Ministério da Educação
Agrupamento de Escolas de Anadia
11.O ANO PORTUGUÊS | 2025-2026
FICHA DE GRAMÁTICA - setembro 2025
PROPOSTA DE CORREÇÃO
EXERCÍCIOS
[Link] e justifica o erro presente em cada uma das frases devido à colocação
inadequada da vírgula ou ao facto de não ser colocada.
a) O Rui a Clara o Carlos e o José foram ao cinema.
O Rui, a Clara, o Carlos e o José foram ao cinema.
Trata-se de uma enumeração.
b) Podes colocar esse livro na estante António?
Podes colocar esse livro na estante, António? VOCATIVO
c) O Pedro, obteve excelentes resultados escolares.
O Pedro obteve excelentes resultados escolares.
Não se pode separar o sujeito do predicado.
d) A Joana mudou de vida isto é passou a praticar desporto.
A Joana mudou de vida, isto é, passou a praticar desporto.
“isto é” – esta expressão com valor explicativo tem de ser apresentada entre vírgulas.
e) Os alunos, que se empenham, conseguem sem dúvida melhores resultados.
Os alunos que se empenham conseguem, sem dúvida, melhores resultados.
Trata-se de uma oração subordinada adjetiva relativa restritiva, não pode estar
separada por vírgulas.
Função sintática: modificador restritivo do nome.
“sem dúvida” é uma expressão que também tem de estar entre vírgulas.
f) Enquanto estiveres doente não poderás sair de casa.
Enquanto estiveres doente, não poderás sair de casa.
A oração subordinada adverbial (neste caso, temporal) antecede / precede a
subordinante. O mesmo acontece se estiver encaixada na subordinante.
Mas:
Não poderás sair de casa enquanto estiveres doente.
Ou
Não poderás sair de casa, enquanto estiveres doente.
g) A tarde esteve chuvosa e cinzenta; a noite tranquila e luminosa.
A tarde esteve chuvosa e cinzenta; a noite, tranquila e luminosa.
A colocação da vírgula indica a supressão da forma verbal “esteve”.
h) A fotografia, do monumento, está magnífica.
A fotografia do monumento está magnífica.
Não se pode separar o complemento do nome do nome que o está a exigir na frase
(“A fotografia” – nome icónico)
(Página 277 do manual de 10ºano)
i) O Rui mora, em Aveiro?
O Rui mora em Aveiro?
Não se pode separar o complemento oblíquo da forma verbal que o exige.
j) Quem estiver interessado em ir ao cinema, deverá comprar o bilhete.
Quem estiver interessado em ir ao cinema deverá comprar o bilhete.
Não se pode separar o sujeito do predicado.
O sujeito corresponde a uma oração subordinada substantiva relativa (“quem” –
pronome relativo sem antecedente)
k) A Maria que vive em Coimbra é uma jovem muito estudiosa.
A Maria, que vive em Coimbra, é uma jovem muito estudiosa.
Frase incorretamente pontuada, por tratar-se de uma oração subordinada adjetiva
relativa explicativa, na função sintática de modificador apositivo do nome. Sendo
assim, a oração “que vive em Coimbra” terá de estar colocada entre virgulas-
informação acessória.
l) Anadia 18 de setembro de 2024
Anadia, 18 de setembro de 2024
Separa-se o nome do local da data.
2. Sublinha e corrige os erros presentes nas frases apresentadas.
a) Hádes mostrar-me o teu texto. Concerteza x fizes-te um excelente trabalho!
Hás de mostrar-me o teu texto. Com certeza, fizeste um excelente trabalho!
Em início de frase, o modificador separa-se. Neste caso,
trata-se de um modificador de frase.
Separa-se o modificador quando está
a) colocado no início da frase;
b) encaixado entre o sujeito e o verbo;
c) encaixado entre o verbo e um complemento.
b) Quando chegar a casa x enviarei-te o texto.
Quando chegar a casa, enviar-te-ei o texto.
A oração subordinada adverbial (neste caso, temporal) antecede / precede
a subordinante.
A forma verbal encontra-se no futuro e pronominalizada.
Atenção às regras da pronominalização- o pronome pessoal em adjacência verbal. (rever)
c) À uma semana atrás, estava-mos de férias no Brazil.
Há uma semana, estávamos/ estavamos de férias no Brasil.
Evitar o pleonoasmo.
d) Na semana passada, senti um mau- estar e não haviam razões para que isso tive-se acontecido.
Na semana passada, senti um mal-estar, e não havia razões para que isso tivesse
acontecido.
Pensar se o antónimo teria lógica: mau-estar- bom-estar.
O verbo “haver” com a ideia de existir não apresenta plural, isto é, só se utiliza a terceira
pessoa do singular
mas
quando o verbo haver é acompanhado de um sujeito, e é usado como
auxiliar em construções verbais, já podemos usar todas as formas:
ex. Eles haviam (=tinham) de ir connosco àquela aldeia.
e) Paula sabes, que vão haver vários momentos de avaliação, não sabes?
Claro! No ano letivo transato, também houveram.
Paula, sabes que vai haver vários momentos de avaliação, não sabes? - Separar
o vocativo; (complemento direto)
Nunca se separa a oração subordinada substantiva completiva do verbo que a exige ou
expressão, como, por exemplo: É essencial que chova durante o outono. (função sintática:
sujeito- Isto é essencial).
Claro! No ano letivo transato, também houve.
f) Nos últimos anos, a população portuguesa quadriplicou.
quadruplicou
A forma correta de escrita da palavra é quadruplicar. A palavra quadriplicar está
errada. Devemos utilizar o verbo quadruplicar sempre que quisermos referir o ato de
multiplicar por quatro.
