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Tavares
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ATOS DOS APÓSTOLOS
SUMÁRIO
O SENHOR FAZ PREPARATIVOS PARA SUA IDA ..................... 05
ESBOÇO DOS CAPÍTULOS .................................................. 06
O FALAR DE LÍNGUAS ...................................................... 11
ESTEVÃO, O MÁRTIR.......................................................... 19
SÍNTESE DE SAULO E A SUA CONVERSÃO ...................... 24
A MORTE DE ESTEVÃO .................................................... 26
PRIMEIRA VIAGEM DE PAULO .......................................... 34
SEGUNDA VIAGEM DE PAULO .......................................... 42
PAULO E SILAS NA CADEIA (Um Culto de Louvor excepcional).. 43
PAULO, O PREGADOR ...................................................... 44
TERCEIRA VIAGEM DE PAULO ......................................... 47
PAULO VAI A JERUSALÉM .............................................. 50
PAULO PERANTE O SINÉDRIO ......................................... 51
PAULO PERANTE OS GOVERNADORES ............................. 54
VIAGEM DE PAULO À ROMA ......................................... 56
O NAUFRÁGIO DE PAULO .............................................. 56
RESUMO CRONOLÓGICO DA VIDA DE PAULO ............... 59
BIBLIOGRAFIA .................................................................. 60
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ATOS DOS APOSTOLOS
Texto: Atos 1.1-11
O Evangelho Segundo Lucas foi dedicado a Teófilo (“quem ama a Deus”)
como representação a todos os Cristãos. No início do livro de Atos, Lucas
escreve: “Escrevi o primeiro tratado, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus
fez e ensinou até. Ressaltamos a palavra “até”, porque no livro de Atos estudamos
o que Jesus continuou a fazer por intermédio de seus discípulos. Neste livro, lemos
como Jesus cumpriu Sua promessa: “E eis que estou convosco todos os dias até a
consumação dos séculos”, e continuou Sua obra através do Espírito Santo.
Enquanto nos Evangelhos lemos “E Jesus disse”. O Espírito é revelado como
representante de Cristo, guiando o progresso e a administração da Sua igreja. O
livro pode ser chamado “Os atos de Cristo mediante seus servos” ou “Os atos do
Espírito Santo.
1. O SENHOR FAZ PREPARATIVOS PARA A SUA IDA - At. 1.1-5
Por intermédio do Espírito Santo, Jesus instruiu os apóstolos que escolhera.
Estas instruções são registradas em várias passagens como em Lc. 24.44-49: Mt.
28.19,20: Mc 16.15-18: Jo. 21; e nos versos 3-8 deste capítulo (At. 1). Em
que sentido as instruções foram dadas mediante o Espírito Santo? A unção que
Jesus recebeu no rio Jordão era ilimitada e permanente. Mediante o Espírito,
recebeu poder para seu ministério; mediante o Espírito Santo, recebeu forças para
enfrentar a cruz (Hb. 914); mediante o Espírito Santo, foi ressuscitado dentre os
mortos (Rm. 8.11) e, no dia de Pentecostes, batizou outros no Espírito Santo.
Após a sua ressurreição, a unção ainda estava sobre Ele.
Dando uma ordem específica. “E, comendo com Eles, determinou-lhes que
não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai (Jo.
14.16) a qual, disse Ele, de mim ouvistes”. O batismo do Senhor era o sinal para
Ele começar seu ministério; assim, também a igreja precisava também de um
batismo, para se preparar para cumprir um ministério de alcance mundial.
2. AS INSTRUÇÕES DO SENHOR COM RESPEITO AO FUTURO At.
1.6-8
“Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor será este o tempo
em que restaurarás o reino a Israel?”
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O Senhor, na sua resposta, fez com que erguessem os olhos para ver todas as
nações.
II - A VINDA DO ESPÍRITO SANTO - At. 1.12-2.13
O rei Davi planejou a edificação do templo, e reuniu os materiais para tanto,
mas foi Salomão, seu sucessor, quem o erigiu (I Co 29.1,2). Da mesma maneira,
o Senhor Jesus planejou a Sua igreja durante o seu ministério na terra (Mt. 16.18;
18.17), e foi preparando os materiais humanos, mas, deixou ao seu sucessor e
representante, o Espírito Santo, o trabalho de erigir o edifício espiritual, que é a
igreja de Jesus Cristo. Foi no dia de Pentecostes que o templo espiritual foi
construído e cheio de glória do Senhor (cf. Ex. 40.34,35; I Rs 8.10,11; Ef.
2.20,22). O dia de Pentecostes era o dia do aniversário da igreja cristã e o
cenáculo era o local do seu nascimento.
ESBOÇO DOS CAPITULOS.
1. Os acontecimentos preparatórios.
A comissão divina, 1:4-8.
A ascensão do Senhor, 1:10-11.
A descida do Espírito, 2:1-4.
O equipamento dos obreiros, 2:4;4:31.
2. Os ministérios.
De Pedro no Pentecoste, 2:14-40. O segundo sermão de Pedro, 3:12-26.
Pedro no sinédrio, 4:5-12.
De Estevão, 7:1-60.
De Filipe e Pedro, 8:5-25.
De Filipe, 8:26-40.
3. Atos acerca da Igreja.
Seu crescimento. Veja 7:33.
Sua plenitude do Espírito Santo, 4:31.
Sua unidade e benevolência, 4:32-37.
Seu poder espiritual, 5:12-16.
A eleição dos diáconos, 6:1-6.
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4. As perseguições da Igreja, 4:1-3, 17-22; 5:17-18,40; 6:8-15.
Perseguições sob Saulo de Tarso, 8:1-3; 9:1.
Parte II. O período das missões estrangeiras. O centro de operações,
inicialmente em Jerusalém, é transferido pouco depois para Antioquia da Síria.
1. Acontecimentos preliminares que levaram às missões por todo o mundo.
O ministério de Filipe em Samaria, em companhia de Pedro e João, 8:5-
25.
A conversão de Paulo, que chega a ser o grande missionário e a figura
preeminente da igreja durante este período, 9:1-30.
A ampliação dos pontos de vista de Pedro por causa da sua visão em Jope,
resultando no seu ministério entre gentios de Cesaréia, 10:1-43.
O derramamento do Espírito Santo sobre os gentios em Cesaréia e a defesa
do ministério de Pedro ali, 10:44-11:18.
A ratificação da obra em Antioquia por Barnabé, o representante da igreja
de Jerusalém, 11:22-24.
Saulo de Tarso levado por Barnabé a Antioquia. Os dois cooperam no
estabelecimento da igreja, no lugar onde os discípulos foram chamados
cristãos pela primeira vez, 11:25-26.
A perseguição da igreja de Jerusalém por Herodes. A morte de Tiago e o
encarceramento e libertação de Pedro, 12:1-19.
2. O acontecimento da época na história das missões estrangeiras. Sob a
direção do Espírito Santo, Paulo e Barnabé foram enviados como missionários pela
igreja de Antioquia. João Marcos os acompanha, 13:1-5.
3. Primeira viagem missionária de Paulo. Missionários: Paulo, Barnabé, e
João Marcos, 13:4-14:26. Lugares visitados e eventos principais: A ilha de
Chipre, onde o procônsul se converteu e o nome de Saulo foi mudado para Paulo
no livro de Atos, 13:4-12. Perge e Panfília, onde João Marcos abandonou o
grupo, 13:13. Antioquia da Pisídia, onde Paulo prega um grande sermão na
sinagoga, 13:14-41. A oposição dos judeus e a obra entre os gentios, 13:44-49.
Expulsos da cidade pelos judeus, os missionários vão a Icônio. Aqui eles trabalham
durante algum tempo, mas surge uma perseguição e eles fogem para Listra e
Derbe, 14:6. A cura do coxo em Listra resultou na tentativa do povo de adorar a
Paulo e a Barnabé, mas os judeus promoveram oposição e Paulo foi apedrejado.
Imperturbáveis, os dois heróis escapam para Derbe, onde pregam o evangelho e
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ensinam a muitos, 14:8-20. Deste ponto, os missionários retornam pela mesma
rota, visitando e organizando as igrejas. Em Antioquia da Síria apresentam um
relatório da viagem, 14:21-28.
4. O concílio de Jerusalém.
O assunto em disputa, 15:5-6.
O argumento de Pedro a favor da liberdade cristã, 15:7-11.
Paulo e Barnabé relatam suas experiências, 15:12.
Palavras de Tiago e a decisão do concílio a favor de eximir aos gentios das
regras da lei, 15:13-29. Os apóstolos enviam Judas e Silas a Antioquia
como portadores da carta do concílio à igreja, 15:27-30.
5. Segunda viagem missionária de Paulo, 15:36-18:22. Eventos
preliminares. Um desacordo entre Paulo e Barnabé acerca de João Marcos. Silas é
escolhido por Paulo para acompanhá-lo na viagem, 15:36-40.
lugares visitados e principais eventos: Visita às igrejas da Síria e Cilícia,
15:41. Em Listra, Timóteo se une aos missionários, que visitam várias cidades da
Ásia Menor, fortalecendo as igrejas, 15:41-16:5. O Espírito os guia a Trôade,
onde Deus os chama à Europa por meio de uma visão, 16:7-10. Em Filipos, as
autoridades encarceram a Paulo e Silas; o carcereiro se converte, 16:12-34, e os
apóstolos estabelecem uma igreja.
O próximo importante acontecimento é a fundação de uma igreja em
Tessalônica, onde se levanta uma perseguição e eles vão a Beréia, 17:1-10. Aqui
os missionários encontram alguns fiéis estudantes da Palavra, que são receptivos,
17:11-12. Uma tormenta de perseguições se abate novamente sobre eles, e Paulo
vai a Atenas, deixando o estabelecimento da igreja a cargo de Silas e Timóteo,
17:13-15.
Em Atenas, Paulo encontra a cidade cheia de ídolos e prega um sermão na
colina de Marte, mas poucos se convertem à fé, 17:15-34. Em Corinto, Silas e
Timóteo se unem a Paulo e fundam uma igreja. A obra é levada a cabo em meio a
perseguições que duram dezoito meses, 18:1-17. Após um tempo considerável,
Paulo se despede dos irmãos e parte para Síria, fazendo breve escala em Éfeso, e
termina sua viagem em Antioquia, 18:18-22.
6. Terceira viagem missionária de Paulo, 18:23-21:15. Lugares visitados e
eventos principais: Visita às igrejas na Galácia e na Frígia, 18:23. Parêntese.
Apolo em Éfeso, 18:24-28. Paulo regressa a Éfeso e encontra um grupo de
discípulos ainda não perfeitamente instruídos, e os dirige à vida mais plena do
Espírito, 19:1-7. Continua sua obra em Éfeso durante dois anos, 19:8-10. O
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senhor mostra-lhe que aprova o trabalho, outorgando-lhe o dom de curar, 19:11-
12. Os pecadores se convertem e muitos queimam seus livros de magia, 19:11-
20. Logo se levantou um alvoroço entre os artífices, pois estes temiam que os
ensinos de Paulo destruíssem seu negócio de fabricação de ídolos, 19:23-41.
Paulo sai de Éfeso, e depois de visitar as igrejas da Macedônia vai à Grécia,
20:1-2. Depois de três meses na Grécia, regressa a Macedônia e vai a Trôade,
onde prega, 20:3-12. De Trôade vai a Mileto e manda chamar aos anciãos
efésios. Em Mileto, entrega uma mensagem de despedida aos anciãos, 20:17-38.
De Mileto Paulo começa a sua viagem de regresso a Jerusalém, advertido pelo
Espírito dos sofrimentos que ali o esperam, 21:1-17.
7. Paulo em Jerusalém e Cesaréia.
Relata à igreja as experiências de seu ministério entre os gentios, 21:18-20.
Para evitar suspeitas, faz um voto, 21:20-26.
Os judeus lançam mão dele no templo, mas os soldados romanos o
resgatam, 21:27-40.
Sua defesa ante a multidão, 22:1-21.
Afirma sua cidadania romana a fim evitar ser açoitado, 22:25-30.
Comparece perante o Sinédrio, 23:1-10.
O Senhor lhe aparece de noite com uma mensagem de ânimo, 23:11.
A conspiração de alguns judeus para matá-lo provoca o seu envio a
Cesaréia, 23:12-33.
A acusação trazida contra ele pelos judeus e a defesa de Paulo perante o
governador Félix, 24:1-21.
O discurso perante Félix acerca de sua fé em Cristo, 24:24-26.
A defesa perante Festo e o apelo a César, 25:1-12.
Seu discurso perante Agripa, 26:1-29.
8. A viagem de Paulo, como prisioneiro, a Roma, 27:1-28:16.
A primeira etapa da viagem, 27:2-13.
A tempestade e a fortaleza espiritual de Paulo, 27:14-36.
O naufrágio e o livramento, 27:38-44.
As experiências na ilha de Malta, 28:1-10.
A chegada a Roma e seu ministério ali, 28:16-31
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1. O DIA
O Pentecostes era uma festa religiosa do Antigo Testamento que ocorria
cinqüenta dias após a páscoa, recebendo assim, o nome de Pentecostes (que é
derivada da palavra grega cinqüenta) Lv. 23.15-21. Notemos sua posição no
calendário das festas. (1) Em primeiro lugar, havia a festa da páscoa,
comemorando a libertação de Israel do Egito, na noite em que o anjo da morte
matou os primogênitos dos egípcios, enquanto o povo de Deus comia o cordeiro
em casas marcadas com o selo da aspersão do sangue. Esta festa tipifica a morte
de Cristo, o cordeiro de Deus, cujo o sangue nos protege do juízo de Deus. (2)
No sábado, após a noite da páscoa, os sacerdotes ceifavam o molho da cevada,
previamente selecionado, e o ofertavam ao Senhor como primícias da Ceifa. O
princípio era que as primícias da colheita, deviam ser oferecidas ao Senhor em
reconhecimento da sua soberania. Só depois é que o restante da colheita podia ser
ceifado. A festa tipifica Cristo “as primícias dos que dormem”.
Consideremos mais o Pentecostes:
(1) Fora a evidência da glorificação de Cristo. A descida do Espírito Santo,
era como que um “telegrama sobrenatural”, informando da chegada de Cristo à
mão direita de Deus. (2) Testemunhava a completação da obra de Cristo,
demonstrando que o sacrifício de Cristo fora aceito no céu, e que já chegara a
hora de proclamar a Sua obra completa. (3) Era a habitação do Espírito Santo
veio habitar no meio da igreja, a fim de administrar dali, os assuntos de Cristo.
2. O LOCAL. At. 1.12-12-14
“Estavam, todos reunidos no mesmo lugar”. O horário era antes da 9 horas
(a hora do culto matutino). O lugar era o cenáculo (At. 1.14) duma casa
particular. Local regular, para observância de festas religiosas tais como a Páscoa,
etc. Embora estes crentes, provavelmente freqüentassem as reuniões de culto três
vezes por dia no templo, também gastavam muito tempo no Cenáculo, onde
perseveravam unânimes em oração”.
