Apostila de Gestão de Projetos IFSUL
Apostila de Gestão de Projetos IFSUL
Prof. Eng. Eletric. Renato Neves Allemand, Dr. - APOSTILA SOBRE ELABORAÇÃO E GESTÃO DE [Link]
ANEXOS
ANEXO 1 – Plano de Ensino da disciplina Projeto Integrador I (Engenharia Elétrica IFSUL –
Pelotas/RS)
ANEXO 2 – Plano de Ensino da disciplina Projeto Integrador II (Engenharia Elétrica IFSUL
– Pelotas/RS)
ANEXO 3 – Plano de Ensino da disciplina Projeto Integrador III (Engenharia Elétrica IFSUL
– Pelotas/RS)
ANEXO 4 – Roteiro de Elaboração de Projetos (modelo)
ANEXO 5 – Exemplos de Projetos
ANEXO 6 – Modelo de paper IEEE
ANEXO 7 – Exercício sobre projeto usando software para projeto
ANEXO 8 – Dinâmica sobre Inovação Tecnológica
ANEXO 9 – Dinâmica sobre Trabalho em Equipe e Liderança
ANEXO 10 – Dinâmica sobre Conflitos e Negociação
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1. Introdução
Como visão dos objetivos a serem alcançados nas três disciplinas, a tabela a seguir
mostra a seqüência e abrangência dos conteúdos (e carga horária) e habilidades ao longo
do tempo:
Proj. Proj.
Proj. Integrador I
CONTEÚDOS Integrador II Integrador III
(4º semestre)
(6º semestre) (8º semestre)
Conceitos sobre elaboração e gestão
de projetos
Importância, conceito, gestão e
4 h-a
metodologias de projetos
Padrões de gerenciamento de
projetos (NBR 10006 e 1 h-a
PRINCE2)
Padrões de gerenciamento de
6 h-a
projeto (PMI/PMBOK)
Software MS-Project/OpenProj
7 h-a
para elaboração de projetos
Conceitos sobre inovação 3 h-a
Conceitos sobre propriedade
3 h-a
industrial
Conceitos sobre trabalho em equipe e
3 h-a
liderança
Conceitos sobre conflitos e negociação 3 h-a
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Proj. Proj.
Proj. Integrador I
HABILIDADES/COMPETÊNCIAS Integrador II Integrador III
(4º semestre)
(6º semestre) (8º semestre)
(roteiro básico
(roteiro
modelo da
avançado
disciplina/ (roteiro
modelo
Elaboração de projetos (através de FAPERGS/FINEP, intermediário
PMBOK e
roteiro de projeto da disciplina, ênfase busca de modelo
MS-
PMBOK e MS Project/OpenProj, etc.) verba e revisão PMBOK)
PROJECT ou
teórica/estado da (9 h-a)
OPENPROJ)
arte)
(9 h-a)
(9 h-a)
(avançado,
(intermediário,
(básico, escrito em escrito em
Elaboração de artigos científicos escrito em
português) português ou
(respectivos aos projetos) português)
(1 h-a) inglês)
(1 h-a)
(1 h-a)
(desejável (desejável (desejável
Prototipagem (durante o semestre
protótipo protótipo da protótipo da
corrente)
conceitual) fase alpha) fase betha)
Depósito de pedido de patente (P.I.
e/ou M.U.) e programa de (desejável) (desejável) (desejável)
computador
Carga horária por semestre
20 h-a 20 h-a 20 h-a
(horas aulas presenciais)
* P.I. = Patente de invenção; M.U. = Patente de modelo de utilidade
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2. Aspectos sobre Elaboração e Gestão de Projetos
Definição de planejamento
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Definição de projeto
Projetos de sucesso são aqueles que chegam nos seus objetivos, dentro do tempo
previsto, com a qualidade desejada e sem “estouro” do orçamento e com a obtenção de
satisfação e segurança de todos os envolvidos.
Um projeto de sucesso não ocorre por acaso, obviamente. As causas são: pessoas
competentes nos vários níveis, riscos bem administrados (eliminados e/ou diminuídos),
bem como um planejamento bem realizado. Também se cita que deve ser estabelecida
uma parceria entre o fornecedor e o cliente, envolvendo-o ativamente em todas as fases.
