UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS (UFGD)
CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM CRIMES AMBIENTAIS E PROTEÇÃO AOS
POVOS INDÍGENAS
CONSEQUÊNCIAS NA FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA SEGURANÇA PÚBLICA
NO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DA UFGD EM CRIMES AMBIENTAIS E
PROTEÇÃO AOS POVOS INDÍGENAS
ANDERSON BEZERRA DA SILVA
OTÁVIO BRITO DE ALBUQUERQUE CAVANCANTI NETO
Dourados, MS
2025
2
ANDERSON BEZERRA DA SILVA
OTÁVIO BRITO DE ALBUQUERQUE CAVANCANTI NETO
CONSEQUÊNCIAS NA FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA SEGURANÇA PÚBLICA
NO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DA UFGD EM CRIMES AMBIENTAIS E
PROTEÇÃO AOS POVOS INDÍGENAS
Pré-Projeto de Pesquisa de TCC
apresentado na disciplina Metodologia
Científica, do curso de crimes ambientais e
proteção aos povos indígenas da
Universidade Federal da Grande Dourados
(UFGD).
Dourados, MS
2025
3
SUMÁRIO
1 DELIMITAÇÃO DO TEMA................................................................................... p. 4
2 PROBLEMA/ HIPÓTESE ..................................................................................... p.4
3 JUSTIFICATIVA................................................................................................... p. 4
4 OBJETIVOS......................................................................................................... p. 5
4.1 Objetivo Geral.................................................................................................. p. 5
4.2 Objetivos Específicos...................................................................................... p. 5
5 FUNDAMENTAÇAO TEÓRICA............................................................................ p. 5
5.1 Revisão da Literatura....................................................................................... p. 5
5.2 Teorias de Base................................................................................................ p. 7
5.2.1 Crimes ambientais: legislação, investigação e protocolos..................... p. 7
5.2.2 Direitos e proteção de povos indígenas.................................................... p. 7
5.2.3 Formação ética, interculturalidade e decolonialidade............................... p 7
5.2.4 Teoria de base adotada............................................................................... p. 9
6 METODOLOGIA.................................................................................................. p. 9
6.1 Tipo de pesquisa............................................................................................. p. 9
6.2 Participantes.................................................................................................... p. 9
6.3 Instrumentos de coleta.................................................................................... p. 9
6.4 Procedimentos................................................................................................. p. 9
6.5 Análise dos dados........................................................................................... p. 9
6.6 Ética................................................................................................................ p. 10
7 CRONOGRAMA................................................................................................. p. 10
8 REFERÊNCIAS.................................................................................................. p. 10
4
1 DELIMITAÇÃO DO TEMA
Este estudo se delimita à análise das consequências formativas — cognitivas,
práticas, éticas e interculturais — percebidas nos profissionais da segurança pública
que frequentam a especialização da UFGD, durante e após o período de formação.
2 PROBLEMA/ HIPÓTESE
Quais são as consequências da formação oferecida pela especialização da
UFGD para o desenvolvimento profissional dos agentes de segurança pública que
lidam com crimes ambientais e com a proteção de povos indígenas?
Supõe-se que a participação no curso contribui significativamente para o
aprimoramento técnico, para a compreensão dos direitos indígenas, assim como
também dos crimes ambientais e para o fortalecimento da atuação ética e intercultural
dos profissionais, embora existam desafios institucionais para aplicação prática do
conteúdo aprendido.
3 JUSTIFICATIVA
(1) A intensificação dos crimes ambientais no Brasil e sua interseção com conflitos
envolvendo terras indígenas tornam necessárias práticas profissionais mais
qualificadas.
(2) Profissionais da segurança pública nem sempre recebem formação específica
sobre legislação ambiental, perícia, protocolos de atuação intercultural e proteção
territorial.
(3) A especialização da UFGD surge como resposta institucional, e é relevante
compreender seu impacto real na prática profissional.
(4) O estudo contribui para aprimorar o curso, fortalecer políticas públicas de
formação e promover atuação estatal mais ética e efetiva.
