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Competências para Cidadania Global na Educação

O projeto 'Competências Básicas' propõe uma abordagem integrada para a educação, utilizando o Mapa de Kerr como estrutura para coordenar objetivos, conteúdos e avaliação. O foco está na formação de cidadãos globais, capazes de interagir e compreender diferentes culturas, promovendo uma cidadania responsável e crítica. A iniciativa busca reformular o pensamento educacional para enfrentar os desafios contemporâneos e regenerar a relação entre escola e sociedade.

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Competências para Cidadania Global na Educação

O projeto 'Competências Básicas' propõe uma abordagem integrada para a educação, utilizando o Mapa de Kerr como estrutura para coordenar objetivos, conteúdos e avaliação. O foco está na formação de cidadãos globais, capazes de interagir e compreender diferentes culturas, promovendo uma cidadania responsável e crítica. A iniciativa busca reformular o pensamento educacional para enfrentar os desafios contemporâneos e regenerar a relação entre escola e sociedade.

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PROJETO: “COMPETÊNCIAS BÁSICAS

Qualquer intervenção que envolva a escola deve ser abordada com a consciência de que a vida escolar vive
de uma rede de relações em que um adequado alcance dos objetivos formativos requer que
coordenar e integrar todos os aspectos de um Projeto Educativo Global. Entre os diferentes modelos
organizações privilegiam o Mapa de Kerr, publicado e reestruturado no Instituto de Pedagogia
da Universidade Católica de Brescia.

A Mapa de KERR
COMPETENZE

FINALITA’/OBIETTIVI VALUTAZIONE

VALORES

ORGANIZAÇÃO
CONHECIMENTOS

EPISTEMOLOGIA SAPERI DIDÁTICA

G. CIPOLLARI

As regiões analisadas são quatro e se conectam de forma circular. A primeira diz respeito aos objetivos.
e/o os objetivos que inspiram as escolhas da rede; o segundo os objetos culturais que em relação aos
objetivos se refere à construção; o terceiro diz respeito não apenas ao método de ensino, mas também
os aspectos organizacionais e administrativos que devem ser implementados na escola para apoiar
a missão delineada no Projeto; a quarta é o monitoramento que se propõe a verificar que tudo corra
no modo desejado para a aquisição de competências como um novo marco de confluência entre teoria e
prática, entre escola e sociedade. Os elementos do Mapa não estão justapostos nem apenas lado a lado, mas
estão ligados por relações de lógica projetual. Emergem à primeira vista a centralidade da Finalidade e dos
objetivos, que têm um aspecto dominante como é razoável que seja em um projeto educativo,
onde as intenções justificam as escolhas relativas a todas as outras operações, e em particular no
projeto da rede acima mencionado em que a realização das competências se mostra indispensável para
realizar a missão da escola do Terceiro milênio. Outra nota de relevo são os laços de reciprocidade
de todas as regiões, que se explica pelas pesquisas de coerência interna entre os múltiplos componentes do
piano educativo. A estreita relação entre Objetivos e Avaliação controla a coerência do processo
didático cuja ação de monitoramento deve ser contínua e elemento próprio de cada atividade a
medida da viabilidade dos mesmos objetivos que devem ser mantidos à vista, passo a passo, e portanto verificados
quando se tiram as somas finais. A dupla ligação paritária entre Finalidades e Conhecimentos é sinalizada.
da seta flecha bidirecional e indica a falta de neutralidade dos saberes que contribuem, com os seus
características, para orientar a escolha e os requisitos dos resultados do projeto educativo. Por último, mas
não por importância, é necessário sublinhar a função do Scholling para destacar como
a organização de tempos e espaços, os métodos didáticos, os materiais de referência dependem todos de
escolhas finalísticas, conteudísticas, avaliativas colocadas em campo.
La rete“Saperi e competenze per una nuova cittadinanza”attenta ai cambiamenti in atto e
horizonte de sentido a ser indicado às novas gerações para definir a missão da escola do terceiro
milênio se inspira em:
NÍVEL INTERNACIONAL
• Educação para a cidadania global da Organização das Nações Unidas para a educação,
ciência e cultura (maio de 2016)
• Linhas guia para a educação intercultural Publicado pelo Centro Norte-Sul do Conselho
d’Europa- Lisbona, 2008. Prima Edizione 2008–Aggiornamento 2012
NÍVEL NACIONAL
• Indicazioni Nacionais 2012 (Para uma nova cidadania pg. 11 “a nossa escola, além disso,
deve formar cidadãos italianos que sejam ao mesmo tempo cidadãos da Europa e do mundo
… na compreensão de fazer parte de uma única comunidade de destino planetário
• Manifesto das regiões italianas(Regioni. it 2882-16/02/2016) sobre a Educação para a
Cidadania mundial
NÍVEL DE PENSAMENTO E DE EXPERIÊNCIA DE PESQUISA - AÇÃO
• pensamento de E. Morin, inspirador da primeira parte das Indicações Nacionais
• ventennale esperienza di Ricerca–Azione che CVM opera da anni a livello Nazionale ed
Internacional como líder e/ou parceiro de projetos nacionais e europeus1baseado na
revisão dos currículos escolares para a construção da nova cidadania mundial

