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Direitos Humanos: Teoria e Prática 2025

A apostila aborda os direitos humanos, sua teoria, fundamentos e características, além de sistemas de proteção internacional e sua incorporação ao direito brasileiro. Destaca a importância de tratados internacionais e a proteção de grupos vulneráveis, assim como a evolução histórica dos direitos humanos. O documento também fornece dicas de memorização e interpretação de tratados, enfatizando a aplicação prática no Brasil.

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Direitos Humanos: Teoria e Prática 2025

A apostila aborda os direitos humanos, sua teoria, fundamentos e características, além de sistemas de proteção internacional e sua incorporação ao direito brasileiro. Destaca a importância de tratados internacionais e a proteção de grupos vulneráveis, assim como a evolução histórica dos direitos humanos. O documento também fornece dicas de memorização e interpretação de tratados, enfatizando a aplicação prática no Brasil.

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APOSTILA BIZURADA PPMG – POLÍCIA PENAL DE MINAS GERAIS 2025

SUMÁRIO

DIREITOS HUMANOS ESTATÍSTICA PÁGINA


1. Teoria geral dos direitos humanos. (7.81%) 3
1.1. Conceito, fundamentos e bases teóricas e filosóficas dos direitos (10.11%) 4
humanos.
1.2. O início da proteção internacional de Direitos Humanos: direito
internacional humanitário, direito internacional dos refugiados e o (4.47%) 6
surgimento da organização internacional do trabalho.
1.3. Características dos direitos humanos. (18.22%) 4
1.4. Interpretação e aplicação dos tratados internacionais de direitos (12.14%) 8
humanos.
1.5. Dignidade da pessoa humana. (2.99%) 10
2. Sistemas internacionais de proteção e promoção dos Direitos Humanos. (17.81%) 12
2.1. Sistema global de direitos humanos. Organização das Nações Unidas:
declarações, tratados, resoluções, comentários gerais, relatórios e normas (22.14%) 13
de organização e funcionamento dos órgãos de supervisão, fiscalização e
controle. Órgãos convencionais e extraconvencionais.
2.2. Sistema interamericano de direitos humanos. Organização dos estados
americanos: declarações, tratados, resoluções, relatórios, informes, (15.63%) 15
jurisprudência (contenciosa e consultiva da corte interamericana de
Direitos Humanos), opiniões consultivas, normas de organização e
funcionamento dos órgãos de supervisão, fiscalização e controle. Relatorias
temáticas e por países. Audiências públicas.
2.3. Sistemas regionais de proteção dos direitos humanos. (7.14%) 18
3. A incorporação dos tratados internacionais de proteção dos direitos (11.99%) 20
humanos ao direito brasileiro.
3.1. Posição hierárquica dos tratados internacionais de direitos humanos. (0.17%) 22
3.2. A aplicabilidade das normas contidas em tratados internacionais de (0.27%) 23
direitos humanos ratificados pelo Brasil.
3.3. A execução de decisões oriundas de tribunais internacionais de direitos (10.94%) 24
humanos no Brasil.
3.4. Controle de Convencionalidade. (0.19%) 26
4. A proteção dos grupos socialmente vulneráveis pelo direito internacional (2.78%) 37
dos direitos humanos.
4.1. Mecanismos de proteção aos direitos humanos na Constituição (3.37%) 30
Federal.
5. Direitos humanos de natureza civil, política, social, econômica, cultural e (0.12%) 31
ambiental.
6. Direitos humanos de titularidade individual, coletiva ou difusa. (1.34%) 33
QUESTÕES BÔNUS DO INSTITUTO AOCP 42

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➢ TEORIA GERAL DOS DIREITOS HUMANOS

FUNDAMENTALIDADE
ABSTRAÇÃO
MORALIDADE
PRIORITARIEDADE
INALIENABILIDADE
INDIVISIBILIDADE
CARACTERÍSTICAS INTERDEPENDÊNCIA
HISTORICIDADE
APLICABILIDADE IMEDIATA
VEDAÇÃO DO RETROCESSO
TEORIA GERAL DOS RELATIVIDADE
DIREITOS UNIVERSALIDADE
HUMANOS

1º GERAÇÃO - DIREITOS
NEGATIVOS
2º GERAÇÃO - DIREITOS
POSITIVOS
GERAÇÕES 3º GERAÇÃO - DIREITOS
DIFUSOS E COLETIVOS
DIREITOS DE OUTRAS
GERAÇÕES

O QUE SÃO DIREITOS HUMANOS?

O primeiro passo para começarmos bem o nosso estudo, é compreender o seu objeto. Portanto,
importante termos em mente o conceito de direitos humanos.
 Tecnicamente, a expressão direitos humanos significa que existem direitos protegidos por
normas internacionais (declarações ou tratados celebrados entre Estados) com o objetivo
específico de proteger os direitos das pessoas sob sua jurisdição (ou seja, que estejam no
território de determinado Estado).

Na estrutura normativa internacional, temos dois grandes sistemas de proteção:


Sistema global (universal, onusiano) e sistemas regionais. Portanto, essas normas internacionais podem
ser provenientes tanto do sistema global (ONU) quanto dos sistemas regionais de proteção (europeu,
americano e africano).

Segundo André de Carvalho Ramos, os direitos humanos “consistem em um conjunto de direitos


essenciais a uma vida digna. As necessidades humanas variam, e de acordo com o contexto histórico de
uma época, novas demandas sociais são traduzidas juridicamente e inseridas na lista dos direitos
humanos.”

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➢ DIREITOS HUMANOS – CONCEITO, FUNDAMENTOS E CARACTERÍSTICAS

🔹 CONCEITO
• Direitos Humanos: conjunto de direitos universais, inalienáveis e imprescritíveis, reconhecidos
internacionalmente, que visam proteger a dignidade da pessoa humana.

Diferença:
• Direitos Humanos → âmbito internacional.
• Direitos Fundamentais → âmbito interno (constituições nacionais).

🔹 FUNDAMENTOS

FUNDAMENTO IDEIA PRINCIPAL

HISTÓRICO Conquistas ao longo da história (Magna Carta, Revolução Francesa, ONU/1948).

FILOSÓFICO Dignidade da pessoa humana como valor supremo.

JURÍDICO Tratados internacionais e normas constitucionais que os reconhecem e garantem.

POLÍTICO Construção de um Estado democrático e justo.

MORAL/ÉTICO Baseados em valores universais de justiça e igualdade.

🔹 CARACTERÍSTICAS

CARACTERÍSTICA EXPLICAÇÃO RESUMIDA

UNIVERSALIDADE Valem para todas as pessoas, sem discriminação.

INDIVISIBILIDADE Direitos civis, políticos, sociais, culturais e econômicos não podem ser separados.

INTERDEPENDÊNCIA A efetividade de um direito depende da realização de outros.

HISTORICIDADE Foram conquistados gradualmente ao longo da história.

IRRENUNCIABILIDADE Ninguém pode abrir mão deles.

INALIENABILIDADE Não podem ser vendidos ou transferidos.

IMPRESCRITIBILIDADE Não se perdem com o tempo.

INVIOLABILIDADE Devem ser respeitados em qualquer situação.

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DICAS DE MEMORIZAÇÃO:

Fórmula mnemônica:
“U.I.I.H.I.I.I.” (parece trava-língua , mas ajuda a lembrar)
• Universalidade
• Indivisibilidade
• Interdependência
• Historicidade
• Irrenunciabilidade
• Inalienabilidade
• Imprescritibilidade

DICA DE PROVA:
• Se a questão falar em “todos, sem distinção” → Universalidade.
• Se citar “não pode abrir mão / não prescreve / não vende” → Irrenunciabilidade, Imprescritibilidade,
Inalienabilidade.
• Se mencionar direitos civis, sociais, políticos ao mesmo tempo → Indivisibilidade.

LINHA DO TEMPO – DIREITOS HUMANOS

ÉPOCA/ANO MARCO HISTÓRICO PRINCIPAL CONTRIBUIÇÃO

1215 – Limita o poder do rei e garante alguns direitos aos


Magna Carta
Inglaterra cidadãos (ex.: julgamento justo).

1628 –
Petition of Rights Reforça liberdades civis contra abusos do rei.
Inglaterra

1679 –
Habeas Corpus Act Proteção contra prisões arbitrárias.
Inglaterra

1689 – Bill of Rights (Declaração de


Consolida direitos civis e políticos.
Inglaterra Direitos)

Afirma direitos naturais: “vida, liberdade e busca da


1776 – EUA Declaração de Independência
felicidade”.

1787 – EUA Constituição dos EUA Primeira constituição escrita com garantias de direitos.

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ÉPOCA/ANO MARCO HISTÓRICO PRINCIPAL CONTRIBUIÇÃO

Declaração dos Direitos do Liberdade, igualdade e fraternidade; base da 1ª geração


1789 – França
Homem e do Cidadão de direitos.

Criação da Organização Internacional do Trabalho (direitos


1919 – Mundo Tratado de Versalhes / OIT
trabalhistas).

Criação da ONU (Carta da Cooperação internacional e proteção dos direitos


1945 – Mundo
ONU) humanos.

Declaração Universal dos Marco global dos direitos humanos (direitos civis,
1948 – Mundo
Direitos Humanos (DUDH) políticos, sociais, culturais).

Pacto dos Direitos Civis e Políticos + Pacto dos Direitos


1966 – Mundo Pactos Internacionais da ONU
Econômicos, Sociais e Culturais.

1969 – Pacto de San José da Costa Principal tratado de direitos humanos no sistema
América Rica interamericano (OEA).

Reconhece ampla gama de direitos fundamentais e adota


1988 – Brasil Constituição Federal
a dignidade da pessoa humana como princípio central.

DICA DE PROVA:
• Idade Média → Magna Carta (1215): primeira limitação do poder absoluto do rei.
• Idade Moderna → Inglaterra (séc. XVII): Petition of Rights, Habeas Corpus, Bill of Rights.
• Idade Contemporânea → EUA (1776) e França (1789): direitos civis e políticos.
• Séc. XX → ONU (1945) e Declaração Universal (1948): marco internacional.
• Pós-1948 → Pactos de 1966 e Pacto de San José (1969): consolidação jurídica.
• Brasil (1988): Constituição Cidadã, dignidade da pessoa humana.

➢ O INÍCIO DA PROTEÇÃO INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS: DIREITO


INTERNACIONAL HUMANITÁRIO, DIREITO INTERNACIONAL DOS REFUGIADOS E O
SURGIMENTO DA ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO.

CONTEXTO HISTÓRICO
• Antes do séc. XX → os direitos eram vistos apenas no âmbito interno de cada Estado.
• Após as Guerras Mundiais, surgiu a necessidade de proteção internacional, limitando o poder dos
Estados e garantindo dignidade mínima.

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DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO (DIH)


• Objetivo: proteger civis, prisioneiros de guerra e pessoas fora de combate, além de limitar métodos
de guerra.
• Base: costumes de guerra + Convenções de Haia (1899/1907) e Convenções de Genebra (1949).
• Características:
o Regras aplicadas em conflitos armados.
o Proíbe torturas, armas desumanas, maus-tratos a prisioneiros.
o Reconhece a neutralidade de organismos humanitários, como a Cruz Vermelha.

DIREITO INTERNACIONAL DOS REFUGIADOS


• Objetivo: proteger pessoas obrigadas a deixar seu país por perseguição ou conflitos.
• Marco inicial: Estatuto do ACNUR (1950) – Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.
• Principal tratado: Convenção de Genebra de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados.
• Definição de Refugiado:
o Pessoa perseguida por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opinião
política, que não pode ou não quer retornar ao país de origem.
• Princípio central: Non-refoulement → proibição de devolver o refugiado para país onde sua
vida/certidão esteja em risco.

ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT)


• Criação: 1919, no Tratado de Versalhes, após a 1ª Guerra Mundial.
• Objetivo: garantir condições dignas de trabalho, justiça social e paz.
• Caráter especial: é o primeiro organismo internacional de caráter social.
• Estrutura tripartite: governos, empregadores e trabalhadores.
• Conquistas:
o Normas internacionais sobre jornada de trabalho, salário, segurança, direito de
sindicalização.
o Declaração de Filadélfia (1944) → afirma que o trabalho não é mercadoria.
• A OIT foi incorporada como agência especializada da ONU em 1946.

Importância para os Direitos Humanos


Esses três marcos representam o embrião da proteção internacional:
• DIH → proteção em guerras.

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• Refugiados → proteção a deslocados e perseguidos.


• OIT → proteção social e trabalhista.
Todos se consolidam após a 2ª Guerra Mundial, culminando na criação da ONU (1945) e da Declaração
Universal dos Direitos Humanos (1948).

DICA DE PROVA:
• Se citar guerras, Genebra, Cruz Vermelha → é DIH.
• Se citar asilo, refúgio, ACNUR, 1951 → é Direito Internacional dos Refugiados.
• Se citar Versalhes, condições de trabalho, tripartite → é OIT.

➢ INTERPRETAÇÃO E APLICAÇÃO DOS TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITOS


HUMANOS.

O QUE SÃO TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS?


• Acordos firmados entre Estados soberanos (e/ou organizações internacionais) para proteger
direitos humanos.
• Ex.: Pacto de San José da Costa Rica (1969), Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos
(1966), Convenção contra a Tortura (1984).

INTERPRETAÇÃO DOS TRATADOS


Os tratados de direitos humanos recebem interpretação própria e diferenciada em relação aos tratados
comuns:
a) Princípios de interpretação
1. Pro homine (ou pro persona):
o Deve-se sempre adotar a interpretação que mais favoreça a pessoa humana, ampliando a
proteção de direitos.
2. Efeito útil (efetividade):
o A interpretação deve dar efetividade máxima ao tratado, evitando que vire “letra morta”.
3. Não retrocesso em direitos humanos:
o Uma vez reconhecido um direito, não pode haver supressão ou retrocesso, apenas avanços.
4. Interpretação conforme a Constituição:
o No Brasil, tratados devem ser aplicados de forma compatível com os direitos e garantias
fundamentais.

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APLICAÇÃO NO DIREITO BRASILEIRO


a) Status jurídico dos tratados
• Antes da EC 45/2004: tratados de direitos humanos tinham status de lei ordinária.
• Após a EC 45/2004 (art. 5º, §3º, CF):
o Tratados de direitos humanos aprovados pelo Congresso, em dois turnos, por 3/5 de votos
em cada Casa, têm status de emenda constitucional.
o Exemplo: Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006).
• Os demais tratados de direitos humanos → status supralegal (acima das leis, abaixo da
Constituição).
b) Aplicação prática
• Os tratados podem ser aplicados diretamente pelos juízes, mesmo que não exista lei interna
regulamentando.
• Ex.: O Pacto de San José da Costa Rica foi usado para declarar a inconstitucionalidade da prisão do
depositário infiel (STF, 2008).

ÓRGÃOS INTERNACIONAIS DE APLICAÇÃO


• ONU: Comitês de Monitoramento (ex.: Comitê de Direitos Humanos da ONU).
• OEA: Corte Interamericana de Direitos Humanos e Comissão Interamericana.
• O Brasil reconhece a competência da Corte Interamericana desde 1998.

Resumindo para prova


• Interpretação → pro homine, efetividade, não retrocesso.
• Status no Brasil →
o Constitucional (se aprovado com quórum especial).
o Supralegal (se aprovado com quórum comum).
• Aplicação → direta pelos juízes, mesmo sem lei interna.
• Exemplo clássico → Pacto de San José derrubando prisão do depositário infiel.

DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA

CONCEITO
• Valor inerente a todo ser humano, que garante respeito à sua vida, liberdade, integridade física,
moral, intelectual e social.

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• É irrenunciável, inalienável e universal.


• Fundamenta todos os direitos humanos e orienta a atuação do Estado.

NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL (BRASIL)


• Art. 1º, III, CF/88: a dignidade da pessoa humana é fundamento da República Federativa do
Brasil.
• Atua como cláusula pétrea, não podendo ser abolida por emenda.
• É parâmetro para interpretação e aplicação das leis.

CARACTERÍSTICAS

CARACTERÍSTICA EXPLICAÇÃO

Universalidade Vale para todas as pessoas, sem distinção.

Indisponibilidade Não pode ser renunciada ou negociada.

Inviolabilidade O Estado e terceiros não podem violar esse valor.

Fundamentalidade É a base de todos os demais direitos fundamentais.

Valor-fonte Inspira e fundamenta os direitos humanos e constitucionais.

4. DIMENSÕES PRÁTICAS
• Direito à vida digna: não basta sobreviver, mas ter condições mínimas (saúde, educação, moradia,
trabalho).
• Proteção contra abusos: tortura, tratamentos desumanos ou degradantes violam a dignidade.
• Inclusão social: políticas públicas devem promover igualdade e respeito.
• Relação Estado-cidadão: limita o poder estatal e orienta a criação de leis.

EXEMPLOS DE APLICAÇÃO
• STF: reconheceu que a união homoafetiva deve ter proteção jurídica, com base na dignidade da
pessoa humana.
• Vedação à tortura e tratamento degradante: princípio aplicado no sistema penitenciário.
• Direito à saúde: fornecimento de medicamento essencial pelo Estado.

DICAS PARA PROVA

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• Sempre que aparecer princípio fundamental, cláusula pétrea ou valor-fonte dos direitos
fundamentais, a resposta é dignidade da pessoa humana.
• Palavras-chave ligadas: respeito, liberdade, integridade, mínimo existencial, fundamento
constitucional.

SISTEMAS INTERNACIONAIS DE PROTEÇÃO E PROMOÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS.

O QUE SÃO?
Conjunto de mecanismos, normas e instituições criados para garantir a proteção universal dos direitos
humanos, fiscalizando Estados e promovendo políticas de respeito à dignidade humana.

Dividem-se em Sistema Global (ONU) e Sistemas Regionais (Europa, América, África, Ásia em
construção).

SISTEMA GLOBAL – ONU


• Criado após a Segunda Guerra Mundial (1945).
• Principal documento: Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH, 1948).
• Outros instrumentos: Pactos Internacionais de 1966 (PIDCP e PIDESC), Convenções específicas
(Tortura, Racismo, Mulher, Criança, Deficiência).

Órgãos principais:

ÓRGÃO FUNÇÃO

Assembleia Geral Aprova resoluções e tratados.

Conselho de Direitos Humanos Examina situações de violações, faz recomendações.

Secretário-Geral da ONU Atua em missões humanitárias.

Alto Comissariado das Nações Unidas para


Coordena ações globais de proteção.
Direitos Humanos (ACNUDH)

Fiscalizam aplicação dos pactos (ex.: Comitê de


Comitês de Tratados
Direitos Humanos da ONU).

Corte Internacional de Justiça (Haia) Julga litígios entre Estados (não pessoas).

SISTEMAS REGIONAIS
a) Europeu

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• Mais antigo e consolidado (1950).


• Documento-base: Convenção Europeia de Direitos Humanos (CEDH).
• Órgão: Corte Europeia de Direitos Humanos (Estrasburgo).
• Atua contra Estados-membros do Conselho da Europa.

b) Interamericano (OEA)
• Base: Convenção Americana de Direitos Humanos – Pacto de San José da Costa Rica (1969).
• Órgãos:
o Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH): recebe denúncias.
o Corte Interamericana de Direitos Humanos (Costa Rica): julga casos.
• O Brasil reconheceu a jurisdição da Corte em 1998.

c) Africano
• Base: Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (1981).
• Órgãos: Comissão Africana e Corte Africana de Direitos Humanos e dos Povos.
• Diferencial: inclui direitos coletivos e dos povos (ex.: meio ambiente, autodeterminação).

d) Asiático (em construção)


• Não consolidado.
• A ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático) criou a Comissão Intergovernamental de
Direitos Humanos (2009), mas sem força vinculante como nos outros sistemas.
DIFERENÇA GLOBAL X REGIONAL

SISTEMA BASE ÂMBITO ÓRGÃOS PRINCIPAIS

Global (ONU) DUDH, Pactos, Convenções Universal ONU, ACNUDH, Comitês, CIJ

Europeu CEDH (1950) Europa Corte Europeia de DH

Interamericano (OEA) CADH (1969) Américas Comissão + Corte Interamericana

Africano Carta Africana (1981) África Comissão + Corte Africana

Asiático ASEAN (2009) Ásia (incipiente) Comissão Intergovernamental

DICA DE PROVA:

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• ONU = Global → DUDH (1948).


• Europa → CEDH (1950), Corte Europeia.
• América → Pacto de San José (1969), Comissão e Corte Interamericana.
• África → Carta Africana (1981), direitos coletivos.
• Ásia → sistema ainda fraco.

SISTEMA GLOBAL DE DIREITOS HUMANOS. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS: DECLARAÇÕES,


TRATADOS, RESOLUÇÕES, COMENTÁRIOS GERAIS, RELATÓRIOS E NORMAS DE ORGANIZAÇÃO E
FUNCIONAMENTO DOS ÓRGÃOS DE SUPERVISÃO, FISCALIZAÇÃO E CONTROLE. ÓRGÃOS
CONVENCIONAIS E EXTRACONVENCIONAIS.

Sistema Global de Direitos Humanos – ONU

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU)


• Criada em 1945 (Carta da ONU, São Francisco).
• Objetivos:
o Manutenção da paz e segurança internacional.
o Promoção da cooperação entre os povos.
o Proteção e promoção dos direitos humanos.

PRINCIPAIS INSTRUMENTOS NORMATIVOS


a) Declarações
• Natureza: não vinculantes (soft law).
• Ex.: Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948).
• Valor: orientam e influenciam constituições e tratados posteriores.
b) Tratados e Convenções
• Natureza: vinculantes (hard law).
• Necessitam de assinatura e ratificação pelos Estados.
• Exemplos:
o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (1966).
o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (1966).
o Convenção contra a Tortura (1984).
o Convenção sobre a Eliminação da Discriminação Racial (1965).

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c) Resoluções
• Emitidas pela Assembleia Geral ou Conselho de Direitos Humanos.
• Não têm força de tratado, mas possuem grande peso político.
d) Comentários Gerais
• Documentos emitidos pelos Comitês de Monitoramento dos Tratados.
• Explicam a interpretação correta das normas de um tratado.
e) Relatórios
• Feitos pelos Estados → prestam contas sobre cumprimento de tratados.
• Avaliados pelos Comitês.

ÓRGÃOS DE SUPERVISÃO E FISCALIZAÇÃO


a) Órgãos convencionais (de tratado)
• Criados pelos tratados para monitorar sua aplicação.
• Ex.:
o Comitê de Direitos Humanos (PIDCP).
o Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC).
o Comitê contra a Tortura (CAT).
o Comitê da Criança (CRC).
• Atuam recebendo relatórios, emitindo recomendações e, em alguns casos, recebendo denúncias
individuais.
b) Órgãos extraconvencionais
• Criados pela Carta da ONU ou resoluções da Assembleia Geral.
• Não estão vinculados a tratados específicos.
• Ex.:
o Conselho de Direitos Humanos (2006): faz Revisão Periódica Universal (RPU) dos países.
o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH): coordena políticas de
promoção e proteção.
o Relatores Especiais: especialistas independentes que investigam violações temáticas (ex.:
tortura, liberdade de expressão).

NORMAS DE FUNCIONAMENTO
• Relatórios periódicos: Estados-membros devem informar os avanços e dificuldades.