3. O SOM
“De repente veio do céu um som como o de um vento impetuoso, o encheu
toda a casa onde estavam assentados”. Foi como se uma tempestade tivesse
entrado na casa, sem continuar o seu caminho. O vento é conhecido como
símbolo do Espírito Santo (Ez. 37.1-14; Jo 3.8). No Cenáculo, o vento
representava o sopro divino que veio primeiramente encher a casa de Deus, para,
então encher os indivíduos que tinham vindo adorar na casa, passando, depois, a
se espalhar pela terra em poder vivificante, como na criação, quando o Espírito do
Senhor pairava sobre as águas (Gn. 1.2). Podemos imaginar o Cristo glorificando,
em pé, à mão direita de Deus soprando sobre os cento e vinte, e dizendo:
“Recebei o Espírito Santo” (Jo. 20.22).
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4. A VISÃO
“E apareceram distribuídas entre eles línguas como que fogo, e pousou uma
sobre cada um deles”. Esta manifestação deve ter feito os discípulos lembrarem-se
das palavras de João Batista: “... Batizará com Espírito Santo e com fogo”. Diante
dos seus olhos, estavam vendo a evidência física do cumprimento desta profecia.
Mas, separadamente destas palavras, qualquer judeu entenderia muito bem que o
fogo proclamava a presença de Deus, trazendo à sua própria memória, incidentes
como a sarça ardente (Ex. 3.1,2), o fogo no monte Carmelo (I Rs 18.36-38), o
pilar de fogo e a vocação de Ezequiel (Ez. 1.4). O fato de que as línguas de fogo
se apresentassem em cada um deles, indicava, que iniciava-se uma nova
dispensação, na qual o Espírito de Deus já não seria cedido à comunidade como
um todo, e sim, indicava que o Dom línguas sobrenaturais tinha sido outorgado a
esta companhia de pessoas.
O Espírito como fogo, dá luz, purifica, dá calor e propaga-se.
5. O FALAR EM LÍNGUAS
Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e passaram a falar em outras línguas,
segundo o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Notamos alguns fatos
importantes acerca do falar em línguas:
(1) O que produz esta manifestação? O impacto do Espírito de Deus sobre a
alma humana é tão direto e com tanto poder, que leva a pessoa à posição de
êxtase, condição em que fala de modo sobrenatural, pela fato de que sua mente
fica totalmente controlada pelo Espírito.
(2) Para os discípulos, era a evidência de que estavam completamente
controladas pelo poder de Deus, que lhes fora prometido por Cristo. Quando a
pessoa toma consciência de estar falando em alguma língua que nunca aprendera
antes, pode ter a certeza de que algum poder sobrenatural passou a assumir
controle sobre ela.
(3) Alguns argumentam que a manifestação do falar em línguas, era limitada
à época dos apóstolos para ajudá-los a estabelecer o cristianismo, que era uma
novidade no mundo naquela época. Não existe no entanto, nada no Novo
Testamento que limite a continuidade desta manifestação.
III - O SERMÃO DE PEDRO NO DIA DE PENTECOSTES At. 2.14-47
O assunto central do sermão de Pedro é declarado no versículo 36: “Esteja
absolutamente certa, pois toda a casa de Israel, de que a este Jesus que vós
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crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.” Noutras palavras: que Jesus é o Messias
(ou Cristo), é comprovado pela sua ressurreição. Para os ouvintes (como para os
judeus de hoje), não havia conexão entre o nome de Jesus e o título de Messias.
1. DECLARANDO O FATO DA RESSURREIÇÃO
At. 22.22-24
O começo cuidadoso. Pedro estava falando a judeus cheios de preceitos que
tampariam seus ouvidos logo que ele mencionasse a divindade do crucificado.
Começou, portanto com assuntos de acordo mútuo. Descreveu Jesus como “varão
aprovado por Deus”. Sua intenção era chegar e mostrar a verdade, que o homem
Jesus, a quem conheciam, era Senhor e Messias, o Jesus, a quem Pedro conhecia.
Na tentativa de apresentar a um descrente a verdade do Evangelho, é bom
começar com as coisas, com as quais ele poderá concordar, para, então ir
chegando ao assunto principal.
Outro fato que os ouvintes de Pedro aceitaram, foi o ministério eficaz de
Cristo, que foi aprovado por Jesus com milagres, prodígios e sinais. O povo judeu,
sofrendo de falsos conceitos acerca da natureza do Messias, não reconheceu a
Jesus como Messias; havia porém, milagres de judeus que o ouviam como profeta
de Deus. Notemos a tríplice divisão das obras de Jesus: “milagres” (ou poderes)
refere-se a origem sobrenatural das obras; “prodígios” descreveu seu efeito em
fazer as pessoas maravilhar-se ao ponto de se convencerem e passarem a crer;
“sinais” caracteriza seu valor como prova da missão divina de Cristo.
O fato de que a morte de Cristo estava prevista por Deus, e fazia parte
integrante de seu plano, de modo algum serve como desculpas para a maldade dos
que condenaram Cristo à morte, porque fizeram este ato mediante sua própria
vontade e sem nenhuma pressão da parte Deus, que não força ninguém a cometer
pecado (Tg. 1.13,14). Disse Pedro: “Vós o mataste crucificando-o por mãos de
iníquos”.
O ato de vindicação da parte de Deus. “... Ao qual, porém, Deus
ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, porquanto, não era possível que Ele
fosse retido por ela” (por causa da sua divindade e da promessa de Deus). A
resposta que Israel deu às declarações do Messias foi à cruz e a sepultura; a
resposta de Deus era a coroa da glória, e a portentosa ressurreição.
2. PREDITA A RESSURREIÇÃO At. 2.25-28
“Porque, a respeito dele, diz Davi... “Pedro citou uma profecia do grande
antepassado de Jesus”. Como Davi sabia falar da ressurreição do seu divinal
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descendente? “Sendo, pois profeta.. Prevendo isto, referiu-se a ressurreição de
Cristo” (At. 2.30; II Sm. 23.1,2).
Enquanto lemos este Salmo messiânico, podemos pensar, à primeira vista,
que Deus está descrevendo sua própria experiência, e talvez, assim é o caso do
início do Salmo. Quando porém, chegamos às palavras: “Porque não deixarás a
minha alma na morte, nem permitirás que o teu servo veja a corrupção”,
percebemos que estas palavras não se podem aplicar a Davi, porquanto ele morreu
e seu corpo viu a corrupção, enquanto que o corpo de Cristo ressuscitou da morte
(At. 2.29-31).
3. COMPROVADA A RESSURREIÇÃO At. 2.31,33,36
O Testemunho dos Homens - “A este Jesus, Deus ressuscitou, do que todos
nós somos testemunhas”. Em outro Sermão, Pedro disse: “A este, ressuscitou
Deus, no terceiro dia, e concedeu que fosse manifesto, não a todo povo, mas às
testemunhas que foram anteriormente escolhidas por Deus, isto é, a nós que
comemos e bebemos com Ele”. Depois que ressurgiu, testemunhamos o fato de
que Jesus ainda estava vivo, e que seu ministério continuaria mediante seus
seguidores. “Por que Cristo, ressurreto, não se mostrou aos descendentes?” Ver
Lc. 16.31 e Jo 11.43,53.
O Testemunho do Espírito - “Exaltado, pois, à destra de Deus tendo
recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis”.
O derramamento do Espírito com as manifestações sobrenaturais que o
acompanharam, era, por assim dizer, um telegrama sobrenatural que avisava aos
discípulos que Jesus já estava reinando em poder no centro do universo!
Pedro chega à irrefutável conclusão: “Esteja, pois, absolutamente certa toda
a casa de Israel, de que este Jesus que vós crucificastes Deus o fez Senhor e
Cristo”. O apóstolo chega ao ponto alto de sua grande comissão, ao colocar
diante de toda a casa de Israel, sacerdotes, anciãos e o povo comum, a
convocação ao arrependimento e à confissão de Cristo como Mestre.
4. APLICADA A MENSAGEM At. 2.37-39
Convicção - “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e
perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?”
Exortação - “Arrependei-vos”. O arrependei-vos, neste caso, seria o
seguinte: “Vocês mataram o Messias; Deus, no entanto, derrotou os vossos
propósitos ao ressuscitá-lo; realmente, o que vocês fizeram, o fizeram por ódio, e
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vosso pecado é patente e permanece”. Arrependam-se enquanto a misericórdia
divina espera por vocês, logo, Cristo virá como Juiz.
Instrução - “E cada um de vós seja batizado em nome do Senhor Jesus
Cristo, para remissão dos vossos pecados”. Duas expressões precisam de
explicação:
(1) As palavras: “em nome de Jesus Cristo”. Não há conflito com o
formulário trinintariano: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, porque
não se declara aqui que At. 2.38 é um formulário de batismo, mas apenas uma
declaração do autor da autoridade para o batismo do crente. Quem é batizado
nEle, passa da vida antiga, para uma nova vida de retidão, em obediência
mandamento do Pai, e por meio do Espírito Santo.
(2) As palavras: “batizado... Para a remissão dos vossos pecados e, como
testemunho público disso, deveis ser batizados nas águas”.
Promessa - A purificação do pecado é seguida pelo revestimento do poder.
“E recebereis o Dom do Espírito Santo”. O livro de Atos indica que estas são
experiências diferentes, embora possam ser recebidas simultaneamente (Cf. At.
19,4-7 e 10.44).
A Resposta - “Com muitas outras palavras deu testemunho e, exortava-os,
dizendo: Salvai-vos desta geração perversa”. “Então, os que lhe aceitaram a
palavra foram batizados havendo um acréscimo, naquele dia, de quase três mil
pessoas.” Assim, num só dia, foram acrescentados três mil membros aos 120
membros originais da primeira igreja - Um acréscimo de 2.500% - a divina adição
e multiplicação.
A CURA DE UM COXO At. 3
O livro de Atos descreve o início da Igreja. No capítulo anterior, estudamos
o primeiro sermão, pregado pelo primeiro pregador, da primeira Igreja, no
primeiro dia de sua organização, e a primeira resposta ao primeiro apelo. Deste
capítulo, passaremos a considerar o primeiro milagre apostólico.
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1. AS CIRCUNSTÂNCIAS
A ocasião - “Pedro e João subiram ao templo para a oração a hora nona”.
Os primeiros cristãos, que eram de nacionalidade judaica, se reuniram num dos
pórticos do templo para o culto, um privilégio, ninguém os molestava, porque
consideravam que estes cristãos representassem uma seita dentro do judaísmo, por
mais fanática que a seita lhe parecesse ser. Mais tarde, os líderes tiveram que
abandonar esta idéia.
O sofredor - “era levado um homem, coxo de nascença, o qual punham
diariamente à porta do templo, chamada formosa, para pedir esmola aos que
entravam”. Que contraste!
A CURA
O pedido - “Vendo ele a Pedro e João que iam entrar no templo, implorava
que lhes dessem uma esmola”. Mecanicamente, começou a fazer suas lágrimas,
como hábito de rotina; talvez nem olhasse para os apóstolos esperando receber
alguma coisa.
A ordem que chamou atenção - “Pedro, fitando-o, juntamente com João,
disse: Olha para nós”. “O mendigo tinha que ser despertado para a liturgia, e
preparar a mente e coração para receber uma bênção espiritual”. “Ele os olhava
atentamente esperando receber alguma coisa”.
O presente inesperado - “Não possuo nem prata nem ouro”. Podemos
imaginar a decepção do mendigo! Pedro, no entanto, ainda não acabara de falar.
“Mas, o que tenho isto te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!”
A ura milagrosa - “Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda! E,
tomando-o pela mão direita, levantou-o; imediatamente, os seus pés e artelhos se
firmaram”. Notam-se três fatos com respeito à cura:
A) Foi em nome de Jesus Cristo.
B) A cura foi realizada mediante a fé: “Pela fé em o nome de Jesus; esse
mesmo nome fortalecerá a este homem que agora vedes e reconheceis, sim, a fé
que vem por meio de Jesus, deu a este homem saúde perfeita na presença de
todos vós” (At. 3.16).
C) Mas foi necessário que Pedro o tomasse pela mão.
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V - PEDRO E JOÃO PERANTE O SINÉDRIO
Quando Deus opera, o diabo começa a trabalhar, é um ditado comum entre
os crentes. E não é de surpreender quando pela primeira perseguição que se
registra contra a Igreja.
1. DO TEMPLO PARA A PRISÃO. At. 4.1-4
Os sacerdotes com os policiais, forçando o caminho no meio da multidão,
levaram Pedro e João presos por perturbação da ordem, e pregação de heresia.
Nota-se que os sacerdotes pertenciam ao partido dos Saduceus, que não
acreditavam na ressurreição dos mortos.
2. DA PRISÃO PARA O TRIBUNAL. At. 4.5-22
As perguntas acusadoras - Diante do concílio eclesiástico dos judeus,
chamado sinédrio. A acusação foi sugerida com a pergunta “com que poder e em
nome de quem fizeste isto?” Respondessem: “o coxo foi curado em nome do
Senhor Deus”, seriam libertados (Jo. 9.24); se, porém, insistissem em afirmar que
fora em nome de Jesus que o homem foi curado, seriam expostos à acusação de
blasfêmia. Atribuir o milagre a Jesus seria atrair para si mesmo a condenação.
A) A resposta inspirada - 4.8-12
B) O reconhecimento significativo “Reconheceram que haviam eles estado
com Jesus”.
C) A Severa proibição “Chamando-os, ordenaram-lhes que absolutamente
não falassem nem ensinassem o nome de Jesus”. Era o mesmo que proibir o sol
brilhar.
3. DO TRIBUNAL PARA A IGREJA. At. 4.23-31
A oração - é o recurso mais poderoso da Igreja quando esta ameaçada pelo
poder mundano.
A necessidade do poder - apelaram para o poder que vem de Deus.
A busca do poder - “concede aos teus servos que anunciem com toda
intrepidez a tua palavra”.
Concedido o poder - A resposta veio tão rápida como um trovão depois do
raio. Caiu o poder divino e houve grande movimento; primeiro, um tremor de
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terra - “tremeu o lugar onde estavam” - depois, um tremor de almas - “todos
ficaram cheios do Espírito Santo”, e, finalmente um tremor de línguas - “com
intrepidez, anunciavam a Palavra de Deus”.
VI - O PECADO DA HIPOCRISIA. At. 4.32 - 5.11
Os crentes movidos espontaneamente por um Espírito de amor, e sem serem
forçados a isto, vendiam imóveis seus e depositavam a importância apurada em
fundo onde se distribuía ajuda conforme a necessidade de cada um.
Provavelmente, o dinheiro era trazido até os apóstolos como consagração num
culto especial. Barnabé, que era de certo, um homem de bens e de influência,
vendeu um campo e publicamente depositou seu valor em dinheiro aos pés dos
apóstolos. No meio daquele ardor de entusiasmo, Ananias e Safira cobiçaram a
mesma honra, sem querer pagar o preço. “Entretanto, certo homem chamado
Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, mas de acordo com
sua mulher, reteve parte do preço, e, levado o restante, depositou aos pés dos
apóstolos”.
1. MANIFESTAÇÃO DA HIPOCRISIA
Notemos quais eram provavelmente os elementos principais do pecado de
Ananias e Safira:
Cobiça - Como no caso de Judas, o amor ao dinheiro estava na raiz do seu
pecado. “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. (I Tm. 6.10).
Cobiçavam honra e glória na Igreja; cobiçavam ao mesmo tempo o dinheiro.
Falta de fé - No fundo, a falta de fé está por trás de quase todos os pecado
do crente. Já não havia “fundo de garantia”. Precisavam evitar o fanatismo e
garantir o dia de amanhã.
