
das águas, e foi posto sentado sobre o lado,
uma mão segurava o interior de sua coxa
direita, outra apoiava – se em suas costas.
Seus olhos ainda não haviam sido abertos.
Mesmo sem ver, sentiu um forte vento
cobrir o seu corpo, logo sem pedir licença um
grande feixe de ar invadiu seu interior, como
guerreiros, prestes a avançarem a seu
oponente em plena batalha, o que não existia,
tomou vida, explodiu então, um círculo de ar
em seu pulmões, ao que era barro.
Seu coração começou a bater, bem
forte, isso ecoou por todo o seu interior.
Então, aconteceu, ninguém esperava, seus
olhos, se abriram em vida! Mostrando pela
primeira vez, um par de olhos azuis vividos.
Era o que foi boneco, agora, um ser vivo, um
humano.
Inicialmente, não entendeu nada, sua
primeira visão, suas primeiras memórias,
foram uma floresta reluzente, um reino
verde, eram tanas coisas para ver, tantos
cheiros, tantos sentimentos!
Até que olhou para o rei, naquele
momento, não passava de um estranho, tudo
era na verdade. Mas aquele homem que o
olhava com amor, era como um paraíso
inteiro guardado dentro daqueles olhos.
Atrás dele, emergiu uma raposa, que o
olhava espantada, também, uma imensidão
de animais a seu redor, que se encantavam
com aquele visão.
Aquele boneco agora tinha vida, era
uma criança tão bela, de cabelos castanhos
ondulados, sobre seus olhos azuis, que viam
toda a situação com curiosidade. De repente,
foi abraçado pelo rei, era como se todo o
universo o envolvesse, ele se sentia em
segurança. São tantos detalhes, nem todos
são possíveis de contar.
O rei o tocou em sua mão direita,
pegou o humano pela mão e o levantou, pela
primeira vez, o humano ficou de pé, era uma
sensação tão engraçada! Suas pernas ardiam
em câimbra e frio, enquanto tentava dar os
primeiros passos.
Aquele foi o dia mais feliz de toda
aquela terra, um novo habitante instaurou –
se naquele lugar. Todos os animais se
alegravam, inclusive a raposinha e o rei. Era
totalmente uma graça aquele menino! Não
sabia andar direito, mas fazia de tudo para
correr e pular, conhecer todos os lugares que
poderiam existir.
- Calma garoto! Vai com calma! Disse
o rei, feliz dando gargalhadas! Ele nunca
amou tanto algo, como aquele humano. O rei
lhe deu o nome de Aru!
Capitulo 9

O
s tempos se passaram, agora
viviam o rei, Aru e a
raposinha, juntos naquela
diversidade de vida. O rei havia construído
uma grande casa, fora erguida em um jardim
muito bonito daquele mundo. A casa era
bela, toda decorada a finos detalhes dourados
em cores claras.
Caso fosse vista de longe, parecia que a
casa brilhava, por causa da luz do sol que
entrava em contato com ela. O rei e Aru com
a raposinha, moravam lá. Aru, crescia em
saúde e beleza, aquele ser possuía um corpo
escultural belo.
Todos conheciam Aru, como o filho
do rei. Inclusive, era muito amado por ele.
Quando Aru completou quinze anos de vida,
aconteceu algo surpreendente.
Os olhos de Aru arregalaram, não se
esperava, que tamanha coisa acontecesse, a
sua frente, chegavam o rei, e outro alguém,
nunca se viu também, alguém como aquele
ser, que andava ao lado do rei. Até hoje,
ninguém sabe como surgiu, também, o que
importava era que estava ali.
O rei abarcava aquele seu aos seus
ombros, e sorria para Aru enquanto andava a
sua direção. Era alguém, parecido com Aru,
mas com certas diferenças.
Seus cabelos, eram longos, quase
alcançavam o chão. Tão sedosos e brilhosos,
era como uma coroa feita de oceano que foi
lhe dada de presente. Seus olhos eram tão
meigos, carregados de amor por viver. Uma
família, foi instaurada ali. Uma nova
integrante foi trazida pelo rei.
Era uma jovem, da idade de Aru, era
tudo o que ele precisava. Os olhos dos jovens
se encontraram e admiravam – se por longos
minutos: - Essa, é sua nova amiga Aru! Disse
o rei.
Aru abriu um sorriso tão sincero,
educadamente se aproximou da bela moça,
levou a sua mão a seus lábios e o beijou. Isso
deixou o rei tão feliz, agora não mais estava
mais Aru, sozinho: - Dê um nome a ela Aru!
Disse o rei. Aru, olhou a moça dos cabelos
aos pés e pronunciou o seu nome: - Etília.
Após esse dia, Aru e Etília, andavam
grudados desde então, eram só um, seus
corações batiam um pelo outro. Eram,
melhores amigos.
Então, o rei se dirigiu a Aru e Etília,
estavam a frente de sua grande casa, a
raposinha estava plantada ao lado dos pés do
rei, e ao redor deles, todos os animais vivos.
Naquele dia, o rei lhes deu uma
notícia, ele iria ir embora, não
completamente, sempre dizia: - Eu vou, mas
sempre estarei aqui. Todos sentiriam falta se
ver a bela visão daquele ser amoroso,
passando e cuidando de tudo e todos. Mas ao
mesmo tempo, estava tudo bem, todos se
lembrariam de seu amor, ele sempre existiria
em suas memórias.
O rei disse que se ausentaria por um
tempo, mas voltaria em breve, durante esse
tempo, Aru e Etília poderiam se comunicar
por cartas que o vento levaria aonde ele
estivesse. O que ninguém sabia, é que ele
voltaria ao reino dourado.
A raposinha agora, tinha outro lar para
morar, uma outra casa, e agora uma família.
O rei a pediu, que ficasse com Aru e Etília,
não precisava se preocupar, estava em boas
mãos.
Mas antes que o ele fosse embora,
havia percebido algo entre Aru e Etília, a
amizade deles crescia a cada dia, algo estava
mudando, em seus olhares, seus sentimentos
em seus corações. Os dois, estavam
apaixonados.
Então, os dois casaram – se, eles se
amavam, era reciproco. Foi uma festa
esplendorosa, toda a natureza comemorava a
união dos dois, o casamento foi feito, e quem
o celebrou foi o rei.
Capitulo 10

A
quem pense, que naquele
mundo, só haviam Aru, Etília,
a raposinha e todos os outros
animais existentes naquela terra. Haviam pés,
que pisavam nas grandes extensões de grama
do campo. Haviam mãos, que acariciavam
lentamente, com um tom de deboche, as
árvores da floresta.
Tudo isso, ninguém podia ver, a não
ser por pequenos momentos, que se deram
em duvidosos relatos. Por exemplo, houve
um dia em que um cervo de manchas azuis
que brilham ao cair da noite, afirmou ver
alguém o observando, detalhou a estranha
presença do que fosse aquilo como dois
olhos azuis intensos e frios, os encarando na
escuridão da noite.
O assustado animal, defendeu com
unhas e dentes, que não eram nem Aru, nem
Etília, nem um animal a qual conhecesse, e
sim, um ser a qual nunca conheceu antes.
Os animais não creram em tal relato,
mas tudo isso era verdade. Com o passar do
tempo era intensificado, em todos os ventos
gelados da madrugada, algo ser observado
naquele mundo, algo não natural.
Ninguém via comumente, muito
menos sentia a sua presença, mas eles
estavam lá. No âmago das florestas escuras,
andavam dentro delas, seres sobrenaturais
quais nunca foram vistos explicitamente por
ninguém. Eles observavam todas as noites,
Aru e Etília, dormirem juntos em uma cama,
dentro do quarto de janelas abertas.
Noites iam embora, dias renasciam de
novo, mas nunca saíram de lá. Eram
observadores e insistentes, não eram
confiáveis, se escondiam nas sombras.
Quantos haviam? Não se sabe, talvez,
uma terça parte de milhares de outros seres
pertencentes a outro mundo. Mas uma coisa
não era de se duvidar, haviam muitos deles,
um formigueiro misterioso que respira ao
desconhecido da mente viva.
Porém, havia um deles, que se
destacava a mais do que os outros. Era o líder
de toda aquela legião desconhecida, ele se
escondia por entre as árvores onde os
pássaros não faziam ninho, onde os leões não
descansavam, para que não fosse descoberto.
Sua forma ninguém sabe ao certo, mas
se cobre com um grande lenço bege, escuro
e manchado, como se fora jogado em lama.
Era muito observador, minuciosamente,
guardava detalhes de todos os seres vivos que
andavam sobre aquela terra.
Mas nunca havia observado mais do
que qualquer outro, como observava, Arú e
Etília, os dois seres humanos presentes.
Quando ele os olhava, ele sentia um ódio
muito grande no âmago de seu ser, porquê?
Porque eles eram filhos do rei.
Ah, o rei, ele conhecia muito bem
quem o era. Já andaram juntos a muito
tempo. Mas o que este ser misterioso
defende, é que esse rei é egoísta, que não
passa de um ser sádico, que gosta de brincar
com a vida de um jeito que a fere.
O nome dele, é sombra, ele odeia o rei
e tudo o que vem dele. Sombra sabia de tudo
o que estava acontecendo em todo lugar. Ele
sabe do que o rei fez para transformar o
mundo que era sem cor, ele viu o dia de
quando Aru ganhou vida, e via o rei andar
pelos lugares mais afastados da natureza,
quando estava voltando ao reino onde mora.
Foi neste dia, que arquitetou um plano
maligno para destruir o que o rei fizera, o seu
objetivo, era por inimizade entre os filhos do
rei e ele. Primeiro precisaria investir nos
humanos presentes, pois sabe que o rei
nunca moveria uma mão contra seus
próprios filhos.
Lá estava sombra, vendo o rei se
aproximar daquele grande penhasco de uma
enorme fenda, era o que separava o reino
dourado da natureza onde Arú e Etília
estavam, para que ele pudesse voltar a ver
seus filhos mais vezes, o rei construiu uma
enorme ponte, que conectava os dois
mundos. Sempre que quisesse, o rei voltaria
e veria os seus filhos de novo.
Era o que sombra, não queria...
Capitulo 11

A
ru e Etília, cultivavam um
lindo amor, a natureza inteira
os admirava e desejavam que
eles ficassem juntos para toda a eternidade. O
amor deles era puro e sem mácula alguma.
Algumas vezes, Etília tirava um tempo
livre para apreciar e até colher as flores que
mais gostava dos imensos jardins que o rei
organizou para eles.
Lá estava Etília, andava
tranquilamente, mas sua alegria era tanta que
chegava a ponto de pular e saltar para os
lados enquanto se direcionava aos jardins, ela
amava muito as flores.
O sua longa saia de cor marrom claro,
balançava – se como ondas do mar pelo agito
de quem a estava vestindo, e também era
manipulada pelo gracioso vento que movia
toda a natureza, a abrilhantava o voar das
aves.
Finalmente chegara aos jardins, era tão
imenso, parecia um mundo inteiro guardado
em outro mundo, que já era a qual vivia.
Existia flores de variadas espécies e diversos
aromas, era o lugar favorito da adorável
moça, não havia outro melhor em sua
concepção. Ela só voltava para casa, pois
somente lá sentia o agradável aroma de um
café quente, e a magnitude de descansar em
um mar de maciez que era sua cama. Fora
isso, moraria nos jardins eternamente.
No mais inesperado do momento,
houve um forte som que assustou toda a
natureza, principalmente Etília, era como um
gemer de um enorme animal próximo aos
jardins. Uma coisa que aquele moça não
dispensava nunca em sua vida, era cuidar de
animais, os amava assim como as flores.
Achara que seria um animal ferido
próximo a ela, desesperada seus pés se
apressaram a correr por todo o jardim, que
mais parecia também um labirinto. Após
tantas curvas, dobras e direções, Etília chegou
ao que parecia ser o fim do jardim. Ela nunca
havia estado ali. Aquela situação estava muito
estranha, emanava pelos ares uma forte
poeira que dificultava a visão de qualquer um.
Ao longe, era possível ver uma enorme
sombra, seria uma montanha? Uma
muralha? Etília se aproximava na grande
silhueta misteriosa, escondida pela floresta de
poeira que ao passar do segundos se dissipava
pelos ares ao longe.
Então ela viu, uma imensa serpente
enrolada em si, era enorme e assustadora,
mas de uma beleza única. Suas escamas
abrilhantavam um verde vivo, com detalhes
dourados hipnotizantes. Até que o animal foi
se contorcendo, até que virou sua cabeça a
pequena moça que o via de baixo.
Mas nela, havia um detalhe, uma
grande lança de ouro imenso, se encontrava
fincado naquela serpente, que sangrava
horrores.
A primeira reação de Etília, foi abrir o
máximo de seus singelos olhos e esconder
sua boca espantava em suas mãos tremulas.
- Quem é você? Disse a serpente,
possuía uma voz grave que tremia toda a
terra: - Eu sou Etília! Respondeu com medo:
- O que aconteceu com você?
Após a pergunta, a serpente chorou
amargamente, tentava criar frases para dizer,
enquanto era interrompida pelos soluços
estrondeantes dentro de si: - Eu fui atingida
por esta lança! Alguém me feriu!
- Quem seria capaz de fazer tamanha
maldade? Etília perguntou. Naquele mundo,
não existia o mal, todos se tratavam bem e
zelavam pela vida de tudo. Até os mais
ferozes seres da terra não moviam nada
contra qualquer coisa que lhe servisse de
presa ou vítima.
- Fui atingida por algo que veio do alto!
Gritou em lágrimas: - Algo que não é daqui!
Eu estava andando pela floresta em busca de
me alimentar! Até que eu o vi, em uma rápida
visão, um homem, com uma coroa de ouro
reluzente, a qual me atingiu com esta arma!
Bravejou: - Não sei o que eu fiz! Não sei o
que ele tem contra mim!
Etília se espantou a cada palavra, de
acordo com as informações da serpente, só
havia alguém a qual conhecia que possuía
essas características, o rei: - Mas, mas...
balbuciava sem entender. – Mas o que?
Perguntou a serpente ferida.
- Etília olhou para cima com olhos
meigos e tristes: - Não seria ele? Seria?
- Ele quem?
- O rei?
- Pois eu tenho certeza que foi! Ele
possuía uma coroa em sua cabeça!
- Tem certeza que não era outro?
- E existe outro minha querida?
Perguntou: - Eu nunca vou esquecer, os seus
olhos cor de mel! Após Etília escutar isso, ela
ficou sem chão, suas mãos perderam a força,
acabou derrubando o cesto de frutas colhidas
ao chão. Como alguém tão generoso, faria
uma maldade dessa espécie com um ser vivo?
Ele não ama a vida?
- Quando eu tentei fugir enquanto
segurava o grito de minha dor, ele ria
altamente, aquilo ecoou por minha mente
por horas, até que não resisti e caí aqui, exalei
o maior grito de minha dor. Explicou a
serpente: - Você, parece muito assustada! Se
referiu a Etília: - Vejo que você é sensível! Me
desculpe não queria lhe assustar! Por acaso
você conhece o rei?
- Sim... Etilia pronunciou
- Nossa! Eu imagino seu espanto, um
homem que aparenta ser tão bom e generoso,
tão inteligente e sensato fazer isso... pois eu
digo com todas as palavras que ele mentiu
para você!
- Como pode ter tanta certeza?
- Carrego a sua lança em minha carne
como prova! Gritou: - Será que você não
entende? Assim como ele me feriu ele pode
ferir a qualquer um de nós, de vocês!
- Não! Ele nunca nos feriria!
- Pois é minha queria Etília, você se
enganou, engraçado, se você confia tanto
nele, porque ele o deixou? Em? porque ele
me feriu como ápice de sua diversão, quando
estava longe de vocês? Para que vocês não
vissem, em?
Capítulo 12

