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Introdução à Lógica de Proposições

A aula aborda a lógica de proposições, começando com a definição de proposições lógicas e suas características essenciais, como serem orações declarativas que admitem valores lógicos de verdadeiro ou falso. O professor enfatiza a importância de entender os conectivos e as distinções entre proposições, sentenças e expressões, além de apresentar exemplos práticos para ilustrar os conceitos. A aula também discute a lógica bivalente e as leis do pensamento, preparando os alunos para questões relacionadas a proposições em provas de concurso.

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Introdução à Lógica de Proposições

A aula aborda a lógica de proposições, começando com a definição de proposições lógicas e suas características essenciais, como serem orações declarativas que admitem valores lógicos de verdadeiro ou falso. O professor enfatiza a importância de entender os conectivos e as distinções entre proposições, sentenças e expressões, além de apresentar exemplos práticos para ilustrar os conceitos. A aula também discute a lógica bivalente e as leis do pensamento, preparando os alunos para questões relacionadas a proposições em provas de concurso.

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APRESENTAÇÃO DA AULA

Fala, pessoal!

A aula de hoje é a base da lógica de proposições, sem a qual não podemos avançar no conteúdo.

Primeiramente abordaremos aspectos introdutórios: introdução às proposições e proposições simples. Tais


assuntos não costumam ter uma incidência muito alta em provas de concurso público, porém eles
constituem os fundamentos da matéria.

Em seguida, trataremos sobre as proposições compostas. Nesse tema, apresentaremos diversos exemplos
que contextualizam os valores lógicos resultantes do uso dos conectivos. Por experiência como professor,
gravar exemplos não é o melhor caminho. É muito mais importante que você DECORE os casos típicos de
cada um dos cinco conectivos.

Vamos exibir, no início de cada tópico, um pequeno resumo para que você tenha uma visão geral do
conteúdo antes mesmo de iniciar o assunto.

Vamos avançando com calma e constância. A aula apresenta uma teoria um pouco extensa, porém
necessária para criarmos os alicerces da lógica de proposições.

Conte comigo nessa caminhada =)

Prof. Eduardo Mocellin.

@[Link]
INTRODUÇÃO ÀS PROPOSIÇÕES

Introdução às proposições
Proposição lógica

Proposição lógica: é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um, dos dois
possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso.

[Link]ção: sentido completo, presença de verbo.

[Link]ça declarativa (afirmativa ou negativa): não são proposições as sentenças exclamativas,


interrogativas, imperativas e optativas.
• "Que noite agradável!" - Sentença exclamativa
• "Qual é a sua idade?" - Sentença interrogativa
• "Chute a bola." - Sentença imperativa (indica ordem, sugestão, pedido ou conselho)
• "Que Deus o conserve." - Sentença optativa (exprime um desejo)

[Link] um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos: não são proposições as sentenças abertas,
nem os paradoxos, nem as frases com alta carga de subjetividade.
• " x + 9 = 10" - Sentença aberta
• "Ele correu 100 metros em 9,58 segundos no ano de 2009." - Sentença aberta
• "Esta frase é uma mentira." - Paradoxo
• "Maria é formosíssima." - Alta carga de subjetividade

Quantificadores: "todo", "para todo", "para qualquer", "qualquer que seja", "nenhum", "existe",
"algum", "pelo menos um", "existe um único" e suas variantes transformam sentenças abertas em
proposições.
Distinção entre proposição, sentença e expressão

Sentença: é a exteriorização de um pensamento com sentido completo.


Expressões: não exprimem um pensamento com sentido completo. Diferentemente das sentenças, as
expressões não apresentam verbo.

As bancas costumam utilizar a palavra expressão como sinônimo de sentença.


A lógica bivalente e as leis do pensamento
Lógica Bivalente = Lógica Proposicional, Lógica Clássica, Lógica Aristotélica. Obedece a três princípios,
conhecidos por Leis do Pensamento:
1. Identidade: Uma proposição verdadeira é sempre verdadeira, e uma proposição falsa é sempre falsa.
2. Não Contradição: Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
3. Terceiro Excluído: Uma proposição ou é verdadeira ou é falsa. Não existe um terceiro valor "talvez".
Proposição lógica

Uma proposição lógica é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um, dos dois
possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso. Exemplo:

"Porto Alegre é a capital do Rio Grande do Sul."

Perceba que a frase acima é uma oração em que se declara algo sobre a cidade de Porto Alegre. Além disso,
essa frase admite um valor lógico. Não bastasse isso, essa oração admite somente um valor lógico: ou é
verdadeiro que Porto Alegre é realmente a capital do Rio Grande do Sul, ou é falso que essa cidade é a
capital desse estado. Vejamos outros exemplos de proposição:

"A raiz quadrada de 16 é 8."

"Usain Bolt correu 100 metros em 9,58 segundos no ano de 2009."

Cumpre destacar que podemos ter proposições que são expressões matemáticas. Exemplos:

"5 + 5 = 9."
(Lê-se: "Cinco mais cinco é igual a nove.")

"12 > 5."


(Lê-se: "Doze é maior do que cinco.")

É muito importante que você entenda o conceito de proposição lógica apresentado, pois é possível resolver
diversas questões introdutórias somente conhecendo essa definição.

(PETROBRAS/2022) Julgue o item seguinte como CERTO ou ERRADO.


A seguinte afirmação é uma proposição: A quantidade de formigas no planeta Terra é maior que a
quantidade de grãos de areia.
Comentários:
Uma proposição lógica é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um, dos dois
possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso.
Note que a afirmação do enunciado se enquadra nessa definição:
• Temos uma oração, que pode ser identificada com a presença do verbo "ser";
• A oração em questão é declarativa. No caso em questão, declara-se algo sobre a quantidade de formigas
no planeta Terra;
• Pode-se atribuir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos à oração declarativa em questão: ou
é verdadeiro que "a quantidade de formigas no planeta Terra é maior que a quantidade de grãos de areia",
ou é falso que "a quantidade de formigas no planeta Terra é maior que a quantidade de grãos de areia".
Gabarito: CERTO.

Nesse momento, vamos nos aprofundar no conceito de proposição.


Uma proposição deve ser uma oração

Uma proposição lógica deve ser uma oração. Isso significa que ela necessariamente deve apresentar um
sentido completo, identificado pela presença de um verbo. As seguintes expressões não são proposições
por não apresentarem verbo:

"Um excelente curso de raciocínio lógico."

"Vinte e duas horas."

"Teclado."

(CRF-GO/2022) Julgue o item.


A frase “Dois mil mais vinte mais dois” não é uma proposição.
Comentários:
A frase “Dois mil mais vinte mais dois” não é uma proposição por não apresentar sentido completo. Em
outras palavras, a frase em questão não é uma proposição por não ser uma oração, uma vez que não há
verbo.
Gabarito: CERTO.

Uma proposição deve ser declarativa

Uma proposição lógica é uma sentença declarativa, podendo ser uma sentença declarativa afirmativa ou
uma sentença declarativa negativa. São proposições:

• "Taubaté é a capital de São Paulo." - Sentença declarativa afirmativa


• "João não é nordestino." - Sentença declarativa negativa

As seguintes sentenças não são proposições por não serem declarativas:

• "Que noite agradável!" - Sentença exclamativa


• "Qual é a sua idade?" - Sentença interrogativa
• "Chute a bola." - Sentença imperativa (indica ordem, sugestão, pedido ou conselho)
• "Que Deus o conserve." - Sentença optativa (exprime um desejo)

Não basta que a sentença apresente um verbo para que ela seja considerada uma
proposição. Veja que a sentença imperativa "Chute a bola" apresenta verbo (chutar) e,
mesmo assim, não é uma proposição por não ser declarativa.
(CRO-SC/2023) Com relação a equações e inequações e estruturas lógicas, julgue o item.
“Pelé é o maior jogador de futebol de todos os tempos!” é uma proposição.
Comentários:
A frase acima é uma sentença exclamativa (apresenta ponto de exclamação). Não se trata, portanto, de uma
proposição.
Gabarito: ERRADO.

(CREF 3/2023) A frase “Eu quebrei o vaso!” é uma proposição exclamativa.


Comentários:
Veja que a questão tenta enganar o concurseiro dizendo que a frase é uma "proposição exclamativa". Esse
conceito de "proposição exclamativa" não existe, pois uma proposição não pode ser exclamativa.
Em síntese, a frase acima é uma sentença exclamativa (apresenta ponto de exclamação). Não se trata,
portanto, de uma proposição.
Gabarito: ERRADO.

(PETROBRAS/2022) Acerca de lógica matemática, julgue o item a seguir.


A frase “Saia daqui!” é uma proposição simples.
Comentários:
A frase acima é uma sentença imperativa (indica uma ordem, sugestão, pedido ou conselho), bem como é
uma sentença exclamativa (apresenta ponto de exclamação). Não se trata, portanto, de uma proposição.
Gabarito: ERRADO.

(BNB/2018) A sentença “É justo que toda a população do país seja penalizada pelos erros de seus
dirigentes?” é uma proposição lógica composta.
Comentários:
Veremos ainda nessa aula o conceito de proposição composta.
Note, porém, que podemos resolver a questão mesmo sem conhecer esse conceito. Isso porque a sentença
apresentada não é uma proposição lógica, pois trata-se de uma sentença interrogativa.
Gabarito: ERRADO.

Uma proposição deve admitir um, e apenas um, dos dois possíveis valores
lógicos

Antes de desenvolver essa última característica das proposições, devemos entender o que é um valor lógico.

Valor lógico é o resultado do juízo que se faz sobre uma proposição. Na lógica que é tratada nesse curso, a
Lógica Formal, o valor lógico pode ser ou verdadeiro ou falso, mas não ambos.
Observe a seguinte proposição:

"Porto Alegre é a capital do Rio Grande do Sul."

Sabemos que ela ou é verdadeira ou é falsa, não sendo possível Porto Alegre ser e não ser, ao mesmo tempo,
a capital do Rio Grande do Sul.

Nesse momento, é importante que você entenda o seguinte: para verificar se determinada frase é uma
proposição, não precisamos saber, no mundo dos fatos, se a frase é verdadeira ou se é falsa

Se você é bom em Geografia, provavelmente você sabe que, quando contrastada com o mundo em que
vivemos, a proposição "Porto Alegre é a capital do Rio Grande do Sul" é verdadeira.

Apesar disso, para identificarmos se a frase em questão é uma proposição, você não precisa ser bom em
Geografia. Não se faz necessário saber se essa frase é de fato verdadeira ou não, pois nos interessa saber
somente se a frase tem a capacidade de admitir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos
(verdadeiro ou falso).

Para verificar se determinada frase é uma proposição, não precisamos saber, no mundo
dos fatos, se a frase é verdadeira ou se é falsa. No caso em que acabamos de mostrar, não
precisamos saber se Porto Alegre é ou não de fato a capital do Rio Grande no Sul.

Para que a frase seja considerada uma proposição, um dos requisitos é que ela tenha a
capacidade de admitir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos (verdadeiro
ou falso).

Observe outro exemplo de proposição lógica:

"Taubaté é a capital do Ceará."

Professor! Isso é mesmo uma proposição? A capital do Ceará é Fortaleza!

Calma, caro aluno. Realmente, quando a frase é contrastada com o mundo dos fatos, identificamos que a
capital do Ceará é Fortaleza. Apesar disso, esse conhecimento é totalmente dispensável para que
reconheçamos o fato de que aquela frase é uma proposição lógica. Isso porque a frase se encaixa
perfeitamente na definição de proposição:

• Temos uma oração, que pode ser identificada com a presença do verbo "ser";
• A oração em questão é declarativa. No caso em questão, declara-se algo sobre Taubaté;
• Pode-se atribuir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos à oração declarativa em
questão: ou é verdadeiro que "Taubaté é a capital do Ceará", ou é falso que "Taubaté é a capital do
Ceará".

Para que não reste dúvidas, veja a seguinte frase:

"Na Via Láctea existem mais de 1 trilhão de estrelas."

E aí, astrônomo? Sabe dizer se essa frase é verdadeira ou se é falsa? Mesmo que não saibamos se a frase é
verdadeira ou falsa, não resta dúvida de que a frase é uma proposição, pois:

• Temos uma oração, que pode ser identificada com a presença do verbo "existir";
• A oração em questão é declarativa. No caso em questão, declara-se algo sobre a Via Láctea;
• Pode-se atribuir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos à oração declarativa em
questão: ou é verdadeiro que "na Via Láctea existem mais de 1 trilhão de estrelas ", ou é falso que
"na Via Láctea existem mais de 1 trilhão de estrelas".

Existem algumas questões, relacionadas a conteúdos que ainda serão estudados, em que
se faz necessário contrastar a proposição com a realidade dos fatos para que possamos
determinar se ela é verdadeira ou se ela é falsa. Em regra, essas questões apresentam
proposições que envolvem conceitos matemáticos. Por exemplo:

"5 + 2 = 8"
(Lê-se: "Cinco mais dois é igual a oito.")

"5 > 2"


(Lê-se: "Cinco é maior do que dois.")

Nesses casos, as questões costumam requerer que você saiba que a primeira proposição é
falsa e que a segunda proposição é verdadeira.

Agora que sabemos o que é um valor lógico e como esse conceito é usado para definirmos o que é uma
proposição, veremos algumas situações de frases que não são proposições.

Sentenças abertas não são proposições

Sentenças abertas são aquelas sentenças em que não se pode determinar a que ela se refere. Como
consequência disso, não se pode dizer que elas admitem um único valor lógico V ou F.
Em resumo, sentenças abertas não são proposições porque o valor lógico que poderia ser atribuído à
sentença depende da determinação de uma variável. Exemplo:

"𝑥 + 9 = 10"

Professor! Nessa sentença eu sei que 𝑥 é igual a 1!

