FGTS: Lei 8.036/90 e Provas TRT-RJ
FGTS: Lei 8.036/90 e Provas TRT-RJ
Autor:
Antonio Daud
08 de Junho de 2024
Índice
1) FGTS (Lei 8.036/1990)
..............................................................................................................................................................................................3
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INTRODUÇÃO
Oi, amigos (as),
Vamos ao trabalho!
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“Ao empregado demitido sem justa causa após completar um ano no mesmo emprego, o
empregador era obrigado a pagar indenização de dispensa. Ao completar dez anos no
mesmo emprego, o empregado tornava-se estável. Isso quer dizer que não poderia mais
ser despedido, salvo se cometesse justa causa ou diante da ocorrência, na vida da empresa,
de um motivo de força maior. Esse sistema, que não está mais em vigor, foi substituído
pelo FGTS. A estabilidade decenal foi bastante burlada por empresas que,
sistematicamente, às vésperas dos dez anos, despediam ou transferiam o empregado para
localidades distantes, com o propósito de evitar os seus efeitos, e a indenização nem
sempre era paga, especialmente quanto a empresas quebradas. A maior transformação,
em nosso país, sobre os meios pelos quais o empregado, ao ser despedido sem justa causa,
deve ser reparado, foi em 1988, com a generalização do FGTS a todo empregado,
independentemente de opção do mesmo, como antes se exigia. Antes da modificação, a
reparação se fazia com o pagamento direto, pelo empregador, de uma indenização
proporcional ao seu salário e tempo de emprego (...). Surgiu, então, em 1967, o FGTS, com
dois objetivos: substituir a indenização e a estabilidade pela conta bancária (...). Para
dificultar a dispensa, quando sem justa causa, criou-se um direito a mais: a denominada
multa [40%] (...)”.
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à
melhoria de sua condição social:
(...)
Neste trecho da aula falaremos sobre a constituição, gestão, operação, normatização e demais aspectos
sobre a maneira como o FGTS foi concebido e organizado pela Lei 8.036/90.
1
NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Op. cit., p. 383-384.
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Veremos as principais disposições deste diploma legal, ressaltando que este conteúdo é frequente em provas
de Tribunais do Trabalho.
➢ Conselho Curador
O FGTS é um fundo bilionário regido por um Conselho Curador: este Conselho, conforme previsto na Lei
8.036/90, será tripartite: contará com representantes de trabalhadores, empregadores e do governo.
Lei 8.036/90, art. 3º O FGTS será regido por normas e diretrizes estabelecidas por um
Conselho Curador, composto por representação de trabalhadores, empregadores e órgãos
e entidades governamentais, na forma estabelecida pelo Poder Executivo.
A representação do governo, dos trabalhadores e empregadores será composta por integrantes dos
seguintes órgãos e entidades governamentais (Decreto 11.496/2023):
d) um do Ministério da Fazenda; e
II - um representante de cada uma das três centrais sindicais com maior índice de
representatividade dos trabalhadores, nos termos do ato a que se refere o § 2º do art. 4º
da Lei nº 11.648, de 2008; e
Sobre a representação dos trabalhadores e dos empregadores no Conselho Curador do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço – CCFGTS – o § 3º da Lei do FGTS assim dispõe:
Lei 8.036/90, art. 3º, § 3º Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus
suplentes serão indicados pelas respectivas centrais sindicais e confederações nacionais,
serão nomeados pelo Poder Executivo, terão mandato de 2 (dois) anos e poderão ser
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reconduzidos uma única vez, vedada a permanência de uma mesma pessoa como
membro titular, como suplente ou, de forma alternada, como titular e suplente, por
período consecutivo superior a 4 (quatro) anos no Conselho.
Duração do
Comissão/Conselho Permite recondução? Fundamento
mandato
Comissão de Conciliação Prévia
1 ano 1 recondução CLT, art. 625-B, III
(CCP) – titulares e suplentes
Não (proibida reeleição por CLT, art. 510-D,
Comissões de Entendimento Direto 1 ano
2 períodos subsequentes) caput, e § 1º
Membros eleitos da CIPA 1 ano 1 reeleição CLT, art. 164, § 3º
Conselho Curador do FGTS – Lei 8.036/90, art.
2 anos 1 recondução
titulares e suplentes 3º, § 3º
Além disso, há importantes requisitos a serem observados por estes membros do CC-FGTS:
Art. 3º, § 10. Os membros do Conselho Curador do FGTS serão escolhidos dentre cidadãos
de reputação ilibada e de notório conhecimento, e deverão ser atendidos os seguintes
requisitos:
II - não se enquadrar nas hipóteses de inelegibilidade previstas nas alíneas “a” a “q” do
inciso I do caput do art. 1º da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990.
(Incluído pela Lei nº 13.932, de 2019)
Lei 8.036/90, art. 3º, § 5º As decisões do Conselho serão tomadas com a presença da
maioria simples de seus membros, tendo o Presidente voto de qualidade.
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Lei 8.036/90, art. 3º, § 8º O Poder Executivo designará, entre os órgãos governamentais
com representação no Conselho Curador do FGTS, aquele que lhe proporcionará estrutura
administrativa de suporte para o exercício de sua competência e que atuará na função de
Secretaria Executiva do colegiado, não permitido ao Presidente do Conselho Curador
acumular a titularidade dessa Secretaria Executiva.
Interessante é o mecanismo de transparência inerido na Lei do FGTS por meio da Lei 13.932/2019:
Art. 3º, § 4º-A. As reuniões do Conselho Curador serão públicas, bem como gravadas e
transmitidas ao vivo por meio do sítio do FGTS na internet, o qual também possibilitará
acesso a todas as gravações que tiverem sido efetuadas dessas reuniões, resguardada a
possibilidade de tratamento sigiloso de matérias assim classificadas na forma da lei.
➢ Interrupção contratual
Os representantes dos trabalhadores, em suas ausências para participação das atividades do Conselho
Curador, terão os contratos de trabalho interrompidos, ou seja, não haverá prestação de serviço ao
empregador, mas este afastamento será remunerado:
Lei 8.036/90, art. 3º, § 7º As ausências ao trabalho dos representantes dos trabalhadores
no Conselho Curador, decorrentes das atividades desse órgão, serão abonadas,
computando-se como jornada efetivamente trabalhada para todos os fins e efeitos legais.
Já havíamos comentado, em aula anterior, sobre a garantia provisória de emprego dos representantes dos
trabalhadores (titulares e suplentes):
Lei 8.036/90, art. 3º, § 9º Aos membros do Conselho Curador, enquanto representantes
dos trabalhadores, efetivos e suplentes, é assegurada a estabilidade no emprego, da
nomeação até um ano após o término do mandato de representação, somente podendo
ser demitidos por motivo de falta grave, regularmente comprovada através de processo
sindical.
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A Lei do FGTS atribui ao órgão do Poder Executivo responsável pela política de habitação a gestão da
aplicação do FGTS (atualmente o Ministério das Cidades), seguindo as normas e diretrizes estabelecidas pelo
Conselho Curador.
Art. 4º. O gestor da aplicação dos recursos do FGTS será o órgão do Poder Executivo
responsável pela política de habitação, e caberá à Caixa Econômica Federal (CEF) o papel
de agente operador.
Acerca da aplicação dos recursos do FGTS é interessante destacar o seguinte trecho da lei:
Lei 8.036/90, art. 9º As aplicações com recursos do FGTS serão realizadas exclusivamente
segundo critérios fixados pelo Conselho Curador do FGTS (...).
Lei 8.036/90, art. 13. Os depósitos efetuados nas contas vinculadas serão corrigidos
monetariamente com base nos parâmetros fixados para atualização dos saldos dos
depósitos de poupança e capitalização juros de (três) por cento ao ano.
Além dos parcos 3% ao ano, a partir da Lei 13.446, de maio de 2017 (conversão da MP 763/2016), as contas
dos trabalhadores receberão uma distribuição de parte do resultado positivo do FGTS, o que contribuirá
para elevar a rentabilidade dos valores depositados nas contas vinculadas.
Agora, atenção porque o valor distribuído não integra a base de cálculo para a incidência da multa de 40%,
a ser paga pelo empregador no caso de dispensa sem justa causa:
Lei 8.036/1990, art. 13, § 7º O valor creditado nas contas vinculadas a título de distribuição
de resultado, acrescido de juros e atualização monetária, não integrará a base de cálculo
do depósito da multa rescisória de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 18 desta Lei.
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Como destacado pelo art. 4º, o agente operador do FGTS é a Caixa Econômica Federal (CAIXA). As
atribuições da CAIXA como agente operador são enumeradas no artigo 7º:
Lei 8.036/90, art. 7º À Caixa Econômica Federal, na qualidade de agente operador, cabe:
(...)
