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Prova de Residência: Trauma e Cirurgia

A prova de residência médica da USP-SP é reconhecida pela sua complexidade e qualidade, com questões elaboradas por especialistas. O documento aborda temas importantes na medicina, como trauma abdominal, pancreatite aguda, coloproctologia e tromboembolismo pulmonar, além de destacar a importância da ultrassonografia na avaliação de pacientes. O manejo de condições como insuficiência cardíaca e cetoacidose diabética também é discutido, enfatizando a necessidade de conhecimento profundo para a prova.

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Lara Lemos
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Prova de Residência: Trauma e Cirurgia

A prova de residência médica da USP-SP é reconhecida pela sua complexidade e qualidade, com questões elaboradas por especialistas. O documento aborda temas importantes na medicina, como trauma abdominal, pancreatite aguda, coloproctologia e tromboembolismo pulmonar, além de destacar a importância da ultrassonografia na avaliação de pacientes. O manejo de condições como insuficiência cardíaca e cetoacidose diabética também é discutido, enfatizando a necessidade de conhecimento profundo para a prova.

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Dr.

Henrique Lunardelli
Imagem de FAST Coordenador de Cirurgia

A prova da USP-SP é uma das melhores provas de


residência médica do Brasil.

Isso não quer dizer que é fácil, quer dizer que é boa!
Mas espere uma prova bem complexa e muito bem
feita! As questões são feitas pelas equipes de
professores e especialistas da própria faculdade e do
Hospital das Clínicas. Ou seja, médicos muito bem
conceituados e estudados, criando questões reais, de
casos atualizados. Espere muitos casos clínicos com
FAST +
desafios de diagnóstico e conduta. Mas uma prova justa
e que recompensa quem estuda bem. Boa sorte!

Trauma abdominal e trauma torácico

ABCDE do trauma e controle do sangramento

abdome agudo inflamatorio - vias biliares

Coloproctologia
FAST -
Laparoscopia e FAST

Manejo do paciente politraumatizado Quando operar pacientes vitimas de


trauma abdominal contuso
Politrauma é uma bet segura.
Trauma abdominal é uma lesão potencialmente fatal.
Uma grande bet é a conduta no paciente vítima de
Todos os pacientes vítimas de trauma precisam ser
politrauma com suspeita de trauma abdominal.
investigados para a presença deste trauma, durante a
Paciente estável hemodinamicamente - vamos realizar
avaliação primária.
tomografia e se ele apresentar lesão de víscera
parenquimatosa vamos prosseguir com o tratamento
Pacientes com trauma abdominal e presença de
não operatório.
instabilidade hemodinâmica precisam ser operados
A outra opção também é clássica. Instabilidade
imediatamente.
hemodinâmica com FAST + - vamos indicar cirurgia.
Pacientes estáveis, que respondem ao tratamento
inicial, podem ser submetidos a tomografia de
abdome.
Vamos indicar cirurgia nos demais casos, que
apresentarem algum dos achados abaixo:
Peritonite difusa e persistente
Pneumoperitônio
Hérnia diafragmática
Líquido livre sem lesões de vísceras
parenquimatosas
Sangramentos persistentes
Refratariedade ao tratamento
Lembre-se, nos pacientes estáveis, a laparoscopia
pode ser uma opção.
Pancreatite aguda grave Diverticulite aguda
Pancreatite aguda é uma doença que pode ser muito Diverticulite é a inflamação aguda de um divertículo.
grave. Ocorre por ativação de enzimas pancreáticas Doença bem comum e prevalente nas provas.
intra-tecidual, causando lesão na microcirculação e O quadro clínico é o clássico abdome agudo da
liberação de mediadores inflamatórios. esquerda, em adultos e idosos.
Lembrem-se que os casos graves evoluem com Dor abdominal em fossa ilíaca esquerda, febre,
disfunção orgânica persistente. leucocitose, náuseas e vômitos.
Na suspeita, o exame padrão-ouro é a tomografia de
O diagnóstico é através do quadro clínico, em conjunto abdome e pelve com contraste.
com análise laboratorial. Paciente com coleta de Com ele, confirmamos a doença e graduamos ela com
Amilase e/ou Lipase aumentadas, apresentando dor a famosa classificação de Hinchey.
abdominal em faixa, irradiando para dorso em posição Classificação de Hinchey
de prece maometana e com náuseas e vômitos.
1 Abscesso paracólico pequeno, confinado ao mesentério do cólon.

