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Tipos de Impostos e Taxas no Direito Fiscal

O documento aborda conceitos fundamentais do direito fiscal, incluindo a definição de impostos, taxas e contribuições, além de suas características e funções redistributivas. Discute a natureza coativa dos tributos, a classificação em impostos diretos e indiretos, e a importância da legalidade na criação de tributos. O Acórdão 177/2010 é mencionado como referência para a definição de taxas e a necessidade de contrapartidas diretas e imediatas, além de discutir a inconstitucionalidade de certas propostas de tributos pela Câmara Municipal de Lisboa.

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Tipos de Impostos e Taxas no Direito Fiscal

O documento aborda conceitos fundamentais do direito fiscal, incluindo a definição de impostos, taxas e contribuições, além de suas características e funções redistributivas. Discute a natureza coativa dos tributos, a classificação em impostos diretos e indiretos, e a importância da legalidade na criação de tributos. O Acórdão 177/2010 é mencionado como referência para a definição de taxas e a necessidade de contrapartidas diretas e imediatas, além de discutir a inconstitucionalidade de certas propostas de tributos pela Câmara Municipal de Lisboa.

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DIREITO FISCAL

1ª aula:
Acórdão 177/2010 CASO 1 – próxima aula
O que são impostos? Prestação pecuniária coativas porque são obrigatórias, mas não tem caráter
sancionatório – não pagamentos o imposto porque fazemos algo de errado, é simplesmente para
o bem estar geral da comunidade; é redistributivo; entram na nossa esfera privada, não é como
forma de punição. O estado pega nesse dinheiro e investe na saúde, educação, etc ou seja
distribui.
Regime geral das infrações tributárias – o direito fiscal assume um caráter sancionatório.
Coima. O que está em causa e a punição de uma conduta, e no direito fiscal não se deve punir
qualquer conduta.
Principio da não consignação das receitas: os impostos que pagamos têm de satisfazer
necessidades, vão para o OE, mas podem cobrir quaisquer despesas públicas.
Unilateral
113.º diferentes tipos de impostos
Tripartição
Rendimento - IRS e IRC; incide sobre o rendimento das PS e PC; tem se em conta a situação
familiar e pessoal da pessoa; característico pessoal do IRS; O IRS pode assumir uma função de
imposto real em que não se tem em conta a situação pessoal – tem em conta o rendimentos em
si mas é indiferente a situação do sujeito passivo. Impostos pessoais;
[Link]: faculdade quando paga o ordenado todos os meses e quando faz a retenção na fonte, fá-lo
tendo em contas as tabelas, e essas tabelas tem em conta a situação pessoal e familiar, ( se tem
filhos ou não, se é solteira ou casada).
Património – imposto municipal sobre a transmissão dos imoveis; IMI – por sermos
proprietários; IUC; Imposto de Selo – de registo, obtenção de receita por parte do estado;
Consumo ( impostos indiretos) – IVA; sobre o pecado – jogo, tabaco, álcool;
Impostos indiretos – não sentimos diretamente a carga tributaria porque já esta incluído no
preço. A finalidade fiscal é a obtenção de receita.
Imposto especial sobre o tabaco – a principal finalidade é modelar comportamentos, finalidade
extrafiscal, é a ideia de dissuadir pessoas a comprar tabaco; sacos de plástico – a finalidade é
proteção do ambiente.
Impostos de obrigação única – o facto tributário nasce e esgota-se naquele momento do tempo;
bar – café o iva nasceu e morreu naquele momento. IMT;
Imposto de formação sucessiva – imposto que se vai formando ao longo do ano: o irs coincide
com o ano fiscal 1 de janeiro 31 de dezembro e só no ano seguinte se paga, o IRS e IRC são
impostos de formação sucessiva. Só se considera realizado no dia 31 de dezembro do ano em
questão.
Impostos também podem ser
Progressivo: imposto em que quanto maior e o rendimento + é a taxa que me é aplicada –
redistribuição dos impostos e igualdade fiscal.
Proporcional: sempre a mesma taxa; [Link]: quando me pagam os dividendos a taxa é sempre
28% independentemente de quanto pagam.
Caso 1
Tributos, taxas e contributos;
IRS – Paula pereira
IRS – da professora
Tese de doutoramento – retroatividade fiscal
26/09/2024
Tripartição
Rendimento - IRS e IRC; incide sobre o rendimento das PS e PC; tem se em conta a situação
familiar e pessoal da pessoa; característico pessoal do IRS; O IRS pode assumir uma função de
imposto real em que não se tem em conta a situação pessoal – tem em conta o rendimentos em
si mas é indiferente a situação do sujeito passivo. Impostos pessoais;´Tem uma natureza dual,
tem em conta a situação do individuo mas pode haver casos em que não
[Link]: faculdade quando parg o ordenado todos os meses e quando faz a retenção na fonte, fá-lo
tendo em contas as tabelas, e essas tabelas tem em conta a situação pessoal e familiar, ( se tem
filhos ou não, se é solteira ou casada).
Mas pode ter feições sde imposto real – quando o escritório paga faz sempre uma retenção na
fonte de 28%, é sempre u
Património – imposto municipal sobre a transmissão dos imoveis; IMI – por sermos
proprietários; IUC; Imposto de Selo – de registo, obtenção de receita por parte do estado;
Consumo ( impostos indiretos) – IVA; sobre o pecado – jogo, tabaco, álcool;
Progressivo: imposto em que quanto maior é o rendimento + é a taxa que me é aplicada –
redistribuição dos impostos e igualdade fiscal. Tem que ver com a capacidade contributiva.
Função redistributiva.
Proporcional: sempre a mesma taxa; [Link]: quando me pagam os dividendos a taxa é sempre
28% ( retenção na fonte a titulo definitivo) independentemente de quanto pagam. É aplicada
uma taxa fixa independentemente do rendimento que a pessoa tenha ou não.
Os impostos não devem ser confiscatórios. Ainda que entrem na nossa esfera privada, no nosso
património. Essa transferência de dinheiro não pode ser confiscatória no sentido de ultrapassar a
taxa dos 50%. O TC tem considerado que nas situações em que o nosso rendimento fica exposto
a uma taxa de 50%, tem-se considerado que taxa de imposto de 50% são inconstitucionais,
porque são confiscatórias.
Mas pode haver taxas confiscatórias, mas que são legais. [Link]: frança – imposto de rendimentos
muito elevados( sobre grandes fortunas) – 75%; isto leva a transferir o seu património; evasão
fiscal;
Os impostos estão sempre sujeitos a reserva de lei. Não se pode sem mais, aporvar impostos
sem que isso vá à AR. 161.º/1/g).
O que é uma taxa?
É uma prestação pecuniária, há uma sinalagmática – contraprestação direta e imediata.
Tem uma natureza coativa →
Ao contrário dos imposto, as taxas são baseadas no princípio da cobertura de custos -
Propinas – a contraprestação direta e imediata – mas o pagamento pode ser faseado no tempo; as
taxas tal como os impostos podem ter natureza periódica mas não de formação sucessiva, ou
uma natureza de obrigação única.
As propinas são de obrigação única – mas o pagamento pode ser periódico.
A CML há uns anos→ criou uma taxa sobre a proteção civil, os munícipes de lisboa pagavam
para no caso de haver um terramoto, haver dinheiro, para reconstruir as casas, as ruas, etc; este
tributo pode ser uma taxa? Obviamente que não.
Mas então o que seria? Contribuição financeira;
Questionou-e a legalidade da taxa – porque não havia sinalagma direto e imediato – estava-se a
pagar para no futuro vir a existir a contraprestação num futuro incerto, nas taxas não é o que
acontece. Portanto, nunca poderia ser qualificado como uma taxa. O TC disse que o tributo era
inconstitucional. (Os impostos tem de passar o crivo da legalidade, as taxas não, o contribuinte e
a sua segurança jurídica fica pouco acautelada.).
Este tributo devia ser considerado uma contribuição especial, revestia os elementos do que era
uma contribuição, um sinalagma difuso ( contraprestação diferida no tempo e dependente da
verificação de um determinado evento), e por outro lado, tinha uma lógica grupal, ou seja, os
indivíduos tinham algo em comum, serem munícipes de lisboa.
