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Mediação de Conflitos na Escola

O documento aborda a importância da mediação escolar na resolução e transformação de conflitos, destacando seu papel na construção de uma cultura de respeito e paz. Apresenta uma situação hipotética de mediação em uma escola, onde alunos envolvidos em um ato de vandalismo refletem sobre suas ações e promovem um evento de conscientização. Conclui que a mediação não apenas resolve conflitos, mas também educa e transforma os alunos, incentivando habilidades de empatia e diálogo.

Enviado por

Tarciso Ramos
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Mediação de Conflitos na Escola

O documento aborda a importância da mediação escolar na resolução e transformação de conflitos, destacando seu papel na construção de uma cultura de respeito e paz. Apresenta uma situação hipotética de mediação em uma escola, onde alunos envolvidos em um ato de vandalismo refletem sobre suas ações e promovem um evento de conscientização. Conclui que a mediação não apenas resolve conflitos, mas também educa e transforma os alunos, incentivando habilidades de empatia e diálogo.

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FP080 - RESOLUÇÃO E TRANSFORMAÇÃO DE CONFLITOS NO ÂMBITO ESCOLAR

ATIVIDADE PRÁTICA

Nome e sobrenome dos estudantes:


ANDRÉA PEREIRA DAMASCENO
JÉSSICA LUANA DE SOUZA
SHEILA MARIA DOS SANTOS DE OLIVEIRA
TARCISO RAMOS DA COSTA

Código: FP080

Curso: MESTRADO EM EDUCAÇÃO – FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Grupo: 2022-02

Data: 11 DE SETEMBRO DE 2022

Mediação: um passo educativo na construção

de uma cultura de respeito e paz

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ÍNDICE

1. Introdução............................................................................................................3

2. Situação hipotética de mediação ........................................................................4

3. Conclusão ...........................................................................................................5

4. Princípios presentes na situação ........................................................................6

5. Frases de alerta........................................................,,,........................................6

6. Referências Bibliográficas...................................................................................7

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Mediação: um passo educativo na construção

de uma cultura de respeito e paz

1. Introdução

A educação é um suporte intenso na transformação da sociedade. São muitas as


situações que a mesma vivencia, minimiza e até, resolve. Ela reconhece e modifica os
conflitos, pondera as situações do dia a dia e faz com que todo e qualquer cidadão
pense, repense, reflita e molde suas atitudes. Mas, para isso, é preciso querer
transformar e transformar-se.

Um dos aspectos no âmbito social e educacional que tem preocupado a humanidade é


a falta de respeito com a fé, a crença, valores e expressões religiosas, bem como
templos e símbolos sagrados das distintas religiões. Esse conflito tem deixado
sequelas na cultura, na religião, na vida das pessoas. A carência de respeito não é
apenas aquela que aparece nas mídias, desafortunadamente, esse problema
acontece em vários campos da sociedade. Chrispino e Chrispino (2002) afirmam que o
conflito é o nosso companheiro de jornada mais próximo. É parte integrante da vida e
da atividade social. O conflito se origina da diferença de interesses, de desejos e
aspirações. Entretanto, não é pelo motivo de fazer parte do cotidiano que se deve
propagar o desrespeito. É importante ver, ouvir, perceber e respeitar as opiniões, os
valores, as posturas e os comportamentos alheios. Os seres humanos são
semelhantes, mas não iguais. Ser diferente é o que os tornam especiais e ser especial
é saber, também, lidar com as diferenças.

As informações relacionadas a violência dentro e fora das escolas são preocupantes e


evidenciam que o respeito é um dos valores fundamentais para uma convivência
saudável. Muitos são os projetos elaborados e colocados em prática pelas instituições
de ensino, no entanto, infelizmente, são descontinuados e se perdem ao longo do
tempo, não surtindo efeito desejado, nem alcançando os objetivos estimados no
sentido de ensinar valores essenciais para a construção de um espaço com cidadão
conscientes, éticos e respeitosos. Desta forma, atos de intolerância e violência verbal
e física são bem comuns, pois as pessoas se deparam com opiniões diferentes.
Quando isso acontece, medidas rápidas precisam ser adotadas para resolver o
problema, e, a mediação de conflitos tem apresentado resultados significativos.

