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Tipos de Dietas e Suas Indicações

O documento aborda o conceito de dietas, suas classificações e características, enfatizando a importância de uma dieta equilibrada e adaptada às necessidades individuais. São descritas diversas dietas terapêuticas, como hipocalórica, hipoglicídica e enteral, além de orientações sobre nutrição parenteral. A escolha dos alimentos e a administração das dietas são responsabilidade do nutricionista, considerando as condições de saúde dos pacientes.
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Tipos de Dietas e Suas Indicações

O documento aborda o conceito de dietas, suas classificações e características, enfatizando a importância de uma dieta equilibrada e adaptada às necessidades individuais. São descritas diversas dietas terapêuticas, como hipocalórica, hipoglicídica e enteral, além de orientações sobre nutrição parenteral. A escolha dos alimentos e a administração das dietas são responsabilidade do nutricionista, considerando as condições de saúde dos pacientes.
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FACULDADE MADRE TEREZA

TÉCNICO EM ENFERMAGEM

Nutrição e Dietética

SANTANA-AP
2025
DIETAS

Dieta é o conjunto de alimentos e bebidas ingeridos usualmente


por uma pessoa. A palavra "dieta" tem origem no latim diaeta,
que vem do grego “díaita”, que significa "modo de vida".

As dietas podem ser modificadas e adaptadas com diferentes


objetivos, de acordo com as necessidades nutricionais ou
restrições alimentares de cada um.
DIETAS

Uma dieta alimentar balanceada ou equilibrada é aquela que


contém a quantidade adequada de alimentos necessários para
garantir os requerimentos nutricionais.

Contudo, sabe-se que uma dieta pode satisfazer as necessidades


calóricas e nutricionais, mas, ao mesmo tempo, ser inadequada,
por conter um determinado nutriente em excesso.
DIETAS

Assim, uma dieta equilibrada ou balanceada deve ser:

• Suficiente, para assegurar as necessidades energéticas;


• Completa, para assegurar os requerimentos nutricionais;
• Harmônica, de modo que os diferentes nutrientes tenham uma
relação correta entre si;
• Adequada à situação biológica do indivíduo.
DIETAS

• Dieta Hiperprotéica: Dieta com aumento da quantidade de


proteínas;
• Dieta Hipocalórica: Dieta com redução da quantidade de
calorias;
• Dieta Hipoglicídica: Dieta com redução da quantidade de
carboidratos;
• Dieta Hipolipídica: Dieta com redução da quantidade de
gorduras;
• Dieta Hipoproteica: Dieta com redução da quantidade de
proteínas.
DIETAS

• Características das dietas e indicações.

As dietas terapêuticas podem ser definidas como modificações


quantitativas e qualitativas da dieta normal. O ajuste de uma
dieta pode se dar de acordo com uma das seguintes formas:
DIETAS

• Mudança na consistência dos alimentos (dieta geral, branda,


pastosa, leve, líquida,
cremosa, pastosa liquidificada e líquidos);
DIETAS

• Aumento ou diminuição no valor energético (dieta hipocalórica


ou hipercalórica);
DIETAS

Observações

A escolha dos alimentos que compõem cada dieta e de


competência do profissional
Nutricionista, levando em consideração hábitos e necessidades
dos pacientes;
DIETAS

Alteração de Consistências

1.1 DIETA GERAL

1. INTRODUÇÃO

Dieta que atende as leis da nutrição: lei da harmonia,


adequação, qualidade e quantidade dos alimentos.
DIETAS

Não há restrição de preparações e consistência dos alimentos.


