0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações2 páginas

Amor e Ódio: A Dança do Destino

O narrador, um monstro temperamental, vive em um mundo subterrâneo e nutre um ódio profundo pelos humanos, até que conhece Akane, uma humana que transforma sua perspectiva. Após uma série de eventos, incluindo uma luta com um monstro, eles se tornam amigos e o ódio do narrador se transforma em amor. No entanto, a tragédia ocorre quando Akane é morta por um inimigo, levando o narrador a lamentar sua perda e a refletir sobre seus sentimentos.

Enviado por

benicior475
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato TXT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações2 páginas

Amor e Ódio: A Dança do Destino

O narrador, um monstro temperamental, vive em um mundo subterrâneo e nutre um ódio profundo pelos humanos, até que conhece Akane, uma humana que transforma sua perspectiva. Após uma série de eventos, incluindo uma luta com um monstro, eles se tornam amigos e o ódio do narrador se transforma em amor. No entanto, a tragédia ocorre quando Akane é morta por um inimigo, levando o narrador a lamentar sua perda e a refletir sobre seus sentimentos.

Enviado por

benicior475
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato TXT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Desde criança eu sempre fui muito temperamental e minhas convicções sempre arderam

de forma mais intensa, porém, elas nem sempre foram as mesmas. Eu sempre lia as
histórias do nosso povo e nunca entendi porque os humanos nos prenderam no
subterrâneo, ver o sol sempre foi um dos meus maiores sonhos. Saber que a culpa de
estarmos presos no subsolo era dos humanos, saber todas as “humanidades” que
fizeram ao longo dos reinados, isso me enfurecia, humanos são repugnantes,
deploráveis eles são tão… tão… tão Humanos. Eu ficava com minha mãe e com ela
tentava aprender magias, porém, eu discordava dela sobre humanos e monstros
conviverem em harmonia, tínhamos muitas discussões sobre esse assunto. Às vezes, à
noite, eu saia de casa escondido procurando humanos, eu queria tanto matar um
humano de determinação para provar ao meu pai que era um guerreiro, que libertária
os monstros, que com essa convicção eu saia todas as noites.

Uma noite, nunca imaginaria que esta noite mudaria minha vida, eu acabei me
afastando mais do que o de costume de casa, quando ouvi um barulho, um barulho de
luta? Me espreitei pela escuridão e vi uma garota,uma humana, suas roupas eram
leves, coloridas, seu cabelo longo balançava junto aos seus movimentos, aquilo era
uma luta? Uma dança? No futuro entenderia que era ambas as coisas. Seus movimentos
eram ágeis e suaves e sua espada empunhada junto a dança, davam-na um aspecto de
força e leveza de forma quase mágica, eu fiquei imóvel, fascinado. Após terminar
sua espécie de dança ela me percebeu, eu me escondi rapidamente atrás de uma
esquina esperando que ela não me encontrasse, naquele momento eu estava surpreso
demais para pensar em qualquer coisa. Eu estava atento a qualquer barulho, eu tinha
certeza de que ela ainda estava lá, seus passos não fizeram nenhum barulho, quando
me virei para olhar a esquina dei de cara com ela. Eu esperava qualquer coisa,
horror, nojo,raiva, até medo, mas, curiosidade? Ela olha pra mim com seus olhos
repletos de curiosidade e despeja sobre mim uma torrente de perguntas, eu estava
muito confuso e acabo respondendo as perguntas sem entender direito, naturalmente
ela vai conversando como se a gente se conhecesse, descobri que seu nome era Akane
e ela vivia em um lugar chamado Nihon, uma tal de terra do sol, descobri sua
cultura, costumes e até um pouco de sua língua, aos poucos, sem perceber, eu não
entendia, toda aquela convicção de ódio conflitava em mim. Subitamente, sem aviso,
um monstro cenoura (Sla se vc pensar em um melhor pode trocar) embosca-nos, eu
paraliso de choque enquanto ela se defende com sua espada. O monstro me chama para
ajudá-lo diz que vai dividir a recompensa pela humana, e nesse momento as
lembranças de meu ódio e desprezo volta a minha mente, era por esse momento que eu
procurava e tentei conjurar uma magia em vão, porém, enquanto a luta ficava mais
perigosa senti algo fluir dentro de mim, algo inexplicável, não existem palavras
para descrever a magia. Eu percebi que a luta estava em seu desfecho e eu não
sabia para que lado, então, em um momento de adrenalina, com uma emoção que eu só
conseguiria replicar anos depois, o fogo é projetado em direção aos dois, logo após
lançar a magia, dúvida inunda todo o meu ser, sem saber o que, quem ou por que eu
estava fazendo isso. Após as chamas baixarem apenas ela estava de pé, intocada
pelas chamas, olhando-me com um olhar espantado.
Eu fiquei em choque com toda a situação, havia matado um monstro, ela percebeu isso
e me levou pra longe de lá e, com suas palavras, me confortou e afastou aqueles
pensamento de mim. Após isso, ela começa a viver lá em casa. Sem eu perceber, ao
longo do tempo, meu ódio aos humanos foi baixando como a maré, e toda aquela raiva
e desprezo que sentia, se transformou em admiração e respeito pela Akane. Após
alguns meses já éramos grandes amigos, e eu acompanhava ela em seu ritual de dança
com a espada que acontecia toda lua cheia. Foi em um desses rituais que ocorreu o
momento mais triste da minha vida.

Todo aquele ódio de antigamente se apaziguou, o fogo das minhas magias se tornou
mais controlado e comecei a ter mais afinidade com a água, o tempo que passei com
ela foi o melhor da minha vida, apenas anos depois entendi que aquele sentimento
era amor, apenas quando já era tarde demais. Em um dos rituais, saiamos escondidos
da mãe, Flowey apareceu, sabendo da informação de uma humana, ele queria a alma
dela, foi uma batalha cruel para mim ela era ágil para se esquivar dos ataques
dele, mas eu não, ela poderia ter fugido sem mim, mas ficou comigo, e, quando o
ataque definitivo veio até mim, ela me salvou, mas como consequência foi acertada
por um golpe letal, minha mãe chegou tarde demais, e eu não tinha habilidades
curativas na época. Desde então, toda lua cheia eu vou ao cemitério, para a lápide
com uma espada sobre a terra, para me desculpar.

Você também pode gostar