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Amizade, Amor e Consequências Sociais

O documento narra a complexa relação entre duas amigas, Khun Nueng e Piengfah, que se distanciam após uma confissão de amor não correspondida, resultando em consequências trágicas. Piengfah engravida e dá à luz A-Nueng, que enfrenta dificuldades devido ao nascimento prematuro, levando Khun Nueng a sentir culpa por suas ações passadas. O reencontro entre elas provoca reflexões sobre o passado e a dor emocional que ainda persiste, culminando em um momento de gratidão de Khun Nueng por A-Nueng estar viva.

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Amizade, Amor e Consequências Sociais

O documento narra a complexa relação entre duas amigas, Khun Nueng e Piengfah, que se distanciam após uma confissão de amor não correspondida, resultando em consequências trágicas. Piengfah engravida e dá à luz A-Nueng, que enfrenta dificuldades devido ao nascimento prematuro, levando Khun Nueng a sentir culpa por suas ações passadas. O reencontro entre elas provoca reflexões sobre o passado e a dor emocional que ainda persiste, culminando em um momento de gratidão de Khun Nueng por A-Nueng estar viva.

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12- A verdade

Eu não conseguia acreditar que estar de volta à antiga atmosfera e ambiente levaria a esse clímax.

Eu só queria me revelar para que a avó de A-Nueng soubesse quem eu era, mas ela também encontrou
minha avó e uma velha amiga que ela não via há 18 anos.

Além disso... ela era a mãe da garota alegre.

- O mundo é incrivelmente pequeno. Eu não pensei que você conhecesse A-Nueng, Khun Nueng

Olhei para minha antiga amiga. Nós nos separamos dos outros, entre os quais estavam A-Nueng e Chet,
para encontrar um lugar tranquilo para conversar.
Procuramos resolver acontecimentos passados que continuavam a nos impactar no presente.

- O nome da sua filha é A-Nueng? -Pensei por um momento antes de rir como se quisesse perguntar
zombeteiramente: - Você deu a ela o nome de A-Nueng?

- Eu ia chamá-la "Era uma vez", mas é um pouco grandioso. Sinto muito por ela.

- A questão não é que o nome seja estranho, mas que você pretendia que o nome fosse igual a Khun
Nueng.

Estava acostumada a usar Khun Nueng porque era uma forma de enfatizar o quão superior era aos
outros. Foi o que minha avó me ensinou.

E minha família usou isso para enfatizar nossa superioridade.

- SIM, Essa foi minha intenção

Olhei nos olhos da minha amiga e o passado imediatamente passou diante de mim.

Porquê?

Para me lembrar que a menina nasceu da minha maior angústia e que você é
a causa de tudo.

Não jogue suas decepções em mim. Você fez isso consigo mesmo.

Assim é. Mas você não pode negar que tem uma parcela de culpa nisso... Você quer
que eu conte o que aconteceu?

Não havia necessidade. Lembro-me bem de tudo o que havia acontecido há 18 anos. Como sempre
disse, nasci em uma família respeitada e tinha um título de M.L. Embora não fosse nada importante
agora, ainda era reconhecido.
Era como uma marca de prestígio que nem todos poderiam possuir.

Minha avó me criou para ser uma senhora perfeita. Eu sabia tocar instrumentos musicais, minhas notas
sempre foram as melhores e nasci com figuras e traços faciais marcantes. Ela era a joia rara nesta
escola só para meninas. Eles estavam todos apaixonados por mim, tanto meninos quanto meninas.

E não teria sido um problema se uma daquelas garotas não fosse a minha melhor amiga. Que eu tinha
desde o ensino médio. A pessoa que eu nunca considerei mais que uma amiga me implorou para aceitar
seu amor porque ela não queria ser apenas uma amiga.

- Pare com sua ideia maluca. Vou fingir que não ouvi isso.

Eu a rejeitei friamente, sem lhe dar nenhuma esperança. Eu desprezava um amigo que pensava em mim
como mais do que um amigo. Como seria se estivéssemos juntas? Como seria melhor do que sermos
melhores amigas?

Khun Nueng... Sou eu. Ninguém te conhece melhor do que eu. E ninguém pode te amar mais do que eu.

