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Táticas de Emprego da Infantaria da Aeronáutica

O documento aborda conceitos e táticas de emprego da infantaria da aeronáutica, incluindo formações, comandos, e progressões em combate. Destaca a importância da manobrabilidade, controle de fogo e a escolha de formações baseadas na situação e terreno. Além disso, descreve as atribuições dos comandantes e as características das unidades táticas básicas.

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Táticas de Emprego da Infantaria da Aeronáutica

O documento aborda conceitos e táticas de emprego da infantaria da aeronáutica, incluindo formações, comandos, e progressões em combate. Destaca a importância da manobrabilidade, controle de fogo e a escolha de formações baseadas na situação e terreno. Além disso, descreve as atribuições dos comandantes e as características das unidades táticas básicas.

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EMPREGO DA INFANTARIA DA INTERVALO

AERONÁUTICA Intervalo é o espaço entre dois elementos


(homens, viaturas, frações) colocados na
mesma fileira e contando em passos ou em
metros

LANÇO
progressão de um homem ou de uma tropa
de um ponto a outro ou de uma linha a
COLUNA
outra. DURAÇÃO DE 3 A 5 SEGUNDOS
elementos se escalonem em profundidade
LINHA
DESDOBRAMENTO
Elementos se escalonam em largura
Fracionamento de uma coluna em várias
outras, em profundidade, em largura ou OBJETIVO
em ambas orientadas por vias de acesso ou A parte da posição inimiga ou a linha que
itinerário definidos, tendo em vista seu deve ser atingida ou conquistada por uma
próximo emprego em combate tropa. Area atribuída para aplicação dos
tiros de uma arma
DESENVOLVIMENTO
Articulação de uma tropa no terreno, com PROFUNDIDADE
a finalidade de anular ou reduzir a eficácia Espaço entre a testa e a cauda
da observação e dos fogos inimigos
RODÍZIO
DISPOSITIVO Troca de posição ou mudança de funções
Modo particular que são dispostos os entre os homens de um mesmo elemento
elementos de uma força.
TROPA EM POSIÇÃO
DISTÂNCIA Tropa que as armas estejam instaladas no
Espaço compreendido entre dois terreno, tendo em vista o cumprimento da
elementos de uma tropa que esteja em missão
coluna
UNIDADES JUSTAPOSTAS
ESCALÕES Um do lado do outro
Os elementos sucessivos de uma tropa que
UNIDADES SUCESSIVAS
esteja disposta em profundidade
Um atrás do outro
FORMAÇÃO
FORMAÇÕES DE COMBATE
Arranjo dos elementos de uma força
-PARA O COMBATE: mesmo das usadas nos
terrestre, segundo maneira prescrita
exercícios, mas no combate ela deve se
FRENTE adaptar as exigências da situação existente.
é o intervalo que medeia entre os homens Elas devem proporcionar SEGURNAÇA,
extremos da direita e da esquerda desta CONTROLE, FLEXIBILIDADE, RAPIDEZ DE
tropa MOVIMENTO E DE REAÇÃO
HOMEM BASE ou UNIDADE BASE FATORES QUE INFLUENCIAM NA ESCOLHA
Homem pelo qual os demais elementos se DAS FORMAÇÕES
orientam para manter uma determinada -A SITUAÇÃO
direção, formação ou velocidade de -O TERRENO
marcha -A VISIBILIDADE
-A VELOCIDADE DO MOVIMENTO FORMAÇÕES
-A FLEXIBILIDADE DESEJADA
COLUNA
COMANDOS
-permite o deslocamento rápido e
A VOZ é o modo de comando mais
controlado;
empregado e eficiente.
-favorece o fogo e o movimento para os
-ADVERTENCIA
flancos;
-COMANDO PROPRIAMENTE DITO
-dificulta a execução dos tiros para frente;
-EXECUÇÃO
-usada quando a velocidade e controle do
POR GESTOS: substituirão os comandos a
movimento são os fatores preponderantes,
voz quando a distancia, vento, ruido ou
como nos deslocamentos através de
qualquer outra circunstancia impeçam que
bosques, em um nevoeiro, a noite e ao
o CMT se faça ouvir.
longo de uma estrada.
SINAIS CONVENCIONADOS
POR ORDEM
PELO EXEMPLO

