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Condutas Clínicas em Casos de Urgência Médica

O documento apresenta uma série de casos clínicos com diagnósticos e condutas terapêuticas em diferentes situações médicas, incluindo cirrose hepática, DPOC, hipertensão, angina, tireoidite, pneumonia e diabetes. Cada caso descreve a condição do paciente, exames realizados e opções de tratamento, solicitando a escolha da conduta mais adequada. As alternativas incluem desde reposição de fluidos e medicamentos até intervenções cirúrgicas e terapias específicas.

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Condutas Clínicas em Casos de Urgência Médica

O documento apresenta uma série de casos clínicos com diagnósticos e condutas terapêuticas em diferentes situações médicas, incluindo cirrose hepática, DPOC, hipertensão, angina, tireoidite, pneumonia e diabetes. Cada caso descreve a condição do paciente, exames realizados e opções de tratamento, solicitando a escolha da conduta mais adequada. As alternativas incluem desde reposição de fluidos e medicamentos até intervenções cirúrgicas e terapias específicas.

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MEDGRUPO 2025

MED FOCO
HSL-SP

01 Homem, 56 anos, portador de cirrose hepática por etilismo, apresenta ascite refratária e história recente
de peritonite bacteriana espontânea tratada há 10 dias. Evolui, nos últimos 3 dias, com oligúria e aumento
progressivo da creatinina sérica (1,0 → 2,2 mg/dL), sem melhora após reposição volêmica. Sedimento urinário
sem alterações significativas. Ultrassonografia de rins e vias urinárias normal. O paciente está em uso de
diuréticos suspensos na admissão. Com base no diagnóstico mais provável, qual a conduta terapêutica mais
adequada?

A) Reposição com albumina até regressão da creatinina sérica.


B) Início de midodrina e octreotida associados à albumina.
C) Terapia renal substitutiva imediata, seguida de avaliação para transplante hepático.
D) Associação de terlipressina e albumina EV.
E) Uso de norepinefrina associada à albumina.

02 Homem de 72 anos, portador de DPOC grave e DRC estágio 3B, é trazido ao pronto-socorro por
sonolência e tontura há 2 dias. Está em uso regular de carvedilol, furosemida e espironolactona. Ao exame, FC
32 bpm, PA 90 × 60 mmHg, saturação de O₂ 90% em ar ambiente, temperatura 35,5°C. O ECG é mostrado a
seguir. Potássio sérico: 6,6 mEq/L; ureia: 120 mg/dL; creatinina: 2,4 mg/dL. Recebeu oxigênio suplementar, foi
iniciado tratamento para hipercalemia e feita suspensão do carvedilol. Após 12 horas, mantém mesmo padrão
de ECG e sintomas semelhantes.

Qual é a conduta mais adequada?

A) Implantar marca-passo definitivo imediatamente.


B) Implantar marca-passo temporário enquanto se corrige o distúrbio metabólico.
C) Aguardar normalização laboratorial sem intervenção marcapassista.
D) Administrar atropina em doses repetidas até reversão do bloqueio.
E) Iniciar dobutamina em infusão contínua até melhora clínica.

03 Homem de 64 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica há 15 anos, insuficiência cardíaca com
fração de ejeção reduzida (FEVE 35%) e doença renal crônica estágio 3A (TFG estimada 52 mL/min/1,73m²),
comparece à consulta de seguimento referindo boa adesão às medicações: enalapril 20 mg 2x/dia, carvedilol 25
mg 2x/dia, furosemida 40 mg/dia e anlodipino 10 mg/dia. Está assintomático e nega internações recentes.
Exame físico: PA: 146 × 88 mmHg, FC: 64 bpm, sem sinais de congestão. Laboratório: potássio 4,7 mEq/L,
creatinina 1,5 mg/dL, ureia 42 mg/dL, bicarbonato 23 mEq/L. Diante do cenário, a melhor conduta para otimizar o
controle pressórico é:
A) Substituir anlodipino por hidralazina.
B) Associar espironolactona.
C) Trocar enalapril por losartana.
D) Introduzir minoxidil.
E) Aumentar furosemida para 80 mg/dia.
04 Homem de 64 anos, hipertenso e ex-tabagista, com história de angina estável há 4 meses, procura
atendimento por piora progressiva da tolerância ao esforço nas últimas semanas. Refere que antes caminhava
três quarteirões sem dor, mas agora apresenta desconforto retroesternal após 1 quarteirão, que melhora com
repouso. Usa metoprolol e atorvastatina regularmente. Nega infarto prévio. Ao exame, está em bom estado geral,
PA 130 x 80 mmHg, FC 64 bpm. ECG de repouso sem alterações. Teste ergométrico recente mostrou depressão
do segmento ST ≥ 2 mm no estágio inicial, com interrupção precoce por dor. Ecocardiograma em repouso sem
alterações estruturais relevantes.

Qual a conduta mais adequada neste momento?

A) Aumentar a dose do betabloqueador e repetir o teste ergométrico em 3 meses.


B) Solicitar angiotomografia de coronárias para confirmar o diagnóstico.
C) Associar antagonista de cálcio e manter tratamento clínico.
D) Encaminhar para cinecoronariografia com intenção de revascularização.
E) Trocar o betabloqueador por nitrato de longa ação.

05 Mulher de 40 anos, previamente hígida, procura atendimento por dor cervical anterior intensa há 10 dias,
irradiando para mandíbula e orelhas, associada a febre baixa, fadiga e palpitações. Refere quadro viral de vias
aéreas superiores cerca de 3 semanas antes. Ao exame físico, apresenta tireoide aumentada, firme e bastante
dolorosa à palpação, além de tremor de extremidades. FC: 102 bpm; PA: 130 × 80 mmHg. Exames laboratoriais:
TSH < 0,01 mUI/L (VR: 0,4–4,5), T4 livre 2,4 ng/dL (VR: 0,8–1,8), T3 230 ng/dL (VR: 80–180) e VHS = 82 mm/h
(VR: < 20). Cintilografia de tireoide com captação difusamente reduzida. O diagnóstico mais provável é:
A) Doença de Graves.
B) Tireoidite de Hashimoto.
C) Tireoidite subaguda.
D) Adenoma tóxico de tireoide.
E) Tireotoxicose factícia.

06 Homem, 66 anos, diabético, é levado por familiares ao pronto-socorro após três dias de febre, tosse
produtiva e queda do estado geral, descrita como apatia. Encontra-se consciente e orientado, com FR de 32 irpm,
FC de 96 bpm, PA de 90 x 50 mmHg e SatO2 em 95% em ar ambiente. A ausculta cardíaca não revelou
alterações, enquanto o exame pulmonar mostrou estertores crepitantes no terço médio do hemitórax direito. Os
exames laboratoriais evidenciaram leucocitose com desvio à esquerda e aumento de proteína C-reativa, além de
creatinina de 0,9 mg/dL e ureia de 60 mg/dL. A radiografia de tórax mostra consolidação. Diante desse cenário
clínico e dos achados apresentados, qual deve ser a conduta mais adequada?
A) Tratamento ambulatorial — iniciar amoxicilina por via oral, com retorno precoce para reavaliação.
B) Tratamento em unidade de terapia intensiva — iniciar ceftriaxona e azitromicina por via endovenosa.
C) Internação em unidade de terapia intensiva — iniciar piperacilina/tazobactam por via endovenosa.
D) Internação em enfermaria — iniciar ampicilina/sulbactam + claritromicina por via endovenosa.
E) Tratamento ambulatorial — iniciar azitromicina por via oral, com retorno precoce para reavaliação.
07 Paciente masculino, 42 anos de idade, com histórico de hipertensão arterial bem controlada com
losartana 50 mg/dia, sem outras comorbidades conhecidas. Vem à consulta queixando-se de "pés inchados" e
"urina muito espumosa" nas últimas semanas. Há cerca de 3 semanas notou edema insidioso de membros
inferiores, que agora é acompanhado de edema periorbitário matinal e aumento de volume abdominal. Refere
urina espumosa, sem disúria ou hematúria. Nega febre ou sintomas sistêmicos. Houve ganho de peso no
período. Não fez uso de AINEs ou antimicrobianos recentemente. Ao exame: PA 130/85 mmHg, FC 78 bpm,
edema 3+/4+ em membros inferiores, simétrico, mole, frio e indolor. Demais sistemas sem alterações.
Laboratório: Cr 1,1 mg/dl, Ur 35 mg/dl, Albumina sérica 2,5 g/dl, Colesterol total 310 mg/dl, Triglicerídeos 250
mg/dl, relação proteína/creatinina em amostra urinária matinal 5,8 g/g, Urina tipo 1 com proteinúria 4+,
sedimento “limpo”, sorologias (HIV, HBV, HCV, sífilis) negativas, FAN, C3 e C4 normais. Anticorpo anti-PLA2R
positivo em altos títulos. Sobre este caso clínico, marque a alternativa correta.

A) O diagnóstico é de síndrome nefrótica por glomerulopatia membranosa primária, e uma biópsia renal é
dispensável neste paciente para fins de diagnóstico.
B) Está indicada a anticoagulação plena até resolução da síndrome nefrótica, haja vista o elevado risco
tromboembólico associado especialmente à nefropatia membranosa.
C) O provável diagnóstico é de glomeruloesclerose focal e segmentar (GEFS) primária, que é a forma mais
comum de glomerulopatia nefrótica primária em adultos no Brasil.
D) O agente mais comum de peritonite bacteriana espontânea em adultos com síndrome nefrótica é a E. coli, e
nas crianças é o S. pneumoniae.
E) A losartana deverá ser suspensa.

08 Paciente masculino, 69 anos, portador de insuficiência cardíaca com baixa adesão ao tratamento, dá
entrada no pronto-socorro com queixa de dispneia progressiva nos últimos sete dias. Ao exame físico, apresenta
frequência respiratória de 28 irpm, frequência cardíaca de 89 bpm, pressão arterial de 100 x 80 mmHg, pulso
periférico filiforme, tempo de enchimento capilar de 4 segundos e extremidades frias. Há turgência jugular visível
a 45°, edema importante de membros inferiores (4+/4+), estertores crepitantes em dois terços inferiores de
ambos os pulmões e bulhas cardíacas normofonéticas, sem sopros. Diante do quadro descrito, qual é a conduta
mais adequada neste momento?
A) Dobutamina, nitrato e furosemida.
B) Nitrato e furosemida.
C) Morfina e furosemida.
D) Furosemida e balão intra-aórtico.
E) Balão intra-aórtico.

09 Mulher de 58 anos, com diagnóstico de diabetes tipo 2 há 6 anos e hipertensão arterial, retorna para
consulta de seguimento. Faz uso regular de metformina 850 mg 3x/dia, losartana 50 mg 2x/dia e atorvastatina
20 mg/dia. Nega tabagismo ou etilismo. Apresenta: PA = 128 × 76 mmHg, IMC = 26 kg/m², sem alterações ao
exame físico. Exames laboratoriais: glicemia de jejum = 142 mg/dL, hemoglobina glicada = 8,2%, TFG estimada
(CKD-EPI) = 48 mL/min/1,73m², colesterol total = 156 mg/dL, LDL = 84 mg/dL, HDL = 48 mg/dL, triglicerídeos =
156 mg/dL, potássio = 4,6 mEq/L e albuminúria = 45 mg/g creatinina. Qual a conduta mais adequada neste
momento?

