ESCOLA SECUNDÁRIA CENTRO CULTURAL ISLÂMICA
ABUBACAR MANGIRA
Trabalho de matemática
Tema: Estatística
Turma C, 10ª Classe
Nomes:
Nome do professor:
Chamussidin Mussa N° 10
Dr. Inusse
Mário Mário Leopoldo N° 24
Mikael Akany Sandoca N° 25
Salomão de Oliveira Buanali N° 27
Satar Ija Abdul Satar N°28
Nelson Bila Inácio N° 34
Muhammad Sultan N° 36
Nampula, Outubro de 2025
INTRODUÇÃO
A Estatística é uma ciência fundamental para a compreensão e a análise dos fenômenos
que ocorrem no mundo ao nosso redor. Ela estuda métodos e técnicas para coletar,
organizar, resumir, apresentar e interpretar dados, permitindo transformar informações
brutas em conhecimento útil. Por meio da estatística, é possível compreender melhor
situações reais, identificar padrões, tomar decisões mais seguras e prever resultados em
diversas áreas, como economia, educação, saúde, meio ambiente e tecnologia.
Nos dias atuais, com o grande volume de informações disponíveis, a estatística tornou-
se ainda mais importante, pois ajuda a analisar dados de forma crítica e objetiva,
contribuindo para o avanço científico e o desenvolvimento social. Assim, compreender
os princípios básicos dessa ciência é essencial para qualquer pessoa que deseje
interpretar corretamente as informações e participar ativamente de uma sociedade
orientada por dados.
ÍNDICE
Revisão sobre estatística
- Definição e historial de estatística
- População e amostra (senso e sondagem)
- Tabela de frequências
- Tipos de variáveis (exemplos)
- Medidas de tendência central (média, moda e mediana)
ESTATÍSTICA
A Estatística é a ciência que desenvolve e utiliza métodos para coletar, organizar,
resumir, apresentar e analisar dados, auxiliando na interpretação e tomada de decisões.
Sua origem vem do latim status, que significava “estudo do Estado”, pois inicialmente
era usada para reunir informações sobre população e economia com o objetivo de
orientar governantes na administração pública. A partir do século XVIII, a Estatística
passou a ser entendida como o estudo quantitativo de fenômenos sociais, ampliando-se
posteriormente para diversas áreas do conhecimento. Hoje, é uma ferramenta
indispensável em praticamente todas as profissões: médicos analisam a eficácia de
medicamentos, administradores estudam o comportamento de mercados e
consumidores, engenheiros controlam a qualidade da produção e biólogos investigam
padrões da natureza.
Segundo Levin (1987), a Estatística é usada quando o pesquisador quantifica seus
dados para descrever ou tomar decisões. Ela se divide em duas grandes áreas:
Estatística descritiva, que resume e apresenta dados de forma compreensível;
Estatística inferencial, que permite fazer estimativas e tirar conclusões sobre uma
população com base em amostras.
Conforme Rao (1999), a Estatística também se preocupa em obter o máximo de
informação com o menor custo, medir a incerteza nos resultados e apoiar decisões sob
risco. Assim, ela se tornou essencial para transformar dados em conhecimento útil em
qualquer campo de estudo ou profissão.
A população é o conjunto total de elementos que possuem uma característica em
comum e que são alvo de um estudo estatístico. Ela pode ser finita, quando é possível
contar todos os seus elementos (como o número de alunos de uma sala ou automóveis
produzidos por uma fábrica), ou infinita, quando seus elementos não podem ser
contados, como o conjunto dos números reais ou os resultados de lançamentos
sucessivos de uma moeda.
A amostra é uma parte ou subconjunto da população, selecionada para representar o
todo. Em muitos casos, estudar toda a população é inviável por questões de tempo ou
custo, por isso utiliza-se a amostra para obter informações que possam ser generalizadas
para a população. Uma amostra bem escolhida deve ser representativa, ou seja, refletir
as principais características da população para que as conclusões sejam confiáveis. A
técnica usada para escolher essa parte da população é chamada de amostragem.
O censo (ou senso) é a coleta de dados que abrange todos os elementos da
população. Nele, não há necessidade de inferências estatísticas, pois todas as unidades
são observadas diretamente. Apesar de fornecer informações completas e precisas, o
censo costuma ser um processo caro e demorado, sendo realizado geralmente em longos
intervalos de tempo, como o recenseamento populacional, feito a cada dez anos em
muitos países. Ele permite conhecer dados demográficos, econômicos e sociais de toda
a população.
