Roteamento Estático
Leilson Santos
Disciplina: Infraestrutura de Redes
Grandes Objetivos
1. Entender o uso de rotas estáticas
2. Configurar rotas estáticas e rotas padrão
3. Solução de problemas
IMPLEMENTANDO ROTAS
ESTÁTICAS
Redes Remotas
• Um roteador pode aprender sobre redes
remotas de duas formas:
– Manualmente(Rotas estáticas)
– Dinamicamente(Rotas dinâmicas)
• Pode ser uma rota padrão ou para uma rede
específica
Por que usar roteamento estático?
• Rotas não são anunciadas na rede
– Maior segurança!
• Rotas estáticas usam menos largura de banda
e nenhum ciclo de CPU é usado para calcular e
comunicar rotas
• Caminho usado para enviar dados é conhecido
Também temos algumas
desvantagens...
• Configuração inicial e manutenção são
demoradas
• Configuração está sujeita a erros, especialmente
em redes grandes
• Administrador deve intervir para manter
informações de rotas que mudam
• Não é escalável com redes em expansão, a
manutenção se torna problemática
• Exige conhecimento completo da rede para a
implantação adequada
Rot. Estático x Dinâmico
Rot. Estático x Dinâmico
• Roteamento estático e dinâmico não são
mutuamente excludentes
– Maioria das redes usa uma combinação deles
• Rotas estáticas
– Úteis para redes pequenas com apenas um
caminho para rede externa
– Segurança em redes maiores para determinados
tipos de tráfego ou em links para outras redes que
precisam de mais controle
Rot. Estático x Dinâmico
• Pensando na combinação dos dois é
importante lembrar que
– Distância Administrativa (AD) é uma medida de
preferência (valores menores são preferidos)
– AD de uma rota estática é 1
Quando usar?
• Três usos principais
– Fornecer facilidade de manutenção de tabela de
roteamento em redes menores com nenhuma
expectativa de aumento significativo
– Roteamento para e das redes stub. Uma rede stub é
uma rede acessada por uma única rota e o roteador
tem apenas um vizinho
– Usar uma única rota padrão para representar um
caminho a qualquer rede que não tenha uma
correspondência mais específica com outra rota na
tabela de roteamento. As rotas padrão são usadas
para enviar o tráfego para qualquer destino além do
próximo roteador upstream
Quando usar?
Exercício...
• Em relação ao roteamento estático:
Tipos de rotas estáticas
• Além de permitir conexão a uma rede
específica ou indicar um gateway de último
recurso podemos pensar em rotas estáticas
para:
– Resumir o número de rotas anunciadas
– Criar uma rota alternativa, caso ocorra falha no
enlace da rota primária
Tipos de rotas estáticas
• A partir disso temos os diferentes tipos de
rotas estáticas:
– Rota estática standard
– Rota estática padrão
– Rota estática sumarizada
– Rota estática flutuante
Rota estática standard
• Conectar a uma rede remota específica
Rota estática Standard:
IP destino: [Link]
Mascara: [Link]
Next hop: [Link]
Rota estática padrão
• Usada quando não há correspondência com
uma rota mais específica na tabela de
roteamento
• Pode ser aprendida dinamicamente ou
configurada estaticamente
• [Link]/0 como o endereço IPv4 de destino
• Cria um gateway de último recurso
Rota estática padrão
Rota estática Default:
IP destino: [Link]
Mascara: [Link]
Next hop: [Link]
Rota estática sumarizada
• Objetivo é reduzir entradas na tabela de
roteamento
• Quando podemos fazer isso?
– As redes de destino sejam contíguas e podem ser
resumidas em um único endereço de rede
– As várias rotas estáticas usam a mesma interface
de saída ou endereço IP do próximo salto
Rota estática sumarizada
Rota estática Sumarizada
• Temos 4 redes /16
• [Link]/16
• [Link]/16
• [Link]/16
• [Link]/16
Rota estática Sumarizada
• Convertendo o segundo octeto em binário:
• [Link] -> 00010100
• [Link] -> 00010101
• [Link] -> 00010110
• [Link] -> 00010111
Rota estática Sumarizada
• Até o momento tínhamos:
• 16 bits fixos para rede, devido ao /16;
• 16 para hots;
• Mas vimos que esses 16 poderiam ser apenas
14(8 bits do primeiro octeto e 6 do segundo):
Rota estática Sumarizada
• Dessa forma podemos sumarizar o endereço
para [Link]/14
• A faixa dessa nova rede seria:
– [Link] até [Link].
