0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações43 páginas

Raciocínio Lógico-Matemático Essencial

O documento aborda conceitos de raciocínio lógico-matemático, incluindo lógica, operações com conjuntos, números e suas operações, porcentagem, proporcionalidade, estatística e geometria básica. Ele também discute proposições, conectivos lógicos e a estrutura lógica de relações, além de enfatizar a importância da prática em problemas de lógica e raciocínio verbal. O conteúdo é essencial para a compreensão e aplicação de habilidades matemáticas e lógicas em diversas situações.

Enviado por

Ronnie Moreira
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações43 páginas

Raciocínio Lógico-Matemático Essencial

O documento aborda conceitos de raciocínio lógico-matemático, incluindo lógica, operações com conjuntos, números e suas operações, porcentagem, proporcionalidade, estatística e geometria básica. Ele também discute proposições, conectivos lógicos e a estrutura lógica de relações, além de enfatizar a importância da prática em problemas de lógica e raciocínio verbal. O conteúdo é essencial para a compreensão e aplicação de habilidades matemáticas e lógicas em diversas situações.

Enviado por

Ronnie Moreira
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO

1. Lógica: proposições, conectivos, equivalências lógicas, quantificadores e predicados. Conjuntos e suas operações, diagramas. Es-
trutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; dedução de novas informações das rela-
ções fornecidas e avaliação das condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações. Compreensão e análise da lógica
de uma situação, utilizando as funções intelectuais: raciocínio verbal, raciocínio matemático, raciocínio sequencial, reconhecimen-
to de padrões, orientação espacial e temporal, formação de conceitos, discriminação de elementos Problemas de lógica e raciocí-
nio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 01
2. Números inteiros, racionais e reais e suas operações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
3. Porcentagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
4. Proporcionalidade direta e inversa. Medidas de comprimento, área, volume, massa e tempo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
5. Compreensão de dados apresentados em gráficos e tabelas. Noções de estatística: média, moda, mediana e desvio padrão. . . . . 32
6. Problemas de contagem e noções de probabilidade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
7. Geometria básica: ângulos, triângulos, polígonos, distâncias, proporcionalidade, perímetro e área. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
A – Verdadeiro (A afirmação é uma consequência lógica das in-
LÓGICA: PROPOSIÇÕES, CONECTIVOS, EQUIVALÊN- formações ou opiniões contidas no trecho)
CIAS LÓGICAS, QUANTIFICADORES E PREDICADOS. B – Falso (A afirmação é logicamente falsa, consideradas as in-
CONJUNTOS E SUAS OPERAÇÕES, DIAGRAMAS. ES- formações ou opiniões contidas no trecho)
TRUTURA LÓGICA DE RELAÇÕES ARBITRÁRIAS ENTRE C – Impossível dizer (Impossível determinar se a afirmação é
PESSOAS, LUGARES, OBJETOS OU EVENTOS FICTÍCIOS; verdadeira ou falsa sem mais informações)
DEDUÇÃO DE NOVAS INFORMAÇÕES DAS RELAÇÕES
FORNECIDAS E AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES USADAS ESTRUTURAS LÓGICAS
PARA ESTABELECER A ESTRUTURA DAQUELAS RELA- Precisamos antes de tudo compreender o que são proposições.
ÇÕES. COMPREENSÃO E ANÁLISE DA LÓGICA DE UMA Chama-se proposição toda sentença declarativa à qual podemos
SITUAÇÃO, UTILIZANDO AS FUNÇÕES INTELECTUAIS: atribuir um dos valores lógicos: verdadeiro ou falso, nunca ambos.
RACIOCÍNIO VERBAL, RACIOCÍNIO MATEMÁTICO, Trata-se, portanto, de uma sentença fechada.
RACIOCÍNIO SEQUENCIAL, RECONHECIMENTO DE PA-
DRÕES, ORIENTAÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL, FORMA- Elas podem ser:
ÇÃO DE CONCEITOS, DISCRIMINAÇÃO DE ELEMENTOS. • Sentença aberta: quando não se pode atribuir um valor lógi-
PROBLEMAS DE LÓGICA E RACIOCÍNIO co verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a proposição!), portanto,
não é considerada frase lógica. São consideradas sentenças abertas:
RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO - Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou ontem?
– Fez Sol ontem?
Este tipo de raciocínio testa sua habilidade de resolver proble- - Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
mas matemáticos, e é uma forma de medir seu domínio das dife- - Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue a
rentes áreas do estudo da Matemática: Aritmética, Álgebra, leitura televisão.
de tabelas e gráficos, Probabilidade e Geometria etc. Essa parte - Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais, am-
consiste nos seguintes conteúdos: bíguas, ...): “esta frase é falsa” (expressão paradoxal) – O cachorro
- Operação com conjuntos. do meu vizinho morreu (expressão ambígua) – 2 + 5+ 1
- Cálculos com porcentagens.
- Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geomé- • Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO
tricos e matriciais. valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será conside-
- Geometria básica. rada uma frase, proposição ou sentença lógica.
- Álgebra básica e sistemas lineares.
- Calendários. Proposições simples e compostas
- Numeração. • Proposições simples (ou atômicas): aquela que NÃO contém
- Razões Especiais. nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma. As
- Análise Combinatória e Probabilidade. proposições simples são designadas pelas letras latinas minúsculas
- Progressões Aritmética e Geométrica. p,q,r, s..., chamadas letras proposicionais.

RACIOCÍNIO LÓGICO DEDUTIVO • Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógi-


cas): aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições
Este tipo de raciocínio está relacionado ao conteúdo Lógica de simples. As proposições compostas são designadas pelas letras lati-
Argumentação. nas maiúsculas P,Q,R, R..., também chamadas letras proposicionais.

ORIENTAÇÕES ESPACIAL E TEMPORAL ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas


por duas proposições simples.
O raciocínio lógico espacial ou orientação espacial envolvem
figuras, dados e palitos. O raciocínio lógico temporal ou orientação
temporal envolve datas, calendário, ou seja, envolve o tempo.
O mais importante é praticar o máximo de questões que envol-
vam os conteúdos:
- Lógica sequencial
- Calendários

RACIOCÍNIO VERBAL

Avalia a capacidade de interpretar informação escrita e tirar


conclusões lógicas.
Uma avaliação de raciocínio verbal é um tipo de análise de ha-
bilidade ou aptidão, que pode ser aplicada ao se candidatar a uma
vaga. Raciocínio verbal é parte da capacidade cognitiva ou inteli-
gência geral; é a percepção, aquisição, organização e aplicação do
conhecimento por meio da linguagem.
Nos testes de raciocínio verbal, geralmente você recebe um
trecho com informações e precisa avaliar um conjunto de afirma-
ções, selecionando uma das possíveis respostas:

1
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Proposições Compostas – Conectivos
As proposições compostas são formadas por proposições simples ligadas por conectivos, aos quais formam um valor lógico, que po-
demos vê na tabela a seguir:

OPERAÇÃO CONECTIVO ESTRUTURA LÓGICA TABELA VERDADE

Negação ~ Não p

Conjunção ^ peq

Disjunção Inclusiva v p ou q

Disjunção Exclusiva v Ou p ou q

Condicional → Se p então q

Bicondicional ↔ p se e somente se q

2
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Em síntese temos a tabela verdade das proposições que facilitará na resolução de diversas questões

Exemplo:
(MEC – CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA OS POSTOS 9,10,11 E 16 – CESPE)

A figura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela-verdade, em que P, Q e R representam proposições lógicas, e V e F corres-
pondem, respectivamente, aos valores lógicos verdadeiro e falso.
Com base nessas informações e utilizando os conectivos lógicos usuais, julgue o item subsecutivo.
A última coluna da tabela-verdade referente à proposição lógica P v (Q↔R) quando representada na posição horizontal é igual a

( ) Certo
( ) Errado

Resolução:
P v (Q↔R), montando a tabela verdade temos:

R Q P [P v (Q ↔ R) ]
V V V V V V V V
V V F F V V V V
V F V V V F F V
V F F F F F F V
F V V V V V F F
F V F F F V F F
F F V V V F V F
F F F F V F V F

Resposta: Certo

3
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Proposição
Conjunto de palavras ou símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de sentido completo. Elas transmitem pensamentos,
isto é, afirmam fatos ou exprimem juízos que formamos a respeito de determinados conceitos ou entes.

Valores lógicos
São os valores atribuídos as proposições, podendo ser uma verdade, se a proposição é verdadeira (V), e uma falsidade, se a proposi-
ção é falsa (F). Designamos as letras V e F para abreviarmos os valores lógicos verdade e falsidade respectivamente.
Com isso temos alguns aximos da lógica:
– PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma proposição não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo tempo.
– PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre um desses casos, NUNCA
existindo um terceiro caso.

“Toda proposição tem um, e somente um, dos valores, que são: V ou F.”

Classificação de uma proposição


Elas podem ser:
• Sentença aberta: quando não se pode atribuir um valor lógico verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a proposição!), portanto, não
é considerada frase lógica. São consideradas sentenças abertas:
- Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou ontem? – Fez Sol ontem?
- Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
- Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue a televisão.
- Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais, ambíguas, ...): “esta frase é falsa” (expressão paradoxal) – O cachorro do
meu vizinho morreu (expressão ambígua) – 2 + 5+ 1

• Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será considerada
uma frase, proposição ou sentença lógica.

Proposições simples e compostas


• Proposições simples (ou atômicas): aquela que NÃO contém nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma. As
proposições simples são designadas pelas letras latinas minúsculas p,q,r, s..., chamadas letras proposicionais.
Exemplos
r: Thiago é careca.
s: Pedro é professor.

• Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas): aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições
simples. As proposições compostas são designadas pelas letras latinas maiúsculas P,Q,R, R..., também chamadas letras proposicionais.
Exemplo
P: Thiago é careca e Pedro é professor.

ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas por duas proposições simples.

Exemplos:
1. (CESPE/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir:
– “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
– A expressão x + y é positiva.
– O valor de √4 + 3 = 7.
– Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
– O que é isto?

Há exatamente:
(A) uma proposição;
(B) duas proposições;
(C) três proposições;
(D) quatro proposições;
(E) todas são proposições.

Resolução:
Analisemos cada alternativa:
(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma sentença lógica.
(B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir valores lógicos, logo não é sentença lógica.
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado que tenhamos
(D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando a quantidade
certa de gols, apenas se podemos atribuir um valor de V ou F a sentença).
(E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.

4
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Resposta: B.

Conectivos (conectores lógicos)


Para compôr novas proposições, definidas como composta, a partir de outras proposições simples, usam-se os conectivos. São eles:

OPERAÇÃO CONECTIVO ESTRUTURA LÓGICA TABELA VERDADE

Negação ~ Não p

Conjunção ^ peq

Disjunção Inclusiva v p ou q

Disjunção Exclusiva v Ou p ou q

Condicional → Se p então q

Bicondicional ↔ p se e somente se q

5
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Exemplo:
2. (PC/SP - Delegado de Polícia - VUNESP) Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou símbolos (da
linguagem formal) utilizados para conectar proposições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternativa que apre-
senta exemplos de conjunção, negação e implicação, respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ∧ q
(B) p ∧ q, ¬ p, p -> q
(C) p -> q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q

Resolução:
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta o conectivo “e”, e é representada pelo símbolo ∧. A negação é repre-
sentada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma proposição simples (por exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implicação é uma
proposição composta do tipo condicional (Se, então) é representada pelo símbolo (→).
Resposta: B.