A sondagem é um tipo de pesquisa realizada a partir de uma amostra representativa
da população. Seu objetivo é extrapolar os resultados obtidos na amostra para o
universo total, de forma mais rápida e econômica do que o censo. Existem vários
métodos de sondagem, como a amostragem aleatória simples, estratificada, por
conglomerados e sistemática.
Exemplo:
Em uma universidade com 10.000 estudantes, a população seria o conjunto de todos os
estudantes. Se fossem coletados dados sobre todos os 10.000, teríamos um censo. Caso
apenas 500 estudantes fossem escolhidos aleatoriamente para representar o todo, esses
formariam a amostra. O estudo feito com base nessa amostra, para inferir a média de
horas de estudo da população inteira, seria uma sondagem.
Em síntese, enquanto o censo estuda toda a população, a sondagem estuda apenas uma
parte dela; a população representa o todo, e a amostra é um subconjunto representativo
desse todo. Essas noções são fundamentais para a pesquisa estatística, pois permitem
coletar e analisar dados de maneira eficiente e confiável.
Tabela de frequências
A tabela de frequências é uma ferramenta fundamental da estatística usada para
organizar e resumir dados de forma clara e compreensível. Ela mostra quantas vezes
cada valor ou categoria aparece em um conjunto de dados, permitindo identificar
padrões, tendências e distribuições. É amplamente utilizada em áreas como pesquisa
científica, economia, marketing e outras que envolvem análise de dados quantitativos.
Uma tabela de frequências é geralmente composta por colunas que indicam:
Valores ou categorias da variável analisada;
Frequência absoluta, que representa o número de vezes que cada valor ocorre;
Frequência relativa, que mostra a proporção de cada valor em relação ao total;
Frequência acumulada, que apresenta a soma progressiva das frequências, podendo
ser ascendente ou descendente.
Além disso, podem ser incluídas percentagens e frequências acumuladas relativas,
oferecendo uma visão ainda mais detalhada da distribuição dos dados.
Existem três principais tipos de tabelas de frequências:
1. Simples, que mostra apenas as frequências absolutas;
2. Acumuladas, que somam as frequências até determinado ponto;
3. Relativas, que apresentam as proporções em relação ao total de dados.
Para construir uma tabela de frequências, é necessário seguir alguns passos:
1. Recolher os dados e definir a variável de estudo;
2. Identificar os valores únicos e organizá-los;
3. Contar as ocorrências de cada valor (frequência absoluta);
4. Calcular as frequências relativas, dividindo a frequência de cada valor pelo total;
5. Montar a tabela, organizando todas as informações em colunas;
6. (Opcional) Calcular as frequências acumuladas para facilitar a análise.
Exemplo de uma tabela de frequências:
Valor Frequên Frequência Frequência Frequênci
cia Frequênci relativa relativa a relativa Frequência
absoluta a acumulada (%) relativa
absoluta acumulada
acumulad (%)
1 5 5 0.25 0.25 25% 25%
2 8 13 0.40 0.65 40% 65%
3 3 16 0.15 0.80 15% 80%
4 2 18 0.10 0.90 10% 90%
5 6 24 0.30 1.00 30% 100%
Em estatística, chamamos de variável qualquer característica ou propriedade que
pode assumir diferentes valores entre os elementos de um grupo (população ou
amostra).
Essas variáveis podem ser qualitativas ou quantitativas, conforme a natureza dos dados
que representam.
Tipos de variáveis
1. Variáveis Qualitativas (ou Categóricas)
As variáveis qualitativas são aquelas que expressam qualidades, atributos ou
categorias, e não são numéricas.
Elas são utilizadas para descrever características que não podem ser medidas, mas
apenas classificadas.
Dividem-se em dois tipos:
a) Qualitativas Nominais
São variáveis que apresentam categorias sem ordem ou hierarquia.
Apenas servem para identificar ou nomear um grupo.
Exemplos:
Cor dos olhos: azul, castanho, verde.
Estado civil: solteiro, casado, divorciado, viúvo.
Tipo de sangue: A, B, AB, O.
Sexo: masculino, feminino.
Essas categorias não podem ser comparadas numericamente e não há uma sequência
lógica entre elas.
b) Qualitativas Ordinais
São variáveis que também representam categorias, mas com uma ordem ou
hierarquia entre elas.
Apesar de poderem ser ordenadas, não têm valor numérico real.
Exemplos:
Nível de escolaridade: primário, secundário, superior.
Grau de satisfação: insatisfeito, neutro, satisfeito.
Classificação de hotel: 1 estrela, 2 estrelas, 3 estrelas, 4 estrelas, 5 estrelas.