AULA 2-

MANEABILIDADE
-conjunto de atividades desenvolvidas
pelas pequenas frações das OM com o
objetivo de desenvolver técnicas e
procedimentos operacionais, necessários a
execução do combate

A ESQUADRA
-UNIDADE TATICA BASICA: menor elemento LOSANGO
capaz de realizar uma ação
-melhor relacionamento do CMT e seus • permite um bom controle;
subordinados pelo tamanho reduzido,
• provê segurança em todas as
comandos a viva voz na cena de combate
direções;
-Normalmente 1 CABO E 3 SOLDADOS
• proporciona bastante flexibilidade;
-cmt: fuzil e pistola, 1 escl: fuzil, 2 escl: fuzil
e CRS, 1 Atdr: mag e pistola • facilita a execução do tiro em
qualquer direção;
FORMAÇÕES DE COMBATE
Fatores de influenciam na escolha das • é usada quando não existem dados
formações de combate: exatos sobre a situação do inimigo,
-situação, ação do inimigo, e o terreno e a visibilidade
-o terreno, favorecem a dispersão
-as condições meteorológicas (visibilidade),
-a velocidade de progressão desejada,
-e o grau de flexibilidade pretendido.

-Formações e comandos por sinais e gestos


capacitam os cmt a controlar o fogo e
movimento de suas frações durante a
aproximação e assalto a uma posição
inimiga
LINHA dos fogos de apoio
desejados;
• proporciona o máximo poder de
fogo para a frente; 2. possuir bons
campos de tiro
• dificulta o controle;
para frente;
• é usada quando a posição e o
3. dispor de cobertas
efetivo do inimigo são conhecidos,
e abrigos naturais
durante a execução do assalto e a
apropriados; e
limpeza do objetivo, e para cruzar
pequenas áreas abertas. 4. permitir o controle
de tiro pelos
comandantes de
Esq e do GC.

Na ofensiva:

1. Uma base de fogos cobre e


CUNHA protege com seus tiros, o
avanço das unidades de
• é normalmente a formação básica assalto;
da Esq;
2. Um grande volume de
• facilita o controle; fogos desencadeado de
surpresa, de uma direção
• permite boa flexibilidade e
não esperada, tem um
capacidade de manobra; e
efeito físico e psicológico
• permite o fogo imediato em todas muito maior do que os
as direções e possibilita boa fogos desencadeados de
segurança ao grupamento. uma posição conhecida

3. Escolher uma posição que


permita o tiro de flanco ou
oblíquo sobre a posição
inimiga;

4. O objetivo da Esq em base


de fogos, na ofensiva, é
atingido quando ele realiza
os seguintes
EMPREGO DA METRALHADORA procedimentos:

DESENCADEAMENTO DOS FOGOS a. um grande


-Requisitos de uma posição de tiro: Na volume de fogo
ocupação de uma posição de tiro para a distribuído é
Esq, devem ser satisfeitos os seguintes desencadeado
requisitos:
sobre a posição
inimiga, de forma
1. permitir o a obter
desencadeamento superioridade de
fogos;
NA DEFENSIVA

[Link] de tiro básica, cada setor de tiro


individual deve abranger todo setor de tiro
da esq.

FOGOS COM VISIBIIDADE REDUZIDA

FUZIL:
[Link]ção do tiro por suporte simples
para a arma

GRANADA DE BOCAL

[Link] que se construa um suporte para


amarrar o seu campo de atuação
2. Devem preferir principais vias de acesso
dos inimigos

GRUPO DE COMBATE

SGT COMANDANTE DO GC

1. Comandar o GC, emitindo os


comandos para o cumprimento da
missão;

2. Empregar e controlar o GC,


conduzindo o tiro e a manobra da
fração;

3. Impulsionar as Esquadras na
ofensiva;

4. Selecionar a posição dos homens


na Def;

5. Supervisionar atividades de Mnt


do seu GC;

6. Conduzir o tiro da Mtr MAG FN


7,62mm, do Pel, quando
necessário.

CB /S1 COMANDANTE DAS ESQUADRAS

1. Comandar a Esq;
2. Controlar a manobra,
posicionamento do pessoal e
execução dos fogos da Esq;

3. Coordenar os fogos da Esq;

4. Conduzir, além de seu material de


dotação, 2 carregadores de HK
com 40 cartuchos cada;

5. Estar ECD assumir o GC e operar a


MAG 7,62.

