CAPITULO 1
A CHEGADA
Era difícil mas eu suportava,ser adulto é tudo menos o que eu
esperava ,ter que trabalhar todos dias pra receber um salário mínimo
de 1.400 todos os meses é muito cansativo mas saber que eu estou
de pé aguentando tudo de cabeça erguida é até um pouquinho bom
afinal.
Eu moro em uma casa pequena,na verdade é mais pra uma
quitinete,tem um quarto bem minúsculo,um banheiro pequeno,uma
cozinha pequena mas dava pra morar ali sem preocupação nenhuma.
Bom,quem é tô querendo enganar? A vida é um saco! Acordar 5:00 da
manhã e as vezes sem ter nada pra comer no dia seguinte era algo
muito desprezível na verdade, chegar em casa quase 1:00 da manhã
também não é legal mas eu sempre tento de algum jeito fingir que eu
tô feliz ou que eu tô bem... quer sabe-
-“to apenas gastando meu tempo escrevendo nesse diário idiota”-
falou jogando o diário em cima da cama de solteiro e pegando o
celular vendo uma chamada perdida-“o que a Gabriela quer?”-falou
ligando de volta pra garota.
-“amiga você sumiu,o que aconteceu?”-falou a garota na
chamada-“eu estava....nada eu não estava fazendo nada na
verdade,o que você queria?”-perguntou Érica.
-“bom, fiquei sabendo que vai ter um festão na casa do Vinícius e
também que vai ter várias bebidas caras lá daquelas bem de ricos
mesmo sabe?”-falou Gabriela com a voz bem animada-“ele não
roubou essas bebidas não né Gabriela? Olha se a polícia ir pra casa
dele e a gente estiver lá vai ser uma loucura e eu não quero ter que
me ferrar por causa de Vinícius de novo tá?”-falou Érica com a voz
preocupada.
-“ai amiga para de ser tão paranóica é só uma festa”-disse
Gabriela-“Mas...quer saber tabom eu vou”-falou Érica e ouviu sua
amiga gritar de alegria na chamada.-“te espero lá as 20:00 tá bom?”-
Gabriela disse e logo desligou.
- “não sei o porquê eu ainda fico perdendo meu tempo com isso.”-
falou se levantando da cama cama e anda até o seu guarda-roupa
separando as roupas que ela vestiria na festa que ela iria.
No tempo que se passava ela organizava as suas coisas para quando
saísse deixasse toda a casa arrumada e limpa para que no final de
tudo ela pudesse sair sem preocupações.
No relógio já batia umas 19:00 logo a mulher foi se arrumar para
poder ir para a tal festa que seria na casa de Vinícius naquela noite.
Depois de arrumada ela decide chamar um Uber moto para não
chegar atrasada na festa pra sua amiga não chegar brigando com ela
por deixá-la sozinha lá.
Tirando o capacete ela conseguiu olhar a casa cheia de luzes de led
em volta de toda a casa de um jeito muito extravagante e apenas
pagou o motorista e tirou o capacete lhe entregando e andando até a
casa.
- finalmente amiga -falou a Gabriela me puxando com força pra
dentro da casa .-quem são essas pessoas Gabriela?-falou Érica
olhando para as pessoas desconhecidas.-são alguns amigos novos do
Vinícius e olha eles são uns gatinhos né?-falou ela que logo piscou um
olho pra um que tava lá me fazendo ficar com uma cara enojada- não
me diga que você me trouxe aqui pra isso?-falou Érica revirando os
olhos e pegou uma bebida.
Mas antes que ela pudesse beber a porta que ela estava perto foi
arremessada fazendo ela ficar zonza e ela só conseguiu ouvir policiais
gritando e brigando com todo mundo lá dentro e ela tenta olhar pra
Gabriela mas a Gabriela estava desmaiada ao seu lado.
-mas que merda-falou colocando a mão na testa sentindo uma dor
absurda e quando olha pra mão ela estava cheia do seu próprio
sangue-droga... Gabriela... Gabrie-tentou chamar a amiga mas acaba
desmaiando e tudo fica preto.
Preto é tudo que ela consegue ver
Ela se vê lá dentro e sente algo molhado em seu pés e olha pra um
canto que parecia lhe chamar,um canto que logo começou a iluminar,
que lhe chamava cada vez mais antes dela ser completamente
puxada pra esse tal ponto branco.
CAPITULO 2
AS ESCONDIDAS
Dor era a única coisa que ela sentia mas não era uma dor física era
uma dor que parecia algo como perda... era como se ela tivesse
perdido algo ou alguém.
-“melissa, acorda filha”-chamou um mulher muito bonita de cabelos
pretos e vestes que parecia não serem da minha época e logo várias
memórias que não eram minhas começaram a aparecer na minha
mente rapidamente fazendo minha cabeça começar a doer depois de
tantas informações e eu soube...eu sabia agora eu tinha mudado de
realidade.
-“filha você tá bem?”-falou segurando o meu rosto pequeno –“ta com
febre de novo?”-falou nervosa pegando um pano molhado e
colocando acima de minha cabeça como se tentasse amenizar a febre
que eu tinha- “você pode ficar aí? A mamãe vai pegar algumas frutas
e plantas pra fazer um chá pra você.”-falou nem esperando uma
resposta e logo saindo com uma pequena cesta em sua mão.
Sai da cama tirando o pano molhado da minha testa e olhei em volta
do lugar que era muito familiar pra mim agora depois de tantas
memórias.
-“Que estranho em que ano eu estou? Ou em que mundo eu estou
agora? Será que a Gabriela está bem?”-tantas perguntas se passaram
em minha mente.
Comecei a andar pela casa a conhecendo pouco a pouco cada canto
por onde eu andava até que eu senti uma forte dor em meu peito me
fazendo ter uma falta de ar que me fez cair no chão mas mesmo
assim tentei me levantar aos poucos me equilibrando e tentando
voltar a minha respiração que estava muito fraca na hora.
Até que vi meu reflexo em um espelho pequeno que tinha na cozinha
e me aproximei olhando como eu era diferente era como se eu não
pertencesse a terra de tão bonita.
Cabelos brancos e cacheados, olhos heterocromáticos uma parte azul
e outra castanho. Minha pele também era diferente algumas partes
da minha pele era branca e pálida e algumas partes da minha pele
era negra também...era como se eu fosse uma mistura de cores.