Calma, caro aluno. Você não sabe o valor de 𝒙.

O que você acabou de fazer é resolver a equação matematicamente para que ela seja verdadeira. Em outras
palavras, você acaba de "forçar" para que a equação seja verdadeira e, como consequência disso, você
concluiu que 𝑥 deve ser igual a 1.

Note, porém, que queremos verificar se a sentença em si é verdadeira ou falsa, sem que ela seja resolvida.
Nesse caso, não conseguimos determinar o valor lógico de "𝑥 + 9 = 10", pois não sabemos de antemão o
valor de 𝒙.

Para classificar a equação do exemplo como verdadeira ou falsa, precisaríamos determinar a variável 𝑥. Veja
que, para 𝒙 igual a 𝟑, por exemplo, a sentença seria falsa, pois 3 + 9 não é igual a 10. Por outro lado, para
𝒙 igual a 𝟏, a sentença seria verdadeira, pois 1 + 9 é igual a 10.

Vejamos como isso pode aparecer em prova.

(CRO-SC/2023) Com relação a equações e inequações e estruturas lógicas, julgue o item.


A inequação 61𝑥 2 − 61𝑥 > 0 é uma proposição.
Comentários:
A inequação em questão não é uma proposição, pois trata-se de uma sentença aberta. O valor lógico que
poderia ser atribuído à sentença depende da determinação da variável.
Gabarito: ERRADO.

A questão a seguir apresenta uma aplicação muito interessante do que aprendemos até agora.

(ISS GRU/2019) Dentre as sentenças a seguir, aquela que é uma sentença aberta é
a) 3 ⋅ 𝑥 + 4– 𝑥– 3– 2 ⋅ 𝑥 = 0
b) 7 + 3 = 11
c) 0 ⋅ 𝑥 = 5
d) 13 ⋅ 𝑥 = 7
e) 43 – 1 = 42
Comentários:
Sentenças abertas são aquelas em que o valor lógico que poderia ser atribuído à sentença depende da
determinação de uma variável. Vamos analisar cada uma das alternativas.
Alternativa A
Observe o desenvolvimento da sentença original:
3𝑥 + 4 − 𝑥 − 3 − 2𝑥 = 0
(3𝑥 − 𝑥 − 2𝑥) + 4 − 3 = 0
0𝑥 + 1 = 0
1=0
Veja que o valor lógico sentença "3 ⋅ 𝑥 + 4– 𝑥– 3– 2 ⋅ 𝑥 = 0" independe de uma variável, pois a sentença
corresponde a "1 = 0" (lê-se: zero é igual a um). Portanto, a sentença em questão é uma proposição. Além
disso, caso queiramos contrastar a proposição com a realidade dos fatos, sabemos que essa proposição é
falsa.
Alternativa B
"7 + 3 = 11" é uma proposição falsa. Seu valor lógico não depende da determinação de uma variável.
Alternativa C
Vamos desenvolver a equação.
0⋅𝑥 =5
0=5
Veja que o valor lógico sentença original independe de uma variável, pois corresponde a "0 = 5", que é uma
proposição falsa.
Alternativa D
7
"13 ⋅ 𝑥 = 7" corresponde a uma sentença aberta. Caso atribuíssemos a 𝑥 o valor 13, a sentença seria
verdadeira e, caso atribuíssemos qualquer outro valor, ela seria falsa. Logo, o gabarito é a alternativa D.
Alternativa E
" 43 − 1 = 42" é uma proposição verdadeira. Seu valor lógico não depende da determinação de uma
variável.
Gabarito: Letra D.

É importante que você entenda que sentenças abertas não precisam ser expressões matemáticas. Exemplo:

"Ele correu 100 metros em 9,58 segundos no ano de 2009."

Perceba que, na frase em questão, o pronome "ele" funciona como uma variável. Para que atribuíssemos
o valor verdadeiro ou falso para a sentença, precisaríamos determinar essa variável. No exemplo, se "ele"
fosse o ex-velocista Usain Bolt, a sentença seria verdadeira. De modo diverso, se o pronome se referisse ao
professor Eduardo Mocellin, a sentença seria falsa.

(Pref. Irauçuba/2022) Considere as seguintes sentenças:


I. Ela foi a melhor aluna da turma em 2022.
II. Mario foi o diretor do Colégio Liceu em 2020.
𝑥+𝑦
III. é um número par.
2

É verdade que:
a) Todas as sentenças são abertas.
b) Apenas a sentença III é aberta.
c) Apenas as sentenças I e III são abertas.
d) Apenas a sentença I é aberta.
Comentários:
Vamos verificar as três sentenças individualmente.
I- Ela foi a melhor aluna da turma em 2022.
Note que o pronome "ela" funciona como uma variável. Para que atribuíssemos o valor verdadeiro ou falso
para a sentença, precisaríamos determinar essa variável. Logo, trata-se de uma sentença aberta.
II- Mario foi o diretor do Colégio Liceu em 2020.
Sabemos que uma proposição lógica é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um,
dos dois possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso. Trata-se do caso dessa sentença e, portanto, essa
sentença é uma proposição.
𝒙+𝒚
III- é um número par.
𝟐

Note que 𝒙 e 𝒚 são variáveis. Para que atribuíssemos o valor verdadeiro ou falso para a sentença,
precisaríamos determinar essas variáveis. Logo, trata-se de uma sentença aberta.
Portanto, é correto afirmar que apenas as sentenças I e III são abertas.
Gabarito: Letra C.

(INSS/2022) P: “Se me mandou mensagem, meu filho lembrou-se de mim e quer ser lembrado por mim”.
Considerando a proposição P apresentada, julgue o item seguinte.
Na proposição P, permitindo-se variar, em certo conjunto de pessoas, o sujeito e o objeto de cada verbo de
suas proposições simples constituintes, tem-se uma sentença aberta, que também pode ser expressa por
quem mandou mensagem, lembrou-se e quer ser lembrado.
Comentários:
Questão de alto nível, pessoal!
Note que P é uma proposição. Veremos futuramente que esse tipo de proposição pode ser classificado como
proposição composta, pois essa proposição é formada por mais de uma proposição simples.
Em resumo, a questão pretende tornar indeterminadas as pessoas presentes na proposição P, e a questão
sintetiza essa indeterminação na frase "quem mandou mensagem, lembrou-se e quer ser lembrado".
Considerando essa frase, percebe-se que temos uma sentença em que não se pode determinar a quem ela
se refere. Temos, portanto, uma sentença aberta.
Gabarito: CERTO.
Existem situações em que as bancas são bastante sutis quando querem indicar que uma
frase é uma sentença aberta. Veja o exercício a seguir.

(TJ CE/2008) A frase "No ano de 2007, o índice de criminalidade da cidade caiu pela metade em relação ao
ano de 2006" é uma sentença aberta.
Comentários:
Perceba que não sabemos a qual cidade a frase do enunciado se refere. Se atribuíssemos à "variável cidade"
uma cidade específica, por exemplo, Porto Alegre, poderíamos averiguar se o índice realmente caiu pela
metade ou não. Nesse caso, seria possível afirmar se a sentença é verdadeira ou se ela é falsa. Trata-se,
portanto, de uma sentença aberta.
Gabarito: CERTO.

Nesse ponto da matéria, preciso que você crie um certo "jogo de cintura". É comum que
as bancas não sejam extremamente rigorosas nesses casos em que se utiliza pronomes
para indicar sentenças abertas. Na questão a seguir, perceba que a frase "Você estudou
diariamente para essa prova" foi tratada como uma proposição simples, apesar de ser
possível alegar que se desconhece a quem o pronome "você" se refere.

(GOINFRA/2022) Proposição é toda oração declarativa que pode ser classificada como verdadeira ou falsa,
ou seja, é todo encadeamento de termos, palavras ou símbolos que expressam um pensamento de sentido
completo. Assim, qual das alternativas a seguir representa uma proposição?
a) Como está se saindo neste concurso?
b) Fique tranquilo, mas não esqueça de responder nenhuma pergunta.
c) A prova do concurso.
d) Você estudou diariamente para essa prova.
e) Não fique nervoso!
Comentários:
Vamos comentar cada alternativa.
a) Como está se saindo neste concurso? ERRADO.
Trata-se de uma sentença interrogativa. Logo, a frase em questão não é uma proposição.
b) Fique tranquilo, mas não esqueça de responder nenhuma pergunta. ERRADO.
Trata-se de uma sentença imperativa, pois "fique tranquilo" indica uma ordem ou um pedido. Logo, a frase
em questão não é uma proposição.
c) A prova do concurso. ERRADO.
A frase “A prova do concurso” não é uma proposição por não apresentar sentido completo. Em outras
palavras, a frase em questão não é uma proposição por não ser uma oração, uma vez que não há verbo.
d) Você estudou diariamente para essa prova. CERTO.
Nessa questão, devemos considerar que a frase "Você estudou diariamente para essa prova" é uma
proposição simples, apesar de ser possível alegar que se desconhece a quem o pronome "você" se refere.
Relevando-se esse possível questionamento, observe que a frase em questão é uma proposição lógica, pois
é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos:
verdadeiro ou falso.
e) Não fique nervoso! ERRADO.
A frase acima é uma sentença imperativa (indica ordem, sugestão, pedido ou conselho), bem como é uma
sentença exclamativa (apresenta ponto de exclamação). Não se trata, portanto, de uma proposição.
Gabarito: Letra D.

Quantificadores transformam uma sentença aberta em uma proposição

Pode-se transformar uma sentença aberta em uma proposição por meio do uso de elementos denominados
quantificadores.

Estudaremos quantificadores em momento oportuno. Nesse momento, só precisamos saber que elementos
como "todo", "para todo", "para qualquer", "qualquer que seja", "nenhum", "existe", "algum", "pelo
menos um", "existe um único" e suas variantes transformam sentenças abertas em proposições.

Considere novamente a seguinte sentença aberta:

"Ele correu 100 metros em 9,58 segundos no ano de 2009."

Caso a variável "ele" fosse substituída pelo quantificador "alguém" (variante de "algum"), teríamos:

"Alguém correu 100 metros em 9,58 segundos em 2009."

Observe que a frase acima tem a capacidade de admitir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos.
Em outras palavras, a frase acima é passível de valoração V ou F. Note que ou é verdadeiro que "alguém
correu 100 metros em 9,58 segundos em 2009", ou então é falso que "alguém correu 100 metros em 9,58
segundos em 2009".
Por curiosidade, caso queiramos contrastar a proposição com a realidade, podemos atribuir a ela o valor
lógico verdadeiro, pois, no mundo dos fatos, alguém realmente correu 100 metros em 9,58 segundos em
2009: o velocista Usain Bolt.

(Pref Irauçuba/2022) Das frases abaixo, assinale qual representa uma proposição:
a) Escreva uma redação dissertativa.
b) Existem tubarões em Pernambuco.
c) O jogo de ontem terminou empatado?
d) Que desenho lindo!
Comentários:
Vamos avaliar cada alternativa.
a) Escreva uma redação dissertativa.
A frase acima é uma sentença imperativa (indica uma ordem, sugestão, pedido ou conselho). Não se trata,
portanto, de uma proposição.
b) Existem tubarões em Pernambuco.
Observe que a sentença apresentada é uma proposição lógica:
• Temos uma oração, que pode ser identificada com a presença do verbo "existir";
• A oração em questão é declarativa. No caso em questão, declara-se algo sobre a existência de tubarões
em Pernambuco;
• Pode-se atribuir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos à oração declarativa em questão: ou
é verdadeiro que "existem tubarões em Pernambuco", ou é falso que "existem tubarões em Pernambuco".
Cumpre destacar que essa frase não se trata de uma sentença aberta. Trata-se de uma proposição com o
quantificador "existe".
c) O jogo de ontem terminou empatado?
A frase acima é uma sentença interrogativa. Não se trata, portanto, de uma proposição.
d) Que desenho lindo!
A frase acima é uma sentença exclamativa. Não se trata, portanto, de uma proposição.
Gabarito: Letra B.

(SEBRAE/2008) A proposição "Ninguém ensina ninguém" é um exemplo de sentença aberta.


Comentários:
Observe que o elemento "ninguém" é um quantificador, sendo uma variante do quantificador "nenhum". A
frase não é uma sentença aberta, pois não apresenta uma variável. Trata-se de uma proposição.
Gabarito: ERRADO.

É possível utilizar símbolos para transformar sentenças abertas em proposições:


a) ∀: "todo", “para todo"; "para qualquer"; "qualquer que seja".
b) ∃: "existe"; "algum"; "pelo menos um".
c) ∄: “nenhum"; "não existe".
d) ∃!: "existe um único".

O exemplo abaixo é uma proposição que deve ser lida como "existe um 𝒙 pertencente ao conjunto dos
números naturais tal que 𝒙 + 𝟗 = 𝟏𝟎". O valor lógico é verdadeiro, pois para 𝒙 = 𝟏 a igualdade se
confirma.

“∃ 𝑥 ∈ ℕ | 𝑥 + 9 = 10" - Verdadeiro

O próximo exemplo também é uma proposição e deve ser lida como "para todo 𝒙 pertencente ao conjunto
dos números naturais, 𝒙 + 𝟗 = 𝟏𝟎".

“∀ 𝑥 ∈ ℕ | 𝑥 + 9 = 10" - Falso

Paradoxos não são proposições

Frases paradoxais não podem ser proposições justamente porque não pode ser atribuído um único valor
lógico a esse tipo de frase. Exemplo:

"Esta frase é uma mentira."

