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Química: Tabela Periódica e Ligações

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PREPARATÓRIO FCA: DISCIPLINA DE QUÍMICA

CAPÍTULO I – TABELA PERIÓDICA, ESTRUTURA ATÔMICA E LIGAÇÕES


QUÍMICAS

A Tabela Periódica é uma das ferramentas mais importantes da Química, pois organiza os
elementos de acordo com suas propriedades e configurações eletrônicas. Os elementos estão
dispostos em ordem crescente de número atômico, e os grupos (colunas) reúnem elementos com
propriedades químicas semelhantes. Ao longo dos períodos (linhas), ocorre uma variação regular
em características como o raio atômico, a eletronegatividade, a energia de ionização e a afinidade
eletrônica.

A estrutura eletrônica dos átomos é compreendida por meio dos números quânticos: o
número quântico principal (n) determina o nível de energia; o número quântico secundário (l)
define o tipo de orbital (s, p, d, f); o número magnético (mₗ) indica a orientação do orbital; e o
número de spin (mₛ) refere-se ao sentido do giro do elétron. Esses números são essenciais para
explicar a organização dos elétrons em átomos e moléculas. Por exemplo, o carbono (Z = 6) possui
a distribuição eletrônica 1s² 2s² 2p², sendo que seus elétrons ocupam orbitais com diferentes
energias e orientações.

O princípio da exclusão de Pauli afirma que dois elétrons num mesmo átomo não podem
ter os quatro números quânticos idênticos, o que limita cada orbital a apenas dois elétrons com
spins opostos. Já a regra de Hund estabelece que os elétrons ocupam os orbitais de mesma energia
individualmente antes de se emparelhar, minimizando a repulsão entre eles. Essas regras ajudam
a entender a estabilidade dos átomos e o comportamento químico dos elementos.

As propriedades periódicas como o raio atômico, energia de ionização e eletronegatividade


variam sistematicamente. O raio atômico diminui da esquerda para a direita na Tabela Periódica,
devido ao aumento da carga nuclear efetiva, e aumenta de cima para baixo nos grupos, pois há
mais camadas de elétrons. A energia de ionização, que representa a energia necessária para
remover um elétron, aumenta ao longo de um período e diminui ao longo de um grupo. A
eletronegatividade, que mede a tendência de um átomo atrair elétrons numa ligação, é maior nos
elementos do canto superior direito da tabela, sendo o flúor o mais eletronegativo.

As ligações químicas ocorrem para que os átomos atinjam maior estabilidade, geralmente
por meio do preenchimento da camada de valência. As ligações iônicas acontecem entre metais e
ametais, com transferência de elétrons, formando cátions e ânions que se atraem
eletrostaticamente. Um exemplo clássico é o cloreto de sódio (NaCl). Já as ligações covalentes
envolvem o compartilhamento de pares de elétrons entre átomos não metálicos, como na molécula
de água (H₂O). Também existem ligações intermoleculares, como as pontes de hidrogênio,
importantes em compostos polares, e as forças de Van der Waals, mais comuns em moléculas
apolares.

A teoria da hibridação ajuda a explicar as geometrias moleculares. Por exemplo, a


hibridação sp³ do carbono forma uma estrutura tetraédrica com ângulos de 109,5°, como no metano
(CH₄). A hibridação sp² forma estruturas planas trigonais com ângulos de 120°, como no eteno
(C₂H₄), e a sp forma moléculas lineares com 180°, como no etino (C₂H₂).

1. Números Quânticos
Os números quânticos descrevem as propriedades dos elétrons nos átomos:
Principal (n): nível de energia (n = 1, 2, 3, …).
Secundário ou azimutal (l): tipo de orbital (l = 0 a n−1).
s (l=0), p (l=1), d (l=2), f (l=3)
Magnético (mₗ): orientação do orbital (−l a +l).
Spin (mₛ): sentido do giro do elétron (±½).

2. Orbitais Atómicos
Regiões do espaço onde há maior probabilidade de encontrar um elétron.
Cada orbital pode conter no máximo 2 elétrons com spins opostos.

