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Entenda o Modelo OSI em Camadas

O Modelo OSI é uma arquitetura em camadas que facilita a comunicação entre diferentes sistemas e fabricantes, dividindo as operações de rede em sete camadas gerenciáveis. Cada camada possui funções específicas, desde a interação do usuário na camada de Aplicação até a movimentação de bits na camada Física, permitindo a interoperabilidade e flexibilidade na implementação de protocolos. O modelo é fundamental para entender como os dados são transmitidos e gerenciados em redes de computadores.

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Entenda o Modelo OSI em Camadas

O Modelo OSI é uma arquitetura em camadas que facilita a comunicação entre diferentes sistemas e fabricantes, dividindo as operações de rede em sete camadas gerenciáveis. Cada camada possui funções específicas, desde a interação do usuário na camada de Aplicação até a movimentação de bits na camada Física, permitindo a interoperabilidade e flexibilidade na implementação de protocolos. O modelo é fundamental para entender como os dados são transmitidos e gerenciados em redes de computadores.

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2 O Modelo OSI

2.1 Tópicos Abordados


Benefícios Proporcionados pela Arquitetura em Camadas;
Análise Individual das Camadas do Modelo ISO/OSI; A Interatividade
entre as Camadas;

A Camada de Transporte e o Mecanismo de Controle de Fluxo de


Dados;
A Camada de Rede e uma Visão Geral de Roteamento de Pacotes;

Redes Ethernet;
A Camada Física, Cabos e Conectores;

O Processo de Encapsulamento de Dados;


O Modelo de Três Camadas Proposto pela Cisco.

2.3 O Modelo de Camadas OSI

Como já mencionado, quando as primeiras redes de dados surgiram, computadores de


um mesmo fabricante podiam tipicamente comunicar-se entre si. Por
exemplo, empresas empregavam ou uma solução IBM ou uma solução
DEC (Digital Equipment Corp., hoje HP), nunca ambas.
O modelo de camadas OSI foi criado com o intuito de se quebrar essa barreira na
comunicação de dados e permitir a interoperabilidade,
independentemente da marca (fabricante) ou sistema utilizado, ou seja, era
uma tentativa de se estabelecer um padrão que fosse seguido pelos
fabricantes de hardware e também pelos desenvolvedores de software.
O modelo OSI é um modelo de referência, ou seja, ele define de que forma dados
gerados por uma aplicação em uma determinada máquina devem ser
transmitidos através de um meio específico para uma aplicação em uma
outra máquina. Trata-se de um modelo conceitual, estruturado em sete
camadas, cada qual definindo processos e regras para a operação de
uma rede de dados. O modelo foi especificado pela Organização
Internacional para Padronização (ISO) em 1984 e, ainda hoje, é considerado
o modelo arquitetural primário para redes de computadores.
de informação entre máquinas
O modelo OSI, basicamente, divide as tarefas inerentes à transmissão
em rede em sete grupos ou "camadas”. A vantagem imediata dessa divisão é a
geração de grupos menores e, portanto, mais facilmente gerenciáveis, em
detrimento de apenas um pesado e complexo grupo. Uma vez definidas as
sete camadas, tarefas (ou grupos de tarefas) são associadas a elas. Cada
camada é razoavelmente independente das demais, permitindo, por
exemplo, que tarefas associadas a uma camada possam ser
implementadas ou modificadas sem que as demais tenham que sofrer
qualquer tipo de alteração.

As camadas superiores do modelo OSI lidam com assuntos relacionados


às aplicações e, geralmente, são apenas implementadas em software.
A camada mais elevada, a chamada "Aplicação”, é a mais próxima do
usuário final. Tanto os usuários quanto os processos inerentes à camada
de Aplicação interagem com softwares que possuem algum
componente de comunicação.
É interessante ressaltar que o modelo OSI apenas fornece a arquitetura
sugerida para a comunicação entre computadores. O modelo em si não é o
que faz a comunicação ocorrer. O que a torna possível são os protocolos de
comunicação. Esses protocolos implementam as funções definidas em uma ou
mais camadas do modelo OSI.

Atualmente existe uma grande variedade de protocolos de comunicação,


definidos nas mais diversas camadas do modelo OSI. Protocolos
desenhados para gerenciar redes locais (LAN), por exemplo, atuam
basicamente nas duas primeiras camadas do modelo (Enlace e Física),
definindo como a comunicação de dados deve ocorrer nos diversos meios
físicos possíveis.
Já os protocolos desenhados para atuar em redes geograficamente
dispersas (WAN) são definidos nas últimas três camadas do modelo
(Rede, Enlace e Física), e também são responsáveis por definir como a
comunicação de dados deve ocorrer nos diversos meios físicos disponíveis para
esse tipo de rede.
Existem ainda os protocolos de roteamento. Esses são protocolos definidos na
camada 3 (Rede) e são responsáveis pelo gerenciamento da troca de
informações entre os seus dispositivos (notadamente, roteadores),
possibilitando a eles a seleção de uma rota apropriada para o tráfego de
dados.
Finalmente, temos os protocolos de camada superior. Esses são os protocolos
definidos nas quatro camadas superiores (Transporte, Sessão,
Apresentação e Aplicação), e geralmente têm a função de

suportar os protocolos de camada inferior. Protocolos dependem de outros


para realizar suas tarefas eficientemente. A maioria dos protocolos de
roteamento, por exemplo, utiliza o suporte oferecido pelos protocolos de
camada superior para gerenciar o modo como as informações são
transportadas. Esse conceito de interdependência entre camadas é a base
de tudo que o modelo OSI representa.
É interessante salientar que não há uma imposição, ou seja, fabricantes podem
optar por não seguir o modelo à risca e, mesmo assim, conseguir alcançar
uma interoperabilidade com outros fabricantes somente em determinadas
camadas. A Cisco, por exemplo, desenvolveu protocolos de roteamento
proprietários que coexistem em perfeita harmonia com protocolos
padronizados pelo modelo em outras camadas (ex.: o protocolo IGRP da
Cisco funciona sobre o protocolo IP). Esta é uma das grandes vantagens do
modelo: flexibilidade.
Em suma, as principais vantagens em se adotar um modelo de referência em camadas
seriam:
Divisão de complexas operações de rede em camadas individualmente gerenciáveis (é mais
fácil focar numa parte que no todo);
Possibilidade de se alterar elementos de uma camada sem ter de alterar elementos
de outras;

Definição de um padrão, possibilitando a interoperabilidade entre os diversos fabricantes.

Camada
Descrição

Aplicação Application Layer - Provê a interface com o


usuário

Presentation Layer - Trata da semântica, compressão /

Apresentação des compressão, criptografia e


tradução dos dados

Sessão

Transporte

Rede

Enlace
Session Layer - Gerencia o "diálogo" entre as portas lógicas e
mantém a separação dos dados de diferentes aplicações

Transport Layer - Provê a comunicação confiável (ou não) e executa


checagem de erros antes da retransmissão dos segmentos.

Network Layer - Define e gerencia o endereçamento lógico da rede (ex. IP)


Nome da PDU

Segmento/
Segment

Pacote / Packet/
Datagram

Data-link Layer - Acomoda os pacotes em "quadros" através do processo de encapsulamento. Detecta erros, porém, não
os corrige.
Quadro / Frame

Física
Physical Layer - Responsável pela movimentação dos bits entre as
pontas e pela definição das interfaces, especificações elétricas e de pinagem dos
cabos.

Figura 2.5: O Modelo de Camadas OSI e as respectivas


PDUs.
CCNA 4.1 - Cap [Link]
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"bits"

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CCNA 4.1 - Guia Completo de Estudo

Para o exame CCNA, e para qualquer aspirante a um cargo relacionado a


redes de dados, este talvez seja um dos capítulos mais importantes (nunca é
demais chamar a atenção para esse ponto). A figura 2.5 ilustra o modelo de
referência OSI, um resumo das funções de cada camada e as PDUs (Protocol
Data Units) das quatro camadas inferiores (as mais importantes para
nossos objetivos). É vital que você memorize cada uma dessas camadas e
um resumo de suas funções, exatamente como na figura 2.5.
No exame não faltarão questões do tipo: "Qual o nome dado à PDU na
camada de rede?" Resposta: Pacote ou Datagrama. Se você pretende fazer
o exame em inglês, é aconselhável que você se acostume aos termos utilizados
nessa língua. Por exemplo, o termo para camada de rede, em inglês, é
Network Layer, e assim por diante. Neste livro, a grande maioria dos termos
traduzidos para o português apresentam a notação original (em inglês) ao
lado.
Para facilitar o processo de memorização das camadas que compõem o modelo
OSI, criei duas frases: uma para os nomes das camadas em português e
outra para os nomes em inglês. Sinta-se à vontade para criar sua própria frase,
caso julgue necessário. Lembre-se: as frases a seguir ilustram a inicial de cada
camada, partindo da mais alta (Aplicação/Application) e indo para a mais
baixa (Física/Physical). Ei-las:

“Amanhã Ao Sair do Trabalho Resolverei Entrar na Faculdade (port.)"