A) Manter metformina e associar empagliflozina.


B) Suspender metformina e iniciar insulina basal.
C) Associar glibenclamida à metformina.
D) Trocar metformina por sitagliptina.
E) Suspender metformina e iniciar liraglutida.
10 Homem, 67 anos, previamente saudável, encontra-se internado há 5 dias por pneumonia grave adquirida
na comunidade. Evoluiu subitamente com colúria, icterícia e “pontas dos dedos roxas” ao sair da cama
(temperatura do quarto: 18 °C). Queixa-se de fadiga intensa. Exame físico: PA 120 × 70 mmHg, FC 102 bpm,
Temp 37,2 °C, SpO₂ 96 % (ar ambiente), pele ictérica +/4+, extremidades frias com acrocianose, crépitos
bibasais. Hemograma mostra Hb 7,8 g/dL (pré-internação 12,4 g/dL), VCM 93 fL; reticulócitos 9%. Leucócitos
11.700/mm³, plaquetas 220.000/mm³. Bioquímica: bilirrubina indireta 3,8 mg/dL, LDH 920 U/L, haptoglobina
indetectável; creatinina e eletrólitos normais. O teste de antiglobulina direto é positivo para C3d e negativo para
IgG; sorologia mostra Mycoplasma pneumoniae IgM positivo. Entre as condutas abaixo, a mais adequada para o
manejo inicial da anemia deste paciente é:

A) Prednisona 1–2 mg/kg/dia, por se tratar de hemólise imunológica.


B) Aquecer o paciente/hemácias, evitar exposição ao frio e tratar a pneumonia; considerar rituximabe se
persistente.
C) Plasmaférese de urgência.
D) Esplenectomia eletiva após estabilização.
E) Ácido fólico e observação; a hemólise cessará espontaneamente.

11 Mulher, 41 anos, sem comorbidades prévias conhecidas, chega ao pronto-atendimento com história de
tosse seca, sudorese noturna, emagrecimento (7 kg em dois meses) e febre vespertina. A radiografia de tórax
mostra infiltrado cavitário no lobo superior direito. O teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB) foi
positivo, sensível à rifampicina. Teste rápido (repetido e confirmado) revelou infecção pelo HIV. Solicitada
contagem de CD4 (445 células/mm³) e carga viral (280.000 cópias/mL). Não há sinais de meningite nem de
doença extrapulmonar grave. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde
(2023), qual é a melhor conduta quanto ao início da terapia antirretroviral (TARV) e do esquema para
tuberculose?
A) Iniciar imediatamente o esquema RIPE; introduzir TARV somente após 8 semanas, para reduzir risco de
síndrome de reconstituição imune.
B) Iniciar RIPE; iniciar TARV entre 14 e 30 dias depois, por causa da contagem de CD4 < 50 células/mm³.
C) Iniciar RIPE; iniciar TARV no mesmo dia; caso não seja possível iniciar a TARV no mesmo dia, não atrasar mais
que 7 dias.
D) Iniciar RIPE; postergar TARV até a fase de manutenção (após os primeiros 2 meses), para evitar interações
com rifampicina.
E) Iniciar TARV imediatamente; aguardar pelo menos 7 dias para começar RIPE, já que a prioridade é suprimir a
viremia.

12 Quase metade dos pacientes hospitalizados por complicações do câncer em geral apresenta
hiponatremia. Em muitos desses pacientes, a causa da hiponatremia é a síndrome da antidiurese inapropriada
(SIAD), por secreção paraneoplásica de hormônio antidiurético (ADH). Indique qual alteração laboratorial pode
ser esperada nos exames desses pacientes.
A) Osmolaridade urinária em torno de 50 mOsm/l.
B) Osmolaridade plasmática em torno de 300 mOsm/l.
C) Sódio urinário inferior a 20 mEq/l.
D) Sódio sérico dentro da normalidade quando a dosagem é feita por método iônico.
E) Ácido úrico sérico inferior a 4 mg/dl.
13 Paciente masculino de 74 anos, com histórico de hipertensão arterial e dislipidemia bem controladas, é
trazido por familiares à consulta ambulatorial com queixas de “esquecimento”, “pernas pesadas” que dificultam a
deambulação e “urgência para urinar, muitas vezes com perda de urina na roupa íntima”. O quadro se iniciou há
cerca de 8 meses, quando o paciente começou a apresentar dificuldade progressiva de marcha, lapsos de
memória, dificuldade para a realização de tarefas simples do dia a dia e episódios de urgeincontinência urinária.
Nega cefaleia, febre, crises convulsivas, déficits neurológicos focais ou outras alterações. Ao exame: paciente
lúcido, MEEM = 21/30 (nível de escolaridade: superior completo), apraxia de marcha (passos curtos, base
alargada, hesitação para início da marcha), força e sensibilidade preservadas nos membros, reflexos normais e
fundo de olho sem papiledema. Exames laboratoriais: hemograma, função renal, TSH, vitamina B12, sorologias
para sífilis e HIV todos normais. Acerca deste caso clínico, marque a alternativa correta.

A) O provável diagnóstico é doença de Parkinson.


B) Neste caso está indicado solicitar uma RM de crânio e uma punção lombar.
C) O mini-exame do estado mental tem resultado adequado para o grau de escolaridade do paciente.
D) Na doença desse paciente ocorre hipertensão intracraniana com papiledema no exame de fundo de olho.
E) A urgeincontinência deve ser tratada com anticolinérgicos.

14 Mulher de 63 anos, previamente hígida, é encaminhada ao endocrinologista após exames laboratoriais


solicitados em check-up. Relata apenas fadiga e dores musculares leves, sem histórico de fraturas ou cálculos
renais. Ao exame físico, não apresenta alterações significativas. Exames laboratoriais: cálcio sérico total = 11,2
mg/dL (VR: 8,5–10,5), fósforo = 2,2 mg/dL (VR: 2,5–4,5), PTH intacto = 128 pg/mL (VR: 15–65), creatinina = 0,8
mg/dL e TFG estimada = 78 mL/min/1,73 m². Densitometria óssea: T-score coluna lombar = -2,2; colo de fêmur =
-2,1; rádio distal = -2,8. Qual a conduta mais adequada neste caso?

A) Acompanhamento clínico anual, sem necessidade de cirurgia.


B) Iniciar suplementação de cálcio e vitamina D, mantendo acompanhamento clínico.
C) Indicar paratireoidectomia.
D) Iniciar bisfosfonato e reavaliar densitometria em 2 anos.
E) Iniciar calcimimético.

15 Mulher de 34 anos comparece ao consultório com queixa de dor abdominal recorrente há 9 meses,
associada a distensão abdominal e constipação, com fezes endurecidas e sensação frequente de evacuação
incompleta. Refere que os sintomas melhoram parcialmente após a evacuação. Nega diarreia, febre, perda
ponderal ou sangramento nas fezes. Exames laboratoriais e colonoscopia realizados há 2 meses não mostraram
alterações. Qual é a conduta inicial mais apropriada para esta paciente?

A) Início de antidepressivo tricíclico em baixa dose.


B) Introdução de dieta com baixo teor de FODMAPs e uso de psyllium.
C) Prescrição de probióticos.
D) Uso de rifaximina associada a dieta rica em fibras insolúveis.
E) Prescrição de laxantes como sene ou lubiprostona.
16 Sobre a Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI) assinale a alternativa incorreta.

A) Trata-se de uma doença autoimune em que anticorpos antiplaqueta opsonizam as plaquetas acelerando sua
destruição no baço.
B) Os anticorpos antiplaqueta também inibem a liberação de novas plaquetas na medula óssea, afetando a
trombopoiese compensatória.
C) PTI é um diagnóstico de exclusão.
D) Seu diagnóstico requer a dosagem de anticorpos antiplaqueta.
E) No adulto, indica-se corticoterapia, mesmo em pacientes assintomáticos, quando a contagem plaquetária for
< 20.000-30.000/ml.

17 Mulher de 32 anos, assintomática, descobre alteração em exames de rotina solicitados para check-up. A
sorologia para hepatite B apresenta: HBsAg positivo, anti-HBs negativo, anti-HBc total positivo, HBeAg negativo,
anti-HBe positivo. Transaminases dentro da faixa de normalidade e carga viral (HBV-DNA) baixa. Com base
nesses dados, qual a interpretação mais provável dessa sorologia?
A) Infecção crônica pelo vírus B em fase de imunotolerância.
B) Infecção crônica pelo vírus B em fase de portador inativo.
C) Resposta imune por vacina contra o vírus B.
D) Infecção passada pelo vírus B com resolução espontânea.
E) Falso-positivo para HBsAg, sem infecção real pelo vírus B.

18 Homem, 38 anos de idade, realizou testes sorológicos de rotina. Retorna em consulta com a esposa,
referindo ausência de sintomas atuais ou prévios compatíveis com sífilis mas seus exames mostram VDRL 1/32
e ELISA para sífilis reagente. Exames da esposa não reagentes. A conduta mais adequada, neste momento, é:
A) Colher líquor e, se negativo, penicilina benzatina 2.400.000 UI uma vez por semana por três semanas.
B) Colher líquor e, se negativo, penicilina benzatina 2.400.000 UI em dose única.
C) Não colher líquor e penicilina benzatina 2.400.000 UI uma vez por semana por três semanas.
D) Não colher líquor e penicilina benzatina 2.400.000 UI em dose única.
E) Não colher líquor e azitromicina 1 g VO em dose única.

19 Homem de 30 anos, portador de asma em seguimento ambulatorial, relata utilizar budesonida 400
mcg/dia associada a formoterol 6 mcg/dia apenas em situações de sintoma. Nas últimas quatro semanas,
refere limitação para realizar suas atividades habituais e necessidade de broncodilatador de alívio em três
ocasiões por semana. Conta ainda que nesse período acordou duas vezes durante a noite com episódios de
tosse e falta de ar. Nega contato com desencadeantes específicos ou fatores ambientais relevantes. A
radiografia de tórax não mostrou alterações. A espirometria inicial evidenciou CVF: 3,20 L (98%), VEF₁: 1,98 L
(88%) e relação VEF₁/CVF de 0,61. Após uso de broncodilatador, observou-se melhora para CVF: 3,58 L (112%),
VEF₁: 2,25 L (100%) e relação VEF₁/CVF de 0,62. Diante desse cenário, qual deve ser a conduta terapêutica
preferencial?
A) Aumentar a dose da budesonida.
B) Manter a dose da budesonida e indicar uso regular.
C) Acrescentar tiotrópio inalatório uma vez ao dia.
D) Prescrever corticoide oral por 3-5 dias.
E) Manter o tratamento.
20 Sobre o antiviral nirmatrelvir/ritonavir (Paxlovid) em adultos, assinale a alternativa correta segundo o
Ministério da Saúde.
A) Deve ser iniciado até o 7º dia de sintomas em qualquer adulto com teste positivo, na dose de 300 mg/100 mg
1x/dia por 5 dias.
B) É formalmente contraindicado quando a Taxa de Filtração Glomerular (TFG) for < 60 mL/min/1,73 m², pois
não há esquema de ajuste posológico.
C) Exige suspensão das estatinas durante o tratamento, pois a interação com o nirmatrelvir leva a miotoxicidade.
D) Uma das indicações é para pacientes sem necessidade de oxigênio suplementar, ≥ 18 anos, que sejam
imunossuprimidos, devendo ser iniciado em até 5 dias do início dos sintomas, na dose de 300 mg/100 mg VO
12/12 h por 5 dias.
E) É preferido ao remdesivir apenas quando a variante predominante for imune às vacinas de RNAm, não
havendo prioridade baseada em logística ou via de administração.