Por que você está fazendo isso, Fah? Como confessar seu amor por mim melhoraria alguma coisa?

É sufocante estar secretamente apaixonado por alguém. Quero que você saiba como me sinto.

Agora eu sei. E vou fingir que não sei. Por favor, continue escondendo como sempre fez.

Mas eu já te contei e você já sabe disso.

Então você diz isso, esperando algo em troca? Bem, o que você está esperando? - Olhei para Piengfah,
minha única amiga, que reclamava irritavelmente. - O que você esperava quando me confessou seu
amor?

- Eu te amo

Aí.

Quero que você olhe apenas para mim

Eu olho para minha amiga

Eu estou te olhando. Isso é suficiente?

Você pode, por favor, não fingir que não entende?

Oque você quer? Você quer que sejamos íntimos como os outros fazem no banheiro? Você quer que
fiquemos nus, nos beijemos e deixemos marcas de amor no pescoço um do outro? É isso que você quer
quando se confessa para mim?

K... khun Nueng.

Quando eu disse isso com franqueza e indiferença, Piengfah ficou ali, envergonhado e atordoado, com o
rosto vermelho. Ele provavelmente se sentiu muito mal porque as coisas terminaram assim depois de
sua confissão.

Não posso fazer essas coisas com você

Porque?

Você não quer saber

Eu estava pronto para sair, mas Piengfah agarrou meu braço.

- Diga porque!

E isso me fez contar a ela... sem rodeios.


- Somos de classes sociais diferentes.

Minhas palavras naquele momento devem ter partido o coração da minha melhor amiga. Fingimos que
nada aconteceu, mesmo que algo tenha acontecido. Piengfah não se sentou comigo como antes e
eventualmente nos tornamos estranhas por quase um ano.

E um dia notei algo incomum em minha ex-melhor amiga. Ela não conseguia comer sua comida favorita
porque continuava vomitando. Além disso, ninguém mais notou que o corpo dela mudou, mas eu notei
porque fui sua melhor amiga durante o ensino médio todo.

Minha amiga estava mais gordinha. Sua barriga se sobressaía... não era
normal.

- O que realmente está acontecendo com você?

Um dia, eu a segui até o telhado do Prédio, perto da quadra de basquete, na hora do almoço. Ela
costumava ir para lá quando tinha algo em mente.

Khun Nueng...o que ele está fazendo aqui?

Tenho dúvidas sobre suas condições. Você ficou doente com frequência nestes últimos meses
- não perguntei por preocupação, mas sim por curiosidade. Piengfah desviou o olhar e encolheu os
ombros.

- Claro, sou só um ser humano. Ás vezes fico doente.

Você também tem engordado.

Por que você se intromete nos meus assuntos?

Piengfah imediatamente se virou para me atacar e agarrou a barriga. Suas reações estranhas me
deixaram ainda mais curiosa.

Sua condição é como a de alguém...

O que!

Sua ansiedade me fez ter certeza

-Você parece alguém que está grávida.

Assim que eu disse isso, o queixo de Piengfah caiu e ela ficou sem palavras. No começo eu não tinha
certeza, mas quando ela ficou quieta, fiquei ansiosa. Aproximei-me dela e agarrei-a firmemente com as
duas mãos.

- É verdade?

- Me deixe em paz, não é da sua conta.

Tem razão. Não é da minha conta... Mas é chocante - eu não sabia como reagir. - Você acabou de me
confessar e agora está com um bebê na barriga? Não é muito cedo?

É tudo sua culpa.


Que?

Porque sou de uma classe baixa. É por isso que chegamos a este ponto.

Foi como se estivéssemos lá novamente. Como a dor daquele dia me atingiu, mordi os lábios com força
de remorso pelo que disse a ela. Por causa das minhas palavras ofensivas, Piengfah tomou a decisão
errada, decidiu ficar com um menino e engravidou sem querer... Fui a única que percebeu quando ela já
estava grávida de sete meses.

- Você não fez o que eu sugeri - não ousei olhar nos olhos da minha ex-melhor amiga.
Porque ainda me sentia culpada. Mesmo que eu não a tenha engravidado, tudo aconteceu por minha
causa.

