Letras em dia, Português, 12 .
° ano Questão de aula – Gramática por sequência
Nome: N.º: Turma:
Avaliação: O(A) professor(a):
Gramática – Sequência 1 – Fernando Pessoa
Lê o texto.
Energia e Desassossego: Fernando Pessoa e os Beatles
[...] Depois de rever os Beatles no «Ed Sullivan Show», graças ao YouTube, continuei a recor-
dar e a retraçar, através da internet, a estonteante carreira dessa banda. No espaço de três ou
quatro anos tornou-se noutra coisa completamente diferente. Os músicos tinham ido à Índia, e não
apenas na imaginação, como Pessoa. Foram à Índia, ficaram num ashram1, tiveram um guru2, leram
5 filosofia, tornaram-se psicadélicos e usaram as suas canções para protestar contra umas coisas e
celebrar outras. A sua música evoluiu a passos largos. Os Beatles não paravam. Estavam sempre
inquietos, sempre em viagem, sempre entre duas coisas, eram instáveis. O seu génio dependia
dessa permanente efervescência. E era também isso que acontecia com Fernando Pessoa, que
estava sempre a mudar – de voz, de opinião, de estilo literário. Os heterónimos3, entre as suas
10 outras funções, permitiram que Pessoa suportasse e aproveitasse todas as contradições inerentes
ao seu ser. A sua inteligência era altamente flexível, dinâmica. Os Beatles, ao contrário de Pessoa,
tiveram um excelente manager, que os obrigava a canalizar e a concentrar as suas energias criati-
vas. [...]
Fernando Pessoa, com toda a energia e desassossego dos Beatles, mas sem um manager
15 que o ajudasse a organizar-se, deixou uma obra que se relaciona connosco de um modo bem
diferente, e não apenas por ser escrita.
ZENITH, Richard, 2013. «Hino à vida» (Discurso de aceitação do Prémio Pessoa). Atual, 1 de junho de 2013 (p. 35)
1. ashram: comunidade cujos membros se dedicam à sua própria evolução espiritual; 2. guru: mestre espiritual hindu; 3. heterónimos: figura
criada por um autor, com personalidade e estilo próprios, distintos dos desse autor.
Nos itens 1. a 9., seleciona a opção correta.
1 Identifica a frase em que o constituinte sublinhado tem a função de complemento do advérbio.
(A) «Depois de rever os Beatles no «Ed Sullivan Show», graças ao YouTube» (l. 1)
(B) «continuei a recordar e a retraçar, através da internet, a estonteante carreira dessa banda» (ll. 1-2)
(C) «No espaço de três ou quatro anos tornou-se noutra coisa completamente diferente.» (ll. 2-3)
(D) «O seu génio dependia dessa permanente efervescência.» (ll. 7-8)
2 Os processos de formação das palavras «internet» (l. 2) e «manager» (l. 12) são
(A) truncação e empréstimo, respetivamente.
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(B) extensão semântica, em ambos os casos.
(C) empréstimo, em ambos os casos.
(D) amálgama e acrónimo, respetivamente.
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3 Relativamente ao valor aspetual, a frase «Os heterónimos, entre as suas outras funções, permitiram
que Pessoa suportasse e aproveitasse todas as contradições inerentes ao seu ser.» (ll. 9-11)
exprime
(A) um valor imperfetivo.
(B) um valor perfetivo.
(C) uma situação genérica.
(D) uma situação habitual.
4 As palavras «que», usadas na linha 15, desempenham a função sintática de
(A) complemento direto, em ambos os casos.
(B) sujeito e complemento direto, respetivamente.
(C) complemento direto e complemento indireto, respetivamente.
(D) sujeito, em ambos os casos.
5 A palavra «que», usada na linha 12, introduz uma oração subordinada
(A) substantiva relativa. (C) substantiva completiva.
(B) adjetiva relativa restritiva. (D) adjetiva relativa explicativa.
6 Nas linhas 3 e 4, a palavra «apenas» é
(A) um advérbio de inclusão.
(B) um advérbio de exclusão.
(C) uma conjunção subordinativa.
(D) uma preposição simples.
7 O verbo auxiliar presente em «continuei a recordar e a retraçar» (ll. 1-2) é
(A) auxiliar de tempos compostos. (C) auxiliar aspetual.