Tabela Verdade
Quando trabalhamos com as proposições compostas, determinamos o seu valor lógico partindo das proposições simples que a com-
põe. O valor lógico de qualquer proposição composta depende UNICAMENTE dos valores lógicos das proposições simples componentes,
ficando por eles UNIVOCAMENTE determinados.

• Número de linhas de uma Tabela Verdade: depende do número de proposições simples que a integram, sendo dado pelo seguinte
teorema:
“A tabela verdade de uma proposição composta com n* proposições simples componentes contém 2n linhas.”

Exemplo:
3. (CESPE/UNB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições simples e distintas, então o número de linhas da tabela-verdade da propo-
sição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
(A) 2;
(B) 4;
(C) 8;
(D) 16;
(E) 32.

Resolução:
Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio acima, então teremos:
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.

Conceitos de Tautologia , Contradição e Contigência


• Tautologia: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade (última coluna), V (verdades).
Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma tautologia, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma tautologia, quaisquer que sejam
as proposições P0, Q0, R0, ...

• Contradição: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade (última coluna), F (falsidades). A contradição é a negação da Tauto-
logia e vice versa.
Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma contradição, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma contradição, quaisquer que sejam
as proposições P0, Q0, R0, ...

• Contingência: possui valores lógicos V e F ,da tabela verdade (última coluna). Em outros termos a contingência é uma proposição
composta que não é tautologia e nem contradição.

Exemplos:
4. (DPU – ANALISTA – CESPE) Um estudante de direito, com o objetivo de sistematizar o seu estudo, criou sua própria legenda, na qual
identificava, por letras, algumas afirmações relevantes quanto à disciplina estudada e as vinculava por meio de sentenças (proposições).
No seu vocabulário particular constava, por exemplo:
P: Cometeu o crime A.
Q: Cometeu o crime B.
R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão no regime fechado.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.

6
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não recordar qual era o crime B, lembrou que ele era inafiançável.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item que se segue.
A sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)) será sempre verdadeira, independentemente das valorações de P e Q como verdadeiras ou falsas.
( ) Certo
( ) Errado

Resolução:
Considerando P e Q como V.
(V→V) ↔ ((F)→(F))
(V) ↔ (V) = V
Considerando P e Q como F
(F→F) ↔ ((V)→(V))
(V) ↔ (V) = V
Então concluímos que a afirmação é verdadeira.
Resposta: Certo.

Equivalência
Duas ou mais proposições compostas são equivalentes, quando mesmo possuindo estruturas lógicas diferentes, apresentam a mesma
solução em suas respectivas tabelas verdade.
Se as proposições P(p,q,r,...) e Q(p,q,r,...) são ambas TAUTOLOGIAS, ou então, são CONTRADIÇÕES, então são EQUIVALENTES.

Exemplo:
5. (VUNESP/TJSP) Uma negação lógica para a afirmação “João é rico, ou Maria é pobre” é:
(A) Se João é rico, então Maria é pobre.
(B) João não é rico, e Maria não é pobre.
(C) João é rico, e Maria não é pobre.
(D) Se João não é rico, então Maria não é pobre.
(E) João não é rico, ou Maria não é pobre.

Resolução:
Nesta questão, a proposição a ser negada trata-se da disjunção de duas proposições lógicas simples. Para tal, trocamos o conectivo
por “e” e negamos as proposições “João é rico” e “Maria é pobre”. Vejam como fica:

Resposta: B.

7
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Leis de Morgan
Com elas:
– Negamos que duas dadas proposições são ao mesmo tempo verdadeiras equivalendo a afirmar que pelo menos uma é falsa
– Negamos que uma pelo menos de duas proposições é verdadeira equivalendo a afirmar que ambas são falsas.

ATENÇÃO
As Leis de Morgan exprimem que NEGAÇÃO CONJUNÇÃO em DISJUNÇÃO
transforma: DISJUNÇÃO em CONJUNÇÃO

CONECTIVOS
Para compôr novas proposições, definidas como composta, a partir de outras proposições simples, usam-se os conectivos.

OPERAÇÃO CONECTIVO ESTRUTURA LÓGICA EXEMPLOS


Negação ~ Não p A cadeira não é azul.
Conjunção ^ peq Fernando é médico e Nicolas é Engenheiro.
Disjunção Inclusiva v p ou q Fernando é médico ou Nicolas é Engenheiro.
Disjunção Exclusiva v Ou p ou q Ou Fernando é médico ou João é Engenheiro.
Condicional → Se p então q Se Fernando é médico então Nicolas é Engenheiro.
Bicondicional ↔ p se e somente se q Fernando é médico se e somente se Nicolas é Engenheiro.

Conectivo “não” (~)


Chamamos de negação de uma proposição representada por “não p” cujo valor lógico é verdade (V) quando p é falsa e falsidade (F)
quando p é verdadeira. Assim “não p” tem valor lógico oposto daquele de p. Pela tabela verdade temos:

Conectivo “e” (˄)


Se p e q são duas proposições, a proposição p ˄ q será chamada de conjunção. Para a conjunção, tem-se a seguinte tabela-verdade:

ATENÇÃO: Sentenças interligadas pelo conectivo “e” possuirão o valor verdadeiro somente quando todas as sentenças, ou argumen-
tos lógicos, tiverem valores verdadeiros.

Conectivo “ou” (v)


Este inclusivo: Elisabete é bonita ou Elisabete é inteligente. (Nada impede que Elisabete seja bonita e inteligente).

8
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Conectivo “ou” (v)
Este exclusivo: Elisabete é paulista ou Elisabete é carioca. (Se Elisabete é paulista, não será carioca e vice-versa).

• Mais sobre o Conectivo “ou”


– “inclusivo”(considera os dois casos)
– “exclusivo”(considera apenas um dos casos)

Exemplos:
R: Paulo é professor ou administrador
S: Maria é jovem ou idosa
No primeiro caso, o “ou” é inclusivo,pois pelo menos uma das proposições é verdadeira, podendo ser ambas.
No caso da segunda, o “ou” é exclusivo, pois somente uma das proposições poderá ser verdadeira

Ele pode ser “inclusivo”(considera os dois casos) ou “exclusivo”(considera apenas um dos casos)

Exemplo:
R: Paulo é professor ou administrador
S: Maria é jovem ou idosa

No primeiro caso, o “ou” é inclusivo,pois pelo menos uma das proposições é verdadeira, podendo ser ambas.
No caso da segunda, o “ou” é exclusivo, pois somente uma das proposições poderá ser verdadeiro

Conectivo “Se... então” (→)


Se p e q são duas proposições, a proposição p→q é chamada subjunção ou condicional. Considere a seguinte subjunção: “Se fizer sol,
então irei à praia”.
1. Podem ocorrer as situações:
2. Fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade)
3. Fez sol e não fui à praia. (Eu menti)
4. Não fez sol e não fui à praia. (Eu disse a verdade)
5. Não fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade, pois eu não disse o que faria se não fizesse sol. Assim, poderia ir ou não ir à praia).
Temos então sua tabela verdade:

Observe que uma subjunção p→q somente será falsa quando a primeira proposição, p, for verdadeira e a segunda, q, for falsa.

Conectivo “Se e somente se” (↔)


Se p e q são duas proposições, a proposição p↔q1 é chamada bijunção ou bicondicional, que também pode ser lida como: “p é con-
dição necessária e suficiente para q” ou, ainda, “q é condição necessária e suficiente para p”.
Considere, agora, a seguinte bijunção: “Irei à praia se e somente se fizer sol”. Podem ocorrer as situações:
1. Fez sol e fui à praia. (Eu disse a verdade)
2. Fez sol e não fui à praia. (Eu menti)
3. Não fez sol e fui à praia. (Eu menti)
4. Não fez sol e não fui à praia. (Eu disse a verdade). Sua tabela verdade:

9
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO

Observe que uma bicondicional só é verdadeira quando as proposições formadoras são ambas falsas ou ambas verdadeiras.

ATENÇÃO: O importante sobre os conectivos é ter em mente a tabela de cada um deles, para que assim você possa resolver qualquer
questão referente ao assunto.

Ordem de precedência dos conectivos:


O critério que especifica a ordem de avaliação dos conectivos ou operadores lógicos de uma expressão qualquer. A lógica matemática
prioriza as operações de acordo com a ordem listadas:

Em resumo:

Exemplo:
(PC/SP - DELEGADO DE POLÍCIA - VUNESP) Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou símbolos (da
linguagem formal) utilizados para conectar proposições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternativa que apre-
senta exemplos de conjunção, negação e implicação, respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ∧ q
(B) p ∧ q, ¬ p, p -> q
(C) p -> q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q
Resolução:
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta o conectivo “e”, e é representada pelo símbolo ∧. A negação é repre-
sentada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar uma proposição simples (por exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implicação é uma
proposição composta do tipo condicional (Se, então) é representada pelo símbolo (→).
Resposta: B

CONTRADIÇÕES
São proposições compostas formadas por duas ou mais proposições onde seu valor lógico é sempre FALSO, independentemente do
valor lógico das proposições simples que a compõem. Vejamos:
A proposição: p ^ ~p é uma contradição, conforme mostra a sua tabela-verdade:

Exemplo:
(PEC-FAZ) Conforme a teoria da lógica proposicional, a proposição ~P ∧ P é:
(A) uma tautologia.
(B) equivalente à proposição ~p ∨ p.
(C) uma contradição.
(D) uma contingência.
(E) uma disjunção.

10
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Resolução: • Transitiva:
Montando a tabela teremos que: – Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e
Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então
P ~p ~p ^p P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...)
– Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R
V F F
V F F Regras de Inferência
• Inferência é o ato ou processo de derivar conclusões lógicas
F V F
de proposições conhecidas ou decididamente verdadeiras. Em ou-
F V F tras palavras: é a obtenção de novas proposições a partir de propo-
sições verdadeiras já existentes.
Como todos os valores são Falsidades (F) logo estamos diante
de uma CONTRADIÇÃO. Regras de Inferência obtidas da implicação lógica
Resposta: C

A proposição P(p,q,r,...) implica logicamente a proposição Q(p,-


q,r,...) quando Q é verdadeira todas as vezes que P é verdadeira.
Representamos a implicação com o símbolo “⇒”, simbolicamente
temos:

P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...).
• Silogismo Disjuntivo
ATENÇÃO: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente distin-
tos. O primeiro (“→”) representa a condicional, que é um conec-
tivo. O segundo (“⇒”) representa a relação de implicação lógica
que pode ou não existir entre duas proposições.

Exemplo:

• Modus Ponens

Observe:
- Toda proposição implica uma Tautologia:

• Modus Tollens

- Somente uma contradição implica uma contradição:

Propriedades
• Reflexiva:
– P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)
– Uma proposição complexa implica ela mesma.

11
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Tautologias e Implicação Lógica – Qualidade: O critério de qualidade classifica uma proposição
• Teorema categórica em afirmativa ou negativa.
P(p,q,r,..) ⇒ Q(p,q,r,...) se e somente se P(p,q,r,...) → Q(p,q,r,...) – Extensão: O critério de extensão ou quantidade classifica
uma proposição categórica em universal ou particular. A classifica-
ção dependerá do quantificador que é utilizado na proposição.