SD ESCLARECEDORES E ATIRADORES
EM COLUNA
1. Cumprir as ordens do Cmt GC e da
Esq; Adotada em terreno que restringe
formação mais dispersa (trilhas, passagens
2. Adestramento voltado para estreitas, etc) ou em situações de
combate coletivo; visibilidade reduzida;
3. Sd 3° Esc - Granadeiro; Facilita o controle;
4. Sd 2° e 4° Esc – conduzem e Proporciona rapidez de movimento;
operam os CSR;
Como desvantagem, apresenta pouca
5. Atiradores – conduzem e operam dispersão;
o FZ Mtr (possuem um maior
número de munição 5,56 mm), As equipes adotarão, obrigatoriamente, a
identificando e realizando os fogos formação em coluna;
sobre os alvos determinados; Normalmente 10 (dez) passos entre os
6. Cb Aux devem estar ECD assumir homens e 20 metros entre as equipes
GC; (podem ser reduzidas pela limitação da
visibilidade).
7. Sd Esc devem estar ECD assumir a
Esq e a missão dos Atiradores;

Atrd devem estar ECD desempenhar a


função dos Esclarecedores.

FORMAÇÃO DO GC

Distâncias normalmente de 10 passos


entre os homens e de 20 a 50m entre as
equipes;

FORMATURA DO GC

• Coluna por um, na distância de um


braço entre os homens; EQUIPES SUCESSIVAS

• Formação adotada na formatura O Cmt Esq é o vértice da cunha, permitindo


diária do PEL INFAER servir de base para os movimentos, bem
como proporciona bom controle;
10 (dez) passos entre os homens e 20 a 50 Adotada quando o movimento é realizado
metros entre as equipes. em uma trilha larga ou estrada;

Formação mais comumente adotada


quando não há fatores que determinem a
utilização de outra;

Adotada nos reconhecimentos e quando há


necessidade de apoio entre equipes;

Boa dispersão, bom controle, bom volume


de fogo à frente e nos flancos, grande
flexibilidade e apoio mútuo entre as
equipes;
EQUIPES EM LINHA

Transposição de cristas, estradas ou locais


de passagem obrigatória sujeitos ao fogo e
à observação do inimigo;

Apresenta máximo poder de fogo à frente,


sendo por isso, a formação mais adequada
para o assalto;

EQUIPES JUSTAPOSTAS
PELOTÃO DE INFANTARIA
Equipes em cunha modificada;

10 (dez) passos entre os homens e 20 a 50


metros entre as equipes

Adotada para a progressão quando a


localização do inimigo é conhecida e se
deseja bom volume de fogo à frente;

Bom controle, segurança à frente e nos


flancos, boa dispersão e bom volume de
fogo à frente;

EQUIPES JUSTAPOSTAS MODIFICADA

Restrições do terreno não forem tão


ATRIBUIÇÕES
grandes que obriguem a adoção da
formação em coluna; COMANDANTE
Responsabilizar-se pela disciplina e bem-
Também chamada de coluna por dois;
estar da tropa, instrução dos homens,
adestramento da fração, comando e
controle, emprego tático e manutenção do
material de dotação distribuído aos seus
homens.

Realizar suas tarefas por meio de um


planejamento detalhado, tomando
decisões, distribuindo missões e
supervisionando a execução de suas
ordens. Para tanto, é imperativo que o
comandante conheça bem os seus homens,
suas armas e a melhor forma de empregá-
los em combate

• Inteirar-se da situação tática, em


todos os momentos, e estar
presente em local de onde possa
intervir no combate.

• Comandar a fração, acionando seus


auxiliares: Sgt Adj, Cmt SçCmb e
demais elementos em apoio

ADJUNTO

• É substituto eventual do
Comandante do Pelotão.

• Auxilia o Cmt Pel em suas tarefas.

• Coordena os trabalhos da turma de


comando.

• Coordena o remuniciamento e o
ressuprimento do Pel.