O tratamento inicial é com suporte intensivo, jejum, 2 Abscesso grande, distante, localizado na pelve ou retroperitônio.

hidratação e analgesia. Não se faz antibioticoterapia. 3 Peritonite purulenta.


Em casos graves, lembrem-se do STEP-UP-APPROACH. 4 Peritonite fecal.
Evitar abordagens agressivas no início. Deixem o
pâncreas quietinho e deem suporte para o paciente A classificação é quem guia o tratamento.
vencer a inflamação. Cirurgias em último caso.
Hinchey I Antibiótico e observação

1º→ suporte clinico intensivo. Hinchey II Antibiótico e drenagem



2º drenagem de coleções por radio intervenção.

3° + drenos, endoscopia. Hinchey III Antibiótico e cirurgia

4° VLP retroperitoneal

Última Necrosectomia aberta (melhor após 04 semanas) Hinchey IV Antibiótico e cirurgia de
Hartmann

Coloproctologia Hernia inguinal


Precisamos lembrar dos 03 principais temas: Hérnia inguinal é sempre um tema recorrente.
Hemorroidas Lembre-se dos principais pontos. Doença comum.
Abscesso perianal 4x mais prevalentes em homens. 96% das hérnias da
Fissura perianal região são inguinais e a indireta é a mais comum. O
diagnóstico é clínico, com exame físico e manobra de
1 - Hemorroidas = sangra em gotejamento, não dói. Valsalva. O tratamento é cirúrgico - hernioplastia
I - Interna sem exteriorização inguinal. A laparoscopia é a melhor opção, com menos
II - Protrusão com redução espontânea dor e melhor recuperação pós-operatória, porém a
III - Protrusão com redução digital técnica de Lichtenstein ainda é uma excelente opção.
IV - Protrusão sem redução E se o paciente apresentar uma hérnia encarcerada -
Tratamento clínico - MEV e medidas higieno-dietéticas a conduta é a cirurgia de urgência! Principalmente
Ligadura elástica para grau II. nesta prova. Inclusive com possibilidade de se usar a
Tratamento cirúrgico para grau III e IV. via laparoscópica.
Para finalizar não se esqueça dos detalhes anatômicos,
que as provas amam.

Hernia inguinal indireta -


lateral aos vasos epigástricos
2 - Abscesso perianal Hernia inguinal direta - medial
= dor intensa, sinais flogísticos, febre. aos vasos epigástricos.
Tratamento = Drenagem de urgência. Limites do triângulo de
Hasselbach:
3 - Fissura anal = Dor intensa, sangue no papel Medial = Reto abdominal
Tratamento = pomadas anestésicas, amolecimento das Lateral = vasos epigástricos
fezes, evitar traumas. Em fissuras crônicas = cirurgia - inferiores
Esfincterotomia lateral interna. Inferior = Ligamento inguinal
Dr. Thomas Israel Dornelas
Um assunto cada vez mais comum nas Professor da Clinica Médica
provas de SP: USG-Pocus
O USG vem ganhando cada vez mais espaço na Prova coesa e bem feita... mas traz consigo seu nível de
medicina e, com isso, as provas de residência dificuldade!
acompanham. Vou deixar aqui um resuminho daquilo
que você não pode deixar de saber quando o assunto
for avaliação do paciente congesto!
A prova do HC é uma prova que avalia múltiplas habilidades do
jovem médico.. que vai dos diagnósticos diferenciais,
LINHAS B PULMONAR interpretação de exames complementares variados e
planejamento de terapia adequada. Leia tudo com muuuuuuita
calma, sem pressa para ir embora. Os enunciados são ricos e
fonte importante pro seu raciocínio e resolução das questões.

Deixei aqui um resumão do que apareceu nas últimas provas e


tem alta chance de aparecer de novo...
Quando avaliamos o parênquima pulmonar podemos
encontrar as linhas A, que nos revelam normalidade. Ou Excelente prova, medcofer! Vai com tudo que esse ano é teu!
as linhas B, que sugerem congestão!