Entre elas existem tipos e relações de acordo com a qualidade


e a extensão, classificam-se em quatro tipos, representados pelas
letras A, E, I e O.
Observe que:
→ indica uma operação lógica entre as proposições. Ex.: das • Universal afirmativa (Tipo A) – “TODO A é B”
proposições p e q, dá-se a nova proposição p → q. Teremos duas possibilidades.
⇒ indica uma relação. Ex.: estabelece que a condicional P →
Q é tautológica.

Inferências
• Regra do Silogismo Hipotético

Tais proposições afirmam que o conjunto “A” está contido no


conjunto “B”, ou seja, que todo e qualquer elemento de “A” é tam-
Princípio da inconsistência bém elemento de “B”. Observe que “Toda A é B” é diferente de
– Como “p ^ ~p → q” é tautológica, subsiste a implicação lógica “Todo B é A”.
p ^ ~p ⇒ q
– Assim, de uma contradição p ^ ~p se deduz qualquer propo- • Universal negativa (Tipo E) – “NENHUM A é B”
sição q. Tais proposições afirmam que não há elementos em comum
entre os conjuntos “A” e “B”. Observe que “nenhum A é B” é o mes-
A proposição “(p ↔ q) ^ p” implica a proposição “q”, pois a mo que dizer “nenhum B é A”.
condicional “(p ↔ q) ^ p → q” é tautológica. Podemos representar esta universal negativa pelo seguinte dia-
grama (A ∩ B = ø):
Lógica de primeira ordem
Existem alguns tipos de argumentos que apresentam proposi-
ções com quantificadores. Numa proposição categórica, é impor-
tante que o sujeito se relacionar com o predicado de forma coeren-
te e que a proposição faça sentido, não importando se é verdadeira
ou falsa.

Vejamos algumas formas:


- Todo A é B. • Particular afirmativa (Tipo I) - “ALGUM A é B”
- Nenhum A é B. Podemos ter 4 diferentes situações para representar esta pro-
- Algum A é B. posição:
- Algum A não é B.
Onde temos que A e B são os termos ou características dessas
proposições categóricas.

• Classificação de uma proposição categórica de acordo com


o tipo e a relação
Elas podem ser classificadas de acordo com dois critérios fun-
damentais: qualidade e extensão ou quantidade.

12
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Essas proposições Algum A é B estabelecem que o conjunto “A” Exemplos:
tem pelo menos um elemento em comum com o conjunto “B”. Con- (DESENVOLVE/SP - CONTADOR - VUNESP) Alguns gatos não
tudo, quando dizemos que Algum A é B, presumimos que nem todo são pardos, e aqueles que não são pardos miam alto.
A é B. Observe “Algum A é B” é o mesmo que “Algum B é A”. Uma afirmação que corresponde a uma negação lógica da afir-
mação anterior é:
• Particular negativa (Tipo O) - “ALGUM A não é B” (A) Os gatos pardos miam alto ou todos os gatos não são par-
Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos as três dos.
representações possíveis: (B) Nenhum gato mia alto e todos os gatos são pardos.
(C) Todos os gatos são pardos ou os gatos que não são pardos
não miam alto.
(D) Todos os gatos que miam alto são pardos.
(E) Qualquer animal que mia alto é gato e quase sempre ele é
pardo.

Resolução:
Temos um quantificador particular (alguns) e uma proposição
do tipo conjunção (conectivo “e”). Pede-se a sua negação.
O quantificador existencial “alguns” pode ser negado, seguindo
o esquema, pelos quantificadores universais (todos ou nenhum).
Logo, podemos descartar as alternativas A e E.
A negação de uma conjunção se faz através de uma disjunção,
em que trocaremos o conectivo “e” pelo conectivo “ou”. Descarta-
Proposições nessa forma: Algum A não é B estabelecem que o mos a alternativa B.
conjunto “A” tem pelo menos um elemento que não pertence ao Vamos, então, fazer a negação da frase, não esquecendo de
conjunto “B”. Observe que: Algum A não é B não significa o mesmo que a relação que existe é: Algum A é B, deve ser trocado por: Todo
que Algum B não é A. A é não B.
Todos os gatos que são pardos ou os gatos (aqueles) que não
• Negação das Proposições Categóricas são pardos NÃO miam alto.
Ao negarmos uma proposição categórica, devemos observar as Resposta: C
seguintes convenções de equivalência:
– Ao negarmos uma proposição categórica universal geramos (CBM/RJ - CABO TÉCNICO EM ENFERMAGEM - ND) Dizer que a
uma proposição categórica particular. afirmação “todos os professores é psicólogos” e falsa, do ponto de
– Pela recíproca de uma negação, ao negarmos uma proposição vista lógico, equivale a dizer que a seguinte afirmação é verdadeira
categórica particular geramos uma proposição categórica universal. (A) Todos os não psicólogos são professores.
– Negando uma proposição de natureza afirmativa geramos, (B) Nenhum professor é psicólogo.
sempre, uma proposição de natureza negativa; e, pela recíproca, (C) Nenhum psicólogo é professor.
negando uma proposição de natureza negativa geramos, sempre, (D) Pelo menos um psicólogo não é professor.
uma proposição de natureza afirmativa. (E) Pelo menos um professor não é psicólogo.
Em síntese:
Resolução:
Se a afirmação é falsa a negação será verdadeira. Logo, a nega-
ção de um quantificador universal categórico afirmativo se faz atra-
vés de um quantificador existencial negativo. Logo teremos: Pelo
menos um professor não é psicólogo.
Resposta: E

• Equivalência entre as proposições


Basta usar o triângulo a seguir e economizar um bom tempo na
resolução de questões.

13
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Exemplo:
(PC/PI - ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL - UESPI) Qual a negação
lógica da sentença “Todo número natural é maior do que ou igual
a cinco”?
(A) Todo número natural é menor do que cinco.
(B) Nenhum número natural é menor do que cinco. NENHUM
E
(C) Todo número natural é diferente de cinco. AéB
(D) Existe um número natural que é menor do que cinco.
(E) Existe um número natural que é diferente de cinco. Existe pelo menos um elemento que
pertence a A, então não pertence a B, e
Resolução: vice-versa.
Do enunciado temos um quantificador universal (Todo) e pede-
-se a sua negação.
O quantificador universal todos pode ser negado, seguindo o
esquema abaixo, pelo quantificador algum, pelo menos um, existe
ao menos um, etc. Não se nega um quantificador universal com To-
dos e Nenhum, que também são universais.

Existe pelo menos um elemento co-


mum aos conjuntos A e B.
Podemos ainda representar das seguin-
tes formas:
ALGUM
I
AéB

Portanto, já podemos descartar as alternativas que trazem


quantificadores universais (todo e nenhum). Descartamos as alter-
nativas A, B e C.
Seguindo, devemos negar o termo: “maior do que ou igual a
cinco”. Negaremos usando o termo “MENOR do que cinco”.
Obs.: maior ou igual a cinco (compreende o 5, 6, 7...) ao ser
negado passa a ser menor do que cinco (4, 3, 2,...).
Resposta: D

Diagramas lógicos
Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários proble-
mas. É uma ferramenta para resolvermos problemas que envolvam
argumentos dedutivos, as quais as premissas deste argumento po-
dem ser formadas por proposições categóricas.

ATENÇÃO: É bom ter um conhecimento sobre conjuntos para


conseguir resolver questões que envolvam os diagramas lógicos.

Vejamos a tabela abaixo as proposições categóricas:


ALGUM
O
TIPO PREPOSIÇÃO DIAGRAMAS A NÃO é B

TODO Perceba-se que, nesta sentença, a aten-


A ção está sobre o(s) elemento (s) de A que
AéB
não são B (enquanto que, no “Algum A é
Se um elemento pertence ao conjunto A, B”, a atenção estava sobre os que eram B,
então pertence também a B. ou seja, na intercessão).
Temos também no segundo caso, a dife-
rença entre conjuntos, que forma o con-
junto A - B

14
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Exemplo: Visto que na primeira chegamos à conclusão que C = CC
(GDF–ANALISTA DE ATIVIDADES CULTURAIS ADMINISTRAÇÃO Segundo as afirmativas temos:
– IADES) Considere as proposições: “todo cinema é uma casa de (A) existem cinemas que não são teatros- Observando o último
cultura”, “existem teatros que não são cinemas” e “algum teatro é diagrama vimos que não é uma verdade, pois temos que existe
casa de cultura”. Logo, é correto afirmar que pelo menos um dos cinemas é considerado teatro.
(A) existem cinemas que não são teatros.
(B) existe teatro que não é casa de cultura.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro.
(D) existe casa de cultura que não é cinema.
(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema.

Resolução:
Vamos chamar de:
Cinema = C
Casa de Cultura = CC
Teatro = T
Analisando as proposições temos:
- Todo cinema é uma casa de cultura
(B) existe teatro que não é casa de cultura. – Errado, pelo mes-
mo princípio acima.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro. – Errado,
a primeira proposição já nos afirma o contrário. O diagrama
nos afirma isso

- Existem teatros que não são cinemas

(D) existe casa de cultura que não é cinema. – Errado, a justifi-


cativa é observada no diagrama da alternativa anterior.
(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema. – Cor-
reta, que podemos observar no diagrama abaixo, uma vez que
todo cinema é casa de cultura. Se o teatro não é casa de cultura
também não é cinema.

- Algum teatro é casa de cultura

Resposta: E

15
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
Chama-se argumento a afirmação de que um grupo de propo-
sições iniciais redunda em outra proposição final, que será conse-
quência das primeiras. Ou seja, argumento é a relação que associa
um conjunto de proposições P1, P2,... Pn , chamadas premissas do
argumento, a uma proposição Q, chamada de conclusão do argu-
mento.

Observem que todos os elementos do conjunto menor (ho-


mens) estão incluídos, ou seja, pertencem ao conjunto maior (dos
pássaros). E será sempre essa a representação gráfica da frase
“Todo A é B”. Dois círculos, um dentro do outro, estando o círculo
Exemplo: menor a representar o grupo de quem se segue à palavra TODO.
P1: Todos os cientistas são loucos. Na frase: “Nenhum pássaro é animal”. Observemos que a pa-
P2: Martiniano é louco. lavra-chave desta sentença é NENHUM. E a ideia que ela exprime é
Q: Martiniano é um cientista. de uma total dissociação entre os dois conjuntos.

O exemplo dado pode ser chamado de Silogismo (argumento


formado por duas premissas e a conclusão).
A respeito dos argumentos lógicos, estamos interessados em
verificar se eles são válidos ou inválidos! Então, passemos a enten-
der o que significa um argumento válido e um argumento inválido.

Argumentos Válidos
Dizemos que um argumento é válido (ou ainda legítimo ou bem
construído), quando a sua conclusão é uma consequência obrigató-
ria do seu conjunto de premissas.

Exemplo: Será sempre assim a representação gráfica de uma sentença


O silogismo... “Nenhum A é B”: dois conjuntos separados, sem nenhum ponto em
P1: Todos os homens são pássaros. comum.
P2: Nenhum pássaro é animal. Tomemos agora as representações gráficas das duas premissas
Q: Portanto, nenhum homem é animal. vistas acima e as analisemos em conjunto. Teremos:

... está perfeitamente bem construído, sendo, portanto, um


argumento válido, muito embora a veracidade das premissas e da
conclusão sejam totalmente questionáveis.

