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Confronto entre Humana e Criaturas Mágicas

A história segue uma jovem humana que se encontra em um mundo sombrio, onde enfrenta criaturas mágicas, como uma flor e um sapo, que a atacam por preconceitos contra sua espécie. Apesar das ameaças, a humana demonstra compaixão e força, salvando um pequeno monstro chamado Whinsun e desafiando a lógica de poder entre os seres. A trama se intensifica com a chegada de Toriel, uma figura protetora que busca confrontar a humana por suas ações, levando a um confronto inesperado.
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Confronto entre Humana e Criaturas Mágicas

A história segue uma jovem humana que se encontra em um mundo sombrio, onde enfrenta criaturas mágicas, como uma flor e um sapo, que a atacam por preconceitos contra sua espécie. Apesar das ameaças, a humana demonstra compaixão e força, salvando um pequeno monstro chamado Whinsun e desafiando a lógica de poder entre os seres. A trama se intensifica com a chegada de Toriel, uma figura protetora que busca confrontar a humana por suas ações, levando a um confronto inesperado.
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Capítulo 1 - Humana vs Flor!

Já havia um tempo que ela estava deitada naquela cama de flores coloridas, não estava inconsciente
ou ferida, talvez estivesse apenas com preguiça de levantar, ou só pensando na vida. Bom, de todo
modo, ela não poderia ficar ali para sempre, logo se levantou.

Uma garota humana jovem, de pele clara e longos cabelos loiros, seguia seu caminho por aquele
lugar escuro. Sua expressão era neutra, seus olhos fechados, e suas roupas desgastadas, parecia ter
passado por muita coisa antes de chegar ali. Mas seguia aparentemente tranquila.

Logo ela chega em uma clareira, aparentemente não tinha nada por ali, mas logo ela ouviu uma voz

??? - Parada aí, humana...

Então, olhos brilham na escuridão, e algo semelhante a vinhas surgem e se enrolam na humana, de
forma que a deixou imobilizada

??? - Você não vai passar daqui, sua espécie já trouxe dor suficiente ao meu povo!

Disse a voz com um certo tom de irritação, porém a humana não pareceu nem um pouco intimidada,
logo, com extrema calma ela disse:

Humana - Eu... não sei do que você tá falando, mas não tenho nada haver com isso, poderia me
soltar por favor?

??? - Você... Está zombando de mim!?

Era possível ver na escuridão mais duas daquelas "vinhas", agora brilhando em um tom meio
prateado. Graças a essa leve iluminação, era possível ver a silhueta de uma flor

Flor - Não venha com esse papinho! Eu sei muito bem o que veio fazer aqui!

Humana - Hum... Como poderia saber? Você nem me conhece.

A flor pareceu ficar ainda mais irritada, logo as vinhas brilhantes foram em direção da humana,
teriam a atingido como chicotes, porém, sem nenhuma dificuldade ela se solta das vinhas, e
rapidamente segura as mesmas, que eram como chicotes, com as mãos nuas.

Humana - Tch...

Antes que a flor pudesse reagir, a Humana deu um puxão nas vinhas, que as arrancou do chão,
trazendo a flor mais para perto dela, aparentemente tais vinhas era suas raízes ou algo do tipo.
-Então, a Humana pisou no corpo da flor, não muito forte para a machucar, mas o suficiente para a
imobilizar.

Flor - Não! Não! Eu não posso morrer ainda! Não aqui!

Humana - Ei! calma, eu não vou te matar, mas eu também não quero que você fique me atacando
sabe?
Flor - Maldita!

Ao dizer isso, da boca da flor, uma rajada mágica de energia prateada foi lançada contra o rosto da
humana.

Flor - I-Isso!

Logo, quando a fumaça abaixou, a flor pode ver o rosto da humana intacto, e não só isso, seus olhos
abertos, suas pupilas eram douradas e o branco de seu olho era vermelho, olhar para eles direto
assim era meio aterrorizante.

Flor - O-Oque!?

Humana - Olha só, eu tô tentando ser justa, eu não fiz nada pra você, e mesmo assim você me
atacou...

A forma dela falar era bem mais séria e fria que antes, assim como sua expressão.

Humana - Eu vou tirar o pé de você, não me ataque mais, se sabe o que é bom pra você...

Dito e feito, a humana tirou seu pé da flor, que sem dizer nada, mas claramente assustada, sai
correndo dali (ou algo semelhante a "correr"). Logo, a humana novamente fecha seus olhos,
parecendo voltar a postura de antes, ela então suspira.

Humana - Puxa... Eu não queria ameaçar ele, espero que os próximos habitantes que eu achar sejam
mais amigáveis...

A humana então, seguiu pela porta logo adiante, mas, mau sabia ela que alguém a observava pelas
rachaduras...

Continua.

==============

Capítulo 2 - Pisando em Armadilhas.

O lugar onde a humana se encontrava agora, era melhor iluminado, e a arquitetura era como ruínas
antigas, logo a frente havia uma escadaria que levava até uma porta, a humana não demorou parar ir
até a mesma.

Ao tentar a abrir tal porta, a mesma não conseguiu. Ela ficou confusa e acabou dando uma olhada
ao redor, tinham placas na parede ao lado, em uma língua que ela não entendia, e pelas paredes da
sala, era possível ver algo como alavancas, era óbvio que aquilo se tratava de um quebra cabeça.

Humana - Sério? Eu odeio quebra cabeças...

Ela encara a porta alguns segundos, antes de tomar a melhor decisão possível, no caso, chutar a
porta até abrir um buraco, onde era possível de se passar, e dito e feito.

Humana - Eu diria que, achar uma outra alternativa para um problema, é uma grande demonstração
de inteligência!
Disse a humana para si mesma em um tom de brincadeira, a pessoa que a observava pelas
rachaduras estava incrédula.

Após algumas salas com quebra cabeças parecidos (do quais ela fez a mesma coisa), ela logo
chegou numa sala cheio de espinhos, com uma porta do outro lado.

Humana - Agora tem espinhos? Variedade é bom, eu acho...

Ela da uma leve vasculhada no local, percebendo que tais espinhos eram projetados de buraquinhos
no chão.

Humana - hum... E se eu?

Ela então pisa com força em um dos espinhos, fazendo o mesmo voltar para dentro do chão, isso
não pareceu machucar seu pé, apenas fez o local tremer um pouco com o força do pisão.

Humana - Então é isso!

Ela segue pisando nos espinhos com força, até chegar na porta do outro lado.

Humana - Hehe, muito fácil!

Após isso, ela passou por mais salas com quebra cabeças similares, e seguia passando por eles na
ignorância, até chegar em outra sala diferente.

Desta vez, o lugar tinha um chão com um piso diferente, cada quadrado parecia solto de alguma
forma, ela então decidiu fazer um teste, pegando uma pedrinha e jogando em um dos quadrados.
-Ao fazer isso, o piso caiu, no exato momento em que a pedra encostou nele, já era óbvio qual era a
dessa lugar, o fato dela não ouvir nenhum som de coisa batendo no chão, significava que a queda ali
era grande, mas, a porta estava logo a frente, então a humana respira fundo...

Humana - Ok... Isso não vai ser difícil...

Logo, ela entrou em posição, parecia pronta para uma corrida, e então correu rapidamente por
alguns metros, e deu um super salto por cima daqueles pisos! Logo, sem nenhuma dificuldade ela
chega do outro lado, e de bônus ela atravessa a porta com todo seu corpo, até tropeçar e cair no
chão.

Humana - Haha! Até que isso foi divertido!

Enquanto a humana parecia se divertir, a pessoa que a observava pelas rachaduras parecia
genuinamente com medo, o que mais essa humana irá encontrar?

Continua.

==============

Capítulo 3 - Sem segundas intenções.

A humana estava já a algumas horas passando por armadilhas e quebra cabeças, digo "passando" da
maneira mais grosseira possível, visto que ela arrumou um jeito de quebrar a maioria deles.
Depois disso tudo, ela finalmente achou uma sala sem armadilhas e quebra cabeças, onde era
possível parar e descansar.

Humana - Caramba... A quanto tempo eu estou nesse lugar? Eu tô começando a me arrepender de


ter vindo pra cá...

Ela disse isso suspirando, enquanto tirava uma flecha (?) de suas costas.

Humana - Estou começando a ficar com fome...

A Sala não tinha uma porta para ser aberta, e sim uma passagem que ligava a um corredor. Por não
saber o que lhe esperava seguindo por ali, a humana decidiu descansar na sala anterior, porém, ela
começou a ouvir vozes vindas do mesmo.

Humana - Hum?

Ela então, foi dar uma verificada, e logo ela pode ver duas criaturas, dois monstros. Um parecia
uma espécie de fadinha misturada com fantasma de lençol, e o outro um sapo, é... simplesmente um
sapo.

A fadinha estava caída no chão o enquanto o sapo estava de pé, parecia que o sapo estava agredindo
a mesma.

Fadinha - P-Por favor Froggit... Eu te imploro, não me mate!

A fadinha disse, com lágrimas em seus olhos.

Froggit - Você sabe como funciona as coisas, é a lei do mais forte! Sinta-se feliz por ser por outro
monstros ao invés de um humano Whinsun, ribbit!

Whinsun - M-Mas, pegar LV foi proibido pelo rei! Ou você se juntou aquele grupo de criminosos?
Urg, eu nunca devia ter sido seu amigo!

Froggit - Você... Ah, morra de uma vez!

Mesmo exitante, Froggit estava disposto a matar Whinsun com um golpe de sua língua, porém a
humana entrou na frente do golpe, o recebendo no lugar do monstro indefeso. Como você deve
imaginar, o golpe não fez nenhum arranhão na humana.

Froggit - O QUE! UM HUMANO!? Não, não! Eu ainda não sou forte o bastante!

Whinsun - N-Não... um h-humano...!


-O pequeno Whinsun parecia em pânico, mas ao mesmo tempo, estava ferido demais para sequer se
mecher. É então que, a humana encara o sapo com os olhos abertos...

Humana - Deixa eu ver se eu entendi, você estava tentando tentando matar seu amigo para ficar
mais forte?

A frieza e imponência que a humana tem com seus olhos abertos, eram suficientes para fazer
Froggit ficar paralisado de medo.
Humana - A força deveria ser usada para proteger os fracos, mas qual valor tem um poder adquirido
com a morte de inocentes?

Ela respirou fundo, essa situação pareceu irrita-la.

Humana - Va embora, e não ouse machucar inocentes novamente!

Mesmo com certa dificuldade por conta do medo, Froggit conseguiu fugir.

Froggit - Espera só até a chefe saber disso...

Ele disse, antes de sumir numa parede, apesar de estranho, a humana não se questionou, estava
preocupada com outras coisas.

Humana - Puxa, fiz outra ameaça, tenho que parar com isso...

Novamente ela fechou os olhos, e voltou ao que era antes, logo olhando para Whinsun.

Humana - Melhor você sair daqui, precisa de ajuda?

Whinsun - N-Não! Eu tô bem! Não chegue perto!

O pequeno monstro falou, ainda parecia assustado, claramente não estava bem.

Humana - Esta com medo de mim, né? Não posso lhe culpar pelo que já ouvi, bom, se não quer
ajuda não vou insistir.

Ela logo começou a se afastar...

Whinsun - Você não vai... Me matar?

Humana - Não?

Whinsun - M-Mas você é humana! Humanos nos odeiam, por isso sempre nos matam, ou fingem
ser bonzinhos pra nos enganar! I-Isso é o que está fazendo né!?

A garota calmamente escutou o que monstrinho dizia, mas logo deu as costas e começou a ir
embora.

Whinsun - Pode parar com esse fingimento! Eu sei que você vai se virar e me esmagar oi algo
assim! Não faz sentido me deixar viver, eu sou fraco, você não ganha nada me deixando viver! Só
me mata de uma vez!

A humana então se vira.


-Humana - Olha, eu só vou falar isso uma vez porque essa conversa já tá ficando chata, mas eu não
te salvei porque espero algo de você e nem estou afim de te matar, eu apenas estou seguindo o que
acredito, ok?

Eles se encaram por um momento, e a humana da um sorriso gentil.

Humana - Não tem problema ser fraco, isso não torna sua vida menos valiosa, você pode ter certeza
que alguém forte irá te salvar.
Ainda com os olhos cheios de lágrimas, Whinsun assistiu a humana calmamente deixar aquele
lugar...

Continua.

==============

Capítulo 4 - Não toque nos doces!

Whinsun, o pequeno monstro fada-fantasma, ainda estava caído no chão, pois seus ferimentos
estavam muito graves para ele conseguir se mecher, o mesmo estava muito assustado, o lugar não
era um dos mais seguros.

Logo uma passagem se abriu naquele corredor, uma que estava bem escondida, dela, uma figura
usando uma capa e capuz preto saiu, se dirigindo até Whinsun, que parecia saber exatamente quem
era.

Whinsun - S-Senhorita Toriel!

A figura logo tirou o capuz, mostrando ser uma mulher monstro cabra, com uma franjinha cobrindo
um dos olhos. A mesma tinha uma expressão séria, mas ao ver Whinsun deu um pequeno sorriso,
como se estivesse aliviada.

Toriel - Eu estou feliz que esteja vivo, meu amigo.

Ela falou enquanto se abaixava, estendendo a mão em sua direção e fazendo uma espécie de magia
de cura, logo Whinsun já estava voando novamente.

Whinsun - Muito obrigado Toriel! Achei que o Froggit ou aquela humana iriam me matar!

Toriel - Eu também achei, mas que bom que não foi o caso, mas eu estou muita furiosa agora!
Como aquele sapo maldito ousa me trair assim!? Eu que permiti que ele morasse aqui nas ruínas!

Whinsun colocou as mãos no ombro de Toriel, como se quisesse fazê-la se acalmar.

Whinsun - Por favor não se culpe tanto, você tinha boas intenções, e ninguém nega que você salvou
muitos monstros fracos como eu da guerra civil...

Ela respirou fundo.

Toriel - Fico feliz que veja dessa forma, mas enfim, você viu se ele atacou mais alguém?

Whinsun - Eu não sei dizer, desculpe, mas ele não tentará nada enquanto aquela humana estiver por
aqui... Aliás, você viu ela, não viu?

Toriel - Sim, sinto muito não ter aparecido para te salvar antes, estava de olho na humana, e vi ela
fazer coisas que genuinamente me assustaram...

Ela cerrou os punhos...


Toriel - Mas não se preocupe pequeno, eu darei um jeito nela, ou morrerei tentando, foi pra isso que
me preparei todo esse tempo, é meu propósito!
-Whinsun - Tem certeza que lutar com ela é o melhor caminho? Eu sei que eu estava assustado e
disse coisas no calor do momento, mas ela não parecia tão má...

Toriel - Não parecia tão má? Não seja ingênuo Whinsun, já sofremos o suficiente com humanos que
"não pareciam tão maus".

Whinsun - Mas e a Chara? Será possível que em toda a superfície não aja outro como ela?

Toriel novamente suspirou.

Toriel - Esse é o mundo em que vivemos pequeno, bom, melhor ir para sua casa, me deseje sorte...

Eles logo partiram em direções diferentes, Whinsun olhava para Toriel bastante preocupado, já a
mesma parecia decidida, mesmo com as palavras ditas pela humana a Whinsun perturbando sua
mente, realmente era necessário lutar?

Toriel sabia onde a humana havia ido, uma sala sem nada muito especial, apenas um pedestal com
uma bandeja cheia de doces, e claro, a humana estava comendo todos eles.

Toriel - Humana!

Humana - Ah!

No susto a humana derrubou a bandeja de doces no chão, logo as duas se encaram em um silêncio
constrangedor.

Humana - Ahn... Você queria um?

Toriel sorriu.

Toriel - He... HeheheheHAHAHAHAHAHA!

Humana - Você tá me zoando?

Toriel - Hahaha... Ai ai, humana, nunca te ensinaram a não pegar coisas sem pedir!?

Ela logo revelou algo que estava escondido em sua capa, um martelo de combate!

Toriel - Esse será o último doce da sua vida!

Ela então avançou com tudo para cima da humana.

Humana - Espera! Eu deixo você ficar com o último!

Continua.

==============

Capítulo 5 - O poder do fogo.


Toriel avançava! E com seu martelo ela tentava acertar a humana com golpes incrivelmente rápidos.
Era claro que, em termos de habilidades de luta, Toriel era superior a humana, logo mesmo que a
mesmo fosse mais rápida, eventualmente alguns ataques acabam a acertando. Mas como já era
esperado, esses golpes não lhe causavam nenhum dano.

Humana - (Primeiro uma flor... Depois um sapo... Agora uma cabra fofa metida a emo... O que eu
fiz pra merecer isso?)

Pensou a humana.

Toriel - (Eu devia ter imaginado que ela seria tão resistente! Se continuar assim não serei capaz de
eliminá-la!).

Com um golpe forte no rosto da humana, a mesma foi isolada no canto da sala, e Toriel acabou por
se afastar um pouco.

Humana - Você já acabou?

A humana disse calmamente, não tinha intenção de provocar, mas o tiro saiu pela culatra.

Toriel - Está me subestimando? Há... Não me menospreze só porque eu não tenho um Soul Break!

Humana - Calma aí, eu não tô...

Logo, o martelo começa a brilhar em laranja, junto com os olhos de Toriel, dessa forma ambos
começa a emitir chamas. Então, a mulher bate o martelo no chão com tudo.

Toriel - HAAAH!!!

Então, uma grande onde de chamas engoliu a sala, e a humana junto, logo todo o ambiente estava
em chamas...

Toriel - (Por mais que esse seja meu ataque mais forte normalmente, eu não devo subestimar essa
garota, mesmo que ela não tenha mostrado ainda, ela com certeza é usuária de Soul Break, uma
"Soul Breaker", caso o contrário ela nem estaria aqui!).

Humana - Aaaah!

Toriel - ???

Já não é mais novidade que a humana resistiria a esse ataque, ela estava ali em pé, nem parecia
incomodada com o fogo, quer dizer, tirando o fato de que ele estava queimado sua roupa.

Humana - Não não não não não! Droga, eu só tenho esse roupa! Que saco!

Toriel - Sério? No meio da batalha é com isso que você se preocupa?

Humana - Eu não tô afim de lutar pelada né? Eu nem sei porque estamos lutando! Ah é, eu sou
humana...
-Toriel - Hum, que bom que você sabe o que é, então porque não para de palhaçada e luta direito
comigo!?
Novamente Toriel avançou contra ela, mas dessa vez, a humana desviou o ataque do martelo com
um tapa.

Humana - É tão difícil perceber que eu não quero lutar?

Toriel - Ora, sua!

De alguma forma, o fato do martelo estar em chamas junto com os olhos de Toriel aumentou suas
capacidades físicas, já não era mais possível da humana desviar, sua única opção era desviar os
vários golpes dela com suas mãos nuas, não que elas fossem se ferir de algum modo. Porém, para
conseguir isso ela teria que se concentrar mais na batalha.

Toriel - Eu sei qual é seu plano! Mas eu não vou cair nele!

Humana - Plano? Eu não sou tão inteligente assim para bolar planos!

Toriel - Não se faça de idiota! Não existe nenhum motivo para um humano vir aqui além de nós
matar!

Humana - Mas eu não quero matar vocês! Eu nem sei quem são vocês!

Ela afastou Toriel com um leve empurrão em sua barriga.

Toriel - Não sabe quem somos...?

Ela continuava de pé...

Toriel - Somos os monstros, estamos selados aqui por causa dos humanos e seu Soul Break! Sempre
que um humano vem aqui, ele causa dor e destruição! Muitos de nós já morreram, outros matam na
esperança de ficarem fortes e não sofrerem o mesmo destino, como você ousa dizer que não sabe
quem nós somos!?

Ela disse isso quase chorando. Tomada pela emoção, ela jogou seu martelo na humana, a mesma se
comoveu pelas palavras da mulher, mas logo abriu os olhos e destruiu a marreta com um soco. Após
isso ela olhou para Toriel com um olhar sereno, diferente do que normalmente acontece quando ela
abre os olhos.

Humana - Eu, entendo você...

Toriel - Como é... Como você poderia...?

Humana - Bem... De onde eu venho, é a lei do mais forte, quem tem poder é quem manda, seja
força ou influência. Todos odeiam os fracos, quando eles tentam se opor eles morrem...

Toriel continuou ouvindo, enquanto a humana cruzava os braços...


-Humana - Você já deve ter visto, eu sou forte, se eu lutasse sério eu te mataria, mas nem sempre fui
assim, já estive no lugar deles, usar minha força contra eles, contra qualquer um... seria injusto...

Toriel - Do que... você tá falando?

Humana - Falei demais? Pois é... A verdade é que eu estou aqui porque eu queria ser livre, livre do
meu destino, eu não tenho nada a perder, mas lá em cima eles estão sempre me perseguindo...
Humana - Olha moça... Eu sinto muito mesmo pelo que meu povo fez, nós dois sofremos por causa
deles, mas, será que não podemos deixar o passado pra trás e ficar em paz?

Ela sorriu gentilmente, o jeito que ela falava era capaz de fazer o clima do lugar ficar mais leve,
mesmo o discurso não sendo dos mais felizes.

Toriel - (Não é possível... Essa humana... Tá mesmo falando a verdade? Não consigo sentir
nenhuma malícia ou segunda intenção... Mas se é esse o caso então... Então... )

Toriel - Sinto muito, não vai ser possível...

Humana - Como a-

A humana de repente sentiu um baque, como se do nada sua força fosse embora, ela começou a
sentir dores e cansaço, e seu corpo estava tremendo.

Humana - O... Que...?

Toriel - Por mais que eu estivesse lutando com tudo, eu na verdade estava ganhando tempo... Pois
os doces que você comeu estavam envenenados... Como você comeu vários, é capaz de você
morrer...

Humana - Ah... E-Entendo... Tudo bem... S-Seria arrogância achar que... Eu poderia ter tudo que eu
quisesse...

Ela se ajoelhou, parecia sem forças...

Humana - Pode... Pelo menos me... Falar seu... Nome...?

A mulher suspirou.

Toriel - Sou Toriel, Toriel Dreemur, e você?

A humana então sorriu, provavelmente pela última vez.

Frisk - Meu nome é Frisk...

Toriel - Frisk? Que nome estranho, bom... Adeus Frisk...

Após dizer isso, Frisk logo caiu no chão, imóvel, deixando Toriel sozinha naquela sala...

O Fim.

==============

Ok... Talvez não seja o fim...

Capítulo 6 - Misericórdia.

Nós começamos em um lugar escuro, onde a única coisa iluminando era uma lareira, e mesmo
assim não dava pra ver nada em volta. Toriel estava sentada em uma poltrona, com um livro em seu
colo, porém, ela não falava nada, apenas olhava para baixo, parecia muito séria, e até um pouco
triste.

Toriel - Você... Tem raiva de mim...?

Ela disse levantando a cabeça, ali naquele lugar tinha outra pessoa, sentada em outra poltrona. Pela
forma que cruzava as pernas parecia ser uma garota, mas não era possível ver como ela era, pois
estava coberta de sombras, sendo a única coisa visível seus olhos vermelhos brilhantes.

Apesar de parecer uma figura assustadora, a mesma não tinha malícia, e falava calmamente com
Toriel, com um tom afetuoso, e preocupado ao mesmo tempo.

????? - Não! Claro que não, o que aconteceu não foi sua culpa!

Toriel - Mas, foi eu que disse que aquela garota humana merecia uma chance! Tanta gente morreu
por causa disso... Incluindo seu...

????? - Ok! Não vamos falar disso beleza!?

As duas ficaram em silêncio.

????? - Não... Vamos ser injustas, eu também meio que queria acreditar naquela humana, ser a única
aqui em baixo, as vezes é difícil, e eu até achei ela bonita haha...

Toriel - Chara...

No momento que Toriel disse "Chara", a figura de sombras se torna mais visível, realmente se
tratava de uma garota, mas uma garota humana, Chara. Ela tinha pele pálida porém bochechas
rosadas, seu cabelo era preto e curto assim como suas roupas, com listras vermelhas. Um detalhe
especial era um cachecol verde amarrado em sua cintura.

Chara - Aham... Enfim, o que eu tô tentando dizer, é que não é justo culpar apenas você entende?
Não tinha como saber! E na real, acho que ninguém tá levando a sério esse papo da rainha ter
"renunciado" o cargo.

Toriel - He, você pode falar o que quiser minha criança... Isso não muda o fato de eu ter fugido, e
isso ter causado uma revolta...
-Chara - A revolta também não foi sua culpa! Esse grupo de monstros já estava insatisfeito com a
guarda real já fazia tempo! E isso também é culpa minha, minhas batalhas causaram muita
destruição...

Toriel - Chara minha filha, não precisa pegar toda a culpa pra si apenas pra que eu me sinta melhor,
isso não muda o passado, você não vive dizendo que o passado não nos define e o que importa é o
que fazemos agora? Então, eu já sei o que fazer...

Ela olhou para Chara séria, porém determinada.

Toriel - Eu vou ser a linha de frente, não permitirei que nenhum humano saia das ruínas!

Chara - O que!? M-Mas... Isso é muito perigoso! Você sozinha...


Toriel - Ei! Eu não estou enferrujada ok? Eu lutei na grande guerra antes mesmo de você nascer... E
depois...

Ela desviou o olhar por um momento...

Toriel - Se eu morrer... Terei pagado pelos meus erros...

Chara ficou calada por um tempo, até que ela se levantou.

Chara - Se é isso que quer, não vou interferir...

Ela colocou alguma coisa em cima da mesa, que agora também era visível, parecia uma caixinha
preta.

Chara - Isso aqui vai te ajudar, presentinho do Gaster, e se precisar de ajuda, por favor me chame,
não quero te perder também...

Chara some nas sombras, deixando Toriel sozinha...

Logo, voltamos ao presente, Toriel estava ofegante, olhando o corpo de Frisk caído no chão,
aparentemente morta.

Toriel - (Eu estou aqui, para ser a linha de frente contra humanos... Eu jurei que não iria ter
misericórdia, que nenhum humano me enganaria novamente... Mas...)

Ela lembrou das palavras de Frisk, e de como ela não a machucou em nenhum momento...

Toriel - Urg... Humana maldita!

Ela pegou uma faca que tinha escondida em seu vestido, logo ela foi até Frisk, deixando seu corpo
de barriga pra cima, então botando a faca em seu pescoço.

Toriel - Eu não posso exitar, não posso... Confiar... Não...

Ela logo sente a respiração da garota abaixo de si, ela ainda estava viva.
-Toriel - Continua viva? Eu já tinha imaginado, esse veneno não era letal no fim das contas...

Frisk - ...M-Mãe?

Ela ouviu Frisk falar, parecia estar sonhando...

Toriel - O que...?

Frisk - Não... Deixa eles... me levarem... Mamãe...

Toriel ouve isso, olha em volta, e com um suspiro pesado tirou a faca do pescoço de Frisk, logo a
pegando em seus braços.

Toriel - Não faça eu me arrepender disso garota...

Continua.
==============

Capítulo 7 - Uma torta muito grande.

××× -... Você vai ficar bem... Eles cuidaram de você...

××× -... Sua alma é muito especial... Não iremos te descartar se você se provar digna...

××× - Olha só esse jogo... Quer jogar comigo?

Frisk...?

...

Frisk - Ah!?

A garota humana enfim acordou, logo, ela vê que se encontrava em uma confortável cama, em um
lugar que parecia um quarto infantil, com uma decoração fofa, e alguns brinquedos em um canto.

Frisk - Onde eu tô? Eu não tinha sido envenenada?

Ela se levantou, estava se sentindo muito bem até, logo começou a olhar nas gavetas e no guarda
roupa, mas não achou nada de interessante.

Frisk - Hum, não tem nada aqui...

Ela logo saiu do quarto, parando em um corredor, parecia uma casa normal, com escrivaninhas,
quadros com pinturas irrelevantes para o enredo, e vasos de flor.

Frisk - Que cheiro bom...

Frisk então decidiu seguir aquele cheiro que estava no ar, passando por uma parte com uma escada
que descia, e uma lugar que provavelmente era uma sala de estar, porém ela não prestou atenção em
nada e só seguiu até uma cozinha, uma torta gigantesca se encontrava em uma mesa.

Frisk - Wow! Que torta imensa! Será que eu...

Ela pensou um pouquinho, será que conseguiria comer aquela torta inteira? Seu tamanho era bem
intimidador, bom, antes de terminar seus pensamentos ela já estaca terminando o último pedaço.

Frisk - Eita! Como isso aconteceu...? Hehe...

Ela calmamente saiu da cozinha meio envergonhada, logo voltando para sala de estar.

Lá ela dá uma olhada em volta, não tinha nada muito interessante, apenas uma lareira, duas
poltronas, uma mesinha e uma estante com livros.

Ela decidiu pegar um livro para ler, mas logo percebeu que os livros estavam em uma língua que ela
não entendia.

Frisk - Droga... Não sei lei isso... Hum?


-Ela logo põe o livro de lado e vê uma foto emoldurada, parecia ser uma foto de família, onde era
possível ver Toriel, um monstro cabra barbudo parecido com ela, uma criança cabra também
parecida com eles, e o mais surpreendente, o que parecia ser uma criança humana.

Todos na foto pareciam felizes, embora cada um do seu jeito, Frisk deu um sorrisinho ao ver isso,
mas logo ela ouve algo atrás dela.

Toriel - Bisbilhotar é feio sabia?

Frisk - Ah!

Ela quase deixou a foto cair no chão, mas rapidamente conseguiu pegar ela antes disso, então a
botando de volta no lugar, olhando para Toriel com um sorriso sem graça.

Frisk - O-Oi Toriel! Ahn, bom dia! Ou tarde... Ou... Noite-

Toriel - Escuta!

Ela logo interrompeu a garota.

Toriel - Eu pensei no que você disse, e decidi que apesar de tudo, seria bom se pudéssemos ter paz...

Frisk - Bom, isso é oti-

Toriel - Ainda não terminei! O fato de eu não ter te matado não significa que eu confie em você ou
que sou sua amiga, eu apenas tô te deixando ficar aqui para eu ficar de olho em você! Estamos
entendidas?

Apesar de seu tom extremamente sério, Frisk não se intimidou e sorriu de forma mais confiante.

Frisk - Sim, senhora! Não vai se arrepender dessa decisão!

Toriel - Ótimo... Venha comigo.

Frisk - Ir com você? Pra onde?

Toriel - Treinar...

Continua.

==============

Capítulo 8 - Dura na queda.

As duas, Frisk e Toriel, agora se encontram na parte da frente da casa, era uma área bastante aberta,
no lado oposto da casa dava para ver uma árvore negra sem folhas, e mais a frente ainda tinha uma
passagem, que provavelmente levava pro resto das ruínas.

Frisk - Olha, eu não tinha dito antes, mas eu não tenho interesse em aprender a lutar nem nada do
tipo.
Toriel - He, acha que eu vou te ensinar a lutar? Pode esquecer, o objetivo é você serviu de "boneco
de treino" para mim.

Frisk - Boneco de treino?

Toriel - Sim, eu sempre acabo estragando os meus.

Ela aponta para uma pilha de bonecos de treino, todos arrebentados, mas isso não intimidou Frisk.

Frisk - Ok! Então, o que exatamente um boneco de treino faz?

Toriel - Pra começar, eles não falam.

Frisk ficou calada.

Toriel - Depois, eles devem aguentar golpes alheios, é isso que você vai fazer.

Frisk - "Tá, mas você vai usar aquele fogo mágico? Minhas roupas não estão no melhor estado".

Ela falou em linguagem de sinais, o que deixou Toriel confusa por um momento.

Toriel - Você... Pode falar normal enquanto não estivermos treinando.

Frisk - Ah é? Então, eu quis dizer que-

Toriel - Eu entendi o que você quis dizer! Depois você troca de roupa, vamos começar logo!

Frisk - O-Ok...

Toriel suspira e entra em uma posição de luta.

Toriel - Só para esclarecer, você pode usar os braços para se defender, mas não pode revidar e nem
sair do lugar entendeu?

Frisk balançou a cabeça de forma positiva.

Toriel - Ótimo...

Ela bufou, logo avançou com tudo para cima de Frisk, lhe desferindo um soco direto no rosto, esse
que era consiravelmente mais rápido e forte que os ataques que ela usou na luta das duas
anteriormente. Tal fato deixou Frisk um pouco surpresa, mas a mesma defendeu com o antebraço.

Frisk - Ué? Você ficou mais forte? Quanto tempo eu dormi?


-Toriel, com uma expressão meio irritada, logo encaixou um soco de baixo para cima com a outra
mão em Frisk, a mesma segurou esse soco com a mão livre e o desviou.

Toriel - Eu disse que bonecos de treino não falam!

Aproveitando o movimento de ser corpo ao ser afastada, ela logo deu um chute lateral em Frisk, que
novamente defendeu com um braço.

Frisk - Ah, desculpe! Eu esqueci!


Toriel - Criança insolente, será punida por isso

Frisk - Como?

Rapidamente, Toriel já encaixava uma sequência imensa de golpes contra Frisk, já era um fato de
que ela não lutou com tudo em sua última batalha, seus movimentos rápidos e precisos, dignos de
um artista marcial eram difíceis de evitar. Para sorte da garota, ela era tanto mais rápida quanto
resistente, o que a fez persistir nas próximas horas de treino, embora não fosse tão fácil assim, afinal
a mesma era leiga em combate.

Após 3 horas de treinamento intenso, ambas finalmente param para descansar, Toriel se encostou
naquela árvore negra enquanto Frisk se sentou no chão.

Toriel - Você foi... Muito bem garota...

Frisk - Eu que deveria dizer isso...

Ambas estavam ofegantes, após alguns minutos de silêncio, Frisk pergunta:

Frisk - Então... Esse treino é para enfrentar humanos certo?

Toriel - Exato... Você não é a primeira como deve saber, e com certeza não será a última, por isso
vou aproveitar ao máximo meu tempo e me preparar.

Frisk - Ok...

Toriel - Tem algum problema com isso?

Frisk - Ah não, você pode fazer isso sim! Você vai se sair bem, é dura na queda!

Ela sorriu e deu um joinha para Toriel.

Toriel - He, não preciso da sua bajulação, só me ajude a ficar mais forte, ok?

Frisk - Sim, senhora!

Toriel - Bom estou com fome, venha, fiz uma torta mais cedo e já deve ter esfriado, deve ter o
bastante para nós duas.

Toriel calmamente voltou para dentro de casa.

Frisk - Torta...? Oh não!

Continua.

==============

Capítulo 9 - Diário de Frisk.


"Querido diário, sou eu Frisk! Já faz 3 dias desde que comecei a viver aqui com a Toriel, eu acabei
achando esse caderno em branco, então eu decidi transformar em um diário e registrar minhas
experiências, então... É isso! Vamos começar:

"No primeiro dia eu comi uma grande torta e treinei com a Toriel, a parte do treino foi mais ou
menos tranquilo, mas ela ficou bem brava quando descobriu que eu tinha comido toda a torta. Bom,
acho que ela vai passar a fazer mais de uma torta a partir de agora, e eu prometi deixar um pouco
pra ela."

"Já no segundo dia, eu decidi que queria ser mais útil, então eu quis limpar a casa para Toriel,
infelizmente eu acabei botando fogo no esfregão e arrancando algumas madeiras com minha força,
por fim eu descartei essa ideia e fiquei só no treino."

"Falando em treino, Toriel me deu uma roupa especial que aparentemente é super resistente! Tanto
que ela usou magia de fogo em mim e a roupa continua intacta, fora que ela é bem maneira também,
ela é roxa com litras amarelas e lembra um casaco, muito legal!"

"Hoje, no dia 3, Toriel quis cortar meu cabelo, que absurdo! Não tinha nada de errado com meu
cabelo, mas ela falou que ia facilitar nos treinos, mas isso não faz sentido! Bom, no fim, acabei
ficando com o cabelo curto e ainda estou de luto pelo meio lindo cabelinho..."

"Dia 10, as coisas estão indo muito bem! Acho que a Toriel já se acostumou comigo, e eu com suas
seções de treinamento. As vezes, antes de dormir, nós ficamos conversando sobre qualquer coisa
enquanto comemos torta, nada muito importante também, ainda não tive coragem de perguntar
daquela foto, mas o engraçado é, ela agora sempre faz uma torta gigante pra mim e uma pequena
para ela, achei isso fofo por algum motivo!"
-"Dia 15, hoje Toriel me mostrou as passagens secretas das ruínas, basicamente aqui já foi uma
parte importante para o Reino dos monstros, mas com o tempo foi abandonada, então Toriel usou
sua influência para reformar o lugar e encher de armadilhas e quebra cabeças, para humanos não
conseguirem avançar, parece que Toriel já foi alguém importante, imagino quem."

"Bom, as passagens secretas servem para que tanto ela quanto outros monstros possam se mover
por aí de forma segura, eu encontrei dois desses outros monstros, vegetoid e uma gelatina com
nome difícil, é estranho eu ter ficado com vontade de comer ambos? Enfim, eles ficaram com medo,
mas Toriel disse que eu era "domesticada", não sei o que ela quis dizer com isso mas deu certo."

"Dia 20, já faz um tempinho que Toriel e eu temos focado menos em treinamento e mais em
atividades de lazer, o que eu não reclamo! Já jogamos jogos de tabuleiro (perdi em todos), ela leu
aqueles livros para mim e até tentou me ensinar a ler essa língua, mas sem sucesso. Porém hoje foi
meio estranho, nós, tomamos banho juntas?"

"Eu confesso, eu tava todo esse tempo sem tomar banho e estava começando a ficar insuportável,
mas esse momento foi bem esquisito e até um pouco engraçado? Não sei se ela ficou mais surpresa
por eu não ser criança como ela achava, ou com minha barriga tanquinho. Mas pulando um pouco
isso, ela notou os curativos e cicatrizes, e perguntou o que tinha acontecido. Eu não gosto muito
desse assunto então apenas disse que "eles" fizeram isso comigo, desculpa se ainda não estou pronta
para me abrir Toriel..."

"Dia 25, que estranho, é impressão minha, ou Toriel tá falando com alguém? Ela pediu para eu ir
pro meu quarto e só sair quando ela permitisse, eu achei que tinha feito algo errado então obedeci,
mas agora tô ouvindo ela conversar com alguém. Bom, pela voz parece ser uma outra garota, não
sei exatamente do que estão falando pois, privacidade né? Mas talvez só uma espiada não faria
mau? Não, deixa pra lá..."
-"Dia 29, Recentemente eu percebi que a Toriel mudou um pouco sua postura desde que nos
conhecemos, ela costumava ser mais séria, fria, e meio irritável, mas ela parece mais calma, mais
feliz no geral. Eu não sei o que poderia ter causado isso, mas vou aproveitar e tentar perguntar sobre
a foto agora! Me deseje sorte!"

"Dia 30, é de manhã de acordo com o relógio, ontem eu perguntei a Toriel sobre a foto, ela disse
que era uma longa história e me mandou ir dormir logo em seguida, imagino que essa "longa
história" não seja das mais felizes? Bom, de todo jeito eu obedeci, e hoje ela veio até a porta do meu
quarto dizer que precisamos conversar."

"Bom, independente de qual seja o assunto, irei tentar dar meu suporte, da forma que eu puder..."

Continua.

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Capítulo 10 - Família.

Frisk e Toriel estavam sentadas na sala de estar comendo torta, como já era um era costume delas,
porém o clima estava um pouco esquisito, Toriel estava com aquela foto de família vista
anteriormente nas mãos, logo ela começa a falar.

Toriel - Você quer saber quem são eles, não é?

Frisk - Sim... Mas se não quiser falar...

Toriel - Não tudo bem, você já está aqui a bastante tempo, não tem porque eu não te contar...

Ela respirou fundo, e então botou a foto de lado.

Toriel - Nessa foto, está meu ex marido Asgore, o rei dos monstros, e os meus filhos, Asriel e Chara.
Sim, como pode ver, Chara é uma humana.

Frisk olhou direto para a imagem de Chara, a mesma parecia envergonhada porém feliz, imaginar
como seria sua personalidade fez Frisk dar um sorrisinho.

Frisk - Eles parecem legais.

Toriel - E eles são, na época em que Chara era a única humana por aqui as coisas eram mais
simples, muitos de nós acreditavam que ela era um símbolo de paz, que humanos não buscavam
mais guerra, bom, estávamos errados...

Frisk - Eu imagino...

A mulher ficou em silêncio por um momento.

Toriel - Ao todo, vieram mais 5 humanos aqui depois de Chara, ela havia avisado que ela era um
caso a parte, e que outros humanos não seriam tão bonzinhos, mas muitos quiseram dar uma
chance, eu era um desses. Bom o primeiro humano foi direto ao ponto, sua onda de matança só
terminou em Hotland, quando Chara lutou com ele e o venceu, mas destruindo completamente o
lugar no processo.

Frisk - Nossa, essa Chara é bem forte né?