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Por outro lado, as causas do fracasso de um projeto são: objetivos e metas e mal
elaboradas (mal definidas ou superdimensionadas), planejamento com problemas,
pessoas sem capacidade de liderança e sem espírito empreendedor (ou intra-
empreendedor), alteração em muitas variáveis, principalmente na área tecnológica, riscos
elevados, falta de gestão de informação.
Fase 1: Inicialização
Fase 2: Planejamento
Fase 3: Execução
Fase 4: Controle e
Fase 5: Conclusão
Esforço
Tempo
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Primeira fase: identificação de uma necessidade
Identificação de uma necessidade, problema ou oportunidade e pode resultar na
solicitação de propostas pelo cliente a pessoas, uma equipe de projeto ou
organização/fornecedores.
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Portanto, é o condutor do processo em forma de liderança e constante persuasão,
mantendo o grupo (equipe) coeso e focado nos resultados do projeto.
Capacidade de liderança
Capacidade de desenvolver pessoas
Habilidades de comunicação
Habilidades interpessoais
Capacidade de lidar com o stresse
Capacidade de resolver problemas
Capacidade de gerir o tempo
Como visto acima, um gestor de projetos é uma pessoa eclética e adiante nesta
apostila será abordado equipe, liderança, conflitos e negociações, como tema
complementar.
Organograma Linear
No organograma linear (linear chart), as relações entre uma atividade/decisão e
uma área/função/cargo estão muito explícitas. Sua utilidade como ferramenta
de planejamento num projeto é determinar a participação e a responsabilidade
dos principais envolvidos em cada atividade. É muito indicado no caso de
necessidade de detalhar a responsabilidade de cada participante.
Modelos de Estimativa
As estimativas de esforço e duração do projeto estão diretamente associadas ao
custo. Uma das maneiras de se realizar essas estimativas é utilizar o tamanho
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do software como variável condicionante da duração e do esforço (custo) do
projeto. Seus críticos argumentam que esse método é uma ponderação quase
que arbitrária de várias características do software e não o caracteriza como um
todo.
Gráfico de Gantt
É um cronograma , onde cada barra representa o período de execução de uma
atividade. Seu grande apelo é a facilidade de leitura e interpretação. Contudo,
ele não considera formalmente as relações de precedência entre as atividades e
nem a limitação de recursos. Por isso, a habilidade do gerente é essencial para o
resultado. É recomendado para projetos de baixa complexidade.
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percentual concluído de uma atividade supõe a existência de um critério de
medição para a atividade, o que nem sempre é fácil. Desta forma, o mais
cauteloso seria, ao invés de medir o percentual concluído de uma atividade,
trabalhar com a duração remnescente. A duração remanescente, ao se referir
como parcela da atividade ainda não executada, acaba sendo mais útil para a
reprogramação do projeto que o percentual concluído.
Status Report
O Status Report é um procedimento que permite a formalização do estágio de
desenvolvimento do projeto em um determinado instante no tempo. Este tipo de
relatório deve ter logo no início, uma identificação do projeto: seu nome/código,
objetivo de custo, prazo e desempenho técnico, escopo, nome do
gerente/coordenador/responsável e pessoal-chave. Pode conter também um
breve histórico do projeto até o momento. Tomadas estas providências, deve
descrever a performance do projeto em custo, prazo e desempenho técnico
desde a última edição do relatório: a evolução do projeto no período, os
problemas encontrados, uma expectativa de performance futura e pode também
conter (não necessariamente) recomendações.
Valor Adquirido
A técnica de controle Valor Adquirido (Earned Value) permite comparar o
andamento físico do projeto com o andamento financeiro. Imagine um projeto
em desenvolvimento que está atrasado, isto é, o andamento financeiro físico
está abaixo do programado. Se o seu custo acumulado até o momento também
está abaixo do programado, este projeto apresenta de custo também. O Valor
Adquirido ajuda a considerar simultaneamente o aspecto físico e o financeiro.
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PMBOK (Project Management Body of Knowledge) – desenvolvido pela
PMI (Project
Management Institute)
([Link] e
([Link]
A seguir, cada um deles será visto, porém a ênfase será dada ao PMBOK, que é o
padrão mais utilizado atualmente no mundo inteiro.