ATENÇÃO: O que vale é a CONSTRUÇÃO, E NÃO O SEU CONTE-


ÚDO! Se a construção está perfeita, então o argumento é válido,
independentemente do conteúdo das premissas ou da conclusão!

• Como saber se um determinado argumento é mesmo váli-


do?
Para se comprovar a validade de um argumento é utilizando
diagramas de conjuntos (diagramas de Venn). Trata-se de um mé-
todo muito útil e que será usado com frequência em questões que Comparando a conclusão do nosso argumento, temos:
pedem a verificação da validade de um argumento. Vejamos como NENHUM homem é animal – com o desenho das premissas
funciona, usando o exemplo acima. Quando se afirma, na premissa será que podemos dizer que esta conclusão é uma consequência
P1, que “todos os homens são pássaros”, poderemos representar necessária das premissas? Claro que sim! Observemos que o con-
essa frase da seguinte maneira: junto dos homens está totalmente separado (total dissociação!) do
conjunto dos animais. Resultado: este é um argumento válido!

16
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Argumentos Inválidos - É necessariamente verdadeiro que Patrícia não gosta de cho-
Dizemos que um argumento é inválido – também denominado colate? Olhando para o desenho acima, respondemos que não!
ilegítimo, mal construído, falacioso ou sofisma – quando a verdade Pode ser que ela não goste de chocolate (caso esteja fora do círcu-
das premissas não é suficiente para garantir a verdade da conclu- lo), mas também pode ser que goste (caso esteja dentro do círculo)!
são. Enfim, o argumento é inválido, pois as premissas não garantiram a
veracidade da conclusão!
Exemplo:
P1: Todas as crianças gostam de chocolate. Métodos para validação de um argumento
P2: Patrícia não é criança. Aprenderemos a seguir alguns diferentes métodos que nos
Q: Portanto, Patrícia não gosta de chocolate. possibilitarão afirmar se um argumento é válido ou não!
1º) Utilizando diagramas de conjuntos: esta forma é indicada
Este é um argumento inválido, falacioso, mal construído, pois quando nas premissas do argumento aparecem as palavras TODO,
as premissas não garantem (não obrigam) a verdade da conclusão. ALGUM E NENHUM, ou os seus sinônimos: cada, existe um etc.
Patrícia pode gostar de chocolate mesmo que não seja criança, pois 2º) Utilizando tabela-verdade: esta forma é mais indicada
a primeira premissa não afirmou que somente as crianças gostam quando não for possível resolver pelo primeiro método, o que ocor-
de chocolate. re quando nas premissas não aparecem as palavras todo, algum e
Utilizando os diagramas de conjuntos para provar a validade nenhum, mas sim, os conectivos “ou” , “e”, “” e “↔”. Baseia-se
do argumento anterior, provaremos, utilizando-nos do mesmo arti- na construção da tabela-verdade, destacando-se uma coluna para
fício, que o argumento em análise é inválido. Comecemos pela pri- cada premissa e outra para a conclusão. Este método tem a des-
meira premissa: “Todas as crianças gostam de chocolate”. vantagem de ser mais trabalhoso, principalmente quando envolve
várias proposições simples.
3º) Utilizando as operações lógicas com os conectivos e consi-
derando as premissas verdadeiras.
Por este método, fácil e rapidamente demonstraremos a vali-
dade de um argumento. Porém, só devemos utilizá-lo na impossibi-
lidade do primeiro método.
Iniciaremos aqui considerando as premissas como verdades.
Daí, por meio das operações lógicas com os conectivos, descobri-
remos o valor lógico da conclusão, que deverá resultar também em
verdade, para que o argumento seja considerado válido.

4º) Utilizando as operações lógicas com os conectivos, conside-


rando premissas verdadeiras e conclusão falsa.
É indicado este caminho quando notarmos que a aplicação do
Analisemos agora o que diz a segunda premissa: “Patrícia não é terceiro método não possibilitará a descoberta do valor lógico da
criança”. O que temos que fazer aqui é pegar o diagrama acima (da conclusão de maneira direta, mas somente por meio de análises
primeira premissa) e nele indicar onde poderá estar localizada a Pa- mais complicadas.
trícia, obedecendo ao que consta nesta segunda premissa. Vemos
facilmente que a Patrícia só não poderá estar dentro do círculo das Em síntese:
crianças. É a única restrição que faz a segunda premissa! Isto posto,
concluímos que Patrícia poderá estar em dois lugares distintos do
diagrama:
1º) Fora do conjunto maior;
2º) Dentro do conjunto maior. Vejamos:

Finalmente, passemos à análise da conclusão: “Patrícia não


gosta de chocolate”. Ora, o que nos resta para sabermos se este ar-
gumento é válido ou não, é justamente confirmar se esse resultado
(se esta conclusão) é necessariamente verdadeiro!

17
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Exemplo: Exemplos:
Diga se o argumento abaixo é válido ou inválido: (DPU – AGENTE ADMINISTRATIVO – CESPE) Considere que as
seguintes proposições sejam verdadeiras.
(p ∧ q) → r • Quando chove, Maria não vai ao cinema.
_____~r_______ • Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema.
~p ∨ ~q • Quando Cláudio sai de casa, não faz frio.
• Quando Fernando está estudando, não chove.
Resolução: • Durante a noite, faz frio.
-1ª Pergunta) O argumento apresenta as palavras todo, algum
ou nenhum? Tendo como referência as proposições apresentadas, julgue o
A resposta é não! Logo, descartamos o 1º método e passamos item subsecutivo.
à pergunta seguinte. Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando.
( ) Certo
- 2ª Pergunta) O argumento contém no máximo duas proposi- ( ) Errado
ções simples?
A resposta também é não! Portanto, descartamos também o Resolução:
2º método. A questão trata-se de lógica de argumentação, dadas as pre-
- 3ª Pergunta) Há alguma das premissas que seja uma proposi- missas chegamos a uma conclusão. Enumerando as premissas:
ção simples ou uma conjunção? A = Chove
A resposta é sim! A segunda proposição é (~r). Podemos optar B = Maria vai ao cinema
então pelo 3º método? Sim, perfeitamente! Mas caso queiramos C = Cláudio fica em casa
seguir adiante com uma próxima pergunta, teríamos: D = Faz frio
- 4ª Pergunta) A conclusão tem a forma de uma proposição E = Fernando está estudando
simples ou de uma disjunção ou de uma condicional? A resposta F = É noite
também é sim! Nossa conclusão é uma disjunção! Ou seja, caso A argumentação parte que a conclusão deve ser (V)
queiramos, poderemos utilizar, opcionalmente, o 4º método! Lembramos a tabela verdade da condicional:
Vamos seguir os dois caminhos: resolveremos a questão pelo
3º e pelo 4º métodos.

Resolução pelo 3º Método


Considerando as premissas verdadeiras e testando a conclusão
verdadeira. Teremos:
- 2ª Premissa) ~r é verdade. Logo: r é falsa!
- 1ª Premissa) (p ∧ q)r é verdade. Sabendo que r é falsa,
concluímos que (p ∧ q) tem que ser também falsa. E quando uma
conjunção (e) é falsa? Quando uma das premissas for falsa ou am-
bas forem falsas. Logo, não é possível determinamos os valores
lógicos de p e q. Apesar de inicialmente o 3º método se mostrar A condicional só será F quando a 1ª for verdadeira e a 2ª falsa,
adequado, por meio do mesmo, não poderemos determinar se o utilizando isso temos:
argumento é ou NÃO VÁLIDO. O que se quer saber é: Se Maria foi ao cinema, então Fernando
estava estudando. // B → ~E
Resolução pelo 4º Método Iniciando temos:
Considerando a conclusão falsa e premissas verdadeiras. Tere- 4º - Quando chove (F), Maria não vai ao cinema. (F) // A → ~B
mos: = V – para que o argumento seja válido temos que Quando chove
- Conclusão) ~p v ~q é falso. Logo: p é verdadeiro e q é verda- tem que ser F.
deiro! 3º - Quando Cláudio fica em casa (V), Maria vai ao cinema (V).
Agora, passamos a testar as premissas, que são consideradas // C → B = V - para que o argumento seja válido temos que Maria
verdadeiras! Teremos: vai ao cinema tem que ser V.
- 1ª Premissa) (p∧q)r é verdade. Sabendo que p e q são ver- 2º - Quando Cláudio sai de casa(F), não faz frio (F). // ~C → ~D
dadeiros, então a primeira parte da condicional acima também é = V - para que o argumento seja válido temos que Quando Cláudio
verdadeira. Daí resta que a segunda parte não pode ser falsa. Logo: sai de casa tem que ser F.
r é verdadeiro. 5º - Quando Fernando está estudando (V ou F), não chove (V).
- 2ª Premissa) Sabendo que r é verdadeiro, teremos que ~r é // E → ~A = V. – neste caso Quando Fernando está estudando pode
falso! Opa! A premissa deveria ser verdadeira, e não foi! ser V ou F.
1º- Durante a noite(V), faz frio (V). // F → D = V
Neste caso, precisaríamos nos lembrar de que o teste, aqui no
4º método, é diferente do teste do 3º: não havendo a existência si- Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria foi ao
multânea da conclusão falsa e premissas verdadeiras, teremos que cinema (V), então Fernando estava estudando (V ou F); pois temos
o argumento é válido! Conclusão: o argumento é válido! dois valores lógicos para chegarmos à conclusão (V ou F).
Resposta: Errado

18
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
(PETROBRAS – TÉCNICO (A) DE EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO JÚNIOR – INFORMÁTICA – CESGRANRIO) Se Esmeralda é uma fada, então
Bongrado é um elfo. Se Bongrado é um elfo, então Monarca é um centauro. Se Monarca é um centauro, então Tristeza é uma bruxa.
Ora, sabe-se que Tristeza não é uma bruxa, logo
(A) Esmeralda é uma fada, e Bongrado não é um elfo.
(B) Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.
(C) Bongrado é um elfo, e Monarca é um centauro.
(D) Bongrado é um elfo, e Esmeralda é uma fada
(E) Monarca é um centauro, e Bongrado não é um elfo.

Resolução:
Vamos analisar cada frase partindo da afirmativa Trizteza não é bruxa, considerando ela como (V), precisamos ter como conclusão o
valor lógico (V), então:
(4) Se Esmeralda é uma fada(F), então Bongrado é um elfo (F) → V

(3) Se Bongrado é um elfo (F), então Monarca é um centauro (F) → V


(2) Se Monarca é um centauro(F), então Tristeza é uma bruxa(F) → V
(1) Tristeza não é uma bruxa (V)

Logo:
Temos que:
Esmeralda não é fada(V)
Bongrado não é elfo (V)
Monarca não é um centauro (V)

Como a conclusão parte da conjunção, o mesmo só será verdadeiro quando todas as afirmativas forem verdadeiras, logo, a única que
contém esse valor lógico é:
Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.
Resposta: B

LÓGICA MATEMÁTICA QUALITATIVA


Aqui veremos questões que envolvem correlação de elementos, pessoas e objetos fictícios, através de dados fornecidos. Vejamos o
passo a passo:

01. Três homens, Luís, Carlos e Paulo, são casados com Lúcia, Patrícia e Maria, mas não sabemos quem ê casado com quem. Eles tra-
balham com Engenharia, Advocacia e Medicina, mas também não sabemos quem faz o quê. Com base nas dicas abaixo, tente descobrir o
nome de cada marido, a profissão de cada um e o nome de suas esposas.
a) O médico é casado com Maria.
b) Paulo é advogado.
c) Patrícia não é casada com Paulo.
d) Carlos não é médico.