Toriel - He, comparado com hoje em dia ela poderia até ser considerada fraca na época, ela ainda
estava aprendendo então a luta não foi fácil, tivemos sorte dela ter vencido.
-Toriel - Bom, ainda tinham monstros querendo acreditar na paz, nós nos preparamos para o pior,
mas os dois humanos seguintes também só trouxeram dor e destruição, e Chara já não estava
conseguindo lidar com tudo sozinha, acabamos perdendo as cachoeiras também, estava tudo um
caos.

Toriel - Nessa época, começaram a aparecer monstros descontentes com o trabalho da guarda, e pra
piorar essa situação, o nosso cientista real criou um "meio" de fortalecer nosso povo, mas apenas
membros da guarda real específicos tiveram acesso a ele. O discurso da lei do mais forte estava
começando a infectar esse lugar, onde muitos começaram a achar injusto que apenas alguns
ficassem mais poderosos.

Frisk ouvia o que ela dizia em silêncio.

Toriel - Bom já havia ficado claro para todos que humanos eram inimigos, o quarto humano não
conseguiu ir muito longe graças a Chara e a guarda real, que era mau vista por muitos. E por
incrível que pareça, ainda tinha uma tola que acreditava na paz... Eu...

Frisk - Sério? Mas... Isso não é uma coisa ruim...

Toriel - Você acha? Bom, eles não achavam, tá certo que minha família nunca foi contra meu
discurso de paz, mas também nunca apoiaram, as vezes acho que eles propositalmente me deixavam
de fora de assuntos envolvendo humanos. Bom, de toda forma meu cargo de rainha se foi com a
chegada da Última humana, a quinta...

De repente o clima do lugar ficou mais tenso.

Toriel - Essa humana era diferente, de um jeito ruim, ela fingiu que só queria ir embora do subsolo e
não machucar ninguém. E eu tola acreditei! Achei que se a ajudassemos ela iria, sei lá, mandar uma
mensagem para humanos dizendo que somos bons? Urg... Não podia ter sido diferente, levamos ela
até o castelo, até a barreira, e lá ela mostrou sua verdadeira face, Asgore meu marido teria morrido
se não não fosse por Chara.

Frisk -...
-Toriel - Minha atitude foi a gota d'água, um grupo de monstros começou uma revolução, ou melhor
um massacre, aparentemente ao matar alguém você de alguma forma fica mais forte, não sei
exatamente como isso funciona, mas o caos estava instaurado. Meu filho, Asriel, tentou controlar a
situação, afinal ele era um príncipe, mas...

Frisk - Ah não...

Ela respirou fundo.

Toriel - Com a morte dele, eu decidi renunciar meu posto de rainha, passei muito tempo me
culpando por tudo e então decidi vir pra cá para me redimir. Passei os últimos 3 anos treinando e
enchendo esse lugar de armadilhas, além de abrigar monstros que fugiam da guerra civil. Eu estava
certa de que, quando o próximo humano viesse não teria misericórdia, quem diria que acabaria
sendo você?

Frisk - Ahn é... Eu não, sei o que dizer...

Toriel - Não precisa dizer nada, só... Estou feliz de ter companhia.

Ela se levantou.

Toriel - Vejo que já comeu sua torta, me dê a bandeja para eu levar.

Frisk - Tá, claro...

Ela entregou a bandeja e se levantou.

Frisk - Eu vou regar as flores ali fora ok?

Toriel - Ok, fique a vontade.

Frisk logo foi para a área em frente a casa de Toriel, o lugar onde elas costumavam treinar, agora
tinha alguns canteiros de flores perto da parede. Enquanto ele regava as flores pensava.

Frisk - (Nossa, apesar de tudo o que ela passou, ela confiou em mim para contar tudo isso... Talvez
eu devo confiar nela também, e contar mais do meu passado... É eu vou fazer isso...)

Ela sorriu logo ao terminar de regar as flores, mas logo ela sente uma estranha presença atrás dela, a
algo em seu ombro, era... Uma mão?

??? - Acho que você esqueceu de regar aquela parte ali...

Frisk - E-Essa... Voz...

Continua.

==============

Capítulo 11 - Você me abandonou!

Frisk, após ouvir aquela voz, rapidamente se afastou. Ela não estava necessariamente com medo,
mas sim chocada com a presença... Dela.

Uma garota humana, com roupas totalmente pretas, com um capuz que escondia seu rosto. Mas
Frisk não precisava ver o rosto para saber quem era...

Frisk - Lume... O que você faz aqui...?

Lume - O que faço aqui? Oras não seja boba, vim buscar minha querida irmãzinha fujona!

Ela falava em um tom debochado, com um leve ar de ameaça, mas Frisk não se abalou.

Frisk - Me buscar? Mas eu te falei que-


Lume - Falou o que? Que queria fugir do laboratório? Sim eu lembro disso, não achei que você teria
essa coragem, mas aqui está você!

O clima estava meio tenso entre as duas, mas Frisk queria apaziguar as coisas.

Frisk - Olha, eu não desisti da ideia, seria bom te ter ao meu lado, olha aqui embaixo até que é bem-

Lume - Cala a boca! Urg... Você não percebe, Frisk? Nós estávamos próximos de atingir as
expectativas de todos! Logo iríamos ganhar nosso lugar de direito na sociedade, e deixar a doutora
orgulha, teríamos feito isso juntas!

Ela pareceu bem irritada.

Frisk - Mas... Era isso que você queria? Nós passamos pelas mesmas coisas, achei que de todas as
pessoas você me entenderia...

Lume - É, eu também achei que me entendia, mais isso não importa mais! Agora eu tenho uma
oportunidade de ouro!

Os olhos de Lume brilham em roxo, logo surgem clones dela feitos de magia roxa, ao lado de Frisk,
onde eles seguram os braços dela.

Lume clone 1 - Iai loirinha! Huhahahahaha!

Lume clone 2 - VOCÊ ESTÁ EM CHOQUE!? LIGA PRO-

Lume - Quietas!

Os clones se calam.

Frisk - Lume, irmã... Por favor, não quero lutar com você...

Lume - Não, vem apelar para o emocional! Deixamos de ser irmãs no momento em que você me
abandonou! Mas, se eu te levar de volta, eles vão poder recriar seu poder, e eu finalmente ganharei
o reconhecimento que eu mereço!
-Frisk - Estou decepcionada... Você é exatamente igual a eles...

Lume pareceu exitar por um momento, mas...

Lume - Bla bla bla... Que seja! De todo modo eu nem preciso de você inteira, só de sua alma, e
minha perseverança!

Ela então pega duas machadinhas, ligadas por correntes, e calmamente se aproxima de Frisk, que
não sabia como reagir, ela parecia tomada por uma tristeza profunda, a ponto de algumas lágrimas
se formarem em seus olho, mas então...

Toriel - Hey! Não toque na criança!

Lume calmamente olha para Toriel, ela estava com a palma de uma mão apontada na direção dela, e
parecia ter uma espécie de cinto enrolado em seu braço, com uma notável esfera prateada preso
nele.
Lume - Hahaha, criança? Essa vagabunda tem 17-

Antes dela terminar sua frase, Toriel dispara uma poderosa rajada de chamas na direção de inimiga,
seu poder era tão grande que atravessou várias paredes das ruínas que, fez elas perderem totalmente
a humana de vista.

Frisk pode ver antes do disparo, que Toriel ganhou uma fina aura prateada e marcas no rosto que
também eram prateadas, essas que não lembravam um Soul Break. Logo após o ataque, tais
elementos prateados somem e Toriel cai de joelho ofegante.

Frisk - Toriel! Você está bem!?

A garota correu até ela, os clones de Lume que a seguravam sumiram, junto com a humana de
capuz.

Toriel - Eu estou bem garota... Esse era o tal meio que usamos para nos fortelecer que eu havia
dito...

Ela Vagarosamente, retirou o tal cinto de seu braço e largou no chão.

Toriel - Eu nunca tinha usado antes... Por isso acho que meu corpo não aguentou muito bem...

Frisk - Não, faça mais isso...

Ela ajudou Toriel a retornar para dentro de casa para descansar, toda essa situação era culpa dela,
pensava. Após a sentar na poltrona, com muito pesar ela diz:

Frisk - Eu... Preciso ir embora...

Continua.

==============

Capítulo 12 - Você me deu esperança.

Toriel passou um tempo descansando, antes de acompanhar Frisk escada abaixo, onde estaria a
saída para o resto do subsolo.

Frisk sabia daquela saída a um tempo, mas sabia que seguir por ali causaria uma grande confusão,
algo que queria evitar, mas agora as circunstâncias mudaram.

Toriel - Você... Tem certeza que quer ir embora?

Frisk - Está querendo que eu fique? Isso é fofo, haha...

Ela se calou por um momento.

Frisk - Eu queria poder ficar, mas não se isso coloca você e o subsolo em perigo...

Toriel - Está preocupada que mais humanos viram atrás de você? Já enfrentamos humanos antes,
você estando aqui ou não, não fará diferença...
Frisk - Mesmo assim, é questão de tempo até eles mandarem um grupo, ou simplesmente alguém
como eu, não vou arriscar isso...

Toriel - Mas não é só você lutar ao nosso lado?

Frisk - É... Complicado...

Elas ficam em silêncio.

Toriel - Isso não é legal, sabia? Vir aqui, me dar esperança, comer minha comida e depois ir embora
assim, você não tem vergonha não garota?

Frisk encara ela com um olhar triste e meio confuso, então Toriel suspira.

Toriel - O que eu quero dizer é... Vou sentir sua falta, não vou questionar suas decisões, afinal você
não é mais criança...

Logo, Frisk deu um abraço em Toriel, que ficou surpresa de início, mas logo a abraçou de volta.

Frisk - Desculpa, eu queria ter coragem de contar tudo...

Toriel - Tudo bem pequena...

Frisk - Sei que foi só um mês, mas eu adorei cada minuto, mesmo os treinos intensos ou você sendo
meio fria, foi o melhor mês da minha vida...

Toriel - Haha, também não é pra tanto, torço para que você seja mais feliz no lugar que vai do
aqui...

Frisk saiu do abraço, enchugou suas lágrimas, e foi até a porta, após uma última olhada para trás,
ela então saiu por aquela passagem, dando definitivamente adeus para Toriel.

Toriel - Até mais criança... Criança de... 17 anos, haha, eu tô mesmo velha...
-Ela riu consigo mesma antes de retornar a sua casa sozinha.

Enquanto a Frisk, ao andar um pouquinho, ela se viu em uma sala escura com uma luz no centro,
um lugar deveras familiar, então...

Flor - Interessante...

A flor saiu da escuridão, Frisk não tinha notado antes, mas suas pétalas eram prateadas, na verdade,
seus poderes de certa forma lembravam Toriel, quando usou aquele dispositivo contra Lume.

Frisk - O que você quer? Não tô no clima para brigar...

Frowey - Relaxa, eu só quero conversar, a propósito meu nome é Flowey, não tive a oportunidade
de me apresentar direito...

Frisk - Ok, Flowey... Apesar de tudo, é um prazer conhecer você!

Ela deu um sorriso forçado.


Flowey - Nossa, se forçar mais caga! Enfim, eu estive te observando a distância desde que chegou
aqui um mês atrás, gostei de ver você se dando bem com a Toriel, ela é... Uma pessoa importante
pra mim...

Frisk - Sério, vocês se conhecem?

Flowey - Bem, não... Mas não é esse o ponto!

Frisk - Sei...

Frisk achou essa conversa suspeita.

Frowey - O fato é que, se você realmente estiver disposta a sair do subsolo para nossa segurança,
ficarei feliz em te ajudar! Posso te guiar até a barreira!

Frisk - Sério? Você faria isso?

Flowey - Claro! Afinal eu faria de tudo ao meu alcance para salvar o subsolo, então, o que acha?

Frisk - Não vejo porque não!

Ela se aproximou de Flowey e o arrancou do chão com força, nem um pouco delicada.

Flowey - Arg! Eu... P-Podia ter me tirado do chão sozinho!

Frisk - Sério? Desculpa aí.

Flowey - Bom... Tanto faz...

Ele se enrola na mão de Frisk...

Flowey - Em frente humana!

Frisk - Ok, mas eu tenho nome ok? É Frisk.

Flowey - E eu lá perguntei teu nome? Anda logo!

Frisk - Tá bom, grosso...

Assim, a jornada de Frisk e Flowey começa de verdade. Apesar de triste por sua partida, a humana
seguirá positiva, e acima de tudo, DETERMINADA.

**SOUL BREAK TALE! - Ruínas (fim)**

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**SOUL BREAK TALE! - Snowdin (Início)**

Capítulo 13 - Nos vemos no Grillby's!

Estamos em um cenário bastante do visto anteriormente, o lugar está cheio de casas e a neve cobria
tudo, essa era a cidade de Snowdin. Andando por ali, uma pessoa era encarada pelos demais
monstros, alguns com curiosidade, e uns poucos com desdém, essa pessoa se tratava de um
esqueleto de sobretudo azul.

O mesmo calmamente caminhava, até chegar em um estabelecimento chamado "Grillby's", esse que
ficava bem ao lado de uma loja de doces de aranha. Então o mesmo entrou no local, que
aparentemente era um tipo de bar.

O lugar estava bastante movimentada, diferente do pessoal do lado de fora, todos ali dentro eram
bem amigáveis com o dito esqueleto, até que um monstro cachorro chamou a atenção dele.

Doggo - Hey Sans! A Chara tá te esperando no balcão!

Sans - Sério? Deve estar incomodando o Grillby de novo, valeu pelo aviso amigo.

Doggo - Disponha, agora onde eu estava? Ah sim! Não existindo!

O cachorro simplesmente sumiu, mas Sans apenas ignorou isso e foi até o balcão, onde Chara, a
garota humana, conversava com um monstro de fogo, o Grillby, dono do lugar.

Grillby - Não importa se é gostoso, você entrar aqui comendo isso é um insulto para meu
estabelecimento.

O monstro de fogo falou calmamente, porém parecendo meio frustrado.

Chara - Eu sei, é da "concorrência", mas se você usar um pouco do seu ketchup fica muito bom! O
melhor de dois mundos!

Já Chara, falava em um tom descontraído, enquanto botava ketchup em uma barra de chocolate. A
mesma usava uma roupa diferente da vista anteriormente, mas era essencialmente igual, mudando
só as listras que agora eram brancas.

Sans - Incomodando o Grillby de novo?

Chara - Sans!

Sans - Iai piveta!

Os dois fazem um cumprimento, mas Sans percebe que Chara estava de olhos arregalados, ele sabia
o que isso significava.

Sans - Conheço essa cara de maluca, tá precisando dormir piveta.


-Chara - Ah sério? Achei que tava disfarçando bem dessa vez! Ah esquece, eu sabia que essa hora ia
chegar...

Ela da uma mordida no chocolate com ketchup.

Grillby - Eu não vou ficar vendo isso...

Ele se afasta e vai servir outros clientes.

Sans - Eu nunca me acostumo com essas suas misturas, fazer o que né?
Ele piscou pra ela.

Chara - Caramba, também não precisa comentar sobre isso sempre! Muda o disco!

Sans - Se eu fizer isso, talvez você se ligue no quanto isso é bizarro, mas enfim, porque me chamou
aqui?

Chara - Eu já te falei sobre a humana que tá com a Toriel, né?

Sans - Sim, ainda acho essa história meio mau contada.

Chara - Bom, ela não fez nada com a Toriel até agora, se fizesse eu saberia, porém, tenho a sensação
de que ela logo virá pra cá.

Sans - Sei, seu "sexto sentido".

Chara - Não enche!

Ela da um soquinho no ombro de Sans.

Sans - Haha ok, bom, o que tá planejando?

Chara - Estou afim de testar essa humana, mas infelizmente não estarei aqui pra isso pois estarei
Dormindo, então, é aí que você entra.

Sans - Já sei onde você quer chegar, que tipo de teste estamos falando?

Chara - Do tipo que você luta com ela, usando todas as suas forças.

Ela deu uma piscadinha para Sans, e seu já grande sorriso fica ainda maior, de um jeito assustador.

Sans - Isso vai ser interessante.

Continua.

==============

Capítulo 14 - Eu tenho um teste para você!

Após a conversa no Grillby's, Sans se encarregou de avisar os "outros" sobre a breve retirada que
Chara faria, enquanto a mesma fazia patrulha para ele, no local conhecido como "montanhas
nevadas".

Eis que, em uma porta extremamente escondida ali em meio às montanhas, Frisk sai com seu novo
companheiro Flowey.

Flowey - Essa área de neve é dividida em duas áreas, onde estamos são as montanhas negadas, é
fácil se perder aqui, mas se for por onde eu falar deve chegar logo na cidade de Snowdin!

Frisk - Logo quando? Tô começando a ficar com fome.

Flowey - Você não comeu uma torta grandona lá atrás?


Frisk - Sim... Uma.

Flowey - Meu Deus garota...

Frisk então para, e volta sua atenção para o topo de uma árvore.

Frisk - Tem alguém nos observando...

Flowey - O que? Onde!?

Frisk - No topo daquela-

Antes que ela falasse, Flowey se desenrolou do braço dela, e se enfiou no meio da neve.

Frisk - Oh...

Então do alto da árvore, surge ninguém menos que Chara, que logo pula de lá e faz um pouso de
super herói.

Chara - Olá humana...!

Frisk - ...Ahn, olá?

Chara rapidamente se aproxima de Frisk, rodeando ela, parecia analisa-la enquanto sorria de forma
estranha, mas o máximo que a garota ficou foi confusa.

Frisk - Você... É a Chara... Né?

Chara - Já me conhece? Ótimo, não preciso me apresentar...!

Frisk - Você tá agindo estranho, tem alguma coisa na minha cara?

Chara - Calada!

Ela se afastou, ficando a frente de Frisk.

Chara - Bem Vinda ao subsolo humana! Ouvi muito sobre você da Toriel!

Frisk - Então era você que estava-

Chara - Shiiiiiii!!! Quieta! Tô falando! Não atrapalha o raciocínio!

Frisk se calou imediatamente.

Chara - Aham... Devido as coisas boas que escutei a seu respeito, vou permitir sua estadia aqui, se!
Passar no meu teste!

Frisk - Teste? Que teste?

Chara - hehehe...Hahahahahahahahahaha!
Ela vai embora andando de costas, mas acaba batendo em uma árvore.
-Chara - ...VOCÊ NÃO VIU ISSO!

Assim ela automaticamente some, deixando Frisk ainda mais confusa.

Frisk - Que garota estranha... Meu tipo de gente!

Ela sorriu, então seguiu em frente, não sabia exatamente o que Chara quis dizer com teste, mas por
enquanto ela iria atrás de Flowey.

Ela andou um tempo por um caminho entre duas montanhas, até chegar num lugar com algumas
barras de ferro impedindo a passagem.

Frisk - Hum... Acho que é melhor eu passar por-

Antes do fim da frase, do absoluto nada, duas mãos gigantes e esqueléticas surgem do chão, a
segurando.

Frisk - Mas o que!?

Essas era uma das raras vezes em que Frisk estava com dificuldades, ela não conseguia sair
facilmente daquela situação. Logo, ela avista alguém calmamente se aproximar dela, era Sans! Que
assim como Toriel tinha uma aura e marcas prateadas no rosto.

Sans - Seu teste começa agora, humana!

No meio da frase, em uma de suas mãos, uma espécie de chicote de osso surge, o mesmo que estava
sorrindo agora parecia sério e focado.

Frisk - Porque estou ouvindo música de boss?

Continua.

==============

Capítulo 15 - Platinumlovania!

Frisk se encontrava presa nas grandes mãos esqueléticas de Sans, era incrivelmente difícil sair, logo,
Sans usou seu chicote de osso para golpear ela bem no rosto, aquilo realmente tinha machucado.

Frisk - Ah!?

Sans não falou nada, apenas continuou dando chicotadas na garota, mais aos poucos ela foi
conseguindo abrir as mãos com sua força, assim ela consegue parcialmente se libertar, agarrando o
chicote de osso e puxando Sans para perto dela, assim lhe dando um empurrão para afastá-lo.

Frisk - Foi mau cara, eu não estou afim de lutar!

Sans era jogado para longe, mas conseguiu facilmente se recompor pois o ataque de Frisk não teve
intenção de machucar. Logo, com essa brecha, Frisk se libertou completamente das mãos
esqueléticas, que logo sumiram.
Sans - Não quer lutar? He, desculpe mas você não tem opção!

Assim asas de osso surgiram nas costas dele, e logo ele levantou voo, uma outra mão esquelética
surgiu do chão e golpeou Frisk, fazendo Ela voar até uma área aberta mais a frente, essa com
montanhas em volta.

Frisk - Porque todo mundo quer lutar comigo nessa budega!?

Logo após dizer isso, ossos envoltos em energia mágica azul saíram do chão, Frisk mau conseguiu
desviar, um deles conseguiu pegar seu rosto de raspão, lhe tirando sangue pela primeira vez.

Frisk - Ai! Ai ai ai ai ai!

Ela mau teve tempo de reagir a essa dor completamente nova, e já é surpreendida por mais ossos
daqueles. Quer dizer, agora ela tava mais ligada na situação e conseguia desviar melhor.

Sans - Você é rápida ein? Consegue desviar disso?

Ao lado de Sans, surge algo semelhante a uma cabeça de dragão esquelética, logo, de sua boca sai
uma espécie de rajada de energia, bem na direção de Frisk, que desvia com um super salto.

Frisk - Caramba!

Sans deu um pequeno sorriso, enquanto via a rajada disparada pela cabeça de dragão se curvar, e de
baixo para cima, acertar Frisk em cheio em seu peito.

Frisk - Cara- Arg!


-Sans - Hehe, o que achou do meu Blaster? Cozinhou você muito bem!

Com ela ainda no ar, e completamente sem reação, a mão esquelética novamente surge, dessa vez
de cima, a socando com tudo contra o chão, assim surgindo vários ossos a sua volta, criando um
tipo de prisão, e logo acima, vários outros "Blasters" em volta, prontos para o disparo.

Sans - Últimas palavras?

Imediatamente após dizer isso, Frisk surge com seus olhos abertos logo atrás de Sans.

Sans - O que-

Ela logo disfere um golpe preciso na nuca do esqueleto, que o fez desmaiar na mesma hora, assim
ambos chegam no chão, com Frisk segurando Sans em seus braços.

Frisk - Desculpa cara, você me obrigou a isso.

Continua.

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Capítulo 16 - O Futuro Guarda Real.

Após facilmente vencer Sans, ela calmamente o colocou apoiado em uma árvore, dando alguns
tapinhas em seu crânio.
Frisk - Você me machucou de verdade, isso eu reconheço. Bom, até mais!

A garota logo seguiu em frente, porém, assistindo tudo do alto de uma árvore, estava Chara, que
logo desce até Sans.

Chara - É rapaz, parece que ela passou no teste! Melhor tirar você daqui...

Ela logo pega Sans em seus braços, porém escuta algo atrás dela.

Chara - Hum? É você, Paps?

De trás de uma árvore, um outro esqueleto, mais alto que Sans, com roupas pretas e um cachecol
laranja se revelou, ele pareceu um pouco assustado ao ver Sans.

Papyrus - S-Sans! Ele tá bem!? Chara!?

Chara - Relaxa! Ele tá bem! Só tá dormindo.

Papyrus - Ah, que alívio! Você pode deixar que eu levo ele pra casa.

Chara - Nonono, eu levo ele pra sua casa, VOCÊ vai ficar de olho na humana!

Ela coloca Sans em seus ombros, mas Papyrus pareceu meio apreensivo.

Papyrus - Quer que eu... Fique de olho naquela humana que... Derrotou o Sans com um único
golpe!?

Chara - Sim!

Papyrus parecia que ia desmaiar de medo.

Chara - Ahn... Ok olha só! Tá tudo bem ter medo! Mas você só precisa ficar de olho nela! Tenho
quase certeza que tudo vai ficar bem, mas olha! Se algo der errado chama a Undyne!

Papyrus ouviu aquilo em silêncio, ele confiava plenamente em Chara então criou coragem e
melhorou sua postura.

Papyrus - E-Eu não vou falhar senhorita!

Chara - É assim que se fala! Se tudo der certo, vou falar com seu irmão para ver se ele deixa você
entrar na guarda real!

Os olhos de Papyrus brilham, ele pareceu bem mais determinado agora.

Chara - Bom, vou indo nessa! Falou!

Chara imediatamente some, deixando Papyrus sozinho, logo ele tende a seguir Frisk em meio às
árvores e montanhas.

Em pouco tempo, ele a encontrou, sentada em uma pedra, conversando com Flowey, logo ele fica
escondido atrás de uma árvore, ouvindo a conversa.
-Frisk - Você é um covarde...

Flowey - Covarde não! Inteligente, nem ferrando que eu vou ficar com você enquanto você
participa dessas batalhas, caso não lembre, não sou tão forte assim!

Frisk - Hum, tanto faz...

Papyrus - (Ela está conversando amigavelmente com um monstro flor? Talvez ela seja a prova que
eu tenho procurado!)

Flowey - Humana imbecil...

Frisk - Sua mãe...

Flowey - (Bem...Mais ou menos...)

Logo, todos ali escutam um som alto, parecendo o rosnar furioso de uma terrível fera!

Papyrus - (O-Oque é isso!?)

Flowey - Não pode ser...

Frisk -...

Continua.

==============

Capítulo 17 - Sorvete da Esperança.

Todos estavam ouvindo assustados aquele ronco sinistro, mas Flowey já parecia saber do que se
tratava.

Flowey - Esse... É seu estômago, não é?

Frisk não disse nada e apenas concordou com a cabeça.

Flowey - Misericórdia...

Papyrus, que estava observando a distância, pareceu bastante, BASTANTE surpreso.

Papyrus - (Esse som assustador é o estômago da humana roncando!? Ela deve estar faminta!)

Logo, a conversa entre Frisk e Flowey continuou.

Flowey - Eu não sei se ajuda muito, mas costuma ter um vendedor de hopevete por aqui.

Frisk - "Hopevete"?

Flowey - É tipo um picolé normal, só que vem com uma mensagem esperançosa, uma idiotice de
fato.
Frisk - Achei fofo! Vamos procurar esse vendedor!

Ela logo segue em sua missão de achar o tal vendedor de "Hopevete", Papyrus então seguiu a dupla,
ainda na furtividade.

Não demorou muito para eles acharem o dito-cujo, o mesmo era um monstro coelho que parecia
estar limpando sua barraquinha, um pouco distraído.

Frisk - Olá! É você que vende os Hopevete?

Coelho vendedor - Ahn? Ah sim, sou eu que-

Ele levantou o olhar.

Coelho vendedor - Uma humana!? AH! NÃO ME MATE POR FAVOR! EU TENHO FAMÍLIA!

Frisk deu um longo suspiro, e meio sem paciência respondeu.

Frisk - Eu só quero um hopevete cara...

Coelho vendedor - Pode levar tudo! Só não me mate!

Frisk - ...Tudo?

Alguns minutos depois, Frisk estava sentada ao lado do vendedor, terminando de comer o último
dos Hopevete.

Flowey - O que diz esse aí?

Frisk - Que seus sonhos podem virar realidade.

Flowey - A gente já não viu essa?

Frisk - Não tô lembrada...

Enquanto ela comia, o vendedor olhava para aquilo aliviado, mas ainda com um certo medo.

Coelho vendedor - (Ok... Eu posso estar falido, mas pelo menos vou viver! Talvez...)

Flowey - Hum até que andar com você tem suas vantagens, senhorita buraco negro no lugar do
estômago, hehe.

Ele falou de forma meio debochada, mas Frisk não pareceu ligar.

Frisk - Tanto faz...


-=======

Capítulo 18 - Muito ingênuo...

Frisk e Flowey adentraram a mata, em busca do Coelho vendedor.

Flowey - Muito nobre da sua parte querer ajudar esse monstro desconhecido...
Frisk - Porque você gosta tanto de implicar comigo?

Flowey - O que? Tô falando sério, realmente admiro essa decisão.

Frisk - Com esse seu tom parece que você tá me julgando...

Flowey - Eu sou assim mesmo, fazer o que, presta atenção aonde tá indo pra não acabar se
perdendo!

Eles continuam o caminho, seguindo o rasto deixado pelo vendedor, até chegar numa clareira, onde
acharam uma cena, interessante.

O vendedor estava lá, mas protegido por uma parede de ossos, a frente deles, estava Papyrus,
aparentemente conversando com um monstro semelhante a um alce.

Papyrus - Por favor senhor, não precisa ser assim!

Monstro Alce - Exatamente, se você não quer sair da frente acho que terei que matar os dois, Será
mais LV pra mim!

Papyrus - Esse Coelho não fez nada pra você! E mesmo se tivesse, não é certo matar!

Monstro Alce - Diz isso para todos os monstros mortos por humanos, essa é a única maneira de
garantir que outros não morreram!

Papyrus - Matando os de sua própria espécie? Isso não faz sentido! Nós não temos os guardas reais
para nós proteger?

Monstro Alce - E você confia neles? Os caras que guardam o poder para si e causam destruição no
subsolo? É muito ingênuo...

Papyrus - Não é... Bem assim...

O esqueleto baixou a cabeça.

Monstro Alce - De toda forma, perder tempo dialogando é inútil, morra de uma vez!

Os chifres dele logo congelam, ficando maiores e mais pontiagudos, e então, ele avança com tudo
contra Papyrus, que tomou um leve susto, e já estava entrando em postura de ataque.

Porém, entre eles, Frisk aparece, e segura o Alce com extrema facilidade pelos chifres, e com um
giro rápido o arremessa contra uma árvore.

Monstro Alce - O que!? Aquela humana!? Porque!?

Papyrus - Você?

Monstro Alce - Droga, eu que não vou ficar aqui nem por mais um minuto!
-O Alce correu o mais rápido que pode, até sumir de vista, deixando os 3 (ou 4 se contar o Flowey)
ali sozinhos.
Papyrus - Obrigado pelo ajuda mas, não precisava...

Frisk - Eu sei, mas eu queria retribuir os sorvetes desse cara de alguma forma, já que não pude
pagar por eles.

Coelho vendedor - Ahn, se chamam "Hopevete"...

Ele falou meio sem graça.

Frisk - Ah sim! Bom, eu também não curti muito o discurso daquele Alce Zé ruela!

Papyrus - Eu que o diga...

Coelho vendedor - Bom parece que eu te julguei mal humana, muito obrigado! Pra vocês dois!

Frisk e Papyrus se olham, e então sorriem.

Frisk - Não há de que!

Papyrus - Sim, não foi nada! Bom vamos sair do meio do mato.

Os três calmamente se dirigiram de volta a barraca de hopevetes, agora... Sem Hopevetes.

Continua.

==============

Capítulo 19 - Nobreza.

Após deixarem o vendedor para trás, Frisk e Papyrus seguiram o caminho conversando um com o
outro.

Frisk - Então, Papyrus né? Me fala dessa guarda real aí.

Papyrus - Ah, eles são demais! Eles são os monstros mais fortes do subsolo, são verdadeiros heróis!

Frisk - Você parece gostar muito deles.

Papyrus - Quem não gostaria? Meu sonho é fazer parte deles...! Mas... Bem...

Frisk - O que houve?

Papyrus - Bom, meu irmão é um guarda real, você já deve ter visto ele.

Flowey - Por visto, você quer dizer que ele te deu uma surra!

Frisk - Nem me lembre...

Papyrus - Nossa, é a primeira vez que vejo um monstro flor, enfim! O fato é que, ele não me deixa
entrar na guarda real, por ser muito perigoso e tal...

Frisk - Bom, se vocês enfrentam humanos com Soul Break, então deve ser sim muito perigoso.
Papyrus - Eu estou ciente dos riscos! Mesmo assim eu quero ajudar, fazer a diferença! Você viu o
que aconteceu hoje, se eu fosse guarda real, seria levado mais a sério!

Frisk - Você tá com o coração no lugar certo, com certeza vai conseguir fazer a diferença sim!

Papyrus - Mas eu não tenho coração, sou um esqueleto.

Flowey - Ela quis dizer que seus motivos nobres são o suficiente, bobão!

Papyrus - Oh, você acha? Wowie! Você é muito gentil humana, você também flor!

Papyrus sorriu enquanto Flowey suspirou.

Frisk - Bom, ainda falta muito para a gente chegar na cidade?

Papyrus - Ainda falta um pouco, ahn... Bem, humana?

Frisk - Sim?

Papyrus - Já que estamos nessa área, e você é bem forte e tal, você poderia me ajudar com alguns
projetos pessoais meus?

Frisk - Claro.

Papyrus - Se você não quiser tudo bem, apenas que...Espera, que?!

Frisk - Eu te ajudo cara!

Papyrus - Sério? Você nem sabe o que eu vou pedir!

Frisk - Tudo bem, eu quero ajudar, afinal você parece um cara legal!

Papyrus, pareceu bastante orgulhoso e confiante quando ouviu ela o chamar de "cara legal."
-Papyrus - Não diga mais nada humana! Pois o grande Papyrus vai te mostrar do que ele é capaz!
Nyehehehehe!

Flowey - Ele tá bem?

Flowey - Acho que ele enlouqueceu...

Assim, Papyrus começou a puxar Frisk pelo braço, em meio as montanhas.

Continua.

==============

Capítulo 20 - Mais armadilhas!

Papyrus havia levado Frisk junto com Flowey até uma nova área aberta, ali entre as montanhas,
onde tinha algumas coisas cobertas por panos.
Frisk - O que é isso tudo?

Papyrus - Bem, como meu irmão não quer deixar eu entrar na guarda real, eu pensei em tentar
ajudar de outras formas, daí eu lembrei da antiga tradição de nossa povo em fazer armadilhas e
quebra cabeças!

Frisk - Isso é uma tradição?

Flowey - Ficaria surpresa...

Papyrus - Sim, muito surpresa! Bom, eu pedi ajuda para minha amiga, doutora Alphys, e ela fez
esses aparatos tecnológicos incríveis para eu poder fazer minhas próprias armadilhas e quebra
cabeças!

Ele tirou os panos revelando os tais aparelhos, dos quais Frisk não sabia o que faziam, porém tinha
uma ideia.

Frisk - Ah, então isso aí é para matar humanos?

Papyrus - Ahn bem, na verdade meu objetivo é atrasar os humanos, e com isso dar tempo dos
guardas reais chegarem, e neutralizarem a ameaça sem precisar lutar! São completamente não
letais!

Frisk - E você por acaso quer testar essas coisas em mim?

Papyrus - B-Bom, era essa minha ideia, mas de novo! Se você não quiser tudo bem...

Frisk - Relaxa, eu disse que ia te ajudar não disse? Então vamos começar!

Flowey - Ok, deixa eu só ficar bem longe de você...

Flowey se afastou dela.

Frisk -...

Papyrus - Bom... Vamos começar! O primeiro brinquedo que tenho são esse lançadores de lanças
mágicas, baseadas na magia da líder da guarda real! A grande Undyne!

Ele pega aquela arma esquisita e instala no chão, então a aponta para Frisk.

Papyrus - Se tudo der certo, essa belezinha vai atirar uma lança mágica indolor, que aos poucos vai
sugar a magia do alvo, até ele cair no sono feito um neném!

Frisk - Hum, realmente parece algo inofensivo.

Papyrus - Não disse? Pode confiar em mim! Agora é só apertar esse botão aqui que eu posso fazer
um disparo de teste.

Ele aperto o botão, fazendo uma pequena lança ser disparada direto no ombro de Frisk.
-Frisk - Ai! Achei que não ia doer! Parece uma picada de abelha!
Papyrus - Oh perdão! Eu acho que vou ter que pedir para a doutora diminuir a potência, bom, está
se sentindo mais cansada?

Frisk - Na verdade não, só um leve desconforto... Era pra essa coisa brilhar assim?

Papyrus - Como é?

Frisk aponta para a lança em seu ombro, que aos poucos começou a brilhar intensamente, até
explodir violentamente!

Papyrus - Humana!

Frisk - Eu tô bem... Essa roupa a prova de explosões é demais... Haha...

Ela disse com um sorriso meio sem graça, com a cara suja de cinzas e os cabelo arrepiado.

Papyrus - Bem, acho que essa arma não é muito segura, vejamos o que mais tenho aqui... oh! Que
tal essa arma com gás sonífero? Uma respirada nesse gás, e você vai dormir que nem um neném!

Frisk - Você já não disse isso?

Papyrus - De fato, agora durma humana!

Ele então, dispara o tal gás sonífero em cima de Frisk.

Frisk - Nossa, esse cheiro é pior que banheiro público de escola, tem certeza que não era pra ser gás
vene-

Ela percebe que tudo em volta dela derreteu.

Frisk - Noso!?

Papyrus - Caramba! Você está bem!?

Frisk - Sim, mas acho que eu queimei meus cílios, que tal tentar alguma coisa que não seja
literalmente uma arma?

Papyrus - B-Boa ideia, bem, essa bolinha aqui fica escondida no chão e quando você pisa nela,
boom! Uma rede mágica aparece e te prende e-

Frisk - Te faz dormir que nem um neném?

Papyrus - Não? Porque ela faria isso?

Frisk - Não sei? Mas quando você disse "boom", achei por um momento que isso explodia também,
bom passa pra cá!

Ela pega a bolinha e põe no chão, então pisa em cima dela, e... Ela explode.

Frisk - E não é que explodiu mesmo...

Continua.
==============

Capítulo 21 - Vamos até a cidade!

Após algumas horas de teste, atrás de teste, Frisk e Papyrus se sentaram porque finalmente haviam
acabado as armas e armadilhas, Papyrus parecia um pouco frustrado.

Papyrus - Bem, parece que toda essa tralha ou explode ou é uma armadilhas mortal, justamente o
que eu não queria...

Frisk - Pelo menos essas palavras cruzadas aqui parecem inofensivas... Eeeee terminei!

As palavras cruzadas explodem na cara de Frisk.

Frisk - Oh...

Papyrus suspira.

Papyrus - Pior que eu perdi o labirinto invisível... Tenho certeza que ele seria show! Mas parece que
vou ter que fazer meus próprios quebra cabeças da próxima...

Frisk - É como alguém disse uma vez, melhor pra fora do que pra dentro!

Papyrus - Um ditado humano? O que isso significa?

Frisk - Sei lá, mas deve ser algo como "não desista" ou algo assim.

Papyrus - Oh, obrigado pelo incentivo!

Ele olha seu relógio de pulso.

Papyrus - Caramba já é tão tarde?! Tenho que ir pra casa, se não o Sans vai ficar preocupado!

O estômago de Frisk ronca.

Flowey - Você já tá com fome de novo!?

Frisk - Hehe...

Papyrus - Oh, que tal ir até minha casa provar do meu famoso espaguete?

Frisk - Parece uma boa ideia!

Papyrus - Ótimo venha comigo!

Frisk logo seguiu Papyrus pelas árvores e montanhas novamente, em poucos horas eles
conseguiram chegar na entrada de Snowdin, foi quando Flowey chamou a atenção do esqueleto.

Flowey - Ei, cabeça de osso! Você não acha que uma humana simplesmente aparecer do nada na
cidade vai causar problemas?
Papyrus - Bem pensado senhorita flor! Por sorte eu tenho uma solução...

Flowey - Senhorita...?

Papyrus tira uma roupa de gato do absoluto nada.

Papyrus - Por sorte, eu sempre ando com uma fantasia de gato tamanho adolescente para
emergências!

Frisk - Wow!

Frisk rapidamente colocou seu disfarce.

Papyrus - Hum... Falta alguma coisa...

Com uma caneta, ele desenha no rosto de Frisk, para deixar ela mais parecida com um gato.

Papyrus - Perfeito!
-Frisk - Como eu estou?

Flowey - Ridícula

Frisk - Então tá perfeito!

Flowey - Isso não vai dar certo...

Papyrus - Seja otimista flor! Vem, vamos até minha casa!

Eles logo seguem cidade adentro. Papyrus era constantemente cumprimentado, parece que os
monstros dali o conheciam é gostavam dele, já Frisk era olhada com olhares confusos, mas nada
além disso.

Até que ambos passam em frente a uma loja de doces, ali na frente dela tinha uma garota monstro
meio aranha, limpando o vidro da loja com seus vários braços.

Papyrus - Boa noite, senhorita Muffet!

Muffet - Papyrus! Olá!

Ela para de limpar e vai cumprimentar o esqueleto.

Muffet - Onde esteve o dia todo? Eu queria que você provasse meu novo doce seu bobo!

Papyrus - Ah desculpe, eu estava saindo com minha nova amiga aqui.

Muffet olha para Frisk.

Muffet - Fala dessa humana?

Frisk - Não sou uma humana, sou um gato! Quer dizer...MIAU!

Muffet - ...hehe...hehehehahahahahahaha!
Papyrus - He... Hehehe...

Frisk - Hehe... Qual é a graça?

Muffet - Ai ai, um humano ser tão bobo a ponto de achar que isso daria certo é Hilário, não tem
como ter medo de você!

Frisk - Claro, afinal eu sou muito fofa.

Muffet - É amiga do Papyrus ainda por cima! Vou dar um voto de confiança!

Muffet entrega um doce pra ela.