• Coordena a evacuação dos feridos


e PG para a retaguarda

• Coordena as demais atividades


logísticas no âmbito do Pel

FORMAÇÕES
lanço demora de 3 a 5 segundos, tem que
ser rápido
marcha do papagaio, passos curtos sem
conseguir levar um pé muito a frente

TIPOS DE PROGRESSÃO

PROGRESSÃO CONTUNUA

normalmente coluna por 2, pode ser por 1


maior velocidade, menor possibilidade de
contato com o inimigo Bizu: saber Tabela

PROGRESSÃO PROTEGIDA

maior possibilidade de contato com o


inimigo
menor velocidade
tem que fazer as seguranças para todas as
Eixo de aproximação
direções
Linha da pior hipótese(LPH): até onde o
PROGRESSÃO POR LANÇOS
inimigo pode chegar

Linha de provável emprego(LPE): muito


provável que encontre o inimigo

avança frações da tropa enquanto a outra


faz a segurança da primeira
uso quando é iminente o contato com o
inimigo
feito com fogos quando é visto o inimigo
feito sem fogos quando se suspeita a vista
do inimigo
próximo do meu objetivo
2 tipos: PELOTÃO DE APOIO DE FOGO
-sucessivos(um faz a base de fogos do
outro até que fiquem alinhados) e
alternados(base de fogos até que a troca
que esta atras vá a frente)
2. Mensagem + meio de transmissão
3. Receptor+ equipamento

Rede rádio

Conjunto de estações rádio, de mesma


característica, operando nas mesmas
frequências e coordenado por um deles,
chamado posto diretor da rede ou
estação controladora da rede.
Cada rede rádio deve possuir, no mínimo,
MISSÕE E OBJETIVO duas frequências privativas, uma principal
e uma alternativa
MTR PESADA
empregadas para bater objetivos como As Unidades de Segurança e Defesa
pessoal desabrigado (sobretudo em deverão dispor de frequências próprias
formação cerrada ou em profundidade em para emprego de tropa em atividades
relação ao eixo de tiro). operacionais distintas daquelas
Alcance efetivo de 1800m desenvolvidas na rotina da Segurança das
Instalações
CRS
Tipos de equipamento
Atuar em ação conjunta no ataque
(controle centralizado), alcançando alvos Rádios fixos
em profundidade e proporcionando • Normalmente instalado nas
proteção AC para a Infantaria Leve. estações controladoras
Alcance efeitvo de 300m • Alimentados por fonte externa
• Elevado alcance devido a
-Alvos apropriados: CC e vtr blindadas, potência de transmissão
arma coletiva, etc Rádios portáteis
DESLOCAMENTO • Também denominados
Todo patrulheiro deve se preocupar coma
equipamentos manpack
execução de três atividade simultâneas: • São alimentados por fonte de
energia própria (baterias
progressão, ligação e a observação
recarregáveis)
ALTOS • Empregado por tropas
desdobradas no terreno
CONGELAR: IMOVEIS E AGACHADOS, Equipamentos ultra portáteis
OBSERVANO E OUVINDO A SITUAÇÃO
• São rádios transceptores
EM SERGURANÇA: APROVEITA COBERTAS E utilizados por patrulhas a
ABRIGO EXISTENTES pé, equipes de reação e
GUARDADO: IMOVEIS E AGACHADOS, postos fixos
OBSERVANDO E OUVINDO A SITUAÇÃO • São alimentados por fonte
QUE SE APRESENTA de energia própria
COMUNICAÇÃO • Empregados para
comunicação a pequenas
Elementos essenciais:
distâncias devido sua baixa
1. Emissor + equipamento
potência de transmissão
Também denominados hand-talk (HT) b. Eq. Fixos: Central de
Comunicações/CVE
Equipamentos repetidores
c. Estações Repetidoras: De
• Conjunto de dois rádios
acordo com a localidade.
transceptores utilizados para
amplificar a potência das estações d. Reserva técnica de 20% de
portáteis, veiculares e todos os equipamentos e
ultraportáteis, e eliminar possíveis acessórios
áreas de sombra.
É recomendável que as USEGDEF
• Têm suas antenas posicionadas em disponham, no mínimo, dos
locais altos. Também são seguintes equipamentos:
conhecidos como “Estações
Repetidoras” ou “Repetidoras”.