Vamos montar o passo a passo para que você possa compreender como chegar a conclusão da questão.
1º passo – vamos montar uma tabela para facilitar a visualização da resolução, a mesma deve conter as informações prestadas no
enunciado, nas quais podem ser divididas em três grupos: homens, esposas e profissões.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos
Luís
Paulo
Lúcia
Patrícia
Maria

Também criamos abaixo do nome dos homens, o nome das esposas.

2º passo – construir a tabela gabarito.


Essa tabela não servirá apenas como gabarito, mas em alguns casos ela é fundamental para que você enxergue informações que ficam
meio escondidas na tabela principal. Uma tabela complementa a outra, podendo até mesmo que você chegue a conclusões acerca dos
grupos e elementos.

19
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO

HOMENS PROFISSÕES ESPOSAS


Carlos
Luís
Paulo

3º passo preenchimento de nossa tabela, com as informações mais óbvias do problema, aquelas que não deixam margem a nenhuma
dúvida. Em nosso exemplo:
- O médico é casado com Maria: marque um “S” na tabela principal na célula comum a “Médico” e “Maria”, e um “N” nas demais
células referentes a esse “S”.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos
Luís
Paulo
Lúcia N
Patrícia N
Maria S N N

ATENÇÃO: se o médico é casado com Maria, ele NÃO PODE ser casado com Lúcia e Patrícia, então colocamos “N” no cruzamento
de Medicina e elas. E se Maria é casada com o médico, logo ela NÃO PODE ser casada com o engenheiro e nem com o advogado (logo
colocamos “N” no cruzamento do nome de Maria com essas profissões).
– Paulo é advogado: Vamos preencher as duas tabelas (tabela gabarito e tabela principal) agora.
– Patrícia não é casada com Paulo: Vamos preencher com “N” na tabela principal
– Carlos não é médico: preenchemos com um “N” na tabela principal a célula comum a Carlos e “médico”.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos N N
Luís S N N
Paulo N N S N
Lúcia N
Patrícia N
Maria S N N

Notamos aqui que Luís então é o médico, pois foi a célula que ficou em branco. Podemos também completar a tabela gabarito.
Novamente observamos uma célula vazia no cruzamento de Carlos com Engenharia. Marcamos um “S” nesta célula. E preenchemos
sua tabela gabarito.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos N S N
Luís S N N
Paulo N N S N
Lúcia N
Patrícia N
Maria S N N

HOMENS PROFISSÕES ESPOSAS


Carlos Engenheiro
Luís Médico
Paulo Advogado

20
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
4º passo – após as anotações feitas na tabela principal e na tabela gabarito, vamos procurar informações que levem a novas conclu-
sões, que serão marcadas nessas tabelas.
Observe que Maria é esposa do médico, que se descobriu ser Luís, fato que poderia ser registrado na tabela-gabarito. Mas não vamos
fazer agora, pois essa conclusão só foi facilmente encontrada porque o problema que está sendo analisado é muito simples. Vamos con-
tinuar o raciocínio e fazer as marcações mais tarde. Além disso, sabemos que Patrícia não é casada com Paulo. Como Paulo é o advogado,
podemos concluir que Patrícia não é casada com o advogado.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos N S N
Luís S N N
Paulo N N S N
Lúcia N
Patrícia N N
Maria S N N

Verificamos, na tabela acima, que Patrícia tem de ser casada com o engenheiro, e Lúcia tem de ser casada com o advogado.

Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria


Carlos N S N
Luís S N N
Paulo N N S N
Lúcia N N S
Patrícia N S N
Maria S N N

Concluímos, então, que Lúcia é casada com o advogado (que é Paulo), Patrícia é casada com o engenheiro (que e Carlos) e Maria é
casada com o médico (que é Luís).
Preenchendo a tabela-gabarito, vemos que o problema está resolvido:

HOMENS PROFISSÕES ESPOSAS


Carlos Engenheiro Patrícia
Luís Médico Maria
Paulo Advogado Lúcia

Exemplo:
(TRT-9ª REGIÃO/PR – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC) Luiz, Arnaldo, Mariana e Paulo viajaram em janeiro, todos
para diferentes cidades, que foram Fortaleza, Goiânia, Curitiba e Salvador. Com relação às cidades para onde eles viajaram, sabe-se que:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
− Mariana viajou para Curitiba;
− Paulo não viajou para Goiânia;
− Luiz não viajou para Fortaleza.

É correto concluir que, em janeiro,


(A) Paulo viajou para Fortaleza.
(B) Luiz viajou para Goiânia.
(C) Arnaldo viajou para Goiânia.
(D) Mariana viajou para Salvador.
(E) Luiz viajou para Curitiba.

Resolução:
Vamos preencher a tabela:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;

Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador


Luiz N

21
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO

Arnaldo N Tipos de quantificadores

Mariana • Quantificador universal (∀)


Paulo O símbolo ∀ pode ser lido das seguintes formas:

− Mariana viajou para Curitiba;

Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador


Luiz N N
Arnaldo N N Exemplo:
Todo homem é mortal.
Mariana N N S N A conclusão dessa afirmação é: se você é homem, então será
Paulo N mortal.
Na representação do diagrama lógico, seria:
− Paulo não viajou para Goiânia;

Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador


Luiz N N
Arnaldo N N
Mariana N N S N
Paulo N N ATENÇÃO: Todo homem é mortal, mas nem todo mortal é ho-
mem.
− Luiz não viajou para Fortaleza. A frase “todo homem é mortal” possui as seguintes conclusões:
1ª) Algum mortal é homem ou algum homem é mortal.
2ª) Se José é homem, então José é mortal.
Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador
Luiz N N N A forma “Todo A é B” pode ser escrita na forma: Se A então B.
Arnaldo N N A forma simbólica da expressão “Todo A é B” é a expressão (∀
(x) (A (x) → B).
Mariana N N S N Observe que a palavra todo representa uma relação de inclusão
Paulo N N de conjuntos, por isso está associada ao operador da condicional.

Agora, completando o restante: Aplicando temos:


Paulo viajou para Salvador, pois a nenhum dos três viajou. En- x + 2 = 5 é uma sentença aberta. Agora, se escrevermos da for-
tão, Arnaldo viajou para Fortaleza e Luiz para Goiânia ma ∀ (x) ∈ N / x + 2 = 5 ( lê-se: para todo pertencente a N temos x
+ 2 = 5), atribuindo qualquer valor a x a sentença será verdadeira?
A resposta é NÃO, pois depois de colocarmos o quantificador,
Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador
a frase passa a possuir sujeito e predicado definidos e podemos jul-
Luiz N S N N gar, logo, é uma proposição lógica.
Arnaldo S N N N
• Quantificador existencial (∃)
Mariana N N S N O símbolo ∃ pode ser lido das seguintes formas:
Paulo N N N S

Resposta: B

Quantificador
É um termo utilizado para quantificar uma expressão. Os quan-
tificadores são utilizados para transformar uma sentença aberta ou
proposição aberta em uma proposição lógica. Exemplo:
“Algum matemático é filósofo.” O diagrama lógico dessa frase
é:
QUANTIFICADOR + SENTENÇA ABERTA = SENTENÇA FECHADA

22
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
O quantificador existencial tem a função de elemento comum. Como existe pelo menos um valor para y e qualquer valor de
A palavra algum, do ponto de vista lógico, representa termos co- x somado a 0 será igual a x, podemos concluir que o item está cor-
muns, por isso “Algum A é B” possui a seguinte forma simbólica: (∃ reto.
(x)) (A (x) ∧ B). Resposta: CERTO

Aplicando temos: As sequências podem ser formadas por números, letras, pes-
x + 2 = 5 é uma sentença aberta. Escrevendo da forma (∃ x) ∈ soas, figuras, etc. Existem várias formas de se estabelecer uma se-
N / x + 2 = 5 (lê-se: existe pelo menos um x pertencente a N tal que x quência, o importante é que existem pelo menos três elementos
+ 2 = 5), atribuindo um valor que, colocado no lugar de x, a sentença que caracterize a lógica de sua formação, entretanto algumas séries
será verdadeira? necessitam de mais elementos para definir sua lógica1. Um bom co-
A resposta é SIM, pois depois de colocarmos o quantificador, nhecimento em Progressões Algébricas (PA) e Geométricas (PG),
a frase passou a possuir sujeito e predicado definidos e podemos fazem com que deduzir as sequências se tornem simples e sem
julgar, logo, é uma proposição lógica. complicações. E o mais importante é estar atento a vários detalhes
que elas possam oferecer. Exemplos:
ATENÇÃO:
– A palavra todo não permite inversão dos termos: “Todo A é B” Progressão Aritmética: Soma-se constantemente um mesmo
é diferente de “Todo B é A”. número.
– A palavra algum permite a inversão dos termos: “Algum A é
B” é a mesma coisa que “Algum B é A”.

Forma simbólica dos quantificadores


Todo A é B = (∀ (x) (A (x) → B).
Algum A é B = (∃ (x)) (A (x) ∧ B).
Nenhum A é B = (~ ∃ (x)) (A (x) ∧ B).
Algum A não é B= (∃ (x)) (A (x) ∧ ~ B). Progressão Geométrica: Multiplica-se constantemente um
mesmo número.
Exemplos:
Todo cavalo é um animal. Logo,
(A) Toda cabeça de animal é cabeça de cavalo.
(B) Toda cabeça de cavalo é cabeça de animal.
(C) Todo animal é cavalo.
(D) Nenhum animal é cavalo.

Resolução: Sequência de Figuras: Esse tipo de sequência pode seguir o


A frase “Todo cavalo é um animal” possui as seguintes conclu- mesmo padrão visto na sequência de pessoas ou simplesmente so-
sões: frer rotações, como nos exemplos a seguir. Exemplos:
– Algum animal é cavalo ou Algum cavalo é um animal.
– Se é cavalo, então é um animal. Exemplos:
Nesse caso, nossa resposta é toda cabeça de cavalo é cabeça Analise a sequência a seguir:
de animal, pois mantém a relação de “está contido” (segunda forma
de conclusão).
Resposta: B

(CESPE) Se R é o conjunto dos números reais, então a proposi-


ção (∀ x) (x ∈ R) (∃ y) (y ∈ R) (x + y = x) é valorada como V.
Admitindo-se que a regra de formação das figuras seguintes
Resolução: permaneça a mesma, pode-se afirmar que a figura que ocuparia a
Lemos: para todo x pertencente ao conjunto dos números reais 277ª posição dessa sequência é:
(R) existe um y pertencente ao conjunto dos números dos reais (R)
tal que x + y = x.
– 1º passo: observar os quantificadores.
X está relacionado com o quantificador universal, logo, todos
os valores de x devem satisfazer a propriedade.
Y está relacionado com o quantificador existencial, logo, é ne-
cessário pelo menos um valor de x para satisfazer a propriedade.
– 2º passo: observar os conjuntos dos números dos elementos
x e y.
O elemento x pertence ao conjunto dos números reais.
O elemento y pertence ao conjunto os números reais.
– 3º passo: resolver a propriedade (x+ y = x).
A pergunta: existe algum valor real para y tal que x + y = x?
Existe sim! y = 0.
X + 0 = X.
1 [Link]
meros-com-figuras-de-palavras/

23
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Resolução:
A sequência das figuras completa-se na 5ª figura. Assim, continua-se a sequência de 5 em 5 elementos. A figura de número 277 ocu-
pa, então, a mesma posição das figuras que representam número 5n + 2, com n N. Ou seja, a 277ª figura corresponde à 2ª figura, que é
representada pela letra “B”.
Resposta: B

(CÂMARA DE ARACRUZ/ES - AGENTE ADMINISTRATIVO E LEGISLATIVO - IDECAN) A sequência formada pelas figuras representa as
posições, a cada 12 segundos, de uma das rodas de um carro que mantém velocidade constante. Analise-a.