Quem disse que não?

Que?

Bebi a garrafa inteira.

Cobri minha boca com a mão no momento em que ouvi isso. Meu coração bateu mais rápido do que
nunca. Isso fez Piengfah sorrir.

- Uau. É um grande privilégio ver você em estado de choque

- Você tomou...

- Sim.

Voltando ao passado novamente, ela era bastante implacável e rebelde. Talvez eu tenha sido muito
agressiva. Eu não conseguia aceitar a ideia de que Piengfah estivesse grávida. Se a mãe não estava
preparada, o melhor era tirar o bebê.

- É pecado matar uma vida, Khun Nueng

- Provavelmente é. Mas se você não estiver pronto, não deveria deixar uma vida nascer. Sua família
consegue aceitar o fato de você estar grávida?

Piengfah hesitou porque tinha medo de desapontar a sua família, especialmente a sua mãe, de quem
muitas vezes ouvi dizer que era considerada muito rigorosa.

Mas... Mas o bebê não fez nada de errado

Fez... Chegou na hora errada - dei ao Piengfah o remédio que eu comprei na farmácia. - Me falaram que
isso eliminaria o bebê. Pegue

M... mas...

- Mesmo que deixemos o bebê nascer, você não pode criá-lo. Você já viu a série - Dao Pra Sook-, em
que a mãe deu à luz e deixou o bebê no hospital?
O bebê acabou crescendo e foi morar em um bordel.

- Isso é uma série.

- É baseado na vida real. Este mundo é um lugar cruel! - Coloquei o remédio na mão da minha amiga e
apertei. - Não deixe o bebê arruinar sua vida. Pecado é algo que chegará até você na próxima vida ou no
pós morte. Você pode pagar pelo seu pecado no inferno.

E desde aquele dia... nunca mais vi Piengfah.

Deixei-me cair no chão, sem forças. Piengfah continuou de pé enquanto me contava o que aconteceu.
Ela olhou para mim e balançou a cabeça lentamente.

- Eu fiz o que você me disse para fazer. Mas no final fiquei com tanto medo que tive que confessar para
minha mãe porque estava com muita dor. O bebê era muito forte. E eu estava muito avançada na
gravidez para me livrar do bebê.

Sufocando, coloquei minha mão no lado esquerdo do peito. Pensei no rosto fofo de A-Nueng e me senti
culpada. Aquela garota com o sorriso mais lindo... ela quase morreu por minha causa.

Quase.

- Bom... Isso é bom.

Eu podia me sentir tremendo ao dizer isso. De repente, lágrimas de alívio brotam dos meus olhos.

- Bom, você diz... A-Nueng nasceu prematuramente, então ela teve que ficar meses na incubadora -
Piengfah se ajoelhou ao lado enquanto continuava. Eu podia ouvir a dor em sua voz. - Seu
desenvolvimento foi mais lento que os dos demais. Ela não conseguia acompanhar a aula. Ela é tão
míope que é quase cega.

- Huh...

- Se você olhar de perto, os óculos de A-Nueng são muito grossos. Esse é o efeito de seu nascimento
prematuro. É porque a mãe dela fez o que a melhor amiga sugeriu. Devo admitir... Ver A-Nueng na
incubadora me fez sentir tão culpada e angustiada que tive que implorar à minha mãe que me mandasse
estudar no exterior.

Lágrimas escorreram pelo rosto de Piengfah. Ela soluçava de dor enquanto falava. Era como se ele
estivesse atacando na hora certa...

E para a pessoa certa...

É por isso que a garota se chama A-Nueng. É para que quando as pessoas a chamam brevemente de
Nueng, eu pense em você, a pessoa que me despedaçou sem deixar vestígios de quem eu era, a
pessoa que sugeriu que A-Nueng não deveria estar neste mundo. Então, como você está agora, Khun
Nueng? O bebê cresceu e, por acaso, foi lançado em sua órbita. É como uma espécie de gravidade
chamada...- Piengfah estendeu a mão para secar minhas lágrimas. Eu nem sabia que estava chorando. -
inevitável...

...

- Ou talvez seja o destino.