Neste contexto, a rede de escolas reinterpreta o Mapa de Kerr da seguinte forma:

CONSTRUIR UM CURRÍCULO – O MAPA DE KERR


Competências de Cidadania
UNESCO
Perfil do estudante
TRAGUARDI/ FINALITÀ
AVALIAÇÃO
por quê
como avaliar o processo de
ensinar/aprender?
ensinar/aprender?
Objetivos para o desenvolvimento das Avaliação de desempenho:
competências provas de verificação e tarefas autênticas

CURRICOLO:
UDA
Obiettivi di apprendimento
Competências-chave da UE / eixos culturais

CONTENUTI PROCESSOS FORMATIVOS


que coisa como ensinar/aprender?
ensinar/aprender?
G. CIPOLLARI

1A nível Nacional é parceiro do projeto MIUR– MAECI "Um só Mundo, um só futuro" 2015-16. A nível europeu
CVM é: a) capofila do projeto "Revisão crítica das disciplinas históricas e sociais para uma educação formal adequada a
a sociedade global" 2014-2016; b) parceiro do projeto Europeu "Escolas Globais, o mundo entra na sala de aula" junto com
Região Marche e com a província Autónoma de Trento como capofila.
Daqui deriva o perfil do novo cidadão educado segundo os princípios da Aprendizagem Global, qual
horizonte inelutável da escola na qual a sua visão sistêmica está interconectada com cada setor
o outro.
Do resto, para superar as mudanças epocais do nosso tempo e os conflitos atuais em andamento, é necessário
construir o mais rápido possível uma nova cidadania: “A cidadania global refere-se a um senso
de pertencimento a uma grande comunidade e de uma humanidade comum. Ela se concentra na
interdependência política, econômica, social e cultural e a interconexão entre o nível local
nacional e global (Documento da UNESCO pag.14).

A rede "Saberes e competências para uma nova cidadania", sustentada pelos argumentos até agora
resposta, elabore estas competências de cidadania mundial que inspiram todo o PTOF das escolas
da rede.

O CIDADÃO DO MUNDO: sabe ouvir ativamente, respeita a opinião dos


outros também de culturas diferentes da sua, socializa e negocia ideas para superar conflitos e
para a construção de sujeitos capazes de co-evoluir para uma convivência pacífica.
DE DESCENTRAR-SE: compreende os pontos de vista e os sentimentos dos outros, em particular daqueles
que pertencem a grupos, culturas e países diferentes; sabe sair do etnocentrismo e descolonizar as
proprie visões de mundo de cunho etnocêntrico.
SA COGLIERE I PROCESSI DE TRANSFORMAÇÃO : sabe captar de modo diacrônico os
eventos pelos quais o passado e o presente são considerados como um processo de transformação que
permite sair de visões mecânico-deterministas e acolher a mudança como
uma perspectiva de melhoria para a construção de uma sociedade solidária.
MOVA-SE EM DIFERENTES ESCALAS: capta os fenômenos em nível local, nacional,
continental e mundial através da transcalaridade como lente de leitura da complexidade.
SA INDIVIDUARE AS INTERDEPENDÊNCIAS: sabe interpretar a ligação entre micro e macro em
uma visão holística e está ciente das conexões que ligam a parte ao todo e vice-versa em
uma realidade intersistêmica que supera fragmentações perigosas.
SA PENSARE COM MENS CRITICA: analisa de forma problemática os nós e as questões
da atual condição humana, identifica os pontos críticos conseguindo delinear formas de pensamento
alternativas e divergentes em relação ao comum modo de sentir.
SA IMAGINAR PROJETAR: sa imaginação uma realidade diferente e consegue trabalhar em
problemas globais com uma abordagem criativa apreciando o valor da cooperação.
AGIR DE FORMA RESPONSÁVEL: intervém operacionalmente na realidade territorial em
uma ótica glocal para garantir o Bem Comum de todos com a consciência de que - em um mundo
interdependente - o não reconhecimento dos direitos dos outros é simultaneamente um mal também
para si mesmos.

Essas Competências de Aprendizagem Global assumem, portanto, a tarefa de uma revisão pedagógica.
que se base na assunção de novos trajes mentais capazes de gerar uma reforma do pensamento a partir
da escola para se derramar, simultaneamente, sobre a sociedade e da sociedade recomeçar para regenerar a
escola. Trata-se de um círculo virtuoso com o qual renovar as relações em um momento de crise cultural
e social, antes mesmo que econômico. Aliás, a transição de cada época requer a renovação
das categorias mentais em relação às necessidades das gerações que vivem na era dos voos espaciais e da
cibernética e não mais na da sociedade industrial. Trata-se de se orientar para uma reforma do
pensamento para responder às demandas já inevitáveis de uma vida diferente que corre o risco de ser vivida
mas se os cidadãos não se equiparem com as ferramentas culturais necessárias para vivê-la da melhor forma.

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