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Dicas para Prova do ABC: Cirurgia e Emergências

O documento aborda temas relevantes para a prova do ABC, incluindo abdome agudo, trauma cranioencefálico, e manejo de condições como hemorragia digestiva e apendicite aguda. Destaca a importância da conduta adequada em situações de emergência e a necessidade de conhecimento sobre diagnósticos e tratamentos em diversas áreas médicas. Além disso, menciona a relevância de se preparar para questões que podem variar em estilo e conteúdo ao longo dos anos.

Enviado por

Lara Lemos
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Dicas para Prova do ABC: Cirurgia e Emergências

O documento aborda temas relevantes para a prova do ABC, incluindo abdome agudo, trauma cranioencefálico, e manejo de condições como hemorragia digestiva e apendicite aguda. Destaca a importância da conduta adequada em situações de emergência e a necessidade de conhecimento sobre diagnósticos e tratamentos em diversas áreas médicas. Além disso, menciona a relevância de se preparar para questões que podem variar em estilo e conteúdo ao longo dos anos.

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Dr.

Henrique Lunardelli
Raio-x de abdome agudo Coordenador de Cirurgia
A prova do ABC tradicionalmente não cobra
muita imagem em suas questões. A prova do ABC é uma caixinha de surpresas.
A aposta mais segura aqui será a de um Isso porque todo ano eles mudam a organização, o estilo da
abdome agudo perfurativo e/ou obstrutivo, no banca e outras coisas.
Raio-x de um paciente com dor abdominal. Durante muitos anos foi uma prova muito boa, depois em alguns
anos foi a pior prova do Brasil e agora parece estar melhorando
um pouco.
Pneumoperitôneo.
Acredito que este ano seja ‘maromenos’ portanto estejam
Abdome agudo
preparados. Não será a melhor prova, mas também não a pior...
perfurativo por
Espere perguntas tradicionais e de banco de questões,
ulcera péptica
decorebas de livros e os temas clássicos que conhecemos.
perfurada.
E mais importante, esteja preparado para o pior, porque ai
Conduta =
qualquer coisa que vier é lucro.
Antibioticoterapia
+ Cirurgia.
Boa sorte aos guerreiros e guerreiras.

Volvo de Sigmoide.
Abdome agudo
obstrutivo. Sinal do
Politrauma e ABCDE
grão de café.
Conduta = SNG + Hemorragia digestiva alta
jejum + hidratação +
Abdome agudo inflamatório e apendicite aguda
distorção
endoscópica ou Câncer colorretal
Cirurgia de urgência.
Abdome agudo perfurativo e obstrutivo