Perceba que se a frase acima for julgada como verdadeira, então, seguindo o que a frase explica, é
verdadeiro que a frase é falsa. Nesse caso, chega-se ao absurdo de que a frase é verdadeira e falsa ao mesmo
tempo.

Por outro lado, se a frase acima for julgada como falsa, então, segundo o que a frase explica, é falso que a
frase é falsa e, consequentemente, a frase é verdadeira. Novamente, chega-se ao absurdo de que a frase é
verdadeira e falsa ao mesmo tempo.

(TRF1/2017) "A maior prova de honestidade que realmente posso dar neste momento é dizer que
continuarei sendo o cidadão desonesto que sempre fui."
A partir da frase apresentada, conclui-se que, não sendo possível provar que o que é enunciado é falso, então
o enunciador é, de fato, honesto.
Comentários:
Primeiramente, devemos pressupor nessa questão que uma pessoa honesta sempre diz a verdade, e uma
pessoa desonesta sempre mente. Seria melhor se a banca tivesse informado isso.
Perceba que sentença apresentada é um paradoxo. Se você considerar que a pessoa é honesta, ou seja, que
diz a verdade, então a frase que ela disse é verdadeira. Ocorre que, sendo a frase verdadeira, chega-se à
conclusão que a pessoa é desonesta, ou seja, que ela mentiu. Isso significa que a frase é falsa.
Chega-se então ao absurdo de que a frase é verdadeira e falsa ao mesmo tempo. Trata-se, portanto, de um
paradoxo. Não se pode dizer que o enunciador é honesto, ou seja, não se pode dizer que a sentença é
verdadeira, pois não se trata de uma proposição.
Gabarito: ERRADO.
Frases que exprimem opinião não são proposições

Em algumas questões de concurso público, podem ser apresentadas algumas frases que apresentam alta
carga de subjetividade, que mais se aproximam de uma mera opinião. Esse tipo de frase não admite um
único valor lógico (V ou F) e, portanto, não se trata de uma proposição. Por exemplo:

"Maria é formosíssima."

Em um primeiro momento, essa frase pode parecer que é uma proposição. Ocorre, porém, que ela carrega
uma alta carga de subjetividade. Como seria possível afirmar categoricamente que Maria é formosíssima?

Veja que não é possível atribuir um valor lógico V ou F para essa frase, pois ela emite uma opinião, que não
pode ser valorada de modo objetivo. Logo, não se trata de uma proposição. Vejamos outros exemplos de
frases que não são proposições por conta da sua alta carga de subjetividade:

"Josefa é mais bonita do que Maria."

"O amor é maior do que a dor."

(BRDE/2023) Entre as alternativas abaixo, qual NÃO pode ser considerada uma proposição lógica?
a) Ana é balconista.
b) Paulo tem 5 gatos.
c) Porto Alegre é no Rio Grande do Sul.
d) 1 > 9
e) João é incrível.
Comentários:
Sabemos que uma proposição lógica é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um,
dos dois possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso. As frases apresentadas nas alternativas de A até D se
encaixam nessa definição, inclusive a expressão matemática "1 > 9", que pode ser lida como "um é maior do
que nove".
Na letra E, temos a frase "João é incrível". Em um primeiro momento, a frase apresentada nessa alternativa
pode parecer que é uma proposição. Ocorre, porém, que essa frase carrega uma alta carga de subjetividade.
Como seria possível afirmar categoricamente que João é incrível?
Veja que não é possível atribuir um valor lógico V ou F para essa frase, pois ela emite uma opinião, que não
pode ser valorada de modo objetivo. Logo, não se trata de uma proposição.
Gabarito: Letra E.

(CAU TO/2023) A respeito de estruturas lógicas, julgue o item.


A frase “A Terra é um geoide?” é opinativa e, portanto, não pode ser considerada uma proposição.
Comentários:
Cuidado! De fato, a frase em questão não é uma proposição. Ocorre que ela não é uma proposição por ser
uma sentença interrogativa. Não se trata de uma frase opinativa.
Gabarito: ERRADO.

Novamente, preciso que você crie um "jogo de cintura" com as questões. É bem comum
que frases subjetivas sejam consideradas proposições. Na questão a seguir, perceba que
a frase "Ainda é cedo" foi tratada como uma proposição simples, apesar de ser possível
alegar que a característica "cedo" é subjetiva.

(CBM BA/2020) O conceito mais fundamental de lógica é a proposição. Dentre as afirmações abaixo, assinale
a alternativa correta que apresenta uma proposição.
a) Façam silêncio.
b) Que cansaço!
c) Onde está meu chaveiro?
d) Um belo exemplo de vida.
e) Ainda é cedo.
Comentários:
a) Façam silêncio. ERRADO.
A frase acima é uma sentença imperativa (indica uma ordem, sugestão, pedido ou conselho). Não se trata,
portanto, de uma proposição.
b) Que cansaço! ERRADO.
Trata-se de uma sentença exclamativa. Logo, a frase em questão não é uma proposição.
c) Onde está meu chaveiro? ERRADO.
Trata-se de uma sentença interrogativa. Logo, a frase em questão não é uma proposição.
d) Um belo exemplo de vida. ERRADO.
A frase “Um belo exemplo de vida” não é uma proposição por não apresentar sentido completo. Em outras
palavras, a frase em questão não é uma proposição por não ser uma oração, uma vez que não há verbo.
e) Ainda é cedo. CERTO.
Nessa questão, devemos considerar que a frase "Ainda é cedo" é uma proposição simples, apesar de ser
possível alegar que a característica "cedo" é subjetiva. Relevando-se esse possível questionamento, observe
que a frase em questão é uma proposição lógica, pois é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída
um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso.
Gabarito: Letra E.
Distinção entre proposição, sentença e expressão

Agora que já vimos a definição de proposição, vamos entender as definições de sentença e de expressão.

Sentença é a exteriorização de um pensamento com sentido completo. Conforme já estudamos, uma


sentença pode ser:

a) Declarativa afirmativa;
b) Declarativa negativa;
c) Exclamativa;
d) Interrogativa;
e) Imperativa (indica ordem, sugestão, pedido ou conselho);
f) Optativa (exprime um desejo);
g) Sentença aberta.

Note que as sentenças declarativas são proposições, e as demais sentenças não são.

Já as expressões são aquelas frases que não exprimem um pensamento com sentido completo.
Diferentemente das sentenças, as expressões não apresentam verbo. Exemplos:

"Um décimo de segundo."

"A casa de Pedro."

A figura a seguir mostra que:

• Dentro do conceito de sentença temos as proposições, as sentenças exclamativas, as sentenças


interrogativas, as sentenças imperativas, as sentenças optativas e as sentenças abertas;
• Dentro do conceito de proposições, que também são sentenças, temos as sentenças declarativas
afirmativas e as sentenças declarativas negativas; e
• Dentro do conceito de expressões temos frases que não apresentam sentido completo. Veja que não
existem expressões que sejam sentenças, bem como não existem expressões que sejam proposições.
Note que proposição é um caso particular de sentença e que, por exclusão, não há
proposições lógicas em expressões.

Na maioria dos casos as bancas costumam utilizar a palavra expressão como sinônimo de
sentença. É necessário avaliar o contexto do enunciado para estabelecer a necessidade de
distinção entre esses três conceitos. Ao longo do curso, expressão e sentença serão
tratadas como sinônimos de proposição.

(CM Cabo de Sto. Agostinho/2019) Em questões de raciocínio lógico, é comum termos expressões e frases
nas quais não conseguimos identificar um sujeito e nem um predicado. Por exemplo, “Quarenta e nove
décimos” é uma expressão. Nesse sentido, assinale a alternativa que NÃO apresenta uma expressão.
a) O dobro de um número.
b) Vinte e cinco metros e 30 centímetros.
c) A altura de Pedro é igual a 1,80m.
d) Uma dúzia e meia.
Comentários:
As frases das alternativas A, B e D não exprimem um pensamento com sentido completo, pois não
apresentam verbo. Logo, temos expressões nessas alternativas.
Por outro lado, na frase "A altura de Pedro é igual a 1,80m", temos um pensamento com sentido completo,
evidenciado pela existência do verbo "ser". Logo, nesse caso, não temos uma expressão. Trata-se, na
verdade, de uma proposição.
Gabarito: Letra C.
A lógica bivalente e as leis do pensamento

A lógica que vamos tratar ao longo do curso é a Lógica Proposicional, também conhecida por Lógica Clássica,
Lógica Aristotélica ou Lógica Bivalente. Essa última forma de se chamar a lógica objeto do nosso estudo
relaciona-se ao fato de que toda a proposição pode ser julgada com apenas um único valor lógico: verdadeiro
ou falso.

Essa lógica obedece a três princípios, conhecidos também por Leis do Pensamento:

a) Princípio da Identidade: Uma proposição verdadeira é sempre verdadeira, e uma proposição falsa é
sempre falsa.
b) Princípio da Não Contradição: Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
c) Princípio do Terceiro Excluído: Uma proposição ou é verdadeira ou é falsa. Não existe um terceiro
valor "talvez".

(Pref SJ Basílios/2023) Assinale a assertiva representada pelo princípio que afirma que uma proposição não
pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
a) Princípio do terceiro excluído.
b) Princípio da identidade.
c) Princípio da não contradição.
d) Princípio da ambiguidade.
e) Princípio da contagem.
Comentários:
Segundo o princípio da não contradição, uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
Gabarito: Letra C.

(Pref Palmeirante/2023) Assinale a assertiva que apresenta corretamente o princípio da lógica que afirma
que uma proposição só pode ser verdadeira ou falsa, não se admitindo outra possibilidade.
a) Princípio da não contradição.
b) Princípio do terceiro excluído.
c) Princípio da identidade.
d) Princípio da negação.
Comentários:
Segundo o princípio do terceiro excluído, uma proposição ou é verdadeira ou é falsa, não se admitindo um
terceiro valor "talvez".
Gabarito: Letra B.
PROPOSIÇÕES SIMPLES
Proposições simples
Definição de proposição simples

Proposição simples: não pode ser dividida em proposições menores.

Negação de proposições simples


A negação de uma proposição simples p gera uma nova proposição simples ~p.
Uso do "não" e de expressões correlatas: "não", "não é verdade que", "é falso que".
A nova proposição ~p sempre terá o valor lógico oposto da proposição original p.

A maneira mais comum de se negar uma sentença declarativa negativa consiste em remover o elemento
"não", transformando-a em uma sentença declarativa afirmativa.
q: "Taubaté não é a capital de Mato Grosso."
~q: "Taubaté é a capital de Mato Grosso."

Negação usando antônimos: nem sempre o uso de um antônimo nega a proposição original. Para a
proposição "O Grêmio venceu o jogo", é errado dizer que a negação seria "O Grêmio perdeu o jogo",
porque o jogo poderia ter empatado.

Para negar uma proposição simples formada por uma oração principal e por orações subordinadas,
devemos negar a oração principal.

Dupla negação: ~(~p) ≡ p.


Várias negações em sequência:
• Número par de negações: proposição equivalente a original; e
• Número ímpar de negações: nova proposição é a negação da proposição original.

Descompasso entre a língua portuguesa e a linguagem proposicional: para a linguagem proposicional,


"não vou comer nada" seria equivalente a "vou comer". Na língua portuguesa, tal frase significa que a
pessoa realmente não vai comer coisa alguma.
p: "Vou comer."
~p: "Vou comer nada."
~ (~p): "Não vou comer nada."
Definição de proposição simples

Dizemos que uma proposição é simples quando ela não pode ser dividida em proposições menores.

De outra forma, podemos dizer que a proposição é simples quando ela é formada por uma única parcela
elementar indivisível que pode ser julgada como verdadeira ou falsa.

É muito comum representar as proposições simples por uma letra do alfabeto. Exemplos:

p: "Pedro é o estagiário do banco."

q: "Paula não é arquiteta."

r: "32 = 6."

Observe que as proposições simples p e r são sentenças declarativas afirmativas, enquanto q é uma
sentença declarativa negativa.

Negação de proposições simples

Uso do “não” e de expressões correlatas

A negação de uma proposição simples p gera uma nova proposição simples.

Essa nova proposição simples é denotada pelo símbolo ~ ou ¬ seguido da letra que representa a proposição
original. Ou seja, a negação de p é representada por ~p ou ¬p (lê-se: "não p"). Exemplo:

p: "Porto Alegre é a capital do Ceará."

~p: "Porto Alegre não é a capital do Ceará."

Uma outra forma de se negar a proposição original sugerida é inserir expressões como "não é verdade
que...", "é falso que..." no início:

~p: "Não é verdade que Porto Alegre é a capital do Ceará."

~p: "É falso que Porto Alegre é a capital do Ceará."

Valor lógico da negação de uma proposição

A nova proposição ~p sempre terá o valor lógico oposto da proposição original p. Isso significa que se p é
falsa, ~p é verdadeira, e se p é verdadeira, ~p é falsa. Essa ideia pode ser representada na seguinte tabela,
conhecida por tabela-verdade:
Cada linha da tabela representa uma possível combinação de valores lógicos para as proposições p e ~p. A
primeira linha representa o fato de que se p assumir o valor V, ~p deve assumir o valor F. Já a segunda linha
representa o fato de que se p assumir o valor F, ~p deve assumir o valor V.

Negação de proposições que são sentenças declarativas negativas

Observe a proposição simples q abaixo, que é uma sentença declarativa negativa:

q: "Taubaté não é a capital de Mato Grosso."

Sua negação pode ser escrita das seguintes formas:

~q: "Não é verdade que Taubaté não é a capital de Mato Grosso."

