Direitos Humanos: Teoria e Prática 2025
Direitos Humanos: Teoria e Prática 2025
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SUMÁRIO
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FUNDAMENTALIDADE
ABSTRAÇÃO
MORALIDADE
PRIORITARIEDADE
INALIENABILIDADE
INDIVISIBILIDADE
CARACTERÍSTICAS INTERDEPENDÊNCIA
HISTORICIDADE
APLICABILIDADE IMEDIATA
VEDAÇÃO DO RETROCESSO
TEORIA GERAL DOS RELATIVIDADE
DIREITOS UNIVERSALIDADE
HUMANOS
1º GERAÇÃO - DIREITOS
NEGATIVOS
2º GERAÇÃO - DIREITOS
POSITIVOS
GERAÇÕES 3º GERAÇÃO - DIREITOS
DIFUSOS E COLETIVOS
DIREITOS DE OUTRAS
GERAÇÕES
O primeiro passo para começarmos bem o nosso estudo, é compreender o seu objeto. Portanto,
importante termos em mente o conceito de direitos humanos.
Tecnicamente, a expressão direitos humanos significa que existem direitos protegidos por
normas internacionais (declarações ou tratados celebrados entre Estados) com o objetivo
específico de proteger os direitos das pessoas sob sua jurisdição (ou seja, que estejam no
território de determinado Estado).
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🔹 CONCEITO
• Direitos Humanos: conjunto de direitos universais, inalienáveis e imprescritíveis, reconhecidos
internacionalmente, que visam proteger a dignidade da pessoa humana.
Diferença:
• Direitos Humanos → âmbito internacional.
• Direitos Fundamentais → âmbito interno (constituições nacionais).
🔹 FUNDAMENTOS
🔹 CARACTERÍSTICAS
INDIVISIBILIDADE Direitos civis, políticos, sociais, culturais e econômicos não podem ser separados.
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DICAS DE MEMORIZAÇÃO:
Fórmula mnemônica:
“U.I.I.H.I.I.I.” (parece trava-língua , mas ajuda a lembrar)
• Universalidade
• Indivisibilidade
• Interdependência
• Historicidade
• Irrenunciabilidade
• Inalienabilidade
• Imprescritibilidade
DICA DE PROVA:
• Se a questão falar em “todos, sem distinção” → Universalidade.
• Se citar “não pode abrir mão / não prescreve / não vende” → Irrenunciabilidade, Imprescritibilidade,
Inalienabilidade.
• Se mencionar direitos civis, sociais, políticos ao mesmo tempo → Indivisibilidade.
1628 –
Petition of Rights Reforça liberdades civis contra abusos do rei.
Inglaterra
1679 –
Habeas Corpus Act Proteção contra prisões arbitrárias.
Inglaterra
1787 – EUA Constituição dos EUA Primeira constituição escrita com garantias de direitos.
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Declaração Universal dos Marco global dos direitos humanos (direitos civis,
1948 – Mundo
Direitos Humanos (DUDH) políticos, sociais, culturais).
1969 – Pacto de San José da Costa Principal tratado de direitos humanos no sistema
América Rica interamericano (OEA).
DICA DE PROVA:
• Idade Média → Magna Carta (1215): primeira limitação do poder absoluto do rei.
• Idade Moderna → Inglaterra (séc. XVII): Petition of Rights, Habeas Corpus, Bill of Rights.
• Idade Contemporânea → EUA (1776) e França (1789): direitos civis e políticos.
• Séc. XX → ONU (1945) e Declaração Universal (1948): marco internacional.
• Pós-1948 → Pactos de 1966 e Pacto de San José (1969): consolidação jurídica.
• Brasil (1988): Constituição Cidadã, dignidade da pessoa humana.
CONTEXTO HISTÓRICO
• Antes do séc. XX → os direitos eram vistos apenas no âmbito interno de cada Estado.
• Após as Guerras Mundiais, surgiu a necessidade de proteção internacional, limitando o poder dos
Estados e garantindo dignidade mínima.
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DICA DE PROVA:
• Se citar guerras, Genebra, Cruz Vermelha → é DIH.
• Se citar asilo, refúgio, ACNUR, 1951 → é Direito Internacional dos Refugiados.
• Se citar Versalhes, condições de trabalho, tripartite → é OIT.
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CONCEITO
• Valor inerente a todo ser humano, que garante respeito à sua vida, liberdade, integridade física,
moral, intelectual e social.
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CARACTERÍSTICAS
CARACTERÍSTICA EXPLICAÇÃO
4. DIMENSÕES PRÁTICAS
• Direito à vida digna: não basta sobreviver, mas ter condições mínimas (saúde, educação, moradia,
trabalho).
