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Suporte de Vida em Trauma Pré-Hospitalar

O PHTLS é um protocolo de suporte de vida para pacientes politraumatizados no atendimento pré-hospitalar, visando padronizar o atendimento e garantir rapidez e segurança. O documento destaca a importância de reduzir a mortalidade e sequelas, além de enfatizar a avaliação sistemática e intervenções rápidas. Os princípios incluem segurança da cena, avaliação inicial (XABCDE), decisão rápida de transporte e reavaliação contínua.

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Mary Barros
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Suporte de Vida em Trauma Pré-Hospitalar

O PHTLS é um protocolo de suporte de vida para pacientes politraumatizados no atendimento pré-hospitalar, visando padronizar o atendimento e garantir rapidez e segurança. O documento destaca a importância de reduzir a mortalidade e sequelas, além de enfatizar a avaliação sistemática e intervenções rápidas. Os princípios incluem segurança da cena, avaliação inicial (XABCDE), decisão rápida de transporte e reavaliação contínua.

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PHTLS

DEFINIÇÃO

• SUPORTE DE VIDA NO PACIENTE POLITRAUMATIZADO NO ATENDIMENTO PRÉ


HOSPITALAR
• Objetivo: padronizar o atendimento ao paciente vítima de trauma no ambiente
pré-hospitalar, garantindo rapidez, segurança e qualidade
IMPORTÂNCIA

• O trauma é uma das principais causas de morte em jovens


• Reduzir mortalidade e sequelas
• Garantir avaliação sistemática e intervenções rápidas
• Melhorar integração entre equipes pré-hospitalares e hospitalares
PRINCÍPIOS

• SEGURANÇA DA CENA
o Avaliar riscos (incêndio, explosão, trânsito, violência).
o Sempre avaliar antes de adentrar a cena.
o Observar todos os elementos de perigo.
o Afastar curiosos.
o Proteger equipe, vítima e terceiros.
• CINEMÁTICA DO TRAUMA
o Entender a mecânica do acidente (colisão, queda, atropelamento, arma
branca/arma de fogo) → como foi o ocorrido
o Antecipar lesões ocultas.
o Marcas no veículo e acionamento airbag → se airbag acionado = grave
o Número de vítimas e estado.
• AVALIAÇÃO INICIAL (XABCDE)
o X – Controle de hemorragia
▪ Compressão direta.
▪ Torniquete em membros (quando necessário).
▪ Alinhamento da fratura.
▪ Medicação:
• Ex.: Ácido tranexâmico → acelera a cascata de coagulação
→ sangue vai coagular mais rápido
• Hemostáticos tópicos (em algumas situações).
▪ É o que mais mata no trauma → primeiro de tudo
o A (Airway) – Vias aéreas com controle da coluna cervical.
▪ Manter via aérea pérvia.
▪ Desobstrução → manobra de tração ou passagem de dispositivo
(guedel ou cânula orofaríngea)
▪ Via aérea definitiva
▪ Imobilização da coluna cervical → Proteger a coluna cervical: colar
rígido, alinhamento manual
▪ Considerar cânula orofaríngea, nasofaríngea, intubação ou
cricotireoidostomia.
o B (Breathing) – Respiração e ventilação.
▪ Avaliar se o paciente está respirando adequadamente.
▪ Manter oxigenação
▪ Observar: expansibilidade torácica, frequência, murmúrio
vesicular, saturação.
▪ Condições letais que devem ser identificadas e tratadas de
imediato:
• Pneumotórax hipertensivo (descompressão imediata com
agulha).
• Pneumotórax aberto (curativo de 3 pontos).
• Hemotórax maciço (drenagem torácica).
• Trauma de tórax.
• Trauma de cervical.
o C (Circulation) – Circulação e controle de hemorragias.
▪ Avaliação básica do choque.
• Ressuscitação com fluidos → preferência: cristaloides
aquecidos (casos leves) e, se disponível, sangue (casos
moderados e graves).
▪ Avaliar pulso, cor da pele, enchimento capilar, sangramentos
ocultos.
o D (Disability) – Déficit neurológico (Escala de Glasgow, pupilas).
▪ Avaliar estado neurológico.
▪ Escala de Coma de Glasgow (ECG).
▪ Avaliar pupilas (tamanho, simetria, fotorreação).
▪ Padrão respiratório.
▪ Possíveis causas
o E (Exposure/Environment) – Exposição completa do paciente e controle
térmico.
▪ Expor minimamente a vítima.
▪ Evitar hipotermia → manta térmica
• Hipotermia é um dos componentes da “tríade letal do
trauma” (junto de coagulopatia e acidose).
▪ Imobilizar fraturas.
• DECISÃO RÁPIDA DE TRANSPORTE
o “Hora de ouro do trauma”: vítima deve chegar ao hospital de referência
o mais rápido possível.
o Avaliar se a vítima vai para hospital de trauma ou unidade de menor
complexidade.
• REAVALIAÇÃO CONTÍNUA
o Após cada intervenção, reavaliar ABCDE.
PRINCIPAIS HABILIDADES NO PHTLS

• XABCDE
• IMOBILIZAÇÃO DA COLUNA
o Colar cervical
o Head Block
o Prancha rígida
o KED
o Restrição de movimento da coluna
• AUTOEXTRAÇÃO CONTROLADA
o Consciente
o Hemodinâmica estável
o Ausência de intoxicação
o Glasgow 15
o Sentado no veículo
o Sem fraturas importantes
o Acesso direto à saída
• TRANSFERÊNCIA ADEQUADA
o Transporte seguro
o Regulação médica
o Serviço especializado

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