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• Comunicações individuais e interestatais: alguns comitês podem receber denúncias de indivíduos


contra Estados (ex.: Comitê de Direitos Humanos, se o Estado reconhecer a competência).
• Observações finais: após analisar relatórios, os Comitês emitem recomendações.

ESQUEMATIZAÇÃO RÁPIDA

Documento Natureza Exemplo

Declaração Não vinculante DUDH (1948)

Tratado/Convenção Vinculante PIDCP, PIDESC

Resolução Política Assembleia Geral da ONU

Comentários Gerais Interpretação Comitês da ONU

Relatórios Fiscalização Prestados pelos Estados

Órgãos Tipo Exemplo

Convencionais Ligados a tratados Comitê de Direitos Humanos (PIDCP)

Extraconvencionais Criados pela ONU Conselho de Direitos Humanos, ACNUDH

SISTEMA INTERAMERICANO DE DIREITOS HUMANOS

Organização dos Estados Americanos (OEA)


• Criada em 1948, com base na Carta da OEA.
• Objetivo: promover paz, democracia, justiça e direitos humanos no continente americano.
• Base jurídica: Pacto de San José da Costa Rica (1969) – Convenção Americana de Direitos Humanos.

INSTRUMENTOS NORMATIVOS

Instrumento Natureza Exemplo

Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem


Declarações Não vinculantes
(1948)

Tratados Vinculantes Convenção Americana de Direitos Humanos (1969)

Resoluções Política/administrativa Resoluções da CIDH ou Assembleia Geral da OEA

Relatórios /
Fiscalização Emitidos pela CIDH após análise de denúncias ou visitas
Informes

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Instrumento Natureza Exemplo

Obrigatória ou Sentenças contenciosas e opiniões consultivas da Corte


Jurisprudência
orientadora Interamericana

Opiniões
Interpretativa Solicitadas por Estados ou órgãos da OEA
consultivas

Órgãos de supervisão e fiscalização:


a) Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)
• Órgão autônomo da OEA, baseado em Washington.
• Funções:
o Receber denúncias individuais de violações de direitos humanos.
o Realizar relatorias temáticas e por país.
o Produzir relatórios e recomendações para Estados.
o Promover audiências públicas sobre violações.
b) Corte Interamericana de Direitos Humanos
• Baseada em San José, Costa Rica.
• Funções:
o Julgar casos contenciosos → quando um Estado viola direitos humanos de indivíduos ou
grupos.
o Emitir opiniões consultivas → interpretações jurídicas sobre tratados ou normas da
Convenção Americana.
• Competência: só para Estados que reconhecem a jurisdição da Corte (Brasil reconheceu em 1998).

PROCEDIMENTOS E NORMAS DE FUNCIONAMENTO

Procedimento
Órgão Observações
principal

Pode investigar violações por tema (ex.: tortura, liberdade de


CIDH Relatoria temática
expressão)

CIDH Relatoria por país Analisa situação geral de direitos humanos em um Estado

CIDH Audiências públicas Permitem participação de vítimas, ONGs e Estados

Corte
Contencioso Julga casos concretos, decide medidas de reparação
Interamericana

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Procedimento
Órgão Observações
principal

Corte Responde a dúvidas jurídicas sobre interpretação de tratados e


Consultivo
Interamericana normas da OEA

Principais instrumentos do Sistema Interamericano


• Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem (1948) – soft law, primeira norma
continental.
• Convenção Americana de Direitos Humanos (1969) – hard law, conhecida como Pacto de San José.
• Protocolos adicionais → aboliram pena de morte, garantiram direitos econômicos e sociais,
proteção de crianças.

Relatorias e Audiências
• Relatorias temáticas: foco em direitos específicos (tortura, liberdade de expressão, direitos das
mulheres).
• Relatorias por país: acompanhamento contínuo da situação de direitos humanos em determinado
Estado.
• Audiências públicas: espaço para vítimas, ONGs e Estados apresentarem informações e denúncias.

DICA DE PROVA:
• CIDH = Comissão → investiga, recomenda, relatórios.
• Corte Interamericana = julga + opiniões consultivas.
• San José 1969 = base legal vinculante do SIDH.
• Audiências públicas e relatórios → provas de atuação prática.
• Sempre que aparecer denúncias individuais → CIDH.
• Sempre que aparecer sentença ou interpretação jurídica → Corte.

SISTEMAS REGIONAIS DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

Os sistemas regionais de proteção dos direitos humanos surgiram com o objetivo de complementar a
proteção global da ONU, adaptando normas e mecanismos às realidades e necessidades específicas de
cada continente. Eles combinam instrumentos jurídicos vinculantes, órgãos de supervisão e
procedimentos de fiscalização, garantindo a observância dos direitos humanos pelos Estados membros.

SISTEMA EUROPEU DE DIREITOS HUMANOS


• Base legal: Convenção Europeia de Direitos Humanos (CEDH, 1950).

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• Órgãos:
o Corte Europeia de Direitos Humanos (Estrasburgo) – julga casos contenciosos e emite
decisões vinculantes para os Estados-membros.
• Características:
o Sistema muito consolidado e eficiente.
o Foco principal: proteção civil e política dos indivíduos.
o Permite que indivíduos ou grupos apresentem denúncias diretamente à Corte.

SISTEMA INTERAMERICANO DE DIREITOS HUMANOS


• Base legal: Convenção Americana de Direitos Humanos – Pacto de San José da Costa Rica (1969).
• Órgãos:
o Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) – recebe denúncias individuais,
realiza relatórios temáticos e por país, promove audiências públicas e recomenda medidas
aos Estados.
o Corte Interamericana de Direitos Humanos – julga casos contenciosos, emite opiniões
consultivas e estabelece jurisprudência vinculante.
• Características:
o Possui relatorias temáticas e por país, garantindo acompanhamento contínuo.
o Combina mecanismos contenciosos (decisões obrigatórias) e consultivos (interpretação
jurídica).

SISTEMA AFRICANO DE DIREITOS HUMANOS


• Base legal: Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (1981).
• Órgãos:
o Comissão Africana de Direitos Humanos e dos Povos – monitora a aplicação da Carta e
recebe denúncias.
o Corte Africana de Direitos Humanos e dos Povos – julga casos e emite decisões vinculantes.
• Características:
o Valoriza direitos coletivos e dos povos, além dos direitos individuais.
o Aborda temas como autodeterminação, meio ambiente e desenvolvimento sustentável.

SISTEMA ASIÁTICO DE DIREITOS HUMANOS


• Menos consolidado em comparação aos outros sistemas.

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• Base legal: instrumentos de soft law e a atuação da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste
Asiático).
• Órgão: Comissão Intergovernamental de Direitos Humanos (2009) – atua de forma consultiva e
educativa, sem decisões vinculantes.
• Características:
o Sistema incipiente, ainda limitado em fiscalização e execução.
o Maior foco em cooperação e promoção, menos em contencioso.

COMPARATIVO ENTRE OS SISTEMAS REGIONAIS

DOCUMENTO
SISTEMA ÓRGÃOS CARACTERÍSTICAS
BASE

Sistema consolidado, proteção civil e política,


Europeu CEDH (1950) Corte Europeia
decisões vinculantes

CADH – San José CIDH e Corte Contencioso e consultivo, relatórios


Interamericano
(1969) Interamericana temáticos e por país, audiências públicas

Carta Africana Comissão e Corte Direitos coletivos e dos povos, proteção


Africano
(1981) Africana ambiental e cultural

Comissão Sistema incipiente, foco consultivo e


Asiático ASEAN (2009)
Intergovernamental educativo

DICA DE PROVA:
• Europa → Estrasburgo, indivíduos podem denunciar, sistema consolidado.
• América → CIDH = investiga e recomenda, Corte = julga + consultiva.
• África → direitos coletivos, Carta Africana, Corte Africana.
• Ásia → sistema fraco, ASEAN, consultivo/educativo.
Em provas, sempre identifique documento base, órgãos e principais características.

A INCORPORAÇÃO DOS TRATADOS INTERNACIONAIS DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS AO


DIREITO BRASILEIRO.

Direitos Humanos representam um conjunto de regras e princípios que visam proteger os direitos de todas
as pessoas, independentemente de qualquer condição, tanto no âmbito nacional quanto internacional.
Por um lado, os Direitos Humanos são abordados no campo do Direito Constitucional, que trata da
proteção interna desses direitos. Por outro lado, também são tema do Direito Internacional Público, que diz
respeito à proteção internacional dos Direitos Humanos.

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Vamos ver às diferenças entre os termos TRATADO X CONVENÇÕES:

TRATADO Refere-se à manifestação de vontades entre dois ou mais Estados com o propósito de
estabelecer um compromisso mútuo. Trata-se de um acordo formalizado em âmbito
internacional.

Diz respeito a um acordo entre duas ou mais partes, seja entre Estados ou entre
CONVENÇÃO pessoas, relacionado a um assunto específico previsto pelo direito internacional. É
resultado de uma conferência entre várias nações interessadas e aborda questões
técnicas ou temáticas específicas.

TRATADOS INTERNACIONAIS
A disciplina dos tratados internacionais no campo do Direito Internacional Público é regulada pela
Convenção de Viena sobre os Direitos dos Tratados de 1969. Essa convenção estabelece regras gerais
abrangendo diversos aspectos, como a elaboração, entrada em vigor, aplicação e interpretação dos tratados,
além de normas relacionadas à nulidade, extinção e suspensão de tratados internacionais.
No Brasil, a Convenção de Viena sobre os Direitos dos Tratados foi promulgada somente em 2009, por meio
do Decreto 7.030/2009.
ATENÇÃO! Essa promulgação ocorreu em decorrência da Emenda Constitucional nº 45/2004, que atribuiu
maior importância aos tratados internacionais no âmbito interno do país. E o que vem a ser um tratado
internacional?

Um Tratado Internacional pode ser conceituado como um acordo internacional concluído por escrito entre
Estados e regido pelo Direito Internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou mais
instrumentos conexos, qualquer que seja sua denominação específica. (art. 1º da Convenção os tratados.

Para que um tratado internacional tenha efeito vinculante no âmbito interno do Estado brasileiro, ele deve
passar por quatro etapas distintas:

Assinatura Aprovação Ratificação e Promulgação


Internacional pela CN depósito Interna

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E quem assina os tratados internacionais?

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Vejamos o que diz Constituição Federal de 88: Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da
República: (...)
VIII celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional; (...).
Atenção para o fato de que esses documentos estão sujeitos a referendo pelo Congresso Nacional.
Nesta parte do conteúdo é extremamente importante que você tenha em mente a seguinte afirmação:

TODOS OS TRATADOS E CONVENÇÕES INTERNACIONAIS NECESSITAM DE APROVAÇÃO DO CONGRESSO


NACIONAL

TRATADOS QUÓRUM STATUS DA NORMA

Quórum de Emenda Constitucional (aprovados Equivalentes às emendas


QUE VERSEM em cada casa do CN, em dois turnos, por três constitucionais
SOBRE quintos dos votos dos respectivos membros)
DIREITOS
HUMANOS Quórum de Emenda Constitucional (aprovados Norma supralegal e abaixo da
em cada casa do CN, em dois turnos, por três CF/88
quintos dos votos dos respectivos membros)

POSIÇÃO HIERÁRQUICA DOS TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS

Conceito
• Tratados internacionais de direitos humanos são acordos firmados entre Estados para garantir a
proteção de direitos fundamentais.
• No Brasil, a posse e aplicação desses tratados depende da Constituição Federal (CF/88) e de
emendas constitucionais, especialmente a Emenda Constitucional 45/2004 (reforma do Judiciário).

Evolução da posição hierárquica no Brasil

PERÍODO STATUS JURÍDICO OBSERVAÇÕES

Tratados tinham posição inferior à Constituição, iguais às


ANTES DA EC 45/2004 Lei ordinária
leis internas.

