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Dicas para Prova de Residência SUS-SP

Enviado por

Lara Lemos
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
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Dr.

Henrique Lunardelli
Prova do SUS não cai muita imagem mas
Coordenador de Cirurgia
apostas seguras são raio-x de abdome agudo e
tomografia de crânio.
Prova do SUS - a clássica prova de residência médica do Brasil.
Bridas Volvo de sigmoide A mãe de todas. Banco de questões. Afirmações. Aleatoriedade.
Esteja preparado para escolher a menos pior, a menos errada.
Esteja preparado também para entender de onde vem a
questão, para não querer brigar com a banca.
Pelo lado positivo, é uma prova rápida e direta, sem pegadinhas,
sem enrolação. Decoreba master, vemos por aqui. Use palavras-
chave e exclusão para escolher seu gabarito.

Mantenha a calma, passe o gabarito com tempo e segurança e


deixe as questões confusas para o final.
Que a força esteja com você.

Boa sorte Medcofer.


Hematoma epidural / Hematoma subdural

Hemorragia digestiva alta

Atendimento inicial ao trauma

Neoplasias do trato gastrointestinal

Hernias da parede abdominal

Abdome agudo inflamatorio

Hemorragia digestiva alta - Úlcera péptica Ferimento por arma branca abdominal
Hemorragia digestiva alta é uma emergência médica. O ferimento por arma branca na parede abdominal é
Úlcera péptica sangrante é a sua principal causa sempre um tema comum na prova do SUS.
etiológica. Lembre-se que o paciente se apresentará Use e abuse do fluxograma do caranguejo para não
na emergência com um quadro grave de hematêmese errar as questões da prova.
ou melena, associado a um choque hipovolêmico. Se você se deparar com um paciente com uma facada
no abdome lembre-se da ordem e das primeiras
A conduta inicial é a reposição volêmica, cuidados com perguntas. Esse paciente esta instável? Ou eviscerado?
a via aérea e monitorização. Também é importante Ou empalado?
solicitar exames laboratoriais e pensar em transfusão, Se sim → Bora direto para a laparotomia!!
enquanto estabilizamos o paciente e solicitamos a Independentemente da região abdominal afetada.
endoscopia digestiva alta de urgência. Se não → aí sim podemos olhar melhor em qual região
foi a facada. Para pensar nos próximos passos.
Na prova, lembre-se da classificação de Forrest.
FAB abdominal Instável Laparotomia
Forrest Ia, Ib e IIA - Empalamento
Terapia dupla. Eviscerado

Estável
Forrest IIb - Remover o Anterior exploração local
coágulo e reclassificar.

Forrest IIc e III - Manter Flanco /


Tomografia c/ contraste
tratamento clínico. Dorso
Colangite aguda O grande queimado
Infecção aguda da via biliar.
Todo grande queimado é considerado um politrauma.
Principal causa = cálculos. Segunda causa = tumor.
O atendimento destes pacientes é desafiador.
Diagnóstico - critérios de Tokyo
Lembre-se de realizar um bom ABCDE, com atenção a
Grupo A Sinais sistêmicos via aérea e sinais que demandem intubação precoce,
de inflamação: Febre,
calafrios, leucocitose como rouquidão, queimaduras de vibrissas, escarro
carbonáceo. Na hora da reposição volêmica, lembre-se
Grupo B Colestase: Bilirrubina > 2, do decoreba da fórmula de Parkland, ou a modificação
TGO, TGP, FA, GGT elevadas
pelo ATLS. Lembrando que atualizou na ultima edição.
Mas lembre-se que o foco é ainda maior na reposição
Grupo C Imagem compatível:
Dilatação VB conforme parâmetros, principalmente a diurese.
Etiologia visível
2 X peso do paciente X Superfície corporal
Classificação - critérios de Tokyo
queimada
Tokyo I Sem nenhum critério +

Tokyo II Leuco > 12.000 ou < 4.000


Febre > 39º C
→ Divida o valor por 16 e
infunda o volume nas
Idade > 75 anos
BT > 5 próximas 16 horas, por
Hipoalbuminemia hora, sempre
reavaliando.
Tokyo III Disfunção orgânica
Cardiovascular = DVA
Neurológica = RNC Para calcular a SCQ do
Renal = Cr > 2 paciente, use a imagem
Hepática = INR > 1,5
IrPa, Coagulopatia ao lado.