X - realizar todas as aplicações com recursos do FGTS por meio de sistemas informatizados
e auditáveis
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Neste tópico falaremos sobre a abrangência do FGTS, assim como sobre suas bases de cálculo, alíquotas e
prazos de recolhimento.
Com a CF/88 deixou de existir a estabilidade decenal (ressalvado o direito adquirido), e em seu lugar foi
estabelecido o FGTS, que abrange os empregados regidos pela CLT.
Deste modo, o FGTS é obrigatório para os empregados em geral, devendo ser depositado na conta vinculada
do trabalhador conforme definido na Lei 8.036/90 [Dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço,
==2b6ab0==
e dá outras providências].
O empregado rural também tem direito ao FGTS, havendo previsão neste sentido na Lei do Trabalho Rural
(Lei 5889/73):
Lei 5889/73, art. 20. Lei especial disporá sobre a aplicação ao trabalhador rural, no que
couber, do regime do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
Os trabalhadores avulsos também têm direito ao FGTS, até mesmo pela previsão constitucional de igualdade
de direitos destes com os empregados com vínculo permanente:
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à
melhoria de sua condição social: (...)
Para não deixar dúvidas, a CLT previu, por meio da reforma trabalhista, que o trabalhador intermitente (que
é um empregado celetista) tem direito ao recolhimento do FGTS:
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CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à
melhoria de sua condição social:
(...)
(...)
Como o inciso III não constava do parágrafo único, isto significava que a CF/88 não assegurou o acesso do
doméstico ao regime do FGTS.
Com a EC 72/20132 a redação do artigo único do art. 7º da CF/88 passou a ser a seguinte:
CF/88, art. 7º, parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos
os direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV,
XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as condições estabelecidas em lei e observada a
simplificação do cumprimento das obrigações tributárias, principais e acessórias,
decorrentes da relação de trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III,
IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à previdência social.
Deste modo, o empregador doméstico deverá inserir seu empregado no regime do FGTS, atendidas as
condições estabelecidas em lei.
Além disso, a LC 150 inovou ao criar um fundo para pagamento de indenização ao empregado no caso de
despedida sem justa causa.
Assim, além do depósito mensal do FGTS, a cada mês, o empregador doméstico é obrigado a depositar 3,2%
da remuneração mensal do empregado doméstico. Ao final do contrato de trabalho, caso o empregado seja
demitido sem justa causa, ele terá direito a sacar este fundo, de modo que esta será sua indenização.
Assim, o empregado doméstico não tem direito à multa de 40% do FGTS como os demais empregados
celetistas, já que esta foi substituída pela indenização recolhida mensalmente pelo empregador.
2
EC 72/2013, de 02/04/2013 - Altera a redação do parágrafo único do art. 7º da Constituição Federal para estabelecer a igualdade
de direitos trabalhistas entre os trabalhadores domésticos e os demais trabalhadores urbanos e rurais.
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LC 150, art. 22. O empregador doméstico depositará a importância de 3,2% (três inteiros
e dois décimos por cento) sobre a remuneração devida, no mês anterior, a cada
empregado, destinada ao pagamento da indenização compensatória da perda do
emprego, sem justa causa ou por culpa do empregador, não se aplicando ao empregado
doméstico o disposto nos §§ 1º a 3º do art. 18 da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990.
Notem que, matematicamente, esses 3,2% equivalem a 40% do valor mensal depositado pelo empregador
a título de FGTS. Ou seja, trata-se justamente de 40% da alíquota do FGTS que é de 8% ao mês.
Ainda no tocante aos empregados que têm direito ao FGTS é oportuno mencionar que a própria Lei 8.036/90
definiu, em seu artigo 15, §2º, a abrangência do regime:
Lei 8.036/90, art. 15, § 2º Considera-se trabalhador toda pessoa física que prestar serviços
a empregador, a locador ou tomador de mão-de-obra, excluídos os eventuais, os
autônomos e os servidores públicos civis e militares sujeitos a regime jurídico próprio.
Desta forma, as figuras não enquadradas como empregados (por faltar-lhes algum dos elementos fático-
jurídicos da relação de emprego) não fazem jus ao FGTS. Destes a lei citou os trabalhadores eventuais e os
autônomos.
Além disso, os trabalhadores regidos por lei própria (estatuto) também não possuem direito ao FGTS.
Por fim, é de mencionar que o empregado transferido para o exterior também tem direito ao FGTS, cuja base
de cálculo serão as parcelas de natureza salarial recebidas:
O FGTS incide sobre todas as parcelas de natureza salarial pagas ao empregado em virtude
de prestação de serviços no exterior.
A lei do FGTS também fez menção ao que se considera empregador para seus fins:
Lei 8.036/90, art. 15, § 1º Entende-se por empregador a pessoa física ou a pessoa jurídica
de direito privado ou de direito público, da administração pública direta, indireta ou
fundacional de qualquer dos Poderes, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, que admitir trabalhadores a seu serviço, bem assim aquele que, regido por
legislação especial, encontrar-se nessa condição ou figurar como fornecedor ou tomador
de mão-de-obra, independente da responsabilidade solidária e/ou subsidiária a que
eventualmente venha obrigar-se.
Aqui é necessário ter cuidado com a questão semântica, pois nas hipóteses legalmente admitidas de
terceirização não podemos confundir o tomador da mão-de-obra com o empregador.
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Lei 8.036/90, art. 15. Para os fins previstos nesta Lei, todos os empregadores ficam
obrigados a depositar, até o vigésimo dia de cada mês, em conta vinculada, a importância
correspondente a 8% (oito por cento) da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a
cada trabalhador, incluídas na remuneração as parcelas de que tratam os arts. 457 e 458
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de
maio de 1943, e a Gratificação de Natal de que trata a Lei nº 4.090, de 13 de julho de 1962.
Para os fins previstos nesta lei, todos os empregadores ficam obrigados a depositar, até o
dia 7 (sete) de cada mês, em conta bancária vinculada, a importância correspondente a 8
(oito) por cento da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a cada trabalhador,
incluídas na remuneração as parcelas de que tratam os arts. 4574 e 458 da CLT e a
gratificação de Natal (...).
Ainda quanto à alíquota, a Lei do FGTS estipulou regra diferenciada para o aprendiz:
Lei 8.036/90, art. 15, § 7º Os contratos de aprendizagem terão a alíquota a que se refere o
caput deste artigo reduzida para dois por cento.
Estas são, portanto, as alíquotas aplicáveis ao FGTS devido mensalmente ao empregado: 8% (empregados
em geral) e 2% (aprendizes).
Acerca da base de cálculo, não influenciam no FGTS (ou seja, não compõe sua base de cálculo) valores
recebidos a título de indenização, justamente por não terem natureza salarial.
Lei 8.036/90, art. 15, § 6º Não se incluem na remuneração, para os fins desta Lei, as
parcelas elencadas no § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991.
Este dispositivo da Lei 8.212/91 (Plano de Custeio da Previdência Social) cita parcelas previdenciárias e
indenizatórias, corroborando o que foi afirmado anteriormente.
3
DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 442.
4
O art. 457 trata do salário e gorjetas, e o art. 458 do salário in natura.
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Nesta mesma linha, as férias indenizadas não compõem base de cálculo do FGTS:
Com relação ao aviso prévio, precisamos ficar atentos: é que tanto o aviso trabalhado quanto o indenizado
integram a base de cálculo dos haveres fundiários.
Esta interpretação de que o aviso indenizado compõe a base de cálculo do FGTS, provavelmente, decorre do
fato de que o aviso prévio, trabalhado ou indenizado, é computado como tempo de serviço.
“Não concordo com a orientação de que o FGTS incide sobre o aviso-prévio indenizado. Se
não há trabalho, não se pode falar em salário ou remuneração. (...) O fato de o aviso-prévio
indenizado importar projeção do tempo de serviço para todos os fins não quer dizer que
tal pagamento tenha natureza salarial, mas de indenização, pois não há prestação de
serviços”.
Ainda com relação a verbas indenizadas que compõem a base de cálculo do FGTS, é importante observar
que a própria Lei 8.036/90 inclui nesta a gratificação de natal (13º salário), quer sejam elas pagas durante o
contrato ou indenizadas na sua rescisão:
Lei 8.036/90, art. 15. Para os fins previstos nesta Lei, todos os empregadores ficam
obrigados a depositar, até o vigésimo dia de cada mês, em conta vinculada, a importância
correspondente a 8% (oito por cento) da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a
cada trabalhador, incluídas na remuneração as parcelas de que tratam os arts. 457 e 458
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de
maio de 1943, e a Gratificação de Natal de que trata a Lei nº 4.090, de 13 de julho de 1962.