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4 OBJETIVOS
4.1 Objetivo Geral
Avaliar as consequências da formação proporcionada pela especialização da UFGD
na atuação de profissionais da segurança pública no campo dos crimes ambientais e
da proteção aos povos indígenas.
4.2 Objetivos Específicos
a) Identificar conhecimentos técnicos adquiridos no curso e sua aplicabilidade prática
do conteúdo aprendido nos contextos profissionais.
b) Avaliar mudanças de percepção e atitudes em relação aos povos indígenas.
c) Comparar dados pré e pós-curso por meio de instrumentos avaliativos.
5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
5.1 Revisão de literatura
A capacitação de servidores da segurança pública tem sido discutida em larga escala
na literatura atual, sobretudo no que tange à sua operação em ambientes de alta
complexidade, tais como os relacionados aos delitos contra o meio ambiente e
atendimento a povos indígenas.
Estudos recentes apontam como qualificações técnicas, formação para reconhecer
especificidades territoriais e culturais e posturas éticas e interculturais as principais
dimensões do profissional para atuação nesses cenários (CAPARROZ, 2025).
No Brasil, Monteiro e Leite (2023) apontam que o crime ambiental muitas vezes se
entrelaça com a violação do direito territorial indígena, para o que se exige dos
agentes públicos competências jurídicas, socioambientais e interculturais.
Monteiro et al. (2025) realçam ainda que a aplicação da Lei dos Crimes Ambientais
em terras indígenas é dificultada por problemas institucionais, como lacunas na
formação e dificuldades na cooperação interinstitucional.
A literatura aponta também para a necessidade de reavaliar os modelos tradicionais
de formação policial. Blumberg et al. (2019), num estudo internacional que reavalia as
diretrizes de formação policial, defendem que as academias e os cursos de formação
devem priorizar metodologias ativas, aprendizagem contextualizada e o
desenvolvimento de competências emocionais e éticas, em vez de um modelo
estritamente baseado na formação técnica.
6
Esta perspectiva alinha diretamente com a especialização oferecida pela UFGD, que
visa articular conhecimentos técnicos, ambientais, jurídicos e socioculturais.
No que diz respeito ao serviço de aprendizagem de adultos, a Andragogia sustenta a
necessidade de abordagens pedagógicas distintas para os profissionais em serviço –
que são adultos com experiências prévias, conhecimentos tácitos e estilos próprios
de aprendizagem.
Pesquisas recentes que aplicam a andragogia ao treinamento policial indicam que o
método melhora a retenção de conteúdo e o pensamento crítico dos profissionais
(MANUSCRITO ANDRAGOGIA E POLÍCIA, 2024).
Além disso, a profissionalização policial é entendida como um processo em constante
desenvolvimento, multidimensional e contínuo. Green (2014) discute a
profissionalização a partir de parâmetros centrados em ética, ser socialmente
responsável, legitimidade pública, e afirmação de especialização. Nessa perspectiva,
reforça-se a relevância de cursos de pós-graduação relacionados à segurança
pública, como o da UFGD, que procuram desenvolver tanto as competências
operacionais, quanto os fundamentos éticos e interculturais da prática policial.
Adiciona-se, nesta parceria, as contribuições da literatura brasileira sobre educação
em territórios indígenas e perspectiva decolonial. Autores decoloniais frisam a
necessidade de práticas estatais serem sensitivas às cosmologias indígenas,
respeitando formas próprias de organização social, territorialidades e modos de existir.
Portanto, no policiamento destas áreas ‘de risco’ a atuação da polícia não pode ser
puramente repressiva ou normativa, devendo estar vinculada a direitos humanos,
escuta ativa, mediação e reconhecimento cultural.
Em síntese, a formação contínua é uma tendência crescente a nível nacional e
internacional, o que é refletido nos programas de formação modernos como o “Curso
Nacional de Atenção aos Povos Indígenas” e os programas de investigação ambiental.