• Proteção contra abusos: tortura, tratamentos desumanos ou degradantes violam a dignidade.
• Inclusão social: políticas públicas devem promover igualdade e respeito.
• Relação Estado-cidadão: limita o poder estatal e orienta a criação de leis.
EXEMPLOS DE APLICAÇÃO
• STF: reconheceu que a união homoafetiva deve ter proteção jurídica, com base na dignidade da
pessoa humana.
• Vedação à tortura e tratamento degradante: princípio aplicado no sistema penitenciário.
• Direito à saúde: fornecimento de medicamento essencial pelo Estado.
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• Sempre que aparecer princípio fundamental, cláusula pétrea ou valor-fonte dos direitos
fundamentais, a resposta é dignidade da pessoa humana.
• Palavras-chave ligadas: respeito, liberdade, integridade, mínimo existencial, fundamento
constitucional.
O QUE SÃO?
Conjunto de mecanismos, normas e instituições criados para garantir a proteção universal dos direitos
humanos, fiscalizando Estados e promovendo políticas de respeito à dignidade humana.
Dividem-se em Sistema Global (ONU) e Sistemas Regionais (Europa, América, África, Ásia em
construção).
Órgãos principais:
ÓRGÃO FUNÇÃO
Corte Internacional de Justiça (Haia) Julga litígios entre Estados (não pessoas).
SISTEMAS REGIONAIS
a) Europeu
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b) Interamericano (OEA)
• Base: Convenção Americana de Direitos Humanos – Pacto de San José da Costa Rica (1969).
• Órgãos:
o Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH): recebe denúncias.
o Corte Interamericana de Direitos Humanos (Costa Rica): julga casos.
• O Brasil reconheceu a jurisdição da Corte em 1998.
c) Africano
• Base: Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (1981).
• Órgãos: Comissão Africana e Corte Africana de Direitos Humanos e dos Povos.
• Diferencial: inclui direitos coletivos e dos povos (ex.: meio ambiente, autodeterminação).
Global (ONU) DUDH, Pactos, Convenções Universal ONU, ACNUDH, Comitês, CIJ
DICA DE PROVA:
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c) Resoluções
• Emitidas pela Assembleia Geral ou Conselho de Direitos Humanos.
• Não têm força de tratado, mas possuem grande peso político.
d) Comentários Gerais
• Documentos emitidos pelos Comitês de Monitoramento dos Tratados.
• Explicam a interpretação correta das normas de um tratado.
e) Relatórios
• Feitos pelos Estados → prestam contas sobre cumprimento de tratados.
• Avaliados pelos Comitês.
NORMAS DE FUNCIONAMENTO
• Relatórios periódicos: Estados-membros devem informar os avanços e dificuldades.
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ESQUEMATIZAÇÃO RÁPIDA
INSTRUMENTOS NORMATIVOS
Relatórios /
Fiscalização Emitidos pela CIDH após análise de denúncias ou visitas
Informes
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Opiniões
Interpretativa Solicitadas por Estados ou órgãos da OEA
consultivas
Procedimento
Órgão Observações
principal
CIDH Relatoria por país Analisa situação geral de direitos humanos em um Estado
Corte
Contencioso Julga casos concretos, decide medidas de reparação
Interamericana
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Procedimento
Órgão Observações
principal
Relatorias e Audiências
• Relatorias temáticas: foco em direitos específicos (tortura, liberdade de expressão, direitos das
mulheres).
• Relatorias por país: acompanhamento contínuo da situação de direitos humanos em determinado
Estado.
• Audiências públicas: espaço para vítimas, ONGs e Estados apresentarem informações e denúncias.
DICA DE PROVA:
• CIDH = Comissão → investiga, recomenda, relatórios.
• Corte Interamericana = julga + opiniões consultivas.
• San José 1969 = base legal vinculante do SIDH.
• Audiências públicas e relatórios → provas de atuação prática.
• Sempre que aparecer denúncias individuais → CIDH.
• Sempre que aparecer sentença ou interpretação jurídica → Corte.
Os sistemas regionais de proteção dos direitos humanos surgiram com o objetivo de complementar a
proteção global da ONU, adaptando normas e mecanismos às realidades e necessidades específicas de
cada continente. Eles combinam instrumentos jurídicos vinculantes, órgãos de supervisão e
procedimentos de fiscalização, garantindo a observância dos direitos humanos pelos Estados membros.
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• Órgãos:
o Corte Europeia de Direitos Humanos (Estrasburgo) – julga casos contenciosos e emite
decisões vinculantes para os Estados-membros.
• Características:
o Sistema muito consolidado e eficiente.
o Foco principal: proteção civil e política dos indivíduos.
o Permite que indivíduos ou grupos apresentem denúncias diretamente à Corte.
