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ANÁLISE DE VIBRAÇÕES EM
SISTEMA COMPLEXO
Prof. Dr. Carlos Vitor da Silva Sarmento
2
PROF. DR. CARLOS VITOR DA SILVA SARMENTO
ANÁLISE DE VIBRAÇÕES EM
SISTEMA COMPLEXO
1° edição
Ipatinga, MG
Editora Prominas
2025
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Diretor Geral: Prof. Esp. Valdir Henrique Valério
Diretor Executivo: Prof. Dr. William José Ferreira
Ger. do Núcleo de Educação a Distância: Profa Ma. Cristiane Lelis dos Santos
Coord. Pedag. da Equipe Multidisciplinar: Profa. Ma. Cristiane Lelis dos Santos
Revisão Gramatical e Ortográfica: Profª. Elislaine Santos
Revisão Técnica: Prof. Me. Alessandro Ferreira Rodrigues
de Souza
Revisão/Diagramação/Estruturação: Bruna Luiza Mendes
Lorena Oliveira Silva Portugal
Design: Bárbara Carla Amorim O. Silva
Élen Cristina Teixeira Oliveira
Cristiano Soares Andrade
Guilherme Mateus do Carmo
© 2025, Editora Prominas.
Este livro ou parte dele não podem ser reproduzidos por qualquer meio sem Autorização es-
crita do Editor.
Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária Melina Lacerda Vaz CRB – 6/2920.
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LEGENDA DE
Ícones
Com o intuito de facilitar o seu estudo e uma melhor compreensão
do conteúdo aplicado ao longo do livro didático, você irá encontrar
ícones ao lado dos textos. Eles são para chamar a sua atenção para
determinado trecho do conteúdo, cada um com uma função específica,
mostradas a seguir:
FIQUE ATENTO
Trata-se dos conceitos, definições e informações importantes
nas quais você precisa ficar atento.
BUSQUE POR MAIS
São opções de links de vídeos, artigos, sites ou livros da biblioteca
virtual, relacionados ao conteúdo apresentado no livro.
VAMOS PENSAR?
Espaço para reflexão sobre questões citadas em cada unidade,
associando-os a suas ações.
FIXANDO O CONTEÚDO
Atividades de múltipla escolha para ajudar na fixação dos
conteúdos abordados no livro.
GLOSSÁRIO
Apresentação dos significados de um determinado termo ou
palavras mostradas no decorrer do livro.
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SUMÁRIO
ANÁLISE DE VIBRAÇÕES EM SISTEMA COMPLEXO............................................................2
1. SISTEMAS COM DOIS GRAUS DE LIBERDADE............................................................................................6
1.1 Vibrações Livres Sem Amortecimento................................................................................................7
1.2 Vibrações Livres Com Amortecimento..............................................................................................8
1.3 Vibrações Forçadas........................................................................................................................................9
1.4 Sistemas Acoplados Em Translação E Rotação........................................................................10
2. SISTEMAS COM N GRAUS DE LIBERDADE................................................................................................11
2.1 Vibrações Livres................................................................................................................................................13
2.2 Vibrações Forçadas......................................................................................................................................14
2.3 Aplicação Das Equações De Lagrange Na Solução De Sistemas Com N Graus De
Liberdade..................................................................................................................................................................15
FIXANDO O CONTEÚDO...........................................................................................................................................16
GABARITO.........................................................................................................................................................................19
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...........................................................................................................................20
CONFIRA A SEGUIR
Neste conteúdo será investigado sistemas com múltiplos graus de liberdade. Inicialmente
abordando sistemas com dois graus, avaliando as vibrações com e sem amortecimento.
E também as vibrações forçadas. Ao final, são abordados os sistemas acoplados em
translação e rotação e também a aplicação da equação de Lagrange.
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1. SISTEMAS COM DOIS GRAUS DE LIBERDADE
Sistemas que requerem duas coordenadas independentes para descrever seu
movimento são denominados sistemas com dois graus de liberdade.
Sistemas com dois graus de liberdade detém duas equações de movimento.
Entretanto cada uma delas é uma equação diferencial acoplada, então guarda relação
com a outra. Considerando uma solução harmônica, as equações resultam em duas
frequências naturais para o sistema. Estruturas com dois graus de liberdade vibram
em dois modos distintos. Isto traz um conceito importante que o número de graus
de liberdade indica a quantidade de possibilidades de vibração do sistema. Isto é
denominado modos de vibração.
