Dicas para Prova de Residência SUS-SP
Dicas para Prova de Residência SUS-SP
Henrique Lunardelli
Prova do SUS não cai muita imagem mas
Coordenador de Cirurgia
apostas seguras são raio-x de abdome agudo e
tomografia de crânio.
Prova do SUS - a clássica prova de residência médica do Brasil.
Bridas Volvo de sigmoide A mãe de todas. Banco de questões. Afirmações. Aleatoriedade.
Esteja preparado para escolher a menos pior, a menos errada.
Esteja preparado também para entender de onde vem a
questão, para não querer brigar com a banca.
Pelo lado positivo, é uma prova rápida e direta, sem pegadinhas,
sem enrolação. Decoreba master, vemos por aqui. Use palavras-
chave e exclusão para escolher seu gabarito.
Hemorragia digestiva alta - Úlcera péptica Ferimento por arma branca abdominal
Hemorragia digestiva alta é uma emergência médica. O ferimento por arma branca na parede abdominal é
Úlcera péptica sangrante é a sua principal causa sempre um tema comum na prova do SUS.
etiológica. Lembre-se que o paciente se apresentará Use e abuse do fluxograma do caranguejo para não
na emergência com um quadro grave de hematêmese errar as questões da prova.
ou melena, associado a um choque hipovolêmico. Se você se deparar com um paciente com uma facada
no abdome lembre-se da ordem e das primeiras
A conduta inicial é a reposição volêmica, cuidados com perguntas. Esse paciente esta instável? Ou eviscerado?
a via aérea e monitorização. Também é importante Ou empalado?
solicitar exames laboratoriais e pensar em transfusão, Se sim → Bora direto para a laparotomia!!
enquanto estabilizamos o paciente e solicitamos a Independentemente da região abdominal afetada.
endoscopia digestiva alta de urgência. Se não → aí sim podemos olhar melhor em qual região
foi a facada. Para pensar nos próximos passos.
Na prova, lembre-se da classificação de Forrest.
FAB abdominal Instável Laparotomia
Forrest Ia, Ib e IIA - Empalamento
Terapia dupla. Eviscerado
Estável
Forrest IIb - Remover o Anterior exploração local
coágulo e reclassificar.
Diverticulite aguda
Neoplasia de esôfago
Diverticulite é a inflamação aguda de um divertículo.
Quando cai, as provas adoram saber se você consegue
Doença bem comum e prevalente nas provas.
diferenciar entre os dois subtipos de câncer de
O quadro clínico é o clássico abdome agudo da
esôfago. O Adenocarcinoma - do obeso e do refluxo,
esquerda, em adultos e idosos.
do terço distal do esôfago.
Dor abdominal em fossa ilíaca esquerda, febre,
O Carcinoma espinocelular - do tabagista e etilista, dos
leucocitose, náuseas e vômitos.
terços superiores do esôfago.
Na suspeita, o exame padrão-ouro é a tomografia de
abdome e pelve com contraste.
Câncer de esôfago CEC Adenocarcinoma
Com ele, confirmamos a doença e graduamos ela com
a famosa classificação de Hinchey.
Tabagismo, Etilismo,
DRGE, Obesidade,
Classificação de Hinchey Ingesta de bebidas
Fatores de risco Uso de
quentes, HPV 16 e 18,
bifosfonados.
1 Abscesso paracólico pequeno, confinado ao mesentério do cólon. Acalasia, Tilose.
4 Peritonite fecal.
Diagnóstico
Acalasia, Estenose péptica, Divertículo
A classificação é quem guia o tratamento. Diferencial
Padrão C: consolidação.
Causas: atelectasia,
pneumonia.
Cirrose e complicações
NÃO
SIM
SIM AngioTC de
D-dímero ou escore PERC
tórax
Considerar adenosina
Manobras vagais
apenas se regular e Negativo
Adenosina (se regular) Positivo
monomórfico
Beta bloqueador ou AngioTC ou
Infusão de antiarrítmico: TEP
bloqueador do canal de algoritmo
procainamida, sotalol, descartado
cálcio Tratar YEARS
amiodarona
Tratamento:
Sinais de instabilidade: hipotensão, alteração do INSTÁVEL: PAS < 90mmHg, choque, uso de DVA:
estado mental, sinais de choque, IC ou dor trombólise
torácica ESTÁVEL: anticoagulação. Opções sem ponte:
rivaroxabana e apixabana.