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• Base legal: instrumentos de soft law e a atuação da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste
Asiático).
• Órgão: Comissão Intergovernamental de Direitos Humanos (2009) – atua de forma consultiva e
educativa, sem decisões vinculantes.
• Características:
o Sistema incipiente, ainda limitado em fiscalização e execução.
o Maior foco em cooperação e promoção, menos em contencioso.
DOCUMENTO
SISTEMA ÓRGÃOS CARACTERÍSTICAS
BASE
DICA DE PROVA:
• Europa → Estrasburgo, indivíduos podem denunciar, sistema consolidado.
• América → CIDH = investiga e recomenda, Corte = julga + consultiva.
• África → direitos coletivos, Carta Africana, Corte Africana.
• Ásia → sistema fraco, ASEAN, consultivo/educativo.
Em provas, sempre identifique documento base, órgãos e principais características.
Direitos Humanos representam um conjunto de regras e princípios que visam proteger os direitos de todas
as pessoas, independentemente de qualquer condição, tanto no âmbito nacional quanto internacional.
Por um lado, os Direitos Humanos são abordados no campo do Direito Constitucional, que trata da
proteção interna desses direitos. Por outro lado, também são tema do Direito Internacional Público, que diz
respeito à proteção internacional dos Direitos Humanos.
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TRATADO Refere-se à manifestação de vontades entre dois ou mais Estados com o propósito de
estabelecer um compromisso mútuo. Trata-se de um acordo formalizado em âmbito
internacional.
Diz respeito a um acordo entre duas ou mais partes, seja entre Estados ou entre
CONVENÇÃO pessoas, relacionado a um assunto específico previsto pelo direito internacional. É
resultado de uma conferência entre várias nações interessadas e aborda questões
técnicas ou temáticas específicas.
TRATADOS INTERNACIONAIS
A disciplina dos tratados internacionais no campo do Direito Internacional Público é regulada pela
Convenção de Viena sobre os Direitos dos Tratados de 1969. Essa convenção estabelece regras gerais
abrangendo diversos aspectos, como a elaboração, entrada em vigor, aplicação e interpretação dos tratados,
além de normas relacionadas à nulidade, extinção e suspensão de tratados internacionais.
No Brasil, a Convenção de Viena sobre os Direitos dos Tratados foi promulgada somente em 2009, por meio
do Decreto 7.030/2009.
ATENÇÃO! Essa promulgação ocorreu em decorrência da Emenda Constitucional nº 45/2004, que atribuiu
maior importância aos tratados internacionais no âmbito interno do país. E o que vem a ser um tratado
internacional?
Um Tratado Internacional pode ser conceituado como um acordo internacional concluído por escrito entre
Estados e regido pelo Direito Internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou mais
instrumentos conexos, qualquer que seja sua denominação específica. (art. 1º da Convenção os tratados.
Para que um tratado internacional tenha efeito vinculante no âmbito interno do Estado brasileiro, ele deve
passar por quatro etapas distintas:
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O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Vejamos o que diz Constituição Federal de 88: Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da
República: (...)
VIII celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional; (...).
Atenção para o fato de que esses documentos estão sujeitos a referendo pelo Congresso Nacional.
Nesta parte do conteúdo é extremamente importante que você tenha em mente a seguinte afirmação:
Conceito
• Tratados internacionais de direitos humanos são acordos firmados entre Estados para garantir a
proteção de direitos fundamentais.
• No Brasil, a posse e aplicação desses tratados depende da Constituição Federal (CF/88) e de
emendas constitucionais, especialmente a Emenda Constitucional 45/2004 (reforma do Judiciário).
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TRATADOS NÃO
APROVADOS COM Supralegal Estão acima das leis comuns, mas abaixo da Constituição.
QUÓRUM ESPECIAL
🔹 Jurisprudência do STF
• O Supremo Tribunal Federal reconhece que os tratados de direitos humanos têm aplicabilidade
direta, mesmo sem lei interna específica, desde que ratificados pelo Brasil.
• Exemplo: Pacto de San José da Costa Rica → usado pelo STF para interpretar a prisão do
depositário infiel.
DICA DE PROVA:
• Pergunta sobre hierarquia dos tratados → lembrar EC 45/2004 e quórum especial.
• Pergunta sobre aplicabilidade direta → STF, tratados podem ser aplicados mesmo sem lei interna.
• Sempre diferenciar tratados de direitos humanos dos demais tratados internacionais (os comuns não
têm status supralegal).
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1. Conceito
• Tratados internacionais de direitos humanos são acordos firmados pelo Brasil com outros Estados
ou organizações internacionais, visando garantir a proteção de direitos fundamentais.