Esta norma pode ser utilizada para empreendimentos, cujos projetos apresentam
complexidades variadas, pequeno ou grande porte, curta ou longa duração, podendo
ainda servir para produto ou processo envolvido. Sempre será necessária uma avaliação
de necessidades complementares, haja vista que a norma apresenta apenas diretrizes.
Ainda as diretrizes podem ser aplicadas a projetos gerenciados por um indivíduo ou por
uma equipe ou para um programa (grande projeto composto de projetos menores, mas
inter-relacionados) ou para uma carteira de projetos.
Processo Estratégico
1.1 Processo Estratégico: Define a direção do Projeto e gerencia a realização de
outros processos do Projeto.
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Processos de Gerenciamento de interdependências
2.1 Iniciação do Projeto e desenvolvimento do plano de Projeto: Avaliação dos
requisitos dos clientes e outras partes interessadas, preparando um plano do
Projeto e iniciando outros processos.
2.2 Gerenciamento das interações: Gerenciamento das interações entre os
processos durante o Projeto.
2.3 Gerenciamento das mudanças: Antecipação a mudanças e gerenciamento
destas ao longo de todos os processos.
2.4 Encerramento: Conclusão dos processos e obtenção de retroalimentação
(feedback).
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6.2 Controle dos recursos: Comparação da utilização real e planejada de recursos,
corrigindo se necessário.
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2.5.2 PRINCE2 (Projects in a controlled environment)
Certificação
Existem dois tipos de certificados com os exames correspondentes: PRINCE2
Foundation e PRINCE2 Practitioner.
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A figura a seguir, mostra o PRINCE2:
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Direção do Projeto (DP)
Planejamento (PL)
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- Identificar Atividades de Dependências (PL3);
- Estimação (PL4);
- Programação (Cronograma) (PL5);
- Analisar os Riscos (PL6);
- Completar o Plano (PL7).
A versão 2004 do guia cita 42 processos agrupados em cinco grupos e nove áreas
de conhecimento.
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4. Monitoramento e controle
5. Encerramento
Ms Project 2010 - Para Iniciantes - Video Aulas (autor: Jordano Mazzoni) 46 videos
pequenos
[Link]
b96e-be5295c55c8c
[Link]
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3. Aspectos sobre Inovação
Inovação tecnológica:
Observa-se, portanto, que uma empresa está sujeita a muitas mudanças, quando
busca e alcança o processo de inovação tecnológica.
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Como se observa, atualmente a tendência é suprimir-se a expressão “inovação
tecnológica” por “inovação”, pois há vários graus de inovação e diferentes estágios de
desenvolvimento das empresas, muitas das quais, são as micro e pequenas, que também
inovam.
Quando falamos que uma inovação será difundida, deve ser interpretada como algo
que será conhecido pelo mercado, pois uma inovação sem ser conhecida, não tem
nenhum valor. Quando em um edital (de uma entidade de fomento à pesquisa, por
exemplo, FAPERGS ou FINEP) constar que a verba pode ser utilizada para “fomento à
inovação” significa que podem ser colocadas no projeto de pesquisa, algumas rubricas
relacionadas a mercado, como por exemplo, área comercial e vendas e marketing. Neste
sentido, todo o edital deve ser bem interpretado, para que o projeto não seja reprovado,
por ter sido elaborado com rubricas não pertinentes. Um exemplo de rubrica relacionada a
difusão da inovação, poderia ser a contratação (durante a execução do projeto de
pesquisa) de um gerente de marketing, profissional este que teria o encargo de avaliar o
mercado, antes mesmo de iniciar o desenvolvimento de um produto ou processo.
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Geralmente o conceito de inovação está atrelado apenas a grandes empresas. Na
realidade as empresas de base tecnológica (EBTs) e sendo micro ou pequenas, não têm
capacidade financeira para investirem em inovação. Porém, o Brasil, já há vários anos,
vem investindo de forma significativa, seja através de financiamentos com juros de baixo
valor, financiamentos com juros zero e inclusive através de subvenção econômica (verbas
não reembolsáveis). O principal órgão financiador e de fomento à pesquisa no Brasil é a
FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos, subordinada ao Ministério de Ciência e
Tecnologia. Tanto a FINEP costuma lançar editais de forma individual, como em parceria
com os governos dos estados. Esta, sem dúvidas, é uma importantíssima oportunidade
para novos empreendedores tecnológicos, que acessando as verbas públicas, podem
alavancar as suas empresas pela colocação no mercado de produtos e processos com
agregado de inovação.
