APOSTILA
FORMAÇÃO DE ELETRICISTA DE REDES DE
DISTRIBUIÇÃO
REDES DE DISTRIBUIÇÃO
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APOSTILA RD
Sumário
1. Apresentação do curso ............................. 4
2. Condutor ....................................................5
► Definição
► Tabela de condutibilidade
► Tipo de condutor
► Lançamento de condutores
3. Poste ........................................................ 9
► Definição
► Engastamento
► Cuidados
► Tipos de poste
4. Cruzetas ................................................. 13
► Definição
► Tipos
5. Isolador ................................................... 14
► Definição
► Tipos
► Cuidados
6. Para Raio ................................................ 15
► Definição
► Aplicação
7. Fusível .................................................... 16
► Definição
► Tipos
8. Chave Fusível ......................................... 17
► Definição
► Sequencia de abertura
► Dac
9. Chave seccionadora (Faca) .................... 18
► Definição
10. Seccionador GNE3 .............................. 19
► Definição
► Aplicação
11. Chave a óleo ........................................ 19
► Definição
► Aplicação
12. Religador. ............................................. 20
► Definição
► Aplicação
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APOSTILA RD
13. Transformador..................................... 21
► Definição
► Tipos
► Cuidados
14. Projetos de rede de distribuição .......... 22
► Definição
► Características
15. Conexão .............................................. 26
► Definição
► Tipos
► Aplicação
► Tabela de conexões
16. Estrutura primaras de rede compacta . 27
► Aplicação
► Estruturas
► Materiais
17. Estrutura primaras de rede nua........... 41
► Aplicação
► Estruturas
► Materiais
18. Estrutura secundaria ........................... 55
► Aplicação
► Estruturas
► Materiais
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APOSTILA RD
APRESENTAÇÃO DO CURSO
O curso de Rede de Distribuição aérea visa qualificar novos profissionais para atuarem
naconstrução e manutenção de todas as fases do sistema referido, desde os níveis de
consumo em baixa tensão (127v, 220v, 380v) e (15, 24,2 e 36,2kv), em alta tensão
garantindo a confiabilidade e disponibilidade do sistema contribuindo com o
desenvolvimento de toda cadeia produtiva, saúde, e entretenimento, trazendo conforto e
comodidade para todos os usuários. Este material didático foi desenvolvido para auxiliar
o aluno no seu desenvolvimento, funcionando como instrumento de consulta. Nele contém
informações que são aplicáveis na prática, e apresenta uma linguagem simples e de fácil
entendimento.
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APOSTILA RD
Condutor
Definição: Condutores são materiais metálicos que possibilitam a
movimentação de cargas elétricas em seu interior com grande facilidade. Esses
materiais possuem uma grande quantidade de elétron livres, que podem ser
conduzidos quando neles aplicamosuma diferença de potencial. Metais como cobre,
platina e ouro são bons condutores quesão classificados como fios e cabos.
Os fios são compostos por produtos metálicos maciço e flexíveis, de seção transversal
invariável e de comprimento muito maior do que a maior dimensão transversal. Os fios
podem ser usados diretamente como condutores (com ou sem isolação) ou na
fabricação de cabos.
Cabo é um condutor encordoado constituído por um conjunto de fios encordoados,
isolados ou não entre si, podendo o conjunto ser isolado ou não.
Os materiais condutores compartilham uma característica comum: a corrente elétrica
éconduzida facilmente através deles. Suas principais características são a abundância
de elétron livres, além de baixas resistências elétricas.
Quando os materiais elétricos estão eletricamente carregados, sem transportar
cargas,dizemos que eles se encontram em equilíbrio eletrostático. Nessa condição,
os elétron ocupam as camadas mais externas do material, posicionando-se
exclusivamente em sua superfície, em razão da repulsão entre suas cargas e de sua
grande mobilidade.
Os condutores mais utilizados na construção e manutenção de redes de distribuição
são o cobre e alumínio devido as suas propriedades condutivas, valor acessível e
vidaútil garantindo assim a confiabilidade do sistema, o projeto irá determinar a
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APOSTILA RD
seçãotransversal do condutor (bitola) o tipo de condutor levando-se em conta o
material será
utilizado e o isolamento, os fios e cabos isolados ou protegido tem preferência em sua
Instalação, pois oferecem maior segurança para o eletricista e o sistema.