Tratados de direitos humanos aprovados pelo Congresso,


Emenda
em 2 turnos e 3/5 dos votos, têm status de emenda
APÓS A EC 45/2004 Constitucional /
constitucional, ficando acima das leis ordinárias e
hierarquia especial
equivalentes à CF.

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PERÍODO STATUS JURÍDICO OBSERVAÇÕES

TRATADOS NÃO
APROVADOS COM Supralegal Estão acima das leis comuns, mas abaixo da Constituição.
QUÓRUM ESPECIAL

🔹 Jurisprudência do STF
• O Supremo Tribunal Federal reconhece que os tratados de direitos humanos têm aplicabilidade
direta, mesmo sem lei interna específica, desde que ratificados pelo Brasil.
• Exemplo: Pacto de San José da Costa Rica → usado pelo STF para interpretar a prisão do
depositário infiel.

HIERARQUIA RESUMIDA NO BRASIL


1. Constituição Federal
o Inclui tratados de direitos humanos aprovados com quórum constitucional especial (EC
45/2004).
2. Tratados de direitos humanos
o a) Aprovados com quórum especial → status de emenda constitucional.
o b) Aprovados com quórum comum → status supralegal.
3. Leis ordinárias e regulamentos internos

DICA DE PROVA:
• Pergunta sobre hierarquia dos tratados → lembrar EC 45/2004 e quórum especial.
• Pergunta sobre aplicabilidade direta → STF, tratados podem ser aplicados mesmo sem lei interna.
• Sempre diferenciar tratados de direitos humanos dos demais tratados internacionais (os comuns não
têm status supralegal).

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APLICABILIDADE DAS NORMAS CONTIDAS EM TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS


RATIFICADOS PELO BRASIL

1. Conceito
• Tratados internacionais de direitos humanos são acordos firmados pelo Brasil com outros Estados
ou organizações internacionais, visando garantir a proteção de direitos fundamentais.
• A aplicabilidade diz respeito à capacidade dessas normas de produzir efeitos diretos no
ordenamento jurídico interno, podendo ser invocadas por indivíduos, juízes e órgãos públicos.

Aplicabilidade direta
• Princípio da aplicabilidade direta: normas de direitos humanos ratificadas pelo Brasil podem ser
invocadas diretamente pelos cidadãos perante os tribunais, mesmo sem regulamentação
infraconstitucional.
• Fundamentação constitucional:
o Art. 5º, §3º da CF/88 (EC 45/2004): os tratados de direitos humanos aprovados pelo
Congresso Nacional em dois turnos, por 3/5 dos votos, têm status de emenda
constitucional.

Perfeito! Aqui está uma versão resumida e visual tipo mapa mental em tabela, ideal para revisão rápida
de prova:

Sistemas Regionais de Direitos Humanos – Mapa Mental Resumido

SISTEMA DOCUMENTO BASE ÓRGÃO PRINCIPAL PALAVRA-CHAVE

Europa CEDH (1950) Corte Europeia de Direitos Humanos Consolidado

América CADH – San José (1969) CIDH / Corte Interamericana Contencioso + Consultivo

África Carta Africana (1981) Comissão / Corte Africana Coletivos e Povos

Ásia ASEAN (2009) Comissão Intergovernamental Consultivo / Educativo

Dicas rápidas:
• Europa → Estrasburgo, decisões vinculantes, indivíduos denunciam.
• América → CIDH investiga, Corte julga + consultiva.
• África → direitos coletivos, proteção ambiental, decisões vinculantes.
• Ásia → sistema incipiente, foco educativo e consultivo.

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Aplicação prática
• Jurisprudência do STF:
o Os tribunais podem aplicar tratados de direitos humanos mesmo sem lei interna,
interpretando normas constitucionais à luz dos tratados.
o Exemplo: Pacto de San José da Costa Rica → usado para limitar prisões desumanas ou
garantir direitos processuais.
• Controle de constitucionalidade: tratados de direitos humanos com status de emenda
constitucional não podem ser contrariados por leis ordinárias.
• Princípio pro homine:
o Ao aplicar normas de direitos humanos, o juiz deve adotar a interpretação mais favorável à
proteção da pessoa humana, garantindo máxima efetividade.

DICA DE PROVA:
• Pergunta sobre aplicabilidade direta → lembrar STF e princípio pro homine.
• Pergunta sobre status de aprovação → quórum especial vs comum.
• Pergunta sobre efeitos perante leis ordinárias → tratados com quórum especial prevalecem.
• Sempre relacionar a aplicabilidade com proteção da dignidade da pessoa humana.

A EXECUÇÃO DE DECISÕES ORIUNDAS DE TRIBUNAIS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS NO


BRASIL.

CONCEITO
• Refere-se ao cumprimento de sentenças e recomendações emitidas por tribunais internacionais
de direitos humanos, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos.
• Visa garantir que os Estados repararem violações de direitos humanos e adotem medidas
preventivas e corretivas.

COMPETÊNCIA E ACEITAÇÃO PELO BRASIL


• O Brasil reconheceu a jurisdição contenciosa da Corte Interamericana em 1998.
• Isso significa que decisões da Corte contra o Brasil têm força obrigatória, devendo ser cumpridas
pelo Estado.
• A execução envolve o Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, conforme a natureza da decisão e
medidas indicadas.

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TIPOS DE DECISÕES

TIPO DE
DESCRIÇÃO EXEMPLOS
DECISÃO

Julga casos concretos de violação de Caso Gomes Lund vs. Brasil (Guerrilha do
Contenciosa direitos humanos cometidas por Araguaia) – reparação a familiares de
Estados desaparecidos

Interpreta tratados ou normas da


Opiniões sobre compatibilidade de leis nacionais
Consultiva Convenção Americana de Direitos
com a Convenção
Humanos

PROCEDIMENTOS DE EXECUÇÃO
1. Cumprimento das medidas de reparação
o Pagamento de indenizações às vítimas.
o Reconhecimento de responsabilidade do Estado.
2. Medidas de caráter preventivo
o Alteração de leis ou regulamentos internos.
o Implementação de políticas públicas que evitem novas violações.
3. Fiscalização
o A Corte Interamericana acompanha o cumprimento por meio de relatórios periódicos.
o O Brasil deve informar à Corte sobre o andamento da execução.

PAPEL DOS PODERES PÚBLICOS NO BRASIL


• Executivo: Implementa políticas e programas necessários.
• Legislativo: Altera normas legais quando necessário.
• Judiciário: Aplicação de decisões em casos concretos, integração da jurisprudência internacional
com a nacional.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
• O princípio da boa-fé internacional obriga o Brasil a cumprir as decisões.
• A execução de decisões internacionais de direitos humanos fortalece o sistema nacional,
promovendo respeito à dignidade da pessoa humana.
• Casos não cumpridos podem gerar pressão internacional, afetando a imagem do país e a relação
com outros Estados.

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DICA DE PROVA:
• Pergunta sobre execução → lembrar Brasil reconheceu jurisdição da Corte Interamericana em 1998.
• Diferenciar contenciosa (casos concretos) e consultiva (opiniões jurídicas).
• Destacar medidas de reparação e preventivas, e que todos os poderes públicos participam do
cumprimento.

CONTROLE DE CONVENCIONALIDADE

CONCEITO
O controle de convencionalidade é o mecanismo pelo qual o Poder Judiciário verifica se as normas
internas de um país estão em conformidade com os tratados internacionais de direitos humanos
ratificados pelo Estado.
Em outras palavras: ele serve para garantir que a legislação e a atuação do Estado não contrariem
obrigações internacionais assumidas pelo país.

FUNDAMENTO
• Surge principalmente a partir da jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos
(CIDH), que determinou que os Estados devem assegurar compatibilidade entre seu ordenamento
jurídico e os tratados internacionais de direitos humanos.
• No Brasil, o controle de convencionalidade se apoia em:
o Art. 5º, §2º da Constituição Federal: “os direitos e garantias expressos nesta Constituição
não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos
tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte”.
o Princípio da prevalência dos tratados de direitos humanos sobre normas
infraconstitucionais incompatíveis.

MODALIDADES DE CONTROLE
O controle de convencionalidade pode ocorrer de duas formas principais:
1. Ex-ante (antes da aplicação da norma)
o Realizado pelo legislador ou autoridade administrativa, ao verificar se uma norma proposta
é compatível com tratados internacionais de direitos humanos.
2. Ex-post (após a aplicação da norma)
o Realizado pelo Poder Judiciário, ao analisar se uma lei, ato normativo ou decisão judicial
violou normas de direitos humanos internacionalmente reconhecidas.
o Exemplo: O STF, ao julgar casos envolvendo tratados internacionais de direitos humanos,
pode afastar a aplicação de leis internas incompatíveis.

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Aplicação prática
• Controle judicial: o juiz pode declarar a inaplicabilidade de uma lei interna que contrarie direitos
humanos reconhecidos internacionalmente.
• Interpretação conforme tratados: mesmo que uma lei não seja explicitamente incompatível, ela
deve ser interpretada de forma a respeitar os direitos internacionais.
Exemplo:
Se uma lei brasileira permitir tortura em alguma circunstância (hipotético), o judiciário deve aplicar os
tratados internacionais de direitos humanos que proíbem tortura, afastando ou reinterpretando a norma
nacional.

DIFERENÇA EM RELAÇÃO AO CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

CONTROLE DE
ASPECTO CONTROLE DE CONVENCIONALIDADE
CONSTITUCIONALIDADE

Objeto Constituição Federal Tratados internacionais de direitos humanos

Garantir conformidade das leis com a Garantir conformidade das leis com normas
Finalidade
Constituição internacionais

Quem Judiciário, especialmente tribunais superiores, mas


Judiciário (STF, tribunais)
exerce pode orientar outros órgãos

Natureza Interna Internacional

GRUPOS VULNERÁVEIS E MINORIAS

CONCEITO
• Grupos vulneráveis são segmentos da população que sofrem maior risco de exclusão,
discriminação ou violação de direitos devido a fatores sociais, econômicos, culturais ou políticos.
• Minorias são grupos socialmente diferenciados que possuem representatividade numérica menor
ou poder limitado em relação à maioria da população.
• O Estado e a sociedade têm responsabilidade de proteção, inclusão e promoção da igualdade
desses grupos.

PRINCIPAIS GRUPOS VULNERÁVEIS

GRUPO VULNERÁVEL CARACTERÍSTICAS / SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE

CRIANÇAS E ADOLESCENTES Direito à educação, saúde, proteção contra exploração e trabalho infantil.

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GRUPO VULNERÁVEL CARACTERÍSTICAS / SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE

Risco de abandono, discriminação etária, necessidade de proteção social e


IDOSOS
saúde.

Vulnerabilidade à violência doméstica, desigualdade salarial e


MULHERES
discriminação de gênero.

Barreiras físicas, sociais e comunicacionais; necessidade de acessibilidade


PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
e inclusão.

Discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero; acesso à


POPULAÇÃO LGBTQIA+
saúde e direitos civis.

POPULAÇÃO NEGRA E Histórico de racismo, desigualdade socioeconômica, necessidade de


INDÍGENA políticas de inclusão.

POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO Exclusão social, falta de moradia, vulnerabilidade à violência e à saúde


DE RUA precária.

Proteção internacional, acesso a direitos básicos e políticas de


REFUGIADOS E MIGRANTES
acolhimento.

PRINCIPAIS DIREITOS E GARANTIAS


• Igualdade e não discriminação (Constituição Federal, arts. 5º e 7º).
• Direitos sociais: saúde, educação, assistência social, trabalho e moradia.
• Proteção contra violência: abuso, exploração, discriminação e preconceito.
• Acesso à justiça: políticas públicas e instrumentos legais de proteção.
• Participação e representação: inclusão em decisões políticas e sociais.
POLÍTICAS PÚBLICAS E LEGISLAÇÃO

POLÍTICA / LEI DESCRIÇÃO

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE


Proteção integral de crianças e adolescentes.
(ECA)

Garantia de direitos à saúde, transporte, lazer e


ESTATUTO DO IDOSO
proteção social.