3. Princípio da Exclusão de Pauli


"Dois elétrons num mesmo átomo não podem ter os quatro números quânticos iguais."
Consequência: cada orbital pode conter no máximo 2 elétrons com spins opostos.

4. Distribuição Eletrónica dos Elementos


Segue a ordem dos níveis de energia:
1s, 2s, 2p, 3s, 3p, 4s, 3d, 4p…
Usamos a regra de Aufbau para preencher os orbitais.
Exemplo: Carbono (Z=6) → 1s² 2s² 2p²

5. Regra de Hund (Máxima Multiplicidade)


"Os elétrons ocupam os orbitais de mesma energia individualmente, com spins paralelos, antes
de se emparelhar."
Evita repulsões e estabiliza o átomo.

6. Raios Atómicos e Iónicos


Raio Atómico (ou Covalente):
Diminui ao longo de um período (→).
Aumenta ao longo de um grupo (↓).
Raio Iónico:
Cátion → menor que o átomo neutro.
Ânion → maior que o átomo neutro.

7. Energia de Ionização e Eletroafinidade


Energia de ionização: energia para remover um elétron.
Aumenta (→), diminui (↓)
Eletroafinidade: energia liberada ao ganhar um elétron.
F e Cl têm as maiores.

8. Eletronegatividade
Tendência de um átomo em atrair elétrons numa ligação.
Escala de Pauling.
Aumenta da esquerda para a direita (→) e de baixo para cima (↑).
F (flúor) é o mais eletronegativo.

9. Influência nas Propriedades das Substâncias


Essas grandezas afetam:
Tipo de ligação
Polaridade da molécula
Ponto de fusão/ebulição
Solubilidade
Condutividade elétrica
10. Ligações Químicas
Ligações Iónicas:
Entre metal e não-metal
Transferência total de elétrons
Forma íons (Na⁺, Cl⁻)
Ex: NaCl
Ligações Covalentes:
Entre não-metais
Compartilhamento de elétrons
Ex: H₂O, CO₂
Ponte de Hidrogênio:
Ligação intermolecular forte entre H (ligado a F, O ou N) e átomos vizinhos.
Ex: H₂O, NH₃
Outras ligações (exceto metálica):
Van der Waals (forças de dispersão ou dipolo-dipolo)
Dipolo permanente/induzido

11. Tipos de Hibridação


Explica formas e ângulos das moléculas com base em orbitais híbridos.
Tipo Orbitais combinados Forma da molécula Exemplo
sp 1 s + 1 p Linear (180°) BeCl₂
sp² 1 s + 2 p Trigonal plana (120°) BF₃
sp³ 1 s + 3 p Tetraédrica (109,5°) CH₄

CAPÍTULO II – ESTEQUIOMETRIA E EQUILÍBRIO QUÍMICO

A estequiometria é o ramo da Química que estuda as relações quantitativas entre reagentes


e produtos em uma reação. A concentração de soluções é um tema central, com destaque para a
molaridade (M), que é a quantidade de matéria (em mol) por litro de solução, e a normalidade (N),
usada em reações ácido-base e redox. Também são comuns as expressões percentuais como
massa/massa (% m/m), massa/volume (% m/v) e volume/volume (% v/v), úteis em contextos
industriais e laboratoriais.

Para determinar fórmulas empíricas e moleculares, utiliza-se a composição centesimal dos


elementos de um composto. Após calcular a massa de cada elemento, converte-se em mol e
encontra-se a menor proporção entre os elementos, o que resulta na fórmula empírica. A fórmula
molecular pode ser determinada multiplicando a fórmula empírica por um fator que iguale a massa
molar real.

O acerto de equações químicas, ou balanceamento, garante a conservação da massa e da


carga. Isso pode ser feito por métodos como o algébrico (resolução de equações), o método da oxi-
redução (baseado em variações no número de oxidação), e o método íon-elétron, utilizado
principalmente em reações em meio aquoso.

