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Entendendo a DRGE: Sintomas e Tratamentos

O documento aborda a fisiopatologia da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), destacando a incompetência na junção gastroesofágica e fatores associados como obesidade e gravidez. Classifica a DRGE em esofagite erosiva e não erosiva, descreve sintomas clínicos e indicações para a realização de endoscopia digestiva alta (EDA) em casos de risco. O tratamento varia conforme a gravidade dos sintomas, com recomendações para mudanças de hábitos e uso de medicamentos como antiácidos e inibidores da bomba de prótons (IBP).

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Entendendo a DRGE: Sintomas e Tratamentos

O documento aborda a fisiopatologia da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), destacando a incompetência na junção gastroesofágica e fatores associados como obesidade e gravidez. Classifica a DRGE em esofagite erosiva e não erosiva, descreve sintomas clínicos e indicações para a realização de endoscopia digestiva alta (EDA) em casos de risco. O tratamento varia conforme a gravidade dos sintomas, com recomendações para mudanças de hábitos e uso de medicamentos como antiácidos e inibidores da bomba de prótons (IBP).

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DRGE

Fisiopatologia: Basicamente, o refluxo gastroesofágico se da pela incompetência na junção


gastroesofágica, gerada pela hipotonia do EEI, por aberturas transitórias desse esfíncter
durante mais tempo o que o normal ou pela lesão anatômica do hiato esofágico, fazendo com
que o fluido gástrico reflua ao esôfago. Esse processo leva a alterações teciduais que evoluem a
medida que a agressão é mantida levando ao surgimento e feridas de aspecto ulceroso na
mucosa.

Outros fatores ainda estão associados como obesidade, gravidez e hérnia de hiato, defesa
prejudicada da mucosa, esvaziamento gástrico prejudicado.

Classificação:

Esofagite erosiva: há erosão da mucosa esofágica percebida em EDA, mesmo sem


sintomatologia;

Doença do refluxo não erosivo: não há erosão, mas há sintomas de DRGE.

Quadro clínico:

 Azia 2 ou + vezes por semana


 Refluxo de material gástrico para boca ou hipofaringe (+dor retroesternal = mau
prognóstico)

Outros sintomas:

 Disfagia – DRGE de longa duração;


 Dor torácica em aperto ou queimação – Pirose – diferencial com angina; alívio com
antiácido ou solo – se associada a refluxo indica mau prognóstico
 Hipersalivação -tentativa de limpar o esôfago;
 Náusea inexplicáveis devem ser investigadas;
 Sensação de nó na garganta;

Quando fazer a EDA?

A EDA deve ser feita para averiguar pct que não respondem ao tratamento com IBP’s ou
paciente que apresentem fator de risco.

Quais os fatores de risco que indicam a realização de uma EDA por malignidade suspeita me
DRGE?

 Idade> 60 anos;
 Anemia ferropriva sem explicação;
 Sangramento gastrointestinal -melena, hematêmese e hematoquezia, sangue oculto
nas fezes;
 Anorexia ou perda e peso inexplicável;
 histórico de câncer na família;
 Disfagia;
 Odinofagia;
 Vômitos persistentes;

Quais os fatores de risco para esôfago de Barret que indicam a realização de EDA?

 Idade> 50 anos;
 Homem;
 Caucasianos;
 Obesidade;
 Refluxo noturno;
 Tabagista ativo ou não;
 Parente de primeiro grau com adenocarcinoma ou Barret;

Defina os Graus da Classificação e Los Angeles?

A classificação de Los Angeles é utilizada para avaliar o grau e lesão da esofagite

 Grau A: 1 ou+ rupturas da mucosa com <5mm cada;


 Grau B: pelo menos uma ruptura da mucosa com > 5mm, mas não contínua;
 Grau C: pelo menos uma ruptura contínua, mas não circunferencial;
 Grau D: Ruptura da mucosa com pelo menos ¾ da área lumial circunflexa envolvida.

Tratamento varia de acordo com sintomas:

 Sintomas leves (<1x por semana) sem sinais e esofagite erosiva: Mudança da hábitos
(levantar a cabeceira, espaçar as refeições, perda de peso, praticar exercícios físicos,
cortar bebidas ácidas) + iniciar antiácido sob demanda. Os agentes de superfície e os
alginatos são recomendados para as grávidas. Pode-se associar os antagonistas H2 (até
duas vezes ao dia), mas esses têm seu início de ação após 2,5h, mas com duração de 4
a 10h.
 Sintomas graves: Esofagite erosiva ou sintomas frequentes (2 ou + vezes por semana).
IBP’s devem ser usados 30 a 60 min antes da primeira refeição por 8 a 12 semanas com
retirada gradual após esse perido.

A evolução do tratamento vai de acordo com a persistência dos sintomas:

Pct com sintomas leves e intermitentes se inicia com antiácidos e se escalona até a doze plena
de inb H2. Caso os sintomas persistam migra-se para IBP em dose baixa 1x/dia até dose plena.

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