Sistemas de redundância

1- Telefonia b. Eq. fixo: 01 fixo para os


2- Celular desdobramentos do GSD
3- Telefonia de campanha c. Eq. Veiculares: 01 para cada
4- Sinais e gestos: lanterna, apito, viatura operacional
painéis, etc d. Estação Repetidora: 01 para os
Composição dos equipamentos rádios desdobramentos do GSD
Transceptor, antena, microfone, fonte de e. Reserva técnica de 20%
alimentação (para equipamentos fixos) ou
bateria (para equipamentos portáteis e PROCEDIMENTOS PARA USO DO EQ.
ultraportáteis); e alto-falante ou fone de RADIO
ouvido.
O código de chamada ou indicativo rádio é
Requisitos eq. Rádio uma combinação de palavras e fonemas
(letras ou algarismos) utilizados para
É determinante que os equipamentos rádio
identificar a estação
destinados à SEGDEF apresentem
características específicas, voltadas ao
emprego militar

Distribuição dos Eq. Rádio

A distribuição de equipamentos de
comunicação para a Segurança das
Instalações deverá constar no Anexo de
Comunicações do PSOD.

a. Eq Ultraportáteis: OD, ADJ


• Deve-se utilizar o alfabeto fonético
OD, Cmt da Guarda, Cb da
quando for necessária a
Guarda, Equipe de Reação,
transmissão de palavras de difícil
Sentinelas fixas e móveis,
compreensão, de abreviaturas ou
Equipes de Ronda e
de grupos de letras e algarismos.
patrulha
• O operador deve aguardar que a d) transmissões supérfluas
rede esteja livre para iniciar sua (desnecessárias,
transmissão e falar ao microfone exageradas ou
mantendo uma distância de cinco a particulares) ou falsas.
dez centímetros. SEGURANÇA DAS COM. RÁDIO

• Nos casos de mensagens longas, Segurança física dos meios: evitar o acesso
elas devem ser transmitidas em de pessoal não autorizado a equipamentos
trechos intercalados pela e documentos.
indagação: “COPIADO?”. Segurança da exploração: medidas para
Ao receber um equipamento, o operador impedir ou dificultar que o inimigo ou os
deve realizar um teste de funcionamento: elementos adversos obtenham
perguntando pela clareza e intensidade de informações por intermédio da exploração
seus sinais. das transmissões rádio.

Oficial de dia: “CHALIE – CHALIE, AQUI Segurança eletrônica das transmissões:


OSCAR DELTA” consiste da utilização de sistemas e
equipamentos eletrônicos que dificultem
Central de Com: “OSCAR DELTA, AQUI as atividades de MAGE do oponente.
CHALIE-CHALIE, PROSSIGA”
• A comunicação rádio no SISDE
Oficial de dia: “CHEQUE RÁDIO” deve, preferencialmente, possuir
Central de Com: “OSCAR DELTA, CINCO sistemas de segurança eletrônica,
BARRA CINCO” tal como a criptografia de voz, salto
de frequências ou transmissão por
salvas.

• As mensagens rádio devem ser as


mais curtas possíveis, o que
implicará em curto tempo de
As chamadas podem ser feitas de forma transmissão, dificultando as
simples (estação para estação), múltipla atividades de MAGE do oponente
(uma estação para determinadas estações)
• As mensagens devem fazer o maior
e geral (uma estação para todas as
uso possível de codificações para
estações).
mascarar e diminuir o conteúdo
PRÁTICAS PROIBIDAS: das [Link]: Códio Q