A formulação partirá do sistema massa mola com dois graus de liberdades,
ou seja, duas massas sujeitas à vibração. A Figura abaixo ilustra tal sistema.
Figura 1: Sistema massa mola para dois graus de liberdade
Fonte: Rao, Marques e Lima Junior (2008)
Sistema com dois graus de liberdade vibrará em duas formas distintas,
denominada modos de vibração.
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1.1 Vibrações Livres Sem Amortecimento
Analisando um sistema de vibração livre sem amortecimento, montaremos o
sistema conforme as equações:
m_1 x ̈_1 (t)+(k_1+k_2 ) x_1 (t)-k_2 x_2 (t)=0
m_2 x ̈_2 (t)-k_2 x_1 (t)-(k_2+k_3 ) x_2 (t)=0
Note que o sistema pode vibrar com a mesma frequência e ângulo de fase (Φ),
mas com amplitude diferente, isto fará com que cada massa esteja em uma posição, em
determinado momento. Logo, podemos escrever as equações de movimento conforme
as expressões:
x_1 (t)=X_1 cos〖 (ωt+Φ)〗
x_2 (t)=X_2 cos〖 (ωt+Φ)〗
Com X1 e X2 as constantes que determinam a amplitude máxima. As equações
podem ser substituídas, resultando nas equações:
{[〖-m〗_1 ω²+(k_1+k_2 )] X_1-k_2 X_2 } cos〖 (ωt+Φ)〗=0
{-k_2 X_1+[-m_2 ω²+(k_2+k_3 )] X_2 }cos〖 (ωt+Φ)〗=0
Sabendo que estas expressões podem ser nulas, se o cosseno for nulo, mas isto
não interessa, pois queremos todas as soluções, para qualquer passo de tempo, então
isto só será verdade se o sistema abaixo for nulo:
[〖-m〗_1 ω²+(k_1+k_2 )] X_1-k_2 X_2=0
-k_2 X_1+[-m_2 ω²+(k_2+k_3 )] X_2=0
Um artifício matemático para solucionar tal sistema é através do determinante a
partir do X1 da primeira equação e também da segunda equação, assim como o X2 da
primeira e segunda equação:
det[■(X_1,1&X_1,2@X_2,1&X_2,2 )]=0
det[■(〖-m〗_1 ω²+(k_1+k_2 )&-k_2@-k_2&-m_2 ω²+(k_2+k_3 ) )]=0
Resolvendo este sistema, encontraremos a equação:
(m_1 m_2 ) ω^4-[(k_1+k_2 ) m_2+(k_2+k_3 ) m_1 ] ω^2+[(k_1+k_2 )(k_2+k_3 )-〖k_2〗^2 ]=0
Note que a expressão é um polinômio de 4º grau, com raízes:
ω_1^2,ω_2^2= 1/2 [((k_1+k_2 ) m_2+(k_2+k_3 ) m_1)/(m_1 m_2 )]±1/2 {[((k_1+k_2 )
m_2+(k_2+k_3 ) m_1)/(m_1 m_2 )]^2-4[((k_1+k_2 )(k_2+k_3 )-〖k_2〗^2)/(m_1 m_2 )]}^(1/2)
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Isso mostra que o sistema tem solução harmônica não trivial resultando em duas
frequências. O que comprova o que já foi apresentado: sistema com dois graus de
liberdade detém dois modos de vibração.
As constantes X1 e X2 tem valor de acordo com o modo a se avaliar, conforme:
r_1=(X_2^((1)))/(X_1^((1)) )=(-m_1 ω_1^2+(k_1+k_2 ))/k_2 =k_2/(-m_2 ω_1^2+(k_2+k_3 ) )
r_2=(X_2^((2)))/(X_1^((2)) )=(-m_1 ω_2^2+(k_1+k_2 ))/k_2 =k_2/(-m_2 ω_2^2+(k_2+k_3 )
)=
1.2 Vibrações Livres Com Amortecimento
As equações de movimento para um sistema em vibração livre e com
amortecimento pode ser escrita conforme a equação:
m_1 x ̈_1+(c_1+c_2 ) x _̇ 1-c_2 x _̇ 2+(k_1+k_2 ) x_1-k_2 x_2=0
m_2 x _̈ 2 (t)-c_2 x _̇ 1++(c_2+c_3 ) x _̇ 2-k_2 x_1 (t)-(k_2+k_3 ) x_2 (t)=0
Diante do que já foi acompanhado na seção anterior, vemos uma facilidade em
avaliar os sistemas matricialmente.