Proteção da mulher contra violência doméstica e


LEI MARIA DA PENHA
familiar.

LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO DA PESSOA COM Acesso à educação, trabalho, saúde, cultura e
DEFICIÊNCIA (LEI 13.146/2015) transporte.

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POLÍTICA / LEI DESCRIÇÃO

Cotas em universidades e concursos públicos para


POLÍTICAS DE AÇÕES AFIRMATIVAS
negros, indígenas e pessoas com deficiência.

CONVENÇÕES INTERNACIONAIS (ONU, OIT, Proteção de refugiados, direitos humanos e combate à


ETC.) discriminação.

Conceitos Importantes:
• Inclusão social → garantir participação plena na sociedade, com acesso a direitos.
• Equidade → oferecer tratamento diferenciado conforme necessidade para alcançar igualdade de
oportunidades.
• Vulnerabilidade social → exposição maior a riscos, marginalização e dificuldades de acesso a
direitos.
• Interseccionalidade → análise de como diferentes fatores (raça, gênero, classe, deficiência) se
combinam para aumentar vulnerabilidade.

CONFIRA COMO JÁ FOI COBRADO EM PROVA:

Considerando a distinção conceitual entre grupos vulneráveis e minorias, assinale a alternativa que
identifica, correta e respectivamente, no Estado Brasileiro, um componente de grupo vulnerável e outro
de uma minoria.
A) População de rua e índios.
B) Adolescentes e mulheres.
C) Ciganos e praticantes do candomblé.
D) Crianças e pessoas com deficiência física ou sofrimento mental.
E) Homossexuais e idosos.

Gabarito: A

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MECANISMOS DE PROTEÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NA CF/88

A Constituição Federal de 1988 é conhecida como a “Constituição Cidadã” justamente por garantir a
proteção ampla dos direitos humanos. Ela oferece instrumentos jurídicos que asseguram sua efetividade.

GARANTIAS FUNDAMENTAIS (ART. 5º)


O Artigo 5º da CF/88 lista os direitos e garantias fundamentais individuais e coletivos, incluindo:
• Direito à vida, liberdade, igualdade e segurança.
• Liberdade de expressão, de reunião, de associação e de crença.
• Proteção contra tortura, tratamento cruel, desumano ou degradante.
Mecanismo de proteção: qualquer pessoa que se sinta lesada pode acionar o Judiciário (ação direta
ou mandado de segurança).

REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS (REMÉDIOS JURÍDICOS)


A CF/88 prevê instrumentos específicos para proteger os direitos humanos:

MECANISMO FUNDAMENTO FUNÇÃO

Habeas Corpus (Art. 5º, Garantir liberdade contra prisão ilegal


Proteção da liberdade de locomoção
LXVIII) ou abusiva

Habeas Data (Art. 5º, Permite acesso ou correção de dados


Proteção de informações pessoais
LXXII) pessoais

Mandado de Segurança Contra ato ilegal ou abusivo de


Proteção de direito líquido e certo
(Art. 5º, LXIX) autoridade

Mandado de Injunção Garantia de direitos não Obriga o legislador a criar normas que
(Art. 5º, LXXI) regulamentados viabilizem direitos constitucionais

Ação Popular (Art. 5º, Defesa do patrimônio público, meio Qualquer cidadão pode contestar atos
LXXIII) ambiente e moralidade administrativa ilegais de autoridade pública

Ação Civil Pública (Arts. Proteção de interesses difusos e


Utilizada pelo MP e associações civis
129, III e 129, §3º) coletivos

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
• Controle concentrado (STF): verifica se leis e atos normativos respeitam os direitos fundamentais.
• Controle difuso (juízes e tribunais): qualquer juiz pode afastar norma inconstitucional ao julgar
caso concreto.
Objetivo: impedir que normas infraconstitucionais violem direitos humanos.

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SISTEMA DE PROTEÇÃO INTERNACIONAL INCORPORADO


• Art. 5º, §2º e Art. 4º, II da CF/88: os tratados internacionais de direitos humanos ratificados pelo
Brasil têm status supra-legal ou equivalência constitucional, dependendo da aprovação.
• Mecanismo de proteção: permite a aplicação direta de normas internacionais para resguardar
direitos humanos, incluindo decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

MINISTÉRIO PÚBLICO (ART. 127 E 129)


• O MP é defensor dos direitos da sociedade, podendo atuar na proteção de direitos humanos
através:
o de ações civis públicas;
o de recomendações;
o de fiscalização de políticas públicas.

OUTROS MECANISMOS CONSTITUCIONAIS


• Defensoria Pública (Art. 134): garante assistência jurídica gratuita à população vulnerável.
• Controle externo da Administração Pública (Art. 70 e 74): tribunais de contas fiscalizam atos
administrativos para proteger direitos coletivos.

DIREITOS HUMANOS POR NATUREZA

Os direitos humanos são divididos em categorias, dependendo do tipo de interesse que protegem. A CF/88
reconhece e protege praticamente todos eles.
DIREITOS CIVIS
Natureza: individual e de proteção à liberdade pessoal.
Exemplos:
• Direito à vida, à liberdade e à segurança (Art. 5º, caput).
• Direito à integridade física e moral.
• Liberdade de expressão e de crença.
Função: garantir que cada indivíduo possa exercer sua autonomia sem interferência indevida do Estado ou
de terceiros.

DIREITOS POLÍTICOS
Natureza: participação na vida política e no exercício da soberania popular.
Exemplos:
• Direito de votar e ser votado (Art. 14).

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• Liberdade de associação para fins políticos (Art. 5º, XVII).


• Participação em plebiscitos e referendos.
Função: assegurar que os cidadãos tenham voz ativa nas decisões do Estado.

DIREITOS SOCIAIS
Natureza: proteção do bem-estar coletivo e garantia de condições dignas de vida.
Exemplos:
• Direito à educação, saúde e trabalho (Art. 6º).
• Direito à previdência social.
• Proteção à família, à infância e à juventude.
Função: reduzir desigualdades e promover justiça social.

DIREITOS ECONÔMICOS
Natureza: relacionados à atividade econômica e ao acesso a recursos materiais.
Exemplos:
• Direito à propriedade privada com função social (Art. 5º, XXII e XXIII).
• Liberdade de iniciativa e exercício de profissão (Art. 170).
• Direito à remuneração justa.
Função: garantir condições para o desenvolvimento econômico e bem-estar material da população.

DIREITOS CULTURAIS
Natureza: proteção à identidade e patrimônio cultural.
Exemplos:
• Direito à educação e acesso à cultura (Art. 215 e 216).
• Proteção do patrimônio histórico e artístico.
• Liberdade de expressão cultural.
Função: preservar a diversidade cultural e garantir participação na vida cultural.

DIREITOS AMBIENTAIS
Natureza: proteção do meio ambiente, reconhecido como direito fundamental.
Exemplos:
• Direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (Art. 225).
• Dever do Estado e da coletividade de preservar e recuperar o meio ambiente.

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• Responsabilidade por danos ambientais.


Função: garantir qualidade de vida presente e futura, vinculando direitos humanos à sustentabilidade.

DIREITOS HUMANOS POR TITULARIDADE

DIREITOS INDIVIDUAIS
Titular: pessoa física.
Características:
• Protegem interesses pessoais e concretos.
• Podem ser exigidos por um indivíduo contra o Estado ou terceiros.
Exemplos:
• Direito à vida, liberdade, segurança (Art. 5º, caput).
• Liberdade de expressão e de religião (Art. 5º, VI e VIII).
• Direito à propriedade (Art. 5º, XXII).
Função: garantir a proteção da autonomia e dignidade da pessoa.

DIREITOS COLETIVOS
Titular: grupo ou categoria específica de pessoas com interesse comum.
Características:
• Protegem interesses de uma coletividade determinada, com identidade ou vínculo comum.
• Podem ser exercidos por representantes ou associações.
Exemplos:
• Direitos trabalhistas de uma categoria profissional (Art. 7º).
• Direito de associação sindical (Art. 8º e 5º, XVII).
• Direitos de estudantes ou grupos organizados com interesses comuns.
Função: proteger interesses compartilhados por um grupo específico.

DIREITOS DIFUSOS
Titular: indeterminado ou toda a sociedade.
Características:
• Protegem interesses coletivos, mas de difícil individualização.
• São indivisíveis e irrenunciáveis.
• Podem ser promovidos por Ministério Público, associações ou órgãos públicos.

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Exemplos:
• Meio ambiente ecologicamente equilibrado (Art. 225).
• Patrimônio histórico e cultural (Art. 216 e 217).
• Saúde pública, segurança e direito do consumidor.
Função: garantir a proteção de bens que interessam à sociedade como um todo.

BÔNUS SOBRE DIREITOS HUMANOS

BREVE HISTÓRICO DOS DIREITOS HUMANOS

CILINDRO DE CIRO

A primeira declaração dos direitos humanos.

CÓDIGO DE HAMURÁBI

Embora contivesse a Lei de Talião, que instituía a vingança como


forma de justiça, o Código de Hammurabi, primeiro conjunto de
leis escritas do qual há registro histórico, trazia algumas noções
elementares do que atualmente se considera direitos humanos

TOMÁS DE AQUINO

Primeiro a utilizar a expressão DIGNITAS HUMANA. (Dignidade


Humana). São Tomás de Aquino é uma referência dos direitos
humanos na Idade Média por ter trabalhado o conceito de
dignidade. Também, atuou como grande defensor dos Direitos
Humanos combatendo a discriminação e a violência

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MAGNA CARTA DO REI INGLÊS JOÃO

O primeiro documento escrito de direitos na Europa. A "Sem


Terra", consagrou direitos de 1ª dimensão, ou seja, aqueles onde
o Estado deve abster-se de algo ou direitos de liberdade. O
chamado "Rule of Law" é o direito de o cidadão ser julgado
conforme o devido processo legal, contida também na Magna
Carta. Quanto ao "Common Law", de fato, é de origem britânica,
desenvolvido no século XII, e relaciona ambas porque tal direito
costumeiro insere-se na perspectiva do devido processo legal,
ainda que não necessariamente em documento escrito.

LEI DAS 12 TÁBUAS

A Lei das Doze Tábuas constitui a origem do direito romano. As


leis eram aplicadas na República Romana pelos pontífices e
representantes da classe dos patrícios que as guardavam em
segredo. Em especial, eram majoritariamente aplicadas contra os
plebeus. Por esse motivo, um plebeu de nome Terentílio propôs
no ano de 462 a.C. que houvesse uma compilação e publicação
de um código legal oficial. A iniciativa visava permitir que os
plebeus também conhecessem as leis e impedir o abuso que era
feito delas pelos pontífices e patrícios. A Lei das Doze Tábuas
pode ser considerada a origem dos textos escritos consagradores da liberdade, da propriedade e da
proteção dos direitos do cidadão

MAGNA CARTA (INGLATERRA, 1215)

A Magna Charta Libertatum, de 15 de junho de 1215,


entre outras garantias, previa: a liberdade da Igreja da
Inglaterra, restrições tributárias, proporcionalidade
entre delito e sanção, previsão do devido processo
legal, livre acesso à Justiça, liberdade de locomoção e
livre entrada e saída do país. Em 1215, o Rei João sem
Terra se encontrou com os barões, os quais formavam
um grupo de 25 pessoas, e foi iniciada uma negociação
entre ambas as partes. Os barões apresentaram um
documento chamado de “Articles of the Barons”, e o Rei
João Sem Terra coagido a fechar um acordo decidiu assinar o documento, coação para o caso de não haver
assinatura por parte do rei, ele perderia de certa forma o apoio da Igreja e o dinheiro dos barões. Em O
documento continha 63 cláusulas, e protegia o direito da igreja, protegia as pessoas contra prisão ilegal, ou
seja, sem julgamento, acesso ao devido processo legal, limitação de pagamento de impostos, etc. Mas

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além disso, o grande cerne da Magna Carta foi ela limitar o poder real, assim como prever um devido
processo legal, como também que as pessoas pudessem herdar terras, ou seja, foi um passo em direção ao
que chamamos hoje de direitos humanos (direitos humanos de primeira dimensão). Apesar de seu foco ser
nos direitos da elite fundiária inglesa, o documento traz em seu bojo a ideia de governo representativo e,
ainda, direitos que séculos depois viriam a ser universalizados, como o direito de ir e vir em situação de
paz, o direito de ser julgado pelos seus pares, o acesso à justiça e a proporcionalidade entre crime e pena.