No ano seguinte o OE, veio conceder autorização legislativa ao governo para criar uma
contribuição especial deste tipo ( contribuições tratadas como imposto) – reserva de lei.
As contribuições financeiras → por sua vez, são diferentes, não estão sujeitas a reserva de lei, só
o regime geral das contribuições financeiras é que está sujeito a reserva de lei. Estas
normalmente são consideradas inconstitucionais.
Exemplo: EXPO 98 – zona com poucos serviços e campestre – quando se construiu a expo 98,
trouxesse um enorme desenvolvimento aquela zona, isso fez com que os terrenos ali na expo
valorizassem, o governo criou uma contribuição especial de melhoria – quem tivesse terrenos na
expo pagava uma contribuição especial de melhoria – a contraprestação estaria quando e se
vendesse o tereno, por um valor + elevado se não tivesse sido construída a expo.
Contribuições para a segurança social → vai ser afeto para garantir a reforma, as contribuições
são uma forma de financiamento do estado.
Resumindo: Tributos
➔ Impostos
➔ Taxas
➔ Contribuições
→ Especiais ( equiparação aos impostos de certa forma por estarem sujeitas a reserva
de lei)
→ Financeiras ( não estão sujeitas a reserva de lei)
CASO [Link]écies de Tributos
Farto dos garridos reclamos e anúncios luminosos na cobertura de prédios lisboetas, que
segundo o presidente da CML desarmonizavam a estética da cidade e afastavam os turistas, o
executivo camarário de Lisboa apresentou à respetiva Assembleia Municipal uma proposta de
criação de uma Taxa Especial a incidir sobre todo e qualquer objeto e estrutura publicitária
colocado na cobertura ou telhado dos imóveis sitos nos bairros históricos do Castelo,
Mouraria, Príncipe Real e Chiado.
Ainda de acordo com a proposta, o tributo deveria assentar sobre (i) o valor tributário dos
prédios e, sempre que este valor se revele manifestamente desatualizado, (ii) sobre uma
ponderação da média dos rendimentos sujeitos a IRS declarados pelos proprietários desses
imóveis. A referida proposta propunha também a criação de isenções específicas para (i) os
imóveis cujo valor patrimonial não excedesse os € 2.500 e para (ii) as sedes dos partidos
políticos.
Quid iuris?
No caso em concreto importa antes de mais definir taxa. As taxas são, no nosso ordenamento
jurídico, tributos sinalagmáticos ou bilaterais, devendo estas poder prosseguir finalidades fiscais
ou extra-fiscais e compreendem essencialmente três tipos de situações [tal como nos diz o artigo
4º/1 LGT]:
• A contrapartida pela utilização de serviços públicos;
• A contrapartida pela utilização de um bem público ou semipúblico ou de um bem do
domínio público;
• A contrapartida pela remoção de um obstáculo jurídico ao exercício de uma atividade
por parte dos particulares.
A ideia de contrapartida exige então que o bem utilizado ou serviço prestado seja
simultaneamente individualizável e presente. É ainda de notar que o tributo, neste caso, a taxa,
não pode ultrapassar a cobertura de custos, traduzindo-se isto no principio da proporcionalidade
concretizado na cobertura de custos, ou seja, o quantum que se paga nunca pode ser superior ao
benefício.
No que respeita as taxas importa ainda destacar que, tratando-se de verdadeiras taxas, estas não
se encontram sujeitas ao principio da Reserva de Lei, podendo assim ser criadas pelos
Municípios. Art.8.º da lei do regime geral das autarquias.
Relativamente aos pressupostos da criação de taxas temos de atender ao:
Art.4.º/ 2 LGT – “As taxas assentam na prestação concreta de um serviço público, na
utilização de um bem do domínio público ou na remoção de um obstáculo jurídico ao
comportamento dos particulares”.
Atendendo ao acórdão nº177/2010
Acórdão 177/2010: Caso muito semelhante ao nosso. Nos casos em que o tributo não incidia
sobre um bem público, semipúblico ou do domínio público, o Tribunal entendeu tratar-se de
impostos ocultos, sendo que a criação dos impostos é da Reserva Relativa da competência da
Assembleia da Republica.
No referido acórdão, o Tribunal Constitucional, em plenário, alterou a sua posição, com base na
enumeração tripartida das taxas no artigo 4º/1 LGT e com o argumento de que as taxas sobre
remoção de obstáculos jurídicos não são inconstitucionais, se os referidos obstáculos tutelarem
interesses públicos reais, e não artificiais. O TC entendeu então que a atividade publicitária
assente em painéis ou inscrições que se projete visualmente no espaço público interfere “na
configuração do ambiente de vivência urbana das coletividades locais” e só os anúncios que
são visíveis por quem circula nos espaços públicos podem ser tributados por taxas, cabendo aos
municípios a organização e preservação dos espaços públicos. Ou seja, só são objeto de taxas
“os anúncios que se divisem na via pública”.
Onde está o sinalagma direto e imediato → Colocação do reclame luminoso
Requisitos da taxa:
1. É necessário que a remoção do obstáculo seja presente e não futura;
2. Haja uma contrapartida direta e imediata
3. que o tributo não ultrapasse a cobertura de custos ( p. da proporcionalidade concretizado
na cobertura de custos), se o montante do tributo exceder a cobertura dos custos, o
montante em excesso é imposto oculto, pois não podem exceder o benefício recebido
por parte do particular
(propostas: , o tributo deveria assentar sobre (i) o valor tributário dos prédios e, sempre que
este valor se revele manifestamente desatualizado, (ii) sobre uma ponderação da média dos
rendimentos sujeitos a IRS declarados pelos proprietários desses imóveis. A referida
proposta propunha também a criação de isenções específicas para (i) os imóveis cujo valor
patrimonial não excedesse os € 2.500 e para (ii) as sedes dos partidos políticos.)
no caso (i e ii) está em causa elementos que estão conexos com a capacidade contributiva (
princípio especifico da figura dos impostos e nunca das taxas), o que, não acontece com as
taxas, pois estas são alheias às capacidades contributivas e ao elemento pessoal do individuo.
Há uma quantificação ad valorem, na medida em que o valor de cada prédio, se for mais
elevado, vai também fazer com que o tributo seja mais elevado e vice-versa. assim como se os
rendimentos sujeitos a irs forem mais elevados, vai fazer com que o tributo seja mais elevado.
Nas taxas as contraprestações não variam.
Desta forma, estaríamos perante um imposto, sendo o tributo ilegal por violação da reserva de
lei do art.165.º/1/i) CRP. ( neste caso de inconstitucionalidade orgânica, a CML não tinha
competência para proceder a criação de um tributo com estas características, princípio da
legalidade em sentido formal;)
Relativamente às isenções → (i) O art.2º/1 do Estatuto dos Benefícios Fiscais define que :
‘’consideram-se benefícios fiscais as medidas de caráter excecional instituídas para tutela de
interesses públicos extrafiscais relevantes que sejam superiores aos da própria tributação que
impedem’’. Tem, desta forma, de haver um motivo suficientemente forte para isentar alguém da
carga tributária, e quando o fazemos devemos justificá-los com outros princípios (art.16º/3 da
Lei 63/2003) - princípio do bem-estar social, proporcionalidade, ganho ou mérito. Desta forma,
a isenção( i) violaria o princípio da igualdade tributária.
Art.13.º da CRP – p. da igualdade;
As camaras podem conceder benefícios ou isenções desde que devidamente justificadas, por um
prazo não superior a 5 anos;
Art.103.º/2 → reserva de lei; violação do [Link] legalidade sem sentido material; pq tem
características de imposto; A CM não podia propor estas isenções num tributo com estas
características. Tem que haver um motivo de superior interesse que justifique a criação deste
beneficio fiscal, neste caso em concreto → imoveis 2500 euros, as pessoas não tem grande
capacidade económica; por outro lado, não havia uma ligação direta entre quem mete o painel
luminoso e quem detém o imóvel.
(ii) o partido político detém funções essenciais à manutenção de estado de direito democrático –
justifica que estejam isentos; no entanto, inconstitucionalidade orgânica e material;
Professora:

→ A CM tem ao obriga da lei das finanças locais competência para a criação de taxas.
→ Pressupostos da criação das taxas (4/2) – remoção do obstáculo jurídico ao exercício de
uma atividade por parte dos particulares; está preenchido.
→ É uma taxa ou não? Jurisprudência TC 177/2010 Preenche os requisitos das taxas?
103 -104 CRP, 165 CRP; 3-4 LGT
Próximo Caso prático 1
Relação jurídico-tributária; ler os artigos 18- 46 LGT
É uma relação de Direito público entre sujeito ativo e passivo e confere-lhes direitos e deveres.
Art.18.º Lei geral tributária, é sujeito ativo da relação jurídica-tributária a entidade de direito
público, titular do direito de exigir o cumprimento das obrigações tributárias, quer diretamente,
quer através de representante.
Este é titular do crédito tributário e de outras pretensões tributárias. O sujeito ativo pode
coincidir ou ser distinto do sujeito que é titular da receita tributária.
Exemplos de titulares: Estado (administração central);R.A ( administração regional), autarquias
loais (administração local) ou qualquer entidade pública de base não territorial ( universidade de
lisboa).
Art.18.º/3 “ O sujeito passivo é a pessoa singular ou coletiva, o património ou a organização
de facto ou de direito que, nos termos da lei, está vinculado ao cumprimento da prestação
tributária, seja como contribuinte direto, substituto ou responsável.”
Sujeito passivo é quem, nos termos da legislação tributária, está obrigado ao cumprimento de
uma prestação tributária de natureza material ou formal. Pode ser uma pessoa singular ou
coletiva, de uma entidade constituída segundo os requisitos legais ou em desrespeito destes, de
um património, de uma organização de facto ou de direito ou de qualquer outro agrupamento de
pessoas, consoante a previsão legal.
Art.18.º/4 “Não é sujeito passivo quem:
a) Suporte o encargo do imposto por repercussão legal, sem prejuízo do direito de
reclamação, recurso, impugnação ou de pedido de pronúncia arbitral nos termos das leis
tributárias;
b) Deva prestar informações sobre assuntos tributários de terceiros, exibir documentos, emitir
laudo em processo administrativo ou judicial ou permitir o acesso a imóveis ou locais de
trabalho”
a) Não adquire a qualidade de sujeito passivo quem suporte o encargo do tributo por
repercussão e não tenha direitos nem deveres perante o sujeito ativo.
Categorias de sujeitos passivos:
1. Contribuinte
2. Substituto
3. Substituído
4. Responsável tributário