(Aplicação | Apresentação | Sessão | Transporte | Rede | Enlace de
Dados | Física)

"Amanhã Provavelmente Serei Transportado Numa Determinada Perua (ing.)"


(Application | Presentation |Session | Transport | Network | Data-Link |
Physical)

Vamos agora verificar cada uma das camadas detalhadamente, focando no que o
exame CCNA poderá cobrar do candidato.

2.3.1 A Camada de Aplicação


É nessa camada que ocorre a interação micro-usuário. A
camada de aplicação é responsável por identificar e estabelecer a
disponibilidade da aplicação na máquina destinatária e disponibilizar os recursos
para que tal comunicação aconteça. Exemplos de aplicações e serviços existentes nessa
camada são: navegadores e servidores Web (Netscape, Apache, MS
Explorer), e-mails gateways, Sistemas Electronic Data Interchange (EDI),
Bulletin Board Systems (BBS), servidores de banco de dados (MS-SQL,
MySQL, Oracle), servidores X-window, entre muitos outros.

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O Modelo OSI
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É interessante perceber que, em uma rede moderna, a relação cliente-


servidor está quase sempre presente - sim, mesmo nas modernas redes
peer-to-peer (P2P). Quando você está usando um web-browser - como o
Internet Explorer, por exemplo - você está usando uma aplicação cliente. A
aplicação servidora seria o programa web-server - como o Apache - que
está rodando na máquina destino. Portanto, quando digita um endereço
WWW em seu browser, você está basicamente solicitando, através de uma
aplicação cliente - seu browser -, dados armazenados em uma máquina
remota que está rodando uma aplicação servidora - o Apache, no caso.
Mas como fica essa relação no caso de redes P2P? Nada muda. Peguemos como exemplo
o conhecido Napster. O software funciona simultaneamente como cliente e
servidor. Ele atua como cliente quando você está fazendo uma solicitação à
outra máquina (download), mas também age como servidor quando sua
máquina está respondendo a uma solicitação de uma máquina remota
(upload). Portanto, a relação cliente-servidor é mantida. Veremos melhor como isso funciona
mais

adiante.
2.3.2 A Camada de Apresentação

A camada de apresentação responde às solicitações de serviço da camada de


aplicação e envia solicitações de serviço para a camada imediatamente inferior
(sessão). Diferentemente das camadas inferiores, preocupadas em mover os bits
de forma confiável de um ponto a outro, essa camada preocupa-se com a sintaxe e
a semântica dos dados transmitidos. Por exemplo, após receber dados da camada de
aplicação, pode ser necessário converter esses dados de seu formato original
para um formato compreendido e aceitável por outras camadas do modelo,
garantindo assim uma transmissão mais eficiente. Exemplos de formatações
incluem PostScript, ASCII, EBCDIC, ASN.1, entre outras.

e interpretar dados.
A camada de apresentação possui outras funções além de formatar
Estas incluem compressão de dados e segurança da informação
transmitida. Tarefas como compressão, descompressão, encriptação e
decriptação, portanto, também encontram-se associadas a ela. Alguns
padrões definidos nessa camada que estão relacionados a processos de
compressão são TIFF, PICT, GIF, QuickTime, MPEG, JPEG, entre outros.
As funções de compressão e segurança, entretanto, não são exclusivas à camada de
apresentação.

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2.3.3 A Camada de Sessão


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-

A camada de sessão é responsável pelo estabelecimento, gerenciamento e


finalização de sessões entre a entidade transmissora e a entidade receptora. Ela
basicamente mantém os dados de diferentes aplicações separados uns dos
outros. Alguns exemplos de protocolos dessa camada são: Network File
System (NFS), Structured Query Language (SQL), Remote Procedure Call
(RPC), AppleTalk Session Protocol (ASP), entre outros.

2.3.4 A Camada de Transporte


Os serviços definidos na camada de transporte são responsáveis pela
segmentação e reconstrução de fluxos de dados provenientes de
camadas superiores. Eles provêm comunicação ponto a ponto e
podem estabelecer uma conexão lógica entre a aplicação origem e a aplicação
destino em uma rede.

A camada de transporte também é responsável pela disponibilização de


mecanismos para multiplexar13 fluxos de dados de camadas
superiores e pelo estabelecimento e finalização (quebra) dos circuitos
virtuais (lógicos). Essa camada mascara os detalhes de qualquer
informação relacionada à rede das camadas superiores, promovendo uma
transmissão de dados de modo bastante transparente.

[Link] Controle de Fluxo

A integridade dos dados é assegurada pela camada de transporte


mantendo-se o controle do fluxo de dados e permitindo aos usuários a
requisição de um transporte de dados confiável entre as pontas. Os
mecanismos de controle de fluxo previnem que o computador origem
"inunde" os buffers14 do computador destino, o que resultaria em
perda de dados. Para que essa comunicação seja confiável, é preciso que
uma comunicação orientada à conexão seja estabelecida, e que os protocolos
envolvidos assegurem-se do seguinte:

Os segmentos transmitidos são confirmados (acknowledged)


ao serem recebidos;
Qualquer segmento não confirmado é retransmitido;

13 O termo "multiplexar" vem do inglês multiplexing, e significa transmitir diversas informações


simultaneamente usando-se o mesmo meio ou canal. O processo implica que as informações
multiplexadas podem ser, posteriormente, extraídas em um meio ou canal particular.
14 Buffer: Memória de acesso rápido destinada ao armazenamento temporário de pequenas
quantidades de dados.

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Os segmentos são reconstituídos em sua seqüência original,


uma vez recebidos pelo computador destinatário; Uma gerência do
fluxo de dados é mantida a fim de evitar congestionamento,
sobrecarga e perda de dados.
A figura 2.6 ilustra o funcionamento desse mecanismo.

Computador
Origem

sincronização

negociação ("handshaking")

sincronização

confirmação

estabelecimento da conexão
Computador Destino

transferência de dados

Figura 2.6: Operação do Controle de


Fluxo.

Enquanto dados estão sendo transmitidos entre dois dispositivos, ambos verificam
periodicamente a conexão estabelecida para assegurar- se de que os
dados estão sendo enviados e recebidos apropriadamente.
Durante uma transmissão, congestionamentos de dados podem ocorrer devido à
heterogeneidade das máquinas presentes em uma rede (ex.: computadores de
alta velocidade geram dados mais rapidamente do que a infra-estrutura de
rede pode transmiti-los ou máquinas mais lentas, processá-los) ou porque
muitos computadores passam a transmitir simultaneamente datagramas
para um mesmo gateway ou destino. No último caso, o gateway ou destino
pode vir a ficar congestionado, mesmo que nenhuma das fontes, por si só,
seja a causadora do problema. Podemos fazer uma analogia com um
estreitamento em uma estrada. Normalmente, o problema não é apenas um
carro, mas a quantidade de carros naquela estrada.
Quando uma máquina recebe um fluxo de datagramas maior doque pode processar,
ela direciona o excedente para uma memória chamada buffer. Esse
processo, conhecido como "bufferização", resolve

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o problema apenas se o fluxo de dados possuir uma característica não- contínua,


uma transmissão em "rajada". Entretanto, se o fluxo for ininterrupto, a memória
buffer eventualmente se esgotará, a capacidade de recebimento da
máquina será excedida e, como conseqüência, qualquer datagrama
adicional será descartado.
Graças às funções desempenhadas pela camada de transporte,
congestionamentos de rede originados por uma “inundação” de dados
podem ser bem gerenciados. Em vez de simplesmente descartar
datagramas - ocasionando a perda imediata de dados - a camada de
transporte pode enviar ao transmissor um sinal de que não está pronto (not
ready), fazendo com que ele aguarde antes de enviar mais dados. Após o receptor
ter processado os datagramas armazenados em sua memória buffer, ele
envia um sinal de transporte (ready), indicando que está pronto para
receber e processar mais dados. A máquina transmissora, ao receber esse sinal,
retoma a transmissão de onde havia parado.

Em uma comunicação confiável, orientada à conexão, datagramas devem ser


entregues ao seu destino na exata ordem em que são transmitidos; do
contrário, um erro de comunicação ocorre. Se qualquer segmento for
perdido, duplicado ou corrompido durante o processo, um erro de
comunicação também ocorrerá.

A resposta a esse problema seria a confirmação, pela máquina receptora, do


recebimento de cada datagrama. Entretanto, a taxa de transmissão de
dados seria extremamente baixa se a máquina transmissora tivesse de esperar
por uma confirmação antes de enviar cada segmento. Portanto, uma vez que
exista tempo, o transmissor envia segmentos antes de finalizar o
processamento de cada confirmação.
A quantidade de dados que a máquina transmissora é capaz de enviar antes
de receber a confirmação do(s) segmento(s) anteriormente enviado(s) é chamada
de janela (window).
O processo chamado windowing controla a quantidade de informação
transferida entre as máquinas participantes. Enquanto alguns protocolos
quantificam a informação observando o número de pacotes, o TCP realiza
essa quantificação contando o número de bytes. A figura 2.7 ilustra o
comportamento de duas janelas: uma de tamanho 1 e outra de tamanho 2.
Quando uma janela de tamanho 1 é configurada, a máquina transmissora
aguarda a confirmação de cada segmento enviado antes de transmitir o
próximo. Já em uma janela configurada com tamanho 2, a máquina
transmissora pode enviar até 2 segmentos antes de receber uma confirmação.

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Computador Origem

Envia seg. 1

Envia seg. 2
Janela de tamanho 1

Janela de tamanho 2
Envia seg. 1

Envia seg. 2

Envia seg. 3

Envia seg. 4
Computador Destino

Recebe seg. 1

Confirma seg. 1

Recebe seg. 2

Confirma seg. 2

Confirma seg. 1,2


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Figura 2.7: O processo de windowing.

[Link] Confirmação (Acknowledgement)


Uma conexão confiável garante a total integridade dos dados transmitidos
entre dois pontos. Existe a garantia de que esses dados não serão
duplicados ou perdidos. O método que torna isso possível é conhecido
como "confirmação positiva com retransmissão” ou, em inglês, positive
acknowledgement with retransmition. Essa técnica implica no envio de uma
mensagem de confirmação pela máquina destino de volta para a máquina
origem quando o recebimento dos dados for realizado com sucesso.
Podemos fazer uma analogia ao serviço de correio registrado: assim que o
destinatário recebe uma carta registrada, ele assina um protocolo que é
enviado de volta ao remetente, garantindo a ele que a correspondência
enviada chegou ao seu destino.
2.3.5 A Camada de Rede

A camada de rede é responsável pelo roteamento dos dados através da internetwork e pelo
endereçamento lógico dos pacotes de dados, ou seja, pelo transporte de
tráfego entre máquinas que não se encontram diretamente conectadas. Roteadores ou
"routers" - também chamados de dispositivos de camada 3 (layer 3 devices) - são
definidos nessa camada e provêm todos os serviços relacionados ao
processo de
roteamento.

Quando um pacote é recebido em uma determinada interface de um router, o


endereço IP de destino é checado. Se o pacote não for destinado ao router
em questão, este irá verificar se o endereço de

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CCNA 4.1 - Guia Completo de Estudo

base de dados
destino se encontra em sua tabela de roteamento (routing table), uma
que fica armazenada na memória RAM do router e que pode ser
estática ou dinamicamente formada.
Existem basicamente dois tipos de pacotes definidos na camada de rede:
pacotes de dados (data packets) e pacotes de atualização (router update
packets). No primeiro tipo, os pacotes são usados para transporte de
dados pela internetwork, e os protocolos usados para suportar tal
tráfego são conhecidos como protocolos roteados (routed protocols).
Exemplos de protocolos roteados são o IP e o IPX.
O segundo tipo de pacote é utilizado para o transporte de atualizações sobre
routers vizinhos e sobre os caminhos (paths) disponíveis para alcançá-los.
Protocolos usados para gerenciar essa tarefa são chamados de
protocolos de roteamento (routing protocols). Exemplos de protocolos de
roteamento são RIP, EIGRP, OSPF, BGP, entre outros. Os pacotes de
atualização são utilizados na formação e manutenção das tabelas de roteamento de
cada router. As tabelas de roteamento formadas, armazenadas e utilizadas pelos
routers incluem informações como endereços lógicos (network addresses),
interface de saída (exit interface) e métrica (metric), que é a distância ou
custo relativo até uma determinada rede remota.

Uma das mais importantes características dos routers é que eles segregam
(quebram) os chamados "domínios de broadcast" (broadcast
domains), ou seja, mensagens de broadcast não atravessam um router, o
que já não ocorre com switches e hubs, que simplesmente as
propagam (veremos mais adiante o porquê). Routers também quebram
os chamados "domínios de colisão" (collision domains), o que switches
também fazem (mas não hubs!). Dizer que routers quebram domínios de colisão
significa dizer que cada interface de um router é considerada uma rede isolada e,
como tal, necessita de um número de identificação (endereçamento) exclusivo.
Cada dispositivo deverá utilizar o mesmo endereço de rede designado à interface a
que se encontra conectado.
Considerando-se o exame CCNA, os pontos mais relevantes sobre routers são
que eles:

Não propagam mensagens de broadcast ou de multicast;


Utilizam o endereço lógico no cabeçalho de camada de rede para
determinar o router vizinho para qual o pacote deve ser enviado;
Podem utilizar listas de acesso, criadas por um
administrador, para gerenciar a segurança dos pacotes
entrantes ou saintes;

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Podem prover funções de camada de Enlace (bridging) se


necessário e, simultaneamente, efetuar roteamento de pacotes na mesma
interface;

Possibilitam a comunicação entre Virtual LANs (VLANs); Podem


prover Qualidade de Serviço (Quality of Service QoS) para
tipos específicos de tráfego de dados.

2.3.6 A Camada de Enlace de Dados


-

A camada de Enlace assegura que os dados sejam transmitidos ao


equipamento apropriado e converte os dados vindos da camada superior
(Rede) em bits, tornando possível a transmissão através de meios físicos,
como cabos, definidos na camada física. A camada de Enlace formata a mensagem em
frames e adiciona um cabeçalho customizado contendo o endereço de
hardware (MAC address) das máquinas transmissora e destinatária. Essa
informação adicionada forma uma espécie de cápsula envolvendo a mensagem
original, de modo análogo aos módulos lunares do projeto Apollo, no qual
módulos úteis apenas a alguns estágios da viagem são descartados à
medida que esses estágios são completados.
O padrão 802.2 (Logical Link Control - LLC) é utilizado em conjunto com outros
padrões IEEE, adicionando funcionalidade ao padrão existente.
É importante entender que à camada de Rede (onde os routers são
definidos) não importa a localização física das máquinas, mas a
localização lógica das redes. A camada de Enlace de Dados (onde
switches e bridges são definidos), sim, é responsável pela identificação de
cada máquina (endereçamento físico) em uma rede local.
Para um host enviar dados a outro através de um router, a camada de Enlace se utiliza do endereço de
hardware ou MAC address.

A camada de Enlace IEEE Ethernet possui duas subcamadas:

Camada de

Enlace
Sub-Camada LLC
Sub-Camada

MAC

Camada Física
Ethernet
10Base2
10Base5
10BaseT
10BaseF
802.3

Figura 2.8: Subdivisão da camada de Enlace e especificações LAN


(Ethernet).

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100BaseTX
100BaseFX
100BaseT4

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Logical Link Control (subcamada LLC) 802.2: Responsável pela identificação de


protocolos da camada de Rede e seu encapsulamento. Um
cabeçalho LLC diz à camada de Enlace o que fazer com um
pacote uma vez que o frame é recebido. Por exemplo,
assim que um host recebe um frame, ele analisa o cabeçalho
LLC para entender para qual protocolo da camada de Rede (IP,
IPX etc.) ele é destinado. A subcamada LLC também pode ajudar
no controle de fluxo e seqüenciamento de bits;
Media Access Control (subcamada MAC): Define como os
pacotes são alocados e transmitidos no meio físico. O
endereçamento físico é definido nessa subcamada, assim como a
topologia lógica. Disciplina da linha, notificação de erros (não a
correção), entrega ordenada de frames, e controle de fluxo
opcional também podem ser utilizados nessa subcamada.

