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Cultivando a Cultura do Discipulado

O documento aborda a importância da cultura do discipulado na igreja, enfatizando que o discipulado deve ser intencional, propositivo, humilde, alegre e normal. O autor, Pastor Manoel B Moura Junior, argumenta que o crescimento espiritual da igreja depende do ensino das Escrituras e da formação de relacionamentos amorosos entre os membros. Ele conclui que o discipulado é essencial para o desenvolvimento da fé cristã e que a liderança deve priorizar a educação bíblica para cultivar essa cultura.

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Cultivando a Cultura do Discipulado

O documento aborda a importância da cultura do discipulado na igreja, enfatizando que o discipulado deve ser intencional, propositivo, humilde, alegre e normal. O autor, Pastor Manoel B Moura Junior, argumenta que o crescimento espiritual da igreja depende do ensino das Escrituras e da formação de relacionamentos amorosos entre os membros. Ele conclui que o discipulado é essencial para o desenvolvimento da fé cristã e que a liderança deve priorizar a educação bíblica para cultivar essa cultura.

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A CULTURA DO DISCIPULADO E A IGREJA

Por Pastor Manoel B Moura Junior

Leitura Bíblica

Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: — Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.
Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que tenho ordenado a vocês. E eis que estou com
vocês todos os dias até o fim dos tempos. Mateus 28.18-20.

E disse-lhes: — Vão por todo o mundo e preguem o evangelho a toda criatura. Quem crer e for
batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Estes sinais acompanharão aqueles que
creem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem
alguma coisa mortífera, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados.
De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e sentou-se à direita de Deus. E
eles foram e pregaram por toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio
de sinais, que se seguiam.] Marcos 16.15-20.

E o que você ouviu de mim na presença de muitas testemunhas, isso mesmo transmita a homens fiéis,
idôneos para instruir a outros. 2Tm 2.2.

Introdução

O que é uma igreja envolvida com a cultura do discipulado? Que importante pergunta! Uma igreja
envolvida com a cultura do discipulado é uma igreja que entendeu as ordenanças da Grande Comissão.
Essa igreja entende que o discipulado é crucial para o crescimento cristão enquanto indivíduos, assim
como para tornar o evangelho visível na suab comunidade por meio da pregação do Evangelho e
também pelo cultivo de uma docência redentora onde cada discípulo, seja ele um cristão antigo ou
novo convertido, obreiro ou pastor, são instruídos em todo o conteúdo bíblico para um bom
desenvolvimento espiritual, teológico, intelectual, histórico e cultural. Assim, quero fazer todo o
possível para incentivar a igreja a cultivar uma cultura de discipulado.

1. O QUE QUERO DEFINIR POR DISCIPULADO?

Em certo sentido, quase tudo o que fazemos como igreja local é sobre ser e fazer discípulos. A pregação
expositiva, os cânticos cantados, as orações oradas e, certamente, os sermões etc. todos almejam nos
edificar para sermos discípulos que glorifiquem a Deus.

Mas, neste artigo tenho algo mais específico em mente ao usar a palavra “discipulado”. Estou pensando
particularmente em como a igreja pode cultivar um relacionamento coletivo e individual com as
Escrituras Sagradas. Formalmente, estou falando sobre o encorajamento intencional e o treinamento de
discípulos de Jesus com base em um relacionamento deliberadamente amoroso com a Palavra de Deus.

Jesus nos diz para acompanharmos uns aos outros deste modo: “O meu mandamento é este: que vos
ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15.12). Como Jesus amou os seus discípulos de
maneiras que possam ser imitadas? Ele os amou intencional, propositada, humilde, alegre e
normalmente. Vamos pensar nessas descrições.

Intencional: “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros
[…]” (João 15.16a). Jesus não simplesmente esbarrou em seus discípulos; ele tomou uma amorosa
iniciativa. Ele os escolheu. O amor semelhante ao de Cristo não é passivo; ele toma iniciativa. Amar
outros cristãos como Cristo nos amou significa tomar a iniciativa.

Propositado: “e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça” (João 15.16b). O
amor de Cristo por seus discípulos é propositado. Ele os chamou a darem fruto para a glória de Deus.
Em outras palavras, o seu amor não é meramente sentimental, mas tem o compromisso maravilhoso de
glorificar a Deus. Se havemos de amar uns aos outros como Cristo nos amou, certamente iremos
compartilhar os objetivos de Jesus para conosco, isto é, o bem espiritual dos nossos amigos e a glória de
Deus por meio da alegria deles no evangelho.