A nomenclatura dos compostos inorgânicos segue regras específicas. Os óxidos são


compostos binários do oxigênio com outro elemento, como o dióxido de carbono (CO₂). Os ácidos
são compostos que liberam H⁺ em solução aquosa, como o ácido clorídrico (HCl). As bases contêm
íons hidróxido (OH⁻), como o hidróxido de sódio (NaOH). Os sais resultam da reação entre ácidos
e bases, como o cloreto de sódio (NaCl). Compostos complexos, como o hexacianoferrato (III)
[Fe(CN)₆]³⁻, envolvem metais de transição ligados a ligantes, que podem ser neutros ou aniônicos.

O equilíbrio químico ocorre quando uma reação reversível atinge um ponto onde as
velocidades da reação direta e inversa se igualam. A constante de equilíbrio (K) é expressa como
a razão entre as concentrações dos produtos e dos reagentes. O Princípio de Le Chatelier explica
como o sistema reage a alterações externas, como mudanças de concentração, temperatura ou
pressão. Por exemplo, um aumento na concentração de reagentes favorece a formação de produtos,
e um aumento da temperatura em reações endotérmicas também favorece os produtos.

1. Cálculo de Concentração de Soluções


• Molaridade (M)
M=n/V
M: mol/L
n: quantidade de matéria (mol)
V: volume da solução (L)
• Normalidade (N)
N = nº de equivalentes / V (L)
Usado especialmente em reações ácido-base e redox.
Depende da valência do soluto.
• Percentagem (%)
Massa/massa (% m/m):
% = (massa do soluto / massa da solução) × 100
Volume/volume (% v/v):
% = (volume do soluto / volume da solução) × 100
Massa/volume (% m/v):
% = (massa do soluto / volume da solução) × 100

2. Determinação das Fórmulas Moleculares e Empíricas


Fórmula empírica: proporção mais simples dos elementos.
Fórmula molecular: fórmula real da substância.
• Composição centesimal:
% massa = (massa do elemento / massa do composto) × 100
Etapas:
Calcular a massa de cada elemento.
Converter em mol.
Dividir todos os valores pelo menor número de mol.
Obter proporção → fórmula empírica.
Usar massa molar para obter a fórmula molecular.

3. Acerto de Equações Químicas


• Método algébrico
Atribui letras às incógnitas e resolve como um sistema de equações.
• Método de oxi-redução
Balanceia com base na variação do número de oxidação dos elementos envolvidos.
• Método da variação do grau de oxidação
Identifica os átomos que oxidam e reduzem, igualando os elétrons trocados.
• Método do ião-elétron (meia reação)
Usado especialmente em meio ácido ou básico, separando a equação em duas semi-reações
(oxidação e redução), balanceando cargas e átomos.

4. Nomenclatura dos Compostos Inorgânicos Não Complexos


Tipos:
Óxidos: metal ou não-metal + oxigênio
Ex: CO₂ (dióxido de carbono)
Ácidos: H + ânion
HCl → ácido clorídrico
H₂SO₄ → ácido sulfúrico
Bases: metal + OH⁻
NaOH → hidróxido de sódio
Sais: metal + ânion ácido
NaCl → cloreto de sódio

5. Nomenclatura dos Compostos Complexos


Compostos formados por um íon central (geralmente metal de transição) ligado a ligantes.
Ex: [Fe(CN)₆]³⁻ → hexacianoferrato (III)
Regras:
Nome dos ligantes + nome do metal + número de oxidação.
Ligantes neutros: água (aqua), amônia (amino), etc.
Ligantes aniônicos: cloreto (cloro), cianeto (ciano), etc.

6. Equilíbrio Químico e Constante de Equilíbrio (K)


Reações reversíveis que atingem um estado onde as velocidades direta e inversa se igualam.
• Expressão da constante:
K = [produtos]^x / [reagentes]^y

Princípio de Le Chatelier
Se um sistema em equilíbrio sofre perturbação, ele se ajusta para minimizar essa alteração.
Efeitos:
Concentração: aumentar [reagente] → favorece produtos.
Temperatura:
Reação endotérmica: aumento favorece produtos.
Reação exotérmica: aumento favorece reagentes.
Pressão/Volume:
Aumento da pressão favorece o lado com menos moléculas gasosas.
Catalisador: não altera o equilíbrio, apenas acelera a reação.