3.1.1 Inovação
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3.1.2 Empresa inovadora
Uma empresa que de forma significativa diferiu seus bens ou serviços, dispõe de
inovação de produto, para colocação no mercado. Como exemplo citado acima, tem-se as
câmeras digitais fotográficas de inovação de produto. Neste exemplo, se pode perceber
que não só as características funcionais deste bem, como de sua utilização foram
introduzidas de maneira diferente.
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Os melhoramentos (em inovação de produtos) podem ser com pequenas
modificações (caso acima do detergente com novas aplicações) ou podem ser com
melhoramentos significativos (caso acima do freio ABS). No caso de melhoramentos
significativos, têm-se mudanças em materiais, componentes e outras características que
fazem com que os produtos funcionem com melhor desempenho.
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Como se observa acima, uma inovação de processo se refere tanto à produção,
como a distribuição de bens aos seus consumidores finais, envolvendo neste último caso,
softwares de rastreamento, contabilidade, compras, etc. Novas TICs (tecnologia da
informação e comunicação) ou significativamente melhoradas para melhorar o
desempenho de uma empresa ou um setor, são consideradas também como inovação de
processo.
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As inovações de marketing são muitíssimo importantes, também, pois alavancam a
empresa para posicionamento ou reposicionamento de produtos no mercado, aumentam
os lucros e a base de clientes de uma empresa.
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Como proposta de aprofundamento do assunto inovação, aos alunos, sugere-se a
leitura mais aprofundada do Manual de Oslo, em especial na parte que trata das
distinções, como a) distinção entre inovações de produto e processo, b) distinção entre
inovações de produto e marketing, c) distinção entre inovações de serviços (produto) e de
marketing, d) distinção entre inovações de processo e de marketing, e) distinção entre
inovações de processo e inovações organizacionais, f) distinção entre inovações de
marketing e inovações organizacionais.
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3.1.8 Inovação incremental e inovação radical
1
Joseph Alois Schumpeter (Triesch, 8 de Fevereiro de 1883 — Taconic, 8 de Janeiro de 1950) foi um dos mais
importantes economistas do século XX. Sua teoria do ciclo econômico é fundamental para a ciência econômica contemporânea. A razão,
segundo o autor, para que a economia saia de um estado de equilíbrio e entre em um boom (processo de expansão) é o surgimento de
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Outra visão conceitual de graus de inovação se obtém de REAL (1999):
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alguma inovação, do ponto de vista econômico, que altere consideravelmente as condições prévias de equilíbrio. Exemplos de
inovações que alteram o estado de equilíbrio são: a introdução de um novo bem no mercado, a descoberta de um novo método de
produção ou de comercialização de mercadorias; a conquista de novas fontes de matérias-primas, ou , por fim, a alteração da estrutura
de mercado vigente, como a quebra de um monopólio. A introdução de uma inovação no sistema econômico é chamada por
Schumpeter de “ato empreendedor”, realizada pelo “empresário empreendedor”, visando a obtenção de um lucro. O lucro é o motor de
toda a atividade empreendedora, segundo o autor, o qual trata o lucro não como a simples remuneração do capital investido, mas
como o “lucro extraordinário”, isto é, o lucro acima da média exigida pelo mercado para que haja novos investimentos e transferências
de capitais entre diferentes setores. Fonte: [Link] Acesso em 11/11/2010.
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4. Aspectos sobre Propriedade Industrial e Intelectual
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VII - regras de jogo;
VIII - técnicas e métodos operatórios, bem como métodos terapêuticos ou
de diagnóstico, para aplicação no corpo humano ou animal; e
IX - o todo ou parte de seres vivos naturais e materiais biológicos
encontrados na natureza, ou ainda que dela isolados, inclusive o genoma ou
germoplasma de qualquer ser vivo natural e os processos biológicos naturais.
I - pelo inventor;
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Art. 15 - A invenção e o modelo de utilidade são considerados suscetíveis de
aplicação industrial quando possam ser utilizados ou produzidos em qualquer
tipo de indústria.