-“que diferente.”-falei tocando em meus cabelos de cor diferente do
normal e olhei pra janela que tinha na cozinha que dava pra ver um
vilarejo pequeno talvez...-“que estranho...eu voltei pro passado ou”-
antes que eu terminasse a minha fala escuto um barulho vindo da
porta como se alguém tentasse abri-la e andei até a porta e olhei pela
frecha da porta.
-“senhorita Charlotte!”-bateu na porta chamando por uma mulher que
eu desconfio ser minha mãe- “chegou uma encomenda pra
senhorita!!”-vejo o homem desistir de chamar e começar a se afastar
mas antes que ele fosse realmente embora eu abro a porta fazendo o
homem se virar me vendo escorada na porta- “interessante...”-falou o
homem me encarando- “bom ah..a sua mãe...ela tá aí?”-falou o
homem desconhecido se aproximando aos poucos e eu só balanço a
cabeça negando- “bom... Qual é o seu nome garotinha?”-fico calada o
encarando-“verdade que desrespeito meu...me chamo Scott Holmes
sou amigo da sua mãe”-falou me encarando nos olhos com
curiosidade no rosto bem aparente- “e o seu nome ?”-falou o homem
realmente curioso me fazendo pra parar pra pensar um pouco.
-“me...me chamo Melissa”-falei com a voz meio baixa e olho pra
encomenda que ele carregava na mão –“o que é isso?”-perguntei um
pouco curiosa.
-“bom melissa isso é confidencial” -falou e deixou a encomenda nas
minhas mãos – “você pode entregar isso pra ela?”-falou e eu apenas
concordei com a cabeça –“sabe ...eu tenho um filho com a mesma
idade que você “-falou e fiquei o encarando esperando ele terminar
de falar o que ele queria-“ Sherlock Holmes ele tem a sua idade 15
anos ele é do seu tamanho mais ou menos”-falou o homem com um
tom orgulhoso –“ ele é muito inteligente puxou o paizão aqui”-falou e
eu escuto passos se aproximando da gente.
- “Scott?”-falou minha “mãe” se aproximando da gente-“ ah...oi
Charlotte “-falou o homem que antes tinha um sorriso no rosto ficou
sério de repente.
-“Isso é a encomenda?”-falou minha mãe olhando o negócio
embalado em minhas mãos e o homem apenas concordou e minha
mãe pegou a encomenda da minha mão e entrou em casa me
puxando pra dentro e eu só pude ver o rosto do homem antes da
porta se fechar.
- “oq é isso mãe?”-perguntei olhando pra encomenda- “eu falei pra
você não abrir a porta pra ninguém” -falou a mulher nervosa-“...bom
desculpa filha” -falou e começou a abrir a encomenda-
“provavelmente isso é do seu pai.”
-“do meu pai?”-falei com curiosidade pois não foram todas as
memórias que voltaram- “seu pai... provavelmente ele sabe de você
preciso que você confie em mim ok?”-falou e abriu a caixinha olhando
que tinha uma carta e uma faca pequena de bolso e entregou ela pra
mim- “olha eu sei que é loucura,mas essa faca é do seu avô ele usava
ela muito bem” -falou com um sorriso – “ele foi o único que acreditou
em mim quando eu fug”-ela não termina de falar enxugando lágrima
que ameaçavam cair de seu rosto.
- “filha,sabe aquele homem que você viu mais cedo?”-falou se
aproximando de mim e segurando minhas bochechas – “ele vai ser o
responsável por você até sua fase adulta, prometo que ele vai cuidar
muito bem de você...a faca que eu dei a você você pode ficar pra
você...ande sempre com ela e não a solte pense que essa pequena
faca é seu objeto da sorte”-falou e olhou pra carta dentro da caixa e
respirou fundo antes de pega-la e lê-la com bastante cuidado.
Vejo que a expressão da mulher ficou séria de mais pra algo normal e
me puxou pelo braço me abraçando e beijando minha bochecha antes
que eu percebesse algo de diferente eu sinto meus olhos se fecharem
levemente e finalmente eu me apagar.
A mulher me pega no colo tirando a injeção do meu pescoço e abre a
porta vendo o homem ali e me coloca nos braços do homem com
lágrimas nos olhos.
-“Não temos tempo,leve ela mais pra longe o possível... Não posso
deixar ele mata-la.”-falou a mulher-“e o que ele disse na carta?”-
perguntou o homem pra mulher que apertou os olhos com força antes
de responder –“ele disse que sabia da existência dela e que me
mataria e mataria ela pois não aceitava que eu uma traidora tivesse
um fruto dele com o sangue dele correndo nas veias dela”-falou e
olhou pra scott-“leve ela pra longe daqui e mesmo que ela não
entenda o que tá acontecendo não deixe ela vir atrás de mim não
deixe ela se meter em perigo...ela é a única esperança que temos
scott
CAPITULO 3
UMA NOVA ERA
Risadas
Risadas de crianças ecoavam em minha mente era um tanto esquisito
até que então abri meus olhos e olhei em volta percebendo que eu
não estava mais na casa daquela mulher.
-“vejo que acordou”-falou Scott tomando o chá com um expressão
tranquila em seu rosto –“onde...onde eu tô?”-perguntei e olhei uma
criança me encarando como se tentasse me analisar ...como se
tentasse me decifrar como um quebra cabeça –“aquele é meu filho
Sherlock” -falou o homem calmo e eu parei pra pensar de
novo...aquele nome era muito familiar pra mim- “Sherlock?”- o
homem me encarou e falou-“sim esse é meu filho Sherlock foi o que
eu te falei ontem a tarde, você dormiu bastante até ....por isso não se
lembra de chegar aqui”-falou o homem se levantando –“e Sherlock
não olhe pra ela assim vai deixa-la desconfortável “-falou o homem.
Sherlock... Sherlock Holmes esse nome é familiar pra mim mas não
sei de onde não sei de onde eu ouvi falar esse nome.
Sherlock Holmes! Um detetive brilhante que desvenda os casos com
dedicação e rapidez um ....um gênio com suas ótimas deduções.
Escutei paços e uma voz feminina de uma criança pequena talvez e
olho vendo a garota se aproximar de nós e chamar o Scott de pai essa
criança tem as altas características da irmã de Sherlock ... Enola
Holmes,bom nas séries de Sherlock ela foi uma das antagonistas que
não eram vilões mas eram tratados como tal mas não sei se estou na
versão que ela é do bem ou do mal ou uma realidade totalmente
diferente dos dois.