Art.28.º LGT substituição tributária


É alguém que se substitui ao devedor originário, que está obrigado ao pagamento do tributo,
através do mecanismo da retenção na fonte → a titulo definitivo; ou por conta de imposto de
vida final.
Na fonte por conta de imposto de vida final → aos rendimentos do trabalho, as retenções
ocorrem a titulo mensal, e no final do ano faz-se um acerto, considerando o rendimento e as
despesas
A titulo definitivo: os impostos assumem a obrigação única; aqueles casos em que o banco me
paga juros, retém o imposto e paga, o banco opera como substituto tributário.
A faculdade paga-me o ordenado, retém o irs, mas não o paga ao estado.
28.º/2 – não há retenção na fonte – a responsabilidade originária é do substituído; e se este não
conseguir pagar é do substituto;
Impendia um dever legal sobre o substituído.
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Juros:
Compensatórios: - 35 LGT → visam compensar a administração fiscal quando o contribuinte
sabia que tinha de cumprir um dever fiscal e não cumpriu;
Mora: art.40.º LGT - exigidos por falta de pagamento atempado;
Indemnizatórios – 43º visam indemnizar o contribuinte; ou seja, a administração fiscal notifica
par pagar 30 mil euros de irs, e o contribuinte acha que aquele montante não é devido, eu
reclamo e explico os motivos, e peço a administração fiscal por pagamento de juros
indemnizatórios. Direito de defesa não tem nada que ver com o pagamento. Tenho de pagar sebã
vai para processo de execução fiscal. Exercício de direito de defesa noa tem efeito suspensivo
do pagamento;
28.º/1 situações em que haja Na fonte por conta de imposto de vida final e a titulo definitivo –
professora assistente.
Art.28.º/3 “ Nos restantes casos, o substituído é apenas subsidiariamente responsável pelo
pagamento da diferença entre as importâncias que deveriam ter sido deduzidas e as que
efectivamente o foram.” – interpretação extensiva;
1. Houve retenção na fonte mas não houve entrega do imposto à AT – 28.º/1
2. Não houve qualquer retenção na fonte - 28.º/2
Cabe ao substituto a responsabilidade originária pelo pagamento do tributo não retido e
respetivos juros compensatórios e ao substituído cabe a responsabilidade
Fundada insuficiência de bens penhoráveis → uma empresa tem dividas e reteve os montantes
de irs, e invés de entregar ao estado usavam para pagar a fornecedores. A entidade fiscal notifica
a empresa. A responsabilidade corre por conta da empresa – 28.º/1 LGT; a entidade fiscal vai
ver se a empresa tem participações sociais, bens, imoveis, créditos ( relações legais entre
entidades e notifica a empresa B para pagar à entidade tributária).
Se a prestação do crédito for suficiente – não há fundada insuficiência de bens penhoráveis; se
não for suficiente – há uma fundada insuficiência de bens penhoráveis.
Art.24.º gerentes e administradores → responsabilidade
Nº1 → a) e b) - a b) funciona de forma relativamente subsidiária à alínea a);
O facto constitutivo se tenha verificado no período em que exerceram o cargo ou pelas dívidas
cujo prazo legal de pagamento ou entrega tenha terminado no período de exercício do cargo.
Dia 19 eu sai, no dia 19 entrou outra pessoa; podem ambos ser responsabilizados por alíneas
diferentes.
Ónus da prova é do administrado e gerente; é uma formula de garantia de pagamento dos
impostos.
2/3/4 do art.24.º - APRESENTAÇÃO;
Caso prático 2 → Substituição e responsabilidade tributária
Deolinda Nunes, gerente da empresa “Lagoas e Mares, Lda”, com sede em Faro, está
muito apreensiva relativamente aos meses de setembro e outubro, já que a empresa suportou
um valor elevado de juros para financiar a sua sucursal em Loulé e pagou diversas coimas
por infrações cometidas no trânsito com as viaturas da empresa. (Custo fiscalmente
dedutível – custos que podem ser abatidos ao lucros da empresa, para se acharem aquele lucro;
um custo, obtenção de rendimentos da empresa;
Gasto que seja indispensável para a atividade da empresa – suporte documental –
art.23.º é dedutiva CIRC; 23/a – estes gatos não podem ser dedutíveis + 88.º CIRC – tributação
autónoma;
Nesse período, o departamento financeiro da empresa não efetuou sequer as retenções na fonte
aos trabalhadores da empresa em relação aos seus salários.
E, por outro lado, em face das graves dificuldades financeiras da empresa, não foram
entregues as quotizações dos trabalhadores para a Segurança Social.
Quid iuris?
30.º/a) LGT
No caso em concreto importa, antes de mais, identificar os sujeitos da relação jurídica tributária
em causa. Deve ainda considerar-se a relação jurídica tributária como sendo uma relação de
Direito Público entre sujeito passivo e sujeito ativo em que são conferidos a ambos direitos e
deveres
O sujeito ativo será o Estado nos termos do número 1 do artigo 18º LGT. No que respeita a
categorias de sujeitos passivos importa destacar o contribuinte, o substituto, o substituído e o
responsável tributário.
O contribuinte é a pessoa em relação à qual se verifica o facto tributário - facto gerador de
imposto - , o titular da capacidade contributiva que a lei visa atingir. Neste caso, o contribuinte
serão os trabalhadores da empresa, cada um individualmente
Já o substituto tributário é um sujeito passivo que, por imposição legal, está obrigado a cumprir
prestações formais e materiais da obrigação tributária em lugar do contribuinte ( que é o
substituído).
Assim, neste caso a empresa é o substituto tributário obrigada ao cumprimento de
prestações tributárias em lugar dos trabalhadores, nos termos do 20º, nº1 da LGT.
Ou seja, neste caso estamos perante uma substituição tributária (20.º/1 LGT) QUE é
fundamentalmente efetivada pelo dever de retenção na fonte, nos termos do 20º, nº2 da LGT.
Em relação à responsabilidade da empresa é de salientar que, não tendo retido na fonte os
salários dos trabalhadores, e não tendo entregue as quotizações para a Segurança Social,
a empresa pode ser suscetível de responsabilidade na substituição tributária, nos termos do
28º da LGT.
No que respeita à não retenção na fonte estamos perante o caso previsto no 28º, nº2, sendo
que quando a lei não preveja em contrário, em regra, a responsabilidade é subsidiária (22º, nº4 e
23º), tendo primeiro de se executar o património do responsável primário.
Aqui, a responsabilidade do pagamento do tributo cabe aos trabalhadores, e,
subsidiariamente, à empresa, uma vez que o trabalhador recebeu o seu rendimento bruto.
Logo, o devedor principal é o substituído e o subsidiário o substituto. Só se ativa a
responsabilidade subsidiária se o património for insuficiente (23º/2) por via da reversão do
processo de execução fiscal.
Há responsabilidade subsidiária da empresa porque esta violou um dever de retenção. Se
o património dos trabalhadores for insuficiente ou inexistente, aplica-se a reversão do
processo fiscal contra a empresa (23º, nº2 da LGT e 153º, nº2 do CPPT).
Relativamente à responsabilidade dos corpos sociais, verifica-se que a empresa se
encontra em más condições financeiras, devido ao pagamento de multas e ao elevado valor
de juros. Assim, a ser responsabilizada nos termos anteriores, poderá ocorrer que a empresa
não terá património suficiente para a efetivação da responsabilidade.

Assim, poderá ser aplicável o disposto no 24º da LGT, ou seja, a responsabilidade dos
corpos sociais, a qual é subsidiária da empresa e solidária entre si. Quanto ao
departamento financeiro, ele é integrado por técnicos oficiais de contas. Neste sentido,
havendo violação dos deveres, haverá responsabilidade tributária, com base no 24º, nº3. Isto
ocorrerá através da reversão da execução fiscal, com base na insuficiência de bens penhoráveis
da empresa (23º, nº 1 e nº2 e 22º, nº4 da LGT, e 153º, nº2 CPPT).

De igual modo, os gestores da empresa podem ser responsabilizados através da


reversão da execução fiscal.

Não há dados específicos no caso quanto aos prazos, pelo que se se aplicar o 24º, nº1,
alínea a), o ónus funciona a favor da gestora, pelo que a Administração terá de provar a sua culpa,
o que é inverso do disposto na alínea b), em que há uma presunção de culpa que recai sobre a
gestora, visto que neste caso o prazo legal de pagamento ou entrega terminou no período de
exercício do seu cargo.

Esta culpa é funcional, porque deriva do incumprimento das funções de gestora


(haverá culpa logo que for cometido um crime ou contraordenação ou de falta de entrega
da prestação tributária, 114º do RGIT).

No que diz respeito às quotizações, os empregadores são responsáveis pelo pagamento de


quotizações dos trabalhadores, tendo falhado o dever de entrega. As quotizações são
contribuições especiais segundo o disposto no artigo 4º/3 LGT, têm carater unilateral e não
sancionatório, mas divergem dos impostos porque há consignação de receitas [visto que nos
impostos vigora o principio da não consignação]. Tendo sido violado o dever de entrega, é
aplicável o artigo 28º/1 pelo que a empresa é a única responsável, ficando o substituído
(trabalhadores), exonerado de qualquer responsabilidade, visto que o trabalhador não tem modo
de saber que não foi entregue.
Pode também existir o caso de haver responsabilidade dos corpos sociais, os gestores de direito
ou de facto de pessoas coletivas e nestes fiscalmente equiparados são subsidariamente
responsáveis em relação a estas e solidariamente entre si pelas dívidas tributárias cujo facto
constitutivo se tenha verificado no período em que exerceram o cargo.
Relativamente a esta, verifica-se que a empresa encontra-se em más condições financeiras,
devido ao pagamento de multas e ao elevado valor de juros. Assim, poderá ocorrer que
a empresa não terá património suficiente para a efetivação da responsabilidade. Assim, poderá
ser aplicável o disposto no 24º da LGT, ou seja, a responsabilidade dos corpos sociais, a
qual é subsidiária da empresa e solidária entre si. – Deolinda 24.º/1/a) quando a divida
tributária se constitui.
P da legalidade caso pratico 3

28 de OUTUBRO 2024 - TESTE

2/3/ do art.24.º - APRESENTAÇÃO;


Artigo 24.º - Responsabilidade dos membros de corpos sociais e responsáveis técnicos
1 — Os administradores, directores e gerentes e outras pessoas que exerçam, ainda que
somente de facto, funções de administração ou gestão em pessoas colectivas e entes fiscalmente
equiparados são subsidiariamente responsáveis em relação a estas e solidariamente entre si:

a) Pelas dívidas tributárias cujo facto constitutivo se tenha verificado no período de


exercício do seu cargo ou cujo prazo legal de pagamento ou entrega tenha terminado depois
deste, quando, em qualquer dos casos, tiver sido por culpa sua que o património da pessoa
colectiva ou ente fiscalmente equiparado se tornou insuficiente para a sua satisfação;
b) Pelas dívidas tributárias cujo prazo legal de pagamento ou entrega tenha terminado
no período do exercício do seu cargo, quando não provem que não lhes foi imputável a falta de
pagamento.