21 Um homem de 27 anos é levado ao pronto-socorro após colisão de moto em alta velocidade. Chega
agitado, com dificuldade respiratória importante. Apresenta-se com PA: 80 × 60 mmHg, FC: 132 bpm, FR: 34
irpm, SpO₂: 86% em ar ambiente. Ao exame físico, observa-se abaulamento do hemitórax direito, murmúrio
vesicular abolido nesse lado, timpanismo à percussão e ingurgitamento jugular. A traqueia está desviada para a
esquerda. Não há sangramento ativo. A equipe da sala de trauma avalia o paciente. Qual é a conduta imediata
mais adequada?

A) Radiografia de tórax urgente seguida de drenagem pleural.


B) Toracocentese diagnóstica com agulha fina no segundo espaço intercostal.
C) Drenagem torácica imediata sem necessidade de imagem prévia.
D) Intubação orotraqueal com ventilação mecânica sob sedação.
E) Tomografia de tórax antes de qualquer intervenção.

22 Mulher de 28 anos, sem comorbidades, é internada por dor mesogástrica visceral irradiando para fossa
ilíaca direita há 1 dia, náuseas e vômitos. Abdome com descompressão brusca positiva em fossa ilíaca direita.
Leucograma: 14.000/mm³ sem desvio. Tomografia com apêndice espessado e infiltração no mesentério, sem
líquido livre. Mesmo após indicação cirúrgica, a paciente não consente com o procedimento. Nesse contexto
clínico a melhor opção é:
A) Encaminhar ao centro cirúrgico devido ao benefício da cirurgia superar o risco.
B) Manter jejum e antibioticoterapia até a resolução clínica e laboratorial.
C) Conduzir sem cirurgia, e explicar que a taxa de recorrência é elevada.
D) Indicar drenagem percutânea.
E) Registrar no prontuário e fazer boletim de ocorrência.
23 Paciente masculino de 69 anos, acamado por Parkinson avançado, depressão e DPOC é admitido por
quadro de obstrução intestinal trazido da casa de repouso. Estável hemodinamicamente e sem sinais de
toxemia, mas com grande distensão abdominal, sem sinais de peritonite. Radiografia apresentada abaixo. Dentre
as opções abaixo, a conduta inicial recomendada, baseada na melhor evidência atual, é:

A) Realização de tomografia computadorizada.


B) Laparotomia com colectomia total.
C) Laparotomia para confecção de colostomia definitiva.
D) Retossigmoidoscopia.
E) Neostigmina.

24 Uma paciente de 49 anos foi submetida a uma correção cirúrgica da Doença do Refluxo GastroEsofágico
(DRGE) e se queixa de febre no primeiro dia de pós-operatório. Ao exame, apresenta leve desconforto abdominal
e não há peristalse. A ferida operatória não apresenta saída de secreções ou sinais flogísticos. PA: 110 x 80
mmHg, P. 95 bpm. T: 37,9℃. TEC: 2 segundos. Não há queixas urinárias e não há edema ou empastamento de
membros inferiores. Os exames laboratoriais não revelam alterações. A complicação mais provável, dentre as
elencadas abaixo, é:

A) Hemorragia intra-abdominal.
B) Íleo paralitico.
C) Atelectasia.
D) Embolia pulmonar.
E) Sepse.

25 Paciente de 41 anos vem ao consultório devido a quadro de hérnia inguinal esquerda redutível há 6
meses. Não há hiperemia e não há distensão abdominal, mas há dor leve à palpação inguinal. Antecedente de
hernioplastia inguinal esquerda aberta sem colocação de tela há 2 anos. A recomendação técnica para esse
caso, dentre as opções abaixo, é:

A) Lichtenstein.
B) Shouldice.
C) Hernioplastia inguinal TAPP.
D) Bassini.
E) Stoppa.
26 Paciente de 17 anos é atendido na urgência por quadro de dor, rubor, edema e saída de secreção
purulenta em dorso, próximo das nádegas, na rafe mediana, há cerca de 5 dias, com flutuação. Qual deve ser a
intervenção mais apropriada neste momento, além de antibioticoterapia?

A) Drenagem e evacuação do cisto.


B) Ressecção do cisto com sua cápsula e fechamento em segunda intenção.
C) Apenas a antibioticoterapia é suficiente.
D) Banho de assento.
E) Internação para antibioticoterapia e drenagem cirúrgica.

27 Uma paciente de 44 anos de idade apresenta-se no pronto-socorro com dor epigástrica com irradiação
para dorso há três dias, associada a náuseas e vômitos. Relata que a dor piora após a alimentação. Apresenta
histórico de tabagismo e etilismo. Nega medicações de uso contínuo. Ao exame físico: PA: 135 x 90 mmHg. FC:
97 bpm, FR: 19 irpm e temperatura axilar de 37,6 °C. Amilase: 1.330 U/L, leucócitos: 13.100/mm³, PCR: 30 mg/L,
bilirrubinas totais: 2,0 mg/dL, gama-GT: 125 U/L, fosfatase alcalina: 220 U/L, creatinina: 0,9 mg/dL. O exame
complementar mais indicado é:
A) Tomografia Computadorizada (TC) com contraste de abdome.
B) Ressonância magnética de abdome.
C) Ultrassonografia (USG) de abdome.
D) Radiografia simples de abdome.
E) Tomografia Computadorizada (TC) sem contraste de abdome.

28 Paciente feminina de 33 anos, hipertensa e diabética, interna com dor abdominal em hipocôndrio direito
e febre, sem icterícia. Não havia dilatação de colédoco, embora a paciente refira ter tido episódio de pancreatite
no passado. Foi submetida à colecistectomia videolaparoscópica. Após a colangiografia, a conduta
recomendada, dentre as abaixo, é:

A) Indicar exploração da via biliar.


B) Posicionamento de dreno de Kehr.
C) Conversão para cirurgia aberta pra reparo de ducto hepático direito.
D) Indicar CPRE pós-operatória.
E) Concluir a colecistectomia.
29 Mulher de 39 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 há 6 anos, hipertensão arterial sistêmica
e dislipidemia, procura atendimento para avaliação de tratamento cirúrgico da obesidade. Relata múltiplas
tentativas de perda de peso, incluindo acompanhamento nutricional, atividade física supervisionada e uso de
terapia farmacológica por mais de 2 anos, sem sucesso. Exames: glicemia de jejum = 146 mg/dL, HbA1c = 8,2%,
TSH = 1,8 μUI/mL, LDL = 132 mg/dL, triglicerídeos = 260 mg/dL. IMC = 32,4 kg/m². Qual a conduta mais
adequada para este caso?
A) Manter acompanhamento clínico e reavaliar em 12 meses.
B) Indicar cirurgia bariátrica.
C) Iniciar nova tentativa de tratamento farmacológico antes da avaliação cirúrgica.
D) Indicar cirurgia apenas se IMC ≥ 35 kg/m².
E) Indicar cirurgia apenas se IMC ≥ 40 kg/m².

30 Homem de 62 anos, hipertenso e tabagista de longa data, procura o pronto-socorro com quadro de dor
torácica súbita, de forte intensidade, com irradiação para a região interescapular. Refere náuseas, sudorese
intensa e sensação de desmaio iminente. Ao exame: PAS = 180 × 100 mmHg em MSD, FC = 92 bpm, SpO₂ = 97%.
Pulsos: simétricos. Diurese: normal. Abdome: plano e indolor. ECG sem alterações isquêmicas. A
angiotomografia de tórax revela a imagem em anexo. Qual deve ser a conduta inicial?

A) Cirurgia aberta de emergência para troca do arco aórtico.


B) Reparo endovascular imediato com implante de endoprótese.
C) Controle rigoroso da pressão arterial e frequência cardíaca com betabloqueadores.
D) Administração de trombolítico venoso em dose plena.
E) Cateterismo cardíaco com avaliação de coronárias.

31 Mulher de 58 anos, com adenocarcinoma de cólon descendente (T3N0M0). Colonoscopia pré-operatória


completa sem lesões sincrônicas. Tomografia de tórax, abdome e pelve sem metástases. Bom estado geral (ASA
II). Qual a conduta cirúrgica mais adequada para tratamento curativo?

A) Colectomia subtotal com anastomose íleo-retal.


B) Segmentectomia curta.
C) Hemicolectomia direita.
D) Hemicolectomia esquerda com ligadura vascular central e linfadenectomia regional.
E) Ressecção endoscópica isolada.
32 Paciente masculino de 6 anos iniciou quadro de dor testicular direita há 12 horas. Apresentava testículo
de volume aumentado, retraído e doloroso sem melhora à elevação do testículo. Submetido a exploração
cirúrgica com o seguinte achado intraoperatório: Qual é a conduta para o caso?

A) Solicitar Doppler intraoperatório.


B) Orquiectomia à direita.
C) Orquidopexia bilateral.
D) Orquiectomia à direita com orquidopexia à esquerda.
E) Orquidopexia à direita.

33 Paciente masculino de 23 anos sofreu queda de escada que usava para pintar o teto do seu
apartamento, dando entrada na emergência consciente e estável hemodinamicamente, com movimentação
simétrica dos quatro membros. Com relação à devida investigação de possível trauma raquimedular do paciente,
assinale a alternativa correta.
A) Na possibilidade de haver trauma abdominal concomitante, deve-se indicar tomografia de abdome e da
coluna vertebral toda, na avaliação primária do paciente.
B) Remover o colar cervical e indicar amplo estudo radiológico da coluna vertebral com tomografia e/ou
ressonância magnética pela cinemática do trauma envolvido.
C) Realizar a imobilização da coluna cervical com colar e prancha rígida e só removê-los após adequado estudo
radiológico (raio-X da coluna vertebral toda em 2 posições).
D) Realizar a imobilização da coluna vertebral e, na ausência de dor à palpação da coluna toda e ausência de
déficits neurológicos, não é necessária a investigação com exames de imagem da coluna vertebral.
E) Sem necessidade de atenção à coluna vertebral, uma vez que estava sem déficits neurológicos e com
agitação que dificultaria a imobilização com colar e prancha rígida.
34 Marque a opção que apresenta corretamente o valor do ânion gap e a possível causa para o distúrbio
acidobásico observado na gasometria arterial a seguir: pH 7.45, pCO2 22 mmHg, pO2 95 mmHg, HCO3 15 mEq/l,
SaO2 97%, Na 134 mEq/l, Cl 96 mEq/l, K 4,5 mEq/l.

A) AG = 23 mEq/l. Intoxicação por ácido acetilsalicílico.


B) AG = 23 mEq/l. Acidose lática pura.
C) AG = 27,5 mEq/l. Intoxicação por ácido acetilsalicílico.
D) AG = 27,5 mEq/l. Acidose lática pura.
E) Nenhuma das anteriores.

35 Paciente de 31 anos, vítima de acidente auto x caminhão, apresentando sinais de fratura de bacia com
disjunção da sínfise púbica, associado a choque hemorrágico grau IV, além de traumatismo craniano moderado
com Glasgow 9 e com múltiplas fraturas de face com sangramento ativo em orofaringe. Qual é a conduta mais
indicada neste momento?
A) Transfusão maciça.
B) Máscara de oxigênio com reservatório.
C) Fixação da pelve com lençol.
D) Intubação orotraqueal e colocação de colar cervical.
E) Drenagem torácica.

