DRGE
Fisiopatologia: Basicamente, o refluxo gastroesofágico se da pela incompetência na junção
gastroesofágica, gerada pela hipotonia do EEI, por aberturas transitórias desse esfíncter
durante mais tempo o que o normal ou pela lesão anatômica do hiato esofágico, fazendo com
que o fluido gástrico reflua ao esôfago. Esse processo leva a alterações teciduais que evoluem a
medida que a agressão é mantida levando ao surgimento e feridas de aspecto ulceroso na
mucosa.
Outros fatores ainda estão associados como obesidade, gravidez e hérnia de hiato, defesa
prejudicada da mucosa, esvaziamento gástrico prejudicado.
Classificação:
Esofagite erosiva: há erosão da mucosa esofágica percebida em EDA, mesmo sem
sintomatologia;
Doença do refluxo não erosivo: não há erosão, mas há sintomas de DRGE.
Quadro clínico:
Azia 2 ou + vezes por semana
Refluxo de material gástrico para boca ou hipofaringe (+dor retroesternal = mau
prognóstico)
Outros sintomas:
Disfagia – DRGE de longa duração;
Dor torácica em aperto ou queimação – Pirose – diferencial com angina; alívio com
antiácido ou solo – se associada a refluxo indica mau prognóstico
Hipersalivação -tentativa de limpar o esôfago;
Náusea inexplicáveis devem ser investigadas;
Sensação de nó na garganta;
Quando fazer a EDA?
A EDA deve ser feita para averiguar pct que não respondem ao tratamento com IBP’s ou
paciente que apresentem fator de risco.
Quais os fatores de risco que indicam a realização de uma EDA por malignidade suspeita me
DRGE?
Idade> 60 anos;
Anemia ferropriva sem explicação;
Sangramento gastrointestinal -melena, hematêmese e hematoquezia, sangue oculto
nas fezes;
Anorexia ou perda e peso inexplicável;
histórico de câncer na família;
Disfagia;
Odinofagia;
Vômitos persistentes;
Quais os fatores de risco para esôfago de Barret que indicam a realização de EDA?
Idade> 50 anos;
Homem;
Caucasianos;
Obesidade;
Refluxo noturno;
Tabagista ativo ou não;
Parente de primeiro grau com adenocarcinoma ou Barret;
Defina os Graus da Classificação e Los Angeles?
A classificação de Los Angeles é utilizada para avaliar o grau e lesão da esofagite
Grau A: 1 ou+ rupturas da mucosa com <5mm cada;
Grau B: pelo menos uma ruptura da mucosa com > 5mm, mas não contínua;
Grau C: pelo menos uma ruptura contínua, mas não circunferencial;
Grau D: Ruptura da mucosa com pelo menos ¾ da área lumial circunflexa envolvida.
Tratamento varia de acordo com sintomas:
Sintomas leves (<1x por semana) sem sinais e esofagite erosiva: Mudança da hábitos
(levantar a cabeceira, espaçar as refeições, perda de peso, praticar exercícios físicos,
cortar bebidas ácidas) + iniciar antiácido sob demanda. Os agentes de superfície e os
alginatos são recomendados para as grávidas. Pode-se associar os antagonistas H2 (até
duas vezes ao dia), mas esses têm seu início de ação após 2,5h, mas com duração de 4
a 10h.
Sintomas graves: Esofagite erosiva ou sintomas frequentes (2 ou + vezes por semana).
IBP’s devem ser usados 30 a 60 min antes da primeira refeição por 8 a 12 semanas com
retirada gradual após esse perido.
A evolução do tratamento vai de acordo com a persistência dos sintomas:
Pct com sintomas leves e intermitentes se inicia com antiácidos e se escalona até a doze plena
de inb H2. Caso os sintomas persistam migra-se para IBP em dose baixa 1x/dia até dose plena.