Frisk - O que é isso?

Muffet - Meu mais novo doce, por conta da casa, prova aí e me diz o que achou!

Frisk - Ok?

Ela tira o doce da embalagem e come, seus olhos brilhariam de satisfação, isso se não estivessem
sempre fechados.

Frisk - Que gostoso!

Muffet - Você acha!? Incrível! Se até um humano de fora reconhece meu talento, com certeza o
Grillby não terá nenhuma chance!

Ela de repente pareceu mais agressiva.

Papyrus - Bem, ahn.. Obrigado pelo doce hehe, já estamos indo!

Muffet - MWAHAHAHA!!!

Papyrus foi puxando Frisk para longe, a garota humana não entendeu nada.

Continua.

==============

Capítulo 22 - Essa é minha casa.

Finalmente, o grupinho tinha chegado na casa de Papyrus, o lugar era bastante arrumado e
acolhedor.

Papyrus - Bem vindo a minha casa! Vocês podem ficar a vontade.

Frisk - Por ficar a vontade, significa que posso tirar essa fantasia? Meu bumbum tá pinicando...

Papyrus - Oh, imagino que isso seja algo ruim! Bom ninguém vai entrar aqui então pode tirar sim.

Frisk - Obrigada...
Frisk começa a tirar a fantasia de gato, porém eles escutam o som de uma porta abrir, e então ouvem
a voz de alguém.

Sans - Papyrus? Você já chegou? Onde você estava ein?

Sans se apoia no corrimão da escada, e logo vê Frisk, que rapidamente coloca a roupa de gato de
volta, toda torta.

Sans -...Tá convidando pessoas para vir aqui agora?

Papyrus - Ahn, é uma longa história! Veja bem...

Sans - Hehe... Relaxa irmãozinho...

Sans desce as escadas.

Sans - É bom você fazer novas amizades, principalmente se for uma gatinha fofa como ela.

Ele pisca.

Frisk - Hehehe...

Sans - Bom, vou lá no Grillby's, divirtam-se ok?

Ele chega perto de Frisk, e sussurra para ela.

Sans - Se você machucar meu irmão, eu vou te desmembrar que nem tartaruga de chocolate...

Sans - É isso aí! Falou pra vocês!

Ele sai, deixando o clima do lugar bem esquisito.

Papyrus - Bom... Quer ir pro meu quarto?

Frisk - Boa ideia...

Ambos vão para o quarto de Papyrus, o lugar também era bem organizado, tinha uma cama com
lençóis com estampa de castelo, cartazes da guarda real nas paredes, um computar, e do lado do
guarda roupa, tinha um manequim com uma roupa meio de cavaleiro nele, o que foi a primeira
coisa que Frisk reparou.

Frisk - Essa roupinha é sua?

Papyrus - Oh, isso? É só um traje de batalha para quando eu for membro da guarda real! Eu mesmo
fiz!

Frisk - Wow, ficou bem estilosa.

Papyrus - Você acha? Muito obrigado! Eu não mostrei pra ninguém ainda, tô com um pouco de
vergonha...
-Frisk - Bom, como eu não sou ninguém, você pode me mostrar! Considere isso um teste para
quando você for usar ela de verdade.

Papyrus - Que isso, eu te considero bastante humana, hehe... Bom, se não tiver problema mesmo...

Frisk - Anda logo rapaz!

Papyrus - Está bem!

Ele em um piscar de olhos coloca a armadura.

Papyrus - Então... Como eu estou?

Flowey - Vou te falar, parece um cavaleiro mesmo...

Frisk - Isso aí! Faz uma pose heroica!

Papyrus coloca as mãos na cintura heroicamente.

Papyrus - Hehe, eu o grande Papyrus, irei acabar com o mau!

Flowey - ESSA frase foi meio brega...

Frisk - Não liga pra ele, você tá ótimo!

Frisk bate palmas, mas logo seu estômago ronca novamente.

Frisk - Caramba, eu tinha esquecido que tinha vindo aqui comer, como é que pode?

Papyrus - Verdade! Eu ia te mostrar meu famoso espaguete! Espere aqui!

Papyrus corre para a cozinha, enquanto isso Flowey encarava Frisk.

Frisk - O que foi?

Flowey - Você não tá se acomodando demais não? Pensei que você queria ir embora para a
segurança de todos, ou será que me enganei sobre você?

Frisk - Nossa, quer mesmo se livrear de mim ein? Eu não esqueci meu objetivo, mas eu queria
aproveitar um pouco a jornada, afinal tenho todo o tempo do mundo, e o Papyrus é um cara legal!

Flowey - Como pode ter certeza disso? Uma ameaça pode surgir a qualquer momento.

Frisk - Bom eu-

Papyrus - Hey, humana!

Papyrus volta com um prato de espaguete.

Papyrus - Parece que eu tinha um pouco de espaguete guardado, sorte sua!... Hey, do que você e a
flor estavam falando?
Frisk - Ah, nada demais! Bom, passa pra cá!

Ela em poucos instantes, devora o espaguete.

Papyrus - E então? O que achou?

Frisk - Bom, ao julgar pelo gosto, eu diria que...

Ela instantaneamente desmaia.

Papyrus - HUMANA!?

Continua.

=======

Capítulo 23 - Ela voltou...

Papyrus havia colocado Frisk na sua cama, após ela desmaiar com seu espaguete.

Papyrus - Caramba, será que ela morreu?

Flowey - Nah, deve estar viva! Depois de tudo que vi essa garota aguentar, eu duvido que ela
morrerá para um simples espaguete.

Papyrus - Você acha mesmo?

Flowey - Claro! Se bem que você conseguir nocautear ela com isso é uma grande conquista, devia
se orgulhar hehe!

A flor riu de um jeito sacana, mas antes que Papyrus pensasse em uma resposta, ele escuta um
grande "TUM!" do lado de fora, e logo comessa a ouvir vozes desesperadas.

Papyrus - O que?

Ele olha pela janela de sua casa, e vê Sans, caído em frente a ela.

Papyrus - Sans!

Ele correu até o lado de fora, sem pensar duas vezes.

Flowey - Eu, ahn...vou ficar aqui! Cuidando... Da Frisk... É vou fazer isso...

Chegando do lado de fora, era possível ver todas as casas da cidade levantando escudos mágicos
para se protegerem, antes de Papyrus chegar a seu irmão, ele apertou um botão em um controle, e o
mesmo acontece com sua casa. Agora, ele estava ajudando Sans a se levantar.

Papyrus - Sans! O que ouve!?

Sans - Paps?...O que você... Que roupa é essa?

Papyrus - Não é hora pra isso irmão! Me diz o que-


???? - Ahahahahaha!

Ele logo é interrompido por uma risada feminina, ao olhar na direção dela, ele vê uma garota
humana com roupas pretas meio queimadas.

Lume - Haha... Eu não sei porque eu tô rindo...

**Mais cedo naquele dia...**

...

Nós estamos devolta nas ruínas, onde o pequeno Whinsun, batia desesperado na porta de Toriel.

Whinsun - Toriel! Toriel! TORIEL!

Ela abre a porta, parecia cansada.

Toriel - Whinsun...? O que você quer?

Whinsun - E-Eu vi! Outra humana! Ela está vindo para cá! Os outros já se esconderam mas... E-Eu
tinha que!

Ele parecia desesperado, então Toriel o interrompeu.

Toriel - Calma, Whinsun, eu já entendi... Urg...

Whinsun - V-Você está bem?!

Ela suspirou.
-=======

Capítulo 24 - Platinumlovania, fase 2.

A explosão, resultada do choque do ataque de Sans e Lume, levantou uma grande nuvem de poeira
que dificultou a visão de ambos. Sans já havia ativado seus "poderes especiais" que havia usado
contra Frisk, e agora estava atento esperando um ataque.

Sans -...Você, já morreu?

Logo quando ele fala isso, do meio da névoa saiu um clone de Lume, esse não parecia ter nada de
especial comparado ao que ele viu agora pouco, ele apenas foi pra cima tentando acerto o esqueleto
com um soco.

Lume Clone 1 - Yah! Golpe de karateAAAH!!!

Sans usou uma mão esquelética grande, para repelir o ataque do clone com um tapa, o fazendo sair
voando e se desfazer ao bater em uma árvore.

Sans - (Poder de fazer clones mágicos? Bom, eles não parece tão fortes...)
Ele então escuta gritos atrás de si, dando uma olhada de relance ele vê mais dois clones se jogarem
em cima dele.

Lume clone 2 - Yaha!

Lume clone 3 - Bleeeh!

Sans - (Esses bichos são bem estranhos...)

Usando seu Blaster, ele dispara uma rajada mágica, que fez algumas curvas para conseguir destruir
completamente os dois clones ainda no ar.

Lume clone 2 - Não é justo-

Lume clone 3 - Pão de batataaaa-

Sans - Hum, ok? Iai humana, vai ficar só no ataque surpresa? Já vi humanos menos covardes.

Lume - Nossa, que bom pra eles! Mas eu já tive uma experiência ruim com alguém do seu povo,
não irei me descuidar de novo... Mas eu posso deixar as coisas mais interessantes para você!

Após ouvir a voz da garota em meio às árvores, Sans sente um corte em suas costas, mas ao se virar
ele só vê um vulto púrpura indo atrás das árvores, e sem alternativa ele tenta disparar contra ele.

Porém, ao disparar com o Blaster, ele sente novamente um corte, dessa vez em sua perna, o que o
fez perder o equilíbrio e cair de joelhos.

Sans - Urg... Droga...

Lume - Uhuhuhu, o que foi? Nunca te falaram que não da pra atacar o que não consegue ver?
-=======

Capítulo 25 - Ossos e clones.

Papyrus estava ajudando Sans a se levantar, enquanto Lume calmamente se aproximava deles, mas
Sans estava muito debilitado, após tomar seu próprio ataque.

Sans - Papyrus... volte pra casa agora... Eu me viro!

Papyrus - Nem pensar! Você mau se aguenta em pé!

Sans - Papyrus... É uma ordem... Vai!

Lume - É melhor ouvir ele carinha, eu posso até te poupar, ou melhor! Eu posso poupar os dois se
me responderem uma coisinha!

Os dois ficam em silêncio, olhando para ela.

Lume - Vão me ouvir? Ótimo! Então, é coisa simples, só me digam se viram outra humana por
aqui! Ela é um pouco menor que eu, é loira, usava uma roupa meio listrada, é loira, provavelmente
estava atrás de comida, eu já disse que ela é loira?
Papyrus pensou por um momento, era óbvio que ela falava de Frisk, mas não parecia ter boas
intenções.

Papyrus - Posso... Saber o que quer com ela?

Lume - Então você a viu? Bom, bom! Onde ela está?

Papyrus - Responda a pergunta!

Lume - Urg tudo bem! Eu sou irmã dela, estou com muuuita saudade da minha irmãzinha e vim
leva-la para casa!

Ela claramente estava fazendo teatro.

Sans - Eu não botei fé nisso não...

Lume - Ah, tanto faz! Como se dois aleatórios fossem entender! Digam onde ela está se não
quiserem virar pó de osso!

Ela já elevou sua aura mágica, então Papyrus se coloca entre ela e Sans, entrando em posição de
combate.

Papyrus - Eu não direi nada, e não deixarei você tocar no meu irmão!

Sans - Papyrus, não...!

Papyrus - Não se preocupe irmão, eu vou proteger você e todo mundo! Afinal, não é isso que
guardas reais fazem?

Sans conseguiu ver a determinação no olhar de seu irmão, algo que ele não esperava.

Sans - (Você... Sempre foi determinado assim? Até ontem, você era um garoto ingênuo e
inseguro... )

Sans, com muito esforço, se levantou, tirando seu cinto e seu casaco, o cinto foi entregue a Papyrus.

Sans - Se vai mesmo fazer isso, vai precisar disso...

Papyrus - Seu "Orbe platina", tem certeza?


-Sans - Só assim terá alguma chance, eu acredito que você aguentará esse poder... (Assim espero...)

Lume - Ok, perdi a paciência!

Lume então pulou em cima deles, Papyrus enrolou aquele cinto em volta de seu peito, e o orbe
prateado preso nele começou a brilhar, marcas também prateadas surgem no rosto de Papyrus, tudo
isso em pouquíssimo tempo.

Quando Lume iria acertar o golpe de suas machadinhas, algo semelhante ah uma "caixa torácica"
surge em volta dos irmãos esqueleto, os protegendo, fazendo o golpe dela ricochetear e o impacto
voltar contra ela, o que a arremessou alguns metros.

Lume - O que- Arg!


Sans - Haha, parece que alguém aqui está prestes a ter um tempo ruim!

Papyrus - Ei! Eu gostei dessa frase de efeito!

Então, Papyrus fez um movimento de pisão com seu pé, e em cima de Lume, que estava caída,
surgiu um tipo de perna esquelética de dragão, que pisou na mesma, tão forte, que fez o lugar
tremer.

Sans - Parece que você já pegou o jeito da coisa.

Papyrus - Eu passei muito tempo observando você, sei o que fazer!

Sans - Bom, só tome cuidado pra não usar poder demais, vai acabar se machucando visto que seu
corpo não tá-

Lume - Ei! Eu ainda não morri!

Eles percebem que Lume invocou o clone bárbaro do Machado, e o mesmo estava segurado o pé
esquelético, enquanto a mesma saía debaixo dele.

Papyrus - Mas o que?

Sans - Ah, verdade, ela tem o poder de criar cópias, ou versões dela mesma, algumas são baseadas
em classes de rpg eu acho...

Papyrus - Sério? Droga, sou péssimo em rpg!

Sans - Relaxa, você só precisa saber que-

Sans cochicha algo para Papyrus, Lume vê aquilo e fica mais irritada ainda.

Lume - Ora, vocês tão zombando de mim é!?

Ele logo invocou o clone rápido dos dois facões, assim que ele surgiu o bárbaro sumiu, ele avançou
em alta velocidade contra os dois esqueletos, já que eles estavam "distraídos", e não estavam mais
protegidos pela caixa torácica.

Sans - Entendeu?

Papyrus - Sim! Mas tome cuidado...

Sans - Você também...


-Logo Papyrus se virou e começou a avançar até a Lume original, ao lado dele surgiu seu próprio
Blaster, que ele usou para afastar o clone rápido com seus tiros teleguiados de energia, mas os
mesmos não eram tão fortes, visto que Papyrus estava economizando energia para algo.

Lume - Hehe, isso é tudo que tem? Acho que seu irmão errou ao te dar aquele treco brilhante! haha!

Sans - Eu não o subestimaria se fosse você...


Sans havia surgido logo atrás dela, disparando uma rajada de energia de seu Blaster mais simples
contra ela, que mau teve tempo de se defender com a versão cavaleira de si, que já defendeu e
rebateu o golpe, igual feito anteriormente.

Mas dessa vez, Sans estava esperto, sumindo a reaparecendo logo ao lado dela.

Lume - o que!? Você ainda pode lutar?

Sans - Aquele negócio já estava gastando muito meu corpo, mas eu ainda tenho minhas habilidades
naturais e tal, embora eu esteja com uma dor nos ossos ferrada, hehe.

Ela logo atacou Sans com suas machadinhas, que novamente sumiu e reapareceu atrás dela.

Lume - Aaaah! Para de fugir e lute seu covarde!

Sans - Eu considero agir de forma estratégica parte da luta, e depois não quero ser atingido por você
ser desmontado que nem lego...

Ele sorriu, de forma confiante.

Sans - Mas tudo bem, quem vai te derrotar é ele, não eu.

Lume - Ele?

Sem conseguir reagir, ela foi atingida por uma voadora de dois pés de Papyrus, que foi reforçada
pelas pés esqueléticos gigantes, o que a fez ser arremessada contra uma árvore.

Papyrus - (O Sans estava certo, eu consigo!)

Nesse momento, ele lembra do que ele e Sans cochicharam.

"Sans - ...E esse são os poderes que eu vi ela usar, porém eu acho que ela só pode usar um clone
especial por vez, sempre que ela mudava de clone o outro sumia, vamos usar isso como vantagem"

"Papyrus - Mas se nem você com todo seu poder conseguiu ferir ela, como eu conseguiria? Você
mesmo disse que eu não posso usar tanto poder se não..."
-"Sans - Calma irmão, o segredo está em acumular o seu poder aos poucos, assim você não vai se
machucar com ele, eu vou tentar distrair ela pra você o máximo que eu puder"

"Papyrus - V-Você não precisa..."

"Sans - Olha, desculpe não ter te apoiado antes, eu queria te proteger, mas nesse momento nós dois
somos os únicos que podem proteger todos aqui, então acredite em si mesmo, porque eu acredito
em você! Entendeu?"

Papyrus - (Entendi, perfeitamente irmão!)

Lume mau tinha atingido a árvore que Papyrus já invocou o chicote de osso, e o enrolou em volta
dela com árvore junto, logo ele arremessou os dois com força para fora da cidade.

A inimiga acabou caindo em meio a um grande lago congelado, que ficava perto da cidade mas fora
dela, ela já se levantou avistando os irmãos esqueletos ao longo, encarando ela.
Lume - Grrr...

Sans - É Paps, agora o negócio vai ser doido!

Continua.

==============

Capítulo 26 - Devo seguir em frente...

Após algumas horas desmaiada, Frisk finalmente acorda, ela estava deitada na cama de Papyrus no
quarto do mesmo, e ao seu lado estava Flowey.

Flowey - Até que enfim você acordou! Achei que tinha morrido, ou sei lá, o que teria sido bem
engraçado hehe.

Frisk - Urg... Eu mau acordo e você já tá sendo babaca...?

Ela levanta e se alonga.

Flowey - Vai dizer que não é? "Frisk a humana! Causa da morte? Comeu um espaguete"
hahahahaha!

Frisk - Tá bom, tá bom, confesso que não estava muito bom...

Ela olha em volta...

Frisk - Cadê o Papyrus?

Flowey - Acho que ele tá ali na sala, aconteceu umas coisas enquanto você estava desacordada...

Eles logo saíram do quarto e foram até a sala, onde Frisk encontrou uma cena meio inesperada,
Sans estava deitado no sofá desacordado, do lado dele estava Papyrus e... Toriel?

Papyrus - Você já fez o suficiente! Descanse um pouco também senhora!

Toriel - Não se preocupe comigo, isso é o mínimo que eu posso fazer...

Frisk - O que tá rolando?

Papyrus - Frisk!

Ele logo vai ver como ela está.

Papyrus - Você está bem? Você desmaiou do nada!

Flowey - Do nada não! O motivo foi bem óbvio!

Frisk - Ahn eu tô bem, não precisa se preocupar...

Ela olha de relance para Toriel, que estava ocupada com Sans.
Frisk - O que houve com seu irmão?

Papyrus - Bem... É uma longa história...

Ela logo se sentou para ouvir.

Papyrus - Hehe, bem, tudo começou depois que você apagou...

Papyrus então conta para Frisk, sobre a batalha que ele e Sans tiveram contra Lume, e
principalmente, como tal batalha terminou.

...

O campo de batalha era um lago congelado, e ambos os irmãos estavam cercadas por vários clones
da inimiga ao mesmo.

Enquanto Sans abusava de seu teleporte, acertando ossos em locais certeiros para destruir os clones,
Papyrus usava chutes em área com as pernas mágicas esqueléticas, para acabar com o máximo de
clones possíveis.
-Porém, eles não conseguiam ver a Lume original em meio aquele caos, e os dois já estavam
ficando exaustos, logo eles se juntaram novamente.

Papyrus - Eu não sei por quanto tempo irei aguentar irmão...

Sans - Nós precisamos achar a garota, e acabar com ela em um único golpe...

Papyrus - Mas, como faremos isso?

Lume clone 357 - Do que vocês estão falando?

Completamente sem paciência, Sans enfiou um osso no olho daquele clone.

Lume clone 357 - Ai! Grosso!

Sans - Papyrus! Asas!

Papyrus - Asas? Oh! Sim!

Então as Asas esqueléticas surgem nas costas de Papyrus, e logo ele voa acima dos clones, com
Sans segurando em seu pé.

Lume clone aleatória - Ei! Isso é trapaça!

Os clones começam a discutir entre si irritados.

Papyrus - Essas garotas não batem bem, né irmão?

Sans não respondeu, ele estava de olho no campo de batalha para ver se encontrava a Lume
original, porém...

Sans - Papyrus desvia!


Uma rajada mágica acabou por passar pelos dois de raspão, Sans olhou na exata direção que a
rajada veio, e viu Lume com seu "clone mago" do lado dela.

Ela logo dispara contra eles novamente, mas eles estavam espertos agora, então puderam desviar
sem maiores problemas.

Papyrus - Achamos ela! E agora?

Sans - Se concentre no que eu falei sobre juntar energia, você tem que acabar com ela em um único
ataque ou estamos ferrados, vou tentar ganhar tempo para você!

Papyrus - O que? Sans espera!

Logo Sans se solta de Papyrus, e em pleno ar lançou vários ossos direto na cabeça dos clones em
volta, mas o foco de Lume ainda parecia estar em Papyrus.

Ao chegar no chão, ele cria uma parede de ossos para separar ela de seu exército de clones, e já
dispara com seu Blaster contra ela, que de última hora mudou seu foco para ele, fazendo o "clone
mago" disparar contra ele e então as rajadas se colidem exatamente como antes.
-O poder da rajada de Lume era maior que a de Sans, e ele sabia disso, logo antes da mesmo
sobrepujar a sua, ele teleporta para o lado de Lume, jogando neve em seus olhos em movimento
rápido.

Lume - Ah!? Seu filho da-

Sem dar tempo dela xingar (porque essa história é de família), Sans da uma rasteira na boca suja, e
então cerca o corpo dela com ossos, para tentar prender ela ali de alguma forma.

Sem conseguir se levantar e com a visão debilitada, a humana em um ato de desespero começa a
disparar projéteis mágicos para toda lado com seu clone mago, porém ela não sabia se estava
acertando alguém ou não.

Após alguns minutos sua visão retorna, ela consegue quebrar os ossos com sua força elevada pelo
Soul Break, porém ela sentia que estava chegando em seu limite.

Lume - Droga... Quem esses caras pensam que são...?

Ela logo escuta um assobio vindo de trás dela, ela então olha rapidamente e vê Sans e Papyrus
juntos, com um enorme Blaster atrás deles, esse que tinha uma grande aura laranja.

Sans - Respondendo sua pergunta...

Sans pega na mão de Papyrus, e as marcas prateadas voltam a aparecer em seu rosto, coisa que
apenas Papyrus tinha até então, o Blaster atrás deles passa a ter uma aura azul e laranja misturado.

Sans - Nós... Somos guardas reais!

Uma rajada de duas cores gigantesca foi disparada contra a humana, que até tentou usar seu clone
bárbaro para tomar o ataque por ela, mas a mesma estava cansada demais após usar muito seu Soul
Break.
Por um momento, ela teve uma visão, onde a mesma era apenas uma criança e estava jogando um
tipo de joga com outra criança loira, porém essa visão é engolida por um clarão branco. Uma
enorme explosão aconteceu, descongelando completamente aquele lago, não tinha mais nenhum
sinal de Lume...

Papyrus - Nós conseguimos...?

Sans - Acho que sim...

Papyrus - Maravilha...
-Então as marcas prateadas somem do rosto de ambos, Papyrus imediatamente se sente muito
cansado, e acaba por deitar no chão.

Papyrus - Caramba! Isso foi tão legal... Mas também foi tão assustador!

Sans - Pois é...

Papyrus olha para seu irmão, que estaca em pé de costas para ele, imaginava que o mesmo estava
tão cansado quanto ele, queria dizer algo mais estava meio envergonhado, mas logo começa a falar.

Papyrus - Você, falou sério sobre eu ser um guarda real...?

Sans suspirou.

Sans - ...Desculpa, Papyrus... Se eu te desencorajei a seguir seus sonhos... Eu só queria te proteger


dessa guerra que vivemos... Mas você sempre foi tão dedicado que fiquei meio sem graça em
conversar com você a respeito...

Ele olha para Papyrus.

Sans - Aliás... Essa roupa ficou bem legal...

Papyrus - Roupa...?

Ele mau conseguiu raciocinar as palavras de Sans e o fato de esse tempo todo ele estar usando sua
"roupa especial", pois após essa última frase, Sans acabou caindo no chão desacordado.

Papyrus - Sans!

...

Com isso, retornamos ao presente, onde Papyrus terminava de contar essa "história" para Frisk.

Papyrus -...Bem, depois disso eu trouxe o Sans de volta pra cidade, e acabamos esbarrando na dona
Toriel ali, aparentemente o Sans salvou ela daquela humana, e estamos aqui descansando desde
então.

Frisk pareceu em choque por um momento, engolindo em seco.

Frisk - O Sans... Ele tá bem?


Papyrus - Ah ele vai ficar bem sim! Ele tava meio machucado e muito cansado, mas a Toriel já está
cuidando dele, não precisa se preocupar!

Frisk - A entendi... Eu... Já estou indo...

Frisk começa a se retirar junto a Flowey.

Papyrus - Espera aí, onde você vai?

Frisk não responde, apenas sai da casa.

Toriel - Deixa ela ir...

Toriel se levanta e chega perto de Papyrus.

Papyrus - Ela simplesmente vai embora assim? Eu queria ajudá-la de alguma forma.
-Toriel - Acredito que ela não precise da sua ajuda, ou não queira, sei lá... Provavelmente ela está se
culpando pelo que aconteceu a você e seu irmão e quer se afastar, ela fez a mesma coisa comigo...

Papyrus - Mas, não é culpa dela!

Toriel - Eu sei, talvez não seja, mas me parece que aquela garota tem uma cabeça complicada, e não
sei o que eu poderia dizer para ajudar, faz tempo que eu não preciso "agir como mãe" sabe?

Papyrus - Hum... Quer saber? Acho que sei do que ela precisa!

Papyrus então sai correndo para fora da casa... Só para voltar e pegar algo em uma gaveta.

Papyrus - Quase que eu esqueço disso hehe...

Agora sim, Papyrus corre para fora da casa e vai atrás de Frisk, essa que se encontrava encarando
uma enorme pilha de pedras que bloqueava uma passagem.

Frisk - Ahn... Será que eu...

Ela olha para as próprias mãos.

Flowey - Nem pense nisso! Esse caminho aqui tá todo bloqueado, mesmo com sua força demoraria
meses para chegar até o outro lado disso, é melhor pegar o barco naquele rio ali.

Ela olá na direção indicada por Flowey e vê uma pessoa encapuzada em um barco.

Barqueiro(a) - Tra-lala! Adoro ficar parado sem fazer nada esperando pessoas subirem no barco!
Tra-lala!

Frisk - Ok...

Ela foi se aproximando dele, quando ouviu alguém a chamar.

Papyrus - Frisk, espera!

Frisk - Papyrus?
O mesmo tropeça é cai na frente dela.

Frisk - Ei! Você tá bem!?

Ele rapidamente se levanta.

Papyrus - Estou ótimo! Quer dizer, não devia estar correndo assim depois da batalha mas, aaaah
isso não importa agora! eu tenho que te falar uma coisa!

Frisk - Papyrus... Eu...

Papyrus - Não não não, me escuta! Olha... Eu não sei o que você viveu nem o que passa pela sua
cabeça, mas eu realmente gostei do tempo que passamos juntos! Você é a prova viva de que existem
humanos bons lá em cima e... Eu gostaria de ter você como amiga!

Frisk - Eu... Fico lisonjeada mas... Se eu ficar perto de você eu...

Papyrus - Não diga mais nada! Já resolvi esse problema!


-Ele tirou de seu bolso um celular tijolão!

Papyrus - Se proximidade te preocupa tanto, com isso, poderemos manter contato a uma distância
segura!

Ela olhou aquilo parecendo impressionada.

Papyrus - Seja lá o que esteja passando, não precisa passar sozinha, eu tô aqui por você, como seu
amigo!

Frisk - Eu... Nem sei o que dizer...

Barqueiro(a) - Tra-lala! Só aceita logo menina!

Frisk logo aceitou o celular, e deu um abraço forte em Papyrus.

Frisk - Obrigada, Papyrus...

Papyrus - Oh! Hehe... De nada! Nossa, que abraço forte.

Logo ela subiu no barco, e finalmente seguiu seu caminho, sendo Papyrus, seu amigo, a última
coisa que viu da cidade de Snowdin, pelo menos por enquanto.

Ela estava sorrindo com o seu novo celular em mãos, olhando para ele.

Frisk - Nossa... Eu não sei como esse negócio funciona...

Flowey -...Jura?

**SOUL BREAK TALE! - Snowdin (fim)**

==============
**SOUL BREAK TALE! - Mar de Flores (Início)**

Capítulo 27 - Flores por toda parte!

Flowey -...E então você coloca ele no ouvido, entendeu?

Frisk - Sim sim, então eu...

Após algumas horas, desde que partiram de Snowdin, Frisk e Flowey estavam em um barco que
aparentemente levava para a "cidade Delta", lar do Palácio real.

Para passar o tempo, pois era uma longa viagem, Flowey decidiu ensinar Frisk a mecher em seu
novo celular.

Flowey - Me admira você não saber mecher em um desses, aqui todo mundo ganha um celular
ainda criança, e costumam ser bem melhores que esse aí.

Frisk - Bem é... Complicado...

Flowey - Ah é, esqueci que você tem um passado misterioso que não gosta de comentar...

De repente, o barco para.

Flowey - Hum? Ei parceiro, porque parou? Ainda não chegamos no destino!

Barqueiro(a) - Tra-lala! Desculpe amigo flor, mas parece que essa via está bloqueada!

Flowey - Como é?

Ao olhar melhor, era possível ver que logo a frente deles tinha uma corrente grossa que cruzava o
rio, preso a essa corrente tinha várias placas escrito "Passagem Proibida! Ordem da Guarda real"

Barqueiro(a) - Sinto muito pessoal mas daqui eu não passo! Tra-lala!

Frisk - O que a gente faz agora?

Flowey - Temos 3 escolhas: podemos furar o bloqueio e seguir viagem, é a opção mais fácil.

Barqueiro(a) - Eu sinceramente não quero ir pra cadeia por furar o bloqueio mas... Ei! O cliente em
primeiro lugar! Tra-lala!

Flowey - Nós também podemos ir a pé pela área florida, o que vai demorar um pouco mais do que
se a gente fosse de barco, e ainda podemos esbarrar em alguma operação da guarda real, lembrando
que você é humana...

Frisk - Pois é...

Flowey - Por fim, podemos voltar e esperar tirarem o bloqueio, que é a opção mais segura porém
mais demorada, se for botar em conta toda a viagem de barco e o fato da gente não saber quando
vão tirar o bloqueio...
Frisk - Eu não estou afim de por mais gente em risco ficando aqui, e também não quero que
ninguém vá pra cadeia.
-Barqueiro(a) - Nossa! Quanta consideração! Tra-lala!

Flowey - Então, segunda opção?

Frisk - Sim, segunda opção!

Logo o barco encosta na margem do rio, então Frisk e Flowey descem do barco.

Frisk - Valeu pela carona!

Barqueiro(a) - Imagina! Obrigado você por não me matar!

Frisk - Mas eu não ia-

Barqueiro(a) - Adeus! Tra-lala!

Após o barqueiro partir, Frisk logo entrou em meio a mata do local, em poucos instantes ela se viu
em um lugar mais aberto, com várias flores coloridas e algumas árvores.

Frisk - Até que esss lugar é bem bonito.

Flowey - Sim, aparentemente sempre existiu esse lugar, mas só descobrimos ele depois que a área
das cachoeiras desmoronou em uma batalha contra humanos.

Frisk - Mesmo?

Flowey - Sim, aquelas cavernas davam acesso direto no resto do subsolo, então pra podermos ir de
um lugar pra outro tivermos que abrir caminho, foi quando achamos essa área onde a água das
cachoeiras caiam e formavam esses rios. Agora usamos esses rios pra se locomover melhor, e muita
gente veio morar por aqui também.

Frisk - Você sabe muitas coisas ein?

Flowey - Hum, pode falar! Eu sou um ótimo guia! E também, tenho certo familiaridade com essa
área específica.

Frisk - Sério? Por acaso algumas dessas flores são seus parentes?

Ela falou em um tom de brincadeira.

Flowey - Não? Afinal eu sou a única flor cinza do subsolo!

Frisk - Deve ser sua personalidade.

Flowey - Agora você tá falando coisas sem sentido! Urg, enfim... Vamos focar no objetivo e parar
de admirar o cenário...

Flowey - (até porque eu tô meio preocupado com o que a guarda real está fazendo por aqui...)

Mau sabia Flowey que alguém os estava observando em meio às árvores...


Continua.

==============

Capítulo 28 - Comandante da Guarda Real

Novamente, começamos o Capítulo em um lugar diferente, uma espécie de colina que dava uma
boa visão da área florida. Era possível ver os rios, as árvores, as flores, e até algumas casas.

Quem observava era uma figura feminina, bastante alta e musculosa, ela usava uma armadura de
cavaleiro. Logo, alguém surge atrás dela.

A outra figura em questão, também era uma mulher, só que bem menor, usava uma capa e um capuz
vermelho.

??? - Vim fazer meu relatório, líder Undyne...

Disse a figura menor, então Undyne, a maior, se virou para ela.

Undyne - Ótimo, diga como estão as coisas nessa área, tenente Red...

Red - Os bloqueios foram colocados com sucesso, ninguém entra e ninguém sai, e se alguém tentar
sair iremos saber.

Undyne - Perfeito, e quanto a busca pelos criminosos?

Red - De acordo com meu informante, em algum lugar dessa área esta escondido o covil da gangue
"Love".

Undyne - Hum... Esse seu informante é confiável?

Red - Absolutamente, eu não trabalharia com alguém que eu não pudesse confiar.

Undyne - O fato dele querer permanecer anônimo me deixa com um pé atrás, mas confio em seu
julgamento... Bom, você avisou todos os membros da guarda real sobre essa operação certo?

Red - Bom, a maioria, mas aparentemente o Sans teve um problema com um humano...

Undyne - ELE TEVE O QUE!? Aham... Um humano você diz...

Red - Na verdade, pelo que ouvi eram dois...

Undyne - DOIS!?

Red - Por favor acalme-se comandante...

Undyne - Que? Pff, eu tô super calma! Afinal que tipo de comandante eu seria se perdesse a postura
assim!?

Elas ficaram alguns minutos em um silêncio constrangedor...


Undyne - Bom... Acho que terei que fazer uma mudança nos planos, o que mais sabe sobre esses
humanos.

Red - A única coisa que eu sei é que são duas garotas humanas, mais ou menos da idade da princesa.

Undyne - Garotas humanas ein? Bom, tem certeza que o Sans não disse mais nada?
-Red - Ele só disse que iria cuidar do assunto, ele disse que cuidou da primeira humana mas a
segunda, eu não tenho certeza...

Undyne - Oh, então ele já matou a primeira? Caramba Red, você me fez ficar preocupada atoa!

Red - Desculpe comandante, eu...

Logo um barulho eletrônico sai do bolso de Redy, meio que um "beep".

Undyne - Você...

Red - Eu sei o que está pensando! Mas... Pode ser importante, sabe? Para a operação...

Undyne - Ah, claro... Bom, te dou um minuto pra olhar suas mensagens!

Red - O-Ok!

Ela rapidamente tira seu telefone do bolso, logo olhando tais mensagens, logo ela faz uma cara de
preocupada...

Undyne - Ahn... Tenente?... Red?

Red - Comandante, parece que a humana chegou aqui na área florida...

Undyne - Não pode ser! Tem certeza!?

Red - Sim! Meu informante disse que alguns monstros a viram por aqui! Você acha que o Sans...?

Undyne - Não! Não vamos pensar de forma negativa, o Sans é esperto e experiente, e ainda pode se
teleportar! Com certeza ele fugiu para se recuperar, afinal ele já enfrentou uma humana hoje!

Red - É faz sentido...

Undyne - Bom, o plano é o seguinte, você está no comando da operação "anti-love" agora! Eu irei
atrás dessa garota humana, e vou mandar ela pro inferno!

Red - Eu? Ahn...

Ela respirou fundo e assumiu um semblante sério.

Red - Sim, comandante Undyne!

Undyne - Perfeito, me aguarde humana...

Ela logo da um super salto, saindo dali, deixando Red sozinha.


Red - Espera! Eu...A deixa pra lá... (afinal o Sans já falou que cuidou de uma humana, meu
informante falar de dois humanos com características diferentes deve ser só um mau entendido, ele
é um velho afinal...)

Eu não acho que as coisas são desse jeito Red, pois em algum lugar é meio a mata fechada, sentada
em frente a uma fogueira, uma figura familiar estava lá, toda coberta de curativos pelo corpo...

Você sabe quem é...?

Continua.

==============

Capítulo 29 - O Mergulho Mental de Lume.

(Aviso: Esse capítulo tem menções a temos um pouco pesados, mas nada muito impactante, apenas
avisando para pessoas mais sensíveis)

Milagrosamente, Lume ainda estava viva, e de alguma forma também havia chegado a área florida.
Porém estava muito debilitada, mas por sorte alguém havia se disponibilizado para tratar de seus
ferimentos.

Ela estava sentada perto de uma fogueira, junto a uma criança monstro sem braços, usando uma
roupa preta com listras laranjas.

Monster Kid - Você não vai comer esse lata de comida?

Na fogueira tinha duas latas de alumínio, não tinham rótulos, então não dava para saber o que tinha
nelas.

Lume - Nem pensar... Não sei da onde isso veio...

Monster Kid - Haha, tudo bem! Eu também iria estranhar se alguém me oferecesse comida... Bom...
Aqui!

Ele falou meio sem graça após olhar em volta, eles meio que estavam acampando em um lixão...

Lume - Tanto faz...

Eles ficam um tempo em silêncio...

Monster kid - Booooooom... Você... Veio de muito longe?

Lume não responde.

Monster kid - Bom, eu não sou daqui! Eu na verdade vim de Snowdin, eu gosto de vir aqui porque
ouvi dizer que nessa região é onde mora a Undyne! A comandante da guarda real! E tipo ela é...

Lume não estava prestando atenção no que ele dizia, na verdade sua mente estava em outro lugar...

Lume - (Droga... Eu não acredito que perdi duas vezes para seres que nem eram a Frisk... Se
continuar assim eu não terei nenhuma chance contra ela... )
Ela suspira e olha para cima, era possível ver de leve pequenas luzes que lembravam estrelas,
embora ela soubesse que não eram de fato...

Lume - (Será que eu realmente... Nasci para isso... Ser uma guerreira...? )

Ela começou a se lembrar de sua infância, de quando ela é sua irmã, Lia, viviam normalmente,
como crianças comuns...
-De repente, tudo muda, ela e Lia estavam presas em cadeiras, com estranhos aparelhos em suas
cabeças. Lume conseguia ouvir duas pessoas conversando, dentre elas, ela reconheceu a voz de sua
mãe...

??? - Você... Tem certeza que isso é uma boa ideia doutora?

Mãe - Absoluta, depois de anos de pesquisa, nós do Reino Escarlate finalmente descobrimos como
o Soul Break surge em um indivíduo, e logo logo teremos um exército de Soul Breaker's!

??? - A-Ah claro... Eu já sabia disso sim... Mas, porque você não refresca minha memória? Você
parece gostar de contar das suas pesquisas, hehe...

Mãe - Urg, é sério que me deram você como assistente? Todo mundo já deveria saber disso! Mas eu
vou resumir pra você...

Enquanto ela falava, Lume podia ouvir sons eletrônicos, como se algo a sua volta se ligasse.

Mãe - Basicamente, para o Soul Break surgir, o indivíduo precisa sentir uma dor extrema, pode ser
tanto física quando mental, haha! Se olharmos a nossa história parece algo tão óbvio não acha?

??? - Sim... Mas... Porque crianças? E suas próprias filhas...

Mãe - É mais fácil machucar crianças, tanto de forma física e psicológica, estou sendo redundante
repetindo isso, fora que crianças também podem ser moldadas e tem bem mais tempo para aprender
e se aprimorar que adultos...

Ela se prepara para apertar um botão.

Mãe - Em resumo, minhas filhas se tornaram as grandes heroínas desse reino... Isso se
sobreviverem...

Depois disso, era só um som de "Click", seguido de uma dor intensa por todo seu corpo,
principalmente em sua cabeça. Ela conseguia ouvir os gritos de dor de sua irmã logo ao seu lado,
porém, tudo ficaria escuro em pouco tempo...

Ao abrir os olhos, ela estava em outro lugar, outra memória, ela estava parada no canto de um lugar
que parecia um refeitório. Ela se sentia vazia, como se algo estivesse faltando.

Lume - Tem... Alguma coisa errada...

??? - É mesmo! Deve ser você!


-Ela não tinha percebido, mas outras três crianças estavam à cercando, mas ela não conseguia ver
seus rosto, apenas um borrão preto.
??? - Você é toda errada! Nunca vi uma Soul Breaker tão inútil!

??? - Pois é! Fica aí parada com essa cara de paisagem! Se o inimigo não te matar talvez você o
mate de tédio!