Humilde: Jesus diz: “Como o Pai me amou, também eu vos amei” (João 15.9) e “Já não vos chamo
servos, […] mas tenho-vos chamado amigos” (João 15.15a). Jesus condescende em ser nosso amigo,
muito embora esteja ele infinitamente acima e além de nós em majestade, santidade e honra.
Certamente, então, nós devemos nos relacionar com toda a humildade com nossos irmãos e irmãs com
quem compartilhamos a queda. Nós os tratamos como amigos a quem amamos, não como “projetos”
ou “inferiores”. Nós não nos colocamos por cima, antes honramos e cuidamos.

Alegre: “Tenho-vos dito isso para que a minha alegria permaneça em vós” (João 15.11, ARC). Jesus
nos ordena a amarmos uns aos outros a fim de conhecermos a sua alegria. Cuidar de outros cristãos e
encorajar o seu crescimento na graça pode ser trabalho árduo. Mas é um trabalho maravilhoso e Jesus
diz que é um trabalho que traz alegria!

Normal: Jesus torna esse tipo de discipulado amoroso o seu mandamento básico para todo o seu povo
e, assim, algo normal para todos os cristãos. Ouça novamente: “O meu mandamento é este: que vos
ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”. Não é surpreendente que você encontre essa conversa
sobre o discipulado cristão básico ao longo da Palavra de Deus:

“Exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum
de vós seja endurecido pelo engano do pecado” (Hebreus 3.13).
“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos
outros” (Romanos 12.10).

“Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais
fazendo” (1 Tessalonicenses 5.11).

O Novo Testamento está cheio de tais exortações. Jesus e os apóstolos não desejavam que o discipulado
entre cristãos fosse excepcional, e sim normal.

Como um pastor que preza pelo cultivo da cultura do discipulado deve agir para que o ensinamento
das Escrituras seja eficaz e produtivo para a igreja? Tal ação deve ser:

●​ Intencional,
●​ Proposital,
●​ Humilde
●​ Alegre
●​ Normal

À medida que nós trabalhamos juntos para tornar normal esse tipo de relacionamento entre o cristão e
a Bíblia, nós podemos conduzir a igreja para mais e mais perto de Deus. Não existe revelação,
conhecimento, espiritualidade e comunhão verdadeira fora das Escrituras Sagradas.

O pastor que faz isso, tem como prioridade o crescimento espiritual do seu rebanho, ele conduz suas
ovelhas aos pastos verdejantes deixando-as íntimas de Jesus e seus ensinamentos. De fato, todo o nosso
trabalho consiste em cultivar uma cultura de discipulado na igreja.

2. O QUE QUERO DIZER POR UMA “CULTURA DE “ DISCIPULADO ”?

Você provavelmente ouvirá bastante essa expressão aqui. A maioria dos dicionários define “cultura”
mais ou menos como “os valores, objetivos e práticas compartilhados que caracterizam um grupo”. É
basicamente isso o que temos em mente no que se refere ao discipulado em nossa igreja. Nós não
queremos apenas um programa, queremos que as Escrituras produzam o amor e o encorajamento
mútuos sendo isso um valor, um objetivo e uma prática que caracterizem cada um de nós de maneira
crescente.

Programas formais não são necessariamente ruins, mas nós queremos ter certeza de que não nos
desviamos do ideal bíblico. E o ideal bíblico, como dissemos, é nos tornarmos um lugar em que seja
normal tomar a iniciativa de fazer o bem espiritual uns aos outros por meio do ensino das Escrituras.
Nós não precisamos nos inscrever em nada nem obter permissão alguma para começarmos a amar
nossos companheiros de membresia dessa maneira. A liderança pastoral precisa tomar a iniciativa,
acordar do sono, despertar da Procrastinação e ser o primeiro a demonstrar o seu interesse, amor e
paixão pelo estudo das Escrituras. É dessa forma que a igreja será uma igreja saudável.

Essa não é uma igreja perfeita! Não, meu desejo é que você ore e pense em como pode seguir o exemplo
de Jesus no seu relacionamento na preparação dos discípulos.

●​ Ensino
●​ Oração
●​ Paciência
●​ Delegação
●​ Envio
●​ Poder
●​ Conversão
●​ Crescimento saudável que reflete a glória de Deus na face de Cristo.

3. O QUE EU DEVO FAZER PARA CRIAR UMA CULTURA DE DISCIPULADO EM


MINHA IGREJA?