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
Vídeos xxx
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5. Aspectos sobre Trabalho em Equipe e Liderança
Segundo Gido & Clements (Gestão de Projetos), uma equipe tem quatro estágios
de desenvolvimento, pois em muitos casos, pessoas que nem se conhecem ainda,
trabalharão juntas num determinado projeto:
Por causa da existência deste processo de Formação de uma equipe não se deve
esperar resultados imediatos a sua implantação, haja vista a existência de ansiedade das
pessoas envolvidas, desconhecimento das características dos outros, desconfiança e
incertezas. No estágio da Agitação, entre outras situações que ocorrem, os membros da
equipe testam os limites e a flexibilidade do gestor de projetos e as regras estabelecidas.
Na Normalização, a equipe entre si, e com o gestor, encontra o modo de funcionamento
onde a maioria dos conflitos pessoais já foi resolvida, bem como já estão bem conhecidos
os objetivos do projeto, os recursos necessários para o seu alcance e também as
dificuldades a serem enfrentadas. Na Execução, a equipe está altamente comprometida e
com o desejo de que os objetivos sejam alcançados e há uma interdependência pessoal
com autonomia grupal e os resultados são satisfatórios.
Para a obtenção do sucesso em um projeto, uma equipe de trabalho deve ter certas
características que auxiliarão no alcance dos objetivos e são estas:
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Igualmente, se pode citar que as barreiras para a eficácia de uma equipe de
trabalho são:
Liderança
Estilos de Liderança
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Liderança liberal ou Laissez-faire: Laissez-faire é a contração
da expressão em língua francesa laissez faire, laissez aller, laissez passer, que
significa literalmente "deixai fazer, deixai ir, deixai passar". Neste tipo de liderança
as pessoas têm mais liberdade na execução dos seus projetos, indicando
possivelmente uma equipe madura, auto dirigida e que não necessita de supervisão
constante. Por outro lado, a Liderança liberal também pode ser indício de uma
liderança negligente e fraca, onde o líder deixa passar falhas e erros sem corrigí-
los.
Como visto, existem quatro estilos de liderança, porém, nenhuma pessoa possui
apenas um estilo, mas sim, uma predominância de um deles e sujeito a possíveis
variações, em decorrência de situações momentâneas que está vivendo.
Para uma organização, quanto mais líderes estiverem atuando, melhor, pois mais
rápido e mais qualificadamente a mesma irá atingir seus objetivos e metas.
Liderança Situacional
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6. Aspectos sobre Conflitos e Negociação
Conflito:
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feito por uma equipe, não há como desconsiderar a importância do reconhecimento e do
tratamento dos conflitos.
Negociação:
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Do exposto acima, nas várias definições de negociação, se observa que o assunto é
bastante importante na vida das pessoas e das organizações, nas diversas situações que
se apresentam no dia-a-dia. Desta forma, alertamos o aluno, que o assunto deveria ser
tratado com tal importância, que não só direcionado ou focado para a área empresarial,
no caso em pauta, elaboração e gestão de projetos, mas sim, para seu uso pessoal,
familiar, profissional, etc.
De acordo com GIDO & CLEMENTS (2007), um conflito é inevitável e dele se pode
tirar proveito, se bem conduzido. Ele permite obter novas informações e alternativas,
desenvolver melhores soluções para os problemas e construir novas formas de uma
equipe atuar conjuntamente em prol dos objetivos desta equipe.
A seguir, ainda segundo os autores veremos as fontes de conflitos em um projeto e
como lidar com elas. De antemão, é importante saber que os conflitos podem surgir entre
os membros de uma equipe, com o próprio gestor (ou gerente) do projeto e até mesmo
com o cliente de um projeto. Abaixo, citam-se as fontes possíveis de conflitos:
Escopo do trabalho:
Os conflitos podem ser motivados por diferenças de opiniões sobre como o trabalho
deve ser feito, sobre as metas envolvidas (quanto do trabalho) ou sobre a qualidade (nível
ou especificação).
Sendo o escopo uma das questões iniciais (e vitais) a serem definidas em um
projeto, e se ocorrerem conflitos relacionados a ele (escopo), certamente o
desenvolvimento do projeto será altamente problemático, com altos riscos de os objetivos
não serem alcançados.
Atribuições de recursos:
As pessoas que são designadas para uma certa tarefa, poderão não aceitar as
mesmas (não aderirem) e também poderão reclamar sobre os recursos disponibilizados a
elas, para a realização desta tarefas. Por exemplo, podemos citar os recursos humanos, os
financeiros, a tecnologia e a infra-estrutura (prédios, comunicações, etc.)