??? - Né? Aposto que aquela sua irmã que você vive falando morreu de desgosto por ser SUA irmã!

Lume não disse nada, apenas ficou olhando pro chão com um olhar vazio. Porém, logo ela escutou
uma voz, uma que seu subconsciente conhecia perfeitamente.

Frisk - Hey vocês!

Logo todos voltaram sua atenção para Frisk, que estava sentada em cima de uma mesa.
Rapidamente ela se levantou e começou a se aproximar.

??? - Ih lá vem outra esquisita...

??? - O que você quer ein!?

??? - Não me diga que você é amiga dessa inútil? Você tem muuuuuuito mau gosto.

Frisk chegou perto, é então disse calmamente.

Frisk - Podem deixar ela em paz por favor? Tô pedindo com educação...

??? - Como é!? E se a gente não quiser!?

Frisk começou a encarar os três com seus olhos abertos, estava extremamente séria e os garotos
podiam sentir a pressão do ar aumentar.

??? - M-Mas que...?

??? - E-Ei... Vamos dar um fora...

??? - É vamos vazar!

Os três moleques saíram correndo, deixando as duas sozinhas, Frisk fechou seus olhos e voltou ao
normal.

Frisk - Hunf! Porque as pessoas não podem ser mais legais...? Ahn, você tá bem? Eles te
machucaram?

Lume - Não...

Frisk - Então, porque você está chorando...?

De fato, Lume estava com os olhos marejados, logo ela aperta seu vestido com força usando as
mãos.

Lume - P-Porque... M-M-Minha irmã...

Frisk logo a deu um abraço.


Frisk - Shiii... Eu sei como é, também perdi pessoas que gostava, eu não tinha prestado atenção em
você antes mas agora vai ser diferente...

Lume - (Esse é seu problema Frisk... Você não presta atenção em nada...)
-Estranhamente Lume podia ver essa cena dela e Frisk crianças em terceira pessoa, como se sua
versão de agora estivesse lá.

Lume (criança) - Você... Você seria... M-Minha irmã...?

A pequena Frisk pareceu achar a pergunta estranha, mas logo sorriu.

Frisk - Eu posso ser o que você quiser!

Lume - ...Pff! Irmãs...

Sua mentirosa...

Continua.

Mas aproveitando, explicar como ela foi parar nesse lugar já que eu não sabia como dar uma
explicação rápida sem entender muito: Basicamente depois da batalha com Sans e Papyrus ela usou
o resto de suas forças para roubar um barco e fugir, por causa do bloqueio da guarda real ela teve
que sair andando a pé até desmaiar de cansaço, daí o M.K achou e cuidou dela

=======

Capítulo 30 - Vamos Jogar RPG!

Lume - Frisk! Frisk, olha o que eu achei!

Lume estava revivendo outra de suas memórias, dessa vez, ela foi até Frisk com uma caixa em
mãos. Ambas eram crianças na ocasião, a caixa parecia um tipo de jogo.

Lume - Olha só esse jogo! Quer jogar comigo?

Frisk - Ah, isso aí é um jogo?

Lume - Sim, eu tô te falando! O nome é "Dragon's N Trap's", é um jogo de interpretação onde você
finge ser um personagem muito maneiro!

Frisk - Sério? Eu não sou muito boa em fingir...

Lume - Tudo bem eu já li todos as regras, vem eu te mostro como é!

As duas se juntaram em uma mesa, Lume explicou as regras para Frisk, mas a mesma não pareceu
entender muito bem.
Lume - Daí você joga o dado com 20 lados!

Frisk - 20 lados? Nossa, que exagero...

Lume - Você... Entendeu as regras?

Frisk - Ahn... Não.

Lume - Tudo bem... Olha não desanime! Aqui diz que você pode jogar do seu jeito sem
necessariamente seguir as regras!

Frisk - Ah é? Legal, sem regras!

Lume - Sim, muito legal! Bom, eu vou ser a mestra!

Frisk - Espera, não precisamos de pelo menos 4 pessoas pra jogar?

Lume - Como você sabe? Você não disse que não sabia ler?

Frisk - Mas eu sei contar até 4, e aqui na caixa tem um 4 beeeeeem destacado.

Lume - Hum, verdade, seria esquisito jogar um jogo desse só com nós duas... Já sei!

A pequena Lume parece se esforçar um pouco para algo, assim criando dois clones de si mesma.

Lume clone 1 - Oi! Eu sou o Paulo!

Lume clone 2 - Boa noite companheiros.

Frisk - Wow!

Lume - Ahn... Não ligue para o que elas dizem, elas são meio burras...

Frisk - Ok, já vi que vou ter que carregar a grupo...

Lume - Bom, chega de papo! Vamos começar!

As duas pequenas garotas começaram a jogar, elas não sabiam exatamente o que estavam fazendo,
mas passaram um bom tempo se divertindo, até que alguém as interrompeu...

Mãe - Frisk, preciso de você agora...

Lume - O que? Mas a gente tá-


-Mãe - Silêncio, Lume! Estou falando com a Frisk...

Ela falou com Lume em um tom irritado, como se falar com ela lhe causasse desgosto, então Frisk
suspirou.

Frisk - Tudo bem, eu volto depois tá?

Lume - Tá...
Frisk então acompanhou a doutora a algum lugar. Ao encarar a si mesma criança, Lume podia ver a
frustração em seu olhar.

Lume - Eu sei pequena, sempre foi assim. A mamãe não se importava com a gente porque não
éramos fortes como a Frisk...

"Mesmo assim, eu queria a atenção dela, então eu me esforcei todos os dias para ser essa guerreira
que ela sentiria orgulho. E apesar de eu sentir inveja de Frisk, ela sempre esteve ao lado, brincando,
rindo, como uma irmã... Até... "

"Até..."

Nesse momento, a garota despertou, ela ainda estava naquele lixão, sentindo o calor da fogueira e o
mau cheiro do lixo, com aquela criança sem braços dormindo logo a sua frente.

Lume - Quando foi que eu peguei no sono...?

Ela tentou lembrar quando foi que ela dormiu, mas em sua mente só tinha o rosto de uma pessoa...
Ela logo se levantou, caminhando, mancando...

O pequeno Monster kid acabou acordando também.

Monsster Kid - Hum? Ué onde você vai?

Lume - Eu vou... Esquece, não é da sua conta! Moleque intrometido...

Monster kid - Nossa pra que essa grosseria?

Ele se levantou a começou a correr atrás dela.

Monster Kid - Espera aí!

Continua

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Capítulo 31 - A Vila em Meia as Flores

Frisk e Flowey andaram um tempo pela mata meio fechada, mas eventualmente eles chegaram a um
pequeno vilarejo.

As casas do lugar eram organizadas em um grande círculo, com um espaço aberto no meio.
Estranhamente, não tinha ninguém por ali, o que era estranho visto que tinham vários monstros
andando por Snowdin.

Mas logo, ela pode ver alguém, um monstro tartaruga com uma aparência idosa, ele estava em uma
barraquinha e parecia vender alguma coisa.
Ele sorriu ao ver Frisk, e ela calmamente se aproximou.

Velho Tartaruga - Oh, mas vejam só? Uma humana acaba de chegar, parece que não é meu dia de
sorte! Wahaha.

A garota estranhou a atitude do senhor, ela olhou para Flowey e o mesmo só deu de ombros (ele não
tem ombros mas, vocês entenderam!)

Frisk - Ahn, eu não vou te machucar senhor...

Velho Tartaruga - Waha, já vi que é uma garota honesta, pois bem? Quer comprar alguma coisa?

Frisk - Nossa! Foi fácil dessa vez!

Flowey - Ou esse velho já tá com o pé na cova e não liga se você matar ele...

Frisk - Mas eu não vou matar ele Flowey!

Velho Tartaruga - Vão querer comprar algo ou não? Sei que sou velho, mas eu também tenho hora!

Frisk - Me desculpe, bom... O que você tem aí?

Velho Tartaruga - Tenho muitas coisas! Comida, t-

Frisk - Eu quero comida!

Ele ficou alguns segundos em silêncio.

Velho Tartaruga - Wahaha, ok? Bem direta ao ponto não? Bom o que vai querer, tenho sanduíches,
c-

Frisk - Eu quero tudo!

Velho Tartaruga - Calma aí, eu sei que você deve tá com fome, mas eu não posso te dar todo meu
estoque! Muita gente aqui também pode querer comer alguma coisa entende?

Frisk - Entendo...

Flowey - Estranho como não vejo ninguém por aqui...

Velho Tartaruga - Ah isso aí tem um motivo, bom, já que você está tão faminta eu lhe dou um
sanduíche de graça! Pode ser?

Frisk - Claro obrigada pela gentileza!

O velho senhor deu um sanduíche meio grande para Frisk, isso porque a mesma escolheu.
-
Frisk - Bom, tentar comer isso devagar e aproveitar o momento...

Flowey - Misericórdia... Bom, o senhor disse que tinha um motivo para não ter pessoas por aqui,
por acaso isso tem alguma coisa haver com os bloqueios?
Gerson - Oh você pode me chamar de Gerson dona flor, e sim! Os bloqueios e a ausência de
pessoas estão relacionadas.

Flowey - "Dona"...?

Frisk - O que tá acontecendo exatamente?

Gerson - Bom é uma operação da guarda real, eles estão tentando pegar a famosa "Guangue
LOVE", os últimos membros dos rebeldes.

Flowey - "Dona"...

Frisk - Rebeldes? Isso tem alguma coisa haver com aquela guerra civil?

Gerson - Sim! Já te contaram sobre ela?

Frisk - Eu ouvi por cima na verdade.

Gerson - Ah entendo, imagino que você não saiba o que de fato desencadeou essa revolta não é
mesmo? Gostaria de ouvir?

Frisk - Bom eu-

Flowey - Dona!? DONA!? EU NÃO SOU UMA DONA SEU FILHO DA-

Frisk joga Flowey pra longe.

Frisk - ...Eu adoraria ouvir a história...

Gerson - Pois bem...

Continua

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Capítulo 32 - Guerra civil

Gerson começou a contar os acontecimentos passados para Frisk, como se fosse uma história.

Gerson - "A muito tempo, os monstros viviam em paz, e os humanos da superfície não passavam de
um mito. Porém tudo mudou, quando um dia, um humano chegou ao subsolo, esse que se tornaria
nossa princesa, Chara."

"Com a chegada de Chara, foi estabelecido no imaginário das pessoas que os humanos eram uma
raça pacífica como nós, e como a própria Chara, porém logo viriamos a ser refutados pelo destino,
com o ataque brutal do segundo humano."

"A pequena Chara conseguiu por muito pouco vencer o inimigo, as custas de várias vidas e de uma
grande onda de destruição. Mas logo mais humanos chegariam, e com eles uma certeza: isso é só
começo."
"A certeza que todos tinham era a destruição e morte, por mais que a guarda real e a princesa
lutassem, esse era sempre o resultado. Eu lembro de ver monstros se questionando sobre a
eficiência de nossos guerreiros, e se tudo não era culpa de Chara."

"Bom nos tempos antes da chegada do quarto ou quinto humano, não lembro agora, o povo teve um
resquício de esperança. O cientista real, doutor Gaster, anunciou que daria início a um projeto, cujo
o objetivo era fortalecer a guarda real e a raça dos monstros em geral, de forma em que seria
possível lutar contra nossos inimigos, assim, não dependeriamos mais apenas de Chara."

"Essa notícia animou o povo, porém os meses seguintes seriam apenas de medo e frustração.
Nenhuma notícia foi dada pelo doutor desde então, e alguns monstros começaram a sumir
misteriosamente. Um guarda real se ofereceu para investigar o caso, mas tanto ele quanto os
monstros desaparecidos nunca mais foram vistos, até o dia de hoje."
-
"Logo, os mais conspiratórios de nós começaram a ligar os pontos, teria o doutor Gaster
sequestrado esses monstros? Era uma teoria infundada, baseada em pura superstição ou no próprio
descontentamento alheio, mas a paranoia de um grupo deu força a ela. Bom, com o tempo
finalmente vimos um certo resultado..."

"O Orbe Platina, criado pelo doutor Gaster e utilizado pelos membros mais fortes da Guarda real,
você deve ter visto não? Um pequena esfera prateada que muda um pouco a aparência dos
monstros? De fato, um aparelho muito eficaz quando o objetivo é imitar o Soul Break humano e dar
mais poder. Muitos ficaram satisfeitos com a "nova" guarda real, mas ainda tinham aqueles que se
perguntavam: a que preço?"

"Foi explicado pelo doutor Gaster em pessoa que, embora fosse o plano original, os orbes Platina
não seriam distribuídos para a população, pois seria "perigoso" de acordo com ele. Quando
questionado o motivo disso, ele não deu uma resposta muito satisfatória, o que deixou muita gente
um tanto irritada."

"Para piorar a situação, tivemos o incidente do quinto humano, onde a rainha foi enganada pelo
mesmo. De repente, surge alguém que aparentemente achou um método alternativo de se fortalecer,
uma pessoa perturbada que odiava a guarda real, e que a partir desse dia, ela e sua gangue partiriam
em uma busca implacável por "LV"... Essa pessoa é conhecida nos dias de hoje como Mad Marry,
líder da Gangue LOVE."

Gerson - Tá acompanhando até aqui?

Frisk - Tô... Mas o que é LV?

Gerson - Waha, mas não é óbvio? É LOVE!

Frisk - Tá... LOVE... E isso seria?

Flowey - LOVE é amor em inglês...

Frisk - Oh! Flowey, você voltou!

Flowey - Voltei...

Frisk - Espera, se a Gangue LOVE busca amor, então eles não são... Do bem?
Gerson - Meu Deus garota, você entendeu tudo errado! Deixa eu te explicar direitinho.

Continua

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Capítulo 33 - O Poder Obtido Pela Dor

Gerson continuou a falar...

Gerson - "Existe algo conhecido como XP, ou Pontos de eXecução, é tipo um número, ou a
sensação de que, quando você machuca alguém, você fica mais forte"

"Quanto mais XP você ganha, mais seu LV, ou LOVE, aumenta. Mas LOVE não significa amor,
Significa Level Obtido por ViolÊncia. Quanto mais você mata, mais você perde sua empatia, e mais
fácil fica pra você matar os outros, eu... Falo por experiência própria..."

Frisk estão interrompeu.

Frisk - Como assim...?


O velho homem suspirou.

Gerson - Eu já lutei na guerra menina, em um campo de batalha o que mais tem são pessoas
matando as outras, logo eu já experimentei o que é ter um LOVE alto...

Frisk - Mas você... Não parece...

Gerson - Um assassino? Waha! De fato, eu passei muito tempo após a guerra tentando me encontrar
novamente, e consegui! O poder do LV não é algo eterno, depende do seu estado de espírito, se
estiver disposto a viver uma vida pacífica sem violência, com o tempo seu LV irá se esvair, junto
com o poder que ele proporciona.

Frisk - Ah que legal, então você conseguiu voltar a sentir empatia!

Gerson - Isso mesmo, porém, a Gangue LOVE é diferente, eles estão determinados a seguir esse
caminho de violência, eles acreditam que um dia serão fortes como um humano Soul breaker, mas
são uns imbecis...

Frisk ficou surpresa com a postura tomada por ele.

Frisk - Imbecis...?

Gerson - Ah, foi mau, só... Não faz sentido! O poder do LV é algo complexo e esses monstrinhos
nem se deram ao trabalho de aprender sobre ele, e já querem sair matando todo mundo! Urg, veja
bem...

"Como eu disse, quanto mais XP, mais LV, e quanto mais LV, mais poder. Mas existe uma
pegadinha aí... por exemplo, imagine que uma pessoa tenho 20 de LV, ela já é muito mais forte que
era antes de começar seu genocídio, mas ao chegar em um certo ponto, a diferença começa a ser
imperceptível."
-"O que quero dizer com isso? Existe um limite de LV pra cada pessoa, ao chegar nesse limite, é
difícil sentir qualquer diferença de poder com as mortes que vierem depois, seria necessário matar
muito mais pessoas para sentir alguma leve mudança, e o número só aumenta. No início é mil
maravilhas, você se sente poderoso e fica com fome de poder, mas é daí pra baixo, entende o que eu
quero dizer?"

Frisk - Ahn, você acreditaria se eu disser que não?

Gerson - Eu quero dizer que, quanto mais você matar, mais lento será sua evolução, e mais mortes
serão necessárias para fazer alguma diferença, e sabe a pior parte? Você ainda não estará no nível de
um Soul Breaker, mesmo se um único monstro matar todos no subsolo, o máximo de LV que ele
conseguiria é 20 ou algo próximo disso, e não seria o suficiente.

Gerson - Agora, imagine a situação de um grupo de monstros que cometem assassinatos aqui e ali,
entende porque acho isso tudo uma imbecilidade absurda?

Flowey - Se você sabe de tudo isso, porque não conta para guarda real?

Frisk - (Nossa, o Flowey tava caladão até agora.)

Gerson - Ah eu falei sim, mas independente de eu ter falado ou não, esse povo não acredita mais na
guarda real, muito menos em um velho caduco ex guarda que nem eu wahaha.

Gerson - Mas eu... Não poderia ficar parado sem fazer nada, por isso ajudei os guardas reais com
essa operação aqui na área florida, sabemos que os membros da gangue têm uma base aqui, e que
estão reunidos agora, mas achá-los está sendo mais difícil do que esperávamos...

Frisk olhou para baixo por um momento, pareceu refletir sobre algo.

Frisk - E pensar que existe um poder como esse, esse LV... É tudo que eu mais odeio...

Flowey - Frisk?

Frisk - Eu quero ajudar! Ajudar a pegar esses bandidos!

Flowey - Sério? Você vai desviar do objetivo de novo?

Frisk - Desta vez é diferente, eu não me sentiria bem em seguir em frente se não ajudasse Flowey!
-Flowey - Bom, se você diz... (Ela realmente é uma pessoa boa, no fim das contas...)

Frisk - Como posso ajudar?

Gerson - Bom, acho que tenho uma ideia?

Continua

Outra forma de explicar: é como dark souls, quanto mais você sobe de nível com as almas, mais
almas você precisa pra subir de nível. No caso do LV, quando mais você ganha menos diferença
você vê, até chegar no limite onde você mau vê diferença

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Capítulo 34 - Ok, temos um plano!

Hoje, nós começamos o capítulo em mais um lugar diferente, as árvores eram um tanto mais altas,
porém ainda era cheio de flores perto do chão.

Ali no meio, estava Frisk, ela parecia estar parada no meio de uma leve trilha, e estava falando
algumas coisas.

Frisk - Oh não! Eu, uma humana! Estou sentindo uma dor de barriga terrível! Não serei capaz de
usar meu Soul Break! Oh, o que será de mim!...pff hehehe...

Gerson - Pare de rir garota, vai estragar o plano!

Frisk - Ah desculpa...

Gerson estava escondido, ali perto de Frisk, junto a ele estava Flowey.

Flowey - Então... Porque estamos aqui vendo a Frisk atuar muito mau?

Gerson - Bom, Dona flor, existe uma grande gama de fatores que contribuem com a aparição de um
membro da Gangue LOVE por aqui, o plano é usar a garota de isca e seguir eles até seu
esconderijo.

Flowey - Do- Ah esquece! E o que faz você achar que esse plano vai dar certo?

Gerson - Primeiro, eu ouvi dizer que a Guarda real capturou um membro da gangue por aqui, um
monstro sapo sabe? Tentaram tirar alguma informação dele, mas não conseguiram nada. Porém,
tenho quase certeza que algum membro da gangue virá procurar pelo sapo...

Gerson - Segundo, nós sabemos que a única coisa que essa gangue odeia mais que a guarda real são
humanos, sua líder em especial, faria de tudo para por as mãos em uma, logo essa garota é a isca
perfeita.

Flowey - Bom, eu realmente consigo ver a lógica aí, mas eu não confiaria no senso de grupo de uma
gangue de assassinos e-

Frisk - Ei gente! Vocês acham que se eu botar as mãos na barriga e ficar gemendo vai dar mais
credibilidade pra minha atuação? Eu não sei, nunca tive dor de barriga.

Flowey - ...Eu também não confiaria na capacidade dela...

Gerson - Bom eu concordo que estamos jogando com a sorte aqui, mas eu sei que a Guarda real não
vai desistir agora, então eu também não posso desistir. Essa é nossa chance de acabar com esse
comflito interno e-
-Flowey - Shiiii! Acho que ouvi alguma coisa...

Logo, todos fazem silêncio, Gerson e Flowey se escondem completamente, enquanto Frisk... Bom,
ela do nada escutou um som de metal, junto com uma leve sensação de toque atrás de sua cabeça.

Frisk - Ahn?
Ela então se virou, e viu um monstro cavalo marinho muito musculoso, em suas mãos havia um
cano entortado.

Frisk - Você... Bateu isso aí na minha cabeça?

Cavalo Marinho Musculoso - Ahn... Sim?

Frisk - Era pra eu desmaiar?

Cavalo Marinho Musculoso - Sim...

Os dois se encaram por alguns segundos.

Frisk - Ok.

Frisk então cai pra trás.

Cavalo Marinho Musculoso - Nossa! Você desmaiou mesmo!?

Frisk - Isso aí!

Cavalo Marinho Musculoso - Que bom, foi mais fácil do que eu imaginei, hehe... Bom, vou te levar
pra minha chefe agora...

Frisk - Tudo bem.

O monstro logo pegou Frisk nos braços e começou a sair do local.

Cavalo Marinho Musculoso - Nossa como você é pesada...

Frisk - Ei!

Flowey e Gerson ficaram vendo aquela cena, boquiabertos.

Flowey - Por favor, me diz que esse tapado é um dos membros da gangue...?

Gerson - Por incrível que pareça é sim, um dos membros que conseguiram identificar...

Flowey - Imagino que não tenho sido difícil...

Gerson - Enfim! Tenho que fazer uma ligação, vá atrás deles enquanto isso.

Flowey - Beleza!

Flowey logo entrou no chão, e assim seguiu ambos, enquanto Gerson ficava um pouco para trás,
falando com alguém no telefone.

Depois de alguns vários minutos, Frisk se encontrava acorrentada em um lugar peculiar.

A sua frente tinham 3 indivíduos destacáveis, de um lado, um homem cobra humanoide usando um
terno branco elegante, do outro uma jovem garota roxa semelhante a um lagarto ou um dinossauro.
No meio deles, tinha uma garota gato usando roupas extravagantes, sua pele parecia ser feita de
pano.

De alguma forma, Frisk sentiu como se estivesse diante de alguém importante...

Continua

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Capítulo 35 - Capiturada...?

Frisk, estava diante daqueles três estranhos indivíduos, ela deu uma olhada em volta, e percebeu que
o local era bastante fechado, como se a mata formassem paredes ao redor deles, com claro, flores
por toda parte.

Ela também podia ouvir vozes de outros monstros por ali, mas logo a garota gato extravagante deu
um passa a frente, e se inclinou na direção de Frisk, de forma que a mesma prestasse atenção nela.

Mad Marry - Olá humana! É bom conhecer você, eu sou Mad Marry, líder da Gangue LOVE!

Frisk - Você é a Mad Marry? Nossa, tava esperando uma pessoa menos bonitinha...

Mad Marry - Eu não sou bonitinha! Cof... Mas é bom saber que já ouviu falar de mim! Significa
que minha reputação transcende o subsolo! Ahahahahaha!

Frisk - Na verdade eu ouvi de você por aqui mesmo, não deve fazer nem meio hora...

Mad Marry - Ah... ENFIM! Jacob!?

Ela olhou meio impaciente para o homem cobra humanoide, e elegante.

Jacob - Que é?

Mad Marry - Como assim o que é!? Cada nossa arma!?

Jacob - Ah é... Bom, eu falei com meu contato no laboratório real, ele disse que tentou vir pra cá
mas o bloqueio da guarda real tá atrapalhando os esquemas.

Mad Marry - P#+@ M$#%@ Jacob! Não tinha um contato menos inútil não!?

Frisk - Ei! Olha a língua!

Mad Marry - Cala a boca humana!

Frisk fez uma cara de indignação.

Jacob - Não é por nada não, mas se fosse eu também teria dificuldade em trazer aquele trambolho
sozinho desde de Hotland até aqui...

Mad Marry - Urg odeio quando usa bons argumentos contra mim! Bom... Precisamos de um plano
B...
????? - Com licença dona Mad Marry?

A garota roxa meio lagarto logo se aproximou.

Mad Marry - Algo a dizer Susie?

Susie - Ah sei lá, porque a gente não mata logo essa humana e depois, não sei... Ah! Exibimos o
corpo em praça pública! Tenho certeza que a guarda real iria nos respeitar!
-Mad Marry - Uuuhuhu! Essa é uma ideia interessante, querida! Porém, lembre-se que a guarda real
é mestra em manipulação, eles sabem quem somos, não nos deixariam andar por aí em plena luz do
dia, e depois, se um humano aparecer morto o crédito provavelmente vai ir pra princesa!

Susie - Ah... Isso faz sentido...

Mad Marry - É por isso que eu faço os planos! Hehehe, maaaaas eu gosto da sua iniciativa, me dá
orgulho! Porém precisamos seguir o plano!

Susie concordou com a cabeça e ficou calada, pareceu gostar dos elogios.

Frisk - Ahn... Que plano exatamente?

Mad Marry - Esse plano vai mostrar pra TODOS o poder que temos! Acho que não tem problema te
contar, afinal você vai morrer mesmo...

Frisk - É...

Mad Marry - BASICAMENTE! Iremos transmitir ao vivo a sua morte pra todo o subsolo ver! E pra
te matar usaremos a nossa nova arma que AINDA NÃO CHEGOU!

Ela encarou Jacob.

Jacob - Qual foi?

Frisk - Ué, mas o plano de vocês não era pegar o tal do Love?

Mad Marry - Oh, você realmente está bem informada! Bom, esse sempre foi o motivo da nossa
existência, porém! São tempos difíceis! Se quisermos seguir em frente temos que usar a cabeça!
Ficou muito difícil conseguir LV nessa budega depois da guerra civil! Com esse plano, iremos
mostrar a todos que humanos podem ser mortos sem causar destruição no subsolo! Muitos ficaram
no nosso lado! Depois daqui, a queda da guarda real e da família Dreemur ficará ainda mais
próxima! Hehehehe.

Frisk - Ok, acho que eu entendi...(Entendi foi nada...)

Mad Marry - Huhu, não é difícil de entender, só usar a cabeça!... JACOB VAMOS DISCUTIR O
PLANO B! AGORA!

Jacob só suspirou e foi indo pra outro lugar junto da gata louca, Susie ficou ali perto de olho em
Frisk com um Machado em mãos.

Frisk - Esse povo é meio louco...


??? - Você nem imagina...

Ela então percebe, tinha um bichinho pequeno acorrentado ao lado dela (não pergunte como ela não
percebeu ele antes).

Frisk - Ué, desde quando você está aqui?


-Bob - Desde de... Alguns meses? Eu não sei direito...Mas oi! Sou o Bob!

Frisk - Prazer, sou a Frisk! Você é o que? Um gato? Cachorro?

Bob - Eu sou uma Temmie!

Frisk - Uma Temmie?

Bob - Sim, é um tipo de monstros, tinham várias delas por aqui! Aqui era a loja secreta das
Temmies, mas agora foi tomada pela gangue LOVE, muito triste.

Frisk - Oh, não me diga que...?

Bob - Não, não! As Temmies estão bem! Todos fugiram pra cidade Delta.

Frisk - Ah, okay! Mas, porque você está aqui?

Bob - Eu? Eu fui largado pra trás! Acho que as outras Temmies estavam assustadadas demais pra
me levar junto, ou isso ou elas tinham preconceito por eu não falar a mesma língua que elas, vai
saber!

Frisk - Pois é...

Os dois ficaram um tempo se olhando, em silêncio.

Frisk - meu nariz tá coçando...

Continua

Curiosidade aleatória, a alma que tá na capa da Au é a Alma de Chara


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Capítulo 36 - Fantasmas

Frisk e Bob estavam até agora conversando, já fazia um tempo que eles estavam ali sozinhos, já que
Susie perdeu a paciência e foi embora. Eles não sabiam onde estava o resto da gangue, mas no
momento, não estavam preocupados.

Bob - Tô te falando, garota! Temmie Flakes são a melhor comida do subsolo!

Frisk - Aaaah para de falar isso! Tá fazendo eu passar vontade!

Bob - Haha, se a gente sair dessa, eu prometo arrumar um pouco pra você! Você até que é bem
legal, pra uma humana.
Frisk - Aw, você é muito gentil!

Ela fica em silêncio, por um momento.

Frisk - Ei... Não sua opinião, o que levaria uma pessoa a cometer atrocidades?

Bob - Hum? Porque me pergunta isso do nada?

Frisk - Quer dizer, os humanos eu entendo, tipo... Mais ou menos, mas os monstros? Eu vi tantas
pessoas boas por aqui lutando pela mesma causa, que é difícil acreditar que existe alguém como a
Mad Marry...

Bob - Ah entendi... Bom, talvez isso não seja claro para você, afinal ainda é uma jovem, mas
acredite quando digo que todos tem suas motivações.

Frisk - Sério?

Bob - Sim! Imagino que, algo terrível tenha acontecido no passado daquela Gata, para ela ter virado
o que é hoje.

Frisk - Hum...

Frisk pareceu refletir por um momento. Logo, ela vê Mad Marry e Jacob retornar.

Jacob - Urg, sinceramente! Isso não estaria acontecendo se você não tivesse inventado tudo isso de
última hora, era pra ser só uma reunião normal!

Mad Marry - Nós tínhamos que aproveitar! Conseguimos capturar um humano! Uma chance dessas
não cai do céu, Jacob!

Frisk - Ahn... Hey! Dona Mad Marry...

Mad Marry - Ah oi humana, quer dizer! Humana! Hoje você, é... Hum, como eu explico...? Bem,
lembra que eu falei sobre um vídeo? Então, boas notícias pra você, não iremos te matar por
enquanto, porém ainda iremos fazer um vídeo, então eu iria adorar se você parasse de fazer essa
papel de menina fofinha!
-Frisk - Bom, eu sou uma ótima atriz! Posso fazer qualquer papel, na verdade... Eu queria te fazer
uma pergunta...

Elas conversavam enquanto uma câmera era preparada.

Mad Marry - Ahn, claro! Eu tô de bom humor, afinal meu plano tá saindo muito bem!

Frisk - Bom, eu estava refletindo aqui, e acho que alguma coisa ruim aconteceu no passado pra você
virar, isso...

Mad Marry - Como assim isso!? Me respeita!

Frisk - A-Ah, foi mau! Bom, eu queria saber o que aconteceu, sabe? Eu queria tentar entender
você...

Mad Marry - Eu não preciso que você me entenda, meu passado não te interessa!
Após falar isso, alguns poucos segundos se passaram, e a gata abaixou a cabeça e voltou a falar.

Mad Marry - Eu nem sempre tive essa aparência, sabe?

"No passado, eu e meus dois primos éramos monstros fantasma, isso significa que não podíamos ser
feridos, logo a gente não estava nem aí pra guerra no subsolo contra os humanos, afinal nós
tínhamos um ao outro."

"Um dia, meu primo Mettaton chegou em nós com uma aparência diferente, aparentemente ele
havia se tornado "corpóreo" com um corpo de robô. Ele parecia muito feliz, e tentou me convencer
a fazer a mesma coisa, e eu aceitei! Afinal eu confiava nele!"

"Foi assim que assumi essa aparência, eu entrei nessa gata de pelúcia, na época eu me senti perfeita!
Só faltava meu primo mais novo, o Blook, pra conseguir um corpo também. Ele não pareceu
interessado de início, mas eu e Mettaton o incomodamos tanto que ele cedeu, assim, os três primos
fantasma se tornaram corpóreos, tudo parecia bem... Até aquele dia..."

"Fantasmas, até onde eu sabia, eram imortais. O pensamento de que um de nós poderia morrer
nunca passou pela minha cabeça, mas parece que se tornar corpóreo é abrir mão dessa imortalidade,
porque bastou um maldito humano usar aquele poder amaldiçoado, que Blook simplesmente deixou
de existir!"
-Frisk estava ouvindo atentamente, com uma expressão triste, Mad Marry pareceu estar com uma
mistura de tristeza e raiva, mau sabia ela que estava sendo filmada...

Continua.

============

Capítulo 37 - Caos completo!

O vídeo em que Mad Marry conta sobre seu passado estava sendo transmitido para todo o subsolo,
em especial, uma certa pessoa assistia ao vídeo em uma sala escura.

Mad Marry - Bem... Eu fiquei com tanta raiva que acabei matando um monstro, por acidente claro!
Mas por um momento, eu me senti mais forte! Foi quando descobri esse poder antigo, o LOVE! Daí
minha ficha caiu, a guarda real só quer todo o poder pra eles, assim poderam nos controlar! Mas se
conseguirmos LV, teremos uma chance nessa guerra!

Frisk parecia estar pensando em algo pra dizer, mas logo ela desvia o olhar, e vê a câmera filmando
a garota gato, e a mesma percebeu.

Mad Marry - O que!? Jacob! Porque você não avisou que estávamos gravando!?

Jacob - Você não ia deixar eu gravar seu discurso emotivo então...

Mad Marry - Você gravou!? Ah seu f!&#@ da p×÷@! É melhor ter um bom motivo pra eu não
estourar sua cabeça agora mesmo!!!

Ela levantou seu cajado na direção do monstro cobra.


Jacob - B-Bem... Eu achei que seria legal mostrar seu lado da história, sabe nos filmes quando
mostram a história do vilão pra você sentir empatia por ele? Então... Sacou?

Ela levantou uma sobrancelha.

Jacob - Olha! Os comentários estão bem promissores!

Ele mostrou pra ela, uma tela com o chat do vídeo, com vários comentários dizendo coisas como:

"Nossa, não tinha visto as coisas por esse lado, justiça por Mad Marry!"

"Não concordo com os métodos, mas eu entendo ela."

"Gente ela é uma criminosa!".

Mad Marry - Uh, tem razão! Minha história triste e comovente pode ser a chave da nossa vitória!

Jacob - Calma aí, também não é pra tan-

Ela então pega a câmera e começa a se filmar.

Mad Marry - Povo do subsolo! Viram como minha história é triste!? Eu estou muito triste! Sintam
pena! Hahahahahahahahahaha!

Jacob da uma olhada nos comentários, e a maioria mudou para algo tipo "Nossa, ela é doida", Jacob
então se dá um face palm épico.

Jacob - É mole?
-Então, sons de batalha começam a ocorrer, chamando a atenção de todos no lugar. Antes que
qualquer um pudesse fazer alguma coisa, cortes são vistos abrindo um espaço na "parede" de
plantas no lugar onde estavam. Então uma figura encapuzada que já vimos antes chega no lugar...

Red - Mad Marry...

Mad Marry - Tenente Red...

Frisk - Frisk!

As duas olham pra humana confusas.

Frisk - ...Sem Frisk?

Red - Por... Mais que você seja uma humana, não é meu trabalho lidar com você garota, então eu
sugiro que vá embora daqui...

Ela disse isso, levantando sua espada em direção a Mad Marry.

Mad Marry - Ah mas você não vai estragar meus planos, chapéuzinho vermelho!

Ela logo levantou seu cajado para cima e criou um gigante projétil mágico, e já lançou contra Red,
que defendeu usando sua espada, porém a mesma foi arremessada pra trás, a afastando dali. Com
uma cara de completa psicopata, Mad Marry foi atrás.
Mad Marry - Ahahahahaha!

Nessa confusão, Frisk aproveitou para libertar ela e Bob de suas amarras. Logo, ela foi com a
Temmie no colo até a passagem que Red abriu na parede.

Ela então testemunhou uma enorme batalha, de um lado tinham alguns rostos familiares como Susie
e aquele Alce de Snowdin, junto com outros desconhecidos, em especial um cara bastante
chamativo com uma foice gritando "Caos! Caos!".

Em contra partida, lutando contra eles, os guardas reais se destacavam por suas armaduras estilosas
e a completa dominância na arte do combate, coisa que Frisk pode perceber por conta das coisas
que aprendeu com Toriel (ela também percebeu que, por algum motivo, a maioria dos guardas reais
eram cães humanoides, mas isso é irrelevante).

Logo, Flowey surge na frente de Frisk.

Frisk - Flowey! Caramba, você demorou!

Flowey - Eu sei, o velho estava reunindo a guarda real, pra um idoso ele até que foi rápido...

Bob - Iae, parceiro!

Flowey -...Não vou nem perguntar da onde ele veio, enfim! Podemos ir agora, ou você vai querer
ajudar eles?
-Frisk então, olha para aquele grande campo de batalha, em especial ela vê o confronto entre Mad
Marry e Red. Red havia invocado duas "paredes" com olhos que atiravam projéteis mágicos na
direção da gata louca, a mesma parecia ter o poder de dividir seu corpo, e usava disso para desviar
de tais projéteis.

Logo, a gata cria com seu cajado uma grande bola de energia, que é lançada contra Red, causando
uma pequena explosão mágica, porém Red desviou com um grande salto, e caiu em cima de Mad
Marry com algo parecido com uma bomba mágica em suas mãos. Logo, outra explosão acontece, e
Frisk não pode ver mais nada (tudo isso durou alguns segundos).

Frisk - Acho que eles dão conta, e depois, esse momento é da guarda real, já ajudei o bastante.

Flowey - Bom, não vou questionar! Vambora!

Com Flowey enrolado em uma mão, e Bob sendo segurado na outra, Frisk finalmente deixa o covil
da Gangue LOVE.

Frisk - O que a gente faz agora?

Flowey - Melhor sairmos de vista até a poeira baixar, com sorte não vai demorar pra eles tirarem os
bloqueeeee-

De repente, algo cai em cima deles com força, uma pequena onda de Choque afasta um pouco Frisk,
que ao olhar melhor parar a situação, vê que uma pessoa acaba de pousar heroicamente diante dela,
uma mulher alta, Musculosa, e de armadura.

Undyne - Finalmente te encontrei, humana...


Continua

=======

Capítulo 38 - Corre!

Frisk estava diante de Undyne, ou Undyne estava diante de Frisk? Bom, isso não é importante, o
que importa é que as duas estão cara a cara.

Undyne - Que bom que te achei antes de você causar tumulto, a informação de que você estaria por
aqui foi realmente útil!

Frisk notou que, preso na parte da barriga da armadura de Undyne, estava outra daquelas esferas
prateadas que ela viu tomo mundo usar antes. Logo a mesma brilha, e uma aura prateada com raios
verdes surge de forma explosiva, junto de marcas também prateadas no rosto da mulher peixe (o
padrão que vocês já conhecem).

Porém, diferente dos outros, a Aura dela era muito mais forte e agressiva, até mesma danifica o
ambiente ao redor e causava uma certa pressão, mas Frisk segue sem se impressionar.

Frisk - Não me diga que você TAMBÉM quer lutar comigo ...?

Undyne - É claro que iremos lutar! É o nosso destino! Você como um monstro humano, e eu como
comandante da guarda real!

Nesse momento tudo fica mais lento, e Frisk começa a relembrar de sua jornada até aqui:

Ela lembra de Flowey, atirando em seu rosto.

De Toriel, com um martelo comicamente grande, batendo em sua cabeça.

De Sans, lhe dando chicotadas de forma nem um pouco prazerosa

E Papyrus... Bom, o Papyrus é legal.

Depois de fazer essa reflexão, Frisk só pode pensar em uma resposta lógica para essa situação.

Frisk -...Não.

Então, ela passa correndo igual um foguete por Undyne.

Undyne - Que...? ...Você não vai fugir!

Logo, Undyne se vira na direção de Frisk, em uma de suas mãos uma lança mágica surge, e então
ela arremessa dita lança no ar, e em seguida, ela salta em cima da mesma, usando-a para surfar no
ar.

Undyne - NGAAAAAAHH!!!

Frisk - Nossa que maneiro!


Flowey - Presta atenção na estrada!

Logo, a frente deles surge um monte de lanças do chão, bloqueando o caminho a frente!

Bob - Caramba!

Flowey - Acho que a palavra que você procura é cara-


-Frisk então, levanta as mão com seus dois amigos para cima, e então começa a passar direto pelas
lanças, as atropelando e abrindo caminho.

Undyne - Mas que!?... Tudo bem, ainda tenho outros truques na manga!

Então, outra lança surge nas mãos de Undyne, essa que ela mirou e atirou em Frisk, a mesma
conseguiu desviar com um salto, mas a força do impacto no chão foi tão grande que uma pequena
explosão mágica jogou Frisk para frente.

Frisk - Caramba, se isso tivesse me acertado teria doido!

Bob - Sério? Eu tenho certeza de que eu morreria...

Flowey - Frisk, acho que só correr não é uma boa ideia...

Frisk - E o que você sugere?

Bob - Talvez se você jogasse alguma coisa para atrapalhar a visão dela?

Frisk -...

Bob - O que?

Então, com eles ainda no ar, Frisk arremessa Bob na cara de Undyne.