Com isto podemos dizer que o sistema da equação pode ser reescrito na forma,
conforme a equação:
[m] x ⃗ ̈(t)+[c] x ⃗ ̇(t)+[k]x ⃗(t)=0
Com cada termo dado conforme as expressões.
[m]=[■(m_1&0@0&m_2 )]
[c]=[■(c_1+c_2&-c_2@-c_2&c_2+c_3 )]
[k]=[■(k_1+k_2&-k_2@-k_2&k_2+k_3 )]
Com isto, o vetor solução será na forma da Equação.
x ⃗(t)={■(x_1 (t)@x_2 (t))}
Esta análise matricial expande os conceitos e possibilidade, principalmente com o
advento da computação, que permite a expansão para sistemas de múltiplos graus de
liberdade. Note ainda, que uma facilitação para implementação é que as matrizes são
quadradas de ordem 2x2 e são simétricas, ou seja: [m]^T=[m], [c]^T=[c] e [k]^T=[k].
9
1.3 Vibrações Forçadas
As vibrações forçadas vão fornecer o sistema conforme a equação conforme já
elencado na seção anterior, sendo que a matriz apresentada ficará na forma apresentada
na equação, com o vetor força dado conforme.
[m] x ⃗ ̈(t)+[c] x ⃗ ̇(t)+[k]x ⃗(t)=F ⃗(t)
F ⃗(t)={■(F_1 (t)@F_2 (t))}
FIQUE ATENTO
A instrumentalidade produz nos profissionais do Serviço Social a capacidade de modi-
ficar, transformar e alterar as condições objetivas e subjetivas e as relações interpesso-
ais e sociais existentes num determinado nível da realidade social: no nível do cotidiano
(GUERRA, 2000, P.2).
Considere:
k1=1000N/m, k2=5000N/m e k3=1000N/m
m1=100kg e m2=200kg
c1= 20Ns/m, c2= 10Ns/m e c3= 20Ns/m.
F1(t)= 100sen(t)N e F2(t)= (9,81t)N
Solução: Utilizando as equações 68,69,70,71 e 72, podemos montar:
[m]=[■(m_1&0@0&m_2 )]=[■(100&0@0&200)]
[c]=[■(c_1+c_2&-c_2@-c_2&c_2+c_3 )]=[■(20+10&-10@-10&10+20)]=
=[■(30&-10@-10&30)]
[k]=[■(k_1+k_2&-k_2@-k_2&k_2+k_3 )]=[■(1000+5000&-5000@-5000&5000+1000)]=
=[■(6000&-5000@-5000&6000)]
F ⃗(t)={■(F_1 (t)@F_2 (t) )}={■(100sen(t)@9,81(t) )}
x ⃗(t)={■(x_1 (t)@x_2 (t))}
Equação de movimento:
[■(100&0@0&200)] x ⃗ ̈(t)+[■(30&-10@-10&30)] x ⃗ ̇(t)+[■(6000&-5000@-5000&6000)] x ⃗(-
t)={■(100sen(t)@9,81(t) )}
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BUSQUE POR MAIS
Para recapitular os conceitos de matrizes, e suas operações, caso seja
necessário, recomenda-se uma revisão através do livro Algebra Linear
de Fernandes (2023),disponível em: [Link]
blicacao/213586/pdf/0 .
Outros livros de álgebra linear também trazem bons conceitos de ma-
trizes e podem ser usado para relembrar são: Fernandes (2014) e Franco
(2016).
Busque ainda por vídeos nas plataformas. Recomenda-se aqui apenas
um, mas sugere-se a procura por outros: [Link]
tr4wfXi9xg
1.4 Sistemas Acoplados Em Translação E Rotação
Sistemas vibrantes submetidos a translação já foi estudado. Entretanto ao sofrer
rotação o sistema precisará levar em consideração este movimento.