Posto militar: soldado, cabo, sargento, tenente, capitão.
Neste tipo, a ordem é importante, mas a distância entre as categorias não é mensurável.
2. Variáveis Quantitativas (ou Numéricas)
As variáveis quantitativas são aquelas que podem ser medidas numericamente, ou
seja, expressam uma quantidade.
Com elas, é possível realizar operações matemáticas como soma, média ou desvio
padrão.
Dividem-se em dois tipos:
a) Quantitativas Discretas
São variáveis que assumem valores inteiros e resultam de contagens.
Não podem ter valores decimais.
Exemplos:
Número de alunos em uma turma.
Número de filhos de uma família.
Número de carros em um estacionamento.
Quantidade de livros em uma biblioteca.
Elas variam em saltos inteiros (1, 2, 3, …), e não existem valores intermediários entre
eles.
b) Quantitativas Contínuas
São variáveis que podem assumir qualquer valor dentro de um intervalo, incluindo
números decimais.
Resultam de medições, não de contagens.
Exemplos:
Altura de uma pessoa (1,68 m; 1,75 m; etc.)
Peso de um bebê (3,45 kg; 4,10 kg)
Temperatura de uma sala (28,5 °C; 30,2 °C)
Tempo de duração de um filme (1h 45min; 2h 10min)
Essas variáveis podem variar de forma contínua, sem interrupções, dentro de um certo
intervalo.
Resumo Geral
Tipo principal Subtipo Descrição resumida
Qualitativa Continua Valores décimas, obtidos por
medicação peso, altura,
temperatura
Qualitativa Nominal Categorias sem ordem
Qualitativa Ordinal Categorias com ordem
Quantitativa Discreta Valores inteiros, obtidos por
contagem
Média, Moda e Mediana
Média, Moda e Mediana são medidas de tendência central utilizadas em estatística.
Média
A média (Me) é calculada somando todos os valores de um conjunto de dados e
dividindo este valor pelo número de elementos deste conjunto.
Como a média é uma medida sensível aos valores da amostra, é mais adequada para
situações em que os dados são distribuídos mais ou menos uniformemente, ou seja,
valores muito divergentes.
Fórmula para cálculo da média simples
Sendo,
Me: média;
x1, x2, x3,..., xn: valores dos dados;
n: número de elementos do conjunto de dados.
Exemplo
Os jogadores de uma equipe de basquete apresentam as seguintes idades: 28, 27, 19, 23
e 21 anos. Qual a média de idade desta equipe?
Resolução
Moda
A Moda (Mo) representa o valor mais frequente de um conjunto de dados, sendo assim,
para defini-la, basta observar a frequência com que os valores aparecem.
Um conjunto de dados é chamado de bimodal quando apresenta duas modas, ou seja,
dois valores são mais frequentes.
Exemplo
Em uma sapataria durante um dia foram vendidos os seguintes números de sapato: 34,
39, 36, 35, 37, 40, 36, 38, 36, 38 e 41. Qual o valor da moda desta amostra?
Resolução
Observando os números vendidos notamos que o número 36 foi o que apresentou maior
frequência (3 pares), portanto, a moda é igual a: Mo = 36
Mediana
A Mediana (Md) representa o valor central de um conjunto de dados. Para encontrar o
valor da mediana é necessário colocar os valores em ordem crescente ou decrescente.
Quando o número de elementos de um conjunto é par, a mediana é encontrada pela
média dos dois valores centrais. Assim, esses valores são somados e divididos por dois.
Exemplo 1
Em uma escola, o professor de educação física anotou a altura de um grupo de alunos.
Considerando que os valores medidos foram: 1,54 m; 1,67 m, 1,50 m; 1,65 m; 1,75 m;
1,69 m; 1,60 m; 1,55 m e 1,78 m, qual o valor da mediana das alturas dos alunos?
Resolução
Primeiro devemos colocar os valores em ordem. Neste caso, colocaremos em ordem
crescente. Assim, o conjunto de dados ficará:
1,50; 1,54; 1,55; 1,60; 1,65; 1,67; 1,69; 1,75; 1,78
Como o conjunto é formado por 9 elementos, sendo um número ímpar, a mediana será
igual ao 5º elemento, ou seja:
Md = 1,65 m
Exemplo 2
Calcule o valor da mediana da seguinte amostra de dados: (32, 27, 15, 44, 15, 32).
Resolução
Primeiro precisamos colocar os dados em ordem, assim temos:
15, 15, 27, 32, 32, 44
Como essa amostra é formada por 6 elementos, sendo um número par, a mediana será
igual à média dos elementos centrais, ou seja: