Sistemas de Apoio à Decisão na Gestão
Sistemas de Apoio à Decisão na Gestão
MANUAL DE APOIO
2025/2026
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Objetivo específico
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Índice
O PROCESSO DECISÓRIO ............................................................................................ 3
Introdução ..................................................................................................................... 3
Premissas sobre a decisão ............................................................................................. 3
A importância do processo de tomada de decisão ........................................................ 5
Os níveis administrativos em que ocorre o processo decisório .................................... 6
O modelo de decisão de Simon .................................................................................... 8
As dificuldades encontradas no momento da decisão ................................................ 10
Apoio à decisão .......................................................................................................... 12
Resolução de problemas, tomada de decisão e Sistemas de Informações .................. 15
DIFUSÃO DOS SAD NAS ORGANIZAÇÕES ............................................................ 20
Conclusão ................................................................................................................... 21
DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÕES (SI) AOS SISTEMAS DE APOIO À
DECISÃO (SAD) ........................................................................................................... 23
Introdução ................................................................................................................... 23
Os Sistemas de Informações (SI) ............................................................................... 23
Características dos Sistemas de Informações (SI) para a tomada de decisão ............. 26
Os tipos de Sistemas de Informações (SI) .................................................................. 26
OS SISTEMAS DE APOIO À DECISÃO (SAD) ......................................................... 30
características de um SAD .......................................................................................... 32
Arquitetura de um SAD .............................................................................................. 33
CONCEPÇÃO, DESENVOLVIMENTO E IMPLANTAÇÃO DE UM SAD ............... 35
SOFTWARES PARA O DESENVOLVIMENTO DE UM SAD ................................... 40
CONCLUSÃO ................................................................................................................ 43
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O PROCESSO DECISÓRIO
modelos, dificuldades e soluções
Introdução
A atividade de tomar decisões é crucial para as organizações. Esta atividade acontece todo
o tempo, em todos os níveis, e influencia diretamente a performance da organização. Este
processo precisa ser bem compreendido para ser levado a bom termo.
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Também os animais tomam decisões. O predador, quando escolhe o caminho e o momento
para atacar a presa, está tomando uma decisão.
A decisão, de modo genérico, possui dois objetos: a ação no momento e a descrição para
o futuro (Simon, 1965, p.54). Esta ação no momento possui uma qualidade imperativa,
pois seleciona um estado de coisas futuras em detrimento de outro e orienta o
comportamento rumo à alternativa escolhida. A descrição de um estado futuro, num
sentido estritamente empírico, pode ser correta ou errada.
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A importância do processo de tomada de decisão
A importância da tomada de decisão na organização é bastante clara e pode ser percebida
empiricamente em qualquer análise organizacional. Esta relação é tão estreita que é
impossível pensar a organização sem considerar a ocorrência constante do processo
decisório. As atividades realizadas nas empresas, nos seus diversos níveis hierárquicos,
são essencialmente atividades de tomada de decisão e de resolução de problemas. A
discussão da existência de disfunções e de oportunidades, a discussão de itens que
necessitam de uma atenção do tomador de decisão, a definição de objetivos e a
determinação de ações alternativas exequíveis são denominadas resolução de problemas,
por Simon (1987) e outros. A definição de critérios de avaliação e a escolha de ações
alternativas são, por sua vez, denominadas tomada de decisão.
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Este processo necessita ser bem compreendido, e ferramentas, métodos e modelos
precisam estar disponíveis no momento da tomada de decisão.
Embora bastante aceita, esta classificação não define de maneira clara as fronteiras entre
um nível e outro. Pode-se ter decisões em que sua classificação não esteja bem definida,
sendo difícil classificá-la de acordo com o modelo de Anthony (1965).
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A hierarquia entre os três níveis pode ser representada por meio da pirâmide
organizacional que também representa a abrangência e importância das decisões dentro
da organização, que aumentam na medida em que a decisão acontece em seus níveis
superiores. A pirâmide (Figura 3.2) transmite a idéia da hierarquia dentro da organização,
onde os elementos colocados em posições superiores são responsáveis pelas decisões
ditas estratégicas.
Simon (1977b, p.5), como criador dos termos "decisões programáveis e decisões não -
programáveis", registra que as decisões "... não são, na verdade, tipos distintos, mas um
todo contínuo, com decisões altamente programáveis, em uma extremidade, e decisões
não -programáveis, na outra. É possível encontrar decisões de todos os matizes neste
contínuo".
As decisões não -programáveis (também denominadas de não - estruturadas), por sua vez,
não têm regras para seguir e nem possuem um esquema específico para ser utilizado.