• A aplicabilidade diz respeito à capacidade dessas normas de produzir efeitos diretos no
ordenamento jurídico interno, podendo ser invocadas por indivíduos, juízes e órgãos públicos.
Aplicabilidade direta
• Princípio da aplicabilidade direta: normas de direitos humanos ratificadas pelo Brasil podem ser
invocadas diretamente pelos cidadãos perante os tribunais, mesmo sem regulamentação
infraconstitucional.
• Fundamentação constitucional:
o Art. 5º, §3º da CF/88 (EC 45/2004): os tratados de direitos humanos aprovados pelo
Congresso Nacional em dois turnos, por 3/5 dos votos, têm status de emenda
constitucional.
Perfeito! Aqui está uma versão resumida e visual tipo mapa mental em tabela, ideal para revisão rápida
de prova:
América CADH – San José (1969) CIDH / Corte Interamericana Contencioso + Consultivo
Dicas rápidas:
• Europa → Estrasburgo, decisões vinculantes, indivíduos denunciam.
• América → CIDH investiga, Corte julga + consultiva.
• África → direitos coletivos, proteção ambiental, decisões vinculantes.
• Ásia → sistema incipiente, foco educativo e consultivo.
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Aplicação prática
• Jurisprudência do STF:
o Os tribunais podem aplicar tratados de direitos humanos mesmo sem lei interna,
interpretando normas constitucionais à luz dos tratados.
o Exemplo: Pacto de San José da Costa Rica → usado para limitar prisões desumanas ou
garantir direitos processuais.
• Controle de constitucionalidade: tratados de direitos humanos com status de emenda
constitucional não podem ser contrariados por leis ordinárias.
• Princípio pro homine:
o Ao aplicar normas de direitos humanos, o juiz deve adotar a interpretação mais favorável à
proteção da pessoa humana, garantindo máxima efetividade.
DICA DE PROVA:
• Pergunta sobre aplicabilidade direta → lembrar STF e princípio pro homine.
• Pergunta sobre status de aprovação → quórum especial vs comum.
• Pergunta sobre efeitos perante leis ordinárias → tratados com quórum especial prevalecem.
• Sempre relacionar a aplicabilidade com proteção da dignidade da pessoa humana.
CONCEITO
• Refere-se ao cumprimento de sentenças e recomendações emitidas por tribunais internacionais
de direitos humanos, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos.
• Visa garantir que os Estados repararem violações de direitos humanos e adotem medidas
preventivas e corretivas.
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TIPOS DE DECISÕES
TIPO DE
DESCRIÇÃO EXEMPLOS
DECISÃO
Julga casos concretos de violação de Caso Gomes Lund vs. Brasil (Guerrilha do
Contenciosa direitos humanos cometidas por Araguaia) – reparação a familiares de
Estados desaparecidos
PROCEDIMENTOS DE EXECUÇÃO
1. Cumprimento das medidas de reparação
o Pagamento de indenizações às vítimas.
o Reconhecimento de responsabilidade do Estado.
2. Medidas de caráter preventivo
o Alteração de leis ou regulamentos internos.
o Implementação de políticas públicas que evitem novas violações.
3. Fiscalização
o A Corte Interamericana acompanha o cumprimento por meio de relatórios periódicos.
o O Brasil deve informar à Corte sobre o andamento da execução.
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
• O princípio da boa-fé internacional obriga o Brasil a cumprir as decisões.
• A execução de decisões internacionais de direitos humanos fortalece o sistema nacional,
promovendo respeito à dignidade da pessoa humana.
• Casos não cumpridos podem gerar pressão internacional, afetando a imagem do país e a relação
com outros Estados.
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DICA DE PROVA:
• Pergunta sobre execução → lembrar Brasil reconheceu jurisdição da Corte Interamericana em 1998.
• Diferenciar contenciosa (casos concretos) e consultiva (opiniões jurídicas).
• Destacar medidas de reparação e preventivas, e que todos os poderes públicos participam do
cumprimento.
CONTROLE DE CONVENCIONALIDADE
CONCEITO
O controle de convencionalidade é o mecanismo pelo qual o Poder Judiciário verifica se as normas
internas de um país estão em conformidade com os tratados internacionais de direitos humanos
ratificados pelo Estado.
Em outras palavras: ele serve para garantir que a legislação e a atuação do Estado não contrariem
obrigações internacionais assumidas pelo país.
FUNDAMENTO
• Surge principalmente a partir da jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos
(CIDH), que determinou que os Estados devem assegurar compatibilidade entre seu ordenamento
jurídico e os tratados internacionais de direitos humanos.