[Link] Switches e Bridges na Camada de Enlace


Switches e bridges são dispositivos definidos na Camada de Enlace de
Dados, que operam analisando os frames que cruzam a rede. O dispositivo de
Camada 2 (seja ele um switch ou uma bridge) adiciona o endereço do
hardware transmissor (endereço MAC) a uma tabela-filtro, formando uma base de
dados que mapeia a porta que recebeu o frame para o endereço de hardware
(MAC address) gravado na interface do dispositivo que o transmitiu.
Depois da formação da tabela-filtro, o dispositivo de camada 2 apenas
enviará frames para o segmento onde o endereço de hardware destino está
localizado. Isso é chamado de transparent bridging. Quando a interface de
um switch recebe um frame e o endereço do hardware (MAC address) de destino é
desconhecido, o switch propaga esse frame para todos os dispositivos
conectados a cada uma de suas portas (esse processo é conhecido
como broadcast). Se o dispositivo desconhecido responder a essa
transmissão, o switch atualiza sua tabela mapeando a respectiva porta ao
endereço de hardware daquele dispositivo.
Todos os dispositivos que recebem essa transmissão (broadcast) são considerados
em um mesmo domínio de broadcast. Dispositivos de camada de Enlace
propagam mensagens do tipo broadcast, ou seja, não há uma "quebra"
desses domínios. Apenas dispositivos de camada 3 (Rede), como routers,
são capazes de realizar essa segmentação. Essa é uma importante diferença
entre dispositivos de camada 2 e camada 3 e, como tal, deve ser lembrada.

CCNA 4.1 - Cap [Link]


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O Modelo OSI
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Os pontos mais importantes a saber sobre switches e bridges são:

Filtram a rede utilizando endereços de hardware (MAC addresses);

Switches são considerados hardware-based bridges, uma vez


que utilizam um hardware especial (ASICS - Application
Specific Integrated Circuits) dedicado ao processamento de
frames, ou seja, o processamento dos switches é realizado
diretamente no hardware, enquanto que nas bridges o
processamento é realizado via software. Por esse motivo, switches são
mais eficientes e possuem uma maior densidade de portas do que
bridges;

O maior benefício de se utilizar switches em lugar de hubs é que cada


porta do switch é um domínio de colisão próprio, enquanto o
hub cria um grande domínio de colisão, sem segmentação;
Outro grande benefício é que os dispositivos conectados a um
switch podem transmitir simultaneamente, uma vez que cada
segmento possui seu próprio domínio de colisão.

2.3.7 A Camada Física

Na camada Física, a interface entre Data Terminal Equipment (DTE) e Data


Circuit-Terminating Equipment (DCE) é identificada. Os DCEs são,
normalmente, localizados nos provedores de serviço, enquanto os DTES costumam
ser dispositivos que se conectam aos DCEs, normalmente sendo
encontrados nas instalações físicas do cliente. Routers podem ser tanto
DCEs quanto DTEs, dependendo do contexto. Os serviços disponíveis
para um DTE são geralmente acessados via modem ou via CSU/DSU
(Channel Service Unit /Data Service Unit).
Os hubs (ou repetidores) são definidos nessa camada. Hubs são, na verdade,
repetidores com múltiplas portas. Sua função se resume a receber um
sinal, amplificá-lo e repassá-lo para todas as suas portas ativas, sem
qualquer exame dos dados no processo. Isso significa que todos os dispositivos
conectados ao hub estão dentro de um mesmo domínio de colisão e de broadcast.

Hubs criam uma topologia física em forma estrela em que ele é o dispositivo central.
Todos os dispositivos são bombardeados com dados toda vez que algum
dispositivo conectado a ele realize uma transmissão.

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-

[Link] Redes Ethernet

Ethernet é um método de acesso ao meio por contenção (contention media


access method) que permite que todos os dispositivos (hosts) em uma rede
Ethernet compartilhem a mesma largura de banda de um link. Ethernet é
muito popular devido à sua descomplicada implementação,
consolidação no mercado, escalabilidade, baixo custo e facilidade de atualização
para novas tecnologias (como Gigabit e 10 Gigabit Ethernet). O padrão
Ethernet utiliza especificações das camadas de Enlace e Física.
Multiple Access with
Redes Ethernet utilizam uma técnica de acesso chamada de Carrier Sense
Collision Detect (CSMA/CD), o que permite aos dispositivos o
compartilhamento homogêneo da largura de banda, evitando que dois
dispositivos transmitam simultaneamente em um mesmo meio (figura 2.9). A
técnica CSMA/CD foi a solução encontrada para o problema de colisões que
ocorriam quando pacotes eram simultaneamente transmitidos de diferentes
dispositivos em um mesmo meio.

Figura 2.9: Funcionamento do mecanismo Carrier Sense Multiple Access


with Collision Detect.

O funcionamento do mecanismo CSMA/CD é relativamente simples. Observe a


figura 2.9 no intervalo de tempo entre o término da transmissão de um pacote
e a geração de novos, outros hosts podem utilizar o meio de comunicação
para enviar seus próprios pacotes. Quando um host deseja transmitir através da
rede, ele primeiramente verifica se há presença de sinal no meio (cabo). Caso não
seja constatada a presença de sinal (nenhum outro host transmitindo), o host
inicia, então, sua transmissão. O host constantemente monitora o meio e, caso seja
detectado outro sinal dele, um sinal de congestionamento é enviado,
ocasionando uma pausa na transmissão de dados pelos outros hosts. Os hosts
respondem ao sinal de congestionamento esperando um determinado
intervalo de tempo antes de tentarem novamente o envio de dados. Após 15
tentativas sem sucesso (15 colisões), um time-out ocorrerá.
CCNA 4.1 - Cap [Link]
52

52
10/06/09, 16:54

O Modelo OSI
53

[Link] Os Conceitos "Half-duplex" e "Full-duplex" Ethernet


Half-duplex Ethernet é definido no padrão original Ethernet (IEEE 802.3) e
utiliza apenas um par de cabos com sinal fluindo em ambas as suas direções,
o que significa que colisões podem ocorrer (e normalmente ocorrem).
Half-duplex Ethernet - tipicamente 10Base-T - atinge um pico de 60% de
eficiência. Entretanto, em uma grande rede Ethernet 10Base- T será obtido,
no máximo, de 3 a 4Mbps. Não é possível a rede Half- duplex Ethernet
transmitir a taxas superiores a 10Mbps.
Full-duplex Ethernet utiliza dois pares de cabos. Não há colisões, uma vez que ela
disponibiliza um par para a transmissão e outro, independente, para a
recepção de dados. Teoricamente, é possível obter uma taxa de
transferência da ordem de 100Mbps em ambas as direções, o que resulta em
uma taxa agregada de 200Mbps - supondo-se 100% de eficiência.

O padrão Ethernet na camada de Enlace é responsável pelo endereçamento


Ethernet, tipicamente chamado de endereço de hardware ou MAC
address. É também responsável pelo encapsulamento dos pacotes
recebidos da camada de Rede e pela preparação deles para
transmissão pela rede local, através do método do acesso ao meio por
contenção.

[Link] Endereçamento Ethernet


O esquema de endereçamento Ethernet utiliza o chamado endereço MAC
(Media Access Control), que se encontra gravado no hardware de cada
dispositivo de rede (como as placas de rede [“NICs"], por exemplo). O
endereço MAC é uma seqüência de 48 bits (6 bytes [1 byte = 8 bits]) escrita
em formato canônico, o que garante que todos os endereços MAC sejam
gravados no mesmo formato, ainda que se tratando de dispositivos de
diferentes fabricantes ou plataformas. A figura 2.10 ilustra como é feita a
divisão dos 48 bits para endereçamento. É importante salientar que dois
endereços MAC nunca deverão ser iguais.
A porção do Identificador Organizacional Único (Organizationally Unique
Identifier - OUI) é definida pelo IEEE (Instituto de Engenheiros Elétricos e
Eletrônicos), que o indica a uma determinada organização ou fabricante. O
fabricante, por sua vez, designa um endereço administrativo global de
24 bits (porção Vendor Assigned), que é uma seqüência numérica
exclusiva aos produtos daquele fabricante. O bit 46 será 0 no caso de ser um
bit globalmente designado pelo fabricante, ou 1, no caso de ser um bit
localmente gerido pelo administrador de rede.