Decore para a prova.


Tratamento - atb + CPRE para desobstrução.

Diverticulite aguda
Neoplasia de esôfago
Diverticulite é a inflamação aguda de um divertículo.
Quando cai, as provas adoram saber se você consegue
Doença bem comum e prevalente nas provas.
diferenciar entre os dois subtipos de câncer de
O quadro clínico é o clássico abdome agudo da
esôfago. O Adenocarcinoma - do obeso e do refluxo,
esquerda, em adultos e idosos.
do terço distal do esôfago.
Dor abdominal em fossa ilíaca esquerda, febre,
O Carcinoma espinocelular - do tabagista e etilista, dos
leucocitose, náuseas e vômitos.
terços superiores do esôfago.
Na suspeita, o exame padrão-ouro é a tomografia de
abdome e pelve com contraste.
Câncer de esôfago CEC Adenocarcinoma
Com ele, confirmamos a doença e graduamos ela com
a famosa classificação de Hinchey.
Tabagismo, Etilismo,
DRGE, Obesidade,
Classificação de Hinchey Ingesta de bebidas
Fatores de risco Uso de
quentes, HPV 16 e 18,
bifosfonados.
1 Abscesso paracólico pequeno, confinado ao mesentério do cólon. Acalasia, Tilose.

2 Abscesso grande, distante, localizado na pelve ou retroperitônio.

3 Peritonite purulenta. Sintomas Disfagia, Perda ponderal, Melena, Inapetência

4 Peritonite fecal.
Diagnóstico
Acalasia, Estenose péptica, Divertículo
A classificação é quem guia o tratamento. Diferencial

Hinchey I Antibiótico e observação EDA com


Diagnóstico EDA
cromoscopia
Hinchey II Antibiótico e drenagem
TC pescoço, tórax, TC pescoço,
Hinchey III Antibiótico e cirurgia abdome e pelve tórax, abdome
ECO EDA e pelve
Estadiamento
PET-CT ECO EDA
Hinchey IV Antibiótico e cirurgia de Laringoscopia e PET-CT
Hartmann Broncoscopia
Dra. Beatriz Pozzolo Blois
Ultrassonografia point of care Time de Clínica Médica
Ano passado o SUS-SP cobrou POCUS no
choque e isso pode aparecer de novo!
Pessoal, prova de Clínica Médica do SUS-SP adora temas de
Linhas A: padrão Emergências Clínicas e a maioria das questões envolve
pulmonar normal. Linhas patologias que encontraríamos na sala de emergência. A prova
horizontais que refletem não tem pegadinhas e é, no geral, bem direta ao ponto. Atenção
a imagem da pleura. para a tendência de cobrar aspectos diferentes dentro do
mesmo tema ([Link]. AVC isquêmico em um ano, hemorrágico em
outro, IAM com e sem supra).
Linhas B: edema intersticial.
Causas: SRAG, edema agudo Nos últimos anos, a prova, que antes era mais fácil, tem cobrado
de pulmão, pneumonias mais detalhamento, em especial na última edição de 2025. No
geral, é só manter a calma, ler com atenção e partir pra cima!

Padrão C: consolidação.
Causas: atelectasia,
pneumonia.

Veia cava dilatada:


Síndromes coronarianas agudas
lembrar de TEP,
tamponamento Taquiarritmias
cardíaco, infarto de VD.
Em hipovolemia ela Tromboembolismo pulmonar e POCUS
estará colapsada! Insuficiência cardíaca

Cirrose e complicações

Manejo de taquiarritmias Tromboembolismo pulmonar


O SUS-SP ama emergências clínicas!
Taquiarritmia causando
instabilidade? SUSPEITA DE TEP