VEIA CAVA INFERIOR

A veia cava inferior é um Pneumologia | TEP e DPOC


outro parâmetro que
Cardiologia | IAMSST e ICFer
podemos avaliar a volemia,
sendo indicativo de status
Neurologia | Guillain-Barré
hipovolêmico quando seu
maior diâmetro <2cm ou sua Emergência/UTI | Sepse e USGPocus
colapsibilidade > 50% na
inspiração. Nefrologia | Glomerulopatias

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR I TROMBOEMBOLISMO PULMONAR II


Quando falamos em TEP nos referimos à obstrução ao
Quanto aos outros exames complementares, você precisa lembrar:
fluxo venoso no leito pulmonar. Na maioria das vezes em ECO: Sinais de disfunção direita
decorrência da soltura de trombo formado nos membros Destaque ao aumento de câmaras
inferiores (a principal fonte de trombos no TEP!) diretas e hipocontratilidade apical.
Aqui vão alguns. aspectos que você precisa ter na ponta ECG: Taquicardia Sinusal (mais comum)
e S1Q3T3 (mais específico).
da língua quando falamos em TEP:
O tratamento do TEP deve ser feito
com anticoagulação por, pelo menos,
A clínica é SÚBITA com dor torácica, dispneia, 3 meses.
hipoxemia. Preferencialmente devemos utilizar os DOACS.
O Escore de Wells deve ser utilizado como finalidade Reservar Varfarina se prótese valvar ou SAF!
pré-teste para classificar os pacientes em dois Há evidências para o uso de inibidores da Xa (apixabana,
edoxabana e rivaroxabana) e inibidores do fator IIa
grupos:
(dabigatrana).
TEP PROVÁVEL: Wells > 4
TEP IMPROVÁVEL: Wells <4
TEP MACIÇO
No TEP improvável podemos lançar mão do escore
de PERC Ocorre com sinais de instabilidade hemodinâmica, sendo
PERC O, excluí o diagnóstico. independente do tamanho do trombo.
PERC ≥ 1, indica-se a dosagem do D-dímero.
No TEP provável, a dosagem do D-dímero deve ser Esses pacientes devem ser manejados com anticoagulante
realizada. parenteral e trombólise em até 14 dias.
Valores de D-dímero >500 falam a favor do Na contraindicação ao uso de trombolíticos, o tratamento
cirúrgico deve ser indicado.
diagnóstico, sendo indicado complementar a
Após 10 dias de anticoagulante parenteral, pode-se
propedêutica com a AngioTC. transicionar para a via oral.
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CETOACIDOSE DIABÉTICA
O diagnóstico de IC deve ser feita pelos Critérios de A CAD é um assunto clássico de prova.. em geral as questões
Framingham, sendo fechado na presença de: envolvem casos clínicos com pacientes jovens, previamente
diabéticos, com alteração no nível de consciência e sintomas
2 maiores ou 1 maior + 2 menores.
gastrointestinais. As principais causas são infecção e má adesão.