~q: "É falso que Taubaté não é a capital de Mato Grosso."

~q: "Taubaté é a capital de Mato Grosso."

Note que a maneira mais comum de se negar uma sentença declarativa negativa consiste em remover o
elemento "não", transformando-a em uma sentença declarativa afirmativa.

Logo, a negação mais comum de "Taubaté não é a capital de Mato Grosso" corresponde à proposição
"Taubaté é a capital de Mato Grosso".

Cuidado! Como visto no exemplo anterior, a negação de uma proposição não


necessariamente contém expressões como "não", " não é verdade que ", "é falso que",
etc. Isso se deve ao fato de que a proposição original pode já conter essas expressões.

Em resumo, a maneira mais simples e comum de se negar uma sentença declarativa


negativa consiste em remover o elemento "não", transformando-a em uma sentença
declarativa afirmativa.
(CGIA SC/2020) A proposição p equivale à “Ana não dirige moto” e a proposição q equivale à “Heitor
administra o mercado”. Assinale a alternativa que apresenta corretamente ~p e ~q, nesta ordem.
a) “Ana dirige apenas carro”; “Heitor não administra o mercado”.
b) “Ana dirige moto”; “Heitor administra a farmácia”.
c) “Ana administra o mercado”; “Heitor não dirige moto”.
d) “Ana dirige moto”; “Heitor não administra o mercado”.
e) “Ana não administra o mercado”; “Heitor dirige moto”.
Comentários:
Na proposição p temos originalmente uma sentença declarativa negativa:
p: “Ana não dirige moto.”
A maneira mais comum de se negar uma sentença declarativa negativa consiste em remover o elemento
"não", transformando-a em uma sentença declarativa afirmativa. Nesse caso, temos:
~p: “Ana dirige moto.”
Por outro lado, na proposição q temos uma sentença declarativa afirmativa:
q: "Heitor administra o mercado"
Para negá-la, podemos inserir o elemento "não":
~q: "Heitor não administra o mercado"
Logo, ~p e ~q correspondem “Ana dirige moto” e “Heitor não administra o mercado”.
Gabarito: Letra D.

(IDAM/2019) A negação de uma negação, na lógica proposicional, é equivalente a:


a) Uma verdade
b) Uma afirmação
c) Uma negação
d) Uma negação duas vezes mais forte
Comentário:
Por "negação de uma negação", entende-se que a questão quis se referir à negação de uma proposição do
tipo sentença declarativa negativa.
Ao se negar uma sentença declarativa negativa, obtém-se uma sentença declarativa afirmativa, ou uma
"afirmação", conforme a letra B. Exemplo:
p: "Pedro não é engenheiro."
~p: "Pedro é engenheiro."
Uma possível "pegadinha" seria a alternativa A. Ocorre que verdade é um valor lógico (V), e não sabemos
se a proposição original é verdadeira ou se é falsa.
Gabarito: Letra B.
Negação usando antônimos

É possível negar uma proposição simples utilizando antônimos. Exemplo:

p: "João foi aprovado no vestibular."

~p: "João foi reprovado no vestibular."

Veja que faz sentido dizer que "João foi reprovado no vestibular" corresponde à negação de "João foi
aprovado no vestibular". Isso porque, nesse contexto, "aprovado" e "reprovado" abarcam todas as
possibilidades possíveis.

O uso de antônimos para se negar uma proposição deve ser visto com muito cuidado. Veja a seguinte
proposição:

p: "O Grêmio venceu o jogo contra o Inter."

Observe que um antônimo de "vencer" é "perder", porém essa palavra não nega a proposição anterior. Não
está certo dizer que a negação da proposição seria "O Grêmio perdeu o jogo contra o Inter".

Note que, nesse contexto, "vencer" e "perder" não abarcam todas as possibilidades, pois o jogo poderia ter
empatado. Nesse caso, não resta outra opção senão negar a proposição com um dos modos tradicionais:

~p: "O Grêmio não venceu o jogo contra o Inter."

Perceba que "não venceu" abarca as possibilidades "perder" e "empatar".

Nem sempre o uso de um antônimo nega corretamente uma proposição simples.

(CRMV RJ/2022) Em relação a estruturas lógicas e à lógica de argumentação, julgue o item a seguir.
A negação de “O canguru vermelho é o maior marsupial existente” é “O canguru vermelho é o menor
marsupial existente”.
Comentários:
Originalmente, temos a seguinte proposição:
p: “O canguru vermelho é o maior marsupial existente"
A questão sugere que essa proposição seja negada substituindo a palavra "maior" pelo seu antônimo
"menor".
Veja que essa suposta negação não abarca todas as possibilidades possíveis, pois o canguru vermelho pode
não ser o maior marsupial sem que ele seja exatamente o menor. Em outras palavras, o canguru vermelho
poderia, por exemplo, ter um tamanho mediano.
Logo, uma possibilidade correta de se negar a proposição original seria:
~p: “O canguru vermelho não é o maior marsupial existente"
Gabarito: ERRADO.

(CRM SC/2022) Com relação a estruturas lógicas, julgue o item.


“Joinville é a cidade mais bonita do mundo” é a negação de “Florianópolis é a cidade mais bonita do mundo”.
Comentários:
Originalmente, temos a seguinte proposição:
p: “Florianópolis é a cidade mais bonita do mundo "
Uma possibilidade para se negar essa proposição consiste em inserir a palavra "não":
~p: “Florianópolis não é a cidade mais bonita do mundo”.
Note que a suposta negação sugerida pelo enunciado não abarca todas as possibilidades de se negar a
proposição original. Isso porque, para que Florianópolis não seja a cidade mais bonita do mundo, não é
necessário que Joinville seja a cidade mais bonita do mundo.
Gabarito: ERRADO.

(Pref. Paraí/2019) A negação da proposição simples “Está quente em Paraí” é:


a) Está frio em Paraí.
b) Se está quente em Paraí então chove.
c) Está quente em Paraí ou frio.
d) Ou está quente em Paraí ou chove.
e) Não é verdade que está quente em Paraí.
Comentários:
Sempre evite o uso de antônimos para negar uma proposição. Lembre-se que uma das formas tradicionais
de se negar uma proposição sem utilizar antônimos é incluir "não é verdade que" no início dela.
p: "Está quente em Paraí."
~p: "Não é verdade que está quente em Paraí."
A pegadinha da questão era a letra A, que utiliza o antônimo "frio" para negar a palavra "quente" presente
na proposição original. Observe que "frio" não nega a palavra "quente", pois a cidade pode estar nem
quente nem fria.
Gabarito: Letra E.
Negação de período composto por subordinação

Seja a proposição simples p:

p: "Pedro respondeu que estudou todo o edital."

Perceba que temos dois verbos, "respondeu" e "estudou" e, portanto, estamos diante de duas orações. Para
negar a proposição corretamente, nega-se a oração principal.

~p: "Pedro não respondeu que estudou todo o edital."

Note que a oração "que estudou todo o edital" é subordinada à oração principal, devendo ser
tratada como objeto direto. Podemos reescrever assim:

p: "Pedro respondeu que estudou todo o edital."

p: "Pedro respondeu isso."

Nesse caso, podemos negar a proposição simples do seguinte modo:

~p: "Pedro não respondeu isso."

Se voltarmos para a estrutura original, temos:

~p: "Pedro não respondeu que estudou todo o edital."

Observe que é errado negar a oração subordinada. Isso significa que "Pedro respondeu que não estudou
todo o edital" não é a negação de "Pedro respondeu que estudou todo o edital".

Para negar uma proposição simples formada por uma oração principal e por orações
subordinadas, devemos negar a oração principal.
Em um período composto por subordinação, nem sempre a oração principal aparece primeiro.
Isso significa que nem sempre é o primeiro verbo que deve ser negado.
(BNB/2022) A negação de “Não basta que juízes sejam equilibrados nos seus votos” está corretamente
expressa em “Basta que juízes não sejam equilibrados nos seus votos”.
Comentários:
Estamos diante de uma proposição simples, que pode ser reescrita como:
p: “Não basta que juízes sejam equilibrados nos seus votos.”
p: “Não basta isso.”
Para negar a proposição, nega-se a oração principal. Como já temos o elemento "não" na oração principal, a
maneira mais simples de se negar consiste em remover o "não":
~p: “Basta isso.”
Retornando para os termos da proposição original, temos:
~p: “Basta que juízes sejam equilibrados nos seus votos.”
Veja que a negação sugerida, além de negar a oração principal (removendo-se o "não"), acaba por negar
também a oração subordinada.
“Basta que juízes não sejam equilibrados nos seus votos”.
Gabarito: ERRADO.

(TCDF/2014) A negação da proposição “O tribunal entende que o réu tem culpa” pode ser expressa por “O
tribunal entende que o réu não tem culpa”.
Comentários:
Estamos diante de uma proposição simples, que pode ser reescrita como:
p: “O tribunal entende que o réu tem culpa.”
p: “O tribunal entende isso.”
Para negar a proposição, nega-se a oração principal:
~p: “O tribunal não entende isso.”
Retornando para os termos da proposição original, temos:
~p: “O tribunal não entende que o réu tem culpa.”
Veja que o item erra ao negar a oração subordinada ao invés da oração principal:
“O tribunal entende que o réu não tem culpa”.
Gabarito: ERRADO.

Dupla negação e generalização para mais de duas negações

Um resultado importante que pode ser obtido da tabela-verdade é que a negação da negação de p sempre
tem valor lógico igual a proposição p. Para obter esse resultado importante, primeiramente inserimos na
tabela verdade as possibilidades de p e ~p:
O próximo passo é preencher os valores de ~(~p) observando que essa proposição é a negação da
proposição ~p.

Agora basta reconhecer que a primeira coluna e a última coluna da tabela verdade são exatamente iguais.
Isso significa que, para os dois valores lógicos que p pode assumir (V ou F), os valores lógicos assumidos pela
proposição ~(~p) são exatamente iguais.

Quando duas proposições assumem valores lógicos necessariamente iguais, dizemos que as proposições são
equivalentes. Ressalto que trataremos sobre equivalências lógicas em aula futura. Nesse momento, quero
que você sabia que representação da equivalência lógica é dada utilizando o símbolo "≡" ou "⇔”. Portanto:

~(~p) ≡ p

Quando tivermos várias negações em sequência, podemos utilizar a seguinte regra:

• Se tivermos um número par de negações, temos uma proposição equivalente a original; e


• Se tivermos um número ímpar de negações, temos a negação da proposição original.

(INÉDITA) Acerca da lógica de proposições, julgue o item a seguir.


A proposição ~(~(~(~p))) sempre tem o valor lógico igual ao de ~p.
Comentários:
Quando tivermos várias negações em sequência, podemos utilizar a seguinte regra:
• Se tivermos um número par de negações, temos uma proposição equivalente a original; e
• Se tivermos um número ímpar de negações, temos a negação da proposição original.
Como problema apresenta quatro negações, temos que a proposição é equivalente a original, ou seja, a
proposição ~ (~ (~ (~p))) apresenta sempre o mesmo valor lógico de p, não de ~p como afirma o enunciado.
Gabarito: ERRADO.
PROPOSIÇÕES COMPOSTAS

Proposições compostas
• Proposição composta: resulta da combinação de duas ou mais proposições simples por meio do uso de
conectivos.
• Valor lógico (V ou F) de uma proposição composta: depende dos valores lógicos atribuídos às
proposições simples que a compõem.
• O operador lógico de negação (~ ) não é um conectivo.

• A palavra "nem" corresponde a uma conjunção "e" seguida de uma negação "não".
• A palavra “Se” aponta para a condição Suficiente: “Se p, então q”.
Conjunção (p∧q): é verdadeira somente quando ambas as parcelas são verdadeiras.
Disjunção Inclusiva (p∨q): é falsa somente quando ambas as parcelas são falsas.
Disjunção Exclusiva (p∨q): é falsa somente quando ambas as parcelas tiverem o mesmo valor lógico.
Condicional (p→q): é falsa somente quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda parcela é falsa.
Bicondicional (pq): é verdadeira somente quando ambas as parcelas tiverem o mesmo valor lógico.
Definição de proposição composta

Proposição composta é uma proposição que resulta da combinação de duas ou mais proposições simples
por meio do uso de conectivos. Exemplo: considere as proposições simples p e q:

p: "Maria foi ao cinema."

q: "João foi ao parque."

Unindo essas duas proposições simples por meio do conectivo "e", forma-se uma proposição distinta, que
chamaremos de R:

R: " Maria foi ao cinema e João foi ao parque."

Essa proposição R é uma proposição composta, resultante da associação das proposições simples p e q por
meio de um conectivo.

Se unirmos as mesmas proposições simples por meio do conectivo "ou", forma-se uma nova proposição
composta S diferente da proposição R:

S: "Maria foi ao cinema ou João foi ao parque."

O valor lógico (V ou F) de uma proposição composta depende dos valores lógicos atribuídos às proposições
simples que a compõem.

Podemos dizer, no exemplo acima, que o valor lógico (V ou F) que a proposição composta R assume é função
dos valores lógicos assumidos pelas proposições simples p e q que a compõem. O mesmo pode ser dito da
proposição composta S, que utiliza um conectivo distinto.

As relações entre os valores lógicos das proposições simples e o consequente valor lógico da proposição
composta obtida pelo uso de conectivos serão estudadas a seguir. Antes disso, vamos a um exercício.