36 Homem, 68 anos procura atendimento por tosse persistente há cerca de três meses, acompanhada de
piora progressiva. Relata perda ponderal não intencional de aproximadamente 5 kg no período e dor contínua
localizada no ombro direito, com irradiação para o membro superior ipsilateral, iniciada há dois meses. Nos
últimos sete dias, passou a apresentar episódios de sudorese localizada na hemiface, principalmente no período
da tarde. É tabagista, com carga tabágica estimada em 50 maços/ano. Ao exame, observa-se diminuição da
expansibilidade torácica e do murmúrio vesicular no ápice do pulmão direito. Diante desse quadro, qual é a
hipótese diagnóstica mais provável?
A) Tumor de Pancoast.
B) Tuberculose pulmonar.
C) Derrame pleural complicado.
D) Linfoma.
E) Empiema.

37 Paciente masculino, 23 anos, vítima de traumatismo fechado de abdome, tem uma lesão esplênica grau
IV diagnosticada por tomografia que evidenciou blush arterial. Apresenta dor abdominal 4/10 sem peritonite.
Mantem-se estável hemodinamicamente, com hemoglobina inicial de 12 g/dl. Nesse caso, qual deve ser a
conduta ideal?

A) Indicar laparotomia para esplenectomia.


B) Indicar vacinação para bactérias encapsuladas.
C) Arteriografia com embolização.
D) Tratamento não operatório em CTI.
E) Indicar laparotomia para rafia esplênica.
38 Paciente de 28 anos, 80 kg, foi submetido a protocolo de transfusão maciça devido a múltiplos
ferimentos por arma de fogo abdominal. Qual é a relação ideal entre Concentrado de Hemácias (CH), Plasma (P)
e 1 Concentrado de Plaquetas (CP) que esse paciente deve receber, respectivamente?
A) 2:1:1.
B) 1:1:1.
C) 2:2:1.
D) 1:1:2.
E) 2:1:2.

39 Homem de 32 anos é admitido por queda de motocicleta apresentando dor à palpação pélvica e
hematúria. Apresenta-se estável hemodinamicamente. Foi submetido ao exame abaixo. A conduta
recomendada, dentre as abaixo, em relação ao achado na imagem é:

A) Cateterismo vesical de demora por 21 dias.


B) Cateterismo vesical de demora por 10 dias.
C) Cirurgia para realização de cistorrafia.
D) Drenagem percutânea.
E) Cistostomia.
40 Homem de 53 anos de idade, hipertenso, diabético, com creatinina basal de 1,2 mg/dL, estava com
hematúria e realizou tomografia de abdome que demonstrou imagem abaixo. Qual a conduta mais adequada?

A) Nefrectomia parcial.
B) Nefrectomia radical.
C) Ablação térmica.
D) Vigilância ativa.
E) Repetir imagem em 12 meses.

41 Pré-escolar, 5 anos, é admitida na emergência com petéquias no tronco e nos membros, além de
equimoses próximas ao joelho esquerdo. A mãe relata que a criança teve um resfriado há 15 dias. O hemograma
mostra plaquetas de 5.000/mm³, sem outras alterações. Baseado na provável hipótese diagnóstica, pode-se
afirmar que:

A) Deve-se transfundir plaquetas pelo alto risco de sangramento em sistema nervoso central.
B) O mecanismo da trombocitopenia está relacionado à produção de autoanticorpos contra plaquetas e
destruição no baço.
C) O tratamento com corticosteroide sistêmico e/ou imunoglobulina intravenosa deve ser recomendado para
todos os pacientes com contagem de plaquetas abaixo de 20.000/mm3.
D) Trata-se de um problema na hemostasia secundária e provavelmente há alteração no tempo de
tromboplastina parcial ativada (TTPa).
E) A reposição de fator VIII é essencial para o tratamento desta condição.

42 Criança de 7 anos, previamente hígida, com 30 kg, é trazida ao pronto atendimento após episódio de
perda de consciência enquanto brincava. No momento da avaliação pela equipe, a criança está inconsciente,
sem pulso e em apneia. Iniciadas as manobras de reanimação e conectado monitor cardíaco, com registro do
ritmo abaixo. Considerando o caso apresentado, qual é a conduta imediata mais apropriada?

A) Realizar cardioversão sincronizada com 60 J.


B) Administrar adrenalina 0,01 mg/kg.
C) Administrar amiodarona 5 mg/kg.
D) Realizar intubação orotraqueal.
E) Realizar desfibrilação com 60 J.
43 Guilherme, 7 anos de idade, tem peso de 30 kg, altura de 1,25 m e pressão arterial no membro superior
direito de 111 x 72 mmHg, medida em condições adequadas e confirmada em outras duas ocasiões. Com base
na tabela abaixo, a classificação da pressão arterial deste paciente é:

A) Pressão arterial normal.


B) Pressão arterial elevada.
C) Hipertensão estágio I.
D) Hipertensão estágio II.
E) Pressão arterial baixa.
44 RN com idade gestacional de 41 semanas, nascido de parto vaginal com líquido meconial espesso. Ao
nascimento, apresentava tônus flácido e movimentos respiratórios irregulares, sem sinais de obstrução de vias
aéreas. Na mesa de reanimação, após os passos iniciais, apresentou FC de 90 bpm e respirações irregulares.
Iniciou-se ventilação com balão-máscara (FiO2 21%), porém, após 30 segundos, a FC no monitor permanecia 85
bpm. Qual seria a conduta imediatamente recomendada?

A) Aumento da FiO₂ para 40% antes do segundo ciclo de VPP.


B) Readaptação delicada da máscara à face do paciente.
C) Troca do balão-máscara por intubação orotraqueal.
D) Início de compressões torácicas sincronizadas com a VPP.
E) Administração de adrenalina EV após o primeiro ciclo de VPP.

45 Recém-nascido, sexo masculino, 40 semanas de idade gestacional, parto vaginal sem intercorrências.
Apgar 9/10, peso 3.480 g. Mãe primigesta, pré-natal completo (sorologias negativas). Ao nascimento, o exame
dermatológico não tinha alterações. Com 48 horas de vida, a puérpera chama a médica da equipe para avaliação
de lesões encontradas na imagem. Qual é o diagnóstico mais provável?

A) Miliária rubra.
B) Eritema tóxico neonatal.
C) Miliária cristalina.
D) Prurigo estrófulo.
E) Melanose pustulosa neonatal.
46 Lactente de 11 meses, previamente hígido, chega ao PS após crise convulsiva generalizada tônico-
clônica de 4 minutos há cerca de 2 horas, associada à febre (38,9°C). Mãe relata que desde então o paciente não
recobrou o nível consciência completamente. Esquema vacinal completo até os 4 meses de vida. Durante exame
físico, o paciente apresenta recorrência da crise convulsiva. Sinais vitais: FC 160 bpm, FR 35 ipm, SatO₂ 96% (em
ar ambiente), T: 39,3°C. Sem rigidez de nuca ou fontanela abaulada. Assinale as próximas condutas:

A) Administrar Midazolam intramuscular; sem necessidade de investigação complementar por convulsão em


vigência de febre.
B) Administrar Diazepam intramuscular; realizar punção lombar devido ao risco de meningite.
C) Administrar Midazolam intramuscular; realizar punção lombar devido ao risco de meningite.
D) Administrar Diazepam intramuscular; sem necessidade de investigação complementar por convulsão em
vigência de febre.
E) Administrar Fenobarbital intramuscular; sem necessidade de investigação complementar por convulsão em
vigência de febre.

47 Recém-nascido (RN) de 14 dias, nascido a termo, parto vaginal, peso ao nascimento 3.240 g, recebeu
alta da maternidade com dois dias de vida, em aleitamento materno exclusivo. Em consulta de puericultura,
apresenta peso de 3.260 g. A mãe relata que o bebê mama por pouco tempo, adormece rápido ao seio e chora
com frequência. Troca cerca de 6 fraldas por dia com diurese e as evacuações ocorrem a cada 3 dias. A mãe
queixa-se de “rachaduras” nos bicos de ambos os seios, além de dor intensa, calor e hiperemia em mama
esquerda há 3 dias, com febre baixa (37,8 °C), sem flutuação palpável. Ao exame físico o recém-nascido
encontra-se ativo, hidratado, acianótico, sem outras anormalidades. A orientação mais adequada nesse caso
deve ser:
A) Suspender o aleitamento na mama esquerda, complementar com fórmula láctea de primeiro semestre após o
aleitamento com a mama direita e marcar reavaliação em 48 horas.
B) Iniciar nistatina tópica no seio materno, orientar a pega e o posicionamento do bebê no peito, manter o
aleitamento em ambas as mamas com uso de bico de silicone e reavaliar em 72 horas.
C) Orientar a pega e o posicionamento do bebê, esvaziamento da mama, iniciar cefalexina para a mãe, manter
aleitamento materno em ambos os seios e reavaliar em 48 horas.
D) Orientar a pega e o posicionamento do bebê, suspender a amamentação na mama acometida até melhora do
quadro, passar o próprio leite nas fissuras e reavaliar em 48 horas.
E) Orientar esvaziamento da mama esquerda e descarte deste leite, manter aleitamento na mama direita, iniciar
fórmula láctea de primeiro semestre após as mamadas e reavaliar em 48 horas.

48 Pré-escolar, 3 anos, tem histórico de sibilância (1 episódio por ano) e tosse noturna frequente (3x por
semana), especialmente nos meses de inverno. A mãe relata que a tosse melhora após 20 minutos do uso de
salbutamol e que, no último episódio de sibilância, precisou levá-lo à unidade de saúde, pois este durou mais de
24 horas e havia esforço respiratório. Nesta ocasião, após uso de salbutamol, apresentou melhora importante da
sibilância, sendo prescrito também corticoide por via oral durante curto período de tempo, não havendo
necessidade de internação. Após avaliação minuciosa, foram excluídas outras causas de sibilância que não a
asma. Nesse caso, segundo a Global Strategy for Asthma (GINA), 2025, deve-se:

A) Solicitar espirometria.
B) Solicitar monitorização diária do pico de fluxo expiratório.
C) Considerar o diagnóstico de asma como suspeito.
D) Prescrever corticoide inalatório associado à formoterol como manutenção e resgate.
E) Prescrever corticoide inalatório de uso diário como manutenção e SABA como resgate.
49 Dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crônica da pele, de base imunológica, que pode
comprometer a qualidade de vida de pacientes e familiares. Considerando os critérios clínicos de o Hanifin e
Rajka utilizados no diagnóstico, assinale a alternativa que apresenta apenas critérios maiores para essa
condição:

A) História pessoal e/ou familiar de atopia, lesões cutâneas pruriginosas de distribuição típica.
B) Presença de dermatite seborreica e infecções das vias aéreas de repetição.
C) Lesões liquenificadas na face e dosagem de IgE positiva para leite de vaca.
D) Lesões eczematosas em face no adolescente e nas flexuras no 1° ano vida.
E) Prurido cutâneo de início súbito, sem outras manifestações cutâneas prévias, associado a urticária aguda.