Inicialmente abordaremos o sistema puramente torcional. As expressões
apresentam, analogamente à equação, as equações de movimento para um corpo em
rotação (torção) conforme ilustrado na figura abaixo:
Figura 2: Sistema torcional com dois graus de liberdade
Fonte: Rao, Marques e Lima Junior (2008)
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J_1 θ _̈ 1+(k_t1+k_t2 ) θ_1-k_t2 θ_2=0
J_2 θ _̈ 2-k_t2 θ_1-(k_t2+k_t3 ) θ_2=0
Perceba que as equações que governam o sistema torcional guardam relação
com o deslocamento translacional, entretanto a massa analogamente é representada
pela inércia rotacional (J) e o deslocamento agora é avaliado através da rotação (θ). A
rigidez (k) agora é avaliada conforme a rigidez torcional (kt).
Entretanto alguns equipamentos e máquinas detêm os dois movimentos: rotação
e deslocamento. Destaca-se um torno, bomba, elevador, etc.
Logo, as equações de movimento acoplados surgem na forma:
mx = ̈ -k_1 (x-l_1 θ) l_1-k_2 (x+l_2 θ)
J_0 θ =
̈ k_1 (x-l_1 θ) l_1-k_2 (x+l_2 θ) l_2
Com l definido como termo de acoplamento. A equação pode então ser expressa
matricialmente para um sistema em vibração livre e não amortecido conforme:
m 0 ẍ k1 + k 2 −(k1 𝑙𝑙1 − k 2 𝑙𝑙2 ) x 0
� �� ̈� + � �� � = � �
0 J0 θ −(k1 𝑙𝑙1 − k 2 𝑙𝑙2 ) k1 𝑙𝑙1 2 + k 2 𝑙𝑙2 2 θ 0
2. SISTEMAS COM N GRAUS DE LIBERDADE
Sistemas empregados na engenharia comumente têm vários graus de liberdade.
Algumas vezes não dispomos de estratégias e possibilidades para tornar estes sistemas
modelos mais simples, com um ou dois graus de liberdade. Destaca-se a estrutura
metálica em questão na Figura abaixo:
Figura 3: Sistema com três graus de liberdade
Fonte: Rao, Marques e Lima Junior (2008)
12
Note que o sistema apresentado na Figura 1 é uma estrutura de três massas
(pavimentos) que pode ser interpretado como o diagrama de corpo livre de três massas
e três rigidezes. A Figura abaixo apresenta um sistema massa com N graus de liberdade.
Figura 4: Sistemacom N graus de liberdade
Fonte: Rao, Marques e Lima Junior (2008)
FIQUE ATENTO
A associação de molas é diferente de sistemas de múltiplos graus de liberdade. Tome
cuidado para não confundis. A Figura acima apresenta a associação de diferentes mo-
las, em série e em paralelo. É compreensível que em série o deslocamento será maior,
uma vez que a distensão de uma mola somará a outra mola. Já em paralelo a distensão
será menor, pois a rigidez das molas será somada.
Associações de molas podem ser substituídas por uma mola equivalente, sendo:
Associação em paralelo: k_eq=k_1+k_2+k_3+⋯+k_n
Associação em série:1/k_eq =1/k_1 +1/k_2 +1/k_3 +⋯+1/k_n
Uma dica: verifique que associação de molas, poderia fazer uma analogia com a asso-
ciação de resistores, só tomando cuidado com o método matemático empregado, que
é o contrário:
Associação de molas em série é equivalente a associação de resistores em para-
lelo, já a associação de molas em paralelo é equivalente a associação de resistores em
série.
13
Molas em paralelo:
Molas em série:
Figura 5: Associação de molas
Fonte: Rao, Marques e Lima Junior (2008)
2.1 Vibrações Livres
matricialmente podemos exibir uma expressão para um sistema qualquer. A
equação já foi visualizada na equação, entretanto sem a parcela do amortecimento.
[m] x ⃗ ̈(t)+[k]x ⃗(t)=0
Com a massa e rigidez dadas a partir da equação.