Se bem que como eu estou aqui é capaz de eu mudar toda a história
desse mundo e acabar me ferrando afinal eu nunca assisti nenhuma
série,filme ou li um livro de Sherlock mas eu posso achar um jeito
talvez inteligente de me safar e apenas agir normalmente como uma
adolescente nesse corpo.
CAPITULO 4
RECORDAÇÕES
Dois anos e meio se passaram e literalmente cresci com a Enola e o
Sherlock...os dois são totalmente diferentes.
A Enola é alegre e energética de mais e vive sempre brincando já o
Sherlock é uma pessoa calada e não é alguém de se enturmar com os
outros,ele odeia barulho e fica sempre quieto na dele escrevendo
sempre naquele caderno dele.
Não sei o que ele faz ,mas ele nunca deixa ninguém mexer naquele
caderno,sinto que ele não gosta tanto de mim mas eu não tenho
nenhum problema com isso afinal ninguém consegue agradar todo
mundo.
O [Link] sempre fica no escritório dele trabalhando e escrevendo
jornais eu acho...bom ele é um homem legal mas como o Sherlock ele
é mais na dele talvez o Sherlock deve ter puxado o pai.
E eu soube nesses dois anos que o Sherlock e Enola tem mais um
irmão mas eu nunca o vi mas sei que o nome dele é Mycroft Holmes o
mais velho deles.
Provavelmente esse tal Mycroft trabalha como militar nas guerras que
é muito comum aqui que se passa 1871 pelo que fiquei sabendo.
Bom,já minha “mãe” eu não soube mais dela o [Link] nunca mais
me falou sobre ela...na verdade toda vez que eu perguntava ele
mudava de assunto.
-“engrançado,eu disse que pararia de escrever em diários”-falei
deixando o diário em uma gaveta e vejo Enola correndo em minha
direção.
-“MELISSA” -a menina chegou gritando ofegante – “me esconde?”-
falou nervosa.
-“o que acontec”- antes que eu perguntasse a Enola se esconde ao
escutar a voz brava de Sherlock –“droga Enola! Eu te disse pra não
mexer nas minhas coisas!!”-falou se aproximando da gente só que
Enola me usa como escudo pra ele não pegar ela-“foi acidente!”-falou
enola- “acidente? Acidente! Você mexeu no meu caderno e acabou
sujando ele com tinta Enola! Tinta!!”-falou ele respirando fundo pra
tentar se acalmar.
-“foi sem querer eu juro!”-falou enola- “não tinha como saber que
você escondia seus dons artísticos em um caderno pequeno e jamais
imaginaria que você desenhava a” -antes que a garota terminasse de
falar vejo pela primeira vez o Sherlock nervoso tentando calar a boca
da garota tagarela- “se você falar do meu desenho eu juro que eu falo
papai que foi você que rasgou a foto da mamãe deixando água cair
em cima dela”-falou e a menina cala a boca.
-“o que tá acontecendo?”-perguntei mas apenas ouvi um “nada” em
sincronia vindo dos dois e um balanço de cabeça vendo os dois saindo
do meu quarto me deixando confusa.
- “tá isso foi estranho...”-falei andando de um lado pro outro e abro
minha gaveta tirando a faca que a mulher que era minha mãe aqui
tinha me dado- “onde você tá?”-falei respirando fundo e arremessei a
faca na parede em direção ao ponto de aterrissagem.
-“você tá ficando boa melissa” -falou o [Link]-“ tá cada vez mais
parecida a sua mãe mesmo sendo um pouco diferente “-falou de um
jeito para que eu entendesse que ele não se trata de aparência é sim
de personalidade.
-“e minha mãe era como?”-perguntei e o homem parou pra pensar
em como responderia minha pergunta –“ bom ela era
teimosa,Aorgulhosa,chata”-falou e eu fechei a cara e logo ele
começou a rir- “eu tô brincando...bom a sua mãe era uma mulher
boa,ela era muito esforçada, prestativa e era uma mulher muito
sonhadora...ela sonhava que poderia ajudar as pessoas bom isso foi
antes dela conhecer seu pai.”
“- e...e como era muito pai?”-o homem me olhou por alguns segundos
antes de responder –“ não tenho muito a dizer do seu pai mas ele era
alguém muito calado e muito ciumento muito ciumento mesmo e teve
uma época”-ele para e ri- “teve uma época que ele acreditava que eu
gostava da sua mãe.”
-“e você gostava?”-perguntei e ele nega com a cabeça –“ eu e sua
mãe éramos como irmãos... crescemos juntos praticamente” -falou-“
minha mãe achava que a gente acabaria ficando juntos, só que a
gente nunca se via com outras intenções a não ser sentir que a gente
fosse uma família, vivíamos brigando como irmãos de verdade “-falou
e eu olho pra ele.-“enfim,vem vamos comer”-falou saindo do meu
quarto e indo em direção a cozinha e eu o sigo.
-“pai,eu posso chamar um amigo pra vir brincar comigo mais tarde?”-
perguntou Enola animada aparecendo atrás da gente –“e quem é seu
amigo Enola?”-perguntou o pai dela sem olha-la pegando alguns
pratos e colocando a cima da mesa.
-“ele é o Edward Stark pai aquele que veio aqui semana passada” -
falou como se fosse óbvio e viu o seu pai suspirar e concordar com a
cabeça- “só não gritem ou façam escândalos quando estiverem
brincando “-falou o [Link]- “você sabe que a audição do seu irmão
é sensível “-falou e a Enola revirou os olhos e concordou e logo vi o
Sherlock chegar perto da gente e se sentando em uma das cadeiras
sem falar nada e com outro caderno em mãos e um lápis
provavelmente novo e logo me Aproximei dele e me sentei ao seu
lado na mesa e ele me olha nos olhos por alguns segundos mas
depois desvia e olha pro caderno novamente o fechando rapidamente
pra que eu não conseguisse olhar o que ele tanto fazia no caderno
dele.
-“bom crianças a comida de hoje será frango assado” -falou o Sr
Holmes colocando o frango com uma bandeja em cima da mesa e
começa a cortar o frango em partes e colocando o macarrão e salada
em cada prato-“ fiquem a vontade “-falou e logo se sentiu e começou
a comer.