Após 25 minutos e 48 segundos, tempo no qual o carro permanece nessa mesma condição, a posição da roda será:

Resolução:
A roda se mexe a cada 12 segundos. Percebe-se que ela volta ao seu estado inicial após 48 segundos.
O examinador quer saber, após 25 minutos e 48 segundos qual será a posição da roda. Vamos transformar tudo para segundos:
25 minutos = 1500 segundos (60x25)
1500 + 48 (25m e 48s) = 1548
Agora é só dividir por 48 segundos (que é o tempo que levou para roda voltar à posição inicial)
1548 / 48 = vai ter o resto “12”.
Portanto, após 25 minutos e 48 segundos, a roda vai estar na posição dos 12 segundos.
Resposta: B

NÚMEROS INTEIROS, RACIONAIS E REAIS E SUAS OPERAÇÕES

Números Naturais
Os números naturais são o modelo matemático necessário para efetuar uma contagem.
Começando por zero e acrescentando sempre uma unidade, obtemos o conjunto infinito dos números naturais

- Todo número natural dado tem um sucessor


a) O sucessor de 0 é 1.
b) O sucessor de 1000 é 1001.
c) O sucessor de 19 é 20.

Usamos o * para indicar o conjunto sem o zero.


{1,2,3,4,5,6... . }

- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um antecessor (número que vem antes do número dado).
Exemplos: Se m é um número natural finito diferente de zero.
a) O antecessor do número m é m-1.
b) O antecessor de 2 é 1.
c) O antecessor de 56 é 55.
d) O antecessor de 10 é 9.

24
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Expressões Numéricas Representação Decimal das Frações
Nas expressões numéricas aparecem adições, subtrações, mul- Temos 2 possíveis casos para transformar frações em decimais
tiplicações e divisões. Todas as operações podem acontecer em
uma única expressão. Para resolver as expressões numéricas utili- 1º) Decimais exatos: quando dividirmos a fração, o número de-
zamos alguns procedimentos: cimal terá um número finito de algarismos após a vírgula.

Se em uma expressão numérica aparecer as quatro operações,


devemos resolver a multiplicação ou a divisão primeiramente, na
ordem em que elas aparecerem e somente depois a adição e a sub-
tração, também na ordem em que aparecerem e os parênteses são
resolvidos primeiro.

Exemplo 1
10 + 12 – 6 + 7
22 – 6 + 7
16 + 7 2º) Terá um número infinito de algarismos após a vírgula, mas
23 lembrando que a dízima deve ser periódica para ser número racio-
nal
Exemplo 2 OBS: período da dízima são os números que se repetem, se
40 – 9 x 4 + 23 não repetir não é dízima periódica e assim números irracionais, que
40 – 36 + 23 trataremos mais a frente.
4 + 23
27

Exemplo 3
25-(50-30)+4x5
25-20+20=25
Números Inteiros
Podemos dizer que este conjunto é composto pelos números
naturais, o conjunto dos opostos dos números naturais e o zero.
Este conjunto pode ser representado por:
Representação Fracionária dos Números Decimais
1ºcaso) Se for exato, conseguimos sempre transformar com o
denominador seguido de zeros.
O número de zeros depende da casa decimal. Para uma casa,
Subconjuntos do conjunto : um zero (10) para duas casas, dois zeros(100) e assim por diante.
1)Conjunto dos números inteiros excluindo o zero

{...-2, -1, 1, 2, ...}

2) Conjuntos dos números inteiros não negativos

{0, 1, 2, ...}

3) Conjunto dos números inteiros não positivos

{...-3, -2, -1}

Números Racionais
Chama-se de número racional a todo número que pode ser ex- 2ºcaso) Se dízima periódica é um número racional, então como
presso na forma , onde a e b são inteiros quaisquer, com b≠0 podemos transformar em fração?
São exemplos de números racionais:
Exemplo 1
-12/51 Transforme a dízima 0, 333... .em fração
-3 Sempre que precisar transformar, vamos chamar a dízima dada
de x, ou seja
-(-3) X=0,333...
-2,333...
Se o período da dízima é de um algarismo, multiplicamos por
As dízimas periódicas podem ser representadas por fração, 10.
portanto são consideradas números racionais. 10x=3,333...
Como representar esses números?

25
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
E então subtraímos: Representação na reta
10x-x=3,333...-0,333...
9x=3
X=3/9
X=1/3

Agora, vamos fazer um exemplo com 2 algarismos de período.

Exemplo 2
Seja a dízima 1,1212... Intervalos limitados
Façamos x = 1,1212... Intervalo fechado – Números reais maiores do que a ou iguais a
100x = 112,1212... . e menores do que b ou iguais a b.

Subtraindo:
100x-x=112,1212...-1,1212...
99x=111
X=111/99 Intervalo:[a,b]
Conjunto: {x ϵ R|a≤x≤b}
Números Irracionais
Identificação de números irracionais Intervalo aberto – números reais maiores que a e menores que
– Todas as dízimas periódicas são números racionais. b.
– Todos os números inteiros são racionais.
– Todas as frações ordinárias são números racionais.
– Todas as dízimas não periódicas são números irracionais.
– Todas as raízes inexatas são números irracionais.
– A soma de um número racional com um número irracional é Intervalo:]a,b[
sempre um número irracional. Conjunto:{xϵR|a<x<b}
– A diferença de dois números irracionais, pode ser um número Intervalo fechado à esquerda – números reais maiores que a ou
racional. iguais a A e menores do que B.
– Os números irracionais não podem ser expressos na forma ,
com a e b inteiros e b≠0.
Exemplo: - = 0 e 0 é um número racional.

– O quociente de dois números irracionais, pode ser um núme-


ro racional. Intervalo:{a,b[
Conjunto {x ϵ R|a≤x<b}
Exemplo: : = = 2 e 2 é um número racional.
Intervalo fechado à direita – números reais maiores que a e
– O produto de dois números irracionais, pode ser um número menores ou iguais a b.
racional.

Exemplo: . = = 7 é um número racional.

Exemplo: radicais( a raiz quadrada de um número na- Intervalo:]a,b]


tural, se não inteira, é irracional. Conjunto:{x ϵ R|a<x≤b}

Números Reais Intervalos Ilimitados


Semirreta esquerda, fechada de origem b- números reais me-
nores ou iguais a b.

Intervalo:]-∞,b]
Conjunto:{x ϵ R|x≤b}

Semirreta esquerda, aberta de origem b – números reais me-


nores que b.

Fonte: [Link] Intervalo:]-∞,b[


Conjunto:{x ϵ R|x<b}

26
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Semirreta direita, fechada de origem a – números reais maiores
ou iguais a A.
Propriedades
1) (am . an = am+n) Em uma multiplicação de potências de mesma
base, repete-se a base e soma os expoentes.
Intervalo:[a,+ ∞[
Conjunto:{x ϵ R|x≥a} Exemplos:
24 . 23 = 24+3= 27
Semirreta direita, aberta, de origem a – números reais maiores ([Link]) .( 2.2.2)= 2.2.2. [Link]= 27
que a.

2) (am: an = am-n). Em uma divisão de potência de mesma base.


Intervalo:]a,+ ∞[ Conserva-se a base e subtraem os expoentes.
Conjunto:{x ϵ R|x>a}
Exemplos:
Potenciação 96 : 92 = 96-2 = 94
Multiplicação de fatores iguais

2³=2.2.2=8
Casos
1) Todo número elevado ao expoente 0 resulta em 1.
3) (am)n Potência de potência. Repete-se a base e multiplica-se
os expoentes.

Exemplos:
(52)3 = 52.3 = 56
2) Todo número elevado ao expoente 1 é o próprio número.

4) E uma multiplicação de dois ou mais fatores elevados a um


3) Todo número negativo, elevado ao expoente par, resulta em expoente, podemos elevar cada um a esse mesmo expoente.
um número positivo. (4.3)²=4².3²

5) Na divisão de dois fatores elevados a um expoente, podemos


elevar separados.

4) Todo número negativo, elevado ao expoente ímpar, resulta


em um número negativo.
Radiciação
Radiciação é a operação inversa a potenciação

5) Se o sinal do expoente for negativo, devemos passar o sinal


para positivo e inverter o número que está na base.

Técnica de Cálculo
A determinação da raiz quadrada de um número torna-se
mais fácil quando o algarismo se encontra fatorado em números
6) Toda vez que a base for igual a zero, não importa o valor do primos. Veja:
expoente, o resultado será igual a zero.
64 2
32 2

27
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO

16 2 Operações

8 2
4 2 Multiplicação
2 2
Exemplo
1

64=[Link].2.2=26
Divisão
Como é raiz quadrada a cada dois números iguais “tira-se” um
e multiplica.

Exemplo

Observe:
Adição e subtração
1 1 1
3.5 = (3.5) = 3 .5 = 3. 5
2 2 2
Para fazer esse cálculo, devemos fatorar o 8 e o 20.

De modo geral, se 8 2 20 2
4 2 10 2
a ∈ R+ , b ∈ R+ , n ∈ N * , 2 2 5 5
1 1
Então:

n
a.b = n a .n b
Caso tenha:
O radical de índice inteiro e positivo de um produto indicado é
igual ao produto dos radicais de mesmo índice dos fatores do radi- Não dá para somar, as raízes devem ficar desse modo.
cando.
Racionalização de Denominadores
Raiz quadrada de frações ordinárias Normalmente não se apresentam números irracionais com
radicais no denominador. Ao processo que leva à eliminação dos
1 1 radicais do denominador chama-se racionalização do denominador.
2  2 2 22 2 1º Caso: Denominador composto por uma só parcela
Observe: =  = 1 =
3 3 3
32
a na
* *
De modo geral, se a ∈ R+ , b ∈ R , n ∈ N , então: n =
+
b nb
O radical de índice inteiro e positivo de um quociente indicado
é igual ao quociente dos radicais de mesmo índice dos termos do
radicando. 2º Caso: Denominador composto por duas parcelas.

Raiz quadrada números decimais

Devemos multiplicar de forma que obtenha uma diferença de


quadrados no denominador:

Operações

28
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO

PORCENTAGEM

Porcentagem é uma fração cujo denominador é 100, seu símbolo é (%). Sua utilização está tão disseminada que a encontramos nos
meios de comunicação, nas estatísticas, em máquinas de calcular, etc.

