INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO DO KILAMBA KIAXI Nº 8056
Trabalho em grupo
Tema:
INSTALAÇÃO DE UM SISTEMA PREDIAL DE ABASTECIMENTO
DE ÁGUA
Docente
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Luanda, 2025
INSTALAÇÃO DE UM SISTEMA PREDIAL DE ABASTECIMENTO
DE ÁGUA
Trabalho de investigação em grupo
apresentado ao professor de
Organização e Gestão de empresas
como prova do professor do primeiro
trimestre
FIXA TÉCNICA
Sala: Lab. OCC
Turma: OCC12AT
Turno: Tarde
Disciplina: OGI
INTEGRANTES DO GRUPO
Nº Nomes Nota
04 Alberto Ngola
06 Antónia Domingos
22 Joyce Kintuidi
24 Jurelma Komba
26 Leonardo Matias
30 Mateus Congo
31 Miguel da Silva
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AGRADECIMENTOS
Acima de Tudo, A Deus pelo milagre da Vida
Agradecemos ao professor, Beltrano de Cicrano por todo conhecimento e auxílio durante a
elaboração do mesmo. Agradecemos também, ao professor, Cicrano Beltrano, por se
mostrar disponível em todo o processo de elaboração do presente trabalho e por sempre
sanar nossas dúvidas. A participação dos dois professores foi fundamental para
conseguirmos realizar o projeto.
Aos nossos pais, que apesar de todas as dificuldades que enfrentamos no dia a dia nunca
desistiram da nossa formação. A todas as pessoas que de forma direta ou indireta ajudaram-
nos a tornar possível este sonho.
O nosso Muito Obrigado!
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ÍNDICE
INTRODUÇÃO___________________________________________________________5
Conceitos teóricos_________________________________________________________6
Tipos de sistemas de abastecimento de água_____________________________________6
Sistema directo______________________________________________________6
Sistema indireto_____________________________________________________8
Sistema misto_______________________________________________________9
Principais materiais utilizados_______________________________________________11
Etapas para a resolução do problema (passo a
passo)______________________________12
CONCLUSÃO___________________________________________________________14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS_________________________________________15
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INTRODUÇÃO
A falta de abastecimento de água nos balneários do IPIKK tem gerado impactos
negativos na rotina dos alunos e colaboradores, comprometendo a higiene, o conforto e a
funcionalidade do ambiente escolar. Diante da necessidade urgente de uma solução
eficiente e duradoura, foi solicitada a intervenção de nossa empresa de construção civil para
resolver esse problema.
A nossa empresa chamada NewBuild que é uma empresa de grande porte, com
estrutura organizacional departamentalizada, o que nos permite atuar com precisão e
especialização em diferentes áreas técnicas da engenharia civil. O Departamento de
Hidráulica, responsável por projetos e instalações de sistemas prediais de água, assumirá
integralmente este desafio. Nossa missão será projetar, dimensionar e instalar um sistema
predial de abastecimento de água que atenda de forma segura, eficiente e sustentável às
demandas dos balneários escolares.
Este trabalho apresenta a abordagem técnica adotada, os critérios de
dimensionamento, os materiais propostos e as etapas de execução, com o objetivo de
garantir o pleno funcionamento dos balneários e contribuir para a melhoria das condições
sanitárias da instituição.
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Conceitos teóricos
Antes de iniciar com a resolução do problema em si, iremos apresentar alguns conseitos
teóricos sobre o tema em análise e também conhecer um pouco mais sobre a sua
divercidade, componentes e as diversas formas de implementação e funções.
Sistema Predial de Abastecimento de Água: Conjunto de tubulações, conexões,
reservatórios e equipamentos instalados em uma edificação com o objetivo de distribuir
água potável de forma segura e contínua aos pontos de consumo.