O aspecto mais significativo de qualquer igreja é o seu relacionamento com o discipulado baseado nos
ensinamentosde Jesus e dos Apóstolos. Com frequência, vejo igrejas envolvidas com campanhas, cultos
proféticos, cultos de libertação, técnicas de prosperidade, confissão positiva, determinismo, louvorzão
etc. Igrejas envolvidas na crença de símbolos judaicos tais como: arca da aliança, shofar, talit, quipá etc.
Vejo pastores e líderes envolvidos com a maçonaria, porém, não vejo esses pastores e líderes com o
devido interesse de incentivar o povo a cultivar o habito da leitura doméstica e coletiva das Escrituras,
não vejo esses pastores e líderes interessados em ver a igreja que pastoreiam sendo uma igreja saudável e
multiplicadora, eles se reúnem em cultos onde a música é antropocêntrica e narcisista, tudo gira em
torno do EU humano enquanto espiritualmente a igreja morre de fome e sede pela falta de
ensinamento e pregação correta das Escrituras, mas o fato deles edificarem um totem de adoração para si
mesmos é prova de que a liderança dessa igreja não tem a verdade bíblica em seu âmago.

Desse modo, quando não há um “propósito redentivo estabelecido” para um relacionamento da igreja
com as Escrituras por meio do discipulado os membros se tornam consumistas da fé e buscam no
templo uma variedade de coisas:

●​ Prosperidade financeira
●​ Saúde
●​ Casa própria
●​ Carro do ano
●​ Casamento dos sonhos
●​ Viagens
●​ Posição social
●​ Crescimento profissional
●​ Bem estar

A liderança pastoral que de fato foi chamada, vocacionada e constituída por Deus para o pastoreio da
igreja terá como prioridade os ensinamentos de Jesus e dos Apóstolos para criar uma cultura do
discipulado e essa cultura há de conduzir a igreja para um nível bíblico que de forma gloriosa essa
comunidade há refletir a glória de Deus.

Como criar uma cultura de discipulado na igreja?

Primeiro, tudo começa pelas Escrituras!

Qual o nível de conhecimento que você e seus membros têm a respeito da Bíblia? O pastor tem a
obrigação de ser um profundo conhecedor das Escrituras e sua história através dos séculos. Para ensinar
é preciso aprender e o aprendizado produz sabedoria e conhecimento, um pastor que desconhece a
história da Bíblia não tem a mínima capacidade de promover uma cultura de discipulado na vida da
igreja. Sempre que faço um programa de discipulado ministerial eu pergunto para os pastores:

●​ Como foi desenvolvido o primeiro método de comunicação escrita na história humana?


●​ Quando Deus se revelou pela primeira vez na forma escrita?
●​ Quais os materiais primários para a compilação das Escrituras?
●​ Quantos livros a Bíblia possui?
●​ Quantos testamentos a Bíblia apresenta?
●​ O que é o pentateuco?
●​ O que são os Evangelhos sinópticos?
●​ Como você define revelação?
●​ Como você define inspiração?
●​ Como você define inerrância?

São perguntas básicas, porém, infelizmente a maioria responde errado. Isso é uma Lástima! Você pode
confiar em um piloto que apesar do título nunca tenha pilotado um avião? Aceitaria ser operado por
alguém sem formação em medicina cirúrgica? A resposta para essas perguntas com certeza é NÃO!
Então, como uma igreja pode ser confiada a um pastor que não possui conhecimento das Escrituras?
Segundo, caso a liderança não tenha a formação necessária para implementar esse projeto pedagógico
redentivo que chamo de cultura de discipulado, a mesma deve escolher alguém com a devida formação
acadêmica Bíblico Teológica para conduzir esse trabalho. Isso requer humildade da parte dos líderes
pois muitos se acham pendurados no pedestal da megalomania onde apenas eles e o que eles dizem é a
verdade. Nesse caso o conselho de Paulo para Timóteo cai muito bem para eles:

E o que você ouviu de mim na presença de muitas testemunhas, isso mesmo transmita a homens fiéis,
idôneos para instruir a outros. 2Tm 2.2.

É necessário coragem para quebrar os velhos odres de uma cultura que frequentemente promove o
analfabetismo Bíblico Teológico e se orgulha disso, é preciso um retorno aos princípios de nossas
Bíblias empoeiradas para que a velha cultura seja substituída pela cultura do discipulado redentivo
onde Cristo volte a ser o centro de nossos corações.

Conclusão

O discipulado é a gramática básica da fé cristã. Introduzir em nossa igreja esse princípio é de vital
importância para que o rebanho do Senhor cresça em graça e em conhecimento.

Oração

Pai todo Poderoso, em o nome de Jesus eu oro por cada pastor que está chegou até o fim desse artigo,
pai amado, desperta esse nobre irmão, que seus olhos sejam abertos para essa visão redentiva e que ele
possa entender que a tua palavra é ponte de salvação eterna para ele e para o rebanho que ele pastoreia.
Te peço isso em o nome de Jesus, amém!!!

Sola Scriptura

Sola Fide
Sola Gratia

Solus Christus

Soli Deo Glória

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