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Indústria e Transtornos Alimentares

A indústria da moda e as mídias sociais exercem uma forte influência sobre os padrões de beleza, levando a comportamentos prejudiciais e transtornos alimentares em diversas faixas etárias. A pressão para se adequar a esses padrões resulta em dietas restritivas e intervenções cirúrgicas, afetando a saúde mental e física das pessoas. A falta de diversidade nos padrões de beleza reforça a exclusão e a insatisfação, especialmente entre jovens e mulheres.
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Indústria e Transtornos Alimentares

A indústria da moda e as mídias sociais exercem uma forte influência sobre os padrões de beleza, levando a comportamentos prejudiciais e transtornos alimentares em diversas faixas etárias. A pressão para se adequar a esses padrões resulta em dietas restritivas e intervenções cirúrgicas, afetando a saúde mental e física das pessoas. A falta de diversidade nos padrões de beleza reforça a exclusão e a insatisfação, especialmente entre jovens e mulheres.
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Como a indústria afeta nos transtornos alimentares TCC.

É importante lembrar como as mídias e indústrias do cinema e moda influenciam em nossa


convivência social e pessoal, como apenas um estilo de roupa ou até mesmo um corte de
cabelo em uma cena, desfile ou uma simples foto pode influenciar milhares de pessoas,
positivamente ou não. A questão é, até que ponto isso é saudável?
Desde que nos conhecemos por seres humanos vivendo em uma sociedade onde há ética
e princípios, sempre houve padrões de beleza, de quadris largos para fertilidade até coxas
finas e corpos cadavéricos para modelagem, homens e mulheres começaram a seguir os
padrões impostos, mesmo que não fizesse bem para o próprio corpo e mente. A indústria
sempre deixou bem claro que apoia esse tipo de comportamento, quanto mais próximo ao
padrão, mais lucro.
As pessoas começaram a qualquer custo chegar a esses padrões, dietas restritivas, atos
de expulsão alimentar, cirurgias excessivas, até que adoeceram suas mentes e corpos. É
extremamente comum (infelizmente) muitos jovens e até mesmo idosas terem algum tipo de
transtorno alimentar, muitas passam a vida inteira com os distúrbios sem seu devido
tratamento, e acabam sempre nesse ciclo vicioso. Depois das mídias sociais, notou se um
aumento de pessoas com transtornos alimentares, antes um assunto que era tratado como
tabu e normalidade, já que era bom para a indústria e a reputação de uma mulher, hoje em
dia o assunto tem mais visibilidade, mas é falado em uma plataforma tóxica relacionada a
esse tipo de assunto.

● Padrão de beleza é um termo que caracteriza um modelo de beleza considerado


ideal para aquela época em sociedade.
● O padrão de beleza é diferente em cada região e cultura, tanto nas vestimentas
como na parte estética corporal. Ao longo do tempo esses padrões evoluem e
mudam, essa alteração acontece desde a pré história até os dias atuais.

O PADRÃO DE BELEZA E A MÍDIA


● O papel da mídia como grande responsável por propagar os conceitos de
padrão de beleza, a televisão e o cinema, ajudaram a construir a ideia de um
determinado padrão ideal associado à beleza. Atualmente, as redes sociais
também têm grande influência na difusão destes padrões.
● O reforço de ideias padronizadas sobre o conceito de beleza também é
utilizado para fazer a divulgação de produtos ou serviços que são
comercializados pela indústria da beleza.
● Essas ideias de padrões inseridos são utilizadas para comércio e vendas de
produtos específicos para perda de peso, surgimento de procedimentos
estéticos, cosméticos, academias e treinamentos físicos, assim, há um lucro
em cima disso.
● A sociedade, a propaganda e a mídia trazem danos aos indivíduos, é
recorrente nos dias de hoje encontrar pessoas que colocam suas vidas em
riscos, consumindo remédios para emagrecer e anabolizantes e fazendo
cirurgias desnecessárias. É muito comum encontrarmos pessoas com algum
tipo de doença como a anorexia, a bulimia, vigorexia entre outros.
● O culto ao corpo coloca-se hoje como preocupação geral
atravessando todos os setores, classes sociais e faixas etárias, apoiada num
discurso ora voltada à questão estética, ora à preocupação com a saúde.
Assim, a percepção do corpo na atividade e dominada pela existência de um
vasto arsenal de imagens visuais e técnicas que investem na transformação
corporal, projetando corpos perfeitos para sociedade, de modo que não basta
ser saudável: há que ser belo, jovem, estar na moda e ser ativo

● “Nunca se falou tanto em corpo como hoje, nunca se falara tanto dele amanha. Um novo dia
basta para que se inaugure outra academia de ginástica, alongamento, musculação:
publique-se novos livros voltados ao autoconhecimento do corpo; descubram-se novos
preconceitos quanto à sexualidade, outras praticas alternativas de saúde; em síntese,
vivemos nos últimos anos perante a incontestável redescoberta do prazer, voltamos a
dedicar atenção ao nosso próprio corpo.” (Codo e Senne, 1985)´´ O nosso corpo se
torna um objeto manipulado pela sociedade, e isso mostra como somos
submissos, aos padrões de beleza impostos pela sociedade econômica, pela
mídia e pela propaganda.