As normas técnicas da ABNT são fundamentais para garantir segurança, eficiência e
conformidade nos sistemas hidráulicos prediais. A ABNT NBR 5626 trata das instalações
prediais de água fria, estabelecendo critérios para projeto, execução, manutenção e
operação, incluindo dimensionamento de tubulações, reservatórios e dispositivos de
controle. Já a ABNT NBR 10844 regula os sistemas de esgoto sanitário, definindo
exigências para coleta, transporte e descarte adequado dos efluentes, prevenindo
contaminações e assegurando higiene. Por fim, a ABNT NBR 15527 orienta o
aproveitamento da água de chuva para fins não potáveis, como descarga de vasos sanitários
e irrigação, promovendo sustentabilidade e economia hídrica, especialmente em projetos
que integram soluções ecológicas. Essas normas se complementam e são essenciais para
qualquer projeto hidráulico bem estruturado.
Tipos de sistemas de abastecimento de água
Existem diversos tipos de sistemas de abastecimento de água predial, e a escolha depende
de fatores como altura da edificação, pressão da rede pública, demanda de água e espaço
disponível. Aqui estão os principais tipos:
Sistema Direto
Sistema Indireto
Sistema Misto
O Que É o Sistema Direto?
O sistema direto é aquele em que a água da rede pública é distribuída diretamente para os
pontos de consumo (torneiras, chuveiros, vasos sanitários etc.), sem passar por
reservatórios intermediários.
Este sistema é mais indicado para edificações simples e com baixa demanda hídrica, como
residências térreas ou com até dois pavimentos, onde a pressão da rede pública é suficiente
para atender todos os pontos de consumo sem necessidade de reservatórios intermediários.
Também é adequado para pequenos comércios que não exigem grandes volumes de água ou
controle rigoroso de abastecimento. Sua aplicação é viável principalmente em regiões onde
a rede pública é confiável, com fornecimento contínuo e pressão constante, garantindo
funcionalidade sem comprometer o conforto ou a eficiência do sistema.
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Imagine uma casa térrea em Luanda com boa pressão da rede pública. A água entra pela
tubulação principal, passa por um hidrômetro, e é distribuída diretamente para os pontos de
consumo. Não há caixa d’água. Se a empresa de abastecimento cortar o fornecimento, a
casa fica sem água imediatamente.
O sistema direto de abastecimento de água, que utiliza a pressão da rede pública para
alimentar diretamente os pontos de consumo, não é recomendado em situações onde essa
pressão é instável ou intermitente, pois compromete a regularidade do fornecimento.
Também deve ser evitado em edificações com mais de dois andares, já que a pressão pode
não ser suficiente para atender os pavimentos superiores. Em locais que exigem reserva
estratégica de água, como hospitais e escolas, o sistema indireto com reservatórios é
essencial para garantir autonomia em caso de interrupções. Além disso, projetos que
demandam controle rigoroso de consumo ou práticas de reuso de água exigem sistemas
mais complexos e monitoráveis, o que torna o sistema direto inadequado.
Este sistema apresenta as seguintes caracteristicas técnicas:
Fonte de abastecimento: rede pública de distribuição.
Pressão: depende exclusivamente da pressão fornecida pela concessionária.
Distribuição: feita por tubulações que saem da entrada da água e vão direto aos
pontos de uso.
Reservatórios: não há reservatórios superiores ou inferiores (exceto em casos
específicos de apoio).
Controle de fluxo: pode incluir válvulas de pressão, registros e dispositivos de
proteção contra refluxo.
Vantagens
Custo inicial mais baixo: menos materiais e mão de obra.
Instalação simplificada: menos complexidade hidráulica.
Menor espaço ocupado: não exige caixas d’água ou bombas.
Menor risco de contaminação: evita estagnação da água em reservatórios.
Desvantagens
Dependência total da rede pública: se houver interrupção ou queda de pressão, o
abastecimento é comprometido.
Variação de pressão: pode afetar o conforto no uso (ex.: chuveiros fracos).
Não atende edificações altas: a pressão da rede não é suficiente para prédios com
muitos andares.
Não permite reserva de emergência: em caso de falha no fornecimento, não há água
armazenada.
Requisitos de Projeto
Pressão mínima da rede: geralmente entre 10 a 15 m.c.a (metros de coluna d’água).
Tubulação dimensionada para evitar perdas de carga excessivas.
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Dispositivos de proteção: válvulas de retenção, ventosas, registros de gaveta.