DIETAS

2. CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

A dieta geral é indicada para as pessoas que não necessitam


de modificações dietoterápicas específicas.
DIETAS

Seu objetivo é o de fornecer uma quantidade suficiente


de proteínas, carboidratos, lipídios, micronutrientes,
calorias, e outros nutrientes.
DIETAS

3. CARACTERÍSTICAS DA DIETA
- Sem alteração de consistência;
- Sem alteração de nutrientes.

4. FRACIONAMENTO DA DIETA
Cinco (5) refeições por dia (desjejum, almoço, lanche
da tarde, jantar e lanche da noite).
DIETAS

1.2 DIETA BRANDA

INTRODUÇÃO

Dieta de transição entre a pastosa e a geral. Apresenta


baixos níveis de celulose e tecido
conectivo, abrandados por cocção ou por ação
mecânica, facilitando o trabalho digestório.
DIETAS

2. CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

É indicada para pacientes no pós-operatório,


enfermidades do esôfago, pacientes com uso de
próteses dentárias e aqueles com dificuldades leves
na mastigação ou deglutição.
DIETAS

3. CARACTERÍSTICAS DA DIETA

- Dieta com tecidos conectivos e celulose abrandados


por cocção;

Sem alteração de nutrientes;


DIETAS

Alimentos, que devem ser excluídos da dieta:

- Especiarias e condimentos fortes;


- Bebidas gaseificadas;
- Hortaliças e legumes crus;
- Alimentos duros.
DIETAS

4. FRACIONAMENTO DA DIETA

Cinco (5) refeições por dia (desjejum, almoço, lanche


da tarde, jantar e lanche da noite).
DIETAS

1.3 DIETA PASTOSA

1. INTRODUÇÃO

Dieta de transição entre a leve e a branda. Apresenta


alimentos abrandados por cocção ou por ação
mecânica, facilitando o trabalho digestório, deglutição e
a mastigação.
DIETAS

2. CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

É indicada para pacientes com dificuldade de


mastigação ou deglutição devido a inflamação, danos
neurológicos, distúrbios neuromotores, alterações
anatómicas da boca ou esôfago e uso de próteses
dentárias.
DIETAS

3. CARACTERÍSTICAS DA DIETA

- Alimentos bem cozidos e de fácil mastigação;


- Sem alteração de nutrientes;
- Alimentos com textura macia, para que possam ser
mastigados e deglutidos com pouco esforço.
DIETAS

Alimentos que podem fazer parte desta dieta:


- Purés, legumes em pedaços;
- Carnes desfiadas ou moída;
- Massas bem cozidas;
- Pães e biscoitos.
DIETAS

4. FRACIONAMENTO DA DIETA

Cinco (5) refeições por dia (desjejum, almoço, lanche


da tarde, jantar e lanche da noite).
DIETAS

1.4 DIETA LEVE


1. INTRODUÇÃO
Dieta de transição entre a líquida e a pastosa. Tem por
finalidade favorecer a digestão dos alimentos em
situações com comprometimento de fases mecânicas
do processo digestório, numa fase pós-operatória ou
em situações que a função gastrointestinal esteja
debilitada.
DIETAS

2. CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

É indicada para pacientes com preparo de


determinados exames, no Pré e Pós-operatório,
dificuldade de deglutição e mastigação, e em casos de
intolerância a alimentos sólidos.
DIETAS

3. CARACTERÍSTICAS DA DIETA

- Proporciona um mínimo trabalho digestório, por


provocar pouco estímulo químico e
mecânico;
DIETAS

Normalmente utilizada em Pré e Pós-operatório;


Alimentos que podem ser excluídos:
- Especiarias e condimentos fortes;
- Bebidas gaseificadas;
- Hortaliças e legumes crus.
DIETAS

4. FRACIONAMENTO DA DIETA

Cinco (5) refeições por dia (desjejum, almoço, lanche


da tarde, jantar e lanche da noite).
DIETAS

1.5 DIETA LÍQUIDA

1. INTRODUÇÃO

Tem por finalidade favorecer a hidratação e facilitar o


trabalho digestório.
DIETAS

2. CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

Pacientes com cirurgia de cabeça e pescoço, casos


graves de infecção, pós-operatório, pacientes de pós
operatória de cirurgia bariátrica, transtornos intestinais,
preparo de exame e pacientes incapazes de tolerar
alimentos sólidos ou com dificuldade de mastigação e
deglutição.
DIETAS

3. CARACTERÍSTICAS DA DIETA

- Proporciona um mínimo trabalho digestório, por


provocar pouco estímulo químico e
mecânico;
- Composta por alimentos na consistência líquida ou
que liquefazem na boca;
DIETAS