Podem ser conhecidas ou inéditas. Nas decisões não -programáveis conhecidas, o
tomador de decisão já esteve envolvido em problema igual ou parecido. Embora todas as
variáveis não sejam conhecidas, já existe uma certa experiência em situações
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semelhantes. Nas decisões não -programáveis inéditas, o tomador de decisão se vê diante
de uma situação completamente nova e não pode contar com nenhuma regra pré-
estabelecida para auxiliá-lo. Nas decisões não - programáveis dificilmente todas as
variáveis estão disponíveis ou existe muita dificuldade para que sejam reunidas e
organizadas em tempo hábil, com a finalidade de se montar um modelo.
Outro fator importante a ser considerado no momento da tomada de decisão diz respeito
ao conhecimento prévio dos possíveis resultados, ou seja, a previsibilidade das
alternativas disponíveis em determinada situação dentro da organização. Para a tomada
de decisão no nível operacional, os resultados, praticamente em sua totalidade, agrupam-
se na situação de certeza. À medida que o nível da decisão se desloca para o tático e o
estratégico, aumentam a frequência, tanto da incerteza como do risco. As decisões em
nível estratégico são geralmente tomadas em uma situação de incerteza e risco. A questão
seria então: até que ponto pode-se considerar uma situação de "certeza" o ambiente no
qual a organização está inserida, principalmente quando as decisões dizem respeito a
decisões no nível tático e estratégico?
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o modelo de Guilford, o modelo de Mintzberg e o modelo de Simon. A esta relação se
adiciona o modelo genérico de Dewey (1953).
Todos os modelos aqui citados são bastante conhecidos e, se for feita uma análise um
pouco mais detalhada, serão encontradas algumas fases comuns ou fases que agrupem
mais de uma fase de outro modelo. A opção por se privilegiar neste capítulo o modelo de
Simon deve-se ao fato de que, além de ser um modelo consagrado, é de fácil visuali zação,
e o autor continua até hoje publicando sobre o tema e sobre sistemas de informações como
suporte à decisão.
De uma maneira genérica, Simon et al. (1987) vêem o papel dos indivíduos responsáveis
pelo curso da sociedade basicamente como atividade de resolução de problemas e de
tomada de decisão. Na atividade de resolução de problemas verifica-se a existência do
problema, levantam-se as informações inerentes, são identificados os objetivos a serem
alcançados, apresentam-se as alternativas viáveis e an alisam-se as alternativas
apresentadas, realizando -se uma análise. Na atividade de tomada de decisão é feita uma
avaliação das ações alternativas e é escolhida uma ou mais alternativas para a
implantação. Kepner & Tregoe (1976, p.54) possuem o mesmo entendimento: "uma
decisão é sempre uma escolha entre as várias maneiras de se fazer uma determinada coisa
ou de se atingir um determinado fim". Estas duas atividades estão relacionadas com o
modelo de decisão de Simon (1965, 1977a), que propõe um modelo divi dido em três
grandes fases com uma constante revisão entre si (feedback):
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entre a fase de escolha e concepção ou inteligência ou entre a fase de concepção
e inteligência.
A Figura 3.4 representa em cada uma das caixas as três fases, e as linhas com setas
representam a sequência das fases e a fase de feedback.
Além das três fases e do constante feedback, existem as fases de implantação, onde a
alternativa escolhida é implantada, a fase de monitoração, onde é feito o acompanhamento
da nova situação alterada pela implantação da alternativa, e, finalmente, a fase de revisão,
onde, em função do monitoramento, a alternativa implantada é readaptada, procurando
melhor se adequar a fim de melhor atender às expectativas.
Apesar do mapeamento feito sobre o processo decisório, esta é uma atividade que nem
sempre pode ser desenvolvida facilmente. Algumas dificuldades, mais ou menos
importantes, podem acontecer durante o processo.
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Fase de inteligência ou investigação
Fase de escolha
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• Dificuldade de organizar e apresentar a informação - as alternativas
disponíveis devem estar dispostas de maneira a facilitar a escolha do
gerente.
• Dificuldade de selecionar alternativas- logo que todas as alternativas
estiverem disponíveis, o gerente deve selecionar a alternativa mais
adequada para a solução do problema.