Critérios Diagnósticos - Conforme atualização da ADA


Glicemia > 200mg/dL
pH < 7.3 e/ou Bicarbonato < 18 mEq/L
Presença de cetonemia e/ou cetonúria
Manejo
Iniciar reposição volêmica com cristalóide (SF 0,9%)
Coletar Eletrólitos:
MANEJO ICFER Se Na > 135 mEq: Transicionar para SF 0,45%
Se K <3,5 mEq: Repor K antes de iniciar insulina EV
Se K 3,5 - 5 mEq: Iniciar insulina EV + fazer reposição de K junto
Lembre-se que para o tratamento da ICFer devemos usarmos 4
Insulina Regular EV em BIC: Iniciar se K > 3,5 mEq!!
fármacos, em dose otimizada, que reduzem mortalidade!
Boulos 0,1 U/kg + Manutenção titulada para queda de glicemia em
50 - 75 mg/dL/h
I: Betabloqueador Durante Insulina EV, manter hidratação 250 - 500 mL/h
Bisoprolol, carvedilol e succinato de metoprolol. Quando glicemia capilar entre 200 - 250, diminuir dose de
II: IECA/BRA ou INRA infusão de insulina pela metade e iniciar soro glicosado.
INRA: Sacubitril-Valsartana ⟶ IECA + Inibidor da Niprilisina. Critérios de Resolução
III: Mineralocorticoide AG <12 mEq/L
Espironolactona Patência oral
IV: Inibidores da ISGLT-2 pH > 7,3 e Bicarbonato > 15
Empaglifozina e Dapaglifozina (lembrar do risco de CAD Após Resolução
euglicemica!).
Liberar dieta
Desligar SG 5%
Caso o paciente esteja em melhora de fração de ejeção
Inicio insulina subcutânea em dose basal (NPH
devemos manter a terapia e NUNCA retirar drogas ⟶ essa é a
0,6UI/Kg/dia).
base da IC de fração de ejeção melhorada, manter a terapia!
Após 2h de insulina SC: Suspender insulina EV BIC!

SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ GLOMERULOPATIAS NEFRÓTICAS


É uma pollirradiculoneuropatia aguda autolimitada por reação GESF MEMBRANOSA
autoimune reativa pós infecciosa (GECA e arboviroses!).
Esclerose Depósito
Cursa com fraqueza flácida simétrica e ascendente, arreflexia, FISIOPATOLOGIA
Glomerular subepitelial
disautonomias e insuficiência respiratória aguda.
HIV, HAS e Neoplasia sólida,
O diagnóstico é dado com LCR com dissociação ASSOCIAÇÕES
Falciforme hepatite B e LES.
albuminocitológica.
Espessamento de
O tratamento tem como base imunoglobulina ou BIÓPSIA Esclerose
membrana
plasmaférese.
CORTICOIDE Sim Não
ESCLEROSE MÚLTIPLA E GUILLAIN-BARRÉ

Esclerose Guillain-Barré MEMBRANO PROLIFERATIVA

DESMIELINIZAÇÃO Central Periférica FISIOPATOLOGIA Proliferação do Mesangio

Crônico
CURSO CLÍNICO Agudo ASSOCIAÇÕES Hepatite C e endocardite.
Recorrente

REFLEXOS Hiperreflexia Arreflexia


BIÓPSIA Sinal do Duplo Contorno
Banda Dissociação
LÍQUOR
Oligoclonal Albuminocitológica
CORTICOIDE Se grave

Lesões
RESSONÂNCIA Normal A glomerulonefrite membrano proliferativa pode também
Hiperintensas
cursar com quadro nefrítico ou misto (nefrítica+nefrótica),
Imunoglobulina ou sendo um diferencial da GNPE por cursar com consumo do
TRATAMENTO Corticoide
Plasmaférese complemento por mais de 8 semanas.
Dra. Nicole Kemberly
Coordenadora de G.O.

Querido Medcofer,
Ultrassonografia
O principal exame complementar utilizado tanto A prova da USP SP é conhecida por ser bem estruturada,
em Ginecologia quanto em Obstetrícia. Acostume- focando no desenvolvimento do raciocínio clínico. É pensada
se a reconhecer os achados ultrassonográficos de para testar não só a teoria pura, mas também a capacidade de
principais patologias/queixas: aplicar esse conhecimento em situações práticas e de ir além
da hipótese diagnóstica como gabarito - cobrando sobre
USG transvaginal com
condutas e diagnósticos diferenciais.
leiomioma
submucoso.
Fonte: LEUNG, T. N. D. Uterine fibroid
Uma outra habilidade muito importante que também é exigida é
(leiomyoma). HKOG-INFO. 12 abr. 2023.
Disponível em: [Link]
a avaliação das multimídias, principalmente interpretação dos
[Link]/uterine-fibroid-leiomyoma/. principais achados ultrassonográficos e cardiotocográficos.
Os enunciados são ricos - leia com muita calma!
USG transvaginal
com SIU-LNG Boa prova, brilhe! Estarei torcendo por você!
normoposicionado