- Alimentos, que podem ser incluídos na dieta:


- Leite, iogurte, mingau e vitaminas ralas;
- Chás e café;
- Sucos de fruta;
- Sopas na consistência líquida;
- Gelatina e sorvete.
DIETAS

4. FRACIONAMENTO DA DIETA

Seis (6) refeições por dia (desjejum, colação, almoço,


lanche da tarde, jantar e lanche da
noite).
DIETAS

2. Quanto à composição de Nutrientes

2.1 DIETA PARA DIABETES OU HIPOGLICÍDICA.

1. INTRODUÇÃO

A dieta é a base do tratamento desta patologia, quer


como medida exclusiva ou conciliado ao tratamento
medicamentoso.
DIETAS

É uma dieta onde há a restrição de carboidratos simples


e a introdução de carboidratos
complexos, auxiliando no controle glicêmico.
DIETAS

2. CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

É indicada para paciente com diabetes, tendo como


objetivo corrigir as anomalias metabólicas
características do diabetes, manter o peso ideal e
prevenir complicações associadas ao diabetes.
DIETAS

3. CARACTERÍSTICAS DA DIETA

- Hipocalórica, Hipoglicídica, Normoprotéica e


Normolipídica;
- Controlar o nível de glicemia do paciente, evitando
crises de hipoglicemia ou
hiperglicemia.
DIETAS

4. FRACIONAMENTO DA DIETA

Seis (6) refeições por dia {desjejum, colação, almoço,


lanche da tarde, jantar e lanche da
noite).
DIETAS

DIETA HIPOSSÓDICA

1. INTRODUÇÃO

As dietas hipossódicas são prescritas primariamente


para a prevenção ou controle de edemas e
hipertensão.
DIETAS

2. CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

É indicada para pacientes renais, cardíacos, que


apresentam hipertensão, com ou sem edema.
DIETAS

- Não são permitidos alimentos enlatados,


industrializados ou embutidos;
- A dieta é preparada sem o acréscimo de sal (apenas
com temperos naturais), sendo encaminhado, no
almoço e jantar, um sache de sal (1g) para acréscimo.
DIETAS

4. FRACIONAMENTO DA DIETA

Cinco (5) refeições por dia (desjejum, almoço, lanche


da tarde, jantar e lanche da noite).
DIETAS

DIETA HIPOPROTEICA

1. INTRODUÇÃO

Dieta restrita em proteínas, a fim de diminuir o


trabalho renal e hepático, dependendo do grau de
evolução da doença.
DIETAS

2. CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

A dieta Hipoproteica e indicada para pacientes com


problemas renais ou hepáticos
DIETAS

3. CARACTERÍSTICAS DA DIETA

- Restringir a quantidade de PAVB (proteína de alto


valor biológico) nas refeições.
DIETAS

4. FRACIONAMENTO DA DIETA

Cinco (5) refeições por dia (desjejum, almoço, lanche


da tarde, jantar e lanche da noite).
DIETAS

DIETA HIPERPROTEICA

Composta por nutrientes necessários ao organismo


para sua manutenção, reparação, processos vitais,
crescimento e desenvolvimento.
Acrescida de um aporte de proteínas.
DIETAS

2. CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

Dieta indicada para pacientes que necessitam de


reposição de proteínas, devido a perda de massa
corpórea, queimaduras ou pacientes, acidentes,
cirurgias, traumas. que estejam com o estado
imunológico diminuído.
DIETAS

3. CARACTERÍSTICAS DA DIETA

- Aumento da oferta de alimentos fontes de proteínas,


principalmente as PAVB (proteína de alto valor
biológico): aquelas de origem animal.
DIETAS

4. FRACIONAMENTO DA DIETA

Cinco (5) refeições por dia (desjejum, almoço, lanche


da tarde, jantar e lanche da noite).
DIETAS

DIETA SEM IRRITANTES GÁSTRICOS

1. INTRODUÇÃO

Dieta isenta de alimentos que estimulam a secreção


acida gástrica e isenta de irritantes
gástricos.
DIETAS

CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

É indicada para pacientes com distúrbios gástricos.