A isolação é aplicada sobre o condutor com a finalidade de isolá-lo eletricamente do
ambiente que o circunda. Os materiais utilizados como isolação, além de alta
resistividade, devem possuir alta rigidez dielétrica, sobretudo quando empregados em
tensões elétricas superiores a 1 kV. São vários os materiais empregados na isolação
decondutores:
Tabela de materiais de isolação de condutores:
Tabela de condutibilidade de condutores com seção transversal:
Seção A1 A2 B1 B2 C D
nominal
(mm2) 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3
Condutores Condutores Condutores Condutores Condutores Condutores Condutores Condutores Condutores Condutores Condutores Condutores
Carregados Carregados Carregados Carregados Carregados Carregados Carregados Carregados Carregados Carregados Carregados Carregados
Cobre
0,5 7 7 7 7 9 8 9 8 10 9 12 10
0,75 9 9 9 9 11 10 11 10 13 11 15 12
1 11 10 11 10 14 12 13 12 15 14 18 15
1,5 14,5 13,5 14 13 17,5 15,5 16,5 15 19,5 17,5 22 18
2,5 19,5 18 18,5 17,5 24 21 23 20 27 24 29 24
4 26 24 25 23 32 28 30 27 36 32 38 31
6 34 31 32 29 41 36 38 34 46 41 47 39
10 46 42 43 39 57 50 52 46 63 57 63 52
16 61 56 57 52 76 68 69 62 85 76 81 67
25 80 73 75 68 101 89 90 80 112 96 104 86
35 99 89 92 83 125 110 111 99 138 119 125 103
50 119 108 110 99 151 134 133 118 168 144 148 122
70 151 136 139 125 192 171 168 149 213 184 183 151
95 182 164 167 150 232 207 201 179 258 223 216 179
120 210 188 192 172 269 239 232 206 299 259 246 203
150 240 216 219 196 309 275 265 236 344 299 278 230
185 273 245 248 223 353 314 300 268 392 341 312 258
240 321 286 291 261 415 370 351 313 461 403 361 297
300 367 328 334 298 477 426 401 358 530 464 408 336
400 438 390 398 355 571 510 477 425 634 557 478 394
500 502 447 456 406 656 587 545 486 729 642 540 445
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A1 A2 B1 B2 C D
Seção 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3
nominal
(mm2) Condutores Condutores Condutores Condutores Condutores Condutores Condutores Condutores Condutores Condutores Condutores Condutores
Carregados Carregados Carregados Carregados Carregados Carregados Carregados Carregados Carregados Carregados Carregados Carregados
Alumínio
16 48 43 44 41 60 53 54 48 66 59 62 52
25 63 57 58 53 79 70 71 62 83 73 80 66
35 77 70 71 65 97 86 86 77 103 90 96 80
50 93 84 86 78 118 104 104 92 125 110 113 94
70 118 107 108 98 150 133 131 116 160 140 140 117
95 142 129 130 118 181 161 157 139 195 170 166 138
120 164 149 150 135 210 186 181 160 226 197 189 157
150 189 170 172 155 241 214 206 183 261 227 213 178
185 215 194 195 176 275 245 234 208 298 259 240 200
240 252 227 229 207 324 288 274 243 352 305 277 230
300 289 261 263 237 372 331 313 278 406 351 313 260
400 345 311 314 283 446 397 372 331 488 422 366 305
500 396 356 360 324 512 456 425 378 563 486 414 345
Cabo de cobre Cabo de alumínio
O condutor de cobre tem maior preferências na sua instalação em trechos de circuitos
onde há maior passagem de corrente elétrica, visto a sua melhor condutibilidade e
resistência mecânica proporcionado maior segurança e confiabilidade ao sistema, pode ser
encontrado em dois tipos: nu, ou seja, sem proteção ou isolamento que normalmente é
aplicado em chavesde uso geral, alimentação de transformadores, equipamentos etc. Já o
cobre coberto tem suaaplicação destinada a uso específico como Exemplos de aplicação:
alimentação de transformadores, chaves e equipamentos.
Já condutores de alumínio é amplamente indicado principalmente para redes aéreas. A
grandevantagem do alumínio em comparação ao cobre é em relação à sua leveza, valor e
odimensionamento maior. Nos processos de transmissão e fornecimento de energia, os
cabos de alumínio são constantemente utilizados, podem ser encontrados no tipo nu,
coberto e isolado. Alguns cuidados devem ser adotados no momento do lançamento dos
condutores poisos mesmos não devem sofrer atrito com outros materiais, não devem ser
colocados no chão ou exposição á materiais que possam reduzir suas propriedades
condutoras. Existem equipamentos que auxiliam e protegem os condutores no momento
de sua instalação como bandolas de bobinadores.