Cardiotocografia Ginecologia Geral | Sangramento Uterino Anormal


DIP 1 DIP 2 DIP 3
Ginecologia Endócrina | Amenorreias

Obstetrícia Básica | Estática Fetal

Obstetrícia de Alto Risco | Sangramentos 1ª metade

Medicina Fetal | Vitalidade fetal, RCF

Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) Amenorreias


Entenda o fluxograma de investigação para amenorreia
Diagnóstico: se 2 dos 3 critérios abaixo presentes:
primária e secundária:
Hiperandrogenismo (clínico e/ou laboratorial)
Disfunção ovulatória (ciclos menstruais irregulares ou Amenorreia Primária
ausência de ovulação) Útero presente + FSH/LH normais + Caracteres sexuais
Ovários policísticos no ultrassom (CFA > 20 e/ou secundários (CSS) presentes ⟶ obstrução à saída do
ovários > 10cc) ou níveis elevados de antimulleriano fluxo menstrual
(AMH).
Útero presente + ausência de
Se a paciente apresenta ciclos menstruais CSS + FSH/LH baixos ⟶ causas
irregulares e sinais de hiperandrogenismo, o USG e o hipotalâmicas ou hipofisárias
exame de AMH não são necessários para confirmar
Útero presente + ausência de
o diagnóstico, após excluídas outras causas
CSS + FSH/LH altos ⟶ causas
ovarianas
Em adolescentes:
O diagnóstico é mais específico, exigindo que ambos Útero ausente ⟶ solicitar cariótipo
os critérios estejam presentes: (Sd Mayer-Rokitanksy-Kuster-
Hiperandrogenismo Hauser ou Síndrome de Morris)
Disfunção ovulatória
Amenorreia Secundária Afastar Gestação
USG e AMH não são recomendados para FSH diminuído ⟶ alterações SNC
adolescentes, pois têm baixa especificidade nessa FSH aumentado ⟶ causas ovarianas
faixa etária (até 8 anos após a menarca) FSH normal ⟶ outras alterações hormonais (prolactina,
tireoide)
Anticoncepção Estática Fetal
LARCS: “Long-Acting Reversible Contraception” Atitude Relação das partes fetais entre si
(métodos contraceptivos reversíveis de longa duração)
Situação Longitudinal, transversal e oblíquo
Características:
Duração do efeito contraceptivo de pelo menos 3 Posição Direita, esquerda, anterior ou posterior
anos
Facilidade de utilização Apresentação Cefálica, pélvica, córmica ou composta
Alta eficácia

Cálculo da eficácia:
Índice de Pearl - quanto menor, mais eficaz:
= Nº gestações x 100 mulheres x 12 meses / Nº de meses
total de exposição

Ação: Cobre - espermatotóxico


DIU Cobre
Duração: 5 a 10 anos
Ângulos de Insinuação
Ação: espessamento do muco
cervical
SIU Levonorgestrel
Duração: 8 anos (Mirena para Fletida Suboccipitobregmático: 9,5 cm
contracepção); 5 anos (Kyleena)
Defletida 1º grau Occipitofrontal: 12 cm
Ação: anovulação, espessamento
Implante do muco cervical
Etonogestrel Duração: 3 anos Defletida 2º grau Occipitomentoniano: 13-13,5 cm
2025: método disponível no SUS
e plano de saúde Defletida 3º grau Submentobregmático: 9,5 cm

Gestação Ectópica Vitalidade Fetal


Suspeita: sangramento + cólica + BhCG pouco crescente Categoria I (Intraparto)
GE Tubária (84 a 93%) FC entre 110-160 bpm
Localização mais comum Variabilidade entre 5 a 25 bpm
é na ampola (até 80%). Aceleração transitória ou não!
Desaceleração tipo I (DIP I) ou não!
Achados Ultrassonográficos
Massa para-ovariana
(mais frequente);
Anel tubário (mais
específico).