5
MARTINS, Sérgio Pinto. Comentários às Súmulas do TST. 11 ed. São Paulo: Atlas, 2012, p. 196-197.
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Outra observação importante sobre a base de cálculo do FGTS é que o TST entende que compõe
a mesma os adicionais eventuais:
Como aprendemos anteriormente, a verba, para ser considerada salarial, entre outros requisitos,
demanda seu pagamento com habitualidade. Aqui, entretanto, considerou-se que os adicionais
eventuais também devem ser considerados para o cálculo do FGTS.
Para finalizarmos este tópico, aproveito para referir a SUM-461, de junho de 2016, a respeito do
ônus de comprovar o regular recolhimento do FGTS:
Lei 8.036, art. 18, § 1º Na hipótese de despedida pelo empregador sem justa causa,
depositará este, na conta vinculada do trabalhador no FGTS, importância igual a quarenta
por cento do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante a
vigência do contrato de trabalho, atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos
juros6.
Na prática esta atualização prevista na lei é conhecida como JAM – juros e atualização monetária.
Quanto à nomenclatura do FGTS devido na rescisão, Sérgio Pinto Martins7 entende que “a
denominação correta não é multa do FGTS, pois não se trata de penalidade. Trata-se de
indenização em razão de dispensa sem justa causa”.
6
Não computada a distribuição do resultado a que se refere o art. 13, § 5º, da Lei 8.036/1990.
7
MARTINS, Sérgio Pinto. Comentários às Orientações Jurisprudenciais das SBDI 1 e 2 do TST. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2012, p. 11.
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Em que pese o fato, é recorrente o uso da expressão multa do FGTS (como disposto na própria
jurisprudência do TST).
Em se tratando de culpa recíproca (quando empregado e empregador dão causa à extinção do
contrato, reconhecido pela Justiça do Trabalho) a multa será de 20%:
Lei 8.036, art. 18, § 2º Quando ocorrer despedida por culpa recíproca ou força maior,
reconhecida pela Justiça do Trabalho, o percentual de que trata o § 1º será de 20 (vinte)
por cento.
CLT, art. 484-A. O contrato de trabalho poderá ser extinto por acordo entre empregado e
empregador, caso em que serão devidas as seguintes verbas trabalhistas:
I - por metade:
(..)
No que tange à base de cálculo da multa rescisória, vimos que ela compreende o montante de
todos os depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho.
E nos casos em que o empregado, por alguma das hipóteses legalmente admitidas, saca parte
dos recursos de sua conta bancária: este valor sacado será considerado para futura multa por
dispensa sem justa causa?
A resposta é afirmativa; os valores dos saques devem, sim, ser considerados na base de cálculo
(sendo inclusive corrigidos monetariamente):
Este mesmo verbete, em seu item II, destaca que o cálculo da multa do FGTS considera a o
saldo na data do pagamento das verbas, sem considerar projeção do término do contrato
em face de aviso indenizado:
(...)
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II - O cálculo da multa de 40% do FGTS deverá ser feito com base no saldo da conta
vinculada na data do efetivo pagamento das verbas rescisórias, desconsiderada a projeção
do aviso prévio indenizado, por ausência de previsão legal.
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Lei 8.036/90, art. 15. Para os fins previstos nesta Lei, todos os empregadores ficam
obrigados a depositar, até o vigésimo dia de cada mês, em conta vinculada, a importância
correspondente a 8% (oito por cento) da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a
cada trabalhador, incluídas na remuneração as parcelas de que tratam os arts. 457 e 458
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de
maio de 1943, e a Gratificação de Natal de que trata a Lei nº 4.090, de 13 de julho de 1962.
Antes da Lei 14.438/2022 (MP 1.107/2022) o prazo para recolhimento era até o dia 7 de cada mês.
Pagamento das férias: até 2 (dois) dias antes do início do respectivo período (CLT, art. 145).
Pagamento do FGTS: até o dia 20 de cada mês (Lei 8.036/90, art. 15).
Pagamento do salário: até o 5º (quinto) dia útil do mês subsequente ao vencido (CLT, art.
459, § 1º).
Como definido em lei, o FGTS deve ser depositado em conta bancária vinculada, ou seja, em regra
é incabível o pagamento diretamente ao trabalhador.
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Entretanto, a par desta regra, a lei 8.036/90 traz duas exceções, que configuram suspensão do
contrato de trabalho, mas mantêm a obrigatoriedade de o empregador recolher o FGTS do
empregado afastado.
São elas o afastamento para prestação do serviço militar obrigatório e licença por acidente do
trabalho:
Lei 8.036/90, art. 15, § 5º O depósito de que trata o caput deste artigo é obrigatório nos
casos de afastamento para prestação do serviço militar obrigatório e licença por acidente
do trabalho.
Deste modo, quando o empregado deixa de prestar serviços para cumprir o serviço militar
obrigatório e, também, quando está afastado em gozo de benefício previdenciário por ter sofrido
acidente do trabalho, permanece recebendo o FGTS em sua conta bancária vinculada.
Já nos casos de interrupção contratual o FGTS é devido, pois em tais circunstâncias, apensar de
não haver prestação de serviços, o salário continua sendo devido.
O Decreto 99.648/90, que regulamenta a lei 8.036/90, assim prevê:
Decreto 99.648/90, art. 28. O depósito na conta vinculada do FGTS é obrigatório também
nos casos de interrupção8 do contrato de trabalho prevista em lei, tais como:
IV - licença à gestante; e
V - licença-paternidade.
CF/88, art. 37, II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia
em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a
8
Aqui temos um problema teórico, pois os períodos de prestação do serviço militar obrigatório (inciso I) e licença por acidente
(inciso III) são casos de suspensão contratual. No caso da licença-maternidade há controvérsias, mas sobrepõe-se o entendimento
de que se trata de interrupção contratual.
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(...)
Os empregados públicos, regidos pela CLT, têm direito ao FGTS. Nestes casos em que é declarada
a nulidade da admissão do empregado, este não poderá permanecer no serviço público, tendo
em vista o vício ocorrido em sua contratação.
Apesar disto, um dos direitos que o TST assegura nestes casos são os depósitos fundiários:
Lei 8.036/90, art. 19-A. É devido o depósito do FGTS na conta vinculada do trabalhador
cujo contrato de trabalho seja declarado nulo nas hipóteses previstas no art. 37, § 2º, da
Constituição Federal, quando mantido o direito ao salário.
Reuni neste tópico da aula as regras sobre critérios de saque dos recursos pelo seu titular, as
principais regras quanto à fiscalização do cumprimento das obrigações de recolhimento e,
também, a prescrição aplicável ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
➢ Saque do FGTS
Os valores depositados nas contas bancárias vinculadas dos trabalhadores não são de livre
movimentação pelo seu titular.
9
Servidor público (em sentido estrito), que é regido por estatuto e ocupa cargo público, não tem direito ao FGTS. Aqui a expressão
foi empregada de forma ampla, referindo-se a quem é regido pela CLT.
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[Link] 73
Art. 4º (...)
A Lei 8.036/90 delimitou quais são as possibilidades de saque (movimentação), que são as
seguintes:
Lei 8.036/90, art. 20. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada
nas seguintes situações:
I - despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e de força maior
[demissão com justa causa e pedido de demissão não permitem o saque];
I-A - extinção do contrato de trabalho prevista no art. 484-A [extinção contratual por
acordo entre empregado e empregador] da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT),
aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943;
Em relação à hipótese acima, inserida pela reforma trabalhista, o saque fica limitado a 80% dos
valores depositados:
CLT, art. 484-A, § 1º A extinção do contrato prevista no caput deste artigo [extinção por
acordo mútuo] permite a movimentação da conta vinculada do trabalhador no Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço na forma do inciso I-A do art. 20 da Lei no 8.036, de 11 de
maio de 1990, limitada até 80% (oitenta por cento) do valor dos depósitos.
Lei 8.036/90, art. 20, II - extinção total da empresa, fechamento de quaisquer de seus
estabelecimentos, filiais ou agências, supressão de parte de suas atividades, declaração de
nulidade do contrato de trabalho nas condições do art. 19-A, ou ainda falecimento do
empregador individual sempre que qualquer dessas ocorrências implique rescisão de
contrato de trabalho, comprovada por declaração escrita da empresa, suprida, quando for
o caso, por decisão judicial transitada em julgado;
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[Link] 73
IV - falecimento do trabalhador, sendo o saldo pago a seus dependentes, para esse fim
habilitados perante a Previdência Social, segundo o critério adotado para a concessão de
pensões por morte. Na falta de dependentes, farão jus ao recebimento do saldo da conta
vinculada os seus sucessores previstos na lei civil, indicados em alvará judicial, expedido a
requerimento do interessado, independente de inventário ou arrolamento;
a) o mutuário conte com o mínimo de 3 (três) anos de trabalho sob o regime do FGTS, na
mesma empresa ou em empresas diferentes;
a) o mutuário deverá contar com o mínimo de 3 (três) anos de trabalho sob o regime do
FGTS, na mesma empresa ou empresas diferentes;
(...)