Trauma cranioencefálico Hemorragia digestiva alta - Úlcera péptica


TCE é um tema batido. Sempre aparece. Hemorragia digestiva alta é uma emergência médica.
Precisamos saber que a conduta prioritária é o ABCDE Úlcera péptica sangrante é a sua principal causa
do trauma, dando muita atenção a manutenção de etiológica. Lembre-se que o paciente se apresentará
uma boa ventilação, oxigenação e suporte, para evitar a na emergência com um quadro grave de hematêmese
lesão secundária. ou melena, associado a um choque hipovolêmico.
Assim que possível, para os pacientes com TCE Primeiras medidas sempre são iguais, ilustradas abaixo.
moderado e grave, precisamos realizar a TC de crânio.
E na prova ela adora aparecer, fazendo você diferenciar Suporte intensivo MOV + via aérea + reposição volêmica
entre as principais lesões focais cerebrais traumáticas. em sala de Laboratoriais
1. Hematoma emergência Omeprazol em dose de ataque
epidural
Biconvexo, não Endoscopia digestiva alta
ultrapassa suturas.
Sangramento arterial. Na prova, lembre-se da classificação de Forrest.
intervalo lucido.
Forrest Ia, Ib e IIA -
2. Hematoma Terapia dupla.
subdural 3. Hematoma
Foice, ultrapassa intra- Forrest IIb - Remover o
suturas. parenquimatoso coágulo e reclassificar.
Sangramento alta energia,
venoso. isquemia Forrest IIc e III - Manter
Etilistas e quedas. associada. tratamento clínico.
Indicações de cirurgia bariátrica Estadiamento do câncer colorretal
Tema quente e atualizado. Precisamos saber as O Estadiamento do CCR é essencial para a prova.
principais indicações e contra-indicações para a O principal detalhe que precisamos lembrar é que no
realização desta cirurgia. câncer de reto vamos solicitar RNM de pelve e não TC
Pré-requisitos: pois precisamos avaliar o mesorreto com o melhor
• Ausência de doenças psiquiátricas e exame disponível. Quando indicada, a cirurgia correta é
endocrinológicas. a colectomia associada a linfadenectomia regional.
• Sem uso de drogas ilícitas. E claro, lembre-se que paciente com anemia á
• Tratamento clínico prévio: pelo menos 2 anos. esclarecer ou qualquer pessoa com > 45 anos
• > 18 anos. precisam de uma colonoscopia de rastreio para o CCR.
• Idade máxima de 70 anos.
Indicações: Reto Cólon
• IMC ≥ 40.
• IMC 35-40 + comorbidades. Tomografia de tórax e de
• IMC 30-35 + Comorbidades graves. abdome superior
Lembrando que estas indicações estão sendo
ampliadas e atualmente a idade é apenas um pré-
RMde pelve Tomografia de pelve
requisito relativo. A cirurgia é autorizada em
adolescentes e idosos se respeitarmos alguns critérios.
Contra-indicações: CEA (antígeno
• Impossibilidade de compreender o procedimento. carcinoembrionário)
• Etilista ou usuário de drogas.
• Cirrose + Hipertensão portal com varizes. Colonoscopia completa
• Psicose grave.
(exclusão de outras lesões
• Depressão grave.
sincrônicas)
• Doença pulmonar em estágio avançado.

Via aérea no trauma Apendicite aguda


Em um paciente politraumatizado a perda da via aérea Tema mais clássico impossível.
é a principal causa de morte. Por isso os cuidados com A Escala de Alvarado, apesar de não ser 100%, ajuda
a via aérea no trauma vem primeiro, com o ‘A’ do muito a lembrar e estudar a doença.
ABCDE do trauma. Diagnóstico de apendicite aguda = clínico - dor
Para a prova, precisamos lembrar das principais epigástrica que migra para FID, associada a náuseas e
indicações de via aérea definitiva no politraumatizado. vômitos. Febre e inapetência estão sempre juntos.
Na certeza, podemos operar direto. Na dúvida,
Trauma maxilofacial. podemos fazer USG (simples, barato e rápido) ou
Queimadura de face e via aérea . Tomografia (padrão-ouro).
Sangramento de via aérea ou tubo digestivo. Confirmado o diagnóstico, o tratamento de apendicite
Lesões inalatórias. aguda é cirúrgico. Apendicectomia.
Apneia ou Insuficiência respiratória.
Rebaixamento e agitação ou Inconsciência.
Glasgow < 8.

Estes pacientes tem indicação de


intubação orotraqueal.

Para a prova, importante lembrar também das


indicações de via aérea cirúrgica. Quando a intubação
orotraqueal não é ou não será possível.

Edema de glote.
Trauma maxilofacial grave.
Sangramento profuso.
Incapacidade de intubação (03 tentativas).
Dr. Raphael Valente
TC de crânio no AVC isquêmico Time de Clínica Médica

A prova do ABC não costuma cobrar imagens,


só caíram duas imagens nos últimos 3 anos (um Pessoal, prova ruim e com conteúdos por vezes aleatórios, sem
ECG com TV e uma TC de crânio normal em muito padrão em relação ao que foi mais cobrado nos últimos
contexto de AVCi). anos. Se estiver sem tempo foque em cardio, principalmente IC,
SCA e DAC.
A maioria das questões são extremamente diretas (enunciado
em apenas uma frase) e concentuais, em que o candidato tem
que avaliar as alternativas para escolher a correta, por vezes
cobrando decorebas sem sentido algum.
Eventualmente podem cobrar algum caso clínico em que é
necessário raciocinar para chegar ao diagnóstico. Algumas
(poucas) desssas são questões realmente inteligentes e bem
feitas (por exemplo, uma de sd. nefrótica e outra de amiloidose
cardíaca, ambas de 2024).