E
tília corria desesperadamente
pelas estradas das florestas mais
escuras, ela chorava, seu
coração doía, fora ferido com flechas da
dúvida, um contraste de crer na serpente, ou
pensar que tudo aquilo era mentira.
As palavras da serpente a feriram,
pressionaram a sua alma, e lhe fez derramar
lágrimas. Ela correu tanto, não sabia para
onde estava indo, mas precisava no mínimo
de um lugar calmo para repousar.
Até que quando ela menos esperava,
avistou a sua casa ao longe, Aru estava
capinando uma extensão de grama alta perto
de sua casa, até que viu Etília, correndo que
nem louca com o rosto avermelhado em
lágrimas e feições de tristeza.
Não pensou duas vezes, largou as mãos
da enxada que caiu sozinha sobre o chão, sua
mente o impulsionou a correr, até que
alcançasse sua amada. Primeiramente a tocou
pelos ombros, e a posicionou em sua gente,
delicadamente a tocou em sua face e olhou
no fundo de seus olhos chorosos e
perguntou: - O que foi?
- O rei, ele mentiu para nós...
- Como assim Etília, ele falou com
você?
- Não sei direito, por favor venha
comigo!
Lá estavam, Etília, Aru, perante a
serpente. Escondida atrás de uma alta árvore,
estava a raposinha qual morava com o casal.
Ela estava temendo profundamente a
serpente que estava em sua frente.
As palavras do bicho ferido, não
passavam da afirmações falsas carregadas de
malícia, uma afronta ao rei que Aru e Etília
conheceram. Mas ao mesmo tempo, parecia
tão real, tão intenso, em quem acreditar.
- Aru, eu sei que você é alguém, que
pensa em proteger sua mulher. Disse a
serpente: - Pensa em proteger todo o mundo,
mas parece que você foi enganado por aquele
que disse para você que era um pai, mas na
verdade foi uma farsa. Você realmente crê
que ele irá voltar? E se ele nunca voltar, qual
o segredo que ele esconde? Onde ele está
agora? Ele sumiu, lhe abandonou!
A serpente prosseguiu: - Mas eu! Eu
conheci o sabor de ser atacada por ele! E
agora? O que você vai fazer? Quem os irá
proteger agora? Por que será que ele não
levou vocês com ele, para descobrirem o se
segredo? Se vocês realmente são seus filhos,
o que ele esconde de vocês?
Eram perguntas, sem respostas...
- Entregue, somente entregue o
domínio do mundo, a mim! Eu cuidarei de
seus animais e protegerei as suas vidas, assim
como, a minha!
Capitulo 13

O
tempo se passou, ainda
existiam dois enormes
penhascos, distantes entre si,
conectados por somente uma coisa, uma
ponte, construída pelo rei, a qual ninguém
soube que existia.
Até que de repente, pés alegres
pisarem nesta ponte, ele o atravessara por
inteiro até chegar ao outro lado, que era onde
Aru e Etília estavam, juntamente com todos
os animais.
Era o rei, que carregava em sua cabeça,
uma coroa reluzente, cravejada do próprios
arco íris, de joias que podiam existir. Ele
chegara a aquele mundo com a alegria no
olhar, o alívio, em poder ver, que veria os
seus filhos pessoalmente de novo.
Mas aquele mundo, estava diferente,
não havia tanta luz, como iluminavam
quando o rei saíra de lá. Estava tudo um
pouco mais assustador, deserto, onde
estariam aqueles coelhos alegres que
cruzariam seu caminho, como comitê de
boas-vindas?
Até que chegou a casa de Aru e Etília,
lá estava ele, seu filho a qual avistara
primeiro. Ele, estava com uma espada de
ferro nas mãos, suas feições faciais não
estavam muito agradáveis.
O rei estranhara cada momento,
quanto mais achava ver o que já conhecia,
mais foi surpreendido com surpresas
estranhas. Ele carregava um cesto cheio de
guloseimas gostosas, cobertas em um manto
listrado vermelho e branco, nelas estavam
guardadas os pães de mel, qual eram os
favoritos de Etília.
Respirou fundo e andou lentamente
em direção a Aru, que o olhava com uma tez
de decepção e ira. Logo estavam encarando
– se as faces: - Aru meu filho! Que bom lhe
ver! Senti tantas saudades! Ele o abraçou, Aru
sentiu a mesma coisa, quando foi do primeiro
abraço que recebeu do rei, era como se todo
o universo o protegesse mais uma vez. Até
que o rei estranhou, Aru permaneceu parado
e não esboçou nenhuma reação.
- O que foi meu filho? Por que está tão
aflito assim? Perguntou o rei.
- Por acaso, o senhor, mentiu para
mim?
- Como assim? Eu nunca mentiria para
você meu filho! De onde tirou isso?
- Você me deixou não foi?
- Não! Eu posso até ter demorado, mas
eu nunca esqueci de você e de Etília!
- O senhor não respondeu à última
carta que joguei aos ares. Por acaso elas o
levaram a o senhor? Ou tudo isso se trata do
seu silêncio?
Por mais que fora afrontado daquela
maneira, o rei permaneceu mais firma do que
nunca e disse: - Aru, eu estou aqui não estou?
Inclusive, trouxe tudo o que gostam aqui na
cesta! Por que não crê mais em mim?
- Eu nem sei se devo confiar em você!
Aru gritou, e aquilo, causou um tremendo
silêncio a floresta. Todos os animais
observavam aquilo, escondidos.
- Aru, você não me viu por aqui, mas
eu lhe tinha dito, disse o rei: - Que sempre
estaria aqui! Não foi você que acordou todas
as manhãs? Não é você que respira a cada dia
por minha causa?
- Vai embora! Aru gritou mais uma vez,
então, o chão tremeu e toda a natureza se
atemerou, Aru não amava mais o rei. Ao
longe foi possível ver, a grande serpente verde
se erguendo pelos ares, exalando uma densa
fumaça vermelha pelo céu, rindo
histericamente da situação.
- Ela falou com você? Perguntou o rei:
- Você falou com a serpente Aru, ela lhe
enganou! Olha o que ela está fazendo com o
nosso mundo!
- Não, esse mundo nunca foi seu, ele
sempre foi nosso! Meu e de Etília.
Os olhos do rei, não desgrudavam Aru,
os olhava fixamente enquanto liberava as
primeiras lagrimas: - Sinto muito Aru, você
acreditou em uma mentira e pôs a culpa em
mim! Eu vou! Mas saiba que eu sempre
estarei disposto a te receber de volta, espero
que você reconheça a verdade.
Mas para que Aru reconhecesse a
verdade, ele precisaria senti – la, nua e crua.
Ele não se arrependera de uma palavra que
disse contra o rei, enquanto o céu ficava
vermelho e uma grande tempestade tomava
conta da natureza, o rei andava para longe
dali sumindo pela poeira que tomou conta do
lugar.
Capitulo 14

A
ru olhou para o céu que se
vestiu de sangue, as nuvens
caíram a terra, pois não
suportaram a opressão que reinava sobre o
céu. Agora, aquele mundo era da serpente,
dado por Aru e Etília.
A presença do rei foi totalmente
extinta da terra, de alto a baixo, sobreveio o
medo e a aflição sobre a vida. Era possível
escutar, o alvoroço que se deu na natureza.
No campo aberto, uma grande quantidade de
cavalos galopavam com medo do céu, ás
grandes e temíveis florestas.
As árvores foram destruídas pois vários
rinocerontes a quebraram, pois corriam pela
floresta desesperados, suas visões eram
turvas, por isso se esbarravam em qualquer
coisa que viam pela frente.
As flores não encontraram mais o
frescor do oxigênio puro que tinham de
sobra, sua única saída, eram si curvar a
tempestade e se entregar a morte.
O mundo estava um caos, a serpente
pulava e saltava a terra, comemorando a
inimizade que tinha entre Aru e o Rei, porem
o rei nunca criaria uma divergência a essa
maneira.
A terra tremia entregue ao medo, um
coral de uivos, rugidos e Relinchos rompiam
a atmosfera ferida, tudo estava com medo. O
vento era forte, Aru se esforçava para
conseguir alcançar a porte de sua casa sem
que fosse arrastado pelos ares.
Ele abrangeu sua mão direita a
maçaneta da porta e a abriu com a força de
seu braço, com muito esforço a fechou.
Então avistou, Etília encolhida abraçada a
raposinha ao canto da cozinha. Toda a casa
tremia, parecia que seria arrancada do chão.
- Aru, o que está acontecendo? A
serpente não nos protegeria? Etília pergunta
confusa.
Enquanto a serpente saltitava por entre
os montes, amassando os jardins com suas
detestáveis patas, uma luz muito forte surgiu
do céu, era como se fosse um ilustra cometa
a visitar a terra.
Até que esta luz desceu a chão
destruído, e a serpente viu, era o próprio rei,
com roupas reluzentes mais fortes que o sol,
seus cabelos expeliam uma luz inexplicável,
quem visse a sua coroa poderia ficar cego!
Ele carregava uma espada afiada, que
ardia em luz de fogo. A serpente estava
incomodada com esta luz, gritava de susto e
dor, pois era sensível a ela. A única coisa que
é sensível a luz do rei, são as coisas que não
se compactuam com ele e a odeiam. Mas
quem o ama, busca mais desta luz pois sem
ela não vive!
Então o rei se moveu, e avançou sua
espada as patas da serpente as partindo
sangrentamente. O grande animal gritava de
dor, enquanto seu sangue jorrava a terra
como o mar. Logo o rei avançou sobre suas
patas traseiras e as cortou, voando aos céus
lançou uma maldição a serpente, ela nunca
mais andaria de novo e suas patas nunca
rastejariam, passaria a sua vida inteira
rastejando e comendo o pó da terra.
E ainda disse: - Por este terrível fato, a
morte se instala na existência e condena todo
o ser humano, mas ela só será derrotada em
troca de um sacrifício.
Capitulo 15

O
mundo finalmente ficou em
silêncio, Aru e Etília não
faziam ideia do que tinha
acontecido lá fora, em passos lentos Aru
abriu a porta e olhou para fora. Estava muito
escuro, a pouca luminosidade que tina estava
indo embora, pois os últimos raios de sol do
dia, ainda que escondidos pelas grandes
nuvens de poeira estavam se esvaindo pelas
montanhas.
Etília carregando a raposinha no colo,
seguiu o seu marido, e viu a desgraça que o
mundo havia se tornado. Nada se comparava
ao que era antes.
Do coração da floresta emergiu das
folhas um enorme rinoceronte cinza de chifre
longo e afiado, correu rapidamente em
direção a casa de Arú e Etília, logo avançou
contra ela com chifradas e cabeçadas a
quebrando por completo.
Aru gritava do fundo da sua alma para
que parasse de fazer aquilo, mas o animal
caprichou mais ainda no seu plano de
destruição, após parar, o selvagem se virou
para Aru e Etília com um olhar de ódio
profundo.
Ambos não compreendiam, mas agora
a natureza estava se vingando deles, pois
entregaram a autoridade a serpente, que
destruiu e matou a muitos. E por causa deles,
a presença do rei, que confortava e trazia
alivio e conforto a toda a vida na terra, não
existia mais.
De repente o rinoceronte avançou – se
contra Aru, que com toda a força que tinha,
o interrompeu, segurando com suas duas
mãos o chifre mortal. Aru logo descobriu
dentro de si, uma força descomunal, com ela
começou a girar o rinoceronte com
dificuldade, os dois estavam lutando entre si.
Não perceberam quando estavam se
aproximando de um penhasco, pois era uma
fenda aberta criada ao lado da casa dos dois
humanos. Então Aru e o rinoceronte
enquanto estavam brigando, acabaram
caindo no extenso buraco.
Etília gritou por seu marido e correu ao
penhasco para ver o que ocorrera, Aru, ele
estava vivo, em pé, de cabeça baixa, havia
sobrevivido a uma floresta de pedras
pontiagudas que se formaram pelo
terremoto, já o rinoceronte, foi transpassado
por uma delas, houve então o que nunca se
viu, uma morte.
- Aru! Etília gritou, chamando a sua
atenção, quando de baixo o homem viu a sua
esposa, logo, a moça foi atacada por um
exército de macacos selvagens amarelos que
rasgaram o seu rosto e salpicaram de sangue
o seu vestido.
Aru viu aquilo e fez o possível para
subir até lá. A raposinha que estava no colo
da mulher foi deixada ao chão pela confusão,
e viu Etília ser levada as profundezas da
floresta pelos macacos selvagens. Não dava
para ver mais nada, era constante agonia, a
única coisa que sentia eram as minuciosas
unhas dos macacos rasgando sua barriga, seu
corpo era arrastado pelo chão, estava sendo
morta, sem dó.
Logo a abissal quantidade de macacos
a pregaram em uma árvore, perfurando o seu
braço contra a árvore com um galho afiado.
Eles gritavam e saboreavam a sua vingança, só
estariam satisfeitos, após perceberem que a
mulher se tratara de um corpo sem alma.
Até que todo aquele exército fugiu,
urrando de medo emergindo – se ao longe,
Etília levantou sua cabeça com o máximo de
força que tinha, então viu, Aru, com uma
tocha de fogo nas mãos, os macacos, temiam
o fogo.
Capitulo 16

A
raposinha se perdeu dos
confortáveis braços de
Etília, que fora levada
pelos macacos selvagens. Estava tudo
destruído, um momento imperfeito a qual
nunca conheceu, toda a terra estava infestada
de poeira, havia um cheiro forte de
destruição.
Ela começou a andar com suas
delicadas patas em meio ao pedregulho,
cheirando o chão para encontrar o cheiro de
Etília ou até mesmo de Aru, Etília, para a
raposinha, tinha um cheiro agradável de
tangerinas e castanhas. Já Aru exala um
cheiro de chuva e dia nublados.
A raposinha andou por muito tempo a
procura de um abrigo, mas não o encontrara,
nem um animal passava por lá, estavam todos
escondidos, fora isso presos a uma mar de
pedras ou até mortos.
Após andar tanto, deu seus primeiros
suspiros de cansaço, até que encontrou uma
enorme caverna escura. Ela entrou e
repousou logo na entrada, enquanto olhava
para a expansão de um mundo derrotado.
A raposinha não sabia que mais
alguém também estava na caverna, escutou
alguns sons estranhos como de algo de
movendo atrás dela, então emergiu das trevas
do interior da caverna aquele grande pássaro
branco, a qual a raposinha um dia conheceu.
A ave, carregava uma feição triste em
sua face acompanhada de lágrimas amargas.
O grande e belo pássaro estava sujo de
poeira, sua asa esquerda se encontra ferida.
Ao mesmo tempo se ouvia uivos assustadores
que ecoavam pelos ares.
O grande pássaro branco, ofegava
profundamente, enquanto olhava para a
raposinha com olhos de tristeza, a raposinha
não sabia o que fazer, tentara de aproximar
dela para cuidar de seu machucado, mas foi
arrastada para longe por uma de suas asas.
Enquanto olha para o grande animal a
sua frente, ele escuta um sussurro do
esplendido pássaro, agora derrotado: - Foge!
De repente, uma alcateia de lobos
famintos apareceram próximos a caverna, a
situação estava caótica, os seres vivos estavam
com fome, neste mundo, não se comia carne,
todos viviam a base do que a natureza lhes
presentava.
Mas pela força de um apocalipse,
quase todo o verde e frutífero foi extinto, e
quem sobrevivera a isso precisava se
alimentar. Misturado a o ódio do ser
humano, por terem entregado a autoridade
da terra a serpente que destruiu tudo, e a
fome escaldante em seus interiores, os
animais sem opção, começaram a devorar
uns aos outros.
Aconteceu tudo muito rápido, quando
mais o tempo passava, mais coisas ruins
aconteciam, a raposinha após ver a face da
morte nos lobos, fugiu desesperada, nos
pequenos momentos que pode olhar para
trás, viu os lobos sádicos mergulharem na
caverna escura. A raposinha não viu com
todos os detalhes, mas sabia, que o grande
pássaro não sobrevivera ao ataque dos lobos,
fora devorado.
Precocemente aprendeu, que teria que
lutar pela própria vida, pois nada iria lhe
proteger.
A raposinha invadiu a densa floresta, e
avistou Aru e Etília, andando sem rumo. Ela
parou para vê–los, tudo o que queria era
avançar – se a eles, e receber um abraço em
troca, mas neles ela não podia confiar
também.
Aru carregava na mão direita uma
tocha flamejante que iluminava o lugar, ele
andava em passos rápidos, Etília tentava o
alcançar. A moça estava totalmente ferida e
precisava de ajuda.
- Como você fez isso? Etília perguntou
- Isso o quê? Aru resmungou.
- Isso brilhando nessa madeira
- Ah, enquanto corria, friccionei isso a
uma pedra, deve ser por isso.
- Porquê está assim? Precisamos nos
ajudar
- A culpa disto é toda sua!
Etília se calou
- Se não houvesse feito o que fez, não
estaríamos nesta situação!
- Mas Aru, Etília lutava contra a
fraqueza.
A raposinha lamentara, um casal que
era tão bonito, agora terem uma inimizade.
Logo atrás dela, escutou risadas estridentes,
que ecoavam por toda a floresta. A raposinha
virou – se para trás e avistou a forma do mal.
Era sombra, ele ria com todo o seu
vigor, pois ele conseguiu manipular inimizade
entre o homem e a mulher. Sombra sempre
foi a serpente, o que ele contara não passava
de uma farsa, através do seu maligno plano
ele conseguiu separar o ser humano, do rei.
Mas precisava fazer uma última coisa,
com alegria, saltitou em direção ao local onde
ninguém conhece a não ser o rei, a grande
ponte, que levava aquele mundo ao reino
dourado.
Estava lá, intacta, para que o rei nunca
mais voltasse, e para que o ser humano nunca
descobrisse que poderia ver o rei através da
ponte, Sombra com muito prazer rompeu a
enorme ponte, a destruiu e deixou – a em
pedaços. A ponte destruída, caía ao abismo
escuro da fenda na terra.
Capitulo 17