AS CRÍTICAS AOS PADRÕES DE BELEZA


A maior crítica se refere à falta de diversidade nesses padrões. Cada corpo tem suas
características, com influências regionais e culturais, a existência de apenas um tipo de
padrão define que somente aquele tipo deve ser considerado aceito e bonito pela
sociedade, ignorando e desrespeitando etnias e os limites corporais de cada pessoa.
As percepções sobre o que é "belo ou feio" são subjetivas e variam de pessoa para
pessoa, assim como mudam conforme as culturas, países ou momentos históricos.
A adoção de um único conceito de beleza, além de ser restritiva, pode reforçar
sentimentos de desprezo e preconceito em relação a todas as formas de
apresentação estética que sejam diferentes do que foi escolhido e determinado
como belo.

AS CONSEQUÊNCIAS DOS PADRÕES DE BELEZA


Uma das maiores consequências vem desde os problemas de autoestima até o
desenvolvimento de distúrbios relacionados à autoimagem, os transtornos
alimentares são umas das consequências mais perigosas e preocupantes, a
obsessão para chegar a esse tipo é recorrente chegando atrapalhar a vida social,
pessoal e familiar.
O aumento de intervenções cirúrgicas também é considerada uma consequência,
em muitos casos, pela obsessão ser exacerbada, muitas pessoas aceitam qualquer
tipo de procedimento sem saber da procedência do produto e seu lugar, acabam
realizando os procedimentos em lugares suspeitos colocando suas vidas em risco, a
porcentagem de mortes é de 45% em um dia e 83% na primeira semana de
cirurgias.
De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, mais de
70 milhões de pessoas desenvolvem algum tipo de transtorno alimentar durante a
vida, o maior alvo são as mulheres, sendo 85% dos casos tendo a bulimia e a
anorexia os principais distúrbios relatados. ´´os transtornos alimentares afetam
predominantemente a população jovem. Estima-se a incidência entre 0,5% e 1% para anorexia
nervosa e 1% e 3% para bulimia nervosa em adolescentes do sexo feminino, números que são
questionáveis, pelo fato de que apenas os casos mais graves chegam ao conhecimento médico.
Além disso, distúrbios não especificados e síndromes parciais, isto é, formas de transtornos
alimentares que não preenchem os critérios necessários para o diagnóstico de anorexia nervosa
ou bulimia nervosa são bem mais frequentes, ocorrendo com 5% a 10% de jovens do sexo
feminino (Melin & Araújo, 2002).´´

Leonardo Carmo (2003, p. 85) argumenta sobre a potencialidade dos filmes em sala de
aula:
´´O filme não deve funcionar como suporte para conteúdos desta ou daquela disciplina. O
filme deve o conteúdo à matriz do conhecimento. Nessa perspectiva, o cinema é uma sala
de aula. A sala de aula é o filme. Não se trata de deslocar para o espaço da sala de aula o
vídeo, o DVD ou um projetor. Estes recursos têm sido utilizados na sala de aula de modo
mecânico, ilustrativo, o que conduz à inércia do pensamento. A questão é se apropriar da
narrativa cinematográfica no processo da escolarização.´´
Os filmes podem ser ferramentas para aprendizagem e reflexões, tanto sociais como
pessoais. Como leonardo menciona, filmes podem ser utilizados para comunicação de
conteúdo e assuntos costumeiros, assim, pode se ser ensinado sobre os transtornos e
padrões de beleza na indústria, uma vez que o enredo fílmico possibilita situações diversas
ou até aquelas muito presentes no cotidiano, mas as quais passam despercebidas pela
sociedade.

EXPERIÊNCIAS
● ´´Seus olhos brilharam quando viu na vitrine de esquina uma calça perfeita.
Cor, modelo, acabamento… nunca antes havia se encantado tanto por uma
peça. Há meses procurava por um par de jeans, não por falta de procura,
mas por falta de tamanho. Entrou na loja. Trinta e quatro, trinta e seis, trinta e
oito, quarenta. Mais uma vez, a história se repetia, e mais uma vez iria deixar
o shopping de mãos abanando.

Decidiu voltar para casa para evitar o tormento de acabar mais um dia chorando no
provador. E é assim que termina o dia de compras de muitas mulheres que sofrem
com a comercialização de corpos magros e ‘perfeitos’ padronizados pela indústria
da moda.
“Por que você não procura por uma loja com tamanhos maiores?”, isso é o que
Danielli Piffer escuta frequentemente quando decide embarcar na frustrante missão
de comprar roupas. Desde criança, a estudante de biologia sente-se desconfortável
em relação ao próprio corpo, e enxerga isso principalmente como resultado da
influência que a era da idolatria corporal promove.