A referência a estes dois programas responde ao objetivo de identificar conceitos
chave e métodos de implementação de programas de formação; além disso, os dois
programas indicam claramente a necessidade de profissionais focados na integração
do conhecimento técnico, socioambiental e intercultural, que é a declaração da missão
do curso discutido. Deste modo, a revisão da literatura fornece a referência conceitual
e empírica que comprova o nível de investigação relevante e justifica a análise da
consequência educativa da especialização na UFGD.
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5.2 Teorias de base
5.2.1 1 Crimes ambientais: legislação, investigação e protocolos
Lei 9.605/1998 (Crimes Ambientais)
Cooperação entre órgãos (IBAMA, ICMBio, MPF, Funai)
5.2.2 Direitos e proteção de povos indígenas
Constituição Federal (art. 231)
Convenção 169 da OIT
Protocolos de consulta e protocolos de atuação em territórios indígenas
Cosmologias indígenas e impacto na ação estatal
5.2.3 Formação ética, interculturalidade e decolonialidade
A formação de profissionais de segurança pública que atuam em contextos
socioambientais e em territórios indígenas exigem estudo e compreensão da ética
estatal, da segurança cidadã e da interculturalidade, além de uma visão crítica
fundamentada no pensamento decolonial.
Esse conhecimento extrapola os limites da capacitação técnica; abrangendo também
as dimensões relacionais, políticas e epistemológicas da prática policial. Quando se
fala de ética estatal, estudiosos como Green (2014) argumentam que a
profissionalização policial deve estar comprometida com padrões de conduta que se
baseiam na legalidade, transparência, responsabilidade pública e respeito à dignidade
humana. Por conseguinte, a ética não é apenas um aspecto secundário na formação,
mas sim o núcleo que orienta o uso legítimo da força e define o papel do Estado na
mediação de conflitos sociais. Esse posicionamento se alinha com a ideia de
segurança pública cidadã, conceito que tem sido amplamente debatido na literatura
latino-americana, buscando substituir modelos repressivos por estratégias que
priorizam a prevenção, o respeito aos direitos e a aproximação com as comunidades
atendidas.
Quando se fala em interações interculturais, muitos autores que investigam a relação
entre instituições estatais e povos indígenas ressaltam que a atuação da polícia em
territórios étnicos exige habilidades específicas. Isso inclui o diálogo, a mediação, o
reconhecimento das cosmologias indígenas e a compreensão das territorialidades
tradicionais.
Caparroz (2025), ao examinar a atividade policial em terras indígenas, mostra que a
falta de conhecimento sobre práticas culturais, sistemas organizacionais próprios e
métodos de resolução de conflitos pode gerar tensões, aumentar vulnerabilidades e
prejudicar a legitimidade da ação estatal. Desse modo, a formação intercultural se
8
torna uma ferramenta fundamental para minimizar conflitos e promover uma atuação
mais respeitosa e eficaz.
A perspectiva decolonial reforça esse ponto de vista ao questionar as heranças
históricas de subalternização dos povos indígenas e desafiar a imposição de
epistemologias ocidentais como o padrão universal de conhecimento.
Autores como Mignolo (2008) e Lira (2022/2023) defendem que o pensamento
decolonial busca destacar a diversidade de formas de saber e entender o mundo,
desafiando práticas estatais que territorializam o poder e tornam invisíveis os sistemas
indígenas de autoridade, cuidado e gestão ambiental.
Para a prática policial, essa abordagem implica reconhecer que a proteção dos povos
indígenas vai além da simples aplicação de normas; trata-se de construir relações de
confiança, respeitar as lideranças tradicionais e valorizar os conhecimentos ancestrais
que se relacionam ao território, à natureza e à organização comunitária.
Sob esse prisma, a interculturalidade vai além da simples convivência entre culturas
e se apresenta como um processo político de reconhecimento e negociação de
saberes, tornando-se elemento essencial na formação profissional.