7. Constantes de Ionização e Cálculos


• Kw (constante da água)
Kw = [H⁺][OH⁻] = 1 × 10⁻¹⁴ (a 25 °C)
• Ka (ácido) e Kb (base)
Quanto maior Ka, mais forte o ácido.
• pH e pOH
pH = −log[H⁺]
pOH = −log[OH⁻]
pH + pOH = 14

• Soluções reguladoras (buffer)


Mistura de ácido fraco + sua base conjugada.
Mantêm o pH estável mesmo com adição de ácidos ou bases.
• Indicadores ácido-base
Substâncias que mudam de cor conforme o pH.
Ex: Fenolftaleína, Tornassol, Azul de bromotimol.
• Produto de solubilidade (Kps)
Kps = [íon A]^x × [íon B]^y
Indica a solubilidade de sais pouco solúveis.
Quando o produto iônico > Kps, há formação de precipitado.

CAPÍTULO III – SOLUÇÕES, PH E SOLUBILIDADE

A ionização de substâncias em solução é crucial para entender seu comportamento ácido-base. A


constante de ionização da água (Kw) é igual a 1 × 10⁻¹⁴ a 25 °C, e relaciona-se diretamente com
os conceitos de pH e pOH. O pH é calculado por meio do logaritmo negativo da concentração de
íons hidrogênio: pH = −log[H⁺], enquanto o pOH = −log[OH⁻], e a soma pH + pOH = 14 em
condições padrão.

Ácidos e bases fracos possuem constantes de ionização (Ka e Kb) menores, indicando que se
ionizam parcialmente em solução. Já ácidos e bases fortes se dissociam completamente. Soluções
tampão (ou "buffers") são misturas que resistem a variações de pH quando pequenas quantidades
de ácidos ou bases são adicionadas. Um exemplo clássico é o sistema ácido acético/acetato de
sódio.

Indicadores ácido-base são substâncias que mudam de cor conforme o pH. A fenolftaleína, por
exemplo, é incolor em meio ácido e rosada em meio básico. O tornassol também é amplamente
utilizado, mudando de vermelho (ácido) para azul (básico).

Outra constante importante é o produto de solubilidade (Kps), que indica a tendência de um sal
pouco solúvel se dissolver em solução. Se o produto das concentrações dos íons na solução for
maior que o Kps, haverá precipitação do sal.

CAPÍTULO IV – QUÍMICA ORGÂNICA: ESTRUTURA E FUNÇÕES

A química orgânica estuda os compostos do carbono, elemento que pode formar quatro
ligações covalentes estáveis, o que permite a criação de uma enorme variedade de compostos. A
hibridação dos orbitais do carbono influencia a forma das moléculas: sp³ origina estruturas
tetraédricas, sp² forma estruturas planas trigonais e sp resulta em geometrias lineares. Essa
flexibilidade estrutural permite a existência de compostos como hidrocarbonetos, álcoois, ácidos
carboxílicos e muitos outros.

Os hidrocarbonetos são os compostos orgânicos mais simples, formados apenas por


carbono e hidrogênio. Dividem-se em alcanos (ligações simples), alcenos (ligações duplas) e
alcinos (ligações triplas). A nomenclatura dos compostos orgânicos segue regras da IUPAC,
considerando a cadeia principal, o tipo de ligação e o grupo funcional.