A mediação escolar tem como objetivo resolver os principais conflitos dentro das
escolas, por meio de ações educativas e preventivas, evitando que as ocorrências se

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tornem mais graves e precisem de interferência judicial. O processo mediador,
utilizado no contexto escolar, tem como alvo o desenvolvimento de um ambiente que
possibilite aos alunos o desejo e a prática da comunicação aberta, do diálogo, de
escutar o outro, conviver com o outro e se colocar no lugar do outro.

O papel da mediação é fundamental para que um conflito seja resolvido. Para o bom
desempenho de uma equipe mediadora é necessário estudo sobre diversas áreas e
temáticas, experiência, empatia, sensibilidade, respeito e amor pelo próximo. Em um
grupo de mediação, os integrantes precisam estar zelosos a cada detalhe. Por esse
motivo o olhar, o ouvir atentos/reflexivos do mediador devem levá-lo a perceber quais
ferramentas serão necessárias para utilizar a fim de passar confiança e credibilidade,
iniciando o processo com diálogo e reflexão. Para Morgado e Oliveira (2009), além do
envolvimento, é necessário que se implemente uma organização de equipe
multidisciplinar de mediadores, formados em diversas áreas de conhecimento:
psicologia, sociologia, serviço social, pedagogia, entre outras.

Dialogar e apresentar ações que sejam alcançáveis mostram como é possível refletir
seus próprios atos, gerenciar melhores práticas, reparar seus erros e aperfeiçoar
comportamentos. É preciso ser sagaz para desenvolver estratégias que sejam
capazes de promover a autorreflexão e consolidar em atitudes. E tudo isso é factível
de ser construído com a presença de um grupo forte (família, escola, comunidade, ...)
que esteja alinhado ao mesmo pensamento para boas condutas e, ao mesmo tempo,
que almeja a formação de crianças, jovens e adultos empáticos, abertos ao diálogo e
capazes de lidar com equidade diante das diferenças para o bom desempenho da
sociedade.

2. Situação hipotética de mediação

Numa quarta-feira, a direção da Escola Municipal São Judas Tadeu, no município de


Irará, interior da Bahia, recebeu dois alunos que foram expor um ato de vandalismo e
preconceito religioso que presenciaram. Eles viram três colegas pichando a imagem
do padroeiro da escola, a qual fica exposta na entrada da mesma, além da parede
principal com frases ofensivas à religiosidade. Disseram o que tinham visto e pediram
que seus nomes não fossem revelados. Eles estavam distantes mas conseguiram
presenciar toda aquela cena. Outras pessoas também chegaram à direção para falar
sobre o mesmo fato. Funcionários da limpeza flagraram esses estudantes e ao
perceber a aproximação dos mesmos, os infratores saíram correndo. Depois de ouvir
os relatos, a direção responsavelmente, convoca o grupo de mediação e externa com
detalhes todas as informações obtidas.

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Em posse das informações, o grupo de mediação analisa cuidadosamente o fato,
verifica o local do ocorrido constatando a veracidade e pensa em como operacionalizar
a situação. Reflete e monta estratégias para que os alunos respondam pelo erro.
Primeiramente, os mediadores vão nas salas de aula e conversam com as turmas
sobre o ocorrido. Eles já sabem quem são os alunos que praticaram aquela
perversidade, no entanto, a intenção do grupo é que eles reflitam e percebam que
fizeram algo errado e que podem confessar e consertar aquela atitude. Na sequência
de cada explanação, o grupo pede encarecidamente que se alguém puder fazer algo
para ajudar, que os procurem. Depois de um tempo, aqueles estudantes que tinham
realizado a pichação foram até o grupo de mediação e admitiram ser os responsáveis
pela transgressão. Eles disseram que tinham se arrependido e assumiram o erro.
Depois de uma boa e produtiva conversa, os próprios jovens propuseram uma forma
de consertar aquele ato. As famílias foram comunicadas do que aconteceu e uma
reunião incidiu de forma que o grupo de mediação ficou responsável em direcionar os
jovens a solucionar aquele problema.