O
s tempos se passaram, os ares
eram outros, não se sabe
quanto tempo exatamente foi,
mas muitos e muitos anos se passaram. Aru e
Etília tiveram filhos, através deles a terra se
povoou. Agora, existia uma sociedade
naquele lugar.
O casal teve seu primeiro filho, seu
nome era Cevas, ele tinha trinta e cinco anos,
e se deu por um grande guerreiro, ele tinha
uma esposa e muitos filhos. Se tratava de um
homem forte e sadio, de cabelos longos e
barba bem feita. Se vestia de peles e carregava
uma temível espada em suas costas.
Logo depois veio seu segundo filho, ele
era Ruiz, tinha dezesseis anos, dono dos
olhos mais vivos da tribo, guardado por
cabelos loiros que dançavam sobre seus
olhos.
Por último, veio o terceiro filho, ele era
Aipo, um garoto enérgico e alegre, amava a
vida e seus detalhes, tinha olhos castanhos
fervorosos e cabelos curtos loiro escuro.
Tinha nove anos, era esperto, ágil e criativo.
Se tratando de Aru e Etília, Aru
carregava em si, um homem de cinquenta
anos, mas que parecia nunca ter envelhecido,
portava uma ilustre barba que denunciava o
seu tempo, era líder de toda aquela tribo, era
um homem culto de poucas palavras,
prudente, inteligente e corajoso.
Etília era parecida com seu marido,
não envelhecera muito aos seus cinquenta
anos também, mas se encontrava muito
cansada assim como sua face apresentava.
Era dona de mãos talentosas, para cuidar de
outras pessoas e dos animais, como sempre
fora. A sopa mais deliciosa que poderia ser
feita na existência, era obra de suas mãos.
A tribo era extensa, foram construídas
muitas casas de madeira, e tendas de tecido
escuro, haviam muitas estradas que não se
sabiam onde levavam.
O mundo era misterioso demais para
se viver, já fazia muito tempo que já foi visto
alguns raios de sol, a tribo era coberta de
neblina e um céu coberto de nuvens, a maior
parte do tempo, reinava um frio imperativo
sobre os ares.
Ao meio dia, toda a família se sentava
para jantar, enfurnados em uma casa escura a
qual as tochas tinham até dificuldade para
iluminar. O que comeriam naquele dia, seria
um ilustre porco assado, com variadas saladas
e vinho.
Estavam lá, Aru, Etília e os seus três
filhos somente. Cevas o primeiro filho, havia
tirado um dia para comer somente com seus
pais, tinha uma família extensa para sustentar.
- Creio, que teremos que nos mudar.
Disse Aru, rompendo o silêncio.
- Porquê? Perguntou Ruiz, o segundo
filho.
- Estamos sendo constantemente
ameaçados por lobos vorazes, eles já
começaram a comer o nosso rebanho, não
demorará muito para que seja a nossa vez de
descansarmos em suas bocas sedentas por
sangue e carne.
- Então por que não ministramos uma
caçada máxima a esses lobos? Perguntou
Cevas: - Não devem ser muitos.
- Nos mudaremos, ponto. Aru
resmungou friamente. Ainda guardava uma
certa mágoa pelo seu passado com o rei.
Etília o via sempre dizer que era culpa do rei
essa situação miserável da vida humana, e
várias questões expostas pelo homem.
Mas por dentro, sabia que ele era
culpado e foi enganado pela serpente. E que
a qualquer momento que clamasse pelo
nome do rei, ele voltaria a ver a sua face, mas
não o fazia pois cria que tendo culpado o rei
injustamente uma vez, ele nunca o amaria de
novo.
Aru foi um pai que amou todos os seus
filhos, mas não sabia demonstrar, tinha um
comportamento frio e não era de escutar
muito os outros.
Quem sabe disso muito bem é Cevas,
é o filho com quem mais abrange discussões
com Aru.
Capitulo 18

-S
e formos nos mudar, para
qual direção iremos?
Perguntou Cevas.
- Vamos para o sul! Aru respondeu
- Para o sul? Os olhos de Cevas
arregalaram: - Pai! Há rumores de que as
temperaturas de lá são muito baixas,
morreremos lá! Além dos relatos de muitos
lobos brancos, eles são mais selvagens e
vorazes!
Continuou: - Há uma grande represa
de água por lá, e disseram que ela está
rachando, pode se romper a qualquer
momento, caso isso aconteça estaremos em
um quadro de uma inundação assassina.
- Nunca fomos para lá então não
sabemos se isto é verdade! Aru resmungou.
- Poxa pai! Cevas bateu as mãos na
mesa e se levantou derrubando a cadeira: -
Você não se importa com os perigos que nos
assolam? O senhor nunca escuta os outros!
Gritou.
- Cala a boca seu dissimulado! Aru
resmungou se levantando também: - Eu sou
o seu pai, não tem direito de falar desse jeito
comigo!
- Você é um homem orgulhoso! Cevas
rebateu: - Nunca escutou ninguém, você
pode matar a todos nós pai! Indo para este
lugar perigoso!
- Eu não me importo. Aru suspirou.
Houve um silêncio de segundos que
foi rompido por Cevas: - Tudo bem pai, o
senhor pode até ir, mas eu não vou! Eu e
minha família iremos para outra direção!
- Não! Etília disse para si, baixinho.
Cevas e Aru se entreolharam
amargamente, o primeiro filho saiu do local e
foi para fora.
- Você vai deixar que isso aconteça?
Etília perguntou desesperada a Aru, que não
pronunciou uma palavra, enquanto molhava
seus lábios com vinho gelado.
Horas se passaram, Cevas já estava
pronto para partir com toda a sua família e
servos, era uma quantidade grande, quase
metade de toda a tribo se partira.
Cevas partiu para o oeste, em busca de
campos longos e verdejantes, iluminados
pelo sol.
Meses se passaram, e toda a tribo
continuava sua existência sem Cevas e sua
família. Aipo, o terceiro filho, era a alegria da
tribo. Uma pequena chama ardente de uma
esperança da bondade humana.
Todos os dias era visto brincando e
saltitando sobre a nave do chão. Ele tinha
uma melhor amiga, a Valentina, uma
garotinha destemida e valente que tinha a
mesma idade de Aipo.
Ela era ruiva, seus olhos eram
intensamente verdes, sua face fora temperada
com sardas divertidas.
Ela e aipo brincavam de várias
brincadeiras radicais e alegres, em meio ao
silêncio mortal da tribo, eles eram os únicos
brincalhões que davam gritinhos infantis
alegres ao vento.
Capitulo 19

E
m uma de suas brincadeiras,
Aipo e Valentina se divertiam
brincando de esconde –
esconde. Aipo teve a sorte ou o azar de
contar, enquanto Valentina se escondia.
- Três, dois, um! Lá vou eu! Aipo
gritou alegremente. O garoto começou a
procurar minuciosamente por sua amiga em
todos os lugares que conhecia.
Mas em meio a uma brincadeira
inocente, não esperava que tal coisa
acontecesse. Aipo passou por uma fileira de
árvores, um comitê de boas-vindas a uma
profunda floresta escura de pinheiros.
Não era só isso, voava pelos ares,
singelos pontinhos azuis, que brilhavam
intensamente. Primeiramente aipo pensou se
trará de vaga - lumes. Mas os vaga lumes não
eram assim, aquilo nunca havia visto em sua
vida.
Estranhamente o garotinho resolveu
seguir as luzes misteriosas, elas se moviam e
flutuavam o levando até o profundo mistério
da floresta. Tudo escureceu, mas as luzinhas
ainda estavam lá. O garotinho as seguiu sem
olhar para os lados, então, percebeu onde
estava.
Não sabia como havia ocorrido, já era
noite! Mas tão repentino, eram largos campos
de pastos verdes iluminados por uma enorme
luz branca pousada no céu azul escuro. Ele se
encontrava em um morro, nele estava fincado
um cajado, como se um dia já fizera parte de
uma árvore.
Logo em cima do cajado, repousava
uma assustadora coruja majestosa perante a
noite, qual olhava com olhos brilhantes sobre
a lua. Aipo poderia fugir dali, mas não o fez,
queria entender tudo aquilo.
Em um movimento lento, como que
maquiavélico, a coruja moveu sua cabeça a
direção do menino e o olhou intensamente,
como se enxergasse a personificação de sua
própria alma: - Boa noite menino! Disse a
coruja de olhos azuis poderosos.
- Boa noite! Disse aipo: - Mas não era
dia agora a pouco?
- Pois é não é? Que estranho.
Respondeu a coruja.
- Como isso é possível?
- Bem, tudo é possível.
- Nem tudo.
- Você acha? Me dê um exemplo.
- Ah, é difícil inventar algo repentino.
Disse o menino, fazendo a coruja rir.
- Como você tá aqui? Por que as luzes
vieram pra cá? Aipo perguntou.
- Às vezes Aipo, precisamos saber de
coisas que definem quem somos. O que
caracteriza a nossa essência. Respondeu a
coruja
- Como sabe meu nome?
- Ah, eu sei o nome de tanta gente! Na
verdade eu sou muito velha! Eu estava aqui
desde a muito tempo!
- Sério? Eu nunca vi uma lua tão linda
assim! Que sorte a sua.
- Porquê que sorte minha?
- Porquê onde moro quando chega à
noite, quase não dá para ver a lua, as nuvens
sempre as escondem.
- Mas o seu mundo Aipo, nem sempre
foi assim.
- Como você sabe?
- A muito tempo, houve um rei que
consertou a terra, e adotou dois seres
humanos como filhos.
- Consertou a terra?
- Sim! A terra era vazia e sem forma!
Sem cor e sem luz! Até que ele veio e
melhorou tudo. Tudo no mundo era
perfeito, até que o sombra mentiu para os
filhos do rei, os colocando contra ele. Então
os filhos do rei entregaram a autoridade que
o rei lhes tinha dado ao sombra, então, o
mundo foi destruído.
- Nossa! Quem é o sombra?
- O sombra é alguém muito mal que
odeia o rei e tudo o que ele faz
- Quem é esse rei?
- Ele é alguém que te ama Aipo
- Me ama? Aipo se assustou: - Ele me
conhece?
- Sim Aipo, você precisa conhece – lo!
- Onde ele está?
- Apenas, siga as luzinhas.
Capitulo 20

-A ipo! Está tudo bem?


Valentina perguntou
assustada. O garotinha
estava deitado ao chão gelado, abria os olhos
lentamente.
- Eu, estou bem! Devo ter batido a
cabeça na árvore. Respondeu.
- Ai que susto você me deu Aipo!
Valentina suspirou.
Aipo duvidara da experiência por qual
passara, serial real ou apenas sonho? Já era
meio dia, Aipo voltara para casa, lavou as
mãos e se sentou à mesa para jantar. Agora só
eram Aru, Etília, Ruiz e Aipo.
Etília, sofria de um aglomerado de
tosses que faziam o seu corpo mover
violentamente. Aos poucos, Etília estava
adoecendo.
A família começou a jantar e sem
demora Aipo perguntou: - Pai! O senhor
conhece o rei?
Aru congelou sobre a mesa, e não deu
uma palavra. Etília se espantou, pensava
como Aipo ouvira falar deste alguém. O
menino ficou impaciente e perguntou mas
uma vez: - Pai, o senhor conhece o rei?
Aru bateu violentamente aos mãos
sobre a mesa que tremeu, o homem se
levantou ofegante e disse: - Não!
- Ah, eu pensei que o senhor...
- Não comente mas sobre o rei nesta
casa! Aru interrompe o pequeno Aipo: -
Entendeu!? Aru gritou sobre a sala, que fez o
caçula tremer.
Aipo saiu de casa após meia hora, e se
dirigiu a tenda de Tara, Tara era uma mulher
destemida, corajosa e inteligente. Ela era
responsável por cuidados médicos na tribo.
Era amiga de Aipo, ambos conversavam
bastante.
- Oi Tara! Aipo entrou na tenda
- Oi pequeno Aipo! Tudo bem?
- Não muito
- Porquê?
- Porquê meu pai gritou comigo.
- Oh Aipo, isso é tão chato! Mas por
que ele gritou com você?
- Eu perguntei a ele se conhecia o rei
- O rei?
- Sim
- E quem é o rei?
- Ele foi alguém que consertou o
mundo, em seu estado mais miserável.
- De onde tirou isso?
- Esquece. Disse, pois sabia que Tara
não acreditaria em uma coruja que fala: -
Como estão suas plantas? Mudou de assunto.
- Ah, estão bem saudáveis! Tara era
uma amante das plantas, ela cultivava em sua
tenda diversos tipos de plantas! Mas elas
eram diferentes, segundo um soro misterioso
criado por ela, conseguiu criar um novo tipo
de vida. Ela as chamava de plantas mutantes.
Eram seres da natureza que poderiam ser
plantas carnívoras ou simples flores.
Possuíam uma inteligência pouco
aproximada a dos humanos, e carregavam
sentimentos.
Aipo os olhava impressionado todas as
vezes.
- Até hoje me perguntou como você as
modificou Tara. Aipo afirma.
- Bem, a base da minha formula, foi de
um rio azul brilhante que eu encontrei, acho
que fica perto daqui, se quiser poso até lhe
mostrar! Tara explica.
- Sério? Eu quero ir!
- Ótimo! Marcamos um dia antes da
mudança.
Acontece que esse divertido passeio
não aconteceu, as mudanças foram
trabalhosas, foi preciso os recursos e o tempo
de muitas pessoas. Dias se passaram e toda a
tribo andava pelo meio do frio e neve, em
direção a sua nova morada, o sul. Ninguém
esperava o que viria pela frente.
Aipo estava montado com Etília sua
mãe, em um cavalo branco, que tossia muito.
- Mãe, a senhora está bem?
- Não é nada Aipo. Logo vou
melhorar.
Até que do longe foi possível escutar,
um uivado de muitos lobos que se
aproximavam da tribo.
- Guerreiros! Aru gritou. Os guerreiros
eram um grupo de homens especificados
para defender a tribo. Certos homens
desceram de seus cavalos e apresentaram
suas espadas e machados.
Aipo virava a sua cabeça para trás o
máximo que pode, para ver a situação. Eram
uma alcateia de lobos brancos, eram os mais
violentos. Avançaram contra os homens sem
medo. Logo foram mortos pelos machados
forjados pela tribo.
Aipo se perguntava “Porquê os lobos
são tão maus? O que fizemos para eles?
Poderiam ser mansos que nem as ovelhas do
pasto. Não queria que houvesse morte nisso.”
Capitulo 21