A TC de crânio no AVCi agudo costuma ser


normal, mas pode apresentar uma área Sindrome Coronariana Aguda
hipodensa (preta) denotando isquemia.
Meningites - análise do liquor
Já a angioTC arterial mostra uma falha de
enchimento (seta amarela mostrando falha no Sepse
segmento M1 da a. cerebral média esquerda).
Anemia ferropriva x doença crônica

Imagens: Radiopaedia Tratamento do DM2

Meningites - anáise do LCR Tratamento medicamentoso DM2

Dosar vitamina B12 anualmente


Metformina
após 4 anos de uso

Glifozinas Benefício cardiovascular


Menos internações na ICFEP
(iSGLT2)
RIsco de ITU e CAD euglicêmica

Glutidas (aGLP1) Perda de peso


Baciloscopia Redução de risco cardiovascular

Perda de peso
Tirzepatida Benefício CV na ICFEP+obesidade
(estudo SUMMIT)

Seguros e bem tolerados - vêm


Gliptinas
sendo usados inclusive em pacientes
O padrão do LCR e baciloscopia são temas frequentes (iDPP-4)
internados
nas provas! Lembrem-se de pensar em Listeria
principalmente em idosos, imunossuprimidos e nos Usado na esteatose hepática
pacientes que se apresentarem com sinais de Glitazonas Retenção hídrica - contraindicado na
Rombencefalite. IC descompensada
Alguns padrões que indicam oclusão Insuficiência Cardíaca - tratamento
coronariana aguda:
Todos: CATE imediato!
IC Aguda
Supra de ST clássico
Classificar o perfil hemodinâmico:
Cuidado! - outras causas de supra:
A - Quente e Seco
BRE: aplicar Sgarbossa
> Otimizar meds
Pericardite: supraST difuso B - Quente e Congesto (+ comum)
> Diuréticos EV e vasodilatadores VO
C - Frio e Congesto
> Diureticos e inotrópicos (ou considerar
vasodilatadores EV se PAS > 85mmHg)
Ondas T hiperagudas V2-V4 L - Frio e Seco
> Alíquotas de volume, inotrópicos

IC crônica
Padrão De Winter Mudam
(infra-ST V1-V2 a V6 com ST Tríade base:
mortalidade!
ascendente e onda T
hiperaguda simétrica) IECA/BRA + β-bloqueador + espironolactona

Paciente se manteve sintomático?


Bandeira da África do Sul
Supra DI, AVL +- V2 Acrescentar iSGLT2 (ex: dapa ou empaglifozina)
Infra D3 +- D2 e AVF e/ou
Alencar JND, Feres F, Marchi MFND, Franchini KG, Scheffer MK, Felicioni SP, Costa ACM, et al. Beyond STEMI-NSTEMI Paradigm: Dante Trocar IECA/BRA por sacubitril-valsartana
Pazzanese’s Proposal for Occlusion Myocardial Infarction Diagnosis. Arq. Bras. Cardiol. 2024;121(5):e20230733.

Sìndromes Tóxicas Sepse


Hipnótico-sedativa
Definição
Agente: Opioides, benzodiazepínicos
Clínica: Bradipneia, hipotensão, miose (opioide), RNC
Infecção + disfunção orgânica (definida idealmente
Antídoto: Opioides: naloxona. Benzo: flumazenil
pelo SOFA, ou outro escore)

Colinérgica
Choque Séptico
Agente: Organofosforados, carbamato, nicotina
Clínica: Bradipneia, bradicardia, hipotensão, miose, Sepse + hiperlactatemia + necessidade de
sialorreia, sudorese, broncoconstricção noradrenalina para manter PAM ≥ 65mmHg, apesar de
Antídoto: Atropina, pralidoxima expansão volêmica adequada