CCNA 4.1 - Cap [Link]


53
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54

47
46
24 bits

Organizationally
CCNA 4.1 - Guia Completo de Estudo

24 bits

I/G I/G
Unique Identifier (OUI)
Designado pelo fabricante
(Designado pelo IEEE)

Figura 2.10: Esquema de endereçamento


Ethernet.
A camada de Enlace de Dados é responsável pelo encapsulamento dos dados em
"quadros" (frames). Frames são necessários para transmitir os dados
passados pela camada de Rede (pacotes) através de um tipo de acesso ao
meio. Existem três tipos de acesso: por contenção (Ethernet), passagem de
token (Token Ring e FDDI) e pooling (Mainframes IBM e 100VGAnyLAN).
Para efeitos do exame CCNA, apenas Ethernet será estudado mais
detalhadamente. A figura 2.11 ilustra o formato dos dois tipos de frame
Ethernet existentes na subcamada MAC.

Nota: Não entraremos em muitos detalhes sobre os dois tipos


de frames (SAP e SNAP), encontrados na subcamada LLC.

Frame Ethernet

Preamble
Endereço Destino

8 Bytes
0 Bytes
Endereço
Origem

© Bytes
Type

2 Bytes
Dados
CRC

46. 1474 bytes


4 Bytes

Frame IEEE 802.3

Preamble
SFD
Endereço Destino
Endereço
Origem
Length
Cabeçalho 802.2
CRC
+ Dados

7 Bytes
1 Byte
0 Bytes
© Bytes
2 Bytes
46 1474 bytes
4 Bytes

Figura 2.11: Tipos de frame Ethernet definidos na


subcamada MAC.

Preâmbulo (Preamble): Seqüência alternada de 1 e 0 que


provê um clocking de 5MHz no início de cada pacote,
permitindo ao recipiente "travar" a cadeia de bits sendo
recebida. O preamble usa um campo de sincronização (SFD) para
indicar à estação receptora que a porção contendo dados da
mensagem irá na seqüência;
Start Frame Delimiter (SFD): Seqüência alternada de 0 e 1, enquanto que o campo de
sincronização é uma seqüência de 1s. O preamble e o campo SFD
possuem, juntos, 64 bits (8 bytes) de extensão;
Endereço Destino (Destination Address): Transmite um campo de 48 bits
utilizando o último bit significante (Last Significant Bit - LSB)
primeiro. O campo DA é utilizado pelas

CCNA 4.1 - Cap [Link]


54
34
10/06/09, 16:54

O Modelo OSI
55

estações receptoras para determinar se o pacote a caminho é destinado àquela estação.


O endereço de destino (DA) pode ser um endereço específico, um
endereço broadcast ou um endereço multicast;
Endereço Origem (Source Address): Endereço de 48 bits fornecido pelo NIC da estação
transmissora. Também utiliza o último bit significante primeiro.
Endereços broadcast ou multicast são ilegais nesse campo;
Lenght ou Type: Eis uma diferença entre os dois tipos de frame: o frame Ethernet utiliza o
campo Lenght para registro do tamanho do campo de dados,
enquanto o frame Ethernet II (802.3) utiliza o campo Type para
identificação do conteúdo do campo de dados;
Dados (Data): O campo Data contém os dados transmitidos à
camada de Enlace pela camada de Rede, ou seja, trata-se do
pacote de dados. O tamanho pode variar de 46 a 1474 bytes. Note
que, no caso do frame IEEE 802.3, o campo Data encapsula o
frame 802.2 (LLC), visando a identificação do protocolo de camada
de Rede;
Frame Check Sequence (FCS): Campo no final do frame, utilizado
para o armazenamento do Cyclic Redundant Check (CRC) -
checagem baseada em algoritmos matemáticos para verificação da
integridade dos frames transmitidos. Identifica frames corrompidos,
porém não os corrige.
É importante notar que o frame IEEE 802.3, por si só, não seria capaz de
identificar o protocolo de camada superior (Rede). O IEEE definiu a
especificação 802.2 LLC (Logical Link Control) que incorpora essa e outras
funções. Por esse motivo, o frame IEEE 802.3 encapsula um frame 802.2 LLC em
seu campo de dados (vide figura 2.11).

[Link] O Padrão Ethernet na Camada Física

10Base2
10Base5
10BaseT
100BaseTX
100BaseFX
1000BaseCX
1000BaseT
1000BaseSX 1000BaseLX
185 metros (thinnet)
500 metros (thicknet)
100 metros (CAT3, par trançado sem blindagem - UTP)
100 metros (CAT5, 6, 7 par trançado sem blindagem - UTP)
|400 metros (65.2/125μ Fibra Multimodo
|25 metros (Par trançado blindado - STP)
| 100 metros (CAT5 - 4 pares trançados sem blindagem -
UTP)
260 metros (62.5/50μ Fibra Multimodo)
10 Km (9μ Fibra Monomodo)

Cada uma das notações anteriores define uma interface de conexão (Attachment Unit
Interface - AUI) diferente. Tais notações são de extrema

CCNA 4.1 - Cap [Link]


55

55
10/06/09, 16:54

56
CCNA 4.1 - Guia Completo de Estudo

valia na identificação de informações importantes. Eis o significado da sintaxe


utilizada:

[taxa máxima de transmissão] [tipo de transmissão] [comprimento


máximo do cabo]
Ex: 10Base2 = [10Mbps] [Baseband] [aprox. 200 metros (185 metros)] Os
padrões Ethernet empregam sinalização banda base (daí o "Base" existente
nas notações). A transmissão se faz por meio de pacotes que ocupam a
banda de freqüência do canal (figura 2.12). Nenhum padrão Ethernet
existente faz uso de técnicas de multiplexação de dados, o que exigiria o uso
de sinalização banda larga.

Voz Dados Video


Transmissão Banda Base

Figura 2.12: Transmissão banda base (utilizada no padrão


Ethernet).

Os padrões 10 Base2, 10Base5 e 10BaseT são os originais, definidos pelo


padrão 802.3 do IEEE (Institute of Electrical and Electronic Engineers).
Cada um deles define uma interface de conexão (Attachment Unit Interface
– AUI), que permite a transferência bit a bit da camada de Enlace para a
camada física. Isso permite que o MAC mantenha-se constante e ao mesmo
tempo suportando novas tecnologias.
-

A interface original – AUI – entretanto, não suportava transmissões a 100Mbps


devido às altas freqüências envolvidas. O padrão 100BaseT Ethernet
precisava de uma nova interface, e as especificações 802.3u vieram a definir
um novo padrão, chamado Media Independent Interface (MII), permitindo
taxas de até 100Mbps, 4 bits por vez. O padrão Gigabit Ethernet utiliza um
outro padrão de interface, chamado de Gigabit Media Independent
Interface (GMII), permitindo transferências a 1000Mbps, 8 bits por vez.

É
Nota: Os padrões existentes para Gigabit Ethernet são IEEE
802.3ab (1000BaseT - par metálico) e IEEE 802.3z (1000BASE-
SX - Fibra).

importante entender e saber diferenciar as várias velocidades de acesso à


mídia que o padrão Ethernet disponibiliza. Entretanto, é igualmente
importante conhecer os requerimentos de cada tipo de conector para cada tipo
de implementação antes de se tomar uma decisão. EIA/TIA (Electronic
Industry Association / Telecom Industry Association) são grupos que
padronizam e definem as especificações físicas para o padrão Ethernet.
EIA/TIA especifica que o padrão Ethernet utilize um conector registrado
(Registered Jack - RJ), com uma seqüência 4-5 (por isso a sigla RJ-45) em um
cabo não-blindado composto por pares metálicos trançados (Unshielded

CCNA 4.1 - Cap [Link]


56
59
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O Modelo OSI
57
Twisted Pair - UTP). A seguir, listamos os tipos de conectores e topologias
disponíveis para os principais padrões Ethernet:
10 Base2 10 Base5
10BaseT
100BaseTX
100BaseFX
|Utiliza barramento lógico e físico, com conector AUI
|Utiliza barramento lógico e físico, com conector AUI
Topologias estrela e barramento lógico, conector RJ-45 Topologias
estrela e barramento lógico, conector RJ-45 MII Topologia
Ponto-a-Ponto, conector ST ou SC

[Link] Cabos e Conectores em uma Rede Ethernet

O conector UTP, chamado de RJ-45, é transparente e permite que se vejam os oito


fios coloridos que se conectam aos seus pinos. Esses fios são trançados
(twisted) em quatro pares. Quatro fios (dois pares) carregam a voltagem e
são chamados de tip. Os dois restantes são aterrados e conhecidos como ring.
O conector RJ-45 é “crimpado" na ponta do cabo e a pinagem do conector é
numerada de 1 a 8 (figura 2.13).
5688 Specification - Cable Fabrication instructions

RJ-45 Connector Pindercation

CATS Cable Pair Color Code

WOrange

We
Pair #2-

---Blue
Pair #3

WhiteBrown

Straight Cable
THE
1-WhiteOrange

When

1234567890E2 8-Green-
T= White/linawTİ -
8-Brown
1-White/Orange-

3- Whte/Green

-Whitel
B Green-
-WhiteBrown
Brown-

Cross Over Cable


L
H
34.6.678 SIDE 2
1-Whitrang
Orange

T-WhiteBett- 8- Brown
Green 3-WisterOrange-
WhiteBrown
6-Brown
8 = Orange -

8-WheeBlue

Figura 2.13: Diagramação dos cabos RJ45 Ethernet Crossover e


Straight-Through15.