Além das dificuldades acima listadas, registra-se também a dificuldade referente à fase
de review e feedback:
Review e Feedback
Apoio à decisão
Apoiar um tomador de decisão em seu processo decisório consiste em lhe fornecer um
suporte computacional adequado a diferentes fases do processo decisório, possibilitando
a especificação de resultados numéricos e o estabelecimento de relacionamentos entre
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elementos (variáveis) julgados importantes. O modelo conceitual que permite ilustrar
bem o processo decisório e o apoio à decisão é o modelo inteligência- concepção -escolha,
descrito em 3.6. Ele enfatiza o processo e aplica-se à decisão individual. Para adequar o
modelo a situações de decisão de grupo é necessário acrescentar os elementos
comunicação e negociação. As fases inteligência e modelagem fazem parte da resolução
do problema, e a fase escolha, da tomada de decisão.
Neste sentido, segundo Meirelles (1994), o apoio à decisão obtido com o auxílio de um
modelo baseado em computador, que necessita de uma formalização do problema,
melhora significativamente a percepção e avaliação de situações da empresa, a
comunicação com outros administradores sobre problemas e alternativas de ação e o
desenvolvimento da intuição do tomador de decisão (aprendizagem). O apoio à decisão
resultante de modelos computacionais diminui as limitações naturais da mente do
tomador de decisão, em termos de processamento e avaliação de informações, através da
adoção de estratégias menos simplistas.
Com o intuito de melhor ilustrar o apoio à decisão fornecido a um processo decisório por
um SAD, deve-se empregar, numa dada situação, o modelo de inteligência-concepção -
escolha de Simon, acrescido da fase de implantação e das atividades organização do grupo
e negociação, próprias a situações de processos decisórios de grupo.
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Na fase de concepção, os tomadores de decisão analisam os dados, determinam os
porquês, refinam os critérios de avaliação e definem as alternativas. Modelos e técnicas
que podem ser utilizados como suporte são o Método de Análise Hierárquica (AHP), que
permite comparar elementos de decisão quantitativos e qualitativos, modelos de análise,
modelos de otimização (programação linear), além de modelos específicos de previsão e
análise aplicáveis às diferentes áreas funcionais das empresas, tais como modelos
orçamentários, de marketing, financeiros e de produção.
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Resolução de problemas, tomada de decisão e Sistemas de Informações
O estudo da resolução de problemas e da tomada de decisão é realizado segundo duas
grandes abordagens:
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A classificação dos SI, segundo a articulação SI computadorizando -sistema de decisão,
apoia-se nas funções incorporadas no sistema computacional. Estes são:
Estes elementos, de acordo com suas posições entre o Sistema de Informações (SI) e o
Sistema de Decisão (SD), resultam nos seguintes modelos:
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futuras; este tipo de modelo está relacionado com os Sistemas de Apoio à Decisão
(SAD);
• Avaliador - diretivo - o SI engloba os elementos Atividade, Dados e Avaliação;
o SD engloba somente a Ação, perguntando ao S I sobre a melhor alternativa e
recebendo recomendações; neste modelo o SI é utilizado para projetar situações
futuras e recomendar alternativas; este tipo de modelo está relacionado com a
pesquisa operacional (PO); e
• Tomador de decisão - automático - nesta classificação, caracteriza-se o Sistema
de Informações e de Decisão, que engloba todos os elementos, inclusive a ação;
neste modelo, o SI projeta situações futuras, escolhe a alternativa e a implementa;
este tipo de modelo está relacionado com os Sistemas Especialistas (SE) e com os
Sistemas à Base de Conhecimentos (SBC).
Os SI, segundo a classificação proposta por Mason (1969), são denominados de banco de
dadosinformativos, preditivos-diretivos, avaliador- diretivos e tomadores de decisão
(automáticos). No sistema informativo, o SI compreende basicamente as funções relat
ivas a bancos de dados - coleta, armazenagem e recuperação de dados, e o sistema de
decisão é o administrador que toma a decisão, o qual solicita as informações necessárias
para os modelos de gestão vigentes na empresa (os assim chamados modelos organizaci
onais), ou para os modelos de gestão e critérios de avaliação pessoal. No sistema
preditivo-diretivo, incorpora-se um ou vários modelos ao SI que já contém o banco de
dados. No sistema de decisão, o administrador que toma a decisão faz perguntas tais como
“o que acontece se?”, típicas de modelos de simulação, ficando ao seu encargo a escolha
de uma alternativa e a concretização da ação. Este tipo de SI também é denominado de
Sistema de Apoio à Decisão (SAD). O sistema avaliadordiretivo é composto pelas
funções de banco de dados, modelos e critérios de avaliação. O sistema de decisão (o
administrador) faz perguntas do tipo “qual é a melhor alternativa?”, e ao seu encargo fica
somente a ação propriamente dita. Este tipo de SI também é denominado de modelo de
pesquisa operacional e fundamenta-se na abordagem racional de resolução de problemas
e tomada de decisão. Finalmente, os sistemas tomadores de decisão integram todas as
funções, efetuando as ações automaticamente a partir das informações disponíveis. Os
Sistemas Especialistas aplicados ao controle de processos são exemplo deste tipo de SI.