• No Brasil, o controle de convencionalidade se apoia em:
o Art. 5º, §2º da Constituição Federal: “os direitos e garantias expressos nesta Constituição
não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos
tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte”.
o Princípio da prevalência dos tratados de direitos humanos sobre normas
infraconstitucionais incompatíveis.
MODALIDADES DE CONTROLE
O controle de convencionalidade pode ocorrer de duas formas principais:
1. Ex-ante (antes da aplicação da norma)
o Realizado pelo legislador ou autoridade administrativa, ao verificar se uma norma proposta
é compatível com tratados internacionais de direitos humanos.
2. Ex-post (após a aplicação da norma)
o Realizado pelo Poder Judiciário, ao analisar se uma lei, ato normativo ou decisão judicial
violou normas de direitos humanos internacionalmente reconhecidas.
o Exemplo: O STF, ao julgar casos envolvendo tratados internacionais de direitos humanos,
pode afastar a aplicação de leis internas incompatíveis.
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Aplicação prática
• Controle judicial: o juiz pode declarar a inaplicabilidade de uma lei interna que contrarie direitos
humanos reconhecidos internacionalmente.
• Interpretação conforme tratados: mesmo que uma lei não seja explicitamente incompatível, ela
deve ser interpretada de forma a respeitar os direitos internacionais.
Exemplo:
Se uma lei brasileira permitir tortura em alguma circunstância (hipotético), o judiciário deve aplicar os
tratados internacionais de direitos humanos que proíbem tortura, afastando ou reinterpretando a norma
nacional.
CONTROLE DE
ASPECTO CONTROLE DE CONVENCIONALIDADE
CONSTITUCIONALIDADE
Garantir conformidade das leis com a Garantir conformidade das leis com normas
Finalidade
Constituição internacionais
CONCEITO
• Grupos vulneráveis são segmentos da população que sofrem maior risco de exclusão,
discriminação ou violação de direitos devido a fatores sociais, econômicos, culturais ou políticos.
• Minorias são grupos socialmente diferenciados que possuem representatividade numérica menor
ou poder limitado em relação à maioria da população.
• O Estado e a sociedade têm responsabilidade de proteção, inclusão e promoção da igualdade
desses grupos.
CRIANÇAS E ADOLESCENTES Direito à educação, saúde, proteção contra exploração e trabalho infantil.
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LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO DA PESSOA COM Acesso à educação, trabalho, saúde, cultura e
DEFICIÊNCIA (LEI 13.146/2015) transporte.
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Conceitos Importantes:
• Inclusão social → garantir participação plena na sociedade, com acesso a direitos.
• Equidade → oferecer tratamento diferenciado conforme necessidade para alcançar igualdade de
oportunidades.
• Vulnerabilidade social → exposição maior a riscos, marginalização e dificuldades de acesso a
direitos.
• Interseccionalidade → análise de como diferentes fatores (raça, gênero, classe, deficiência) se
combinam para aumentar vulnerabilidade.
Considerando a distinção conceitual entre grupos vulneráveis e minorias, assinale a alternativa que
identifica, correta e respectivamente, no Estado Brasileiro, um componente de grupo vulnerável e outro
de uma minoria.
A) População de rua e índios.
B) Adolescentes e mulheres.
C) Ciganos e praticantes do candomblé.
D) Crianças e pessoas com deficiência física ou sofrimento mental.
E) Homossexuais e idosos.
Gabarito: A
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A Constituição Federal de 1988 é conhecida como a “Constituição Cidadã” justamente por garantir a
proteção ampla dos direitos humanos. Ela oferece instrumentos jurídicos que asseguram sua efetividade.
Mandado de Injunção Garantia de direitos não Obriga o legislador a criar normas que
(Art. 5º, LXXI) regulamentados viabilizem direitos constitucionais
Ação Popular (Art. 5º, Defesa do patrimônio público, meio Qualquer cidadão pode contestar atos
LXXIII) ambiente e moralidade administrativa ilegais de autoridade pública
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
• Controle concentrado (STF): verifica se leis e atos normativos respeitam os direitos fundamentais.
• Controle difuso (juízes e tribunais): qualquer juiz pode afastar norma inconstitucional ao julgar
caso concreto.
Objetivo: impedir que normas infraconstitucionais violem direitos humanos.
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Os direitos humanos são divididos em categorias, dependendo do tipo de interesse que protegem. A CF/88
reconhece e protege praticamente todos eles.
DIREITOS CIVIS
Natureza: individual e de proteção à liberdade pessoal.
Exemplos:
• Direito à vida, à liberdade e à segurança (Art. 5º, caput).
• Direito à integridade física e moral.
• Liberdade de expressão e de crença.