(B) auxiliar temporal. (D) auxiliar modal.
8 O verbo «continuei» (l. 1) assegura a dêixis
(A) pessoal e temporal, simultaneamente.
(B) pessoal e espacial, simultaneamente.
(C) espacial e temporal, simultaneamente.
(D) temporal, exclusivamente.
9 A expressão «Os músicos» (l. 3) constitui um mecanismo de coesão
(A) lexical, com recurso à sinonímia.
(B) gramatical, com recurso à catáfora.
(C) gramatical, com recurso à anáfora.
(D) gramatical, por correferência não anafórica.
10 Identifica os atos de fala presentes nas seguintes sequências:
a. «Os Beatles não paravam.» (l. 6);
b. «Os Beatles, ao contrário de Pessoa, tiveram um excelente manager» (ll. 11-12).
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Avaliação: O(A) professor(a):
Gramática – Sequência 2 – Contos
Lê o texto.
As histórias de nós
1. Gostamos de histórias e precisamos de histórias. Acabaram os tempos em que um dos mais
velhos e sábios juntava à sua volta miúdos e graúdos para narrar, com minúcia e drama, acontecimentos
passados que perpetuavam um qualquer mito fundador.
Parece que nos desenraizámos das origens, que a continuidade das gerações se esbateu
5 drasticamente, que uns tantos segredos, uns tantos tabus, alguns medos partilhados e sobretudo a
sensação de força e segurança que advinha da comunhão de ideias e crenças comuns já não faz
falta. Ou então ainda faz, mas, perdida a possibilidade de pertencer a alguém ou a algum sítio com
o carácter inelutável de outros tempos e descartada a convicção de que a identidade própria se
constrói num fenómeno de espelho do mundo em redor, entregamo-nos, sem remédio nem
10 vislumbre de alternativa, a ganhar um dia de cada vez.
2. Nesse modelo, ainda assim, reinventamos histórias. As histórias de sempre contadas em
surdina e mimo às crianças antes de adormecerem. As histórias gráficas, cheias de imagens e
sonoridades, colocadas frente aos nossos olhos por uma televisão-companheira que em suaves
fascículos diários nos põe a par do evoluir de vidas possíveis. [...]
15 3. Assim sendo, e à falta de melhor, narramos as nossas histórias, um dia de cada vez.
Contamos com pormenor como nos correu o dia, como resolvemos questões, como pensámos um
assunto. Dizemos: «Hoje conheci alguém que me disse...», «Ontem fui a um sítio que me fez
lembrar...», e partimos a galope numa qualquer reconstrução da nossa história pessoal, à cata de
um antes e de um depois, de uma sequência lógica, de eixos de sentido que organizem o tempo e
20 nos permitam, mais do que viver situações, construir memórias.
Enquanto formos capazes de fazer da nossa própria vida uma história com sentido, está tudo
bem.
LEAL, Isabel, 2008. «As histórias de nós». Notícias Magazine,
n.º 866, 28 de dezembro de 2008 (p. 81)
1. ashram: comunidade cujos membros se dedicam à sua própria evolução espiritual; 2. guru: mestre espiritual hindu; 3. heterónimos: figura
criada por um autor, com personalidade e estilo próprios, distintos dos desse autor.
Nos itens 1. a 5., seleciona a opção correta.
1 Todas as expressões abaixo transcritas desempenham a função sintática de complemento do
nome, exceto a expressão
(A) «de histórias» (l. 1)
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(B) «das gerações» (l. 4)
(C) «de força e segurança» (l. 6)
(D) «de pertencer a alguém» (l. 7)
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2 Nas linhas 4 e 13, a palavra «que» é
(A) um pronome em ambos os casos.
(B) uma conjunção, em ambos os casos.
(C) um pronome e uma conjunção, respetivamente.
(D) uma conjunção e um pronome, respetivamente.
3 O verbo «formos» (l. 21) é
(A) auxiliar de tempos compostos.
(B) copulativo.
(C) principal transitivo direto.
(D) principal transitivo indireto.
4 A oração «como nos correu o dia» (l. 16) é subordinada
(A) adjetiva relativa restritiva.
(B) adverbial temporal.
(C) substantiva completiva.