Anticolinérgica
Pacote de 1ª hora
Agente: tricíclicos (ATC), anti-histamínicos, atropina
Clínica: hipertermia, taquipneia, taquicardia, Gasometria arterial com lactato
hipertensão, midríase, retenção urinária e fecal, Coleta de culturas - incluindo 2 pares de HMCs
mucosasa secas Antibiótico direcionado - em até 1h
Antídoto: piridostigmina. ATC: se QRS > 100ms ou Início de expansão volêmica (~30ml/kg)
arritmias ventriculares, fazer bicarbonato IV Avaliar necessidade de DVA (nora) precocemente
Simpatomimética
Hidrocortisona 50mg de 6/6h se
Agente: cocaína, anfetamina, efedrina, cafeína, teofilina choque séptico refratário, com
Clínica: hipertermia, taquipneia, taquicardia, necessidade de noradrenalina ≥ 0,25
hipertensão, midríase, diaforese, tremores, hiperreflexia mcg/kg/min há pelo menos 4 horas​
Antídoto: benzodiazepínicos, vasodilatadores
Dra. Nicole Kemberly
Coordenadora de G.O.

Olá Medcoffer!
Prolapso Genital
POP-Q A prova de Ginecologia e Obstetrícia do FMABC cobra temas
frequentes nesta grande área mas de maneira variável e
particular. As questões possuem enunciados curtos e muitas
vezes respostas diretas. Possuem poucas imagens.
Avaliação diagnóstica
e estadiamento do
Leia os enunciados com calma e, se deu dúvida, passe para a
prolapso de órgãos
questão seguinte sem perder muito tempo! Ao final você retoma
pélvicos durante o
as questões que deu dúvida. Garanta aqueles pontinhos das
exame físico
questões que tem certeza da resposta.
ginecológico
Uma ótima prova! Estou torcendo por você!

Sangramentos da 2ª Metade da
Gestação
Iminência de rotura uterina
Ginecologia Geral: Sangramento Uterino Anormal

Ginecologia Geral: Infecção Ginecológica

Ginecologia Endócrina | Amenorreias

Obstetrícia Básica | Assistência ao Parto

Obstetrícia de Alto Risco | Sangramentos da Gestação

SUA - Leiomiomas Amenorreias


Entenda o fluxograma de investigação para amenorreia
primária e secundária:
Amenorreia Primária
Útero presente + FSH/LH normais + Caracteres sexuais
secundários (CSS) presentes ⟶ obstrução à saída do
fluxo menstrual
Útero presente + ausência de
CSS + FSH/LH baixos ⟶ causas
hipotalâmicas ou hipofisárias
Útero presente + ausência de
Classificação de Lasmar (STEPW) CSS + FSH/LH altos ⟶ causas
ovarianas

Útero ausente ⟶ solicitar cariótipo


(Sd Mayer-Rokitanksy-Kuster-
Hauser ou Síndrome de Morris)

Amenorreia Secundária Afastar gestação

FSH diminuído ⟶ alterações SNC


0 - 4: histeroscopia FSH aumentado ⟶ causas ovarianas
5 - 6: análogo de GnRh e/ou cirurgia em 2 tempos FSH normal ⟶ outras alterações hormonais (prolactina,
7 - 9: laparoscopia ou laparotomia tireoide)
Corrimentos vaginais Sangramento de 2ª metade da Gestação
Descolamento prematuro de placenta:
Sangramento vaginal vermelho escuro + Dor abdominal
+ Hipertonia uterina + Taquissistolia + Sofrimento fetal

Sangramento pode ser ausente


O diagnóstico é iminentemente clínico

Conduta:
Estabilização clínica materna e amniotomia.
Para definição de conduta obstétrica, 2 perguntas:

Instabilidade
Feto vivo?
hemodinâmica?

Se sim para alguma das duas = parto pela via mais


rápida
Fique atento às principais características trazidas no Se não para as duas = preferir parto via vaginal (em no
enunciado para não vacilar na hora de dar o máximo 6 horas).
diagnóstico mais certeiro! Placenta prévia:
Sangramento vaginal progressivo e recorrente
(vermelho-vivo) + Indolor + Tônus normal + Ausência de
sofrimento fetal
O diagnóstico é ultrassonográfico

Conduta:
Cesárea eletiva (em geral na 36ª sem de gestação)

Distocias de Parto Pré-Eclâmpsia


Em período expulsivo: Gestante que tem PA ≥140x90mmHg após 20 semanas
COM proteinúria ou lesão de órgão-alvo
Expulsivo Prolongado

Predição de Pré-Eclâmpsia
1 Alto Risco ou 2 Riscos Moderados = AAS + CaCO3

Parada 2ária de Descida


Parto IMEDIATO na Pré-Eclâmpsia:
Eclâmpsia
Descolamento prematuro de placenta
Edema pulmonar
Comprometimento cardíaco
Piora laboratorial progressiva
IRA progressiva
Sofrimento Fetal

Sem progressão da descida


fetal em 2 exames
consecutivos com intervalo
de 1h ou mais
Dra Camilla Castro
Subcoord. Pediatria
Pneumonia com derrame pleural

A prova do ABC traz casos clínicos, curtos e longos,


que interrogam de forma direta o diagnóstico ou a
conduta.