Em relação ao inciso VIII acima, é preciso destacar hipótese de saque criada por meio da Lei
13.446, de maio de 2017 (conversão da MP 763/2016)10, autorizando o saque das chamadas
“contas inativas” do FGTS.
Trata-se do saque das contas de trabalhadores que tiveram vínculo extinto até 31/12/2015 e não
sacaram tais valores. Assim, se o empregado pediu demissão até 31/12/2015, ainda que tenha
10
E regulamentada pelo Decreto 8.989, de fevereiro de 2017 (que alterou o Decreto 99.684/1990)
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[Link] 73
sido reempregado posteriormente, ele não precisará aguardar os 3 anos previstos no inciso VIII
do art. 22 para poder movimentar sua conta.
Lei 8.036/1990, art. 20, § 22. Na movimentação das contas vinculadas a contrato de
trabalho extinto até 31 de dezembro de 2015, ficam isentas as exigências de que trata o
inciso VIII do caput deste artigo, podendo o saque, nesta hipótese, ser efetuado segundo
cronograma de atendimento estabelecido pelo agente operador do FGTS."(NR)
X - suspensão total do trabalho avulso por período igual ou superior a 90 (noventa) dias,
comprovada por declaração do sindicato representativo da categoria profissional.
XII - aplicação em quotas de Fundos Mútuos de Privatização, regidos pela Lei n° 6.385, de
7 de dezembro de 1976, permitida a utilização máxima de 50 % (cinqüenta por cento) do
saldo existente e disponível em sua conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço, na data em que exercer a opção.
XIII - quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for portador do vírus HIV;
XVI - necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade decorra de desastre natural, conforme
disposto em regulamento, observadas as seguintes condições:
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 23
[Link] 73
XVIII - quando o trabalhador com deficiência, por prescrição, necessite adquirir órtese ou
prótese para promoção de acessibilidade e de inclusão social.
a) o mutuário deverá contar com o mínimo de três anos de trabalho sob o regime do FGTS,
na mesma empresa ou em empresas diferentes;
Mais três hipóteses foram criadas pela Lei 13.932/2019, que incluiu os incisos XX a XXII no artigo
20 da Lei nº 8.036/1990:
XXI - a qualquer tempo, quando seu saldo for inferior a R$ 80,00 (oitenta reais) e não
houver ocorrido depósitos ou saques por, no mínimo, 1 (um) ano, exceto na hipótese
prevista no inciso I do § 5º do art. 13 desta Lei [distribuição de valores de contas com salvo
positivo em 31/12];
----
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Para reforçar o entendimento de que pedido de demissão não permite o saque do FGTS (e as
consequências práticas que isto gera) segue abaixo trecho da obra de Amauri Mascaro
Nascimento11:
“O empregado não pede mais demissão – porque sabe que nesse caso não poderá sacar os
depósitos efetuados em sua conta -, preferindo pedir para ser mandado embora; o
empregador concorda, mas quer negociar parte dos valores que teria que pagar, em alguns
casos pedindo a restituição da multa, o que é ilegal. Esse problema incentiva a
irregularidade de simulações que ocorrem quando, no termo de homologação da dispensa,
perante o Sindicato ou a Delegacia Regional do Trabalho12, ficam constando os dados como
se o empregado tivesse sido dispensado sem justa causa, o que, na verdade, não
aconteceu”.
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IV - deixar de computar, para efeito de cálculo dos depósitos do FGTS, parcela componente
da remuneração;
Pode-se citar, por exemplo, os casos em que o empregador deixa de incluir na base de cálculo do
FGTS rubricas de natureza salarial como adicional de horas extraordinárias, adicional noturno, etc.
Quando isto ocorre, o FGTS é recolhido a menor.
No exemplo acima o Auditor-Fiscal do Trabalho notifica a empresa para que seja feito o
recolhimento faltante no prazo, e o não atendimento configura infração.
Por fim, também caracterizará infração se negar a promover a retificação das informações:
VII - deixar de apresentar ou de promover a retificação das informações de que trata o art.
17-A, no prazo concedido na notificação da decisão definitiva exarada no processo
13
O artigo 18 trata do FGTS devido nas rescisões contratuais.
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Além disso:
Acerca deste último parágrafo é de se destacar que os AFT utilizam rotineiramente os sistemas
informatizados da CAIXA para consulta e pesquisa das contas vinculadas dos trabalhadores, para
fins de verificação da regularidade dos recolhimentos fundiários.
➢ Prescrição do FGTS
Após novembro de 2014, a prescrição do FGTS segue as mesmas regras da prescrição das demais
verbas trabalhistas: é bienal, ou seja, ele possui prazo de 2 anos (após cessado o vínculo) para
ajuizar a correspondente ação trabalhista. Além disso, existe também a prescrição quinquenal, que
permite ao empregado reclamar a falta de pagamento de valores devidos nos últimos 5 anos do
contrato.
Antes de novembro de 2014, valia o prazo de 30 anos (ao invés de 5) para prescrição quanto ao
recolhimento do FGTS, com base no disposto na Lei do FGTS:
Esta interpretação era confirmada pela SUM 362 do TST, mas, com a mudança do posicionamento
do STF, a Súmula foi revista da seguinte forma:
14
CLT, Título VII - DO PROCESSO DE MULTAS ADMINISTRATIVAS.
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De qualquer maneira, a prescrição do FGTS deve observar também o prazo de 2 anos após o
término do contrato. Antigamente era relevante a diferenciação entre a falta do depósito mensal
e o recolhimento fundiário a menor, já que, no primeiro caso, era trintenária a prescrição
(respeitada a prescrição bienal), sendo, no segundo quinquenal.
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Com a mudança do posicionamento quanto à prescrição do FGTS esta diferenciação possui pouco
relevância prática agora.
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É ainda importante destacar que havendo prescrição de parcela remuneratória (por exemplo,
adicional noturno), haverá também a prescrição do recolhimento relativo ao FGTS desta parcela:
Dessa forma, se um empregado deixou de receber horas extras, por exemplo, que lhe eram
devidas e operou-se a prescrição trabalhista em relação à pretensão de recebimento dessas horas
extras, sabemos que o empregado não mais poderá exigir tal recebimento em face do
empregador. Assim sendo, como houve a prescrição do recebimento da parcela remuneratória
(horas extras), não há mais que se falar em recebimento do respectivo recolhimento do FGTS.
➢ Legitimidade para solicitar o saque
Antes de encerrar este tópico, destaco que a legislação exige, para algumas das hipóteses de
saque, que, em regra, o próprio titular compareça à agência da Caixa e solicite pessoalmente o
saque (até para evitar fraudes):
A exceção, como visto acima, diz respeito ao titular que sofre de grave moléstia, comprovada por
perícia médica.
De toda forma, em março de 2018, o Plenário do Supremo Tribunal Federal declarou a
constitucionalidade de tal regra15, confirmando a necessidade de comparecimento pessoal do
titular da conta vinculada do FGTS para efetuar o saque nas hipóteses previstas.
➢ Certificado de Regularidade do FGTS
15
ADIs 2.382, 2.425 e 2.479. Decisão Plenária em 14/3/2018.
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Este certificado é emitido pela Caixa Econômica Federal, enquanto agente operador, e é utilizado
para uma empresa ou outros contribuintes do FGTS comprovarem que estão em situação de
regularidade quanto aos recolhimentos ao Fundo. O documento tem validade de 30 dias.
➢ Guia de Recolhimento do FGTS (GRF)
Esta guia é gerada pela Caixa, a partir do Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e
Informações à Previdência Social (SEFIP). O documento deve ser guardado, para exibição diante
de eventual fiscalização pelo Ministério do Trabalho.
RESUMO
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CONCLUSÃO
Bom pessoal, estamos chegando ao final de nossa aula.
A Lei do FGTS é curta, e a jurisprudência do TST sobre o tema não é extensa; precisamos garantir
um bom desempenho em questões deste assunto.
É interessante atentar para o fato de que o FGTS, com a EC 72/2013 e a LC 150/2015, foi
assegurado aos domésticos.
Além disso, atentem-se ao novo entendimento quanto ao prazo prescricional do FGTS.
Espero que tenham gostado da aula, e se surgir alguma dúvida quanto ao assunto apresentado,
estamos à disposição para auxiliá-los(as).
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QUESTÕES COMENTADAS
Lei 8036/1990, Art. 20. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser
movimentada nas seguintes situações: (..)
VIII - quando o trabalhador permanecer três anos ininterruptos fora do regime do
FGTS;
A hipótese do item III igualmente não permite o saque, visto que a dispensa teria que ser sem
justa causa:
Art. 20, I - despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e de
força maior;
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Gabarito (E)
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Portanto, sabendo que na dispensa sem justa causa a multa é de 40%, percebemos que a letra (D)
está correta e as demais, incorretas.
Gabarito (D)
3. FCC/TRT2 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 2018
De acordo com a Lei nº 8.036/1990, o Conselho Curador estabelece normas e diretrizes que regem o Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Representantes dos trabalhadores e dos empregadores
(A) fazem parte da composição deste Conselho Curador, sendo que terão mandato de dois anos, vedada a
recondução, inclusive para os suplentes.
(B) fazem parte da composição deste Conselho Curador, sendo que terão mandato de dois anos, podendo
ser reconduzidos uma única vez, inclusive os suplentes.
(C) não fazem parte da composição deste Conselho Curador, tratando-se de um órgão governamental que
possui apenas integrantes indicados pela autoridade competente do Poder Executivo.
(D) não fazem parte da composição deste Conselho Curador, tratando-se de um órgão governamental que
possui apenas integrantes indicados pelas autoridades competentes dos Poderes Executivo e Legislativo.
(E) fazem parte da composição deste Conselho Curador, sendo que terão mandato de três anos, vedada a
recondução, inclusive para os suplentes.
Comentários:
A questão cobrou um detalhe quanto ao Conselho Curador (CC) do FGTS: a duração do mandato dos
representantes dos trabalhadores e empregadores e a possibilidade de recondução.
Antes de mais nada, destaco que o CCFGTS tem composição tripartite: (i) representantes de trabalhadores,
(ii) de empregadores e (iii) de órgãos e entidades governamentais:
Lei 8.036/90, art. 3º O FGTS será regido por normas e diretrizes estabelecidas por um
Conselho Curador, composto por representação de trabalhadores, empregadores e órgãos
e entidades governamentais, na forma estabelecida pelo Poder Executivo.
Em relação à representação dos trabalhadores e dos empregadores no Conselho, o § 3º da Lei do FGTS assim
dispõe:
Lei 8.036/90, art. 3º, § 3º Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus
suplentes serão indicados pelas respectivas centrais sindicais e confederações nacionais,
serão nomeados pelo Poder Executivo, terão mandato de 2 (dois) anos e poderão ser
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reconduzidos uma única vez, vedada a permanência de uma mesma pessoa como membro
titular, como suplente ou, de forma alternada, como titular e suplente, por período
consecutivo superior a 4 (quatro) anos no Conselho.
Portanto, fazendo uso da possibilidade de recondução, tais representantes poderiam ficar no máximo 4 anos
no exercício do mantado.
Gabarito (B)
Comentários:
Segundo a Lei 8.036/90, art. 20, que prevê as hipóteses de saque. A FCC tentou confundir o candidato com
a redação dos incisos I, I-A, X, XV, XVI e XVIII do art. 20, como comentado a seguir.
A letra (A), incorreta, já que o “implante”, em regra, não permite o saque. Caso contrário, teríamos saque
do FGTS para implante de qualquer objeto, como um implante dentário ou de uma prótese de silicone, o que
iria colidir com o espírito da lei =)
Por outro lado, admite-se o saque do FGTS especificamente para aquisição de prótese ou órtese para fins de
inclusão social:
Lei 8.036/1990, art. 20, XVIII - quando o trabalhador com deficiência, por prescrição,
necessite adquirir órtese ou prótese para promoção de acessibilidade e de inclusão social.
A letra (B) peca no final da frase. A necessidade pessoal e urgente autoriza o saque, desde que decorrente
de desastre natural, nos termos de regulamentação do Poder Executivo:
Lei 8.036/1990, art. 20, XVI - necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade decorra de
desastre natural, conforme disposto em regulamento, observadas as seguintes condições:
(..)
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A letra (C), incorreta, já que o prazo legal da suspensão do trabalho avulso é de 90 dias:
Lei 8.036/1990, art. 20, X - suspensão total do trabalho avulso por período igual ou superior
a 90 (noventa) dias, comprovada por declaração do sindicato representativo da categoria
profissional.
Muito embora a suspensão por 120 dias se enquadre na regra acima, fica claro que a Banca desejava saber
se o candidato conhecia a regra correta.
A letra (D), incorreta, pois o saque em virtude de idade avançada se dá com 70 anos do trabalhador,
independentemente do seu gênero:
Lei 8.036/1990, art. 20, XV - quando o trabalhador tiver idade igual ou superior a setenta
anos.
A letra (E), correta, tendo em vista que são hipóteses autorizadoras do saque:
Lei 8.036/1990, art. 20, I - despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa
recíproca e de força maior [demissão com justa causa e pedido de demissão não permitem
o saque];
Lei 8.036/1990, art. 20, I-A - extinção do contrato de trabalho prevista no art. 484-A
[extinção contratual por acordo entre empregado e empregador] da Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943;
Reparem, por fim, que a ‘extinção do contrato de trabalho em decorrência de acordo entre empregado e
empregador’ tem o saque limitado a 80% dos valores depositados.
Gabarito: (E).
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(E) A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada quando houver suspensão total do
trabalho avulso por período igual ou superior a sessenta dias, comprovada por declaração do sindicato
representativo da categoria profissional.
Comentários:
Nosso gabarito é letra (D). O entendimento do TST é de que havendo prescrição de parcela remuneratória
(por exemplo, adicional noturno), haverá também a prescrição do recolhimento relativo ao FGTS desta
parcela:
A letra (A), incorreta, pois quando falamos em FGTS, até mesmo adicionais eventuais (e não apenas os
‘habituais’) repercutem no seu recolhimento:
A letra (B), incorreta, já que o atual entendimento é de que a prescrição do FGTS segue o mesmo prazo das
demais verbas trabalhistas:
A letra (C), incorreta, já que nas hipóteses de culpa recíproca ou força maior a multa rescisória será de 20%:
Lei 8.036, art. 18, § 2º Quando ocorrer despedida por culpa recíproca ou força maior,
reconhecida pela Justiça do Trabalho, o percentual de que trata o § 1º [multa
compensatória do FGTS] será de 20 (vinte) por cento.
Por fim, a letra (E) está incorreta, pois o prazo para saque no caso de suspensão do trabalho do avulso é de
90 dias, não de 60:
Lei 8.036/90, art. 20, X - suspensão total do trabalho avulso por período igual ou superior
a 90 (noventa) dias, comprovada por declaração do sindicato representativo da categoria
profissional.
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 40
[Link] 73
Gabarito: (D).
Comentários:
Além disso, como o percentual do FGTS mensal é, em regra, de 8%, já poderíamos facilmente eliminar as
letras (C), (D) e (E).
Gabarito: (B).
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[Link] 73
(D) I, II e IV.
(E) III e IV.
Comentários:
A proposição III, incorreta, pois tal competência é do agente operador do FGTS (Caixa):
Lei 8.036/90, art. 7º À Caixa Econômica Federal, na qualidade de agente operador, cabe:
(..)
Lei 8.036, art. 18, § 2º Quando ocorrer despedida por culpa recíproca ou força maior,
reconhecida pela Justiça do Trabalho, o percentual de que trata o § 1º será de 20 (vinte)
por cento.
Gabarito: (D).
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[Link] 73
(C) os depósitos efetuados nas contas vinculadas do FGTS serão corrigidos monetariamente com base nos
parâmetros fixados para atualização dos saldos e depósitos de poupança e capitalizarão juros de 1% ao mês.
(D) o empregador não está obrigado a realizar os depósitos do FGTS em casos de afastamento do empregado
do trabalho por mais de dezesseis dias, tendo em vista que, nesses casos, o contrato de trabalho fica
suspenso.
(E) a conta vinculada do FGTS poderá ser movimentada em caso de falecimento do trabalhador, sendo o
saldo pago a seus dependentes, para esse fim habilitados perante a Previdência Social, segundo o critério
adotado para a concessão de pensões por morte. Na falta de dependentes, farão jus ao recebimento do
saldo da conta vinculada seus sucessores previstos na lei civil, indicados em alvará judicial, independente de
inventário ou arrolamento.
Comentários:
Lei 8.036, art. 20, IV - falecimento do trabalhador, sendo o saldo pago a seus dependentes,
para esse fim habilitados perante a Previdência Social, segundo o critério adotado para a
concessão de pensões por morte. Na falta de dependentes, farão jus ao recebimento do
saldo da conta vinculada os seus sucessores previstos na lei civil, indicados em alvará
judicial, expedido a requerimento do interessado, independente de inventário ou
arrolamento;
A letra (A) está incorreta, pois se o contrato de trabalho não foi suspenso, ele continua sendo um empregado,
de modo que o FGTS permanece devido. Somente quando ele deixa de ser considerado empregado é que o
FGTS pode deixar de ser recolhido:
Lei 8.036, art. 16. Para efeito desta lei, as empresas sujeitas ao regime da legislação
trabalhista poderão equiparar seus diretores não empregados aos demais trabalhadores
sujeitos ao regime do FGTS. (..)
A alternativa (B) está equivocada, pois a apreciação e aprovação dos programas anuais e plurianuais do FGTS
é uma atribuição do mais alto nível, atribuída ao Conselho Curador (Lei 8.036, art. 5º, III).
A alternativa (C) está errada. Infelizmente, os juros que rendem os valores depositados no FGTS são bem
inferiores a este (3% aa):
Lei 8.036, art. 13. Os depósitos efetuados nas contas vinculadas serão corrigidos
monetariamente com base nos parâmetros fixados para atualização dos saldos dos
depósitos de poupança e capitalização juros de (três) por cento ao ano.
Por fim, a alternativa (D) está incorreta, pois, mesmo sendo caso de suspensão contratual após o 15º dia, o
empregador deve continuar recolhendo o FGTS, no caso de auxílio-doença acidentário:
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[Link] 73
Lei 8.036, art. 15, § 5º O depósito de que trata o caput deste artigo é obrigatório nos casos
de afastamento para prestação do serviço militar obrigatório e licença por acidente do
trabalho.
Gabarito: (E).
Comentários:
Lei 8.036/1990, art. 16. Para efeito desta lei, as empresas sujeitas ao regime da legislação
trabalhista poderão equiparar seus diretores não empregados aos demais trabalhadores
sujeitos ao regime do FGTS. Considera-se diretor aquele que exerça cargo de administração
previsto em lei, estatuto ou contrato social, independente da denominação do cargo.
As alternativas (A) e (E) estão incorretas, pois trata-se da combinação do §6º do artigo 15 da Lei do FGTS
com o § 9º, do artigo 28 da Lei 8.212/90:
Lei 8.036, art. 15, § 6º Não se incluem na remuneração, para os fins desta Lei, as parcelas
elencadas no § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991.
Lei 8.212/90, art. 28, § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei,
exclusivamente
(..)
6. recebidas a título de abono de férias na forma dos arts. 143 e 144 da CLT;
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[Link] 73
A alternativa (B) está incorreta, pois trata-se de hipótese de suspensão contratual, mas com recolhimento
obrigatório do FGTS:
Lei 8.036, art. 15, § 5º O depósito de que trata o caput deste artigo é obrigatório nos casos
de afastamento para prestação do serviço militar obrigatório e licença por acidente do
trabalho.
A alternativa (C) está incorreta, pois a alíquota do FGTS para aprendizes é de 2%:
Lei 8.036, art. 15, § 7º Os contratos de aprendizagem terão a alíquota a que se refere o
caput deste artigo reduzida para dois por cento.
Gabarito: (D).
Comentários:
O gabarito definitivo é a (D), embora o preliminar tenha sido a letra (C). O gabarito preliminar indicava que
estariam corretas as alternativas I, III e IV. Entretanto, no definitivo, confirmou-se que o item I não estava
correto, conforme relatado abaixo.
A alternativa I aponta para a composição e para o quórum de votação do Conselho Curador. De acordo com
o disposto na Lei do FGTS, tal quórum é de maioria simples:
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Lei 8.036/90, art. 3º, § 5º As decisões do Conselho serão tomadas com a presença da
maioria simples de seus membros, tendo o Presidente voto de qualidade.
Considerando que o conselho possui 24 integrantes e que a questão fala em 7 integrantes para viabilizar a
tomada de decisão, percebemos que a assertiva está incorreta.
A alternativa II está incorreta. Quem expede tais regulamentos é o gestor da aplicação, que é um órgão do
Executivo, e não a Caixa:
Art. 4º O gestor da aplicação dos recursos do FGTS será o órgão do Poder Executivo
responsável pela política de habitação, e caberá à Caixa Econômica Federal (CEF) o papel
de agente operador.
II - expedir atos normativos relativos à alocação dos recursos para implementação dos
programas aprovados pelo Conselho Curador;
A Caixa Econômica Federal (CAIXA) é o agente operador do FGTS, ou seja, quem implementa os atos
emanados do órgão do Executivo que gere as aplicações (Lei 8.036/90, art. 7º, VII).
Além disso, vale destacar que, à época desta prova, a Lei do FGTS atribuía a competência da gestão da
aplicação expressamente ao então Ministério da Ação Social.
Lei 8.036/90, art. 20. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada
nas seguintes situações:
I - despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e de força maior
[demissão com justa causa e pedido de demissão não permitem o saque];
(..)
Gabarito: (D).
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 46
[Link] 73
Comentários:
Portanto, com relação ao aviso prévio, precisamos ficar atentos: tanto o aviso trabalhado quanto o
indenizado integram a base de cálculo dos haveres fundiários.
Gabarito: (D).
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 47
[Link] 73
(E) II e IV.
Comentários:
A alternativa I está incorreta, já que é permitida uma recondução dos representantes dos trabalhadores e
empregadores:
Lei 8.036/90, art. 3º, § 3º Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus
suplentes serão indicados pelas respectivas centrais sindicais e confederações nacionais,
serão nomeados pelo Poder Executivo, terão mandato de 2 (dois) anos e poderão ser
reconduzidos uma única vez, vedada a permanência de uma mesma pessoa como membro
titular, como suplente ou, de forma alternada, como titular e suplente, por período
consecutivo superior a 4 (quatro) anos no Conselho.
A alternativa III possui dois erros, já que o quórum mínimo para deliberação é de maioria simples e o
Presidente tem direito ao chamado “voto de qualidade”, no caso de desempate:
Lei 8.036/90, art. 3º, § 5º As decisões do Conselho serão tomadas com a presença da
maioria simples de seus membros, tendo o Presidente voto de qualidade.
A alternativa IV está correta, pois a fixação de tais critérios é mesmo uma competência do Conselho Curador:
(..)
Gabarito: (E).
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 48
[Link] 73
(B) poderão ser sacados, eis que preenchidos os requisitos legais para tanto.
(C) não poderão ser sacados, uma vez que a suspensão do trabalho não completou o período de 120 dias.
(D) só poderão ser sacados se a suspensão do trabalho for autorizada pelo Ministério do Trabalho.
(E) só poderão ser sacados se o trabalhador tiver completado 65 anos de idade.
Comentários:
Gabarito (B), pois trata-se da aplicação direta do disposto na Lei 8.036/90, art. 20, X, transcrito abaixo.
Pelo mesmo motivo, a letra ‘C’ está incorreta, pois o prazo para saque no caso de suspensão do trabalho do
avulso é de 90 dias, não de 120:
Lei 8.036/90, art. 20, X - suspensão total do trabalho avulso por período igual ou superior
a 90 (noventa) dias, comprovada por declaração do sindicato representativo da categoria
profissional.
Ademais, não há necessidade alguma de autorização da suspensão pelo MTb. Portanto, a letra ‘D’ também
está incorreta.
A letra ‘E’ está incorreta porquanto o saque por motivo de idade é de 70 anos ou mais:
Lei 8.036/90, art. 20, XV - quando o trabalhador tiver idade igual ou superior a setenta
anos.
Agora no início, quanto à letra ‘A’, lembramos que os trabalhadores avulsos têm os mesmos direitos
trabalhistas dos empregados, o que inclui direito ao FGTS e ao seu saque. Relembrando: Os trabalhadores
avulsos também têm direito ao FGTS, até mesmo pela previsão constitucional de igualdade de direitos destes
com os empregados com vínculo permanente:
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à
melhoria de sua condição social:
(...)
(...)
Gabarito: (B).
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 49
[Link] 73
Com fundamento na legislação aplicável ao FGTS, a conta vinculada do trabalhador NÃO poderá ser
movimentada na hipótese de
(A) pedido de demissão.
(B) falecimento do trabalhador.
(C) dispensa indireta.
(D) culpa recíproca.