𝑚𝑚1 0 0 ⋯ 0 0
𝑚𝑚11 𝑚𝑚12 𝑚𝑚13 ⋯ 𝑚𝑚1𝑛𝑛 ⎡ 0 𝑚𝑚
2 0 ⋯ 0 0⎤
𝑚𝑚12 𝑚𝑚22 𝑚𝑚23 ⋯ 𝑚𝑚2𝑛𝑛 ⎢ ⎥
[m] = �𝑚𝑚 0 0 𝑚𝑚3 ⋯ 0 0⎥
13 𝑚𝑚32 𝑚𝑚33 ⋯ 𝑚𝑚3𝑛𝑛 � = ⎢
𝑚𝑚1𝑛𝑛 𝑚𝑚2𝑛𝑛 𝑚𝑚3𝑛𝑛 ⋯ 𝑚𝑚𝑛𝑛𝑛𝑛 ⎢ ⋮ ⋯ ⎥
⎣0 0 0 ⋯ 0 𝑚𝑚𝑛𝑛 ⎦
𝑘𝑘1 + 𝑘𝑘2 −𝑘𝑘2 0 ⋯ 0 0
𝑘𝑘11 𝑘𝑘12 𝑘𝑘13 ⋯ 𝑘𝑘1𝑛𝑛 ⎡ ⎤
−𝑘𝑘2 𝑘𝑘2 + 𝑘𝑘3 −𝑘𝑘3 ⋯ 0 0
𝑘𝑘12 𝑘𝑘22 𝑘𝑘23 ⋯ 𝑘𝑘2𝑛𝑛 ⎢ ⎥
[k] = � �=⎢ 0 −𝑘𝑘3 𝑘𝑘3 + 𝑘𝑘4 ⋯ 0 0 ⎥
𝑘𝑘13 𝑘𝑘32 𝑘𝑘33 ⋯ 𝑘𝑘3𝑛𝑛
𝑘𝑘1𝑛𝑛 𝑘𝑘2𝑛𝑛 𝑘𝑘3𝑛𝑛 ⋯ 𝑘𝑘𝑛𝑛𝑛𝑛 ⎢ ⋮ ⋯ ⎥
⎣ 0 0 0 ⋯ −𝑘𝑘𝑛𝑛 𝑘𝑘𝑛𝑛 + 𝑘𝑘𝑛𝑛 +1 ⎦
14
Este sistema pode ser resolvido objetivando encontrar o vetor deslocamentos,
velocidade e aceleração, conforme as equações:
𝑥𝑥1 (𝑡𝑡)
𝑥𝑥2 (𝑡𝑡)
x�⃗(t) = � �
⋮
𝑥𝑥𝑛𝑛 (𝑡𝑡)
𝑥𝑥̇ 1 (𝑡𝑡)
𝑥𝑥̇ (𝑡𝑡)
x�⃗̇(t) = � 2 �
⋮
𝑥𝑥̇ 𝑛𝑛 (𝑡𝑡)
𝑥𝑥̈ 1 (𝑡𝑡)
𝑥𝑥̈ (𝑡𝑡)
x�⃗̈(t) = � 2 �
⋮
𝑥𝑥̈ 𝑛𝑛 (𝑡𝑡)
2.2 Vibrações Forçadas
As vibrações forçadas para um sistema com múltiplos graus de liberdade, e
considerando o amortecimento, retomaremos a equação acrescentando a parcela do
amortecimento e a excitação resultará na equação.
[m] x ⃗ ̈(t)+[c] x ⃗ ̇(t)+[k]x ⃗(t)=F ⃗
Com a massa e rigidez já expostas nas equações, apresentaremos a equação
para o amortecimento:
𝑐𝑐11 𝑐𝑐12 𝑐𝑐13 ⋯ 𝑐𝑐1𝑛𝑛
𝑐𝑐12 𝑐𝑐22 𝑐𝑐23 ⋯ 𝑐𝑐2𝑛𝑛
[c] = � 𝑐𝑐 𝑐𝑐32 𝑐𝑐33 ⋯ 𝑐𝑐3𝑛𝑛 � =
13
𝑐𝑐1𝑛𝑛 𝑐𝑐2𝑛𝑛 𝑐𝑐3𝑛𝑛 ⋯ 𝑐𝑐𝑛𝑛𝑛𝑛
𝑐𝑐1 + 𝑐𝑐2 −𝑐𝑐2 0 ⋯ 0 0
⎡ −𝑐𝑐 𝑐𝑐2 + 𝑐𝑐3 −𝑐𝑐3 ⋯ 0 0 ⎤
2
⎢ ⎥
=⎢ 0 −𝑐𝑐3 𝑐𝑐3 + 𝑐𝑐4 ⋯ 0 0 ⎥
⎢ ⋮ ⋯ ⎥
⎣ 0 0 0 ⋯ −𝑐𝑐𝑛𝑛 𝑐𝑐𝑛𝑛 + 𝑐𝑐𝑛𝑛+1 ⎦
𝐹𝐹1 (𝑡𝑡)
𝐹𝐹 (𝑡𝑡)
𝐹𝐹⃗ = � 2 �
⋮
𝐹𝐹𝑛𝑛 (𝑡𝑡)
15
2.3 Aplicação Das Equações De Lagrange Na Solução De Sistemas Com N
Graus De Liberdade
A utilização das equações de Lagrange permite outra abordagem na dedução
das equações de movimento. Em sistemas com n graus de liberdade a expressão é
deduzida a partir da equação:
d 𝜕𝜕𝜕𝜕 𝜕𝜕𝜕𝜕 𝜕𝜕𝜕𝜕 (𝑛𝑛)
� �− + = 𝑄𝑄𝑗𝑗 , 𝑗𝑗 = 1,2, … , 𝑛𝑛
dt 𝜕𝜕𝑞𝑞̇ 𝑗𝑗 𝜕𝜕𝑞𝑞𝑗𝑗 𝜕𝜕𝑞𝑞𝑗𝑗
Onde q ̇ é a velocidade generalizada, e Q_j^((n)) é a força generalizada dada pela
equação .