2 — A responsabilidade prevista neste artigo aplica-se aos membros dos órgãos de


fiscalização e revisores oficiais de contas nas pessoas colectivas em que os houver, desde que
se demonstre que a violação dos deveres tributários destas resultou do incumprimento das
suas funções de fiscalização.
3 — A responsabilidade prevista neste artigo aplica-se aos contabilistas certificados
desde que se demonstre a violação dolosa dos deveres de assunção de responsabilidade
pela regularização técnica nas áreas contabilística e fiscal ou de assinatura de declarações
fiscais, demonstrações financeiras e seus anexos.
Poderá ocorrer que a empresa não terá património suficiente para a efetivação da
responsabilidade. Assim, poderá ser aplicável o disposto no 24º da LGT, ou seja, a
responsabilidade dos corpos sociais, a qual é subsidiária da empresa e solidária entre si e
que se deve a uma insuficiência de bens penhoráveis da empresa ( a empresa não tem nada).
No que se refere à específica responsabilidade subsidiária tributária dos órgãos de fiscalização e
dos Revisores Oficiais de Contas (ROC), esta decorre do incumprimento dos seus deveres de
fiscalização e supervisão sobre a gestão da empresa (art. 24.°, n.° 2, da L.G.T).
Caso falhem em fiscalizar ou relatar irregularidades que levem ao não pagamento de tributos,
podem ser responsabilizados subsidiariamente.

Este incumprimento tem de ser culposo, por dolo ou por negligência, e afere-se em função da
culpa funcional inerente a própria função . ( cumpriu ou não cumpriu os deveres tributários e
tinha ou não competência legal ou factual; ou seja, tem de se averiguar da diligência no
cumprimento das suas funções em concreto – critério do bom pai de família aplicado ao caso
concreto;)
Porém, isto não basta, pois terá de existir um nexo causal entre o incumprimento dos deveres a
que estão adstritos e o dano resultante desse incumprimento.

Esta responsabilidade deverá ser fundamentada pela administração tributária com base no
relatório anual de contas, na certificação legal de contas ou com base em informações,
recomendações e advertências prestadas à administração pelo Revisor no exercício das suas
funções de fiscalização.
De acordo com o nº2 do artigo 24º da LGT, os ROC no desempenho das suas funções nas
pessoas coletivas serão responsabilizados nos mesmos termos que os administradores, diretores
e gerentes e outras pessoas que exerçam, ainda que somente de facto, funções de administração
ou gestão desde que se comprove que a violação dos deveres fiscais e parafiscais destas se ficou
a dever ao incumprimento culposo das funções de fiscalização dos ROC. Remete-nos para o
art.81.º e 82.º CSC.
No entanto, a sua função é preventiva, diferindo da dos administradores, que têm
responsabilidade direta pela gestão. Já os membros dos órgãos de fiscalização e os revisores
oficiais de contas (ROC) são responsáveis por supervisionar, sendo responsabilizados pela falha
em detetar ou prevenir problemas fiscais.
Mas o final do artigo “ resultou do seu incumprimento das suas funções de fiscalização” –
Saldanha Sanches diz-nos que a responsabilidade dos revisores oficiais de contas (ROC) não se
refere diretamente à prática do ato de não entregar o imposto ou violar outros deveres fiscais. A
responsabilidade surge quando, por incumprimento das suas funções de fiscalização, não
revelam factos por não terem realizado corretamente a certificação das contas da pessoa coletiva
que são obrigados a auditar, sendo responsabilizados apenas nesses casos.
Não é suficiente apenas o incumprimento dos deveres de fiscalização é ainda necessário que
exista um nexo causal entre a sua atuação e o dano provocado por esse incumprimento., ou seja
que a violação dos deveres de fiscalização seja causa da violação dos deveres tributários da p.c
em questão. Sem este nexo de causalidade não há responsabilidade subsidiária.
24/3
Não são diretamente responsáveis pela dívida tributária: os TOC não são administradores
nem gerentes, pelo que a responsabilidade subsidiária surge apenas quando se demonstra que o
incumprimento fiscal foi causado por negligência ou falha grave no desempenho das suas
funções.
[Link] de 08-06-2022
Responsabilidade subsidiária dos contabilistas certificados, assenta numa violação da legis artis.

III - A responsabilidade instituída pressupõe que o contabilista certificado é responsável pela