Dias depois, confessaram a todos da escola o ato que fizeram e desculparam-se. Na


sequência, removeram a pichação devolvendo a originalidade do espaço violado. Além
disso, como atividade conscientizadora, organizaram um ciclo de palestras com o
tema Religiosidade: respeitando a fé e a crença do meu semelhante. Para esse
evento, cidadãos da comunidade e de diferentes religiões foram convidados a
participar tanto como ouvintes, quanto palestrantes. Por isso, confeccionaram e
distribuíram folders, convites, cartazes na escola e pelas ruas da cidade. Depois do
pedido de desculpas e da realização do evento, todos foram surpreendidos com os
alunos: propuseram fundar o Grêmio Estudantil para dar exemplo e continuar com
projetos de esclarecimento e conscientização sobre valores no âmbito escolar e fora
dele, além de outras atividades pertinentes como oficina de grafitagem mostrando a
diferença entre grafite e pichação.

3. Conclusão

A mediação escolar não compreende somente a resolução de conflitos, mas também a


prevenção e transformação dos alunos, assim é fundamental a sensibilização de todos
para a inclusão e compreensão da prática da mediação no espaço educativo, visto
que, essa ferramenta representa um processo construtivo, educativo e pedagógico,
tanto no pessoal, quanto no profissional; isto é, um novo olhar para compreender a
problemática que circula o ambiente escolar promovendo a cultura de paz. A escola é
um espaço privilegiado para as relações interpessoais, os conflitos e divergências,
próprios da convivência humana, são oportunidades singulares para transformar os

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conflitos em formação do ser, isso porque gera indivíduos emocionalmente maduros,
capazes de dialogar com o diferente e contribuir para o crescimento saudável da
coletividade.

É fundamental estimular e despertar as habilidades de crianças e jovens para que


cresçam sendo propagadoras de uma sociedade mais justa e que possa incentivar a
todos a priorizar a educação. Desta forma, a escola como um local privilegiado de
conhecimento e diversidade, pode e deve desenvolver projetos que amenizem e
transformem os conflitos existentes dentro e fora dela.

A ferramenta mediação de conflitos traz novas formas para disseminar o diálogo e a


pacificação social. O indivíduo tem a possibilidade de crescer, se desenvolver ou
empreender por meio de seu trabalho e livre iniciativa. Através da mediação, os jovens
estudantes serão capazes de desenvolver habilidades e sensibilidades de empatia,
criatividade, criticidade, confiança na resolução de conflitos e estabelecer relações
interpessoais saudáveis. A mediação no ambiente escolar implica, também, numa
educação para o respeito, para a paz na construção de um mundo melhor.

4. Princípios presentes na situação

 Autonomia  Competência

 Capacidade comunicativa  Confiabilidade

 Capacidade de escuta  Criatividade

 Capacidade de manter sigilo  Decisão

 Cooperação  Imparcialidade

5. Frases de alerta

✔ A minha religião é o respeito que tenho por você.


✔ A escola é um espaço privilegiado para propagar o respeito, a religiosidade e a fé.

A escola é um espaço
A minha religião é
privilegiado para
o respeito que
propagar o respeito, a
tenho por você.
religiosidade e a fé.

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6. Referências Bibliográficas:

CHRISPINO, A.; CHRISPINO, R. S. P. (2002). Políticas educacionais de redução da


violência: mediação do conflito escolar. São Paulo.

FUNIBER. (2020). Resolução e transformação de conflitos no âmbito escolar. (pp. 1-


87). Barcelona. Espanha.

MORGADO, C. & OLIVEIRA, I. (2009). Mediação em contexto escolar: transformar o


conflito em oportunidade. Exedra. Revista Científica.

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