(E) aposentadoria concedida pela Previdência Social.
Comentários:
A Lei 8.036/90 [Lei do FGTS] delimitou quais são as possibilidades de saque, entre as quais não se incluem a
demissão com justa causa e pedido de demissão:
Lei 8.036/90, art. 20. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada
nas seguintes situações:
I - despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e de força maior;
IV - falecimento do trabalhador, sendo o saldo pago a seus dependentes, para esse fim
habilitados perante a Previdência Social, (...).
Gabarito: (A).
Comentários:
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 50
[Link] 73
A alternativa (C) está correta, que tratou de um dos casos de suspensão contratual onde o depósito fundiário
continua sendo devido:
Lei 8.036/90, art. 15, § 5º O depósito de que trata o caput deste artigo é obrigatório nos
casos de afastamento para prestação do serviço militar obrigatório e licença por acidente
do trabalho.
As incorreções das alternativas (A) e (B) se verificam com a leitura do art. 15 da Lei do FGTS:
Lei 8.036/90, art. 15. Para os fins previstos nesta Lei, todos os empregadores ficam
obrigados a depositar, até o vigésimo dia de cada mês, em conta vinculada, a importância
correspondente a 8% (oito por cento) da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a
cada trabalhador, incluídas na remuneração as parcelas de que tratam os arts. 457 e 458
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de
maio de 1943, e a Gratificação de Natal de que trata a Lei nº 4.090, de 13 de julho de 1962.
Na alternativa (D) foi tratado da multa rescisória. Em geral a alíquota é de 40%, mas no caso de culpa
recíproca e força maior a multa é devida à alíquota de 20%:
Lei 8.036, art. 18, § 2º Quando ocorrer despedida por culpa recíproca ou força maior,
reconhecida pela Justiça do Trabalho, o percentual de que trata o § 1º será de 20 (vinte)
por cento.
A Lei 8.036/90 delimitou quais são as possibilidades de saque, entre as quais quando o
empregado permanecer três anos ininterruptos, fora do regime do FGTS:
Lei 8.036/90, art. 20. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada
nas seguintes situações:
(...)
Gabarito: (C).
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 51
[Link] 73
III. O pagamento do período de aviso prévio, seja trabalhado ou indenizado, está sujeito a contribuição para
o FGTS.
IV. Ao completar 65 anos de idade o trabalhador poderá sacar a quantia depositada em seu FGTS.
Está correto o que se afirma APENAS em
( A) II e III.
(B) I, II e III.
(C) III e IV.
( D) I e IV.
(E) II, III e IV.
Comentários:
A assertiva I, incorreta, afirma que é vedada a recondução dos membros do conselho curador do FGTS:
Lei 8.036/90, art. 3º, § 3º Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus
suplentes serão indicados pelas respectivas centrais sindicais e confederações nacionais,
serão nomeados pelo Poder Executivo, terão mandato de 2 (dois) anos e poderão ser
reconduzidos uma única vez, vedada a permanência de uma mesma pessoa como membro
titular, como suplente ou, de forma alternada, como titular e suplente, por período
consecutivo superior a 4 (quatro) anos no Conselho.
A assertiva II, correta, pois a base de cálculo do FGTS é a remuneração, e a alíquota, em geral, é de 8% (oito
por cento):
Lei 8.036/90, art. 15. Para os fins previstos nesta Lei, todos os empregadores ficam
obrigados a depositar, até o vigésimo dia de cada mês, em conta vinculada, a importância
correspondente a 8% (oito por cento) da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a
cada trabalhador, incluídas na remuneração as parcelas de que tratam os arts. 457 e 458
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de
maio de 1943, e a Gratificação de Natal de que trata a Lei nº 4.090, de 13 de julho de 1962.
Para deixar mais claro quanto às horas extras e aos adicionais eventuais:
A assertiva III está em perfeita consonância com a jurisprudência. Portanto, com relação ao aviso prévio,
precisamos ficar atentos: é que tanto o aviso trabalhado quanto o indenizado integram a base de cálculo dos
haveres fundiários.
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 52
[Link] 73
A assertiva IV está incorreta, pois o saque por motivo de idade somente ocorre quando o trabalhador
completa 70 anos ou mais.
Gabarito: (A).
Comentários:
Nosso gabarito é a alternativa (A), que é a incorreta, pois a suspensão contratual do avulso deve ser de 90
dias para ensejar o saque do FGTS. As demais letras encontram-se previstas na Lei 8.036/90, art. 20.
Gabarito: (A).
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 53
[Link] 73
Comentários:
Nosso gabarito é a letra (B), porquanto a aposentadoria por invalidez consiste em suspensão do contrato de
trabalho. Nesse caso, aprendemos que a base de cálculo do FGTS é a remuneração paga ou devida ao
empregado. Todavia, se não há remuneração (como nos casos de suspensão contratual) não há FGTS.
letra ‘A’: está em desacordo com a Súmula 63 do TST, segundo a qual o FGTS incide até mesmo sobre as
horas extraordinários e sobre os adicionais eventuais;
letra ‘C’: a regra de que durante a suspensão contratual não há FGTS comporta duas exceções. São
elas o afastamento para prestação do serviço militar obrigatório e licença por acidente do trabalho:
Lei 8.036/90, art. 15, § 5º O depósito de que trata o caput deste artigo é obrigatório nos
casos de afastamento para prestação do serviço militar obrigatório e licença por acidente
do trabalho.
letra ‘D’: O aprendiz terá direito ao depósito do FGTS, todavia com alíquota reduzida de 2% (dois por cento)
da sua remuneração paga ou devida.
Lei 8.036/90, art. 15, § 7º Os contratos de aprendizagem terão a alíquota a que se refere o
caput deste artigo reduzida para dois por cento.
letra ‘E’: Controverte-se a jurisprudência e a doutrina sobre a penhorabilidade da conta vinculada. Não foram
encontradas decisões pela possibilidade de penhora em execuções trabalhistas. Há decisões do STJ, contudo,
afirmando que seria admitida a penhora em execuções de verba alimentar.
Gabarito: (B).
Comentários:
Nosso gabarito é a alternativa (E), conforme art. 3º, § 4º, da Lei 8.036/90:
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 54
[Link] 73
A alternativa (A) está incorreta porque se permite uma recondução dos representantes dos trabalhadores e
dos empregadores:
Lei 8.036/90, art. 3º, § 3º Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus
suplentes serão indicados pelas respectivas centrais sindicais e confederações nacionais,
serão nomeados pelo Poder Executivo, terão mandato de 2 (dois) anos e poderão ser
reconduzidos uma única vez, vedada a permanência de uma mesma pessoa como membro
titular, como suplente ou, de forma alternada, como titular e suplente, por período
consecutivo superior a 4 (quatro) anos no Conselho.
As alternativas (B) e (C) estão incorretas porque a presidência do Conselho Curador recai, atualmente, sobre
representante do Ministério do Trabalho (ou sobre o próprio Ministro):
Lei 8.036/90, art. 3º, § 1º A Presidência do Conselho Curador será exercida pelo Ministro
de Estado do Trabalho e Previdência ou representante por ele indicado.
Vale destacar que, à época desta prova, a Lei do FGTS atribuía a Presidência do Conselho a representante do
então Ministério do Trabalho.
Quanto à alternativa (D), ela tentou iludir o candidato falando sobre candidatura (cabível no caso de
dirigente sindical). A estabilidade provisória, aqui, ocorre da nomeação até um ano após o término do
mandato:
Lei 8.036/90, art. 3º, § 9º Aos membros do Conselho Curador, enquanto representantes
dos trabalhadores, efetivos e suplentes, é assegurada a estabilidade no emprego, da
nomeação até um ano após o término do mandato de representação, somente podendo
ser demitidos por motivo de falta grave, regularmente comprovada através de processo
sindical.
Gabarito: (E).
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 55
[Link] 73
III. Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus respectivos suplentes terão mandato de
dois anos, podendo ser reconduzidos uma única vez.
IV. O Conselho Curador reunir-se-á ordinariamente, a cada bimestre, por convocação de seu Presidente.
Está correto o que se afirma SOMENTE em:
(A) II, III e IV.
(B) I e III.
(C) II e III.
(D) II e IV.
(E) I, II e IV.
Comentários:
A proposição I está incorreta porque a presidência do Conselho Curador recai, atualmente, sobre
representante do Ministério do Trabalho (ou representante):
Lei 8.036/90, art. 3º, § 1º A Presidência do Conselho Curador será exercida pelo Ministro
de Estado do Trabalho e Previdência ou representante por ele indicado.
Vale destacar que, à época desta prova, a Lei do FGTS atribuía a Presidência do Conselho a representante do
então Ministério do Trabalho.