Bob - AAAAAAAH EU SOU BOOOOOOOB!!!

Undyne - Mas que mer-

A Temmie atingiu em cheio os olhos de Undyne, que perdeu o controle do "surfe" e acabou voando
pra longe, deu pra ouvir o barulho dela batendo em algo ao longe.

Frisk - Obrigada por seu sacrifício Bob...

Flowey - Nah, ele vai ficar bem... Vamos dar um fora!

Assim, Frisk acelera o passo, na direção oposta da que Undyne foi, logo ela chega a margem de um
grande lago.

Frisk - Nossa, que lugar bacana!

Flowey - A-

E então, eles são atingidos por outra lança e saem voando.


Frisk - A qual é!

Ela acabou por cair dentro do água, enquanto isso, Undyne chega a outra margem do mesmo lago, o
local onde ela estava era bastante aberto e dava pra ver bem o local.

Undyne - Humf! Acha que pode se esconder de mim na água!? Eu vou de encher de furos!

Uma quantidade obcena de lanças mágicas menores surge em volta da mulher, porém:

??? - Espera dona Undyne!

De repente, no meio do lago, surge um monstro polvo bem grande, semelhante à uma cebola.

Undyne - Onionsan?

Onionsan - E-Eu juro que não cometi nenhum crime, por favor não me mate com sua justiça!
-Undyne logo percebe, que Frisk estava em cima da cabeça do monstro polvo.

Undyne - Onionsan! Na sua cabeça!

Onionsan - Minha cabeça?

Ele olhou para cima.

Frisk - Iai amigão?

Onionsan -...AAAAAAAAH!!!

Ele logo pegou Frisk, e a jogou que nem um boneco de pano, que caiu bem nos braços de Undyne.

Undyne - ...

Frisk - Nossa, que braços fortes você tem!

Flowey - Você... Tá flertando com ela?

Frisk -...Não?

Undyne logo jogou Frisk alguns metros pro lado.

Undyne - Onionsan, melhor você ir pra um local mais seguro!

Onionsan - Ahn, claro! Hehe, eu já estava pensando em me mudar pro lago vizinho mesmo, haha...
ha... Até mais...

O monstro polvo lentamente sumiu no meio da água, enquanto Undyne calmamente se aproximava
de Frisk.

Undyne - Não vou deixar você fugir dessa vez...

Frisk - (O que eu faço? Não quero ter que revidar igual fiz com o Sans, mas ela também não parece
afim de conversar... )
Frisk se levanta, com uma postura claramente mais séria, Flowey pode notar isso.

Frisk - Moça, eu não quero lutar com você, por favor... Me deixe em paz...

Undyne - Mas nem pensar! Esse seu papinho não cola não querida!

Duas lanças surgem nas mãos de Undyne, e ela se prepara para o ataque.

Frisk - Como eu pensei...

A garota humana então abre seus olhos.

Frisk - Vai ter que ser na base do cansaço!

Continua.

==============

Capítulo 39 - Batalha contra a maior guerreira.

Undyne se aproximava de Frisk, com duas grandes lanças em suas mãos, cada passo dela fazia o
chão tremer de tão grande era sua força. Enquanto isso, Frisk a encarava com seus olhos abertos.

Flowey - Ahn... Qual é o plano mesmo?

Frisk - Aguentar até ela ficar cansada...

Flowey - Ok! Só confirmando!

Ele se desprendeu do braço de Frisk, e se atirou no chão, entrando no mesmo. A garota nem reagiu a
isso, só continuou encarando Undyne.

Undyne - Hunf! Belos olhos! Mas eles não vão me intimidar!

Frisk -...Você, acha meus olhos bonitos?

Então Undyne avançou! E com uma das lanças, ela deu um golpe de cima pra baixo, que era
intencionado para a cabeça de Frisk, que colocou o antebraço na frente, para se defender.

Frisk - Ouch...!

Uma pequena gota de sangue escorre do braço da garota humana, logo Undyne começa a repetir o
golpe várias vezes, cada golpe era tão forte que fazia um enorme "TUM!" Toda vez que Frisk o
defendia, era possível ver as ondas de choque, e o ambiente sofrendo com os impactos.

Undyne - He, como você é resistente, mas será que consegue lidar com isso!?

Então, ela aponta a sua outra lança na direção de Frisk, ela não tinha percebido antes mas a
aparência das duas lanças eram diferentes, talvez elas tivessem poderes diferentes também? Essa
pergunta logo é respondida, pois a lança começa a se esticar com uma velocidade absurda, a ponta
dela estava mirando na barriga de Frisk, porém ela segurou a lança com as mãos e começou a ser
empurrada para trás, embora parecesse difícil para Undyne empurrar.

Então, quando Frisk consegue travar ser pés no chão para não ser mais empurrada, a lança de
Undyne volta ao tamanho normal, e a mesma a joga com tudo contra Frisk em seguida. No meio do
percurso a lança se dividiu em várias outras lanças, um segundo antes de acertar a menina, o que a
pegou de surpresa, logo ela teve todo o seu corpo espetado por lanças.

Frisk - Ai... Bom, podia ser pior-


-Ela nem teve chance de terminar seu comentário, que Undyne já surgia em sua frente, lhe
desferindo um soco no queixo, que a fez sair voando para coma.

No ar, a garota calmamente tentava retirar as lanças de sei corpo, mas logo Undyne surgia acima
dela, e com suas duas lanças (novamente uma em cada mão) ela rebateu o corpo de Frisk com tudo
contra o chão... Enquanto isso Flowey estava debaixo da terra, e só sente um grande estrondo vindo
de cima.

Flowey - Será que eu... Tô seguro aqui?

Então, a ponta de uma lança surge diante de Flowey.

Flowey - AH! SIM! DEFINITIVAMENTE NÃO ESTOU!

Fora da terra, Undyne novamente havia esticado uma de suas lanças contra Frisk, que estava deitada
no chão, mas a mesma desviou dessa vez, fazendo a lança entrar no chão. Porém, a ponta da lança
ressurgiu do chão logo abaixo de Frisk, que só pode sentir a ponta dela em seu pé, antes de já
desviar novamente.

Tal movimento continuou se repetindo, com cada vez mais pontas de lanças saindo do chão, se
tornando mais difícil de Frisk desviar delas, mas a garota era estranhamente flexível, e desviava
com poses incríveis.

Undyne - Ok, perdi a paciência! Hora de acabar com isso!

Undyne finalmente pousa no chão (sim ela estava no ar até agora), uma de suas lanças some,
enquanto a outra começa a ficar maior, e a brilhar intensamente.

Undyne - Hora de te acertar com todo o meu poder!

Frisk simplesmente a encara.

Frisk - Então vem...

Undyne - Grrr, você vai morrer! NGAAAAAAHH!!!

Ela então arremessa aquela lança brilhante e gigante, com toda sua força, o simples deslocamento
dela já abria um rombo no chão.

Porém, novamente, Frisk segura a lança com as mãos, mas dessa vez não pareceu uma boa ideia, já
que s bandagens de suas mãos queimaram enquanto sua pele doía e se cortava.

Frisk - Caramba!
Ela podia sentir a força de vontade, ou melhor, a determinação de Undyne a empurrar para trás, com
muito mais força agora.
-É então, que uma aura dourada surge ao redor do corpo de Frisk, que logo, aperta a lança com
força usando as mãos, a fazendo quebrar e... explodir!

Undyne observa a enorme explosão mágica subir, exausta, seu corpo havia chegado ao seu limite,
ela não poderia mais usar todo aquele poder.

Undyne - Ha... Eu consegui... Eu venci um humano... Haha...

Então ela escuta um som vindo do meio da fumaça, era Frisk, batendo palmas,com seus olhos
fechados novamente.

Frisk - Isso foi incrível! Parabéns!

Undyne - O-O que!? Como!?

Frisk - Eu nunca me machuquei tanto na minha vida! Você realmente é muito forte, se fosse
qualquer outro humano, rapaaaaiz! Hihi.

Undyne - Não é possível... Eu sou a mais forte do subsolo... Se nem eu pude fazer nada...

Por um momento, ela pareceu desesperada, mas logo ela voltou a si.

Undyne - Não... Não! Eu sou comandante da guarda real! Eu nunca me darei por vencida! mesma
quando não há chance de vitória!

Frisk - É o que doido?

Undyne, furiosamente, correu para cima de Frisk, lhe dando um soco no rosto, mas ela nem se
mecheu.

Undyne - Grrr...

Frisk - Ahn... Você, já pode parar...

Undyne - NUNCA!

ela continuou socando Frisk, o mais forte que conseguia, mas era óbvio que estava muito cansada
para fazer realmente alguma coisa.

Frisk - É sério, a luta já acabou, isso tá... Ficando constrangedor...

Undyne - CALA A BOCA!

Frisk da um suspiro, então dá um empurrão de leve em Undyne, que... É derrubada bruscamente no


chão.

Undyne - Urg...!

Frisk - Aaaah! Desculpa! Eu te machuquei?


Undyne não conseguia se levantar mais, porém ela parecia estar lutando para isso, constantemente
sussurrando para si mesma...

Undyne - Não desista... Não desista...

Frisk então se aproxima.

Frisk - Ei, tá tudo bem, sério! Eu não vou te machucar!... De novo... Mas eu já pedi desculpa!
-Undyne - O que...? Você... Realmente... Acha que pode... Me enganar...? HUMANA!? VOCÊ NÃO
SABE! A DOR QUE SUA RAÇA NOJENTA NOS FAZ PASSAR! TODOS ESSES ANOS! NÃO
EXISTE! A MÍNIMA! POSSIBILIDADE! DE EU ACREDITAR! EM QUALQUER M#=$% QUE
VOCÊ TÁ FALANDO!

Frisk - Ok...

Undyne - Ok...? COMO ASSIM "OK"!?

Frisk - Eu tô cansada de tentar convencer todo mundo que não sou perigosa, sério, isso é muito
chato! Então vou fazer o seguinte, vou seguir meu caminho e deixar você ainda acreditando no que
quiser beleza?

Ela então deu um joinha, e já começou a ir embora.

Undyne - Espera... Ainda... Não terminamos...

É então que, ambas escutam algo...

??? - AAAAAAAAA-

SPLASH!

Continua

==============

Capítulo 40 - Decisões.

Em algu lugar, no meio daquelas árvores e flores, Lume caminhava com certa rapidez, com monster
kid a acompanhando.

MK - Hey, ahn... Você sabe aonde tá indo?

Lume - Não...

MK - Você... Quer ir pra algum lugar...?

Lume - Talvez...

MK - Eu tô tentando ajudar! Desse jeito a gente vai acabar se perdendo!


De repente, eles começam a ouvir vários estrondos, era difícil saber exatamente o que era, mas
parecia perto.

MK - Tá ouvindo isso?

Lume não o respondeu, apenas foi atrás de tais barulhos, e Monster kid foi atrás dela.

MK - Caramba, espera aí!

Logo, eles chegaram a margem de um lago, a frente, do outro lado do mesmo, eles podiam ver uma
área aberta onde duas figuras se enfrentavam.

Lume - Frisk...

MK - Undyne!

Monster kid ficou admirado, assistindo esse embate épico, enquanto Lume encarava Frisk
fixamente. Ela então, novamente, era mandada para o passado, um passado não tão distante...

...

Lume - Como assim você vai fugir?

Era noite, Lume havia encontrado Frisk perambulando entre os corredores das instalações em que
viviam.

Frisk - Eu... Não posso mais fazer parte disso...

Lume - Do que você tá falando?

Frisk - Ah qual é, você é mais inteligente que eu, você sabe do que eu estou falando! Esse lugar...
Nós somos armas! Eles vão usar a gente contra inocentes!

Lume - Isso... Isso não faz sentido! Fomos criadas para lutar pelo reino, se existe um inimigo ele
não é inocente...

Frisk - Lume! Eles querem nos usar contra a "resistência"! São pessoas que são desprezadas só por
serem fracas, você acha mesmo isso justo?

Lume deu um passo para trás, pareceu bastante confusa.

Frisk - Vem comigo...

Frisk pegou na mão dela.

Frisk - Vai ser difícil mas, eu vou cuidar da gente, prometo...

Lume olhou para baixo um pouco, e calmamente soltou a mão de Frisk.

Lume - He... Hahahaha!

Frisk - Porque você tá rindo? Não é hora de gracinhas!


Lume - Hahaha... Desculpa... Você quase me pegou ein?

Frisk - Que?
-Frisk pode ver no rosto de Lume o nervosismo, essa risada concerteza era falsa.

Lume - Haha, fugir daqui? Não temos porque fugir! Isso não é uma prisão! Você viajou legal nessa
haha...

Frisk - Lume...

Lume - Ahn... Enfim... Eu vou dormir agora, você também devia, já é tarde, depois a gente vê isso
aí, haha...

Ela deu as costas e foi embora, deixando a loira ali parada, ela podia sentir o olhar de Frisk em suas
costas conforme ela se afastava, não sabia se estava a julgando ou não. Ela então pensa com si
mesma.

Lume - É só uma piada certo? Não tem porque ela ir embora e me deixar aqui... Sozinha... Somos
irmãs afinal...

...

Na manhã seguinte, os outros jovens não falavam de outra coisa, Frisk havia fugido, e Lume agora
estava como ela temia...

Lume - Isso... Não pode ser verdade... N-Não...

Com seus olhos cheios de lágrimas, ela escuta uma voz, que logo muda todo o ambiente...

Mãe - Você está me ouvindo, Lume?

Lume - Ahn... Que? Mamãe...?

Mãe - Perguntei se está me ouvindo filha...

Lume - Ahn... Sim...

Mãe - Ótimo, eu sei que não foi fácil para você, mas essa é sua chance de mostrar que é útil...

Lume - Como assim?

Mãe - Parece que a Frisk invadiu meu laboratório e destruiu minha pesquisa sobre ela, não achei
que ela teria essa capacidade, afinal sempre pareceu uma garota fofa, inocente, e convenhamos,
meio burra.

A mulher da um suspiro.

Mãe - Nós precisamos dela de volta, por isso irei mandar você...

Lume - Eu? Mas... E-Ela é muito forte! E eu...


Mãe - Não se preocupe criança, sua amizade com ela certamente lhe trará uma vantagem sob
qualquer outro guarda real que fosse tentar, acredito que irá conseguir... Afinal... Falhar não é uma
opção...

Lume ao ouvir aquelas palavras sentiu aos poucos a angústia dominar seu peito, ela sabia que um
destino pior que a morte lhe aguardava, um presente de sua mãe caso ela lhe considerasse uma
"falha"...

Lume - Eu vou dar meu melhor...!


-Mãe - É assim que se fala! Quando voltar, prometo lhe recompensar, minha filha querida...

Mesmo com o medo do que podia acontecer, a pequena esperança de que sua mãe finalmente a
reconhecesse, a motivou, motivou a caçar o que antes era sua melhor amiga...

...

De volta ao presente, Lume desperta de suas memórias ao ouvir Undyne gritar "HUMANA!". Tanto
ela, quanto Monster kid, podiam ouvir o discurso de Undyne para Frisk.

MK - Humana...? Então... Se aquela garota é humana... Quer dizer que você também-

Lume então, pegou o garoto pelo pescoço.

Lume - Sim... Eu sou uma humana...

Ela logo arremessou a criança no meio do lago.

MK -AAAAAAAAA-

SPLASH.

MK - SOCORRO! EU NÃO SEI NADAR!

Lume, tremendo, se sentindo um pouco culpada, deu as costas para aquela situação e correu na
direção oposta, cambaleando...

Lume - Eu... Não posso esquecer... Porque eu vim aqui... Afinal minha mãe... É tudo o que me
resta...

Continua.

==============

Capítulo 41 - Conclusões

Árduas batalhas foram travadas no mar de flores nas últimas horas, mas parece que elas finalmente
estão tendo seu fim, o esforço de todos está sendo recompensado.

De um lado, a Guarda real está terminando de prender os membros da Gangue LOVE e-

??? - Isso é um [engano]! Não me prendam!


Ah é, alguns ainda estão tentando resistir.

Jacob - Desiste Spamton... A gente perdeu...

Spamton - A [gente] não! Cobra salafrária! Eu Spantom G Spantom sou um [Big Shoot]! E não me
envolvo com [criminosos] como vocês!

Jacob - Se quiser sim mano...

Jevil - Chaos...

Spantom - Isso! Falou [Tudo]!

Estavam todos presos com algemas especiais anti-magia, sendo vigiados pelos guardas reais, dentre
eles estava Red, que mantinha presa a Própria Mad Marry (que estava em pedaços), enquanto
mechia em seu celular.

Red - Será que dava pra você mandar seus subordinados calarem a boca? Estão tentando falar com
minha comandante.

Mad Marry - Hunf! Você acha que venceu!? Isso é só uma estratégia minha para pegar todos vocês
de surpresa!

Red - Tá tanto faz...

A encapazada parou de dar atenção a gata, que deu um suspiro.

Mad Marry - (pelo menos acho que a Susie conseguiu fugir, ela é muito jovem pra ir para cadeia...)

Logo, Red ouve sons de passos metálicos se aproximarem dela, e em seguida uma voz.

??? - Será que eu posso falar com essa "prisioneira"?

Red - Hum? Você aqui?

...

Então, voltamos para Frisk e Undyne, onde ambas veem Monster Kid ser arremessado no meio do
lago.

MK - SOCORRO! EU NÃO SEI NADAR!

Undyne - O que!? Calma eu tô-

Undyne tenta se mecher, mas ela simplesmente não consegue, estava debilitada demais por conta da
luta com Frisk.

Undyne - (Droga! Se mecha corpo! Se mecha!)

Frisk vê aquilo, e já corre até o lago.

Undyne - Ei! Onde você vai!? Ainda não acabamos!


Ela nem respondeu, apenas entrou no lago, desaparecendo por alguns minutos, a essa altura o pobre
monster kid já havia afundado.
-Undyne - Que droga! Além de não conseguir derrotar a humana eu não consigo nem salvar uma
criança!?

É então, que ela vê Frisk, saltando de dentro do lago como uma foguete, indo bem alto, com a
criança monstro em seus braços.

Undyne, perplexa, não soube como reagir, apenas assistiu Frisk pousar diante dela, colocando o
garoto no chão tossindo.

Frisk - Você está bem?

MK - Cof! Cof!... Tô... Porque você-

Frisk - Ótimo! Porque uma criança não deveria estar nadando sozinha em um lago! Cadê seus pais
ein!?

O garoto ficou amedrontado, não por ela ser humana, mas sim por ela lhe dar um sermão tão rígido.

MK - E-E-Eu é... Me desculpe! Eu vou... Voltar pra casa...

Frisk - Acho bom mesmo! Hunf!

Undyne olhando essa cena, só poderia lembrar do passado, onde ela viu nitidamente um humano
assassinar crianças monstro sem nenhuma piedade, tal incidente lhe fez ter certeza que a raça
humana era inimiga, e nunca questionou isso em seu ser, então... porque?

Frisk já estava seguindo seu rumo novamente, quando Undyne reúne forças para se levantar.

Undyne - EI!

Frisk parou e olhou para ela, a mesma estava ofegante.

Undyne - Se você acha que acabou... Está enganada!...Pode enganar quantos quiser, com esse
teatro, mas eu não!... Você vai se arrepender de ter me deixado viver!... Irei retornar mais forte e te
destruirei!

Frisk ouviu ela falar em silêncio, tinha certa admiração pela força de vontade dela, então deu um
sorriso.

Frisk - Tudo bem então, vou ficar esperando.

Disse ela calmamente, mesmo agora não parecia ter malícia em suas palavras. Logo a garota
humana se foi.

Alguns minutos se passaram, e Frisk seguia caminhando, até Flowey finalmente rotornar.

Flowey - Arg! Finalmente te achei! Imagino que você tenho vencido a Undyne né?

Frisk - É... Venci...


Flowey percebe que a garota estava meio para baixo.

Flowey - Algum problema?

Frisk suspirou.

Frisk - Flowey... Você acha que os monstros iriam me aceitar se eu ficasse?


-Flowey ouviu a pergunta e pensou por um momento, antes de lhe dar uma resposta.

Flowey - Olha... Na minha opinião, eles iriam adorar você...

Frisk - Sério? Espera... Você tá sendo Sarcástico não tá?

Flowey - Ah sei lá! Você é meio idiota e comilona, mas... Você é uma boa garota...

Frisk - Aw, essa é a coisa mais gentil que você já me disse!

Flowey - Tá, mas não fica se achando muito não...

Por mais que o ânimo tivesse melhorado, Frisk ainda estava convicta em seguir viagem, então,
nossa querida humana loira e seu companheiro flor rabugenta, seguem viagem em direção ao calor...

**SOUL BREAK TALE! - Mar de Flores (fim)**

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**SOUL BREAK TALE! - Hotland (Início)**

Capítulo 42 - Eu Estava Assistindo Tudo!

Em um lugar escuro, cheio de monitores, uma pessoa chega e se senta, trata-se de uma garota
jovem, usando jaleco de cientista branco e óculos, ela parecia uma espécie de dinossauro amarelo.

Com salgadinhos em mãos, ela começa a dar uma olhada nos vários monitores que estavam à sua
frente, esses que pareciam transmitir imagens do subsolo todo.

?????? - Hum... Parece estar tudo bem hoje...

Ela vê Chara e Sans conversando no Grillby's, e logo saindo, então ela vê, em uma câmera
mostrando uma porta em Snowdin, que uma humana loira saiu de dita porta.

?????? - A-Ah! Uma humana!

Com o susto, ela acaba perdendo o equilíbrio e cai da cadeira, derrubando todos os salgadinhos no
chão (que desperdício), aos poucos ela vai se levantando, e volta a olhar as câmeras, quando vê
Chara surgir diante da humana loira.

?????? - Oh! Ótimo! Chara vai cuidar da situação... Ufa... hehe, me preocupei à toa!

Ela então assiste Chara conversar com a humana e depois... ir embora?


?????? - ...É o que?

Desse ponto em diante, um dia inteiro de assistir câmaras começa para essa garota, puro suco do
entretenimento. No início, ela vê a luta de Frisk contra Sans:

?????? - Não acredito que o Sans lutou sozinho contra essa humana, e ainda perdeu tão facilmente!
Po Sans representa!

Ela viu Papyrus, fazendo amizade com Frisk.

?????? - Legal que o Papyrus fez amizade com essa humana, isso me traz certa esperança, e ele
ainda usou minhas armas! Que legal da parte dele he... Porque a humana tá vestida de gato?

Ela viu a batalha de Sans contra Lume.

?????? - Oh meu Deus, SANS! SAI DAÍ! SAAAA-

Ela viu a batalha de Sans JUNTO com Papyrus contra Lume.

?????? - Isso! Peguem ela! Fristem ela! Faz purê!

Ela vê a despedida de Frisk e Papyrus.

?????? - Aw... Até que eles são fofos, uma pena que ela está partindo...

Ela vê Lume e Monster kid no lixão.


-?????? -...Como diabos essa humana foi parar ali!?

Ela vê Frisk conversando com Gerson.

?????? - O que será que eles estão conversando? Não tem som nessas câmaras. Bom, talvez seja
melhor ler os capítulos anteriores para descobrir! HAHA!

Ela...Bem, não vê necessariamente a luta no covil da Gangue, apenas vê Frisk correndo e dando de
cara com Undyne.

?????? - Isso! Pega ela Undyne! Se bem que... Essa humana até que é legal... Não pega ela não
Undyne!

E assim, ela assiste o desenrolar daquela grande batalha (gostou do meu modo de recapitular os
capítulos anteriores? Eu gostei!). Até que, ela escuta algo atrás dela...

?????? - Alphys?

Alphys - AH! GASTER!?

Gaster - Eu mesmo! Quem mais seria?

Gaster, se tratava de um homem alto e pálido, com ombros largos e um imponente sobretudo
vermelho (ele também é careca, isso é importante).

Alphys - Caramba... Não me assusta desse jeito chefe...


Gaster - Ai ai, se eu soubesse que você se assustava tão fácil, eu faria isso mais vezes! Haha... O
que você tá vendo aí? Eu te escutei gritando do meu laboratório.

Alphys - Ahn... Escutou é? Hehe, não é... Nada demais... Quer dizer! Só fazendo a vigilância de
sempre!

Gaster - ...Você tá soando muito suspeita, por acaso tem algo que você não quer que eu veja?

Alphys - Não! Não é nada disso! Eu só...

Gaster - Alphys, Alphys... Você sabe que não precisa esconder nada de mim não é? Afinal, nada é
mais constrangedor do que aquele desenho japonês que te peguei assistindo esses dias!

Alphys - Não era tão esquisito quanto você faz parecer...

Ela falou baixo.

Gaster - Enfim! Deixa eu ver porque você tá tão entretida aí, vai!

Ele empurra Alphys pro lado, e assim começa a mexer nas câmeras, revendos as gravações daquele
dia.

Gaster - Hm, interessante...

Ele parecia estar analisando detalhadamente as gravações que mostram Frisk, essa situação deixou
Alphys meio desconfortável.

Gaster - Hoho, isso parece interessante!

Alphys - Ahn... Que?


-Gaster - Alphys! Chama o Mettaton agora! Já sei o que iremos fazer hoje!

Alphys - M-Mas o Mettaton tá ocupado na área florida e-

Gaster - Não temos tempo a perder! Isso aqui pode mudar o rumo das coisas!

Ele disse, encarando a imagem de Frisk no monitor, e com uma estranha empolgação...

Continua.

==============

Capítulo 43 - Isso é um show de TV?

Fazia pouco mais de uma hora desde que Frisk enfrentou Undyne, ela estava subindo uma espécie
de colina, e conforme fazia sua travessia, os traços do mar de flores eram deixados para trás, dando
espaço a um chão alaranjado e um calor bem notório.

Frisk - Nossa, que calor, acho que não estou com as melhores roupas para esse ambiente...
Flowey - Por isso eu sempre digo, eficiência antes do estilo! Seu sobretudo pode até ser maneiro,
mas é péssimo no calor!

Frisk - Mas, foi a Toriel que me deu...

Flowey - Aí eu perdi no argumento...

Eles logo chegam ao topo da colina, e já era possível ver facilmente ali na frente uma estrutura de
parede branca.

Frisk - Que lugar é esse?

Flowey - Se não me engano é o laboratório real, lá onde os cientistas fazem... Ciência né?

Frisk - Lá tem ar condicionado?

Flowey - Tem?

Frisk - Bom, isso é tudo que eu preciso saber!

A garota apertou o passo, e logo entrou dentro do tal laboratório. Lá dentro estava meio escuro, não
dava pra ver muita coisa direito.

Frisk - Que lugar escuro, não me parece muito profissional trabalhar nessas condições.

Flowey - Independente disso, a gente tem que seguir em frente, depois do laboratório tem Hotland,
e depois de Hotland tem Delta City.

Frisk - E em Delta City eu vou poder ir embora.

Flowey - Provavelmente, mas wow! Você estava mesmo prestando atenção!

Frisk - Hehe.

Os dois andam pelo corredor escuro do laboratório. Tirando alguns tropeços aqui e ali, eles
seguiram até metade do caminho sem grandes problemas, até encontrarem uma grande tela que...
Mostrava Frisk?

Frisk - Olha! Eu tô na TV!... Suspeito...

Flowey - Tirou as palavras da minha boca...

De repente, eles começam a ouvir uma voz (semelhante a voz do famoso dublador brasileiro
Guilherme Briggs).

?????? - Alô, alô? Isso está ligado? Testando, 1, 2...

Frisk - Ué?
-Gaster - Está funcionando? Perfeito! Bom, Aham... Olá humana! Sou o doutor Gaster! O dono
desse laboratório e o maior cientista do subsolo!

Frisk - Ahn... Pra-


Gaster - Infelizmente! Não conseguimos te ouvir falando de onde estamos, mas não se preocupe!
Teremos muito tempo para conversar, afinal... Você se tornará minha nova cobaia de experimentos!

Frisk - O-O que...!?

A garota pareceu muito incomoda com o que ele disse.

Flowey - Frisk?

Gaster - Está na hora do show! Meu grande amigo Mettaton se encarregará de trazer você, então por
favor não resista! Até porque, ele não é como seus últimos oponentes! Eu diria que ele é melhor!

"ATIVANDO BARREIRAS DE PROTEÇÃO"

Pode-se ouvir uma voz mecânica falar, e então as paredes do lugar começaram a brilhar em cores
transparentes diferentes, deixando o lugar menos escuro, e revelando uma figura logo a frente no
corredor.

Frisk - Será que... Aquele é o tal do-

Mettaton - Mettaton! Ao seu dispor, humana...

Mettaton era humanoide, parecia um homem homem feito de metal preto, com várias luzes roxas
chamativas ao redor do mesmo.

Frisk - ...Pela construção desse momento, imagino que você vai querer lutar comigo não é?

Mettaton - Naturalmente, porém não é só lutar... Eu quero te fazer sofrer... Na frente dos meus
milhões de fãs!

Ao mesmo tempo em que ele falava com entusiasmo, também falava de forma séria e ameaçadora.

Frisk - Fãs?

Mettaton - Isso aí! Você não consegue ver, mas isso aqui está sendo transmitido ao vivo por todo o
subsolo, de fato! Essa é a melhor vingança possível contra a humanidade, humilhação pública!

Gaster - Ahn... Não esquece de trazer ela com vida tá?

Mettaton - Tá tá, tanto faz... HAAAAH!!!

O Robô avançou, igual um foguete, indo para cima de Frisk.

Frisk - Ah mer-

Continua.

==============

Capítulo 44 - Estamos Lutando ou Dançado?


Mettaton avança! Só nessa, Frisk notou que ele é bem mais rápido que seus adversários anteriores,
foi difícil desviar do soco que ele tentou lhe dar, mas ela conseguiu com um pulo para o lado.

Frisk - -DA!?

Mettaton - Huhu, isso é só o começo!

A mão que ele utilizou para tentar golpear Frisk se transformou em uma lâmina, essa que emitia um
brilho roxo, que a deixou semelhante a um sabre de luz (coisa que não inventaram ainda nesse
universo).

Com vários movimentos rápidos, ele tentou cortar Frisk, era difícil para ela desviar por conta do
pouco espaço naquele corredor, então receber alguns cortes era inevitável.

Frisk - Ai! Ai!

Flowey - Droga! Dessa vez não tem lugar pra eu me esconder da luta!

Mettaton - Ué? Porque você tá com esse monstro flor? Você sequestrou ele!?

Flowey - ...Sim, eu fui sequestrado.

Frisk - Flowey!

Os ataques do robô ficaram mais intensos.

Enquanto isso, na mesmo sala de câmaras de antes, Gaster e Alphys assistiam a luta.

Gaster - Ei? Você ainda tem salgadinhos aí?

Alphys - Não...

Gaster - Que desgraça...

Alphys - Bom... Você, acha que o Mettaton irá vencer? Essa humana é bem forte, você mesmo viu!

Gaster - Sim eu vi, mas relaxa! Querida Alphys! Eu tenho tudo sob controle! Mettaton tem a
vantagem do terreno e de ser uma máquina incansável! Essa humana não tem pra onde ir, então é
lutar ou ser capturada!

Ele encarou o monitor onde a luta era transmitida, os movimentos de Mettaton eram graciosos e
mortais, ao mesmo tempo, era quase como se estivesse dançando, dançando no ritmo da batalha,
sendo Frisk seu par.

Mas logo, Mettaton da um chute bem dado bem na barriga da garota, o que a fez voar até o início
do corredor, batendo as costas com tudo na porta do laboratório, que estava fechada e selada agora.

Frisk - Ack-

Mettaton - Agora, é hora de churrasco de humano!


-De sua barriga, alguns buracos eram abertos, e deles vários mísseis eram lançados contra Frisk,
essa que estava caída e não pode desviar, logo ela some em meio a fumaça das explosões.
Mettaton - Hoho! Isso que eu chamo de sou pirotécnico! Me pergunto o que meus fãs estão achando
do espetáculo...

Em sua mão, surge um holograma mostrando um tipo de chat, eram as pessoas assistindo ao
programa de Mettaton, comentando o que acontecia:

"Wow! De apresentador de reality show para personagem de filme de ação! Mandou bem
Mettaton!"

"Os efeitos especiais são muito bons! A humana parece até real!"

"Só eu que tô ouvindo barulho de explosões perto da minha casa...? #medo"

Mettaton - Magnífico!

Gaster - Mettaton! É pra pegar ele viva, Mettaton!

Mettaton - Ah, é verdade... Que saco...

Ele finalmente parou de disparar mísseis contra Frisk (sim ele estava disparando até agora), com a
quantidade de fumaça no lugar, era difícil ver o fim do corredor.

Mettaton - Hunf... Seria melhor se ela tiver realmente morrido...

Gaster - Mettaton, você tem que ser menos imprudente! Você sabe que eu só consigo estudar os
humanos com vida, ou quer que eu explique o motivo!? DE NOVO!?

Mettaton - Ok calma! Não tô afim de ouvir outra palestra sobre almas humanas, Soul Break e o
caramba...

O Robô tenta analisar melhor o ambiente, para ver se encontrava o corpo de Frisk, mas para a
surpresa dele tal corpo estava em pé... Na frente dele... Pronto para dar um soco.

Mettaton - Mas que cara-

Então ele recebe o golpe, e quase uma repetição da cena anterior, ele é arremessado até o outro
lados do corredor.

Mettaton - ARRG!!!

Gaster - Mettaton!

Antes que ele pudesse se levantar, o mesmo vê Frisk novamente a sua frente, e já deu outro soco, só
que dessa vez não foi nele, foi na porta atrás dele.

O lugar até então estava protegido com uma barreira multicolorida, mas com o golpe de Frisk, a
mesma desmoronou, como cacos de vidro coloridos caindo sem parar, a porta também foi pelo ares.
-Só o que Mettaton podia ver era essa cena, e os olhos de Frisk abertos, brilhando ameaçadores no
corredor.

Continua.
=======

Capítulo 45 - Caminho errado...

Mettaton estava no chão, e Frisk bem a sua frente. Ele sentiu medo genuíno, mas logo tentou atacar,
transformando sua mão em uma arma.

Mettaton - Maldita!

Frisk então, no momento que ele iria atirar, segurou a arma, bem no lugar de onde sairiam os
disparos.

Mettaton - o que!?

Frisk - Essa luta acabou.

Ela amassou a arma dele de forma que não conseguiria disparar, porém, imprudentemente ele tentou
mesmo assim, o que acumulou energia lá dentro de forma que seu braço explodiu violentamente.

Mettaton - Aaaah!

Frisk - O que!?

Gaster - Mettaton!

Com o braço arrebentado, e o corpo danificado com a explosão, o robô não conseguiria se manter
nesse combate, mas ele não pareceu ter desistido, logo se levantou.

Mettaton - Não... Acabou...!

Gaster - Mettaton! Recue! Agora!

Ele não parecia escutar o que Gaster dizia, e cambaleando ele avançou contra a humana.

Frisk - Ei... D-Desculpa pelo seu braço... Mas você não tá em condições de-

Mettaton - Cala boca!

Ele continuou, tentando acertar ela só com um braço, até que em um momento ele não aguentou, e
caiu de joelhos.

Mettaton - Droga... Se mecha... Corpo inútil!

Logo, uma voz diferente pode ser ouvida na transmissão, era uma voz feminina, que Mettaton
conhecia bem...

Alphys - Mettaton... Por favor... Já chega...

Mettaton - Alphys... Você... Não entende... ?


Alphys - Eu entendo... Mas você não vai conseguir se vingar nesse estado! Por favor, você ainda
pode lutar outro dia!

Gaster - Ela tá certa-

Alphys - Quieto Gaster!

Gaster - Tá bom... Nossa...

Mettaton - Hehe...

Logo, o robô se ergueu...

Mettaton - Nesse caso... Acho bom você me deixar mais forte... Para eu não perder da próxima vez!

Alphys - Sim... Eu, farei meu melhor...

Ela parecia ter um certo receio em suas palavras, mas ninguém prestou muita atenção nisso.

Mettaton - Ok...

Uma porta, semelhante à um elevador, se abre no meio do corredor, e Mettaton com dificuldades, se
dirige até ela.
-Mettaton - Não vou perder da próxima vez... Aproveite enquanto pode, humana...!

Ele então, se vai, e Frisk ouve uma última mensagem de Gaster.

Gaster - Bom, é como ele disse! Você pode ter vencido por agora, mas logo retornaremos mais
fortes! Então se prepare humana! Hahahaha!... Ok já pode desligar o microfo-

E bruscamente a transmissão acaba, as luzes do corredor se ligam finalmente.

Frisk - Então... Tá...

A essa altura, ela já havia fechado novamente seus olhos. Logo, ela segue seu caminho para fora do
laboratório.

Então, Flowey simplesmente sai de dentro da roupa de Frisk.

Flowey - Ufa! Ainda bem que acabou! Não aguentava mais ficar com a cara no seu tanquinho
suado, além de nojento era estranho e assustador!

Frisk - Pelo menos você ficou protegido!

Flowey - Eu tenho minhas dúvidas quanto a isso, mas enfim, tirando isso do caminho, seja
oficialmente bem vinda a Hot-

E eles dão de cara com um precipício, onde abaixo dele tinha um enorme oceano de lava.

Flowey - Land...?

Frisk - "Hotland"?... Ah entendi! É porque é quente!


Flowey - Espera aí! Tem alguma coisa errada! Era para ter um caminho aqui!

Frisk - Ué? Mas não é só nadar?

Flowey - ...Você acabou de sugerir nadar em lava?

Frisk - ...Não.

Flowey - Enfim... Acho que cometi um erro, eu não lembrava que a maior parte de Hotland havia
sido destruida...

Frisk - E o que a gente faz agora?

Flowey - Bom, se não me engano tem uma estação de trem aqui perto, mas pra chegar nela, teremos
que voltar para a área florida e fazer um desvio.

Frisk - Tem certeza disso? Não quero acabar en outra beco sem saída.

Flowey - Ah qual é! É só eu cometer um erro bobo e você já começa a duvidar de mim!?

Frisk - Ok, calma! Não precisa se ofender! Vamos indo nessa, ok?

Flowey - Hunf! Ok...

Dessa forma, ambos retornam pelo laboratório de volta ao mar de flores, é incrível como sempre
tem alguma coisa no caminho né?

Continua.

==============

Capítulo 46 - Visitante Indesejada.

Novamente, a dupla Frisk e Flowey estava andando pelas flores da área florida (já reparou que
ambos os nomes começaram com F?), até Frisk parar do nada.

Frisk - Flowey...

Flowey - O que? Algum problema!? Um perigo!?

Do jeito que as coisas são, a flor já esperava o pior.

Frisk - Não, eu só... Preciso ir ao banheiro...

Flowey - ...Você não pode segurar até chegar na estação de trem?

Frisk - Eu tô literalmente segurando desde o Arco de Snowdin...

Flowey - Arco...? Ahn, bom... Você pode ir ali no mato, não?

Frisk - Como ousa sugerir isso em um lugar cheio de flores? Você sendo uma flor!?
Frowey - Ok ok! Estamos perdendo tempo! Vamos ver se tem algum lugar mais apropriado por
aqui! Vixi...

Ambos então partem na missão de achar um banheiro! Emocionante né?

...

Enquanto isso, uma pessoa relaxava no sofá de sua casa, era Undyne, a mulher estava se
recuperando da batalha contra Frisk, em seu sofá de couro vermelho.

Undyne - Urg... Eu odeio minha vida...

Até que, ela ouve sua campainha tocar.

Undyne - Ein? Acharam minha casa de novo?

Ela logo se levantou, na maior má vontade de mundo, usava roupas bem simples como uma regata
vermelha e uma calça branca, bem casual mesmo. Então ela atendeu a porta.

Undyne - O que você-

Frisk - Oi.

Undyne se assustou, com esse que é o Junpscare mais assustador do mundo, mais logo retomou sua
postura firme de guerreira, já invocando sua lança.

Undyne - Humana! Pelo visto nosso reencontro foi mais rápido do que pensei, hora de acabar com-

Frisk - Posso usar seu banheiro?

Ambas ficaram alguns segundos em silêncio...

Undyne -...É urgente?

Frisk fez que sim com a cabeça, então Undyne revirou os olhos e deu espaço pra ela passar.

Undyne - Seja rápida...

Frisk - Valeu!

Em um piscar de olhos, Frisk sumiu e Flowey apareceu na cara de Undyne.

Undyne - ???

Flowey - Eu também não sei...


-Com isso, alguns minutos se passaram, Com Undyne e Flowey sentadados no sofá, tentando puxar
assunto...

Flowey - Então...
A flor tentou olhar o ambiente para ver se algo era digno de uma conversa, o ambiente era bem o
que se poderia imaginar de alguém como Undyne, com um manequim com sua armadura no canto
enquanto do outro lado havia bonecos de treino quebrados. A frente deles, uma estante com uma
TV e um... Video game? Isso é novo.

Undyne - Então... Vocês se conhecem a muito tempo?

Flowey - (Droga, ela foi mais rápida...) Ahn, na verdade meio que nos conhecemos a apenas um
dia...