A
tribo estava alojada em um
novo local, Cevas o primeiro
filho de Aru e Etília tinha
razão, aquele lugar era frio como nunca, o sol
parecia não existir, o dia sempre era noite.
Perto da tribo, realmente havia uma
grande represa, se tratava na verdade de uma
enorme parede de gelo que escondia uma
quantidade de água absurda em seu interior.
Ela estava rachada, estava quebrando, a
qualquer momento, ocorreria uma
inundação que mataria toda a tribo.
Aru nem se importava, cria que aquilo
nunca aconteceria, caso ocorresse faria de
tudo para impedir com a força de seu braço.
Como, não se sabe.
Etília, ainda sofria de fortes dores e
tossia muito, com o passar do tempo, não
conseguia mais estar em pé. Descansava
sobre sua cama, seu estado de saúde
preocupava Aipo. O garotinho cria em tudo
o que um dia a coruja misteriosa lhe disse,
sabia que a qualquer momento teria que
seguir as luzinhas miraculosas. Como não
sabia o que esperava – lhe pela frente, Aipo
arrumou uma mochila com utensílios,
pertences e necessidades para uma possível
viagem, não sabia se este rei, estava perto ou
longe.
Ele até chegara perto de sua mãe
enquanto dormia, acariciou carinhosamente
o seu rosto frio sussurrando: - Eu vou chamar
o rei para lhe curar.
Até que o inesperado dia chegou, as
luzes apareceram – lhe mais uma vez, voando
pelos ares, deslizando sobre as paredes de
sua casa por fora. Vendo pela janela,
rapidamente Aipo correu para alcança – las.
Desta vez, as luzes se moviam muito
rápido, o garotinho teve que correr para não
se perder delas. Ele correra tanto, estava
muito longe de sua tribo, de sua família. Até
que misteriosamente as luzes desapareceram.
Daí, foi um misto de emoções no interior de
Aipo. E agora? Se afastara tanto de sua casa,
agora estava perdido, não sabia onde estava.
- Oi Aipo! Disse uma voz feminina, o
garotinho se assustou de uma tamanha forma,
que rompeu o silêncio com um vibrante grito:
- Desculpa, não queria lhe assustar!
- Valentina? O que está fazendo aqui?
- Eu vi você fugindo de casa e corri
atrás de você também!
- Por que você fez isso?
- Eu não sei, foi o que me veio a
cabeça!
- E agora? Como você vai voltar para
casa?
- Você fala como se estivesse na sua
também.
Aipo se deu no que havia ocorrido,
agora ele e sua amiga haviam se perdido de
suas casas. No fundo estava aliviado, pelo
menos não estaria sozinho.
- Aipo. Valentina aponta para o alto: -
O que é aquilo?
Aipo olha para trás e vê uma grande
sombra negra sobre o céu, na verdade, era
um grande penhasco alto, aparentava estar
bem longe deles. Logo descobriram que se
tratava de uma extensa fenda na terra um
precipício os aguardava logo à frente.
O incomum, foi que haviam dois
pedaços de madeira que pareciam
quebrados, perto ao penhasco, com alguns
rastros de cordas velhas.
Capitulo 22

-I
sso era a ponte. Disse a
coruja.
- Coruja! Aipo
gritou: - As luzes
sumiram, estamos perdidos!
- Calma pequeno Aipo, vai ficar tudo
bem. Respondeu a Coruja.
- Como pode uma coruja falar?
Valentina tagarelou.
- Ah, oi pra você também. A coruja
cumprimenta
- Essa é a Valentina coruja! Ela veio
comigo! Aipo explicou: - Coruja, o que está
acontecendo? Eu estou perdido!
- Aipo, olhe para frente. A coruja
ordenou, o garoto obedeceu: - Essa foi uma
ponte construída pelo rei da qual lhe falei.
Ele descia para cá quando queria ver os seus
filhos. Mas o sombra, a destruiu, antes que
algum ser humano descobrisse que essa
ponte existisse e tivesse contato direto com o
rei.
- O que há do outro lado? Aipo
perguntou.
- A morada do rei, antes de descobrir
seu mundo.
- Como podemos ir para lá? Perguntou
Aipo.
Antes que a coruja pudesse responder,
as crianças foram capturadas por um saco
gigante. O susto foi tão grande que elas
gritaram em desespero.
- O que tá acontecendo? Valentina
gritou
- Eu não sei! Aipo respondeu.
Estava tudo escuro, parecia que
alguém os teria guardado em um saco e estava
os levando para outro lugar.
Eles tentaram de várias maneiras fugir
da – li, gritaram, espernearam e puxavam e
tentavam rasgar o que é que fosse aquilo que
os envolvia.
Muito tempo se passou e as crianças se
cansaram, elas desabaram em fraqueza
dentro do enorme saco. Até que passaram a
sentir um cheiro forte de sopa quente de
carne.
Automaticamente ao sentirem aquele
cheiro, a fome veio também, e desejaram o
que estava sendo preparado. Era possível ver
deslizando sobre eles, muitas luzes e uma
música muito alta e irritante.
Gritos estridentes e um cheiro muito
forte de vinho e poeira. Então foram jogados
fora do saco e caíram ao chão.
Quando viram, se assustaram
amargamente, estavam dentro de uma gaiola
enorme de ferro que os engolia, pareciam
estar em uma festa, haviam vários homens e
mulheres lá.
- Emergiu de baixo, um grande rosto
que olhou fixamente para eles, o tamanho
dele era surreal! Era um gigante!
As crianças nunca viram um gigante de
verdade, ou um tão de perto, sempre
escutaram histórias macabras sobre eles, mas
agora os viam com seus próprios olhos.
Aquele par de olhos esverdeados os
olharam com aflição, Valentina isso
percebeu. Aquele gigante não os olhou com
malicia ou perversidade, ele estava com pena
de os deixar ali.
- Golbri! Venha já nos servir mais
vinho! Gritou uma voz pelo salão.
Capitulo 23

N
a vila, onde Aru liderava, foi
descoberto que duas crianças
sumiram! Valentina e Aipo.
Aru ordenou uma busca incessante para
encontra – los, mas não obteve resultado.
Estava irado com seu filho, por ter
aprontado uma daquelas, andou rapidamente
a tenda de Tara, a mulher média, invadiu a
sua casa sem mais nem menos a olhando com
desprezo.
Aru a questionou friamente o
paradeiro do seu filho, apontou muito bem
que a questionou pelo fato deles serem
amigos. Tara deixou bem claro que não sabia
onde ele estava, e que nunca conversaram
sobre algo ou algum lugar para ir.
Mas as últimas coisas que Aipo contou,
é que estava em busca de um rei.
Toda a tribo escutou o grito amargo de
Aru, agora perdera a paciência que nunca
tivera. De repente, Ruiz seu segundo filho,
lhe chamou, dizendo que Etília estava
passando muito mal.
Rapidamente Aru entrou em sua casa,
em dois passos largos chegou ao quarto,
passou pela cortina e assistiu a sua mulher
Etília, desfalecer em sua cama.
A mulher estava mais pálida do que
nunca, soava frio, seus olhos brilhavam a
chamado da morte, sua boca perdera a cor.
Com suas últimas forças, levantou os olhos
para acariciar humildemente o rosto quente
de Aru, até que disse: - Aipo, foi atrás do rei.
Ela escutara as últimas palavras de seu filho a
si antes de seu sumiço.
Até que Etília perdeu os movimentos,
e expirou. Aru passou horas quieto, de olhos
arregalados segurando a mão sem vida do
que um dia fora sua mulher, quando sua alma
se encontrara mais sufocada do que já esteve
á muito tempo. Aru gritou.
Toda a terra tremeu ao gemido de sua
alma.
Aru e toda a tribo, lamentou a
tremenda perda, Etília foi enterrada entre os
blocos do gelo mais frios do sul.
Não esperou nem mais um minuto,
após o enterro preparou suas coisas, e
arrastou seus passos sobre todo o sul com os
guerreiros, a procura de Aipo.
Capitulo 24

N
unca vira algo como aquilo,
gigantes, não passavam de
uma lenda em sua concepção,
mas eles existiam.
Aipo ofegava dentro da gaiola, seu
coração bateu acelerado, sentiu falta de ar, ele
e sua amiga agora, estavam em perigo!
O primeiro gigante que viram, foi
Golbri, tinha cabelos ruivos e sardas ao rosto,
portava olhos vibrantes de coloração
semelhante a esmeraldas. Seus cabelos eram
longos, aos dois lados de sua face reinavam
duas ilustres tranças bem feitas.
Carregava em sua cabeça, um capacete
com chifres, ao longo de seu corpo, peles de
animal os cobria.
Ao perceber estas características, Aipo
sentiu suas pernas fraquejarem, o que
planejavam os colocando em uma gaiola?
Quantos animais mataram para ter o que
vestir?
Essas perguntas apertavam o inocente
cérebro de Aipo, que era constantemente
acalmado por Valentina, que portava uma
coragem invejável. Nu fundo imaginava, que
vivia uma história mal contada, ela viu, algo
de diferente em Golbri.
Aquilo se tratava de uma comunidade
inteira de gigantes, de origem desconhecida.
Eles gritavam e berravam músicas
assustadoras, a cozinha do salão aparentava
estar sempre ativa, parecia que havia uma
festa eterna.
Horas se passavam, Aipo e Valentina
somente escutavam o som vibrante do lugar,
o cheiro forte de vinho, capim, e animais
assados ao fogo.
Golbri, era filho de Galazar, um
gigante temível e mortal de mãos que
causaram destruições e varreduras em
sociedades inteiras de humanos ao tamanho
comum, ele, era a lenda viva que Aipo
conhecia.
O tempo passou, e finalmente, todos
os bêbados e gritantes gigantes saíram do
salão, finalmente reinou o silêncio, mas
também a escuridão. Apagaram – se todas as
luzes, o frio descia aos pequenos na gaiola.
Até que Valentina viu uma tocha acesa,
sendo segurada por alguém flutuar sobre a
escuridão. Era Golbri. No âmago de seu ser,
a garota destemida abrigou uma coragem
suicida, como uma pequena flor que nascera
aos espinhos. Fosse o que seria, deixou entrar
como nunca antes, ar em seus pulmões e
gritou:
- Golbri!
Aquilo fez a gaiola tremer, o gigante a
escutou. Valentina percebeu que Golbri
ignorara sua voz: - Não precisa ter medo,
podemos ser amigos!
- Amigos? Quem seria amigo de uma
aberração como eu? Golbri se perguntou,
fazendo as crianças o escutarem.
- Você não é uma aberração Golbri!
Valentina o responde: - Cada um tem o seu
jeito, característica! Por exemplo, você pode
chegar mais perto das nuvens do que eu!
- Não sou uma aberração? Golbri se
aproxima da gaiola: - Todos os animais fogem
de mim! Toda a ida me odeia! Sou uma
decepção para o meu pai!
- Porquê? Valentina perguntou.
Golbri suspirou e disse: - Ele me culpa
por não ser como ele. Sinceramente, eu não
sou como maior parte dos gigantes são, eles
só falam de devorar coisas e matar! O gigante
entristeceu – se: - Eu amo a vida! Não vejo
necessidade em matar tudo pela minha gente,
admiro o perdoar e a amizade!
- Eu também Golbri! Valentina afirma:
- Viu? Temos uma coisa em comum! Disse: -
Bem, esse é o meu amigo Aipo! Apresentou
o seu amigo que tremia.
- Vocês aparentam serem tão gentia,
não mereciam ser comidos. Golbri disse.
- Comidos!? Aipo grita
- Vocês não sabiam? Golbri pergunta:
- Eu sequestrei vocês para servirem de nosso
jantar! Pelo menos o jantar dos gigantes.
Aipo desmaia.
- Mas você não precisa nos deixar
sermos comidos, não é Golbri? Os olhos de
Valentina brilharam
- Não, não eu não posso liberta – los.
Disse Golbri, se afastando deles
- Mas Golbri...
Capitulo 25

A
ru, desbravava a fúria do frio à
procura de seu filho, obrigara
Ruiz, seu segundo filho, a ir
com ele. Uma grande quantidade de
guerreiros foi recrutada para esta missão.
Procurar o filho do Líder tribal, não
seria uma tarefa fácil, pois, teriam que
enfrentar o frio e seus perigos, como lobos
sedentos por alimentar – se, e qualquer outra
surpresa desconhecida, como:
- Gigantes! Disse um dos guerreiros a
Aru: - Dizem que foram vistos uns três
andando ao longe.
- Você tem certeza que isso pode ser
uma opção? Aru perguntou.
- Sim meu senhor! Se apresentou outro
guerreiro: - Temos que nos aproximar deles,
podem ter capturado as crianças.
Aru não tinha certeza, mas não
descartara a opção, gigantes eram seres
malignos e sanguinários que vagavam pela
neve em busca de todo o ser de carne e
sangue disponível para alimentar – se.
Apesar de contarem histórias sobre
esses seres temíveis as crianças, dizendo
serem lendas. Quando uma criança crescia e
se tornara guerreiro por exemplo, descobria
assustadoramente que os gigantes existem.
Segundo lendas e rumores, eles
habitam ao leste, esta era a direção seguida
pelos guerreiros em sua missão.
Após suportarem o imperativo frio por
cinco dias, os guerreiros da tribo, Ruiz e Aru,
chegaram ao que poderia ser a morada dos
gigantes. Eram casas enormes iluminadas por
inúmeras tochas incendiadas.
O plano, era perguntar pelas crianças,
mesmo assim Aru tinha certeza de que os
gigantes não lhe contariam a verdade, mas
teria que em algum momento arrancar – lhe
a verdade em cara dura, talvez não estivessem
com os gigantes, poderiam estar sucumbidos
ao frio e a fome.
Os pequenos comparados aos
Enormes seres, entraram na vila. Era tudo
triplicado ao tamanho conhecido das coisas.
Enquanto andavam, certos gigantes pararam
para olhar, não se entendia o que aquelas
formigas estavam fazendo lá.
Até que de repente um gigante os
encarou de frente, agachando – se para ver
aqueles guerreiros mais de perto. Abrindo a
sua boca com os piores hálitos que fugiam de
si, disse: - O que estão fazendo aqui?
- Nós queremos falar com o seu líder!
Nunca os gigantes riram tanto, quando
aquele dia, fazendo a terra tremer. Se toda a
tribo caíra ao chão com a potente gargalhada
dos seres temíveis, imagina o que poderiam
fazer de pior.
Até que por detrás daquele gigante veio
outro, este por sinal andava bem arrumado,
como um verdadeiro líder. Era Galazar, o
líder dos Gigantes: - O que está acontecendo?
Perguntou.
- Estas formigas querem falar com o
senhor! Disse o gigante que os encarava.
- Saía da frente! Disse Galazar a quem
acabara de lhe falar: - O que querem nas
minhas terras?
- Queremos saber, onde está o meu
filho, Aipo! Aru disse com firmeza
- E você acha que estamos com ele
homenzinho?
- Não finja que não sabemos de suas
perversidades. Responda, eles estão ou não
aqui?
Logo um gigante se aproximou de
Galazar e lhe cochichou ao seu ouvido,
Galazar então disse: - Nós descobrimos duas
crianças recentemente qual prendemos em
uma gaiola!
- Só podem ser eles senhor! Disse um
guerreiro a Aru.
- Mas eles desapareceram! Assim
como o meu filho! Disse Galazar: - Por certo,
deve os ter ajudado a fugir e foi com eles!
- Espero que não esteja mentindo para
mim, gigante! Aru bravejou.
Galazar riu intensamente e disse: -
Vocês acham que nós somos os culpados
nessa história? Perguntou: - Foram vocês!
Humanidade pequena, que nos humilhou a
tempos atrás!
Prosseguiu: - Quando nossos
antepassados conheceram os seus, vocês nos
derrubaram e nos capturaram! Partiram
nossas pernas e nos trataram como troféus!
Disse: - Porquê éramos aberrações demais
para vocês não é?
- Por isso nós nos vingamos! Disse
Galazar, influenciando a toda a vila gritar.
- O que está acontecendo aqui? Disse
alguém, que passara por entre as enormes
pernas de Galazar. Não era um gigante, era
um homem pequeno, era, Cevas, o primeiro
filho de Aru.
Capitulo 26