DIETAS

Alimentos que devem ser excluídos da dieta:


- frituras de imersão;
- bebidas alcoólicas;
- café e chás escuros;
- refrigerantes;
- pimenta;
- doces concentrados;
- frutas ácidas.
DIETAS

Dieta Enteral e Parenteral


Nutrição enteral: quando o paciente não consegue se
alimentar por via oral (boca), a ingestão dos
alimentos pode ser feita
através de uma sonda (passagem naso/orogástrica)
posicionada ou implantada no estômago, no jejuno ou
no duodeno.
Nutrição parenteral: é a alimentação administrada
por via endovenosa.
DIETAS

A inserção da sonda é de responsabilidade do


enfermeiro e o seu manuseio incorreto pode
acarretar complicações, como infecções nas vias
aéreas, náuseas, distensão abdominal, obstrução da
sonda e perfurações do sistema digestivo.
DIETAS

O que é sonda nasogástrica e quando é indicada?

A sonda nasogástrica, ou nasoenteral (SNE),


trata-se de um tubo de borracha ou plástico —
polivinil— flexível, inserido pela narina até o
estômago ou intestino, para viabilizar a
alimentação do paciente
DIETAS

A nutrição enteral é indicada no caso de pacientes em


internação prolongada, que, por alguma razão, não
conseguem ingerir alimentos. Por exemplo, devido ao
coma, a uma cirurgia maxilofacial ou cervical, a patologias
do trato gastrointestinal, a doenças degenerativas, ao AVC,
ao câncer na língua e outros.
DIETAS

Administração da dieta

Dependendo do estado do paciente, do tipo de dieta e da


localização da sonda, bem como das necessidades
nutricionais e da existência de alimentação oral
complementar ou não, a administração da dieta pode
acontecer de forma contínua, intermitente ou em “bolus”.
DIETAS

Administração da dieta

No caso da administração contínua, o volume indicado é


de cerca de 100 a 150 ml por hora. Já na intermitente, há
oferta de doses de 200 ml a 400 ml, de 4 a 6 vezes ao dia,
por meio de frascos ou bombas de infusão.
DIETAS

Administração da dieta
A administração em “bolus” é feita por seringas ou
com o uso de frascos pendurados em suportes
elevados, utilizando a gravidade para infundir, gota a
gota, o volume em um tempo de 5 a 15 min.
É necessário ter cuidado para não administrar o
alimento com pressa, causando distensão
abdominal, má absorção, vômito e diarreia.
DIETAS
Nutrição Parenteral
De fato, muitos pacientes internados ficam desnutridos
em apenas poucos dias.
A desnutrição é ainda mais grave para os recém
operados, com infecções graves ou que tenham sofrido
traumatismos.
Dessa forma, a nutrição parenteral se tornou uma
necessidade para as pessoas internadas, exigindo uma
boa formação dos nutricionistas.
DIETAS
Nutrição Parenteral

Na nutrição parenteral são utilizados micro e macronutrientes,


tanto pela via periférica quanto pela central.

Ela pode ser indicada como terapia de apoio, auxiliando na


reposição de necessidades básicas, quando a nutrição enteral
ou a oral não são suficientes.
DIETAS
Nutrição Parenteral
No entanto, também pode ser usada de maneira
exclusiva, se nenhuma das outras formas for
possível.
Em ambas as situações, o objetivo é melhorar a
imunidade e prevenir ou reverter um quadro
de desnutrição após cirurgias, traumas e doenças
hipercatabólicas. Os casos mais recorrentes são:
DIETAS
Nutrição Parenteral
• traumatismos graves, que aumentam significativamente o gasto
energético e a necessidade de nutrientes;
• cirurgias abdominais extensas, que necessita de repouso para a
recuperação, além de grande necessidade de nutrientes para a
cicatrização;
• fístulas enterocutâneas de alto débito, que exige repouso
intestinal;
• enteropatias inflamatórias, que provoca baixa motilidade
intestinal;
• pancreatite aguda grave, que impede a alimentação via
intestinal.

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