15 Fonte: <[Link] [Link]>.

CCNA 4.1 - Cap [Link]


57
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58
CCNA 4.1 - Guia Completo de Estudo

Os cabos UTP possuem pares trançados de fios metálicos em seu interior para
eliminar o efeito crosstalk. A proteção aos sinais digitais vem da torção dos
fios. Ao se trançar os cabos, os campos eletromagnéticos gerados pelo fluxo
de eletricidade nos fios se anulam, reduzindo, assim, a interferência
eletromagnética causada. Quanto mais torções por polegada, mais distante,
supostamente, o sinal pode viajar sem interferência, porém uma maior quantidade
que encarece muito o cabo. Cabos UTP categorias
de fios é necessária, o
5 e 6, por exemplo, têm muito mais torções por polegada que cabos
categoria 3, e são, portanto, considerados de melhor qualidade, uma vez
que estão menos sujeitos à interferência eletromagnética e são mais caros.
Os modos de se medir a ocorrência de crosstalk em redes Ethernet são (saiba isso!):
Near End Crosstaltk (NEXT): É medida a partir da
ponta
transmissora do cabo;

Far End Crosstalk (FEXT): É medida a partir da ponta


final do cabo;
Power Sum NEXT (PSNEXT): Um teste matemático que simula a energização
dos quatro pares de fios simultaneamente, garantindo que o nível de
ruído e interferência não seja superior ao aceitável. A medida PSNEXT é
mais adotada em redes GigabitEthernet, já que estas usam, de fato, os
quatro pares de fios do cabo UTP. Diferentes tipos de cabos são necessários
na implementação de uma rede. Deve-se saber, por exemplo, quando utilizar cabos do
tipo Straight- Through ou Crossover (figura 2.13):
Cabos Straight-Through devem ser utilizados na conexão de um router a um hub ou
switch, um servidor a um hub ou switch, uma workstation a um hub ou switch;
Cabos Crossover devem ser utilizados na conexão de uplinks entre
switches, hubs a switches, hub a outro hub, router a outro
router, dois
computadores (back-to-back, ou seja, sem o intermédio de outro
dispositivo).

Dica: Para saber quando usar um cabo crossover ou straight-through,


lembre-se que o primeiro é para conexões entre equipamentos
definidos na mesma camada (ex.: Camada 1 - Camada 1, Camada 2 -
Camada 2), e o segundo é usado em conexões entre dispositivos
definidos em camadas diferentes (ex.: Camada 1 - Camada 2,
Camada 1 - Camada 3). As exceções seriam conectar um PC (Camada
1) a um router (Camada 3) ou um Switch (Camada 2) a um Hub
(Camada1). Nesses casos, um crossover seria necessário.

CCNA 4.1 - Cap [Link]


58

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O Modelo OSI

[Link] Cabos e Conectores em uma Rede

Geograficamente Distribuída (WAN)


59

As conexões seriais (normalmente utilizadas nas comunicações WAN - Wide Area


Network) disponibilizadas pelos produtos Cisco suportam praticamente
qualquer tipo de serviço WAN. As conexões mais encontradas são linhas
privativas/dedicadas (LPs) utilizando os encapsulamentos HDLC (High
Level DataLink Control), PPP (Point- to-Point Protocol), ISDN (Integrated
Services Digital Network) ou Frame- Relay. As velocidades de transmissão
mais comuns variam de 2400bps a 1.544Mbps (T1).

Transmissão Serial: Conectores seriais WAN utilizam transmissão serial (bit


a bit) sobre um canal apenas. Transmissões paralelas podem ser
feitas em até 8 bits por vez. Todas as WANs usam transmissão
do tipo serial, sem exceção. Roteadores Cisco utilizam um conector
(DB60), proprietário (exclusivo) da Cisco. O
serial de 60 pinos
tipo de conector encontrado na outra ponta vai depender do
provedor de serviço ou dos requerimentos do dispositivo localizado na
outra ponta. As diferentes terminações disponíveis são EIA/
TIA-232, EIA/TIA-449, V.35 (usados na conexão de CSU/
DSU), X.21 (usados em redes X.25/Frame-Relay) e EIA-530. Conexões
seriais são descritas em freqüência ou em ciclos por segundo
(Hertz). A quantidade de dados que podem ser transportados
nessas freqüências é chamada de “largura de banda”
(bandwidth), ou seja, bandwidth é a quantidade de dados, em
bits por segundo, que uma conexão serial é capaz de
transportar;
DTE/DCE: Routers são, por definição, dispositivos DTE, e se
conectam a um dispositivo DCE, como, por exemplo, um
CSU/DSU (Channel Service Unit/Data Service Unit). Os
CSU/DSU, então, são conectados a um demarc (demarcation
location, tipicamente uma tomada RJ-45 fêmea na parede),
sendo essa a última responsabilidade do provedor. Tudo o que
se encontra nas instalações do contratante de serviço, até o
demarc, é definido como Customer Premise Equipment (CPE);
Interfaces Modulares e Fixas: Alguns routers Cisco possuem interfaces fixas, outros,
modulares. Os routers de interface fixa, como a antiga série 2500,
não podem ter suas interfaces trocadas ou atualizadas. Se você necessitar de

CCNA 4.1 - Cap [Link]


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CCNA 4.1 - Guia Completo de Estudo
uma nova interface, por exemplo, terá de comprar um novo router. Entretanto, routers
mais recentes como os das séries 1700, 1800, 2600 ou 2800 possuem
interfaces modulares, permitindo a adição, troca ou atualização
das interfaces disponíveis. São, portanto, mais customizáveis e
preservam o investimento. Routers da série 1700, por exemplo,
são capazes de disponibilizar várias portas seriais, interfaces.
FastEthernet e até permitem adicionar módulos de voz; ISDN
(RDSI): O padrão ISDN-BRI (Basic Rate Interface) é definido
por dois canais B (Bearer) de 64Kbps e um canal D (Data) de
16Kbps, usado para sinalização e sincronização de dados.
Routers que suportam ISDN-BRI vêm com uma interface U ou uma
interface S/T. A diferença entre os dois é que a interface U já é uma
interface de dois fios padrão ISDN, enquanto a interface S/T
possui quatro fios e precisa ser conectada a um terminal de rede
do tipo 1 (NT1) para convertê-la em dois fios, seguindo as
especificações do padrão ISDN;
Conexões Via Console: Os produtos Cisco (routers e switches) são comercializados
com cabos e conectores de console, permitindo a conexão,
configuração, verificação e monitoração do produto. O cabo
utilizado na conexão entre um produto Cisco e o terminal
(normalmente um PC comum) é o cabo rollover, com conectores
RJ-45. A pinagem de um cabo rollover é a seguinte:
1-8;2-7;3-6;4-5;5-4;6-3;7- 2;8-1. Como você pode perceber,
basta pegar um cabo Straight-Through, cortar uma das
pontas, invertê-lo e crimpá-lo ao novo conector. Geralmente, um
conector DB9 será utilizado para conectar um produto Cisco ao terminal.
A maioria dos produtos Cisco suporta conexões console via conectores
RJ-45, entretanto, algumas séries ainda utilizam conectores DB25. A
maioria dos routers possui uma porta AUX, que é uma porta auxiliar
normalmente utilizada para conexão a um modem. Conexões estabelecidas ao
router via portas de console ou AUX são tidas como
gerenciamento out-of-band (OOB), uma vez que a configuração
do router é realizada fora da rede. Já uma conexão a um router via
Telnet é considerado como gerenciamento in-band. Para conectar-se
ao um router Cisco via porta Console ou via modem, basta
utilizar um programa emulador terminal como o
HyperTerminal, que acompanha o Windows.