NÃO
SIM

Cardioversão elétrica Moderada ou alta Baixa


QRS largo?
sincronizada

SIM AngioTC de
D-dímero ou escore PERC
tórax
Considerar adenosina
Manobras vagais
apenas se regular e Negativo
Adenosina (se regular) Positivo
monomórfico
Beta bloqueador ou AngioTC ou
Infusão de antiarrítmico: TEP
bloqueador do canal de algoritmo
procainamida, sotalol, descartado
cálcio Tratar YEARS
amiodarona

Tratamento:
Sinais de instabilidade: hipotensão, alteração do INSTÁVEL: PAS < 90mmHg, choque, uso de DVA:
estado mental, sinais de choque, IC ou dor trombólise
torácica ESTÁVEL: anticoagulação. Opções sem ponte:
rivaroxabana e apixabana.
Síndrome coronariana aguda Diagnóstico de ascite e manejo na cirrose
Cardiologia como um todo é sempre quente no SUS-
SP. A SCA já apareceu de diversas formas! Diagnóstico diferencial de ascite

SCA Gradiente < 1,1g/dl (Exsudato): Doença Peritoneal


Proteína total < 2,5 g/dL: Síndrome nefrótica
Sem supra
Com supra Proteína total > 2,5 g/dL: Tuberculose peritoneal,
Carcinomatose peritoneal, Ascite peritoneal
Hemodinâmica no
hospital? Angio Seriar Gradiente > 1,1 g/dl (Transudato): Hipertensão Portal
primária (em até 90 troponina e Proteína total < 2,5 g/dL: Cirrose
min). Proteína total > 2,5 g/dL: Doença cardíaca
- ECG
Não? Transferência +
para abrir a artéria em
Manejo da ascite na cirrose
até Angina IAMSST
120 min? Angio instável Dieta hipossódica (até 2g de sódio/dia)
primária
Restrição de fluidos apenas em hiponatremia
importante (< 120/125)
Localização da parede: Espironolactona: droga de escolha; Dose inicial: 50-
Anterosseptal: V1, V2, V3 100mg/dia; - Dose de manutenção: 200-400mg/dia
Anterior V1, V2, V3, V4 após 3-5 dias.
Anterolateral: V4, V5, V6, DI, aVL Furosemida: diurético de alça; uso associado à
Anterior extensa: V1 a V6, DI, aVL espironolactona.
Lateral alta: DI, aVL
ESPIRONOLACTONA 100:40 FUROSEMIDA
Inferior: DII, DIII, aVF
Dorsal: V7, V8

Insuficiência cardíaca Acidente vascular encefálico


A insuficiência cardíaca já foi cobrada de várias formas Déficit focal agudo.
e vale a pena ter ela em mente.

Diagnóstico: CLÍNICO! AVALIAÇÃO


Tomografia
Critérios maiores: dispneia paroxística noturna, Tempo dos sintomas
Computadorizada De
turgência jugular a 45°, refluxo hepatojugular, Exame físico
Crânio: EM ATÉ 20
estertores pulmonares crepitantes, cardiomegalia Glicemia capilar
MINUTOS. Exclusão de
ao raio-X de tórax, edema pulmonar agudo e galope TC para descartar
hemorragia e infarto
de terceira bulha. hemorragia
extenso!
Critérios menores: edema de tornozelo bilateral, Cálculo do NIHSS
tosse noturna, dispneia aos mínimos esforços,
derrame pleural, taquicardia

Tratamento ICFER (FE < 40%) Trombólise


Antagonista Beta- INRA
Déficit neurológico ≤ 4,5h. A PA deve estar: PAS < 185 e
mineralocorticoide bloqueador
Sacubitril- PAD < 110mmHg
Espironolactona Bisoprolol,
Valsartana
ISGLT2 carvedilol, Evitar se: AVCi/ TCE grave nos últimos 3 meses,
succinato de coagulopatia, uso recente de DOAcs < 48h, plaquetas <
Empagliflozina metoprolol 100.000, heparina em dose plena nas últimas 24h
e Dapagliflozina (HBPM), glicemia < 50 mg/dL, neoplasia intra-axial,
Tratamento ICFEP (FE > 50%) neoplasia gastrointestinal nos últimos 21 dias, neoplasia
Diureticoterapia Melhoria dos sintomas gastrointestinal com diagnóstico recente, história de
hemorragia intracraniana, dissecção aórtica e área
ISGLT2 hipoatenuante > ⅓ do território vascular (infarto
Redução das hospitalizações
extenso).
Dra. Nicole Kemberly
Coordenadora de G.O.