DECLARAÇÃO DE DIREITOS (BILL OF RIGHTS), INGLATERRA 1689

A Bill Of Rights, de 1689, decorrente da abdicação do Rei


Jaime II e outorgada pelo Príncipe de Orange, no dia 13 de
fevereiro, significou enorme retirada do poder estatal. A
Declaração de Direitos – 1689 – Bill of Rights, negava a
liberdade e a igualdade religiosa. Principalmente pelo
cisma com o Papado, nos termos do item IX da Bill of
Rights, de 1689, negava -se a liberdade e a igualdade
religiosa àqueles que não professassem a fé da Coroa
Britânica:
(Bill of Rights, 1689), formulada no seio da Revolução
Inglesa de 1688, instituiu definitivamente a monarquia constitucional subordinada à soberania popular.
ELA LIMITAVA AINDA MAIS OS PODERES DO MONARCA EM FACE DO FORTALECIMENTO DO
PARLAMENTO, REPRESENTANTE DO POVO. A BILL OF RIGHTS É O PRIMEIRO DOCUMENTO OFICIAL QUE
GARANTE A PARTICIPAÇÃO POPULAR, POR MEIO DE REPRESENTANTES PARLAMENTARES, NA CRIAÇÃO E
COBRANÇA DE TRIBUTOS, SOB PENA DE ILEGALIDADE, VEDANDO, AINDA, A INSTITUIÇÃO DE IMPOSTOS
EXCESSIVOS E DE PUNIÇÕES CRUÉIS E INCOMUNS.

DECLARAÇÃO DE DIREITOS DO ESTADO DA VIRGÍNIA, EUA 1776

A Declaração de Direitos de Virgínia foi elaborada para


proclamar os direitos naturais e positivados inerentes ao ser
humano, dentre os quais o direito de se rebelar contra um
governo "inadequado". A influência desse documento pode
ser vista em outras declarações de direitos, como a
Declaração de Independência dos Estados Unidos (também
de 1776), a Carta dos Direitos dos Estados Unidos (de 1789) e
a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão francesa
(também de 1789). “Todos os homens são criados iguais,
sendo-lhes conferidos pelo seu Criador certos Direitos
inalienáveis, entre os quais se contam a Vida, a Liberdade e a
busca da Felicidade.” Thomas Jefferson

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BILL OF RIGHTS DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA 1787

A Constituição norte-americana, a qual, apesar de promulgada em


1787, recebeu somente em 1791 novos artigos que expressavam de
forma mais explícita certos direitos individuais, quando foram
adicionadas a ela dez emendas - inspiradas na Carta Magna, no Petition
of Rights e The Declaration of Rights ou Bill of Rights, todas inglesas -, e
que versavam sobre direitos individuais fundamentais para a liberdade
individual. Consiste em 10 emendas à Constituição Americana de 1787
Não são normas originárias, mas derivadas, incluídas mediante dez emendas à Constituição.

CONVENÇÃO DE GENEBRA ITÁLIA, 1864

Tratamento do direito humanitário: de paz, dos soldados nas guerras:


isto é, o conjunto das leis e costumes da guerra, visando minorar o
sofrimento de soldados doentes e feridos, bem como de populações
civis atingidas por um conflito bélico. É a primeira introdução dos
direitos humanos na esfera internacional. O direito da guerra e da paz,
cuja sistematização foi feita originalmente por Hugo Grócio em sua obra
seminal no início do século XVII (Ius Belli ac Pacis), passou, desde então,
a bipartir-se em direito preventivo da guerra (ius ad bellum) e direito da
situação ou estado de guerra (ius in bello), destinado a regular as ações
das potências combatentes.

CONSTITUIÇÃO MEXICANA, 1917

Foi a primeira constituição da História a incluir os chamados


direitos sociais, dois anos antes da Constituição de Weimar de
1919. Trata-se de uma constituição anticlerical e liberal, incluindo
medidas relativas ao trabalho e à proteção social, bastante
radicais para a época, bem como reformas destinadas a restringir
a posse de explorações mineiras e de terras por estrangeiros.
direito do trabalhador assalariado. Direitos relativos às relações
de produção e de trabalho; Direito à educação, à cultura, à
previdência; Reorganização do Estado em função da Sociedade e
não mais em função do indivíduo; e Função social da propriedade.

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CONSTITUIÇÃO DE WEIMAR, ALEMANHA PÓS 1° GUERRA MUNDIAL, 1919

A Constituição de Weimar representa o auge da crise do Estado


Liberal do século XVIII e a ascensão do Estado Social do século
XX. Foi o marco do movimento constitucionalista que consagrou
direitos sociais, de segunda geração/dimensão (relativos às
relações de produção e de trabalho, à educação, à cultura, à
previdência) e reorganizou o Estado em função da Sociedade e
não apenas do indivíduo. Direitos relativos às relações de
produção e de trabalho; Direito à educação, à cultura, à
previdência; Reorganização do Estado em função da Sociedade e
não mais em função do indivíduo; e Função social da propriedade.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, 1948

A DUDH pode ser considerada o ato inaugural de uma nova


concepção da vida internacional justamente por proclamar,
para a comunidade das nações, a importância dos direitos
humanos para a boa convivência coletiva. Além de significar a
internacionalização dos direitos humanos, a DUDH é o primeiro
documento de DIMENSÃO MUNDIAL a tratar de forma
abrangente o tema dos direitos humanos, realçando a
importância destes para a construção de um mundo de justiça e
paz. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789,
de inegável inspiração jusnaturalista, reconhecia direitos
inalienáveis, invioláveis e imprescritíveis a todos os homens, e
não apenas a uma casta, especialmente os direitos à liberdade, à propriedade e à segurança.

A ESTRUTURA NORMATIVA DO SISTEMA GLOBAL E DO SISTEMA INTERAMERICANO DE


PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

O QUE É O SISTEMA INTERAMERICANO DE DIREITOS HUMANOS?

É um sistema regional de promoção e proteção de direitos humanos, integrado por dois órgãos: a Comissão
Interamericana de Direitos Humanos (“CIDH” ou “Comissão”) e a Corte Interamericana de Direitos Humanos
(“Corte IDH”), que monitoram o cumprimento das obrigações contraídas pelos Estados membros da
Organização dos Estados Americanos (“OEA”).

O QUE É A COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS?


A Comissão é um órgão principal e autônomo da OEA criado em 1959, cujo mandato consta da Carta da OEA.
A Comissão é integrada por sete membros independentes, peritos/as em direitos humanos, que não
representam nenhum país e são eleitos/as pela Assembléia Geral da OEA. Uma secretaria executiva
permanente, sediada em Washington, D.C., Estados Unidos, dá apoio profissional, técnico e administrativo
à Comissão.

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O QUE É A OEA?

A OEA é uma organização que reúne os 35 países independentes das Américas e que tem como propósitos:
➢ Garantir a paz e a segurança continentais;
➢ Promover e consolidar a democracia representativa, respeitado o princípio da não intervenção,
➢ Prevenir as possíveis causas de dificuldades e assegurar a solução pacífica das controvérsias que surjam
entre seus membros,
➢ Organizar a ação solidária destes em caso de agressão,
➢ Procurar a solução dos problemas políticos, jurídicos e econômicos que surgirem entre os Estados
membros,
➢ Promover, por meio da ação cooperativa, seu desenvolvimento econômico, social e cultural;
➢ Erradicar a pobreza crítica, que constitui um obstáculo ao pleno desenvolvimento democrático dos
povos do Hemisfério, e;
➢ Alcançar uma efetiva limitação de armamentos convencionais que permita dedicar a maior soma de
recursos ao desenvolvimento econômico-social dos Estados membros. Para realizar os seus objetivos, a
OEA apóia-se em quatro pilares fundamentais: democracia, direitos humanos, segurança e
desenvolvimento. O respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana também é um dos princípios
básicos da OEA.

QUAIS SÃO OS ESTADOS MEMBROS DA OEA?


Os 35 Estados membros da OEA são: Antiga e Barbuda, Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Brasil,
Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Dominica, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Granada,
Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República
Dominicana, Saint Kitts e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai
e Venezuela.

QUAL É A FUNÇÃO DA COMISSÃO?


A função da Comissão é promover a observância e a defesa dos direitos humanos nas Américas. Ela exerce
essa função mediante a realização de visitas aos países, atividades ou iniciativas temáticas, a preparação de
relatórios sobre a situação de direitos humanos em um país ou sobre um tema determinado, a adoção de
medidas cautelares ou pedido de medidas provisórias à Corte IDH e o processamento e análise de petições
individuais, com o objetivo de determinar a responsabilidade internacional dos Estados por violações dos
direitos humanos e emitir as recomendações que considerar necessárias.

As petições individuais examinadas pela Comissão podem ser apresentadas por pessoas, grupos de pessoas
ou organizações que alegam violações dos direitos humanos garantidos na Declaração Americana dos Direitos
e Deveres do Homem (“a Declaração Americana”), na Convenção Americana sobre Direitos Humanos (“a
Convenção Americana”) e em outros tratados interamericanos de direitos humanos.

CONTRA QUEM EU POSSO APRESENTAR UMA DENÚNCIA POR VIOLAÇÃO DE DIREITOS


HUMANOS?
A denúncia deve ser apresentada contra um ou mais Estados membros da OEA que supostamente violou os
direitos humanos constantes da Declaração Americana, da Convenção Americana e de outros tratados
interamericanos de direitos humanos. O Estado pode ser responsável pela violação de direitos humanos
por: ação (como conseqüência de atos do Estado ou de seus agentes),

➢ aquiescência (como conseqüência do consentimento tácito do Estado ou de seus agentes), ou

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➢ omissão (resultante do fato de que o Estado, ou seus agentes, não atuaram quando deveriam tê-lo feito).

A COMISSÃO PODE DETERMINAR A RESPONSABILIDADE DE UMA PESSOA? NÃO.


A Comissão não tem competência para atribuir responsabilidade individual, ou seja, não pode determinar se
uma pessoa é ou não culpada. A Comissão pode apenas determinar a responsabilidade internacional de um
Estado membro da OEA.

Que resultados eu posso esperar ao interpor uma denúncia por violação de direitos humanos contra um
Estado membro da OEA? Se determinar que um Estado é responsável pela violação de direitos humanos de
uma pessoa ou de um grupo de pessoas, a Comissão emitirá um relatório que poderá incluir as seguintes
recomendações ao Estado:

➢ suspender os atos que causam violação de direitos humanos;


➢ investigar e punir os responsáveis;
➢ reparar os danos ocasionados;
➢ introduzir mudanças no ordenamento jurídico; e/ou
➢ requerer a adoção de outras medidas ou ações estatais. Também se pode tentar chegar a uma solução
amistosa com o Estado sobre a denúncia.

QUAIS SÃO OS CASOS EM QUE A COMISSÃO NÃO PODE ME AJUDAR?