a) uso de palavras obscenas; • O emprego da mínima potência de


transmissão necessária é uma
b) discussão de assuntos medida de proteção eletrônica
sigilosos sem o devido (MPE) que deve ser buscada.
sistema de segurança
(criptografia); • Utilizar autenticações para
identificar positivamente as
c) disfarce de mensagens por estações que transmitem e
meio de paráfrases; Ex: “O recebem mensagens
DELEGADO ESTÁ NA PRESCRIÇÕES RÁDIO
DELEGACIA” – para dizer
que OD está no Corpo da a) Rádio livre: nenhuma restrição ao
Guarda tráfego de mensagens;
b) Rádio restrito: somente podem ser SEG/DEF. A segurança eletrônica
transmitidas às mensagens para consiste da utilização de sistemas e
estabelecimento de redes, as urgentes e as equipamentos eletrônicos
urgentíssimas; que dificultem as atividades de GE do
oponente.
c) Silêncio rádio: somente autorizada a
escuta; e CODIGO Q
d) Silêncio rádio absoluto: equipamentos INDICATIVOS DE CHAMADA
rádio desligados.
são combinações de caracteres ou
MACT palavras pronunciáveis que identificam
um posto rádio, um comando, uma
CONCEITUAÇÕES autoridade ou uma Unidade.
Area de sombra: área dentro do alcance de cada rede recebe um indicativo e cada
um equipamento radio, onde a propagação posto da rede recebe outro indicativo
de ondas é bloqueada por obstáculos específico
físicos Os indicativos de chamada devem ser
RADIO TRANSCEPTOR: mudados em intervalos de tempo
Equipamento rádio que realiza, dentro aleatórios.
de um mesmo chassi, funções tanto de
transmissão como de recepção,
utilizando componentes de circuito DEVERES DO RADIOPERADOR
comuns para ambas funções.
A comunicação por voz via rádio possui Antes de iniciar a comunicação, o radio
como elementos essenciais o operador deve verificar o estado do
equipamento, certificando-se de que
equipamento, o operador e a mensagem.
está em boas condições de uso e
São assim chamados essenciais, pois na devidamente sintonizado na frequência
falta de um deles a comunicação não é de operação.
possível.
Observar que uma comunicação
GENERALIDADES deficiente, ou mesmo sua interrupção,
Segurança das comunicações: impedir pode ser devido a:
pessoas não autorizadas a terem acesso a) Afastamento excessivo entre os
a informações importantes. postos;
A segurança das comunicações baseia- b) Má localização de um ou mais postos
se na segurança física dos meios, na da rede;
segurança da exploração e na segurança c) Terreno desfavorável;
eletrônica das transmissões. d) Ruídos ou interferência;
A segurança física tem por objetivo e) Potência insuficiente do transmissor;
evitar o acesso de pessoal não f) Equipamento defeituoso;
autorizado a equipamentos e g) Antena inadequada ou mal apontada;
documentos. A segurança da exploração h) Frequência inadequada;
compreende as medidas para impedir ou i) Atuação da guerra eletrônica (GE)
dificultar que o inimigo ou os elementos inimiga.
adversos obtenham informações por RADIOPROPAGAÇÃO
intermédio da exploração das
transmissões rádio pelas forças de FAIXAS DE FREQUENCIA
HF-alta frequencia
VHF-muito alta frequencia geral, em enlaces obstruídos, quanto
mais próximo ao topo do obstáculo,
UHF- ultra alta frequencia maior é o sinal
Nas comunicações as principais são HF, recebido.
VHF E UHF
O alcance médio de utilização nas
faixas de UHF/VHF é função da
potência, da frequência, do relevo e
vegetação e das obstruções naturais e
artificiais. Na faixa de HF o alcance
médio de utilização, além dos fatores já
citados anteriormente para as faixas de
UHF/VHF, sofre a influência da
ionosfera. MECANISMOS DE PROPAGAÇÃO