Eu nunca consigo me ver representada porque todas as mulheres em revistas e


manequins são magras. Não sinto que exista espaço para mim na moda ou na
sociedade. Todas as vezes que vou comprar roupas é um martírio porque as
vendedoras me olham de cima a baixo e fazem comentários desnecessários.´´

● ´´A disseminação do ideal de beleza como um ‘produto’ provoca reflexos em


diversas mídias, que vendem e incentivam padrões físicos considerados
‘ideais’. Dentro dessa cultura de valorização estética, a moda acaba sendo
relacionada a um ‘corpo- padrão’, caracterizado pela magreza, o conceito de
beleza vigente. A associação do corpo magro e inatingível à figura de desejo
gera debates no universo fashion não só em relação aos corpos das
modelos, mas também sobre a numeração das roupas produzidas pelas
marcas.

Paula Antunes*, no auge de seus 20 anos, trabalha como modelo em uma loja de
confecção própria e sente-se constantemente pressionada a manter um corpo cada
vez mais magro.

Embora eu seja uma mulher magra, frequentemente ouço comentários dos estilistas
durante as provas, do tipo “nossa, o seu quadril está enorme, está impossível provar
roupa em você, parece mais um tamanho G”.

´´A pressão fez com que Daniele desenvolvesse paranoias em relação ao corpo, o
que inclusive já levou a manequim a comer escondida no trabalho para evitar
comentários como: “Por isso que você está enorme, não para de comer”. ´´

● A indústria fashion passa, então, a produzir vulnerabilidade, e a construção


social em torno dos mandamentos da beleza intensifica cada vez mais a
insatisfação das mulheres quanto à própria aparência. Quem não se adequa
aos padrões, sente na pele a angústia da sensação de não pertencimento.
“As roupas não são atuais e não me valorizam em nada, é só um monte de
pano que me cobre da cabeça aos pés. Só uso roupas ‘de velha’ e sem
graça, não me vejo bonita desse jeito. Nunca encontro nada que quero
porque sou obrigada a levar o que me serve”, conta Danielli.´´

´´A auto-imagem desvirtuada pode levar a muitos outros problemas físicos e


psicológicos, como a recusa em ir a uma praia ou piscina (exposição do corpo), ou
ainda festas (almoços, jantares), conduzindo a um isolamento social e à depressão.
Dietas malucas ou da moda podem piorar a condição. O pesquisador lembra que
existem muitos fatores contributivos, desde o apelo do Marketing e da indústria
alimentícia, até a sensação de controle que o adolescente tem, embora só até certo
ponto. “Ele pode errar a mão. A indústria alimentar passa a ideia de alimentos de
rápida recompensa: comeu, sentiu-se bem. Mas o efeito passa logo”, analisa Arthur
Mesas.´´

O professor Arthur Eumann Mesas, professor do Programa de Pós-graduação em


Saúde Coletiva da UEL, atua como pesquisador contratado pela Universidad de
Castilla-La Mancha, realizou um estudo e revelou que mais de 20% dos jovens
(entre seis e 18 anos) apresentam algum tipo de transtorno alimentar, como
anorexia e bulimia. Um dos fatores para as crianças e adolescentes desenvolverem
os transtornos e o bullying e o acesso a discursos de mídias, O resultado
quantitativo principal é que 22,3% de jovens da referida faixa etária apresentaram
algum tipo de TCA. Um dos problemas foi citado pelo professor Arthur: a
subnotificação. Em sua avaliação, os casos devidamente diagnosticados devem
representar apenas 10% do que efetivamente acontece.

´´As razões são muitas: os pais não percebem os sintomas, o jovem esconde sua
situação, constrangimento, pressão social, entre outras. “Falta atenção
especializada”, sintetiza Mesas. A pesquisa levou isso em conta: qual o contexto da
alimentação destes jovens – comem com a família? Vendo TV? Rapidamente?´´
cita.

Fontes

● [Link]
● [Link]
[Link]#:~:text=J%C3%A1%20no%20s%C3%A9
culo%20XXI%20com,os%20padr%C3%B5es%20(Renat
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● [Link]
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● [Link]
eteses/item/3527-o-lado-obscuro-da-beleza
● [Link]
Lj/?lang=pt
● [Link]
da-afeta-a-percepcao-dos-corpos-femininos/#:~:text=A%
20ind%C3%BAstria%20fashion%20passa%2C%20ent%
C3%A3o,da%20sensa%C3%A7%C3%A3o%20de%20n
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● [Link]
za-em-um-mundo-de-diversidades/#:~:text=A%20tend%
C3%AAncia%20atual%20%C3%A9%20ter,o%20padr%
C3%A3o%20de%20beleza%20ideal.
● [Link]
que-mais-de-20-dos-jovens-apresentam-transtorno-de-c
omportamento-alimentar/

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