Bullying Escolar: A História de Gabriel
Bullying Escolar: A História de Gabriel
Autor:Fazz Jigsaw
ACTO I
banheiro de meninas. Sai do banheiro dos meninos Gabriel, o garoto assediado e atrás dele,
Arturo, um dos assediadores. No fundo, toca o sino que dá passagem ao próximo.
classe. Vários alunos cruzam correndo pelo palco, dirigindo-se às salas de aula,
uns saem pela parte esquerda e outros pela direita, cruzando-se entre ambos.
ARTURO:Oye, oye, tú, tú, ¿dónde vas tan rápido? ¿No recuerdas lo que me tenías
que dar? (Dá alguns passos e se coloca rapidamente na frente de Gabriel, cortando-lhe o
paso)
GABRIEL:Lo siento Arturo, voy con prisa, tengo ahora un examen de Matemáticas
e não cheguei a tempo.
GABRIEL: Não, olha, deixa eu fazer o exame e quando eu terminar eu te dou o que
Você quer, tá bom? Você só precisa esperar uma hora...
ARTURO: Eu não dou a mínima para o exame. Eu não vou fazê-lo, então você
também não. (Pega Gabriel pelo ombro e o sacode)
GABRIEL: Solte-me! Que eu disse para você me soltar! (Gritando e se resistindo, ele)
propina um soco na cara de Arturo
(En ese instante sale del cuarto de baño Lucas, otro de los acosadores, se acerca a
eles e agarram Gabriel pelas costas.
ARTURO Este mongoló me acabou de dar um soco, ele vai saber o que é.
bom! (Levanta o punho com a intenção de bater em Gabriel, mas Lucas o para)
LUCAS: Espera, não o bata, eu tenho uma ideia melhor. Vamos levá-lo para fora com
nós, assim nos divertiremos um pouco com ele e esse merdinha aprenderá como
é devido.
GABRIEL: Por favor, eu peço, não me façam isso, se eu não passar nessa prova, meus
meus pais me matarão...
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LUCAS: E se você entrar para fazer isso, quando sair, nós te mataremos, você verá o que
prefere.
ARTURO: Exato, bem dito. Você sabe, besteirinha, não resista e vamos.
(Arturo e Lucas pegam Gabriel, cada um por um braço, e o levam com eles. Gabriel,
resignado e com a cabeça baixa, caminha sem opor resistência. Os três saem pelo
lateral direito do palco
O DEMÔNIO: Como vocês devem ter observado, Gabriel é um garoto normal e comum.
estudioso além disso, aquele que humilham. Pois bem, este garoto está se preparando para
hacer algo grande. Algo que sorprenderá a todos. Está cansando de que todo el
mundo se ría de él, de no poder vivir una vida normal, y esto no va a seguir así. Sin
más dilación, que continúe la historia (sale del escenario)
ACTO II
Um beco nos arredores do instituto. Está chovendo. No fundo, uma parede de tijolos com.
grafites. À esquerda, uma grade, por onde entram os personagens e à direita
um carro antigo que não funciona e usam como esconderijo. Entram no palco
Arturo, Lucas e Gabriel.
(Os três vão para o centro da estância, Lucas empurra para o chão
Gabriel, que continua falando de joelhos, enquanto Arturo se apoia na
pared de ladrilho.
GABRIEL: Mas por que vocês estão me fazendo isso? Já disse a Arturo que o tinha trazido
a consola que me pediu, simplesmente a tenho na mochila da aula e tinha que
voltar para pegá-la, e já de quebra fazer meu exame.
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ARTURO: Não me servem suas desculpinhas, moleque. Por que eu teria que acreditar que
tienes lo que te pedí en tu mochila? Me huele a excusa barata para que te dejase ir
a fazer o exame e depois se esgueirar, como costuma fazer sempre. Mas isso já se
terminou. Hoje vai ser o último dia que você fará isso, para o seu próprio bem.
LUCAS: Exato. Mas nem tudo são más notícias, querido Padawan. Arturito e eu
Nós pensamos em uma coisa que talvez você goste. (aproximando-se do capô do carro
abandonado e sentando-se em cima) Olha, vou te explicar, preste atenção porque não te faço
Vou repetir duas vezes, e é melhor você entender tudo o que vou dizer porque se não...
não depois será pior. Bom, lá vou eu. Vamos ver, pequenininho, como vimos que você está
tão atencioso conosco e que faz tudo o que pedimos, embora hoje nos
tiveste um erro... (tose) Nós perdoamos o que aconteceu hoje. Não é verdade que o perdoamos por isso?
de hoje, Arturo?
ARTURO: Oh sim, sim, claro. Você está perdoado. Não há necessidade de nos dar isso.
consola, além disso, seu bilhete de pagamento foi não comparecer ao exame.