As alternativas costumam ser curtas, sem muitas


delongas. Incomum cair questões conceituais.

Boa prova! Estaremos juntos na live de correção!


Case courtesy of Sally Ayesa, [Link], rID: 94572

Conduta:
Internação hospitalar
Exame de imagem
Se BEG: Penicilina cristalina ou ampicilina
endovenosa
Se grave: Ceftriaxone ou Cefotaxima ±
Vancomicina Infecto: vacinação, pneumonia, dengue
Considerar toracocentese →
cultura e análise
Hemato: ferropriva, falciforme
bioquímica
Indicação de drenagem: pus, gram reagente, Puericultura: introdução alimentar, baixa estatura
pH<7,2, glicose<50, LDH>1000, derrame extenso
(>1cm USG), septações/loculações Neo: reanimação neonatal, infecções congênitas

Baixa estatura (BE)


Atualizações Vacinais - 2024/2025
É baixa estatura?
ROTAVÍRUS Estatura < -2DP para sexo e idade
1ª dose: até 11 meses e 29 dias ou
2ª dose: até 23 meses e 29 dias Estatura <-2DP da estatura alvo

POLIO - VIP ou SALK Como está a velocidade de crescimento (VC)?


Tchau VOP - não existe mais
Doses: 2, 4 e 6 meses + reforço 15 meses Baixa (<5cm/ano): Boa: variantes
causas patológicas normais
Sistêmica? Familiar?
COVID
Genética? Atraso
Pfizer (escolha) - 3 doses: 6, 7 e 9 meses
Hormonal? constitucional?
Moderna - 2 doses: 6 e 7 meses
Se imunodeficiente: 3 doses (ambas as marcas)
BE familiar Atraso constit.
MENINGO
MenC: 3 e 5 meses VC Normal Normal
MenACWY: 12 meses; entre 11-14 anos
Estatura alvo Baixa Normal
SCR
Dose Zero: aos 6 meses Idade óssea Normal Atrasada
Tratamento Dengue
Anemia ferropriva e reposição de ferro
Ambulatorial Principal anemia na infância!
Hidratação VO (1/3 SRO + ⅔ outros) SINTOMAS:
A Reaval após afebril ou 5º dia Palidez cutâneo-mucosa
Intolerância aos esforços e astenia
Sopro sistólico panfocal + taquicardia;
Hidratação VO + HMG na unidade Ferropenia: picacismo, queilite angular, glossite atrófica
Ht normal: grupo A + reavaliação diária DIAGNÓSTICO:
B Ht aumentado: conduzir como grupo C ↓ ↓
Microcítica ( VCM) e hipocrômica ( HCM) com

anisocitose ( RDW)
↓ ↓
Ferritina, ferro, IST e ↓reticulócitos; ↑
TIBC;
Internação Enf. + Todos os exames INVESTIGAÇÃO: 1 ano de idade ou se suspeita clínica
Hidratação EV SF 10 mL/kg/h por 2h HMG, Ferritina (>15) e PCR → CUIDADO COM INFECÇÃO
C Reavaliação clínica após 1h, Ht após 2h (eleva a ferritina)
Não melhorou? Expansão até 3x - sem TRATAMENTO: 3-6mg/kg/dia de Fe elementar por 6m
melhora, conduzir como grupo D. PROFILAXIA: para toda criança de até 2 anos!
1-2 anos: 1 mg de ferro elementar/kg/dia

UTI + Todos exames Termo e Peso Profilaxia


Idade de início
Hidratação EV 20mL/kg em 20 min até 3x nascimento (mg/kg/dia)
D Reavaliação clínica após expansão + Ht 2h RNT, AIG, PN > 2500 g 1 180 dias*
Se Ht aumentando: albumina RNT PN < 2500 g ou
2
RNPT PN > 1500 g
30 dias
RNPT PN 1000-1500 g 3
Hidratação Oral: Holliday + 30%
Exames: HMG, albumina, TGO/TGP, RX tórax, USG RNPT PN < 1000 g 4
abdome *Se fator de risco para anemia ferropriva, iniciar aos 90 dias.