Desejo de honra - O casal admirava o caráter generoso de Barnabé, e
cobiçava o alto conceito e louvor de que Barnabé era alvo na Igreja, por causa de
seu ato de abnegação. Os dois queriam receber o louvor que se dá aos heróis da fé
sem esforços nem sacrifícios.
Hipocrisia - O desejo de parecer virtuoso sem pagar o preço de ser virtuoso -
esta é a essência da hipocrisia. Literalmente a palavra “hipócrita” quer dizer
“ator”.
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2. DETECTADA A HIPOCRISIA (Desmascarando o pecado).
A origem do pecado - “Por que encheu satanás o teu coração...”; como no
caso de Judas, satanás derramava suas pecaminosas sugestões no coração de
Ananias. (cf. Jo. 13.2). O diabo, no entanto, não pode entrar em nossa vida, a
não ser mediante permissão nossa, e, por isso Pedro perguntou: “Por quê?” Resisti
ao diabo e ele fugirá de vós” (Tg. 4.7). Por isso, a responsabilidade do homem
permanece: “Como, pois, assentaste no coração este desígnio?”
A natureza do pecado - “Não mentiste aos homens mas a Deus”.
Provavelmente, imaginasse que estivesse logrando a Pedro, líder da Igreja, não
tendo entendido devidamente que o verdadeiro líder da igreja é o Espírito Santo,
onisciente, que a tudo perscruta.
O autor do julgamento - Pedro, como porta-voz do Espírito Santo,
denunciou o pecado.
A natureza do julgamento - “E sobrevirá grande temor sobre todos quantos
ouviam a notícia destes acontecimentos”
VII - OS DISCÍPULOS SOFREM POR AMOR A CRISTO. At. 5.12-42
No capítulo 04 de Atos, e nos primeiros versos deste o quinto capítulo,
vemos que o inimigo procurou corromper a Igreja por dentro, mas fracassou.
Assim sendo, o inimigo mudou outra vez sua estratégia e atiçou os líderes dos
judeus a perseguirem os crentes.
Jesus está operando na vida dos homens, e este capítulo mostra quatro
atitudes que o homem pode assumir frente a esta operação divina: hostilidade (vv.
17-28), obediência (vv. 29-32), neutralidade (vv. 33-39), cooperação (vv. 41-
42).
HOSTILIDADE At. 5.17-28
Detenção – “Tomaram-se de inveja”.
Livramento - “Mas, de noite, um anjo do Senhor abriu as portas do cárceres
e, conduzindo-o para fora...”
Acusação - O Sumo Sacerdote levantou um inquérito com respeito ao modo
como escaparam os apóstolos (os Saduceus não acreditam em anjos).
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2. OBEDIÊNCIA At. 5.29-32
“Antes importa obedecer a Deus do que aos homens” (v. 29).
Pedro apresentou três razões que explicavam a impossibilidade de eles
manterem o silêncio.
Primeiro Deus vindicara a Jesus e condenara as autoridades judaicas, ao
ressuscitá-lo e exaltá-lo;
Segundo, os apóstolos eram testemunhas de todas as coisas;
Terceiro, o Espírito Santo, mediante palavras e atos milagrosos, dera
testemunho de justiça de Cristo. Os peritos em direito dizem que esta breve defesa
de Pedro é um dos melhores exemplos de defesa jurídicos já apresentados.
3. NEUTRALIDADE At. 5.33-39 Gamaliel
4. COOPERAÇÃO. At. 5.41,42
VIII - ESTEVÃO, O PRIMEIRO MÁRTIR. At.6; 7; 8.1,2
Apesar da oposição por parte das autoridades a Igreja cresceu cada vez mais
rapidamente; mas o próprio crescimento criou um problema que poderia ter sérias
conseqüências.
Os apóstolos perceberam onde estava a dificuldade, e chamaram uma
reunião da comunidade, explicando que seus deveres espirituais não deixavam
tempo para o cuidado material do andamento da igreja; aconselharam, portanto, a
escolha de sete homens qualificados para cuidar deste aspecto. Foram estes
primeiros diagnósticos: todos “cheios do Espírito Santo e de sabedoria”; dois
deles, Felipe e Estevão, com um ministério muito especial.
1. O MINISTÉRIO DE ESTEVÃO. At. 6.8-15
Seu espírito e caráter. Seus adversários: membros das Sinagogas. Sua
mensagem. A pior calúnia tem sempre como de partida alguma verdade mal
interpretada: (1) “Falar contra o lugar santo”. (2) A mudança dos “costumes que
Moisés nos deu”. Estevão pregava que a Antiga Aliança com suas instituições
foram cumpridas em Jesus. (3) “Blasfêmia contra Moisés”. “Que Moisés é inferior
a Jesus”. (4) “Blasfêmias contra Deus” - ensinara a divindade de Cristo.
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Sua espiritualidade. Sendo acusado de ser blasfemador, “viram seu rosto
como se fosse rosto de anjo”.
2. O PROCESSO DE ESTEVÃO. At. 7.34-60
A visão de Cristo - Para conceder a Estevão uma anestesia celestial, e tirar o
aguilhão da morte, foram abertos os céus Estevão viu o Filho do homem em pé da
destra de Deus.
A oração de dedicação - “E apedrejavam a Estevão que invocava e dizia:
Senhor Jesus, recebe o meu Espírito!”
IX - O JULGAMENTO SIMULADO DE UM CRENTE At. 8.1-25
Jesus, certa vez, deu em parábola a seguinte descrição da obra de
evangelização: “O reino dos céus, é ainda, semelhante a uma rede que, lançada no
mar, recolhe peixe de toda espécie. E, quando já esta cheia, os pescadores
arrastam-na para a praia e, assentados, escolhem os bons para o cesto, e os ruins
deitam fora” (Mt 13.47,48).
Neste capítulo veremos Felipe lançando a rede no meio do mar da
humanidade, trazendo muitos peixes bons e, no meio deles, um peixe
excepcionalmente ruim - Simão, o mago.
A pregação do evangelho em Samaria por Felipe resultou num grande
avivamento espiritual. Entre os convertidos havia um famoso mágico chamado
Simão, que ficava impressionado com estes sinais sobrenaturais. Os apóstolos
enviaram Pedro e João para ver a obra e levar os convertidos a experiências
espirituais mais profundas. Estudaremos especificamente o contato que o apóstolo
Pedro teve com Simão.
1. A PROPOSTA DE SIMÃO
Quem era Simão - Simão (provavelmente um samaritano). A Bíblia faz dele
a seguinte descrição: “Ora, havia certo homem chamado Simão, que ali praticava
a mágica, iludindo o povo de Samaria, insinuando ser ele grande vulto, aos quais
todos davam ouvidos, do maior ao menor dizendo: Este homem é o poder de
Deus, chamado o Grande Poder”.
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O que levou a tornar-se Cristão? - O verso 13 sugere a resposta “Tendo sido
batizado, acompanhava Felipe de perto, observando extasiado os sinais e grandes
milagres praticados.” Pode ser que Simão seguisse o antigo adágio político: “Se
não conseguir vencê-los, passe para o lado deles”.
O que ele viu - “Vendo, porém, Simão, que, pelo fato de imporem as mãos
os apóstolos, eram concedidos o Espírito Santo, ofereceu-lhes dinheiro...”.
O que ele disse: - “Ofereceu-lhes dinheiro”, propondo: concedei-me a mim
também este poder, para que aquele sobre que eu impuser as mãos receba o
Espírito Santo.
2. A RESPOSTA DE PEDRO
O que ele viu - Pedro descreve como segue, o que ele viu no caráter de
Simão, mediante o discernimento no Espírito: “Vejo que estás em fel de amargura
e laço de iniquidade”. “Fel de amargura” é alusão a At. 29.18.
O que ele disse –
(1) Repreendeu o erro de Simão: “O teu dinheiro será contigo para
perdição, pois julgaste adquirir por meio dele o dom de Deus”. O pescador que já
dissera: “Não possuo nem prata nem ouro” não queria saber de subornos.
(2) Descreve a condição espiritual de Simão: “Não tens parte neste
ministério”.
(3) Indica o caminho da salvação. “Arrepende-te, pois, da tua maldade”.
O que ele ouviu - Respondendo, porém, Simão lhes pediu: Rogai vós por
mim ao Senhor, para que nada do que dissestes, venha sobre mim.
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X - FELIPE, O OBREIRO PESSOAL At. 8.26-28
1. A COMISSÃO
A ordem - “Um anjo do senhor falou a Felipe dizendo: dispõe-te vai para a
banda do sul, no caminho que desce de Jerusalém à Gaza; este se acha deserto”.
“Felipe estava no meio de um grande avivamento onde parecia necessária a sua
presença” Mesmo assim, recebeu ordens no sentido de ir caminhando pelo
deserto, numa jornada de 96 km... Até atingir a cidade pagã de Gaza.
Obediência - “Ele se levantou e foi”. A ordem não estava em detalhes,
indicava apenas a direção a seguir. Sem questionar ou duvidar, ele foi. Nada pode
substituir a vontade de Deus. Certo escritor disse: “Lembro-me de ter visto uma
lista de proibições para operadores de máquinas: a única proibição de que ainda
me lembro era: “Não discuta com seu chefe”. “É uma boa perguntaram a certo
obreiro cristão qual o segredo de seu sucesso, respondeu: “Nunca respondi NÃO
a Cristo”.
O propósito - Felipe mal iniciava a viagem quando descobriu a razão de sua
estranha comissão. “Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha
dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar
em Jerusalém, estava de volta, e assentado no seu carro, vinha lendo o profeta
Isaías”. (1) Quem era ele. Era eminente estadista, ministro da fazenda do reino da
Etiópia, ao sul do Egito.
(2) De onde vinha sua visita ao tempo de Jerusalém sugere que era ele um
prosélito, ou seja, gentio convertido ao judaísmo.
(3) O que fazia. Lia em voz alta, conforme o costume oriental.
(4) Por que tinha que ser abordado. Em primeiro lugar, porque Cristo dá
valor a salvação dos indivíduos. Neste incidente, um anjo, um pregador e o
Espírito Santo cooperaram para a salvação deste único homem. Foi o meio
empregado por Deus para levar o Evangelho à África.
2. O CONTATO - At. 8.29-31
A ordem - “Então, disse o Espírito Santo a Felipe aproxima-te deste carro e
acompanha-o”.
OBS: "E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te e vai para a banda
do sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserta. E
levantou-se, e foi, e eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de
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Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros
e tinha ido à Jerusalém para adoração". (Atos 8:26 e 27)
O protagonista deste texto bíblico é eunuco. Um eunuco era um homem
privado de sua masculinidade. Quase sempre se dedicava ao humilhante trabalho
de cuidar das mulheres que formavam o harém do Rei. Mas, no texto que
acabamos de ler, o eunuco é apresentado como o principal administrador dos
tesouros do reino de Candace. Em outras palavras, ele conseguiu chegar no topo
de sua carreira profissional.
Era próspero financeiramente, tinha um bom salário, mas, faltava-lhe alguma
coisa no coração. Ele sentia um grande vazio e isso o incomodava. Quando
chegava a noite não conseguia dormir. Sabe por quê? Porque por ser um eunuco
estava condenado a não ter descendentes. Não teria geração. Sua vida terminaria
com ele mesmo.
A obediência - Uma vez que o Espírito lhe dera a ordem, Felipe foi de
imediato correndo para o carro. Agora Felipe correu mesmo, porque o carro logo
podia se distanciar, e a oportunidade seria perdida. Notemos que embora Felipe
estivesse acostumado a trabalhar entre pessoas pobres e humildes, não tinha
acanhamento em ir conversar com o nobre estadista.
A pergunta - Felipe, tendo sido enviado da parte do Rei divino, não esperou
nenhuma apresentação formal, e logo perguntou: “Compreendes o que vens
lendo?” Uma boa pergunta para todo leitor da Bíblia ir fazendo a si mesmo.
O convite - “E convidou Felipe a subir e a sentar-se junto a ele”. Felipe
entrara no deserto em obediência ao seu mestre e, logo tem um carro para viajar,
e um poderoso príncipe como companheiro de viagem. Quando entramos em
lugares difíceis, seguindo as ordens do nosso Senhor, Ele cuida de nós.
O SERMÃO AT.8.32-35
O problema - “Então o eunuco disse a Felipe: Peço-te que me explique a
quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro?”.
A pregação - notam-se os seguintes fatos com respeito ao sermão: (1) Não
foi premeditado. (2) Era bíblico. “Começando por esta passagem das Escrituras,
anunciou-lhe Jesus”. (3) Seu tema era Jesus. “Anunciou-lhe a Jesus. Jesus! Foi Ele
a chave daqueles textos difíceis, é, Ele a chave para explicar a totalidade da Palavra
de Deus. (Lc. 24:27,24).
O Cristianismo é mais do que uma pregação da veracidade de uma doutrina;
é a proclamação do poder de uma pessoa viva.
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4. A CONVERSÃO At. 8.36-38
“Seguindo eles caminho a fora, chegando a certo lugar onde havia água,
disse o eunuco. Eis aqui água, disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu
seja batizado?”
“Felipe respondeu: É lícito, se crês de todo coração. E, respondendo, ele
disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Então mandou para o carro,
ambos desceram à água, Felipe batizou o eunuco”.
5. A SEPARAÇÃO At. 8.39-40
O pregador e o récem-convertido estavam cheios de júbilo.
O arrebatamento físico de Felipe. “Quando saíram da água, o Espírito
arrebatou a Felipe, não o vendo mais o eunuco”. A palavra arrebatar é a mesma
empregada em II Co. 12.1-4. No caso de Paulo, a região era celestial e invisível, e
o apóstolo não sabia se estava no corpo ou não; no caso de Felipe, o
arrebatamento foi para um outro ponto da terra.
Esta manifestação do poder do Espírito tinha o fim prático de levar Felipe
para a próxima obra evangelística (v. 40). Estava na vontade de Deus e cuidou da
sua viagem.
SÍNTESE DE SAULO E A SUA CONVERSÃO
Apóstolo nascido em Tarso, cidade principal da Cilícia, conhecido como o
grande apóstolo dos gentios. Descendia de uma família hebréia da tribo de
Benjamin, que haviam obtido a cidadania romana, de grandes posses e prestígio
político.
OBS:
A Cilícia era uma província romana no actual território da Turquia e da Síria,
em torno da cidade de Tarso. Em 64 a.C., General Cneu Pompeu anexou-a à
Província da Síria. O apóstolo Paulo (antes conhecido por Saulo) nasceu em
Tarso.
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Seus pais, sendo como eram, fiéis à lei mosaica, o mandaram logo para
Jerusalém para ser educado lá. Fariseu fervoroso recebeu na circuncisão o nome
de Saulo e teve como preceptor um dos mais sábios e notáveis rabinos daquele
tempo, o grande Gamaliel, neto do ainda mais famoso Hilel, de quem recebeu as
lições sobre os ensinos do Antigo Testamento. Foi este Gamaliel, cujo discurso se
contém nos Atos dos Apóstolos 5. 34-39, que aconselhou o Sinedrio a não tentar
contra a vida dos apóstolos.