Função: garantir que cada indivíduo possa exercer sua autonomia sem interferência indevida do Estado ou
de terceiros.
DIREITOS POLÍTICOS
Natureza: participação na vida política e no exercício da soberania popular.
Exemplos:
• Direito de votar e ser votado (Art. 14).
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DIREITOS SOCIAIS
Natureza: proteção do bem-estar coletivo e garantia de condições dignas de vida.
Exemplos:
• Direito à educação, saúde e trabalho (Art. 6º).
• Direito à previdência social.
• Proteção à família, à infância e à juventude.
Função: reduzir desigualdades e promover justiça social.
DIREITOS ECONÔMICOS
Natureza: relacionados à atividade econômica e ao acesso a recursos materiais.
Exemplos:
• Direito à propriedade privada com função social (Art. 5º, XXII e XXIII).
• Liberdade de iniciativa e exercício de profissão (Art. 170).
• Direito à remuneração justa.
Função: garantir condições para o desenvolvimento econômico e bem-estar material da população.
DIREITOS CULTURAIS
Natureza: proteção à identidade e patrimônio cultural.
Exemplos:
• Direito à educação e acesso à cultura (Art. 215 e 216).
• Proteção do patrimônio histórico e artístico.
• Liberdade de expressão cultural.
Função: preservar a diversidade cultural e garantir participação na vida cultural.
DIREITOS AMBIENTAIS
Natureza: proteção do meio ambiente, reconhecido como direito fundamental.
Exemplos:
• Direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (Art. 225).
• Dever do Estado e da coletividade de preservar e recuperar o meio ambiente.
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DIREITOS INDIVIDUAIS
Titular: pessoa física.
Características:
• Protegem interesses pessoais e concretos.
• Podem ser exigidos por um indivíduo contra o Estado ou terceiros.
Exemplos:
• Direito à vida, liberdade, segurança (Art. 5º, caput).
• Liberdade de expressão e de religião (Art. 5º, VI e VIII).
• Direito à propriedade (Art. 5º, XXII).
Função: garantir a proteção da autonomia e dignidade da pessoa.
DIREITOS COLETIVOS
Titular: grupo ou categoria específica de pessoas com interesse comum.
Características:
• Protegem interesses de uma coletividade determinada, com identidade ou vínculo comum.
• Podem ser exercidos por representantes ou associações.
Exemplos:
• Direitos trabalhistas de uma categoria profissional (Art. 7º).
• Direito de associação sindical (Art. 8º e 5º, XVII).
• Direitos de estudantes ou grupos organizados com interesses comuns.
Função: proteger interesses compartilhados por um grupo específico.
DIREITOS DIFUSOS
Titular: indeterminado ou toda a sociedade.
Características:
• Protegem interesses coletivos, mas de difícil individualização.
• São indivisíveis e irrenunciáveis.
• Podem ser promovidos por Ministério Público, associações ou órgãos públicos.
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Exemplos:
• Meio ambiente ecologicamente equilibrado (Art. 225).
• Patrimônio histórico e cultural (Art. 216 e 217).
• Saúde pública, segurança e direito do consumidor.
Função: garantir a proteção de bens que interessam à sociedade como um todo.
CILINDRO DE CIRO
CÓDIGO DE HAMURÁBI
TOMÁS DE AQUINO
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além disso, o grande cerne da Magna Carta foi ela limitar o poder real, assim como prever um devido
processo legal, como também que as pessoas pudessem herdar terras, ou seja, foi um passo em direção ao
que chamamos hoje de direitos humanos (direitos humanos de primeira dimensão). Apesar de seu foco ser
nos direitos da elite fundiária inglesa, o documento traz em seu bojo a ideia de governo representativo e,
ainda, direitos que séculos depois viriam a ser universalizados, como o direito de ir e vir em situação de
paz, o direito de ser julgado pelos seus pares, o acesso à justiça e a proporcionalidade entre crime e pena.
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É um sistema regional de promoção e proteção de direitos humanos, integrado por dois órgãos: a Comissão
Interamericana de Direitos Humanos (“CIDH” ou “Comissão”) e a Corte Interamericana de Direitos Humanos
(“Corte IDH”), que monitoram o cumprimento das obrigações contraídas pelos Estados membros da
Organização dos Estados Americanos (“OEA”).
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O QUE É A OEA?