A
ipo sentia que estava sendo
balançado, aos poucos abrira
seus inocentes olhos que
viram a luz do dia.
Luz do dia? Não estava mais no salão
frio dos gigantes, agora era livre. Enquanto
perdera seus sentidos, Golbri se compadeceu
das crianças e as levou para longe da vila.
Ainda estavam na gaiola, Aipo acordou
totalmente e viu o sorriso infantil de
Valentina. Não demorou muito, estavam
sendo levados por Golbri, então a gaiola foi
ao chão, o gigante abriu a gaiola e as crianças
saíram.
- Obrigado por não dos deixar sermos
jantar Golbri! Valentina agradeceu
amigavelmente.
- Por nada! Bem, agora eu vou voltar e
inventar alguma desculpa. Disse Golbri: - Ah,
meu pai vai me reclamar tanto!
- Por que não procura o rei com a
gente Golbri? Valentina pergunta
- Quem é o rei? Golbri pergunta.
- Fala pra ele Aipo! Valentina cutuca
seu amigo, que começa a falar com medo do
gigante.
- O rei, é alguém que nos ama de
verdade, seu amor é puro e incondicional.
Pelo menos foi o que a coruja me disse.
- Se caso existir algum rei, ele deverá
me odiar! Golbri resmunga
- Não! Valentina tenta o segurar: - O rei
não é nenhum tolo para amar somente o
Aipo! Aipo se espantou.
- Mas nós somos diferentes! Golbri
tenta explicar
- Mas nós gostamos da vida! Não é?
Valentina o confronta, o deixando em
silêncio: - Então, você vem conosco?
A partir de então, o educado gigante os
seguia, em busca do misterioso Rei.
Finalmente, as luzinhas apareceram
mais uma vez, Aipo ficou tão feliz! Era a única
prova de que não estava perdido, e de que
seguia algo real.
As luzinhas desapareceram mais uma
vez, os levaram a um lugar com muitas
cachoeiras e pastos bonitos. Pela primeira
vez, os três aventureiros puderam contemplar
a luz do sol que estava presente lá.
Aipo descansava sobre a sombra de
uma árvore, resolveram fazer uma pausa na
viagem. Os três puderam se alimentar com
muitas maçãs e tangerinas que Golbri
arrastou com ele entes de fugir.
Após tantos sustos, era o primeiro
momento de paz desta viagem. Eles estavam
em busca da ponte, mas como Golbri não
sabia disto, havia os levado a outra direção.
Não havia problema, as luzinhas os guiariam.
Aipo pensava que as luzinhas eram um
tanto quanto misteriosas, elas apareciam e
sumiam, levando a um lugar especifico, será
que tudo aquilo tinha um propósito?
Valentina e Golbri distraídos estavam
brincando com uma borboleta amarela, já
Aipo investigava as florestas ao redor deles.
Não estavam sozinhos, nunca estiveram, uma
presença os via com aflição e os seguira por
toda a viagem.
- Socorro... brotou uma voz no meio da
floresta.
Aipo procurou pela floresta, a direção
onde está voz ecoara, até que encontrou atrás
das moitas, um homem.
Ele era loiro, cabelos curtos, de olhos
claros. Alto e bonito. Vestido de um senhor
muito que bem arrumado, mas com uma
flecha fincada em sua barriga.
Aipo se espantara, o coitado sangrava
muito, foi daí que o garoto assustado chamou
os seus amigos que o resgataram.
O puseram encostado em uma pedra,
Golbri delicadamente conseguiu cuidar da
ferida do moço, tirando lhe a flecha e a
consolando com água e um curativo feito
com as folhas de uma árvore próxima: -
Obrigado! Respondeu aliviado.
Segundo aquele homem, seu nome era
Lucius Quimera, ele é habitante da cidade
dos sonhos, próximo ali. Ele estava caçando
animais com seu arco e flecha, mas
misteriosamente fora atingido por uma.
Talvez fosse um outro caçador que
errara o alvo. As crianças simpatizaram com
o moço, que as aconselhou a irem para a
cidade dos sonhos, pois seriam muito bem
cuidados lá.
Foi deixado bem claro pelos três que a
prioridade deles não era essa, mas aceitaram
– o seguir pois precisavam de mantimentos e
um possível descanso.
Capitulo 27

A
ru não acreditava no que via, o
que seu filho estava fazendo
lá? Cevas também se
espantara, mas olhava para o seu pai com um
olhar firme e debochado.
- O que você faz aqui? Aru balbuciou
- Eu que lhe pergunto! Cevas aperta os
seus olhos: - O que você faz aqui?
- Eu não acredito Cevas! Você fez uma
aliança com os gigantes?
- Minha família precisa de proteção
- Mas Cevas? E todas as histórias que
lhe contei?
- Quem é inimigo dos Gigantes, é o
meu inimigo!
Lutar contra os gigantes, aru imaginava,
mas contra o seu próprio filho, nunca passara
a cabeça.
- Eu vou lhe dar uma chance, você sai
daqui, e deixamos vocês viverem! Cevas
afirmou.
- Nunca! Aru tinha orgulho em seu
coração, nunca aceitaria sair “derrotado” de
uma batalha que ainda não acontecera
- Ataque – os! Cevas os ordenou.
Então os gigantes avançaram contra os
pequenos guerreiros, com armas mortais.
Cevas era cego por ira ao seu pai, não
percebera que seu irmão Ruiz estava lá
também, ele poderia morrer.
Uma guerra se instalou no local, por
mais que os gigantes fossem perigosos e
mortais, ainda mais pelo seus tamanhos
colossais, os guerreiros eram experientes e
inteligentes, quando menos esperavam, eles
já infestavam os braços dos gigantes.
O alvo principal eram os seus braços, a
a partir do momento que os gigantes
lançassem as mãos para os matarem, eles
desviariam e subiriam em seus membros
vorazes. Eles furaram os braços deles com
suas espadas, por mais de aquela dor não
serem nada para os gigantes, aquilo os
incomodava.
Muitos guerreiros sucumbiram a
morte, e dois gigantes foram derrubados
pelos homenzinhos, que usaram táticas certas
para os confundir e enganar.
Foi estranho, mas glorioso, os
determinados guerreiros conseguiram calar a
força dos gigantes com sua esperteza. Agora
estavam Aru e Galazar encarando um ao
outro, Cevas já havia desaparecido.
Infelizmente, Ruiz, segundo filho de
Aru, teve sua perna esquerda partida pela
guerra. Os gigantes, estavam tão preocupados
em capturar os homenzinhos, que esqueciam
de seu tamanho, muitos esbarravam se em si
mesmo ou batiam a cabeça contra outro
gigante.
Galazar avançou seu braço que
carregava uma espada, contra Aru que
desviara do golpe. A velocidade de um
leopardo, o homem pousou na mão do
gigante subiu pelo seu extenso braço
rasgando a sua pele com sua arma de
combate.
Por mais que aquilo o doera, Galazar
suportou valentemente. Sem perceber, Aru já
se encontrava a porta de seus ouvidos e gritou
para que o gigante escutasse:
- Como você mesmo disse, o seu filho
está com o meu! Se nos unirmos para
encontra – los, podemos acabar com isso.
Percebendo que o gigante o esmagaria
com a mão, rapidamente pulou dali e se
segurou em sua espessa barba, se jogando
para o outro lado da face do colossal dizendo:
- O que seu filho acharia de um pai
morto?
- Isso nunca aconteceria! Galazar gritou
- Olhe para seu redor! Os seus já estão
caídos! E realmente estavam.
Capitulo 28

A
ntes que Aru se afastasse de
sua tribo para procurar seu
filho, Tara, a mulher que lhe
foi confiada o cuidado da saúde da população
da tribo, se aproxima da grande parede de
gelo próxima a sua habitação.
Avaliando as características e sentindo
com os toques, misturado com todo o
conhecimento biológico e cientifico que tinha
herdado pelos ensinamentos de seu pai. Tara
tinha certeza de que aquela parede de gelo
escondia um oceano de água fria por trás.
Outro detalhe, aquela parede se
romperia em alguns dias, ela lhe mostrava
uma rachadura já saturada, além de escolher
um liquido frio.
Rapidamente a mulher contara a Aru,
líder da tribo de que poderiam ser atingidos
por um desastre natural, uma inundação
violenta contra a vila com pedaços de gelo
colossais.
A única pessoa que já lhe alertara sobre
este rumor, que agora se provou verdade, foi
Cevas, seu filho, mas por orgulho e puro ódio
feita pela discussão de sua última conversa
com ele, nem se importou por isso.
Desesperada Tara avisou a toda a vila
sobre o futuro desastre, mas nem todos a
escutaram. Outros tinham medo demais para
fazer algo, outros esperavam uma posição do
próprio líder Aru, quem nem com isso se
importara.
Independentemente de ser ouvida ou
não, Tara investiu seus conhecimentos em
um plano arquitetado.
Após o líder da tribo sair em busca de
seu filho, Tara investigou o estado de suas
plantas – mutante. Qual fizera com o contato
da planta e uma fórmula produzida a base de
um liquido azul brilhante. Cá para nós leitor,
ela não sabia que se tratava do rio da vida, o
mesmo que trouxe vida a Aru quando apenas
era um boneco.
Por resultado, obtivera plantas
modificadas, outrora com sentimentos,
pensamentos próprios e até membros
semelhantes a um humano. Um teria pernas,
outro braços, por fim, muitas características.
A qualquer momento, a extinção da
vila aconteceria por causa da enchente, logo
a parede de gelo começou a se romper
lentamente, até que os moradores da vila
viram isso e se desesperaram.
Tara então manipulou algo genial,
porem bizarro. Ela libertou todas as suas
plantas mutante de sua tenta a qual cuidava –
os muitos bem, todos estavam ao seu redor
encarando a ameaçadora parede de gelo que
estava se rompendo.
Então, Tara fez alguns sons estranhos
perante aquela situação que impulsionou o
entendimento das plantas para uma ação
especifica. De repente, as plantas carnívoras,
as palmeiras, as rosas, todas as flores e plantas
mutantes saltaram de seus jarros e se
dirigiram rapidamente para um local
especifico.
Logo elas começaram a se esticar,
inflar e crescer, todas se uniram conectando
galhos, folhas e pétalas, formando uma
espécie de fortaleza. Elas se esforçaram para
que não deixassem um espaço minúsculo
sequer em aberto.
Finalmente, os olhos de Tara
brilharam ao ver, todas as suas inúmeras
criações em um só formaram um grande e
extensivo barco.
Como a velocidade de um trovão, toda
a vila soube que milagrosamente foi feito um
barco para que eles se salvassem da enchente
assassina. Talvez não seria a melhor das
ideias, mas era a única e teria que dar certo.
O mais rápido possível toda a
população da vila entrou no barco, couberam
todos e ainda sobrou espaço. Sem pedir
licença, a grande enchente mostrou que
existia e a grande parede de gelo se rompeu.
A força das águas fez o Barco se
alastrar pro quilômetros. Maior parte das
pessoas tiveram que se segurar em alguma
parte do barco, para que não fosse levado
pela corrente forte, ou então se perderiam do
barco e se afogariam.
O lugar onde era a vila, foi tomada pela
força da natureza, agora tudo aquilo não
passara de ser um simples, singelo, mas
imenso oceano de água fria.
Capitulo 29

A
ipo, Valentina, Golbri e Lucius
quimera, andavam segundo a
extensão do campo, passaram
por entre um campo lindo de girassóis
durante o pôr do sol, já era possível ver de
longe a cidade dos sonhos.
Aipo não soube quando, mas por um
momento olhou por todo o seu redor, e vira
que Valentina e Golbri não estavam mais lá.
Ele afirma isso a Lucius, que diz para procura
– los
O garoto seguiu o moço para o mesmo
caminho onde passaram, mas estranhamente
acabaram em um lugar onde nunca
estiveram. A mente de Aipo ficara tão
atordoada por pensar ter se perdido de seus
amigos, que somente confiou – se nos passos
de Lucius.
Aquele lugar era estranho, estava
nublado e um sopro frio os arrepiou,
acreditava que iria para a cidade dos sonhos,
em busca dos seus amigos mas nunca estivera
lá por seguir Lucius.
- Lucius, estamos no caminho certo?
Perguntou com medo.
Repentinamente, o homem agarrou o
menino pelos braços e o arrastou contra a sua
vontade. Quando percebeu, Aipo viu que
estava sendo levado ao alto de um penhasco
mortal.
O garotinho tentou usar todas as suas
forças para fugir, mas fora derrubado por
Lucius, agora estava pendurado no penhasco,
o homem agora já não confiável segurava sua
mão, que suava e fazia o braço se Aipo
escorregar – se nele.
Aipo olhou para Lucius com uma
feição de desespero, os olhos daquele
homem que eram azuis e brilhantes, nunca se
tornaram tão negros e sombrios.
Estranhamente uma mancha escura tomara
conta de todo o seu corpo e o transformou
em um monstro.
Na verdade, mostrou – se uma
personificação do que era verdadeiramente.
Era o sombra, ele enganou as crianças e agora
planejava impedir Aipo de descobrir o rei.
O grotesco ser então, com um olhar de
deboche, soltou a pequena mão de menino,
que caiu no abismo escuro.
O pequeno Aipo somente fechou os
olhos, e esperou o momento frio da morte,
mas quando menos esperava, várias luzinhas
azuis brilhantes o alcançaram vindo de baixo,
e o seguraram com uma força improvável.
Lentamente, elas o deixaram ao chão,
aquilo impressionou o garotinho, seriam as
mesmas luzinhas a qual seguira todo esse
tempo?
Olhando com mais atenção, viu que se
tratavam de um exército lindo de vaga lumes
de luz azul, que o rondavam alegremente o
fazendo sorrir aliviado.
De repente os insetos brilhantes
voaram para o leste da escuridão, para que
não ficasse ileso no escuro, Aipo os seguiu
correndo.
Enquanto Aipo corria, percebera
várias estruturas rochosas impressionantes
que habitavam no fundo daquele penhasco.
Logo os vaga lumes os levaram a uma
caverna, cheia de animais brilhantes e
reluzentes.
Rapidamente foi possível ver um tigre,
que fora pintado com listras azuis que
brilhavam naquele escuro, outrora vira um
cervo de chifres espetaculares que iluminava
ao que parecia uma caverna.
Mas então apareceu um animal que
foi o que mais lhe interessara, uma raposa
astuta vermelha, a única que não brilhava.
Então o coral de vaga lumes pararam de voar
iluminando uma rocha especifica a frente de
Aipo.
Então, a raposa majestosa correu até a
rocha, sendo destacada pela luz dos vaga –
lumes. Logo atrás dela, apareceram vários
animais de muitos tipos, que viviam ali.
Capitulo 30