CCNA 4.1 - Cap [Link]


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O Modelo OSI

2.4 Encapsulamento de Dados


61

Quando um dispositivo transmite dados através de uma rede para outro


dispositivo, esses dados são encapsulados e "embrulhados" com
informações específicas a cada camada do modelo OSI pela qual
passam.
Cada camada do dispositivo transmissor comunica-se apenas com sua camada
"irmã" no dispositivo receptor. Para se comunicar e trocar informações, cada
camada usa o que chamamos de Protocol Data Units (PDUs). Essas PDUs
contêm informações específicas de controle anexadas à medida que os
dados atravessam cada camada do modelo, geralmente anexadas ao
cabeçalho (header) do pacote de dados, podendo também ser anexada ao
seu final (trailer).
Essas informações são anexadas aos dados através de um processo conhecido como
encapsulamento, que ocorre em cada uma das camadas do modelo. Cada PDU
tem um nome específico, dependendo da informação que seu cabeçalho
carrega. Essa informação apenas pode ser interpretada pela camada “irmã"”,
no dispositivo receptor, quando é retirada, e os dados são repassados para a
camada imediatamente superior.
O processo se repete até que o pacote de dados atinja as camadas superiores do
modelo (Sessão, Apresentação e Aplicação), quando podem ser
interpretados e utilizados. A figura 2.14 ilustra esse processo, camada a camada.
Observe que, na camada de enlace, além do cabeçalho (composto pela soma de
cabeçalhos das camadas imediatamente superiores), encontramos um
trailer. Esse anexo contém o campo FCS (Frame Check Sequence), que detecta
se os dados foram corrompidos durante o processo de transmissão pela
camada física (bits).
dados

Aldados
7
Aplicação

AA dados
со
6
Apresentação
SAA
SAA dados

TSAA
LO
5
Sessão

TSAA dados
4 Transporte
--segmento
Aplicação 7

Apresentação 6

Sessão
5

Transporte
4

RTSAA
RTSAA dados
3
Rede
pacote
+
Rede
3

ERTSAA
ERTSAA dados E 2
Enlace
quadro
Enlace
2

Física

bits
Física
1

Figura 2.14: O processo de encapsulamento de dados no modelo


OSI.

CCNA 4.1 - Cap [Link]


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CCNA 4.1 - Guia Completo de Estudo

2.5 O Modelo de Três Camadas Cisco


Sistemas hierárquicos nos ajudam a entender melhor onde deve ser alocado
cada recurso, como cada recurso se encaixa e interage com os outros e quais
funcionalidades vão onde. Eles trazem ordem e compreensão para o que seriam, de outro
modo, sistemas muito complexos.
Grandes redes podem ser extremamente complexas, envolvendo múltiplos
protocolos, configurações detalhadas e diversas tecnologias diferentes. A
hierarquização auxilia na sumarização de uma vasta gama de detalhes em
um modelo mais descomplicado e compreensível.
O modelo de três camadas foi criado pela Cisco para auxiliar projetistas e
administradores de redes em tarefas como desenho, implementação e
gerenciamento de uma rede hierárquica escalável, confiável e custo-efetiva. A
Cisco define três camadas hierárquicas, como nos mostra a figura
2.15. É importante entender e aceitar o conceito de "manter o
tráfego de dados local, no local" ao se planejar uma rede hierárquica.
Note, na figura, que os uplinks (conexões entre as camadas) têm sua banda
aumentada, conforme se avança no modelo. Isso é interessante pois, conforme se
sobe na hierarquia, mais se concentra o tráfego de dados. Por isso, é necessário
planejar com atenção para evitar o surgimento de "gargalos". Observe
também, que as conexões entre as camadas são redundantes, o que aumenta a
disponibilidade da rede.

1 Gb / 10 Gb

100 Mb/1 Gb
Core

Distribuição

Acesso

Figura 2.15: Ilustração do modelo hierárquico de três camadas proposto pela


Cisco.
Core Layer (Camada Principal): A camada principal é o "coração' da rede.
Responsável pelo transporte de grandes volumes de dados, de forma
simultaneamente rápida e confiável. Se ocorrer uma falha em

CCNA 4.1 - Cap [Link]


62
10/06/09, 16:54

O Modelo OSI
63

qualquer dispositivo ou processo nessa camada, todos os usuários serão


afetados. Portanto, tolerância à falha é um fator crítico nessa camada. Nela
encontraremos dispositivos de rede como switches Layer-3 e/ou routers de
alto desempenho (dependendo do tamanho e arquitetura da rede em
questão). Como nesta camada ocorre a agregação dos links de toda a rede,
largura de banda também é um fator crítico. Eis uma lista do que não deve
ser feito na camada principal:

Implementação de processos ou dispositivos que retardem o


tráfego de dados, incluindo a implementação de listas de
acesso, roteamento entre VLANs e filtragem de pacotes. De um
modo geral, nesta camada não deve ocorrer a manipulação de
dados, ou seja, do modo como os pacotes ou frames chegam, eles
devem ser encaminhados, o mais confiável e rápido possível;

Implementação de processos ou dispositivos que suportem o


acesso a grupos de trabalho;
Expansão do core pela simples adição de dispositivos. Se a performance tornar-se um fator
crítico no core, seu upgrade deve ser a opção à sua expansão.

Distribution Layer (Camada de Distribuição): Também referida como Camada de


Grupos de Trabalho (Workgroup Layer), sua função principal é prover o
roteamento entre VLANs, filtragem de dados (por meio da implementação de
Firewalls, Listas de Controle de Acesso ou outros mecanismos) e quaisquer
outros recursos necessários pelos grupos de trabalho. É função desta
camada prover o tratamento e manipulação do tráfego, se necessário,
ANTES que ele chegue ao Core da rede. É nesta camada que devem
ser implementadas políticas de acesso à rede. Dispositivos de rede comuns
à camada de distribuição são switches layer-3 e/ou routers. Eis uma lista de
funções que encontram-se disponíveis nessa camada:

Implementação de ferramentas como listas de acesso,


filtragem de pacotes e queuing;
Implementação de políticas de segurança e acesso à rede,
incluindo firewalls e address translation services;
Redistribuição entre protocolos de roteamento, incluindo roteamento estático;
Roteamento entre VLANs;

Definição de domínios broadcast e multicast.

CCNA 4.1 - Cap [Link]


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CCNA 4.1 - Guia Completo de Estudo

o acesso de
Access Layer (Camada de Acesso): A camada de acesso controla
grupos e usuários aos recursos da rede. Grande parte dos recursos
de que os usuários precisarão estarão disponíveis localmente. Os
dispositivos de rede mais comumente encontrados nessa camada são os
switches de camada 2 e hubs. Alguns processos que devem ser
considerados na camada de acesso:

Implementação contígua de políticas de acesso à rede e


segurança;

Criação de diferentes domínios de colisão;

Conectividade dos grupos de trabalho com a camada de


distribuição.

Ao se planejar uma LAN, é importante ter em mente as diferentes tecnologias


Ethernet disponíveis. Seria, sem dúvida, maravilhoso implementar uma
rede rodando gigabit Ethernet em cada desktop e 10 gigabit Ethernet entre
switches, mas embora isso venha a acontecer algum dia, seria muito difícil
justificar o custo de uma rede com esse perfil nos dias de hoje.
Utilizando-se um "mix" das diferentes tecnologias Ethernet disponíveis hoje,
é possível a criação de uma rede eficiente a um custo justificável. Eis
algumas sugestões de onde utilizar cada tipo de tecnologia em uma rede
hierárquica:

Implementação de switches 10/100Mbps na Camada de


Acesso para promover uma boa performance a um custo baixo.
Links de 100/1000Mbps podem ser usados em clientes e
servidores que demandem largura de banda mais elevada. Nenhum
servidor deve rodar abaixo de 100 Mbps, se possível. É interessante
implementar uplinks de 1Gbps conectando as camadas de
Acesso e Distribuição, para evitar "gargalos";
Implementação de FastEthernet ou mesmo GigabitEthernet nos
switches entre as camadas de acesso e distribuição. A utilização de
10 Mbps pode gerar "gargalos"; Implementação
GigabitEthernet nos switches entre a camada de distribuição e o
core. Deve haver uma preocupação em implementar as mais
rápidas tecnologias disponíveis entre os switches do core. A
adoção de links redundantes nos switches presentes entre a
camada de distribuição e a central é recomendável para
contingência e balanceamento de carga.