• Engloba as 4 faixas /16 existentes
Rota estática flutuante
• Usadas para fornecer um caminho alternativo
para uma rota estática ou dinâmica principal
em caso de falha
• Configurada com AD maior que rota primária
• Exemplo:
– Rota dinâmica EIGRP: AD igual a 90
– Rota flutuante: AD igual a 95
Rota estática flutuante
CONFIGURAR ROTAS ESTÁTICAS
Rotas IPv4
• Comando base para configuração(ip Route);
• Distância é usado no caso de rotas flutuantes
Rotas IPv4
• Dependendo de como a configuração for feita,
podemos especificar o próximo salto pelo
endereço IP, pela interface de saída ou ambos
• Com isso temos os conceitos de
– Rota de próximo salto – apenas o endereço IP de
próximo salto é especificado
– Rota estática diretamente conectada – somente a
interface de saída do roteador é especificada
– Rota estática totalmente especificada – a interface do
endereço IP e da saída do próximo salto são
especificadas
Rota Estática de Próximo Salto
• Somente IP do próximo salto é especificado
• Antes que qualquer pacote seja enviado o
processo de roteamento precisa determinar a
interface de saída
– Resolução de rota
• Interface de saída é derivada do próximo salto
– Uma pesquisa indica o IP do próximo salto
– Outra pesquisa indica a interface de saída
– Pesquisa recursiva
Rota Estática de Próximo Salto
• Suponha um envio para [Link]
Rota Estática Diretamente Conectada
• Usa a interface de saída
• A tabela de roteamento pode resolver a
interface de saída em uma única pesquisa
Rota Estática Totalmente Especificada
• Endereço IP + interface de saída
• Necessário quando temos interfaces
multiacesso (e.g., Ethernet)
– Implantar a rota especificando apenas a interface
de saída pode gerar resultados inesperados ou
inconsistências
Verificar Rotas Estáticas
• Alguns comandos úteis
– show ip route
– show ip route static
– show ip route rede
Verificar Rotas Estáticas
Configurando Rota Padrão
• Uma rota padrão é usada quando qualquer
outra rota na tabela de roteamento não
corresponde ao endereço IP destino do pacote
• Rotas estáticas padrão são geralmente usadas
para conectar:
– Um roteador de borda para uma rede de provedor
de serviços
– Um roteador stub (um roteador com apenas um
roteador vizinho upstream)
Configurando Rota Padrão
Configurando Rota Padrão
• Poderíamos
configurar 3
rotas estáticas
em R1...
• Mas ele é um
roteador stub,
então é mais
eficiente
configurar uma
rota padrão
Verificando uma Rota Padrão
• show ip route static
Rotas Estáticas Flutuantes
• Backup de link principal
• AD maior que outras rotas estáticas ou
dinâmicas
Rotas Estáticas Flutuantes IPv4
• ip route + distância administrativa
Rotas Estáticas Flutuantes IPv4
• Verificação de rota ativa
Testando Rotas Estáticas Flutuantes
IPv4
Testando Rotas Estáticas Flutuantes
IPv4
Testando Rotas Estáticas Flutuantes
IPv4
Testando Rotas Estáticas Flutuantes
IPv4
SOLUÇÃO DE PROBLEMAS
Problemas de Rotas Ausentes
• Existem forças que mudam o status de
componentes com frequência
– Uma interface falha
– Um provedor de serviços descarta uma conexão
– Os links estão saturados
– Um administrador insere uma configuração errada
• Tudo isso pode levar a perda de
conectividade!
Problemas de Rotas Ausentes
• Comandos comuns que auxiliam na solução
de problemas
– ping
– traceroute
– show ip route
– show ip interface brief
– show cdp neighbors detail
• Protocolo proprietário da Cisco que tem como função a
descoberta de equipamentos de rede
Problemas de Rotas Ausentes
• Usuário de PC1 não consegue acessar
recursos na LAN de R3
Problemas de Rotas Ausentes
• Traceroute mostra que R2 encaminha para R1,
que encaminha para R2, ...
Problemas de Rotas Ausentes
• Analisando a tabela de roteamento de R2...
Problemas de Rotas Ausentes
• Analisando a configuração de R2...
Problemas de Rotas Ausentes
• Depois de corrigir a rota...
Roteamento Estático
Leilson Santos
Disciplina: Infraestrutura de Redes