Componentes Essenciais de um Computador
Componentes Essenciais de um Computador
1. Componentes de um computador: processadores, memória e periféricos mais comuns; dispositivos de armazenagem de dados; pro-
priedades e características. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Arquivos digitais: documentos, planilhas, imagens, sons, vídeos; principais padrões e características. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 03
3. Arquivos PDF. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 06
4. Conhecimentos sobre sistema operacional Windows 11: conceitos gerais, principais utilitários, configurações. . . . . . . . . . . . . . . . 08
5. MS OFFICE 2019 BR (ou posterior) e Libre Office 7 (ou posterior). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 08
6. Internet: conceitos gerais e funcionamento. Endereçamento de recursos. Navegação segura: cuidados, ameaças, uso de senhas e
criptografia. Tokens e outros dispositivos de segurança. Navegadores (browsers) e suas principais funções. Google Chrome. Firefox.
Internet Explorer: buscas, salva de páginas, cache e configurações. E-mail: utilização e configurações usuais. . . . . . . . . . . . . . . . . 18
7. Transferência de arquivos e dados: upload, download, banda, velocidades de transmissão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
8. Referência: Gerência de Projetos: Conceitos. Processos do PMBOK 6ª edição. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
9. Engenharia de Software: ciclo de vida do software. Processos de desenvolvimento de software. Metodologias ágeis. . . . . . . . . . 34
10. Banco de Dados: Conceitos de modelagem relacional e SQL. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
11. Segurança da Informação: Conceitos sobre malwares, crimes digitais, métodos de proteção e prevenção e tecnologias relaciona-
das. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
INFORMÁTICA BÁSICA
Processador ou CPU (Unidade de Processamento Central)
COMPONENTES DE UM COMPUTADOR: PROCESSADO- É o cérebro de um computador. É a base sobre a qual é cons-
RES, MEMÓRIA E PERIFÉRICOS MAIS COMUNS; DISPO- truída a estrutura de um computador. Uma CPU funciona, basica-
SITIVOS DE ARMAZENAGEM DE DADOS; PROPRIEDA- mente, como uma calculadora. Os programas enviam cálculos para
DES E CARACTERÍSTICAS o CPU, que tem um sistema próprio de “fila” para fazer os cálculos
mais importantes primeiro, e separar também os cálculos entre os
Hardware núcleos de um computador. O resultado desses cálculos é traduzido
O hardware são as partes físicas de um computador. Isso inclui em uma ação concreta, como por exemplo, aplicar uma edição em
a Unidade Central de Processamento (CPU), unidades de armazena- uma imagem, escrever um texto e as letras aparecerem no monitor
mento, placas mãe, placas de vídeo, memória, etc.1. Outras partes do PC, etc. A velocidade de um processador está relacionada à velo-
extras chamados componentes ou dispositivos periféricos incluem cidade com que a CPU é capaz de fazer os cálculos.
o mouse, impressoras, modems, scanners, câmeras, etc.
Para que todos esses componentes sejam usados apropriada-
mente dentro de um computador, é necessário que a funcionalida-
de de cada um dos componentes seja traduzida para algo prático.
Surge então a função do sistema operacional, que faz o intermédio
desses componentes até sua função final, como, por exemplo, pro-
cessar os cálculos na CPU que resultam em uma imagem no moni-
tor, processar os sons de um arquivo MP3 e mandar para a placa de
som do seu computador, etc. Dentro do sistema operacional você
ainda terá os programas, que dão funcionalidades diferentes ao
computador.
Gabinete
O gabinete abriga os componentes internos de um computa-
dor, incluindo a placa mãe, processador, fonte, discos de armaze- CPU.3
namento, leitores de discos, etc. Um gabinete pode ter diversos
tamanhos e designs. Coolers
Quando cada parte de um computador realiza uma tarefa, elas
usam eletricidade. Essa eletricidade usada tem como uma consequ-
ência a geração de calor, que deve ser dissipado para que o compu-
tador continue funcionando sem problemas e sem engasgos no de-
sempenho. Os coolers e ventoinhas são responsáveis por promover
uma circulação de ar dentro da case do CPU. Essa circulação de ar
provoca uma troca de temperatura entre o processador e o ar que
ali está passando. Essa troca de temperatura provoca o resfriamen-
to dos componentes do computador, mantendo seu funcionamento
intacto e prolongando a vida útil das peças.
Gabinete.2
Cooler.4
1 [Link]
-pc-perifericos-hardware-software/#:~:text=O%20hardware%20s%-
C3%A3o%20as%20partes,%2C%20scanners%2C%20c%C3%A2meras%- 3 [Link]
2C%20etc. ca-importante
2 [Link] 4 [Link]
-shine-g517-mid-tower-com-1-fan-vidro-temperado-preto/2546 -gammaxx-c40-dp-mch4-gmx-c40p-intelam4-ryzen
1
INFORMÁTICA BÁSICA
Placa-mãe Placas de vídeo
Se o CPU é o cérebro de um computador, a placa-mãe é o es- Permitem que os resultados numéricos dos cálculos de um pro-
queleto. A placa mãe é responsável por organizar a distribuição dos cessador sejam traduzidos em imagens e gráficos para aparecer em
cálculos para o CPU, conectando todos os outros componentes ex- um monitor.
ternos e internos ao processador. Ela também é responsável por
enviar os resultados dos cálculos para seus devidos destinos. Uma
placa mãe pode ser on-board, ou seja, com componentes como pla-
cas de som e placas de vídeo fazendo parte da própria placa mãe,
ou off-board, com todos os componentes sendo conectados a ela.
Placa de vídeo 7
Placa-mãe.5
Fonte
É responsável por fornecer energia às partes que compõe um
computador, de forma eficiente e protegendo as peças de surtos
de energia.
Periféricos de entrada.8
Fonte 6
5 [Link] 7[Link]
-b360mhd-pro-ddr4-lga-1151 -[Link]
6 [Link] 8[Link]
-01001-xway/p/dh97g572hc/in/ftpc 35c51e1e7
2
INFORMÁTICA BÁSICA
Software
Software é um agrupamento de comandos escritos em uma lin-
guagem de programação12. Estes comandos, ou instruções, criam as
ações dentro do programa, e permitem seu funcionamento.
Um software, ou programa, consiste em informações que po-
dem ser lidas pelo computador, assim como seu conteúdo audiovi-
sual, dados e componentes em geral. Para proteger os direitos do
criador do programa, foi criada a licença de uso. Todos estes com-
ponentes do programa fazem parte da licença.
A licença é o que garante o direito autoral do criador ou dis-
tribuidor do programa. A licença é um grupo de regras estipuladas
pelo criador/distribuidor do programa, definindo tudo que é ou não
é permitido no uso do software em questão.
Os softwares podem ser classificados em:
Periféricos de saída.9 – Software de Sistema: o software de sistema é constituído pe-
los sistemas operacionais (S.O). Estes S.O que auxiliam o usuário,
– Periféricos de entrada e saída: são aqueles que enviam e re- para passar os comandos para o computador. Ele interpreta nossas
cebem informações para/do computador. Ex.: monitor touchscre- ações e transforma os dados em códigos binários, que podem ser
en, drive de CD – DVD, HD externo, pen drive, impressora multifun- processados
cional, etc. – Software Aplicativo: este tipo de software é, basicamente,
os programas utilizados para aplicações dentro do S.O., que não es-
tejam ligados com o funcionamento do mesmo. Exemplos: Word,
Excel, Paint, Bloco de notas, Calculadora.
– Software de Programação: são softwares usados para criar
outros programas, a parir de uma linguagem de programação,
como Java, PHP, Pascal, C+, C++, entre outras.
– Software de Tutorial: são programas que auxiliam o usuário
de outro programa, ou ensine a fazer algo sobre determinado as-
sunto.
– Software de Jogos: são softwares usados para o lazer, com
vários tipos de recursos.
– Software Aberto: é qualquer dos softwares acima, que tenha
o código fonte disponível para qualquer pessoa.
Periféricos de entrada e saída.10
Todos estes tipos de software evoluem muito todos os dias.
– Periféricos de armazenamento: são aqueles que armazenam Sempre estão sendo lançados novos sistemas operacionais, novos
informações. Ex.: pen drive, cartão de memória, HD externo, etc. games, e novos aplicativos para facilitar ou entreter a vida das pes-
soas que utilizam o computador.
Pasta
São estruturas que dividem o disco em várias partes de tama-
nhos variados as quais podem pode armazenar arquivos e outras
pastas (subpastas)13.
Periféricos de armazenamento.11
9 [Link]
-que-servem-e-que-tipos-existem
10 [Link] 12 [Link]
trada-e-saida 13 [Link]
11 [Link] aula-05-manipulacao-de-arquivos-e-pastas
3
INFORMÁTICA BÁSICA
Arquivo
É a representação de dados/informações no computador os quais ficam dentro das pastas e possuem uma extensão que identifica o
tipo de dado que ele representa.
Extensões de arquivos
EXTENSÃO TIPO
.jpg, .jpeg, .png, .bpm, .gif, ... Imagem
.xls, .xlsx, .xlsm, ... Planilha
.doc, .docx, .docm, ... Texto formatado
.txt Texto sem formatação
.mp3, .wma, .aac, .wav, ... Áudio
.mp4, .avi, rmvb, .mov, ... Vídeo
.zip, .rar, .7z, ... Compactadores
.ppt, .pptx, .pptm, ... Apresentação
.exe Executável
.msl, ... Instalador
Existem vários tipos de arquivos como arquivos de textos, arquivos de som, imagem, planilhas, etc. Alguns arquivos são universais
podendo ser aberto em qualquer sistema. Mas temos outros que dependem de um programa específico como os arquivos do Corel Draw
que necessita o programa para visualizar. Nós identificamos um arquivo através de sua extensão. A extensão são aquelas letras que ficam
no final do nome do arquivo.
Exemplos:
.txt: arquivo de texto sem formatação.
.html: texto da internet.
.rtf: arquivo do WordPad.
.doc e .docx: arquivo do editor de texto Word com formatação.
É possível alterar vários tipos de arquivos, como um documento do Word (.docx) para o PDF (.pdf) como para o editor de texto do
LibreOffice (.odt). Mas atenção, tem algumas extensões que não são possíveis e caso você tente poderá deixar o arquivo inutilizável.
4
INFORMÁTICA BÁSICA
Windows Explorer
O Windows Explorer é um gerenciador de informações, arquivos, pastas e programas do sistema operacional Windows da Microsoft14.
Todo e qualquer arquivo que esteja gravado no seu computador e toda pasta que exista nele pode ser vista pelo Windows Explorer.
Possui uma interface fácil e intuitiva.
Na versão em português ele é chamado de Gerenciador de arquivo ou Explorador de arquivos.
O seu arquivo é chamado de [Link]
Normalmente você o encontra na barra de tarefas ou no botão Iniciar > Programas > Acessórios.
Na parte de cima do Windows Explorer você terá acesso a muitas funções de gerenciamento como criar pastas, excluir, renomear, ex-
cluir históricos, ter acesso ao prompt de comando entre outras funcionalidades que aparecem sempre que você selecionar algum arquivo.
A coluna do lado esquerdo te dá acesso direto para tudo que você quer encontrar no computador. As pastas mais utilizadas são as de
Download, documentos e imagens.
Operações básicas com arquivos do Windows Explorer
• Criar pasta: clicar no local que quer criar a pasta e clicar com o botão direito do mouse e ir em novo > criar pasta e nomear ela. Você
pode criar uma pasta dentro de outra pasta para organizar melhor seus arquivos. Caso você queira salvar dentro de uma mesma pasta um
arquivo com o mesmo nome, só será possível se tiver extensão diferente. Ex.: [Link] e [Link]
Independente de uma pasta estar vazia ou não, ela permanecerá no sistema mesmo que o computador seja reiniciado
• Copiar: selecione o arquivo com o mouse e clique Ctrl + C e vá para a pasta que quer colar a cópia e clique Ctrl +V. Pode também
clicar com o botão direito do mouse selecionar copiar e ir para o local que quer copiar e clicar novamente como o botão direito do mouse
e selecionar colar.
• Excluir: pode selecionar o arquivo e apertar a tecla delete ou clicar no botão direito do mouse e selecionar excluir
• Organizar: você pode organizar do jeito que quiser como, por exemplo, ícones grandes, ícones pequenos, listas, conteúdos, lista com
detalhes. Estas funções estão na barra de cima em exibir ou na mesma barra do lado direito.
• Movimentar: você pode movimentar arquivos e pastas clicando Ctrl + X no arquivo ou pasta e ir para onde você quer colar o arquivo
e Clicar Ctrl + V ou clicar com o botão direito do mouse e selecionar recortar e ir para o local de destino e clicar novamente no botão direito
do mouse e selecionar colar.
14 [Link]
5
INFORMÁTICA BÁSICA
Localizando Arquivos e Pastas
No Windows Explorer tem duas:
Tem uma barra de pesquisa acima na qual você digita o arquivo ou pasta que procura ou na mesma barra tem uma opção de Pesquisar.
Clicando nesta opção terão mais opções para você refinar a sua busca.
Arquivos ocultos
São arquivos que normalmente são relacionados ao sistema. Eles ficam ocultos (invisíveis) por que se o usuário fizer alguma alteração,
poderá danificar o Sistema Operacional.
Apesar de estarem ocultos e não serem exibido pelo Windows Explorer na sua configuração padrão, eles ocupam espaço no disco.
ARQUIVOS PDF
Temos, em nossos computadores, softwares para todo o tipo de demanda: elaboração de logotipos, criação de propagandas publici-
tárias, edição de fotos, vídeos, textos e muitos outros. Por um lado, é incrível poder contar com toda essa variedade de programas. Por
outro, quando o assunto é formatos de arquivos, pode haver muita confusão e usos equivocados de cada um deles.
Pensando nisso, elaboramos uma lista dos 8 principais formatos de arquivos, aqueles utilizados no dia a dia dos softwares mais
conhecidos, explicando para que servem e quais são as diferenças entre eles. Pronto para aprender de vez como usar corretamente todos
os formatos? Então acompanhe o texto!
1. TXT
O TXT também é uma extensão de arquivos de texto, mas, diferente do .doc ou .pdf, ele é um formato bastante “cru”, ou seja, ele não
admite quase nenhum tipo de formatação no texto, a não ser coisas simples como a acentuação das palavras.
Esse é o formato gerado pelo bloco de notas do Windows, por exemplo. O bacana do TXT é que ele pode ser aberto em qualquer tipo
de programa, justamente por ter essa simplicidade no tipo de informações que tem.
2. DOC
DOC é outro formato de arquivos muito conhecido, próprio do programa Word, da Microsoft. Ao contrário do que acontece com o txt,
nele há muitas possibilidades de formatação do texto, inserção de imagem e inúmeros outros recursos.
Os documentos gerados pelo Microsoft Word também podem ser salvos com a nomenclatura .docx, mas, se isso acontecer, não se
preocupe: a extensão ganhou essa atualização no nome a partir da versão 2007 do programa, mas se comporta de forma similar à anterior.
3. PDF
O PDF é o grande herói dos formatos de texto e tem sua razão de ser. Sua sigla significa Portable Document Format, ou seja, formato
de documento portátil. Esse nome se refere à sua principal característica, que é manter a estrutura das suas informações independente-
mente de onde ele seja aberto.
6
INFORMÁTICA BÁSICA
Isso quer dizer que o PDF pode ter sido gerado em qualquer sof- 4. PPT
tware e ser aberto em qualquer plataforma sem ser desconfigura- Essa extensão corresponde aos arquivos gerados e editados no
do. Por isso ele é, hoje, o formato mais usado no compartilhamento Power Point, famoso programa de apresentação de slides. Com ele
de documentos via internet. Pode perceber que, normalmente, a é possível exibir formas e textos em animações, em slides.
maioria dos arquivos que você recebe online tem a extensão .pdf Existe também o PPS, gerado pelo mesmo software. A diferença
(manuais, notas e recibos, e-books, fichas, orçamentos etc.). entre os dois é que o primeiro formato é o editável, e o segundo é a
apresentação pronta. Na prática, isso significa que o arquivo .pps é
Cinco melhores conversores de PDF de 2020: o mais indicado quando você quer compartilhar uma apresentação,
já que ele não passará pela página inicial do PowerPoint, que per-
PDFelement mite visualizar os mecanismos e recursos usados nos slides.
Converter PDF em Excel, Numbers, Word, Pages ou qualquer
outro programa do Windows e do Mac é mais simples com o PD- 5. JPEG
Felement. O jpeg é um dos formatos mais comuns que temos no leque de
A interface do software é o primeiro ponto que chama a aten- opções, usado tanto na internet de forma geral como nos celulares
ção, uma vez que permite que os usuários realizem suas conversões e câmeras digitais. Ele é um formato de imagem e é conhecido por
com facilidade e intuitividade, oferecendo uma experiência agradá- sua capacidade de compactação.
vel em todas as etapas. O que o JPEG faz é “comprimir” as imagens e as informações
A plataforma permite diferentes tipos de conversão, desde contidas nela. A ideia é gerar um arquivo pequeno, que ocupe pou-
converter PDF em JPG, passando por arquivos como Word, Excel, co espaço. Por isso mesmo, na internet, ele é muito usado, como
PPT, até o processo contrário, construindo um documento do zero no Facebook ou sites: eles são menores e, portanto, têm tempo de
para salvar em PDF ou demais formatos. carregamento reduzido.
O programa também conta com bons recursos de edição, como A desvantagem é que pode haver uma perda significativa de
a possibilidade de inserção ou a exclusão de textos e imagens, cores e resolução em imagens em JPEG, dependendo do nível de
marcação de áreas importantes, segurança com senha e assinatura compressão aplicado. Portanto, arquivos desse tipo não são indica-
digital para seus documentos. dos para impressão em grandes escalas, já que podem prejudicar a
visibilidade e qualidade geral da imagem.
Adobe Acrobat
O formato PDF (sigla de Portable Document Format) foi criado 6. PNG
pela Adobe no ano de 1993, mas só chegou ao grande público em O PNG também é um arquivo de imagem, mas ele conta com
2008, quando caiu de vez nas graças dos usuários por suas caracte- um incrível atributo: a transparência. Com ele, é possível criar
rísticas únicas. uma imagem ou símbolo gráfico com um fundo transparente. Ele
Uma vez que este é um produto da Adobe, a marca também também suporta milhões de cores, coisa que o JPEG não faz.
oferece um dos conversores de PDF mais populares do mundo, o Pensemos na criação de logotipos, por exemplo, processo que
Adobe Acrobat. utiliza muito esse formato. Esses símbolos gráficos são desenvol-
vidos para serem aplicados por cima de diversas outras mídias ou
PDF Converter Pro superfícies: imagens publicitárias, embalagens, entre outros. Para
Nem todo mundo precisa de recursos de edição entre as isso, é preciso salvar esse logo de forma que ele não tenha nenhum
ferramentas de um software. Às vezes, a única função desejada é fundo, assim, o fundo será a superfície ou imagem onde ele está
converter PDF em Word e Pages, por exemplo. sendo aplicado.
Nesse caso, ao invés de optar por um dos conversores de PDF Quem permite fazer isso é o PNG. Além disso, a compressão
repletos de funcionalidades e, portanto, mais pesados, você pode dele não causa perda de qualidade, como no caso anterior.
escolher um programa como o PDF Converter Pro.
O PDF Converter Pro foi desenvolvido para fazer conversões de 7. EPS
arquivos de forma prática e intuitiva. Já o arquivo EPS é usado para trabalhos feitos com vetores.
Imagens vetorizadas permitem uma edição e ajustes mais finos
Foxit e complexos, sem acarretar a perda de qualidade do vetor em
Outro dos conversores de PDF mais populares da internet é o questão.
Foxit, disponível tanto para o Windows quando para o Mac. A grande vantagem de trabalhar com vetores é justamente essa:
Apesar de não ter um design tão moderno ou intuitivo, é um é possível redimensionar seu design para qualquer tamanho, sem
programa bastante leve e com recursos que permitem realizar di- perda de resolução. No processo de criação de logotipos, é essen-
ferentes funções, sendo utilizado com frequência como conversor cial ter uma versão do símbolo gráfico vetorizado, assim é possível
de PDF para Word. atender a qualquer futura demanda de uso que ele possa ter (como
a elaboração de uma propaganda em outdoor, por exemplo).
Nitro Pro
Por fim, uma última opção de conversor PDF para Word e Pages 8. PSD, CDR e AI
é o Nitro Pro. Trata-se de um software bastante completo, que O PSD, CDR e AI nada mais são do que formatos de arquivos
conta tanto com as funções básicas de converter imagem em PDF editáveis gerados pelo Photoshop, CorelDRAW e Illustrator, respec-
ou converter PDF em Excel, até recursos mais avançados, como o tivamente, sendo o Photoshop e o Illustrator da Adobe enquanto
reconhecimento de caracteres em documentos digitalizados para que o CorelDRAW é da Corel Corporations.
transformá-los em arquivos editáveis.
7
INFORMÁTICA BÁSICA
Um arquivo editável é aquele no qual você pode voltar e rees- Use um aplicativo para verificação de Integridade do PC para
truturar as informações conforme a sua necessidade ou vontade. avaliar a compatibilidade. Observe que esse aplicativo não verifica
Suponhamos que você criou uma arte em qualquer um desses a placa gráfica ou tela, visto que a maioria atende aos requisitos
programas e a exportou em JPEG. É extremamente recomendável indicados abaixo.
que você salve também uma versão do arquivo editável (ou seja, O computador deve ter o Windows 10, versão 2004 ou poste-
em .psd, .cdr ou .ai), porque se futuramente você quiser, por exem- rior, para fazer upgrade. As atualizações gratuitas estão disponíveis
plo, mudar a cor do background, a fonte ou outro elemento, seu por meio do Windows Update em Configuração e atualização e se-
trabalho não terá que ser todo refeito do zero. gurança.
Documentos com essas extensões permitem a edição em cama- Dentro deste contexto temos os seguintes requisitos mínimos:
das e são muito usados pelos profissionais de comunicação visual, • Processador: 1 GHz (gigahertz) ou mais rápido com 2 ou mais
como designers e fotógrafos. núcleos em um Processador de 64 bits compatível ou SoC (System
Vale lembrar que um formato de arquivos costuma abrir on a Chip).
somente no programa que os originou. Mas, como os três tipos • RAM: 4 GB (gigabytes).
citados acima são programas de uma mesma desenvolvedora, eles • Armazenamento: Dispositivo com armazenamento de 64 GB
conversam entre si (ou seja, um arquivo .ai pode ser aberto no ou mais.
Photoshop, e vice-versa). É interessante testar para ver como eles • Firmware do sistema: UEFI, compatível com Inicialização Se-
se comunicam! gura.
Todos os softwares por trás destes formatos de arquivos po- • TPM: TPM (Trusted Platform Module) versão 2.0.
dem ser instalados e usados nos diferentes sistemas operacionais, • Placa gráfica: Compatível com DirectX 12 ou posterior com
como Windows e MacOS, por exemplo, mas é imprescindível ter driver WDDM 2.0.
um computador robusto se você é um profissional da área, já que • Tela: Tela de alta definição (720p) com mais de 9 polegadas
alguns desses programas exigem das máquinas uma performance na diagonal, 8 bits por canal de cor.
superior. • Conexão com a Internet e conta Microsoft : O Windows 11
Home Edition requer conectividade com a Internet.
Fonte: Tirar um dispositivo do Windows 11 Home no modo S (simpli-
[Link] cado) também requer conectividade com a Internet.
-de-arquivos-veja-os-mais/ Em todas as edições do Windows 11, o acesso à internet é ne-
[Link] cessário para realizar atualizações e para baixar e aproveitar alguns
-[Link] recursos. Uma conta Microsoft também é necessária.
Por fim, concluímos que o Windows 11 melhorou a experiência
de usuário e o desempenho através da introdução de nova tecnolo-
CONHECIMENTOS SOBRE SISTEMA OPERACIONAL gias e implementações funcionais no sistema.
WINDOWS 11: CONCEITOS GERAIS, PRINCIPAIS UTILI-
TÁRIOS, CONFIGURAÇÕES
MS OFFICE 2019 BR (OU POSTERIOR) E LIBRE OFFICE 7
(OU POSTERIOR)
O Windows 11 foi desenvolvido pela Microsoft e anunciado em
24 de junho de 2021, tendo sido lançado em foi em 5 de outubro
de 2021. Microsoft Office
Nele temos novos recursos e novas tecnologias e uma atuali-
zação gratuita para usuários que já possuem o Windows 10 devida-
mente registrado.
Mudanças Visuais
— Nova barra de tarefas centralizada, é possível descentralizar
esta barra se desejado;
— As janelas são arredondadas;
— Restruturação do menu iniciar;
— O Windows 11 possui vários Widgets (tipo de atalho para um
determinado aplicativo que oferece valor ao usuário: informações
sobre a temperatura, mapas, etc.)
— Introdução da tecnologia DirectStorage: Esta tecnologia pro-
mete o carregamento mais rápido, aproveitando a tecnologia SSD;
— Possibilidade da Instalação de aplicativos de celulares;
— O sistema permite a criação de várias áreas de trabalho.
8
INFORMÁTICA BÁSICA
Word • Formatação de letras (Tipos e Tamanho)
O Word é um editor de textos amplamente utilizado. Com ele Presente em Fonte, na área de ferramentas no topo da área de
podemos redigir cartas, comunicações, livros, apostilas, etc. Vamos trabalho, é neste menu que podemos formatar os aspectos básicos
então apresentar suas principais funcionalidades. de nosso texto. Bem como: tipo de fonte, tamanho (ou pontuação),
se será maiúscula ou minúscula e outros itens nos recursos auto-
• Área de trabalho do Word máticos.
Nesta área podemos digitar nosso texto e formata-lo de acordo
com a necessidade.
Tipo de letra
Tamanho
Limpa a formatação
• Marcadores
Muitas vezes queremos organizar um texto em tópicos da se-
guinte forma:
• Alinhamentos
Ao digitar um texto, frequentemente temos que alinhá-lo para • Outros Recursos interessantes:
atender às necessidades. Na tabela a seguir, verificamos os alinha-
mentos automáticos disponíveis na plataforma do Word. GUIA ÍCONE FUNÇÃO
- Mudar
GUIA PÁGINA TECLA DE Forma
ALINHAMENTO
INICIAL ATALHO Página - Mudar cor
Justificar (arruma a direito inicial de Fundo
e a esquerda de acordo Ctrl + J - Mudar cor
com a margem do texto
9
INFORMÁTICA BÁSICA
• Formatação células
Verificação e
Revisão correção ortográ-
fica
Arquivo Salvar
Excel
O Excel é um editor que permite a criação de tabelas para cál-
culos automáticos, análise de dados, gráficos, totais automáticos,
dentre outras funcionalidades importantes, que fazem parte do dia
a dia do uso pessoal e empresarial.
São exemplos de planilhas:
– Planilha de vendas;
– Planilha de custos.
PowerPoint
O PowerPoint é um editor que permite a criação de apresenta-
ções personalizadas para os mais diversos fins. Existem uma série
de recursos avançados para a formatação das apresentações, aqui
– Podemos também ter o intervalo A1..B3 veremos os princípios para a utilização do aplicativo.
10
INFORMÁTICA BÁSICA
Nesta tela já podemos aproveitar a área interna para escre-
ver conteúdos, redimensionar, mover as áreas delimitadas ou até
mesmo excluí-las. No exemplo a seguir, perceba que já movemos as
caixas, colocando um título na superior e um texto na caixa inferior,
também alinhamos cada caixa para ajustá-las melhor.
11
INFORMÁTICA BÁSICA
O Office 2013 conta com uma grande integração com a nuvem, • Atualizações no PowerPoint
desta forma documentos, configurações pessoais e aplicativos po- – O PowerPoint 2016 manteve as funcionalidades dos ante-
dem ser gravados no Skydrive, permitindo acesso através de smar- riores, agora com uma maior integração com dispositivos moveis,
tfones diversos. além de ter aumentado o número de templates melhorado a ques-
tão do compartilhamento dos arquivos;
• Atualizações no Word – O PowerPoint 2016 também permite a inserção de objetos
– O visual foi totalmente aprimorado para permitir usuários 3D na apresentação.
trabalhar com o toque na tela (TouchScreen);
– As imagens podem ser editadas dentro do documento; Office 2019
– O modo leitura foi aprimorado de modo que textos extensos O OFFICE 2019 manteve a mesma linha da Microsoft, não hou-
agora ficam disponíveis em colunas, em caso de pausa na leitura; ve uma mudança tão significativa. Agora temos mais modelos em
– Pode-se iniciar do mesmo ponto parado anteriormente; 3D, todos os aplicativos estão integrados como dispositivos sensí-
– Podemos visualizar vídeos dentro do documento, bem como veis ao toque, o que permite que se faça destaque em documentos.
editar PDF(s).
• Atualizações no Word
• Atualizações no Excel – Houve o acréscimo de ícones, permitindo assim um melhor
– Além de ter uma navegação simplificada, um novo conjunto desenvolvimento de documentos;
de gráficos e tabelas dinâmicas estão disponíveis, dando ao usuário
melhores formas de apresentar dados.
– Também está totalmente integrado à nuvem Microsoft.
• Atualizações no PowerPoint
– O visual teve melhorias significativas, o PowerPoint do Offi-
ce2013 tem um grande número de templates para uso de criação
de apresentações profissionais;
– O recurso de uso de múltiplos monitores foi aprimorado;
– Um recurso de zoom de slide foi incorporado, permitindo o
destaque de uma determinada área durante a apresentação;
– No modo apresentador é possível visualizar o próximo slide
antecipadamente;
– Estão disponíveis também o recurso de edição colaborativa
de apresentações.
Office 2016
O Office 2016 foi um sistema concebido para trabalhar junta-
mente com o Windows 10. A grande novidade foi o recurso que
permite que várias pessoas trabalhem simultaneamente em um – Outro recurso que foi implementado foi o “Ler em voz alta”.
mesmo projeto. Além disso, tivemos a integração com outras fer- Ao clicar no botão o Word vai ler o texto para você.
ramentas, tais como Skype. O pacote Office 2016 também roda em
smartfones de forma geral.
• Atualizações no Word
– No Word 2016 vários usuários podem trabalhar ao mesmo
tempo, a edição colaborativa já está presente em outros produtos,
mas no Word agora é real, de modo que é possível até acompanhar
quando outro usuário está digitando;
– Integração à nuvem da Microsoft, onde se pode acessar os
documentos em tablets e smartfones;
– É possível interagir diretamente com o Bing (mecanismo de
pesquisa da Microsoft, semelhante ao Google), para utilizar a pes-
quisa inteligente;
– É possível escrever equações como o mouse, caneta de to-
que, ou com o dedo em dispositivos touchscreen, facilitando assim
a digitação de equações.
• Atualizações no Excel
– O Excel do Office 2016 manteve as funcionalidades dos ante-
riores, mas agora com uma maior integração com dispositivos mó-
veis, além de ter aumentado o número de gráficos e melhorado a
questão do compartilhamento dos arquivos.
12
INFORMÁTICA BÁSICA
• Atualizações no Excel Office 365
– Foram adicionadas novas fórmulas e gráficos. Tendo como O Office 365 é uma versão que funciona como uma assinatura
destaque o gráfico de mapas que permite criar uma visualização de semelhante ao Netflix e Spotif. Desta forma não se faz necessário
algum mapa que deseja construir. sua instalação, basta ter uma conexão com a internet e utilizar o
Word, Excel e PowerPoint.
Observações importantes:
– Ele é o mais atualizado dos OFFICE(s), portanto todas as me-
lhorias citadas constam nele;
– Sua atualização é frequente, pois a própria Microsoft é res-
ponsável por isso;
– No nosso caso o Word, Excel e PowerPoint estão sempre atu-
alizados.
LIBREOFFICE OU BROFFICE
• Atualizações no PowerPoint
– Foram adicionadas a ferramenta transformar e a ferramenta
de zoom facilitando assim o desenvolvimento de apresentações;
– Inclusão de imagens 3D na apresentação.
LibreOffice Writer
O Writer é um editor de texto semelhante ao Word embutido
na suíte LibreOffice, com ele podemos redigir cartas, livros, aposti-
las e comunicações em geral.
Vamos então detalhar as principais funcionalidades.
13
INFORMÁTICA BÁSICA
Área de trabalho do Writer Formatação de letras (Tipos e Tamanho)
Nesta área podemos digitar nosso texto e formatá-lo de acordo
com a necessidade. Suas configurações são bastante semelhantes
às do conhecido Word, e é nessa área de trabalho que criaremos
nossos documentos.
GUIA PÁGINA INICIAL FUNÇÃO
Tipo de letra
Tamanho da letra
Itálico
Sublinhado
Iniciando um novo documento
Taxado
Sobrescrito
Subescrito
OU
Alinhamentos
Ao digitar um texto frequentemente temos que alinhá-lo para
atender as necessidades do documento em que estamos trabalha- Outros Recursos interessantes:
mos, vamos tratar um pouco disso a seguir:
ÍCONE FUNÇÃO
Mudar cor de Fundo
Mudar cor do texto
Inserir Tabelas
Inserir Imagens
GUIA PÁGINA Inserir Gráficos
ALINHAMENTO TECLA DE ATALHO
INCIAL Inserir Caixa de Texto
Alinhamento a Verificação e correção ortográfica
Control + L
esquerda
Centralizar o texto Control + E Salvar
14
INFORMÁTICA BÁSICA
Área de trabalho do CALC Cálculos automáticos
Nesta área podemos digitar nossos dados e formatá-los de Além das organizações básicas de planilha, o Calc permite a
acordo com a necessidade, utilizando ferramentas bastante seme- criação de tabelas para cálculos automáticos e análise de dados e
lhantes às já conhecidas do Office. gráficos totais.
São exemplos de planilhas CALC.
— Planilha para cálculos financeiros.
— Planilha de vendas
— Planilha de custos
GUIA PÁGINA INICIAL FUNÇÃO A unidade central de uma planilha eletrônica é a célula que
nada mais é que o cruzamento entre a linha e a coluna. Neste exem-
plo coluna A, linha 2 ( Célula A2 )
Tipo de letra
Podemos também ter o intervalo A1..B3
Tamanho da letra
Aumenta / diminui
tamanho
Itálico
Cor da Fonte
ÍCONE FUNÇÃO
Ordenar Para inserirmos dados basta posicionarmos o cursor na célula e
Ordenar em ordem digitarmos, a partir daí iniciamos a criação da planilha.
crescente
Auto Filtro
Inserir Caixa de Texto
Inserir imagem
Inserir gráfico
Verificação e correção
ortográfica
Salvar
15
INFORMÁTICA BÁSICA
Formatação células
Fórmulas básicas
— SOMA
A função SOMA faz uma soma de um intervalo de células. Por
exemplo, para somar números de B2 até B6 temos
=SOMA(B2;B6)
— MÉDIA
A função média faz uma média de um intervalo de células. Por
exemplo, para calcular a média de B2 até B6 temos Formatação dos textos:
=MÉDIA(B2;B6)
LibreOffice impress
O IMPRESS é o editor de apresentações semelhante ao Power-
Point na suíte LibreOffice, com ele podemos redigir apresentações
para diversas finalidades.
São exemplos de apresentações IMPRESS.
— Apresentação para uma reunião;
— Apresentação para uma aula;
— Apresentação para uma palestra.
16
INFORMÁTICA BÁSICA
Outros Recursos interessantes: Percebemos agora que temos uma apresentação com dois sli-
des padronizados, bastando agora alterá-los com os textos corre-
ÍCONE FUNÇÃO tos. Além de copiar podemos movê-los de uma posição para outra,
trocando a ordem dos slides ou mesmo excluindo quando se fizer
Inserir Tabelas necessário.
Inserir Imagens
Inserir Gráficos Transições
Inserir Caixa de Texto Um recurso amplamente utilizado é o de inserir as transições,
que é a maneira como os itens dos slides vão surgir na apresenta-
Verificação e correção
ção. No canto direito, conforme indicado a seguir, podemos selecio-
ortográfica
nar a transição desejada:
Salvar
17
INFORMÁTICA BÁSICA
O protocolo TCP/IP acabou se tornando um padrão, inclusive
INTERNET: CONCEITOS GERAIS E FUNCIONAMEN- para redes locais, como a maioria das redes corporativas hoje tem
TO. ENDEREÇAMENTO DE RECURSOS. NAVEGAÇÃO acesso Internet, usar TCP/IP resolve a rede local e também o acesso
SEGURA: CUIDADOS, AMEAÇAS, USO DE SENHAS E externo.
CRIPTOGRAFIA. TOKENS E OUTROS DISPOSITIVOS DE
SEGURANÇA. NAVEGADORES (BROWSERS) E SUAS TCP / IP
PRINCIPAIS FUNÇÕES. GOOGLE CHROME. FIREFOX. Sigla de Transmission Control Protocol/Internet Protocol (Pro-
INTERNET EXPLORER: BUSCAS, SALVA DE PÁGINAS, tocolo de Controle de Transmissão/Protocolo Internet).
CACHE E CONFIGURAÇÕES. E-MAIL: UTILIZAÇÃO E Embora sejam dois protocolos, o TCP e o IP, o TCP/IP aparece
CONFIGURAÇÕES USUAIS nas literaturas como sendo:
- O protocolo principal da Internet;
- O protocolo padrão da Internet;
Internet - O protocolo principal da família de protocolos que dá suporte
A Internet é uma rede mundial de computadores interligados ao funcionamento da Internet e seus serviços.
através de linhas de telefone, linhas de comunicação privadas, ca-
bos submarinos, canais de satélite, etc15. Ela nasceu em 1969, nos Considerando ainda o protocolo TCP/IP, pode-se dizer que:
Estados Unidos. Interligava originalmente laboratórios de pesquisa A parte TCP é responsável pelos serviços e a parte IP é respon-
e se chamava ARPAnet (ARPA: Advanced Research Projects Agency). sável pelo roteamento (estabelece a rota ou caminho para o trans-
Com o passar do tempo, e com o sucesso que a rede foi tendo, o nú- porte dos pacotes).
mero de adesões foi crescendo continuamente. Como nesta época,
o computador era extremamente difícil de lidar, somente algumas Domínio
instituições possuíam internet. Se não fosse o conceito de domínio quando fossemos acessar
No entanto, com a elaboração de softwares e interfaces cada um determinado endereço na web teríamos que digitar o seu en-
vez mais fáceis de manipular, as pessoas foram se encorajando a dereço IP. Por exemplo: para acessar o site do Google ao invés de
participar da rede. O grande atrativo da internet era a possibilida- você digitar [Link] você teria que digitar um número IP
de de se trocar e compartilhar ideias, estudos e informações com – [Link].
outras pessoas que, muitas vezes nem se conhecia pessoalmente. É através do protocolo DNS (Domain Name System), que é pos-
sível associar um endereço de um site a um número IP na rede.
Conectando-se à Internet O formato mais comum de um endereço na Internet é algo como
Para se conectar à Internet, é necessário que se ligue a uma [Link] em que:
rede que está conectada à Internet. Essa rede é de um provedor de www: (World Wide Web): convenção que indica que o ende-
acesso à internet. Assim, para se conectar você liga o seu computa- reço pertence à web.
dor à rede do provedor de acesso à Internet; isto é feito por meio empresa: nome da empresa ou instituição que mantém o ser-
de um conjunto como modem, roteadores e redes de acesso (linha viço.
telefônica, cabo, fibra-ótica, wireless, etc.). com: indica que é comercial.
br: indica que o endereço é no Brasil.
World Wide Web
A web nasceu em 1991, no laboratório CERN, na Suíça. Seu URL
criador, Tim Berners-Lee, concebeu-a unicamente como uma lin- Um URL (de Uniform Resource Locator), em português, Locali-
guagem que serviria para interligar computadores do laboratório e zador-Padrão de Recursos, é o endereço de um recurso (um arqui-
outras instituições de pesquisa, e exibir documentos científicos de vo, uma impressora etc.), disponível em uma rede; seja a Internet,
forma simples e fácil de acessar. ou uma rede corporativa, uma intranet.
Hoje é o segmento que mais cresce. A chave do sucesso da Uma URL tem a seguinte estrutura: protocolo://máquina/ca-
World Wide Web é o hipertexto. Os textos e imagens são interli- minho/recurso.
gados por meio de palavras-chave, tornando a navegação simples
e agradável. HTTP
É o protocolo responsável pelo tratamento de pedidos e res-
Protocolo de comunicação postas entre clientes e servidor na World Wide Web. Os endereços
Transmissão e fundamentalmente por um conjunto de proto- web sempre iniciam com http:// (http significa Hypertext Transfer
colos encabeçados pelo TCP/IP. Para que os computadores de uma Protocol, Protocolo de transferência hipertexto).
rede possam trocar informações entre si é necessário que todos os
computadores adotem as mesmas regras para o envio e o recebi- Hipertexto
mento de informações. Este conjunto de regras é conhecido como São textos ou figuras que possuem endereços vinculados a
Protocolo de Comunicação. No protocolo de comunicação estão de- eles. Essa é a maneira mais comum de navegar pela web.
finidas todas as regras necessárias para que o computador de desti-
no, “entenda” as informações no formato que foram enviadas pelo Navegadores
computador de origem. Um navegador de internet é um programa que mostra informa-
Existem diversos protocolos, atualmente a grande maioria das ções da internet na tela do computador do usuário.
redes utiliza o protocolo TCP/IP já que este é utilizado também na Além de também serem conhecidos como browser ou web
Internet. browser, eles funcionam em computadores, notebooks, dispositi-
vos móveis, aparelhos portáteis, videogames e televisores conec-
tados à internet.
15 [Link]
Avan%[Link]
18
INFORMÁTICA BÁSICA
Um navegador de internet condiciona a estrutura de um site – Central de Ajuda: espaço para verificar a versão instalada do
e exibe qualquer tipo de conteúdo na tela da máquina usada pelo navegador e artigos (geralmente em inglês, embora também exis-
internauta. tam em português) de como realizar tarefas ou ações específicas
Esse conteúdo pode ser um texto, uma imagem, um vídeo, um no navegador.
jogo eletrônico, uma animação, um aplicativo ou mesmo servidor.
Ou seja, o navegador é o meio que permite o acesso a qualquer Firefox, Internet Explorer, Google Chrome, Safari e Opera são
página ou site na rede. alguns dos navegadores mais utilizados atualmente. Também co-
Para funcionar, um navegador de internet se comunica com nhecidos como web browsers ou, simplesmente, browsers, os na-
servidores hospedados na internet usando diversos tipos de pro- vegadores são uma espécie de ponte entre o usuário e o conteúdo
tocolos de rede. Um dos mais conhecidos é o protocolo HTTP, que virtual da Internet.
transfere dados binários na comunicação entre a máquina, o nave- Internet Explorer
gador e os servidores. Lançado em 1995, vem junto com o Windows, está sendo
substituído pelo Microsoft Edge, mas ainda está disponível como
Funcionalidades de um Navegador de Internet segundo navegador, pois ainda existem usuários que necessitam de
A principal funcionalidade dos navegadores é mostrar para o algumas tecnologias que estão no Internet Explorer e não foram
atualizadas no Edge.
usuário uma tela de exibição através de uma janela do navegador.
Já foi o mais navegador mais utilizado do mundo, mas hoje per-
Ele decodifica informações solicitadas pelo usuário, através de
deu a posição para o Google Chrome e o Mozilla Firefox.
códigos-fonte, e as carrega no navegador usado pelo internauta.
Ou seja, entender a mensagem enviada pelo usuário, solicitada
através do endereço eletrônico, e traduzir essa informação na tela
do computador. É assim que o usuário consegue acessar qualquer
site na internet.
O recurso mais comum que o navegador traduz é o HTML, uma
linguagem de marcação para criar páginas na web e para ser inter-
pretado pelos navegadores.
Eles também podem reconhecer arquivos em formato PDF,
imagens e outros tipos de dados. Principais recursos do Internet Explorer:
Essas ferramentas traduzem esses tipos de solicitações por – Transformar a página num aplicativo na área de trabalho,
meio das URLs, ou seja, os endereços eletrônicos que digitamos na permitindo que o usuário defina sites como se fossem aplicativos
parte superior dos navegadores para entrarmos numa determinada instalados no PC. Através dessa configuração, ao invés de apenas
página. manter os sites nos favoritos, eles ficarão acessíveis mais facilmente
Abaixo estão outros recursos de um navegador de internet: através de ícones.
– Barra de Endereço: é o espaço em branco que fica localiza- – Gerenciador de downloads integrado.
do no topo de qualquer navegador. É ali que o usuário deve digitar – Mais estabilidade e segurança.
a URL (ou domínio ou endereço eletrônico) para acessar qualquer – Suporte aprimorado para HTML5 e CSS3, o que permite uma
página na web. navegação plena para que o internauta possa usufruir dos recursos
– Botões de Início, Voltar e Avançar: botões clicáveis básicos implementados nos sites mais modernos.
que levam o usuário, respectivamente, ao começo de abertura do – Com a possibilidade de adicionar complementos, o navega-
navegador, à página visitada antes ou à página visitada seguinte. dor já não é apenas um programa para acessar sites. Dessa forma, é
– Favoritos: é a aba que armazena as URLs de preferência do possível instalar pequenos aplicativos que melhoram a navegação e
usuário. Com um único simples, o usuário pode guardar esses en- oferecem funcionalidades adicionais.
dereços nesse espaço, sendo que não existe uma quantidade limite – One Box: recurso já conhecido entre os usuários do Google
de links. É muito útil para quando você quer acessar as páginas mais Chrome, agora está na versão mais recente do Internet Explorer.
Através dele, é possível realizar buscas apenas informando a pala-
recorrentes da sua rotina diária de tarefas.
vra-chave digitando-a na barra de endereços.
– Atualizar: botão básico que recarrega a página aberta naque-
le momento, atualizando o conteúdo nela mostrado. Serve para
Microsoft Edge
mostrar possíveis edições, correções e até melhorias de estrutura
Da Microsoft, o Edge é a evolução natural do antigo Explorer16.
no visual de um site. Em alguns casos, é necessário limpar o cache O navegador vem integrado com o Windows 10. Ele pode receber
para mostrar as atualizações. aprimoramentos com novos recursos na própria loja do aplicativo.
– Histórico: opção que mostra o histórico de navegação do Além disso, a ferramenta otimiza a experiência do usuário con-
usuário usando determinado navegador. É muito útil para recupe- vertendo sites complexos em páginas mais amigáveis para leitura.
rar links, páginas perdidas ou revisitar domínios antigos. Pode ser
apagado, caso o usuário queira.
– Gerenciador de Downloads: permite administrar os downlo-
ads em determinado momento. É possível ativar, cancelar e pausar
por tempo indeterminado. É um maior controle na usabilidade do
navegador de internet.
– Extensões: já é padrão dos navegadores de internet terem
um mecanismo próprio de extensões com mais funcionalidades.
Com alguns cliques, é possível instalar temas visuais, plug-ins com
novos recursos (relógio, notícias, galeria de imagens, ícones, entre
outros. 16 [Link]
19
INFORMÁTICA BÁSICA
Outras características do Edge são: Opera
– Experiência de navegação com alto desempenho. Um dos primeiros navegadores existentes, o Opera segue evo-
– Função HUB permite organizar e gerenciar projetos de qual- luindo como um dos melhores navegadores de internet.
quer lugar conectado à internet. Ele entrega uma interface limpa, intuitiva e agradável de usar.
– Funciona com a assistente de navegação Cortana. Além disso, a ferramenta também é leve e não prejudica a qualida-
– Disponível em desktops e mobile com Windows 10. de da experiência do usuário.
– Não é compatível com sistemas operacionais mais antigos.
Firefox
Um dos navegadores de internet mais populares, o Firefox é
conhecido por ser flexível e ter um desempenho acima da média.
Desenvolvido pela Fundação Mozilla, é distribuído gratuita-
mente para usuários dos principais sistemas operacionais. Ou seja,
mesmo que o usuário possua uma versão defasada do sistema ins-
talado no PC, ele poderá ser instalado.
Google Chorme
É possível instalar o Google Chrome nas principais versões do
sistema operacional Windows e também no Linux e Mac.
O Chrome é o navegador de internet mais usado no mundo.
É, também, um dos que têm melhor suporte a extensões, maior
compatibilidade com uma diversidade de dispositivos e é bastante
convidativo à navegação simplificada.
20
INFORMÁTICA BÁSICA
Intranet — Central de Ajuda: Espaço para verificar a versão instalada do
A intranet é uma rede de computadores privada que assenta navegador e artigos (geralmente em inglês, embora também exis-
sobre a suíte de protocolos da Internet, porém, de uso exclusivo de tam em português) de como realizar tarefas ou ações específicas
um determinado local, como, por exemplo, a rede de uma empresa, no navegador.
que só pode ser acessada pelos seus utilizadores ou colaboradores
internos17. • As Funcionalidades de um Navegador de Internet
Pelo fato, a sua aplicação a todos os conceitos emprega-se à A principal funcionalidade dos navegadores é mostrar para o
intranet, como, por exemplo, o paradigma de cliente-servidor. Para usuário uma tela de exibição através de uma janela do navegador.
tal, a gama de endereços IP reservada para esse tipo de aplicação Ele decodifica informações solicitadas pelo usuário, através de códi-
situa-se entre [Link] até [Link]. gos-fonte, e as carrega no navegador usado pelo internauta.
Dentro de uma empresa, todos os departamentos possuem O recurso mais comum que o navegador traduz é o HTML, uma
alguma informação que pode ser trocada com os demais setores, linguagem de marcação para criar páginas na web e para ser inter-
podendo cada sessão ter uma forma direta de se comunicar com as pretado pelos navegadores.
demais, o que se assemelha muito com a conexão LAN (Local Area Eles também podem reconhecer arquivos em formato PDF,
Network), que, porém, não emprega restrições de acesso. imagens e outros tipos de dados.
A intranet é um dos principais veículos de comunicação em cor-
porações. Por ela, o fluxo de dados (centralização de documentos, • Microsoft Edge versão 91
formulários, notícias da empresa, etc.) é constante, pretendendo O Edge é o navegador padrão do Windows 10, que é desenvol-
reduzir os custos e ganhar velocidade na divulgação e distribuição vido pela Microsoft usando o mesmo motor do Chrome. Ele é a evo-
de informações. lução natural do antigo Explorer. Além disso, a ferramenta otimiza
Apesar do seu uso interno, acessando aos dados corporativos, a experiência do usuário convertendo sites complexos em páginas
a intranet permite que computadores localizados numa filial, se co- mais amigáveis para leitura.
nectados à internet com uma senha, acessem conteúdos que este-
jam na sua matriz. Ela cria um canal de comunicação direto entre Outras características do Edge são:
a empresa e os seus funcionários/colaboradores, tendo um ganho - Experiência de navegação com alto desempenho;
significativo em termos de segurança. - Função HUB permite organizar e gerenciar projetos de qual-
quer lugar conectado à internet;
Microsoft Edge versão 91 - Funciona com a assistente de navegação Cortana;
Um navegador de internet é um programa que mostra informa- - Disponível em desktops e mobile com Windows 10;
ções da internet na tela do computador do usuário. São conhecidos - Não é compatível com sistemas operacionais mais antigos.
como browser ou web browser, e funcionam em computadores,
notebooks, dispositivos móveis, aparelhos portáteis, videogames e A versão estável de número 91 do programa, além de trazer
televisores conectados à internet. funções melhoradas, é a versão mais rápida de seu navegador de-
Um navegador de internet condiciona a estrutura de um site senvolvida até hoje para Windows 10.
e exibe qualquer tipo de conteúdo na tela da máquina usada pelo
internauta. • Principais ferramentas da versão 91
— Barra de Endereço: É o espaço em branco que fica localiza- — Mais opções de personalização
do no topo de qualquer navegador. É ali que o usuário deve digitar Suporte para temas, mas agora é possível personalizá-lo ainda
a URL (ou domínio ou endereço eletrônico) para acessar qualquer mais. Na opção “Aparência” encontrada em suas “Configurações”,
página na web. o próprio Edge passou a trazer mais opções temas coloridos para
— Botões de Início, Voltar e Avançar: Botões clicáveis básicos mudar a sua interface.
que levam o usuário, respectivamente, ao começo de abertura do
navegador, à página visitada antes ou à página visitada seguinte.
— Favoritos: É a aba que armazena as URLs de preferência do
usuário.
— Atualizar: Botão básico que recarrega a página aberta na-
quele momento, atualizando o conteúdo nela mostrado.
— Histórico: Opção que mostra o histórico de navegação do
usuário usando determinado navegador. É muito útil para recuperar
links, páginas perdidas ou revisitar domínios antigos. Pode ser apa-
gado, caso o usuário queira.
— Gerenciador de Downloads: Permite administrar os downlo-
ads em determinado momento. É possível ativar, cancelar e pausar
por tempo indeterminado.
— Extensões: Já é padrão dos navegadores de internet terem
um mecanismo próprio de extensões com mais funcionalidades.
Com alguns cliques, é possível instalar temas visuais, plugins com
novos recursos (relógio, notícias, galeria de imagens, ícones, entre
outros.
17 [Link]
-ferramentas-aplicativos-e-procedimentos-de-internet-e-intranet-par-
te-2/
21
INFORMÁTICA BÁSICA
Versão 78.0esr, oferecida pela primeira vez aos usuários do canal ESR em 30 de junho de 2020. O Firefox 78 ESR inclui todos os apri-
moramentos desde o Firefox 68, juntamente com muitos novos recursos para tornar suas implantações corporativas mais fáceis e ainda
mais flexíveis.
22
INFORMÁTICA BÁSICA
Alguns dos destaques da nova Versão de Suporte Estendido Para enviar um e-mail, o usuário deve possuir um cliente de
são: e-mail que é um programa que permite escrever, enviar e receber
— Modo quiosque; e-mails conectando-se com a máquina servidora de e-mail. Inicial-
— Certificados de cliente; mente, um usuário que deseja escrever seu e-mail, deve escrever
— As APIs service Worker e Push estão agora habilitadas; sua mensagem de forma textual no editor oferecido pelo cliente
— O recurso Block Autoplay está ativado; de e-mail e endereçar este e-mail para um destinatário que possui
— Suporte de imagem na imagem; o formato “nome@[Link]“. Quando clicamos em enviar,
— Exibir e gerenciar certificados web em cerca de certificado. nosso cliente de e-mail conecta-se com o servidor de e-mail, comu-
nicando-se com o programa SMTP, entregando a mensagem a ser
Além do mais ele adiciona a capacidade de abrir documentos enviada. A mensagem é dividida em duas partes: o nome do desti-
PDF baixados diretamente no Firefox através de uma nova opção natário (nome antes do @) e o domínio, i.e., a máquina servidora
que aparecerá em novos downloads de PDF. Há várias melhorias de e-mail do destinatário (endereço depois do @). Com o domínio,
no mecanismo Gecko, a capacidade de definir a posição da janela o servidor SMTP resolve o DNS, obtendo o endereço IP do servi-
na linha de comando e uma Visualização do Leitor renovada que dor do e-mail do destinatário e comunicando-se com o programa
corresponde à interface do usuário do Photon. SMTP deste servidor, perguntando se o nome do destinatário existe
O Firefox agora pode restaurar várias abas fechadas através da naquele servidor. Se existir, a mensagem do remetente é entregue
opção Desfazer abas fechadas após uma operação de várias abas, ao servidor POP3 ou IMAP, que armazena a mensagem na caixa de
permite que os usuários desativem os Top Sites em foco por meio e-mail do destinatário.
de uma nova opção em about:preferences e adiciona suporte ao Ações no correio eletrônico
recurso link rel=”preload”recurso de desempenho da web. Independente da tecnologia e recursos empregados no correio
eletrônico, em geral, são implementadas as seguintes funções:
E-mail – Caixa de Entrada: caixa postal onde ficam todos os e-mails
O e-mail revolucionou o modo como as pessoas recebem men- recebidos pelo usuário, lidos e não-lidos.
sagem atualmente18. Qualquer pessoa que tenha um e-mail pode – Lixeira: caixa postal onde ficam todos os e-mails descarta-
mandar uma mensagem para outra pessoa que também tenha dos pelo usuário, realizado pela função Apagar ou por um ícone de
e-mail, não importando a distância ou a localização. Lixeira. Em geral, ao descartar uma mensagem ela permanece na
Um endereço de correio eletrônico obedece à seguinte estru- lixeira, mas não é descartada, até que o usuário decida excluir as
tura: à esquerda do símbolo @ (ou arroba) fica o nome ou apelido mensagens definitivamente (este é um processo de segurança para
do usuário, à direita fica o nome do domínio que fornece o acesso. garantir que um usuário possa recuperar e-mails apagados por en-
O resultado é algo como: gano). Para apagar definitivamente um e-mail é necessário entrar,
de tempos em tempos, na pasta de lixeira e descartar os e-mails
maria@[Link] existentes.
– Nova mensagem: permite ao usuário compor uma mensa-
Atualmente, existem muitos servidores de webmail – correio gem para envio. Os campos geralmente utilizados são:
eletrônico – na Internet, como o Gmail e o Outlook. – Para: designa a pessoa para quem será enviado o e-mail. Em
Para possuir uma conta de e-mail nos servidores é necessário geral, pode-se colocar mais de um destinatário inserindo os e-mails
preencher uma espécie de cadastro. Geralmente existe um conjun- de destino separados por ponto-e-vírgula.
to de regras para o uso desses serviços. – CC (cópia carbono): designa pessoas a quem também repas-
samos o e-mail, ainda que elas não sejam os destinatários principais
Correio Eletrônico da mensagem. Funciona com o mesmo princípio do Para.
Este método utiliza, em geral, uma aplicação (programa de cor- – CCo (cópia carbono oculta): designa pessoas a quem repas-
reio eletrônico) que permite a manipulação destas mensagens e um samos o e-mail, mas diferente da cópia carbono, quando os destina-
protocolo (formato de comunicação) de rede que permite o envio tários principais abrirem o e-mail não saberão que o e-mail também
e recebimento de mensagens19. Estas mensagens são armazenadas foi repassado para os e-mails determinados na cópia oculta.
no que chamamos de caixa postal, as quais podem ser manipuladas – Assunto: título da mensagem.
por diversas operações como ler, apagar, escrever, anexar, arquivos – Anexos: nome dado a qualquer arquivo que não faça parte
e extração de cópias das mensagens. da mensagem principal e que seja vinculada a um e-mail para envio
ao usuário. Anexos, comumente, são o maior canal de propagação
Funcionamento básico de correio eletrônico de vírus e malwares, pois ao abrirmos um anexo, obrigatoriamente
Essencialmente, um correio eletrônico funciona como dois pro- ele será “baixado” para nosso computador e executado. Por isso,
gramas funcionando em uma máquina servidora: recomenda-se a abertura de anexos apenas de remetentes confiá-
– Servidor SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): protocolo de veis e, em geral, é possível restringir os tipos de anexos que podem
transferência de correio simples, responsável pelo envio de men- ser recebidos através de um e-mail para evitar propagação de vírus
sagens. e pragas. Alguns antivírus permitem analisar anexos de e-mails an-
– Servidor POP3 (Post Office Protocol – protocolo Post Office) tes que sejam executados: alguns serviços de webmail, como por
ou IMAP (Internet Mail Access Protocol): protocolo de acesso de exemplo, o Gmail, permitem analisar preliminarmente se um anexo
correio internet), ambos protocolos para recebimento de mensa- contém arquivos com malware.
gens.
18 [Link]
Avan%[Link]
19 [Link]
-webmail-e-mozilla-thunderbird/
23
INFORMÁTICA BÁSICA
– Filtros: clientes de e-mail e webmails comumente fornecem a função de filtro. Filtros são regras que escrevemos que permitem
que, automaticamente, uma ação seja executada quando um e-mail cumpre esta regra. Filtros servem assim para realizar ações simples e
padronizadas para tornar mais rápida a manipulação de e-mails. Por exemplo, imagine que queremos que ao receber um e-mail de “joao@
[Link]”, este e-mail seja diretamente descartado, sem aparecer para nós. Podemos escrever uma regra que toda vez que um e-mail
com remetente “joao@[Link]” chegar em nossa caixa de entrada, ele seja diretamente excluído.
20
Clientes de E-mail
Um cliente de e-mail é essencialmente um programa de computador que permite compor, enviar e receber e-mails a partir de um ser-
vidor de e-mail, o que exige cadastrar uma conta de e-mail e uma senha para seu correto funcionamento. Há diversos clientes de e-mails
no mercado que, além de manipular e-mails, podem oferecer recursos diversos.
– Outlook: cliente de e-mails nativo do sistema operacional Microsoft Windows. A versão Express é uma versão mais simplificada e
que, em geral, vem por padrão no sistema operacional Windows. Já a versão Microsoft Outlook é uma versão que vem no pacote Microsoft
Office possui mais recursos, incluindo, além de funções de e-mail, recursos de calendário.
– Mozilla Thunderbird: é um cliente de e-mails e notícias Open Source e gratuito criado pela Mozilla Foundation (mesma criadora do
Mozilla Firefox).
Webmails
Webmail é o nome dado a um cliente de e-mail que não necessita de instalação no computador do usuário, já que funciona como uma
página de internet, bastando o usuário acessar a página do seu provedor de e-mail com seu login e senha. Desta forma, o usuário ganha
mobilidade já que não necessita estar na máquina em que um cliente de e-mail está instalado para acessar seu e-mail. A desvantagem da
utilização de webmails em comparação aos clientes de e-mail é o fato de necessitarem de conexão de Internet para leitura dos e-mails,
enquanto nos clientes de e-mail basta a conexão para “baixar” os e-mails, sendo que a posterior leitura pode ser realizada desconectada
da Internet.
Exemplos de servidores de webmail do mercado são:
– Gmail
– Yahoo!Mail
– Microsoft Outlook: versão on-line do Outlook. Anteriormente era conhecido como Hotmail, porém mudou de nome quando a Mi-
crosoft integrou suas diversas tecnologias.
20 [Link]
24
INFORMÁTICA BÁSICA
21
21 [Link]
22 [Link]
25
INFORMÁTICA BÁSICA
Upload
O termo upload faz referência a operação inversa a do downlo-
ad, isto é, ao envio de conteúdo à Internet.
26
INFORMÁTICA BÁSICA
Iniciação Entre as atividades que encerram um projeto, podemos des-
Nessa primeira fase, deve-se tomar ciência de todas as infor- tacar:
mações essenciais, ou seja, equipe e gestor devem conhecer as res- - a assinatura do termo de aceite (documento que permite o
trições de qualidade, de tempo e de custo que afetam a realização encerramento da proposta, isentando a empresa de responsabili-
do projeto. Lembrando que, durante a iniciação, é importante não dade futuras);
só saber como também registrar essas premissas e limitações, com- - o registro das lições aprendidas (que nada mais é que a docu-
binado? mentação das experiências relevantes que contribuirão para futu-
A preocupação deve recair, sobretudo, no entendimento ma- ros planejamentos similares).
cro, com o gestor buscando conhecer as influências que interferem Então, o que é gestão de projetos?
de um modo geral — e de modo aplicado — no sucesso do projeto. Agora que vimos o conceito e suas respectivas fases, fica mais
Um bom exemplo de documento que se usa nessa fase é o termo fácil compreender o que é gestão de projeto. Simplesmente, “é a
de abertura. aplicação de técnicas, conhecimento e habilidades para garantir
que um projeto tenha sucesso”.
Planejamento Gerenciá-lo, administrá-lo, coordená-lo ou geri-lo envolve to-
Antes de se partir para o planejamento, deve haver consen- das as etapas apresentadas, do início ao fim, com planejamento,
timento da organização sobre os esforços que serão empregados execução e controle das atividades.
para a realização do projeto, concordando que gerarão bons resul- Não é à toa que cada vez mais empresas estão investindo nesse
tados. Dada a autorização, inicia-se o planejamento. Por isso, nessa tipo de gerenciamento:
fase há um nível de detalhamento muito maior, ao contrário da vi- - ministrando treinamentos aos colaboradores;
são geral que satisfaz a iniciação. - incentivando sua participação em eventos sobre o tema;
O objetivo aqui é estruturar um plano consistente que leve o - patrocinando especializações na área;
programa ao sucesso. Os documentos que contemplam essa fase - ou até contratando consultorias especializadas no assunto.
são a Estrutura Analítica de Projeto (EAP), o cronograma da pro- A gestão de projetos é uma realidade em economias desen-
posta, o plano de gerenciamento de riscos, outro de comunicações, volvidas desde a década de 1990, entretanto, somente nos últimos
mais um de qualidade e assim por diante. anos é que as empresas brasileiras despertaram para a necessidade
de planejamento e organização de suas pautas. Se não fosse assim,
Execução muitas delas provavelmente não teriam sobrevivido à crescente
Durante a fase de execução, a atenção passa a estar voltada competitividade do mercado.
para o exercício do que foi planejado. O intuito é, portanto, realizar Com efeito, realizar uma gestão eficiente dos projetos, mais
as atividades da melhor forma possível, de acordo com o que foi que um importante diferencial competitivo, significa tornar a em-
estimado no plano. presa mais ágil, mais dinâmica e pronta para entregar muito mais
É comum que nessa fase ocorram mudanças, como solicitações valor a seus clientes.
de alteração no escopo (tanto do ponto de vista do cliente como da Nesse sentido, sabemos que três conjuntos importantes de ha-
organização que realiza o projeto), mas se foi feito um bom planeja- bilidades desse gerenciamento são necessários para projetos bem-
mento não há com o que se preocupar. -sucedidos, sendo elas:
Guarde o seguinte: a palavra-chave da execução é qualidade! - habilidades técnicas de gerenciamento;
Por isso, o gerente de projetos precisar se atentar não só para se- - habilidades de liderança;
guir os processos, mas para melhorar continuamente, atendendo - habilidades de gerenciamento estratégico e do negócio.
aos padrões acordados. De fato, são eles que viabilizam o alcance dos objetivos das em-
presas. E como o ambiente de negócios é altamente competitivo,
Monitoramento e controle as organizações que pretendem se destacar em meio à concorrên-
O monitoramento e o controle ocorrem paralelamente à exe- cia devem criar, inovar, inventar e desenvolver. Esses esforços nada
cução, constituindo-se na forma de garantir que o que está sendo mais são que projetos! Devem, portanto, contar com uma gestão
feito é compatível com o planejado. Nesse momento, ocorre a va- adequada.
lidação dos avanços. Assim, dependendo do progresso de determi-
nada atividade, um desvio qualquer pode requerer uma interven- Qual é a principal diferença entre projeto e gestão de projetos?
ção, por exemplo. Também é muito comum que as pessoas confundam o projeto,
No entanto, apesar de ocorrerem concomitantemente com a pura e simplesmente, com a sua gestão. Isso se deve ao fato de
execução, o monitoramento e o controle partem da premissa de haver várias etapas para chegar até ao resultado desejado por meio
que indicadores já foram determinados e que metas foram devida- desse esforço temporário.
mente estabelecidas na fase de planejamento. Ou seja, essa etapa Porém, é importante saber que a gestão vai muito além do pla-
lida apenas com a aferição do desempenho e do progresso em con- nejamento, execução e finalização. Afinal, ela tem a ver com a capa-
traste com o plano. cidade de controle sobre toda essa questão, além de se relacionar
com a gestão de mudanças.
Encerramento Durante a execução de um projeto, é muito comum, por exem-
Engana-se quem pensa que o fato de o projeto estar concluído plo, que ocorram transformações no escopo ou que surjam impre-
resulta na eliminação de esforços de gerenciamento. Muito pelo vistos. Tudo isso pode impactar os custos, os prazos e os esforços
contrário, na finalização surgem etapas que devem ser realizadas necessários. É função da gestão, portanto, administrar e equilibrar
com o objetivo de oficializar a conclusão da pauta e agregar infor- para que o projeto seja o mais rentável e eficiente, dentro das mais
mações relevantes para empreendimentos futuros. diversas condições.
Naturalmente, não existe gestão sem um projeto e ele pode
acontecer sem essa etapa de controle. Porém, é o gerenciamento
desses esforços que garante que o negócio tenha melhores possibi-
lidades e os efeitos mais satisfatórios desde o começo.
27
INFORMÁTICA BÁSICA
Quais são os indicadores de desempenho que devem ser acom- Desvio do prazo
panhados? Ao final, é importante entender se a execução excedeu ou não
Parte da gestão significa reconhecer os resultados para saber o prazo que foi inicialmente estabelecido, até mesmo para conso-
qual é o momento de agir e buscar melhores efeitos. Para tanto, lidar o aprendizado. Com isso, o desvio de prazo é calculado por:
é necessário utilizar os indicadores de desempenho, que dão uma Desvio do prazo = [(Data de entrega – Data prevista) / Duração
boa ideia do que está acontecendo quanto à execução, principal- prevista] x 100%
mente. Um projeto que atrasa cinco dias e que teve duração prevista
Acompanhar os indicadores corretos e estratégicos faz toda a de 100 dias, por exemplo, tem um desvio de atraso de 5%.
diferença para que seja possível atuar no melhor momento. Assim Quanto mais alto ele for, maior é o atraso. Taxa nula significa
sendo, veja quais são os principais para acompanhar: que tudo foi entregue no prazo e valores negativos apontam para
adiantamento na entrega.
Valor agregado
Esse é um dos elementos mais importantes e diz respeito à taxa Desvio do orçamento
de entrega realizada até o momento. Ou seja, corresponde à se- Outro elemento que precisa ser conhecido é a fuga em relação
guinte taxa: ao orçamento. Assim, projetos que estouram o valor definido ini-
Valor agregado = (Tarefas concluídas / Total a ser realizado) x cialmente precisam ser otimizados, pois impactam diretamente a
100% matriz de custos.
Imagine que um projeto seja voltado para o desenvolvimento Nesse caso, a taxa de desvio é dada por:
de um novo produto e conta com 20 etapas. Se 5 delas estão con- Desvio do orçamento = [(Custos totais – Custos previstos) / Cus-
cluídas, o valor agregado é de 25%. tos previstos] x 100%
Quanto maior o VA, mais próximo da finalização o processo Se o projeto custou R$ 12 mil e os custos previstos eram de R$
está. Porém, ele não deve ser avaliado sozinho, já que, do contrário, 10 mil, então o desvio do orçamento é de 20%. Novamente, valo-
não trará perspectivas sobre a situação real do projeto. res elevados indicam estouros maiores, enquanto taxa nula denota
que tudo aconteceu como o previsto. Já se ela for negativa, houve
Taxa de entrega em relação ao prazo economia no projeto.
Para entender se o projeto está se desenvolvendo dentro ou
fora do ritmo esperado, utiliza-se a taxa de entrega em relação ao Como implementar uma metodologia de gestão de projetos?
cronograma. Para tanto, é necessário dividir: Uma gestão de projetos de qualidade é um pilar básico para o
Taxa de entrega = Valor agregado entregue / Previsão de en- sucesso global de um plano de ação e, até mesmo para o negócio
trega como um todo. Consequentemente, a metodologia influenciará de
Imagine, por exemplo, que nos três primeiros meses, a expec- maneira benéfica todos os níveis da organização, proporcionando
tativa de conclusão é de 20% do processo. Se 25% já foram concluí- resultados promissores. Porém, antes da implementação da me-
dos, o indicador é de 1,25. todologia, é preciso preparar as equipes envolvidas no programa.
Valores acima de 1 indicam adiantamento, enquanto os iguais Descubra como:
ou muito próximos a 1 apontam que tudo corre como o planejado.
Já aqueles abaixo de 1 indicam que há atrasos que devem ser cor- Conscientize e familiarize todos com mecanismos de gerencia-
rigidos. mento
Antes da implementação da metodologia de gestão de pro-
Taxa de custos em relação ao orçamento jetos, um aspecto que faz toda a diferença é a familiaridade dos
O projeto também precisa se manter compatível com o orça- funcionários com atividades que exigem método. Por exemplo: a
mento, de modo a não estourar o valor que foi destinado a ele. Para utilização de cronogramas, softwares que monitoram o andamento
isso, vale acompanhar a taxa dos custos em relação ao orçamento. — como prazos, verba, pessoas envolvidas, atrasos, entre outros —
A fórmula é a seguinte: de um projeto faz com que o uso de novos mecanismos de geren-
Taxa de custos = Valor monetário das entregas / Custos previs- ciamento se torne muito mais simples para todos.
tos Estabeleça padrões de conduta e de protocolos na condução
Imagine que os processos iniciais são mais complexos, então de todas as atividades desenvolvidas na empresa. Dessa maneira,
50% do orçamento são destinados a 25% do projeto. Se, ao entregar além do ganho de produtividade, minimização de perdas, de retra-
os 25%, o valor associado a essa parte é de 40%, então o índice é balhos e de atrasos, você ainda poderá contar com colaboradores
de 0,8. mais bem preparados.
Valores menores do que 1 indicam, portanto, o estouro do or-
çamento, enquanto os próximos ou iguais a 1, indicam o alinhamen- Capacite seu time
to com as expectativas. Aqueles acima de 1, por sua vez, denotam Mesmo após a fase de adaptação a um dia a dia mais “técnico”
economia na execução. e com atividades que exigem padrões, seu time ainda precisará se
adaptar às particularidades da nova realidade para que não se sin-
Taxa de retrabalho tam desorientados em relação à metodologia de gestão e ao funcio-
O retrabalho é um grande vilão de projetos, já que consome namento dos métodos adotados.
tempo e dinheiro. Além disso, se as tarefas precisam ser continu- Com esse treinamento, seu time passará a compreender a
amente refeitas, há um sinal de que algo está errado e precisa ser importância do método no cotidiano da empresa e, por isso, con-
repensado. seguirá se engajar muito mais, ganhando ainda mais qualidade do
O cálculo é dado por: desenvolvimento de tarefas.
Taxa de retrabalho = (Número de tarefas que precisaram ser
refeitas / Número de tarefas realizadas) x 100%
Quanto maior for a taxa, maior é a atenção que deve ser dada
à execução do projeto.
28
INFORMÁTICA BÁSICA
Adote somente uma metodologia Escolha softwares de gestão de projetos de qualidade
Uma vez que a metodologia seja escolhida, ela deve ser manti- Por fim, e provavelmente um dos aspectos mais importantes:
da durante todo o projeto, sendo necessário evitar ficar mudando lembre-se de estudar bastante suas necessidades, metas e as op-
de método a todo instante. ções oferecidas no mercado antes de fazer sua opção de software
Essa recomendação é importante porque, do contrário, é mais de gestão de projetos.
difícil acompanhar os efeitos de cada ação e saber o que funciona Sobretudo, é indispensável que as plataformas e aplicativos
de fato. Adicionalmente, isso prejudica a escalabilidade de ações e que farão parte do dia a dia de trabalho na sua empresa sejam fer-
evita que pontos positivos sejam repetidos no futuro — tanto nesse ramentas que realmente facilitem o desenvolvimento de atividades
projeto quanto em outros. e o ajudem a conquistar mais agilidade e eficiência operacional e
Além disso, há prejuízos quanto à capacitação do time, que organizacional — aprimorando os resultados globais de toda a em-
precisará ter muito mais conhecimentos para adotar várias meto- presa.
dologias ao mesmo tempo. Por isso, o melhor é selecionar a mais Inclusive, alguns recursos devem ser priorizados no momento
adequada para cada projeto e ficar junto dela durante toda a exe- da sua escolha de software — e geralmente só são encontrados nas
cução. versões de maior destaque no mercado. Alguns deles são:
- indicadores de qualidade e de produtividade;
Tenha objetivos claros e precisos - gerenciamento de riscos;
Para que uma metodologia de gestão de projetos atinja todo - gestão de custos e despesas;
seu potencial, é necessário que seus objetivos e metas sejam claros - monitoração e apontamento de horas;
desde o começo da sua implementação. Tais metas nortearão todas - alocação de equipes;
as atividades e funcionarão como uma espécie de referência para - cronogramas operacionais;
os funcionários, o que previne atrasos, falto de foco, desperdícios - agendas globais e específicas;
de recursos (humanos e financeiros), perda de produtividade, entre - antecipação de problemas e crises;
outros. - avaliação de resultados, como é o caso do ROI.
Além disso, essa “transparência” no estabelecimento de metas Além de todos esses recursos, o software deve possuir uma in-
afeta diretamente na continuidade da motivação da equipe e torna terface inteligente e de simples manuseio, permitindo maior e me-
o trabalho como um todo muito mais organizado e convidativo para lhor estruturação dos seus projetos.
os envolvidos. Muitos gestores ficam com tecnologias que não cumprem o
esperado e não as trocam por receio de perda de produtividade no
Mantenha os pés no chão período de adaptação a uma nova — o que, obviamente, é um erro.
Por mais que a economia de tempo e de dinheiro sejam de- Saiba que existem opções altamente promissoras e referencia-
sejadas, é fundamental manter os pés no chão na hora de definir das quando o assunto é Business Intelligence. Você não vai querer
os parâmetros de um projeto. Estabelecer custos e prazos muito ficar para trás, não é verdade?
pequenos só gerará distorções na hora de avaliar, pois os desvios
serão praticamente inevitáveis. Documente tudo
Ao mesmo tempo, oferecer muita elasticidade quanto a esses Por fim, durante a execução, documente todas as mudanças
elementos também é prejudicial, já que fará com que o projeto pa- realizadas e os efeitos ocorridos. Essa é uma forma de saber, com
reça ter sido mais eficiente do que foi. maior precisão, quais são os impactos de uma determinada atitude.
O melhor, portanto, é ter uma visão realista sobre o projeto e Além disso, cria uma base de conhecimento para projetos futuros,
seus efeitos, definindo parâmetros e objetivos que sejam efetiva- oferecendo soluções práticas e que já foram testadas.
mente alcançáveis. Ao final, documente a avaliação e o aprendizado quanto ao
projeto, já que isso ajuda a ampliar a inteligência da gestão, espe-
Descentralize o trabalho cialmente para processos futuros.
Gestores que tentam desenvolver todas as atividades sozinhos
ou, pelo menos, impedir que outros membros de equipe tenham Como você viu até aqui, uma boa gestão de projetos vai mui-
autonomia na tomada de decisões acabam atrasando o andamento to além de equipes preparadas ou objetivos bem estabelecidos. É
dos processos e diminuindo a produtividade. preciso inteligência na escolha das ferramentas que serão utilizadas
Apenas para deixar claro, é importante sim que o gestor avalie para o desenvolvimento das atividades e, principalmente, uma ava-
e monitore todos os processos, porém, não é indicado que tente liação junto a essas tecnologias de todos os resultados apresenta-
concentrar todos os poderes e decisões em suas próprias mãos. dos em cada fase da execução para, assim, haver uma integração e
Delegar tarefas permite um rendimento muito maior e ainda potencialização de esforços.
alimenta o espírito de equipe, pois funciona como um reconheci- Desse modo, sua equipe conquistará muito mais competência
mento da capacidade do time em tocar o projeto e decidir temas estratégica para a projeção da empresa no competitivo mercado.
importantes.
Acredite, seu time se sentirá muito mais motivado e inspirado
se perceber que é valorizado e possui credibilidade o bastante para
que decisões importantes os envolvam diretamente.
29
INFORMÁTICA BÁSICA
O QUE É EAP?
EAP é o acrônimo de Estrutura Analítica do Projeto, um recurso que tem como principal objetivo a divisão do projeto em partes me-
nores (também chamadas de tarefas ou pacotes de trabalho). Consequentemente, estas partes se tornam mais fáceis de serem compre-
endidas pelos membros da equipe e gerenciadas pelo gestor do projeto.
A estrutura é organizada como a raiz de uma árvore, onde as entregas mais abrangentes são posicionadas no topo e as mais específi-
cas ficam na parte inferior, agrupadas por níveis hierárquicos.
Junto à Estrutura Analítica, é preciso desenvolver, ainda, o dicionário da EAP, um importante documento auxiliar que traz informações
detalhadas sobre cada pacote de trabalho e seus critérios de aceitação no momento da entrega.
Dizendo de uma forma bem prática, a criação da estrutura analítica do projeto se dá a partir da identificação das principais entregas
funcionais e com a subdivisão delas em sistemas menores e subprodutos finais. Estes subprodutos são decompostos até que possam ser
atribuídos a uma única pessoa, por exemplo.
Neste nível, os pacotes de trabalho específicos necessários para produzir as subentregas são identificados e agrupados. O pacote de
trabalho representa a lista de tarefas para produzir a unidade específica. Se você já viu Cronogramas de Projetos detalhados, então você
vai reconhecer as funções no âmbito da EAP como o “material” que as pessoas precisam para concluir por um tempo específico e dentro
de um determinado nível de esforço.
QUAIS OS BENEFÍCIOS DA EAP?
A utilização da Estrutura Analítica do Projeto traz uma série de benefícios, além de definir e organizar o trabalho do projeto. Um or-
çamento do projeto pode ser alocado para os níveis superiores da estrutura e orçamentos dos departamentos podem ser rapidamente
calculados com base na EAP. Ao alocar as estimativas de tempo e custo para seções específicas, tanto o cronograma, quanto o orçamento,
podem ser rapidamente desenvolvidos.
Além disso, a EAP pode ser usada para identificar riscos potenciais em um determinado projeto. Se uma estrutura de divisão de
trabalho tem um ramo que não está bem definido, em seguida, ele representa um risco na definição do escopo. Estes riscos devem ser
monitorados e avaliados durante toda a execução do projeto.
Ao integrar a EAP com uma estrutura de divisão organizacional, o gerente de projetos também pode identificar dificuldades comuni-
cacionais e formular um plano de comunicação eficaz.
DIRETRIZES DA EAP
De acordo com o Project Management Body of Knowledge (PMBOK), as seguintes diretrizes devem ser consideradas ao criar uma
Estrutura Analítica do Projeto:
- O nível superior representa o produto final do projeto;
- As subentregas devem conter pacotes de trabalho que são atribuídos ao departamento ou unidade da organização;
- Todos os elementos da estrutura de divisão de trabalho não precisam ser definidos para o mesmo nível;
- O pacote de trabalho define o trabalho, a duração e os custos para as tarefas necessárias para produzir as subentregas;
- Pacotes de trabalho não devem exceder 10 dias de duração;
- Pacotes de trabalho devem ser independentes uns dos outros;
- Os pacotes de trabalho são únicos e não devem ser duplicados em toda a estrutura analítica do projeto.
30
INFORMÁTICA BÁSICA
- Quebre os pacotes de trabalho em durações adequadas;
- Utilize modelos de EAP de projetos já finalizados, para acelerar o trabalho e aproveitar as lições aprendidas;
- Tome cuidado para que o custo do gerenciamento não seja maior que o custo da tarefa.
CRONOGRAMA DE PROJETOS
O Cronograma de Projetos é uma ferramenta bem mais conhecida — inclusive pelos profissionais com pouco conhecimento das téc-
nicas de gerenciamento de projetos. Pode ser entendido como uma matriz que revela graficamente para cada item da EAP, em uma escala
de tempo, o período que deve ser realizado.
A duração é o intervalo entre o início e o término de uma tarefa específica, sem levar em conta o número de pessoas necessárias para
que isso aconteça.
Também podemos definir o Cronograma de Projetos como uma ferramenta de comunicação que demonstra todo o trabalho que pre-
cisa ser feito, quais os recursos da organização que serão empregados e quais os prazos que precisam ser cumpridos para que este trabalho
seja realizado. Ele deve prever e refletir todos os esforços para a entrega do projeto finalizado.
31
INFORMÁTICA BÁSICA
Outra diferença importante entre as duas ferramentas é o seu Ao fazer isso e identificar a maior duração, tem-se o caminho
uso durante o projeto. A EAP rapidamente se torna um documento crítico do projeto.
de consulta, a não ser que aconteçam mudanças radicais nos requi-
sitos durante a execução. Já o cronograma é uma ferramenta mais No que tange às folgas, correspondem aos períodos (geralmen-
viva, que pode sofre constantes alterações e revisões em função te dados em dias) que as atividades de um caminho não-crítico têm
das dificuldades encontradas durante o dia a dia de execução do a possibilidade de atrasar sem que o cronograma seja afetado.
projeto. É bom ressaltar que apenas as atividades que não participam
COMO PODE SER FEITA A INTEGRAÇÃO ENTRE EAP E CRONO- do caminho crítico possuem folga.
GRAMA DE PROJETOS? Um exemplo prático
Vale ressaltar que o ideal é começar o processo pela criação da Tenha em mente, por exemplo, um projeto bem simples, com
EAP para que o gerente e a equipe consigam analisar o projeto de uma rede que apresenta dois caminhos — 2 conjuntos de tarefas
forma mais abrangente. Isso, porque os pacotes de trabalho da EAP que podem acontecer em paralelo – para que o projeto seja con-
contribuirão para a correta confecção do cronograma. Ou seja, com cluído.
a EAP pronta, é mais fácil lançar as informações de forma ordenada Se o gestor somar as durações do caminho A, deve encontrar,
dentro do Cronograma do Projeto. por exemplo, uma duração total de 20 dias.
Por fim, também é válido um lembrete: o gerenciamento de De igual forma, somando as durações de cada atividade do ca-
projetos não é nenhum bicho de sete cabeças e pode ser facilitado minho B, nesse projeto fictício, encontrará 15 dias.
quando sua empresa conta com as ferramentas tecnológicas e me- Com esses números e com o conceito de caminho crítico do
todológicas adequadas para isso! projeto abordado acima em mente, pense sobre as seguintes per-
Logo, dispor de um bom software de gerenciamento de proje- guntas:
tos, que as agregue como recurso, é um grande facilitador. Uma boa
solução ajuda o gestor a estruturar todas as etapas, incluindo a de- Qual é a duração total do projeto?
finição da EAP e a elaboração e acompanhamento do cronograma. Sabendo que os caminhos podem ser executados em paralelo,
Isso faz toda a diferença na hora de conduzir o desenvolvimento do e o de maior duração é 20, a duração total do projeto é igual a 20
projeto e também para destacar indicadores que facilitem a mensu- dias.
ração dos resultados.
Qual o caminho crítico do projeto?
O que é o caminho crítico do projeto Dentre as definições acima mencionadas, o caminho crítico
Primeiramente, é preciso esclarecer o conceito de Caminho corresponde ao caminho mais longo que, irremediavelmente, deve
Crítico do projeto. Segundo o Project Managment Institute — PM- ser seguido para que todas as atividades sejam concluídas. Se é as-
BOK® 5ª edição, página 176 — o caminho crítico consiste na sequ- sim, o caminho critico é o A.
ência de atividades que representa o caminho mais longo de um
projeto. Quanto corresponde à folga total que o outro caminho possui?
Em síntese, é a menor duração possível para o que projeto seja A folga total que o outro caminho apresenta é 5. Ou seja, a ta-
finalizado completando todas as suas atividades. refa B pode atrasar até 5 dias sem prejudicar o cronograma.
Ou seja, o caminho crítico do projeto nada mais é do que o Ainda que o exemplo utilizado possa parecer demasiadamente
caminho no diagrama de rede do projeto que determina a sua du- simples, em um projeto maior, dimensionar o caminho crítico se
ração total. torna um tanto mais complexo.
Outra forma de definir é dizer que é o caminho que possui folga Por isso, é extremamente importante saber aplicar o Método
total igual a zero. do Caminho Crítico a uma rede de atividades e definir o caminho
Seja qual for a definição conceitual, todas as descrições dizem crítico, subcrítico e todas as folgas totais e livres da rede e, conse-
exatamente a mesma coisa. quentemente, determinar o cronograma do projeto.
Em síntese, todo gerente de projetos deve ter pleno domínio
Entendendo o caminho crítico do projeto do conceito de caminho crítico do projeto e como utilizá-lo de for-
Em um projeto, a maior parte das atividades possui relação de ma eficiente.
dependência umas com as outras. No entanto, não há motivos para alarde: atualmente, todos os
Isto é, quando a “atividade A” for concluída, a “atividade B” se aplicativos e sistemas de gerenciamento de projetos calculam au-
inicia e, posteriormente, a “atividade C”, e assim por diante. tomaticamente o caminho crítico do projeto, facilitando o trabalho
Acontece que, em muitos projetos, vários são os caminhos pos- de planejamento.
síveis (sequência de atividades) até que o projeto seja executado
em sua totalidade. Diagrama de rede e caminho crítico do projeto
E o caminho crítico é aquele dito mais longo, ou seja, aquele As premissas que devem ser consideradas para a elaboração do
cujas durações das atividades somadas equivalem ao prazo total do diagrama de rede são:
projeto. — Possuir a estimativa de duração de cada tarefa; e
Dessa forma, se alguma atividade do caminho crítico sofrer — Ter as predecessoras de cada tarefa.
atraso, o projeto inteiro sofrerá consequências. Contudo, caso uma Com essas informações, monta-se o diagrama com as ativida-
atividade de um caminho não-crítico atrasar, não há problema, pois des e seus respectivos relacionamentos.
entre elas há uma folga que pode absorver esse atraso. Em seguida, as atividades são organizadas com suas respecti-
vas durações, oportunidade em que são dimensionadas as datas de
O caminho crítico e as folgas início e término mais cedo ou antecipado (Early Start, Early Finish),
Para que se possa obter o caminho crítico do projeto, é preciso considerando as durações estimadas.
somar as durações de todas as atividades em cada um dos sequen- É importante ter em mente que, quando uma atividade possui
ciamentos existentes. mais de uma predecessora, deve-se usar a maior data de término
mais cedo da predecessora como data de início da sucessora.
32
INFORMÁTICA BÁSICA
Com tudo isso bem organizado, torna-se possível determinar Uma boa maneira de estabelecer o monitoramento é configu-
a duração do projeto. Mas isso não é tudo. É preciso também di- rar um relatório no software de gestão que esteja sendo utilizado
mensionar as datas de início e término mais tarde (Late Start, Late pelo gerente de projetos.
Finish) — Caminho de volta. Esse relatório deve apresentar, por exemplo, as atividades com
Para tanto, quando uma atividade possuir mais de uma suces- folgas totais inferiores a 1/3 do período de atualização do crono-
sora, deve-se usar sempre a menor data de início mais tarde como grama.
data de término mais tarde da predecessora. Por exemplo, no caso do gestor realizar atualizações mensais,
pode-se usar como parâmetro 10 dias.