Undyne - Caramba, é incrível como tanta coisa pode acontecer em um dia...

Flowey - Nem me fale...

Eles logo escutam o som da descarga.

Flowey - Acho que ela acabou.

Quando Frisk estava no banheiro lavando as mãos, ela logo notou que as bandagens de suas mãos
desapareceram completamente. Ela lembra que da última vez que trocou ditas bandagens, foi
quando ainda estava com Toriel, logo ela suspirou e foi saindo do banheiro, escondendo as mãos na
manga de sua roupa.

Undyne - Finalmente, podemos voltar ao nosso "assunto"!

A mulher já se levantou, chutando o sofá para o lado, abrindo espaço na sala.

Frisk - Na verdade, eu queria perguntar se você tem alguma bandagem e-

Undyne - Cala a boca! Você não terá mais nenhum favor meu! Agora...

Novamente ela entra em posição de luta, com sua lança aparecendo em mãos.

Undyne - Mor-

E a campainha toca novamente!

Undyne - AH MAS O QUE É AGORA!?

Frisk - ...

Undyne - Humana! Atende a porta!

Flowey - Ué porque?

Frisk - Ok.

Flowey - Você não vai nem questionar!?

Frisk calmamente foi até a porta, a abrindo, revelando um rosto já conhecido, um rosto amigável.

Papyrus - Frisk?
Frisk e Undyne - Papyrus!?

Continua.

==============

Capítulo 47 - Quem Quer Jogar Videogame?

Frisk, Papyrus e Undyne estavam sentados juntos no sofá, Papyrus estava no meio das duas, e
Undyne não parecia muito feliz.

Undyne - Então... Vocês são amigos...?

Papyrus - Sim, foi o que eu te falei...

O clima está estranho entre os dois.

Frisk - A propósito, porque você veio aqui Paps? Eu sei que Undyne é sua amiga, mas a viagem é
bem longa sabe?

Flowey - A gente sabe melhor que ninguém...

Papyrus - Ah é bem simples! Depois da confusão em Snowdin, eu quis ligar pra Undyne para lhe
dizer que você não era uma ameaça! Porém... Meu celular estava estragado...

Frisk - Ah, então é por isso que em todo esse tempo você não me ligou...

Papyrus - Foi mau humana...

Undyne - Urg, você não teria conseguido falar comigo de qualquer forma, eu estava ocupada com
uma operação da guarda real...

Papyrus - Bom, pelo menos as duas não se mataram! Nyehehe-

Undyne - Eu vou no banheiro...

A mulher saiu, parecendo aborrecida.

Papyrus - He?

Frisk - Ela, não gosta muito de mim...

Papyrus - Sério? Bom, é de se imaginar, afinal ela é a atual comandante da Guarda real, é o trabalho
dela combater humanos como você... Embora eu ache que ela não tá sendo tão agressiva como
costuma ser.

Frisk - Você conhece ela muito bem não é? Tem alguma coisa que eu possa fazer pra melhorar nossa
relação?
Papyrus - Na verdade, tem sim! Veja bem, embora ela não vá admitir, Undyne é uma mulher
competitiva, se você a vencer em algum jogo de forma justa, talvez você consiga conquistar o
respeito dela!

Frisk - Jogos é...? Ferrou...

Enquanto isso, Undyne estava no banheiro se olhando no espelho...

Undyne - Porque isso tá acontecendo, não é assim que devia ser...

Então, Papyrus arromba a porta da banheiro com um chute!

Papyrus - UNDYNE!

Undyne - Que!? O que foi!?

Papyrus - FRISK ESTÁ TE DESAFIANDO PARA JOGAR UM JOGO!

Undyne - A humana... Está me desafiando?

Papyrus - Sim! E ela disse que vai acabar com você!

Undyne encara Frisk.


-Frisk - Hehe...

Ela não pareceu muito confiante...

Undyne - Fuhuhu...Ahahahahaha! Beleza! Quer me desafiar!? Eu aceito o desafio! Porém eu tenho


condições...

Frisk - Q-Quais...?

Undyne - Se eu vencer... Você deve se entregar, e por se entregar, eu quero dizer deixar que eu te
elimine!

Flowey - Ahn, Frisk... Eu não acho uma boa-

Frisk - Aceito!

Flowey - Frisk!

Frisk - Mas nesse caso, eu também tenho uma condição.

Undyne - Ah é? E qual seria?

Frisk - Se eu vencer, quero que você se torne minha amiga!

A mulher ficou um momento em silêncio, mas logo sorriu de forma arrogante, parece que que ela
não levou o que a garota disse a sério.

Undyne - Hunf, tudo bem! Você não poderá me vencer mesmo, escolha qual jogo vamos jogar!
Ela então, olhou em volta por um tempo, não sabia exatamente o que ali era um jogo, mas logo vê
Papyrus apontando discretamente para um estranho aparelho, ali perto da TV, então Frisk apontou
para ele.

Frisk - Aquele ali.

Undyne - Ok... Será videogames então!

Frisk pareceu nervosa, como nunca esteve antes...

Continua.

==============

Capítulo 48 - Mortal Kit-Cat!

Frisk estava sentada no sofá vendo Undyne ligar o videogame, com uma expressão que muitos
diriam ser dor de barriga, mas era puro nervosismo. Papyrus estava ali também, quando Frisk olhou
para ele o mesmo sorriu e deu um joinha, o que aumentou a confiança da garota em exatos 0,1%.

Undyne - Estou quase terminando aqui, esse videogame é antigo então tem que ligar tudo
direitinho...

Frisk olhou para Flowey, como se esperasse algum conselho da flor, mas ele só deu de ombros, é o
apocalipse!

Undyne - Pronto! Tudo devidamente ligado! Agora, qual jogo vamos jogar?

Frisk - Ué, pensei que essa máquina já era o jogo...

Undyne - Você nunca viu um videogame antes? Essa "máquina" nada mais é que um meio para
jogar jogos digitais, no caso eu tenho algumas opções aqui de jogos cooperativos...

Ela pegou uma caixa que estava dentro de uma estante, e de dentro dela tirou 3 caixinhas menores,
com desenhos e nomes peculiares.

Undyne - Temos aqui "Super Top Racer", um jogo de corrida de naves espaciais, "Mortal Kit-Cat",
um jogo de luta entre os personagens daquele anime da Alphys... Saudades dela, enfim! Também
temos "Ultimate Party", que são vários mini games e tal, confesso que eu não gosto muito desse...

Flowey - Hum, acho que é óbvio qual você deve escolher não?

Frisk - Sim.

Flowey - Ultimate Pa-

Frisk - Mortak Kit-Cat!

Flowey - Ahn? Porque!? Não é melhor escolher o jogo que ela menos gosta pra ter alguma
vantagem?

Frisk - Eu... Gosto de gatos...


Flowey - Urg... Quer saber? Vou ficar calado que eu ganho mais!

Undyne - Ótima escolha! Eu sou muito boa nesse jogo!

Undyne riu confiante.

Frisk - Flowey... Acho que eu me caguei...

Flowey - Lição de hoje, sempre escutem o Flowey!

Papyrus - Você consegue Frisk!


-Undyne então meteu a fita do jogo com força no videogame (isso saiu meio estranho), e depois de
uma abertura fofa e colorida das personagens meio gato fazendo coisas, vemos a tela de título do
jogo. Em poucos segundos, elas estavam na seleção de personagens.

Undyne, de forma meio bruta, entregou um controle para Frisk.

Undyne - Escolha sua personagem!

Frisk - Ahn? O que? Como eu...?

Papyrus - Você não sabe jogar esse jogo?

Frisk - Eu nem sei pra que serve isso!

Ela apontou para o controle em suas mãos, Undyne deu uma riu novamente, bem alto agora.

Undyne - FUHUHUHUHU! Você não sabe como jogar? Isso vai ser mais fácil do que eu imaginei!

Papyrus - Eu não acho muito justo jogar algo com alguém que não sabe jogar...

Undyne - Ela devia ter pensado nisso antes! Já fui muito generosa em deixar ela escolher o jogo!
Mas, sempre existe a opção de desistir...

Frisk - Na verdade acho que estou começando a entender esse treco...

Ela estava apertando vários botões de uma vez, fazendo um monte de coisa acontecer na tela de
uma vez.

Undyne - Ok... PARA COM ISSO!

Ela imediatamente parou.

Undyne - Já que você ja entendeu, porque não escolhe logo sua personagem?

Frisk - Ok... Ahn... Essa!

Ela escolheu uma personagem de vestido azul e cabelo preto, além de grandes atributos (não vou
elaborar)

Undyne - Ótima escolha, personagem equilibrada, perfeita para iniciantes.


Frisk - Ahn, sim! Foi por isso que escolhi ela! (Na verdade foi porque achei ela bonita...)

Undyne logo escolheu sua personagem também, uma bastante parecida com a "Mad Marry", porém
seu vestido era rosa. Assim, o jogo finalmente foi iniciado.

Não ouve nem tempo de Frisk reagir, Undyne já lhe encaixava um combo devastador!

Frisk - A-Ah!?

Undyne - Ha! Toma essa humana!

Flowey - Desse jeito você vai acabar perdendo... No caso, perdendo a vida...

Frisk pareceu tentar prestar atenção no que acontecia na tela, mas não demorou muito para ela ser
derrotada...

Frisk - Ah droga...
-Papyrus - Não se preocupe! Você ainda tem mais um ou dois rounds!

Frisk - Rounds?

Papyrus - Rounds são tipo-

Flowey - Presta atenção!

Ela já estava apanhando novamente, mas dessa vez ela decidiu prestar mais atenção ainda, e em
poucos segundos ela estava evitando a maioria dos golpes de Undyne, enquanto encaixava golpes
bem simples, que aos poucos tirava a vida dela.

Undyne - O que tá acontecendo!?

Frisk - Eu não sou tão boa quanto você, mas nesse pouco tempo eu consegui aprender como se
movimentar e como atacar, então basta eu evitar seus golpes e seguir essa estratégia...

Flowey - Talvez não seja uma boa ideia FALAR a estratégia em voz alta!

Undyne - Tanto faz, você não vai conseguir ficar nessa pra sempre! Eu-

Ela olhou de relance para Frisk e viu seus olhos abertos, tendo lembranças de quando a mesma lhe
derrotou anteriormente, é então, que com uma leve exitada por parte da mulher, Frisk adquire a
vitória do segundo round.

Papyrus - Você conseguiu! Agora é só você vencer o terceiro round e terá vencido!

Frisk - Tem mais um? Que jogo longo...

Undyne - Hum... Até nisso você é privilegiada...?

Frisk - Ahn?
Frisk olhou para Undyne, e pode sentir uma aura imensa, não de poder, mas de determinação,
parece que o jogo ficou sério agora...

Frisk - ... Eita, já tava ruim, agora parece que piorou...

Continua.

==============

Capítulo 49 - Admiração.

Undyne estava usando 100% de suas habilidades gamers, naquele que seria o combate conclusivo
de Mortal Kit-Cat! Frisk estava tão concentrada, que era possível ver a fumaça do seu cérebro
fritando (na verdade não).

O clima estava tenso, Flowey e Papyrus assistiam em silêncio, na ponta da cadeira, as grandes
habilidades de Undyne junto a percepção roubada de Frisk garantiu uma competição super
disputada, realmente emocionante.

Undyne - Eu tenho que admitir, você é uma oponente e tanto, embora seja humana, e isso em si já
torne tudo injusto...

Ouve um momento de silêncio, antes de Frisk responder.

Frisk - Você tem toda razão...

Undyne - O que? Você concordou comigo?

Frisk - Claro, afinal eu não nasci com esse poder, eu o ganhei porque acharam que eu era especial, e
eu não sou, com ou sem poder. Mas você, você é forte, forte de verdade...

Undyne - Hunf! Não diga besteira... Nós monstros usamos meios alternativas para nós igualar a
vocês, a força que você viu na nossa batalha não é minha força real, e mesmo assim eu...

Frisk - Não estou falando de força física, falo da sua determinação, o poder de se erguer mesmo
sabendo que não tem chance, de lutar pelo que acredita e por um bem maior, eu não sei se sou capaz
de fazer isso, mas te admiro por essas virtudes.

Undyne - (Do que... Ela tá falando?)

De repente, tudo pareceu ficar mais lento...

Undyne - (Ela parece... Tão sincera... )

????? - Undyne?

Undyne - O que?

...

A mulher estava em outro lugar, parecia um tipo de quadra ou área de treinamento, a mesma estava
diante de um boneco de treino.
Ao olhar na direção da voz que acabará de escutar, ela logo pode ver uma jovem garota humana,
usando uma regata preta e uma calça branca, além de proteção nos braços.

Undyne - Chara?

Chara - Eu ouvi as notícias! Você será promovida a Comandante da Guarda Real! Parabéns!

Undyne - O que...? (É verdade... O Senhor Gerson se aposentou, como eu era tenente, o lógico
seria eu... )
-Chara - Você tá com medo...?

Undyne - O que!? C-Claro que não! Quem você pensa que sou!

Chara - Bom... Parece que até mesmo alguém tão incrível como você sente medo.

Undyne - Já disse que não tô com medo! O que tem pra se temer! Humanos? Que piada Fuhuhu! E
bom... Você, é mais incrível que eu...

Chara - Haha, desde quando você é tão modesta? Eu não seria tão forte quanto sou agora se não
fosse seu treinamento! Você é mais capaz do que acredita ser! Agora chega de papo furado e vamos
treinar!

Undyne - Beleza...

Ambas entram em posição de combate, e logo Chara partiu pra cima de Undyne.

Conforme as duas trocavam golpes, a mulher pensava...

Undyne - (Ha... E pensar que eu só aceitei te treinar porque eu queria ter o prazer de enfrentar
alguém tão poderoso quanto você... Você realmente acha que sou tão nobre assim?)

"Eu aceitei esse cargo e deixei meus desejos egoístas de lado, tudo pelo bem da nossa raça, pra
atender as expectativas... Mas... Será que estou fazendo um bom trabalho? Tanta coisa ruim
aconteceu comigo no comando..."

"Quanto tempo faz que não vejo a Alphys? Eu preciso de uma folga? Não, o povo conta comigo...
Por mais que eu queira... Eu tenho que ser firme...!"

K.O

...

Undyne - ...

Frisk - ...

Papyrus e Flowey - ...

Frisk - ... Eu... Perdi...

Flowey - Droga! F-Frisk... Ainda dá tempo de fugir!


Frisk - Não... Trato e trato... Talvez seja melhor-

Undyne - Caramba!

Todos ficam um momento em silêncio.

Undyne - Você é muito ruim garota! Não dá nem graça! Eu não aceito vencer tão facilmente! Quero
uma revanche!

Frisk - M-Mas, e o nosso...

Undyne - Que se dane! Agora é questão de honra! É melhor se esforçar mais agora!

Frisk - Ok...?

A garota olha para Flowey confusa.

Flowey - Só aceita...

Assim, elas passariam mais algumas horas jogando, estranhamente a tensão de antes foi substituída
por diversão genuina.

Undyne - (Acho que... Não tem problema aproveitar um pouco... )

Após um tempo, ambas finalmente decidem parar.


-Frisk - Nossa... Eu perdi todas as vezes!

Flowey - Realmente, aquela única vitória foi pura sorte...

Undyne - Meus dedos estão doendo...

Papyrus - E eu não fiz nada!

Frisk - Bom, acho que agora é a hora...

Undyne - Hora...? Ah! Tá falando daquele acordo? Não esquenta com isso...

Frisk - O que?

Undyne - Esse nosso joguinho foi bom pra esquecer um pouco dos problemas lá fora, eu não me
divertia assim faz tempo, então acho que estamos quites...

Frisk - Então, quer dizer que nós...

Undyne - Se somos amigas? Nem pensar! Você ainda perdeu todas as partidas!

Frisk - Não era isso que eu ia falar... (Mentira, era sim...)

Flowey - Será que a gente pode ir agora? Temos um trem pra pegar!

Undyne - Trem? Vocês estavam indo pra estação de Trem?


Frisk - Sim! Pra cidade Delta! Acho que era esse o nome.

Undyne - A estação de Trem não fica pra esse lado!

Flowey - Eu sei! A gente desviou o caminho porque essa ia queria usar o banheiro!

Frisk - Você fala como se fosse algo ruim...

Undyne suspirou.

Undyne - Bom, é bem fácil se perder nessa área... Vou levar vocês até lá, você vem Paps?

Papyrus - Claro!

Frisk - Que? É sério, o que tá acontecendo!?

Continua.

==============

Capítulo 50 - Próxima Parada! Reflexão...

O grupo estava caminhando já a algum tempo, os traços do mar de flores novamente estavam
sumindo e se mesclando com traços de Hotland, anunciando a chegada deles na estação de trem.

Undyne - Urg... Eu odeio esse lugar, faz tanto calor que eu mau me aguento em pé...

Frisk - Você não precisava vir com a gente...

Undyne - Eu estou garantido que você não vai arrumar confusão...

Papyrus - Beeeeeeem... Eu vou comprar as passagens pra você! Espere bem aí!

Enquanto Papyrus ia, Frisk era deixada a sós com Undyne (quer dizer, o Flowey tá ali também, mas
bem... Vocês entenderam!)

Frisk - Bom... De qualquer forma, obrigada por mostrar o caminho!

Undyne - De nada... Sabe, eu sempre fui da guarda real...

Frisk - Hum?

Undyne - Eu sempre fui uma pessoa forte, e passei a vida me aprimorando, mas eu não ligava muito
para as outras pessoas, o que eu gostava mesmo era o desafio e de batalhar! Eu era tão imatura que
até desafiei o rei uma vez, acho que de certa forma isso fez ele reconhecer meu valor, pois ele
confiou em mim pra ensinar a filha dele a lutar...

Frisk escutava o que ela dizia meio confusa.

Undyne - Incrível como alguém como ela era capaz de admirar alguém como eu. Bom, daí veio a
guerra contra os humanos, eu virei comandante e recebi a missão de guiar outros guerreiros, é uma
grande responsabilidade que eu entendi na hora! Eu deveria ser a pessoa na qual eles confiassem
mais... Urg, tanta coisa aconteceu! Eu dei meu melhor e mesmo assim, nunca consegui vencer
ninguém...

Por um momento, pareceu que ela ia socar alguém, mas logo relaxou.

Frisk - Ahn... Porque você, tá me falando isso...?

Undyne - Sei lá... Acho que eu só queria desabafar, ou jogar minha frustração na cara de um
humano maldito! E você é o que tem pra hoje, por mais que... Você não seja tão ruim...

Frisk - He...
-Undyne - Enfim, faz tempo desde que comecei a focar 100% no trabalho, eu não falo com meus
amigos e minha namorada a muito tempo, e hoje... Bom, foi um dia esquisito, acho que vou
aproveitar enquanto posso...

Papyrus - Hey Frisk!

Papyrus voltou com as passagens.

Papyrus - Aqui estão suas passagens, comprei uma a mais pra dona flor!

Flowey - Eu nem fico bravo mais... Valeu aí cabeça de osso...

Undyne - O que exatamente você quer fazer em Cidade Delta?

Frisk - Flowey disse que em poderia ir embora do subsolo por lá.

Undyne - Bom, lá é onde fica o Palácio, e no Palácio é onde fica a barreira, é faz sentido.

Papyrus - ...Quem é Flowey?

Undyne - Bom se você vai embora, vai me poupar o trampo de ir atrás de você...

Undyne deu as costas e calmamente começou a se afastar.

Undyne - Até nunca mais humana...

Papyrus - Nossa, hehe... Sua jornada tá quase no fim não é? Se parar pra pensar...

Frisk - Pois é...

Papyrus - Acabou que você nem usou o telefone que te dei, mas isso também é culpa minha...

Frisk - Pelo menos, eu pude te ver mais uma vez antes do fim!

Papyrus - É verdade!

??? - Todos a bordo!

Pode-se ouvir alguém gritar.


Papyrus - Oh, ahn... É melhor você-

Frisk abraçou Papyrus, dessa vez ela usou menos força.

Frisk - Adeus Papyrus...

Papyrus - Adeus Frisk...

O esqueleto abraçou e passou a mão na cabeça da garota, após essa última despedida, ela então
embarcou no trem, esse que lhe levaria até o fim de sua jornada.

Papyrus logo correu atrás de Undyne, e viu a mulher ligando para alguém.

Papyrus - Pra quem está ligando?

Undyne - ...Alguém importante.

No trem, a garota colocou o capuz de sua roupa e sentou no último assento do último vagão, o lugar
mais discreto possível, e assim, ficou olhando o grande mar de lava, visível por todo o trajeto pela
janela.

Um tempo se passou, o trem parou algumas vezes, e Frisk estava quieta, parecia pensativa. Flowey,
ao perceber isso, tentou puxar assunto...
-Flowey - Então... Você já andou de trem antes? Quer dizer, os humanos tem Trens?

A garota sorriu de leve.

Frisk - Sim, a gente tem Trens, mais eu nunca andei em um.

Flowey - Porque?

Frisk - Eu meio que acabei de descobrir que custa dinheiro...

Flowey - Ah...

Frisk - Eu não costumava viajar muito também...

Flowey - Bom... Acho que faltam mais uma ou duas paradas antes da cidade, assim isso finalmente
vai acabar...

Frisk - É...

Flowey -... Você... Quer que acabe?

Frisk - Isso importa? Quer dizer, o que eu quero?

Flowey - Bom, toda essa jornada foi ideia sua, então acho que sim.

Frisk - Eu sei lá... Aqui é um lugar legal, mas seria pedir muito querer ficar aqui depois do que os
humanos fizeram...

Flowey - Mas... Você não fez nada! ou fez?


Frisk - ... Eu sobrevivi...

Flowey - Sobreviveu...?

Frisk - Não quero falar sobre isso...

Flowey - Ok...

Eles ficaram alguns segundos em silêncio.

Flowey - Mas olha só! Se você mudar de ideia-

Frisk - Não vou mudar, não se preocupe...

Flowey - Ok... (Porque essa garota tem que ser tão misteriosa...?)

Após isso, ambos voltaram a ficar em silêncio, e em algum momento, Frisk adormeceu.

Em seus sonhos, ela corria por um campo aberto e florido, não corria rápido, não tinha pressa, esse
era o sentimento que buscava, a mais pura liberdade...

Mas logo, ela tropeça e cai, ao se levantar, tudo estava escuro, uma escuridão opressora, parecendo
prender ela ali.

E então, ela sente uma presença, bem atrás dela, impossível de ignorar, ao olhar pra trás, ela vê
olhos brilhantes... Roxos...

??? -... isk...

Frisk - Você é a...?

??? - ... Frisk!

E então, ela acorda, com os gritos desesperados de Flowey.

Frisk - ...Ein?

Flowey - Nós temos companhia...!

Logo, a garota vê alguém sentado ao seu lado, no lugar onde não havia ninguém... Era Mettaton...

Continua.

==============

Capítulo 51 - O Último Desafio?

Frisk e Flowey estavam sentados no fundão do trem, porém, Mettaton estava sentado ao lado deles,
era possível ver alguns monstros a frente olhando para ele admirados, não que isso seja
importante...
Frisk - Ahn... Posso ajudar?

Mettaton - Pra fora, agora!

Flowey - Não querendo ser grosso e interromper, mas estamos em um trem em movimento...

O Robô logo apontou para uma abertura no teto daquele vagão, com uma expressão bem séria, Frisk
entendeu na hora o que ele queria, logo suspirando.

Frisk - Não posso ter um minuto de paz né?

A máquina concordou com a cabeça (debochado ele né?).

Em poucos minutos, ambos estavam se encarando em cima do trem, o vento quente arrancando o
capuz da garota humana sem a mesma nem notar.

Mettaton - Dessa vez, eu vou acabar com você, sem distrações, meu único erro foi tentar
transformar tudo em um espetáculo, mas agora é pra ir com tudo!

Frisk - Então eu não vou aparecer na TV dessa vez?

Ele nem se deu ao trabalho de responder, as luzes em seu corpo começam a brilhar, e ele entra em
uma postura agressiva.

Frisk - Bom, parece que terei um último desafio antes do fim!

Ela falou, já abrindo seus olhos.

Mettaton - Não vou ser intimidado por esse olhos demoníacos!

Assim, ele partiu para cima dela, em uma velocidade incrível, maior do que ele demonstrou
anteriormente. Um chute horizontal foi desferido, mirando o rosto da garota, mas facilmente ela
bloqueou com seu antebraço, lhe dando um empurrão em seguida, que o arremessou bem para
frente do trem.

Graças a alguns propulsores em suas costas, Mettaton conseguiu se estabilizar no ar, voando de
volta até Frisk lhe desferindo um chute giratório horizontal com sua outra perna, mas ela abaixou
dessa vez, lhe dando um soco no queixo, agarrando sua perna antes dele sair voando, e o batendo
contra o teto do trem onde estavam em cima.

Acredite se quiser, mas a garota tava pegando bem leve, o robô percebeu isso.
-Mettaton - Urg! É só isso que tem!?

O Robô encarou a humana, e de seus olhos um flash de luz cegante foi emitido, o que distraiu a
garota por alguns segundos, o suficiente para o mesmo se afastar, e então disparar vários mísseis
igual ele fez na luta anterior.

Ao recobrar a visão, Frisk vê a chuva de mísseis indo para cima dela, e logo começou a desviar a
trajetória deles com tapas mesmo.

Frisk - Ei! Cuidado! Essas coisas vão acabar atingindo o trem!


Mettaton - Não aja como se se importasse com as vidas nesse trem! E depois, cada ataque meu é
friamente calculado para que só você sofra danos!

Frisk - Eu não sei se acredito nisso...

Ela olhou em volta, e ao longe viu uma espécie de "ilha" de rochas no meio do mar de lava.

Mettaton - O que você pensa não faz diferença!

A máquina voou para cima de Frisk mais uma vez, dessa vez transformando seu braço em uma
lâmina brilhante, também como na luta anterior, mas, a garota parou a lâmina com uma das mãos e
arremessa ele com um movimento giratório, até a tal ilha de rochas.

O impacto repentino deixou Mettaton tonto, logo Frisk salta até o local, ficando de frente para ele
novamente, infelizmente, o trem seguiu caminho sem ela.

Frisk - Droga, acho que vou ter que esperar o próximo...

Mettaton - ... hahaha... HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!

Frisk - Ué, você ficou doidão?

Mettaton - Humana tola... Eu estava me segurando até agora... Mas já que você me isolou nesse
lugar, posso finalmente usar todo meu poder!

O orbe Platina no peito de Mettaton brilha de forma como Frisk nunca tinha visto até agora, a típica
aura prateada em volta dele era enorme! Mas a garota era inabalável.

Frisk - Nesse caso, espero que não haja arrependimento!

Ela entrou em posição de luta, se preparando para qualquer coisa que jogará nela.

Enquanto isso, duas pessoas assistiam a luta pelo olhos de Mettaton, em uma sala escura (deviam
acender a luz de vez em quando), você já deve saber quem são.

Alphys - Ele... Vai usar o poder total do Orbe!


-Gaster - Vai mesmo, não é legal? Ele é literalmente o único que possui um corpo capaz de aguentar
tal poder! Nem sua ex namorada seria capaz disso! Mesmo com o título de "a mais forte" do
subsolo!

Alphys - Ela não é minha ex-

Gaster - Shiii! Quieta! Vai começar a luta! Vamos ver se os upgrades que fizemos no Mettaton serão
capazes de derrotar a humana mais forte já vista!... Eita, meu café acabou...

A batalha está apenas começando.

Continua.

==============

Capítulo 52 - Conhecendo a derrota.


Gaster, o cientista real, caminhava por um corredor de paredes metálicas de forma calma. Ele chega
em um porta e aperta um botão em um painel ao lado, a abrindo. Dentro estava Mettaton, em pé,
enquanto sentada em uma cadeira, estava alguém peculiar.

Mad Marry - Eu tenho o direito de permanecer calada!

Mettaton - Eu já disse prima... Eu só quero conversar, não estou fazendo bico na guarda real...

Gaster - Hey Mettaton!

Mettaton - Agora não doutor...

O homem se aproxima da cena.

Gaster - Desculpa me intrometer, mas achei que você iria gostar de saber que tem uma humana
vindo para cá.

Mettaton - uma humana...?

Mad Marry - Humana? Por acaso ela seria loira?

Gaster - Bom, sim? Coincidência você saber de uma coisa tão específica!

Mad Marry - Claro que eu sei! Afinal eu mesma capturei essa humana antes de ser trazida para cá!
Se a Maldita guarda real não tivesse me atrapalhado, eu teria terminado a vida daquela garota!

Mettaton - Você realmente confia tanto no seu LV assim? O que o Blook diria se visse você agora?

Mad Marry - Não começa a falar dele! Eu pelo menos fiz alguma coisa! E digo mais! A minha arma
secreta era capaz de por qualquer humano pra dormir com os peixes!

Gaster - Arma secreta? Por acaso está falando daquele trambolho que um de meus cientistas
construiu?

Mad Marry - Ahn!? Como você descobriu?

Mettaton - Sim, que papo é esse doutor?

Gaster - Ah, é uma história bem engraçada! Digamos que eu peguei um dos meus subordinados
criando essa arma em segredo, quando eu o ameacei, ele revelou que pretendia entregar a arma a
você em troca de um bocado de G. Bom, o mesmo se encontra preso agora, mas eu guardei a arma
de recordação!

Mad Marry - (então é por isso que aquele maldito não apareceu...?)

Mettaton - Que tipo de arma é essa doutor?


-Gaster - É uma invenção um tanto cruel, um disparo perfurante que suga a energia de sua alma até
ela não conseguir se manter e então se quebrar, pelo menos esses eram os planos.

Mettaton - Um humano seria derrotado com isso?


Gaster - Talvez, se ela for terminada e aprimorada, mas isso vai levar algumas horas, e a humana já
vem chegando aí...

Mad Marry - Epa epa, eu to louca, ou vocês estão querendo usar MINHA arma contra a humana que
EU capturei!?

Gaster - O que você fez, ou deixou de fazer, não é mais relevante para essa história gatinha, e sim!
Você tá louca.

Mettaton - Hunf, se eu tiver sorte eu nem irei precisar dessa tal arma, com o poder desse corpo devo
ser mais que capaz de destruir essa humana! Vou mostrar pra você prima! Como que se vinga
alguém!

...

Gaster - E no fim, ele levou uma surra!

Estamos novamente na cena de Gaster e Alphys, que assistem a revanche entre Frisk e Mettaton
pelo visão do robô.

Alphys - Então foi essa a arma que você colocou no Mettaton?

Gaster - Isso aí, se tivesse controle da situação, diria para o Mettaton cansar a humana parar
conseguir usar a arma, porém...

Alphys - É... Ele é muito arrogante...

Gaster - De fato, é capaz dele tentar usar tudo que ele tem antes de ser obrigado a usar a arma, mas
do jeito que essa humana é forte, ela pode acabar com a luta em poucos golpes...

Alphys - Bom... Só nos resta assistir...

Mettaton avança, com uma velocidade incrível, era impossível de desviar! Seu soco atingiu o rosto
de Frisk em cheio, mas ela nem se moveu. Com um chute, ela mandou o robô voando pelos ares,
mas o mesmo conseguiu voar com os seus propulsores, logo em uma de suas mãos surgiu um tipo
de canhão.

Mettaton - Haaaah!!!

Ele dispara uma rajada de energia na direção da garota, que desviou com um salto, só pra em
seguida receber um tipo de soco com a exata mão de canhão, que atirou no momento do impacto.
-A rajada disparada mandou a garota com tudo ao chão, sua bochecha toda queimada, mas ela nem
teve chance de se levantar.

Mettaton - Você está exatamente onde eu queria!!!

Nesse momento, Mettaton começou a descarregar tudo o que tinha contra a humana, seu canhão
com rajadas de energia, seus muitos mísseis, lasers em seus olhos, uma arma de ondas sonoras em
sei peito, um lança chamas em sua boca, dentre algumas outras armas menores, tudo foi despejado
em cima da garota.
Em sua potência máxima, as armas da máquina destruíram completamente aquela ilha de pedras,
nada mais podia se ver além do grande oceano de lava após a poeira baixar.

Mettaton - Eu... Consegui... Não tem como... Ela sobreviver na lava... Eu consegui mesmo!

Diferente do que os cientistas achavam, tanto poder utilizado por Mettaton lhe causou danos
internos, de forma que ele não conseguia mais se mover direito, mas isso não importa, ele venceu...
Né?

????? - Ah! Minha calça tá queimando!

Mettaton ouviu essa, incrédulo! Ele sabia exatamente quem era. Ao se virar, ele vê Frisk em cima
de uma pedra sacudindo sua perna, que estava em chamas.

Flowey - E-Eu achei que eu ia morrer! Porque você não me deixou no trem!?

Frisk - Minha calça!

Mettaton - Não pode ser... Você... CONTINUA VIVA!?

Indignado, ele faz surgiu aquela mesma lâmina em seu braço, e mesmo muito avariado, ele avançou
com velocidade, porém inferior.

Mas, como se estivesse em um jogo de futebol, a garota deu um passo pro lado, e logo deu um
chute no robô, o arremessando direto para uma outra ilha de pedra bastante afastada dali, e é gol!

Com um salto, Frisk chegou na ilha logo depois, dando um tapão em sua coxa para apagar o fogo
em seguida, ela agora estava diante de Mettaton, caído...

Mettaton - Como... Como isso aconteceu... Eu usei tudo que eu tinha! Meu poder máximo!

Frisk - Se serve de consolo, minha pele tá ardendo bastante, eu diria que você se saiu muito bem!
-Mettaton - Se todos os humanos são assim, significa que estamos...

Frisk - Eu sei o que você está pensando, mas eu-

De repente, se ouve um grande "Pow!", e então, silêncio... Frisk começa a sentir seu corpo se
enfraquecer, sua energia deixar seu corpo, sua mente derreter.

A última coisa que ela viu antes de cair, foi um estranho projétil, semelhante a uma mini broca,
presa em seu ombro, e por fim... Mettaton, com seu braço levantado em sua direção, justamente o
único braço que ele não usou em nenhum momento durante a batalha, e que agora, se tornou uma
grande arma semelhante a uma sniper.

Mettaton - Te peguei...!

Flowey - Frisk...!

E então... Trevas...

Continua...?
==============

Capítulo 53 - O Orbe Platina.

Tudo estava escuro, mas aos poucos, a escuridão dava forma a um novo ambiente, até os olhos
estarem abertos completamente.

Frisk - Urg... Ahn...?

A garota se encontra em uma sala mau iluminada, presa pelas mãos e pés em uma cama de metal,
não dava para ver direito o que tinha ali, a visão dela estava meio turva, tinha algo em um canto que
ela não viu direito, a frente tinhas telas, que ela não conseguia distinguir as imagens transmitidas
nelas, e do seu lado...

?????? - Eu sei... Eu sei... Não precisa se preocupar, eu não tô brava nem nada...

Frisk - Quem...?

Do lado de Frisk, sentada em uma cadeira, estava Alphys, conversando no telefone.

Alphys - Sim amor, eu adoraria sair pra ir no lixão com você, deixa eu só planejar direitinho ok,
eu... Oh! Preciso ir agora, depois eu te ligo, beijo!

Ela desligou o celular.

Frisk - Quem... É você?

Alphys - Olá Frisk, é bom finalmente te conhecer, eu vi muito ao seu respeito...

Frisk - Frisk...? Ah... Esse é meu nome né...? Hehe...

Alphys - É... Você deve estar meio tonta, isso é por causa do veneno que está sendo injetado em
você pelo projétil da arma do Mettaton, ela também está retirando sua energia, mas está mais
devagar agora pois não queríamos correr o risco de...

Frisk - Woooow... Tem uma mosquito no meu ombro...!

Alphys - He... Na verdade, é o projétil... Enfim! O doutor Gaster já deve chegar, eu só... Queria
agradecer por, você sabe, não ter matado o Mettaton e a Undyne, eles são importantes pra mim, e
eu... Bem, hehe... Assisti você por tanto tempo, comecei a torcer por você sabe? O que assistir uma
pessoa pelo tela não faz? Haha... ha...

Frisk -...Você é estranha...

Alphys - ...

Frisk - Adoro gente estranha... Casa comigo...?

Alphys - E-Ei... Eu sou comprometida!

Então, das sombras, surge ele, o grande... Guilherme Bri- Doutor Gaster!
Gaster - Olá doutora, olá humana, espero que o papo esteja bom entre vocês duas.

Frisk - Você é careca...

Gaster - ...
-Alphys -...Eu vou ver como está o Mettaton!

A moça saiu as pressas.

Gaster - Aham... Bem, eu vou ignorar esse comentário por agora, afinal temos coisas mais
importantes para fazer.

Frisk - Eu sou de menor tio...

Gaster - ... Bom pra você... Eu não cheguei a me apresentar, sou o Doutor Gaster, cientista real e o
criador do Orbe Platina!

Frisk - Ordem da birita...?

Gaster - Não, Orbe Platina! Aquela esfera prateada que você viu alguns monstros usar! Sim, fui eu
que criei elas! Você não tem nem ideia do trabalho que eu tive para criar essa belezinha...

Frisk - Eu-

Gaster - VOU TE EXPLICAR!

...

"Já faz tempo desde a época, onde tudo que eu queria era descobrir como o Soul Break funcionava,
cientificamente quero dizer".

"Na época pós guerra, existiam apenas especulações, até que, depois de 5000 anos, eu teria minha
resposta, pois eu seria agraciado com a presença de uma garota humana... Uma Soul Breaker!"

"Então, comecei minhas pesquisas, passei meses estudando aquela pentelha, e os resultados não
poderiam ser mais animadores. Eu descobri, que o Soul Break não tem esse nome a toa, imagine
que a alma é um recipiente para uma grande energia, e ao usar a habilidade, parte dessa energia
começa a escapar como se fosse água escorrendo por uma rachadura, fascinante não!?"

"E não é só isso! Sempre acreditei como cientista que o corpo é o que molda o poder da alma, que
quanto mais forte o poder do corpo mais forte a alma fica mas eu estava errado! É o poder
aparentemente infinito da alma que molda o corpo, é fácil de se chegar a essa conclusão ao ver
como o corpo dos humanos se fortalece ao usar o Soul Break, tudo para que o mesmo consiga usar
o seu novo poder, é realmente incrível."
-"E bom, eu podia passar horas explicando em detalhes, tipo, o que exatamente é essa energia que
temos dentro de nossas almas? Do que ela é feita? Qual a relação das emoções com isso tudo... Mas,
a princípio, tais informações são irrelevantes pois o objetivo, agora que eu seu exatamente como
tudo funciona, é fazer com que os monstros tenham o mesmo poder."

"Eeeeesse era meu pensamento no início, mas não dá! Não dá pra desconsiderar os detalhes
técnicos na equação! Veja bem, Chara me disse que despertou o seu Soul Break quando teve um
tipo de surto de ódio ou algo assim, nessa hora minha mente deu um estalo! Estava lá o tempo todo!
As emoções são a chave, você não fica mais forte porque treinou seu corpo, quer dizer, também,
mas é a determinação em se fortalecer que extrai poder da sua alma, ou seja um sentimento, para as
almas sentimentos são poder!"

"Bom tem os traços também, mas no caso dos monstros aí sim é irrelevante! Não temos traços
querida! Por isso eu foquei puramente nos sentimentos para criar o protótipo do Orbe Platina,
também conhecido como orbe de bronze."

"O Funcionamento era simples, ao usar o Orbe o monstro em questão sentiria um sentimento
extremamente intenso e isso causaria o mesmo efeito do Soul Break, depois seria só alegria, isso se
eu não tivesse desconsiderado o fato da anatomia dos monstros ser diferente da dos humanos!"

"Veja bem! Corpos humanos são físicos, o que explica a sua força impressionante, além deles
continuarem aqui após sua morte, mas os monstros não! Monstros tem um corpo feito de magia,
quando eles morrem viram poeira, e no geral são bem mais frágeis. Se pararmos para aplicar a
mesma lógica anteriormente discutida nos monstros, notamos que nossas almas são mais fracas,
justamente para nosso corpo não sofrer mutação quando treinarmos para nos fortalecer."

"Mas e se de repente, nossa alma passar a ter um poder maior do que nosso corpo foi feito parar
aguentar...?"

...
.Eles então escutam um som de algo batendo em metal ali do lado, justamente no canto que Frisk
não conseguiu ver direito quando acordou. Ao olhar novamente, a garota enfim percebeu o que
estava ali...

Dentro de uma gaiola, havia um ser grotesco e derretido, usando uma armadura de cavaleiro
mesclada a seu próprio corpo, além de ter um orbe de cor meio bronze preso em seu peito, era
impossível distinguir como esse ser era antes, se é que já foi alguém...

Gaster - Sim, esse humilde rapaz já foi alguém, um membro respeitado da guarda real... Veja só no
que eu o transformei...

Gaster parecia mais sério, e até mesmo, um pouco triste, diferente da empolgação que ele
demonstrou anteriormente, logo o homem suspira.