(D) substantiva relativa.
5 Os vocábulos «Hoje» (l. 17) e «me» (l. 17) asseguram a dêixis
(A) temporal e pessoal, simultaneamente.
(B) pessoal e espacial, simultaneamente.
(C) espacial e temporal, respetivamente.
(D) temporal e pessoal, respetivamente.
6 Classifica o ato de fala presente na seguinte sequência.
«Contamos com pormenor como nos correu o dia» (ll. 15-16)
6.1. Transforma o enunciado, de forma a obteres um ato de fala diretivo.
7 Transcreve do texto um exemplo de modalidade de reprodução do discurso e classifica-a.
8 Identifica o valor aspetual presente nas sequências:
a. «Gostamos de histórias e precisamos de histórias» (l. 1);
b. «Parece que nos desenraizámos das origens» (l. 4).
9 Identifica o antecedente dos vocábulos:
a. «sua» (l. 2);
b. «que» (l. 3).
10 Identifica a função sintática das expressões:
a. «sem remédio nem vislumbre de alternativa» (ll. 9-10);
b. «cheias de imagens e sonoridades» (ll. 12-13);
c. «de fazer da nossa própria vida uma história com sentido» (l. 21
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Gramática – Sequência 3 – Poetas contemporâneos
Lê o texto.
Os poemas que nos acontecem
Um poema que foi lido apenas uma vez não foi lido vezes suficientes.
Normalmente, leem-se as notícias de jornal para adquirir a informação que contêm. Depois de
saber o que lá está escrito, esses textos perdem a sua utilidade, não faz sentido lê-los de novo.
Os poemas são o contrário disso, os poemas não se leem apenas para saber o que está lá escrito.
5 Um poema é um mecanismo. Quando o lemos, pomo-lo a funcionar. Ao contrário dos relógios,
o poema não funciona a corda ou a pilhas. Somos nós que lhe damos energia. Quanto mais nos
empenhamos nele, melhor funciona o poema. Essa é uma das razões pelas quais devemos lê-lo
várias vezes.
A cada leitura, o poema irá dar-nos mais poema. Nos grandes poemas, nos versos mais ricos,
10 é possível descobrir novos significados todos os dias. De certo modo, os nossos olhos leitores
também escrevem o poema. Ao interpretá-lo, revelam-no.
Por isso, a poesia é uma atividade eminentemente humana: um ser humano comunica com
outro ser humano através de uma matéria criada ao longo de inúmeras gerações, as palavras. Fruto
de uma evolução que ainda não terminou, as palavras tentam dar forma àquilo que, tantas vezes,
15 é invisível e informe. Entre outras coisas, a poesia é a combinação precisa de palavras, a sinergia
que nasce desse encontro, a explosão de reflexos que sugere. […]
PEIXOTO, José Luís, 2016. Texto inédito.
Nos itens 1. a 7., seleciona a opção correta.
1 A palavra «contrário» (l. 4) é
(A) um nome comum.
(B) um adjetivo qualificativo.
(C) uma preposição simples.
(D) um advérbio de modo.
2 O pronome relativo «que», presente nas linhas 2 e 14, desempenha a função sintática de
(A) complemento direto, em ambos os casos.
(B) complemento direto e sujeito, respetivamente.
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(C) sujeito e complemento direto, respetivamente.
(D) sujeito, em ambos os casos.
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3 Relativamente ao valor aspetual, a frase «Normalmente, leem-se as notícias de jornal para adquirir a
informação que contêm.» (l. 2) exprime
(A) um valor imperfetivo.
(B) um valor perfetivo.
(C) uma situação habitual.
(D) uma situação genérica.
4 As expressões «de uma matéria criada ao longo de inúmeras gerações» (l. 13) e «de palavras» (l. 15)
desempenham as funções sintáticas de
(A) modificador do grupo verbal e complemento do nome, respetivamente.
(B) complemento oblíquo e complemento do adjetivo, respetivamente.
(C) complemento do advérbio e complemento do adjetivo, respetivamente.
(D) complemento do advérbio e complemento do nome, respetivamente.
5 O verbo «foi» (l. 1) é
(A) auxiliar de tempos compostos.
(B) auxiliar da passiva.
(C) principal transitivo direto.