(Pref. Flores da Cunha/2022) Analise as sentenças abaixo:


I. Lucas é médico ou João é engenheiro.
II. João é alto e Paulo é professor.
III. Antônio é gaúcho ou Carlos é mecânico.
De acordo com as proposições acima, assinale a alternativa que representa corretamente uma proposição
composta.
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.
Comentários:
Vamos analisar cada sentença.
I. Lucas é médico ou João é engenheiro.
Note que:
• "Lucas é médico" é uma proposição simples; e
• "João é engenheiro" é uma proposição simples.
Logo "Lucas é médico ou João é engenheiro" é uma proposição composta formada por duas proposições
simples unidas pelo conectivo "ou".

II. João é alto e Paulo é professor.


Note que:
• "João é alto" é uma proposição simples; e
• "Paulo é professor" é uma proposição simples.
Logo "João é alto e Paulo é professor" é uma proposição composta formada por duas proposições simples
unidas pelo conectivo "e".

III. Antônio é gaúcho ou Carlos é mecânico.


Note que:
• "Antônio é gaúcho" é uma proposição simples; e
• "Carlos é mecânico" é uma proposição simples.
Logo "Antônio é gaúcho ou Carlos é mecânico" é uma proposição composta formada por duas proposições
simples unidas pelo conectivo "ou".

Portanto, é correto afirmar que as sentenças I, II e III representam proposições compostas.


Gabarito: Letra E.
Conectivos lógicos

Os conectivos possíveis são divididos em cinco tipos, havendo formas diferentes de representá-los na língua
portuguesa, conforme será visto adiante.

Os cinco conectivos e as suas formas mais usuais na língua portuguesa são: Conjunção ("e"), Disjunção
inclusiva ("ou"), Disjunção exclusiva ("ou...ou"), Condicional ("se...então") e Bicondicional ("se e somente
se").

A negação de uma proposição simples gera uma nova proposição simples. Assim, o
operador lógico de negação (~ ) não é um conectivo.

Conjunção (p∧q)

O operador lógico "e" é um conectivo do tipo conjunção. É representado pelo símbolo "∧” ou "&" (menos
comum). As bancas podem também representar a conjunção com o símbolo de intersecção da teoria dos
conjuntos: "∩".

Voltando ao exemplo inicial. Sejam p e q as proposições:

p: "Maria foi ao cinema."

q: "João foi ao parque."

A proposição composta R, resultante da união das proposições simples por meio do conectivo "e", é
representada por p∧q:

p∧q: "Maria foi ao cinema e João foi ao parque."

Vamos agora verificar os valores lógicos (V ou F) que a proposição composta p∧q pode receber, dependendo
dos valores atribuídos a p e a q.

Exemplo 1: Maria, no mundo dos fatos, realmente foi ao cinema. Nesse caso, p é verdadeiro.
Além disso, João de fato foi ao parque. Isso significa que q também é verdadeiro.

Dado esse contexto, se analisarmos a frase "Maria foi ao cinema e João foi ao parque", podemos
dizer que essa frase é verdadeira. Isso significa que p∧q é verdadeiro.

Inserindo este raciocínio em uma tabela-verdade, teremos:


Voltemos à história de Maria e João:

Exemplo 2: consideremos agora que Maria realmente foi ao cinema e, com isso, a proposição p
é verdadeira. Porém, desta vez, João não foi ao parque. Isso significa que q é falso. Lembre-se
que a proposição q afirma que “João foi ao parque”. Se João não foi de fato ao parque, a
proposição q é falsa.

Dado esse contexto, se analisarmos a frase "Maria foi ao cinema e João foi ao parque", podemos
dizer que ela é falsa, pois João, no mundo dos fatos, não foi ao parque. Isso significa que o valor
lógico da proposição composta p∧q é falso.

Inserindo esse novo resultado na tabela-verdade que começamos a preencher a partir do exemplo 1,
teremos:

Considere agora a seguinte possibilidade:

Exemplo 3: dessa vez, no plano dos fatos, Maria resolveu não ir ao cinema. Nesse caso, o valor
lógico da proposição p é falso. Por outro lado, João realmente foi ao parque. Isso significa que o
valor lógico da proposição q é verdadeiro.

Dado esse novo contexto, se analisarmos a frase "Maria foi ao cinema e João foi ao parque",
podemos dizer que ela é falsa, pois Maria não foi ao cinema. Isso significa que o valor lógico da
proposição composta p∧q é falso.

A nossa tabela atualizada fica da seguinte forma:

Por fim, a quarta possibilidade para a história dos seus amigos Maria e João é a seguinte:
Exemplo 4: Maria novamente não foi ao cinema. Nesse caso, o valor lógico da proposição p é
falso. Além disso, seu amigo João também não foi ao parque. Isso significa que o valor lógico da
proposição q é falso.

Dado esse contexto, se analisarmos a frase "Maria foi ao cinema e João foi ao parque", podemos
dizer que ela é falsa, pois tanto Maria quanto João não foram ao cinema. Isso significa que o valor
lógico da proposição p∧q é falso.

Entendido o quarto exemplo, finalmente a tabela-verdade está completa:

Esqueçamos a história de Maria e João! Ela foi fundamental para você entender o raciocínio por trás dos
conceitos, mas podemos generalizar os resultados obtidos. A tabela abaixo, conhecida como tabela-verdade
da conjunção, resume os valores lógicos que a conjunção p∧q pode assumir em função dos valores
assumidos por p e por q.

A conjunção p∧q é verdadeira somente quando ambas as parcelas são verdadeiras. Nos
demais casos, a conjunção p∧q é falsa.
(MGS/2022) Sejam as proposições lógicas simples:
p: Flávia gosta de sorvete de morango.
q: Jonathan gosta de milkshake.
A proposição lógica composta p∧~q corresponde a:
a) Se Flávia gosta de sorvete de morango, então Jonathan não gosta de milkshake
b) Se Jonathan gosta de milkshake, então Flávia não gosta de sorvete de morango
c) Flávia gosta de sorvete de morango ou Jonathan não gosta de milkshake
d) Flávia gosta de sorvete de morango e Jonathan não gosta de milkshake
Comentários:
Temos as seguintes proposições simples:
p: "Flávia gosta de sorvete de morango."
q: "Jonathan gosta de milkshake."

A negação de q, representada por ~q, pode ser escrita assim:


~q: "Jonathan não gosta de milkshake."

Portanto, a conjunção p∧~q corresponde a:


p∧~q: "[Flávia gosta de sorvete de morango] e [Jonathan não gosta de milkshake]."
Gabarito: Letra D.

(Pref. S Parnaíba/2022) Considere a proposição A: p ∧ ¬q.


Para que a proposição A seja falsa,
a) basta que a proposição p seja verdadeira ou que a proposição q seja falsa.
b) basta que a proposição p seja falsa ou que a proposição q seja verdadeira.
c) é necessário que a proposição p seja verdadeira e que a proposição q seja falsa.
d) é necessário que a proposição p seja falsa e que a proposição q seja verdadeira.
Comentários:
Vimos que a conjunção p∧q é verdadeira somente quando ambas as parcelas p e q são verdadeiras. Nos
demais casos, a conjunção p∧q é falsa.
Para o problema em questão, temos p∧~q. Nesse caso, p∧~q é verdadeira somente quando ambas as
parcelas p e ~q são verdadeiras. Nos demais casos, a conjunção p∧~q é falsa.
Portanto, para que p∧~q seja falsa, basta que basta que a proposição p seja falsa ou que a proposição ~q
seja falsa. Em outras palavras, basta que a proposição p seja falsa ou que a proposição q seja verdadeira.
Gabarito: Letra B.
(CRO SC/2023) Considerando que a proposição “Sydney é a capital da Austrália” é falsa e que a proposição
“A Austrália é localizada na Oceania” é verdadeira, julgue o item.
A proposição “Sydney não é a capital da Austrália e a Austrália não é localizada na Oceania” é verdadeira.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
s: "Sydney é a capital da Austrália"
a: "A Austrália é localizada na Oceania"

Note que a proposição composta sugerida pelo enunciado pode ser descrita por ~s∧~a:
~s∧~a:"[Sydney não é a capital da Austrália] e [a Austrália não é localizada na Oceania]"

Segundo o enunciado:
• s é falso; e
• a é verdadeiro.
Consequentemente:
• ~s é verdadeiro; e
• ~a é falso.

Note, portanto, que temos uma conjunção ~s∧~a em que uma das parcelas, ~a, é falsa. Consequentemente,
essa conjunção é falsa. Isso porque, para que a conjunção fosse verdadeira, ambas as parcelas ~s e ~a
precisariam ser verdadeiras.
Portanto, a proposição “Sydney não é a capital da Austrália e a Austrália não é localizada na Oceania” é
falsa.
Gabarito: ERRADO.

Formas alternativas de se representar a conjunção "e"

É importante você saber que a palavra "mas" também é utilizada para representar uma conjunção.

Apesar de na Língua Portuguesa a palavra "mas" apresentar uma ideia de oposição, ou seja,
um sentido adversativo, devemos ter em mente que, para fins de Lógica de Proposições,
"mas" é igual ao conectivo "e".
Isso também vale para outras expressões adversativas ou concessivas, como "entretanto" e “embora”:
devemos tratar essas expressões como se fosse o conectivo "e".

(IFMT/2022) Considere a proposição: “Adelaide namora, mas não consegue casar.”


Nessa proposição, o conectivo lógico é:
a) disjunção inclusiva.
b) bicondicional.
c) disjunção exclusiva.
d) condicional.
e) conjunção.
Comentários:
A palavra "mas" é utilizada para representar uma conjunção. Logo, para a Lógica de Proposições, a
proposição em questão corresponde a:
“[Adelaide namora] e [não consegue casar].”
Gabarito: Letra E.

(CM POA/2012) Considere a proposição: Paula é brasileira, entretanto não gosta de futebol. Nesta
proposição, está presente o conetivo lógico denominado como:
a) bicondicional.
b) condicional.
c) conjunção.
d) disjunção inclusiva.
e) disjunção exclusiva.
Comentários:
A palavra "mas", assim como outras expressões adversativas ou concessivas como "entretanto", é utilizada
para representar uma conjunção. Logo, para a Lógica de Proposições, a proposição em questão corresponde
a:
"[Paula é brasileira] e [não gosta de futebol]"
Gabarito: Letra C.

É importante também que você saiba que a palavra "nem" corresponde a uma conjunção "e" seguida de
uma negação "não". Considere, por exemplo, as seguintes proposições:

e: "Pedro estuda."

t: "Pedro trabalha."

Note que a proposição composta "Pedro não estuda nem trabalha." corresponde a ~e∧~t:
~e∧~t: "[Pedro não estuda] e [Pedro não trabalha]."

Nem = "E... não"

Disjunção inclusiva (p∨q)

O operador lógico "ou" é um conectivo do tipo disjunção inclusiva. É representado pelo símbolo "∨”. As
bancas podem também representar a disjunção inclusiva com o símbolo de união da teoria dos conjuntos:
"∪ ". Exemplo:

p∨q: "Pedro vai ao parque ou Maria vai ao cinema."

A tabela-verdade da disjunção inclusiva sintetiza os valores lógicos que a proposição composta p∨q pode
assumir em função dos valores assumidos por p e por q.

A disjunção inclusiva p∨q é falsa somente quando ambas as parcelas são falsas. Nos
demais casos, p∨q é verdadeira.
Para exemplificar, vamos utilizar a mesma história dos seus amigos Maria e João. Digamos que a
proposição p," João vai ao parque", seja verdadeira e que a proposição q, "Maria vai ao cinema",
seja falsa.

Nesse caso, a proposição p∨q "Pedro vai ao parque ou Maria vai ao cinema" é verdadeira, pois
para a disjunção inclusiva ser falsa, ambas as proposições devem ser falsas. Para a disjunção
inclusiva ser verdadeira, basta que uma das proposições que a compõem seja verdadeira.

Vamos a um outro exemplo:

a: "7 + 1 =10" (F)

b: "Café não é uma bebida." (F)

Nesse caso, a disjunção inclusiva a∨b é dada por:

a∨b: "7 + 1 = 10 ou café não é uma bebida." (F)

Essa proposição é falsa, pois ambas as proposições simples a e b são falsas.

(AGRAER MS/2022) Considere as seguintes sentenças:


• p: Cachorros podem voar.
• q: Thiago é inteligente.
É correto afirmar que a sentença ~p∨~q é:
a) Cachorros não podem voar.
b) Thiago não é inteligente.
c) Cachorros podem voar e Thiago é inteligente.
d) Cachorros não podem voar ou Thiago não é inteligente.
e) Cachorros podem voar ou Thiago é inteligente.
Comentários:
Temos as seguintes proposições simples:
p: "Cachorros podem voar."
q: "Thiago é inteligente."

As negações de p e de q, representadas por ~p e por ~q, podem ser representadas assim:


~p: "Cachorros não podem voar."
~q: "Thiago não é inteligente."
Portanto, a disjunção inclusiva ~p∨~q corresponde a:
~p∨~q: "[Cachorros não podem voar] ou [Thiago não é inteligente]."
Gabarito: Letra D.

(MGS/2022) Maria, uma estudante dedicada, observou que o valor lógico de uma proposição “p” é falso e
que o valor lógico de uma proposição “q” é verdadeiro. Dessa forma, Maria conseguiu afirmar, de forma
correta, que o valor lógico da proposição composta é:
a) p∨q é verdade
b) p∧q é verdade
c) p→q é falso
d) pq é verdade
Comentários:
Vimos que a disjunção inclusiva p∨q é falsa somente quando ambas as parcelas p e q são falsas. Nos demais
casos, p∨q é verdadeira.
Logo, se p for falso e q for verdadeiro, p∨q será verdadeira. O gabarito, portanto, é letra A.
Observação: ainda veremos o que significa os símbolos "→" e "". Além disso, note que a conjunção p∧q
não é verdadeira, pois, para que a conjunção p∧q seja verdadeira, ambas as parcelas precisam ser
verdadeiras.
Gabarito: Letra A.