A atenuação nos enlaces Os mecanismos de propagação básicos


rádio é função dos seguintes fatores: em meios naturais são: onda terrestre e
distância entre as antenas, frequências onda espacial.
de operação, tipo de Na propagação por onda terrestre o solo
solo, obstáculos e vegetação no age como um condutor, ou guia, para as
percurso e a atmosfera. ondas de rádio, A condutividade do solo
está associada à quantidade de água
A atenuação da intensidade do sinal, presente e à salinidade.
além do valor previsto em espaço livre, A onda espacial é característica dos
e a alteração da trajetória em linha reta, enlaces em HF por ondas ionosférica e
observada nos enlaces rádio em da ligação terra satélite. a ionosfera,
ambientes naturais, são decorrentes uma região da atmosfera localizada
dos seguintes fenômenos: reflexão, entre 50 a 400 km acima da
refração, difração, espalhamento e superfície da terra, exerce um efeito de
absorção. curvatura na frente da onda de rádio,
podendo produzir o retorno de um raio
REFLEXÃO-O efeito da reflexão é a
originado na superfície para um outro
alteração da trajetória retilínea da onda,
ponto situado entre dezenas de km até
além da introdução de uma
cerca de 4000 km.
atenuação adicional. A reflexão pode
ser usada como forma de se contornar O comportamento da ionosfera é
um obstáculo, basicamente controlado pela atividade
empregando-se refletores para conduzir solar.
a onda para a direção desejada Assim, as condições de propagação via
onda ionosférica dependem da hora do
REFRAÇÃO-O efeito da refração é o dia e época do ano, podendo apresentar
encurvamento das ondas de rádio, variações profundas em curto espaço de
aproximando-as ou tempo. Os parâmetros que
afastando-as da superfície da Terra. afetam a propagação das ondas de rádio
DIFRAÇÃO-quando uma onda de por onda ionosférica são:
rádio incide em a) frequência de operação;
um obstáculo (elevação ou edificação), b) potência de transmissão; e
surge um efeito de iluminação “atrás” c) atividade solar.
do obstáculo. Em
Dados dois pontos afastados entre si, a Redes-Rádio da Infantaria da
máxima frequência que “retorna” à terra Aeronáutica :
estabelecendo o enlace é denominada • Rede Longo Alcance (RLA) –
MUF (Máxima Frequência de Destina-se ao enlace entre a tropa no
Utilização). As frequências terreno e o escalão
acima da MUF atravessam a ionosfera. superior. Normalmente utilizam-se
equipamentos HF.
A menor frequência que permite o
• Rede Terra-Ar (RTA) – destina-se
estabelecimento de um enlace, para um
ao enlace entre a tropa de superfície e os
dado valor de potência irradiada,
diferentes meios aéreos envolvidos na
denomina-se LUF (Menor Frequência
operação. Normalmente utilizam-se
de Trabalho )
equipamentos VHF/AM.
Como frequência de operação
• Rede Interna da Tropa (RIT) –
recomenda-se um valor cerca de 80% da
destina-se ao enlace interno das
MUF, conhecida como FOT
subunidades e frações da tropa.
(Frequência Ótima de Trabalho ).
Normalmente utilizam-se equipamentos
VHF/FM.
Cada uma destas redes rádio operam em
frequências diferentes das demais, a fim
de evitar o congestionamento de
mensagens nas situações de emergência.
Cada rede rádio deve possuir, no
mínimo, duas frequências privativas,
uma principal e outra alternativa.
METEROLOGIA
O terreno e as condições meteorológicas
constituem um FATOR DE DECISÃO
importantíssimo para todas as operações
militares.
EQUIPAMENTOS RADIO Essas CONDIÇÕES FISICAS afetam
diretamente as operações, os sistemas e o
Os sistemas de comunicação rádio intra- pessoal envolvidos e podem constituir
instalação, normalmente, utilizam-se limitações as opções de combate
das bandas UHF ou VHF, apresentando disponíveis ao comando.
como limites a linha de visada da antena CREPUSCULO: é o brilho do dia antes
e a potência de transmissão. Eles podem do nascer do sol ou depois do pôr do
incluir equipamentos fixos, veiculares, sol
portáteis e repetidores.
PLANO DE COMUNICAÇÕES E ICMN: Início do crepúsculo matutino
REDE-RADIO náutico
O planejamento das comunicações ICMC: início do crepúsculo matutino
(rádio, telefônica, sinais, etc.) para as civil
ações de SEG/DEF pode constar do
parágrafo COMANDO, CONTROLE E
COMUNICAÇÕES ou de um Anexo do
Plano de Segurança e Defesa.
REDE-RADIO E NORMAS DE
ORPERAÇÕES DO POSTO-RADIO
Névoa úmida: Umidade igual ou maior
de 80%, formado em altitudes mais
elevadas e tem uma visibilidade de 1 a
5 km.
Nevoeiro: apresenta umidade sempre
acima de 90%, acontece no nível do
chão e só permite enxergar a até 1 km
VENTOS
Vento é gerado pela movimentação do ar quente
FCVN: final do crepúsculo vespertino que sobe e o ar frio que desce na atmosfera.
náutico
A direção e a velocidade do vento tem
FCVC: final do crepúsculo vespertino influencia sobre o emprego de
civil fumígenos, de agente QBN e sobre
operações aeromóveis ou
aerotransportadas.