(𝑛𝑛) 𝜕𝜕𝑥𝑥𝑘𝑘 𝜕𝜕𝑦𝑦𝑘𝑘 𝜕𝜕𝑧𝑧𝑘𝑘
𝑄𝑄𝑗𝑗 = � �𝐹𝐹𝑥𝑥𝑥𝑥 + 𝐹𝐹𝑦𝑦𝑦𝑦 + 𝐹𝐹𝑧𝑧𝑧𝑧 �
𝜕𝜕𝑞𝑞𝑗𝑗 𝜕𝜕𝑞𝑞𝑗𝑗 𝜕𝜕𝑞𝑞𝑗𝑗
𝑘𝑘
Na equação, T é a energia cinética do sistema, e V é a energia potencial elástica.
Ambas as variáveis são dadas pelas equações:
𝑛𝑛 𝑛𝑛
1
𝑇𝑇 = � 𝑇𝑇𝑖𝑖 = � 𝑚𝑚𝑖𝑖 𝑥𝑥̇ 𝑖𝑖 2
2
𝑖𝑖=1 𝑖𝑖=1
𝑛𝑛 𝑛𝑛
1
𝑉𝑉 = � 𝑉𝑉𝑖𝑖 = � 𝐹𝐹𝑖𝑖 𝑥𝑥𝑖𝑖
2
𝑖𝑖=1 𝑖𝑖=1
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FIXANDO O CONTEÚDO
1) Sobre os conceitos apontados abaixo, assinale a alternativa correta:
a) Sistema com dois graus de liberdade são aqueles que apresentam duas forças
aplicadas, como por exemplo, um carro que tem a vibração do motor e impacto dos
amortecedores.
b) Sistemas de solução de engenharia comumente tem apenas um grau de liberdade,
uma vez que só tem uma massa envolvida.
c) Sistemas com dois graus de liberdade vibrarão em dois modos de vibração,
enquanto que sistemas com n graus de liberdade terão n modos.
d) Vibrações sem amortecimento implica na retirada da parcela k, referente a rigidez
mecânica.
e) Soluções dos sistemas com múltiplos graus de liberdade só são possível de serem
resolvidos com o auxílio de supercomputadores, motivo pelo qual, apenas estruturas de
grande responsabilidade que tem a dinâmica analisada, por exemplo: avião, foguetes e
torres altas
Utilize o enunciado abaixo para responder as questões 2,3,4 e 5 para um sistema de dois
graus de liberdade (da figura).