Síndrome coronariana aguda Diagnóstico de ascite e manejo na cirrose
Cardiologia como um todo é sempre quente no SUS-
SP. A SCA já apareceu de diversas formas! Diagnóstico diferencial de ascite
Querido Medcoffer!
Doença Inflamatória Pélvica Aguda
Abscesso Tubo-Ovariano A prova do SUS SP em Ginecologia e Obstetrícia sempre vem
com algum ou outro tópico mais desafiador. Não se apegue a
eles, foque no básico bem feito dos seus estudos. Como temas
mais cobrados recentemente tivemos sangramento uterino
anormal, infecção ginecológica, complicações na gestação,
manejo do trabalho de parto e das intercorrências obstétricas,
além dos cuidados no pós-parto.
Climatério
Infecção Ginecológica
Imagem ultrassonográfica demonstrando uma Estática fetal, assistência ao parto
ultrassonografia transvaginal por placenta prévia, recobre
totalmente o orifício interno do colo. Puerpério
Climatério e TH
Fase de transição entre o menacme e a menopausa. Corrimentos Vaginais
Está associado modificações endócrinas, biológicas
e clínicas associadas ao hipoestrogenismo.
Terapia hormonal:
Estrogênio + Progestagênio
Quais contraindicações?
História atual ou suspeita de carcinoma invasivo de mama; Fique atento às principais características trazidas no
Insuficiência hepática; Sangramento vaginal em enunciado para não vacilar na hora de dar o diagnóstico
investigação; Doenças trombóticas/ tromboembólicas; mais certeiro!
Doença coronariana; Doença cerebrovascular; Porfiria *;
Meningioma (progestagênio) *
Conduta:
Estabilização clínica materna e amniotomia.
Para definição de conduta obstétrica, 2 perguntas:
Instabilidade
Feto vivo?
hemodinâmica?
Classificação de Lasmar (STEPW) Se sim para alguma das duas = parto pela via mais
rápida
Se não para as duas = preferir parto via vaginal (em no
máximo 6 horas).
Placenta prévia:
Sangramento vaginal progressivo e recorrente
(vermelho-vivo) + Indolor + Tônus normal + Ausência de
sofrimento fetal
O diagnóstico é ultrassonográfico
0 - 4: histeroscopia
5 - 6: análogo de GnRh e/ou cirurgia em 2 tempos Conduta:
7 - 9: laparoscopia ou laparotomia Cesárea eletiva (em geral na 36ª sem de gestação)
Estática Fetal
Apresentação: região fetal que ocupa a área do estreito Atonia Uterina – Pós-parto Vaginal
superior e nela vai se insinuar: Cefálica, Pélvica, Córmica
Linha de Ponto de
orientação referência Ocitocina
Sem resposta
Fontanela
Fletida Sutura sagital
lambda
Metilergometrina
Balão Intrauterino
Defletida de
Linha facial Mento
3º grau Sem resposta
Sutura compressiva
Eixo látero-lateral (sinclitismo/assinclitismo): Laparotomia Ligadura vascular
Sinclitismo: sutura sagital equidistante Histerectomia
Assinclitismo: Anterior = bebê mais inclinado para o
Opção nova recente: Sistema Jada® - gera vácuo
sacro, parte anterior desce primeiro na pelve;
intraútero, promovendo a contratilidade uterina e correção
Posterior = bebê mais inclinado para o púbis, parte
da atonia
posterior desce primeiro na pelve.
Dr. Guilherme Garcia
PALS - PCR e Ritmos de parada Professor Pediatria
Vale a pena relembrar os 4 ritmos de parada A prova do SUS SP é recheada de polêmicas quando o assunto é
com seus respectivos traçados: pediatria. São questões feitas com casos clínicos curtos,
objetivos, abordando os principais assuntos da Emergência
Infantil e Especialidades. Não vá esperando uma prova de
puericultura, pois aqui não vai encontrar.
Assistolia
AESP PALS - PCR
Vacinação
Convulsão Febril
SCR
Sibilância Recorrente: 2 episódios em 12 meses Dose Zero: aos 6 meses
OU 1 episódio + sintomas entre episódios
Dr. Darizon Filho - MFC
Esporotricose humana Coordenador Preventiva