A
muito tempo, a raposinha,
que já conhecera o rei e
andara ao lado dele, logo
após viveu aos cuidados de Aru e Etília,
estava horrorizada, cambaleando a uma
estrada, quais ambos os lados reinavam altas
árvores escuras.
Ela sentia frio, cambaleava cansada
sem direção. Nunca mais avistara o casal que
lhe cuidava, teve que aprender a viver
sozinha, solitária, fazendo de tudo para
sobreviver.
Com o passar dos anos, se esforçou a
ajudar a si mesma e os animais sobreviventes
a destruição da serpente, que é o Sombra. Se
refugiava em cavernas e buracos, viveu na
fortaleza das trevas que ninguém via, o
esquecimento.
Se tornara líder do grupo de animais,
que não devoravam outros seres vivos. Seres
mágicos e não mágicos que precisavam de
ajuda, um novo capítulo para suas histórias.
Agora, se encontrava mais crescida,
tanto em seu físico, quando em seu intelecto.
Era prudente e pacifica, muito sábia e
responsável. Naquele momento, se escondia
junto com os outros animais, nas cavernas
onde os vaga lumes levaram o pequeno Aipo.
O garotinho se encantara com o
espetáculo de luzes que iluminavam o local
oco e escuro. A raposa não sabia que Aipo,
era filho de Aru, seu antigo conhecido. O
animal astuto desceu da pedra onde
repousava e começou a cheirar o garoto o
rodeando.
- Oi, eu sou o Aipo. Disse: - Você sabe
como sair daqui?
A raposa conhecia muitos caminhos
que se escondiam na caverna, ela fez um
sinal, inclinando a cabeça, como se soubesse
onde havia uma saída.
Rapidamente, o animal líder correu e
sumiu na escuridão, logo todos os animais
mágicos e brilhantes a seguiram. Aipo
entendeu que seria uma saída indicada pela
raposa, também para não ficar no escuro,
seguiu alegremente todos os seres vivos que
corriam, voavam e saltitavam.
Aipo agora corria sem saber onde iria,
estava apenas seguindo a direção dos animais,
estava imerso a uma floresta de vida veloz,
não esperava que um rinoceronte o
abordasse atrás dele, o elevando aos ares com
sua cabeça, o garotinho caiu as costas do
simpático bicho, e seguiu montado nele.
De longe, viu a possível saída, era uma
luz no fim do túnel, finalmente, a raposa o
levara a uma saída. O garotinho desceu do
rinoceronte e sentiu o vento pouco frio que
soprava ao dia.
- Obrigado Raposa! Agradeceu: - Eu
estou à procura doo rei e você me ajudou
voltar a minha viagem e encontra – lo.
Ao escutar a palavra “Rei” a raposa
abriu os seus olhos que brilharam, elevou as
suas orelhas a Aipo e sua calda arrepiou. Só
descobrira a existência de um rei na vida, não
haveria outro.
- Tchau animaizinhos! Obrigado! Aipo
se despediu dos muitos animais que enchiam
a saída daquela caverna, e saiu andando ao
campo sobre o céu que agora nublara.
Sem esforços, a raposa o começou a
seguir, assim como todos os animais, não
desperdiçaria a chance de encontrar o rei
após tanto tempo.
Aipo percebera que os animais não o
deixariam mais só, ficou feliz ao descobrir
isso. Juntos, seguiram para a imensidão das
montanhas ao céu nublado.
Capitulo 31

N
ão muito longe de Aipo e os
animais, estavam Valentina e
Golbri, os dois caminhavam
em busca da cidade dos sonhos, dita por
Lucius Quimera, que é o sombra.
Mas perceberam que Luicus e Aipo
desapareceram, logo voltaram ao caminho da
onde vieram para procura – lo, mas foram
abordados por dois grandes homens, que
pareciam ser cavaleiros de um reino.
Eles eram soldados que guardavam a
cidade dos sonhos, ao verem que Valentina e
Golbri estavam se afastando da cidade, os
obrigaram a entrar – lá. Mesmo dizendo que
precisavam encontrar Aipo, os cavaleiros não
os escutaram.
Os dois amarraram a garota Ruiva e
derrubarem o gigante, assim o amarrando
pelas pernas e braços além de uma mordaça
em sua boca.
Um segurava firmemente os braços da
inquieta Valentina, e o outro puxava uma
estrutura plana de madeira com rodinhas
abaixo que sustentavam o gigante.
Valentina dava altos gritos de socorro:
- Me larga seu troglodita!
Era possível ouvir os gritos a longas
distancias, até que Aipo e os animais que se
aproximavam eles, a escutaram. Golbri,
estava desacordado, não teria como defender
a valente Valentina.
Quando menos esperavam os guardas
perceberam, Aipo e uma multidão de
animais, dispostos a enfrenta – los, corriam
em sua direção.
Foi muito rápido! Um canguru
nervoso, acertou um dos guardas com socos
e golpes com suas ágeis patas. Já uma família
de águias levaram o outro para longe dali,
bicando a sua roupa o puxando para o céu.
Estavam salvos! Ainda não,
assustadoramente as nuvens que eram cinza
escureceram, e mostrou – se no céu, quatro
cavalos, e com eles brilhavam os trovões e
relâmpagos.
Eram os cavalos da tempestade,
enviados por Sombra, eram os animais mais
perigosos que poderiam os enfrentar. Mas os
animais mágicos não deixaram se abater.
Um magnifico coral de servos os
protegia com seus poderes, e a família de
água tentavam assustar os cavalos com seus
gritos sônicos! Logo um grupo de
hipopótamos e juntaram ao redor de Aipo,
Valentina e Golbri que se encontrava
desacordado.
Um pavão de tamanho incomum,
brilhou – se todo em azul e liberou uma
grande rajada de raios contra os cavalos que
os atacava. Um deles foram acertados pelo
poder do pavão, logo, os cavalos recuaram
por ordem de Sombra, que estava longe dali
observando a situação.
Os guardas já estavam desacordados, e
todos estavam felizes pela vitória. Aipo e
Valentina se abraçaram felizes e aliviados por
terem se encontrado novamente!
- Onde está o Lucius? Perguntou a
menina.
Aipo respondeu: - Vamos andando, no
caminho eu te conto.
Capitulo 32

G
olbri nunca se sentira tão feliz
a tanto tempo, como gostava
tanto da vida, estava rodeado
dela, os animais mágicos o seguiam, assim
como seus amigos.
E o melhor, os animais mágicos não o
temiam, Aipo deixou bem claro que o gigante
era de bom coração. Com todo cuidado
claro, Golbri conseguiu brincar com os
passarinhos, e acariciar amorosamente
muitos coelhos.
Eles andavam alegremente seguindo a
luz do sol. Para a alegria de Aipo, as luzinhas
brilhantes azuis apareceram de novo para o
guiar, e não eram os vaga lumes.
Alegremente toda a multidão seguia
Aipo, as luzinhas o levaram a cum campo
extenso e esverdeados. O garotinho não
esperava, mas a uma árvore ao longe, vira
uma figura, como se um ser humano.
As luzinhas já haviam desaparecido,
quando parou para olhar com mais cuidado,
viu que era Tara, sua amiga! – Tara! Gritou.
- Aipo? Perguntou a mulher, ao
reconhecer aquela voz. Então viu o garotinho
correndo iluminado pelos raios de sol e seu
sorriso, se aproximando dela apressado.
Como nuvens carregadas de água se
batem a causam trovão, os dois se abraçaram
como não já se vissem a séculos.
- O que você está fazendo aqui? Aipo
perguntou, aqui é a vila?
- Não Aipo, mas toda a vila está aqui!
Respondeu Tara.
Após a enchente mortal, os
sobreviventes do desastre conseguiram
chegar a um lugar seco, que eram aqueles
campos verdejantes e brilhosos. Toda a vila
foi ajudada por um homem, que vivia por lá.
- Jason, quero lhe apresentar um
amigo! Tara disse.
Parecia que tudo funcionava
lentamente, era como se o mundo todo se
tornasse lento perante aquele encontro.
Aquele homem alto virou – se para conhecer
Aipo.
Era um homem um pouco magro,
vestido de muitos tecidos de cor, vermelho,
azul e amarelo. Ele portava um cajado em sua
mão direita, tinha um leve cheiro de ovelhas.
Inclusive, ele possuía uma rebanho de
exatamente cem ovelhas, e morava por ali.
Desde de que conheceu os sobreviventes da
enchente, se dispusera a ajudar a todos
quanto pudesse.
Ele tinha uma pinta próxima ao nariz,
era dono de cabelos castanhos escuros
iluminados pelo sol, que balançavam
conforme a atitude do vento.
Ele abrigava os olhos mais vibrantes
que Aipo já vira, tinha a cor semelhante a um
ferro em fundição ativa.
- Oi, qual o seu nome? Sua voz, era tão
meiga, ao mesmo tempo, tão segura e direta.
- A...Aipo. respondeu, hipnotizado
pelos seus olhos.
Ele foi o alguém mais alto astral que já
conhecera, sempre ativo, parecia um
cordeiro que pulava para todo os lados, seja
para conversar, ajudar, ou perguntar: - Oi,
tudo bem com você?
Capitulo 33

A
ipo descobriu que seu pai
havia se distanciado da vila a
sua procura, desejava o
encontrar logo.
Em outro momento, Tara contou ao
seu amigo, a notícia da morte de sua mãe,
Etília, o garotinho ficara muito triste.
Os sobreviventes da enchente, ficaram
com medo de Golbrin, por ser um gigante,
mas aos poucos, ele foi se entendendo com
as pessoas. Jason não temia a Golbrin,
encontrava valor nele em seu coração.
Outra bagunça nessa história, foram os
animais, Jason, Tara, Aipo e seus amigos,
passaram a tarde inteira arranjando e
construindo abrigos para os liderados pela
raposa, muitos ficaram em currais, outros
soltos, andando por perto dos grupos.
Ao crepúsculo, foram levantadas
algumas tentas com grandes panos que Jason
tinha em sua casa, não houveram suficientes
para todos os sobreviventes, mas aqueles que
foram sujeitos a dormir ao alento, tiveram o
benefício de uma visão bela de um céu
estrelado, junto ao calor de uma boa fogueira.
Anoiteceu, todos estavam ao redor da
fogueira, a raposa, descansava ao colo de
Jason, uma coisa que sentia naquele
momento, era uma paz, que excedia todo o
seu entendimento. Engraçado, que era a
mesma sensação sentida, de quando andava
ao lado do rei quando estava na terra.
Perto de Jason, não havia outro lugar
melhor. Todos admiravam o rapaz pastor, ele
transmitia uma tranquilidade que confortava
o coração de todos e expulsava qualquer
medo.
Por um momento, Aipo se afastou da
fogueira e sentou – se em uma pedra, que
estava à frente de um longo horizonte
escurecido pela noite, mas iluminado pelas
estrelas.
Inclusive, estava pendurada no céu
uma enorme lua, era como se todo o
firmamento fosse uma noiva, e o grande
astro, servia – lhe de adorno.
Até que por um momento, Aipo olhou
para perto da floresta, uma silhueta estranha
andava por entre as árvores. A criança
reconhecera o que era, suas pernas gelaram,
seu coração acelerou.
Era sombra, com todo o seu exército
maligno, olhando para a vila com olhos de
fúria, mas não ousando se aproximarem.
Trêmulo, Aipo se levantou e entrou na
casa de Jason, tinha dificuldade para respirar,
sentia o medo em volta de si, seu coração
sentia pontadas, a qualquer momento
poderia desabar ao chão.
Suportando tudo aquilo, lentamente
sentou – se na cama de Jason, respirando
fundo para que pudesse aliviar – se. De
repente, ele escuta o som da porta batendo, e
uma voz por fora: - Com licença, posso
entrar?
Com todas as suas forças Aipo
respondeu: - Sim, pode.
Era Jason, ele entrou e lhe mostrou um
tímido sorriso, mas logo se preocupou com
Aipo, com cautela aproximou – se dele e o
tocou em seus joelhos.
- Está tudo bem? O jovem homem
perguntou.
- Eu, eu estou com medo! Aipo
suspirava ofegante.
- Calma criança. Jason então tocou na
região de seu coração, a mão daquele homem
lhe transmitiu um calor que lhe sobreveio
sobre todo o corpo.
Estranhamente aos poucos, os
sentimentos de medo fugiam, entrando o
aliviado, de ter alguém ali com ele. Mas
pensava, que não sentiria o que sentira, se
fosse qualquer outro. Jason possuía algo
especial.
- Aconteceu algo? Jason perguntou.
- Eu vi, o sombra!
- Quem é o sombra?
- Ele é alguém que odeia o rei e tudo o
que ele faz!
- Você tem medo dele?
- Sim! Ele é assustador!
- Calma, eu estou aqui, seus amigos
também estão, não vou deixar que nada lhe
aconteça tudo bem?
- Tudo bem.
Aquilo, era um consolo para Aipo, ele
tivera um ombro amigo, para suportar o
medo, e as notícias ruins, inclusive a morte de
sua mãe.
Delicadamente, Jason permitiu que
Aipo deitasse em sua cama, o cobriu com um
lençol, e lhe contou uma história:
- Era uma vez, um rei, que saiu de seu
reino que era dourado. Ele descobriu um
outro mundo, separado ao dele, por uma
fenda enorme! Ele construiu uma ponte, para
que pudesse sempre ir lá para ver os seus
filhos...
Capitulo 34

O
garoto acordou sem
acreditar! Jason contara a
mesma história que conheceu
através da coruja! Mas como ele sabia? A
coruja lhe contara também?
Seu sono foi tão pesado, que nem se
lembrara do rei, quando Jason contou a sua
história, mas acabara de lembrar quando
acordara.
Com um salto, Jason pulou da cama e
pousou os pés ao chão, correndo, venceu a
porta com seu braço e apressou –se para ver
Jason.
Queria entender tudo aquilo. Aipo o
encontrou, estava no alto de um pequeno
morro, olhando o horizonte. O garotinho
subiu epicamente o relevo e se aproximou do
homem.
Antes de perguntar qualquer coisa,
percebeu que Jason estava concentrado,
então não disse nada.
- Oi Aipo! Jason o viu: - Como foi a sua
noite?
- Foi bastante... reparadora!
Jason riu e voltou a olhar o horizonte,
mas não era isso o que via, e sim todas as
pessoas que estavam lá, sendo ajudadas por
ele.
- Você percebeu que, eles estão
doentes? Jason perguntou.
Após olhar com bastante atenção,
voltou – se ao homem: - Não, eles estão?
- Venha comigo Aipo.
Jason e o garotinho desceram do
morro, e se puseram a perto da fogueira, que
estava no meio do pequeno acampamento
que fizeram ao crepúsculo passado.
- Ouçam todos! Jason levantou a voz: -
Muitos de vocês já se perguntaram, o que
estão fazendo neste mundo? Quais são as
suas utilidades? Por que nasceram?
Aos poucos mais pessoas se ajuntavam
para o ouvir, Jason continuava: - Todos
vocês, nasceram para amar! E para serem
amados. Alguma vez na vida de vocês, já
olharam para um lado e para o outro e
pensaram: Estou tão sozinho? Sozinha? Pois
bem, vim lhes dar uma boa notícia!
Todos estavam curiosos até que Jason
disse: - Vocês nunca viram, mas ele os vê! O
tempo todo! E conhece vocês mais do que
você mesmo se conhece.
Todos se perguntavam quem era o
“ele” da qual Jason falava.
- Este de quem vos falo, é o Rei! Ele
mora a um reino distante daqui! Mas os ama
como seus próprios filhos!
- Quem é esse rei? Perguntas do
gênero fluíam da multidão: - Como ele nos
conhece?
Jason respondeu: - Ele é alguém, que
compreende a dor de cada um. Ele
compreende nossas vidas, conhece nossas
alegrias e tristezas! E está disposto a se
apresentar para vocês! Ele me enviou, eu
convido a todos vocês, para que venham
comigo, ao reino deste rei! Ele vos convida a
um grande banquete, além de que morem lá
com ele.
Muitas pessoas se maravilharam com
tais palavras e creram no que ele disse, outros
achavam aquilo o maior absurdo.
Naquele dia, Jason passara quase o dia
inteiro falando deste rei, e do que ele é. Aipo
se encantou, pois não sabia que ele era
enviado daquele qual procurava. Fazia de
tudo para estar juntinho dele, e escutar todas
as suas palavras.
Jason disse, que o rei construíra uma
ponte, para que pudesse andar por esta terra,
mas os seus filhos o culparam de algo que não
fez, e desistiram de segui – lo, o traíram.
Desde de que a autoridade foi dada a
serpente, ele destruiu a ponte, para que o
homem nunca encontrasse o rei.
Não havia mais regozijo em Aipo, do
que escutar aquilo, havia uma esperança em
sua vida, o rei realmente existia! E ele o
ajudaria em tudo!
Jason enxergava além do físico nas
pessoas, ele podia ver com o poder de seus
olhos, semelhantes a ferro fundido, o mais
profundo ser da alma de cada um.
Coisa que ninguém via, era que muitos
sobreviventes da enchente estavam doentes,
não de corpo, mas de alma.
Jason, então passou a contar verdades,
a muitas pessoas que acreditavam em
mentiras. Ele transformara a vida de uma
garota que odiava a si mesma, pois cria que
tinha o pior corpo de todos, a li, ela se
chamava de trapo e imundícia.
Todas as madrugadas, tinha
dificuldade em dormir, pois um ser obscuro
e estranho qual não conhecia, a atormentava
a noite e a dizia palavras ruins e grotescas, da
qual aceitava para si.
Mas Jason a fez ver, que não era bem
assim, ela era linda, cada um tem o seu jeito!
Outrora, Jason fez uma senhora de
idade ver, que ainda podia aproveitar muito a
vida, e que ainda havia na terra pessoas que a
amavam.
Após perder o marido e dois filhos, ela
pensou que sua vida seria amarga para
sempre, não saia mais para fazer passeios,
odiava a si mesma, também era atormentada
todas as madrugadas, pelos seres obscuros
misteriosos que invadira seus pensamentos.
Jason a mostrou que ainda possuía
uma nora fiel e gentil, que a cuidaria sempre
e a amava muito, assim como ele, também,
especificou o amor do rei por ela.
Capitulo 35