Após isso, calcula-se as folgas de cada atividade. A folga corres- Isso permite que todas as tarefas que merecem cautela sejam
ponde ao tempo adicional que pode ser comprometido na ativida- monitoradas.
de em questão sem que haja prejuízo na duração do projeto. Além de que, se em dado momento do projeto houver algum
A folga livre ou margem de atraso tolerada diz respeito a quan- recurso concorrente a duas ou mais atividades paralelas, o critério
to tempo uma tarefa pode atrasar sem prejudicar a data de início de escolha deverá ser a atividade que faz parte do caminho crítico.
da atividade sucessora. Ou seja, esse é o maior benefício do caminho crítico do projeto:
De modo semelhante, a folga total ou margem de atraso total é auxiliar no gerenciamento do projeto e seus respectivos recursos,
quanto tempo uma atividade pode atrasar sem prejudicar a data de possibilitando que seja dedicada atenção às atividades que podem
término do projeto. Ou seja, a diferença entre o término mais cedo acarretar em maiores impactos ao projeto, sejam positivos ou ne-
e o término mais tarde. gativos.
Quando se identifica as atividades com folga igual a zero, consi- Com base em tudo o que já foi abordado até aqui, não resta
dera-se todas como atividades do caminho crítico. dúvida que usar o caminho crítico só tem a contribuir para uma
melhor eficiência do projeto.
O caminho crítico do projeto como ferramenta
Antes que a técnica do caminho crítico do projeto seja melhor O caminho crítico e o gerenciamento de projetos
destrinchada, é preciso pensar em duas questões. A primeira delas É impossível dizer que se exerce uma adequada gestão do pro-
é: jeto sem considerar o caminho crítico.
Quer dizer, ao considerar a abordagem até aqui levantada, per-
É possível um projeto possuir mais de um caminho crítico? cebe-se que a aplicação direta da técnica de dimensionamento do
Considerando o exemplo do projeto citado anteriormente, se- caminho crítico — seja por meios manuais ou via software —é, de
ria possível que tanto o caminho A como o B tivessem uma duração fato, uma ferramenta crucial para melhorar a tomada de decisão
total de 20 dias? A resposta é sim. Ainda que seja pouco provável, é do gestor.
plenamente possível. Quando o gerente de projetos conhece quais são as folgas que
Já a segunda questão é: o caminho crítico pode mudar ao longo o seu projeto apresenta, bem como quais são as demandas que não
do projeto? A resposta também é sim. Basta que ocorra um atraso podem sofrer nenhum tipo de obstrução -—sob prejuízo de com-
em uma tarefa a ponto de transformar o seu caminho em crítico. E prometer todo o projetoestratégias são concebidas promovendo a
isso é muito comum de acontecer nos projetos. eficiência da execução.
Então, como utilizar os conceitos de caminho crítico para me- E é importante ter consciência que, para que se identifiquem as
lhor gerenciar o projeto? folgas com potencial de conversão em melhoria do cronograma, an-
Primeiramente, se o gerente de projetos precisar comprimir tes é preciso ter o caminho crítico do projeto muito bem definido.
um cronograma, em quais tarefas ele deverá aplicar as técnicas de Afinal, a prioridade sempre será o caminho crítico, não im-
compressão? portam as folgas existentes. Desde o início, os esforços de plane-
Nas atividades do caminho crítico, é claro. Ou seja, conhecer o jamento do projeto devem se concentrar na determinação de uma
caminho crítico é de grande ajuda nesse aspecto. sequência que assegure que o maior caminho do projeto não tenha
Todavia, poderia surgir a dúvida sobre qual o limite dessa com- nenhum tipo de impedimento.
pressão? Nesse caso, a resposta também é muito simples: é a folga Finalmente, sabendo-se que o planejamento é dinâmico, pas-
do primeiro caminho subcrítico. sível de alterações no decorrer do tempo, seja por interferência do
Ainda considerando o exemplo anterior, se o caminho A for cliente, do patrocinador, ou de um membro da equipe, uma ativida-
comprimido por mais de 5 dias, o que acontecerá? de antes considerada totalmente fora da “zona de perigo” pode vir
Com a compressão, o caminho B passará também a ser críti- a representar uma tarefa crítica.
co. Ou seja, se você precisar comprimir o cronograma por mais de Isto é, uma atividade que disponha de 5 dias de folga, dado
5 dias, terá que concentrar esforços nos dois caminhos alternada- algum sério problema — ou um simples descuido — pode atrasar
mente. mais do que o esperado e colocar todo o prazo a perder.
Contudo, mesmo com o entendimento de que as atividades do Perceba que, desse modo, qualquer tarefa pode passar a fazer
caminho crítico têm impacto direto no prazo total do projeto, as parte do caminho crítico a qualquer momento.
preocupações não param por aí. Por isso, é altamente recomendável que também as datas de
Também as atividades dos caminhos subcríticos, ou seja, aque- início e término das tarefas consideradas não-críticas sejam moni-
les que têm folga muito pequena, tendem a impactar na duração toradas de perto. Afinal, ao se comprometer toda a folga de um
total do projeto. grupo de atividades não críticas, dá-se origem a um novo caminho
Logo, se uma dessas atividades sofrer com um atraso maior crítico dentro do projeto.
que sua folga, acarreta em atrasos ao projeto como um todo. Se isso acontece, a missão de gerenciar o projeto como um
todo se transforma em um desafio ainda mais complexo.
Monitoramento e controle do caminho crítico do projeto
Para exercer um bom controle do projeto e garantir que seus
respectivos objetivos sejam alcançados, é preciso dedicar atenção
às atividades dos seus caminhos crítico e subcríticos.
33
INFORMÁTICA BÁSICA
É por essas e outras razões que o planejamento não pode ape- O setor público de nosso país necessita de projetos bem geren-
nas ser considerado um esforço que se faz somente no início do ciados, e a sociedade tem muito a ganhar com isso, dependendo es-
projeto, mas sim como cuidados que acompanham a evolução do pecialmente da habilidade de quem está à frente dessas iniciativas,
empreendimento e corrigem seus desvios no momento em que si- para prosseguir nesse ambiente com características tão específicas.
tuações indesejáveis se apresentam.
Fonte:
[Link] ENGENHARIA DE SOFTWARE: CICLO DE VIDA DO SOFT-
-projetos/ WARE. PROCESSOS DE DESENVOLVIMENTO DE SOFT-
[Link] WARE. METODOLOGIAS ÁGEIS
-entre-eap-e-cronograma-de-projetos/
[Link]
-projeto-saiba-quando-e-como-utilizar/ A engenharia de software é uma área da computação que visa
à construção de software de alta qualidade. A metodologia utiliza-
Conceito de projetos públicos - Concepção e gerenciamento da é sistemática, controlada, eficaz e eficiente sempre pautando
No Brasil, adota-se o termo Gerência de Projetos em vez de aspectos éticos, sociais, legais, econômicos e de segurança.
Gestão de Projetos, pois este é mais comum à versão brasileira do A área de engenharia de software é uma área de conhecimento
termo na língua portuguesa, diferentemente do que ocorre em Por- onde são aplicados os seguintes conhecimentos:
tugal, onde o termo Gestão prevalece24. • Programação de computadores;
Vários autores consideram o perfil do gerenciamento de proje- • Linguagens de programação;
tos praticamente o mesmo no setor público e no setor privado. A di- • Estatística;
ferença encontra-se basicamente na estrutura por trás do projeto. • Lógica matemática aplicada;
As empresas públicas apresentam um timing25 diferente do • Especificações de software;
que as empresas privadas e do mercado. Em uma abordagem de • Aspectos técnicos da engenharia de software;
gerenciamento de riscos, o projeto no setor público é um projeto • Análise;
geralmente mais arriscado que um projeto privado, por diversos • Modelagem;
motivos, como: • Projeto;
• Construção e teste de software;
→ os processos de aquisições e contratações, quase que total- • Garantia da qualidade dos processos de software;
mente amarrados e restritos pela lei das licitações e suas congêne- • Gestão da produção de software;
res; • Trabalho em equipe;
→ as descontinuidades, devido às mudanças ocasionadas pe- • Gestão de pessoas;
los mandatos ou sucessões políticas que acabam não dando con- • Comunicação com os diversos stakeholders;
tinuidade a projetos anteriores, ou ainda “rasgam” ou emendam o • Bancos de dados;
termo de abertura e a declaração de escopo, por exemplo, com o • Redes de computadores;
projeto já em andamento; • Sistemas operacionais;
→ o ambiente de negócios, onde a imagem associada a ativida- • Sistemas distribuídos;
des do setor público é, muitas vezes, vinculada a processos obscu- • Segurança da informação;
ros, podendo dificultar inclusive os relacionamentos com parceiros • Tecnologias de dispositivos móveis e em nuvem.
(internos e externos) e fornecedores, que têm expectativas molda- A engenharia de software possui diversos métodos de desen-
das por essa imagem. volvimento de software. Atualmente o uso da metodologia SCRUM
tem liderado o mercado por ser uma metodologia ágil de desen-
Destaca-se que o interesse pelo gerenciamento de projetos no volvimento.
setor público merece atenção especial. Vários governos e órgãos
governamentais brasileiros já estão fazendo suas experiências com O ciclo de vida de um software são as etapas desde o nasci-
escritórios de projetos, em variados graus de maturidade, e o pró- mento do sistema até o momento de sua descontinuidade pelo de-
prio PMBOK já há alguns anos tem a sua Government Extension26 senvolvedor. Este ciclo ajuda a gestão de recursos pessoais, opera-
voltada aos desafios específicos dessa área, ou seja, completar os cionais e temporais para gerenciar o projeto de desenvolvimento.
projetos corretamente, no prazo e dentro do orçamento.
O PMBOK consiste em um “Corpo de Conhecimentos em Ge-
renciamento de Projetos” ou, em inglês, “Project Management
Body of Knowledge”. Nesse guia criado pelo PMI (Instituto de Ge-
renciamento de Projetos), estão descritas as melhores práticas e
conhecimentos para o gerenciamento de projetos.
Sobre as experiências de escritórios de projeto em andamento
no âmbito governamental, faz-se uma recomendação especial lem-
brando da importância de adaptar as melhores práticas da litera-
tura às condições específicas do ambiente governamental, seja na
aquisição e contratação, nas exigências de documentação, ou onde
mais fizer sentido em cada caso.
24 Soares, Felipe Cantório. Concepção e gestão de projetos públicos / Humberto
Francisco Beirão Júnior. – 2. ed. – Florianópolis: Publicações do IF-SC, 2011.
25 Timing: termo relacionado ao período de tempo que marca o desenvolvimento
ou ritmo de um projeto.
26 Government Extension: documento lançado no ano de 2002 pelo PMI, que
acrescenta ao PMBOK, informações pertinentes sobre práticas e conhecimentos
aceitos para o gerenciamento de projetos no setor público.
34
INFORMÁTICA BÁSICA
Qualquer desenvolvimento de software possui o seguinte ciclo:
As etapas participantes do ciclo de desenvolvimento de software podem ter adaptações de acordo com a metodologia escolhida para
o desenvolvimento.
Modelo Descrição
São menos flexíveis e mais antigos. É um paradigma clássico, onde as etapas são sequenciais, isto é, espera-se o
Cascata
fim de uma etapa para iniciar a outra.
Neste caso o protótipo serve como um modelo (base) e também como uma forma para identificação de requisi-
Prototipação
tos.
Combina elementos do modelo cascata e prototipagem. No modelo incremental um ciclo do modelo cascata é
Incremental
feito para cada parte do sistema e o ciclo seguinte produz um incremento no software.
Combina as melhores características do modelo cascata e da prototipação além de efetuar análises de riscos
durante o projeto.
Espiral Desta forma este modelo combina a forma interativa da prototipagem e a forma sistemática do modelo em
cascata.
Desta forma são entregues versões para o cliente conforme ficam prontas e retorna-se o ciclo espiral.
Rational Unified Process - Processo unificado da Rational.
— É uma metodologia proprietária da IBM.
— Utiliza uma abordagem de orientação a objetos utilizando a UML para documentação
RUP
— Característica - iterativa (tentativas sucessivas de refinamento) e incremental (entregue por partes)
— Foi criada pela RATIONAL e posteriormente adquirida pela IBM.
São metodologias inovadores mais recentes que visam o desenvolvimento de software menos burocrático.
Temos vários modelos no mercado tais como: (XP, SCRUM, etc....)
Modelos Ágeis
Foco na experiência do cliente, foco em mudanças rápidas para adaptação ao cliente.
35
INFORMÁTICA BÁSICA
Análise de pontos de função é uma técnica definida pelo IFPUG (International Function Point Users Group) e um método padrão de
medição de software. A análise por pontos de Função é um método padrão ISO/IEC que quantifica os requisitos funcionais do usuário.
Essa métrica foi concebida por Allan J. Albrecht e publicada em 1979, com o objetivo de medir a produtividade.
• Produtividade: Razão entre bens e serviços produzidos por unidades de tempos ou custo.
Diferentemente da manufatura de produtos, a qualidade de software não termina em atender as especificações iniciais do produto,
pois essas especificações muitas vezes não estão claras e não são explicitados todos os requisitos.
Vimos que existem ciclos evolutivos na construção de um software que podem ser sucessivos refinamentos no produto.
▪ Fatores que impactam na qualidade do software
— Tecnologia de desenvolvimento;
— Qualidade do processo;
— Qualidade de pessoas;
— Custo, tempo e cronograma.
Assim a qualidade do software está atrelada ao seu processo de desenvolvimento.
36
INFORMÁTICA BÁSICA
A imagem acima mostra uma diferença visual, sugerindo que os dados estruturados são organizados em um padrão fixo, enquanto os
não estruturados são seguem uma estrutura rígida. Os semiestruturados fica entre os extremos: não são estruturados de forma rígida, mas
também não são totalmente desestruturados.
Vamos ver agora em detalhes cada classificação de dados e depois os compararemos novamente.
Dados estruturados
Dados estruturados são aqueles organizados e representados com uma estrutura rígida, a qual foi previamente planejada para arma-
zená-los.
Pense em um formulário de cadastro com os campos: nome, e-mail, idade e uma pergunta que admite como resposta sim ou não.
O campo nome será um texto, uma sequência de letras com ou sem a presença de espaços em branco, que terá um limite máximo e não
poderá conter números ou símbolos. O campo e-mail também terá o padrão textual, mas formado por uma sequência de caracteres (e não
só letras, pois admitirá números e alguns símbolos) e terá que ter obrigatoriamente um arroba. Idade é um campo que aceita apenas um
número inteiro positivo, enquanto o campo referente a pergunta armazena um valor binário (pense um 1 bit, que pode ser 0 ou 1. Valor 0
para não, 1 para sim). Assim, cada campo possui um padrão bem definido, que representa uma estrutura rígida e um formato previamente
projetado para ele.
Os dados de um mesmo cadastro estão relacionados (dizem respeito a mesma pessoa). Em outras palavras, os dados estruturados de
um mesmo bloco (registro) possuem uma relação.
Registros ou grupos de dados diferentes (como de pessoas diferentes), possuem diferentes valores, mas utilizam a mesma represen-
tação estrutural homogênea para armazenar os dados. Ou seja, possuem mesmo atributos (pense como sinônimo de campos no exemplo
acima) e formatos, mas valores diferentes.
Agora, veja, banco de dados é um exemplo de dados estruturados, mas existem outros. O formulário de cadastro, mesmo que salvasse
os dados em outro recurso fora banco de dados (como em um arquivo), também é um exemplo de dados estruturados por conter campos
definidos por uma estrutura rígida e previamente projetada, se enquadrando na definição.
• Exemplos de dados estruturados
O exemplo mais típico de dados estruturados é um banco de dados. Nele, os dados são estruturados conforme a definição de um
esquema, que define as tabelas com seus respectivos campos (ou atributos) e tipos (formato). O esquema pode ser pensado como uma
meta-informação do banco de dados, ou seja, uma descrição sobre a organização dos dados que serão armazenados no banco. É exata-
mente como no exemplo do formulário que, normalmente, está interligado com um banco de dados.
Dados semiestruturados
Apresentam uma representação heterogênea, ou seja, possuem estrutura, mas ela é flexível. Facilita o controle por ter um pouco de
estrutura, mas também permite uma maior flexibilidade.
27 [Link]
37
INFORMÁTICA BÁSICA
Dados não estruturados
Qual é o oposto de uma estrutura rígida e previamente pensa-
da? Uma estrutura flexível e dinâmica ou sem estrutura. Exemplo
mais comum? Um documento ou um arquivo.
Pense em um arquivo feito em um editor de texto. Você pode
adicionar quanto texto quiser, sem se preocupar com campos, res-
trições e limites. O arquivo pode conter também imagens, como
gráficos e fotos, misturado com textos. Imagens, assim como vídeos
ou arquivos de áudio, são também exemplos de dados não estru-
turados.
Assim, é fácil concluir que as redes sociais, as quais possuem
um enorme volume de dados, como textos, imagens e vídeos cria-
dos diariamente por usuários, representam outro exemplo de da-
dos não estruturados. Atualmente, mais de 80% do conteúdo digital
gerado no mundo é do tipo não estruturado.
29 [Link]
30 [Link]
28 [Link] -[Link]
38
INFORMÁTICA BÁSICA
Exemplos de SGBDs.
Modelagem de dados
A modelagem de dados é a criação de uma estrutura de dados eletrônica (banco de dados) que representa um conjunto de infor-
mações. Esta estrutura permite ao usuário recuperar dados de forma rápida e eficiente. O objetivo é incluir dados em uma estrutura que
possibilite transformar os dados originais em vários tipos de saídas como formulários, relatórios, etiquetas ou gráficos.