Cronograma:
Pessoas podem divergir sobre o tempo total de uma certa tarefa ou conjunto de
tarefas e também podem divergir sobre a sequencia das mesmas. A divergência pode
ocorrer entre os membros da equipe, entre a equipe e o gestor de projeto e até mesmo
envolvendo o cliente.
Custo:
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Este conflito ou problema ocorre com certa freqüência, não necessariamente na
fase de contratação em que o valor deve ser acertado entre as partes. Mas pode ocorrer
durante o desenvolvimento do projeto, em que um atraso no mesmo pode provocar
custos adicionais. A questão pode ser: quem arcaria com estes custos? Evidentemente,
que este possível conflito pode ser eliminado ou amenizado, mediante um contrato bem
detalhado entre as partes, ainda que mesmo com um bom contrato, fatos imprevistos
podem ocorrer e gerar este conflito.
Prioridades:
Pode ocorre esta situação, quando pessoas são designadas para mais de uma
tarefa simultaneamente, em que devem decidir qual a prioridade de atuação. Também
pode ocorrer quando várias pessoas disputam um certo recurso necessário a certas
tarefas. Por exemplo, a utilização de um veículo, de pessoas necessárias a uma tarefa,
etc.
Questões organizacionais:
Diferenças pessoais:
Evitando ou concordando:
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Competindo ou coagindo:
Acomodando ou conciliando-se:
Fazendo concessões:
Esta é a abordagem que as pessoas fazem em conflitos que pode gerar os melhores
resultados para todos envolvidos, bem como os resultados a serem alcançados pelo
grupo. O problema é enfrentado com coragem, de forma direta e de forma que se possa
chegar a um resultado em que todos saiam ganhando. Cada pessoa deve abordar a
situação conflituosa com uma atitude construtiva e com estímulo original da boa-fé com os
demais. As diferenças são trabalhadas e concessões são feitas (cada um se dispõe a
mudar ou redefinir sua posição e opinião) e isto só pode ocorrer, se houver um ambiente
saudável. Naturalmente que este ambiente saudável e propício a este encaminhamento
deverá ter a participação efetiva do gestor do projeto, na qualidade de um verdadeiro
líder, com a também participação efetiva dos envolvidos no conflito, com o mesmo espírito
de colaboração e participação.
Neste contexto de abertura das pessoas umas com as outras, de forma gentil,
honesta e sincera, pode ocorrer aumento das diferenças entre os membros, onde estas
diferenças se transformariam em argumentos emocionais. Aqui, portanto, cabe um
equilíbrio emocional das pessoas, pois se de um lado, excesso de emoção pode provocar
um distúrbio para o alcance da eliminação do conflito, por outro lado, ausência de emoção
pode também diminuir este processo de comprometimento de alcance da solução do
desentendimento.
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6.3 Necessidade da negociação
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HELDMAN, Kim. GERÊNCIA DE PROJETOS - GUIA PARA O EXAME OFICIAL DO PMI.
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NOCÊRA, Rosaldo de Jesus. GERENCIAMENTO DE PROJETOS - TEORIA E PRÁTICA - DE
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HUNTER, James C. O MONGE E O EXECUTIVO - UMA HISTÓRIA SOBRE A ESSÊNCIA DA
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MAXWELL, John C. O LÍDER 360o. Thomas Nelson Brasil, 2010.
MAGINN, Michael D. EFICIÊNCIA NO TRABALHO EM EQUIPE. Nobel, 1996.
OUTRAS INFORMAÇÕES
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CHIAVENATTO, Idalberto. INTRODUÇÃO A TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO –
Compacta. 3ª edição, Campos, 2004.
CÔRTE REAL, Mauro. MARKETING DE TECNOLOGIA. Porto Alegre: Sebrae-RS,1999.
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SITES RECOMENDADOS
Project Management Institute:
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Associação Brasileira de Gerenciamento de Projetos:
14/5/2012 - Página no 43
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Associação Brasileira de Gestores e Coordenadores de Projetos:
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Revista Inovação em Pauta (FINEP)
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FAPERGS
FINEP
SEBRAE
ANEXOS
ANEXO 1 -
14/5/2012 - Página no 44
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