Tratamento
Categoria II não é I nem III Mudança decúbito
Expectante Metotrexato Parar ocitocina
Reanimação intrauterina
GE íntegra até 4-5 cm GE íntegra até 4-5 cm O2 suplementar
Ausência de BCF Ausência de BCF
Fluidos EV
Líquido livre na pelve Líquido livre na pelve
BhCG < 5000 UI/L e BhCG < 5000 UI/L e Categoria III (Intraparto)
caindo crescente
Variabilidade ausente +
Desac. tardias
Cirurgia recorrentes ou Desac.
Impossibilidade de seguimento clínico variáveis recorrentes ou
Sem desejo reprodutivo
Bradicardia
Recidiva de gestação ectópica
Padrão Sinusoidal
Laparoscopia se estável
Laparotomia se instável
Dra. Amira Saleh
Citomegalovirose Coordenadora de Pediatria
Congênita
Calcificações Querido Medcofer,
Periventriculares
(Contorna Meu a prova de Pediatria da USP é muito bem construída, com casos
Ventrículo) + clínicos, exames de imagem, ECG, lesões de pele... Normalmente
petéquias + PIG cai muita Neonatologia, muita Emergência, alguns temas
[Link] ambulatoriais.
3e3182074a7d

Herpangina Importante ressaltar que é uma prova difícil, mas que não cobra
picuinhas, nem rodapé de livro, mas sim favorece o aluno que
Coxsackie vírus estudou bem o ano todo.
Febre alta, sialorreia,
inapetência Leia com calma, foco no MAIS prevalente (sem inventar moda
[Link] nos diagnósticos diferenciais) e uma excelente prova!
3e3182074a7d

POCUS Pulmonar

Infecções Respiratórias

Vacinação

Emergências Oncológicas

Sinal do código de Presença de Neonatologia


barras (pneumotórax) consolidação Emergências (PALS, Convulsão, Cetoacidose)

Convulsões na emergência Bronquiolite


A causa mais comum é a Convulsão Febril
Faixa etária: Lactente
3 meses a 5 anos (mais comum > 6 meses)​
Em vigência de febre (24h antes ou depois)​ Etiologia: VSR​, influenza, parainfluenza, rinovírus,
Sem história de crise afebril e sem sinais de coronavírus
inflamação/infecção de SNC e distúrbios metabólicos Quadro Clínico: coriza, febre, tosse, no 3º-4º dia
desconforto respiratório e SIBILOS
Raio-X se internação: hiperinsuflação, retificação
ABC + Monitorização + Glicemia
arcos costais, atelectasia​
Condutas: hidratação/nutrição, O2 se
Sat<90%-92%, lavagem nasal e inalação com SF
Benzodiazepínico 2x Complicações: desidratação, apneia, atelectasia,
OMA

Fenitoína
Não realizar:
broncodilatador,
Fenobarbital corticoide, salina
hipertônica.

Terapia contínua em UTI com EEG


contínuo (Tiopental, Midazolam) Prova Residência Médica
Unicamp Acesso Direto 2021
Nefrologia Pediátrica
Exacerbação de asma ≥ 6 anos
Como diferenciar Síndrome Nefrítica (Glomerulonefrite
Aguda Pós Streptocócica) e Síndrome Nefrótica Crise grave: qualquer dos seguintes: agitação; uso
de mm acessória; fala palavras, incapaz de beber,
senta inclinado; FC > 120; FR >30; Sat <90%, PFE ≤
50%.
Sd. Nefrítica- GNPE Sd. Nefrótica

Conduta:
Imunocomplexos Disfunção da barreira Na crise leve, inicia-se com salbutamol (SABA).
glomerulares de filtração Na crise moderada-grave, associa-se ipratróprio e
Fisiopato S. pyogenes: após glomerular - perda corticoide sistêmico (CS)
infecção (amigdalite, proteica Considere sulfato de magnésio na crise grave e/ou
impetigo)​ refratária as medidas de primeira hora
EDEMA + PROTEINÚRIA
HIPERTENSÃO + NEFRÓTICA + EDEMA
QC HEMATÚRIA + HIPOALBUMINEMIA
GLOMERULAR​+ + DISLIPIDEMIA
OLIGÚRIA + C3 ↓
Repouso, restrição Corticoide, Restrição
Manejo hídrica e salina, ATB salina. Albumina se
(penicilina), grave
furosemida