Os acréscimos e os descontos é importante saber porque ajuda muito na resolução do exercício.

Acréscimo
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determinado valor, podemos calcular o novo valor apenas multiplicando esse valor por
1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for de 20%, multiplicamos por 1,20, e assim por diante. Veja a tabela abaixo:

ACRÉSCIMO OU LUCRO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO


10% 1,10
15% 1,15
20% 1,20
47% 1,47
67% 1,67

Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:

10 x 1,10 = R$ 11,00

Desconto
No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será:
Fator de Multiplicação =1 - taxa de desconto (na forma decimal)
Veja a tabela abaixo:

DESCONTO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO


10% 0,90
25% 0,75
34% 0,66
60% 0,40
90% 0,10

Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:

10 X 0,90 = R$ 9,00

Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e venda a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.
Lucro=preço de venda -preço de custo

Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas formas:

29
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Exemplo
(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse total está com gripe. Se x% das
meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.

Resolução
45------100%
X-------60%
X=27

O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se todos os meninos estiverem gripados, assim apenas 2 meninas estão.

Resposta: C.

MEDIDAS DE COMPRIMENTO, ÁREA, VOLUME, MASSA E TEMPO

O sistema métrico decimal é parte integrante do Sistema de Medidas. É adotado no Brasil tendo como unidade fundamental de me-
dida o metro.
O Sistema de Medidas é um conjunto de medidas usado em quase todo o mundo, visando padronizar as formas de medição.

Medidas de comprimento
Os múltiplos do metro são usados para realizar medição em grandes distâncias, enquanto os submúltiplos para realizar medição em
pequenas distâncias.

UNIDADE
MÚLTIPLOS SUBMÚLTIPLOS
FUNDAMENTAL
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
km hm Dam m dm cm mm
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

Para transformar basta seguir a tabela seguinte (esta transformação vale para todas as medidas):

Medidas de superfície e área


As unidades de área do sistema métrico correspondem às unidades de comprimento da tabela anterior.
São elas: quilômetro quadrado (km2), hectômetro quadrado (hm2), etc. As mais usadas, na prática, são o quilômetro quadrado, o me-
tro quadrado e o hectômetro quadrado, este muito importante nas atividades rurais com o nome de hectare (ha): 1 hm2 = 1 ha.
No caso das unidades de área, o padrão muda: uma unidade é 100 vezes a menor seguinte e não 10 vezes, como nos comprimentos.
Entretanto, consideramos que o sistema continua decimal, porque 100 = 102. A nomenclatura é a mesma das unidades de comprimento
acrescidas de quadrado.

30
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Vejamos as relações entre algumas essas unidades que não fazem parte do sistema métrico e as do sistema métrico decimal (valores
aproximados):
1 polegada = 25 milímetros
1 milha = 1 609 metros
1 légua = 5 555 metros
1 pé = 30 centímetros

Medidas de Volume e Capacidade


Na prática, são muitos usados o metro cúbico(m3) e o centímetro cúbico(cm3).
Nas unidades de volume, há um novo padrão: cada unidade vale 1000 vezes a unidade menor seguinte. Como 1000 = 103, o sistema
continua sendo decimal. Acrescentamos a nomenclatura cúbico.
A noção de capacidade relaciona-se com a de volume. A unidade fundamental para medir capacidade é o litro (l); 1l equivale a 1 dm3.

Medidas de Massa
O sistema métrico decimal inclui ainda unidades de medidas de massa. A unidade fundamental é o grama(g). Assim as denominamos:
Kg – Quilograma; hg – hectograma; dag – decagrama; g – grama; dg – decigrama; cg – centigrama; mg – miligrama
Dessas unidades, só têm uso prático o quilograma, o grama e o miligrama. No dia-a-dia, usa-se ainda a tonelada (t). Medidas Especiais:
1 Tonelada(t) = 1000 Kg
1 Arroba = 15 Kg
1 Quilate = 0,2 g

Em resumo temos:

Relações importantes

1 kg = 1l = 1 dm3
1 hm2 = 1 ha = 10.000m2
1 m3 = 1000 l
Exemplos:
(CLIN/RJ - GARI E OPERADOR DE ROÇADEIRA - COSEAC) Uma peça de um determinado tecido tem 30 metros, e para se confeccionar
uma camisa desse tecido são necessários 15 decímetros. Com duas peças desse tecido é possível serem confeccionadas:
(A) 10 camisas
(B) 20 camisas
(C) 40 camisas
(D) 80 camisas

Resolução:
Como eu quero 2 peças desse tecido e 1 peça possui 30 metros logo:
30 . 2 = 60 m. Temos que trabalhar com todas na mesma unidade: 1 m é 10dm assim temos 60m . 10 = 600 dm, como cada camisa
gasta um total de 15 dm, temos então:
600/15 = 40 camisas.
Resposta: C

31
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
(CLIN/RJ - GARI E OPERADOR DE ROÇADEIRA - COSEAC) Um Barra horizontal
veículo tem capacidade para transportar duas toneladas de carga.
Se a carga a ser transportada é de caixas que pesam 4 quilogramas
cada uma, o veículo tem capacidade de transportar no máximo:
(A) 50 caixas
(B) 100 caixas
(C) 500 caixas
(D) 1000 caixas

Resolução:
Uma tonelada(ton) é 1000 kg, logo 2 ton. 1000kg= 2000 kg
Cada caixa pesa 4kg
2000 kg/ 4kg = 500 caixas.
Resposta: C

COMPREENSÃO DE DADOS APRESENTADOS EM GRÁ- Histogramas


FICOS E TABELAS. NOÇÕES DE ESTATÍSTICA: MÉDIA,
MODA, MEDIANA E DESVIO PADRÃO São gráfico de barra que mostram a frequência de uma variável
específica e um detalhe importante que são faixas de valores em x.
Os gráficos e tabelas apresentam o cruzamento entre dois da-
dos relacionados entre si.
A escolha do tipo e a forma de apresentação sempre vão de-
pender do contexto, mas de uma maneira geral um bom gráfico
deve:
-Mostrar a informação de modo tão acurado quanto possível.
-Utilizar títulos, rótulos, legendas, etc. para tornar claro o con-
texto, o conteúdo e a mensagem.
-Complementar ou melhorar a visualização sobre aspectos des-
critos ou mostrados numericamente através de tabelas.
-Utilizar escalas adequadas.
-Mostrar claramente as tendências existentes nos dados.

Tipos de gráficos

Barras- utilizam retângulos para mostrar a quantidade.

Barra vertical

Setor ou pizza- Muito útil quando temos um total e queremos


demonstrar cada parte, separando cada pedaço como numa pizza.

Linhas- É um gráfico de grande utilidade e muito comum na


representação de tendências e relacionamentos de variáveis

32
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Tabelas de frequência
Ao dispor de uma lista volumosa de dados, as tabelas de frequ-
ência servem para agrupar informações de modo que estas possam
ser analisadas. As tabelas podem ser de frequência simples ou de
frequência em faixa de valores.

Gráficos
O objetivo da representação gráfica é dirigir a atenção do ana-
lista para alguns aspectos de um conjunto de dados. Alguns exem-
plos de gráficos são: diagrama de barras, diagrama em setores,
histograma, boxplot, ramo-e-folhas, diagrama de dispersão, gráfico
sequencial.

Resumos numéricos
Por meio de medidas ou resumos numéricos podemos levantar
importantes informações sobre o conjunto de dados tais como: a
Pictogramas – são imagens ilustrativas para tornar mais fácil a tendência central, variabilidade, simetria, valores extremos, valores
compreensão de todos sobre um tema. discrepantes, etc.

Estatística inferencial (Indutiva)


Utiliza informações incompletas para tomar decisões e tirar
conclusões satisfatórias. O alicerce das técnicas de estatística infe-
rencial está no cálculo de probabilidades. Fazemos uso de:

Estimação
A técnica de estimação consiste em utilizar um conjunto de da-
dos incompletos, ao qual iremos chamar de amostra, e nele calcular
estimativas de quantidades de interesse. Estas estimativas podem
ser pontuais (representadas por um único valor) ou intervalares.

Da mesma forma, as tabelas ajudam na melhor visualização de Teste de Hipóteses


dados e muitas vezes é através dela que vamos fazer os tipos de O fundamento do teste estatístico de hipóteses é levantar su-
gráficos vistos anteriormente. posições acerca de uma quantidade não conhecida e utilizar, tam-
bém, dados incompletos para criar uma regra de escolha.
Podem ser tabelas simples:
População e amostra
Quantos aparelhos tecnológicos você tem na sua casa?

APARELHO QUANTIDADE
Televisão 3
Celular 4
Geladeira 1

Estatística

Estatística descritiva É o conjunto de todas as unidades sobre as quais há o interesse de


O objetivo da Estatística Descritiva é resumir as principais ca- investigar uma ou mais características.
racterísticas de um conjunto de dados por meio de tabelas, gráficos
e resumos numéricos. Variáveis e suas classificações
Qualitativas – quando seus valores são expressos por atribu-
Noções de estatística tos: sexo (masculino ou feminino), cor da pele, entre outros. Dize-
A estatística torna-se a cada dia uma importante ferramenta de mos que estamos qualificando.
apoio à decisão. Resumindo: é um conjunto de métodos e técnicas Quantitativas – quando seus valores são expressos em núme-
que auxiliam a tomada de decisão sob a presença de incerteza. ros (salários dos operários, idade dos alunos, etc). Uma variável
quantitativa que pode assumir qualquer valor entre dois limites
Estatística descritiva (Dedutiva) recebe o nome de variável contínua; e uma variável que só pode
O objetivo da Estatística Descritiva é resumir as principais ca- assumir valores pertencentes a um conjunto enumerável recebe o
racterísticas de um conjunto de dados por meio de tabelas, gráficos nome de variável discreta.
e resumos numéricos. Fazemos uso de:

33
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Fases do método estatístico Exemplo
— Coleta de dados: após cuidadoso planejamento e a devida
determinação das características mensuráveis do fenômeno que se
quer pesquisar, damos início à coleta de dados numéricos necessá-
rios à sua descrição. A coleta pode ser direta e indireta.
— Crítica dos dados: depois de obtidos os dados, os mesmos
devem ser cuidadosamente criticados, à procura de possível falhas
e imperfeições, a fim de não incorrermos em erros grosseiros ou
de certo vulto, que possam influir sensivelmente nos resultados. A
crítica pode ser externa e interna.

— Apuração dos dados: soma e processamento dos dados ob- O número de maneiras diferentes de se vestir é:2(calças).
tidos e a disposição mediante critérios de classificação, que pode 3(blusas)=6 maneiras
ser manual, eletromecânica ou eletrônica.
— Exposição ou apresentação de dados: os dados devem ser Fatorial
apresentados sob forma adequada (tabelas ou gráficos), tornando É comum nos problemas de contagem, calcularmos o produto
mais fácil o exame daquilo que está sendo objeto de tratamento de uma multiplicação cujos fatores são números naturais consecu-
estatístico. tivos. Para facilitar adotamos o fatorial.
— Análise dos resultados: realizadas anteriores (Estatística n! = n(n - 1)(n - 2)... 3 . 2 . 1, (n ϵ N)
Descritiva), fazemos uma análise dos resultados obtidos, através
dos métodos da Estatística Indutiva ou Inferencial, que tem por Arranjo Simples
base a indução ou inferência, e tiramos desses resultados conclu- Denomina-se arranjo simples dos n elementos de E, p a p, toda
sões e previsões. sequência de p elementos distintos de E.