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APOSTILA RD
Bandola Desbobinador
Postes
Definição: Postes de concreto armado e protendido, de seção circular,
quadrada, retangular ou duplo T, destinados ao suporte de redes aéreas urbanas e
rurais de distribuição de energia elétrica, ornamentais e de iluminação e ramais de
ligação. Sua armadura é composta por barras de aço, fios e cordoalhas intertravados
por estribos deaço, recoberto por uma camada de concreto tendo uma forma cônica.
Existem algumas características estruturais bem particulares sobre os postes de
concreto que são:
Carga horizontal: Força exercida pelos condutores e elementos estruturais, sua
unidade de medida é o decanewton (daN) que equivale 1,0197 kgf (quilograma força)
Comprimento do Engastamento (e): Distância entre a base e a seção do poste onde
ocorre o afloramento do solo ou fundação.
Comprimento Nominal (L): Distância entre o topo e a base.
Defeito: Falta de conformidade a qualquer dos requisitos especificados nesta norma.
Direção de Maior ou Menor Resistência Mecânica Direção: no plano transversal
segundo o qual o poste apresenta a maior ou a menor resistência.
Engastamento: É um apoio estrutural que impede todos os movimentos de rotação
etranslação
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Fórmula de Engastamento:
e = L / 10 + 60cm
e = Profundidade do engastamento L = Comprimento do Poste
Para garantir que o engastamento do poste foi realizado de forma correta, todos eles
devem ter ainda marcações do traço de referência e do traço de engastamento, onde
aletra “E” para o traço de engastamento e a letra “R” para o traço de referência.
Deveram ser observados na estrutura do poste se há presença de trincas e fissuras
quepossam comprometer a elasticidade e resistência mecânica que deverá obtida
através de ensaios realizados pela construtora ou por laboratório especializados afim
de obter certificados de aprovação que garantam a sua comercialização .Para que as
exigências de projetos e engenharia seja atendidas existem dois tipos de poste de
concreto, o do tipo duplo T ( DT ), onde a face B, que exerce seu esforço nominal
completo, já a segunda face exerce a metade do esforço nominal, exemplo: poste
11/600 daN, na face B o seu esforço será de 600 daN, já na face A será 300 daN.
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APOSTILA RD
FACE A
FACE B
Poste do tipo circular diferentemente do DT exerce esforço nominal em todas as
posições garantindo assim maior aplicação em caso específico como de ângulos 90º,o
mesmo não contem furos para fixação de parafusos e elementos estruturais sendo
assim a obrigatoriedade de aplicação de cintas conforme imagem abaixo:
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APOSTILA RD
Poste de Fibra
É construído de poliéster reforçado com fibra de vidro (PRFV), anti propagação de
chama, proteção contra raios UV, resistência mecânica adequada aos esforços
provenientes dos materiais e equipamentos nele instalados, por ser constituído por
material leve, esse tem maior preferência em sua instalação em regiões de difícil acesso
ou onde os postes de concreto não possam ser instalados devido a legislação ambiental,
sua forma é de base Circular e Topo Quadrado, alguns modelos são seccionados na
parte superior ( parte quadrada ) para facilitar o transporte e instalação, a tampa de
fechamento da base do poste deve ser retirada no momento de sua implantação,
portanto, qualquer que tenha sido o processo utilizado no fechamento da base, tem e
exerce tamanho e esforço igual ao poste de concreto
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APOSTILA RD
Cruzetas
Acessório cuja a finalidade é sustentar os cabos e equipamentos em um poste de rede
de distribuição. Para atender as necessidades de projetos e engenharia existem vários
tipos de cruzetas:
Cruzeta de concreto tipo L 1700mm., Cruzeta de Concreto tipo T 1900mm., Cruzeta
tipo MB 2400mm.
As cruzetas de fibra devem ser aplicadas somente em locais de difícil acesso,
atmosfera salina e em intervenções de emergência com rede energizada.
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APOSTILA RD
Isoladores
São acessórios constituídos de materiais dielétricos, ou seja, materiais que não
condutores de energias como com a finalidade de assegurar o isolamento dos
condutores entre si e a terra, sendo responsáveis pela realização de esforços de
natureza mecânica que realizam a sustentação e fixação de diversos cabos e fios.