Hipervolemia, ICC, Peritonite por


Complicação EAP, Encefalopatia Pneumococo,
hipertensiva, LRA Trombose

Sífilis Congênita Emergências Oncológicas


Mucocutâneo: rinite, exantema
Ósseo: periostite, maculopapular, pênfigo
osteocondrite palmoplantar Neutropenia febril Sd. de Lise Tumoral

Avaliação Básica: Febre sem foco + Aumenta: Ácido Úrico, K e P


Tratamento Materno: adequado se - penicilina Neutropenia (<500 ou com Diminui: Ca
perspectiva de queda) Lesão renal, arritmias
benzatina, iniciado 30 dias antes do parto, dose
adequada
Coletar HMG, PCR e Tratamento:
Sintomas RN e VDRL Pareado
hemoculturas Hiperhidratação (2,5-3
INTERNAR e Iniciar ATB de L/m2)
Criança exposta (mãe TTO adequado + RN amplo espectro - (Sem K ou P)
Rasburicase (Aumenta
assintomático + VDRL até 1 diluição maior): apenas (Cefalosporina 4ªger, excreção)
seguimento ambulatorial Carbapenêmico, Pipe-Tazo) Correção dos distúrbios
- ex: Cefepime eletrolíticos
Sífilis Congênita: HMG, RX ossos longos e LCR e tratar
Se apenas TTO materno inadequado: Penicilina Indicações de
benzatina DU Vancomicina: Sepse , PNM, Profilaxia:
Sífilis congênita sem Neurossífilis: Penicilina Infecção de CVC, Infecção de Hiperhidratação (2,5-3 L/m2)
pele ou partes moles, Gram (Sem K ou P)
Procaína ou Cristalina 10 dias
+ em identificação, Mucosite
Neurossífilis (LCR >25cel, >150 proteína, VDRL +): Alopurinol (Reduz
severa
Penicilina Cristalina 10 dias formação)
Se GI: Metronidazol
(anaeróbios) Risco: massa tumoral
grande, LLA, linfoma de
Burkitt
Se febre por + de 4 dias:
Antifúngico
Dr. Darizon Filho- MFC
Forest Plot (Gráfico Floresta) Coordenador - Preventiva

Fala, MedCoffer! A prova da USP-SP como um todo é uma prova


difícil, mas muito bem feita. Exige não apenas o conhecimento
dos conceitos, mas também a raciocínio a partir dos elementos
informados nos enunciados. Imagens são frequentes e o número
de questões é um pouco maior que de outras bancas. A frente
de preventiva não foge desse padrão e costuma trazer questões
que promovem a interlocução de temas clássicos com
problemas atuais discutidos na mídia, periódicos científicos e
cenários de gestão da saúde. São frequentes questões que
exigem interpretação de indicadores de saúde e análise crítica
de evidência. Também é comum cobrar saúde de populações
O Forest Plot é a representação gráfica de uma específicas e características do atendimento na APS. Leia os
metanálise. Cada linha traz as principais enunciados com muita calma e tente buscar os conceitos
informações de cada estudo incluído. A linha fundamentais. Estamos torcendo por você! Boa prova!
horizontal abaixo traz os valores possíveis da
medida de associação utilizada (Odds Ratio), a
linha vertical contínua representa o valor de
nulidade e a linha vertical tracejada é a
estimativa final (média ponderada) da Indicadores de Saúde
metanálise, também representada pelo Atendimento clínico na APS
diamante. A largura do diamante e das linhas
horizontais são equivalentes aos respectivos Estudos Epidemiológicos e Medidas de Associação
intervalos de confiança. A área dos quadrados
Saúde de Populações Específicas
representa o peso do estudo na análise.
Financiamento da Saúde

Indicadores de Saúde ReSOAP


Registro de Saúde Orientado por Problemas

Prevalência = Nº total de casos S - Subjetivo


Pop. exposta em local e período
Motivos de consulta, história relatada (anamnese),
antecedentes, contexto, impressões do paciente e do
Incidência = Nº casos novos
profissional.
Pop. exposta em local e período
O - Objetivo
Mortalidade = Nº de óbitos pela causa
por causa Pop. exposta em local e período Exame físico, exames complementares.