Importância do crepúsculo:
-podem determinar o início e o fim das
operações ou ações táticas
-determinam o nível de visibilidade
-influencia na camuflagem
-necessidade de equipamentos
especiais CHUVAS
-Tem grande influência sobre o estado
do terreno, a observação, as tropas e o
funcionamento de alguns
A LUA
equipamentos, materiais e
armamentos.
-Impacto negativo no pessoal.
-Riscos provocados por raios
-Transitabilidade do terreno.
TEMPERATURA
GRADIENTE TERMICO
-INVERSÃO: a temperatura aumenta
-lua nova com a altitude, a velocidade dos vento
-crescente é pequena e o ar estável, com poucas
-quarto crescente correntes, permite a utilização de
-crescente gibosa agentes QBN e favorece o lançamento
-lua cheia de “cortinas de fumaça”
-minguante gibosa -NEUTRALIDADE: a variação da
-quarto minguante temperatura com a altitude é pequena
-minguante ou nula e o ar é moderavelmente
estável
Ciclo de 29, 5 dias -LAPSE: a temperatura diminui a
medida que a altitude aumenta e o ar
torna-se instável, não favorece o deve ser inferior a 1,20m
lançamento de agentes QBN e o -ADEQUADO: Cursos d’água, lagos,
lançamento de cortinas mas, sim, de pântanos, zonas alagadiças, que
tetos fumígenos. possam ser vadeados ou atravessados
em qualquer lugar ou que sejam de
O RELEVO inexpressiva largura ( < 1,5m). A
RELEVO SEGUNDO A SUA DECLIVIDADE
profundidade (< 0,6m) e a velocidade
0% a 10%(0 a 6 graus): adequado para
da correnteza não devem impedir a
qualquer tropa
travessia
10% a 30%(6 a 17graus): restritivo para
viaturas sobre rodas e adequado para METAR
viaturas com lagartas (carros de
combate) FM261800: FROM(a partir de)+dia.
30% a 45%(17 a 26 graus): muito Todas as condições dadas antes do
restritivo para viatura sobre rodas e grupo FM serão substituídas pelas
lagartas e restritivo para tropas a pé novas condições previstas.
Mais de 45%(mais de 26 graus):
BECMG 1400/1402: Indica uma
impeditivo pra viaturas sobre rodas e
mudança gradativa para as condições
lagartas e restritivo para tropas a pé.
previstas período de 1400/1402. Este
A VEGETAÇÃO período em nenhum caso pode exceder
RESTRIÇÕES IMPOSTAS PELA VEGETAÇÃO de 4 horas. As condições dadas após
-IMPEDITIVO: Grupo de árvores que BECMG deverão prevalecer a partir da
impeçam o emprego de forças hora de término da modificação até o
blindadas ou dificultem o movimento de fim do período de validade do TAF.
tropas a pé
-RESTRITIVO: Árvores espaçadas com TEMPO 1018/1024: indica flutuações
reduzido diâmetro que restrinjam o temporárias nas condições que podem
movimento de forças blindadas ocorrer a qualquer momento durante
-ADEQUADO: Árvores com diâmetros período de 1018/1024. As condições
reduzidos e espaçadas não interferindo dadas são esperadas durarem menos
no emprego de viaturas ou tropas a pé que uma hora em cada situação.

HIDROGRAFIA PROB30 1104/1106: será usado para


RESTRIÇÕES IMPOSTAS PELA indicar a porcentagem da probabilidade
HIDROGRAFIA de ocorrência do fenômeno previsto,
-IMPEDITIVO: Cursos d’água, lagos, que seja considerado significativo para
pântanos, zonas alagadiças, que não as operações e somente poderá ser
possam ser vadeados ou atravessados 30% ou 40%. O grupo PROB sera
com o apoio de pontes lançadas de sempre eguido pelo grupo dia/hora
viaturas blindadas pela engenharia (1104/1106) ou por um grupo de
militar. Margens verticais, de superfície mudança.
firme, que possam deter os carros de
combate, assim como correnteza com RMK: A abreviatura RMK indica o
velocidade elevada e profundidade que código do previsor que confeccionou o
apresente desvantagens significativas TAF.
para o emprego de viaturas blindadas
-RESTRITIVO: Cursos d’água, lagos,
pântanos, zonas alagadiças, que
possam ser vadeados ou atravessados
com o apoio de pontes lançadas de
viaturas blindadas pela engenharia
militar em vários locais (mas não em
toda a extensão considerada). A
velocidade da correnteza deve ser
pequena (< 1,5 m/s) e a profundidade

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