OBS: GAMALIEL - Membro do Sinédrio, fariseu e instrutor da Lei, a cujos pés o
apóstolo Paulo havia sido instruído segundo o rigor da Lei ancestral. (Atos 5:34;
22:3) Considera-se, em geral, que este Gamaliel, o Velho, era muito estimado,
sendo o primeiro a quem se concedeu o título de “Rabban”. Este título honorífico
era
ainda mais elevado do que o de “Rabi”. Evidentemente, Gamaliel tinha mente
aberta e não nutria conceitos fanáticos, conforme se reflete no conselho que deu
na ocasião em que Pedro e os outros apóstolos foram trazidos perante o Sinédrio.
Por citar exemplos do passado, Gamaliel ilustrou a sabedoria de não se interferir
na obra dos apóstolos, e então acrescentou: “Se este desígnio ou esta obra for de
homens, será derrubada; mas, se for de Deus, não podereis derrubá-los . . .
podereis talvez ser realmente achados como lutadores contra Deus.” — At 5:34-
39.
Ele possuía alguma coisa estranha ao espírito farisaico, a qual se avizinhava da
cultura grega. Em seu discurso demonstrava um espírito tolerante e conciliador,
característico da seita dos fariseus. Celebrizou-se por seus vastos conhecimentos
rabínicos. Aprendeu o ofício de fazedor de tendas, das que se usavam nas viagens.
Recebeu uma educação subordinada às tradições e às doutrinas da fé hebraica e,
embora fosse filho de um fariseu, At 23, tornou-se um cidadão romano.
Pelos seus dizeres na epístola aos filipenses 3. 4-7, aparentemente ocupava
posição de grande influência que lhe dava margem para conseguir lucros e grandes
honras. Tornou-se membro do concílio, At 26. 10, e logo depois recebeu a
comissão do sumo sacerdote para perseguir os cristãos, 9. 1, 2; 22. 5. Apareceu
no cenário da história cristã, como presidente da execução do diácono Estevão
(1)o protomártir do Cristianismo, a cujos pés as testemunhas depuseram suas
vestimentas At 7. 58.
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A MORTE DE ESTEVÃO
OBS: Certo dia um grupo de judeus apoderou-se de Estêvão e, acusando-o
de blasfêmia, o levou à presença do conselho do sumo sacerdote. Estevão fez uma
eloqüente defesa da fé cristã, explicando como Jesus cumpriu as antigas profecias
referentes ao Messias que libertaria seu povo da escravidão do pecado. Ele
denunciou os judeus como "traidores e assassinos" do filho de Deus (At 7.52).
Erguendo os olhos para o céu, ele exclamou que via a Jesus em pé à destra
de Deus ( At 7.55). Isso enfureceu os judeus, que o levaram para fora da cidade
e o apedrejaram (At 7.58-60).
Despertando a antipatia dos judeus helenistas, enciumados do sucesso com
que exercia o seu ministério, foi acusado de ter blasfemado contra Deus, a religião
e o Templo. Conduzido ao Sinédrio, foi condenado à lapidação. Saulo, o futuro
apóstolo Paulo, presenciou o martírio. As relíquias de Estevão, descobertas em
Constantinopla (415), foram transportadas para Veneza (1110).
A frase "Dura coisa é recalcitrares contra o aguilhão", não quer dizer que ele
agia contra a sua vontade, ou que já reconhecia a verdade do Cristianismo, e sim,
quer dizer antes que era insensatez resistir aos propósitos divinos.
Na Bíblia aparece então no 7º capítulo do livro Atos dos Apóstolos,
guardando as vestes do diácono, que foi apedrejado, concordando, portanto, com
a condenação. Depois disso, empreendeu forte perseguição aos cristãos. Na sua
posição odiava a nova seita, não só desprezando o crucificado Messias, como
considerava os seus discípulos um elemento perigoso, tanto para a religião como
para o Estado.
Este seu ódio mortal contra os discípulos de Jesus durou até ao momento da
sua conversão, que aparece no 9º capítulo. Foi no caminho de Damasco que se
deu a sua repentina conversão (30). Ele e seus companheiros viajavam pelos
desertos da Galiléia e quando, ao meio-dia, o sol ardente estava no seu zênite, At
26. 13, repentinamente uma luz vinda do céu, mais brilhante que a luz do sol caiu
sobre eles, derrubando-os.
Todos se ergueram, mas ele continuou prostrado por terra. Ouviu-se então
uma voz que dizia em língua hebraica: "Saulo, Saulo, porque me persegues? Dura
coisa é recalcitrares contra o aguilhão (2)". Respondeu ele então: "Quem és tu
Senhor?" E veio a resposta: "Eu sou Jesus a quem tu persegues. Levanta-te e vai à
cidade e aí se te dirá o que te convém fazer".
Os companheiros que o seguiam ouviam a voz sem nada ver, nem entender.
Ofuscado pelo intenso clarão da luz, foi conduzido pela mão dos companheiros.
Entrou em Damasco e hospedou-se na casa de Judas, onde permaneceu três dias
sem ver, sem comer e nem beber, orando e meditando sobre a revelação divina.
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Guiado pelo Senhor, o judeu convertido Ananias, foi visitar-lhe e ao se encontrar
com o grande perseguidor, recebeu a confissão da sua nova fé.
Certo de sua conversão Ananias impôs-lhe as mãos, fê-lo recobrar a visão e o
batizou. Batizado, foi para o deserto da Arábia, onde orou e fez penitência por
três anos.
A partir de então, com a juventude e a energia que o caracterizava, e para
grande espanto dos judeus, começou a pregar nas sinagogas que Jesus era o Cristo,
Filho de Deus vivo, 9 10-22. Regressou à Jerusalém, onde sofreu a desconfiança
dos que não acreditavam na sua repentina conversão e instalou-se em Antioquia,
na Síria, de onde fez três grandes viagens missionárias, ao longo de 25 anos.
Pregou na Ásia Menor, Grécia e Jerusalém, até ser preso em Cesaréia (61).
Levado para Roma, permaneceu dois anos sob custódia militar, gozando de
relativa liberdade, suficiente para receber os cristãos e converter os pagãos.
Durante esse período escreveu as cartas aos Filipenses, aos Colossenses, aos Efésios
e a Filêmon. Inocentado (63) passou pela Espanha, visitou suas comunidades no
Oriente, onde foi preso e novamente levado para Roma (67) sob a acusação de
seguir uma religião ilegal. São desse último período as duas cartas a Timóteo e a
carta a Tito. Por ordem de Nero desta vez não teve perdão e foi condenado à
morte, mas por ser um cidadão romano não deve ter sido crucificado e, sim,
decapitado. Além de alguns discursos a ele atribuídos, mencionados nos Atos dos
Apóstolos, deixou 14 cartas dirigidas a várias comunidades convertidas e a amigos.
Nas cartas que escreveu às comunidades que fundou, mostrou-se o grande
teólogo empenhado em elaborar uma síntese do mistério cristão que atravessasse
os tempos. Esses documentos caracterizam-se por conterem valiosas regras de vida
completamente atemporais, que jamais perderão seu significado se praticados para
garantirem a harmonia em qualquer sociedade, em qualquer época.
Também em seus ensinamentos observa-se o esclarecimento da distinção
entre judaísmo e cristianismo e a difusão deste último no mundo grego.
É celebrado nos dias 25 de janeiro, tradicionalmente o dia da sua conversão,
e 29 de junho, o dia de sua morte. Não era apóstolo oficialmente, mas foi
considerado o apóstolo dos gentios por causa da sua grande obra missionário nos
países gentílicos. Ele dizia de si mesmo: "Eu trabalhei mais que todos os
apóstolos... e ai de mim se não evangelizar!", mas também dizia: "Eu sou o menor
dos apóstolos... não sou digno de ser assim chamado".
Uma igreja ameaçada
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1. A LUZ CELESTIAL At. 9.3
Iniciada a viagem - Carregando com sua bagagem cartas oficial do Sinédrio, e
acompanhada por um grupo de policiais do templo, Saulo iniciou a sua viagem a
Damasco.
A viagem interrompida - Cerca de meio-dia, Saulo e seu grupo estavam
chegando perto de Damasco. Ao aproximar-se de Damasco, “subitamente”
brilhou uma luz do céu ao seu redor, mais brilhante que o sol escaldante da Síria
em pleno meio-dia.
2. A VOZ CELESTIAL At. 9.4,5
“Saulo, Saulo, por que me persegues?” O que estas palavras significaram
para Saulo?
(1) Que estava para receber uma mensagem pessoal dos céus. Tanto no
Antigo como no Novo Testamento, quando Deus chamava alguém pelo nome, era
sinal de que Ele tinha um cuidado especial por aquela pessoa e que a estava
chamando para um serviço especial. Ver, por exemplo: Gn. 22.1; 46.2; Ex. 3.4;
I Sm 3.4; Lc. 19.5; At. 10.3.
(2) Sabia que eram palavras pronunciadas por um ser celestial, e que,
portanto, estava sendo acusado de lutar contra Deus.
(3) As palavras continham um desafio à sua retidão de conduta e crença.
Por quê? Saulo teria que explicar como ele, zeloso pela lei e por Deus, e iluminado
pelas palavras de Moisés e dos profetas, poderia ter chegado ao ponto de lutar
contra Deus enquanto pensava que servia a Deus.
“Quem és tu, Senhor?”
“Eu sou Jesus, a quem tu persegues”.
3. A ADVERTÊNCIA CELESTIAL At. 9.5
“Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões”. (At. 26.14).
A ilustração - Nos dias de Paulo, empregavam-se bois para arar. Os bois, no
começo, ficavam parados, dando coices para trás. Por meio de pontas metálicas
agudas no madeiramento a obedecer ao invés de dar coices que tanto lhe
machucavam.
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4. AS INSTRUÇÕES CELESTIAIS At. 9.6-8
Uma comissão pedida - “Que farei Senhor?”
Uma comissão concedida - “Levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o
que te convém saber”.
Uma comissão mudada - “Então se levantou Saulo da terra”. Caíra por terra
como judeu orgulhoso e cruel; levantou-se como crente, humilde e quebrantado.
Num só momento, Cristo o transformara de feroz fariseu em verdadeiro discípulo.
5. A BÊNÇÃO CELESTIAL At. 9.9-19
Uma alma ferida - A luz celestial temporariamente chegara a Paulo. (At.
22.11).
XII - O DERRAMAMENTO EM CESARÉIA At. 10
Este trecho tem como seu assunto central o grande sermão de Pedro pregado
aos gentios.
1. PREPARO DO SERMÃO At. 10.1-33
A primeira igreja, fundada depois do dia de Pentecostes, era quase que
exclusivamente composta de judeus.
O interessado gentio - Morava em Cesaréia, capital romana da Palestina um
oficial romano chamado Cornélio, “piedoso e temente a Deus com toda a sua
casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo a Deus”. Estas palavras dão
a entender que Cornélio era um Prosélito da Porta, convertido ao judaísmo, e que
não assumia todas as obrigações da lei de Moisés, como é o caso dos “Prosélitos
da Retidão”.
Este homem teve alguma preocupação que o levou a orar. Com respeito ao
que orava?
Sua preocupação levou-o a orar e, como resposta à sua oração, foi-lhe
enviado um anjo, não para pregar-lhe o Evangelho (isto não é atributo deles), mas,
para dizer-lhe onde poderia procurar contato.
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Pedro queria muito levar a mensagem Judéia a eles, mas, isto envolveria
tremendas dificuldades para quem fora criado no judaísmo. Teria que se hospedar
com gentios, comer sua comida “imunda”, e transgredir muita das leis cerimoniais
de Moisés.
O lençol que Pedro viu na visão que se segue representava o mundo; os
quatros pontos representavam os pontos cardeais, de todas as raças (simbolizadas
pelos animais) seriam recolhidos pela pregação de Cristo. Enquanto o apóstolo
estava perplexo sobre o qual seria o significado da visão, os homens que vinham da
parte de Cornélio, pediram-lhe que fosse pregar na casa deste gentio.
2. A PREGAÇÃO DO SERMÃO At. 10.34-43
Quando Pedro chegou a Cesaréia, achou à sua espera uma congregação
gentia, composta de Cornélio, seus parentes e seus amigos. Após as apresentações
e explicações, Pedro começou a sua mensagem.
A introdução - “Então falou Pedro, dizendo: Reconheço por verdade que
Deus não faz acepções de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que
o teme e faz o que é justo lhe é aceitável”.
O Cristo que vivia - “Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel,
anunciando-lhes o Evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo”.
O Cristo que ministrava - “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito
Santo e poder, o qual andou por toda parte fazendo o bem e curando a todos os
oprimidos do diabo, porque Deus era com ele”. (1) Foi ungido com o Espírito. A
palavra “ungido” vem do costume de ungir com óleo os líderes escolhidos por
Deus, como símbolo de poderes espirituais necessário para a sua obra. O óleo
simboliza o Espírito Santo, e fala da frutificação, utilidade, vida eterna e beleza. Foi
assim o ministério de Cristo.
O Cristo que morreu - “E nós somos testemunhas de tudo o que Ele fez na
terra dos judeus e em Jerusalém; ao qual também tiraram a vida, pendurando-o no
madeiro.”
O Cristo que vive - “A este ressuscitou Deus no terceiro dia e concedeu que
fosse manifesto não a todo o povo, mas as testemunhas que foram anteriormente
escolhidas por Deus, isto é, a nós que comemos e bebemos com Ele, depois que
ressurgiu dentre os mortos”.
O Cristo que salva - “Dele todos os profetas dão testemunho de que, por
meio do seu nome, todo o que nEle crer, recebe a remissão de pecado”.
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XIII - PEDRO PRESO E LIBERTADO At. 12
No dia de Pentecostes, o Espírito Santo chegou como administrador da igreja
para guiar seu avanço e crescimento. Este desenvolvimento continua a despeito de
vários tipos de obstáculos mal-entendidos (At. 2.12,13,41); perseguição por
parte dos sacerdotes (cap. 04); seguidores sem consagração (5.1-15);
dificuldades da Igreja (6.1-8); a violenta campanha movida contra a Igreja por
Saulo de Tarso (9.1-31); e preceitos judaicos (cap. 10)
1. A BRUTAL PERSEGUIÇÃO At. 12.1-4
O perseguidor - Naquele tempo, o membro da família real judaica que
reinava na Palestina era Herodes Agripa I, neto de Herodes Magno que muitos
anos antes procuravam matar o menino Jesus. Este rei tinha sido colocado no
torno por ordem do imperador romano Cláudio como recompensa por serviços
prestados aos romanos. E, assim lemos: “Por aquele tempo, mandou o rei Herodes
prender alguns da igreja para maltratá-los”.
Por que Tiago foi morto e Pedro foi libertado? É porque Tiago já tinha
completado a obra de Deus destinada a ele, enquanto que Deus tinha outros
planos para Pedro.
O prisioneiro - O rei encorajado pela oportunidade inspirada pelo seu
suposto zelo pela causa da religião israelita, revolveu aproveitar bem o ensejo de
executar o apóstolo mais destacado, Pedro. “Vendo ser isto agradável aos judeus,
perseguiu, prendendo também a Pedro. Tendo-o feito prender, lançou-o no
cárcere, entregando-o a quatro escoltas de quatro soldados cada uma, para o
guardarem, tencionando apresentá-lo ao povo depois da páscoa”. A chegada da
época da páscoa adiou o processo mediante o qual, Pedro seria condenado à
morte: como judeu ortodoxo, Agripa não ousaria quebrar a lei religiosa e explicar
a pena capital durante a festa sagrada.