Entre os compostos oxigenados, destacam-se os álcoois (presença do grupo –OH), que são
geralmente polares e formam pontes de hidrogênio; os éteres, que são menos polares e mais
voláteis; as cetonas e aldeídos, que contêm o grupo carbonila (C=O) e são altamente reativos; os
ácidos carboxílicos, que contêm o grupo –COOH e são bastante ácidos; e os ésteres, responsáveis
por aromas e sabores naturais, comuns em fragrâncias e alimentos.
Tabela de Resumo: Hibridações do Carbono

Hibridação Tipo de ligação Geometria Exemplo


sp³ 4 simples Tetraédrica CH₄
sp² 1 dupla Trigonal plana C₂H₄
sp 1 tripla Linear C₂H₂

1. Hibridação do carbono e estruturas moleculares

O átomo de carbono possui a capacidade única de formar quatro ligações covalentes estáveis,
o que lhe permite construir uma imensa variedade de compostos. Isso ocorre graças à hibridação
dos seus orbitais atômicos, processo que mistura orbitais atômicos puros (s e p) para formar
orbitais híbridos equivalentes em energia. Existem três tipos principais de hibridação em
compostos orgânicos:

 Hibridação sp³: ocorre quando o carbono realiza quatro ligações simples (sigma), como
no metano (CH₄). Os quatro orbitais híbridos se orientam em um arranjo tetraédrico com
ângulos de 109,5°.
 Hibridação sp²: ocorre quando o carbono realiza uma ligação dupla (uma sigma e uma pi),
como no eteno (C₂H₄). Os orbitais híbridos sp² formam ângulos de 120°, dispostos num
plano trigonal.
 Hibridação sp: ocorre quando o carbono realiza uma ligação tripla (uma sigma e duas pi),
como no etino (C₂H₂). Os orbitais híbridos se organizam linearmente, com ângulos de 180°.

Essas hibridações determinam a geometria das moléculas orgânicas e, por consequência, suas
propriedades químicas e físicas.

2. Nomenclatura de algumas funções orgânicas

A nomenclatura orgânica segue regras definidas pela IUPAC, com base na identificação da
cadeia principal, da saturação (simples, dupla, tripla) e do grupo funcional presente. Aqui estão
algumas das funções orgânicas mais importantes:

 Hidrocarbonetos:
o Alcanos: apenas ligações simples entre carbonos. Ex: metano (CH₄), etano
(C₂H₆).
o Alcenos: contêm ao menos uma ligação dupla. Ex: eteno (C₂H₄).
o Alcinos: contêm ao menos uma ligação tripla. Ex: etino (C₂H₂).
 Álcoois: apresentam o grupo hidroxila (-OH) ligado a carbono saturado. Ex: etanol
(CH₃CH₂OH).
 Cetonas: possuem o grupo carbonila (C=O) ligado a dois carbonos. Ex: propanona
(CH₃COCH₃).
 Aldeídos: o grupo carbonila está no final da cadeia, ligado a um hidrogênio. Ex: etanal
(CH₃CHO).
 Ácidos carboxílicos: apresentam o grupo carboxila (-COOH). Ex: ácido etanoico
(CH₃COOH).

A identificação correta do grupo funcional e a contagem dos carbonos na cadeia principal são
essenciais para aplicar a nomenclatura corretamente.
3. Compostos oxigenados dos hidrocarbonetos

Os compostos oxigenados são derivados dos hidrocarbonetos que possuem átomos de


oxigênio na sua estrutura. Eles incluem principalmente os álcoois, éteres, aldeídos, cetonas, ácidos
carboxílicos e ésteres. Esses compostos possuem diferentes propriedades físico-químicas em razão
da polaridade das ligações envolvendo o oxigênio, que é altamente eletronegativo.

 Álcoois: solúveis em água (quanto menor a cadeia) e com pontos de ebulição elevados
devido às pontes de hidrogênio.
 Éteres: mais voláteis que álcoois; usados como solventes orgânicos.
 Aldeídos e Cetonas: apresentam reatividade típica da carbonila, como adição
nucleofílica.
 Ácidos carboxílicos: altamente polares, reagem com bases formando sais.
 Ésteres: têm cheiro agradável, usados em fragrâncias e saborizantes.

Esses compostos são fundamentais na bioquímica e na síntese de inúmeros materiais na indústria


farmacêutica, cosmética e alimentícia.

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