Podem ser constituídos de materiais como porcelana e borracha de silicone, sua
aplicação pode ser em estruturas de sustentação ou tração. Alguns cuidados devem
ser adotados durante o transporte, armazenamento e instalação, os mesmos não
dever sobre pancadas, perfuração e exposição a agentes químicos que possam
comprometera sus resistência mecânica e dielétrica.
Isolador polimérico de suspenção
Isolador de pino polimérico
Isolador de porcelana
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APOSTILA RD
Para-raios
São componentes pertencentes ao sistema de proteção contra sobretensões
transitórias elevadas e a limitar a duração e a intensidade da corrente subsequente
minimizando os causados por descargas atmosféricas na rede de distribuição. A
instalação deste dispositivo deve ser realizados em todos os equipamentos da rede
sempre no lado fonte do mesmo, em equipamentos onde o fluxo de corrente elétrica
pode ser invertido em virtude de manobras de transferência de carga devem ser
instalados nos lados fonte e carga e também em final de linha. A sua ligação de
entradadeve ser sempre em paralelo e sua saída em serie ligando o ponto comum a
terra. Porse tratar de um dispositivo sensível seu transporte, manuseio e instalação
devem ser realizados de forma cuidadosa afim de evitar a ruptura dos resistores
internos.
TERMINAL DE
ENTRADA
TERMINAL DE
TERRA
SUPORTE
15
APOSTILA RD
Fusíveis
São componentes pertencentes ao sistema de proteção de circuitos de alimentadores
contra curtos-circuitos permanentes e transitórios como também são aplicados em
proteção primária de transformadores e outros equipamentos.
Existem dois tipos de elos fusíveis, H ou K de acordo com sua característica tempo x
corrente de pré-arco. O tipo H Elos fusíveis de alto surto, com características tempo x
corrente de pré-arco. O tipo K Elos fusíveis rápidos, com relação de rapidez variando
de 6 a 8,1 e com características tempo x corrente de pré-arco. Por se tratar de um
dispositivo sensível seu transporte, manuseio e instalação devem ser realizados de
forma cuidadosa afim de evitar o contato com produtos químicos e água, sua instalação
dever realizada em conjunto com o porta fusível para garantir a eficiência.
Elo fusível
Porta-fusível
Chave fusível
São componentes eletromecânicos pertencentes ao sistema de proteção de
circuitos primários, ramais e equipamentos de rede de distribuição em conjunto com
elo fusível. O material do isolador de corpo pode ser de porcelana ou polimérico
suportando corrente de até 100A, este último tem maior preferência levando-se em
conta o menor peso e maior vida útil. Para que a chave fusível seja operada
manualmente existe uma sequência que garante a segurança do eletricista e a
mínima estabilidade da rede causada pelo desequilíbrio no momento da
desenergização entre as fases.
Sequência de abertura:
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APOSTILA RD
A Sequência de abertura das chaves sob regime de carga também deverá seguir o
mesmocritério com a adoção do DAC (Dispositivo de abertura sob carga) com o
objetivo de extinguir o arco elétrico gerado pela ionização do ar no momento da
abertura
A Sequência de fechamento será realizada pela última que foi aberta assim
sucessivamente.
DAC Chave fusível
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APOSTILA RD
Chave seccionadora (Faca)
Sua principal função é seccionar o circuito manualmente, este dispositivo não é tido
como componente do sistema de proteção. Recebe popularmente este pois sua lamina
lembra uma (Faca). Suporta correntes nominais de até 800A, sendo normalmente
instaladas em trechos de circuitos para realização de manobras de transferência de
carga e isolar trechos com defeito ou em manutenção. A abertura deverá ser
preferencialmente realizada com o circuito desenergizado obedecendo a mesma
sequência da chave fusível.
Terminal de saída
Terminal de entrada
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APOSTILA RD
Seccionador GN3E
É um Seccionadores automáticos utilizados no sistema de proteção em redes aéreas
de distribuição e como objetivo de secionar definitivamente um trecho do circuito
quando ocorre um defeito a jusante (após) sua instalação e cuja interrupção é
efetuada por equipamento de retaguarda.
Chave a óleo
Componente do sistema de proteção utilizada como chaves isoladoras de cargas no
sistema de distribuição rural e urbano. Podem ser operadas manualmente ou
remotamente através de um conjunto de bobinas conforme o número de fases do
circuito. Um óleo compropriedades dielétricas contidas em sua câmara de extinção
garante a abertura sob carga de forma segura para o eletricista tanto quanto para o
sistema aumentando a confiabilidadedo sistema o tornando mais robusto.