M
uitos ouviam a Jason ao pôr
do sol, nunca viram a vida
daquela maneira, após a
ajuda daquele pastor de ovelhas. Mas nem
todos aceitaram isso.
Certas famílias, abandonaram o
acampamento, pois não queriam mais
escutar Jason contando sobre o suposto rei
todos os dias.
Porém Jason não desistira. Ele dizia,
que um dia, levaria todos ao reino do rei, e
que reconstruiria a ponte rompida, para que
todos pudessem ter acesso a ela.
A quem achasse, que quando Jason
terminara de falar ao crepúsculo, que tudo se
acalmaria, muito pelo contrário. Sombra,
avistava tudo aquilo de longe, seu coração
ardia em ódio, pois não queria que as pessoas
tivessem acesso ao rei, pois então, faria de
tudo para impedir que isso ocorresse.
Quando as horas mais fortes de um
crepúsculo reinavam ao céu, pessoas
possuídas pelos seres obscuros misteriosos,
se aproximaram de Jason.
Alguns andavam encurvados, outros
como se estivessem acorrentados, uns
salivaram a boca, e olhavam para Jason com
olhos penetrantes.
O pastor de ovelhas olhara para
aquelas pessoas com firmeza, então disse:
- Vão embora.
Então, os seres não vistos a olho nu,
deixaram de atormentar aquelas pessoas,
libertando – as em seu corpo e pensamento.
Rapidamente, Tara e os amigos de
Aipo, levavam os caídos a casa de Jason para
que fossem cuidados e alimentados
devidamente.
O pastor de ovelhas virou – se ao
menino de cabelos loiro escuros e olhos
azuis, tocando – o em seus ombros lhe
dizendo: - Essas coisas, são seres que
trabalham para o sombra, eles me odeiam,
pois estou a serviço do rei. Por isso, fazem de
tudo para me afrontar e atrapalhar o meu
trabalho, mas nunca conseguem. Continuou
dizendo: - Lembre – se, não tenha medo, os
que estão comigo não serão afligidos por isso.
- Ei! Gritou uma voz, que ecoava por
detrás dos dois: - O que está fazendo?
- Lembre – se. Jason disse: - Não tenha
medo.
Os olhos de Aipo se arregalaram, ele
vira com seus próprios olhos, um daqueles
seres obscuros saindo da floresta. Aparentava
ser uma mancha negra, de olhos frios como a
madrugada.
- Não cansa de nos perturbar? O ser
terrível disse.
- Estou a serviço do rei.
Logo, a própria presença de sombra
apareceu ao lado daquele ser maligno, ele
não conseguia olhar para outro lugar, a nãos
ser para os olhos de Jason.
- Quem vencerá? Jason perguntou.
- Eu! Sombra respondeu
- Ordeno que diga a verdade! Jason
insistiu.
Sem muita dificuldade, Sombra
balbuciou: - O rei! Logo, fugiu para dentro da
floresta, ardendo em vergonha, junto com os
milhares de seres imundos que enfestavam a
floresta as fazendo balançar violentamente,
pois não haveria outra verdade a não ser a
que já existia.
O rei, sempre o venceria, até que a
história do mundo, terminasse.
- Eu sou a verdade. Disse Jason.
Capitulo 36

S
ombra correra por longos
quilômetros pela floresta escura,
até que se rendera de joelhos ao
chão.
Aquele ser, não era nenhum coitado,
não sentia alguma fagulha de tristeza,
arrependimento, ou até remorso.
Ele viajara em seus devaneios, e se
lembrou do seu passado. Sombra antes, se
chamava Lucius. Ele vivia no reino dourado,
junto ao rei. Era o braço direito da autoridade
do reino, fora nomeado maestro de toda a
música do reino.
Ele se vestia de ouro, e vestes brancas
finas de linho. Possuía uma couraça cravejada
as mais raras peças de joias valiosas. O rei, lhe
tinha muita consideração.
Até que em um momento, desejou ser
maior que o Rei, então manipulou muitos
cavaleiros, músicos e servos do grande
palácio, a se voltarem contra o rei, e o
ajudarem a tomar o seu trono.
Mas o rei de tudo sabia e não deixou
barato, ele enviara Michael, o líder das tropas
do exército do reino, para lutar contra
Lucius.
Houve uma guerra que marcara a
história do reino, Lucius foi derrotado, então
fora expulso pelo próprio rei, por tê-lo traído.
Ele e todos que o seguiram foram exilados
daquele mundo, até que descobriram outro,
o mundo que o rei concertou.
Tomado por sua própria ira, se sujou
de trevas e inundou seu coração de
escuridão, desde então passara a se chamar
de sombra.
Ele e seu exército, caminham pelas
florestas escuras as madrugadas, e observam,
seja o que for. Todo o horizonte, os animais,
e principalmente, os seres humanos.
Obviamente, Sombra odeia o rei, e
tudo o que ele faz, por isso, ele tenta afastar
os seres humanos dele, pois eles, são do rei.
Mas só pode manipular um humano,
quando este o permite, e o agrada. Ele sabe,
que Jason reconstruirá a ponte, enquanto isso
não acontece, manipula o máximo possível
de seres humanos, para que eles nunca se
encontrem com o rei.
Pois só pode se seguir o rei, quando se
quer, e deseja de verdade. O rei não força
ninguém a viver no seu reino.
Capitulo 37

J ason acordara cedo aquela


manhã, ele fez questão de ver o sol
nascer ao horizonte profundo.
Mais tarde, enquanto os que acreditavam
nele e se importavam com o que dissera
acordavam em seu ritmo, Jason acordara
Aipo.
- Aipo, acorde pequeno! Disse, hoje é
um dia muito especial.
Todos então souberam, que aquele
dia, Jason os levaria para conhecer o rei de
que tanto falara, e reconstruir a ponte para
que atravessassem e pisassem no reino
dourado.
Quem acordara cedo também, foi
Sombra, ele e todo o seu exército convocado,
estavam dispostos a fazerem de tudo para
impedirem Jason, de reconstruir a ponte.
Eles observavam Jason e uma multidão
de pessoas, a andarem sobre as montanhas,
os campos e os lugares gelados.
Aquela caminhada demorara muito,
mas muitos ainda estavam ansiosos e
ansiavam conhecer o rei.
A quem deixara de crer no que Jason
contara, e andasse por outro caminho, pois
pelo tempo longo, não parecia mais que o
reino existia. Mas ainda bem que ainda
haviam os que criam.
Antes, andavam com Jason mais de mil
pessoas, agora só os seguiam, trezentos.
Contando com Aipo, Valentina, Golbri,
Tara, A raposa e a imensidão de animais.
Depois de horas, eles chegaram a um
penhasco terrível, com madeiras e cordas a
sua ponta, como uma estrutura quebrada.
Jason respirou fundo e disse: - Aqui, foi
construída a ponte.
Aipo se lembrara daquele lugar, mal
esperava para ver o seu amigo reconstruindo
a ponte, mas como ele faria.
Então, Jason pegou um baú pequeno,
qual pedira que levassem. Ele o colocou
sobre o chão frio e o abriu lentamente. De tá,
ele tirou um tecido vermelho, era parecido
com um cachecol.
Ele se aproximara da ponta do
penhasco. Toda a natureza o via com anseio,
a mesma natureza que assistiu e regozijou o
rei a consertar, a mesma que chorou e se irou
pelo vinculo quebrado pela serpente, entre o
rei e seus filhos.
A mesma natureza que vira a ponte
sendo rompida pela força das sombras, agora
veria uma fagulha de esperança.
Com uma voz firme, Jason ordenou: -
Tragam de volta, os pedaços da ponte
rompida! A natureza não resistira a voz
daquele homem amoroso e gentil, ela sabia
que somente ele, poderia trazer o ser
humano ao rei.
Então, do fundo do abismo daquela
imensa fenda, flutuaram pedras que a
natureza mesmo escolheu, com os pedaços
da ponte que fora rompida.
Subindo entre as pedras flutuantes,
sendo assistido por um multidão ao longe,
Jason pegava cada pedaço e fazia uma nova
ponte.
Maravilhosamente, o homem
costurava cada pedaço da ponte, assim a
formando pela segunda vez.
Sombra e seu exército, olhava para a
situação minuciosamente, até que não
aguentou mais esperar e deu um grito.
Este grito ecoou por todo o lugar,
chamando a atenção dos trezentos e os
animais, estavam cercados! Por todo o redor,
surgiam seres obscuros que obedeciam
Sombra e o seguiam.
Agora todo o exército das trevas,
avançavam – se contra os trezentos, com
lanças, tochas e machados. Os animais
mágicos, já se preparavam para se defender,
mas não fora preciso.
Quando menos esperavam, a coruja
falante da qual contou a história da ponte
para Aipo aparecera, repousando em um
cajado. Aipo ficara tão feliz em vê – la!
A coruja então, criou um campo de
força, feito de energia, para proteger os
trezentos e os animais.
Sombra e seu exército caíram sobre
eles como trovões, mas não conseguiram
sequer toca – los, o campo de força não os
permitiam.
O exército das trevas tocaram
tambores, gritaram e tentaram com todas as
forças que tinham, quebrar aquela barreira,
mas nem faze – la uma rachadura puderam –
na fazer.
Sombra ordenou que toda a sua
comitiva parasse, até que levantou sua mão
direita ao céu e lhe fez um sinal.
Logo, o céu escureceu, mas
terrivelmente do que já estava, e com a
escuridão lhe vieram relâmpagos e trovões.
Então cima das nuvens rebeldes, galopavam
quatro cavalos vorazes, brilhando como os
raios que o seguiam. Mais uma vez, eram os
cavalos da tempestade.
Eles manipularam a terra, as fazendo
tremer, mas nada aconteceu ou se sentia, para
quem estava sendo protegido pelo campo de
força da coruja.
Jason continuava a costurar e restaurar
a ponte, até que os cavalos da tempestade se
puseram a galopar acima dele.
Então, os malvados seres, recrutados
por sombra, lançaram um raio tremendo em
direção a Jason, que fora atingido.
- Não! Aipo gritou, juntamente com os
trezentos e os animais, pareciam que
sentiram a sua dor, mas isso nunca lhes seria
possível.
Mais uma vez, um segundo raio lhe foi
lançado, mas Jason não perdeu a sua vida, e
continuou firmemente a costurar a ponte.
Apesar de não ter morrido, suportara
ardentemente ser eletrocutado a vontade
pelos cavalos, ele se permitira sentir a dor que
o contato com os raios lhe causara.
Sombra sorria malicioso, vendo Jason
seu inimigo, definhar.
O homem fumegava, e mais uma vez
fora atingido pelo terceiro raio, o qual lhe fez
cair de joelhos e pôr as mãos para sustentar –
se na ponte.
Jason gritou manifestando a dor que
sentia, enquanto servia de diversão aos
cavalos da tempestade, mas mesmo se
cansando rapidamente e suspirando forte,
pegara mais uma vez o tecido e continuara a
costurar a ponte.
Capitulo 38

P
orquê, tudo o que ele
perguntava si mesmo, era o
porquê. Um dia, ele viu a Jason
transformar a vida de pessoas, enfrentar seres
malignos, mas agora, não poderia se defender
do raios que os atingiam?
Aipo olhava para a linda coruja, com
um olhar de tristeza, que carregava lágrimas
para serem expelidas de seu interior, porque
tudo aquilo acontecia?
- Coruja! Vamos fazer alguma coisa?
Protestou o menino.
O sábio animal, que repousava em
cima de um cajado que não caía, somente
abaixou sua cabeça e ficou em silêncio.
A ponte já estava totalmente
construída, mas Jason não fazia nada para se
defender, nem ao menos clamou por ajuda.
Fora atingido fortemente, pelo quarto raio, e
caiu mais uma vez.
Estava morrendo, concluíra sua missão
reconstruir a ponte, para que quem o
escutara, pudesse ter acesso ao reino
dourado. A última coisa que fez foi olhar para
os trezentos, com um olhar de amor.
Até que baixinho ele disse: - Eu sou o
caminho.
Ele era o sacrifício vivo, dito pelo rei.
Um sacrifício, pela derrota da morte que
condenaria a humanidade.
Aipo corria para as paredes do campo
luminoso de energia que o protegia, com
lagrimas nos olhos, batia suas mãos para que
rompesse aquela anátema, e corresse para
ajudar o seu amigo.
Todos lamentavam a queda daquele
grande homem. Até que os cavalos da
tempestade, resolveram entre si, lançarem
quatro raios, um de cada, ao mesmo tempo,
contra Jason na ponte.
Então aconteceu, Jason foi atingido
pelo golpe da morte, que tirou a sua vida,
tombara sobre a ponte que ele mesmo
reconstruiu.
Sombra levantou seu rosto aos céus, e
bramou um grande riso maléfico que ecoou
pelos ares. Jason, foi derrotado?
Logo, o império das trevas ao
comando de Sombra, atacou o campo de
força mais uma vez, agora que teriam
limpado Jason do caminho, teriam que
escraviza – los e quebrarem a ponte mais uma
vez.
Até que então, uma luz rompeu as
espessas nuvens que cobriam o céu, todos
olharam para cima, os cavalos da tempestade,
amedrontados com uma força que os
assustara.
O céu se abriu como um bater de asas,
então todos viram, inclusive o império das
trevas que cercavam os trezentos e os
milhares de animais.
Descendo na ponte, galopavam muitos
cavalos brancos, montados em guerreiros de
armadura dourada, uns carregavam lanças,
outros bandeiras.
O império de sombra congelou
perante a cena, foram se afastando dos
trezentos pouco a pouco, enquanto os
gladiadores dourados se aproximavam deles.
- Não é possível! Sombra gritou, com
uma feição de ódio.
Logos, todos aqueles guerreiros que os
trezentos nunca viram, abriram alas para
alguém, que andava atrás deles. Então uma
grande luz passou pelo corredor de cavalos e
gladiadores.
A luz era tão forte, mas dava para
perceber, que era um homem vestido a
branco, com uma coroa na cabeça cravejada
das mais raras joias já conhecidas pelo ser
humano.
A coruja, fez desaparecer o campo de
força, mas Aipo, só pensara em uma coisa,
que impulsionou toda a energia restante que
tinha do seu corpo, correr até Jason.
Ele correra desviando se dos
gladiadores dourados e dos cavalos,
chegando até a ponte restaurada, lá estava
Jason, com a pele toda queimada, sem vida.
Agora, o ser humano tinha a
oportunidade de ganhar a vida eterna, pois a
morte não poderia o segurar, já que uma
oportunidade foi restaurada para encontrar o
rei, A ponte.
Em lágrimas, Aipo pegara
delicadamente a cabeça de Jason e
posicionado para descansar em seu colo, de
repente, todo aquele homem queimado,
virou cinzas, que voaram pelo ar.
Capitulo 39