(Pref S Parnaíba/2022) Considere a proposição A: ¬p∨¬q.


Para que a proposição A seja falsa,
a) basta que uma das proposições, p ou q, seja verdadeira.
b) basta que uma das proposições, p ou q, seja falsa.
c) é necessário que ambas as proposições, p e q, sejam verdadeiras.
d) é necessário que ambas as proposições, p e q, sejam falsas.
Comentários:
Vimos que a disjunção inclusiva p∨q é falsa somente quando ambas as parcelas p e q são falsas. Nos demais
casos, p∨q é verdadeira.
Para o problema em questão, temos ~p∨~q. Nesse caso, ~p∨~q é falsa somente quando ambas as parcelas
~p e ~q são falsas.
Portanto, para que ~p∨~q seja falsa, é necessário que ambas as proposições, p e q, sejam verdadeiras.
Gabarito: Letra C.
Sentido de inclusão do conectivo "ou"

Considere novamente a seguinte disjunção inclusiva:

p∨q: "Pedro vai ao parque ou Maria vai ao cinema."

Na lógica de proposições, o uso do conectivo "ou" sozinho será, na grande maioria das situações, com
sentido de inclusão. Essa inclusão significa que:

• A primeira possibilidade pode ocorrer isoladamente: somente Pedro vai ao parque e Maria não vai
ao cinema;
• A segunda possibilidade pode ocorrer isoladamente: somente Maria vai ao cinema e Pedro não vai
ao parque; e
• A primeira e a segunda possibilidade podem ocorrer simultaneamente: Pedro vai ao parque e
também Maria vai ao cinema.

Professor, por que você disse que o conectivo "ou" sozinho tem sentido de inclusão na grande maioria das
situações? Há alguma exceção?

Calma concurseiro, veremos o porquê no tópico seguinte. Antes disso, vamos resolver uma questão.

(CEFET MG/2021) Na afirmação “Gosto de pão ou de carne”, o uso do conectivo “ou” indica
a) exclusão e, com isso, essa pessoa gosta somente de carne.
b) exclusão e, com isso, essa pessoa não gosta nem de pão nem de carne.
c) exclusão e, por isso, deve-se entender que essa pessoa gosta só de pão e não gosta de carne.
d) inclusão e, por isso, significa que a pessoa gosta, com certeza, tanto de pão quanto de carne.
e) inclusão, significando que a pessoa pode gostar só de pão, só de carne ou pode gostar dos dois ao mesmo
tempo.
Comentários:
Na afirmação “Gosto de pão ou de carne”, o uso do conectivo “ou” tem um sentido de inclusão. Isso significa
que
• A primeira possibilidade pode ocorrer isoladamente: a pessoa pode gostar só de pão;
• A segunda possibilidade pode ocorrer isoladamente: a pessoa pode gostar só de carne; e
• A primeira e a segunda possibilidade podem ocorrer simultaneamente: a pessoa pode gostar de pão e de
carne ao mesmo tempo.
O gabarito, portanto, é letra E.
Gabarito: Letra E.
Disjunção exclusiva (p∨q)

O operador lógico "ou...,ou" é um conectivo do tipo disjunção exclusiva. É representado pelo símbolo "∨”
ou "" (menos comum). Exemplo:

p∨q: "Ou Pedro vai ao parque, ou Maria vai ao cinema."

Na disjunção exclusiva as duas proposições não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. O sentido de
exclusão conferido por esse conectivo significa que:

• A primeira possibilidade pode ocorrer isoladamente: somente Pedro vai ao parque e Maria não vai
ao cinema;
• A segunda possibilidade pode ocorrer isoladamente: somente Maria vai ao cinema e Pedro não vai
ao parque; e
• A primeira e a segunda possibilidade não podem ocorrer simultaneamente, ou seja:
o Maria não pode ir ao cinema com Pedro indo ao parque; e
o Pedro não pode ir ao parque com Maria indo ao cinema.

A tabela-verdade da disjunção exclusiva resume os valores lógicos que a proposição composta p∨q pode
assumir em função dos valores assumidos por p e por q.

A disjunção exclusiva p∨q é falsa somente quando ambas as parcelas apresentam o


mesmo valor lógico. Nos demais casos, p∨q é verdadeira.

Vamos exemplificar essa tabela-verdade com um novo exemplo. Considere as proposições:

p: "Hoje é domingo."

q: "Hoje é segunda-feira."

p∨q: "Ou hoje é domingo, ou hoje é segunda-feira"


Existem quatro possibilidades de atribuição dos valores lógicos V ou F a estas proposições:

1) Primeiro caso: p: "Hoje é domingo" e q: "Hoje é segunda-feira" são ambas verdadeiras. Nesse
caso, p∨q: "Ou hoje é domingo, ou hoje é segunda-feira" é falsa, pois não é possível ser domingo
e segunda-feira ao mesmo tempo.

2) Segundo caso: hoje é domingo. Nesse caso, p∨q: "Ou hoje é domingo, ou hoje é segunda-feira"
é verdadeira, pois uma (somente uma) das proposições é verdadeira - no caso, a proposição p.

3) Terceiro caso: hoje é segunda-feira. Nesse caso, p∨q: "Ou hoje é domingo, ou hoje é segunda-
feira" também é verdadeira, pois uma (somente uma) das proposições é verdadeira – no caso, a
proposição q.

4) Quarto caso: hoje não é domingo nem segunda-feira. Nesse caso p e q são falsas e p∨q: "Ou
hoje é domingo, ou hoje é segunda-feira" é falsa.

(IFMA/2023) Considere as proposições compostas a seguir:


P: “Paulo vai ao IFMA e Paulo é carioca”;
Q: “Ou Paulo vai ao IFMA ou Paulo é carioca”.
Sabendo que as proposições P e Q têm o mesmo valor-verdade, ou seja, ambas são verdadeiras ou ambas
são falsas, então, é correto afirmar que
a) Paulo vai ao IFMA.
b) Paulo é carioca.
c) Paulo não vai ao IFMA e Paulo não é carioca.
d) Paulo vai ao IFMA e Paulo não é carioca.
e) Paulo não vai ao IFMA e Paulo é carioca.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
p: "Paulo vai ao IFMA."
q: "Paulo é carioca."

Note que as proposições compostas P e Q podem ser descritas assim:


p∧q: "[Paulo vai ao IFMA] e [Paulo é carioca].”
p∨q: "Ou [Paulo vai ao IFMA] ou [Paulo é carioca].”

Nesse problema, ambas as proposições compostas p∧q e p∨q devem ter o mesmo valor lógico.
Comparando as tabelas-verdade das duas proposições compostas, podemos perceber que a conjunção "e"
e a disjunção inclusiva "ou" apresentam o mesmo valor lógico somente na última linha.
Em outras palavras, as duas proposições compostas apresentam o mesmo valor lógico (falso) quando
ambas as parcelas são falsas.

Logo, p deve ser falso e q deve ser falso.


Vamos analisar as alternativas e assinalar a correta, ou seja, assinalar aquela que apresenta uma proposição
verdadeira.
a) p − proposição simples falsa, pois p é falso.
b) q − proposição simples falsa, pois q é falso.
c) ~p∧~q − conjunção verdadeira, pois ~p e ~q são ambos verdadeiros. Esse é o gabarito.
d) p∧~q − conjunção falsa, pois um dos termos, p, é falso.
e) ~p∧q − conjunção falsa, pois um dos termos, q, é falso.
Gabarito: Letra C.

Formas alternativas de se representar a disjunção exclusiva "ou...ou"

O uso da expressão "...ou..., mas não ambos" é utilizado como disjunção exclusiva. Exemplo:

p∨q: "Pedro vai ao parque ou Maria vai ao cinema, mas não ambos."

Além disso, é importante que você saiba que, em algumas questões, é necessário supor que o uso do "ou"
sozinho, exatamente como é usado na disjunção inclusiva, corresponde a uma disjunção exclusiva.

Em algumas questões, é necessário supor que o uso do "ou" sozinho, exatamente como
é usado na disjunção inclusiva, corresponde a uma disjunção exclusiva.

Esse tipo de "pegadinha" costuma ocorrer quando, considerando o contexto, as


proposições simples não podem ser simultaneamente verdadeiras. Exemplo:
p∨q: "José é cearense ou José é paranaense."

Perceba que José não pode ser cearense e paranaense ao mesmo tempo, e com isso
podemos considerar o "ou" sozinho como exclusivo.

Muito cuidado ao realizar essa consideração na hora da prova. Utilize esse entendimento
como último recurso.

(CREFONO 7/2014) Assinale a alternativa que representa o mesmo tipo de operação lógica que “O
fonoaudiólogo é gaúcho ou paulista”.
a) O pesquisador gosta de música ou de biologia.
b) O comentarista é paranaense ou matemático.
c) O analista é fonoaudiólogo ou dentista.
d) O professor faz musculação ou natação.
e) O gato está vivo ou morto.
Comentários:
Observe que, nessa questão, tanto a proposição do enunciado quanto as alternativas apresentam o
conectivo "ou" sozinho e, em um primeiro momento, poderíamos achar que todas as assertivas se tratam
de disjunção inclusiva.
Ocorre que, ao contextualizar a frase do enunciado, percebe-se que o fonoaudiólogo não pode ser ao
mesmo tempo gaúcho e paulista, de modo que devemos procurar nas alternativas um "ou" exclusivo.
Essa situação só ocorre na letra E, que apresenta um "ou" exclusivo justamente porque o gato não pode
estar vivo e morto ao mesmo tempo.
Gabarito: Letra E.

Condicional (p→q)

O operador lógico "se... ,então" é um conectivo do tipo condicional. É representado pelo símbolo "→” ou
"⊃” (menos comum). Exemplo:

p→q: “Se Pedro vai ao parque, então Maria vai ao cinema.”

A tabela-verdade da proposição condicional resume os valores lógicos que a proposição composta p→q
pode assumir em função dos valores assumidos por p e por q.
A condicional p→q é falsa somente quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda
parcela é falsa. Nos demais casos, p→q é verdadeira.

Vamos exemplificar essa tabela-verdade.

Considere as proposições sobre Frederico:

p: "Frederico é matemático."

q: "Frederico sabe somar."

p→q: "Se Frederico é matemático, então Frederico sabe somar."

Analisemos as possibilidades:

1) p: "Frederico é matemático" e q: "Frederico sabe somar" são ambas verdadeiras. Nesse caso,
se realmente Frederico é matemático, não há dúvida que ele sabe somar, e a proposição
condicional p→q: "Se Frederico é matemático, então Frederico sabe somar" é verdadeira.

2) p: "Frederico é matemático" é verdadeira e q: "Frederico sabe somar" é falsa. Na situação


apresentada, temos que Frederico é matemático e não sabe somar. A proposição condicional é
falsa.

3) p: "Frederico é matemático" é falsa e q: "Frederico sabe somar" é verdadeira. Nessa situação,


temos uma pessoa que não se formou em matemática, mas que sabe somar. A condicional é
verdadeira.

4) p: "Frederico é matemático" e q: "Frederico sabe somar" são ambas falsas. Esse caso é possível,
pois Frederico pode ser uma criança recém-nascida, que não é bacharel em matemática e que
não sabe somar. A condicional é verdadeira.
(CRMV/2022) Admitindo que as proposições “Pedro é o pai de Anderson” e “Waldir é o pai de Pedro” são
verdadeiras e que a proposição “Roseana é neta de Rodolfo” é falsa, julgue o item.
“Se Roseana é neta de Rodolfo, então Pedro é o pai de Anderson” é uma proposição falsa.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
r: “Roseana é neta de Rodolfo.”
p: “Pedro é o pai de Anderson.”

Note que a condicional sugerida pode ser escrita na forma r→p:


r→p: “Se [Roseana é neta de Rodolfo], então [Pedro é o pai de Anderson].”

Segundo o enunciado, r é falso e p é verdadeiro. Logo, a condicional r→p é da forma F→V. Trata-se de uma
condicional verdadeira, pois a condicional só é falsa quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda
parcela é falsa (caso V→F).
Gabarito: ERRADO.

(CRP 9/2022) Se é verdadeira a proposição “Se a psicologia não é o estudo da alma, então Poliana é
psicóloga.”, então a proposição “Poliana é psicóloga.” é necessariamente verdadeira.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
a: “Psicologia é o estudo da alma.”
p: “Poliana é psicóloga.”

Note que a condicional sugerida pode ser escrita na forma ~a→p:


~a→p: “Se [a psicologia não é o estudo da alma], então [Poliana é psicóloga].”

Sabemos que a condicional ~a→p é falsa somente quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda
parcela é falsa. Nos demais casos, ~a→p é verdadeira. Logo, a condicional ~a→p é verdadeira nos
seguintes casos:
• V→V: ~a verdadeiro e p verdadeiro;
• F→V: ~a falso e p verdadeiro;
• F→F: ~a falso e p falso;

Portanto, uma vez que a condicional ~a→p é verdadeira, não necessariamente p é verdadeiro.
Gabarito: ERRADO.
(CRA PR/2022) Sendo p, q e r três proposições, julgue o item.
Se a proposição (p∧q)→r é falsa, então p e q são verdadeiras e r é falsa.
Comentários:
A condicional (p∧q)→r é falsa somente quando a primeira parcela (p∧q) é verdadeira e a segunda parcela
r é falsa. Logo, para essa condicional ser falsa:
• (p∧q) é verdadeiro; e
• r é falso.