Iniciativas recentes, como o Curso Nacional de Atendimento aos Povos Indígenas
(SENASP, 2025), e diretrizes internacionais, como as propostas da UNODC (2025)
para capacitação em crimes ambientais, ressaltam a necessidade de preparar
agentes que possam atuar em ambientes diversos e que estejam atentos às
desigualdades históricas.
A literatura também enfatiza que a formação ética e intercultural deve ser sustentada
por metodologias específicas. A andragogia aplicada à formação policial (Birzer, 2004;
estudos contemporâneos) sugere que adultos aprendem de forma mais eficaz quando
os conteúdos estão conectados a experiências reais, quando há espaço para reflexão
crítica e quando as práticas pedagógicas incentivam o questionamento e a
sensibilização.
Esses aspectos favorecem o desenvolvimento de uma consciência ética, habilidades
interpessoais e respeito pela diversidade sociocultural presente nos territórios
indígenas.
A integração entre ética estatal, direitos humanos, interculturalidade e decolonialidade
busca promover uma atuação policial mais humanizada, legítima e que atenda às
demandas contemporâneas de proteção socioambiental. A especialização da UFGD,
ao combinar formação técnica com fundamentos teóricos críticos, se destaca como
um espaço privilegiado para desenvolver essas competências, permitindo que os
profissionais entendam não apenas “como” agir, mas “por que” e “para quem” sua
atuação é relevante, especialmente em contextos marcados por vulnerabilidades e
disputas territoriais.
9
5.2.4 Teoria de base adotada
A pesquisa se fundamenta em:
Andragogia (aprendizagem de adultos),
Teoria crítica da formação profissional,
Educação de direitos humanos,
Análise de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente,
Perspectiva socioambiental e decolonial, que compreende a necessidade
de atuação sensível às identidades e territorialidades indígenas.
6 METODOLOGIA
6.1 Tipo de pesquisa
Pesquisa descritiva, exploratória e avaliativa; abordagem mista (quantitativa +
qualitativa).
6.2 Participantes
Profissionais da segurança pública matriculados no curso de especialização
(policiais civis, militares, guardas municipais, bombeiros, agentes ambientais, entre
outros).
6.3 Instrumentos de coleta
Questionário (anexo 2)
Análise documental
Observação de aulas e atividades práticas
6.4 Procedimentos
Aplicação de questionário.
Consolidação e sistematização dos dados.
6.5 Análise dos dados
Quantitativos: estatística descritiva..
Qualitativos: análise temática com categorização.
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6.6 Ética
Endereço: Rua João Rosa Góes, 1761, Vila Progresso – Unidade 1, CEP 79.825-
070, Dourados-MS. Telefone: (67) 3410-2853
E-mail: cep@[Link]
Termo de consentimento e anonimato garantido: anexo 1
7 CRONOGRAMA
AÇÕES DATA
27/10/2025
- Orientações remotas (Google meet)
31/10/2025
- Levantamento bibliográfico das principais obras sobre o tema.
- Orientações remotas (Google meet)
- Orientações metodológicas para a pesquisa bibliográfica da 10/11/2025
fundamentação teórica do projeto
- Normas da ABNT: Citações e referências.
- Envio da Fundamentação Teórica do Projeto para correção do 27/11/2025
orientador (as)
- Seminário para apresentação dos projetos de pesquisa
REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado
Federal.
BRASIL. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e
administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.
CAPARROZ, L. H. Atividade policial em terras indígenas. Missioneira. DOI:
10.46550/twj9d441.
11
FUNAI. Programa de capacitação em proteção territorial: noções gerais de
legislação indigenista e ambiental. Brasília: Funai.
MONTEIRO, R. R.; COSTA, J. C. S.; SANTOS, I. B.; PROFICE, C. C. Direito, terras
indígenas e garimpo ilegal: considerações sobre a aplicação da lei de crimes
ambientais. Tellus, v. 24, n. 53, 2025.
MONTEIRO, R. R.; LEITE, J. R. M. Decolonialismo, lei de crimes ambientais e
garimpo ilegal nas terras indígenas. Diké Revista Jurídica, v. 22, n. 24, p. 183–201,
2023.