50 Adolescente de 15 anos, previamente hígido, procura atendimento no pronto-socorro com história de


poliúria, polidipsia, fadiga e perda de 5 kg nas últimas três semanas. Nas últimas 24 horas, evoluiu com náuseas,
vômitos e dor abdominal difusa. Ao exame: PA = 100 × 65 mmHg, FC = 112 bpm, FR = 26 irpm, temperatura =
36,4 °C. Apresenta respiração profunda e hálito cetônico. Exames laboratoriais: glicemia = 412 mg/dL, pH arterial
= 7,21, bicarbonato = 14 mEq/L, ânion gap = 20 mEq/L, cetonúria 3+. Qual a conduta inicial mais adequada?
A) Iniciar hidratação venosa, seguida de avaliação dos níveis séricos de potássio e, se possível, insulinoterapia
venosa.
B) Iniciar insulina NPH subcutânea imediata e reposição volêmica com solução cristaloide.
C) Realizar reposição volêmica vigorosa e aguardar normalização glicêmica em algumas horas.
D) Infusão contínua de insulina regular EV associada à solução glicosada 10% desde o início.
E) Administrar bicarbonato de sódio EV imediatamente.

51 Recém-nascido do sexo masculino, 12 dias de vida, apresenta vômitos frequentes, dificuldade para
mamar, perda ponderal e letargia progressiva. Ao exame: fácies prostrada e pressão arterial baixa. Exames
laboratoriais mostram: sódio = 126 mEq/L, potássio = 6,4 mEq/L, glicemia = 56 mg/dL. A genitália externa
masculina, sem alterações aparentes. Qual é a conduta inicial mais adequada?

A) Hidratação venosa e hidrocortisona EV em doses altas.


B) Apenas reposição de glicocorticoide.
C) Reposição de mineralocorticoide e correção hidroeletrolítica.
D) Hidratação venosa e aguardar resultado do teste do pezinho.
E) Tratamento cirúrgico imediato da genitália.
52 Um lactente que nasceu prematuro do sexo masculino apresenta vômitos não biliosos que iniciaram há
10 dias, quando ele tinha completado 1 mês de vida. Ao exame físico, a criança encontra-se desidratada, com
abdome globoso, flácido e sem sinais de irritação peritoneal. Foi realizada a ultrassonografia do abdome
superior ilustrada a seguir. Qual é o diagnóstico mais provável?

A) Intussuscepção intestinal.
B) Estenose hipertrófica do piloro.
C) Atresia duodenal.
D) Enterocolite necrosante.
E) Íleo meconial.

53 Secundigesta de 38 anos, 37 semanas, dá à luz de parto vaginal um recém-nascido do sexo feminino, P:


2.755g e Apgar 7/9. Ela fez o pré-natal adequadamente, e ultrassons indicaram hidrocefalia fetal e cardiopatia
complexa. Ao nascimento, observou-se hipotonia, fenda labial e palato fendido, punhos cerrados e plantas
arqueadas, hipotelorismo ocular com microftalmia bilateral, orelhas malformadas e baixamente implantadas e
polidactilia. O diagnóstico mais provável é síndrome de:
A) Down.
B) Patau.
C) Edwards.
D) Williams.
E) Prader-Willi.

54 Criança de 7 meses, sexo masculino, afrodescendente, foi levado por seus pais à UPA, com quadro de
prostração, palidez, irritabilidade, dor e “inchaço” em ambas as mãos, principalmente nos dedos. É acompanhado
de forma irregular na Unidade Básica de Saúde e mãe relata que não conseguiu realizar teste do pezinho. Exame
físico: choroso, descorado 2+/4+, ausculta cardíaca com sopro 2+/6+, baço palpável a 2 cm do rebordo costal
esquerdo. Edema bilateral e simétrico em dígitos de mãos e pés. Solicitados exames que evidenciaram:
hemoglobina 7,1 g/dl; hematócrito 22,3%; VCM 84 fl; HCM 28 pg; RDW 14%; reticulócitos 140.000/mm³;
leucócitos 11.100/mm³; plaquetas 207.000/mm³. Entre as hipóteses diagnósticas, a mais provável para essa
criança é:
A) Anemia ferropriva.
B) Leucemia linfóide aguda.
C) Anemia falciforme.
D) Deficiência de B12.
E) Deficiência de G6PD.
55 Maria, 5 anos, portadora de síndrome de Down (não verbal), é levada à emergência com parada abrupta
da marcha e irritabilidade intensa há 48 horas. Ao exame: dor à mobilização passiva do quadril direito, sem
edema ou eritema. Exames laboratoriais iniciais: Hb: 10,5 g/dL; Plaquetas: 150.000/mm³; Leucócitos: 7.000/mm³
(Blastos 13%; Neutrófilos 25%; Linfócitos: 50%; Monócitos: 10%; Eosinófilos 1%, Basófilos 1%). Recebe
diagnóstico de sinovite transitória do quadril e tem alta com analgesia.

Quatro semanas depois, retorna com claudicação persistente, múltiplas manchas arroxeadas (0,5–3 cm), não
palpáveis, não branqueáveis à vitropressão, em face, tronco e membros, palidez e prostração. Qual é a principal
hipótese diagnóstica?

A) Trombocitopenia imune primária.


B) Artrite idiopática juvenil subtipo sistêmico.
C) Vasculite por IgA.
D) Anemia aplástica.
E) Leucemia linfoblástica aguda (LLA).

56 Um menino de 5 anos, previamente hígido, é levado à emergência por seus pais devido a edema
palpebral pela manhã há cerca de 10 dias, com piora progressiva. Há relato de infecção de vias aéreas
superiores há cerca de 1 mês. Ao exame físico: bom estado geral, acianótico, anictérico e afebril, normotenso,
sem sinais de desconforto respiratório. Apresenta edema periorbitário e discreto edema de membros inferiores.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, esperaríamos encontrar:

A) Proteinúria maciça (≥ 50 mg/kg/dia), hipoalbuminemia, hiperlipidemia, edema, função renal preservada e risco
aumentado de trombose.
B) Proteinúria leve (< 50 mg/kg/dia), hematúria, presença de cilindros hemáticos, complemento sérico C3
reduzido e hipertensão arterial.
C) Proteinúria discreta, hematúria, anemia hemolítica microangiopática, plaquetopenia, esquizócitos no sangue
periférico e insuficiência renal.
D) Proteinúria leve (< 50 mg/kg/dia), leucocitúria, presença de cristais de oxalato de cálcio, complemento normal
e risco aumentado de infecções.
E) Proteinúria maciça (≥ 50 mg/kg/dia), hipocomplementemia persistente, creatinina elevada, hematúria e
hipertensão arterial.

57 Pré-escolar, 3 anos, foi levado à consulta por seus pais, que relatam preocupações sobre suas
dificuldades na fala. A criança fala em torno de cinco palavras e não articula frases. A mãe sente que o filho não
consegue se comunicar com ela, pois não a olha nos olhos nem aponta o que quer quando perguntado. Quando
convive com outras crianças também não parece demonstrar interesse em brincadeiras coletivas. Assiste em
torno de uma hora de TV por dia, geralmente vídeos sobre dinossauros, e parece ficar um pouco agitado, pois
mexe as mãos de forma repetida e ritmada nesses momentos. Diante das características descritas, esse menino
pode ser portador de:
A) Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.
B) Transtorno de ansiedade generalizada.
C) Transtorno de ansiedade de separação.
D) Transtorno do espectro autista.
E) Transtorno opositor desafiador.
58 Menina, 5 anos de idade, com quadro de febre e tosse há 5 semanas associada à perda de peso.
Radiografia de tórax com condensação em lobo inferior esquerdo. Internada com diagnóstico de pneumonia,
recebeu ampicilina 200 mg/kg/dia por 10 dias. Em consulta ambulatorial após 7 dias da alta hospitalar, não
apresenta melhora clínica e radiológica. Tio paterno mora na mesma casa que a família e fez tratamento
adequado para tuberculose pulmonar bacilífera há dois anos. Durante a internação, realizada a coleta de três
amostras de lavado gástrico com pesquisa de Bacilo Álcool-Ácido Resistente (BAAR) negativa nas 3 amostras,
teste rápido molecular para complexo M. tuberculosis não detectável e cultura para micobactérias em
andamento. Teste tuberculínico não reator. Em relação à principal hipótese diagnóstica e respectiva conduta,
assinale a alternativa correta.

A) Tuberculose possível. Aguardar resultado de culturas de micobactérias para decidir introdução do tratamento.
B) Tuberculose muito provável. Iniciar tratamento para tuberculose.
C) Tuberculose pouco provável. Iniciar tratamento para pneumonia bacteriana com levofloxacina.
D) Tuberculose pouco provável. Iniciar tratamento para pneumonia bacteriana com claritromicina.
E) Tuberculose possível. Iniciar tratamento com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol.

59 Um menino de três anos de idade foi levado à emergência hipotenso, bradicárdico, pálido e sonolento. A
criança foi encontrada com embalagem aberta de colírio descongestionante ocular. Com base nessa situação
hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta a ser adotada para o paciente.

A) Realizar esvaziamento gástrico por indução de vômitos.


B) Realizar sondagem gástrica e administrar carvão ativado.
C) Administrar naloxona imediatamente.
D) Administrar flumazenil imediatamente.
E) Medidas sintomáticas e monitorização dos sinais vitais.

60 Um recém-nascido saudável, assintomático, realizou o teste do pezinho no quarto dia de vida. O


resultado revelou tripsinogênio imunorreativo (TIR) acima do valor de referência, indicando necessidade de
investigação. Nesse momento, qual é a conduta recomendada?
A) Dosagem de cloreto no suor.
B) Pesquisa de mutações no gene CFTR.
C) Dosagem sérica de alfa-1-antitripsina.
D) Dosagem de TIR em papel filtro.
E) Radiografia de tórax.

61 Paciente de 22 anos, G1P1(PC), vem à unidade básica de saúde em busca de mais informações a
respeito da laqueadura tubária. Faz uso de injeção trimestral, mas se queixa de ganho de peso, e deseja uma
opção isenta de hormônios pelos efeitos colaterais. Com relação ao caso, é correto afirmar que:

A) A laqueadura deve ser contraindicada pois a paciente não tem dois filhos vivos, sendo indicado o DIU de
cobre.
B) A paciente deve ser informada sobre as demais opções contraceptivas e, caso a paciente mantenha o desejo
da laqueadura, ela pode ser encaminhada.
C) A cirurgia só poderá ser realizada 30 dias após a manifestação da vontade.
D) No Brasil, a laqueadura pode ser realizada por via laparotômica, laparoscópica e histeroscópica.
E) Caso seja indicada a laqueadura, se a paciente for casada, é necessário consentimento do parceiro.
62 Mulher de 49 anos, em amenorreia há 12 meses, hipertensa e diabética com bom controle, tabagista,
queixa-se de fogachos intensos e insônia. Traz resultados de mamografia e colpocitologia oncótica realizados
há seis meses, sem alterações. Nesse momento, a melhor indicação para essa paciente é:

A) Solicitar dosagens hormonais para avaliação do tratamento adequado.


B) Iniciar terapia hormonal estroprogestativa por via oral para controle dos sintomas.
C) Iniciar terapia hormonal estroprogestativa por via transdérmica para controle dos sintomas.
D) Iniciar terapia hormonal com estrogênio isolado por via transdérmica para controle dos sintomas.
E) Iniciar inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) para controle dos sintomas, pois apresenta
contraindicação à terapia hormonal.

63 Paciente de 20 anos, em uso regular de anticoncepcional combinado oral, comparece à consulta com
queixa de corrimento vaginal e sangramento pós-coito. Nega febre. Ao exame: abdome flácido e indolor à
palpação. Exame especular: colo uterino hiperemiado, com conteúdo purulento se exteriorizando pelo canal
endocervical. Ao toque bimanual não apresenta dor à mobilização do colo ou à palpação dos anexos. O
diagnóstico mais provável é:

A) Cervicite.
B) Tricomoníase.
C) Doença inflamatória pélvica.
D) Vaginose bacteriana.
E) Uretrite.

64 Mulher, 25 anos, nuligesta, apresenta queixa de dismenorreia intensa há dois anos e dispareunia. Refere
ciclos menstruais regulares. Não possui desejo de gestação no momento e utiliza camisinha como método
contraceptivo. Ao exame: útero de volume normal com diminuição da mobilidade; presença de nódulo
endurecido e doloroso palpável em fundo de saco vaginal posterior; anexos indolores e impalpáveis. O
tratamento inicial mais adequado é:

A) Videolaparoscopia com ressecção de todos os focos de endometriose.


B) Análogo de GnRH.
C) Anti-inflamatórios não hormonais.
D) DIU de cobre.
E) Anticoncepcional combinado oral contínuo.

65 Uma paciente de 37 anos relata surgimento de nódulo palpável em mama direita há três meses. Ao
exame, observa-se um nódulo endurecido e fixo, medindo aproximadamente 1,5 cm. O achado ultrassonográfico
que sugere malignidade é:

A) Reforço acústico posterior.


B) Altura maior que largura.
C) Forma redonda com até três lobulações.
D) Margem circunscrita.
E) Tamanho menor que 2 cm.
66 Na imagem representativa do ciclo menstrual, as curvas 1, 2, 3 e 4 representam:

A) 1 – FSH; 2 – LH; 3 – Estradiol; 4 – Progesterona.


B) 1 – LH; 2 – FSH; 3 – Progesterona; 4 – Estradiol.
C) 1 – LH; 2 – FSH; 3 – Estradiol; 4 – Progesterona.
D) 1 – Estradiol; 2 – Progesterona; 3 – FSH; 4 – LH.
E) 1 – Estradiol; 2 – LH; 3 – FSH; 4 – Progesterona.

67 Mulher de 19 anos, assintomática, apresenta VDRL 1/16 e FTA-Abs reagente. Refere uso irregular de
preservativo e nega diagnóstico prévio de sífilis. Exame físico: sem alterações. Para o tratamento desta paciente,
dentre as opções abaixo, a mais adequada é:

A) Azitromicina 1 g, VO, dose única.


B) Metronidazol 500 mg, VO, 12/12 horas, por 7 dias.
C) Penicilina G Benzatina 2,4 milhões UI, IM, dose única.
D) Penicilina G Benzatina 2,4 milhões UI, IM, 1x/semana, por 3 semanas.
E) Doxiciclina 100 mg, VO, 12/12 horas, por 21 dias.
68 Mulher, 30 anos, nuligesta e com desejo reprodutivo, apresenta queixa de aumento de fluxo menstrual há
6 meses, sem melhora mesmo com o uso de anticoncepcional combinado oral. Solicitada ultrassonografia
transvaginal, que evidenciou mioma submucoso de 4 cm totalmente intracavitário. O tratamento mais adequado
é:

A) Miomectomia histeroscópica.
B) Sistema intrauterino liberador de levonorgestrel.
C) Histerectomia total.
D) Miomectomia laparoscópica.
E) Embolização das artérias uterinas.

69 Mulher de 35 anos, G2 P2, possui o segundo resultado de citologia oncótica cérvico-vaginal indicando
lesão intraepitelial escamosa de baixo grau com intervalo de seis meses. Segundo as Diretrizes Brasileiras, a
conduta correta nesse caso é:

A) Repetir novamente o exame em seis meses.


B) Diante da estabilidade do achado, retornar ao rastreio trienal.
C) Encaminhar a paciente imediatamente para colposcopia.
D) Indicar conização.
E) Repetir imediatamente o exame.

70 Mulher de 55 anos, G3 P3, menopausa aos 50 anos, comparece à consulta com queixa de “bola na
vagina” há dois anos. Ao exame: Aa = 0; Ba = +2; C = -8; Ap = -3; Bp = -3; D = -9; HG = 5; CP = 4; CVT = 10. O
diagnóstico clínico é:

A) Prolapso de parede anterior estádio II.


B) Prolapso de parede posterior estádio III.
C) Prolapso de parede anterior estádio III.
D) Prolapso uterino estádio II.
E) Prolapso uterino estádio I.

71 Secundigesta de 38 semanas e 4 dias é internada em fase ativa do trabalho de parto. Durante o


acompanhamento é constatada apresentação fetal cefálica defletida de segundo grau. O diâmetro de insinuação
neste caso é:
A) Occipitofrontal.
B) Suboccipitobregmático.
C) Suboccipitofrontal.
D) Submentobregmático.
E) Occipitomentoniano.

72 Secundigesta com IMC de 26 kg/m² vem à primeira consulta pré-natal com 6 semanas. O ganho de peso
considerado adequado para esta paciente ao longo da gestação é de:

A) 7 a 11,5 kg.
B) 12,5 a 18 kg.
C) 11,5 a 16 kg.
D) 5 e 9 kg.
E) 8,5 a 13 kg
73 Primigesta, 26 semanas, realiza teste oral de tolerância à glicose 75g, recebendo o diagnóstico de
diabetes gestacional. É uma possível complicação do mau controle glicêmico na gestação neste caso:

A) Abortamento.
B) Malformações cardiovasculares.
C) Crescimento intrauterino restrito.
D) Placenta prévia.
E) Polidramnia.

74 Gestante, 33 semanas, hipertensa crônica, chega à emergência com queixa de dor abdominal há uma
hora e sangramento vaginal discreto e escuro. Ao exame, PA: 150x90 mmHg, tônus uterino aumentado, BCF: 90
bpm, colo impérvio, sangramento discreto em canal vaginal. A conduta mais adequada, nesse momento, é:

A) Iniciar tocólise e corticoterapia.


B) Cesariana de urgência.
C) Iniciar indução do parto.
D) Solicitar ultrassom.
E) Avaliação de vitalidade fetal.

75 Primigesta de 35 anos, obesa, 10 semanas de idade gestacional, comparece à emergência com queixa
de cefaleia intensa. Ao exame: PA: 150x90 mmHg; FC: 102 bpm; FR: 18 irpm e SatO₂ = 98%. É observado no
cartão de pré-natal que a gestante compareceu a uma consulta, na qual a pressão arterial aferida foi 140x90
mmHg. O diagnóstico mais provável é:

A) Pré-eclâmpsia com sinal de gravidade.


B) Pré-eclâmpsia sobreposta.
C) Síndrome HELLP.
D) Hipertensão arterial crônica.
E) Hipertensão gestacional.
76 Primigesta, 36 semanas, diabetes gestacional em uso de insulina, realiza a cardiotocografia anteparto
demonstrada a seguir (duração aproximada do exame: 15 minutos). A conduta mais adequada é:

A) Hidratar e repetir o exame em duas horas.


B) Estímulo vibroacústico e prolongar traçado.
C) Complementar com perfil biofísico fetal.
D) Indução do parto.
E) Cesariana.

77 Gestante com 41 semanas e 3 dias, G2 P1, cesariana há 3 anos por desproporção cefalopélvica, é
encaminhada à maternidade para avaliação de indução do parto. Possui o desejo de parto vaginal e refere
cólicas leves. Ao exame: ausência de contrações, FCF: 146 bpm. Toque: colo firme, esvaecido 50%, posterior,
pérvio para 2 cm, bolsa íntegra, apresentação cefálica em plano -1 de DeLee. Vitalidade fetal preservada. Nesse
momento, a melhor indicação para essa paciente é:

A) Cesariana pela história de cesariana anterior.


B) Indução do parto com misoprostol via vaginal.
C) Indução do parto com ocitocina.
D) Indução do parto com sonda de Foley.
E) Indução do parto com amniotomia.
78 Uma gestante com 28 semanas comparece à emergência com queixa de febre e dor lombar à direita.
Refere movimentação fetal normal e nega sangramento vaginal ou perda líquida. Ao exame físico: corada,
hidratada, hemodinamicamente estável, temperatura axilar = 38,6ºC; dinâmica uterina ausente em 10 minutos,
tônus uterino normal, BCF = 150 batimentos por minuto; sinal de Giordano positivo à direita; toque vaginal não
realizado. A conduta mais adequada, nesse momento, é:
A) Internar para controle clínico e aguardar resultado de urocultura para antibioticoterapia dirigida.
B) Prescrever antibioticoterapia via oral ambulatorialmente e orientar retorno em caso de febre persistente.
C) Internação hospitalar para antibioticoterapia endovenosa, que deve ser iniciada imediatamente após coleta de
urinocultura.
D) Solicitar ultrassonografia de vias urinárias e parecer da urologia.
E) Internação em unidade fechada para antibioticoterapia devido ao quadro de choque séptico.

79 Paciente de 37 anos, sem comorbidades, apresenta gestação recém-diagnosticada com 16 semanas,


realiza teste pré-natal não invasivo para rastreio de aneuploidias (NIPT). O resultado é de alto risco para
trissomia do cromossomo 21. É correto afirmar que:

A) Recomenda-se cordocentese imediatamente.


B) O diagnóstico de Síndrome de Down está confirmado.
C) É indicado aborto terapêutico.
D) Pode haver encurtamento de ossos longos.
E) A malformação cardíaca mais comum é a tetralogia de Fallot.

80 Em relação à psicose puerperal, é correto afirmar que:

A) O início dos sintomas é, geralmente, tardio (após o primeiro mês de puerpério).


B) O manejo inicial deve ser ambulatorial.
C) O risco de recorrência é alto.
D) O tratamento padrão é suporte emocional e psicoterapia.
E) O hipotireoidismo é um diagnóstico diferencial.