Gaster - Pois é... A ciência é assim mesmo, tentativa e erro, as vezes fracassar lhe trás
consequências terríveis, mas o importante é aprender com os erros e seguir em frente... É, isso é o
que eu disse a mim mesmo...

Gaster - Ah verdade é que eu demorei demais, só pra fracassar, enquanto isso o subsolo se destruía
com o passar do tempo e eu não consigo deixar de pensar que sou, de alguma forma, responsável
por isso...

Gaster - Então! Eu decidi que iria me esforçar mais! Eu iria me redimir pelos meus fracassos! O
objetivo agora era criar um dispositivo capaz de lhe dar o poder e ao mesmo tempo lhe proteger dos
efeitos colaterais, e até um certo ponto eu consegui! Eu criei o Orbe Platina! E ele funciona, você
viu!

Frisk encarava ele sem dizer nada.


Gaster - Mas, infelizmente ele é imperfeito, desgasta muito o corpo, se você não tiver preparado
físico você pode até mesmo ter um colapso, por isso apenas os membros mais fortes da Guarda real
os utilizam, e mesmo eles sofrem com isso, mas... Eis que... Chegamos em você.

Frisk - ...Eu?
-Gaster - Eu assisti aos seus embates, bem impressionante eu diria, o que mais chama atenção é
você ter derrotado os monstros mais fortes do subsolo brincando! Em outras palavras, sua força é
imensa mesmo sem ter utilizado o Soul Break nenhuma vez, quem poderia imaginar que tal
aberração existe? Haha

Frisk - Hahaha... (Aberração...?)

Gaster - O fato é que, sendo você um humano único, talvez exista dentro de você a chave para criar
o orbe perfeito, e assim irei finalmente me redimir e salvar o subsolo, por isso, você deve se
submeter aos meus experimentos!

Frisk - Tudo bem.

Gaster - Não adianta resistir, você logo será... Espera o que!?

Frisk - Você disse que esse experimento vai ajudar os monstros não é...? Então tá tudo bem, pode
me usar...

Ela suspirou.

Frisk - Pelo menos uma vez... Servirei para um bom propósito...

Gaster - Wow... Eu não esperava por essa, eu pretendia de torturar com meus experimentos e depois
te dar pro Mettaton te matar mas... Talvez eu mude de ideia? Quem sabe, bom já perdemos muito
tempo!

E então, em um piscar de olhos, 3 dias se passaram...

Continua.

==============

Capítulo 54 - Ela Voltou (De novo...)

Frisk ainda estava presa naquela cama de metal, ela não sabe exatamente quanto tempo se passou,
mas Gaster já fez vários experimentos com a mesma, e de forma impressionante, ele já estava na
produção de um novo protótipo, algo que ele chamou de "Orbe Dourado".

De qualquer forma, o Doutor não ficava sempre naquela sala, quando não estava por perto, Alphys
aparecia para conversar com a humana, humana essa que, depois de um tempo, não se sentia mais
tonta pelo veneno em seu corpo, apesar de ainda se sentir fraca.

Alphys - ...Tipo, o lixão a primeira vista não parece o lugar mais agradável do mundo, mas lá é um
lugar especial pra gente sabe? Eu costumava ir lá procurar por peças e ver se fazia algo de util com
elas, já a Undyne, ela-

Frisk - Alphys... Por favor... Eu tô com dor de cabeça... Tenha piedade...


Alphys - A-Ah! Desculpa! Bom... Resumindo, foi um bom encontro! Hehe...

A humana deu um sorrisinho frouxo. Logo, Gaster retornou.

Gaster - Está incomodando a humana com sua vida pessoal de novo Alphys?

Alphys - O que? Bom... Ela não se incomoda né?

Frisk - Eu meio que não tenho escolha...

Alphys - Achei que estaria do meu lado nessa!

Frisk - E eu tô... Do lado direito...

Gaster - Enfim, já que estamos todos, deixe-me apresentar o meu mais novo invento...

Logo, o homem mostrou sua mão, que carregava aquilo que esperávamos, uma esfera do tamanho
de uma bola de tênis, com uma linha preta ondulada nela, e com um brilho dourado, semelhante à
aura de Frisk.

Gaster - Eu o fiz seguindo as mesmas especificações que usei com o Orbe Platina original, e
acrescentei aquela misteriosa energia dourada que corre por suas veias, e fortalece seu corpo. Mas é
justamente o fator mistério que torna esse protótipo perigoso, e eu não sei se existe alguém no
subsolo disposto a testar isso...

Ele falou, bastante preocupado, até que de repente, um alarme começou a tocar.

Gaster - O que!?

Frisk - Urg... Minha cabeça...!


-Alphys - Doutor Gaster!

Gaster - Eu sei, uma pessoa não autorizada entrou no laboratório...

Ao olhar pelas câmeras, ambos viram no corredor acima deles, uma jovem garota humana de cabelo
preto, você com certeza sabe quem é.

Lume - Urg, que barulheira... Dias perdida naquela floresta só pra ser recebida por esse som
irritante! Bom... Pelo menos eu estou no lugar certo, ela com certeza está aqui em baixo... Eu...
Posso... Sentir...!

Gaster - Outra humana!?

Alphys - Eu... Acho que vi essa dai nas gravações, mas achei que ela tinha morrido!

Gaster - Caramba, Alphys! É uma humana! Eu tinha que saber!

Alphys - Mas você não olhou as câmeras!?

Eles então são interrompidos por um som de explosão, logo acima deles.
Gaster - Droga, ela vai invadir...

O Doutor então olhou para Frisk, olhou para o orbe em sua mão, e então olhou para Alphys, dando
um sorriso.

Gaster - Haha, ok... Alphys, tire a humana daqui.

Alphys - O que? Como assim? E você?

Gaster - Eu? Poxa vida, você não vê? Uma oportunidade como essa não se vê todo dia! E depois
nossa querida Frisk não parece muito feliz com a presença dessa outra garota.

Ao ouvir isso, Alphys olhou para a loira, e viu um olhar de extrema preocupação em seu rosto.

Alphys - E-Espera! O-O que... O que isso quer dizer!?

Gaster - Considere isso como meu agradecimento por ter aceitado participar dos meus experimentos
humana, adeus!

Alphys - Gaster!

Gaster - Se cuida Alphys! Fica de olho no Mettaton por mim, aquele cara é um sujeito
problemático.

O doutor simplesmente deixa a sala com a maior calma do mundo, deixando a pobre mulher sem
entender nada.

Alphys - Ah droga! O que ele tá pensando!?

Ela aperta um botão na mesa de Frisk, finalmente a libertando, o projétil no ombro dela sai
conforme ela cai de joelhos no chão.

Alphys - Qual é, você não era super poderosa? Porque não enfrenta essa outra humana!?

Frisk - Eu... Não posso... minhas pernas estão bambas... Não consigo lutar...
-Alphys - Tem certeza? Eu já vi você aguentando coisa pior-

Frisk - Vamos sair logo daqui!

A garota disse em tom de urgência e agressividade que Alphys não esperava, o que a fez ceder.

Alphys - O-Ok... Por aqui!

Conforme ambas seguiam pelos corredores de metal daquele laboratório, Gaster caminhava até o
local da onde os sons de explosões vinham, chegando em uma sala mais aberta, parecendo um tipo
de refeitório.

O lugar estava uma bagunça, e havia um buraco no teto, e claro, a sua frente estava ela.

Lume - Nossa! Quem imaginaria que tinha toda um espaço aqui em baixo!

Gaster - Como vai humana?


Ela direcionou seu olhar ao doutor.

Lume - A não, não me diga que outro de vocês aberrações vai querer me enfrentar!? Eu não estou
afim de perder mais tempo!

Gaster - Bom, se você não queria conflito, não devia ter arrebentado o teto do meu laboratório! Mas
não se preocupe, essa luta não será difícil, afinal eu não luto desde a grande guerra a 5000 anos
atrás, estou meio enferrujado haha.

Lume - 5000 mil anos? Caramba! Não gosto de bater em velho, mas sabe como é né? Vovô...

Ela apontou sua única machadinha na direção dele, como se estivesse lhe desafiando.

Gaster - Bom... Eu terei um enorme prazer em te bater...

Calmamente, enquanto falava, Gaster levantou sua camisa, mostrando um tipo colete que cobria
apenas sua barriga, onde tinha um orbe platina preso em um encaixe, com cuidado ele o retirou e o
substituiu pelo orbe dourado.

Assim, um grande poder começa a ser emanado dele, uma aura dourada surge, assim como marcas e
um brilho também dourado em seus olhos.

Lume - Esse poder... Não pode ser...!

Gaster - Lembre-se, se morrer é gay.

Lume - O que!?

Gaster deu uma piscadinha, e então duas mãos enormes surgem em cima dele, fazendo um
movimento familiar para quem assistiu Dragon Ball, uma rajada de energia é disparada contra
Lume.

Lume - Agora fud-

Continua.

==============

Capítulo 55 - O Homem Que Luta Usando as Mãos.

Alphys e Frisk fugiam pelos corredores de metal do laboratório, indo o mais rápido que
conseguiam, ainda era possível ouvir as explosões, resultantes da provável batalha entre Gaster e
Lume.

Ambas estavam nessa já a um tempo, fazendo Frisk se questionar:

Frisk - Esse lugar não acaba nunca!?

Alphys - O nosso laboratório está ligado diretamente à todo o subsolo, é possível ir de forma rápida
para qualquer ponto que quiser, mas como não temos tempo, vou te deixar o mais próxima possível
da cidade...
A mulher explicou mesmo estando bastante nervosa, e após mais alguns minutos de correria elas
chegam a um elevador no fim de um corredor, porém, havia alguém ali.

Mettaton - Eu sabia que você viria para esse lado...

O Robô se virou já mirando sua arma especial na testa de Frisk.

Mettaton - No seu estado atual... Um tiro bem dado com certeza lhe matará!

Alphys - Mettaton espera!

Alphys entrou na frente.

Mettaton - O que...? O que está fazendo Alphys!?

Alphys - Você... E-Eu sei o que você está pensando mas-

Mettaton - Alphys! Ela é uma humana! Você já esqueceu o que eles fizeram com a gente!? O que
fizeram com o Blook!? Porque está defendendo ela!?

Ele levantou a voz a cada palavra.

Alphys - ...

Mettaton - Me responda!!! Essa é minha chance de vingança, eu não vou-

Alphys - ESSE É O PROBLEMA!

Ela levantou a voz também...

Alphys - Eu não sou idiota, eu sei muito bem o que humanos nos causaram e ainda nos causam, mas
você não vai ser melhor que eles matando ela! Ela literalmente não fez nada de errado!

Frisk abaixou a cabeça após essa fala...

Mettaton - Você diz que não é idiota só pra depois cair no papinho de boa moça dela!? Caramba
Alphys, deixa de ser ingênua!
-Alphys - Você não viu o que eu vi, estava tão ocupado com sua vingança e o seu programa que
nem se deu ao trabalho de ver como eu estava! Mas eu vi essa humana sendo gentil com todos,
inclusive você, mesmo tendo todos os motivos do mundo para nos atacar, e mesmo assim!

Mettaton - Alphys...

Alphys - Eu não aguento mais, primeiro a Undyne não fala mais comigo e depois você? Eu sei que
não sou tão legal assim, e vocês tem suas obrigações, mas aqui é tão solitário, e o Gaster não é do
tipo que escuta, bom... Pelo menos essa humana me ouviu nos últimos dias, e a Undyne me levou
em um encontro então, às coisas estão melhorando eu acho?

Mettaton - O que você quer dizer...?


Alphys - Eu quero dizer que eu sinto sua falta! Você é meu melhor amigo, eu não quero que essa
guerra leve as pessoas que eu amo também, não quero que você vire outro maluco genocida...

Mettaton - Mas... Como... Eu vou confiar em um humano? Depois de tudo, como!?

Alphys se aproximou e pegou na mão dele.

Alphys - Não precisa confiar nela, só preciso que confie em mim, você sabe que vou ficar do seu
lado se eu estiver errada, então por favor... Não se afaste mais...

Ele então abaixou sua arma meio relutante.

Mettaton - Ok... Eu não fazia ideia de que você se sentia assim, me desculpe...

Após dizer isso, a máquina encara Frisk friamente, antes de passar por ela caminhando.

Mettaton - E mais uma vez você escapa de mim... Não faça eu me arrepender disso...

A garota humana não respondeu, apenas concordou com a cabeça, se aproximando de Alphys que
estava chamando o elevador, logo as portas se abrem.

Alphys - Bom, esse elevador vai te levar para perto do Shopping MTT, a cidade fica logo depois
dele, então... Acho que é um adeus? Hehe...

Frisk - Obrigada por me defender, mas eu não sei se mereço...


-Alphys - Ah não se preocupe! Eu também não sei se fiz a coisa certa aqui, querendo ou não a gente
tem uma história com a humanidade que é difícil de ignorar, mas eu quero acreditar que pelo menos
você é uma boa pessoa.

Frisk - Vou tentar não trair sua confiança...

Ela então entrou no elevador e deu um último aceno para Alphys, que acenou de volta com
Mettaton atrás só esperando por sua amiga, assim as portas se fecharam.

Conforme Frisk subia para fora do laboratório real, ela não pode deixar de ficar preocupada, ao
lembrar de algo muito importante.

Frisk - Meleca... Esqueci o Flowey...

...

Dito isso, Flowey se encontrava em uma situação esquisita, pois o mesmo estava preso dentro de
um pote de vidro, em uma sala escura (o pessoal gosta mesmo de escuro nesse lugar).

Flowey - Como diabos eu vim parar aqui!?

Ele olha em volta mas não consegue distinguir nada.

Flowey - Droga, eu devo ter dormido demais! Aquele robô maldito, onde será que a Frisk está?

Então, a parede a sua esquerda é arrebentada brutalmente, após a poeira baixar a flor pode ver
Lume, caída no chão.
Flowey - Você!?

Lume - Uma flor falante? Agora eu já vi de tudo...

Antes da garota se levantar ela é agarrada por uma grande mão dourada e então puxadas com tudo
até os pés de Gaster. A mão desapareceu, e então reapareceu em cima dela em questão de segundos,
lhe socando de cima para baixo antes dela sequer encostar no chão.

Gaster - (Tirando essa sensação esquisita pelo meu corpo, eu sinto que estou um pouco mais forte
em relação ao orbe Platina, mas eu ainda não sei por quanto tempo meu corpo vai aguentar...)

Logo, Lume apareceu atrás dele, arremessando sua machadinha em suas costas, mas uma outra mão
apareceu e deu um peteleco na arma, a rebatendo de volta. Por pouco, a humana conseguiu desviar.

Lume - Fala sério...! (Eu ainda não me recuperei totalmente da minha última batalha, mau estou
conseguindo usar meu Soul Break... Preciso de uma nova estratégia...!)
-A garota começou a correr em direção a um corredor, como se estivesse fugindo.

Gaster - Agora você quer fugir? Ainda não terminamos!

Uma das mãos douradas dispara um projétil de energia na frente do corredor por onde Lume estava
indo, o mesmo explodiu e acabou obstruindo a passagem com escombros.

Lume - Mer-

Então a garota levou um tapão de outra mão que a arremessou para o lado, a mesma tentou se
manter em pé com uma manobra, só para ver mais duas mãos batendo palmas e liberando uma
rajada de energia em área, essa da qual ela evitou com um pulo.

No ar, ela decidiu jogar uma pedra em direção ao corpo do cientista, visto que ela perdeu sua
machadinha, porém com um literal estalar de dedos, uma barreira de raios dourados surge ao redor
do mesmo, a pedra é desintegrado ao entrar em contato com ela.

Gaster - Agora é seu fim! ORA!ORA!ORA!

Assim, Lume é atingida por milhões e milhões de socos, vindos de várias e várias mãos, a surra foi
imensa e a garota logo foi ao chão, cuspindo sangue.

Lume - A-Ah...!

Gaster se aproximou dela, com várias mãos ao seu redor prontas para dar o golpe de misericórdia.

Gaster - Bom, acabou pra você, eu diria que foi um prazer... mas obviamente é mentira!

Quando ele estava prestes a pôr um fim na gótica, ele sente um pontada de dor em sua alma.

Gaster - Arg!

E foi aí, que o jogo virou, pois Lume ativou seu Soul Break e invocou sua versão mago, nesses
poucos segundos o poder de Gaster havia sumido, e esse foi o momento dela usar todo o pouco
poder que tinha em uma única rajada de energia, e assim foi feito.
O corpo do Doutor foi arremessado contra a parede, perdendo de vez o poder do Orbe Dourado, ele
estava bastante ferido.

A humana logo se aproximou calmamente dele...

Gaster - Ah... Eu não esperava por essa...

Lume - Hunf... Eu te peguei seu velho careca, eu realmente consegui...

Ela disse cuspindo sangue para o lado.


-Lume - (Isso só foi possível porque eu parei para reunir minhas forças nesse golpe, eu não teria
pensado nisso se não fosse a minha luta com os esqueletos, realmente "aprenda com seus inimigos"
é um bom conselho senhor conselheiro...)

Ela lembrou de alguém por um momento.

Gaster - Eu não estou em condições de continuar lutando, embora a ideia tenha sido me sacrificar...

Ele tossiu enquanto tentava se levantar.

Gaster - Eu não queria morrer... Minha pesquisa... Ainda deve ajudar meu povo... Eu ainda tenho o
que fazer!

Um Gaster Blaster surgiu atrás do cientista, o mesmo com um brilho vacilante nos olhos, não tinha
muito poder...

Lume - No fim todos nós temos um propósito não é? Mas o meu... Não é te matar... Não é matar
nenhum de vocês, por isso, eu estou disposta a te deixar viver... se você fizer algo por mim...

Gaster - ... E o que seria...?

Eles se encaram por um momento. Porém, ainda não é hora para isso...

**SOUL BREAK TALE! - Hotland (fim)**

==============

**SOUL BREAK TALE! - Ultima Batalha (Início)**

Capítulo 56 - Enfrete-me, filha!

O ato final se inicia, embora não saibamos onde todos se encontram, todas as peças se encaminham
para o clímax dessa história, porém, vamos com calma...

De início, não vemos nada além da escuridão, e depois... Gritos! Seguido de um furacão vermelho,
uma tormenta de ódio e tristeza misturada com o sangue...

E então, ela acorda! Apesar do susto, a garota se encontrava na segurança de seu quarto, o mesmo
não era o mais arrumado do mundo, tinha algumas coisas jogadas, mas ela não tinha tempo para
arrumar, pelo menos era o que ela dizia a si mesma.
Ela então se levantou, havia deixado separado um de seus vários sobretudos em um manequim logo
ao lado de sua cama, esse assim como o que ela usou anteriormente era preto, mas tinha uma única
listra vermelha nele.

Ela então se vestiu, e então pegou o cachecol verde que guardará embaixo de seu travesseiro, ela o
encarou com um olhar de pura tristeza por alguns segundos, mas então respirou fundo e o amarrou
em sua cintura.

Finalmente se sentindo pronta para sair, ela abre as portas de seu quarto, chegando a um corredor, o
mesmo tinha algumas estantes e fotos da família real, mas ela apertou o passo e nem prestou muito
atenção ao seu redor.

??????? - Chara...?

Ela então olhou para a voz que veio de trás dela, logo vendo a figura alta com traços de cabra,
cabelo e barba castanhos, a coroa dourada e a capa lilás, que escondia todo seu corpo.

Chara - He... Bom dia rei Asgore!

O homem levantou uma sobrancelha.

Chara - ... Bom dia pai...

O homem então sorriu, e ambos se abraçaram.

Asgore - Por mais que não seja mais hora de dizer "Bom dia", é bom ver que você acordou
pequena.

Chara - Pois é, falando nisso, quanto tempo eu dormi?

Asgore - Uns 3 dias?

Chara - 3 dias!? Ok... Não é tão surpreendente assim, já dormi por mais tempo... Mas você não
ouviu nenhuma notícia de ataque de humano nesse tempo né? Por favor diz que não...
-Asgore - Na verdade, o Sans me relatou que enfrentou uma humana "gótica" logo depois que você
foi dormir...

Chara - Aquela maldita, como pode me enga- espera gótica!?

Asgore - Eu sei, eu também não sei o que significa...

Chara - Eu, explico depois... Alguém falou mais alguma coisa sobre humanos? Sei lá, algo sobre
uma loira?

Asgore - Loira? Não, não ouvi nada sobre uma loira, devo me preocupar...?

Chara - (então ninguém disse nada sobre a Frisk? Bom isso não prova nada... Mas caramba, eu
preciso ver essa história sobre uma outra humana...) Não, era só isso mesmo! Bom, preciso ir agora!

Asgore - Espera aí Chara, temos um assunto para resolver...

Chara - Ahn... Tá falando de...


Asgore - Sim.

Chara - Agora?

Asgore - Agora mesmo! se não for agora você só vai voltar quando precisar dormir de novo, venha
comigo...

Chara - Ok...

Chara seguiu o rei até a sala do trono...

Asgore - A propósito, você continua tendo pesadelos? Faz tempo que não conversamos sobre isso...

Chara - Bom, eles nunca de fato pararam, mas eu não me incomodo tanto com eles como
antigamente.

Asgore sorriu.

Asgore - Bom saber...

A sala do trono era bem espaçosa, apesar de bonita ela não tinha muita coisa além do trono. Atrás
dele tinha uma porta dupla, mas nada que seja importante agora.

Asgore - Como eu sei que você tem coisas pra fazer, eu vou tentar ser rápido!

Chara - Hunf, bekeza! Vem com tudo!

E em um piscar de olhos, Asgore já estava em frente a Chara, o mesmo estava distante dela a
poucos segundos, mas agora com a proximidade, ele fez surgiu um tridente em suas mãos e seguiu e
tentar golpear o rosto de Chara com tudo.

Mas, também em um piscar de olhos, marcas vermelhas semelhantes a rachaduras surgem no rosto
da garota, e seus olhos junto com parte do seu cabelo também brilham nessa cor. A garota de cabelo
preto usou seu Soul Break, e com os dedos ela parou o ataque de seu pai.

Chara - É tudo o que tem?


-Asgore não reagiu a provocação, apenas fez seu tridente sumir e reaparecer em questão de
segundos e já emendou outro ataque, porém Chara defendeu da mesma forma.

Durante um minuto inteiro, Asgore seguiu com essa sequência de golpes, e Chara seguiu
defendendo os golpes com facilidade, embora ela estivesse focada ao máximo.

Então ele encerra tudo ao dar um passo para traz, as três pontos de seu tridente entras em chamas, e
com um giro rápido ele desfere um golpe de cima para baixo na cabeça de Chara.

A mesma defendeu com o antebraço, o impacto foi forte o suficiente para rachar o chão daquela
sala, que eu não havia comentado antes, mas a mesma já tinha várias marcas de batalha, ou seja,
essa não é a primeira vez que algo assim é feito.

Uma pequena gota de sangue caiu do braço da princesa dos monstros, Asgore viu isso e deu um
sorriso satisfeito.
Asgore - Após anos de treinamento, finalmente te arranquei uma gota de sangue.

Chara volta ao normal, passando a mão no machucado.

Chara - He, nem quando eu lutei contra a Undyne, o Mettaton e o Sans juntos eu sangrei, você é
mesmo o rei dos monstros!

Asgore - Bom, eu não estaria nesse nível se não tivesse um oponente a altura para ajudar a treinar,
tenho muito orgulho de você.

Chara - Que isso, eu que devia estar orgulhosa!

Asgore fez seu tridente sumir de vez, e logo deu mais um abraço em Chara. Ela retribuiu, mas logo
eles escutam algo.

Sans - Toc toc! Tô atrapalhando alguma coisa?

Chara - Sans!

Sans - Finalmente acordou bela adormecida?

Chara correu até ele, e ambos fizeram seu cumprimento especial.

Asgore - Imagino que tenha vindo buscar a princesa para cumprir seus deveres, certo soldado?

Sans - Falou e disse! Tenho sua permissão majestade?

Asgore deu um sorriso sereno e concordou com a cabeça.

Sans - Perfeito, vambora piveta!

Chara - Até mais pai, depois a gente treina mais!

Pai e filha acenaram um pro outro, e então Sans e Chara se dirigiram para fora do castelo.
-Chara - Ok, agora que história é essa de você lutar com outra humana sozinho!?

Sans - Sozinho não, eu tive uma ajuda bem inesperada, mas enfim, é uma longa história, eu te conto
no caminho!

Chara - E onde exatamente estamos indo?

Sans - Não é óbvio?

"Vamos encontrar a loira."

Continua.

==============

Capítulo 57 - Quer Jantar Comigo?


Em algum lugar de Hotland, um elevador chega a superfície, dele uma garota humana loira sai.
Olhando em volta para se localizar, ela vê uma grande estrutura iluminada com um grande letreiro
escrito "MTT" ao longe. Ela suspira e calmamente começou a caminhar em direção à ela.

Frisk - Aquele deve ser o tal Shopping, espero que o Flowey esteja bem...

????? - O Shopping costuma ser bem movimentado essa hora do dia.

A garota ouviu essa voz logo ao seu lado e pulou de susto, ela logo percebe que quem está ali era
ninguém menos que Chara!

Frisk - Você! Você é a garota esquisita de antes! Ahn... Seu nome era Chara né?

Chara - Eu mesma! Infelizmente eu tive que sair as pressas naquele último encontro que tivemos,
mas agora eu voltei! (Depois de não sei quantos capítulos)

Frisk - Legal! Mas... Porque você tá aqui?

Chara - Eu lhe pergunto o mesmo, pelo meu raciocínio, da Área das Flores até esse lugar aqui, você
só chegaria nesse ponto específico se tivesse atravessado a lava ou pegado um atalho pelo
laboratório real! A segunda opção me parece mais lógica, me pergunto o que você estava fazendo
lá...

Ela falou enquanto andava ao redor de Frisk.

Frisk - É uma longa história, mas eu tenho fé que o povo do laboratório está bem! He...

A garota loira falou não muito confiante, parecendo preocupada, Chara percebeu isso mas não sabia
o que pensar vindo de outra humana.

Chara - Quer ir jantar comigo?

Frisk - Quero!

Chara - Nossa! Aceitou assim na lata? Algumas pessoas pensam duas vezes antes de sair com
alguém que mau conhecem!

Frisk - Eu estou a 3 dias comendo só barras de cereais, eu preciso comer algo bom urgentemente!

Chara - Ah, então está pensando só na comida? Magoei agora Haha, bom o Shopping é logo ali!

Com Chara mostrando o caminho, as duas humanas não demoram pra chegar no Shopping MTT. O
local era bem bonito e movimentado, com várias lojas e atrações espalhadas, a maioria com tema de
Mettaton.
-Frisk - (aquele cara é mesmo famoso...)

Em frente ao que parecia ser um restaurante, estava Sans.

Sans - Boa tarde meninas! Que coincidência achar vocês por aqui!

Frisk - Ei você é o irmão do Papyrus!


Sans - Sou o Sans, não chegamos a nos apresentar direito!

Ele estendeu a mão para ela, e a mesma apertou, então um som de pum ecoou pelo local.

Frisk - Nossa, hehe... Que deselegante da minha parte, foi mau aí...

Sans - Relaxa piveta, é só a velha piada do saquinho de pum na mão, é assim que eu cumprimento
as pessoas!

Chara - Nossa, quanto tempo faz que você não usa essa?

Sans - Pois é, enfim! Querem entrar? O cardápio aqui é dos bons.

Frisk - Sério!? Beleza!

A loira correu para dentro do restaurante, enquanto isso Chara cochichou com Sans.

Chara - Iai? Conseguiu entrar no laboratório real?

Sans - Não, as travas de segurança estão ativadas, ninguém consegue sair nem entrar, eu também
não consigo falar com o doutor Gaster nem ninguém de lá de dentro.

Chara - Será que essa garota tem alguma coisa haver?

Eles olham para Frisk, olhando o cardápio como se tivesse encontrado o maior tesouro do mundo.

Sans - Eu sei que é difícil de acreditar, mas essa garota aí não fez nada suspeito desde que chegou, e
olha que eu teintei ao máximo ficar de olho nela. E outra, você disse que ela apareceu de um
elevador em Hotland?

Chara - Pois é, ela não teria saído do laboratório de forma tão simples com ele estando todo lacrado,
alguém deve ter permitido ela sair.

Sans - Ou ela obrigou alguém, ei sei que demos um voto de confiança, mas todo cuidado é pouco.

Frisk - Pessoal?

Frisk chamou pelos dois.

Frisk - Essas comidas são bem caras, vocês tem dinheiro aí?

Sans olhou para Chara, que suspirou.

Chara - Ok... Eu sempre pago mesmo...

Então, meia hora se passou, e Frisk havia devorado uma quantidade obcena de diferentes pratos de
comida, deixando Chara e Sans perplexos.

Frisk - Caramba! Nunca comi tão bem na vida!


-Disse a garota passando a mão em sua barriga, satisfeita.

Sans - Nossa, isso tudo é fome?


Chara - Lá se vai todo meu dinheiro...

Frisk - Ah... Desculpa! Eu perdi um pouco do meu auto controle...

Chara suspirou.

Chara - Tudo bem, mas realmente, nunca vi um ser humano comer tanto assim, você realmente é
diferenciada.

Frisk - Bom, eu nem sempre fui assim, ouve uma época em que eu não me alimentava direito então,
acho que não posso me culpar...

O trio ficou um momento em silêncio.

Chara - ...Eu vou no banheiro rapidinho.

A princesa dos monstros se levantou, enquanto o esqueleto encarava Frisk com um sorriso curioso.

Frisk - Algum problema?

Sans - Me diz você.

Frisk - Eu?

Sans pegou um vidro de ketchup.

Sans - Sabia que eu sou muito bom em ler as pessoas?

Frisk - "Ler" as pessoas?

Sans - Sim, por exemplo, eu consigo saber quando alguém está mentindo, foi como eu descobri que
meu irmão estava treinando escondido pra ser guarda real.

Frisk - Sério?

Sans - Sim, também consigo saber quando alguém está escondendo algo ou sofrendo em silêncio,
isso porque eu convivo com uma certa humana que faz exatamente isso.

Frisk - Uma humana... Chara?

Sans - Sim, mas ela não é a única humana que faz isso sabe?

Frisk - Ué, você conhece outros humanos...

Ele levantou uma sobrancelha (entre aspas), Frisk mudou completamente de expressão, e começou
a falar em um tom mais sério.

Frisk - Onde você quer chegar com isso.

Sans - Bom, eu não sei quando anos você acha que eu tenho, mas eu já vivi bastante, tive várias
experiências boas e ruins, algumas pra lá ruins.
Frisk - Eu imagino...

Sans - Mas se tem uma coisa que eu aprendi, é que quando você tem um problema a melhor forma
de lidar com ele é conversando com alguém.

Frisk - Não é tão simples assim.

Ela cruzou os braços.

Sans - Eu sei, falar isso com alguém que você mau conhece realmente não é a melhor das opções,
embora você não tenha muitas, mas talvez seja uma boa tentar conversar com alguém parecido com
você.
-Ele apontou com olhos para Chara, que calmamente estava retornando a mesa.

Frisk - Eu ainda não entendi, porque está me dizendo isso?

O esqueleto se levantou.

Sans - Considere isso meu agradecimento por ter feito como eu pedi e não matado meu irmão
quando pode, talvez seja negligência minha como guarda real, eu sei que nosso mundo é cruel...
Mas, no fundo eu acredito que todos podem ser pessoas boas se tentarem, ou pessoas melhores.

Chara então chegou.

Chara - Do que vocês estão falando ein?

Sans - Nada demais! Bom, eu vou ver se lá fora tem um sinal melhor pro meu celular, beleza?

Ele então se retirou, deixando as duas humanas sozinhas, se encarando.

Chara - Bom... Eu...

Frisk - Você... Quer conversar?

Continua.

==============

Capítulo 58 - Uma Conversa Sincera.

As garotas humanas estavam à sós naquela mesa de restaurante, em silêncio, logo, Frisk respirou
fundo e começou a falar.

Frisk - Você sente falta de alguém da superfície, Chara?

Chara mudou seu semblante para algo mais sério.

Chara - Eu mentiria se dissesse que não, mas não há nada que eu possa fazer a respeito...

Frisk - Eu entendo, eu pessoalmente, sinto falta dos meus pais...


A garota loira então abriu os olhos...

"Eu nem sempre fui assim sabe? Quando eu era pequena, vivia em uma fazenda um pouco afastada
da capital do império Escarlate. Meus pais viviam com sua própria filosofia de vida, onde nós
éramos livres para viver como queríamos sem incomodar os outros."

"Realmente era uma ótima ideia de vida não é? Porém, eu nasci com uma alma vermelha, que
aparentemente é especial, então... Eles vieram, eles me levaram, meus pais acharam que talvez fosse
algo bom pra mim, mas eles estavam errados, mas quem poderia imaginar?"

"O laboratório, foi como se fosse minha casa pela maior parte da minha vida, mas quando eu
cheguei lá foi um inferno. As crianças eram torturadas, passavam fome, sede, levavam choque, e
tudo isso apenas para despertar esse poder maldito, o Soul Break..."

"Eu vi várias crianças morrerem, várias quebrarem, eu mesma já morri várias vezes e-"

Chara - Espera aí! Como assim... Morreu? Quer dizer... Você tá aqui, não é?

Frisk - Ah! É verdade... Bom eu já tô contando tudo mesmo, vou te contar como eu fiquei tão
forte...

"Bom, como eu havia dito, cada dia lá era uma tortura, eles sempre achavam um jeito diferente de
torturar uma criança, porém, teve um dia que foi um tanto diferente."
-"Eu e outras crianças com almas vermelhas, ficamos presos em uma mesa, onde alguma coisa
amarelo foi injetada na gente, eu comecei a sentir como se minhas veias queimassem, e meu interior
começasse a derreter! Foi terrível! Mas então... Eu acordei no meu quarto dentro dos laboratórios,
eu ainda conseguia sentir queimando dentro do meu corpo..."

"De início, eu não entendi muito bem, eu achei que tinha sido um sonho muito real, mas conforme
meu dia se repetia e terminava exatamente da mesma forma, comigo morrendo derretida pela aquela
substância amarela... Eu comecei a entender..."

"Eu estava voltando no tempo! Eu já sabia que cada pessoa possuía seu próprio poder mágico, mas
não imaginava que o meu seria algo tão surreal! Eu passei alguns meses revivendo aquele dia,
tentando entender como funcionava, meu objetivo era tentar controlar isso de alguma forma, e
tentar talvez voltar até meus dias na fazenda com meus pais, porém sem sucesso... Eu não conseguia
voltar além de no máximo um dia..."

"Mas eu acabei notando outra coisa, após alguns meses nesse looping, minha morte inevitável já
não doía tanto como na primeira vez. Eu tive certa esperança, que talvez eu estivesse me adaptando
a seja lá o que eles estavam injetando em mim, eu achei que se eu aguentasse por tempo o suficiente
eu poderia superar minha morte,e eu estava certa! Porém eu não tinha ideia do quanto eu teria que
morrer para isso."

"Consegue imaginar? Viver o mesmo dia várias e várias vezes sabendo que você vai morrer no
final? Eu não confiava em ninguém para desabafar sobre isso, eu apenas vivia, o último dia da
minha vida, de novo e de novo, eu quase perdi completamente minha sanidade..."

"Eu fiquei muitos anos nisso, acho que vive mais nesse único dia do que minha vida inteira, eu já
nem pensava mais, eu não sabia se era possível desistir, mas então... Eu comecei a notar algumas
mudanças...."
-"Eu notei que minha resistência tinha aumentado, as coisas que me machucavam antes já não
machucavam mais, e não era porque eu estava acostumada com a dor, mas sim porque eu
simplesmente fiquei indestrutível. Minha força cresceu também, eu podia atravessar a porta de
metal do meu quarto com um soco! E claro, eu comecei a sentir aquela energia amarelo dentro de
mim, mas ela não queimava como antes, ela parecia fazer parte do meu corpo agora."

"Depois que isso aconteceu, eu finalmente pude passar daquele fatídico dia onde eu deveria morrer,
eu finalmente senti algo de novo depois de tanto tempo, eu estava tão feliz e aliviada! Mas aí, eu me
toquei de uma terrível verdade, as outras crianças que estavam comigo nesse experimento
morreram, da mesma maneira que eu morri por anos, mas diferente de mim, elas não tinham
salvação..."

"Não tinha nada que eu pudesse fazer, isso me quebrou, eu sobrevivi aquilo, mas pra que? Será que
eu merecia? Meus pais sempre disseram que todos tem direito de liberdade, porque eu tenho que
viver e eles não?"

"Pior do que isso era saber qual era o propósito que aqueles cientistas tinham para mim, eles
estavam bem cientes do quão forte eu tinha me tornado, eles me vinham como uma arma perfeita,
mesmo sem saber dos poderes temporais que eu tinha, eu não diria pra eles de qualquer forma."

"Quer dizer então, que eu roubei a chance de várias crianças de viver, só para me transformar numa
arma de opressão!? Eu ouvi eles dizerem que iam me usar para acabar com os rebeldes, o próprio
povo desse império, essa seria minha vida agora!?"

Frisk sentiu Chara pegando em seu braço, olhando para ela preocupada, a mesma não havia
percebido como estava tremendo, logo ela enxugou suas lágrimas.

Frisk - D-Desculpa... Acho que eu dei uma surtada, haha...

Chara - ...
-Frisk - Bom... Depois disso, eu decidi fugir, ninguém tinha poder para me deter mesmo, eu não
queria mais olhar para esse mundo tão cruel e injusto, foi quando decidi fechar meus olhos e jamais
usar o poder amaldiçoado que me deram. Eu seria livre, livre pra viver como eu quisesse, e para
recuperar minha querida infância.

Chara - Porém?

Frisk - Pois é, sempre tem um porém... Eu não consegui achar meus pais depois que fugi do
laboratório, eu vaguei muito tempo tentando achar um lugar onde ninguém me encontraria, foi
quando cheguei aqui no subsolo, e nossa, apesar das desavenças eu conheci várias pessoas legais.

Chara deu um pequeno sorriso.

Frisk - Mas eu fui ingênua em achar que poderia viver tranquilo por aqui, a verdade é que por mais
que eu finja eu nunca serei livre, meu passado sempre vai me seguir por causa de quem eu sou, e as
pessoas sempre vão sofrer com isso...

Ela olhou para baixo com lágrimas nos olhos.

Frisk - É só olhar, Sans, Papyrus, Toriel, Undyne, Gaster, Alphys, Flowey... O que eles passaram
nos últimos dias não teria acontecido se não fosse por mim, por isso eu preciso ir embora e não
voltar mais, entende?
Chara - Entendo...

Chara então fechou a cara.

Chara - Não... Não! Na verdade eu não entendo não!

Frisk - Ahn!?

Chara se levantou.

Chara - Eu entendo que você passou por muita coisa ruim, mas você não pode se culpar por coisas
que você não fez! Não foi você que matou aquelas crianças! E não foi você que atacou nosso povo!

Frisk - M-Mas...

Chara - Sem mas! Mesmo que você já tenha feito algo ruim antes, seu passado não te define! Quer
dizer, olha pra mim! Eu já fiz coisas horríveis no meu passado que eu prefiro nem comentar, mesmo
assim eu decidi ser melhor, e hoje estou aqui protegendo meu lar que é o subsolo!

Frisk - Eu não sei se sou tão confiante quanto você...

A princesa dos monstros suspirou e se sentou novamente.


-Chara - Não é questão de ser confiante, e sim saber o que é melhor pra você, a confiança vem com
o tempo, e todo mundo as vezes precisa de um tempo pra por a cabeça no lugar.

Ela cruzou os braços.

Chara - Se você realmente quiser ir embora tudo bem, mas eu ficaria bem feliz se você pelo menos
pensasse no que eu te falei, esse conselho foi me dado a muito tempo atrás, e só trouxe coisa boa.

Frisk - Eu... Vou pensar... Obrigada Chara.

Chara - Sem problemas.

Ela piscou para Frisk, que então sorriu genuinamente. Sans, que estava escutando a conversa na
porta do restaurante, sorriu de orgulho.

Sans - Mandou bem piveta.

Continua.

==============

Capítulo 59 - Vermelho e Roxo.

Finalmente, após uma longa jornada, Frisk finalmente chegou na Cidade Delta! O lugar era incrível,
prédios enormes, casas, comércios e tudo mais para todos os lados, era um lugar cheio de vida.

Frisk - Esse lugar é tão legal...


Chara - Tem certeza que não quer parar um pouco? Uma cidade grande como essa tem muito o que
oferecer.

Frisk olhou uma barraquinha de cachorro quente por um momento, mas logo se deu um tapa na
bochecha.

Frisk - N-Não... Eu já perdi tempo demais! Vamos em frente!

Chara - Ok...

Após umas boas horas de caminhada, eles finalmente chegam a entrada de um corredor.

Chara - Tá aí, esse corredor da direto no castelo, quando chegar lá, é só dizer ao rei que você tem
minha permissão pra passar.