UFGD. Projeto Pedagógico da Especialização em Enfrentamento aos Crimes
Ambientais e Proteção dos Povos Indígenas. Dourados: UFGD, 2025.
LEVANTANDO TEXTOS SOBRE EDUAÇÃO DE PROFISSIOXNAIS DA
SEGURANÇA
BLUMBERG, D. M. et al. New directions in police academy training: A call to action.
Safety, v. 5, n. 1, p. 1–14, 2019.
PDF disponível em: [Link]
GREEN, T. Understanding the process of professionalisation in the police
organisation. The Police Journal, v. 87, n. 1, p. 1–17, 2014.
Disponível em: [Link]
PATERSON, C. A review of police–academic educational collaborations. Journal of
Criminal Justice Education, 2011.
Disponível em: [Link]
________________________________________
2. Andragogia e aprendizagem de adultos aplicada à polícia
BIRZER, M. L. The theory of andragogy applied to police training. Policing: An
International Journal, v. 26, n. 1, p. 29–42, 2004.
PDF disponível em: [Link]
________________________________________
3. Formação policial internacional, metodologias e desafios
OSCE. Police education and training systems in the OSCE area. Organization for
Security and Co-operation in Europe, 2016.
PDF disponível em: [Link]
KLEYGREWE, L. et al. Police training in practice: organization and delivery of
different training modules. Frontiers in Psychology, 2022.
Disponível em: [Link]
JAVDANI, S.; SAUNDERS, J.; HIRSCH, A. Challenges faced by police trainees: A
systematic empirical review. Psychiatry, 2019.
PDF disponível via PMC: [Link]
________________________________________
4. Formação policial no Brasil, política pública e matriz curricular
FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. Dossiê: A formação dos
profissionais de segurança pública no Brasil. São Paulo, 2021.
Disponível em: [Link]
OLIVEIRA, S. S. L.; LIMA, E. S. Política educacional na formação da Polícia Militar
no Brasil. Revista Brasileira de Segurança Pública, 2022.
Disponível em: [Link]
12
BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. SENASP. Curso Nacional de
Atendimento aos Povos Indígenas. Brasília, 2025.
Disponível em: [Link]
________________________________________
5. Formação para atuação em territórios indígenas, ética e interculturalidade
CAPARROZ, L. H. Atividade policial em terras indígenas. Missioneira, 2025.
Disponível em: [Link]
MONTEIRO, R. R.; LEITE, J. R. M. Decolonialismo, lei de crimes ambientais e
garimpo ilegal nas terras indígenas. Diké Revista Jurídica, v. 22, p. 183–201, 2023.
Disponível em: [Link]
MONTEIRO, R. R. et al. Direito, terras indígenas e garimpo ilegal: considerações
sobre a aplicação da Lei de Crimes Ambientais. Tellus, v. 24, n. 53, 2025.
PDF disponível em: [Link]
________________________________________
6. Perspectiva decolonial, interculturalidade e direitos indígenas
MIGNOLO, W. Desobediência epistêmica: a opção descolonial. 2008.
PDF disponível em:
[Link]
[Link]
LIRA, L. M. Epistemologia decolonial e direitos dos povos indígenas no Brasil.
Revista Percurso, 2023.
PDF disponível em:
[Link]
________________________________________
7. Materiais institucionais sobre crimes ambientais e capacitação
UNODC. Fortalecimento de capacidades para investigação de crimes ambientais.
Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, 2025.
Disponível em: [Link]
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU, ESPECIALIZAÇÃO EM
ENFRENTAMENTO AOS CRIMES AMBIENTAIS E PROTEÇÃO DOS POVOS
INDÍGENAS
ANEXO I
Você está sendo convidado(a) a participar voluntariamente da pesquisa
intitulada “Consequências na Formação de Profissionais da Segurança
Pública no Curso de Especialização da UFGD em Crimes Ambientais e
Proteção aos Povos Indígenas”, conduzida por Anderson Bezerra Da Silva e
Otávio Brito De Albuquerque Cavalcanti Neto, Curso De Pós-Graduação Lato
Sensu, Especialização em Enfrentamento aos Crimes Ambientais e
Proteção dos Povos Indígenas.