Querido Medcoffer!
Doença Inflamatória Pélvica Aguda
Abscesso Tubo-Ovariano A prova do SUS SP em Ginecologia e Obstetrícia sempre vem
com algum ou outro tópico mais desafiador. Não se apegue a
eles, foque no básico bem feito dos seus estudos. Como temas
mais cobrados recentemente tivemos sangramento uterino
anormal, infecção ginecológica, complicações na gestação,
manejo do trabalho de parto e das intercorrências obstétricas,
além dos cuidados no pós-parto.

Mantenha a calma e deixe as questões mais decorebas para o


final. Com a dedicação que teve até aqui, você estará mais
Ref: Weerakkody Y, Nassar I, Rizk M, et al. Tubo-ovarian abscess. Reference article, preparado para conquistar a tão sonhada vaga. Estamos juntos
[Link] (Accessed on 08 Aug 2025) [Link]
nessa!
Sangramento 2ª Metade Gestação
Ultrassonografia placenta prévia:

Sangramento Uterino Anormal

Climatério

Infecção Ginecológica
Imagem ultrassonográfica demonstrando uma Estática fetal, assistência ao parto
ultrassonografia transvaginal por placenta prévia, recobre
totalmente o orifício interno do colo. Puerpério

Climatério e TH
Fase de transição entre o menacme e a menopausa. Corrimentos Vaginais
Está associado modificações endócrinas, biológicas
e clínicas associadas ao hipoestrogenismo.
Terapia hormonal:

Estrogênio + Progestagênio

É o que promove os benefícios Para proteção


Pode ser via oral ou não oral endometrial
(esta preferida para DM, HAS e Apenas pacientes com
comorbidades) útero OU endometriose
Quando prescrever?
Na janela de oportunidade (até 10 anos do início da
menopausa ou até os 60 anos)

Quais contraindicações?
História atual ou suspeita de carcinoma invasivo de mama; Fique atento às principais características trazidas no
Insuficiência hepática; Sangramento vaginal em enunciado para não vacilar na hora de dar o diagnóstico
investigação; Doenças trombóticas/ tromboembólicas; mais certeiro!
Doença coronariana; Doença cerebrovascular; Porfiria *;
Meningioma (progestagênio) *

*Não constam no manual SOBRAC 2024


SUA - Leiomiomas Sangramento de 2ª metade
Descolamento prematuro de placenta:
Sangramento vaginal vermelho escuro + Dor abdominal
+ Hipertonia uterina + Taquissistolia + Sofrimento fetal

Sangramento pode ser ausente


O diagnóstico é iminentemente clínico

Conduta:
Estabilização clínica materna e amniotomia.
Para definição de conduta obstétrica, 2 perguntas:

Instabilidade
Feto vivo?
hemodinâmica?

Classificação de Lasmar (STEPW) Se sim para alguma das duas = parto pela via mais
rápida
Se não para as duas = preferir parto via vaginal (em no
máximo 6 horas).
Placenta prévia:
Sangramento vaginal progressivo e recorrente
(vermelho-vivo) + Indolor + Tônus normal + Ausência de
sofrimento fetal
O diagnóstico é ultrassonográfico
0 - 4: histeroscopia
5 - 6: análogo de GnRh e/ou cirurgia em 2 tempos Conduta:
7 - 9: laparoscopia ou laparotomia Cesárea eletiva (em geral na 36ª sem de gestação)

Estática Fetal
Apresentação: região fetal que ocupa a área do estreito Atonia Uterina – Pós-parto Vaginal
superior e nela vai se insinuar: Cefálica, Pélvica, Córmica

Variedades de apresentação cefálica: Compressão Uterina


Eixo anteroposterior: grau de deflexão da apresentação
Ácido Tranexâmico

Linha de Ponto de
orientação referência Ocitocina

Sem resposta
Fontanela
Fletida Sutura sagital
lambda
Metilergometrina

Defletida de Sutura Fontanela Sem resposta ou contraind.