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APOSTILA RD
Religador
Um dos mais modernos e importantes equipamentos do sistema de proteção e
monitoramento de rede de distribuição com aplicações desde de uma subestação até
um consumidor final ligado em média tensão até 38KV, além de trazer solução em Smart
Grid automatizando circuitos através do seu chaveamento em conjunto com outros
Religadores isolando defeitos após três tentativas de restabelecimento do
fornecimentode forma automática reduzindo os impactos de uma falta de energia e o
tempo de resposta de equipes de manutenção. O controle e monitoramento remoto em
tempo realtambém garantem a confiabilidade do sistema trazendo comodidade para
os consumidores.
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APOSTILA RD
Transformador
É um equipamento que esta presente em todas as fases do processo energético, desde
usinas geradoras até o consumidor final, transformando o valor da tensão elétrica e
da corrente elétrica, elevando-os ou diminuindo-os através da variação do fluxo
magnéticoque percorre um condutor, induz nesse condutor uma corrente
elétrica. Os transformadores de rede de distribuição podem ser encontrados em larga
escala pelas ruas e indústrias, fornecendo tensão primaria de até 34,5kv e de
consumo normalmente encontradas em 127v, 220v, 380v e 440v conforme a
necessidade. Podemse encontrados tipos com o meio interno isolante a seco ou a
óleo, este último tem características importantes quanto a preservação da capacidade
dielétrica do isolamento e temperatura interna dos componentes afim de garantir o
seu perfeito funcionamento, se este óleo termo isolante for descaracterizado devido a
curto-circuitointerno e/ou fim de vida útil este equipamento deverá ser substituído.
Transformador a óleo
Transformador a seco
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APOSTILA RD
Projeto de rede de distribuição elétrica
É passo inicial para definição de critérios que atendem os requisitos técnicos
realizandoo levantamento de carga, estudo topográfico, viabilidade económica com
a apresentação do orçamento, ambiental através de estudos de impactos ao meio
ambiente, as aquisições de licenças ambientais de passagem e construção, e
estrutural garantindo a expansão futura do atendimento identificado pelo
planejamento, de forma compatível com as características da região. Após a
obtenção de todas essas informações o projeto será formalizado e impresso em
escala definida pela concessionaria, normalmente 1:100 com o resumo de dados do
projeto, legenda, croquide localização e diagrama unifilar.
As estruturas, tipos de postes e condutores irão variar conforme a área de
aplicaçãoobedecendo os critérios ambientais, segurança e região urbana e rural.
O projeto deredes de distribuição aérea compacta em média tensão prioritariamente
serão aplicadosem zonas urbanas, alimentadores, manutenções de reforço, regiões
com densidade arbórea, já os projetos utilizando cabo nu será aplicada em zona
rural, travessias derodovias, ferrovias, rios etc. O fornecimento em baixão tensão
será realizada utilizado cabo multiplexado (Isolado até 1KV), garantindo a
confiabilidade do sistema e doconsumidor final.
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APOSTILA RD
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APOSTILA RD
REDE CONVENCIONAL REDE COMPACTA
CABO MULTIPLEXADO
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APOSTILA RD
Conexões
A conexão elétrica visa estabelecer uma ligação entre dois ou mais condutores
permitindo a continuidade do fluxo de elétron, corrente elétrica. Nas instalações
elétricas em geral, as conexões são indispensáveis e fundamentais para o
funcionamento corretodos circuitos. Para que a continuidade do fluxo seja efetiva
devemos utilizar um elo de ligação chamado de conector, eles devem ser acessíveis
para verificação, ensaios e manutenção. Na construção e manutenção de rede de
distribuição são utilizadosconectores do tipo cunha e perfuração.