2. INCESSANTES ORAÇÕES At. 12.5
A igreja sem saída nas circunstâncias.
A igreja apela ao Senhor das circunstâncias.
A oração unida vence as circunstâncias.
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3. A ESPANTOSA LIBERTAÇÃO At. 12.6-11
O apóstolo dorme - “Quando Herodes estava para apresentá-lo naquela
mesma noite dormia entre dois soldados, acorrentados com duas cadeias, e
sentinelas à porta guardavam o cárcere.”
O anjo aparece “Eis, porém, que sobreveio um anjo do Senhor, e uma luz
iluminou a prisão e, tocando ele o lado Pedro o despertou, dizendo: Levanta-te
depressa.” Então as cadeias caíram-lhes das mãos. O anjo é poderoso e firme. O
anjo se aparta de Pedro - “Depois de terem passado a primeira e a segunda
sentinela, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade, o qual se lhe abriu
automaticamente; e, saindo, enveredaram por uma rua, e logo adiante o anjo se
apartou dele”.
4. A VOLTA INESPERADA At. 12.11-17
Pedro ficou atônico - “Então Pedro, caindo em si, disse: agora sei
verdadeiramente que o Senhor enviou seu anjo e me livrou das mãos de Herodes e
de toda a expectativa do povo judaico”.
OBS: Herodes Agripa I ( 10 a.C - m. 44 d.C ), rei dos judeus ( 41-44 d.C ) neto
de Herodes, o Grande pai de Berenice que tentou matar Jesus. Ordenou a morte
do apóstolo Tiago e a prisão de Pedro.
XIV - UMA CHAMADA À OBRA MISSIONÁRIA At. 13.
1. UMA IGREJA MISSIONÁRIA EM AÇÃO At. 13.1-5
Súplica - vv. 1,2. Um grupo de mestres e profetas (que exerciam o dom de
falar sob inspiração) estava-se dedicando a um período especial de oração e jejum.
Por certo, juntamente com suas orações de gratidão por aquilo que Deus fizera
entre os gentios daquela cidade de Antioquia, haviam petições em prol das
multidões não evangelizadas da Ásia Menor e da Europa.
Revelação - “E, servindo eles ao Senhor (em oração e adoração) e jejuando,
disse o Espírito Santo: Separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os
tenho chamado. “Notemos as seguintes lições: (1) O lugar que o Espírito Santo
ocupa na presente era. (2) O Espírito Santo inspira as missões. (3) Esta mensagem
no Espírito, provavelmente foi a confirmação de uma vocação.
Ordenação - “Então jejuando e orando, e impondo sobre eles as mãos, os
despediram.”
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2. A OPOSIÇÃO CONTRA O ESFORÇO MISSIONÁRIO At. 13.6-8
O propósito do Evangelho era ser transplantado. Agora, a partir de
Antioquia, que veio a ser um centro missionário. Paulo, ainda como assistente de
Barnabé, começou sua série de viagens missionárias que resultariam na implantação
da Igreja na Ásia Menor, na Macedônia e na Grécia.
Os acontecimentos subsequentes nos levam a supor que Marcos partiu antes
de esperar a hora determinada por Deus (At. 13.13 e 15.37-39). Ninguém se
dedicou por muito tempo à obra dinâmica de evangelização sem ser confrontado
pela oposição do inimigo, de uma forma ou de outra. Assim foi a experiência de
Barnabé e de Saulo.
Buscando a luz - O governador da ilha, Sérgio Paulo, é descrito como
homem inteligente. Chamou Barnabé e a Saulo, porque desejava muito ouvir a
Palavra de Deus.
Opondo-se à luz - “Mas, opunha-se-lhes Elimas, o mágico (porque assim se
interpreta o seu nome), procurando afastar a fé do procônsul”.
E, assim como Janes e Jembres, mágicos de Faraó, se opuseram a Moisés e a
Arão, assim também este mágico se opôs a Barnabé e a Saulo (II Tm 3.8).
Notemos a descrição deste homem. É chamado mágico, ou seja, que alega
possuir certos segredos mediante os quais pode contratar os poderes do mundo
invisível.
Seu título “Elimas” é derivado de uma palavra árabe que significa “o sábio”.
3. UMA VITÓRIA MISSIONÁRIA É GANHA At. 13.9-12
Condenação - Fixando em Elimas um olhar que era mais penetrante por
causa de seu discernimento e da sua indignação espiritual, falou as seguintes
palavras: “Ó filho do diabo, cheio de todo engano e de toda malícia, inimiga de
toda justiça, não cessarás de perverter os retos caminhos do Senhor?”
Lucas nos informa que o apóstolo não fora movido por paixão humana, e
sim, que estava cheio do Espírito Santo.
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Visitação - Ainda sob a inspiração do Espírito Santo, e agindo como agente
de Deus (ver At. 5.3-5), o apóstolo anuncia a mão do Senhor, e ficarás cego, não
vendo o sol por algum tempo. “E, assim foi “.
No mesmo instante caiu sobre ele névoa e escuridade e, andando a roda,
procurava quem o guiasse pela mão. Nota-se que a expressão “por algum tempo”
indica a misericórdia limitada do tempo do castigo, oferecendo-lhes a
oportunidade para o arrependimento.
Convicção - “Então o procônsul, vende o que sucedera, creu, maravilhado
com a doutrina do Senhor.”.
A PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO
Paulo e Barnabé Pregam em Icônio e são perseguidos (14:1-7)
Depois de serem expulsos, Paulo e Barnabé foram para Icônio, onde
entraram na sinagoga dos judeus. Muita gente aceitou a palavra (14:1) Os
apóstolos foram para o oeste da cidade de Icônio. Embora alguns estivessem
abertos para a mensagem, outros mostraram hostilidade. O povo tentou apedrejá-
los.
Contexto:
Icônio foi uma importante cidade na província romana da Galácia, no que é
hoje a Turquia. Localizada ao longo de uma das maiores rotas que conectava o
oeste das províncias romanas da Ásia Menor ao leste, Icônio era uma cidade
próspera. Sua riqueza vinha do comércio e agricultura.
Alguns judeus incrédulos agitaram o povo contra Paulo e Barnabé (14:2)
Deus utilizou estes servos para confirmar sua palavra através dos sinais (14:3). Os
judeus se prepararam para apedrejar Paulo e Barnabé (14:4-5) Paulo e Barnabé
fugiram para Listra e Derbe5 e continuaram a pregar o evangelho (14:6-7) Listra e
Derbe foram cidades da Licaônia, que pertencia à região da Galácia (veja Gálatas
1:2).
Paulo Cura um Coxo em Listra (14:8-18)
Em Listra, Paulo curou um homem aleijado. O povo pensou que Paulo e
Barnabé fossem os deuses Júpiter e Mercúrio. Eles trouxeram touros e grinaldas
para oferecer um sacrifício, mas Paulo os impediu. Mais tarde o povo se revoltou
contra Paulo. Eles o apedrejaram e o arrastaram para fora da cidade.
Com dificuldade, Paulo e Barnabé impediram que adorassem a eles. Eles não
aceitaram esta adoração, antes falaram do Deus verdadeiro que merece honra
(14:14-18)
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Contexto:
Sacrifícios de touros eram comuns na prática da religião Grega. A imagem
aqui é de um ritual de sacrifício numa escultura Asiática. Júpiter (Zeus) era o deus
supremo entre as divindades gregas. Como Paulo era o orador, foi identificado
como Mercúrio (Hermes) e Barnabé com a figura de Júpiter. Na segunda viagem
de Paulo, ele retornou para Listra onde encontrou Timóteo, que se tornou um
valioso companheiro.
Paulo e Barnabé deixaram Listra e foram para a cidade de Derbe, onde sua
mensagem encontrou recepção favorável. Mais tarde, eles voltaram pelo mesmo
caminho para a costa.
Paulo é Apedrejado e Vai para Derbe (14:19-21)
Judeus de Antioquia e Icônio chegaram em Listra e agitaram a multidão
contra Paulo. Ele foi apedrejado e deixado fora da cidade, porque o povo pensou
que ele estava morto (14:19).
Paulo se levantou, voltou à cidade e, no dia seguinte, foi com Barnabé para
Derbe, onde eles pregaram (14:20-21)
Contexto:
Derbe foi uma cidade na parte central do sul da Ásia Menor. A mensagem
de Paulo foi recebida favoravelmente em Derbe durante a primeira viagem. Ele
visitaria Derbe em sua segunda viagem (16:1) e provavelmente numa outra vez
em sua terceira viagem através da Galácia (Atos 18:23). Durante a terceira
viagem, Paulo estava acompanhado de diversas pessoas da Grécia e da Ásia. Entre
eles estava Gaio que era de Derbe (Atos 20:4).
Paulo e Barnabé Voltam para Antioquia (14:21-28)
Paulo e Barnabé voltaram para Antioquia, parando no caminho para visitar as
cidades onde tinham plantado a palavra (14:21-26). Em Listra, Icônio e
Antioquia, onde Paulo e Barnabé tinham sido perseguidos, eles falaram da
necessidade da fé em meio às tribulações (14:21-22). Presbíteros foram
escolhidos em cada igreja (14:23).
Observe:
Os presbíteros foram escolhidos em cada igreja, mostrando que cada
congregação, no padrão do Novo Testamento, é independente das outras igrejas.
Nunca achamos exemplo no Novo Testamento de presbíteros numa congregação
dirigindo o trabalho de uma outra igreja (veja 1 Pedro 5:1-2)
As passagens que falam dos presbíteros nas igrejas locais mostram que cada
igreja tinha mais de um (veja, por exemplo, Atos 20:17,28 e Filipenses 1:1).No
Novo Testamento, Deus deu qualificações específicas para facilitar a escolha de
presbíteros (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9).Paulo e Barnabé foram à região da
Panfília, onde visitaram Perge e desceram a Atália (14:24-25)
Eles navegaram para Antioquia da Síria (14:26). Eles falaram à igreja em
Antioquia sobre o trabalho feito por Deus através deles (14:27). Paulo e Barnabé
ficaram algum tempo em Antioquia (14:28)
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XV - PAULO CORAJOSO - At. 14
Paulo, escrevendo aos coríntios, disse: “Uma vez fui apedrejado” (II Co.
11.25).
1. CONDENADO COMO DESORDEIRO At. 14.1-5 -
O método de trabalho missionário de Paulo era visitar a sinagoga dos judeus
em primeiro lugar. Aquela nação que tinha recebido a orientação divina por
milhares de anos para prepará-los para a vinda do Messias, deveria ser a primeira a
aceitar a Cristo. Além disto, a sinagoga, estabelecida havia muitos anos no meio da
comunidade pagã, seria um ponto ideal missionário para a nova fé.
A primeira coisa que os judeus fizeram foi indispor os gentios contra Paulo.
Mas, os apóstolos continuavam a pregar e Deus continuava a operar.
Finalmente, os judeus, nada conseguindo com sua violenta propaganda
contra os pregadores, planejaram uma agressão física. A violência deles servia
apenas para demonstrar que não tinham argumentos para impedir o progresso do
Evangelho.
2. REVELADOS COMO BENFEITORES At. 14.6-10
“As credenciais do apostolado... Sinais, prodígios e poderes miraculosos” (II
Co. 12.12).
Homem sincero, e digno de dó. Era “aleijado, paralítico desde seu
nascimento, o qual jamais pudera andar”.
Homem que recebeu um grande privilégio. “Esse homem ouviu falar de
Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que possuía fé para ser curado, disse-lhe
em alta voz: apruma-te direito sobre os pés”. Como é que aquele pagão possuía fé
para ser curado?
A resposta se lê nas próprias palavras de Paulo: “A fé vem pela pregação, e a
pregação pela palavra de Deus”.
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3. ADORAMOS COMO DEUSES At. 14.11-18
Erraram quanto a conclusão - “Quando as multidões viram o que Paulo
fizera, gritaram em línguas licaônica, dizendo: Os deuses, em forma de homem,
baixaram até nós”.
Pode ser que o incidente tenha feito os habitantes de uma antiga fábula
daquela região. Segundo a fábula, Baucis e Filemon, casal de velhos, viviam em
uma choupana, em pobreza total, quando Júpiter e Mercúrio, deuses da mitologia
grega, estavam passando disfarçados pela Ásia Menor.
O casal ofereceu aos visitantes a proteção do seu teto, já que os habitantes
mais ricos não queriam se importar com os estranhos. Em sinal de agradecimento,
as “divindades” transformaram a choupana em rico templo em que o casal serviu
de sacerdotes, enquanto que uma inundação levou embora a casa dos vizinhos que
não demonstraram generosidade.
Erraram quanto à identificação - (v. 12). A aparência digna e venerável de
Barnabé deu aos habitantes de Listra a idéia de que ele fosse Júpiter, pai dos
deuses, segundo a mitologia; e Paulo, com sua maior eloquência ganhou o título
de Mercúrio, o deu da eloquência. A situação era perigosa para os pregadores.
Muitos bons pregadores já tem sido estragados por causa da “quase adoração” de
pessoas bem intencionadas, mas, sem sabedoria espiritual.
PRESTARAM O CULTO ERRADO.
Paulo e Barnabé, com verdadeira humildade, não podiam tolerar que os
olhares do povo se dirigissem ao pregador e não a Cristo. Ver. At. 10.25,26;
3.11,13.
4. APEDREJADOS COMO MALFEITORES At 14.19-21
Notemos algumas lições que são sugeridas pelo apedrejamento de Paulo:
A inconstância da natureza humana
Aqueles que apedrejaram Paulo eram os mesmos que queriam adorá-lo por
causa da cura do aleijado.
Certo dia, as multidões de Jerusalém gritavam “Hosana!” Diante de Jesus e,
poucos dias mais tarde, estavam clamando: “Crucificai-o!” Quando Napoleão
estava marchando pela Suíça, foi aclamando com tanto entusiasmo que seu amigo
Bouriene lhe disse: “Deve ser uma alegria ser saldado com tantas expressões de
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admiração entusiasta!”. Napoleão, porém, respondeu: “Isto é o de menos; esta
mesma turba inconseqüente poderá, mediante uma pequena mudança de
circunstância, ter igual prazer em aplaudir meu enforcamento!”.
O preço da fidelidade - A variedade da nossa fé é comprovada quando
estamos dispostos a abrir mão de vantagens a fim de sermos fiéis. A graça de Deus
- Deus, respondendo às orações dos crentes fiéis, milagrosamente restaurou Paulo
de tal maneira que este pudesse se levantar para continuar a obra. V. 20 (II Tm.
3.10,11).
XVI - UMA CONTROVÉRSIA NA IGREJA PRIMITIVA A primeira
dificuldade que surgiu na Igreja foi causada pelo seu crescimento rápido (At. 6) e
o mesmo se pode dizer do problema a ser estudado aqui.
Definição de circuncisão: Podemos encontrar o conceito de circuncisão no
Dicionário Prático constante da Bíblia Sagrada, Edição Barsa: é a ablação da pele
que cobre a glande do pênis. Tanto para os pagãos como para os judeus era
cerimônia religiosa. Para os judeus foi estabelecida por Deus como sinal da aliança
com Abraão (Gen 17, 10; At 7, 8). Todos os meninos judeus deviam ser
circuncidados no oitavo dia após o nascimento (Lev 12, 3). Sendo Jesus
descendente de Abraão, submeteu-se à Lei. A mãe, o pai, ou um sacerdote podia
operar este rito.