Entretanto, para que possamos implementar, de forma correta, um BD utilizando algum SGBD, temos que passar por uma fase inter-
mediária, chamada modelagem de dados. Observe o exemplo:
CLIENTES
CÓDIGO NOME DATA DE NASCIMENTO
1 Regilan Meira Silva 13/02/1983
2 Aline Araujo Freitas 27/08/1986
3 Joaquim José Pereira da Silva 12/05/1967
4 Maria Aparecida Gomes da Costa 06/01/1995
TELEFONES
CÓDIGO NUMERO TIPO
1 (73)9158-9683 Celular
2 (71)3458-5112 Residencial
3 (73)8874-9681 Celular
4 (77)8841-2563 Celular
A tabela CLIENTES está relacionada com a tabela Telefones. O cliente Regilan Meira Silva possui dois telefones: um celular e um resi-
dencial. A cliente Aline Araujo Freitas possui um telefone celular, Maria Aparecida Gomes da Costa possui um celular e Joaquim José Pe-
reira da Silva não possui telefone. Tal constatação é verificada após comparar a coluna CÓDIGO da tabela CLIENTES com a coluna CÓDIGO
da tabela TELEFONES. A coluna CÓDIGO é utilizada para fazer o relacionamento entre as tabelas.
O modelo de dados mais adotado hoje em dia para representar e armazenar dados em um SGBD é o modelo relacional, onde as es-
truturas têm a forma de tabelas, compostas por linhas e colunas.
O Modelo Conceitual
Antes da implementação em um SGBD, precisamos de uma descrição formal da estrutura de um banco de dados, de forma indepen-
dente do SGBD. Essa descrição formal é chamada modelo conceitual. Podemos comparar o modelo conceitual com o pseudocódigo/portu-
guês estruturado em algoritmos, na qual construímos os algoritmos independentes de que linguagem de programação iremos desenvolver
nossos programas.
O modelo conceitual é a análise dos elementos e fenômenos relevantes de uma realidade observada ou imaginada e a posterior for-
mação de um modelo abstrato do corpo de conhecimento adquirido: o Modelo Entidade-Relacionamento ou MER31. É frequentemente
documentado de forma visual em um diagrama, quando passa a ser conhecido como Diagrama Entidade-Relacionamento ou DER.
31 [Link]
39
INFORMÁTICA BÁSICA
Certos conceitos são utilizados na modelagem conceitual para descrever os papéis de cada componente do domínio analisado. Dentre
eles, podemos citar:
• Instância: denomina uma ocorrência, um registro que existe ou passou a existir de uma entidade;
• Entidade: define qualquer coisa que seja identificável, singular e tenha existência bem delimitada, podendo ser classificada entre
“fraca” e “forte” de acordo com sua cardinalidade e representada por um retângulo no DER;
Entidade pode ser entendida como uma “coisa” ou algo da realidade modelada onde deseja-se manter informações no banco de
dados (BD).
Por exemplo, em um sistema escolar, algumas entidades podem ser os alunos, professores, horário, disciplinas e avaliações. Note que
uma entidade pode representar tanto objetos concretos (alunos), quanto objetos abstratos (horário). A entidade é representada por um
retângulo. Uma entidade se transformará em uma tabela no modelo físico de banco de dados.
40
INFORMÁTICA BÁSICA
A entidade ALUNO representa todos os estudantes sobre as quais se deseja manter informações no BD. Relacionamento é um conjun-
to de associações entre entidades. O relacionamento é representado por um LOSANGO e o nome do relacionamento (POSSUI,ESTUDA).
Esse losango é ligado por linhas aos retângulos que representam as entidades participantes do relacionamento.
• Atributo: é usado para referir-se à cada característica possuída pelas instâncias de uma entidade ou de um relacionamento e sua
representação no DER se dá em forma de balões — embora seja desencorajada por poluí-lo facilmente;
• Relacionamento: descreve um evento significativo que ocorre entre instâncias de duas entidades e é representado por um losango,
sendo considerado e representado a partir da modelagem lógica como uma entidade no DER quando tem cardinalidade N:N (surpresa!);
• Cardinalidade: conceito usado para dizer quantas vezes uma instância de uma entidade pode se relacionar com instâncias de outra
entidade, também referenciado como “grau de relacionamento”.
A cardinalidade é um número que expressa o comportamento (número de ocorrências) de determinada entidade associada a uma
ocorrência da entidade em questão através do relacionamento.
Existem dois tipos de cardinalidade: mínima e máxima. A cardinalidade máxima, expressa o número máximo de ocorrências de deter-
minada entidade, associada a uma ocorrência da entidade em questão, através do relacionamento. A cardinalidade mínima, expressa o
número mínimo de ocorrências de determinada entidade associada a uma ocorrência da entidade em questão através do relacionamento.
Para fazermos a leitura do modelo, partimos de determinada entidade e a cardinalidade correspondente a essa entidade é represen-
tada no lado oposto. Em nosso exemplo, a cardinalidade (0:N) faz referência a TITULAR, já a cardinalidade (1:1), faz referência a DEPEN-
DENTE. Isso significa que:
- Uma ocorrência de empregado pode não estar associada a uma ocorrência de dependente ou pode estar associada a várias ocorrên-
cias dele (determinado empregado pode não possuir dependentes ou pode possuir vários);
- Uma ocorrência de dependente está associada a apenas uma ocorrência de empregado (determinado dependente possui apenas
um empregado responsável).
Observação: na prática, para as cardinalidades máximas, costumamos distinguir dois tipos: 1 (um) e N (cardinalidades maiores que 1).
Já para a as cardinalidades mínimas, costumamos distinguir dois tipos: 0 (zero) e 1 (um).
• Condicionalidade: responsável por comunicar se a existência de uma instância de uma entidade está condicionada à existência de
uma instância de outra entidade, não sendo muito representada no DER.
41
INFORMÁTICA BÁSICA
O Modelo Relacional
Um Banco de Dados (BD) é uma coleção organizada de dados32. Esses dados são organizados de modo a modelar aspectos do mundo
real, para que seja possível efetuar processamento que gere informações relevantes para os usuários a partir desses dados.
Existem vários modelos de bancos de dados, desenvolvidos ao longo do tempo, e o mais utilizado atualmente é o Modelo Relacional.
No modelo relacional, os dados são organizados em coleções de tabelas bidimensionais. Essas tabelas são também chamadas de
“Relações”.
Desta forma, uma Relação é uma forma de se organizar os dados em linhas e colunas.
O modelo relacional é baseado em lógica e na teoria de conjuntos da matemática.
Como exemplo, podemos querer armazenar dados sobre os clientes de uma loja. Para isso, criamos tabelas para guardar diferentes
conjuntos de dados relacionados a esses clientes, como dados pessoais, dados de compras, crédito e outras. Cada uma dessas tabelas é
uma relação do banco.
Obs.: não confunda o termo Relação com Relacionamento, que também faz parte do modelo relacional, porém são conceitos distintos.
32 [Link]
42
INFORMÁTICA BÁSICA
• Chaves
São regras que definem comportamentos específicos sobre uma tabela33. Estas, são a base para estabelecer relacionamentos. Em uma
base de dados relacional podemos considerar três tipos de chaves: chave primária, chave estrangeira e chave alternativa.
Para explicar os conceitos referente aos tipos de chaves existentes, será utilizado o modelo que segue na figura abaixo.
Na figura anterior a coluna ID_CLIENTE contém a regra de chave primária de forma que estes valores identificaram cada um dos clien-
tes cadastrados. Esta é a única coluna que possui informações que podem distinguir uma linha das demais, pois elas não se repetem. As
colunas NOME, DATA_NASC e SEXO podem possuir informações repetidas de forma que não são bons identificadores. Como foi dito, em
algumas tabelas podemos ter mais de uma coluna recebendo a regra de chave primária.
Na figura acima temos quatro colunas recebendo a regra de chave primária. Cada tabela só pode ter uma regra de chave primária,
independente da quantidade de colunas que a compõem. Então podemos dizer que o cliente que possui o código (id_cliente) número 2,
por exemplo, locou no dia 24 de abril 2015 os DVDs de código número 3 e 4 exatamente as 09:11. Como a regra de chave primária envolve
as quatro colunas podemos garantir que um mesmo cliente nunca conseguirá locar a mesma fita na mesma data e no mesmo horário. De
forma que a combinação das quatro colunas nunca se repetirá. Neste caso, uma única coluna não foi o suficiente para identificar a tabela
Aluguel, de forma que somente com a composição das quatro colunas garantimos que não haja dados repetidos. Pelo que foi dito acima,
poderia surgir a pergunta, por que não incluir a coluna VALOR como parte de regra de chave primária? Isto porque a definição formal da
chave primária exige que haja uma chave mínima. Uma chave é mínima quando as colonas que compõem a chave primária, realmente
são necessárias para garantir a unicidade dos valores contidos nesta. De forma que as colunas ID_CLIENTE, ID_DVD, DATA_ALUGUEL e
HORA_ALUGUEL, formam a estrutura mínima para identificação da tabela aluguel.
33 [Link]
43
INFORMÁTICA BÁSICA
• Chave Estrangeira - (Foreign Key - FK)
Uma chave estrangeira é uma regra de pode definir o comportamento de uma ou mais colunas, fazendo com que estas referenciem as
informações existentes em uma chave primária. Esta é a regra que permite estabelecer relacionamentos em uma base de dados relacional.
Na figura acima, na tabela ALUGUEL, vemos a coluna ID_DVD que possui uma regra de chave estrangeira, referenciando os valores
de chave primária da tabela DVD. Ou seja, só conseguiremos inserir algum valor na coluna ID_DVD da tabela ALUGUEL se este valor já
previamente existir na coluna ID_DVD da tabela DVD. Na coluna ID_CLIENTE da tabela ALUGUEL temos outra regra de chave estrangeira,
só que esta está referenciando a chave primária da tabela CLIENTE. Desta forma, com a implementação da chave estrangeira, podemos
garantir que sempre que houver um aluguel, este será feito obrigatoriamente para um cliente cadastrado e que somente um DVD cadas-
trado poderá ser alugado.
Na figura anterior, vemos a tabela CLIENTE. Nela a coluna ID_CLIENTE é quem possui a regra de chave primária e somente ela pode
ser referenciada por chaves estrangeiras. A coluna CPF também possui, naturalmente, valores únicos, de forma que para garantir esta
unicidade implementamos a regra de chave estrangeira, garantindo assim que nenhum CPF irá se repetir.
34 [Link]
35 [Link]
44
INFORMÁTICA BÁSICA
– DQL - Linguagem de Consulta de Dados: define o comando utilizado para que possamos consultar (SELECT) os dados armazenados
no banco;
– DML - Linguagem de Manipulação de Dados: define os comandos utilizados para manipulação de dados no banco (INSERT, UPDATE
e DELETE);
– DDL - Linguagem de Definição de Dados: define os comandos utilizados para criação (CREATE) de tabelas, views, índices, atualização
dessas estruturas (ALTER), assim como a remoção (DROP);
– DCL - Linguagem de Controle de Dados: define os comandos utilizados para controlar o acesso aos dados do banco, adicionando
(GRANT) e removendo (REVOKE) permissões de acesso;
– DTL - Linguagem de Transação de Dados: define os comandos utilizados para gerenciar as transações executadas no banco de dados,
como iniciar (BEGIN) uma transação, confirmá-la (COMMIT) ou desfazê-la (ROLLBACK).
Segurança da informação é o conjunto de ações para proteção de um grupo de dados, protegendo o valor que ele possui, seja para
um indivíduo específico no âmbito pessoal, seja para uma organização36.
É essencial para a proteção do conjunto de dados de uma corporação, sendo também fundamentais para as atividades do negócio.
Quando bem aplicada, é capaz de blindar a empresa de ataques digitais, desastres tecnológicos ou falhas humanas. Porém, qualquer
tipo de falha, por menor que seja, abre brecha para problemas.
A segurança da informação se baseia nos seguintes pilares37:
– Confidencialidade: o conteúdo protegido deve estar disponível somente a pessoas autorizadas.
– Disponibilidade: é preciso garantir que os dados estejam acessíveis para uso por tais pessoas quando for necessário, ou seja, de
modo permanente a elas.
– Integridade: a informação protegida deve ser íntegra, ou seja, sem sofrer qualquer alteração indevida, não importa por quem e nem
em qual etapa, se no processamento ou no envio.
– Autenticidade: a ideia aqui é assegurar que a origem e autoria do conteúdo seja mesmo a anunciada.
Existem outros termos importantes com os quais um profissional da área trabalha no dia a dia.
Podemos citar a legalidade, que diz respeito à adequação do conteúdo protegido à legislação vigente; a privacidade, que se refere ao
controle sobre quem acessa as informações; e a auditoria, que permite examinar o histórico de um evento de segurança da informação,
rastreando as suas etapas e os responsáveis por cada uma delas.
36 [Link]
37 [Link]
45
INFORMÁTICA BÁSICA
Alguns conceitos relacionados à aplicação dos pilares
– Vulnerabilidade: pontos fracos existentes no conteúdo protegido, com potencial de prejudicar alguns dos pilares de segurança da
informação, ainda que sem intenção
– Ameaça: elemento externo que pode se aproveitar da vulnerabilidade existente para atacar a informação sensível ao negócio.
– Probabilidade: se refere à chance de uma vulnerabilidade ser explorada por uma ameaça.
– Impacto: diz respeito às consequências esperadas caso o conteúdo protegido seja exposto de forma não autorizada.
– Risco: estabelece a relação entre probabilidade e impacto, ajudando a determinar onde concentrar investimentos em segurança da
informação.
Tipos de ataques
Cada tipo de ataque tem um objetivo específico, que são eles38:
– Passivo: envolve ouvir as trocas de comunicações ou gravar de forma passiva as atividades do computador. Por si só, o ataque
passivo não é prejudicial, mas a informação coletada durante a sessão pode ser extremamente prejudicial quando utilizada (adulteração,
fraude, reprodução, bloqueio).
– Ativos: neste momento, faz-se a utilização dos dados coletados no ataque passivo para, por exemplo, derrubar um sistema, infectar
o sistema com malwares, realizar novos ataques a partir da máquina-alvo ou até mesmo destruir o equipamento (Ex.: interceptação, mo-
nitoramento, análise de pacotes).
Política de Segurança da Informação
Este documento irá auxiliar no gerenciamento da segurança da organização através de regras de alto nível que representam os prin-
cípios básicos que a entidade resolveu adotar de acordo com a visão estratégica da mesma, assim como normas (no nível tático) e proce-
dimentos (nível operacional). Seu objetivo será manter a segurança da informação. Todos os detalhes definidos nelas serão para informar
sobre o que pode e o que é proibido, incluindo:
• Política de senhas: define as regras sobre o uso de senhas nos recursos computacionais, como tamanho mínimo e máximo, regra
de formação e periodicidade de troca.
• Política de backup: define as regras sobre a realização de cópias de segurança, como tipo de mídia utilizada, período de retenção e
frequência de execução.
• Política de privacidade: define como são tratadas as informações pessoais, sejam elas de clientes, usuários ou funcionários.
• Política de confidencialidade: define como são tratadas as informações institucionais, ou seja, se elas podem ser repassadas a ter-
ceiros.
Mecanismos de segurança
Um mecanismo de segurança da informação é uma ação, técnica, método ou ferramenta estabelecida com o objetivo de preservar o
conteúdo sigiloso e crítico para uma empresa.
Ele pode ser aplicado de duas formas:
– Controle físico: é a tradicional fechadura, tranca, porta e qualquer outro meio que impeça o contato ou acesso direto à informação
ou infraestrutura que dá suporte a ela
– Controle lógico: nesse caso, estamos falando de barreiras eletrônicas, nos mais variados formatos existentes, desde um antivírus,
firewall ou filtro anti-spam, o que é de grande valia para evitar infecções por e-mail ou ao navegar na internet, passa por métodos de en-
criptação, que transformam as informações em códigos que terceiros sem autorização não conseguem decifrar e, há ainda, a certificação
e assinatura digital, sobre as quais falamos rapidamente no exemplo antes apresentado da emissão da nota fiscal eletrônica.
Todos são tipos de mecanismos de segurança, escolhidos por profissional habilitado conforme o plano de segurança da informação da
empresa e de acordo com a natureza do conteúdo sigiloso.
Criptografia
É uma maneira de codificar uma informação para que somente o emissor e receptor da informação possa decifrá-la através de uma
chave que é usada tanto para criptografar e descriptografar a informação39.
Tem duas maneiras de criptografar informações:
• Criptografia simétrica (chave secreta): utiliza-se uma chave secreta, que pode ser um número, uma palavra ou apenas uma sequ-
ência de letras aleatórias, é aplicada ao texto de uma mensagem para alterar o conteúdo de uma determinada maneira. Tanto o emissor
quanto o receptor da mensagem devem saber qual é a chave secreta para poder ler a mensagem.
• Criptografia assimétrica (chave pública): tem duas chaves relacionadas. Uma chave pública é disponibilizada para qualquer pessoa
que queira enviar uma mensagem. Uma segunda chave privada é mantida em segredo, para que somente você saiba.
Qualquer mensagem que foi usada a chave púbica só poderá ser descriptografada pela chave privada.
Se a mensagem foi criptografada com a chave privada, ela só poderá ser descriptografada pela chave pública correspondente.
A criptografia assimétrica é mais lenta o processamento para criptografar e descriptografar o conteúdo da mensagem.
Um exemplo de criptografia assimétrica é a assinatura digital.
• Assinatura Digital: é muito usado com chaves públicas e permitem ao destinatário verificar a autenticidade e a integridade da infor-
mação recebida. Além disso, uma assinatura digital não permite o repúdio, isto é, o emitente não pode alegar que não realizou a ação. A
chave é integrada ao documento, com isso se houver alguma alteração de informação invalida o documento.
• Sistemas biométricos: utilizam características físicas da pessoa como os olhos, retina, dedos, digitais, palma da mão ou voz.
38 [Link]
39 [Link]
46
INFORMÁTICA BÁSICA
Firewall
Firewall ou “parede de fogo” é uma solução de segurança baseada em hardware ou software (mais comum) que, a partir de um con-
junto de regras ou instruções, analisa o tráfego de rede para determinar quais operações de transmissão ou recepção de dados podem
ser executadas. O firewall se enquadra em uma espécie de barreira de defesa. A sua missão, por assim dizer, consiste basicamente em
bloquear tráfego de dados indesejado e liberar acessos bem-vindos.