Conector cunha: Utilizado em Derivação de cabos de cobre ou alumínio CA e CAA,
indicado para conexões cobre-cobre, cobre-alumínio e alumínio-cobre, é composto
por liga de cobre, somado a um com composto anti óxido que garante a
condutividade elétrica e resistência à corrosão, podem ser utilizados em média
tensão e baixa tensãoobservando a seção do condutor para aplicação do conector
adequado
CONECTOR CUNHA
Conector perfuração: Derivação de cabos isolados, indicados para combinações
alumínio- alumínio, alumínio-cobre e cobre-cobre em redes aéreas de distribuição
de energia elétrica (baixa tensão até 1kV). Para realizar perfuração da isolação (não
necessita decapar a isolação do cabo), ele é indicado para cabos de alumínio
isolados 0,6/1kV XLPE/PE ou cabos de cobre isolados 450/750v PVC (sem
cobertura). Possui porca fusível para garantir uma perfeita aplicação e borrachas
elastoméricas, tornando o conector estanque. É composto por um polímero
CONECTOR PERFURAÇÃO
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APOSTILA RD
Tabela de conectores
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APOSTILA RD
Estruturas primárias compacta
São estruturas com cabo dotado de cobertura protetora em XLPE (Polietileno Termo
fixo), visando a redução da corrente de fuga em caso de contato acidental do cabo com
objetos aterrados e diminuição do espaçamento entre condutores, preferencialmente
instaladas em novos projetos nas áreas urbanas ou em reforços de rede.
Estrutura 1 - CE1
1 000 1 000
Cabo mensageiro
bf4a / bf4b
20
Cabo coberto
ph
Relação de materiais - CE1
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APOSTILA RD
Estrutura 1 - CE1A
A estrutura tipo CE1 é utilizada em tangentes e deflexões da rede até 6º
10 000 10 000
Cabo mensageiro bf4a / bf4b
bp6a / bp6b
20
ft-feb
bf6
Cabo coberto
bf2a / bf2b
ft-fe
ph
Relação de materiais - CE1A
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APOSTILA RD
Estrutura- CE1A – Perfil U
bf4a
bp6a
fu1
bf8 bf6
200
ft-feb
fu2 - bf2a
ph
Relação de materiais - CE1A Perfil U
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APOSTILA RD
Estrutura – CEJ1
1
A estrutura tipo CEJ1 é utilizada com o objetivo de afastar os condutores de edificações
Relação de materiais - CEJ1
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APOSTILA RD
Estrutura CE31
A estrutura tipo CE2 é utilizada nos casos de deflexão da rede de 7º à 60º para cabos
de seções 35 mm² e 70 mm² e 7º à 45º para cabos de seções 185 mm² e 240 mm².
Relação de materiais – CE2
31
APOSTILA RD
Estrutura – CE3
A estrutura tipo CE3 é utilizada em fim de rede
Relação de materiais – CE3
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APOSTILA RD
Estrutura – CE4
A estrutura tipo CE4 é utilizada para deflexão de rede de 61º à 90º
Relação de materiais – CE4
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APOSTILA RD
Estrutura – CE3-CE3
A estrutura tipo CE3-CE3 é utilizada nos casos de deflexão da rede primária superior à 90º
34
APOSTILA RD
Estrutura – CE3.3
A estrutura tipo CE2.3 é utilizada quando a saída do ramal cruzar a rua
Relação de materiais – CE3.3
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APOSTILA RD
Estrutura 13 – CE2.CE3
A estrutura tipo CE2.CE3 é utilizada quando a saída do ramal não cruzar a rua
Relação de materiais – CE3.3
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APOSTILA RD
Estrutura – CE2-CE3 CF
A estrutura tipo CE2-CE3 CF é utilizada quando a saída do ramal não cruzar a rua e há a
necessidade de instalação de chaves-fusíveis.
Relação de materiais – CE2-CE3 CF
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APOSTILA RD
Estrutura – N3.CE3
A estrutura tipo N3.CE3 é utilizada nas transições de rede nua para rede protegida
compacta, para ângulo de deflexão até 60º
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Relação de Materiais – N3.CE3
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Estrutura – CE4 CF
A estrutura tipo CE4 CF é utilizada para instalação de chaves-fusíveis ao longo da rede
Relação de Materiais – CE4 CF
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Estruturas primárias utilizando cabo nu
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50
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APOSTILA RD
Rede de distribuição secundária
A elaboração de projetos de redes de distribuição aéreas multiplexadas de baixa
tensão utilizando condutores multiplexados isolados para 0,6/1 kV que opera com
tensão máxima de 380 V.
Os consumidores são conectados a rede de baixa tensão através de ramal de entrada,
equipamentos elétricos, e acessórios, caracterizado pelo recebimento de energia em
apenas um ponto de entrega, com medição individualizada, correspondente a um
único consumidor e localizado em uma mesma propriedade ou em propriedades
contíguas.
Estruturas padrão mais utilizadas
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