Normas técnicas: segue orientações da ABNT NBR 5626 (Instalação predial de
água fria).
O Que É o Sistema Predial Indireto?
É o sistema em que a água proveniente da rede pública é primeiro armazenada em
reservatórios (inferior e/ou superior) antes de ser distribuída aos pontos de consumo. A
distribuição ocorre por gravidade ou por bombeamento, garantindo abastecimento mesmo
quando há falhas na rede pública.
Este sistema é amplamente utilizado em edificações que exigem maior autonomia, controle
e confiabilidade no fornecimento hídrico. Prédios residenciais e comerciais, por exemplo,
dependem de reservatórios superiores para garantir pressão adequada nos pavimentos mais
altos. Já escolas, hospitais e hotéis necessitam de reserva estratégica para atender à
demanda contínua e evitar interrupções, especialmente em situações críticas. Indústrias, por
sua vez, operam com consumo elevado e constante, o que torna indispensável um sistema
que assegure abastecimento estável e eficiente, mesmo diante de variações na rede pública.
Imagine um prédio de 5 andares em Luanda. A água da rede pública entra no reservatório
inferior. Uma bomba transfere essa água para o reservatório superior, localizado na
cobertura. De lá, a água desce por gravidade para abastecer os apartamentos. Mesmo que a
rede pública falhe por algumas horas, os moradores continuam tendo água disponível.
Seus componentes principais e como funcionam
Entrada de água: conexão com a rede pública.
Hidrômetro: mede o consumo.
Reservatório inferior: recebe água da rua.
Bomba de recalque: leva água ao reservatório superior.
Reservatório superior: distribui água por gravidade.
Tubulação de distribuição: leva água aos pontos de consumo.
Dispositivos de controle: registros, válvulas de retenção, ventosas, etc.
A água entra pela conexão com a rede pública e passa pelo hidrômetro, que registra o
consumo. Em seguida, é direcionada ao reservatório inferior, que funciona como ponto de
acumulação inicial. A bomba de recalque transfere essa água para o reservatório superior,
geralmente localizado no topo da construção, de onde ela é distribuída por gravidade para
os pontos de consumo. A tubulação de distribuição conduz a água até os aparelhos
sanitários e torneiras, enquanto dispositivos de controle como registros, válvulas de
retenção e ventosas asseguram o funcionamento adequado, evitam refluxos e permitem
manutenções pontuais. Esse conjunto garante autonomia, estabilidade e controle sobre o
abastecimento interno.
Vantagens
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Independência da pressão da rede pública.
Reserva estratégica: garante abastecimento mesmo em cortes temporários.
Distribuição uniforme: pressão mais estável nos pontos de consumo.
Ideal para edificações altas ou com grande demanda.
Desvantagens
Custo mais elevado: exige bombas, dois reservatórios e mais tubulação.
Manutenção periódica: limpeza dos reservatórios e verificação das bombas.
Maior espaço físico necessário para instalação dos reservatórios.
Requisitos de Projeto
Capacidade dos reservatórios: deve garantir autonomia mínima (geralmente 24h).
Altura do reservatório superior: suficiente para gerar pressão adequada (mínimo 10
m.c.a).
Dimensionamento da bomba: conforme vazão e altura manométrica.
Tubulação: deve considerar perdas de carga e demanda simultânea.
A manutenção e operação de sistemas de abastecimento de água exigem cuidados regulares
para garantir eficiência e segurança. A limpeza dos reservatórios deve ser feita a cada seis
meses para evitar acúmulo de sedimentos e proliferação de microrganismos. A bomba de
recalque precisa ser inspecionada quanto ao funcionamento, vazamentos e ruídos, pois
falhas podem comprometer o abastecimento. As tubulações devem ser verificadas
periodicamente para prevenir entupimentos e vazamentos que afetam a distribuição. Além
disso, o controle da qualidade da água é essencial para evitar contaminações e garantir que
a água fornecida esteja dentro dos padrões sanitários.