regularidade contabilística e que em casos de falha no cumprimento desse dever, deve assumir a
correspondente responsabilidade pelas dívidas deixadas de cobrar, por efeito de tal violação dos
precisos deveres do ofício.
IV – Os meros erros técnicos não envolvem a responsabilidade do contabilista a qual só deve ser
ativada quando as falhas assentem numa violação tão profunda do normativo contabilístico que
ponha em causa a própria função de que a contabilidade foi investida pelo ordenamento fiscal.
– Assim, a efetivação da responsabilidade subsidiária dos Técnicos Oficias de Contas/TOC
pelas dívidas tributárias da sociedade devedora originária (cfr. artigo 24.º/3, da LGT) depende
da alegação e prova pela AT de que é imputável ao agente o facto ilícito e de que existe nexo de
causalidade entre este e os danos ocasionados.
XI - É exigível a comprovação da ocorrência de condutas violadoras dos deveres funcionais que
sejam imputáveis ao TOC, a título de negligência ou dolo.
XII - Impõe-se, ainda, a verificação de um nexo de causalidade adequada entre o
comportamento ilícito do técnico oficial de contas e o incumprimento fiscal do contribuinte em
relação ao qual o TOC exerce as suas funções profissionais. ( juízo ex ante – para aferir o risco;
). Ou seja, que a violação dos deveres seja causa da violação dos deveres tributários da p.c em
questão.
Ónus:
1/a) – autoridade tributária;
1/b) – gerente/administrador;
Guia fiscal do IRS – livro;
Caso 3 – p. da legalidade
Estudar m
165.º/1/i e …
166.º/2
8.º da LGT
Caso 3 e 4
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE
Caso 3
[Link] e princípio da legalidade
Visando aproveitar o crescente afluxo de turistas ao país, o Governo cria, através de
decreto-lei simples, uma “Taxa sobre Turismo de Luxo”, que incide sobre o preço das refeições
e das estadias, respetivamente, em restaurantes e estabelecimentos hoteleiros de luxo.
Poucos dias depois, uma Portaria:
i) define os critérios para a classificação de restaurantes e estabelecimentos hoteleiros
como “de luxo”, para efeitos da “Taxa sobre Turismo de Luxo”; e
ii) isenta da aludida taxa as refeições em restaurantes que se revistam de “manifesto
interesse para a preservação do património gastronómico português”.
Quid iuris?
Pode criar taxas – 165.º/1/i) à contrário, e 198.º CRP
No caso em concreto estamos perante um problema sobre o princípio da legalidade.
Importa em primeiro lugar definir se o que está em causa é realmente uma taxa ou é um
imposto.
Para ser uma taxa teria de haver um sinalagma, e o bem tinha de ser presente e divisível;
Há uma quantificação ad valorem, na medida em que se o valor for mais elevado, vai também
fazer com que o tributo seja mais elevado, é um tributo conforme o valor, desta forma, temos
unilateralidade logo, estamos perante um imposto – art.4.º/1 LGT.
Princípio da capacidade contributiva – assenta neste, por isso teria de ser um imposto;
Tratando-se de um imposto, este é um imposto sobre o consumo, é um imposto real ( centram-se
na manifestação da riqueza, é também um imposto indireto, de obrigação única ( o facto
tributário nasce e extingue-se com um ato ou n.j – neste caso o consumo);
Isto seria um IEC – imposto especial sobre o consumo. O iva recai sobre o consumo geral de
bens e serviços. Os IECS recaem sobre o consumo de determinados bens e serviços.
Analisado que isto seria um imposto, cabe agora perceber se o governo podia criar, através de
decreto-simples, este tributo:
A competência legislativa em matéria de criação e impostos está reservada à AR, nos termos do
art.165.º/1/i), mas a AR pode delega-la ao governo nos termos do art.165.º/1/i) e nº2 da CRP
mediante autorização legislativa, esta delegação implica uma orientação política de competência
partilhada, implicando sempre um assentimento parlamentar dessa orientação.
No caso em concreto o governo emitiu este imposto com um DL simples, que aparenta não ter
sido autorizado, logo estaríamos perante uma inconstitucionalidade orgânica nos termos do
art.165.º/1/alínea i) porque o governo está a legislar sobre uma temática acerca da qual não tem
competência – porque nunca lhe foi arrogada – não podendo ser criado, violando o principio da
legalidade ( formal).
Art.103.º/2 - os impostos são criados por lei – para garantir a segurança jurídica, e a tipicidade
fiscal dos tributos;
Cabe também apreciar se a portaria podia definir os critérios para a classificação de restaurantes
e estabelecimentos hosteleiros como “ de luxo”, para efeitos da “ taxa sobre turismo de luxo”:
No caso em concreto o DL é sobre um imposto para tributação de bens de luxo, tudo o que
tenha que ver com a quantificação do imposto tem que constar da lei, ou seja, o an e o quantum,
no entanto, pode vir uma portaria clarificar o que se entende com o conceito indeterminado.
Os conceitos vagos e indeterminados têm muitas vezes que ser densificados. Assim, quanto e
apenas quanto aos seus elementos técnicos, poderão sê-lo através de portaria, DL ou
regulamento simples.
No entanto no caso em concreto, considera-se que o termo “ luxo” é um elemento essencial (
incidência do tributo – logo deveria estar na lei) e não um mero aspeto técnico, pelo que não
poderia vir a ser concretizado por portaria, desta forma estamos perante uma
inconstitucionalidade organiza, pois não se poderia ter remetido para a portaria nos termos do
art.103.º/2 não respeitando a legalidade material.
( portarias são normas de execução, vem desenvolver o que já está previsto, nunca podem
conter elementos relativos à incidência, à taxa, estas limitam-se a desenvolver o que está
previsto na lei ou no decreto-lei. Podem desenvolver, mas não podem pegar na incidência,
nem as características dos contribuintes nem nos benefícios fiscais. )
Relativamente ao beneficio fiscal – as portarias não podem isentar o que quer que seja;
Nesse sentido, há quem defenda que, no caso dos benefícios fiscais, não seria necessário
submetê-los à reserva de lei, pelo facto de os mesmos serem desonerados e de, por isso,
contrariamente aos tributos, não interferirem na propriedade privada dos sujeitos. Não devemos
entender desta forma.
Relativamente ao beneficio fiscal art.2.º EBF – o beneficio fiscal deve ser publicitado e deve
também estar sujeito a reserva de lei parlamentar nos termos do art.165.º/1/i), mesmo que
delegável ao governo, sob pena de se defraudar a reserva da lei fiscal, pois a reserva de lei
abrange quer as normas oneradoras quer as normas desoneradoras. O art.103.º/2 induz a esta
interpretação.
Estaríamos perante uma inconstitucionalidade orgânica por parte do governo, p da legalidade
formal – porque não podia ser criado por portaria do governo;
Art.8.º LGT os beneficios fiscais estão sujeitos ao principio da legalidade tributária; O princípio
da legalidade tributária, como está definido no artigo 8.º da Lei Geral Tributária (LGT) implica
que apenas a Assembleia da República tem o poder de conceder, modificar ou eliminar
benefícios fiscais, uma vez que esse poder está diretamente relacionado com a criação e
alteração de normas tributárias.
O Governo, por si só, não pode conceder benefícios fiscais sem uma base autorização da
Assembleia da República.

P. da legalidade
165.º/1/i – principio da legalidade em sentido formal -quem tem competência para legislar em
matéria de impostos, regime gerla das taxas e demais contribuições financeiras.
Taxas e contribuições – não há reserva de lei;+ insegurança jurídica para o contribuinte.
Contribuições especiais – equiparadas a impostos – reserva de lei- AR
165.º/2 CRP – esta lei de autorização legislativa não pode ser um cheque em branco, não pode
legislar livremente, tem de dizer sobre que tipo de imposto, rendimento ou despesa, qual o
sentido subjacente a essa lei, extensão, e o tempo.
Em sentido material – 103.º/2 CRP – que realidades o tributo vai incidir;
A taxa enquanto alíquota está sujeita a reserva de lei
Reserva de lei e a sua justificação:

• Igualdade tributária
• Função garantista dos contribuintes – ( caducidade e prescrição) – segurança jurídica;
previsibilidade e calcucabilidade da obrigação de imposto e os seus elementos
essenciais.
Poder tributário originário – AR
Poder tributário derivado – camaras municipais – 238.º CRP – A AR determina uma regra e
dentro das balizas dessa determinação da regra, as camaras podem atuar.
[Link]ípio da legalidade
Após a outorga, por parte da Assembleia da República, de uma lei de autorização
legislativa, onde se permitia ao Governo «tributar em IRS todos os rendimentos pessoais que
decorram de uma relação de trabalho dependente», é aprovado um decreto-lei que prevê:
«1 – As prestações a que o trabalhador tenha direito por efeito da lei ou do
contrato de trabalho, assim como as despesas cujo encargo a entidade patronal assuma
no predominante interesse daquele, serão tributadas em IRS.
2 – O valor tributável das prestações e despesas a que se refere o número
anterior será o seu valor nominal ou, na falta deste, o valor mais próximo das
condições normais de mercado.
3 – As despesas do n.º 1 não serão dedutíveis para efeitos do apuramento do
lucro tributável em IRC e, acaso se mostrem excessivas, serão tributadas
autonomamente à taxa de 42%.
4 – Será fixada, por Portaria, a lista das prestações a que referem os [Link] 1, 2 e 3,
bem como os critérios concretos para apuramento do seu valor.
5 – São isentados do pagamento do imposto os trabalhadores da construção
naval.»
O Governo aprovou finalmente o decreto-lei que procede à alteração do imposto sobre a
detenção de imóveis, pondo termo à imensa fraude que se tinha instalado no sector da
construção civil.
O imposto passa a ser calculado de acordo com o “valor objetivo” de cada imóvel, um
valor a fixar pelos serviços de finanças atendendo à sua “localização”, “equipamentos” e
“antiguidade”, bem como a “outros fatores relevantes” que a lei em si mesma não especifica.
Por portaria do Ministro das Finanças haver-se-ia de precisar melhor estes elementos e o peso
relativo de cada um no cálculo do valor tributável.
Ao valor assim determinado aplicar-se-ia uma taxa única de 2% nas grandes cidades,
podendo, fora delas, oscilar a taxa entre os 0,8% e 1%, consoante deliberação das assembleias
municipais, uma solução que a Federação dos Municípios Portugueses sustenta ser
inconstitucional por comprimir em demasia a autonomia financeira local.
A proposta da Federação era antes a de que na generalidade dos municípios a taxa
pudesse oscilar entre os 0,5% e os 5% e que por deliberação das assembleias municipais se
pudessem isentar de imposto todos os imóveis situados em “zonas degradadas”, tal como os
próprios municípios as definissem.
Quid iuris?
Neste caso, o governo excedeu o âmbito / objeto da lei de autorização legislativa, já
que estava autorizado a tributar em matéria de IRS e não em matéria relativa ao IRC; 4.
Contudo, a autorização legislativa não pode simplesmente conceder um “cheque em branco”,
ou seja, a mesma deve estabelecer os elementos essenciais relativos à matéria sobre a qual o
governo irá legislar. No caso concreto, desde logo, estaríamos perante conceitos vagos e
indeterminados,
Relativamente ao ponto 1:
Despesas – seria um cheque em branco -Fora do escopo da lei da autorização legislativa – em
sentido material e formal violava o [Link] legalidade.
Relarivamente ao ponto 2:
Estávamos perante Conceitos indeterminados – “ o valor mais próximo das condições normais
de mercado.” – é um conceito vago tinha subjacente uma violação do p. da legalidade, pois, não
se sabe o que é este valor mais próximo, para além de que é muito mais difícil uma possível
concretização até porque tem subjacente uma dificuldade considerável na sua concretização,
logo não pode estar na lei nos termos do que está. [Link]: O valor de mercado ( seria aceitável).
A disposição quanto ao valor nominal – sabemos ao que corresponde, é determinável, apesar de
não estar determinada.; não havia qualquer problema;
Relativamente ao ponto 3 – estamos perante um conceito totalmente indeterminado e
indeterminável – estando ferido de ilegalidade porque não há definição legal do que é serem
despesas excessivas – viola o princípio da legalidade; inconstitucionalidade material (103.º/2
Relativamente ao potno 4 “ – Será fixada, por Portaria, a lista das prestações a
que referem os [Link] 1, 2 e 3, bem como os critérios concretos para apuramento do seu
valor.”
estamos a remeter para portaria o objeto do imposto, bem como os critérios concretos para
apuramento do seu valor, que dizem respeito ao cálculo, ou seja, elementos que contribuem para
a quantificação do imposto.
O governo estaria a remeter para diploma infralegislativo, não podendo fazê-lo porque remeteu
a definição do objeto do imposto: viola-se o artigo 103.º, n.º 2 da CRP (o an do imposto)
(inconstitucionalidade material)
O que é que acontece se houver remissão na lei em sentido amplo para a determinação de um
imposto? –de inconstitucionalidade não está apenas a densificar-se um conceito, aqui dirá o que
será determinado por algo externo e que não está na lei. Logo, há inconstitucionalidade material;
violação do principio da legalidade.
Relativamente ao ponto 5:
Não fazem parte da incidência porque têm finalidade extrafiscais (tem que haver princípio ou
valor que se sobreponha ao princípio da igualdade, aferido pelo princípio da proporcionalidade e
pelo princípio do ganho ou do mérito).Não temos nenhuma justificação para isenção, nem
fundamentação em relação à construção naval, pois não há falta de mão de obra, logo não há
razão de ser da atribuição do beneficio fiscal – inconstitucionalidade material – reserva de lei.
Motivo de interesse público que prevaleça, e que justifique a aplicação.
Porque é que os trabalhadores da construção naval e não de outra área que beneficiassem desta
isenção.
103.º/2
12.06 → segunda feira – aula de fiscal subturma 8;
2ª parte do caso:
O Governo aprovou finalmente o decreto-lei que procede à alteração do imposto sobre
a detenção de imóveis ( IMI), pondo termo à imensa fraude que se tinha instalado no sector da
construção civil.
O imposto passa a ser calculado de acordo com o “valor objetivo” de cada imóvel, um
valor a fixar pelos serviços de finanças atendendo à sua “localização”, “equipamentos” e
“antiguidade”, bem como a “outros fatores relevantes” que a lei em si mesma não especifica.
Por portaria do Ministro das Finanças haver-se-ia de precisar melhor estes elementos e o peso
relativo de cada um no cálculo do valor tributável.
Ao valor assim determinado aplicar-se-ia uma taxa única de 2% nas grandes cidades,
podendo, fora delas, oscilar a taxa entre os 0,8% e 1%, consoante deliberação das assembleias
municipais, uma solução que a Federação dos Municípios Portugueses sustenta ser
inconstitucional por comprimir em demasia a autonomia financeira local.
A proposta da Federação era antes a de que na generalidade dos municípios a taxa
pudesse oscilar entre os 0,5% e os 5% e que por deliberação das assembleias municipais se
pudessem isentar de imposto todos os imóveis situados em “zonas degradadas”, tal como os
próprios municípios as definissem.
Quid iuris?
O primeiro problema que se coloca é que se está a proceder à alteração do IMI quando a
autorização que foi concedida foi em sede de IRS – desta forma, estaríamos perante uma
inconstitucionalidade orgânica nos termos do art.165.º /1/i).
Não foi atribuída nenhuma lei de autorização de legislativa;
Estamos também perante um decreto-lei que contém conceitos vagos, indeterminados e que são
indetermináveis, “equipamentos” e “outros fatores relevantes” são conceitos que tem subjacente
uma dificuldade considerável na sua concretização, o que viola o princípio da legalidade –
sofrendo de inconstitucionalidade material – 103.º/2 CRP.
Assim, a Portaria, densificar tais conceitos, uma vez que só podem clarificar-se por portaria ou
regulamento conceitos que, ainda que sejam vagos, sejam determináveis, nem tão pouco poderia
o ministro vir definir, por Portaria, qual o peso que cada um dos elementos do imposto iria
assumir no cálculo do tributo: tal peso deverá estar esclarecido, nos termos do artigo 165.º, n.º 2
da CRP. Violação do princípio da legalidade;
O valor é um elemento essencial do imposto, nos termos do artigo 103.º, n.º 2 da CRP, pelo que
não se pode remeter para portaria, sendo o quantum (elementos que contribuem para a
quantificação do imposto) do imposto, está sujeito a reserva de lei – inconstitucionalidade
material e orgânica 165.º/1/i).
Art.38.º/39.º código do IMI
Relativamente ao poder tributário das autarquias locais, cumpre referir que as mesmas
assumem, nos termos do artigo 238.º, n.º 4 da CRP, um poder tributário derivado. As autarquias
podem conceder benefícios fiscais (conceder não é criar): criar não podem (103.º, n.º 2 da CRP
– reserva de lei). Aqui estariam a conceder e não a criar, logo a federação não tem razão.
Principio da autonomia local – poder derivado das autarquias locais;
Podem determinar nas balizas previstas na lei determinar qual taxa conceder;
112.º/1 – 0.3 e 0,5
Quanto a proposta da federação, importa entender que “ zonas degradas” é um conceito vago,
mas que é determinável, apesar de não estar determinado, podendo ser os municípios a definir
os critérios do que são zonas degradadas e a conceder por deliberação.
112.º do código do imi nº7 – 30% → matéria de incidência objetiva – incide sobre o prédio
degradado tem estar sujeito a lei e a reserva de lei.
Retroatividade fiscal
Art.103.º/3 CRP
Limita se a proibir os impostos que têm natureza retroativa; não há uma definição legal;
112.º/2 – todos os tributos retroativos;
Incongruência; o legislador ordinário infraconstitucional foi mais longe que o legislador
constitucional
Quando estamos perante outros tributos como resolvemos a situação?
A jurisprudência constitucional – art2.º/ da constituição aos demais tributos; principio da
confiança; para proibir;
A lei geral tributária – infraconstitucional tem valor reforçado, não faz sentido attribuit um
carater de lei meramente ordinária.
Autêntica → situações em que o facto tributário nasceu e já produziu todos os seus efeitos ao
abrigo da lei tributária antiga.
É sempre considerada como absolutamente gravosa das legitimas expectativas do contribuinte –
nunca deve ser aceite, nem em tempos de crise e circunstâncias especiais.
Principio da proteção da confiança – estamos perante um principio e não uma regra.
Inautêntica – o facto tributário nasceu ao abrigo da lei antiga, mas que não produziu todos os
seus efeitos ao abrigo da lei antiga. Totalmente admissíveis a luz da CRP; não estando tem de
ser suejitas ao teste:
Aceite pelo tribunal constitucional → sendo que é apenas que deve ser sujeita ao teste da
proteção da confiança → teste desdobrado em 4 pontos essenciais: ( aula teórica) 103.º/3
1. o contribuinte contava com a alteração legislativa – fácil prova → previsibilidade e auto
reversibilidade;
2. encetou medidas que
3. é lesada a confiança do contribuinte até que ponto ? ( não é a mesma, varia , a analise tem de
ser feita in cau)
4. interesse publico que prevaleça, mesmo que traga lesão ao contribuinte
Caso 5
29 teste
31 IRS
21/10/2024
Retroatividade
Introduzida pela 4ª revisão constitucional – garantir os direitos dos contribuintes.
Em outubro vem uma lei dizer o irc de 2023 passa a ser x; - retroatividade autentica, não pode
vir uma lei nova mudar factos tributários
Lei nova que introduz efeitos no passado
Lei nova que se aplica a factos tributários antigos, mas não atua sobre o passado –
retrospetividade
A retroatividade é a vertente negativa da proteção dos contribuintes.
Tutela da confiança – normas transitórias para não ferir em demasia a tutela do contribuinte;
transitória e gradual – tutela reforçada da confiança dos contribuintes. ( pensionistas).
REGRA VS PRINCÍPIO
Se é uma regra absoluta não cede em momento algum. Olhando para o 103.º/3 é que é proibido
impostos retroativos, se tivesses perante uma regra, teríamos de te uma definição e maior
clareza na norma que não temos. Temos um princípio, uma indicação do caminho a seguir.
Art.2.º da CRP – IMEPDIR A APLICAÇÃO DAS NRMAS DE NATUREZA RETROATIVA
LGT – 12.º/1 “tributos retroativos” – o legislador ordinário foi mais longe que o legislador
constitucional. Mas esta lei não tem valor reforçado, mas se a lei existe é para ser aplicada.
Propor uma alteração do texto constitucional.
Caso 5
1. Reserva relativa da AR; 165.º/1/i)
IVA : imposto → obrigação única e sucessiva;
Só produz factos futuros a sua produção de efeitos – não há questão a nível da retroatividade;
era legal;
2. Inicio do ano, retrospetividade; TC → 103.º/3; existe ou não violação do principio.
Falhou o ultimo requisito – interesse publico sobrepõe-se às expectativas dos cidadãos; → por
isso não havia problema. Acórdão 399/2010 → FMI veio para Portugal, aumentadas as taxas de
irs; motivo de interesse publico;
Art.12.º/2 da LGT → divide a lei fiscal ao meio; quando a LN entra em vigor aplica-se essa daí
para a frente – e isto garante a confiança do contribuinte, mas teríamos um sistema informático
que conseguisse fazer 2 ou + declarações de irs;
p. da legalidade
A lei quando existe deve ser aplicada, sob pena de ficar lei morta, mas temos de criar condições
para esta ser aplicada.
24/10/2024
[Link]ção da Lei no Tempo