A pesquisa tem como objetivo compreender como a formação influencia a prática
profissional de alunos e egressos. A participação consiste exclusivamente no
preenchimento de um formulário eletrônico, com tempo estimado de 5 a 10
minutos.
Sua participação é totalmente livre, sem qualquer obrigação ou prejuízo em caso
de desistência. Não serão coletadas informações que possam identificá-lo(a),
garantindo anonimato e confidencialidade. As respostas serão utilizadas apenas
para fins acadêmicos, analisadas de forma agrupada e tratadas em
conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018 –
LGPD).
Ao assinar este Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, você declara ter
compreendido as informações apresentadas e concorda voluntariamente em
participar da pesquisa. Em caso de dúvidas, poderá contatar o pesquisador pelo
e-mail informado.
Data,
______________________________________________
Assinatura
ANEXO II
Questionário de Avaliação
Curso: Especialização em Crimes Ambientais e Proteção aos Povos Indígenas
– UFGD
Destinatário: Profissionais da Segurança Pública (egressos e participantes)
Objetivo: Avaliar os impactos da formação na qualificação profissional, atitudes
éticas e práticas institucionais relacionadas à proteção ambiental e aos direitos
dos povos indígenas.
Tempo médio de resposta: 10–15 minutos.
Seção 1 – Dados gerais do participante
1. Cargo ou função atual:
( ) Polícia Civil ( ) Polícia Militar ( ) Perícia Oficial ( ) Bombeiro Militar
( ) Guarda Municipal ( ) Outro: ___________
2. Tempo de atuação na área de segurança pública:
( ) Menos de 5 anos ( ) 5–10 anos ( ) 10–20 anos ( ) Mais de 20
anos
3. Participou do curso da UFGD como:
( ) Aluno em andamento ( ) Egresso ( ) Outra condição: ___________
4. Ano de ingresso/conclusão do curso: ________
5. Local de atuação principal (município/estado):
_______________________________
Seção 2 – Conhecimentos técnicos e jurídicos
(marcar de 1 a 5: 1 = nada; 5 = totalmente)
Antes do curso
Depois do Curso
Item Descrição Antes Depois
Conhecimento da Lei nº 9.605/1998 (Crimes ☐1 ☐2 ☐3 ☐1 ☐2 ☐3
1
Ambientais) ☐4 ☐5 ☐4 ☐5
Conhecimento sobre competências da Funai ☐1 ☐2 ☐3 ☐1 ☐2 ☐3
2
e da Polícia Federal ☐4 ☐5 ☐4 ☐5
Item Descrição Antes Depois
Domínio de procedimentos de perícia ☐1 ☐2 ☐3 ☐1 ☐2 ☐3
3
ambiental e cadeia de custódia ☐4 ☐5 ☐4 ☐5
Uso de geotecnologias (GPS, SIG, imagens ☐1 ☐2 ☐3 ☐1 ☐2 ☐3
4
de satélite) em investigações ☐4 ☐5 ☐4 ☐5
Capacidade de identificar tipificações penais ☐1 ☐2 ☐3 ☐1 ☐2 ☐3
5
ambientais em campo ☐4 ☐5 ☐4 ☐5
Compreensão sobre direitos constitucionais ☐1 ☐2 ☐3 ☐1 ☐2 ☐3
6
dos povos indígenas ☐4 ☐5 ☐4 ☐5
Conhecimento sobre protocolos de consulta ☐1 ☐2 ☐3 ☐1 ☐2 ☐3
7
e atuação em terras indígenas ☐4 ☐5 ☐4 ☐5
Capacidade de redigir relatórios e laudos ☐1 ☐2 ☐3 ☐1 ☐2 ☐3
8
ambientais adequados ☐4 ☐5 ☐4 ☐5
Seção 3 – Atitudes e percepções ético-sociais
(Escala Likert: 1 = discordo totalmente; 5 = concordo totalmente)
Item Declaração Antes Depois
☐1 ☐2