No aspecto da sustentabilidade, esses sistemas podem ser integrados com soluções
ecológicas como o reuso de água e a captação de água da chuva, reduzindo o consumo de
recursos naturais. A instalação de medidores individuais permite o monitoramento preciso
do consumo, incentivando o uso consciente. Além disso, o uso de pressurizadores
modernos e eficientes contribui para a redução do consumo energético, tornando o sistema
mais econômico e ambientalmente responsável. Essas práticas fortalecem o compromisso
com a gestão sustentável da água nas edificações.
O Que É o Sistema Misto?
É o sistema em que parte da água é distribuída diretamente da rede pública (como no
sistema direto), enquanto outra parte é armazenada em reservatórios e distribuída por
gravidade ou bombeamento (como no sistema indireto).
Essa configuração permite flexibilidade no abastecimento, aproveitando o que há de melhor
em cada sistema.
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Os sistemas mistos de abastecimento de água combinam características dos sistemas direto
e indireto, sendo especialmente úteis em edificações com demandas variadas e condições
de pressão irregulares. Em prédios com múltiplos pavimentos e usos distintos, como
residenciais com áreas comerciais, o sistema misto permite que pontos com pressão
suficiente sejam abastecidos diretamente, enquanto os demais recebem água por meio de
reservatórios e bombeamento. Em regiões onde a pressão da rede pública é instável, essa
flexibilidade garante abastecimento contínuo. Condomínios horizontais com blocos
independentes também se beneficiam, pois cada unidade pode adotar o modelo mais
adequado. Já escolas, hospitais e centros comerciais exigem confiabilidade e reserva
estratégica, tornando o sistema misto uma solução eficiente e adaptável às diferentes
necessidades operacionais.
Imagine um prédio com 6 andares em Luanda. Os apartamentos do térreo e primeiro andar
recebem água diretamente da rede pública, pois a pressão é suficiente. Os demais andares
são abastecidos por um reservatório superior, alimentado por uma bomba que transfere
água do reservatório inferior. Assim, o sistema garante abastecimento contínuo e otimizado.
Seus componentes principais e como funciona
Entrada de água da rede pública
Hidrômetro
Tubulação direta: leva água da rua para alguns pontos de consumo.
Reservatório inferior: recebe água da rede pública.
Bomba de recalque: transfere água para o reservatório superior.
Reservatório superior: distribui água por gravidade.
Tubulação indireta: leva água do reservatório superior aos pontos de consumo.
Dispositivos de controle: registros, válvulas de retenção, ventosas, etc.
O funcionamento do sistema de abastecimento indireto começa com a entrada da água pela
rede pública, que, quando possui pressão suficiente, pode alimentar diretamente alguns
pontos de consumo. Simultaneamente, parte dessa água é direcionada para o reservatório
inferior, onde fica armazenada temporariamente. A bomba de recalque então entra em ação,
transferindo essa água para o reservatório superior, geralmente localizado em uma área
elevada da edificação. A partir desse ponto, a água é distribuída por gravidade para os
demais pontos de consumo, garantindo pressão adequada e abastecimento contínuo mesmo
em situações de variação na rede pública.
Vantagens
Flexibilidade: aproveita a pressão da rede pública quando possível.
Redundância: garante abastecimento mesmo em falhas da rede.
Eficiência energética: reduz uso de bombas em pontos com boa pressão.
Economia: pode reduzir custos operacionais em comparação com sistemas
totalmente pressurizados.
Desvantagens
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Complexidade de projeto: exige bom dimensionamento e controle de fluxo.
Custo de instalação: maior que o sistema direto, menor que o totalmente
pressurizado.
Manutenção mais elaborada: envolve reservatórios, bombas e tubulações distintas.
Requisitos de Projeto
Estudo da pressão da rede pública: para definir quais pontos podem ser abastecidos
diretamente.
Dimensionamento dos reservatórios: garantir autonomia mínima (geralmente 24h).
Cálculo da bomba de recalque: conforme altura manométrica e vazão.
Tubulação separada: para os circuitos direto e indireto.
Dispositivos de controle: para evitar refluxo entre os sistemas.
Quamto a sua manutenção e operação, envolve todos os aspectos e requisitos do sistema
directo e indirecto, visto que, neste sistema são utilisados os equipamentos e metodos de
montagem dos dois sistemas anteriores em simultanio.