Censo Exemplo
É uma avaliação direta de um parâmetro, utilizando-se todos os Usando somente algarismos 5, 6 e 7. Quantos números de 2
componentes da população. algarismos distintos podemos formar?

Principais propriedades:
- Admite erros processual zero e tem 100% de confiabilidade;
- É caro;
- É lento;
- É quase sempre desatualizado (visto que se realizam em perí-
odos de anos 10 em 10 anos);
- Nem sempre é viável.

Dados brutos: é uma sequência de valores numéricos não or-


ganizados, obtidos diretamente da observação de um fenômeno
coletivo.

Rol: é uma sequência ordenada dos dados brutos.

PROBLEMAS DE CONTAGEM E NOÇÕES DE


PROBABILIDADE Observe que os números obtidos diferem entre si:
Pela ordem dos elementos: 56 e 65
Análise Combinatória Pelos elementos componentes: 56 e 67
A Análise Combinatória é a área da Matemática que trata dos Cada número assim obtido é denominado arranjo simples dos
problemas de contagem. 3 elementos tomados 2 a 2.

Princípio Fundamental da Contagem Indica-se A3,2


Estabelece o número de maneiras distintas de ocorrência de
um evento composto de duas ou mais etapas.
Se uma decisão E1 pode ser tomada de n1 modos e, a decisão E2
pode ser tomada de n2 modos, então o número de maneiras de se
tomarem as decisões E1 e E2 é n1.n2.
Permutação Simples
Chama-se permutação simples dos n elementos, qualquer
agrupamento(sequência) de n elementos distintos de E.
O número de permutações simples de n elementos é indicado
por Pn.
Pn = n!

34
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Exemplo Relação de Stifel
Quantos anagramas tem a palavra CHUVEIRO?
Solução
A palavra tem 8 letras, portanto:
P8 = 8! = 8 . 7 . 6 . 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 40320

Permutação com elementos repetidos Triângulo de Pascal


De modo geral, o número de permutações de n objetos, dos
quais n1 são iguais a A, n2 são iguais a B, n3 são iguais a C etc.

Exemplo
Quantos anagramas tem a palavra PARALELEPÍPEDO?

Solução
Se todos as letras fossem distintas, teríamos 14! Permutações.
Como temos uma letra repetida, esse número será menor.

Temos 3P, 2A, 2L e 3 E

LINHA 0 1
Combinação Simples LINHA 1 1 1
Dado o conjunto {a1, a2, ..., an} com n objetos distintos, pode- LINHA 2 1 2 1
mos formar subconjuntos com p elementos. Cada subconjunto com
LINHA 3 1 3 3 1
i elementos é chamado combinação simples.
LINHA 4 1 4 6 4 1
LINHA 5 1 5 10 10 5 1
LINHA 6 1 6 15 20 15 6 1

Exemplo Binômio de Newton


Calcule o número de comissões compostas de 3 alunos que po- Denomina-se binômio de Newton todo binômio da forma (a +
demos formar a partir de um grupo de 5 alunos. b)n, com n ϵ N. Vamos desenvolver alguns binômios:
n = 0 → (a + b)0 = 1
Solução n = 1 → (a + b)1 = 1a + 1b
n = 2 → (a + b)2 = 1a2 + 2ab +1b2
n = 3 → (a + b)3 = 1a3 + 3a2b +3ab2 + b3
Observe que os coeficientes dos termos formam o triângulo de
Pascal.

Números Binomiais
O número de combinações de n elementos, tomados p a p,
também é representado pelo número binomial .

GEOMETRIA BÁSICA: ÂNGULOS, TRIÂNGULOS, PO-


Binomiais Complementares LÍGONOS, DISTÂNCIAS, PROPORCIONALIDADE, PERÍ-
Dois binomiais de mesmo numerador em que a soma dos de- METRO E ÁREA
nominadores é igual ao numerador são iguais:
Ângulos
Denominamos ângulo a região do plano limitada por duas se-
mirretas de mesma origem. As semirretas recebem o nome de la-
dos do ângulo e a origem delas, de vértice do ângulo.

35
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Triângulo

Elementos

Mediana
Mediana de um triângulo é um segmento de reta que liga um
vértice ao ponto médio do lado oposto.
Na figura, é uma mediana do ABC.
Um triângulo tem três medianas.

Ângulo Agudo: É o ângulo, cuja medida é menor do que 90º.

A bissetriz de um ângulo interno de um triângulo intercepta o


lado oposto

Bissetriz interna de um triângulo é o segmento da bissetriz de


um ângulo do triângulo que liga um vértice a um ponto do lado
Ângulo Obtuso: É o ângulo cuja medida é maior do que 90º. oposto.
Na figura, é uma bissetriz interna do .
Um triângulo tem três bissetrizes internas.

Ângulo Raso:
- É o ângulo cuja medida é 180º;
- É aquele, cujos lados são semi-retas opostas.

Altura de um triângulo é o segmento que liga um vértice a um


ponto da reta suporte do lado oposto e é perpendicular a esse lado.

Na figura, é uma altura do .

Ângulo Reto: Um triângulo tem três alturas.


- É o ângulo cuja medida é 90º;
- É aquele cujos lados se apoiam em retas perpendiculares.

36
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Mediatriz de um segmento de reta é a reta perpendicular a Triângulo equilátero: três lados iguais.
esse segmento pelo seu ponto médio.

Na figura, a reta m é a mediatriz de .

Quanto aos ângulos

Triângulo acutângulo: tem os três ângulos agudos

Mediatriz de um triângulo é uma reta do plano do triângulo


que é mediatriz de um dos lados desse triângulo.
Na figura, a reta m é a mediatriz do lado do .
Um triângulo tem três mediatrizes.

Triângulo retângulo: tem um ângulo reto

Classificação

Quanto aos lados

Triângulo escaleno: três lados desiguais.

Triângulo obtusângulo: tem um ângulo obtuso

Triângulo isósceles: Pelo menos dois lados iguais.

Desigualdade entre Lados e ângulos dos triângulos


Num triângulo o comprimento de qualquer lado é menor que
a soma dos outros dois. Em qualquer triângulo, ao maior ângulo
opõe-se o maior lado, e vice-versa.

QUADRILÁTEROS
Quadrilátero é todo polígono com as seguintes propriedades:
- Tem 4 lados.
- Tem 2 diagonais.
- A soma dos ângulos internos Si = 360º
- A soma dos ângulos externos Se = 360º
Trapézio: É todo quadrilátero tem dois paralelos.

37
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO

- é paralelo a
- Losango: 4 lados congruentes
- Retângulo: 4 ângulos retos (90 graus)
- Quadrado: 4 lados congruentes e 4 ângulos retos.
Número de Diagonais

Observações:
- No retângulo e no quadrado as diagonais são congruentes
(iguais)
- No losango e no quadrado as diagonais são perpendiculares
entre si (formam ângulo de 90°) e são bissetrizes dos ângulos inter-
nos (dividem os ângulos ao meio).
Ângulos Internos
Áreas A soma das medidas dos ângulos internos de um polígono con-
vexo de n lados é (n-2).180
1- Trapézio: , onde B é a medida da base maior, b é a Unindo um dos vértices aos outros n-3, convenientemente es-
medida da base menor e h é medida da altura. colhidos, obteremos n-2 triângulos. A soma das medidas dos ângu-
los internos do polígono é igual à soma das medidas dos ângulos
2 - Paralelogramo: A = b.h, onde b é a medida da base e h é a internos dos n-2 triângulos.
medida da altura.

3 - Retângulo: A = b.h

4 - Losango: , onde D é a medida da diagonal maior e d


é a medida da diagonal menor.

5 - Quadrado: A = l2, onde l é a medida do lado.

Polígono
Chama-se polígono a união de segmentos que são chamados
lados do polígono, enquanto os pontos são chamados vértices do
polígono. Ângulos Externos

A soma dos ângulos externos=360°


Diagonal de um polígono é um segmento cujas extremidades
são vértices não-consecutivos desse polígono.

38
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Teorema de Tales 2º Caso: LAL(lado-ângulo-lado)
Se um feixe de retas paralelas tem duas transversais, então a Se dois triângulos têm dois lados correspondentes proporcio-
razão de dois segmentos quaisquer de uma transversal é igual à ra- nais e os ângulos compreendidos entre eles congruentes, então es-
zão dos segmentos correspondentes da outra. ses dois triângulos são semelhantes.
Dada a figura anterior, O Teorema de Tales afirma que são váli-
das as seguintes proporções:

Exemplo

3º Caso: LLL (lado - lado - lado)


Se dois triângulos têm os três lado correspondentes proporcio-
nais, então esses dois triângulos são semelhantes.

Semelhança de Triângulos
Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, os seus ân-
gulos internos tiverem, respectivamente, as mesmas medidas, e os
lados correspondentes forem proporcionais.

Casos de Semelhança Razões Trigonométricas no Triângulo Retângulo


1º Caso: AA(ângulo - ângulo)
Se dois triângulos têm dois ângulos congruentes de vértices Considerando o triângulo retângulo ABC.
correspondentes, então esses triângulos são congruentes.

Temos:

39
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
a: hipotenusa
b e c: catetos
h: altura relativa à hipotenusa
m e n: projeções ortogonais dos catetos sobre a hipotenusa

Relações Métricas no Triângulo Retângulo


Chamamos relações métricas as relações existentes entre os
diversos segmentos desse triângulo. Assim:

1. O quadrado de um cateto é igual ao produto da hipotenusa


pela projeção desse cateto sobre a hipotenusa.

Fórmulas Trigonométricas
2. O produto dos catetos é igual ao produto da hipotenusa pela
altura relativa à hipotenusa.
Relação Fundamental
Existe uma outra importante relação entre seno e cosseno de
um ângulo. Considere o triângulo retângulo ABC.
3. O quadrado da altura é igual ao produto das projeções dos
catetos sobre a hipotenusa.

4. O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos


catetos (Teorema de Pitágoras).

Posições Relativas de Duas Retas


Duas retas no espaço podem pertencer a um mesmo plano.
Nesse caso são chamadas retas coplanares. Podem também não
Neste triângulo, temos que: c²=a²+b²
estar no mesmo plano. Nesse caso, são denominadas retas rever-
Dividindo os membros por c²
sas.

Retas Coplanares

a) Concorrentes: r e s têm um único ponto comum

Como

-Duas retas concorrentes podem ser:


Todo triângulo que tem um ângulo reto é denominado trian-
gulo retângulo.
1. Perpendiculares: r e s formam ângulo reto.
O triângulo ABC é retângulo em A e seus elementos são:
2. Oblíquas: r e s não são perpendiculares.

40
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
b) Paralelas: r e s não têm ponto comum ou r e s são coinci- ______________________________________________________
dentes.
______________________________________________________

______________________________________________________

______________________________________________________

______________________________________________________

______________________________________________________

______________________________________________________

______________________________________________________

______________________________________________________

______________________________________________________

______________________________________________________

______________________________________________________

______________________________________________________
ANOTAÇÕES ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

_____________________________________________________ ______________________________________________________

_____________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

______________________________________________________ ______________________________________________________

41

Você também pode gostar