CAPITULO 5
DESVENDAR DOS MISTERIOS
Os dias se passaram do mesmo jeito nada realmente mudava o
Sherlock ainda parecia me odiar a Enola sempre tinha um sorriso no
rosto mesmo que fosse debochado,mas era as vezes engraçado,
todas as vezes ela achava um jeito de conseguir irritar o irmão mais
velho como: desligar as luzes do quarto dele enquanto ele escreve e
depois sai correndo,esconde os lápis de escrever dele e fingi que
nada aconteceu ou apenas ameaçava contar o que ele fazia no
caderno o que fazia ela ter algumas vantagens até.
O Sherlock é um garoto muito inteligente sempre resolvendo casos
não selecionados apenas em alguns segundos apenas lendo as
revistas sobre os crimes de londres(Inglaterra) que eram bem
interessantes.
Bom o Sherlock não foi alguém que eu realmente falei muito nesses
mais ou menos dois a três anos mas eu gostaria muito ser amiga
dele.
Mas quem eu tô querendo enganar... provavelmente ele me acha um
incomodo por estar morando praticamente de penetra com eles por
conta do pai.
Sei que eu não muito agradável ou legal mas poxa toda vez que eu
tentava falar com ele...ele se afastava de um jeito meio esquisito.
-melissa-ouço alguém me chamar e me viro olhando pra pessoa e
vejo o Sherlock escorado na porta do meu quarto-algum problema?-
perguntei deixando meu diário de lado me aproximando do garoto
que olhou em meus olhos e logo desviou pois se sentiu incomodado e
logo falou – o papai...-falou tentando achar um jeito de falar comigo
olhando pra qualquer lugar sem ser em mim- bom o papai ele pediu
pra você e eu ir buscar maçãs pra ele...pra ele fazer uma torta e
ele ...ele falou pra eu te chamar já que você vai comigo e eu
quero...eu queria perguntar se você pode ir comigo?-falou e olhou
prós meus pés menos em meus olhos.
-claro,eu não vejo problema -falei e comecei a calçar as minhas
sapatilhas e logo saímos de casa até a floresta pra colher as maçãs.
Estava tudo correndo bem enquanto a gente colhia as maçãs mas
chegou dois garotos se aproximando da gente e vi que eles estavam
indo em direção ao Sherlock só que eu percebi que eles não estavam
com boas intenções e fiquei na frente de Sherlock como se tentasse
protege-lo de algum jeito.
-olha que coincidência o esquisito tá aqui- falou o garoto ruivo rindo
junto de seu amigo- e pelo visto ele tem uma namoradinha
também,que desperdício uma garota tão bela como você junto de um
garoto tão...-ele logo olhou pra Sherlock que abaixou a cabeça -
esquece,bom temos um assunto a lidar com esse aí -falou o outro
garoto só que loiro.
-Ei saem de perto deles-falou uma pessoa se aproximando da gente
também e logo olhei vendo o garoto junto de uma garota e os dois
pareciam familiar pra mim mas não sei indentificar da onde.
CAPITULO 6
O ENCONTRO
Desconfiada, eu fui embora rumo a minha casa junto com Sherlock,
ambos calados ao decorrer do caminho, sem trocas de olhares e sem
nenhuma palavra..ventava muito frio e estava escuro até que
chegamos em casa e eu fui em direção ao meu quarto, e Sherlock ao
dele, ainda sem trocar nenhuma palavra e nenhum olhar. Chegando
lá fiquei pensativa, confusa, indecisa e desconfiada, até que nos meus
pensamentos, me veio na cabeça que deveria ir lá outra vez...-“ não,
não deve ser uma boa ideia, ou será que é? “Ainda cheia de dúvidas,
fui dormir e naquela noite tive outro sonho, um sonho esquisito, meio
estranho. Uma mulher de cabelos Rosas, metade humana e metade
caveira apareceu na minha frente e me deu rosas vermelhas mas sem
dizer nenhuma palavra,assim como no sonho da noite passada,
novamente, acordei atordoada e muito assustada. Então novamente
decidi ir até o cemitério, e chamei Sherlock pra ir comigo. Dessa vez
ele não quis ir- “por favor, vamos comigo, quero uma companhia”
disse eu toda apressada. – “estou escrevendo, não posso ir agora “
–“tudo bem, irei sozinha “ disse a Sherlock com uma voz triste.
Chateada por não ter a companhia de Sherlock , fui sozinha rumo ao
cemitério, mas no meio do caminho escuto gritos com meu nome
–“Sherlock?” Perguntei a mim mesma intrigada, e sim, era ele
gritando meu nome e pedindo pra espera-lo
Fomos o caminho todo sem nos falar e nem sequer nos olhamos, e
chegando lá, o guarda que no dia anterior estava lá, hoje não estava
mais, então em meu pensamento, fiquei me perguntando se deveria
ou não entrar lá, até que Sherlock fala –“vc quer entrar ou só ficar na
porta parada e olhando pro nada? –“nossa, pra que tanta grosseria,
pode se acalmar e falar sem grosseria?” Disse a Sherlock num tom de
raiva, ele permaneceu calado, frio e sem trocar olhares. –“Tudo bem,
vamos entrar” disse eu a Sherlock, ele sem dizer nada, passou a
minha frente e abriu os portões do cemitério. Lá parecia abandonado,
estava sujo, sem cor, vento frio, folhas secas voando, então eu e
Sherlock começamos a andar pelo cemitério, até que avistamos uma
mulher, que parecia mais um defunto, e então, chegando mais perto
–“não, não pode ser!” Disse eu com um tão nervoso e amedrontado,
-“É A MULHER QUE APARECEU NOS MEUS SONHOS” gritei assustada.
Sherlock se assustou, então olhou para a direção onde eu estava
olhando, e viu a mulher que apareceu nos meu sonhos. O semblante
dele era totalmente medroso, e sem palavras ele permaneceu calado.
Olhar para aquela mulher foi bizarro e assustador. Sherlock
continuava com a mesma expressão e eu sem saber o que fazer,
fiquei paralisada olhando a situação. Até que essa mulher que
apareceu nos meus sonhos, veio andando até nós, a medida que ela
se aproximava eu me afastava, até que Sherlock segurou meu braço
e disse –“fique calma e parada” comecei a sentir muito medo, mas
obedeci. Até que essa mulher, chegou muito perto de nós e começou
a falar com uma voz doce e aveludada –“ muito prazer, meu nome é
Rosa, assustei vocês? Me desculpem, não estou muito bem
apresentada, quais são seus nomes e o que vieram fazer aqui?” Disse
a mulher. –“ meu nome é Melissa e ele se chama Sherlock, viemos
aqui procurar minha mãe, Charlotte Holmes e vc quem é?” –“Aahhhh,
então vc é filha da Charlotte?” Perguntou Rosa surpresa.