Principais Materiais Utilizados
A escolha dos materiais para sistemas prediais de abastecimento de água é fundamental
para garantir durabilidade, segurança, eficiência e conformidade com as normas técnicas.
Vamos explorar os principais materiais usados nas tubulações, conexões e dispositivos
hidráulicos:
1. PVC (Policloreto de Vinila)
Tipos:
o PVC soldável (marrom): para água fria.
o PVC roscável (cinza): para instalações aparentes.
Vantagens: leve, fácil de instalar, resistente à corrosão.
Limitações: não suporta altas temperaturas (máx. 20–25 °C).
2. CPVC (Clorado Policloreto de Vinila)
Uso: água quente e fria.
Vantagens: suporta até 80 °C, fácil de instalar.
Aplicação: ideal para chuveiros, aquecedores e sistemas mistos.
3. PEX (Polietileno Reticulado)
Uso: água quente e fria.
Vantagens: flexível, resistente a altas temperaturas e pressão.
Instalação: com conexões por crimpagem ou pressão.
Aplicação: muito usado em sistemas modernos e embutidos.
4. Cobre
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Uso: água quente e fria.
Vantagens: alta durabilidade, resistência térmica e mecânica.
Desvantagens: custo elevado, instalação mais complexa.
Aplicação: hospitais, hotéis, edifícios de alto padrão.
5. Polipropileno (PPR)
Uso: água quente e fria.
Vantagens: leve, resistente, soldagem por termofusão.
Aplicação: sistemas pressurizados, residenciais e comerciais.
6. Aço Galvanizado
Uso: tradicionalmente usado em água fria.
Vantagens: alta resistência mecânica.
Desvantagens: suscetível à corrosão interna com o tempo.
Aplicação: cada vez menos usado em novas obras.
Outros Componentes Importantes
Conexões: curvas, tês, uniões, adaptadores — feitas do mesmo material da
tubulação.
Válvulas: de retenção, gaveta, esfera — geralmente em latão ou PVC.
Bombas hidráulicas: para recalque em sistemas indiretos ou pressurizados.
Reservatórios: em polietileno, fibra de vidro ou concreto.
Filtros e registros: para controle e proteção da rede.
Etapas para a resolução do problema (passo a passo)
Sendo que já conhecemos uma boa parte dos componentes e dos sistemas de abastecimento
de água e como funcionam, agora estamos aptos para descobrir como é feita a execução do
mesmo na pratica.
Para a execução ou implementação de um sistema predial de abastecimento de água em um
banheiro do instituto, a nossa empresa teve que seguir os seguintes passos:
1. Levantamento de Dados e Planejamento
Antes de qualquer execução, é essencial realizar um levantamento detalhado das condições
do local. A topografia do terreno deve ser analisada para definir cotas altimétricas,
inclinações naturais e a melhor posição para os reservatórios, tanto inferior quanto superior.
No caso dos banheiros escolares, é necessário calcular a demanda hídrica com base no
número de alunos, funcionários e na frequência de uso dos sanitários. Como não temos
dados reais sobre o número de usuários ou o tipo de fonte de abastecimento (rede pública,
poço artesiano, nascente ou captação de chuva), essa etapa exige coleta de informações
específicas da escola. Além disso, deve-se realizar um estudo de viabilidade técnica e
econômica, considerando os custos dos materiais, equipamentos, mão de obra e possíveis
limitações orçamentárias da instituição.
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2. Projeto Técnico
Com os dados preliminares em mãos, parte-se para o desenvolvimento do projeto técnico.
O dimensionamento hidráulico é feito com base nas vazões exigidas por cada ponto de
consumo (lavatórios, chuveiros, bacias sanitárias), nas pressões mínimas necessárias e nas
perdas de carga ao longo da rede. A definição do tipo de sistema — direto, indireto ou
misto — dependerá da pressão disponível na rede pública e da altura da edificação. Como
não temos informações sobre a altura da escola ou a confiabilidade da rede pública local,
essa escolha ainda é hipotética. O projeto também deve indicar a localização exata dos
componentes: reservatórios, bomba de recalque, tubulações e dispositivos de controle. Por
fim, é elaborado o memorial descritivo e a planta baixa, que são documentos formais
indispensáveis para orientar a execução e permitir fiscalização técnica.