81 Durante o acolhimento matinal de uma Unidade Básica de Saúde, um agente comunitário de saúde
comunica à equipe que, nos últimos dias, vários moradores de uma área periférica têm relatado quadros de
diarreia, febre baixa e dor abdominal, principalmente entre crianças e idosos. Ao realizar a visita domiciliar a uma
família afetada, a enfermeira observa que a residência tem histórico de armazenamento inadequado de água,
com caixas abertas e sinais de presença de insetos. Considerando as atribuições da Atenção Básica/Saúde da
Família, a conduta mais adequada e prioritária diante do cenário descrito é:

A) Realizar imediatamente campanha educativa sobre higiene alimentar, restrita aos membros da família
afetada, enquanto aguarda definição diagnóstica dos casos.
B) Orientar a família sobre uso exclusivo de água fervida e restringir fornecimento de alimentos perecíveis a
esses domicílios até cessarem os sintomas.
C) Registrar notificação compulsória dos casos suspeitos e solicitar atuação conjunta com a equipe de vigilância
sanitária para investigação da origem do surto e ações ampliadas no território.
D) Indicar o início empírico de antimicrobianos para as crianças sintomáticas e suspender todas as atividades
extramuros até término do surto.
E) Realizar desinfecção química das caixas d’água das residências afetadas, sem necessidade de discussão
com a equipe de vigilância ambiental ou registros adicionais no prontuário.
82 No município de Santa Aurora, dados recentes apontam aumento expressivo dos casos de síndromes
respiratórias agudas em crianças, além de crescimento de hospitalizações por complicações de hipertensão e
diabetes em adultos. A equipe diretiva notou ainda grande desigualdade de acesso entre bairros centrais e
periferia, e baixa adesão aos programas de acompanhamento regular dos pacientes crônicos. À luz das
diretrizes do SUS e da experiência da Estratégia Saúde da Família, a intervenção mais consistente para reverter
esses indicadores no médio e longo prazo é:
A) Ampliar os mutirões hospitalares para rastreamento rápido e encaminhamento imediato dos casos agudos de
maior gravidade identificados nas regiões periféricas.
B) Reforçar campanhas pontuais de prevenção nas escolas e unidades de pronto-atendimento, priorizando a
distribuição de materiais educativos sobre fatores de risco.
C) Realizar capacitação técnica do corpo hospitalar para aprimorar o manejo das internações de quadros
respiratórios e cardiovasculares.
D) Organizar grupos operativos de famílias e pacientes crônicos nas UBS, intensificar atividades de visita
domiciliar, realizar busca ativa dos faltosos e coordenar ações de promoção, prevenção e vinculação territorial
contínua.
E) Implantar referências automáticas para encaminhamento dos pacientes crônicos diretamente à atenção
especializada sempre que houver sinais de descompensação clínica, reduzindo a espera por consultas.

83 Considere a situação hipotética a seguir: um novo teste diagnóstico para detectar adenocarcinoma de
próstata foi testado em 1000 pacientes. Destes, 100 apresentavam diagnóstico confirmado através do exame
histopatológico (padrão-ouro). Pelo novo exame, apenas 50 deles eram positivos e, dentro os sadios, o teste foi
positivo em 100. Podemos afirmar que a probabilidade de um resultado negativo corresponder, de fato, a um
indivíduo sem a doença (sadio) é de, aproximadamente:

A) 66%.
B) 50%.
C) 94%.
D) 85%.
E) 6%.
84 A equipe de vigilância em saúde de um município analisou as hospitalizações por pneumonia em
crianças de até 5 anos no primeiro semestre de 2024. O gráfico abaixo mostra, para cada mês, o número de
novas internações (barras azuis) e o total de crianças internadas ao final de cada mês (linha laranja).
Considerando a análise do gráfico, assinale a alternativa incorreta.

A) A incidência de hospitalizações por pneumonia em abril corresponde ao valor do pico da barra azul naquele
mês.
B) A prevalência de internações ao final de junho é representada pelo valor mais alto da linha laranja.
C) O número de internações ao final de um mês (ex.: abril) pode sofrer influência da quantidade de indivíduos
internados do mês anterior (ex.: março).
D) A avaliação da internação por pneumonias em crianças menores de 5 anos, deve ser utilizada pelos gestores
em saúde como forma de análise em relação aos métodos de prevenção específica e promoção da saúde.
E) O gráfico permite concluir que houve um aumento contínuo e consistente tanto na incidência quanto na
prevalência de hospitalizações por pneumonia no período analisado.
85 Diante do aumento de casos de doença renal crônica na população adulta de uma capital brasileira,
pesquisadores desenharam um estudo científico para investigar possíveis associações entre o consumo de
determinados anti-inflamatórios ao longo da vida e o desenvolvimento da doença. Para isso, foram identificados
adultos com diagnóstico confirmado de doença renal crônica atendidos em três grandes hospitais da cidade.
Um grupo semelhante, sem a doença, foi selecionado em ambulatórios gerais. Todos os participantes foram
questionados sobre o uso regular ou eventual de anti-inflamatórios nos anos anteriores ao diagnóstico. Com
base na definição dos desenhos de pesquisa em epidemiologia, o estudo descrito e suas inferências podem ser
caracterizados como:

A) Estudo de coorte prospectivo, em que todos os participantes são acompanhados antes do diagnóstico,
permitindo medir riscos relativos.
B) Estudo caso-controle, sujeito a viés de memória na coleta retrospectiva do consumo de anti-inflamatórios
pelos grupos comparados.
C) Ensaio clínico controlado, cujo objetivo principal é testar a eficácia de anti-inflamatórios na população sem
doença renal crônica.
D) Estudo transversal de base populacional, ideal para associar exposição e desfecho em um mesmo momento
no tempo.
E) Trata-se de um estudo de coorte histórica (retrospectiva), pois os grupos foram montados a partir da
exposição e acompanhados para observar a ocorrência do desfecho.

86 Um grupo de pesquisadores realizou uma revisão sistemática de estudos sobre exposição ocupacional
a solventes orgânicos e o risco de desenvolvimento de linfoma não Hodgkin. Eles observaram que, em diversos
estudos conduzidos em diferentes continentes e populações, a exposição esteve associada ao aumento
significativo do risco da doença. Mesmo assim, nem todos os trabalhadores expostos desenvolveram linfoma ao
longo da vida. Considerando os clássicos critérios de causalidade segundo Hill, a característica que mais
fortalece a possibilidade de uma relação causal, a partir dos achados descritos, é:

A) O valor preditivo positivo da exposição aos solventes nos diferentes estudos analisados.
B) A concordância dos achados em múltiplos contextos e grupos populacionais distintos.
C) O fato de que todos os indivíduos expostos desenvolveram linfoma não Hodgkin, demonstrando
especificidade total.
D) A força da associação entre os solventes e a doença.
E) A observação de uma associação apenas em estudos de coorte prospectivos, sem reprodutibilidade em
outros delineamentos.

87 Foi realizado um estudo de coorte envolvendo trabalhadores de uma indústria metalúrgica,


acompanhados por dez anos, para investigar a relação entre exposição a vapores metálicos e o desenvolvimento
de neoplasias respiratórias. Ao final do acompanhamento, observou-se que a incidência de neoplasias foi
significativamente maior entre os expostos, em comparação com os não expostos a vapores metálicos.
Considerando a análise de risco relativo nesse tipo de delineamento, assinale a alternativa correta:

A) A interpretação do risco relativo está correta apenas quando se compara a incidência do desfecho entre
expostos e não expostos ao mesmo fator de risco.
B) O risco relativo deve ser calculado comparando-se todos os grupos expostos a diferentes fatores analisados
entre si, independentemente do grupo controle.
C) O risco relativo é apropriado apenas para estudos transversais, pois nestes é possível mensurar incidência
diretamente.
D) Comparar a incidência de neoplasias entre expostos a vapores metálicos e expostos a outras substâncias
permite estimar o risco relativo desse estudo.
E) Em estudos de coorte, a medida de associação mais adequada é o odds ratio, já que a incidência é
desconhecida.
88 Uma mulher de 55 anos procura atendimento para “realização de checkup”. Não apresenta qualquer
queixa clínica. Refere tabagismo de 30 anos-maço, sem outras comorbidades. Casada – seu marido é o único
parceiro sexual nos últimos 25 anos. O pai faleceu de câncer de reto aos 70 anos. Ao exame, não se observa
nenhuma alteração significativa. Assinale a alternativa correta diante da situação apresentada:
A) A prevenção primária de câncer deve ser realizada com exames de rastreio adequados a cada paciente.
B) A prevenção quaternária consiste em escolher cautelosamente os exames indicados.
C) O rastreio de neoplasias deve ser feito, preferencialmente, com testes muito específicos.
D) Um dos critérios que pesa contra a implementação de uma estratégia de rastreamento de uma doença é o
fato de sua história natural ser bem conhecida.
E) Os exames de rastreamento devem ser os mais tecnológicos possíveis, de forma a detectar a maior
quantidade de doentes possível.

89 Em uma escola municipal, foi identificado aumento súbito de casos de diarreia aguda em crianças de 6 a
10 anos. Em dois dias, 25 alunos apresentaram quadro semelhante, todos frequentando o mesmo refeitório. A
equipe de vigilância em saúde foi acionada para investigar o evento.

Esse cenário corresponde a qual tipo de ocorrência epidemiológica e qual deve ser a conduta imediata da
vigilância?

A) Endemia; intensificação das ações de rotina e educação em saúde.


B) Surto; investigação epidemiológica e coleta de amostras de alimentos e água.
C) Epidemia; vacinação emergencial de toda a comunidade escolar.
D) Pandemia; fechamento imediato da escola e notificação internacional.
E) Caso esporádico; apenas notificação individual sem medidas adicionais.

90 Durante atendimento em Unidade Básica de Saúde, um adolescente de 16 anos procura o serviço


relatando experimentação de álcool e desejo de orientação médica. Ele pede que a consulta seja mantida em
sigilo, sem comunicação aos pais, temendo punições. Considerando o Código de Ética Médica, qual deve ser a
conduta do médico?
A) Recusar o atendimento, pois o adolescente não possui autonomia para consultas sem autorização dos pais.
B) Atender o paciente, garantindo sigilo, mas avaliar a gravidade da situação e envolver os responsáveis caso
haja risco iminente à saúde do jovem.
C) Informar imediatamente aos pais, pois é dever do médico compartilhar toda informação de menores de idade
com os responsáveis.
D) Realizar o atendimento apenas com presença obrigatória dos pais, para não infringir o dever legal de proteção
ao menor.
E) Atender e assumir sigilo absoluto, comprometendo-se a não comunicar os pais em nenhuma circunstância,
independentemente do risco.
91 Durante uma reunião de planejamento em uma Secretaria Municipal de Saúde, discutiu-se o papel dos
Conselhos e Conferências de Saúde previstos na Lei nº 8.142/1990. Um dos gestores afirmou que o Conselho
Municipal de Saúde só deve se reunir em caráter eventual, enquanto outro disse que sua composição exige
apenas a presença de um representante da comunidade.

Considerando a legislação vigente, assinale a alternativa correta:

A) O Conselho de Saúde é consultivo e se reúne apenas quando convocado pelo Executivo municipal.
B) A Conferência de Saúde deve ocorrer a cada dois anos, com representantes da sociedade civil, profissionais e
gestores.
C) O Conselho de Saúde é órgão permanente e deliberativo, composto por representantes do governo,
prestadores, profissionais e 50% de usuários.
D) As decisões do Conselho de Saúde não precisam de homologação do chefe do poder legalmente constituído.
E) A Conferência de Saúde é responsável pela execução financeira e operacional das políticas de saúde no
município.

92 João, 22 anos, é levado ao pronto-socorro por amigos após ser encontrado inconsciente em uma festa.
Relatam que ele inalou uma substância em pó fornecida por outra pessoa no local. À chegada, João está
inconsciente, com respiração lenta (7 irpm), pupilas puntiformes e saturação de oxigênio em 85% em ar
ambiente. A equipe médica suspeita de intoxicação por fentanil, dado o relato dos amigos do uso recreativo de
substâncias sintéticas e devido a apresentação clínica de João. Com base no quadro clínico apresentado, qual é
a conduta inicial mais adequada para reverter a intoxicação que foi suspeita pela equipe?

A) Administrar flumazenil intravenoso.


B) Realizar apenas oxigenoterapia e monitoramento.
C) Administrar naloxona intravenosa.
D) Iniciar a infusão de carvão ativado.
E) Realizar lavagem gástrica imediatamente.