A OEA é uma organização que reúne os 35 países independentes das Américas e que tem como propósitos:
➢ Garantir a paz e a segurança continentais;
➢ Promover e consolidar a democracia representativa, respeitado o princípio da não intervenção,
➢ Prevenir as possíveis causas de dificuldades e assegurar a solução pacífica das controvérsias que surjam
entre seus membros,
➢ Organizar a ação solidária destes em caso de agressão,
➢ Procurar a solução dos problemas políticos, jurídicos e econômicos que surgirem entre os Estados
membros,
➢ Promover, por meio da ação cooperativa, seu desenvolvimento econômico, social e cultural;
➢ Erradicar a pobreza crítica, que constitui um obstáculo ao pleno desenvolvimento democrático dos
povos do Hemisfério, e;
➢ Alcançar uma efetiva limitação de armamentos convencionais que permita dedicar a maior soma de
recursos ao desenvolvimento econômico-social dos Estados membros. Para realizar os seus objetivos, a
OEA apóia-se em quatro pilares fundamentais: democracia, direitos humanos, segurança e
desenvolvimento. O respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana também é um dos princípios
básicos da OEA.
As petições individuais examinadas pela Comissão podem ser apresentadas por pessoas, grupos de pessoas
ou organizações que alegam violações dos direitos humanos garantidos na Declaração Americana dos Direitos
e Deveres do Homem (“a Declaração Americana”), na Convenção Americana sobre Direitos Humanos (“a
Convenção Americana”) e em outros tratados interamericanos de direitos humanos.
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➢ omissão (resultante do fato de que o Estado, ou seus agentes, não atuaram quando deveriam tê-lo feito).
Que resultados eu posso esperar ao interpor uma denúncia por violação de direitos humanos contra um
Estado membro da OEA? Se determinar que um Estado é responsável pela violação de direitos humanos de
uma pessoa ou de um grupo de pessoas, a Comissão emitirá um relatório que poderá incluir as seguintes
recomendações ao Estado:
A Corte IDH, instalada em 1979, é um órgão judicial autônomo da OEA, cujo mandato consta da Convenção
Americana.
Está sediada na cidade de São José, Costa Rica, e é integrada por sete juízes/as eleitos/as a título pessoal,
provenientes dos Estados membros da OEA. A Corte IDH tem como objetivo interpretar e aplicar a
Convenção Americana e outros tratados interamericanos de direitos humanos, em particular por meio da
emissão de sentenças sobre casos e opiniões consultivas.
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Somente os Estados Partes e a Comissão podem submeter casos à Corte IDH. As pessoas não podem recorrer
diretamente à Corte IDH, devendo apresentar sua petição à Comissão e completar os passos previstos
perante esta.
A Comissão é competente para examinar petições em que se aleguem violações dos direitos humanos
constantes da Declaração Americana, da Convenção Americana e de outros tratados interamericanos de
direitos humanos.
Quais são os tratados interamericanos de direitos humanos?
♦ Convenção Americana sobre Direitos Humanos, “Pacto de San José da Costa Rica” 1969;
♦ Protocolo Adicional à Convenção Americana sobre Direitos Humanos em Matéria de Direitos Econômicos,
Sociais e Culturais, “Protocolo de San Salvador”, 1988;
♦ Protocolo à Convenção Americana sobre Direitos Humanos Relativo à Abolição da Pena de Morte, 1990;
♦ Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, “Convenção de
Belém do Pará”, 1994;
♦ Direito à vida
♦ Direito de toda pessoa de ser indenizada conforme a lei, no caso de haver sido condenada em sentença
passada em julgado, por erro judiciário
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♦ Direito de reunião
♦ Liberdade de associação
♦ Direito ao nome
♦ Direitos da criança
♦ Direito à nacionalidade
♦ Direitos políticos
*A Declaração Americana também contém uma lista completa dos direitos que os Estados devem respeitar
e proteger. Além dos direitos acima mencionados, ela contém reconhecimentos específicos, como a proteção
do direito ao trabalho e receber um salário justo, do direito à seguridade social, do direito aos benefícios da
cultura e do direito de resguardo à saúde.
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COMENTÁRIO:
1ª Geração → Direitos de liberdade, direitos individuais, direitos civis e políticos, direitos às prestações
negativas, em que o Estado deve proteger a esfera de autonomia do indivíduo – papel passivo do Estado.
2ª Geração Direitos de igualdade, direitos econômicos, sociais e culturais – vigoroso papel ativo do Estado.
3ª Geração Direitos de solidariedade, direitos de titularidade da comunidade.
4ª Geração (concebida apenas no século XX) Direitos resultantes da globalização dos direitos humanos.
Logo, Gabarito: D
COMENTÁRIO:
BIZU:
Liga o PC, aperta o ESC, coloca o CD.