LUCAS:Eso es. Pues bueno, como te decía, quedas perdonado por lo de hoy. Y
também quero te dizer outra coisa. Não vamos mais te incomodar, não mais socos, não
mais insultos, e não mais esperar por você na saída da escola. Mas claro, tudo tem um
preço e algumas consequências. Você não vai pensar que vamos te deixar livre assim porque
Sim, não somos tão bons, amigo meu. Queremos te pedir algo.
GABRIEL: Isso me parece muito bem, Lucas, mas não entendo o que você quer de mim.
dizer.
GABRIEL: Mas... Eu não posso fazer isso, caras... Isso mancharia meu histórico escolar...
Amanhã quero ir à universidade e estudar uma carreira, e se eu começar a
fazer essas coisas, não conseguirei a nota suficiente para isso, amém se não me expulsarem do
instituto… Não podes me pedir para fazer isso. Olha, se vocês continuarem me assediando,
humilhando-me e pedindo-me que traga coisas, mas não posso me juntar a
vós.
LUCAS: Claro que sim, é isso que você quer? Você quer que a gente te bata bem hoje.
para que quando você chegar em casa durma rápido. Vamos, Arturo, vamos lá com isso
subnormal seu merecido.
GABRIEL:(Entre gritos e soluços) Não, por favor! Farei tudo o que disserem, mas vocês
pido por favor que no me pidáis unirme a vosotros, no puedo, por favor!
O DEMÔNIO: Isto não vai ficar assim! Olhem o que fizeram com este pobre
chico! Mas em sua mente, o plano continua… Está adormecido, seu outro eu, mas o mal
habita nele... Ou talvez deveríamos dizer o bem? Nunca a justiça supôs mal
para os inocentes...
ACTO III
La casa de Gabriel, de noche. Se pone en escena el salón, con un gran sofá, donde
está sentado com seus pais, ele no meio e seus pais de cada lado.
ele tem um olho roxo, um lábio cortado e alguns arranhões no rosto. Eles estão vendo a
TV. Seu pai está trocando de canal. À esquerda da sala, uma porta.
MADRE DE GABRIEL:Eso digo yo. No nos has hablado en todo el día. Cuéntanos al
menos como foi o exame que você teve hoje.
GABRIEL: Não estou com vontade de falar sobre isso. Além disso, foi um dia difícil e acho que
voy a irme a la cama.
PADRE DE GABRIEL: E você não vai nos explicar sobre esse hematoma? Porque está claro
que isso você não fez fazendo contas e resolvendo problemas no
exame.
MADRE DE GABRIEL: Eu acho que onde ele tem um problema é na vida real. Filho,
Você pensará que eu sou boba ou algo assim, mas eu tenho te visto sério desde o início do
curso, no eres el chico alegre que solías ser, y es obvio que algo te pasa. Para
colmo hoje você chegou assim, com a cara toda feita um Cristo… Por Deus! Você vai nos
explicar o que te acontece?
PADRE DE GABRIEL: Você tem problemas com alguém? Você brigou na hora do
recreio? Porque eu, com sua idade, também apanhava dos valentões da minha turma.
Mas você sabe filho? Você sempre tem que se defender. Não pode ficar parado e
deixar que te batam como se nada. No primeiro que vier de frente, ¡pum!
dá-lhe um bom soco na mandíbula ou um chute nos ovos e assim você
evitas problemas. Meu pai, seu avô, também me dizia isso.
GABRIEL: Chega! Estou farto de vocês me tratarem como uma criança e se meterem na minha
vida. Me voy a la cama. Adiós. (se levanta bruscamente del sofá y sale por la puerta
esquerda
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ACTO IV
Un aula de instituto. El profesor está dando clase, con la pizarra a la izquierda del
escenario. Varios pupitres en fila, con alumnos que hacen de personajes secundarios
na história. À direita do palco, uma porta, que serve de entrada e saída para
aula.
PROFESSOR: Muito bem, pessoal, alguém fez o comentário de texto que enviei?
sobre Romeu e Julieta?
PROFESOR:Vaya, parece que tenemos un empate, habrá que echarlo a suertes. Pito
pito, gorgorito, onde você vai tão bonito...
PROFESSOR: Vamos, Mario, não fique assim. Deixe sua colega sair por uma vez.
Além disso, você já sabe que é o melhor da classe, pelo menos para mim.
PROFESSOR: A propósito, pessoal, vocês sabem algo sobre o Gabriel? Ontem ele foi visto por aqui.
somente na primeira hora, e segundo me disse seu tutor, ele não compareceu ao exame
de Matemáticas.
PAULA: Eu o encontrei pelos corredores antes de entrar na aula. Acho que ele estava com
Arturo e Lucas.
JIMENA: Sim, para mim também pareceu vê-lo com eles. Talvez tenham ido juntos.
PROFESOR:Esos chicos no son buenas juntas, lo están llevando por la mala vida.
Eu aposto que os levaram para lá de festa. Vou ter que falar com eles.
Gabriel é um bom estudante e não quero que termine manchando seu histórico.