Saí olhando para baixo e para fora, logo após minha conversa com minha velha amiga. Chet, que estava
esperando por mim, correu para caminhar ao meu lado.

- Khum Nueng... Como você está?

- Como eu estou? - Olha no meu encontro hoje à noite, eu não estava com vontade de
falar. - Estou de mau humor agora.
- Sobre o que vocês dois conversaram?

Eu não estava pensando com clareza. Olhei para a pessoa que parecia surpresa pelo meu velho amigo
ter aparecido e deu uma risada fraca.

Ele também está... Ele está envolvido em tudo isso. Que loucura foi essa?

Conversamos sobre... como você e ela estavam juntos - Essa foi outra coisa que minha amiga
mencionou quando perguntei a ela sobre o pai de A-Nueng. Piengfah me contou casualmente, como se
estivesse falando sobre o que acabara de jantar. - Parabéns... Você tem uma filha.

O que.... que?

Chocante, né? A-Nueng é sua filha.

Posso dizer que minha declaração atingiu Chet na cara. Parecia que Piengfah e Chet também estavam
juntos por minha causa. Eles ficaram juntos. Minha amiga engravidou. E o bebê era... A-Nueng.

Meu Deus... isso pode virar uma série.

- Vou te dar tempo para digerir. Porque eu também preciso de tempo.

Me despedi do meu acompanhante e tentei sair dali. Foi necessário encontrar um lugar seguro para me
esconder porque eu realmente me sentia culpado por tudo o que havia acontecido. Se estivéssemos nos
velhos tempos... antes de conhecer A-Nueng, eu não tinha certeza se conseguia sentir alguma dor.
Provavelmente não... porque eu não tinha coração nem vínculo com ninguém.
exceto com minhas irmãs.

Mas agora eu amava A-Nueng. Ela fazia parte da minha vida. Então, claro, fiquei sem reação...
Tínhamos acabado de nos conhecer; Já estou tão apegada a ela...?

- Tia Nueng.

A voz familiar de A-Nueng me fez parar quando eu estava prestes a sair da minha antiga escola. Eu me
lembrava bem de quem era a voz.
Mas minha vergonha, culpa ou algo assim me fez não ousar olhar para ela.

Não ousei... Alguém como Sippakorn?

Você vai voltar?

Ah... hum.

E quando não me virei para olhar para ela, a garota alegre foi rápida em se posicionar na minha frente e
sorrir para mim através daqueles óculos grossos.

Por que você está voltando tão cedo?

Estou cansada.

Se você não está aqui, eu também não quero estar aqui - A garotinha cruzou as mãos atrás das costas
e abaixou a cabeça de maneira fofa. - Por favor, fique mais um pouco. Pelo menos me faça companhia.
Ter você aqui comigo me faz sentir como se tivesse uma amiga... Ah, por que você está chorando?
- Não é nada.

Enxuguei minhas lágrimas com os dedos e tentei parecer normal e inalterada.


Sem emoções como sempre

- Minha mãe deve ter te contado alguma coisa.

...

- Há muitas surpresas hoje. Ouço os adultos dizerem que você é de um família importante e que você
era uma estrela nesta escola. Você é tão perfeita que ninguém pode competir com você. Uau.... Minha tia
Nueng é um item tão raro...

Estendi a mão para fechar a boca da garota e impedi-la de falar sem parar.
Olhamos nos olhos um do outro. Eu não aguentava mais, então dei um grande abraço nela.

...

Obrigado...

Huh?

Obrigado por estar viva

O que é isso? Por que você de repente ficou tão sensível? -A-Nueng retribuiu o abraço e riu.
- Nossa... Essa é a primeira vez que você vem correndo me abraçar.

Desta vez, fui eu quem aninhou o rosto no ombro de A-Neng e falou com a voz abafada enquanto
chorava. Eu não podia aguentar mais aquele sentimento. Se não fosse por mim, aqueles olhos lindos
não seriam obscurecidos por aqueles óculos e seu físico não seria tão frágil.

Eu tinha que pagar... tinha que compensar o que fiz.

- Obrigada por ter nascido nesse mundo...


Boa garota da tia.

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