A Comissão não pode:

➢ pronunciar-se sobre um Estado que não seja membro da OEA;


➢ oferecer advogado para prestar assistência em processos judiciais internos ou para apresentar denúncias
ou pedidos de medida cautelar à Comissão;
➢ fornecer ajuda econômica ou instrumentos de trabalho às pessoas;
➢ realizar tramitações para assuntos de migração ou a concessão de vistos ou asilo político.

EM BASE A QUE A COMISSÃO DETERMINA SE UM ESTADO VIOLOU OU NÃO OS DIREITOS


HUMANOS?
A Comissão examina as petições em que se alegam violações da Convenção Americana, para os Estados que
a ratificaram. No caso dos Estados membros que ainda não o fizeram, pode-se alegar a violação dos direitos
constantes da Declaração Americana.
Pode-se alegar ainda a violação de um direito protegido em outro tratado de direitos humanos do Sistema
Interamericano ratificado pelo Estado em questão no contexto das condições aplicáveis.

O QUE É A CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS?

A Corte IDH, instalada em 1979, é um órgão judicial autônomo da OEA, cujo mandato consta da Convenção
Americana.
Está sediada na cidade de São José, Costa Rica, e é integrada por sete juízes/as eleitos/as a título pessoal,
provenientes dos Estados membros da OEA. A Corte IDH tem como objetivo interpretar e aplicar a
Convenção Americana e outros tratados interamericanos de direitos humanos, em particular por meio da
emissão de sentenças sobre casos e opiniões consultivas.

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COMO EU POSSO LEVAR UM CASO À CORTE IDH?

Somente os Estados Partes e a Comissão podem submeter casos à Corte IDH. As pessoas não podem recorrer
diretamente à Corte IDH, devendo apresentar sua petição à Comissão e completar os passos previstos
perante esta.

QUAIS SÃO OS DIREITOS HUMANOS PROTEGIDOS?

A Comissão é competente para examinar petições em que se aleguem violações dos direitos humanos
constantes da Declaração Americana, da Convenção Americana e de outros tratados interamericanos de
direitos humanos.
Quais são os tratados interamericanos de direitos humanos?

♦ Convenção Americana sobre Direitos Humanos, “Pacto de San José da Costa Rica” 1969;

♦ Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura, 1985;

♦ Protocolo Adicional à Convenção Americana sobre Direitos Humanos em Matéria de Direitos Econômicos,
Sociais e Culturais, “Protocolo de San Salvador”, 1988;

♦ Protocolo à Convenção Americana sobre Direitos Humanos Relativo à Abolição da Pena de Morte, 1990;
♦ Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, “Convenção de
Belém do Pará”, 1994;

♦ Convenção Interamericana sobre Desaparecimento Forçado de Pessoas, 1994;

♦ Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas


Portadoras de Deficiência, 1999.

Que direitos estão protegidos?


A Convenção Americana protege os seguintes direitos humanos:

♦ Direito ao reconhecimento da personalidade jurídica

♦ Direito à vida

♦ Direito à integridade pessoal

♦ Direito de toda pessoa de não ser submetida à escravidão e servidão

♦ Direito à liberdade pessoal

♦ Direito às garantias judiciais

♦ Princípio da legalidade e da não-retroatividade

♦ Direito de toda pessoa de ser indenizada conforme a lei, no caso de haver sido condenada em sentença
passada em julgado, por erro judiciário

♦ Direito à proteção da honra e da dignidade

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♦ Liberdade de consciência e de religião

♦ Liberdade de pensamento e de expressão

♦ Direito de retificação ou resposta

♦ Direito de reunião

♦ Liberdade de associação

♦ Direito à proteção da família

♦ Direito ao nome

♦ Direitos da criança

♦ Direito à nacionalidade

♦ Direito à propriedade privada

♦ Direito de circulação e de residência

♦ Direitos políticos

♦ Direito à igualdade perante a lei

♦ Direito à proteção judicial

♦ Direito ao desenvolvimento progressivo dos direitos econômicos, sociais e culturais

*A Declaração Americana também contém uma lista completa dos direitos que os Estados devem respeitar
e proteger. Além dos direitos acima mencionados, ela contém reconhecimentos específicos, como a proteção
do direito ao trabalho e receber um salário justo, do direito à seguridade social, do direito aos benefícios da
cultura e do direito de resguardo à saúde.

15 QUESTÕES BÔNUS – DIREITOS HUMANOS [INSTITUTO AOCP]

Instituto AOCP - 2024 - Soldado (PM PE)


Tiago e Lucas estão frequentando o curso de formação da Polícia Militar, e, quando abordada a temática
“direitos humanos”, Lucas fez uma afirmação que Tiago entendeu estar equivocada. Levando em
consideração o enunciado, assinale a alternativa INCORRETA que corresponde à afirmação de Lucas.
A) A proteção dos direitos humanos é mais ampla do que a dos chamados direitos fundamentais.
B) O rol de direitos humanos não é exaustivo/exaurível.
C) Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa
do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão
equivalentes às emendas constitucionais.
D) De acordo com a doutrina, há duas gerações/dimensões dos direitos humanos.
E) Imprescritibilidade e universalidade são características/especificidades dos direitos humanos.

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COMENTÁRIO:
1ª Geração → Direitos de liberdade, direitos individuais, direitos civis e políticos, direitos às prestações
negativas, em que o Estado deve proteger a esfera de autonomia do indivíduo – papel passivo do Estado.
2ª Geração Direitos de igualdade, direitos econômicos, sociais e culturais – vigoroso papel ativo do Estado.
3ª Geração Direitos de solidariedade, direitos de titularidade da comunidade.
4ª Geração (concebida apenas no século XX) Direitos resultantes da globalização dos direitos humanos.
Logo, Gabarito: D

Instituto AOCP - 2024 - Polícial Penal (DEPPEN PR)


Os direitos humanos são inerentes à condição humana e as denominadas dimensões possuem uma
função didática para o estudo do reconhecimento de cada categoria desses direitos, isso porque eles são
interdependentes. Assim, de acordo com a doutrina, há os direitos de primeira dimensão (de
titularidade individual), os direitos de segunda dimensão (de titularidade coletiva) e os direitos de
terceira dimensão (de titularidade difusa). Considerando a classificação proposta pela doutrina, analise
os seguintes direitos e assinale a alternativa que apresenta suas respectivas dimensões, na mesma
ordem.
I. Direito à liberdade de crença.
II. Direito à conservação e utilização do patrimônio histórico e cultural.
III. Direito à educação.
IV. Direito à saúde.
V. Direito ao reconhecimento da pessoa humana.

A) 2ª dimensão; 3ª dimensão; 2ª dimensão; 2ª dimensão; 2ª dimensão.


B) 1ª dimensão; 3ª dimensão; 2ª dimensão; 2ª dimensão; 1ª dimensão.
C) 1ª dimensão; 2ª dimensão; 3ª dimensão; 3ª dimensão; 2ª dimensão.
D) 2ª dimensão; 2ª dimensão; 2ª dimensão; 2ª dimensão; 1ª dimensão.
E) 3ª dimensão; 3ª dimensão; 2ª dimensão; 2ª dimensão; 1ª dimensão.

COMENTÁRIO:
BIZU:
Liga o PC, aperta o ESC, coloca o CD.
PC = Políticos e Civis (1° Geração)
ESC = Econômicos, sociais e culturais (2° Geração)
CD = Coletivos e Difusos (3° Geração)

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"Liberdade, Igualdade e Fraternidade"


Logo, Gabarito: B

Instituto AOCP - 2023 - Soldado Policial Militar (PM DF)/Combatente/Combatente


Considerando a teoria geral dos direitos humanos acerca da terminologia, ressalvadas as
particularidades linguísticas e regionais de uma minoria de países, assinale a alternativa INCORRETA.
A) Os chamados “direitos fundamentais” devem constar de todos os textos constitucionais, sob pena de o
instrumento chamado “Constituição” perder o sentido de sua existência.
B) Os “direitos humanos” se referem aos direitos inscritos em tratados e declarações ou previstos em
costumes internacionais.
C) Os “direitos do homem” versam sobre direitos que não estão expressamente previstos no direito
interno ou no direito internacional.
D) Os direitos garantidos e limitados no tempo e no espaço, objetivamente vigentes numa ordem jurídica
concreta são denominados “direitos fundamentais”.
E) Os “direitos do homem” são aqueles direitos positivados que já ultrapassaram as fronteiras estatais de
proteção e ascenderam ao plano da proteção internacional.

COMENTÁRIO:
Direito Fundamental: Positivados no âmbito interno
Direito Humano: Positivados no âmbito externo
Direto do Homem: Não positivado, pois ele já nasce com esse direito por ser um fator biológico
"jusnatural". O concurseiro basta ter nascido para ter tal Direito, não necessitando de positivação.
E o que é positivação?
São normas e princípios que compõem o direito expressamente codificados em textos legais, como
constituições, leis e regulamentos.
Logo, Gabarito: E

Instituto AOCP - 2022 - Policial Penal do Distrito Federal (PP DF)


Sobre os direitos humanos, julgue o item a seguir.
São traços característicos dos direitos humanos a imprescritibilidade, a inalienabilidade e a
indisponibilidade.
Certo
Errado

COMENTÁRIO:
São características dos direitos humanos:

✓ Historicidade.

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✓ Universalidade.
✓ Essencialidade.
✓ Inalienabilidade.
✓ Inexauribilidade.
✓ Imprescritibilidade.
✓ Irrenunciabilidade.
✓ Inviolabilidade.
✓ Vedação ao retrocesso.
✓ Limitabilidade.
✓ Complementariedade.
✓ Efetividade.
✓ Concorrência.
Logo, Gabarito: Certo

Instituto AOCP - 2024 - Analista Judiciário (TRF 2ª Região)


A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi aprovada pela Assembleia Geral da Organização das
Nações Unidas (ONU), em 10 de dezembro de 1948, sob a forma de
A) Resolução.
B) Decreto.
C) Emenda à Constituição.
D) Protocolo.
E) Lei ordinária.

COMENTÁRIO:
DUDH (Resumo)
• RECOMENDAÇÃO: formal = RESOLUÇÃO
• 1º documento mundial mas não primeiro sobre direitos humanos
• Não prevê sanções
• Data: 10 de Dezembro de 1948
• Local: Paris
• Quem: AGNU - ONU
• Marco: Pós 2º Guerra Mundial
• Objetivo: Dignidade da pessoa humana
• Exigem "arbitrariamente": vida | liberdade | nacionalidade | propriedade.
• Os direitos são: indivisíveis | inalienáveis | interdependentes | igualitários | universais | direitos não
absolutos (há exceções)
• Primeira Geração: Direitos Civis e Políticos – Artigos 1-21.

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• Segunda Geração: Direitos Econômicos, Sociais e Culturais – Artigos 22-27.


• Terceira Geração: Direitos Coletivos e de Desenvolvimento – Artigos 28-30.
Logo, Gabarito: A

Instituto AOCP - 2024 - Analista Judiciário (TRF 2ª Região)


Segundo a doutrina, os direitos humanos gozam de determinadas características que, em seu conjunto,
compõem uma proteção de intangibilidade aos direitos tidos como essenciais a uma vida digna. Nesse
contexto, reconhecer que os direitos humanos não se perdem pela passagem do tempo é traço
característico da
A) inalienabilidade.
B) indisponibilidade.
C) onerosidade.
D) irrenunciabilidade.
E) imprescritibilidade.

COMENTÁRIO:

FUNDAMENTALIDADE
ABSTRAÇÃO
MORALIDADE
PRIORITARIEDADE
INALIENABILIDADE
INDIVISIBILIDADE
CARACTERÍSTICAS INTERDEPENDÊNCIA
HISTORICIDADE
APLICABILIDADE IMEDIATA
VEDAÇÃO DO RETROCESSO
TEORIA GERAL DOS RELATIVIDADE
DIREITOS UNIVERSALIDADE
HUMANOS

1º GERAÇÃO - DIREITOS
NEGATIVOS
2º GERAÇÃO - DIREITOS
POSITIVOS
GERAÇÕES 3º GERAÇÃO - DIREITOS
DIFUSOS E COLETIVOS
DIREITOS DE OUTRAS
GERAÇÕES

Logo, Gabarito: E

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Instituto AOCP - 2024 - Analista Judiciário (TRF 2ª Região)


À luz da teoria das gerações (dimensões) dos direitos humanos, é correto afirmar que constituem
direitos de primeira geração os direitos
A) à intimidade, à educação e à habitação.
B) à liberdade, à igualdade perante a lei e à propriedade.
C) à saúde, à educação e ao trabalho.
D) à previdência social, à liberdade e à saúde.
E) à alimentação, à moradia e ao meio ambiente equilibrado.

COMENTÁRIO:
As opções da letra B estão corretas. Estes são típicos direitos de primeira geração, também conhecidos
como direitos civis e políticos. Surgiram no contexto das revoluções liberais do século XVIII e visam proteger
o indivíduo contra o arbítrio do Estado.
Logo, Gabarito: B

Instituto AOCP - 2022 - Agente Socioeducativo (FUNDASE RN)/Sem Área/Sem Área


Os Direitos Humanos atuam com a finalidade de proteção no âmbito regional através da reunião de
países de determinado continente. Sobre o Sistema Regional de Direitos Humanos, assinale a
alternativa correta.
A) A Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) de 1969 e o Protocolo
de São Salvador de 1988 são exemplos de tratados interamericanos de Direitos Humanos.
B) O princípio da universalidade não se aplica ao Sistema Regional de proteção aos Direitos Humanos,
uma vez que o sistema regional não é subordinado ao sistema global.
C) O direito de igualdade perante a lei não encontra respaldo em nenhum protocolo ou convenção dentro
do Sistema Regional de Direitos Humanos.
D) O único órgão com o qual o Sistema Interamericano opera é a Comissão Interamericana de Direitos
Humanos (CIDH).
E) O Sistema Interamericano de Direitos Humanos engloba o Sistema Africano de Direitos Humanos.

COMENTÁRIO:
SISTEMA GLOBAL (ONU)
O Brasil é signatário dos principais tratados globais de direitos humanos promovidos pela ONU, incluindo:
1. Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)
• Embora não seja um tratado, o Brasil a adota como base para sua política de direitos humanos.
2. Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (PIDCP) - 1966
• Ratificado pelo Brasil em 1992.

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• Protege direitos como liberdade de expressão, direito à vida e julgamento justo.


3. Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC) - 1966
• Ratificado pelo Brasil em 1992.
• Protege direitos como saúde, educação e trabalho.
4. Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (1965)
• Ratificada pelo Brasil em 1968.
• Combate discriminação racial em todas as esferas.
5. Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) - 1979
• Ratificada pelo Brasil em 1984.
• Garante igualdade de gênero e proteção dos direitos das mulheres.
6. Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes
(1984)
• Ratificada pelo Brasil em 1989.
• Proíbe tortura e maus-tratos em qualquer circunstância.
7. Convenção sobre os Direitos da Criança (1989)
• Ratificada pelo Brasil em 1990.
• Protege os direitos das crianças, priorizando o interesse superior delas.
8. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006)
• Ratificada pelo Brasil em 2008 com status de emenda constitucional (art. 5º, §3º da Constituição
Federal).
• Promove inclusão e igualdade de oportunidades para pessoas com deficiência.
9. Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento Forçado
(2006)
• Ratificada pelo Brasil em 2010.
• Proíbe desaparecimentos forçados e protege as vítimas.
10. Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra
Trabalhadores Migrantes e Membros de suas Famílias (1990)
• O Brasil aderiu a este tratado em 1992.

SISTEMA REGIONAL (OEA)


O Brasil também participa ativamente do Sistema Interamericano de Direitos Humanos, vinculado à
Organização dos Estados Americanos (OEA).

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1. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica) - 1969
• Ratificada pelo Brasil em 1992.
• Protege direitos civis e políticos, como liberdade de expressão e proibição de tortura.
2. Protocolo Adicional à Convenção Americana sobre Direitos Humanos em Matéria de Direitos
Econômicos, Sociais e Culturais (Protocolo de San Salvador) - 1988
• Ratificado pelo Brasil em 1996.
• Garante direitos como saúde, educação e proteção sindical.
3. Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura (1985)
• Ratificada pelo Brasil em 1989.
• Complementa a proibição da tortura no sistema regional.
4. Convenção Interamericana sobre Desaparecimento Forçado de Pessoas (1994)
• Ratificada pelo Brasil em 1996.
• Especificamente voltada para a proibição de desaparecimentos forçados.
5. Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra Pessoas
com Deficiência (1999)
• Ratificada pelo Brasil em 2001.
• Complementa a proteção regional às pessoas com deficiência.
Logo, Gabarito: A

Instituto AOCP - 2022 - Analista Socioeducativo (FUNDASE RN)


A aplicabilidade das normas internacionais de direitos humanos no Brasil é um tema fundamental para a
compreensão da aplicação dessas normas no país. Em relação a esse tema, assinale a alternativa correta.
A) A Constituição Federal define a aplicabilidade das normas internacionais de direitos humanos no Brasil
como sendo um instituto de aprovação de competência exclusiva do Presidente da República.
B) Compete privativamente ao Presidente da República a celebração de tratados, convenções e atos
internacionais, inclusive os de direitos humanos, podendo estes estarem sujeitos a referendo do
Congresso Nacional.
C) Qualquer convenção, tratado ou ato internacional de direitos humanos possui aplicabilidade no Brasil,
mesmo que gere encargos ou compromissos gravosos ao Patrimônio Nacional por se tratar de norma
internacional hierarquicamente superior às normas de direito interno.
D) A promulgação e publicação das normas internacionais de direitos humanos no ordenamento jurídico
brasileiro as coloca no mesmo nível que as leis complementares.
E) Por se tratar de normas internacionais de direitos humanos, não há necessidade de nenhum
procedimento interno para validar a sua aplicabilidade no Brasil.

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COMENTÁRIO:

Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:


(...)
VIII – celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional;
Logo, Gabarito: B

Instituto AOCP - 2024 - Polícial Penal (DEPPEN PR)


Acerca da hierarquia dos tratados de direitos humanos no direito brasileiro, assinale a alternativa
correta.
A) Os tratados de direitos humanos aprovados pelo Congresso Nacional, atendendo ao art. 5º, § 3º, da
CF/88 (EC 45, de 2004), possuem força de norma supraconstitucional.
B) Os tratados de direitos humanos aprovados pelo Congresso Nacional sem atender aos critérios do art.
5º, § 3º, da CF/88 possuem força normativa supralegal, a exemplo da Convenção Americana sobre
Direitos Humanos.
C) A Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de
Intolerância possui força de norma supralegal, porém infraconstitucional.
D) Os tratados que não envolvam matéria de direitos humanos possuem força de norma supralegal,
porém infraconstitucional.
E) Os tratados de direitos humanos possuem força de norma constitucional, independentemente do
quórum de aprovação no Congresso Nacional.

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COMENTÁRIO:
REGIMES DOS TRATADOS INTERNACIONAIS
Obs: TIDH = Tratados Internacionais de Direitos Humanos
• TIDH aprovados pelo rito das Emendas Constitucionais: status de Emenda Constitucional
• TIDH não aprovados pelo rito das Emendas Constitucionais: status supralegal (acima das leis mas
abaixo da CF)
• Tratados Internacionais que não sejam de Direitos Humanos: status de lei ordinária
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Instituto AOCP - 2022 - Policial Penal do Distrito Federal (PP DF)


Sobre os direitos humanos, julgue o item a seguir.
A dignidade da pessoa humana pode ser apontada como um objetivo fundamental da República
Federativa do Brasil.
Certo
Errado

COMENTÁRIO:

Fundamentos (art. 1º, I a V, da CF):


■ Soberania.
■ Cidadania.
■ Dignidade da pessoa humana.
■ Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.
■ Pluralismo político.
Atenção, pois a dignidade da pessoa humana constitui fundamento da república e não objetivo.
Logo, Gabarito: Errado

Instituto AOCP - 2022 - Policial Penal do Distrito Federal (PP DF)


Sobre os direitos humanos, julgue o item a seguir.
Suponha que determinado tratado internacional que verse sobre direitos humanos seja aprovado em
cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros.
Nesse caso, é correto afirmar que o referido tratado gozará de status equivalente às emendas
constitucionais.
Certo
Errado

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COMENTÁRIO:

Na Incorporação do Tratado sobre Direitos Humanos na CF/88 tem 3(três) possibilidade:

1ª Possibilidade: equivalente a emendas constitucionais;


• Art.5, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em
cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros,
serão equivalentes às emendas constitucionais.

2ª Possibilidade: Status de Norma Supralegal;


• Quando o Tratado de Direitos Humanos for aprovado de forma diferente;

3ª Possibilidade: Status de Norma Infraconstitucional;


• Quando o Tratado não for relacionado à direito humano.
Logo, Gabarito: Certo

Instituto AOCP - 2022 - Soldado (PM GO)/Combatente/Combatente


Suponha que a República Federativa do Brasil tenha celebrado tratado internacional sobre direitos
humanos, o qual foi aprovado pelo Congresso Nacional pelo procedimento ordinário (CF, art. 47). Nesse
caso, segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, o referido tratado internacional ingressará
no ordenamento jurídico brasileiro
A) com status equivalente às emendas constitucionais.
B) como norma de natureza supralegal.
C) com força de lei ordinária.
D) com força de lei complementar.
E) como norma de natureza infralegal.

COMENTÁRIO:

REGIMES DOS TRATADOS INTERNACIONAIS


Obs: TIDH = Tratados Internacionais de Direitos Humanos
• TIDH aprovados pelo rito das Emendas Constitucionais: status de Emenda Constitucional
• TIDH não aprovados pelo rito das Emendas Constitucionais: status supralegal (acima das leis mas
abaixo da CF)
• Tratados Internacionais que não sejam de Direitos Humanos: status de lei ordinária
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Instituto AOCP - 2022 - Socioeducativo (FUNDASE RN)


Para o acolhimento dos tratados de Direitos Humanos, a Constituição Federal de 1988 prevê o controle
desses tratados para sua correta interpretação e aplicação. Com base nesse tema, assinale a
alternativa correta.
A) As cortes internacionais poderão controlar a convencionalidade de uma norma interna, mesmo que o
Poder Judiciário tenha controlado essa mesma convencionalidade.
B) O controle de convencionalidade das leis exercido internacionalmente é reconhecido como sendo o
controle efetivo, uma vez que o controle interno não tem eficácia em sua aplicabilidade.
C) O controle de convencionalidade é exercido tanto no âmbito internacional quanto nacional.
Internacionalmente é exercido pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, enquanto
nacionalmente é exercido pelo STF e pelos tribunais nacionais de maneira difusa.
D) A Convenção Americana de Direitos Humanos constitui-se como o único paradigma para o controle de
convencionalidade.
E) A via difusa de controle de convencionalidade não possui aplicabilidade no âmbito nacional.

COMENTÁRIO:

Controle de convencionalidade é um mecanismo que verifica a compatibilidade entre as leis e normas


de um país (direito interno) com os tratados internacionais que este país ratificou e que estão em vigor. Em
outras palavras, é um processo de avaliação para garantir que o direito interno não viole as obrigações
internacionais assumidas pelo Estado.
Objetivo principal é assegurar que o direito interno esteja em conformidade com os tratados
internacionais, especialmente os de direitos humanos, mas não apenas.
O controle de convencionalidade pode ser exercido por diversas autoridades, incluindo o Judiciário, o
Ministério Público e, em alguns casos, outras entidades.
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