E
le abaixou a cabeça, se pusera a
chorar silenciosamente, apenas
sentindo suas lagrimas regarem
seu rosto.
Até que sentiu uma mão tocar o seu
ombro, uma luz iluminar o seu redor. Olhara
para trás, virando seu rosto lentamente.
Em sua frente estava alguém, vestindo
a própria luz, irradiando um calor
resplandecente. Seus cabelos era, como o
próprio sol, assim como seus olhos.
Sorriu para o garotinho, os
transmitindo paz. Mas Aipo não entendia por
que Jason tivera que morrer para o salvar. Se
pudesse sentiria toda a sua dor por ele.
Finalmente Aipo observara bem, o
homem à sua frente usava uma coroa de
ouro, decorada com muitas joias coloridas e
variadas. Nunca vira, uma coroa assim.
Singelamente, Aipo perguntou: - Você
é o rei?
O homem respondeu: - Sim! Parabéns,
por sua coragem e determinação, ao tentar
me encontrar.
Ao escutar isso, uma onda de paz e
tranquilidade irradiou de sua cabeça aos pés:
- Você sabia? Perguntou.
- Eu vi tudo! Respondeu.
- Eu, eu posso lhe abraçar? Aipo
perguntou inocentemente.
O rei abriu os braços amigável, e a
criança avançou – se para abraça –lo. Aipo
não queria mais nada, apenas ficar juntinho
do rei. Se arriscara tanto para encontra – lo,
agora o tinha encontrado.
Aipo foi abraçado pelo rei, fora
acolhido pelo ombro, ambos começaram a
descer a ponte.
O menino olhou para trás, se
lembrando de Jason, o rei percebendo, tocou
na região de seu coração e disse: - Vai ficar
tudo bem.
Os trezentos e os milhares de animais,
viam toda a cena com esplendor, todo o lugar
se enchera de luz, e o império das trevas os
observavam de longe.
No meio da multidão, correu a Raposa
em direção ao seu grande amigo, que
conhecera a seus primeiros anos de vida. Era
o seu auge.
O rei a viu correndo de longe, e se
ajoelhou para recebe – la, então se
encontraram abraçando – se, a raposa
descansara nos braços do rei. Nunca havia
imaginado que este momento chegaria.
Todos o viram, todos o conheceram.
O rei olhara amorosamente para Aipo,
então o disse: - Ainda falta alguém, que
preciso ver...
Capitulo 40

E
ste acordo feito por Aru e o
gigante Galazar, só fora uma
desculpa para poderem
passar mais tempo vivos. Caso a guerra não
houvesse parado, todos morreriam, apesar da
grande diferença entre gigantes e pessoas
comuns, os guerreiros de Aru lutaram com
inteligência, que derrubaram os gigantes, que
com sua força tiraram a vida de muitos na
guerra.
O segundo filho de Aru, Ruiz, tivera
sua perna direita esmagada por um dos
gigantes. Mas após os dois líderes decidirem
ir buscarem os seus filhos juntos, o segundo
filho de Aru desaparecera em alguns dias
depois da busca.
Aru seguiu firme para buscar todos os
seus filhos ao lado de Galazar que também
procurava o seu, mas de uma coisa sabiam,
quando os encontrassem, iniciariam um
desfecho final a esta história. Gigantes e
Guerreiros lutariam, somente um povo
poderia restar vivo no final.
Apesar de muitas divergências,
passaram por momentos comuns, precisaram
suportar o frio, e a ameaça de avalanches e
animais ferozes.
E maior parte das ameaças possíveis,
os guerreiros, junto com os gigantes,
enfrentaram bravamente. Haviam se tornado
um só grupo para sobreviver, e não
perceberam.
Depois de muitos dias, eles chegaram
ao local onde estava instalada a vila liderada
por Aru, que subia uma colina esperando ver
onde sua população habitava de cima.
Mas foi surpreendido, aquilo não
passava de um oceano de água. A enchente
alertada para ele, havia acontecido.
Muitos guerreiros se assustaram,
pondo a mão sobre suas cabeças, se
perguntando o que seriam deles, pois todas
as suas famílias teriam sido afogadas pelo
incidente.
Aru viu o lamento dos seus, ajoelhou –
se a neve e baixou a cabeça, logo, gritou para
que todos pudessem ver.
Agora reconhecera publicamente, sua
responsabilidade, de não escutar, não
demonstrar o seu amor e afeto que ele tinha,
a quem precisava.
Perdera seus filhos, sua mulher, e a
amizade do rei, por sua própria culpa.
Os últimos anos de sua vida, passaram
por sua consciência, o fazendo escorrer por
seus olhos, lagrimas de dor.
Ele porá as mãos, com vergonha,
escondendo seu rosto que chorava. Agora o
homem que parecia ser seguro de si, corajoso
e forte, chorava diante de todos.
Todos ali lamentaram.
- Ah! Lamentou: - Por minha culpa,
meus filhos foram tirados de mim! Perdi tudo
o que tinha e fiz outros perderem também!
Continuou: - Tudo isso, deve ser uma
punição, por ter trocado o amor meu pai! Se
referira ao rei: - Por minha própria
ignorância.
- Prefiro morrer, e nunca mais existir,
do que passar por isso. Então se calou. Assim
como todos.
Irrompendo o silencio, um som de
cavalos galopando ao longe surgiram aos ares,
os gigantes olharam para o horizonte e viram
um grande exército de aproximando deles.
Era Cevas, o primeiro filho de Aru,
galopando a toda velocidade, junto exército
que tinha, avançando sobre o ártico.
Apontando uma espada afiada em
direção aos guerreiros de seu pai, então
aproximou – se deles, e todo o império de
Cevas parou ali.
Com ira, Cevas desceu de seu cavalo
marrom e deu alguns passos, rapidamente
seu pai se apresentou, com as pernas
tremulas.
- Acabou. Disse o filho: - Um de nós
tem que sair daqui vivo!
Aru escutando aquilo, dirigiu – se
lentamente ao filho, até que ajoelhou – se
perante ele, disse com palavras frágeis: -
Corte a minha cabeça, conclua sua missão,
pois eu não mereço viver, destruí a vida de
meus guerreiros por ignorância, inclusive a
minha.
Não acreditava no que escutou,
mesmo assim impôs uma tez de segurança e
frieza, Cevas olhou para Galazar e disse: -
Mate – o!
Nada foi feito.
- Não escutou o que eu disse, lhe
ordenei? Mate – o!
Galazar não moveu um musculo, ao
longo da viagem, conhecera mais a Aru, para
ele, o líder tribal era alguém corajoso e fiel a
seu legado. O gigante passou a admira – lo
por sua força e coragem.
Fazendo a terra tremer, o gigante
ajoelhou – se ao chão, baixando sua própria
cabeça, até que disse: - Terá que cortar a
minha cabeça também.
Cevas olhou ao seu redor, dos
pequenos guerreiros aos mais altos gigantes,
todos se ajoelharam perante sua presença,
ilesos, imóveis, lhe entregando suas vidas.
Impaciente, Cevas pegou firmemente
sua espada e a posicionou, próximo a cabeça
de seu pai, para lhe tirar a vida. Até que seus
braços tremeram, também não conseguia se
mover.
Apesar de guardar tanta ira, também
não conseguia mata – lo. Minutos se
passaram, e ficara lá, posicionado, sem ação.
Capitulo 41

U
ma luz forte brilhou sobre o
horizonte, invadindo todo o
lugar, Cevas olhou para trás e
viu.
Uma multidão de pessoas, como se
fossem brilhantes, andavam com a própria
luz e se aproximavam deles. Também
andavam muitos animais.
Era espantoso, ficara imóvel ao ver
tamanha coisa, logo, Aru também viu, assim
como todos os homens e gigantes.
Alguém vestido a branco, andava a
frente de muitos guerreiros de armadura
dourava, montados em cavalos brancos, com
crianças, homens, mulheres, e uma
imensidão de animais mágicos.
Aru reconhecera o esplendor do rei
logo de cara, imediatamente pensou: -Ele vai
me matar por tudo o que eu causei!
Ainda fraco, correu para longe,
fugindo do que achava ser sua morte, então
ouviu uma pura voz de uma criança inocente,
então reconheceu a doce e alegre voz de seu
filho Aipo.
Ficara imóvel novamente, torcia para
poder ver o seu filho outra vez, mas também
não ousava de mover com medo.
Ficou parado por minutos, então
sentiu uma criança lhe abraçar por trás. Era
Aru, feliz por lhe ver. Aquilo desbloqueou
todo o seu corpo, assim teve forças para virar
– se a criança, e retribuir um outro abraço
inocente.
Logo, teve coragem de levantar os
olhos, lá estava o rei, qual não via a tantos
anos! Ele se ajoelhou perante ele, que se
aproximou com o seu calor resplandecido.
O rei o tocou delicadamente em suas
mãos, e o levantou lentamente para a sua
altura, Aru estava mole, então o segurou
firme pelos ombros.
Aru começou a suspirar, tinha certeza
de que seria morto. Mas então, o rei lhe
abraçou. Sem querer negá – lo, Aru lhe
retribuiu o abraço, sentindo que aquilo era o
universo inteiro, como da já sentiu na
primeira vez.
- Rei. Disse: - Eu, eu...
- Você?
- Porquê veio me ver? E tudo o que eu
fiz?
- Eu nunca me esqueci de você, desde
aquele dia, eu pensava em você em todos os
crepúsculos, que pintavam o céu de laranja,
eu me lembrava de você todas as vezes. Era
nessa hora que você mais gostava no dia.
- O senhor se lembra?
- Como da primeira vez.
...
O Rei então disse: - Vem comigo?
Quero que conheça o meu reino!
- O senhor nunca me perdoaria!
- É tudo o que eu mais quero!
Aru baixou a cabeça, que fora
carregada pelo rei, que o levou a um encontro
de seus olhos, que brilhavam como mel: -
Filho, volta pra mim?

...

- É tudo o que eu mais quis pai!


Então, o rei e Aru se abraçaram, como
se fosse, a primeira vez.
O rei guardou – o, o levando pelo seu
ombro, andando para perto de todos. Ele
chegara a frente de Galazar que ainda estava
ajoelhado. Olhou para Aru e disse: - Você
tem algo a dizer.
Aru estendeu a cabeça para ver o
gigante e disse: - Me perdoa?
- Me perdoa também? Galazar
perguntou
- Me perdoa primeiro! Aru pediu.
Então Galazar tomou o homem pelos
braços e o apertou, com cuidado claro, assim
foi dado um abraço de gigante. A partir
daquele momento, todos os guerreiros e
gigantes, se conciliaram com muitos abraços.
Delicadamente, quando Aru voltou ao
chão, o rei tomou a sua mão esquerda e o
levou a Cevas, que os olhava petrificado.
Aru olhou com lágrimas para o seu
filho e disse: - Você me perdoa? Por não ter
lhe escutado nenhuma vez, por não ter siso
um pai para você, por sempre ter dado mais
importância a...
Fora interrompido, pelo abraço
sincero de seu filho. Ambos se aliviar, pois
puderam se amar como família mais uma vez.
Aru voltou se ao rei e disse: - Pai, a
Etília, A Etília ela...
- Eu sei, no final, vai ficar tudo bem! O
rei respondeu.
Capitulo 42

S
ubindo a um lugar alto, o rei disse
alto e claro para todos ouvirem: -
Eu lhes convido, para irem morar
comigo em meu reino dourado. Venham
todos os que acertaram, os que erraram, os
que se arrependeram, e eu vos aliviarei.
Logo, o rei desceu do lugar alto e
começou a andar para longe, sem demora
toda a vida começou a o seguir. Aipo abraçou
– se ao seu pai, fora ao lado de todos os seus
amigos.
A raposinha correra atrás do rei junto
com os milhares de animais. Golbri, se
reconciliara com seu pai.
Andando por uma longa distância,
finalmente todos chegaram a ponte, que
elevada para cima, levava a o reino dourado:
- Subam! Disse o rei, parando na entrada da
ponto para ajudar todos a passarem.
Todos subiram, deste os homens, os
animais, e os gigantes. Aipo olhou para o céu,
e viu a linda coruja que um dia lhe contara a
história da ponte, voar sobre ela dos altos
céus, olhando para ele amorosamente,
avançando em direção ao reino dourado.
Aru soltou – se de seu filho, tão
admirado e aliviado andara sozinho sem
perceber que deixou Aipo para trás.
Não dava para ver o reino dourado da
entrada da ponto, era muito alto, o reino
estava encoberto de muitas nuvens.
Para ver o que queria, Aipo começou
a andar para frente, até que o rei o parou.
- Aipo. Disse: - Eu prometo, que um
dia, deixarei você entrar no reino, mas agora,
ainda não chegou o seu momento.
- Porquê? Eu fiz algo de errado?
- Não, não! Eu conto com sua ajuda.
- Ajuda?
- Sim, você pode me ajudar?
- Claro! No que precisar!
- Então, eu escolhi você para fazer um
serviço para mim, ainda há muitas pessoas
que não conhecem sobre o reino, e sobre
mim. Eu também quero que elas venham ao
meu reino, morar comigo. Você pode ir atrás
delas para chama – las com você?
- Sim meu rei! Eu posso!
- Obrigado Aipo! Você não irá
sozinho, seus amigos o ajudarão!
Olhando para tráz, viu Valentina e
Golbri, sorrindo felizes para ele.
- Até breve Aipo, não vejo a hora de vê
– lo passar desta ponte!
- Até mais meu rei!
O rei deu – lhe um beijo na testa, e se
afastou subindo na ponte. Fez um sinal de
despedida aos três, e subiu ao alto da ponte,
sumindo na neblina que voava pelas
montanhas, sumindo.
Três dias depois, os três resolveram voltar a
casa de Jason, para se alimentarem e
arquitetarem um plano para fazer a vontade
do rei.
Enquanto Golbri e Valentina
cuidavam do rebanho branco das ovelhas que
um dia Jason cuidou, Aipo estava sentado
sobre uma bela árvore, que proporcionava
uma confortável sombra que protegia-o dos
raios de sol
Tranquilamente, olhando para o
horizonte, tocava uma harpa que encontrara
no baú de Jason em seu quarto. Até que
sentiu uma mão o tocando nos ombros.
Era um homem alto, vestido a branco,
com um capuz na cabeça.
- Olá, posso te ajudar? Aipo
perguntou.
Então, o homem tirou o capuz da
cabeça que também cobria seu rosto, era
Jason! Vivo!
- Jason! Você, você... Aipo não podia
acreditar.
- Oi pequeno! O homem disse.
- Meus amigos não vão acreditar!
- Não Aipo! Não diga nada, eles vão
me ver no momento certo.
- Tudo bem! Aipo disse.
No deleite do campo, Jason e o
garotinho se abraçaram amigáveis e felizes.
- Eu sou a vida Aipo! Jason disse.
- Eu sei! Disse Aipo
- Tem algo que eu não lhe contei
- O quê?
- O rei, ele é o meu pai, e eu sou o seu
filho.
Aipo se espantara com tal afirmação.
Jason é filho do rei, havia morrido, mas agora
vivia de novo.
- Bem, eu tenho que ir, mas lembre-se
– se, não tenha medo. Eu sempre estarei com
você, em seu coração.
- Obrigado Jason!
- Bem, peço que não me chame mais
de Jason, pode me chamar de “O filho”.
- Tudo bem, vamos comigo, se lembra
de sua casa?
- Aipo, eu não morarei mais aqui, estou
governando com o meu pai no Reino
dourado, cuidando dos meus.
-Ah, entendi!
Os amigos se despediram, e Jason se
afastou de Aipo, andando pelos extensos
pastos verdes do campo.
Aliviado por ver um amigo querido
mais uma vez, sentou – se a árvore mais uma
vez, e voltou a tocar a harpa, sobre os ventos
que sopravam do horizonte.
FIM

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