CCNA 4.1 - Cap [Link]


64
10/06/09, 16:54

O Modelo OSI

Questões de Revisão - O Modelo OSI


65

1. Qual camada do modelo Cisco é responsável pela segmentação de


domínios de colisão?

a)
Física

b)
Acesso

c)
Central
d)
e)
Rede Distribuição

f)
Enlace de Dados

2. PDUs (Protocol Data Units) na camada de rede do modelo OSI são chamados de:

a)
b)
Central Frames
d)
Segmentos e) Acesso
g
Transporte

c) Pacotes
f)
Distribuição

3. Em qual camada do modelo Cisco os domínios de Broadcast são


definidos?

a)
Central

b)
c)
Rede
Física
d)
Distribuição
e)
f)
Acesso Transporte

4. PDUs na camada de Enlace de Dados recebem o nome de:

Frames c) Datagramas e) Segmentos


a)
b) Pacotes d)
Transporte f)
Bits

5. O processo de segmentação do fluxo de dados ocorre em qual


camada do modelo OSI?
a) Física
b)
Enlace
c) Rede d)
Transporte
e)
f)
Distribuição
Acesso

6. Para qual das seguintes interconexões você NÃO precisaria de um


cabo Ethernet crossover?

a)
Conexão de uplinks entre switches.
b)
Conexão de um roteador a um switch.

Conexão de um hub a um hub.

d)
Conexão entre hubs e switches.

7. Qual informação a camada de Enlace usa para identificar um host


na rede local?

a)
b)
Endereço lógico da rede c) Número da porta TCP d)
Endereço de Hardware Default gateway

8. Em qual camada encontram-se definidos os roteadores no modelo OSI?


a)
Física

b)
Transporte
c)
Enlace de Dados

d)
Rede

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9. Em qual camada do modelo OSI “Os" e "1s" são convertidos em sinal


elétrico?

a)
Física

b) Transporte
c)
d)
Enlace de Dados Rede

10. As Bridges são definidas em qual camada do modelo OSI?


a) Física
c)
Enlace de Dados

b)
Transporte d)
Rede

11. Qual camada do modelo proposto pela Cisco provê a segmentação de


redes Ethernet?

a) Acesso d)
Distribuição g) Enlace de Dados
b)
Física
e)
Central

c)
Rede
f)
Transporte

12. Qual mecanismo é adotado pela camada de Transporte para evitar


o esgotamento do buffer na máquina destino?
Segmentação
Encapsulamento
a)
b)
c)
d)
Controle de fluxo

e)
Envio de BPDUs
Envio de mensagens de reconhecimento (ACKs)

13. Qual camada do modelo OSI preocupa-se com a semântica dos dados?

a)
Aplicação
b)
Apresentação
c)
Sessão

d)
Transporte
e)
Enlace de Dados

14. Os roteadores podem prover quais das seguintes funções (escolha todas que se
aplicam)?
a)
Quebra de Domínios de Colisão

b) Quebra de Domínios de Broadcast


c)
Endereçamento lógico de rede
d) Filtragem da rede através da análise de endereços físicos

15. Roteadores são tipicamente aplicados em qual camada do modelo proposto


pela Cisco?
a)
Acesso
c)
Central
e)
Rede

b)
Enlace de Dados
d)
Distribuição
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O Modelo OSI
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16. Quantos bits definem um endereço de hardware?

a) 6 bits
b)
16 bits c) 46 bits d) 48 bits
17. Qual das seguintes não é uma vantagem de se adotar um modelo em camadas?

a)

b)

c)

d)
Dividir uma complexa operação de rede em um conjunto de operações
menores, com gerenciamento simplificado. Permitir que ocorram
mudanças em uma camada sem que todas as outras tenham de ser alteradas.
Permitir que ocorram mudanças em todas as camadas sem que
uma tenha de ser alterada.
Definir uma interface padrão permitindo a integração entre
equipamentos de diversos fabricantes.

18. Quais são as três opções que usam cabeamento metálico par-trançado?
a)
b)
c)
d)
e)
100BaseFX

100BaseTX
100VG-AnyLAN
10BaseT

100 BaseSX

19. O que o termo "Base" significa em 10BaseT?


Cabeamento de banda-larga que transmite uma série de sinais
digitais ao mesmo tempo e na mesma linha.
a)

b)
Cabeamento de banda-básica que transmite uma série de
sinais digitais ao mesmo tempo e na mesma linha.
c)
Cabeamento de backbone que transmite apenas um sinal digital por vez na linha.
d)
Cabeamento de banda básica que transmite apenas um sinal
digital por vez na linha.

20. Se em uma rede temos dois hubs de 12 portas 10/100 cada, quantos
domínios de broadcast e quantos domínios de colisão essa rede possui?
a)
24 e 1
c)
1 e 12
e)
1 e 24

b)
12 e 12
d)
1e1

21. Se em uma rede temos dois switches de 12 portas 10/100 cada,


quantos domínios de broadcast e quantos domínios de colisão essa rede
possui?
a) 24 e 1
c)
1 e 12
e)
1 e 24

b)
12 e 12
d)
1e1
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Respostas das Questões de Revisão - O Modelo OSI


1. B. A camada de acesso é onde os usuários obtêm acesso à rede e onde a Cisco recomenda
Switches para quebra de domínios de colisão.

2. C. PDUs são usados para definir dados em cada camada do modelo OSI.
PDUs na camada de rede são chamadas de pacotes.

3. D. Os roteadores, por definição, quebram domínios de broadcast. Esses


dispositivos (routers) são definidos na camada de distribuição do modelo
proposto pela Cisco.

4. A. PDUs na camada de Enlace são chamadas de frame (quadro).

5. D. A camada de Transporte recebe um grande fluxo de dados das camadas


superiores e os quebram em partes menores, chamadas segmentos. 6. B. Cabos
Ethernet crossover são requeridos para conexão de switches a switches, hubs a
hubs e hubs a switches.

7. C. Os endereços MAC, também chamados de endereços de hardware, são usados


para identificar hosts individualmente em uma rede local.

8. D. Roteadores são definidos na camada de Rede do modelo OSI.

9. A. A camada Física é responsável pela transformação dos binários em sinal


digital e por seu transporte de uma mídia (cabo) ao outro lado.

10. C. As bridges e os switches quebram domínios de colisão e ambos são


definidos na camada de Enlace de Dados.

11. A. A camada de Acesso é usada para prover acesso aos usuários e hosts à rede, e
os switches são usados na segmentação de redes Ethernet nessa camada.

12. D. Controle de fluxo é um recurso que evita o esgotamento dos buffers em


um dispositivo. Ainda que esse recurso possa ser aplicado em diversas
camadas, a camada de Transporte é a que oferece o melhor esquema de controle
de fluxo no modelo.

13. B. A camada de Apresentação do modelo OSI provê essa funcionalidade.

14. A, B, C, D. A palavra-chave dessa questão é "pode". Routers podem


prover todas as funcionalidades listadas.
15. D. A Cisco sugere o uso de roteadores na camada de distribuição e switches
nas duas outras camadas. Não se trata de uma regra rígida, entretanto. Essa
apenas é a melhor resposta.

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O Modelo OSI
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16. D. O endereço de hardware possui uma extensão de 48 bits (6 bytes).

17. C. Na verdade, uma das grandes vantagens de um modelo em camadas é que ele
permite efetuar alterações em apenas uma camada do modelo, sem ter de
se preocupar com as outras.

18. B, C, D. 100BaseTX usa par trançado metálico, assim como 100VGAnyLAN e


10BaseT. FX e SX utilizam fibra ótica.

19. D. A técnica de sinalização baseband (banda básica) utiliza a totalidade da banda


disponível pelo meio físico na transmissão, tornando-o ineficiente. Já a técnica
de sinalização broadband (banda- larga) transmite uma série de sinais
simultaneamente através do meio físico, tornando-o mais eficiente.

20. D. Uma rede baseada em hubs não é uma rede segmentada, em nenhum nível. Trata-se de
um grande domínio de broadcast e colisão.

21. E. Em uma rede comutada, cada porta de um switch é um domínio de colisão distinto,
porém, ainda temos apenas um domínio de broadcast. Nesse caso, temos
24 portas, portanto, 24 domínios de colisão.
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