93 Um paciente com plano de saúde privado foi internado em hospital conveniado e, após complicação
grave, necessitou de UTI. No entanto, não havia vagas disponíveis no serviço privado. A família procurou a
regulação do SUS, que garantiu a internação em hospital público. Considerando os princípios do SUS e a
legislação da saúde suplementar, assinale a alternativa correta:

A) O SUS não é responsável por usuários de planos privados, cabendo apenas ao convênio garantir a vaga.
B) O paciente só pode ser atendido em hospital público se apresentar rescisão do contrato com o plano.
C) O acesso à UTI pelo SUS está garantido pelo princípio da universalidade, independentemente da condição de
ser usuário de plano privado.
D) O uso do SUS por usuários de plano privado constitui infração ética e impede acesso a serviços públicos.
E) O SUS só deve atender usuários de planos privados em caráter de reembolso futuro, mediante ação judicial.
94 Mulher de 48 anos trabalha há 15 anos em uma linha de montagem industrial, realizando movimentos
repetitivos de elevação e rotação de peças pesadas. Recentemente, sofreu uma lesão no ombro direito,
diagnosticada como tendinopatia do manguito rotador, que exigiu intervenção cirúrgica e afastamento laboral
por três meses. Após reabilitação fisioterapêutica, ela é encaminhada ao médico do trabalho para avaliação de
aptidão ao retorno. A paciente relata melhora parcial, mas persiste limitação em movimentos overhead, e a
empresa questiona sobre riscos de recidiva. Considerando o papel do médico na prevenção de agravos
ocupacionais e na promoção da saúde laboral, a conduta mais apropriada para esse caso é:

A) Recomendar o retorno imediato à função original, com monitoramento semanal pela equipe médica, desde
que a trabalhadora concorde em assumir responsabilidade por eventuais agravamentos.
B) Encaminhar para aposentadoria por incapacidade, priorizando a segurança da paciente, e orientar sobre
benefícios previdenciários sem necessidade de avaliação ergonômica no posto de trabalho.
C) Avaliar os fatores ergonômicos do posto de trabalho, propor adaptações como redução de carga e rotação de
tarefas, e integrar plano de reabilitação funcional com supervisão periódica.
D) Sugerir realocação para função administrativa remota, com foco em reabilitação domiciliar, aguardando
melhora total antes de qualquer análise de riscos ocupacionais.
E) Permitir o retorno com restrições temporárias, como uso de equipamentos de proteção individual adicionais,
sem alterar o layout do posto de trabalho ou envolver a equipe de engenharia de segurança.

95 Um gestor de saúde explica a situação de algumas doenças no Brasil:

• O tétano neonatal, após campanhas de vacinação e medidas obstétricas seguras, teve sua incidência reduzida
a níveis considerados aceitáveis pela OMS.
• A poliomielite continua sendo monitorada intensamente, mas não há casos no Brasil há algumas décadas.
• A varíola, por sua vez, já não demanda nenhuma ação de vigilância ativa, pois não há casos, no mundo, desde
1980.
Com base na classificação utilizada pela vigilância epidemiológica, assinale a alternativa correta:

A) O tétano neonatal é exemplo de eliminação, enquanto a pólio está em erradicação e a varíola, em controle.
B) O tétano neonatal representa uma doença sob controle, a pólio é exemplo de eliminação em andamento e a
varíola, de erradicação.
C) O tétano neonatal é exemplo de eliminação, já que sua incidência foi reduzida drasticamente.
D) A poliomielite é doença já erradicada no Brasil, sendo desnecessária a manutenção de medidas de controle
rotineiras.
E) A varíola é classificada como doença erradicada no Brasil, embora permaneça o risco de reintrodução.

96 Homem de 58 anos, hipertenso e diabético, com histórico de infarto há três anos, comparece para
retorno ambulatorial. Faz uso regular de atorvastatina 80 mg/dia e AAS. Nega novos sintomas. No último
lipidograma, o LDL-colesterol foi de 58 mg/dl. Exame físico sem alterações. A adesão medicamentosa foi
confirmada.

Considerando as recomendações atuais, qual a conduta mais adequada?

A) Manter estatina atual e reavaliar em 6 meses.


B) Trocar atorvastatina por rosuvastatina 10 mg/dia.
C) Associar ezetimiba e inibidor de PCSK9 à estatina em uso.
D) Iniciar ácido bempedoico.
E) Reduzir dose da estatina para evitar efeito adverso.
97 Homem de 58 anos, trabalhador rural, apresenta lesão única na face anterior da perna direita há 8
meses, com evolução progressiva (imagem). Nega outras lesões cutâneas ou sintomas sistêmicos. Exame
histopatológico da lesão: reação granulomatosa em arranjo tuberculoide constituída por macrófagos, células
epitelioides e células gigantes, com presença de estruturas arredondadas dentro dos macrófagos, além de
infiltrado histiolinfoplasmocitário. Exame parasitológico direto da lesão: negativo. O diagnóstico e tratamento
são, respectivamente:

A) Leishmaniose tegumentar; antimoniato de N-metilglucamina.


B) Hanseníase dimorfa; rifampicina associada à clofazimina.
C) Leishmaniose tegumentar; anfotericina B.
D) Hanseníase tuberculoide; rifampicina associada à dapsona.
E) Calazar; anfotericina B.
98 Pesquisadores conduziram um estudo para avaliar se a adesão à Estratégia Saúde da Família (ESF) em
comunidades urbanas reduz a taxa de esquemas vacinais incompletos em crianças no primeiro ano de vida.
Foram selecionadas 10 comunidades (denominadas A a J), e a amostra final incluiu apenas as comunidades A,
B, C, H e I, escolhidas por conveniência devido à proximidade geográfica e disponibilidade de dados. Os
resultados indicaram que crianças em comunidades com ESF apresentaram 12% mais esquemas vacinais
incompletos do que em comunidades sem o programa. Considerando os princípios de epidemiologia e
potenciais fontes de viés ou erros no delineamento do estudo, é correto afirmar que:

A) O método de amostragem probabilística adotado garante representatividade, mas o resultado sugere viés de
mensuração ao superestimar a incompletude vacinal nas comunidades com ESF.
B) Variáveis como renda familiar e escolaridade materna não podem atuar como confundidoras, pois o foco é na
adesão à ESF como variável principal.
C) Vieses de confusão são prováveis nesse contexto, fortalecendo a validade interna do estudo.
D) Os resultados permitem inferir causalidade direta, uma vez que a seleção das comunidades causou viés de
confundimento ao priorizar proximidade geográfica.
E) A amostragem não probabilística por conveniência pode introduzir viés de seleção, comprometendo a
generalização dos achados e a interpretação causal da associação observada.

99 Um renomado empresário de 68 anos, previamente acompanhado por cardiologista devido a cardiopatia


isquêmica crônica com insuficiência cardíaca leve, estava em viagem de negócios quando sofreu uma queda
acidental no hotel em que se hospedava, evoluindo com fratura de quadril. Após atendimento inicial em hospital
de sua cidade, foi transferido para um hospital em São Paulo, local de atuação de seu médico cardiologista
assistente. Durante a internação, recebeu tratamento cirúrgico ortopédico, com boa evolução inicial. Contudo, no
dia previsto para alta hospitalar, o paciente apresentou dispneia súbita, taquicardia e dessaturação, sendo
submetido a angiotomografia de tórax que confirmou tromboembolismo pulmonar (TEP) extenso. Apesar do
tratamento instituído, o quadro se agravou, evoluindo com disfunção renal aguda e choque cardiogênico
refratário, culminando em óbito. Durante toda a internação, o caso foi acompanhado pelo cardiologista
assistente, inclusive durante o desfecho. Com base nesse cenário, quem deve ser o responsável por preencher a
Declaração de Óbito e qual deve ser registrada como a causa básica de morte?

A) Médico legista do IML, causa básica: choque cardiogênico.


B) Médico legista do IML, causa básica: queda da própria altura.
C) Cardiologista assistente, causa básica: embolia pulmonar decorrente de fratura de quadril.
D) Plantonista da UTI, causa básica: embolia pulmonar.
E) Médico do serviço de verificação de óbito, causa básica: injúria renal aguda.
100 Homem de 42 anos, casado, com dois filhos, trabalha há 10 anos como pintor em uma construtora,
manipulando solventes e tintas diariamente sem equipamentos de proteção adequados. Comparece à Unidade
Básica de Saúde queixando-se de tosse crônica, fadiga e dores de cabeça persistentes, agravadas após turnos
longos. Relata exposição constante a vapores químicos no ambiente de trabalho, com episódios de tontura e
náuseas, e menciona que a empresa ignora reclamações sobre ventilação insuficiente. No exame físico,
observam-se irritação das vias aéreas e sinais de dermatite de contato nas mãos. A melhor conduta nesse caso
é preencher a ficha de notificação de agravo relacionado ao trabalho:

A) Identificando os gatilhos pessoais do trabalhador e encaminhando-o para terapia comportamental individual,


sem envolver a empresa imediatamente.
B) Sugerindo que o paciente use máscaras caseiras e comunique o problema a colegas de trabalho para suporte
mútuo informal.
C) Caso o paciente deseje, estimular o afastamento imediato do emprego e orientar como processar a empresa
por danos.
D) Caso o paciente deseje, realizar a notificação em até 24 horas.
E) Orientando sobre a rede de apoio em saúde do trabalhador no município e construindo um plano de proteção
e reabilitação funcional.
Cartão Resposta

1 A B C D E 26 A B C D E 51 A B C D E 76 A B C D E

2 A B C D E 27 A B C D E 52 A B C D E 77 A B C D E

3 A B C D E 28 A B C D E 53 A B C D E 78 A B C D E

4 A B C D E 29 A B C D E 54 A B C D E 79 A B C D E

5 A B C D E 30 A B C D E 55 A B C D E 80 A B C D E

6 A B C D E 31 A B C D E 56 A B C D E 81 A B C D E

7 A B C D E 32 A B C D E 57 A B C D E 82 A B C D E

8 A B C D E 33 A B C D E 58 A B C D E 83 A B C D E

9 A B C D E 34 A B C D E 59 A B C D E 84 A B C D E

10 A B C D E 35 A B C D E 60 A B C D E 85 A B C D E

11 A B C D E 36 A B C D E 61 A B C D E 86 A B C D E

12 A B C D E 37 A B C D E 62 A B C D E 87 A B C D E

13 A B C D E 38 A B C D E 63 A B C D E 88 A B C D E

14 A B C D E 39 A B C D E 64 A B C D E 89 A B C D E

15 A B C D E 40 A B C D E 65 A B C D E 90 A B C D E

16 A B C D E 41 A B C D E 66 A B C D E 91 A B C D E

17 A B C D E 42 A B C D E 67 A B C D E 92 A B C D E

18 A B C D E 43 A B C D E 68 A B C D E 93 A B C D E

19 A B C D E 44 A B C D E 69 A B C D E 94 A B C D E

20 A B C D E 45 A B C D E 70 A B C D E 95 A B C D E

21 A B C D E 46 A B C D E 71 A B C D E 96 A B C D E

22 A B C D E 47 A B C D E 72 A B C D E 97 A B C D E

23 A B C D E 48 A B C D E 73 A B C D E 98 A B C D E

24 A B C D E 49 A B C D E 74 A B C D E 99 A B C D E

25 A B C D E 50 A B C D E 75 A B C D E 100 A B C D E

Notas:

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