Para que a conjunção (p∧q) seja verdadeira, ambas as parcelas precisam ser verdadeiras. Logo:
• p é verdadeiro.
• q é verdadeiro.
• r é falso.
Gabarito: CERTO.

(UNICAMP/2023) Considere falsa a seguinte afirmação:


Se eu almocei, então não estou com fome.
Com base nas informações apresentadas, é verdade que:
a) Eu não almocei.
b) Eu não estou com fome.
c) Eu não almocei e estou com fome.
d) Eu não almocei e não estou com fome.
e) Eu almocei e estou com fome.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
a: “Eu almocei.”
f: “Estou com fome.”

Note que a condicional sugerida pode ser escrita na forma a→~f:


a→~f: “Se [eu almocei], então [não estou com fome].”

Sabemos que a condicional a→~f é falsa somente quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda
parcela é falsa. Logo:
• a é verdadeiro; e
• ~f é falso.
Como ~f é falso, f é verdadeiro. Portanto:
• a é verdadeiro; e
• f é verdadeiro.

Com base nisso, devemos assinalar a alternativa que apresenta uma proposição verdadeira.
a) ~a − proposição simples falsa, pois ~a é falso.
b) ~f − proposição simples falsa, pois ~f é falso.
c) ~a∧f − conjunção falsa, pois um dos termos, ~a, é falso.
d) ~a∧~f − conjunção falsa, pois ambos os termos, ~a e ~f, são falsos.
e) a∧f − conjunção verdadeira, pois a e f são ambos verdadeiros. Esse é o gabarito.
Gabarito: Letra E.

Formas alternativas de se representar a condicional "se...então"

Algumas vezes as bancas gostam de esconder a proposição condicional utilizando conectivos diferentes do
clássico "se...então". Vamos apresentar aqui as possibilidades que mais aparecem nas provas. Considere
novamente as proposições simples:

p: "Pedro vai ao parque."

q: "Maria vai ao cinema."

A forma clássica de se representar a condicional p→q é a seguinte:

p→q: “Se Pedro vai ao parque, então Maria vai ao cinema.”

Essa mesma condicional p→q pode também ser representada das seguintes formas:

• Se p, q. Observe que o “então” foi omitido.

p→q: "Se Pedro vai ao parque, Maria vai ao cinema."

• Como p, q.

p→q: "Como Pedro vai ao parque, Maria vai ao cinema."

• p, logo q.

p→q: "Pedro vai ao parque, logo Maria vai ao cinema."

• p implica q.

p→q: "Pedro ir ao parque implica Maria ir ao cinema."


• Quando p, q.

p→q: "Quando Pedro vai ao parque, Maria vai ao cinema."

• Toda vez que p, q.

p→q: "Toda vez que Pedro vai ao parque, Maria vai ao cinema."

• p somente se q.

p→q: "Pedro vai ao parque somente se Maria vai ao cinema."

Como será visto mais à frente, o conectivo "se e somente se" é bicondicional. Seu uso é
diferente do conectivo condicional "somente se".

• q, se p. Nesse caso ocorre a inversão da ordem entre p e q.

p→q: "Maria vai ao cinema, se Pedro for ao parque."

• q, pois p. Novamente ocorre a inversão da ordem entre p e q.

p→q: "Maria vai ao cinema, pois Pedro vai ao parque."

• q porque p. Novamente ocorre a inversão da ordem entre p e q.

p→q: "Maria vai ao cinema porque Pedro vai ao parque."


Muita atenção para os casos em que ocorre a inversão da ordem entre p e q. As quatro
condicionais a seguir, para fins de Lógica de Proposições, são exatamente iguais e
apresentam a mesma notação p→q:

p→q: "Se Pedro vai ao parque, então Maria vai ao cinema."

p→q: "Maria vai ao cinema, se Pedro ir ao parque."

p→q: "Maria vai ao cinema, pois Pedro vai ao parque."

p→q: "Maria vai ao cinema porque Pedro vai ao parque."

(Pref Betim/2022) Tendo-se como premissa que a proposição simples “agentes municipais são públicos”
tenha valor falso, é CORRETO deduzir que o valor lógico da proposição “agentes municipais são públicos,
logo devem ser concursados” é:
a) Falso.
b) Verdadeiro.
c) Inconclusivo.
d) Não se trata de uma proposição.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
p: “Agentes municipais são públicos.”
c: “Agentes municipais devem ser concursados.”

Note que a proposição composta sugerida é a condicional p→c escrita na forma “p, logo q”:
p→c: “[Agentes municipais são públicos], logo [devem ser concursados].”

Essa condicional pode ser escrita por meio do conectivo tradicional “se...então”:
p→c: “Se [os agentes municipais são públicos], então [devem ser concursados].”

Sabemos que a condicional p→c é falsa somente quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda
parcela é falsa. Nos demais casos, p→c é verdadeira.
A questão informa que a primeira parcela, p, é falsa. Veja que, nesse caso, a condicional p→c será sempre
verdadeira, qualquer que seja o valor de c (V ou F). Isso porque, qualquer que seja o valor de c, não teremos
o caso em que a condicional é falsa, ou seja, não teremos o caso V→F.
Gabarito: Letra B.
(Pref Irauçuba/2022/adaptada) Considere a proposição a seguir.
“Quando Ana vai à escola de ônibus ou de carro, ela sempre leva um guarda-chuva e também dinheiro.”
Assinale a opção que expressa corretamente a proposição acima em linguagem da lógica formal, assumindo
que:
P = “Ana vai à escola de ônibus”.
Q = “Ana vai à escola de carro”.
R = “Ana sempre leva um guarda-chuva”.
S = “Ana sempre leva dinheiro”.
a) P∨(Q →(R∧S))
b) (P→Q)∨R
c) P→(Q∨R)
d) (P∨Q)→(R∧S)
Comentários:
Note que a proposição composta sugerida é uma condicional escrita na forma “Quando p, q”. Nesse caso, a
primeira parcela é disjunção inclusiva P∨Q, e a segunda parcela é a conjunção R∧S. Observe:
(P∨Q)→(R∧S): “Quando [(Ana vai à escola de ônibus) ou (Ana vai à escola de carro)], [(Ana sempre leva um
guarda-chuva) e (Ana sempre leva dinheiro)].”

Reescrevendo a frase na língua portuguesa de modo a eliminar repetições desnecessárias, temos:


(P∨Q)→(R∧S): “Quando [(Ana vai à escola de ônibus) ou (de carro)], [(ela sempre leva um guarda-chuva) e
(também dinheiro)].”

Portanto, é correto afirmar que a proposição composta corresponde a (P∨Q)→(R∧S).


Gabarito: Letra D.

Condição suficiente e condição necessária

Quando temos uma condicional p→q, podemos dizer que:

• p é condição suficiente para q;


• q é condição necessária para p.

Considere a condicional abaixo:

p→q: “Se Pedro vai ao parque, então Maria vai ao cinema.”

Podemos reescrevê-la dos seguintes modos:


p→q: “Pedro ir ao parque é condição suficiente para Maria ir ao cinema.”

p→q: “Maria ir ao cinema é condição necessária para Pedro ir ao parque.”

Uma forma de não confundir condição necessária com condição suficiente e vice-versa é lembrar que a
palavra "se" do "se...então" aponta para a condição suficiente.

A palavra “Se” aponta para a condição Suficiente


“Se p, então q”
p é a condição Suficiente
q é a condição necessária

Como será visto mais à frente, a expressão "condição necessária e suficiente" se refere às
proposições que compõem o conectivo bicondicional.

(CODHAB/2018) R: Se alguém estuda muitas horas sobre cálculo, então é aprovado em seu exame de cálculo.
Considerando a sentença apresentada acima, julgue o item que se segue.
A sentença R significa que estudar muitas horas sobre cálculo é condição necessária para ser aprovado em
seu exame de cálculo.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
e: “Alguém estuda muitas horas sobre cálculo.”
a: “Alguém é aprovado em seu exame de cálculo.”

Note que a proposição composta R é a condicional e→a:


e→a: Se [alguém estuda muitas horas sobre cálculo], então [é aprovado em seu exame de cálculo].”
Essa condicional pode ser escrita dos seguintes modos:
e→a: “[Estudar muitas horas sobre cálculo] é condição suficiente para [ser aprovado em seu exame de
cálculo].”
e→a: “[Ser aprovado em seu exame de cálculo] é condição necessária para [estudar muitas horas sobre
cálculo].”

Logo, é errado afirmar que “estudar muitas horas sobre cálculo é condição necessária para ser aprovado
em seu exame de cálculo”. Isso porque estudar muitas horas sobre cálculo é a condição suficiente.
Gabarito: ERRADO.

(CEFET MG/2022) Considere a tirinha a seguir.

Sobre a implicação lógica apresentada na tirinha, é correto afirmar que:


a) Existir é condição suficiente de pensar.
b) Pensar é condição suficiente de existir.
c) Pensar é condição necessária de existir.
d) Existir é condição necessária e suficiente de pensar.
e) Pensar é condição necessária e suficiente de existir.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
p: “Eu penso.”
e: “Eu existo.”

Note a implicação lógica apresentada no primeiro quadrinho da tirinha é condicional p→e escrita na forma
“p, logo q”:
p→e: “[Eu penso], logo [(eu) existo].”

Essa condicional pode ser escrita por meio do conectivo tradicional “se...então”:
p→e: “Se [eu penso], então [(eu) existo].”
Uma vez que temos a condicional p→e escrita com o conectivo tradicional “se...então”, podemos reescrever
essa condicional dos seguintes modos:
p→e: “[Pensar] é condição suficiente para [existir].”
p→e: “[Existir] é condição necessária para [pensar].”

O gabarito, portanto, é letra B.


Gabarito: Letra B.

Nomenclatura dos termos que compõem o condicional

Quando temos uma condicional p→q, a primeira parcela p e a segunda parcela q que compõem essa
condicional têm nomes especiais:

Não confunda condição suficiente com subsequente, pois a palavra “subsequente” significa "aquele que
segue imediatamente a outro".

(PGE PE/2019) Se uma proposição na estrutura condicional — isto é, na forma p→q, em que p e q são
proposições simples — for falsa, então o precedente será, necessariamente, falso.
Comentários:
A questão afirma que, para uma condicional p→q ser falsa, devemos ter o precedente p necessariamente
falso.
Da tabela-verdade condicional, sabemos que a condicional é falsa somente no caso V→F, isto é, somente
quando o precedente é verdadeiro ao mesmo tempo em que o subsequente é falso.
O gabarito, portanto, é ERRADO.
Gabarito: ERRADO.

(CM Maringá/2017) Uma proposição condicional tem valor falso se ambos, antecedente e consequente,
forem falsos.
Comentários:
Da tabela-verdade condicional, sabemos que a condicional é falsa somente no caso V→F, isto é, somente
quando o antecedente é verdadeiro ao mesmo tempo em que o consequente é falso.
Gabarito: ERRADO.
Bicondicional (pq)

O operador lógico "se e somente se" é um conectivo do tipo bicondicional. É representado pelo símbolo
"”. Exemplo:

pq: "Pedro vai ao parque se e somente se Maria vai ao cinema."

A tabela-verdade da proposição bicondicional sintetiza os valores lógicos que a proposição composta pq
pode assumir em função dos valores assumidos por p e por q.

A proposição bicondicional pq é verdadeira somente quando ambas as proposições


apresentam o mesmo valor lógico.

Vamos exemplificar essa tabela-verdade com um novo exemplo. Considere as proposições:

p: "Hoje é dia 01/09."

q: "Hoje é o primeiro dia do mês de setembro."

pq: "Hoje é dia 01/09 se e somente se hoje é o primeiro dia do mês de setembro."

Perceba que se p e q são proposições com valor lógico verdadeiro no exemplo dado,
necessariamente a frase "Hoje é dia 01/09 se e somente se hoje é o primeiro dia do mês de
setembro" é verdadeira. Além disso, se é falso que hoje é dia 01/09 e falso que hoje é o primeiro
dia do mês de setembro, a proposição composta continua verdadeira.
Quando somente p ou somente q forem verdadeiros, chegamos a um absurdo, pois é impossível
ser verdade que hoje seja dia 01/09 se hoje não for necessariamente o primeiro dia do mês de
setembro. A situação inversa também é absurda, pois não há como ser verdadeiro o fato de hoje
ser o primeiro dia do mês de setembro se hoje não for dia 01/09. Assim, o valor lógico da
proposição composta é falso.

(CREF 3/2023) No que se refere à lógica proposicional, julgue o item.


A sentença “5+5=5 se, e somente se, 10+10=10” é verdadeira.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
p: “5+5=5”
q: “10+10=10”

Note que, como as proposições p e q são equações matemáticas, já podemos assumir que essas proposições
são falsas, pois 5+5 não é igual a 5, bem como 10+10 não é igual a 10.
Veja que a proposição composta sugerida pelo enunciado corresponde à bicondicional pq:
pq: “[5+5=5] se, e somente se, [10+10=10]”

Como ambas as parcelas da bicondicional apresentam o mesmo valor (falso), é correto afirmar que a
bicondicional é verdadeira.
Gabarito: CERTO.

(CRA PR/2022) Sendo p, q e r três proposições, julgue o item.


Se p é uma proposição falsa, então pq é sempre verdadeira.
Comentários:
A proposição bicondicional pq é verdadeira somente quando ambas as proposições apresentam o mesmo
valor lógico.
No caso em questão, temos que p é falso. Note que, se q for verdadeiro, teremos uma bicondicional VF,
que é uma bicondicional falsa.
Logo, é errado afirmar que, sendo p falso, a bicondicional pq é sempre verdadeira.
Gabarito: ERRADO.
Formas alternativas de se representar a bicondicional "se e somente se"

Considere novamente as proposições simples:

p: "Pedro vai ao parque."

q: "Maria vai ao cinema."