-“Sim, eu sou filha da Charlotte, vc conhece ela de onde? Quem é
vc?” Perguntei a Rosa curiosa, -“ sua mãe falou comigo, inclusive, era
muito simpática e meu deixou esse bilhete pra te entregar” –“um
bilhete?” Disse eu confusa –“sim Melissa, um bilhete, leia por favor”
abri o bilhete, estava sujo com aparência velha, lá estava escrito com
as letras da minha mãe –“”filha,se você está lendo isso é porque eu já
não estou mais aqui, preciso que você fique escondida,seu pai sabe
de você...se ele descobrir onde você esta você pode estar correndo
grande perigo... desculpe por ter te deixado sem explicações... só
preciso que você fique bem,aprenda a lutar aprenda e a se defender
afinal precisamos de voc-“Li aquele bilhete da minha mãe enquanto
deciam lágrimas pelos meus olhos, estava arrasada, e ao meu lado,
Sherlock sem expressão nenhuma.. Agradeci a Rosa por ter me
entregado o bilhete e perguntei novamente –“quem é vc?” Ela disse
–“sou uma morta viva” –“como assim?” Perguntei a Rosa curiosa e
logo ela começou a contar sua história, -“Eu tinha 17 anos quando
morri no dia do meu casamento, e agr estou presa no mundo dos
mortos e no mundo dos vivos, preciso que alguém do mundo de vcs
conte a minha história para que eu possa descobrir quem é meu
assassino” fiquei sem reação com a história de Rosa e um silêncio
ecoou sobre o ambiente.. ficamos minutos assim até que eu me
ofereci junto com Sherlock pra ajudar a desvendar o caso de Rosa, ela
aceitou nossa ajuda, mas eu ainda estava pensando no bilhete que
minha mãe havia deixado ,por dentro estava com medo, -“ então
quer dizer que eu tbm sou alvo do meu pai? Eu posso ser a
próxima?”na minha mente só conseguia pensar em como ia me
proteger do meu próprio pai..mas não sabia como. Cheia de dúvidas,
eu só queria que alguém me dissesse oq fzr..-“Você deve aprender a
lutar” disse Rosa me aconselhando –“ mas como vou aprender a
lutar? Não tem ninguém que me ensine e me ajude, como vou
aprender?” Disse eu confusa e nervosa. –“ como sua mãe disse no
bilhete, vc deve aprender a se defender, caso seu pai descubra seu
paradeiro “ fiquei sem reação..-“quem iria me ensinar?” Fiquei
pensando e em silêncio e sem saber oq fazer...Foi então que Sherlock,
em meio ao silêncio disse –“ meu pai, meu pai pode te ajudar, ele
sabe lutar muito bem e é forte, vc deve falar com ele.” Confusa eu só
conseguia ficar em silêncio. Então eu agradeci a Rosa novamente por
ter me entregado o bilhete da minha mãe, e junto com Sherlock,
fomos a casa do [Link] para explicar toda a história a ele e pedir
a sua ajuda.
CAPITULO 7
TREINAMENTO
O treinamento era pesado,as vezes eu chegava totalmente acabada
em casa,o [Link] não pegou leve comigo em
Nenhum momento,as vezes eu pensava que eu iria morrer apenas
com aquilo,Era cansativo e estressante mas aos poucos dava pra
suportar,eu treinava pelo dia e descansava pela a tarde e a noite eu
investigava o que eu tinha prometido a rosa.
O Sherlock ficou mais distante do que nunca comigo o que era
estranho mas eu nunca falava nada,a Enola vivia brincando com o
seu melhor amigo o tal de Stark.
Por dias eu procurei pistas sobre a morte de rosa, conversei até com
alguns familiares dela mas a resposta sempre foi a mesma “suicídio”
o que era estranho afinal se realmente foi suicídio ela teria lembrado
né?.
-“pensando novamente melissa?”-perguntou o [Link] segurando
um saco grande nas costas –“não temos tempo pra pensamentos,
vamos”-falou andando até atrás de sua casa que possuía uma ala de
treinamento que ele fez pra mim treinar e o vejo andando colocando
o saco em cima de uma cadeira apoiada-o que é isso?-perguntei.
-“ah, isso vai ser sua mira”-falou-“mas não estávamos treinando luta
corpo a corpo?, então pra que uma mira?”-ele olhou pra mim e
respirou fundo-“a sua faca” -falou –“mire no centro que eu marquei
no saco”
-“e tenho um amigo que vai nos ajudar com o seu treinamento”-falou
o [Link] e vejo um homem sair das sombras andando até a gente
–“vejo que estão falando de mim”-falou o homem com uma voz tão
calma mas ao mesmo tempo tão grave-“deixe-me os apresentá-los,
melissa esse é o meu amigo Nabucodonosor ou simplesmente você
pode o chamar de nab”-falou o Holmes e eu olho pro homem a minha
frente meio desconfiada afinal como ele me ajudaria nesse quesito de
mira?-“não tenho muito tempo aqui, então precisaremos sermos
rápidos”-falou o homem olhando pra mim-“me mostre a sua postura e
como você mora no alvo –“falou curioso”- “dependendo da sua
postura você pode acertar ou errar o alvo então seja certeira garota”-
falou o nab.
Depois daquele momento todos os treinamentos eram muito mais
pesados do que o normal comparado ao [Link] o nab me treinava
e analisava se eu estava fazendo certo como um professor rigoroso.
-“qual é a sua história nab?-perguntei me sentando com a respiração
ofegante de tanto treinar.