A - Avaliação
Letalidade = Nº de óbitos pela doença
Nº de casos da doença Lista de problemas ou condições de saúde. Deve ser
listado o problema de forma mais específica possível, o
Nº de óbitos por causa materna que pode ser apenas um sintoma ou um diagnóstico
Mortalidade = x 100.000
materna Nº de nascidos vivos definido.

P - Plano de ação
Nº de óbitos < 1 ano de idade
Mortalidade = x 1.000
Nº de nascidos vivos Orientações, prescrições, referenciamentos, ações
infantil
educacionais.
Estudos Epidemiológicos Medidas de Associação
Um dos temas mais clássicos da epidemiologia, Usamos as medidas de associação para estimar a
costuma aparecer em quase todas as edições de força de associação entre variáveis nos estudos.
provas tradicionais como a USP-SP.

Ecológico: agregado, sujeito a falácia ecológica


Transversal: avalia exposição e efeito no mesmo
momento. Utilizado para medir prevalência.
Caso-controle: DOENÇA ⟶ EXPOSIÇÃO
Parte de grupo de casos (comparado a grupo
controle) e avalia chance de exposição no passado.
Coorte: EXPOSIÇÃO ⟶ DOENÇA Risco Relativo = Ie ÷ Ine = A/(A+B) ÷ C/(C+D)
Parte de grupo de expostos e não-expostos e
acompanha o surgimento (incidência) de doença. Odds Ratio = (A/C) ÷ (B/D) = (AxD) ÷ (BxC)

Ensaio Clínico: experimental e individuado. Redução de Risco Relativo = 1 - Risco Relativo


Padrão-ouro para estudos de intervenções em (RRR = Eficácia)
saúde. Características desejáveis: randomização e
mascaramento. Melhor método de análise de Redução Absoluta do Risco (RAR) = Ine - Ie
desfechos: Intention-to-Treat (pois preserva a
randomização) Número Necessário p/ Tratar (NNT) = 1 ÷ RAR
Revisão Sistemática: estudo secundário, que
Hazard Ratio: Risco Relativo, considerando tempo
analisa outros estudos (primários) e tenta
para o evento
sumarizar o conjunto de evidências. Se houver pelo
menos 2 estudos comparáveis, pode ser feita uma Ie = Incidência nos expostos
metanálise (síntese estatística). Ine = incidência nos não expostos

Cofinanciamento da APS PrEP


Em 2024, tivemos mudanças importantes no modelo Profilaxia Pré-Exposição de Risco à infecção pelo HIV
de financiamento da APS, substituindo o "Previne Brasil" A PrEP deve ser considerada para pessoas a partir de
pelo novo "Cofinanciamento da APS". Este modelo é 15 anos, com peso igual ou superior a 35 kg,
pautado em 6 principais COMPONENTES: sexualmente ativas e com risco aumentado de
serem expostas ao HIV.

Fixo das equipes E Per capita de base Critérios de exclusão: Teste de HIV reagente E/OU
recurso de implantação populacional Clearance de Cr < 60 mL/minuto

Comprimido combinado de
Para implantação e De vínculo e Tenofovir 300mg + Entricitabina 200mg (TDF/FTC)
manutenção de acompanhamento
programas territorial
MODALIDADES

Oral Diária: 2 (dois) comprimidos de TDF/FTC no


primeiro dia, seguidos de 1 (um) comprimido de
Para atenção à saúde TDF/FTC diariamente.
De qualidade
bucal Sob demanda (esquema 2 + 1 + 1): dose inicial de
2 (dois) comprimidos de 2 a 24 horas antes da
relação sexual + 1 (um) comprimido 24 horas após
Em 2025, o Ministério da Saúde divulgou os 15
a dose inicial de dois comprimidos + 1 (um)
indicadores que compõem o "Componente de
comprimido 24 horas após a segunda dose.
Qualidade" e que estão organizados em 3 blocos:

Equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção População elegível para PrEP sob demanda: homens
Primária (eAP) cis, pessoas não binárias designadas como do sexo
Equipes Multiprofissionais (eMulti) masculino ao nascer e travestis e mulheres transexuais
Equipes de Saúde Bucal (eSB) que não estejam em uso de hormônios à base de
estradiol

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