1º grau sagitometópica bregmática
Misoprostol
Defletida de Glabela ou raiz
Sutura metópica Sem resposta
2º grau do nariz

Balão Intrauterino
Defletida de
Linha facial Mento
3º grau Sem resposta
Sutura compressiva
Eixo látero-lateral (sinclitismo/assinclitismo): Laparotomia Ligadura vascular
Sinclitismo: sutura sagital equidistante Histerectomia
Assinclitismo: Anterior = bebê mais inclinado para o
Opção nova recente: Sistema Jada® - gera vácuo
sacro, parte anterior desce primeiro na pelve;
intraútero, promovendo a contratilidade uterina e correção
Posterior = bebê mais inclinado para o púbis, parte
da atonia
posterior desce primeiro na pelve.
Dr. Guilherme Garcia
PALS - PCR e Ritmos de parada Professor Pediatria

Vale a pena relembrar os 4 ritmos de parada A prova do SUS SP é recheada de polêmicas quando o assunto é
com seus respectivos traçados: pediatria. São questões feitas com casos clínicos curtos,
objetivos, abordando os principais assuntos da Emergência
Infantil e Especialidades. Não vá esperando uma prova de
puericultura, pois aqui não vai encontrar.

CHOCÁVEIS Tem força a infectologia pediátrica, por isso saiba os principais


agentes etiológicos das principais doenças infantis. Dificilmente
FV vamos encontrar nota de rodapé ou picuinha.
TV sem Pulso
Atentem-se aos pontos chave no enunciado para terem
Choque 2J/Kg assertividade nas respostas.

Espero que tenham uma ótima prova!


NÃO
CHOCÁVEIS

Assistolia
AESP PALS - PCR

Adrenalina Diarreia Aguda

Vacinação

Nefrologia Pediátrica - Nefrítica e Nefrótica

Convulsão Febril

Convulsões na emergência Diarreia aguda


A causa mais comum é a Convulsão Febril Plano A - sem desidratação
3 meses a 5 anos (mais comum > 6 meses)​ Alta!
Em vigência de febre (24h antes ou depois)​ Soro de reidratação oral (SRO) + líquidos, alimentação
Sem história de crise afebril e sem sinais de habitual, sinais de alarme, zinco ≤5 anos.
inflamação/infecção de SNC e distúrbios metabólicos
Plano B - desidratado
SRO 50-100mL/kg VO em 4-6h.
ABC + Monitorização + Glicemia
Ondansetrona se vômitos.
Hidratou → A;
Ficou igual → Gavagem;
Benzodiazepínico 2x Piorou → C.

Plano C - desidratação grave (2 sinais de desidratação,


com pelo menos 1 dos seguintes: não é capaz de beber/
Fenitoína
hipotônico, comatoso ou letárgico/ pulsos fracos ou
ausentes)

Fenobarbital 1ª expansão: soro fisiológico ou ringer lactato 30 ml/kg


(em 1h se <1 ano; em 30min se >1 ano);
2ª expansão SF/RL 70 ml/kg (em 5h se < 1ano; em
Terapia contínua em UTI com EEG 2h30min se >1 ano);
contínuo (Tiopental, Midazolam) Manutenção com Holliday;
Reposição: soro ao meio 50 ml/kg + K.
Nefrologia Pediátrica Meningite
Etiologia:
Como diferenciar Síndrome Nefrítica (Glomerulonefrite
Aguda Pós Streptocócica) e Síndrome Nefrótica Até 2 meses: E. coli, Klebsiella sp.,
Streptococcus agalactiae e Listeria
monocytogenes
Sd. Nefrítica- GNPE Sd. Nefrótica > 2 meses: Neisseria meningitidis,
Haemophilus influenzae tipo B e
Imunocomplexos Disfunção da barreira Streptococcus pneumoniae
glomerulares de filtração Quadro clínico: febre, cefaleia, irritação
Fisiopato S. pyogenes: após glomerular - perda meníngea (Kernig e Brudzinski), sinais de
infecção (amigdalite, proteica
impetigo)​ hipertensão intracraniana, vômitos,
abaulamento de fontanela.
EDEMA + PROTEINÚRIA
HIPERTENSÃO +
Obs: Meningococo: petéquias, púrpura
NEFRÓTICA + EDEMA
QC HEMATÚRIA + HIPOALBUMINEMIA Tratamento - SBP:
GLOMERULAR​+ + DISLIPIDEMIA Até 2 meses: ampicilina + cefotaxima
OLIGÚRIA + C3 ↓ > 2 meses: vancomicina + ceftriaxona
Repouso, restrição Corticoide, Restrição
Manejo hídrica e salina, ATB salina. Albumina se
(penicilina), grave
furosemida