Introdução alimentar
Sífilis Congênita
Início: 6 meses (com sinais de prontidão), mantendo
aleitamento materno até pelo menos 2 anos.
Mucocutâneo: rinite, exantema
Ósseo: periostite,
Com o quê? Frutas + papa principal maculopapular, pênfigo
osteocondrite
Papa: 1 cereal/tubérculo + 1 leguminosa + 1 proteína palmoplantar
animal + 1 hortaliça
Avaliação Básica:
Orientações: Tratamento Materno: adequado se - penicilina
Ofertar água; benzatina, iniciado 30 dias antes do parto, dose
Não adicionar sal até 1 ano (SBP) / o mínimo de sal adequada
(MS); Sintomas RN e VDRL Pareado
Não ofertar açúcar até 2 anos, não ofertar
ultraprocessados; Criança exposta (mãe TTO adequado + RN
Alimentos potencialmente alergênicos: desde início assintomático + VDRL até 1 diluição maior): apenas
da introdução alimentar; seguimento ambulatorial
Evitar sucos, oferecer a fruta;
Alimentos separados no prato; Sífilis Congênita: HMG, RX ossos longos e LCR e tratar
Consistência: amassado (garfo). 1 ano = comida da Se apenas TTO materno inadequado: Penicilina
família. benzatina DU
Sífilis congênita sem Neurossífilis: Penicilina
In natura Processado Ultraprocessado Procaína ou Cristalina 10 dias
Neurossífilis (LCR >25cel, >150 proteína, VDRL +):
Penicilina Cristalina 10 dias
Dr. Darizon Filho - MFC
Método Clínico Centrado na Pessoa Coordenador Preventiva

MedCoffer, o que esperar da prova do ABC este ano?


A banca passou por mudanças nos últimos anos e, em pelo
menos uma edição, mostrou questões muito distintas do que
costumava fazer. A prova de preventiva do ABC costumava ser
composta por questões clássicas de temas como estudos
epidemiológicos e características do SUS. Após uma edição
"anômala" em 2023/2024, a prova veio em 2025/2026 muito
mais equilibrada, mas com uma forte inclinação para a Atenção
Primária à Saúde e para a atuação do Médico de Família e
Comunidade. Podemos esperar questões sobre este nível de
atenção bem como sobre Epidemiologia Clínica.
Aconselho ler com calma os enunciados e as alternativas, utilizar
os conceitos chaves que você estudou e assim garantir uma
O MCCP é um modelo integrado e sistemático taxa de acertos alta nessa frente. Desejo muito boa prova!
que visa unir a pessoa e a doença em um
contexto clínico. Diferente das abordagens
tradicionais, que muitas vezes se concentram
exclusivamente na doença, o MCCP valoriza a
compreensão do paciente como um indivíduo Atenção Primária à Saúde - atributos e ferramentas
completo, considerando suas emoções, ideias,
funcionalidade e expectativas. Pode ser Estudos Epidemiológicos
realizado a partir dos 4 componentes ilustrados Medidas de Associação
na imagem acima. A identificação desses
componentes pode ser uma questão na sua Níveis de Prevenção
prova.
Vigilância em Saúde

