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Diodos: Teoria e Aplicações em Circuitos

O documento aborda os diodos, componentes eletrônicos semicondutores que permitem a passagem de corrente em um único sentido. Ele explica a teoria, funcionamento em circuitos, dopagem eletrônica, polarização e tipos de diodos, além de suas aplicações em retificação de corrente alternada para corrente contínua. Os diodos são fundamentais em eletrônica devido à sua capacidade de controlar o fluxo de corrente elétrica.

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Diodos: Teoria e Aplicações em Circuitos

O documento aborda os diodos, componentes eletrônicos semicondutores que permitem a passagem de corrente em um único sentido. Ele explica a teoria, funcionamento em circuitos, dopagem eletrônica, polarização e tipos de diodos, além de suas aplicações em retificação de corrente alternada para corrente contínua. Os diodos são fundamentais em eletrônica devido à sua capacidade de controlar o fluxo de corrente elétrica.

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Universidade Federal do Maranhão

São Luís, 05 de março de 2016.

João Luís Brandão Andrade código: 2011031662

Professor: Cândido Justino Melo

Diodos

Teoria:

É um elemento ou componente eletrônico composto de cristal semicondutor


de silício ou germânio numa película cristalina cujas faces opostas são dopadas por
diferentes materiais durante sua formação, que causa a polarização de cada uma das
extremidades. Ele é tipo mais simples de componente eletrônico semicondutor, usado
como retificador de corrente alternada entre outras aplicações.

Figura 01- exemplo de diodo

Comportamento em circuitos

O diodo é um componente elétrico que permite que a corrente atravesse-o


num sentido com muito mais facilidade do que no outro. O tipo mais comum de diodo é
o diodo semicondutor, no entanto, existem outras tecnologias de diodo. Diodos
semicondutores são simbolizados em diagramas esquemáticos. O termo diodo é por
hábito reservado a dispositivos para sinais baixos, com correntes menores ou iguais a
01 A.

Figura 02- esquemas de diodos.


O diodo funciona como uma chave de acionamento automático (fechada
quando o diodo está diretamente polarizado e aberto quando o diodo está
inversamente polarizado). A diferença mais substancial é que, quando diretamente
polarizado, há uma queda de tensão no diodo muito maior do que aquela que
geralmente se observa em chaves mecânicas (no caso do diodo de silício, 0,7 V).
Assim, uma fonte de tensão de 10 V, polarizando diretamente um diodo em série com
uma resistência, faz com que haja uma queda de tensão de 9,3 V na resistência, pois
0,7 V ficam no diodo. Na polarização inversa, acontece o seguinte: o diodo faz papel
de uma chave aberta, já que não circula corrente, não haverá tensão no resistor, a
tensão fica toda retida no diodo, ou seja, nos terminais do diodo há uma tensão de 10
V.

Num circuito de corrente alternada, para medir o valor da corrente que varia
senoidalmente usamos um diodo (ou retificador), pois ele conduz a corrente melhor
num sentido do que no outro; um diodo ideal possui resistência nula em um sentido e
resistência infinita no sentido oposto. Num circuito de corrente contínua, a função do
diodo é controlar o fluxo da corrente, permitindo que ela circule apenas em um sentido.

Figura 03- diodos num circuito elétrico

Dopagem eletrônica

Consiste num procedimento de adição de impurezas químicas a um elemento


semicondutor para transformá-lo num elemento mais condutor, porém, de forma
controlada.

O conceito de semicondutor intrínseco está relacionado ao cristal que, não


intencionalmente, possui não mais de um átomo de elemento químico estranho para
cada um bilhão de átomos do material escolhido. O teor de impureza, neste caso, é
chamado 01 ppb, ou uma parte por bilhão. Já o semicondutor dopado possui,
intencionalmente, cerca de um átomo de elemento químico desejado para cada um
milhão de átomos do material escolhido. Assim, o teor de impureza é, no semicondutor
dopado, 01ppm, ou uma parte por milhão.

Polarização do Diodo

A polarização do diodo é dependente da polarização da fonte geradora. A


polarização é direta quando o polo positivo da fonte geradora entra em contato com o lado
do cristal P(chamado de anodo) e o polo negativo da fonte geradora entra em contato com
o lado do cristal N(chamado de cátodo).

Assim, se a tensão da fonte geradora for maior que a tensão interna do diodo, os
portadores livres se repelirão por causa da polaridade da fonte geradora e conseguirão
ultrapassar a junção P-N, movimentando-os e permitindo a passagem de corrente elétrica.
A polarização é indireta quando o inverso ocorre. Assim, ocorrerá uma atração das
lacunas do anodo (cristal P) pela polarização negativa da fonte geradora e uma atração
dos elétrons livres do cátodo (cristal N) pela polarização positiva da fonte geradora, sem
existir um fluxo de portadores livres na junção P-N, ocasionando no bloqueio da corrente
elétrica.

Pelo fato de que os diodos fabricados não são ideais, a condução de corrente
elétrica no diodo (polarização direta) sofre uma resistência menor que 1 ohm, que é quase
desprezível. O bloqueio de corrente elétrica no diodo (polarização inversa) não é total
devido novamente pela presença de impurezas, tendo uma pequena corrente que é
conduzida na ordem de microampéres, chamada de corrente de fuga, que também é
quase desprezível.

Figura 04- comportamento do diodo em sua polarização direta e inversa


Tipos de diodos semicondutores

Os diodos são projetados para assumir diferentes características: diodos


retificadores são capazes de conduzir altas correntes elétricas em baixa frequência,
diodos de sinal caracterizam-se por retificar sinais de alta frequência, diodos de
chaveamento são indicados na condução de altas correntes em circuitos chaveados.
Dependendo das características dos materiais e dopagem dos semicondutores há
uma gama de dispositivos eletrônicos variantes do diodo:

Figura 05- Tipo de diodo

Usos dos diodos

O fenômeno da condutividade em um só sentido é aproveitado como um


chaveamento da corrente elétrica para a retificação de sinais senoidais [7] , portanto,
este é o efeito diodo semicondutor tão usado na eletrônica, pois permite que a
corrente flua entre seus terminais apenas numa direção. Esta propriedade é utilizada
em grande número de circuitos eletrônicos e nos retificadores.

Os retificadores são circuitos elétricos que convertem a tensão CA (AC) em


tensão CC (DC). CA vem de Corrente alternada, significa que os elétrons circulam em
dois sentidos, CC (DC), Corrente contínua, isto é circula num só sentido.

A certa altura, o potencial U, formado a partir da junção n e p não deixa os


elétrons e lacunas movimentarem-se, este processo dá-se devida assimetria de
cargas existente.

Referências:

[Link]

[Link]
[Link]

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