k1= 1000 N/m
k2= 2000 N/m
k3= 1000 N/m
m1= 100 kg
m2=200 kg
c1= 10 kg/s
c2= 20 kg/s
c3= 20 kg/s
17
2) Considerando que o sistema é livre e sem amortecimento, indique a matriz que
soluciona este sistema:
−100ω² + (1000 + 2000) −2000
a) det � �=0
−2000 −200ω² + (2000 + 1000)
−1000ω² + (100 + 200) −200
b) det � �=0
−200 −2000ω² + (200 + 100)
−200ω² + (1000 + 2000) −200
c) det � �=0
−200 −100ω² + (2000 + 1000)
−100ω² + (10 + 20) −2000
d) det � �=0
−2000 −200ω² + (20 + 10)
−10ω² + (100 + 200) −200
e) det � �=0
−200 −20ω² + (200 + 100)
Objetivando resolver e encontrar as frequências, resolveremos a equação 59 termo a
termo:
1 (k1 + k 2 )m2 + (k 2 + k 3 )m1
ω12 , ω22 = � �
2 m1 m2
2 1/2
1 (k1 + k 2 )m2 + (k 2 + k 3 )m1 (k1 + k 2 )(k 2 + k 3 ) − k 2 2
± �� � − 4� ��
2 m1 m2 m1 m2
1
ω12 , ω22 = Termo 1 ± {Termo1² − 4 ∗ Termo2}1/2
2
1 (k 1 +k 2 )m 2 +(k 2 +k 3 )m 1
3) Calcule o primeiro termo: 2 � m1m2
� assinale o valor que corresponde a este
termo:
a) 79,5
b) 45,8
c) 37,2
d) 82,5
e) 96,4
(k1 + k 2 )(k 2 + k 3 ) − k 2 2
4) Calcule o segundo termo: � � e assinale a resposta correta:
m1 m2
a) 1200
b) 2200
c) 3300
d) 4200
e) 5400
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5) Substituindo os temos, as frequências ficam:
1
ω12 , ω22 = Termo 1 ± {Termo1² − 4 ∗ Termo2}1/2
2
2 2
a) ω1 , ω2 = 82,5 ± 51,0514
b) ω12 , ω22 = 79,5 ± 11,7756
c) ω12 , ω22 = 96,4 ± 63,1544
d) ω12 , ω22 = 45,8 ± 88,0514
e) ω12 , ω22 = 37,2 ± 96,1568
6) Desta forma, quais as frequências deste sistema?
a) 19,5983 Hz e 8,5858 Hz
b) 50,7745 Hz e 1,6535 Hz
c) 17,5896 Hz e 7,8989 Hz
d) 14,8521 Hz e 4,7758 Hz
e) 11,5564 Hz e 5,6079 Hz
7) Para este sistema, indique as relações entre X1 e X2 calculadas a partir de r1 e r2.
(1) (2)
X2 −m1 ω12 + (k1 + k 2 ) X2 −m1 ω22 + (k1 + k 2 )
r1 = (1)
= e r2 = (2) =
X1 k2 X1 k2
a) -0,2245 e 0,5896
b) -0,2355 e 0,7855
c) 0,5548 e 0,8596
d) 0,7588 e 0,9946
e) -0,3566 e 0,8568
8) Considerando agora o sistema em vibração livre e amortecida, monte a matriz
referente a equação de movimento:
[m]x�⃗̈(t) + [c]x�⃗̇(t) + [k]x�⃗(t) = 0
10 0 ẍ 1 (t) 30 −20 ẋ 1 (t) 300 −200 x1 (t)
a) a) � �� �+� �� �+� �� �=0
0 20 ẍ 2 (t) −20 40 ẋ 2 (t) −200 300 x2 (t)
1000 0 ẍ (t) 300 −30 ẋ 1 (t) 300 −200 x1 (t)
a) b) � �� 1 �+ � �� �+� �� �=0
0 2000 ẍ 2 (t) −200 400 ẋ 2 (t) −200 300 x2 (t)
100 0 ẍ 1 (t) 30 −20 ẋ 1 (t) 3000 −2000 x1 (t)
a) c) � �� �+� �� �+� �� �=0
0 200 ẍ 2 (t) −20 40 ẋ 2 (t) −2000 3000 x2 (t)
10 0 ẍ 1 (t) 3 −2 ẋ 1 (t) 4000 −3000 x1 (t)
a) d) � �� �+� �� �+� �� �=0
0 20 ẍ 2 (t) −0 4 ẋ 2 (t) −3000 4000 x2 (t)
10 0 ẍ 1 (t) 40 −30 ẋ 1 (t) 1000 −1000 x1 (t)
a) e) � �� �+� �� �+� �� �=0
0 20 ẍ 2 (t) −20 50 ẋ 2 (t) −1000 1000 x2 (t)
19
GABARITO
QUESTÃO 1 C
QUESTÃO 2 A
QUESTÃO 3 D
QUESTÃO 4 D
QUESTÃO 5 A
QUESTÃO 6 E
QUESTÃO 7 B
QUESTÃO 8 C
20
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