-“bom minha vida nunca foi fácil “-falou e eu o olhei querendo que ele
me contasse – “meus pais cresceram como escravos e por ser filho de
escravos você é condenado desde quando você nasce como escravo
também só que com o tempo isso ficou cada vez mais pesado afinal
ser escravo era uma coisa difícil de se lidar qualquer erro que você
cometia era uma chicotada por isso eu tenho essas cicatrizes nas
minhas costas e braços”-falou o homem mas não parecia que ele em
algum momento estava triste de se lembrar daquilo-“ bom mas eu fui
liberto”-falou e deu um sorriso meu que genuíno –“sabe a sua mãe?”-
ele fala e eu apenas concordei com a cabeça –“ela era uma mulher
incrível...foi ela que me libertou dessas correntes de escravidão,ela
acreditava que poderia mudar a história e salvar todo mundo e tira-
los dessa prisão, só que o seu pai...ele descobriu que ela tinha me
soltado e ficou bravo de mais”-falou-“ quem imaginaria que uma
mulher como a sua mãe acabaria nos braços de um homem tão
maldoso,enfim ele ficou bravo por ela ter me soltado e eu me lembro
até hoje as palavras mais racistas que ele falou pra mim,mas isso é
pra outro dia não é bom ficar relembrando de histórias ruins do
passado mas eu tenho uma dívida enorme com a sua mãe por isso
concordei em treina-la para que fique forte”-falou se levantando
–“temos muito o que treinar vem “
CAPITULO 8
A INVESTIGAÇÃO DE SHERLOCK
-ela se mete em problemas demais-falou se levantando ao ouvir a
campainha tocando e vê o João e Maria parados a sua frente com o
rosto cheio de lágrimas-a nossa mãe morreu -falou maria-sinto muito
vocês vieram desabafar com a pessoa errada-fala e fecha a porta mas
o João coloca a mão para que ele não a feche-“ a gente acha que não
foi uma doença qualquer a gente sabe de algum jeito que foi algo ou
alguém e precisamos da sua ajuda e se você...e se você quiser
dinheiro eu posso trabalhar e ir te pagando aos poucos mas por favor
ache o culpado -falou João e Sherlock fica sério e respira fundo e
fecha a porta e os dois ficam tristes por não terem conseguido e na
hora em que eles iriam embora o Sherlock abre a porta e sai de casa
segurando o seu bendito caderno- como eu posso ajuda-los?-falou em
poucas palavras.
A tarde foi se passando e os três vão atrás de várias pistas para achar
alguma coisa valida pro caso e apenas conseguiram achar o pai de
Joãozinho e Maria agindo como louco apenas repetindo as mesmas
palavras “o corvo” Sherlock olhando aquilo se aproximou e pegou
uma pena no chão e olhou pra cima vendo o corvo parado que logo
começou a voar em uma direção e os três se olham só mesmo tempo
antes de segui-lo.
Durante o caminho foi tudo silêncioso como o Sherlock gostava então
por alguns minutos andando bastante os três acabam encontrando
uma casa que parecia abandonada mas que de alguma forma era
feita de doces.
-isso... isso é possível?-falou Sherlock andando devagar em direção a
casa juntos dos outros dois que o seguiam mas antes que eles
pudessem investigar algo eles escutaram o corvo gritar.
“PRISIONEIROS”- o corvo repetia essa palavra toda hora e logo os
três saíram de dentro da casa correndo mas o João e pego pois foi
segurado por um cipós.
-FUJA MARIA!EU VOU FICAR BEM EU PROMETO ISSO A VOCÊ -falou
João gritando e a Maria não queria o deixa-lo e tentou ir ao irmão mas
foi puxada por Sherlock pra fazer ela correr -a gente vai voltar não se
preocupe só precisamos de uma ideia
O Joãozinho foi puxado até pra dentro da casa de doces enquanto se
debatia-droga eu ...eu preciso voltar pra maria-falou continuando a se
debater- não posso a deixa-la sozinha-falou e ouviu passos se
aproximando dele.
-Vocês não deveriam ter me procurado -falou com um sorriso no rosto
– já sobre a sua irmã eu vou pega-la também então não tem com que
você se preocupar -falou a mulher com um sorriso maligno no rosto.
-Não encoste na minha irmã!-falou João se debatendo- e você irá
fazer o que? Se eu a pega-la- falou sorrindo diabólicamente fazer João
ter calafrios pelo o corpo antes de ser pego e jogado no Porão da
grande bruxa malvada.
Chegando lá ele pode ver uma garotinha chorando em plantos com os
olhos avermelhados de tanto chorar -você ... Você foi capturado pela
a bruxa também?-falou a garota soluçando-como ela pegou você?-
perguntou Joãozinho e a menina começa a chorar novamente e o
Joãozinho tenta a conforta-la-ela...ela tem monstros em toda a
parte,eu tentei ajudar um amigo e os órfãos que estão em perigo só
que ela me pegou e me jogou nessa prisão ,meu amigo deve estar
com medo junto daquelas crianças-falou a garotinha.
-e qual é o seu nome?-perguntou Joãozinho olhando pra criança -
Rita...eu me chamo Rita -falou a garota-a gente vai sair daqui eu
prometo -falou João e a garota olhou pra ele- isso é impossível -falou a
garota e o Joãozinho a olha como se perguntasse o porquê dela falar
aquilo- sabe aquela porta?-falou a garota enxugando as próprias
lágrimas-atrás dela existe um monstro que vigia a gente para que nós
não fugimos ele detecta casa movimento que a gente faz-falou Rita.
Que droga e como vamos sair daqui?-falou Joãozinho colocando as
mãos na cabeça – a nossa sorte é que ela ainda não pretende comer
a gente -fou Rita – como assim comer?-perguntou Joãozinho.
-ela captura as pessoas atraem elas pra esse lugar e por fim as come
só que dessa vez ela tem outros planos em mente-falou Rita – ela
ficou falando sobre isso o dia todo sobre uma tal garota ela pretende
pegar essa garota e possuir o corpo dessa garota pois dizendo ela. A
tal garota possuí um poder magnífico que ela ainda não sabe mas que
poderia a transforma-la em uma das bruxas mais fortes da
humanidade e que poderia fazê-la conseguir ir para outros universos
como o multiverso.
-Então se essa garota que a bruxa tá indo atrás ficar sabendo dos
poderes talvez ela consiga salvar a gente ,salvar os órfãos e talvez
até todo mundo nesse universo.-fala a garota
CAPITULO 9
A VERDADE SOBRE A MORTE DE ROSA
Depois de alguns dias em treinamento com o nab finalmente chegou
o fim e mesmo depois de pouco tempo com ele sinto que eu vou
sentir saudades de conviver com ele mas daqui a a dois a três dias
ele vai embora daqui pois meio que ele teve que fugir do meu pai que
mandou capangas o mata-lo pois acreditava que minha mãe tinha um
caso ele.