O que acontecia antes do Concílio de Jerusalém
Verificaremos o que acontecia antes do Concílio de Jerusalém que resolveu a
questão da circuncisão. Nossos personagens são: Pedro, Paulo e algumas pessoas
não exatamente identificadas, a não ser que eram fariseus da Judéia.
a) Pedro
Atos 2, 38: Pedro lhes respondeu: “Convertei-vos e cada um peça o batismo
em nome de Jesus Cristo, para conseguir perdão dos pecados. Assim recebereis o
dom do Espírito Santo”
Atos 10, 44-48; Pedro ainda falava, quando o Espírito Santo desceu sobre
todos os que escutavam seu discurso. Os fiéis de origem judaica, que tinham ido
de Jope a Pedro, ficaram admirados por verem que o dom do Espírito Santo tinha
sido derramado também sobre os não-judeus. De fato, eles os ouviam falar em
diversas línguas e glorificar a Deus. Então Pedro disse: “Quem poderá recusar a
água do batismo a esses, que receberam o Espírito Santo da mesma forma que
nós?” E decidiu que fossem batizados em nome de Jesus Cristo.
Atos 11, 1-3: Os apóstolos e os irmãos que viviam na Judéia souberam que
também os não-judeus tinham recebido a palavra de Deus. Assim, quando Pedro
subiu a Jerusalém, os fiéis de origem judaica o atacaram, dizendo: “Entraste na
casa de pessoas não circuncidadas e comeste à mesa com eles”.
Não encontramos, em momento algum, qualquer citação de que Pedro
pregava a circuncisão. Ele, inclusive, admitiu como cristãos a família de Cornélio
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sem exigir a circuncisão, apenas foram batizados no Espírito Santo, que consistia
na imposição das mãos, conforme podemos ver Paulo fazer (Atos 19, 1-7), que
citamos mais abaixo. Pregava o batismo. A única acusação que recebeu foi de
comer com os pagãos, mas se defende: “Vós sabeis que não é permitido aos
judeus reunir-se com estrangeiros e nem sequer aproximar-se deles. Mas Deus
mostrou que não devo considerar ninguém estrangeiro ou impuro” (Atos 10,
28).
Especificamente quanto ao batismo era o do Espírito Santo, que consistia na
imposição das mãos, providência que, ao que tudo indica, abria a percepção
psíquica da pessoa que mediunizada (recebia um Espírito Santo), passava a falar
em línguas como podemos observar sobre esse batismo em Atos 10, 44-48, e
confirmar em Atos 11, 15-17: Ora bem, apenas comecei a falar, desceu o
Espírito Santo sobre eles da mesma forma que sobre nós, no princípio. Foi então
que me lembrei da declaração do Senhor, quando disse: “É verdade que João
batizou com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo”. Portanto, se Deus
deu a eles o mesmo dom que a nós, por termos abraçado a fé no Senhor Jesus
Cristo, quem era eu para impedir a ação de Deus?
Uma parte do trecho de Atos 10, 44-48, que citamos um pouco atrás, ao
que parece sofreu uma interpolação, talvez por quererem justificar o batismo com
água. Vejamos, o texto em análise: Então Pedro disse: “Quem poderá recusar a
água do batismo a esses, que receberam o Espírito Santo da mesma forma que
nós?” E decidiu que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Se dele retirarmos
a expressão “a água do batismo” o texto estaria mais coerente em sua estrutura e
significado, senão vejamos: “Quem poderá recusar a esses, que receberam o
Espírito Santo da mesma forma que nós?” Assim, percebemos que “a água do
batismo” não tem nada a ver com a questão colocada por Pedro que questionava
de essas pessoas iriam ser recusadas mesmo depois de terem recebido o “dom do
Espírito Santo”.
Para a confirmação do batismo no Espírito Santo, podemos acrescentar,
ainda, as duas passagens abaixo para ficar bem evidenciado qual o batismo que
praticavam:
Atos 1, 5: Porque João batizava com água; vós, porém, sereis batizados no
Espírito Santo, dentro em poucos dias.
Atos 19, 1-7: Enquanto Apolo se achava em Corinto, Paulo, depois de
percorrer as regiões montanhosas, chegou a Éfeso e lá encontrou alguns discípulos.
E perguntou-lhes: “Recebeste o Espírito Santo quando abraçastes a fé?” Eles
responderam: “Mas nem sequer ouvimos dizer que existe um Espírito Santo”. Ele
continuou: “Então, que batismo recebestes?” Eles replicaram: “O batismo de
João”. Paulo explicou: “João dava um batismo de conversão, dizendo ao povo
que devia crer naquele que viria depois dele, isto é, em Jesus”. Ouvindo isto,
foram batizados no nome do Senhor Jesus. E quando Paulo lhes impôs as mãos, o
Espírito Santo desceu sobre eles e começaram a falar em diversas línguas e a
profetizar. Eram ao todo cerca de doze pessoas.
b) Alguns Convertidos
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Atos 15, 1: Alguns indivíduos que tinham chegado a Judéia começaram a
ensinar aos irmãos o seguinte: “Se vós não receberdes a circuncisão, conforme a
lei de Moisés, não podereis ser salvos”.
Atos 15, 5: Contudo, algumas pessoas do grupo dos fariseus, que tinham
abraçado a fé, intervieram para sustentar que era preciso circuncidar os pagãos e
mandar que seguissem a lei de Moisés.
Essas passagens são as que provam que alguns indivíduos do grupo dos
fariseus (as pessoas citadas acima são as mesmas) queriam impor a circuncisão
àqueles que se convertiam ao cristianismo. Entretanto, não existe identificação de
quem eles eram, portanto, não podemos supor que entre eles estava Pedro. Ou
que Pedro os tenha instruído sobre isso, pois viria contrariar o que já colocamos a
respeito da maneira que ele agia. Não vemos nenhuma coerência nisso, pois como
um discípulo direto de Jesus iria propor a circuncisão, já que não recebeu este
ensinamento do Mestre? O mais lógico seria Paulo, judeu por nascimento,
anteriormente fiel cumpridor dos preceitos de Moisés, que inclusive perseguia os
cristãos, exatamente por ter esta convicção, uma vez que não foi discípulo de
Cristo, mas apóstolo. Apesar disso contrariando essa lógica, era quem mais
defendia que não havia necessidade da circuncisão.
c) Paulo
Atos 15, 1-2: Alguns indivíduos que tinham chegado a Judéia começaram a
ensinar aos irmãos o seguinte: “Se vós não receberdes a circuncisão, conforme a
lei de Moisés, não podereis ser salvos”. Paulo e Barnabé protestaram, travando
uma discussão muito forte com eles. Por isso ficou resolvido que Paulo e Barnabé,
acompanhados de alguns deles, iriam a Jerusalém para tratar a questão com os
apóstolos e os presbíteros.
Tendo chegado a Antioquia estes fariseus exigiam a circuncisão, entretanto a
posição de Paulo (e Barnabé) quanto a isso fica muito clara nessa passagem.
Protestaram contra os que queriam exigir a circuncisão, daí é que surge o Concílio
de Jerusalém.
1. AMEAÇADA A LIBERDADE DOS GENTIOS - At. 15.1-5
“A doutrina dos judaizantes - Alguns indivíduos desceram da Judéia,
ensinando aos irmãos: se não vos circundardes, segundo o costume de Moisés, não
podeis ser salvos.” (15,1-5). Refere-se a certo partido na Igreja de Jerusalém que
ficou tão preso às antigas formas e cerimônias da lei de Moisés e às tradições
nacionais, que não podiam imaginar a fé cristã separada da nacionalidade judaica e
do ponto de vista dos judeus. Os que pertencem a este partido eram chamados de
judaizantes. Sua posição era a seguinte: “Antes de um gentio tornar-se judeu e
observar a lei de Moisés”.
A ameaça dos judaizantes - Paulo percebeu que a existência do cristianismo
estava sendo ameaçada pelos ensinamentos judaicos, porque se a salvação fosse
mediante as obras da Lei, a morte de Cristo teria sido desprezada e rejeitada. O
apelo contra os judaizantes
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2. DEFENDIDA A LIBERDADE DOS GENTIOS
A liderança de Paulo - Paulo era o líder nesta controvérsia porque ele era o
apóstolo dos gentios (Cl. 2.8; Rm. 11.13).
O testemunho de Pedro - vv. 6.11. Seu argumento pode ser resumido da
seguinte maneira: Na antiga aliança, e circuncisão e a observância da lei mosaica
eram as exigências para aqueles que pertenciam ao povo de Deus. Quando,
porém, Deus salvou os gentios e os batizou com o Espírito Santo sem exigir tais
coisas, demonstrou que dera início a uma nova era, em que a única condição para
a salvação, tanto de judeus como de gentios era a fé em Cristo (At. 10.44-48).
O testemunho de Paulo e Barnabé. V. 12
O parecer de Tiago. Vv. 13-21
3. GARANTIDA A LIBERDADE DOS GENTIOS
A vitória da liberdade dos crentes. Vv. 22,23
A censura dos judaizantes. V. 24.
A recomendação de Paulo e Barnabé
A decisão do Espírito Santo. “Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós,
não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: (1) Que o Espírito
Santo, na sua atuação entre os gentios, já tinha dado testemunho de que estes
tinham sido liberados do julgo da lei mosaica”. (2) Que o Espírito Santo, cuja
orientação tinha sido prometida aos apóstolos e outros líderes, já tinha dado
testemunho ao coração deles, de que os gentios deviam ficar livres do fardo.
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SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA
Entre os anos 50 e 52 d.C. (At.15.40 a 18.22)
Terminado o concílio de Jerusalém (At.15), Paulo e Barnabé voltaram para
Antioquia, levando consigo Judas, chamado Barsabás, e Silas. Alguns dias depois
(At.15.36), Paulo inicia sua segunda viagem missionária, em companhia de Silas,
com o principal propósito de visitar as igrejas estabelecidas nas cidades
anteriormente visitadas.
Eis o roteiro da segunda viagem: Antioquia da Síria; Cilícia; Listra; Frígia;
Galácia; Trôade; Macedônia/Grécia: Filipos; Tessalônica; Beréia; Acaia; Atenas;
Corinto; Éfeso; Jerusalém; Antioquia da Síria.
Em Listra, Timóteo entrou na equipe de Paulo. Em Trôade foi a vez do
médico Lucas. Paulo ficou um ano e meio em Corinto, ocasião em que
estabeleceu a igreja. Daí escreveu aos Tessalonicenses.
XVII - PAULO E SILAS NA CADEIA - At. 16 Vamos estudar a história
tão conhecida de Paulo e Silas que cantavam na prisão à meia-noite. As cadeias
públicas não contém uma centésima parte dos prisioneiros presos pela maldade,
pela consciência acusada, pelos vícios! Precisam tanto dos nossos cânticos cristãos,
e ninguém está totalmente atolado em iniquidade que fique totalmente indiferente
a esta música! Ninguém está tão acorrentado que não possa, pelo menos, inclinar
os ouvidos para captar a melodia.
1. A CRUEL PERSEGUIÇÃO
Certa adivinha endemoninhada, ficava seguindo a Paulo e a Silas, clamando,
maliciosamente ou sobrenaturalmente constrangida a assim fazer: “estes homens
são servos do Deus altíssimo, e vos anunciam o caminho da salvação.” Parece que
este testemunho era um truque que Satanás às vezes usava para causar empecilhos
ao Evangelho. Se aquela pobre possessa continuasse a gritar atrás de Paulo, todos
teriam dito: “Aí vai uma das convertidas deles!” E isto não teria sido um elogio à
obra de Paulo.
Uma falsa acusação - “Estes homens sendo judeus, perturbaram a nossa
cidade, propagando costumes que não podemos receber nem praticar porque
somos romanos.” Portanto, inventaram acusação política contra os missionários,
acusando-os de perturbarem a paz da cidade por ensinarem costumes ilícitos.
Um aprisionamento brutal - Os magistrados, sem se darem ao trabalho de
investigar o assunto, foram direto à sentença, mandando açoitar os apóstolos e
lançá-los no cárcere. Lá no escuro da parte mais profunda do cárcere, seus
sofrimentos físicos foram aumentados pela posição incômoda ao serem presos no
tronc, instrumentos de tortura e humilhação.
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2. UM CULTO DE LOUVOR FORA DO COMUM
A confiança inabalável - “Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e
cantavam louvores a Deus; os demais companheiros de prisão escutavam.” Estes
dois pregadores estavam na prisão, mas, a prisão não estava neles! Os demais
companheiros da prisão estavam acostumados a ouvir lamentações, gritos de dor e
maldição rogada contra as autoridades, lá no fundo da prisão - os louvores,
orações e cânticos se constituíam em novidades para eles!
A prisão abalada - “De repente, sobreveio tremendo terremoto, que sacudiu
os alicerces da prisão. “Deus geralmente fala numa voz mansa e tranqüila dentro
da consciência, mas, às vezes, fala em trovão, terremotos e relâmpagos”. Quando
o Senhor quis falar com Lídia, abriu mansamente o coração dela para deixar o
Evangelho entrar (At. 16.14,15); para falar ao carcereiro, Deus precisou produzir
um terremoto para sacudir o coração deles e dos criminosos inveterados que ali
estavam despertando sua consciência à necessidade de salvação.
O cárcere abalado - As palavras de Paulo dirigidas ao carcereiro, porém,
representam à mensagem Evangélica a todos os que pensam no suicídio: “Não te
faças nenhum mal!”.
A grande pergunta - “Que devo fazer para ser salvo?” Segundo o uso do
Novo Testamento faz da Palavra, significa: (1) Ser seguro, preservado. O
carcereiro quis ser preservado da ira de Deus a quem Paulo servia, do Deus que
sacudira a terra. Ser salvo, portanto, significa estar em relacionamento certo com
o Deus Santo e com a certeza de que nenhuma condenação nos aguarda na
eternidade. (2) Ser feito são, curado.
Resumido: A salvação nos liberta da culpa do pecado e do poder do pecado.
O pecado nos faz culpados diante de Deus, porque pecando, empregamos
faculdades que Deus nos deu para desamparar ao próprio Criador. O pecado
contamina a alma, enfraquece a vontade, dá origem aos maus hábitos, que vão se
multiplicando e fortalecendo, e produzindo uma má disposição.
Uma resposta clara - “Crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e a tua casa”. O
que significa crer no Senhor Jesus Cristo?
(1) Significa crer em certos fatos concernentes a Cristo (I Co. 15.18).
(2) Significa, também confiar totalmente em Cristo para a salvação, e ser
unido a Ele num relacionamento pessoal.
Uma conversão real - “Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-
lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus. “O
carcereiro sentia três coisas que antes lhe eram desconhecidas -a simpatia, o
arrependimento e a gratidão - raiar em sua alma.
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XVIII - PAULO, O PREGADOR At. 17; 18.1-11
Paulo, o pregador, porém, tinha consciência de que levava consigo uma
mensagem mais poderosa do que qualquer outra força material. “Pois não me
envergonho do Evangelho, porque é a salvação de todo aquele que crê.” No
trecho do nosso estudo, veremos como esta fé foi constrangendo o apóstolo a
exercer sua missão, e como produzir resultados.
1. PAULO EM TESSALÔNICA At. 17.1-9
Paulo, conforme seu costume, começou suas pregações na sinagoga, “Estes
que têm transformado o mundo, chegaram aqui”.