3. Execução no Campo
A execução começa com a preparação do terreno, que inclui limpeza, nivelamento e
marcação dos pontos de instalação conforme o projeto. A entrada de água é instalada,
conectando-se à rede pública ou ao sistema alternativo de captação. O reservatório inferior
é montado sobre uma base firme, com vedação adequada e proteção contra contaminações
externas. A bomba de recalque é instalada com sistema elétrico protegido e controle
automático para garantir eficiência e segurança. O reservatório superior é construído com
extravasor, suspiro e tampa vedada, permitindo distribuição por gravidade. A rede de
distribuição é instalada com tubulações enterradas ou aparentes, respeitando a declividade e
os trajetos definidos no projeto. Os dispositivos de controle — como registros, válvulas de
retenção e ventosas — são posicionados estrategicamente para facilitar operação e
manutenção. Sem dados reais sobre o layout da escola, essa etapa ainda depende de ajustes
conforme o local.
4. Testes e Verificações
Após a instalação, são realizados testes para garantir o funcionamento adequado do sistema.
O teste de estanqueidade verifica se há vazamentos em toda a rede. A bomba é testada
quanto à pressão gerada, ruídos e consumo elétrico. A vazão nos pontos de consumo é
medida para assegurar conforto e eficiência no uso dos banheiros. Caso o sistema utilize
água de poço ou captação de chuva, é necessário realizar controle da qualidade da água por
meio de análises físico-químicas e microbiológicas. Como não temos informações sobre a
fonte de água da escola, essa etapa pode ou não ser necessária.
5. Finalização e Entrega
Antes da liberação para uso, os reservatórios e tubulações devem ser limpos para remover
resíduos da obra. O operador local — geralmente um funcionário da escola — deve receber
treinamento básico sobre operação e manutenção do sistema. A equipe técnica entrega toda
a documentação formal, incluindo o projeto final, manuais dos equipamentos, garantias e
um plano de manutenção preventiva. O registro fotográfico da obra é feito para fins de
fiscalização, documentação institucional e futuras intervenções. Sem acesso ao contexto
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real da escola, essa entrega ainda é uma simulação, mas representa o padrão profissional
esperado.
CONCLUSÃO
Com base em toda a pesquisa realizada, é possível concluir que o sistema de abastecimento
de água predial, especialmente aplicado a ambientes escolares, exige uma abordagem
técnica rigorosa e multidisciplinar. Desde o levantamento de dados até a execução em
campo, cada etapa demanda atenção aos detalhes, conformidade com normas como a
ABNT NBR 5626 e integração com práticas sustentáveis. A escolha entre sistemas direto,
indireto ou misto depende de fatores como pressão da rede pública, número de pavimentos
e demanda hídrica. A execução envolve não apenas a instalação física dos componentes,
mas também testes, verificações e entrega formal com documentação técnica. Mesmo sem
dados reais da escola, o estudo permitiu compreender os fundamentos, os procedimentos e
as aplicações práticas, formando uma base sólida para desenvolver projetos hidráulicos
eficientes, seguros e adaptados às necessidades da comunidade escolar.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Como funciona um Sistema de Abastecimento de Água? - Coluna do Saneamento |
RIC Ambiental
[Link]
Predial-de-Agua-Fria-e-Quente
[Link]
APOSTILA%20%C3%81GUA%20-%[Link]
[Link]
agua
[Link]
sistemas-de-abastecimento-de-agua-e-cada-um-de
[Link]
de-abastecimento-de-agua
ABNT NBR 5626:2020 – Instalações Prediais de Água Fria
ABNT NBR 10844 – Sistemas Prediais de Esgoto Sanitário
ABNT NBR 15527 – Aproveitamento de Água de Chuva
Apostila Água – PUC Goiás (2020) – Material técnico sobre abastecimento e
dimensionamento hidráulico
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