O Governo, na sequência da grave crise financeira, e tendo em vista cumprir as


obrigações de redução do défice público, propõe, no dia 1 de abril de 2024, à Assembleia
da República, as seguintes medidas legislativas:

1. Aumentar a taxa do IVA para 25% com efeitos a partir do dia 1 de maio de
2024;

2. Aumentar a taxa máxima de IRS para as duas categorias mais elevadas em 5%


com efeitos nos rendimentos pessoais de 2024;
3. Aumentar a taxa de IRC para 27% para os rendimentos das pessoas coletivas
com efeitos no lucro tributável de 2024, e agravando a tributação autónoma
das despesas com veículos automóveis para 60%;

4. Estabelecer um adicional de 6% ao IRS apurado e liquidado em 2023;

Retroatividade autentico – não admissível a luz do art.103.º/3 CR

5. Eliminar, com efeitos ao dia 1 de janeiro de 2023, os benefícios fiscais relativos à


contratação de jovens desempregados;

1ª Retroatividade Autêntica – 103.º/3

2ª Inautêntica – direito económico fiscal – os benefícios fiscais →

Lesão da legitima expectativa do contribuinte; o contribuinte pautou toda a sua


conduta fiscal de acordo com este beneficio.

1. o contribuinte contava com a alteração legislativa – fácil prova → previsibilidade e auto


reversibilidade;
2. encetou medidas que
3. é lesada a confiança do contribuinte até que ponto ? ( não é a mesma, varia , a analise tem de
ser feita in cau)
4. interesse publico que prevaleça, mesmo que traga lesão ao contribuinte - seria justo para a
empresa, por causa da crise financeira

6. Prever a tributação imediata em IRS de todas as mais-valias mobiliárias,


independentemente do momento da aquisição das ações e do período de
detenção.

Antes da entrada em vigor da lei 15/2010 de 26 de junho e entrou em vigoor a 27/06 sem
disposições transitórias.

1 de janeiro de 2010 – mais valias;

O que acontece

Imposto de formação sucessiva – retroatividade inautêntica – de janeiro a junho deviam


ser consideradas.

CAAD ( jurisprudência dissonante)→ posições de retroatividade inautêntica;

12.º/2 LGT

5/2017 – de obrigação única, e qualquer alteração a meio do ano, é retroatividade


autentica, não sendo admissível a luz da nossa constituição. Esta jurisprudência está
totalmente pacificada.

A regente considera que as + valias são um facto tributário de formação sucessiva. Mas a
professora não concorda.
Saldanha Sanches → explica bem a matéria dos benefícios fiscais;

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