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por culpa de dois vândalos. E se a coisa continuar assim, terei que falar com os seus
padres.
MIGUEL: Mas todos sabemos que Gabriel é bobo... Se ele vai com esses caras é
para que se riam dele, como fazemos aqui.
PROFESSOR: Shhh! Silêncio! O que você disse, Miguel? Eu te disse que na próxima você vai
fuera de clase. Pues bien, recoge tus cosas y vete.
(Miguel pega suas coisas e se levanta. Ele caminha em direção à porta de saída, mas nesse
momento se tropieza con Gabriel, que está entrando. Va totalmente vestido de negro,
com o rosto pintado como se fosse um demônio. Ele leva o rifle de caça de seu pai.
(Todos los alumnos gritan y se levantan de sus pupitres. El profesor se esconde detrás
de sua mesa, a modo de trincheira. Gabriel entra na classe e começa a atirar neles.
todos.)
GABRIEL: Filhos da puta, é isso que vocês merecem! Isso é para você! E isso aqui para
ti! Agora não sois tão corajosos, eh? Vamos, xinguem-me agora!
(Gabriel continues shooting, until he kills everyone, except the professor, who
continua escondido atrás da mesa. Lucas se aproxima da mesa lentamente.
GABRIEL: Professor, eu já sei que você está aí escondido. Venha para fora, não vou fazer-lhe
dano… Só vou voar a tampa dos miolos (ri de forma macabra)
GABRIE: Você não tem a mínima ideia do que eu estava passando! É tão
culpável como os outros por não ter percebido antes! Vamos, saia!
GABRIEL: Pois já posso dizer que sou culpado no inferno, ou onde quer que seja
haja ido (volta a rir macabramente)
Entram pela porta Arturo e Lucas, que estavam do lado de fora e ouviram os ruídos de
os disparos.
GABRIEL: Onde vocês vão tão rápido? (disparando contra Lucas, que cai no chão ferido)
ARTURO: Cabrón… Tú… ¡Le has disparado a mi amigo! (se abalanza corriendo)
para Gabriel, que lhe dispara e acerta em cheio no peito, matando-o
instantaneamente
GABRIEL: Você o verá novamente no paraíso, Arturo. Até nunca. (se aproxima
lentamente em direção a Lucas, que está caído no chão, ainda com vida)
LUCAS: Por... por... favor... Não me mate... Não estou preparado para morrer...
GABRIEL: Pois vocês conseguiram. Tchau tchau. (Ele atira em Lucas na cabeça, que
morre sem oferecer resistência
Gabriel va hacia el primer pupitre de la clase, donde se sienta y pone el rifle sobre la
mesa. O Demônio entra e vai em direção à mesa do professor, sentando-se também.
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O DEMÔNIO: Olá, Gabriel. Vejo que você fez uma boa matança.
O DEMÔNIO: Não tenha a menor dúvida. O que você fez é muito grave, algo
que não impede que não esteja bem. Para mim está ótimo, você fez o que devia. Esses
malnacidos te acosavam, e você se vingou, enchendo sua alma de paz. É o justo.
Mas claro, no mundo real, nesta triste realidade, há algumas normas. O peso da
a lei recaíra sobre ti, apesar de ainda não teres nem dezoito anos.
GABRIEL: Claro, para você é muito fácil dizer isso, você que vive sem problemas no
inferno, onde você é o rei. De lá, você ri de todas as pobres almas que, como
yo, terminamos entregándonos al purgatorio.
GABRIEL:¡Oh, no! ¡La policía, vienen a por mí! ¡Y me llevarán a la cárcel! No quiero
seguir vivendo, não esta vida…(Olha com resignação para o rifle de caça)
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GABRIEL: Já não me importa mais nada. Minha vida não faz sentido se me trancam. Não poderei
fazer realidade meus sonhos, tudo foi por água abaixo. De nada me serve continuar em
este inferno. (Aproxima o rifle à boca e apoia-o no chão)
O DEMÔNIO: Você está muito enganado, rapaz. Isso te pareceria um passeio ao lado do
inferno, e é para onde você irá se você explodir sua cabeça.
O DEMÔNIO: Eu te avisei, você saberá o que faz. Meu dever como Demônio é
adverti-lo, assim como eu te ajudei, mas não posso tomar decisões por você.
GABRIEL: Já tomei minha decisão, Demônio, não quero continuar neste mundo.
Até logo. (dispara com o rifle e cai no chão)
O DEMÔNIO: (soltando uma risadinha) Pois uma alma a mais que vem comigo, já eu
conseguido meu propósito. Agora nas notícias dirão que o garoto estava louco. Ele
irão culpar o cinema e os videogames, como sempre fazem. Enquanto não se
percebam que o problema está nas próprias salas de aula, dentro delas, eu
continuarei fazendo meu trabalho. E olha, eu tão contente. (ri macabramente)
Se fecha o pano.