(D) copulativo.
6 A oração «que ainda não terminou» (l. 14) é
(A) subordinada adjetiva relativa explicativa.
(B) subordinada substantiva relativa.
(C) subordinada adverbial causal.
(D) subordinada adjetiva relativa restritiva.
7 A repetição da palavra «poema»/«poemas» ao longo do texto assegura a coesão
(A) frásica.
(B) interfrásica.
(C) lexical.
(D) referencial.
8 Transcreve do terceiro parágrafo os termos anafóricos que constituem uma cadeia anafórica
relativa ao antecedente «poema».
9 Identifica o valor modal presente na primeira frase do texto.
9.1. Transforma a frase, de forma a obteres um valor epistémico de probabilidade.
10 Apresenta uma explicação para as formas dos pronomes pessoais na frase «Ao interpretá-lo,
revelam-no.» (l. 11)
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Gramática – Sequência 4 – José Saramago
(Memorial do Convento)
Lê o texto.
Edifícios em obras
Nos romances de José Saramago, as palavras solidificam-se página a página. A certeza com que
afirmam condensa uma matéria concreta e, aos poucos, transforma-se em tijolos de uma construção. É
habitual comparar-se romances a edifícios. Os elementos que constituem essas arquiteturas e
engenharias têm muitas semelhanças. Um romance pode ser funcional e constituído por linhas
5 aparentemente simples, como o prédio de uma urbanização recente, ou pode ser barroco e cheio de
detalhes, como o Convento de Mafra.
Assim, se um romance é como um edifício, um romance sobre um edifício também pode ser
entendido como um romance sobre um romance. […]
Os romances e a vida são povoados por personagens ou pessoas. São também povoados
10 de perguntas. Podemos fazer todas as perguntas que quisermos. A lei também permite, liberdade
também absoluta. Como são e quem são esses rostos? Baltasar Sete-Sóis existe? Se não existe
como nos conseguimos aproximar tanto dele? Se existe, onde está? Como somos capazes de o
ver por dentro e por fora? Seremos nós uma espécie de Blimunda sempre em jejum? Seremos nós
um reflexo dele, ou será ele um reflexo nosso? E nós, somos personagens ou pessoas? Qual a
15 diferença? Para nós próprios, somos personagens ou pessoas? Para os outros, somos
personagens ou pessoas? E os outros, para nós, são personagens ou pessoas? […]
PEIXOTO, José Luís, 2016. Texto inédito.
Nos itens 1. a 7., seleciona a opção correta.
1 As sequências «comparar-se romances a edifícios» (l. 3) e «de detalhes» (l. 6) desempenham, respe-
tivamente, a função sintática de
(A) predicativo do sujeito e complemento do advérbio.
(B) complemento oblíquo e complemento do nome.
(C) sujeito e complemento do adjetivo.
(D) complemento direto e complemento do adjetivo.
2 A frase «Podemos fazer todas as perguntas que quisermos.» (l. 10) exprime
(A) modalidade deôntica com valor de obrigação.
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(B) modalidade deôntica com valor de permissão.
(C) modalidade epistémica com valor de probabilidade.
(D) modalidade epistêmica com valor de certeza.
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3 As palavras «muitas» (l. 4) e «todas» (l. 10) são
(A) quantificadores existenciais, em ambos os casos.
(B) quantificador universal e determinante demonstrativo, respetivamente.
(C) determinante indefinido e quantificador existencial, respetivamente
(D) quantificador existencial e quantificador universal, respetivamente.
4 A frase «Assim, se um romance é como um edifício, um romance sobre um edifício pode ser entendido
como um romance sobre um romance.» (ll. 7-8) integra
(A) uma oração subordinada adverbial concessiva.
(B) uma oração subordinada adverbial condicional.
(C) duas orações subordinadas adverbiais.
(D) uma oração subordinada adverbial condicional e uma oração substantiva completiva.
5 O uso do complemento do nome «de José Saramago» (l. 1) exemplifica a coesão
(A) interfrásica. (C) temporal.
(B) frásica. (D) referencial.
6 Relativamente ao valor aspetual, as frases «É habitual comparar-se romances a edifícios» (l. 3) e «Os
romances e a vida são povoados por personagens ou pessoas.» (l. 9) exprimem
(A) uma situação iterativa e um valor perfectivo, respetivamente.