Contexto:
Tessalônica foi a principal cidade na Macedônia, no que é hoje a Grécia. De
acordo com Atos e I Tessalonicenses , havia muita hostilidade contra a
comunidade cristã em Tessalônica. Embora Atos 17:3-4 diga que alguns judeus
vieram para a fé cristã, I Tessalonicenses 1:9-10 indica que a maioria dos cristãos
tessalônicos vieram da religião grego-romana.
DIVINDADES EM TESSALONICA
A vida religiosa em Tessalônica estava centralizada em várias deidades. Um
desses deuses era Serapis, o deus masculino sentado no centro da imagem. Entre
suas várias funções, Serapis era o guardião do submundo e a fonte de toda vida e
cura. Afrodite, a deusa grega do amor e beleza, está em pé na parte esquerda da
imagem.
OBS: AFRODITE era a deusa grega da beleza e da paixão sexual. Originário de
Chipre, o seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas. Foi identificada como
Vênus pelos romanos.
Depois das dificuldades em Tessalônica, Paulo foi para Beréia. Lá, várias
pessoas se converteram, mas a oposição contra os cristãos começou novamente.
Paulo rapidamente deixou a cidade.
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PAULO PREGA NA BERÉIA At. 17.10-15
“E logo, durante a noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia; ali
chegando, dirigiam-se à sinagoga dos judeus”. Beréia ficava a 80 km de
Tessalônica. Humanamente falando, alguém poderia imaginar que a experiência de
Paulo na sinagoga; havia em Paulo, porém, um zelo espiritual que vencia o receio
humano, para fazê-lo mais do que vencedor na obra evangelística. A fidelidade de
Paulo não deixou de produzir frutos, porque “estes de Beréia eram mais nobres
que os de Tessalônica...” Sua mente não era tão mirrada pelos preconceitos, e
seus corações tinham menos maldade. A nobreza do caráter dos judeus de Beréia
foi revelada em dois aspectos:
Escutaram com cuidado - “Receberam a Palavra com toda a avidez”. Os
judeus de Beréia estavam dispostos a ouvir. É um ouvinte que faz o bom pregador.
Examinaram com paciência - Examinando as Escrituras todos os dias para ver
se as coisas eram de fato assim.
Contexto:
Beréia era a cidade líder da Macedônia, no que é hoje a Grécia. Próximo a
cidade está uma fértil planície que é ideal para a agricultura. O coração da cidade
está no centro da imagem acima. Ásperas montanhas aparecem atrás. Atos diz que
após ouvirem a mensagem de Cristo, os judeus de Beréia "examinaram as
escrituras todos os dias para verem se as coisas eram de fato assim". (Atos
17:11).
PAULO PREGA EM ATENAS At. 17.16-34
Atenas era o centro cultural do império romano.
Ao mesmo tempo, porém, era uma das cidades mais idólatras de todo o
império romano. Certo antigo historiador disse haver 3.000 ídolos na cidade. O
provérbio popular daqueles dias era: “Há mais deuses do que homens em
Atenas”.
Atenas era conhecida por seus templos dedicados a muitas divindades. Paulo
trouxe o evangelho para os lugares públicos de Atenas. Seu discurso encontrou
resultados variados. Alguns eram curiosos, outros eram céticos.
Contexto:
Atenas era um renomado centro cultural Grego. A era dourada da cidade foi
no quinto século antes de Cristo, quando foi o centro do império. O comércio
marítimo do Mediterrâneo trazia grandes riquezas para a cidade. Templos e outros
prédios públicos davam a cidade um ar de grandiosidade. A filosofia floresceu na
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cidade. Nos tempos romanos, Atenas perdeu a importância política mas continuou
a manifestar o idealismo da cultura Grega.
4. PAULO PREGA EM CORINTO At. 18.1-11
Depois de sair de Atenas, Paulo chegou ao grande centro comercial
internacional que era a cidade de Corinto, o maior centro de imoralidade de todo
o império romano. O ministério de Paulo em Corinto pode ser considerado em
três etapas diferentes:
O início. Vv. 1-4
O processo
A permanência.
Paulo viajou de Atenas para Corinto onde esteve com Aquila e Priscila. Em
Corinto, Paulo se sustentou fazendo tendas. Em Corinto, Paulo escreveu a primeira
carta aos Tessalonicenses cristãos.
Contexto:
Corinto estava localizada no istmo que conecta o nordeste ao sudeste da
Grécia. Pelo fato do istmo ser estreito, navios que viajavam do leste para oeste,
deveriam frequentemente transferir sua carga para o continente através de Corinto
a fim de retomar sua jornada no outro lado. As tendas feitas por Paulo e Aquila
deveriam ser usadas pelos negociantes e outros que precisavam de proteção e
cobertura durante a viajem.
ACUSAÇÕES EM CORINTO
Os oponentes de Paulo o denunciaram a Gálio, administrador romano em
Corinto. Pelo fato das questões terem haver com o relacionamento de Paulo com
a lei judáica, Gálio se recusou a tomar qualquer ação contra Paulo.
Paulo partiu de Corinto pelo caminho próximo ao porto de Cencréia.
Navegando para o lado oriental, ele parou brevemente em Éfeso antes de
continuar para Cesaréia e Jerusalém. Depois de uma pequena estadia ele partiu
para Antioquia.
Contexto: Éfeso era a maior cidade portuária no oeste da Ásia Menor. Paulo
retornou para Éfeso na sua terceira jornada, permanecendo lá por um longo
período.
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TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA
XIX - PAULO EM ÉFESO - At. 19;20
Comercialmente - Éfeso era o grande mercado da Ásia Menor. Os rios e o
mar tinham abundância de peixes, a população era imensa e variada. A posição
geográfica era privilegiada. Quanto às condições morais, certo escritor judeu que
vivia lá nos tempos de Paulo disse que a população inteira merecia ser enforcada
pelas suas chocantes imoralidades; mencionou assassinatos, dissipação,
concupiscência, gula e bebedeiras que existiam no próprio recinto do grande
templo de Diana.
Religiosamente - Éfeso era o centro da adoração da deusa Diana, cuja
imagem, que alegavam haver caído do céu, ficava no santuário interior. A cidade
era a capital das artes mágicas, astrologia, encantação, exorcismo de demônios,
invocação de espíritos, e todas as demais formas de superstição e impostura
mágica.
Foi esta a cidade que se constituiu em desafio espiritual para Paulo. No
entanto, quando ele deixou a cidade, a indústria de fabricação de ídolos tinha
sofrido uma recessão tão grande, que o sindicato dos artífices fez uma tentativa
violenta de expulsá-la da cidade (19.21-41).
1. A PREPARAÇÃO PRÉVIA At. 18.18-28; 19.1-7
A obra de Áquila e Priscila - Quando Paulo passou por Éfeso no caminho de
volta para sua igreja de origem, deixou aqueles dois obreiros cristãos naquela
cidade, onde se constituíram fiéis testemunhas de Cristo (18.18-21). A obra de
Apolo (At. 18.24-28) - Era um ensinador que, embora instruído na fé cristã,
recebera apenas o batismo de João Batista. Áquila e Priscila perceberam que a
mensagem deste brilhante pregador era incompleta, e ele aceitou de bom grado o
que lhe faltava. Começou a pregar a experiência cristã completa, e, mais tarde,
continuou a obra em Corinto.
A transformação da congregação de Apolo - At. 19.1-7 Paulo, já na sua
terceira viagem missionária, chegou a Éfeso, e achou uns cristãos que
provavelmente tinham sido seguidores da pregação de Apolo.
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2. A EVANGELIZAÇÃO EM GRANDE ESCALA
Pregando na sinagoga - Paulo, segundo seu costume levou o Evangelho
primeiro aos judeus. Os judeus, povo da promessa, deviam ser os primeiros a
receber o Moisés pregado por Paulo. Paulo descobriu que os piores inimigos de
um movimento espiritual são os antigos religiosos ortodoxos institucionalizados.
Separação de sinagoga - Paulo não trabalhou em vão houve muitas
conversões entre os judeus, e entre os gentios que freqüentavam as sinagogas.
Expansão fora da sinagoga - V. 10 - Paulo continuou estas reuniões durante
dois anos, e o resultado foi que Éfeso ficou sendo o centro de onde partiu a
evangelização na Ásia menor em geral.
3. A DEMONSTRAÇÃO MILAGROSA At. 19.11,12
“E Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários, a ponto de
levarem os enfermos, lenços e aventais de uso pessoal, diante dos quais fugiam
suas enfermidades e os espíritos malignos se retiravam”. Estes milagres especiais
foram concedidos com os seguintes propósitos:
- Para derrotar Satanás
- Para desmascarar embusteiros
- Para propagar o evangelho
- Para libertar os prisioneiros de Satanás
4. A PODEROSA CONVICÇÃO At. 19,13-20
Alguns exorcistas ambulantes (que faziam à vida expulsando demônios)
estavam visitando a cidade quando ouviram falar de Paulo e foram para uma
reunião dele. Olhavam quando Paulo expulsava demônios e queriam saber que
“nome” lhe dera aquele poder. Aproximando-se mais da frente daquele lugar do
culto, onde Paulo atendia os oprimidos, devem ter ouvido Paulo dizer: “Em nome
de Jesus...” Crendo-se donos do segredo, saíram para praticar sua última
novidade. Só que, não possuindo a fé real em Jesus, como Paulo possuía tinham
que dizer: “Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega”.
O Diabo não se ilude com um ritual vazio, nem com pronunciamento de
qualquer fórmula que se possa decorar, ainda que a fórmula contenha o nome de
Jesus. O espírito maligno respondeu através de sua vítima: “Conheço a Jesus e sei
quem é Paulo, mas vós, quem sois?” Dizendo assim, fez a vítima pular sobre os
falsários que queriam fazer uso do nome de Jesus, para suas conveniências, surrou-
os e expulsou-os da casa com as roupas rasgadas.
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Veio temor sobre o povo.
O nome de Jesus foi glorificado.
A Igreja recebeu nova convicção.
A Palavra de Deus ganhou vitória. “Assim, a Palavra do Senhor crescia e
prevalecia poderosamente”.
XX - PAULO SE DESPEDE DOS EFÉSIOS At.20.17-38
1. UM HISTÓRICO PESSOAL At. 20.17-21
Atos 19 dá um exemplo histórico de Paulo e, aqui, o próprio Paulo dá um
resumo histórico deste mesmo ministério, do ponto de vista das convicções e
sentimentos próprios. “Vós mesmos sabeis como foi que me conduzi entre vós em
todo tempo, desde o dia em que entrei na Ásia”.
Paulo, era humilde e bondoso de espírito. Apesar dos freqüentes atentados
contra ele, pregava publicamente e de casa em casa, não difundindo sua
mensagem para evitar oposição.
2. EXPECTATIVAS PESSOAIS At. 20.22-25
“E agora, constrangido em meu espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o
que ali me acontecerá.” Era o próprio Espírito Santo que sempre o constrangia a
avançar de vitória em vitória na sua vida cristã.
Uma coisa Paulo sabia acerca daquela visita a Jerusalém: “O Espírito Santo,
de cidade em cidade, me assegura que esperam cadeias e tribulações”.
“Porém, em da considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que
complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para
testemunhar o Evangelho da graça de Deus.” Nestas palavras podemos entrever
batalhas espirituais travas e vencidas.
3. ACONSELHAMENTOS PASTORAIS At. 20.26-31
Paulo, sentindo que não teria outra oportunidade de se reunir com os
presbíteros, lembrou-se que ele já fizera a parte dele, e que agora eles teriam que
cumprir a deles. “Portanto, eu vos protesto, no dia de hoje, que estou limpo do
sangue de todos” (3.17-21). “Porque jamais deixei de vos anunciar todo o
desígnio de Deus” (Sua vontade revelada com respeito à salvação do homem).
Paulo nunca se deixou levar por covardia, por preguiça, ou por desejar
louvores, a diminuir ou esconder algo de sua mensagem. Não conseguiu suas
preferências pessoais na escolha dos tópicos a pregar.
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XXI - PAULO VAI A JERUSALÉM At. 21 e 22
1. A FIRME RESOLUÇÃO DE PAULO At. 21.1-17
A terceira viagem missionária de Paulo estava chegando ao fim, ele estava se
aproximando de Jerusalém para cumprimentar os irmãos na fé e entregar a oferta
que levara para os cristãos necessitados. Naturalmente, teriam prazer em rever a
cidade santa, embora tivessem surgindo, de cidade em cidade, profecias acerca de
sua prisão em Jerusalém. Como ele mesmo dissera: “E agora, constrangido em
meu espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que ali me acontecerá, senão que
o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeias e
tribulações”, 20.22,23, Paulo, embora fosse muito corajoso, não se lançava
estultamente em meio a perigos e, por certo, deve ter havido tempo durante o
qual se perguntou: Será que devo ir? É a vontade de Deus para mim, que eu
enfrente ódio e violência dos judeus ali?
O apelo amigo - Em Tiro e em Cesaréia, Paulo voltou a ouvir a voz do
Espírito profetizando a sua prisão (21.4-11). Conforme o próprio Lucas relata:
“Quando ouvimos estas palavras, tanto nós como aqueles daquele lugar, rogamos
a Paulo que não subisse a Jerusalém”. Assim como Pedro, com as melhores
intenções queria dissuadir o Mestre de ir a Jerusalém (Mt. 16.22), assim fizeram
os amigos de Paulo.
A resposta heróica - “Então, ele respondeu: que fazeis chorando e
quebrantando-me o coração? Pois estou pronto, não só para ser preso, mas, até
morrer em Jerusalém, pelo nome de Jesus”.
A submissa obediência - “Como, porém, não o persuadimos conformados,
dissemos: Faça-se a vontade do Senhor”.
2. O GRANDE PERIGO DE PAULO At. 21.27-34
Paulo, ao chegar a Jerusalém, foi dar seu relatório aos líderes da Igreja, os
quais lhe deram os parabéns pela obra missionária. Ao mesmo tempo, avisaram-lhe
de que milhares de cristãos judeus tinham sido levados a interpretar mal a obra
dele, pensando ser ele um tipo de anarquista religioso, que concitava os judeus
pelo mundo a fora a abordarem a Lei de Moisés.
Os líderes sugeriram que ele fizesse uma concessão a estes judeus cristãos,
para desmanchar tais acusações e comprovar que ele não era destruidor das
tradições do Antigo Testamento. Paulo, então seria o patrocinador das despesas de
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quatro homens que haviam feito um voto segundo a Lei de Moisés, permanecendo
no templo com eles durante sete dias, até oferecerem sacrifícios que significaria
que o voto fora cumprido. Assim, ninguém diria que Paulo era inimigo das
tradições. O apóstolo aceitou porque não estava em jogo a liberdade espiritual dos
gentios.
Paulo falsamente acusado - “Quando já estava para findar os sete dias, os
judeus vindos da Ásia, tendo visto Paulo no templo, alvoroçaram todo o povo e o
agarraram”. Fizeram as seguintes acusações contra ele:
(1) conduta antipatriótica “Este é o homem que por toda a parte ensina
todos a serem contra o povo” (de Israel).
(2) Blasfêmia. “Ensina... Contra a Lei”
(3) Sacrilégio. “Ensina... Contra este lugar (o templo)... e profanou este
recinto sagrado.”
Paulo quase assassinado - O castigo para qualquer israelita que profanasse o
templo era a “surra do apóstata” - o linchamento.