Representação de um firewall.40
Uma vez instalados, os códigos maliciosos passam a ter acesso aos dados armazenados no computador e podem executar ações em
nome dos usuários, de acordo com as permissões de cada usuário.
Os principais motivos que levam um atacante a desenvolver e a propagar códigos maliciosos são a obtenção de vantagens financeiras,
a coleta de informações confidenciais, o desejo de autopromoção e o vandalismo. Além disto, os códigos maliciosos são muitas vezes usa-
dos como intermediários e possibilitam a prática de golpes, a realização de ataques e a disseminação de spam (mais detalhes nos Capítulos
Golpes na Internet, Ataques na Internet e Spam, respectivamente).
A seguir, serão apresentados os principais tipos de códigos maliciosos existentes.
40 Fonte: [Link]
C3%A7%C3%A3o%20de,de%20dados%20podem%20ser%20executadas.
41 [Link]
42 [Link]
47
INFORMÁTICA BÁSICA
Vírus Um computador infectado por um bot costuma ser chamado de
Vírus é um programa ou parte de um programa de computador, zumbi (zombie computer), pois pode ser controlado remotamente,
normalmente malicioso, que se propaga inserindo cópias de si mes- sem o conhecimento do seu dono. Também pode ser chamado de
mo e se tornando parte de outros programas e arquivos. spam zombie quando o bot instalado o transforma em um servidor
Para que possa se tornar ativo e dar continuidade ao processo de e-mails e o utiliza para o envio de spam.
de infecção, o vírus depende da execução do programa ou arquivo Botnet é uma rede formada por centenas ou milhares de com-
hospedeiro, ou seja, para que o seu computador seja infectado é putadores zumbis e que permite potencializar as ações danosas
preciso que um programa já infectado seja executado. executadas pelos bots.
O principal meio de propagação de vírus costumava ser os Quanto mais zumbis participarem da botnet mais potente ela
disquetes. Com o tempo, porém, estas mídias caíram em desuso e será. O atacante que a controlar, além de usá-la para seus próprios
começaram a surgir novas maneiras, como o envio de e-mail. Atu- ataques, também pode alugá-la para outras pessoas ou grupos que
almente, as mídias removíveis tornaram-se novamente o principal desejem que uma ação maliciosa específica seja executada.
meio de propagação, não mais por disquetes, mas, principalmente, Algumas das ações maliciosas que costumam ser executadas
pelo uso de pen-drives. por intermédio de botnets são: ataques de negação de serviço,
Há diferentes tipos de vírus. Alguns procuram permanecer ocul- propagação de códigos maliciosos (inclusive do próprio bot), coleta
tos, infectando arquivos do disco e executando uma série de ativi- de informações de um grande número de computadores, envio de
dades sem o conhecimento do usuário. Há outros que permanecem spam e camuflagem da identidade do atacante (com o uso de pro-
inativos durante certos períodos, entrando em atividade apenas em xies instalados nos zumbis).
datas específicas. Alguns dos tipos de vírus mais comuns são:
– Vírus propagado por e-mail: recebido como um arquivo ane- Spyware
xo a um e-mail cujo conteúdo tenta induzir o usuário a clicar sobre Spyware é um programa projetado para monitorar as ativida-
este arquivo, fazendo com que seja executado. des de um sistema e enviar as informações coletadas para terceiros.
– Vírus de script: escrito em linguagem de script, como VBS- Pode ser usado tanto de forma legítima quanto maliciosa, de-
cript e JavaScript, e recebido ao acessar uma página Web ou por pendendo de como é instalado, das ações realizadas, do tipo de
e-mail, como um arquivo anexo ou como parte do próprio e-mail informação monitorada e do uso que é feito por quem recebe as
escrito em formato HTML. informações coletadas. Pode ser considerado de uso:
– Vírus de macro: tipo específico de vírus de script, escrito em – Legítimo: quando instalado em um computador pessoal, pelo
linguagem de macro, que tenta infectar arquivos manipulados por próprio dono ou com consentimento deste, com o objetivo de veri-
aplicativos que utilizam esta linguagem como, por exemplo, os que ficar se outras pessoas o estão utilizando de modo abusivo ou não
compõe o Microsoft Office (Excel, Word e PowerPoint, entre ou- autorizado.
tros). – Malicioso: quando executa ações que podem comprometer
– Vírus de telefone celular: vírus que se propaga de celular para a privacidade do usuário e a segurança do computador, como mo-
celular por meio da tecnologia bluetooth ou de mensagens MMS nitorar e capturar informações referentes à navegação do usuário
(Multimedia Message Service). A infecção ocorre quando um usu- ou inseridas em outros programas (por exemplo, conta de usuário
ário permite o recebimento de um arquivo infectado e o executa. e senha).
Alguns tipos específicos de programas spyware são:
Worm – Keylogger: capaz de capturar e armazenar as teclas digitadas
Worm é um programa capaz de se propagar automaticamen- pelo usuário no teclado do computador.
te pelas redes, enviando cópias de si mesmo de computador para – Screenlogger: similar ao keylogger, capaz de armazenar a po-
computador. sição do cursor e a tela apresentada no monitor, nos momentos em
Diferente do vírus, o worm não se propaga por meio da inclu- que o mouse é clicado, ou a região que circunda a posição onde o
são de cópias de si mesmo em outros programas ou arquivos, mas mouse é clicado.
sim pela execução direta de suas cópias ou pela exploração auto- – Adware: projetado especificamente para apresentar propa-
mática de vulnerabilidades existentes em programas instalados em gandas.
computadores.
Worms são notadamente responsáveis por consumir muitos Backdoor
recursos, devido à grande quantidade de cópias de si mesmo que Backdoor é um programa que permite o retorno de um invasor
costumam propagar e, como consequência, podem afetar o desem- a um computador comprometido, por meio da inclusão de serviços
penho de redes e a utilização de computadores. criados ou modificados para este fim.
Pode ser incluído pela ação de outros códigos maliciosos, que
Bot e botnet tenham previamente infectado o computador, ou por atacantes,
Bot é um programa que dispõe de mecanismos de comunicação que exploram vulnerabilidades existentes nos programas instalados
com o invasor que permitem que ele seja controlado remotamente. no computador para invadi-lo.
Possui processo de infecção e propagação similar ao do worm, ou Após incluído, o backdoor é usado para assegurar o acesso fu-
seja, é capaz de se propagar automaticamente, explorando vulne- turo ao computador comprometido, permitindo que ele seja aces-
rabilidades existentes em programas instalados em computadores. sado remotamente, sem que haja necessidade de recorrer nova-
A comunicação entre o invasor e o computador infectado pelo mente aos métodos utilizados na realização da invasão ou infecção
bot pode ocorrer via canais de IRC, servidores Web e redes do tipo e, na maioria dos casos, sem que seja notado.
P2P, entre outros meios. Ao se comunicar, o invasor pode enviar
instruções para que ações maliciosas sejam executadas, como des- Cavalo de troia (Trojan)
ferir ataques, furtar dados do computador infectado e enviar spam. Cavalo de troia, trojan ou trojan-horse, é um programa que,
além de executar as funções para as quais foi aparentemente proje-
tado, também executa outras funções, normalmente maliciosas, e
sem o conhecimento do usuário.
48
INFORMÁTICA BÁSICA
Exemplos de trojans são programas que você recebe ou obtém – Norton;
de sites na Internet e que parecem ser apenas cartões virtuais ani- – Avira;
mados, álbuns de fotos, jogos e protetores de tela, entre outros. – Kaspersky;
Estes programas, geralmente, consistem de um único arquivo e ne- – McAffe.
cessitam ser explicitamente executados para que sejam instalados
no computador. Filtro anti-spam
Trojans também podem ser instalados por atacantes que, após Spam é o termo usado para referir-se aos e-mails não solici-
invadirem um computador, alteram programas já existentes para tados, que geralmente são enviados para um grande número de
que, além de continuarem a desempenhar as funções originais, pessoas.
também executem ações maliciosas. Spam zombies são computadores de usuários finais que foram
comprometidos por códigos maliciosos em geral, como worms,
Rootkit bots, vírus e cavalos de tróia. Estes códigos maliciosos, uma vez ins-
Rootkit é um conjunto de programas e técnicas que permite talados, permitem que spammers utilizem a máquina para o envio
esconder e assegurar a presença de um invasor ou de outro código de spam, sem o conhecimento do usuário. Enquanto utilizam má-
malicioso em um computador comprometido. quinas comprometidas para executar suas atividades, dificultam a
Rootkits inicialmente eram usados por atacantes que, após in- identificação da origem do spam e dos autores também. Os spam
vadirem um computador, os instalavam para manter o acesso pri- zombies são muito explorados pelos spammers, por proporcionar o
vilegiado, sem precisar recorrer novamente aos métodos utilizados anonimato que tanto os protege.
na invasão, e para esconder suas atividades do responsável e/ou Estes filtros são responsáveis por evitar que mensagens indese-
dos usuários do computador. Apesar de ainda serem bastante usa- jadas cheguem até a sua caixa de entrada no e-mail.
dos por atacantes, os rootkits atualmente têm sido também utili-
zados e incorporados por outros códigos maliciosos para ficarem Anti-malwares
ocultos e não serem detectados pelo usuário e nem por mecanis- Ferramentas anti-malware são aquelas que procuram detectar
mos de proteção. e, então, anular ou remover os códigos maliciosos de um computa-
dor. Antivírus, anti-spyware, anti-rootkit e anti-trojan são exemplos
Ransomware de ferramentas deste tipo.
Ransomware é um tipo de código malicioso que torna inacessí-
veis os dados armazenados em um equipamento, geralmente usan-
do criptografia, e que exige pagamento de resgate (ransom) para EXERCÍCIOS
restabelecer o acesso ao usuário43.
O pagamento do resgate geralmente é feito via bitcoins.
Pode se propagar de diversas formas, embora as mais comuns 1. (FGV-SEDUC -AM) O dispositivo de hardware que tem como
sejam através de e-mails com o código malicioso em anexo ou que principal função a digitalização de imagens e textos, convertendo as
induzam o usuário a seguir um link e explorando vulnerabilidades versões em papel para o formato digital, é denominado
em sistemas que não tenham recebido as devidas atualizações de (A) joystick.
segurança. (B) plotter.
(C) scanner.
Antivírus (D) webcam.
O antivírus é um software de proteção do computador que eli- (E) pendrive.
mina programas maliciosos que foram desenvolvidos para prejudi-
car o computador. 2. (CKM-FUNDAÇÃO LIBERATO SALZANO) João comprou um
O vírus infecta o computador através da multiplicação dele (có- novo jogo para seu computador e o instalou sem que ocorressem
pias) com intenção de causar danos na máquina ou roubar dados. erros. No entanto, o jogo executou de forma lenta e apresentou
O antivírus analisa os arquivos do computador buscando pa- baixa resolução. Considerando esse contexto, selecione a alterna-
drões de comportamento e códigos que não seriam comuns em tiva que contém a placa de expansão que poderá ser trocada ou
algum tipo de arquivo e compara com seu banco de dados. Com adicionada para resolver o problema constatado por João.
isto ele avisa o usuário que tem algo suspeito para ele tomar pro- (A) Placa de som
vidência. (B) Placa de fax modem
O banco de dados do antivírus é muito importante neste pro- (C) Placa usb
cesso, por isso, ele deve ser constantemente atualizado, pois todos (D) Placa de captura
os dias são criados vírus novos. (E) Placa de vídeo
Uma grande parte das infecções de vírus tem participação do
usuário. Os mais comuns são através de links recebidos por e-mail 3. (CKM-FUNDAÇÃO LIBERATO SALZANO) Há vários tipos de pe-
ou download de arquivos na internet de sites desconhecidos ou riféricos utilizados em um computador, como os periféricos de saída
mesmo só de acessar alguns sites duvidosos pode acontecer uma e os de entrada. Dessa forma, assinale a alternativa que apresenta
contaminação. um exemplo de periférico somente de entrada.
Outro jeito de contaminar é através de dispositivos de armaze- (A) Monitor
namentos móveis como HD externo e pen drive. Nestes casos de- (B) Impressora
vem acionar o antivírus para fazer uma verificação antes. (C) Caixa de som
Existem diversas opções confiáveis, tanto gratuitas quanto pa- (D) Headphone
gas. Entre as principais estão: (E) Mouse
– Avast;
– AVG;
43 [Link]
49
INFORMÁTICA BÁSICA
4. (VUNESP-2019 – SEDUC-SP) Na rede mundial de computado- 10. (CPCON – PREF, PORTALEGRE) Existem muitas versões do
res, Internet, os serviços de comunicação e informação são disponi- Microsoft Windows disponíveis para os usuários. No entanto, não é
bilizados por meio de endereços e links com formatos padronizados uma versão oficial do Microsoft Windows
URL (Uniform Resource Locator). Um exemplo de formato de ende- (A) Windows 7
reço válido na Internet é: (B) Windows 10
(A) http:@[Link] (C) Windows 8.1
(B) HTML:[Link] (D) Windows 9
(C) html://[Link] (E) Windows Server 2012
(D) [Link]
(E) www.#social.*[Link] 11. (MOURA MELO – CAJAMAR) É uma versão inexistente do
Windows:
5. (IBASE PREF. DE LINHARES – ES) Quando locamos servido- (A) Windows Gold.
res e armazenamento compartilhados, com software disponível e (B) Windows 8.
localizados em Data-Centers remotos, aos quais não temos acesso (C) Windows 7.
presencial, chamamos esse serviço de: (D) Windows XP.
(A) Computação On-Line.
(B) Computação na nuvem. 12. (QUADRIX CRN) Nos sistemas operacionais Windows 7 e
(C) Computação em Tempo Real. Windows 8, qual, destas funções, a Ferramenta de Captura não exe-
(D) Computação em Block Time. cuta?
(E) Computação Visual (A) Capturar qualquer item da área de trabalho.
(B) Capturar uma imagem a partir de um scanner.
6. (CESPE – SEDF) Com relação aos conceitos básicos e modos (C) Capturar uma janela inteira
de utilização de tecnologias, ferramentas, aplicativos e procedimen- (D) Capturar uma seção retangular da tela.
tos associados à Internet, julgue o próximo item. (E) Capturar um contorno à mão livre feito com o mouse ou
Embora exista uma série de ferramentas disponíveis na Inter- uma caneta eletrônica
net para diversas finalidades, ainda não é possível extrair apenas o
áudio de um vídeo armazenado na Internet, como, por exemplo, no 13. (IF-PB) Acerca dos sistemas operacionais Windows 7 e 8,
Youtube ([Link] assinale a alternativa INCORRETA:
( ) Certo (A) O Windows 8 é o sucessor do 7, e ambos são desenvolvidos
( ) Errado pela Microsoft.
(B) O Windows 8 apresentou uma grande revolução na interfa-
7. (CESP-MEC WEB DESIGNER) Na utilização de um browser, a ce do Windows. Nessa versão, o botão “iniciar” não está sem-
execução de JavaScripts ou de programas Java hostis pode provocar pre visível ao usuário.
danos ao computador do usuário. (C) É possível executar aplicativos desenvolvidos para Windows
( ) Certo 7 dentro do Windows 8.
( ) Errado (D) O Windows 8 possui um antivírus próprio, denominado
Kapersky.
8. (FGV – SEDUC -AM) Um Assistente Técnico recebe um e-mail (E) O Windows 7 possui versões direcionadas para computado-
com arquivo anexo em seu computador e o antivírus acusa existên- res x86 e 64 bits.
cia de vírus.
Assinale a opção que indica o procedimento de segurança a ser 14. (CESPE BANCO DA AMAZÔNIA) O Linux, um sistema multi-
adotado no exemplo acima. tarefa e multiusuário, é disponível em várias distribuições, entre as
(A) Abrir o e-mail para verificar o conteúdo, antes de enviá-lo quais, Debian, Ubuntu, Mandriva e Fedora.
ao administrador de rede. ( ) Certo
(B) Executar o arquivo anexo, com o objetivo de verificar o ( ) Errado
tipo de vírus.
(C) Apagar o e-mail, sem abri-lo. 15. (FCC – DNOCS) - O comando Linux que lista o conteúdo de
(D) Armazenar o e-mail na área de backup, para fins de moni- um diretório, arquivos ou subdiretórios é o
toramento. (A) init 0.
(E) Enviar o e-mail suspeito para a pasta de spam, visando a (B) init 6.
analisá-lo posteriormente. (C) exit
(D) ls.
9. (CESPE – PEFOCE) Entre os sistemas operacionais Windows (E) cd.
7, Windows Vista e Windows XP, apenas este último não possui ver-
são para processadores de 64 bits. 16. (SOLUÇÃO) O Linux faz distinção de letras maiúsculas ou
( ) Certo minúsculas
( ) Errado ( ) Certo
( ) Errado
50
INFORMÁTICA BÁSICA
17. (CESP -UERN) Na suíte Microsoft Office, o aplicativo 12 B
(A) Excel é destinado à elaboração de tabelas e planilhas eletrô-
nicas para cálculos numéricos, além de servir para a produção 13 D
de textos organizados por linhas e colunas identificadas por nú- 14 CERTO
meros e letras.
(B) PowerPoint oferece uma gama de tarefas como elaboração 15 D
e gerenciamento de bancos de dados em formatos .PPT. 16 CERTO
(C) Word, apesar de ter sido criado para a produção de texto, é
17 A
útil na elaboração de planilhas eletrônicas, com mais recursos
que o Excel. 18 D
(D) FrontPage é usado para o envio e recebimento de mensa- 19 CERTO
gens de correio eletrônico.
(E) Outlook é utilizado, por usuários cadastrados, para o envio 20 CERTO
e recebimento de páginas web.
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
( ) Certo ______________________________________________________
( ) Errado
______________________________________________________
20. (CESPE – CAIXA) O PowerPoint permite adicionar efeitos so-
______________________________________________________
noros à apresentação em elaboração.
( ) Certo ______________________________________________________
( ) Errado
______________________________________________________
GABARITO
______________________________________________________
______________________________________________________
1 C
2 E ______________________________________________________
3 E ______________________________________________________
4 D
______________________________________________________
5 B
______________________________________________________
6 ERRADO
7 CERTO ______________________________________________________
8 C ______________________________________________________
9 CERTO
_____________________________________________________
10 D
11 A _____________________________________________________
51