Lembrar: quádruplo - quadruplicado
quadruplicação
g) O João interviu na aula de Português, e ninguém censurou-o.
O João interveio na aula de Português, e ninguém o censurou.
Verbo intervir interver;
Verbo intervir
Presente do indicativo Pretérito perfeito do indicativo
Eu intervenho Eu intervim
Tu intervéns Tu intervieste
Ele/ela intervém ele/ ela interveio
Nós intervimos nós interviemos
Vós intervindes vós interviestes
Eles/elas intervêm eles/ elas intervieram
Atenção às regras da pronominalização- o pronome pessoal junto de pronomes indefinidos.
(Consultar as páginas 285 e 286 do manual de 10ºano)
h) O teu gesto foi haltruísta, doastes o teu tempo e o teu talento por uma causa nobre.
altruísta doaste (≠vós doastes)
i) És muito prespicaz, percebestes logo a vontade, dos teus avós.
És muito perspicaz, percebeste logo a vontade dos teus avós.
Não se separa o complemento do nome do nome que o
exige.
j) A tua idoniedade é louvável, agiste com honestidade e responsabilidade.
idoneidade (deriva do latim: idoneitate) - idóneo;
Espontaneidade
(≠ precariedade- do latim: precarius)
k) Quanto menos dependentes estiver-mos de energias não renováveis como os combustíveis fósseis,
mais nos aproximare-mos da criação de um programa energético sustentável e inóquo para o
ambiente.
estivermos aproximaremos inócuo (inofensivo)
Agora, vais relembrar as funções sintáticas.
3. Identifica as funções sintáticas das expressões sublinhadas.
a) O Sermão de Padre António Vieira1 será interessante2?
1- Complemento do nome (obra)
2- Predicativo do sujeito
RELEMBRAR AS SUBCLASSES DOS VERBOS
Ser, estar, ficar, parecer, permanecer, andar, continuar, tornar-se, revelar-se…
b) Padre António Vieira, que foi um verdadeiro observador crítico, escreveu vários
sermões.
Modificador apositivo do nome
c) Assim que começarem a estudar Padre António Vieira,1 os alunos acharão a sua obra
muito interessante2.
1- Modificador do grupo verbal (com valor temporal)
2- Predicativo do complemento direto.
(Pronominalizar, para verificar qual é o complemento direto e qual o predicativo do
complemento direto, já que este não permite ser pronominalizado)
PREDICATIVO DO COMPLEMENTO DIRETO
Existem verbos como: considerar, achar, julgar, eleger, nomear, chamar, aclamar, declarar,
designar, crer, proclamar, tratar, tomar por, tratar por, ter-se por, ter por, … (quanto à sua
subclasse, são os chamados verbos principais transitivos predicativos) que exigem o chamado
predicativo do complemento direto, elemento que surge geralmente depois do complemento direto,
porque o está a caracterizar. Esta função pode ser desempenhada por um grupo nominal, um grupo
adjetival ou um grupo preposicional.
Ex.: Ele considera o pai um herói. (grupo nominal)- (considera-o um herói)
Elegeram Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa. (grupo nominal)
A turma elegeu a Ana delegada de turma. (grupo nominal)
O professor considera a turma aplicada. (grupo adjetival)
Todos nós achamos a Ana bonita. (grupo adjetival)
Os críticos consideraram o filme de qualidade. (grupo preposicional)
Em suma:
É uma função sintática que se relaciona diretamente com o complemento direto;
Ocorre com verbos principais transitivos predicativos;
Quando se pronominaliza o complemento direto, o predicativo do complemento direto permanece
inalterável.
Ex.: Considero a Ana uma excelente aluna. Considero-a uma excelente aluna.
d) No presente ano letivo1, os alunos participarão em vários projetos2.
1- Modificador do grupo verbal (com valor temporal)
2- Complemento oblíquo.
3- Quem trabalhar será recompensado.
Sujeito
4- Os jovens estão satisfeitos com a escola.
Complemento do adjetivo
NÃO CONFUNDIR
Exemplo de um complemento do adjetivo na forma de grupo preposicional oracional
(introduzido por uma preposição em forma de oração, aparecendo um verbo)
Estamos convencidos de que tudo correrá bem.
g) Os alunos disseram que estavam satisfeitos1 e interessados pelos conteúdos lecionados.2
1- Complemento direto (PRONOMINALIZEM: Os alunos disseram-no)
2-Complemento do adjetivo
4. Classifica as orações das expressões sublinhadas.
a) Quem trabalhar será recompensado. Oração subordinada substantiva relativa (sem
antecedente- sujeito)
b) A professora perguntou aos alunos se estavam interessados pelos conteúdos lecionados.
Oração subordinada substantiva completiva.
Elementos de ligação Exemplificação
Oração subordinada Conjunções subordinativas Completa o sentido de outra oração:
substantiva completiva completivas: - Penso que a epopeia camoniana é
que superior às epopeias da Antiguidade.
para - O professor pediu-nos para
analisarmos melhor o poema.
se
- A professora perguntou se os
alunos já tinham lido “Os Maias”.
(Pode completar o sentido de um nome:
Camões tinha a certeza de que não o valorizavam na sua terra natal.
pode completar o sentido de um adjetivo:
Camões estava convicto de que a arte era desvalorizada pelos
portugueses.)
Tenham em atenção situações como:
É importante que os alunos estejam atentos.
Oração subordinada substantiva completiva, na função sintática se
sujeito.
Isto é importante.
(Ver quadro anterior)