Frisk - Não é melhor você vir comigo?

Chara - Nah, eu tenho outras coisas pra fazer, e depois de você se abrir comigo acho que confiança
entre nós não falta, né?

Frisk - Haha, tem razão.

Chara - Vou ser honesta, seria legal ter uma outra humana por aqui, você sabe que se mudar de ideia
o subsolo tá sempre aberto pra você.

Frisk - Eu agradeço, talvez eu volte um dia, eu só... Sinto que por agora isso é o melhor...

As duas ficam alguns segundos em silêncio, um silêncio meio constrangedor.

Frisk - Eu... Posso te abraçar?

Chara - Ahn, pode-

E sem nenhum cerimônia, Frisk deu um forte abraço em Chara.

Chara - Urg! Cara-

A loira então a soltou.

Frisk - Desculpa... Eu precisava disso.

Chara - Tá, tudo bem... Haha, uau... Você é mesmo forte...

Frisk - Bom, adeus Chara...

Frisk começou a seguir corredor adentro, de forma calma.

Chara - Frisk!

Então, ela olhou para trás.

Chara -... A gente se vê!


Ambas humanas sorriram, e então se viraram para seguir seus caminhos. Logo quando Chara se
virou, ela deu de cara com Sans.

Sans - Tudo resolvido aqui?

Chara suspirou.

Chara - Isso aí, tudo resolvido...

Sans - Foi mais rápido do que eu imaginei, mas deve ser o melhor mesmo.

Chara - É...
-Sans - ... Se Bem que... Eu tenho a sensação de que esqueci alguma coisa.

E então, quase que instantaneamente após essa frase, ele levou um chute e saiu voando pra longe.

Chara - Que!?

A responsável por esse chute, não poderia ser ninguém se não ela...

Lume - SAI DA FRENTE ESQUELETO MALDITO!

Frisk escuta aquela voz e então olha por cima dos ombros, incrédula.

Lume - FRISK! DESSA VEZ VOCÊ NÃO ME ESCAPA!

A garota gótica se prepara para avançar, porém algo a segura pelo capuz.

Chara - Que falta de educação, interrompendo a conversa dos outros!

Chara falou em um tom sério, mas com uma pitada de sarcasmo, logo ela puxou o capuz de Lume
com força, a arremessando contra um prédio.

Chara - Sans, alerta de emergência!

Sans - Me de... 5 segundos...

Falou o esqueleto deitado nos escombros de uma parede. Chara logo foi se aproximando da humana
recém chegada, Frisk observava a situação de longe.

Frisk - E-Ela vão cuidar disso...!

Assim, ela correu corredor à frente.

Lume - Desgraçada... Você é humana... Como...?

Chara - Você não entenderia...

Lume - Hah!

Lume rapidamente se levantou, e tentou socar Chara no rosto, mas a mesma facilmente desviou.
Chara - Hunf, se eu fosse você usuria seu Soul Break, não vai durar nem 5 segundos!

Chara então a afastou com um chute, e caminhou até ela, mantendo a calma, ela colocava uma
pressão sob Lume que a mesma nunca sentiu antes.

Lume - Que droga... Você vai ver!

Em instantes a garota inimiga trouxe seu Soul Break a tona, e já invocou seu clone mago para
disparar um projétil mágico contra Chara.

Porém, nas mãos dela surgiu uma faca mágica feita de magia (na verdade, o certo seria facão), e em
um movimento preciso ela partiu o projétil no meio, as partes dele explodiram dos lados e Chara
reparou que um campo de força surgiu nos prédios.

Chara - (Que bom, estão todos protegidos...)

Lume - Presta atenção!


-O Clone bárbaro de Lume já estava em cima da princesa dos monstros, mas ela conseguiu desviar
bem a tempo e cortar os olhos do Clone com sua faca.

Chara - He, quem disse não estou prestando?

Chara piscou, só deixando Lume mais irritada.

Lume - Porque isso tá acontecendo de novo!? Ela nem tá usando o Soul Break!

Chara - Quer saber porque está perdendo? É muito simples...

Ela novamente começou a se aproximar da inimiga.

Chara - Vocês Soul Breaker's se acham de mais, e não é uma simples confiança em suas habilidades,
e sim a total confiança de que são capazes de vencer qualquer um-

Lume - HAAAAH!!!

Enquanto ela falava, Lume começou um ataque fulminante, usando todas as suas variações de
Clones para atacar Chara, sendo o cavaleiro de escudo, o ladrão rápido e furtivo, o mago que
atacava a distância com projéteis e o bárbaro forte e resistente, além dos Clones burros padrões.

Porém sua adversária desviava de todos esses ataques como se estivesse dançando, enquanto
continuava seu monólogo.

Chara - A sociedade botou vocês em um pedestal, e por causa disso relaxaram, porque se esforçar se
todos são inferiores a mim, não é? Isso é o que a maioria de vocês pensam.

A garota segurou o Machado do Bárbaro com uma mão.

Chara - Mas eu... Eu não sou como vocês...

Em um flash vermelho, todos os clones de Lume eram completamente retalhados, desaparecendo


completamente. E então, as duas estavam de frente.
Chara - Eu tive que passar pelo inferno e experimentar o desespero até perceber o potencial que eu
tinha, a raiva que eu guardava dentro de mim da qual eu tanto temi, é um poder que só eu posso
domar, assim como só eu posso tornar isso uma arma para o bem.

Lume então, começou a trocar socos com Chara, que seguiu desviando.

Lume - Cala boca! Cala. A. Boca!!!

Lume leva uma joelhada bem no estômago.

Chara - Você não tá entendendo, tô tentando te ensinar algo antes de morrer.

A garota gótica caiu de joelhos.

Chara - Emoções... O segredo são as emoções...


-Lume - O... Que...?

Chara - Emoções são o que nos guiam, você sempre vai querer fazer aquilo que lhe trás boas
emoções, assim como você vai agir de forma ruim se for dominado pelas ruins. Eles sabem, você
sabe! Que o ódio é poderoso, ele extrai um poder destrutivo capaz de devastar esse lugar, mas eu, eu
dominei o ódio...

Por um breve momento, rachaduras e mechas de cabelo vermelhas surgem em Chara, e então ela dá
um soco bem dado bem na cara de Lume. O soco foi tão forte que distorceu o ar, a garota teria
perdido a cabeça se não estive com o Soul Break ativo, assim ela voou pra longe, bem pro meio da
cidade.

Lume - A-Arg...

Lume estava desmoronando, ela não se permitiu ter um descanso adequado desde sua batalha com
Gaster, seu corpo inteiro doía e suas forças vacilavam, para piorar, ela vê a silhueta de Chara se
aproximando, um extinto assassino sendo sentido de forma intensa.

Lume - P-Porque...? Eu cheguei... Tão longe!

Chara - Pois bem, acabou a brincadeira... Sabe, você de longe foi a mais fraca que eu enfrentei,
sinto até pena. Espero que você se lembre do que eu disse na próxima vida.

Lume novamente estava de joelhos.

Lume - Ha... Hahahahahaha... HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!

Chara - Hum, será que bati muito forte nela?

Lume - Haha... Eu sei... Eu sempre fui fraca, uma decepção! Não preciso que você me diga isso...
Mas, se tem uma coisa que aprendi com "ela"... É que os fins justificam os meios...!

Então, ela tirou algo de dentro de seu casaco, algo redondo, emanando um brilho dourado.

Chara - Mas, isso aí é um...!


Lume - Então você não vai reclamar... Se eu trapacear um pouquinho, né!? Mãe!

Então, uma explosão dourada acontece...

...

Continua.

=============

Capítulo 60 - Dois Contra Um?

"...Eu vi vocês usarem esse estranho objeto para se fortalecerem, o que aconteceria se eu usasse?"

Estamos novamente na cena após a batalha entre Lume e Gaster, o cientista pareceu meio
apreensivo, já sabendo o que a humana planejava.

Gaster - Falando de forma simples... Usar o Soul Break é como abrir uma torneira de um
reservatório de água infinito, porém parcialmente... Acredito que se você usar um de meus orbes,
seria como abrir ainda mais essa torneira...

Lume - Em outras palavras, eu conseguiria mais poder...

Gaster - Sim, mas eu não criei tais objetos para usar em humanos, não sei se você conseguirá usar...

Lume - Deixe que eu mesma lido com possíveis consequências! Me de essa esfera dourada que está
com você!

Relutante, Gaster a entregou...

...

"E Assim... Eu me tornei como uma deusa!"

A explosão dourada se dissipou, e diante a Chara estava ela, seu cabelo todo bagunçado, as marcas
de rachaduras em sua pele antes roxas agora eram douradas, suas pupilas eram a mesma cor, mas o
fundo de seus olhos era um roxo mais escuro, da mesma cor das mechas de seu cabelo, por fim, sua
aura era uma mistura do roxo e dourado.

Chara - Hunf... O Gaster criou um novo tipo de orbe é?

A princesa dos monstros observou o que tinha acabado de ocorrer com sua inimiga, logo dando um
pequeno sorriso, e passando a mão em seu cabelo, o botando para cima.

Chara - Vejamos se você ficou tão forte quanto parece.

Em frente a Lume, surgiram todos os seus clones especiais, normalmente ela só consegue atacar
usando um por vez, mas agora ela conseguiu convocar todos. Mas não parou por aí, os clones
começam a se fundir, formando uma forma amorfa e grotesca de magia, depois de alguns segundos
tal forma começou a se tornar dourada também, e logo assumiu uma nova forma.
Era uma clone idêntico a Lume, mais perfeito que todos os outros, seu corpo era dourado mas seus
olhos ainda eram roxos.

Lume - Agora sim... Estou pronta!


-Ao dizer isso, Chara já estava colocada nela, com seu facão mágico em mãos, ela mirou no
pescoço de Lume. Porém, o clone entrou na frente, segurando o ataque com as mãos.

Lume - Não não, agora é minha vez de bater!

O clone aproveitou que estava segurando a faca e puxou sua oponente para perto, lhe dando uma
cabeça, e em seguida um chute no estômago, que a fez voar até bater em um prédio.

Em poucos segundos o clone já estava em cima dela de novo, mas em um piscar de olhos, o Soul
Break de Chara surgiu, e seu facão foi substituído por uma espada enorme, defendendo o ataque do
clone, e o afastando com um movimento rápido.

Aquela espada parecia pesada para Chara, ela logo olha para a Lume verdadeira.

Chara - Hum... Estrondo Escarlate!

Ela então bateu a espada no chão com força, criando uma onde de choque Explosiva da cor
vermelha, que destruiu tudo em seu caminho até chegar na inimiga, mas ela desviou com um pulo
para o lado.

Lume - Você dá nome para seus ataques? Que estupidez!

Chara sente algo acertar seu rosto, era um pequeno projétil mágico, bastante dolorido por sinal. Ela
começa a ser alvejada por mais desses projéteis, se protegendo por um momento com sua espada
gigante. Ao olhar na direção da onde eles vinham, ele percebe o clone de Lume correndo ao longe
na direção dela, disparando com as mãos.

Chara - (Parece que esse clone tem alguns truques na manga, e eu também...) Corte relâmpago!

A espada grande desaparece, e no lugar surge outro tipo de espada, uma menor e mais fina,
semelhante à uma katana japonesa. Em um piscar de olhos Chara já estava de frente com o clone,
atrás dela havia um vulto vermelho e só se podia ver os projéteis disparados anteriormente partidos
ao meio antes mesmo de acertarem qualquer coisa.

Chara aparece atrás do Clone rapidamente, um som de corte é ouvido, mas ao se virar ela nota que
nada aconteceu, pois o clone havia se defendido com um escudo mágico.
-E como se já não tivesse ruim, a Lume original aparece atrás atrás dela (todo mundo gosta de
atacar por trás), lhe chutando na barriga, e a afastando um pouco. As duas góticas pulam para cima
de Chara, mas ela conseguiu prender momentaneamente o clone com lâminas vermelhas que saíram
do chão.

Dessa forma as duas garotas humanas começaram a sair no soco. Embora Chara fosse mais
habilidosa e Lume mais desleixada, parecia que a outra garota estava muito mais rápida a forte, os
golpes de Chara mau pareciam machucar. Assim, ela novamente foi afastada com um golpe.

Chara - ...

Lume - Já se cansou?
Ela começou a se aproximar lentamente.

Chara - Hunf... Lâminas fantasmas...

Lume - Ah qual é, isso já tá ficando ridí-

Ela então sentiu um corte em sua bochecha, e então em seu braco, peito, barriga, por todo o corpo.
Ao olhar novamente para Chara, a mesma estava a encarando com um brilho anormal nos olhos, era
possível ver pequenas distorções no ar, como se algo se movesse muito rapidamente, saindo da
garota e acertando sua inimiga num milésimo de segundos.

Lume começa novamente a tentar se aproximar, mas vagarosamente, pois seja lá o que estava a
atingindo estava a empurrando para trás, Chara continuou a encarando sem piscar.

Quando parecia que ela ia desistir, em um ataque surpresa, o clone dourado surge em alta
velocidade, dando uma joelhada bem no queixo de Chara, a jogando a alguns metros no chão, a
mesma ficou atordoada com tal ataque.

Chara - Arg!

Lume - Isso! Finalmente!

Lume olhou por um momento para suas mãos, sangrando com os cortes.

Lume - Pfff... Mais cicatrizes não fazem mal...

Ela e seu clone caminham até a garota caída calmamente.

Chara - (Droga, eu não vou aguentar... mesmo se eu continuar lutando, eu estou em desvantagem!)

Lume - Meu objetivo não era matar você, mas considere isso minha vingança por ter me
humilhado!

Uma espada surge na mão do Clone de Lume, e é erguida, no momento em que ele estava prestes a
dar o golpe.

**POW!**
-A cabeça do Clone simplesmente explode com uma espécie de tiro! Ele se desfaz completamente.

Lume - Que!? Mas como!?

Irritada, a garota inimiga olha para trás, Chara também não tardou a perceber quem ali estava, e não
poderia estar mais surpresa.

Chara - Não... Impossível...!

Os olhos da princesa dos monstros se encheram de lágrimas, ao ver a distância um jovem com
traços de cabra, usando uma jaqueta vermelha, um chapéu de cowboy da mesma cor, e com um tipo
de revólver branco em suas mãos, apontando para lume.

Chara - ASRIEL!
Ele deu um sorrisinho confiante.

Asriel - Iai maninha? Sentiu saudades?

Continua.

==============

Capítulo 61 - Justiça e Resolução.

"...Você é um idiota, doutor..."

Novamente estamos no momento pós luta entre Gsster e Lume, essa que acabou de se retirar do
laboratório real. Em frente a Gaster, estava Flowey, Flowey a flor.

Gaster - ... Nossa... Não pensei que te veria de novo, para uma cobaia você me surpreendeu muito...

Flowey pareceu surpreso por um momento.

Flowey - Ah, me poupe! Eu não vim aqui saber da minha história de origem! Eu estou aqui porque
você acabou de fazer uma grande burrada, e eu com minha boa vontade, vim de ajudar a concertar
as coisas!

A flor então se vira.

Flowey - Venha comigo, vamos até o Núcleo...

Gaster levantou uma sobrancelha, pareceu curioso com o que essa flor queria, logo ele o seguiu.

O núcleo ficava vários andares abaixo do laboratório real, Flowey parecia saber exatamente onde
ficava.

Gaster - Você sabe onde está indo?

Flowey - Sim, eu andei muito por aqui depois que eu acordei...

Gsster - Porque exatamente estamos indo para o núcleo?

Flowey - Você é o cientista real, devia saber o que tem lá!

Gaster - Eu sei... Por isso estou curioso...

Após uma longo e lenta caminhada, eles chegam a um tipo de sala de controle. A frente deles,
haviam cinco tubos emanando um brilho, cada um de uma cor diferente.

Flowey encarou um desses tubo, um que tinha um brilho amarelo.

Gaster - Isso mesmo... Essas são as almas dos humanos derrotados, almas dos Soul Breaker's...

Flowey - Elas são o que geram energia para o subsolo certo?


Gaster - Sim, o poder que vaza dessas almas só pode ser verdadeiramente contido pelo mente e o
corpo de um humano, sem isso sua energia vazará infinitamente, o que pode ser bem perigoso, por
isso o núcleo foi construído aqui em baixo, ele redireciona e converte essa energia, e a mesma é
usada pata sustentar o subsolo.

Flowey - Pelo o que está me dizendo, não faria diferença se tivesse uma alma a menos, é energia
infinita no fim das contas.

Gaster - De fato? Mas o que você pretende?


-Flowey - Eu não sei... Eu nunca soube nada a meu respeito, apenas algumas sensações, a sensação
de que Toriel era importante pra mim, a sensação de que Chara e eu estamos conectados, e
principalmente, a sensação de que Frisk precisa da minha ajuda...

Gaster - A humana é...?

Flowey - Pra falar a verdade sempre tive esse senso de justiça, foi o que me motivou a atacar ela
pela primeira vez, mas sei lá... Acho que eu me acostumei com a presença dela, e achei que nada de
ruim pudesse acontecer, mas ela me mostrou que tem um lado vulnerável também, e eu não quero
mais me esconder do perigo como tenho feito!

Ele se aproximou do brilho amarelo.

Flowey - Como eu disse, eu tenho várias sensações, uma delas é que eu posso usar o poder de uma
dessas almas...

Gaster - Hum... Por mais que pareça uma ideia absurda, lembro de ouvir o rei dizer que algo assim
era possível, mas eu tomaria cuidado, essa é uma alma diferente...

Flowey - Meu corpo é diferente do de um monstro normal, se isso é o que te preocupa.

Gaster - Pois bem...

O cientista então, liberou aquela alma amarela de seu confinamento, e Flowey a agarrou logo em
seguida. E então... Luz...

...

Asriel, o antigo príncipe do subsolo, em um piscar de olhos, estava entre Chara e Lume.

Lume - Mas quem-

E então, ela levou um tiro no olho, do mesmo revólver que destruiu seu clone, a garota logo caiu
para trás.

Asriel - O nome é Asriel, não esqueça disso!

Ele logo olhou para Chara, e estendeu a mão para ela, confusa, ela pegou em sua mão e foi
levantada do chão.

Chara - Como isso é possível...?


Asriel - É um longa história, eu vou adorar te contar ela depois, mas agora nós temos outras coisas
pra nos preocupar.

Chara olha para o corpo de Lume no chão, com sangue escorrendo de seu rosto.

Chara - Você matou ela?

Asriel - O que? Não! Não era pra matar! Ahn... Você tá viva?

Ele se aproximou dela, e logo, é agarrado no pescoço por um braço amarelo, saído do meio do peito
da inimiga.

Asriel - Ah!?

Chara - Asriel!
-Rapidamente, Chara libertou seu irmão cortando o tal braço, e então, metade do corpo do Clone de
Lume se revela, como uma extensão do corpo dela. Irritado, o clone dispara uma rajada mágica de
sua boca, fazendo Chara pegar seu irmão e desviar com um pulo, fazendo ambos se afastar.

Chara - Presta mais atenção! Você... Acabou de voltar!

Ela falou muito preocupada, mesmo estando um pouco assustado, o garoto cabra tentou manter o ar
confiante.

Asriel - Foi mau mana, eu ainda tô me acostumando em estar no campo de batalha, eu sempre quis
estar aqui com você!

Chara - Só, toma cuidado...

Lume - IDIOTAS!

Eles voltam sua atenção para Lume, que estava de pé com uma das mãos no seu olho.

Lume - Vocês vão pegar por isso!

Chara - Hunf... Ela parece Irritada...

Asriel - Ainda consegue lutar?

Chara - Claro, alguém precisa te proteger.

Asriel - Haha, você vai ficar surpresa com o quão forte eu fiquei!

Lume - Vocês vão morrer!

O clone dourado de Lume saiu, avançando de dentro dela, para cima de seus oponentes.

Chara - Lâmina Perfeita!

Asriel - Revólveres Estrela!

Com armas e espadas em mãos, os irmãos avançaram contra aquela ameaça.


Enquanto isso...

...

Frisk estava diante de uma porta que lhe levaria até a sala do trono, ela conseguia ouvir os sons da
batalha feroz que ocorria do lado de fora, mas ela tentava ignorar, por mais que seu coração
palpitasse.

Enfim, ela abriu as portas, adentrando a sala do trono, e a primeira coisa que a recebe ao entrar, é
um grande tridente vermelho apontado rapidamente para seu rosto, mas ela nem sequer piscou.

Asgore - Hum... Nem uma reação? Das duas uma, ou você não tem medo da morte, ou você é tão
forte a ponto de não precisar reagir ao meu ataque...

Disse o homem cabra enorme, o rei dos monstros estava presente.

Frisk - Eu... Gostaria de evitar o combate se fosse possível, senhor.

Ela fez uma reverência em sinal de respeito, porém Asgore não abaixou a guarda.

Asgore - O que lhe traz aqui? Humana.


-Frisk - Eu... Queria ir embora... Já trouxe problemas demais ao seu povo... P-Pode deixar que... A
Chara já me deu passe livre para passar!

Asgore ficou um momento em silêncio, percebendo o pesar na voz daquela jovem, ouvir o nome de
sua filha lhe fez ficar um pouco menos na defensiva, tirando o tridente do rosto dela, mas ainda o
mantendo em mãos.

Asgore - Fala de minha filha, não? Onde estaria ela agora, tem alguma coisa haver com os
estrondos que eu ouço?

Frisk - Ela... Ficou pra trás para lutar com outra humana, ela vem me perseguindo desde que
cheguei aqui, ela... Machucou muita gente...

Asgore - Você se importa se meu povo se machuca?

Frisk - Claro que me importo! Mesmo sofrendo tanto, ainda tem pessoas que conseguem sorrir,
pessoas dispostas a fazer o bem, eu não gostaria que algo ruim acontecesse com vocês.

Asgore - Então porque não ajuda?

Frisk pareceu travar nesse momento.

Frisk - Eu não... Tenho direito...

Asgore - Você me parece uma pessoa muito capaz e de coração nobre, mas não entra na minha
cabeça que você prefere fugir ao invés de encarar os seus problemas...

Asgore se vira, indo se sentar em seu trono.


Asgore - Todos nós estamos lutando por alguma coisa, eu não posso sair daqui porque sou a última
linha de defesa para impedir que um humano escape e traga reforços, mas e você? O que está te
segurando?

Frisk se encontra em um dilema, o que Asgore diz faz sentido, o que Chara lhe disse antes também
faz sentido, então... Porque? Ela parou um momento para refletir sobre sua vida até aqui, tal
momento durou bastante, embora pareça ter durado alguns segundos...

Frisk - Acho que eu... Entendi...

Asgore - Entendeu?

Frisk - Eu fui criada por pessoas boas, eu sofri muito por causa de pessoas que eu considero ruins,
mas eu queria continuar sendo uma boa pessoa, para honrar eles, por isso rejeitei tudo que eles me
deram... Mas...

Ela olhou para trás, com seus olhos abertos.


-Frisk - Eu também rejeitei o mundo, as coisas que estavam ao meu redor, eu não queria viver em
um lugar como esse, então eu fechei meus olhos e fugi, mas eu não... Não posso continuar fugindo!
Não é assim que as coisas vão se resolver, não é o que eles iriam querer!

Asgore - Você sabe o que tem que fazer agora?

Frisk enchuga uma lágrima.

Frisk - Sim... Eu sei!

E então... Ela some...

Asgore - É uma humana bem esquisita, de fato...

Continua.

==============

Capítulo 62 - Eu Estarei ao Seu Lado.

A batalha mais intensa de toda a história do subsolo estava em andamento! Chara enfrentava Lume,
usando sua magia mais poderosa, a Lâmina Perfeita. Ela e a gótica trocavam golpes intensos, Lume
usava as próprias mãos para o combate e já parecia estar cansando, Chara estava mais determinada
que nunca.

Enquanto isso, Asriel enfrentava o Clone perfeito de Lume, com suas habilidades versáteis e tiros
de pistola, ele não deixaria o clone se aproximar de Chara. Sua munição eram estrelas explosivas,
porém o clone não iria subestimar o garoto cabra de novo, ele desviava de tudo com sua velocidade.

Mas, o rapaz tinha outros truques na manga, quando o Clone se aproximou o suficiente, os
revólveres sumiram dando lugar a uma bazuca! Um míssil mágico foi disparado bem na boca do
Clone, causando uma grande explosão.

Asriel - Toma essa!


O clone estava todo destruído, mas o garoto mal teve tempo de comemorar, pois viu sua irmã sendo
arremessada para longe atrás dele, logo indo ajudá-la.

Asriel - Chara!

Ele entrou entre as duas garotas, agora empunhando uma shotgun, assim disparando contra Lume,
que também foi arremessada.

Asriel - Tudo bem?

Chara - Melhor impossível...

A garota falou cuspindo sangue.

Asriel - Você não parece muito bem não...

Chara - Eu já usei tudo que eu tinha, já estou chegando no meu limite... Talvez eu tenha energia
para mais cinco minutos de combate, mas sei lá...

Asriel - Bom... Então talvez você possa usar essa energia restante para dar um golpe derradeiro!

Chara - É talvez... Mas eu precisaria me concentrar, e não daria bom...

Eles logo veem Lume se aproximando em passos lentos.

Lume - Vocês não parecem mais tão confiantes, o que aconteceu?

Ela falou com um sorriso debochado, enquanto seu clone novamente surgia ao seu lado.

Asriel - He, então eu só preciso distrair ela!

Chara - Asriel, não!


-O garoto foi para cima, com duas granadas brancas com desenho de estrelas nas mãos, já jogando
uma no clone, com a explosão o mandado para longe, a outra ele tentou jogar na Lume verdadeira
mas a mesma desviou com um dash para o lado, e já aproveitou a aproximação para dar um soco no
rosto dele.

Lume - Ha, de perto EU tenho vantagem!

Mas ela não esperava que seu soco seria parado por uma lâmina branca.

Asriel - Você achou que eu só podia atacar de longe?

A garota inimiga deu um pulo pra trás, escapando do corte do sabre de Asriel.

Lume - Parece que todos aqui tem espadas né? Eu também tenho!

Logo, o clone cai do céu bem acima de Asriel, com uma espada em mãos, o objetivo era empalar o
garoto de cima para baixo, mas ele deu um salto para trás para desviar, fazendo aparecer um lança
chamas em suas mãos em seguida.
O fogo foi despejado sob o clone, que se defendeu com um escudo, porém, o fogo parecia ter vida
própria, pois ele se deslocou pelas laterais, com o objetivo de fechar o clone em uma cúpula de
chamas.

Ele ficou tão focado em queimar o clone, que ele não viu Lume se aproximar por trás, e lhe agarrar
pelo pescoço, pulando e o batendo com força no chão.

Asriel - Arg-

Lume - Já chega, acabou a brincadeira...

Lume começou a estrangular o garoto, o mesmo estava ficando sem ar, ele então olhou na direção
de Chara, o que consequentemente fez Lume olhar também, apenas para ver uma energia
imensurável sendo concentrada na lâmina da princesa dos monstros.

Chara - Asriel, saí daí agora!

Nesse momento, sem dizer nada, Asriel jogou uma granada de luz no rosto de Lume, a fazendo
perder a visão por um momento, e então...

Chara - Corte divino...!

Com um movimento preciso da espanda seguido de um clarão vermelho, Delta City foi partida ao
meio. O corte foi tão poderoso, que cortou o teto do subsolo que estava a quilômetros de distância.
-Chara cai de joelhos no chão, ela não conseguirá mais usar seu Soul Break por um tempo, Asriel
também estava no chão, recuperando o fôlego, porém...

Lume - Ai, cacete!

Lume ainda estava viva, porém ela havia perdido uma das mãos.

Lume - Que droga, vocês não cansam de me irritar!

Ela chutou Asriel na direção de Chara, os dois estavam no chão agora, o clone de Lume apareceu
logo em seguida.

Lume - Eu teria morrido com essa, igual aquela vez... Já que vocês, gostam tanto de ataques
concentrados, eu vou fazer um também, e que se dane!

O clone levantou a mão para o céu, e uma grande esfera de energia mágica dourada começou a se
formar, em poucos instantes tal esfera se tornou maior que um prédio.

Chara - Agora a gente se ferrou...

Asriel - Pelo menos a gente tentou, né?

Chara - É... Pelo menos eu pude te ver de novo, irmão...

Os dois se olham pelo o que parece ser a última vez, sorrindo, o mesmo não podia ser dito de Lume
que encarava os dois com ódio, porém...

Ela sente um olhar penetrante, surgindo do nada, logo atrás dela, que a fez suar frio...
Lume - Essa sensação-

Ela não teve tempo de olhar pra trás, e já levou um soco no rosto, tão forte, que o fez um grande
estrondo, o deslocamento de ar foi o suficiente para quebrar as janelas dos prédios, mesmo eles
protegidos com escudos mágicos.

Lume logo foi ao chão, seu clone já havia sido destruído pelo deslocamento de ar, assim como o
ataque que ele preparava. Ela sabia muito bem quem era a responsável por tal ataque...

Frisk - Ei... A gente pode conversar...?

Frisk estava ali, ninguém foi capaz de vê-la chegando, era como se ela surgisse do pleno nada,
quase como um teleporte.

Lume - Urg... Conversar...? Depois de quebrar minha cara!?

Frisk - Desculpa... Eu não tinha intenção de brigar, mas você ia destruir o subsolo com aquele
ataque e-

Lume - Me poupe dessa conversa!

A garota inimiga se levantou com certa dificuldade, enquanto Frisk a encarava com os olhos
abertos, porém com um olhar cereno.
-Lume - O que tínhamos pra conversar... Já conversamos... E você escolheu seu caminho, e eu
escolhi o meu! Não tem mais volta!

Ela começou a concentrar magia em seu punho, Frisk suspirou.

Frisk - Já disse que quero conversar... Por favor, não me obrigue a isso...

Lume - E eu já disse, não temos nada pra conversar! Você não vê? Esse é meu destino!

Frisk - Pois bem... Você que pediu, vou te mostrar que está errada...

E então... O mundo começa a tremer... O subsolo, a superfície, povos além do horizonte, todos são
capazes de sentir...

Frisk - Até hoje... Eu não usei meu Soul Break uma única vez, embora eu tenho noção das minhas
habilidades com ele... Mas, se for pra colocar juízo na cabeça de minha irmãzinha, acho que um
pouquinho não fará mal...

O tremor fica mais intenso, o cabelo loira de Frisk fica arrepiado, e ganha um brilho dourado, a
característica aura dourada que sempre acompanhou a garota agora estava mais intensa que nunca,
era um brilho belo, porém mortal. Suas pupilas douradas brilhavam com o mesmo brilho, e elas
encaravam Lume, que estava paralisada. A mesma não sabia se ficava admirada diante dessa figura
quase divina, ou se ficava apavorada.

Lume - Como é possível... Ninguém... Como? Como existe alguém tão forte...?

Frisk - Isso não é nem metade...


Lume - Como é que é!? Não! Você está mentindo! Está só querendo me assustar!

Frisk calmamente se aproximou.

Frisk - Independente do que você pensa a meu respeito, eu nunca mentiria pra você, entende agora
porque não devemos lutar?

Lume - N-Não... Não, **NÃO!!**

Desesperada, Lume tentou atingir um soco no rosto de Frisk, o que ela conseguiu. Porém, a loira
nem se meche.

Frisk - Eu sabia que você ia fazer isso, assim como sei que você pretende me dar vários socos com
toda sua força-

Lume - **Cala a BOCA!!!**


-Exatamente como Frisk previu, Lume começou a socar o rosto dela com o máximo de força que
conseguia, o subsolo estremecia com os socos, porém era inútil. Logo, do mesmo jeito que ela
surgira do nada, a loira surge atrás de sua oponente, e com um único golpe leve em sua nuca, a faz
demorar... Sem forças... De joelhos no chão.

Lume - A-Ah...!

Assim, percebendo que ela ficou incapacitada, Frisk desativou seu poder e voltou ao normal, logo
ficando em frente sua irmã, se abaixando.

Frisk - Podemos, conversar agora...?

Ela não responde.

Frisk - Ok, eu só preciso que você me escute... É meio difícil falar dos meus sentimentos, mas eu
vou tentar...

Ela respirou fundo.

Frisk - Eu, sinto muito, sinto muito mesmo, por ter te abandonado... Eu estava tão afundadda nos
meus problemas que não prestei atenção em você, você que sempre sofreu tanto por causa da sua
mãe e do laboratório. Eu estava obcecada com a ideia de ser uma pessoa boa, de abandonar tudo
que eu considerava ruim, que eu abandonei a única coisa boa que eu tinha, que era você...

Lume - ...

Frisk - Eu não queria encarar o fato de eu estar sendo egoísta, por isso eu quis fugir, não porque eu
temia que você me capturasse e me levasse de volta, ou porque eu temia o que aconteceria nesse
lugar, mas sim porque eu estava com medo de te encarar, dee encarar o fato de que eu não era tão
boa quanto eu achava, que eu não te salvei...

Os olhos dela começam a lacrimejar.

Frisk - Por favor Lume... Me perdoe, eu... Ah?

Ela percebe que Lume estava chorando, também.


Lume - De que adianta...? De que adianta eu te perdoar? A gente não tem nada Frisk! Eu não tenho
nada! S-Se eu voltar desse jeito... Sem um olho... Uma mão... Eu só vou ser desprezada ainda mais!

Frisk segura a mão dela, e ambas se levantam.

Frisk - Você... Nós, não precisamos voltar, podemos viver aqui, ser irmãs de novo...!
-Lume - Mas... Com certeza eles viram atrás de você, você é valiosa demais pra deixarem solta,
com certeza eles vão te encontrar, se eu ficar com você, eu serei uma traidora... Eu não sou forte
como você...

Frisk então a abraça.

Frisk - Você não precisa ser forte, ninguém precisa ser forte, apenas... Apenas confie em mim,
porque eu prometo que nunca mais vou te abandonar.

Lume não pode deixar de sorrir com essa situação, porém seu sorriso desapareceu, ao ver Chara e
Asriel olhando as duas, feridos e confusos, as coisas não serão simples assim, ela não poderia
retribuir aquele abraço...

Lume - Frisk... Eu quero que você me prenda...

Frisk - O que...?

Lume - Você quer ser boa? Então me prenda... Eu.. Eu já cansei disso aqui...

Elas se olham por um momento.

Frisk - Tudo bem...

Continua.

==============

Capítulo Final - Nossa Vida Até Agora.

"Querido diário, faz um tempo desde a última vez que conversamos, muita coisa aconteceu e eu
gostaria de compartilhar com você, então, vamos lá!"

"Já se passou um mês desde a batalha em Delta City, assim se completam 2 meses e 3 dias que
estou no subsolo, e as coisas não poderiam estar melhores! Bem... Mais ou menos... Eu vou
explicar!"

"Primeiro de tudo, a cidade está passando por uma reconstrução nesse mês que se passou, eu ajudei
no que pude e isso ajudou com a minha imagem para com a população. Quer dizer, sempre tem um
ou outro que não gosta de mim, mas aí também não dá para agradar todo mundo né...,?" "Desenho
de Frisk levantando lage."

"Bom, não só a Toriel quanto o príncipe Asriel voltaram! Eu ainda não sei como o moleque
aparentemente morto voltou a vida, a história dele não fez sentido nenhum para mim, tipo, ele era o
Flowey e... Pegou uma alma humana? Eu sei lá ein... Enquanto a Toriel, eu falei para Chara que
seria legal o povo saber sobre o que ela tem feito nas ruínas, e dito e feito! A maioria das pessoas se
compadeceram com a história dela, e agora ela tem o direito de voltar a ser rainha, o que ela ainda
não aceitou, mas! Pelo menos ela voltou a morar no castelo (embora o clima entre ela e o rei Asgore
esteja um pouco estranho)." "Desenho muito bem feito de Toriel e Asriel juntos."

"Eu também andei bastante pelo subsolo, já que agora que eu não tenho mais intenção de ir embora,
e caramba! Ele é maior do que eu esperava! Acredita que tem toda uma área de deserto que eu
simplesmente não vi? Loucura né? Bom, tem outros lugares que eu não tive tempo de explorar que
eu pude visitar com calma, como o Grillby's em Snowdin, o Shopping MTT, a própria Delta City
tinha tanta coisa para se ver que eu acho que ficaria horas aqui escrevendo sobre." "Desenho de
Frisk com chapéu de cowboy no deserto."
-"Nessas minhas viagens, eu tive tempo de para visitar meus velhos amigos também! Como Sans e
Papyrus em Snowdin, aparentemente eles estão fazendo um treino especial para o Papyrus poder
entrar na guarda real, eu pessoalmente não sabia que era um processo tão complicado, mas de toda
forma estou orgulhosa dele, e sei que o Sans também está." "Desenho de Frisk junto a Sans e
Papyrus."

"Eu também visitei a Undyne nesse tempo, ela parece diferente, parece um pouco mais feliz,
diferente da pessoa raivosa que eu conheci, ela até tá me tratando bem! Bizarro né? Bom, eu estou
feliz por ela, pelo menos ela continua sendo uma grande líder e mestre dos vídeo games, inclusive
eu perdi de novo, que droga..." "Desenho de Frisk jogando com Undyne, e perdendo."

"Uma das visitas mais importantes que fiz foi ao laboratório real, onde reencontrei o Doutor Gaster
e a Alphys. Ambos parecem bem, embora o doutor pareça um pouco indisposto? Deve estar se
recuperando da batalha que ele teve. Enfim, o que eu queria dizer é que nós começamos um novo
projeto científico, eu estou ajudando eles como eu posso, imagino que isso irá beneficiar o subsolo,
apesar de eu não ter entendido absolutamente nada. Ah! Sobre o Mettaton, eu vi ele algumas vezes
enquanto estava no laboratório, e... Ele sempre me ignora... Tá bom, eu não queria conversar
mesmo!" "Desenho de Frisk tomando vacina de Gaster (isso nunca aconteceu)."
-"O que mais eu tenho para falar... Ah sim, a Lume! Bom, depois dos problemas que tivemos eu
aaaaaaacho que estamos bem? Quer dizer, acho que ela se arrependeu das coisas que fez, por isso se
prendeu na prisão do subsolo, eu tenho a visitado com frequência e tô tentando reatar nossos laços,
mas... Sei lá, ela não parece afim de conversar, e disse que queria ficar sozinha para pensar, eu
respeito isso, de verdade... Mas poxa, tô com saudades da minha irmã. De todo modo, acho que ela
pode sair da prisão a hora que quiser, e ninguém sabe o que ela fez com o Orbe Dourado...
Suspeito." "Um desenho muito bem feito de Lume."

"Bom, enquanto a mim, eu estou morando no Palácio real junto dos Dreemur, dividindo quarto com
os dois irmãos. E bom, eu tenho passado bastante tempo especificamente com Chara, a gente tem
treinado juntas, saído juntas, comido juntas (inclusive o paladar dela é bizarro, como ela gosta de
hambúrguer com sorvete!?). Eu sinto uma felicidade a mais quando estou com ela, não sei explicar,
deve ser o sentimento bom de estar com alguém que combina com você de certa forma, né? E bom,
o Asriel está junto as vezes também, de certa forma ele é o mesmo Flowey que me acompanhou por
tanto tempo, logo, um grande amigo! Embora ele seja meio avoado, sério... Quem fala tanto sozinho
assim...?" "Desenho de Chara muito bem feito, talvez o mais bem feito de todos (e o Asriel no
fundo)."

"E... É isso! Essa tem sido nossa vida até agora! Ainda tem algumas coisas para comentar, como por
exemplo-"

Então, Frisk escuta alguém lhe chamar atrás dela.

Chara - Hey loira, tá na hora!


Frisk - Ein? Ah sim, era hoje né?

Ela fecha seu diário e o deixa ali, em cima de sua cama. Logo, as humanas dão suas mãos e seguem
pelos corredores do castelo.

Chara - Você estava bem distraída com aquele diário, eu estava te chamando a um tempão!

Frisk - Foi mau! É que quando eu entro no meu mundinho é difícil sair as vezes...
-Chara - Sério? Aposto que se tivesse falado que era hora do lanche você ia escutar na hora!

Frisk - Bom, ISSO é verdade.

Elas chegam em frente a uma porta dupla. Frisk olhou para ela de forma apreensiva, Chara
percebendo isso, coloca a mão em seu ombro.

Chara - Eu sei que você tá tentando ao máximo viver uma vida normal aqui com gente, mas isso
aqui é necessário...

Frisk - Eu sei... Eu já aceitei que é inevitável, e eu vou fazer meu melhor!

Ambas as humanas sorriem uma para outra, então Frisk respirar fundo e abre as postas.

Dentro da sala, haviam algumas figuras importantes. Asgore, Undyne, Sans e Gaster.

Asgore - Que bom que chegaram, podemos começar?

Frisk - Sim...

Frisk da uma última olhada em Chara, que concorda com a cabeça.

Frisk - Vamos começar os preparativos...

"Para a guerra que se aproxima..."

**SOUL BREAK TALE! - Fim**

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