A proteção ambiental é parte essencial da ☐1 ☐2 ☐3
1 ☐3 ☐4
segurança pública. ☐4 ☐5
☐5
☐1 ☐2
Os povos indígenas devem ser considerados ☐1 ☐2 ☐3
2 ☐3 ☐4
parceiros estratégicos na proteção ambiental. ☐4 ☐5
☐5
☐1 ☐2
Atuar em áreas indígenas requer respeito ☐1 ☐2 ☐3
3 ☐3 ☐4
intercultural e protocolos específicos. ☐4 ☐5
☐5
☐1 ☐2
O curso reforçou meu comprometimento ético ☐1 ☐2 ☐3
4 ☐3 ☐4
com os direitos humanos. ☐4 ☐5
☐5
Item Declaração Antes Depois
☐1 ☐2
O curso mudou positivamente a forma como ☐1 ☐2 ☐3
5 ☐3 ☐4
percebo os povos indígenas. ☐4 ☐5
☐5
Entendo que o combate aos crimes ambientais ☐1 ☐2
☐1 ☐2 ☐3
6 exige trabalho conjunto com órgãos civis e ☐3 ☐4
☐4 ☐5
ambientais. ☐5
☐1 ☐2
Após o curso, sinto-me mais preparado para agir ☐1 ☐2 ☐3
7 ☐3 ☐4
de forma preventiva em crimes ambientais. ☐4 ☐5
☐5
Seção 4 – Práticas profissionais e mudanças percebidas
1. Desde sua participação no curso, você:
o ( ) Participou de operações relacionadas a crimes ambientais
o ( ) Atuou em investigações envolvendo terras indígenas
o ( ) Ministrou treinamentos internos sobre o tema
o ( ) Produziu relatórios técnicos ou laudos ambientais
o ( ) Não aplicou diretamente os conteúdos ainda
2. Avalie o impacto geral do curso em sua atuação profissional:
( ) Nenhum ( ) Baixo ( ) Moderado ( ) Alto ( ) Muito alto
3. Você percebeu mudanças nos procedimentos da sua instituição após
o curso?
( ) Sim, muitas ( ) Sim, algumas ( ) Poucas ( ) Nenhuma
4. Indique até três práticas concretas que você passou a adotar após o
curso:
5. Quais principais obstáculos você encontrou para aplicar os
conhecimentos aprendidos?
( ) Falta de apoio institucional
( ) Falta de equipamentos ou recursos
( ) Resistência de colegas ou superiores
( ) Falta de integração com órgãos ambientais/Funai
( ) Outro: _____________________________
6. Quais temas deveriam ser ampliados em futuras edições do curso?
o ( ) Legislação ambiental avançada
o ( ) Direitos indígenas e mediação intercultural
o ( ) Técnicas de perícia ambiental
o ( ) Uso de tecnologias (SIG, drones, imagens)
o ( ) Investigação financeira de crimes ambientais
o ( ) Outros: ________________________
Seção 5 – Avaliação qualitativa (respostas abertas)
1. Em sua opinião, qual foi o maior aprendizado proporcionado pelo
curso?
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
2. Como a formação da UFGD mudou sua forma de ver a relação entre
segurança pública, meio ambiente e povos indígenas?
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
3. Que sugestões você daria para melhorar a integração entre
universidade, órgãos policiais e comunidades indígenas?
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
4. Deseja deixar algum relato de experiência ou caso prático que
demonstre a aplicação dos conhecimentos?
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
Seção 6 – Consentimento e uso dos dados
Declaro estar ciente de que as informações prestadas serão utilizadas apenas
para fins acadêmicos e de pesquisa, de forma anônima e coletiva.
( ) Concordo ( ) Não concordo