Eles monitoram o processo e efetuam ações corretivas de maneira automática, dentro da
amplitude para o qual foram concebidos.
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A integração de um maior ou menor número de funções banco de dados, modelos de
previsão e análise, critérios de avaliação e de modelos de ação no SI a ser desenvolvido
depende da capacidade de estruturar o processo decisório.
Os SAD, por sua vez, têm como foco a decisão individual e de grupos. Eles enfatizam a
flexibilidade, adaptabilidade e respostas rápidas a novos problemas, permitindo ao
tomador de decisão individual e de grupo conhecer melhor mudanças a priori que podem
ocorrer no problema - melhoria da sensibilidade sobre incertezas, reconhecimento de
variáveis - e permitindo conhecer os reflexos das decisões a posteriori . Estes sistemas
são desenvolvidos para atividades pouco estruturadas, essencialmente n os níveis
gerencial e de direção das organizações.
SAD são sistemas homem-máquina que, através do diálogo, permitem aos tomadores de
decisão, individualmente e em grupo, melhorar seu processo decisório quando da
identificação e da resolução de problemas p ouco estruturados (Courbon, 1983). Eles
visam:
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1) aumentar a eficiência do processo decisório sem incorrer no problema de
diminuição da qualidade da decisão; e
2) melhorar a eficácia, através de uma melhor identificação do que deve ser analisado
e da responsabilidade de poder assegurar ao tomador de decisão que os critérios
escolhidos são relevantes.
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DIFUSÃO DOS SAD NAS ORGANIZAÇÕES
A difusão dos SAD individuais (ou pessoais) e de grupo nas empresas são um desafio
para aquelas organizações que procuram decisões mais eficazes e eficientes por parte de
seus administradores, além de um aumento da faculdade de proagir. Segundo Rappaport
& Halevi (1991), o hardware já atingiu a performance necessária para as necessidades do
usuário, em termos de memória, capacidade de armazenamento e processamento de
dados. Para a indústria da informática, o software continua sendo o grande desafio. Ele
vai ensejar a realização de novas aplicações, como, por exemplo, o desenvolvimento de
novos SI para a resolução de problemas e para o apoio à tomada de decisão (novos SAD
ou geradores de SAD). Estes sistemas deverão fazer com que a criatividade dos usuários
tomadores de decisão progrida. Cabe reiterar que os usuários devem participar
intensamente do desenvolvimento e uso dos SAD, porque são os tomadores de decisão
que devem indicar os modelos e os critérios de avaliação mais adequados ao seu processo
decisório, cuja característica comum é a pouca estruturação Uma questão importante para
as organizações refere-se aos procedimentos a adotar em relação à facilitação do
aprendizado para os administradores e em relação ao desenvolvimento e uso de SI para a
resolução de problemas e para o apoio à decisão. As ferramentas computacionais, quando
inseridas em um contexto de informática pelo usuário final, permitem estimular a
iniciativa, a inovação e o entusiasmo. Podem catalisar o desenvolvimento individual
dentro de uma perspectiva de mudança organizacional, e fazem com que o usuário-
tomador de decisão se torne mais proativo no processo decisório.
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• Balancear a estruturação e organização de programas internos e externos, o
desenvolvimento de programas exclusivos para a empresa, realizados sob
medida, e os programas padronizados ofertado s no mercado;
• Finalmente, em termos de técnicas de ensino e aprendizagem a serem
empregadas, cabe atentar para a composição dos grupos e considerar o fator
inibição introduzido pelas chefias quando estas participam dos programas de
treinamento.
Conclusão
Uma (re)reflexão teórica sobre o processo decisório possui, a nosso ver, grande relevância
tanto para acadêmicos como para profissionais, visto que o aumento das informa ções
disponíveis em tempo real e a complexidade do ambiente no qual as organizações estão
inseridas exigem decisões rápidas e precisas para a sua sobrevivência e a de seus
indivíduos.
É importante perceber que a decisão não é um fim em si mesmo e sim uma etapa para que
os objetivos sejam alcançados. Nem sempre o esforço é dirigido para o objetivo final e
sim para um objetivo intermediário, que somado a outros, constituem o objetivo final.