(B) um valor perfetivo e uma situação iterativa, respetivamente.
(C) uma situação habitual e um valor imperfetivo, respetivamente.
(D) uma situação habitual e uma situação genérica, respetivamente.
7 Na frase «Como são e quem são esses rostos?» (l. 11), as palavras sublinhadas são
(A) advérbio interrogativo e pronome interrogativo, respetivamente.
(B) advérbio interrogativo, em ambos os casos.
(C) pronome interrogativo e determinante indefinido, respetivamente.
(D) pronome interrogativo e advérbio interrogativo, respetivamente.
8 Identifica o ato de fala presente na frase «Seremos nós uma espécie de Blimunda sempre em jejum?»
(l. 13).
8.1. Transforma a frase, de forma a obteres um ato de fala compromissivo.
9 Reescreve as orações, conjugando os verbos nos tempos e modos indicados.
a. «e, aos poucos, transforma-se em tijolos de uma construção» (ll. 2-3) (futuro simples do modo
indicativo).
b. «Os romances e a vida são povoados por personagens ou pessoas.» (l. 9) (pretérito mais-que-
perfeito composto do modo conjuntivo).
10 Identifica os deíticos pessoais na frase «Seremos nós um reflexo dele, ou será ele um reflexo nosso?»
(ll. 13-14).
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Fernando Pessoa, p. 75 na letra «r», adquire a forma «-lo» («interpretá-lo»);
1. (A). em verbos que terminam em som nasal, adquire a
forma «-no» («revelam-no»).
2. (C).
José Saramago (Memorial do Convento), p. 81
3. (B).
1. (C).
4. (D).
5. (D). 2. (B).
6. (B). 3. (D).
7. (C). 4. (B).
8. (A). 5. (B).
9. (D). 6. (D).
10. a. Assertivo; b. Expressivo 7. (A).
Contos, p. 77 8. Diretivo.
1. (A). 8.1. Posso garantir-te que seremos uma espécie de
2. (D). Blimunda sempre em jejum.
3. (B). 9. a. e, aos poucos, transformar-se-á em tijolos de
uma construção; b. Se os romances e a vida tivessem
4. (C). sido povoados por personagens ou pessoas.
5. (D). 10. Deíticos pessoais: «Seremos», «nós», «dele»,
6. Ato de fala assertivo. «será», «ele», «nosso».
6.1. Podemos contar com pormenor como nos correu José Saramago (O Ano da Morte de Ricardo
o dia? Reis), p.83
7. «Ontem fui a um sítio que me fez lembrar...» é 1. (D).
discurso direto. 2. (B).
8. a. Situação genérica. b. Valor perfetivo. 3. (C).
9. a. «um dos mais velhos e sábios»; b. 4. (A).
«acontecimentos passados».
5. (B).
10. a. Modificador do grupo verbal. b. Modificador
apositivo do nome. c. Complemento do adjetivo. 6. (D).
Poetas contemporâneos, p. 79 7. a. Modificador do grupo verbal. b. Complemento
oblíquo; c. Complemento agente da passiva.
1.(A).
8. Valor perfetivo.
2. (B).
8.1. No último mês, temos feito erratas em alguns
3. (C). exemplares.
4. (D). 9. Deíticos pessoais: «entrou», «veio», «comigo».
5. (B). Deíticos temporais: «Um dia», «em dezembro», «en-
trou», «veio». Deíticos espaciais: «lá».
6. (D).
10. Discurso direto: ««Sim, fui eu!»» (l. 13) Discurso
7. (C). indireto: «Tinha tirado uma folha, para verifi- car se
8. Cadeia anafórica de «poema» (l. 5): «o» (l. 5), «- estava tudo bem na impressão, e o olhar dele caiu na
lo» (l. 5), «lhe» (l. 6), «nele» (l. 7), «-lo» (l. 7). expressão ‘estridor operático’» (ll. 13-14)
9. Modalidade epistémica, valor de certeza. 9.1. Um
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poema que foi lido apenas uma vez talvez não tenha
sido lido vezes suficientes.
10. A forma do pronome pessoal «-o» com função de
complemento direto varia: em verbos que terminam