XXII - PAULO PERANTE O SINÉDRIO At. 23.1-35
Em cada cidade, o Espírito Santo advertia Paulo em mensagens proféticas
que sofrimentos o aguardavam em Jerusalém.
1. PAULO DIANTE DA TURBA At. 22
“Rogo-te que me permitas falar ao povo”. Foi este o primeiro pedido de
Paulo depois de ter sido arrancado das mãos da multidão que queria linchá-lo.
A inimizade manifestada - (perseguição). Paulo como que dizia: “Vocês se
acham zelosos em suas opiniões ao cristianismo?
A inimizade vencida - (conversão). Naturalmente, surgiu na mente dos
ouvintes a pergunta: “Nesse caso, porque está pregando a religião que tanto
perseguia?” Paulo, na sua resposta, disse resumidamente: “Uma visão celestial me
convenceu de que eu estava errado. Vi o justo. E, que pode alguém fazer em tal
caso? Vv. 6-16
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A inimizade transformada - (serviço). Paulo antecipou outra pergunta ao
auditório: “Por que ia pregar aos gentios, quando todo rabino que se preza que os
interessados na fé venham consultá-lo?”.
Comparece perante o Sinédrio, 23:1-10.
(a O Senhor lhe aparece de noite com uma
) mensagem de ânimo, 23:11.
(b A conspiração de alguns judeus para matá-lo
provoca o seu envio a Cesaréia, 23:12-33.
(c A acusação trazida contra ele pelos judeus e a
) defesa de Paulo perante o governador Félix, 24:1-21.
( O discurso perante Félix acerca de sua fé em
d) Cristo, 24:24-26.
( A defesa perante Festo e o apelo a César, 25:1-
e) 12.
( Seu discurso perante Agripa, 26:1-29.
f)
A viagem de Paulo, como prisioneiro, a Roma, 27:1-
28:16.
( A primeira etapa da viagem, 27:2-13.
a)
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( A tempestade e a fortaleza espiritual de
b) Paulo,27:14-36.
( O naufrágio e o livramento, 27:38-44.
c)
( As experiências na ilha de Malta, 28:1-10. (e)
d) A chegada a Roma e seu ministério ali, 28:16-31.
2. PAULO DIANTE DO CONCÍLIO At. 23
A sinceridade de Paulo - “Fitando Paulo os olhos no sinédrio, disse: Varões
irmãos, tenho andado diante de Deus com toda boa consciência até o dia de
hoje”.
A indignação de Paulo - Mas, o sumo sacerdote Ananias dizia aos que
estavam perto dele que lhe batessem na boca”.
Então lhe disse Paulo: “Deus há de ferir-te, parede branqueada; tu está aí
sentado para julgar-me segundo a Lei, e contra a Lei manda agredir-me? Ananias
estava vestido com roupas brancas do seu ofício, mas seu coração estava poluído
com injustiça, egoísmo e corrupção. A chamada de atenção foi bem merecida.
A cortesia de Paulo
A estratégia de Paulo
O encorajamento de Paulo
O escape de Paulo
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XXIII - PAULO TESTIFICA DIANTE DOS GOVERNADORES At. 25.13-
36,32
“Este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante
os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel”. Assim o Senhor
descreveu a sua comissão a Paulo. At. 9.15.
1. PAULO E FÉLIX
Paulo, ao chegarem Cesaréia, foi levado diante do governador Félix, que
ordenou que fosse guardado sob custódia ate a chegada de seus acusadores.
Poucos dias mais tarde algumas autoridades religiosas dos judeus vieram de
Jerusalém a Cesaréia, acompanhadas por um advogado romano chamado Tértulo.
Três acusações foram feitas contra Paulo: Sedição - levantar contra o governo;
heresia - causando divisões religiosas mediante a pregação de falsas doutrinas;
sacrilégio - a profanação do templo.
2. PAULO E FESTO - At. 25:1-12
Quando Festo14 assumiu o governo no lugar de Félix, ele visitou Jerusalém e
os líderes judaicos pediram que ele mandasse Paulo a Jerusalém (25:1-3)
Pórcio Festo desempenhou o ofício de governador em Cesaréia de 60 d.C.
até sua morte no ano 62.
Festo disse que ele ouviria as acusações dos judeus contra Paulo em Cesaréia,
e eles desceram para Cesaréia depois de 8 ou 10 dias (25:4-6) Festo chamou
Paulo, e os judeus fizeram muitas acusações contra ele (25:6-7) Paulo começou a
se defender, dizendo que não tinha cometido crime nenhum contra os judeus ou
os romanos (25:8) Festo, querendo usar Paulo para ganhar o apoio dos judeus,
sugeriu que ele fosse julgado em Jerusalém (25:9) Paulo, já sabendo que os judeus
iam matá-lo, apelou a César para não ser enviado de volta a Jerusalém (25:10-
11) Festo, de acordo com a lei romana, cedeu ao apelo e disse que Paulo iria a
César (25:12)
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3. PAULO E AGRIPA - At. 25:13-27
Herodes Agripa II e sua irmã, Berenice, visitaram Festo em Cesaréia
(25:13)Festo aproveitou a oportunidade e falou com Agripa sobre o caso de
Paulo (25:14-21)Agripa disse que gostaria de ouvir Paulo (25:22)
Festo apresentou Paulo e explicou seu caso, dizendo que não o tinha achado
réu de morte, e não sabia como explicar o caso a César (25:23-27).
Paulo Faz sua Defesa Perante Agripa (26:1-23)
Paulo saudou o rei Agripa, dizendo que ele tinha um bom conhecimento das
leis dos judeus15 (26:1-3)
A família dos Herodes, que eram edomitas, se converteu ao judaísmo
durante os anos entre o Velho e o Novo Testamentos. Agripa I, o pai do rei que
ouviu Paulo aqui, era zeloso pela causa dos fariseus.
Paulo explicou que ele ainda acreditava na mesma promessa e tinha a mesma
esperança que os outros judeus, especialmente os fariseus (26:4-7) Ele destacou a
verdade fundamental do evangelho que ele pregava: a doutrina da ressurreição
(26:8) Paulo mostrou que ele entendia a posição dos judeus, porque ele mesmo
tinha perseguido os cristãos (26:9-11) Ele contou a história do seu encontro com
Jesus no caminho para Damasco (26:12-18) Ele obedeceu as instruções de Jesus
e foi preso em Jerusalém por causa desta pregação (26:19-21) Deus protegeu
Paulo, deixando-o pregar a várias pessoas para mostrar que Jesus cumpriu as
profecias do Velho Testamento (26:22-23)
Através da prisão de Paulo, Deus estava cumprindo a promessa feita a ele em
Atos 9:15
A explicação dada por Paulo aqui, mostra que a vida, morte e ressurreição
de Jesus eram necessárias para cumprir o plano e as profecias do Velho
Testamento (veja Lucas 24:25-27,44-48)
Festo e Agripa Reagem à Defesa de Paulo (26:24-32)
Festo interrompeu a defesa de Paulo, dizendo que ele era louco por causa de
muito estudo (26:24) Paulo disse que ele falou a verdade sobre fatos conhecidos
pelo rei (26:25-26) Paulo virou ao rei e perguntou se ele acreditava nos profetas
(26:27) Agripa reconheceu que Paulo iria convertê-lo a Cristo, e Paulo afirmou
que era seu desejo convencer todas as pessoas da verdade sobre Jesus (26:28-29)
Agripa, como Cláudio Lísias (23:29) e Festo (25:25), concluiu que Paulo não
tinha feito nada que merecesse a morte (26:30-32).
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VIAGEM DE PAULO A ROMA
O NAUFRÁGIO DE PAULO - At. 27 e 28
Paulo foi entregue a Júlio, um centurião, e foi acompanhado por Aristarco
de Tessalônica e Lucas16 (27:1-2)
A última parte do livro de Atos em que Lucas está junto com Paulo
(sabemos porque fala sempre de "nós", assim incluindo o autor do livro na
narrativa) é de 27:1 a 28:15.
No primeiro dia da viagem, eles foram para o norte perto da costa e
chegaram a Sidom, onde Paulo foi atendido pelos irmãos (27:3)
O navio passou entre a ilha de Chipre e a terra de Cilícia e eles
desembarcaram em Mirra (27:4-5)
Embarcaram em outro navio, este com destino à Itália, que conseguiu chegar
com muita dificuldade em Bons Portos, na ilha de Creta (27:6-8)
A navegação se tornou difícil e perigosa, porque o inverno, com seus ventos
fortes, já estava chegando. O tempo do Dia do Jejum (Dia da Expiação) já tinha
passado. Este dia especial foi observado no mês de outubro (27:9)
O centurião tinha que escolher entre o conselho de Paulo, um prisioneiro, e
os marinheiros. Ele rejeitou o aviso de Paulo e decidiu continuar a viagem um
pouco mais17 (27:9-12) De novembro a março, foi considerado impossível a
navegação no Mediterrâneo. Então, eles decidiram continuar por mais um pouco
para achar um lugar melhor onde passar o inverno. Escolheram Fenice, na mesma
ilha de Creta, como destino. Eles continuaram perto da costa de Creta, até que
um vento forte (Euroaquilão) levou o navio para o sul, na direção da África
(27:13-15) Enquanto o navio foi levado pelo vento, eles jogaram fora muitas
coisas, temendo a possibilidade de naufrágio nas areias movediças da Sirte, a costa
africana entre Cartago e Cirene (27:16-19)
Depois de alguns dias sem ver o sol nem estrelas, eles ficaram desesperados
(27:20) Paulo falou com as pessoas no navio, dizendo que um anjo tinha revelado
para ele que o navio seria destruído, mas que todas as pessoas sobreviveriam
(27:21-26)
Paulo e seus Companheiros Sofrem Naufrágio no Mediterrâneo (27:27- 44)
Depois de duas semanas, os marinheiros perceberam que estavam chegando
perto da terra, e começaram medir a profundidade do mar. Diminuiu de 20 a 15
braças (uma braça é aproximadamente dois metros), e eles lançaram âncoras para
esperar o dia amanhecer (27:27-29).
Os marinheiros prepararam para fugir do navio, mas quando Paulo falou com
o centurião, dizendo que todos teriam que ficar a bordo, ele não permitiu a fuga
(27:30-32) Paulo falou com todas as pessoas no navio (276 ao todo) para animá-
las, e todas comeram pela primeira vez em duas semanas (27:33-37) Eles
lançaram a carga de trigo no mar (27:38) Os marinheiros tentaram guiar o navio
até a praia, mas o encalharam nas águas rasas do mar (27:39-41) Quando o
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navio começou a quebrar no mar, os soldados quiseram matar os prisioneiros. O
centurião, querendo salvar a vida de Paulo, não os deixou (27:41-43).
A ilha de Malta é a maior das cinco ilhas que constituem o arquipélago de
Malta e a República de Malta. Malta está localizada no meio do mar Mediterrâneo
ao sul da Itália e ao norte da África. Sua área é de 246 km².
Todos chegaram vivos à terra, exatamente como Paulo tinha profetizado
(27:43-44; veja 27:22).
O navio finalmente veio a encalhar na praia de Malta, perto da Itália, onde
começou a ser despedaçado pelas ondas. Os soldados queriam matar os
prisioneiros para evitar que fugissem, conforme o costume romano. Nenhum
poder nos céus ou na terra poderia acabar com Paulo enquanto Deus tivesse um
plano em sua vida - a pregação do Evangelho em Roma.
Conforme Paulo anunciava, todos escaparam ilesos para a terra. Ficaram na
ilha durante o inverno, um período de três meses. Mais uma vez foi manifestada a
presença de Deus com Paulo. Primeiro foi ele o objeto dos cuidados divinos,
quando foi protegido contra os efeitos da mordida de uma víbora. Segundo, foi
ele, por sua vez, um vazo de bênção para os habitantes, porque muitas pessoas na
ilha receberam a cura divina através de seu ministério.
2. CHEGADA EM SEGURANÇA
Depois de passar o período do ano no qual surgiam as tempestades, Paulo e
seus companheiros foram embarcados num navio para transporte de trigo. Os
detalhes dados nestes capítulos 27 e 28 comprovam que uma testemunha ocular
(Lucas) estivera presente a cada passo. Humanamente, a prisão de Paulo parecia
um grande golpe contra o cristianismo com a cessação das viagens missionárias,
mas Deus, na sua soberania, transformou isso em bênçãos para o mundo inteiro.
Com isso contribuiu para o progresso do Evangelho?
(1) Paulo foi assim preservado das cidades assassinas dos judeus.
(2) Houve oportunidade para descanso e muita oração e meditação após
muitas árduas labutas.
(3) Várias epístolas surgiram como fruto do cativeiro: Filipenses,
Colossenses, Efésios e Filemon.
(4) Paulo recebeu uma grande oportunidade sem igual de testificar diante
dos guardas romanos de modo contínuo.
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(5) Paulo não estava visitando as Igrejas, mas muitos interessados e obreiros
vinham a ele para obterem inspirações e orientação, de modo profundo e
particular.
Desafio Adicional:
Pense na viagem de Paulo do ponto de vista das pessoas que o
acompanharam (o centurião, os soldados, os outros prisioneiros, os marinheiros,
etc.). Depois de ouvir as revelações, testemunhar os milagres e ver o amor entre
os cristãos de Sidom até Roma, qual seria sua impressão de Cristo, a quem Paulo
servia?
A MORTE DE PAULO
As últimas palavras bíblicas sobre a vida do apóstolo Paulo encontram-se em
At.28 e II Tm.4.6-8. Informações extra-bíblicas dão conta de que ele teria sido
solto em 63 d.C.. Talvez tenha visitado a Espanha e outros lugares (de acordo
com epístola de Clemente, Cânon Muratoriano e Atos de Pedro.). Finalmente, a
tradição nos informa que o apóstolo Paulo foi preso e decapitado pelo imperador
Nero em 67 d.C.
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Resumindo a cronologia da vida de Paulo:
Data aproximada Fato ou localidade visitada
Ano 1 d.C. Nascimento de Paulo
Ano 33 ou 34 d.C. Conversão
Entre 33 e 36 Deserto da Arábia
Ano 36 Primeira visita a Jerusalém
Entre 36 e 46 Síria, Cilícia (principalmente
Tarso)
entre 46 e 47 (Atos Antioquia da Síria
11.25-26)
47 Segunda visita a Jerusalém
47 Antioquia da Síria
47 a 49 Primeira viagem missionária
49 (Atos 15) Terceira visita a Jerusalém
50 a 52 Segunda viagem missionária
53 a 58 Terceira viagem missionária
58 Quarta visita a Jerusalém
58 a 59 Prisão em Cesaréia
60 a 62 Prisão em Roma
63 a 66 Liberdade e viagens diversas
(???)
67 Morte em Roma
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BIBLIOGRAFIA
LOHSE, Eduard, Introdução ao Novo Testamento – Editora Sinodal.
TIDWELL, J.B., Visão Panorâmica da Bíblia – Edições Vida Nova.
BRUCE, F.F., Romanos – Introdução e Comentário – Série Cultura Bíblica –
Edições Vida Nova.
MEYER, F.B., Comentário Bíblico Devocional – Editora Betânia.
BÍBLIA DE REFERÊNCIA THOMPSON - Tradução de João Ferreira de
Almeida - Versão Contemporânea - Ed. Vida
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