PC = Políticos e Civis (1° Geração)
ESC = Econômicos, sociais e culturais (2° Geração)
CD = Coletivos e Difusos (3° Geração)
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COMENTÁRIO:
Direito Fundamental: Positivados no âmbito interno
Direito Humano: Positivados no âmbito externo
Direto do Homem: Não positivado, pois ele já nasce com esse direito por ser um fator biológico
"jusnatural". O concurseiro basta ter nascido para ter tal Direito, não necessitando de positivação.
E o que é positivação?
São normas e princípios que compõem o direito expressamente codificados em textos legais, como
constituições, leis e regulamentos.
Logo, Gabarito: E
COMENTÁRIO:
São características dos direitos humanos:
✓ Historicidade.
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✓ Universalidade.
✓ Essencialidade.
✓ Inalienabilidade.
✓ Inexauribilidade.
✓ Imprescritibilidade.
✓ Irrenunciabilidade.
✓ Inviolabilidade.
✓ Vedação ao retrocesso.
✓ Limitabilidade.
✓ Complementariedade.
✓ Efetividade.
✓ Concorrência.
Logo, Gabarito: Certo
COMENTÁRIO:
DUDH (Resumo)
• RECOMENDAÇÃO: formal = RESOLUÇÃO
• 1º documento mundial mas não primeiro sobre direitos humanos
• Não prevê sanções
• Data: 10 de Dezembro de 1948
• Local: Paris
• Quem: AGNU - ONU
• Marco: Pós 2º Guerra Mundial
• Objetivo: Dignidade da pessoa humana
• Exigem "arbitrariamente": vida | liberdade | nacionalidade | propriedade.
• Os direitos são: indivisíveis | inalienáveis | interdependentes | igualitários | universais | direitos não
absolutos (há exceções)
• Primeira Geração: Direitos Civis e Políticos – Artigos 1-21.
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COMENTÁRIO:
FUNDAMENTALIDADE
ABSTRAÇÃO
MORALIDADE
PRIORITARIEDADE
INALIENABILIDADE
INDIVISIBILIDADE
CARACTERÍSTICAS INTERDEPENDÊNCIA
HISTORICIDADE
APLICABILIDADE IMEDIATA
VEDAÇÃO DO RETROCESSO
TEORIA GERAL DOS RELATIVIDADE
DIREITOS UNIVERSALIDADE
HUMANOS
1º GERAÇÃO - DIREITOS
NEGATIVOS
2º GERAÇÃO - DIREITOS
POSITIVOS
GERAÇÕES 3º GERAÇÃO - DIREITOS
DIFUSOS E COLETIVOS
DIREITOS DE OUTRAS
GERAÇÕES
Logo, Gabarito: E
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COMENTÁRIO:
As opções da letra B estão corretas. Estes são típicos direitos de primeira geração, também conhecidos
como direitos civis e políticos. Surgiram no contexto das revoluções liberais do século XVIII e visam proteger
o indivíduo contra o arbítrio do Estado.
Logo, Gabarito: B
COMENTÁRIO:
SISTEMA GLOBAL (ONU)
O Brasil é signatário dos principais tratados globais de direitos humanos promovidos pela ONU, incluindo:
1. Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)
• Embora não seja um tratado, o Brasil a adota como base para sua política de direitos humanos.
2. Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (PIDCP) - 1966
• Ratificado pelo Brasil em 1992.
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1. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica) - 1969
• Ratificada pelo Brasil em 1992.
• Protege direitos civis e políticos, como liberdade de expressão e proibição de tortura.
2. Protocolo Adicional à Convenção Americana sobre Direitos Humanos em Matéria de Direitos
Econômicos, Sociais e Culturais (Protocolo de San Salvador) - 1988
• Ratificado pelo Brasil em 1996.
• Garante direitos como saúde, educação e proteção sindical.
3. Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura (1985)
• Ratificada pelo Brasil em 1989.
• Complementa a proibição da tortura no sistema regional.
4. Convenção Interamericana sobre Desaparecimento Forçado de Pessoas (1994)
• Ratificada pelo Brasil em 1996.
• Especificamente voltada para a proibição de desaparecimentos forçados.
5. Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra Pessoas
com Deficiência (1999)
• Ratificada pelo Brasil em 2001.
• Complementa a proteção regional às pessoas com deficiência.
Logo, Gabarito: A
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COMENTÁRIO:
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COMENTÁRIO:
REGIMES DOS TRATADOS INTERNACIONAIS
Obs: TIDH = Tratados Internacionais de Direitos Humanos
• TIDH aprovados pelo rito das Emendas Constitucionais: status de Emenda Constitucional
• TIDH não aprovados pelo rito das Emendas Constitucionais: status supralegal (acima das leis mas
abaixo da CF)
• Tratados Internacionais que não sejam de Direitos Humanos: status de lei ordinária
Logo, Gabarito: B
COMENTÁRIO:
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