Hipervolemia, ICC, Peritonite por


Complicação EAP, Encefalopatia Pneumococo,
hipertensiva, LRA Trombose

Diagnóstico Asma < 6a - GINA 2025 Atualizações Vacinais - 2024/2025


Todos os 3 critérios devem ser atendidos:
ROTAVÍRUS
1ª dose: até 11 meses e 29 dias
Episódios recorrentes de SIBILÂNCIA
2ª dose: até 23 meses e 29 dias

POLIO - VIP ou SALK


Nenhuma CAUSA ALTERNATIVA provável
Tchau VOP - não existe mais
Doses: 2, 4 e 6 meses + reforço 15 meses
RESPOSTA CLÍNICA oportuna às medicações
para asma COVID
Pfizer (escolha) - 3 doses: 6, 7 e 9 meses
Moderna - 2 doses: 6 e 7 meses
Causas alternativas: Se imunodeficiente: 3 doses (ambas as marcas)
Resposta Clínica:
DRGE, aspiração CE,
SABA com ou sem CS
coqueluche, TB, MENINGO
durante episódio agudo
cardiopatia, Fibrose MenC: 3 e 5 meses
OU ICS por 2-3 meses
Cística, DBP MenACWY: 12 meses; entre 11-14 anos

SCR
Sibilância Recorrente: 2 episódios em 12 meses Dose Zero: aos 6 meses
OU 1 episódio + sintomas entre episódios
Dr. Darizon Filho - MFC
Esporotricose humana Coordenador Preventiva

MedCoffer, a prova de Preventiva do SUS-SP traz uma pegada


forte de prática de saúde baseada em evidências no contexto
da Atenção Primária à Saúde bem como um olhar crítico sobre
aspectos coletivos da saúde da população. Ou seja, mais uma
prova com forte influência da Medicina de Família e
Comunidade.
Podemos esperar questões sobre as características da Atenção
Primária à Saúde dentro do Sistema Único de Saúde,
diagnósticos e intervenções em saúde coletiva com temas
como vigilância em saúde e níveis de prevenção, além de
questões cobrando uma interpretação crítica das evidências
provenientes de estudos epidemiológicos e sua consequente
Imagem: [Link]/10.1371/[Link].0006434.g001 aplicação prática. É uma prova que demanda atenção na leitura
dos enunciados e raciocínio para chegar a resposta. Boa prova!
América latina teve um grande aumento de
casos nos últimos meses, com epicentro na
cidade do Rio de Janeiro. A doença é causada
pelo fungo Sporothrix e pode ser transmitida
por ferimentos em contato com matéria Atenção Primária à Saúde
orgânica ou causados por animais (gatos). Medicina Baseada em Evidências
Tratamento pode ser feito com itraconazol e
em 2025 esta doença entrou para a lista de Vigilância Epidemiológica
notificação compulsória do SINAN em
Estudos Epidemiológicos
periodicidade semanal.
Níveis de Prevenção