Mas fazer o que ?tudo que é bom acaba rápido, dizendo ele que ele
precisa ir embora junto de outros quatro homens que vão fugir pro
mar pra escapar da prisão de balão quente,tomara que ele fique
bem...me sinto mal por não conseguir fazer nada por ele.
Enfim ,nesses dias pra cá percebi que o Sherlock anda meio estranho
mas não sei o motivo então eu resolvi ir pro cemitério novamente a
noite mas sem chamá-lo dessa vez .
O caminho até o cemitério sempre foi silêncioso, queria que ele
estivesse comigo mas acho que ele não está muito bem pra isso.
Chegando lá logo avistei a rosa ela estava vestida com um vestido de
casamento estava bela era como chamavam ela “a noiva cadáver”
Falei pra ela sobre o que eu tinha descobrido sobre ela até a parte
onde seus parentes diziam que o motivo da morte dela foi suicídio
mas ela não parecia acreditar que nem eu ,então saímos de dentro do
cemitério atravéz de pistas sobre ela pistas sobre o motivo da morte
dela, mas apenas consegui ouvir as mesmas palavras “suicídio” isso
na faz sentido... porque ela se mataria?e porque ela não se lembra
desse ocorrido?.
Até que uma senhora de idade sai de dentro de uma casa estranha
me chama e eu me aproximo com passos lentos.
-Você quer saber sobre a noiva cadáver não é?-falou a velha com a
voz rouca por conta do esforço e logo entra em casa-se quer saber
sobre ela entre que eu lhe direi sobre tudo.
-esse lugar não é normal garotinha -falou a idosa após eu entrar
dentro da casa- você já ouviu falar sobre a bruxa da casa de doces?-
perguntou e eu apenas neguei com a cabeça mesmo sabendo que era
sobre o conto de João e maria- ela é a responsável pela a morte da
noiva cadáver -falou e eu arregalo meus olhos -como...como assim?-
falou com receio- minha querida...a bruxa é mais poderosa do que
qualquer um imagina ,ela consegue controlar, manipular e conseguir
qualquer coisa apenas com os poderes dela-falou a idosa tomando o
chá e me oferecendo mas eu apenas recuso -ela conseguiu controlar
o seu pai-falou a idosa me olhando nos olhos os olhos tão profundos e
afiados como facas-e como você sabe disso?-perguntei curiosa -a
minha querida eu sei de muitas coisas e sei que essa rosa foi
manipulada pela bruxa para cometer suicídio -falou tomando mais um
gole de seu chá.
-e porque ela quis matar a rosa porque? Isso não faz sentido -falei e a
idosa me encarou- você já olhou a aparência da rosa?,bonita demais,
não a dúvidas que a bruxa se sentiu ameaçada e matou a mulher
para roubar sua aparência -falou a idosa e logo olhei pra rosa atrás de
mim com a expressão chocada como se quisesse chorar – só que o
plano da bruxa deu errado -falou- jogou um feitiço poderoso que fez a
sua amiga rosa ainda ficar metade viva-falou- isso é tudo agora saem
daqui e voltem para casa está ficando tarde a não ser que vocês
queiram ficar pra ver o perigo diante dos seus olhos.-falou e eu andei
em direção a saída junto de rosa que ainda parecia chocada com tudo
passando em sua mente
CAPITULO 10
PRIMEIRO BEIJO
Voltei pra casa arrasada minha mente só se passava o que tinha
acontecido com a rosa e quando eu abro a porta vejo Sherlock parado
com uma expressão séria e quando ele olha pra mim logo começou a
falar.
“Onde você esteve?”-falou um pouco alterado –“porque está me
perguntando isso?,por acaso você se importa?”-falei não querendo
falar com ninguém naquele momento –“é claro que eu me importo”-
falou ainda alterado –“ você não tem motivos pra se importar comigo
Sherlock... você não tem”-falei-“é claro que eu tenho”-falou Sherlock
–“ah claro e quais são os motivos? “-perguntei irônica –“porque...
porque “-ele tentou falar-“você não tem motivos então para de se
meter-falei- “EU ME IMPORTO PORQUE EU TE AMO MELISSA -falou e
eu arregalei os olhos –“ como assim?”-falei o olhando- “eu te amo
mesmo você sendo teimosa mesmo você sendo lerda e mesmo você
se colocando em perigo...eu não quero te perder “-falou
Sherlock-“desde quando você gosta de mim ?”-perguntei –“ e isso
importa? Você nem deve sentir o mesmo que eu afinal eu sou o
garoto esquisito que aprendeu a falar depois dos sete anos que
irônico não é? Você deve sentir nojo de mim e...e”-eu seguro o rosto
do garoto e lhe dou um beijo o fazendo arregalar os olhos mas logo os
fecha enquanto escorre lágrimas deles e me beija de volta- “você não
tem nojo de mim?”-perguntou meio receoso-“se eu tivesse nojo de
você, você acha que eu teria lhe beijado?-falei rindo mesmo depois
de tudo que tava acontecendo.
-bom...Ah eu queria te falar sobre o João -falou Sherlock se separando
de mim- o João?o que aconteceu com ele?-perguntei -ele foi
capturado e levado pra casa de doces só que eu tô tentando achar
alguma forma de solta-lo só não sei como-falou pensativo.
-pera aí deixa ver se eu entendi...o João foi pego e levado pra casa de
doces?-falei aterrorizada -é eu sei é difícil de acreditar que existe uma
casa assim -falou Sherlock – não não é isso... Ele está correndo perigo
Sherlock se a gente não salvar ele ...ele pode ser devorado-falei e vi o
Sherlock arregalar os olhos-que merda!-antes que a gente
continuasse a falar a Enola aparece atrás da gente fazendo eu e
Sherlock levar um susto- não era pra você estar dormindo pestinha?-
falou Sherlock – você também seu cabeçudo-falou Enola antes de
subir em direção ao seu quarto no segundo andar.
No dia seguinte fomos em direção ao cemitério chamando a rosa e a
Maria para buscar o Joãozinho o quanto antes se não provavelmente
seria o último suspiro de João.
No começo a maria tevev medo de rosa mas por mais que tivesse
medo ela teria que ser corajosa para conseguir salvar seu único
irmão.