A proposição II está correta, porque, de fato, os representantes dos trabalhadores e dos empregadores são
indicados por suas centrais e nomeados pelo Ministro do Trabalho e Emprego:
Lei 8.036/90, art. 3º, § 3º Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus
suplentes serão indicados pelas respectivas centrais sindicais e confederações nacionais,
serão nomeados pelo Poder Executivo, terão mandato de 2 (dois) anos e poderão ser
reconduzidos uma única vez, vedada a permanência de uma mesma pessoa como membro
titular, como suplente ou, de forma alternada, como titular e suplente, por período
consecutivo superior a 4 (quatro) anos no Conselho.
A proposição III, também correta, é amparada no mesmo art. 3º, § 3º, visto acima.
Gabarito: (A).
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 56
[Link] 73
Segundo a Lei no 8.036/1990, com relação ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, os depósitos
efetuados nas contas vinculadas serão corrigidos monetariamente com base nos parâmetros fixados
(A) pela Receita Federal, por meio do IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado), sem a capitalização de
juros.
(B) para atualização dos saldos dos depósitos de poupança, com capitalização de juros de doze por cento ao
ano.
(C) pela Receita Federal, por meio da taxa SELIC.
(D) para atualização dos saldos dos depósitos de poupança e capitalização de juros de três por cento ao ano.
(E) para atualização dos saldos dos depósitos de poupança e capitalização de juros de seis por cento ao ano.
Comentários:
Lei 8.036/90, art. 13. Os depósitos efetuados nas contas vinculadas serão corrigidos
monetariamente com base nos parâmetros fixados para atualização dos saldos dos
depósitos de poupança e capitalização juros de (três) por cento ao ano.
Gabarito: (D).
Comentários:
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 57
[Link] 73
Gabarito: (A).
Comentários: ==2b6ab0==
Lei 8.036/90, art. 3º, § 5º As decisões do Conselho serão tomadas com a presença da
maioria simples de seus membros, tendo o Presidente voto de qualidade.
Gabarito: (C).
Comentários:
Lei 8.036/90, art. 3º, § 5º As decisões do Conselho serão tomadas com a presença da
maioria simples de seus membros, tendo o Presidente voto de qualidade.
Gabarito: (A).
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 58
[Link] 73
Comentários:
Somente as proposições I, II e III estavam corretas à época da aplicação da prova. Hoje a questão seria nula,
em face da nova redação do art. 7º, § único, da CF/88.
A alíquota do FGTS devido mensalmente, que em geral é de 8%, para os aprendizes é de 2%:
Lei 8.036/90, art. 15, § 7º Os contratos de aprendizagem terão a alíquota a que se refere o
caput deste artigo [8%] reduzida para dois por cento [2%].
Quanto às possibilidades legais de saque dos recursos da conta bancária vinculada do trabalhador, as
hipóteses citadas na proposição II constam do artigo 20, I:
Lei 8.036/90, art. 20. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada
nas seguintes situações:
I - despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e de força maior
[demissão com justa causa e pedido de demissão não permitem o saque];
(...)
Os trabalhadores avulsos têm direito ao FGTS, até mesmo pela previsão constitucional de igualdade de
direitos destes com os empregados com vínculo permanente.
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 59
[Link] 73
Com a EC 72/20131 a redação do artigo único do art. 7º da CF/88 passou a ser a seguinte:
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à
melhoria de sua condição social:
(...)
CF/88, art. 7º, parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos
os direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV,
XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as condições estabelecidas em lei e observada a
simplificação do cumprimento das obrigações tributárias, principais e acessórias,
decorrentes da relação de trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III,
IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à previdência social.
Com a publicação da LC 150 em junho de 2015, tornou-se definitivamente obrigatório tal recolhimento.
Gabarito: (B).
Comentários:
Os depósitos fundiários devem ser feitos em conta vinculada, não se admitindo pagamento direto ao
empregado (Lei 8.036/90, art. 15).
Comentários:
A Súmula abaixo reforça que serão base de cálculo mesmo quando pagas eventualmente:
1
EC 72/2013, de 02/04/2013 - Altera a redação do parágrafo único do art. 7º da Constituição Federal para estabelecer a igualdade
de direitos trabalhistas entre os trabalhadores domésticos e os demais trabalhadores urbanos e rurais.
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 60
[Link] 73
Comentários:
Havia a mencionada liberalidade do empregador para incluir o doméstico no regime do FGTS2, mas com a EC
72/2013 passou a ser direito assegurado ao doméstico. Além disso, com a nova regulamentação dos
domésticos, a LC 150 regulamentou a obrigatoriedade de recolhimento do FGTS para eles.
Comentários:
Conforme comentários anteriores. Atualmente, segundo entendimento do STF (e nova redação da SUM 362
do TST) a assertiva estaria incorreta.
2
Lei 8.036/90, art. 15, § 3º Os trabalhadores domésticos poderão ter acesso ao regime do FGTS, na forma que vier a ser prevista
em lei.
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 61
[Link] 73
LISTA DE QUESTÕES
1. FCC/TRT-11 - Analista - Área Administrativa - 2024
A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada no caso de:
I. o trabalhador permanecer dois anos ininterruptos fora do regime do FGTS.
II. aposentadoria concedida pela Previdência Social.
III. despedida com justa causa.
IV. o trabalhador ter idade igual ou superior a setenta anos.
Está correto o que consta APENAS de:
(A) I
(B) III
(C) II e IV
(D) I e II
(E) III e IV
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 62
[Link] 73
(E) Cíntia não receberá a referida multa, pois quando se aposentou não era hipótese de seu
pagamento e, agora, aposentada, sendo dispensada imotivadamente, não tem direito nem à multa
e nem ao recebimento do seguro-desemprego.
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 63
[Link] 73
(E) na proporção de 11%, inclusive horas extras, com exceção de adicionais eventuais.
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 64
[Link] 73
(C) os depósitos efetuados nas contas vinculadas do FGTS serão corrigidos monetariamente com base nos
parâmetros fixados para atualização dos saldos e depósitos de poupança e capitalizarão juros de 1% ao mês.
(D) o empregador não está obrigado a realizar os depósitos do FGTS em casos de afastamento do empregado
do trabalho por mais de dezesseis dias, tendo em vista que, nesses casos, o contrato de trabalho fica
suspenso.
(E) a conta vinculada do FGTS poderá ser movimentada em caso de falecimento do trabalhador, sendo o
saldo pago a seus dependentes, para esse fim habilitados perante a Previdência Social, segundo o critério
adotado para a concessão de pensões por morte. Na falta de dependentes, farão jus ao recebimento do
saldo da conta vinculada seus sucessores previstos na lei civil, indicados em alvará judicial, independente de
inventário ou arrolamento.
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 65
[Link] 73
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 66
[Link] 73
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 67
[Link] 73
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 68
[Link] 73
II. Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus respectivos suplentes serão indicados
pelas respectivas centrais sindicais e confederações nacionais e nomeados pelo Ministro do Trabalho e da
Previdência Social.
III. Os representantes dos trabalhadores e dos empregadores e seus respectivos suplentes terão mandato de
dois anos, podendo ser reconduzidos uma única vez.
IV. O Conselho Curador reunir-se-á ordinariamente, a cada bimestre, por convocação de seu Presidente.
Está correto o que se afirma SOMENTE em:
(A) II, III e IV.
(B) I e III.
(C) II e III.
(D) II e IV.
(E) I, II e IV.
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 69
[Link] 73
(A) da maioria absoluta de seus membros, tendo o Presidente e o Vice-Presidente votos de qualidade.
(B) da maioria absoluta de seus membros, tendo o Presidente voto de qualidade.
(C) da maioria simples de seus membros, tendo o Presidente voto de qualidade.
(D) de um terço de seus membros, tendo o Presidente voto de desempate.
(E) de um terço de seus membros, tendo o Presidente e o Vice-Presidente votos de desempate.
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 70
[Link] 73
O FGTS não se encontra, pela Constituição Federal, como direito devido aos empregados domésticos,
podendo, contudo, nos termos de lei específica, ser recolhido por liberalidade dos respectivos
empregadores.
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 71
[Link] 73
GABARITO
1. E 11. D 21. D
2. D 12. E 22. A
3. B 13. B 23. C
4. E 14. A 24. A
5. D 15. C 25. B
6. B 16. A 26. C
7. D 17. A 27. C
8. E 18. B 28. E
9. D 19. E 29. C
10. D 20. A
TRT-RJ 1ª Região (Analista Judiciário - Área Judiciária e Oficial de Justiça) Direito do Trabalho 72
[Link] 73