Viéses em Estudos Epidemiológicos


Atributos da Atenção Primária à Saúde
Viés de Seleção: ocorre quando os participantes
Acesso / Primeiro Contato
de um estudo diferem sistematicamente da
Longitudinalidade
população de interesse OU quando os grupos de Essenciais
Integralidade
comparação não diferem apenas pela intervenção
Coordenação do Cuidado
ou exposição.
Viés de Confusão: ocorre quando um terceiro fator Foco na Família
(a variável de confusão) distorce a relação entre a Abordagem Comunitária Derivados
exposição e o desfecho. Competência Cultural
Viés de Aferição: ocorre pela falha dos métodos de
aferição dos desfechos. Não confundir com:
Viés do Observador: ocorre quando há diferença Princípios do SUS
entre o valor real e o valor observado devido à UNIVERSALIDADE
variação do observador. INTEGRALIDADE Ético / Doutrinários
Viés de Memória: ocorre pela falha da memória EQUIDADE
dos participantes de estudos retrospectivos.
Descentralização
Viés de Atrito: ocorre quando há perda de Regionalização
seguimento de participantes do estudo Hierarquização
Viés de Publicação: ocorre quando um estudo é Participação Social Organizativos
publicado com base nos seus resultados, e não no Resolubilidade
seu desenho, relevância da pergunta ou na sua Complementariedade
qualidade metodológica do Setor Privado
Estudos Epidemiológicos Medidas de Associação
A questão clássica desse tema descreve o estudo e Usamos as medidas de associação para estimar a
solicita ao candidato reconhecer o desenho. Deixo força de associação entre variáveis nos estudos.
abaixo as principais características para você acertar:

Ecológico: agregado, sujeito a falácia ecológica


Transversal: avalia exposição e efeito no mesmo
momento. Utilizado para medir prevalência.
Caso-controle: DOENÇA ⟶ EXPOSIÇÃO
Parte de grupo de casos (comparado a grupo
controle) e avalia chance de exposição no passado.
Coorte: EXPOSIÇÃO ⟶ DOENÇA
Risco Relativo = Ie ÷ Ine = A/(A+B) ÷ C/(C+D)
Parte de grupo de expostos e não-expostos e
acompanha o surgimento (incidência) de doença.
Odds Ratio = (A/C) ÷ (B/D) = (AxD) ÷ (BxC)
Ensaio Clínico: experimental e individuado.
Padrão-ouro para estudos de intervenções em Redução de Risco Relativo = 1 - Risco Relativo
saúde. Características desejáveis: randomização e (RRR = Eficácia)
mascaramento. Melhor método de análise de
desfechos: Intention-to-Treat (pois preserva a Redução Absoluta do Risco (RAR) = Ine - Ie
randomização)
Número Necessário p/ Tratar (NNT) = 1 ÷ RAR
Revisão Sistemática: estudo secundário, que
analisa outros estudos (primários) e tenta
sumarizar o conjunto de evidências. Se houver pelo
Ie = Incidência nos expostos
menos 2 estudos comparáveis, pode ser feita uma
Ine = incidência nos não expostos
metanálise (síntese estatística).

Sistema GRADE Níveis de Prevenção (Foco em P2, P4 e P5)


Atualmente, a forma mais utilizada de estimar o nível
de confiança que temos em um conjunto de
evidências é através do Sistema GRADE. A partir dele,
estratificamos as evidências em 4 níveis de confiança:

Há forte confiança de que o


verdadeiro efeito esteja próximo
ALTO daquele estimado.
Evidência de Ensaios Clínicos bem
delineados e observacionais bem
delineados e consistentes.
Há confiança moderada no efeito
estimado.
MODERADO Evidência de ensaios clínicos com
limitações leves ou observacionais
bem delineados e consistentes.
Prevenção quaternária
A confiança no efeito é limitada.
Evitar sobrediagnóstico
Evidência de ensaios com limitações
BAIXO Evitar iatrogenias
moderadas e estudos coorte e
Evitar medicalização
caso-controle.
Ponderar Beneficência x Não maleficência
Confiança muito limitada na
Demora/Espera Permitida
estimativa. Há importante grau de
MUITO [Link]ência de ensaios e
Prevenção quinquenária
BAIXO observacionais com limitações
“Prevenir o dano no paciente, atuando nos profissionais
graves, não comparados e opinião de
da saúde”. Cuidar da saúde de quem cuida.
especialistas.

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