O Sherlock nos mostra o caminho em direção a casa da bruxa e por
sorte o tal corvo que o Sherlock e Maria tinham me contado não
estava lá então entramos sorrateiramente para dentro da casa a
procura de João.
-sinto um presença de duas pessoas nesta casa além de nós -falou
rosa com os olhos fechados.
-será que é a bruxa?-falou Maria com medo-não é uma presença de
uma outra criança -falou rosa finalmente abrindo os olhos e andando
em direção a uma porta feita de metal que era diferente do resto da
casa feita de doces mas antes que ela pudesse abrir.
-vejo que tenho visitas -escutamos uma voz feminina meio
melancólica- que surpresa agradável nós temos não é [Link]?-falou a
bruxa junto de um homem com uma aparência arrogante demais.
-eu só vim buscar o que é meu tirando isso você pode ficar com o
resto pra si -falou o homem que logo o olhar dele foi pra mim me
olhando com muito ódio.
-fiquem atrás de mim crianças-falou rosa se colocando a nossa frente
como se quisesse nos proteger de alguma forma
-ah rosa você não aprende mesmo não é?-falou a bruxa rindo
maliciosamente.
-me dê a garota! Não posso arriscar de perder meu trono por conta
dela!-falou o homem e todos olham pra mim.
-trono?-falei confusa -ah você não sabia?-falou o homem de um tom
meio irônico -ah óbvio que não sabia a sua mãe é uma imprestável
mesmo-falou-você melissa é minha filha você é filha do príncipe
herdeiro e com você estando viva pode comprometer todo o meu
plano de tomar o trono então para que isso não aconteça eu preciso
mata-la.-falou o homem se aproximando da gente mas antes de
acontecer qualquer coisa ele cai no chão morto fazendo a Maria gritar
horrorizada.
-O que você fez?-perguntei para bruxa que não fala nada apenas dá
um sorriso diabólico antes de aparecer atrás de nós arremessando
todo mundo contra a parede enquanto os prendia com os seus
poderes e se aproxima de mim tocando em meu rosto delicadamente.
-Tão bela...-falou ela olhando em meu olhos os olhos dela eram
escuros e totalmente pretos que chegava a dar medo só de olha-los
me fazendo ter vontade de vomitar.
-vou te dar um espetáculo o que acha?-fala ela dando um sorriso
largo que dava pra ver seus dentes que eram totalmente afiados e
que escorria algo preto de dentro de sua boca me fazendo querer
vomitar cada vez mais então ela me deixa presa ali e se aproxima de
rosa .
-“não!,deixa a rosa em paz!! Deixe a rosa em paz!!!!!-falei gritando
com a bruxa-as ela finge não escutar e começa a falar com a rosa
antes de começar a jogar seus poderes contra ela fazendo a rosa
começar a se tornar pô e eu começo a gritar chorando.
-DEIXA A ROSA EK PAZ!!!-falou e a rosa olha pra mim com lágrimas
escorrendo pela parte humana dela e fala suas últimas palavras.
-sinto muito por não ter servido pra muita coisa melissa...-falou e logo
desapareceu de minha vista me fazendo ficar arrasada.
E logo ela se aproxima de Sherlock
“Não!! Ele não!!”-falei chorando mas ela continua fingindo não me
escutar “ ELE NAOOO”- o meu grito quebrou todos os espelhos feitos
de açúcar e finalmente a bruxa me olha só que agora ela estava
brava.
-ele não...-falei brava com a bruxa que se aproxima de mim e segura
minha bochecha com força.
-Você é uma peste mesmo-falou ela com os olhos cada vez mais
escuros como se avisasse que era pra mim ficar quieta e logo voltou
pra Sherlock que me olhou e me deu um sorriso como se dissesse que
estava tudo bem mas logo soltou um gemido de dor quando a bruxa
passa as suas unhas afiadas em seu braço então eu não me aguentei
e apaguei ...
O corpo de melissa começa a se mexer sozinho como se algo
estivesse a controlando enquanto ela estava apagada então
finalmente ela abre os olhos... olhos brancos totalmente brancos e
cheios de ódio e logo a bruxa que estava ocupada com o Sherlock foi
arremessada contra a parede que se quebra .
-ah...mas que -a bruxa tenta falar mas é arremessada de novo e de
novo várias e várias vezes e então a bruxa percebe.
Ela despertou o poder... despertou no sangue de melissa o poder
extremo e dali a bruxa percebeu que já não tinha mais volta ela
acabaria morrendo nas mãos de melissa pela a segunda vez.......
E um clarão apareceu não deixando ninguém consegui ver por causa
de uma luz tão forte e logo a bruxa tinha sumido e a casa tinha sido
demolida por conta da morte da bruxa .
-joão? João cadê você?-falou Maria se levantando do chão chorando
mas logo escuta a voz de seu irmão e começa a correr em direção a
ele- João....-fala Maria olhando pra João que estava só lado de uma
menina...-quem ...quem é ela?-perguntou maria- ela...ela é a
Rita...Rita essa é a minha irmã Maria e o que aconteceu com a bruxa?
-a bruxa morreu João... estamos salvos a melissa matou a bruxa
malvada -falou Maria e os olhos de Rita se iluminaram-ela morreu?
Então quer dizer que?...-falou Rita se levantando do chão saindo
correndo e logo encontra o seu amigo que estava se aproximando da
casa junto dos órfãos e os dois se abraçam forte como se estivessem
ficado longe um do outro por muito muito tempo...
Já a melissa se aproximou de Sherlock o abraçando depois de ter
desmaiado e acordado depois daquilo e ela chorava por conta da rosa
....a sua amiga rosa tinha morrido pra sempre agora mas ela
continuaria em seu coração e será sempre lembrada.
10 anos depois...
Bom,a melissa e Sherlock se casaram e viraram os maiores detetives
de Londres por mais que a melissa tenha se tornado a princesa
herdeira do trono no lugar de seu pai...bom ela conheceu seu avô que
ficou muito feliz ao saber que tinha uma neta .
João e Maria se mudaram de Londres junto do seu pai então a melissa
nunca mais soube deles.
A Enola se casou com o Stark e tiveram um filho chamado Howard
Stark ele tem 4 anos agora.
E a melissa sempre visita a rosa por mais que soubesse que dessa
vez ela não iria conseguir lhe escutar.
E fim...