Atributos da Atenção Primária à Saúde Prevenção Quaternária


Acesso / Primeiro Contato De forma muito simples, podemos definir a prevenção
Longitudinalidade quaternária (P4) como a prevenção do dano
Integralidade Essenciais
iatrogênico. Este nível de prevenção está intimamente
Coordenação do Cuidado ligado à prática de saúde baseada em evidência,
sempre buscando garantir que as ações em saúde
Foco na Família tragam mais benefícios que malefícios para os
Abordagem Comunitária Derivados pacientes. O termo ficou conhecido pelas mãos do
Competência Cultural Médico de Família belga Marc Jamoulle, que ao cruzar
os pontos de vista sobre a saúde e doença de
Não confundir com:
profissionais e
Princípios do SUS pacientes, identificou
UNIVERSALIDADE um campo em que as
INTEGRALIDADE Ético / Doutrinários pessoas estariam
EQUIDADE mais sujeitas a
sobremedicalização:
Descentralização
Regionalização
Hierarquização
Participação Social Organizativos
Resolubilidade
Complementariedade
do Setor Privado
Estudos Epidemiológicos Medidas de Associação
Este tema já foi muito presente na prova do ABC, mas Usamos as medidas de associação para estimar a
não apareceu no último ano. Todavia, não deixa de ser força de associação entre variáveis nos estudos.
uma forte aposta e por isso deixamos aqui o resumo:

Ecológico: agregado, sujeito a falácia ecológica


Transversal: avalia exposição e efeito no mesmo
momento. Utilizado para medir prevalência.
Caso-controle: DOENÇA ⟶ EXPOSIÇÃO
Parte de grupo de casos (comparado a grupo
controle) e avalia chance de exposição no passado.
Coorte: EXPOSIÇÃO ⟶ DOENÇA
Risco Relativo = Ie ÷ Ine = A/(A+B) ÷ C/(C+D)
Parte de grupo de expostos e não-expostos e
acompanha o surgimento (incidência) de doença.
Odds Ratio = (A/C) ÷ (B/D) = (AxD) ÷ (BxC)
Ensaio Clínico: experimental e individuado.
Padrão-ouro para estudos de intervenções em Redução de Risco Relativo = 1 - Risco Relativo
saúde. Características desejáveis: randomização e (RRR = Eficácia)
mascaramento. Melhor método de análise de
desfechos: Intention-to-Treat (pois preserva a Redução Absoluta do Risco (RAR) = Ine - Ie
randomização)
Número Necessário p/ Tratar (NNT) = 1 ÷ RAR
Revisão Sistemática: estudo secundário, que
analisa outros estudos (primários) e tenta
sumarizar o conjunto de evidências. Se houver pelo
Ie = Incidência nos expostos
menos 2 estudos comparáveis, pode ser feita uma
Ine = incidência nos não expostos
metanálise (síntese estatística).

Cofinanciamento da APS Notificação de Doenças e Agravos


Em 2024, tivemos mudanças importantes no modelo Relacionados ao Trabalho (DARTs)
de financiamento da APS, substituindo o "Previne Brasil" No último ano, o SINAN atualizou sua lista de
pelo novo "Cofinanciamento da APS". Este modelo é notificações compulsórias, incluindo as Doenças e
pautado em 6 principais COMPONENTES: Agravos Relacionadas ao Trabalho (DARTs), além de
manter os acidentes de trabalho. Deixamos a lista
Fixo das equipes E Per capita de base abaixo para você não esquecer durante a prova:
recurso de implantação populacional
Acidente de trabalho com exposição
à material biológico --------------------- SEMANAL
Para implantação e De vínculo e
Acidente de trabalho -------------------- IMEDIATA
manutenção de acompanhamento
Câncer relacionado ao trabalho ----------- SEMANAL
programas territorial
Dermatoses ocupacionais ---------------- SEMANAL
Distúrbio de voz relacionado ao trabalho --- SEMANAL
Para atenção à saúde LER / DORT ----------------------------- SEMANAL
De qualidade
bucal Perda auditiva relacionada ao trabalho ----- SEMANAL
Pneumoconioses relacionadas
ao trabalho ----------------------------- SEMANAL
Em 2025, o Ministério da Saúde divulgou os 15
Transtornos mentais relacionados
indicadores que compõem o "Componente de
ao trabalho ---------------------------- SEMANAL
Qualidade" e que estão organizados em 3 blocos:
Não custa lembrar:
Equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção
Notificação IMEDIATA: 24 horas
Primária (eAP)
Acidente de trabalho:
Equipes Multiprofissionais (eMulti)
notificação ao SINAN para qualquer trabalhador
Equipes de Saúde Bucal (eSB)
CAT para trabalhadores formais (carteira assinada)

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