A forma clássica de se representar a bicondicional pq é a seguinte:

pq: “Pedro vai ao parque se e somente se Maria vai ao cinema.”

Essa mesma bicondicional pq pode também ser representada das seguintes formas:

• p assim como q.

pq: "Pedro vai ao parque assim como Maria vai ao cinema."

• p se e só se q.

pq: "Pedro vai ao parque se e só se Maria vai ao cinema."

• Se p, então q e se q, então p.

pq: "Se Pedro vai ao parque, então Maria vai ao cinema e se Maria vai ao cinema, então Pedro vai ao
parque."

• p somente se q e q somente se p.

pq: "Pedro vai ao parque somente se Maria vai ao cinema e Maria vai ao cinema somente se Pedro vai
ao parque."

Perceba que as duas últimas formas apresentadas de se representar a bicondicional são


geradas por meio de:

1. Aplicação de um conectivo condicional por duas vezes;


2. Inversão das proposições p e q na segunda aplicação do condicional; e
3. Junção dos condicionais por meio da conjunção "e".
p→q: "Se p, então q."

q→p: "Se q, então p."

pq: "Se p, então q e se q, então p."

p→q: "p somente se q."

q→p: "q somente se p."

pq: "p somente se q e q somente se p."

Essa representação deriva do fato de que a bicondicional pode ser entendida como a
aplicação na condicional "na ida" e a aplicação da condicional "na volta". Veremos na aula
equivalências lógicas, se for objeto do seu edital, que as expressões pq e (p→q)∧(q→p)
são equivalentes, ou seja, apresentam a mesma tabela-verdade.

pq ≡ (p→q)∧(q→p)

(MME/2013) A representação simbólica correta da proposição "O homem é semelhante à mulher assim
como o rato é semelhante ao elefante" é
a) PQ
b) P
c) P∧Q
d) P∨Q
e) P→Q
Comentários:
Se definirmos as proposições simples P: "O homem é semelhante à mulher." e Q: "O rato é semelhante ao
elefante", o conectivo “assim como” une as duas proposições em uma bicondicional PQ.
PQ: "O homem é semelhante à mulher assim como o rato é semelhante ao elefante."
Gabarito: Letra A.
(TRF1/2006/ADAPTADA) Se todos os nossos atos têm causa, então não há atos livres e se não há atos livres,
então todos os nossos atos têm causa. Logo,
a) alguns atos não têm causa se não há atos livres.
b) todos os nossos atos têm causa se e somente se há atos livres.
c) todos os nossos atos têm causa se e somente se não há atos livres.
d) todos os nossos atos não têm causa se e somente se não há atos livres.
e) alguns atos são livres se e somente se todos os nossos atos têm causa.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
p: "Todos os nossos atos têm causa."
q: "Não há atos livres."

Observe que temos uma bicondicional escrita na forma “se p, então q e se q, então p”:
pq: “Se todos os nossos atos têm causa, então não há atos livres e se não há atos livres, então todos os
nossos atos têm causa.”

Como temos uma bicondicional entre p e q, podemos escrever:


pq: “[Todos os nossos atos têm causa] se e somente se [não há atos livres].”
Gabarito: Letra C.

Condição necessária e suficiente

Em uma bicondicional, dizemos que p é condição necessária e suficiente para q, bem como dizemos que
q é condição necessária e suficiente para p.

Considere novamente a seguinte bicondicional:

pq: “Pedro vai ao parque se e somente se Maria vai ao cinema.”

Podemos representar essa bicondicional também desses dois modos:

• p é condição necessária e suficiente para q

pq: "Pedro ir ao parque é condição necessária e suficiente para Maria ir ao cinema."

• q é condição necessária e suficiente para p

pq: "Maria ir ao cinema é condição necessária e suficiente para Pedro ir ao parque."


Na sequência, realizaremos algumas questões envolvendo os conectivos lógicos. Antes de prosseguir, peço
que você DECORE o resumo a seguir.

Conjunção (p∧q): é verdadeira somente quando ambas as parcelas são verdadeiras.


Disjunção Inclusiva (p∨q): é falsa somente quando ambas as parcelas são falsas.
Disjunção Exclusiva (p∨q): é falsa somente quando ambas as parcelas tiverem o mesmo valor lógico.
Condicional (p→q): é falsa somente quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda parcela é falsa.
Bicondicional (pq): é verdadeira somente quando ambas as parcelas tiverem o mesmo valor lógico.

Decorou? Para reforçar ainda mais o aprendizado, tente reproduzir em uma folha as tabelas-verdade dos
cinco conectivos sem espiar o material.

Agora vamos resolver algumas questões envolvendo diversos conteúdos vistos nesse tópico. Peço que você
não se preocupe ao errar, pois o enfoque, nesse momento, é o aprendizado.
(IPE Saúde/2022) Considere que o valor lógico da sentença A é a falsidade, o valor lógico de B é a verdade e
o valor lógico de C é a falsidade. Sobre isso, assinale V, se verdadeiro, ou F, se falso.
( ) (A∧B)→C
( ) (A∨B)∼C
( ) (∼A∨B)→C
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
a) V – V – V.
b) V – V – F.
c) V – F – V.
d) F – V – F.
e) F – F – F.
Comentários:
Sabemos A e C são falsos e B é verdadeiro. Com base nisso, vamos analisar as três proposições compostas.
(V) (A∧B)→C
Temos uma condicional cujo antecedente é (A∧B) e cujo consequente é C.
Note que o antecedente é uma conjunção da forma F∧V. Trata-se de uma conjunção falsa, pois um dos
termos da conjunção é falso.
Como o consequente C é falso, note que a condicional (A∧B)→C apresenta a forma F→F. Logo, temos uma
condicional verdadeira, pois a condicional é falsa somente no caso V→F.
(V) (A∨B)∼C
Temos uma bicondicional em que o primeiro termo é (A∨B) e o segundo termo é ~C.
Note que o primeiro termo é disjunção inclusiva da forma F∨V. Trata-se de uma disjunção inclusiva
verdadeira, pois a disjunção inclusiva é falsa somente no caso F∨F.
O segundo termo, ~C, é a negação de um termo falso. Logo, ~C é verdadeiro.
Perceba, portanto, que temos uma bicondicional da forma VV, em que ambos os termos são verdadeiros.
Logo, temos uma bicondicional verdadeira.
(F) (∼A∨B)→C
Temos uma condicional cujo antecedente é (∼A∨B) e cujo consequente é C.
Como A é falso, temos que ~A é verdadeiro. Note, portanto, que o antecedente da condicional, (∼A∨B), é
uma disjunção inclusiva da forma V∨V. Trata-se de uma disjunção inclusiva verdadeira, pois a disjunção
inclusiva é falsa somente no caso F∨F.
Como o consequente C é falso, note que a condicional (∼A∨B)→C apresenta a forma V→F. Logo, temos uma
condicional falsa, pois o caso V→F é o único caso em que a condicional é falsa.
Logo, a ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é V – V – F.
Gabarito: Letra B.
(DPE RS/2023) Sabe-se que a sentença:
“Se a camisa é preta e a calça é branca, então o cinto é marrom ou o sapato é marrom” é FALSA.
É correto afirmar que:
a) Se o cinto é marrom, então o sapato é marrom;
b) Se o sapato não é marrom, então a camisa não é preta;
c) Se a calça é branca, então o sapato é marrom;
d) Se a camisa é preta, então a calça não é branca;
e) Se a camisa é preta, então o cinto é marrom.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
p: “A camisa é preta.”
b: “A calça é branca.”
c: “O cinto é marrom.”
s: “O sapato é marrom
A sentença em questão pode ser descrita como (p∧b)→(c∨s):
(p∧b)→(c∨s): “Se [(a camisa é preta) e (a calça é branca)], então [(o cinto é marrom) ou (o sapato é
marrom)].”
Como a condicional em questão é falsa, o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso. Logo:
• (p∧b) é verdadeiro; e
• (c∨s) é falso.

Para que a conjunção p∧b seja verdadeira, ambas as parcelas precisam ser verdadeiras. Logo, p é V e b é V.
Para que a disjunção inclusiva c∨s seja falsa, ambas as parcelas precisam ser falsas. Logo, c é F e s é F.
Com base nessas informações, vamos avaliar a alternativa que apresenta uma proposição verdadeira.
a) c→s – Trata-se da condicional F→F, que é uma condicional verdadeira. Esse é o gabarito.
b) ~s→~p – Condicional falsa, pois temos o caso V→F.
c) b→s – Condicional falsa, pois temos o caso V→F.
d) p→~b – Condicional falsa, pois temos o caso V→F.
e) p→c – Condicional falsa, pois temos o caso V→F.
Gabarito: Letra A.
(PM SP/2023) São logicamente verdadeiras as seguintes afirmações:
I. Eu sou casado ou eu não sou policial.
II. Eu não tenho filho e eu não sou casado.
A partir dessas informações, pode-se afirmar que
a) eu não sou casado, sou policial e não tenho filho.
b) eu não sou casado, não sou policial e não tenho filho.
c) eu sou casado, sou policial e tenho filho.
d) eu sou casado, não sou policial e tenho filho.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
f: “Eu tenho filho.”
c: “Eu sou casado.”
p: “Eu sou policial.”

Note que a afirmação I pode ser descrita como c∨~p:


c∨~p: “[Eu sou casado] ou [eu não sou policial].”

Por outro lado, a afirmação II pode ser descrita como ~f∧~c:


~f∧~c: “[Eu não tenho filho] e [eu não sou casado].”
Sabemos que ambas as afirmações são verdadeiras.
Observe a conjunção ~f∧~c da afirmação II. Para que ela seja verdadeira, ambas as parcelas precisam ser
verdadeiras. Logo, ~f e ~c são ambos verdadeiros. Isso significa que f é F e c é F.
Observe agora a disjunção inclusiva c∨~p da afirmação II. Para que ela seja verdadeira, não podemos ter
ambos os termos falsos. Como já sabemos que c é falso, é necessário que ~p seja verdadeiro. Logo, p é F.

Como todas as proposições simples definidas são falsas, é correto afirmar que eu não sou casado (~c é
verdadeiro), não sou policial (~p é verdadeiro) e não tenho filho (~f é verdadeiro).
Gabarito: Letra B.

(PM BA/2020) Observe as duas proposições P e Q apresentadas a seguir.


P: Ana é engenheira.
Q: Bianca é arquiteta.
Considere que Ana é engenheira somente se Bianca é arquiteta e, assinale a alternativa correta.
a) Ana ser engenheira não implica Bianca ser arquiteta
b) Ana ser engenheira é condição suficiente para Bianca ser arquiteta
c) Uma condição necessária para Bianca ser arquiteta é Ana ser engenheira
d) Ana é engenheira se e somente se Bianca não é arquiteta
e) Uma condição necessária para Bianca ser arquiteta é Ana não ser engenheira
Comentários:
Sabemos que o conectivo "somente se" corresponde ao conectivo "se...então". Logo, o enunciado apresenta
a condicional P→Q, que pode ser representada das seguintes formas:
P→Q: "[Ana é engenheira] somente se [Bianca é arquiteta]."
P→Q: "Se [Ana é engenheira], então [Bianca é arquiteta]."
Vamos avaliar a alternativa que apresenta outra forma de expressar o condicional P→Q em questão.

a) Ana ser engenheira não implica Bianca ser arquiteta. ERRADO.


Sabemos que a palavra "implica" pode expressar uma condicional. Nesse caso, a condicional P→Q pode ser
representada corretamente da seguinte forma:
P→Q: "[Ana ser engenheira] implica [Bianca ser arquiteta]."
A alternativa erra ao escrever "não implica".
b) Ana ser engenheira é condição suficiente para Bianca ser arquiteta. CERTO.
Quando temos uma condicional P→Q, podemos dizer que:
P é condição suficiente para Q;
Q é condição necessária para P.
Uma forma de não trocar condição necessária por suficiente e vice-versa é lembrar que a palavra "se"
aponta para a condição suficiente.
Para o caso em questão, P corresponde a "Ana é engenheira" e Q é a proposição "Bianca é arquiteta". Logo,
a alternativa B apresenta corretamente a condicional P→Q:
P→Q: "Se [Ana é engenheira], então [Bianca é arquiteta]."
P→Q: [Ana ser engenheira] é condição suficiente para [Bianca ser arquiteta]."

c) Uma condição necessária para Bianca ser arquiteta é Ana ser engenheira. ERRADO.
Podemos reescrever a proposição composta apresentada nessa alternativa do seguinte modo:
"[Ana ser engenheira] é condição necessária para [Bianca ser arquiteta]."
Essa proposição composta pode ser reescrita novamente da seguinte forma:
"Se [Bianca é arquiteta], então [Ana é engenheira]."
Note que essa proposição composta corresponde a Q→P.
d) Ana é engenheira se e somente se Bianca não é arquiteta. ERRADO.
A proposição original é uma condicional. Essa alternativa está errada por apresentar o conectivo
bicondicional "se e somente se".

e) Uma condição necessária para Bianca ser arquiteta é Ana não ser engenheira. ERRADO.
Podemos reescrever a proposição composta apresentada nessa alternativa do seguinte modo:
"[Ana não ser engenheira] é condição necessária para [Bianca ser arquiteta]."
Essa proposição composta pode ser reescrita novamente da seguinte forma:
"Se [Bianca é arquiteta], então [Ana não é engenheira]."
Note que essa proposição composta corresponde a Q→~P.
Gabarito: Letra B.

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