Tem-se aí uma rede cuja ponta final é o objetivo maior da organização e, neste contexto,
os tomadores de decisão precisam escolher entre as diversas alternativas.
Neste sentido, a abordagem para tomada de decisão aqui abordada traduz a preocupação
dos acadêmicos em auxiliar os indivíduos e os grupos (gerentes, dirigentes) no momento
da decisão. Em síntese, o modelo busca organizar de forma racional o processo intelectual
dos tomadores de decisão, amenizando as dificuldades encontradas em cada fase do
processo, podendo, consequentemente, melhorar o desempenho das organizações bem
como a qualidade e o timing de suas decisões.
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processos eles enfrentam dificuldades. Mapear estas dificuldades e, na continuidade,
conceber, desenvolver, testar e, por que não, também disponibilizar ferramentas ou
mesmo conceitos que permitam paliar ou mesmo esvaziar completamente estas
dificuldades gerenciais, tal é o intuito do estudo relatado neste livro.
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DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÕES (SI) AOS SISTEMAS DE APOIO À
DECISÃO (SAD)
Introdução
Vários são os recursos de que a organização dispõe para que seus objetivos sejam
alcançados. Entre eles está a informação. Atualmente, a informação é considerada um
recurso primordial para a organização. Muitos recursos são gastos na construção e
manutenção de Sistemas de Informações (SI). A informática, vista como um meio para a
gestão destes sistemas, começa a assumir seu verdadeiro papel (sem o ufanismo
exagerado registrado a algumas décadas atrás). Os Sistemas de I nformações, atualmente,
são vistos como meios (e não fim) que, se bem administrados, podem contribuir de
maneira efetiva para o aumento da competitividade da organização.
Campbell (1977, p.3) define sistema de uma forma mais simples: "um grupo de partes ou
componentes interrelacionados que funcionam juntos para alcançar um objetivo". Maciel
(1974) salienta que um sistema implica na consideração dos elementos que o compõem,
no conjunto das relações desses elementos entre si e o conjunto de suas atividades.
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Entradas - Processamento – Saídas
Para que o processo decisório possa ocorrer é necessário que ele seja suportado por
informações. Os Sistemas de Informações são os condutores destas informações e visam
facilitar, agilizar e otimizar o processo decisório. Mais genericamente, Sistemas de
Informações são mecanismos cuja função é coletar, guardar e distribuir informações para
suportar as funções gerenciais e operacionais das organizações. Murdick & Munson
(1988, p.6) relacionam os Sistemas de Informações com três componentes: "gerentes,
sistemas de processamento e informação.
Para Davis et al. (1992, p.293) e para Land & Hirschheim (apud Nascimento, 1990, p.13),
os Sistemas de Informações possuem dois componentes básicos: o técnico e o social.
Assim sendo, definem Sistema de Informações como um sistema social que utiliza a
tecnologia da informação. Um conceito b astante completo de Sistema de Informações é
o apresentado por Mason & Mitroff (1973, p.475):
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Este conceito contempla o Sistema de Informações com os elementos importantes no
momento de decisão:
Wetherbe (1987), figura 4.2, apresenta uma visão mais técnica do conceito de Sistema de
I nformações. Ele considera cinco elementos principais (equipamento, programas,
arquivos, procedimentos e pessoal) sendo que o elemento pessoal, ou seja, o tomador de
decisão, é a figura central deste relacionamento. Na figu ra também se encontra
demonstrada a função básica dos Sistemas de I nformações: transformar dados em
informações.
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• Pessoal (operadores, analistas, programadores, digitadores, direção,
administração de dados, etc.)
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• Sistemas Especialistas, SE (Expert Systems - ES), assimilam a experiência de
quem toma as decisões para a reprodução da solução de problemas; e
• Sistemas de A poio ao Executivo, SAE (Executive Information Systems - EIS),
normalmente ut ilizados pela alta gerência, em atividades pouco estruturadas de
exploração da informação.
Estes sistemas podem ser estudados dentro de um conjunto que envolve três áreas
correlatas: as ferramentas para construção dos sistemas, os sistemas automatizados e os
vários tipos de aplicações em que os sistemas serão utilizados.
Há muito tempo as empresas são estruturadas por funções (produção, vendas e marketing,
finanças e contabilidade, logística, pessoal, sistemas de informação, direção e outras). A
cada uma dessas funções corresponde um subsistema de informação (específico, embora
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integrante do SI global da empresa). Cada subsistema tem os seus procedimentos,
programas e modelos próprios, muito embora eles utilizem seguidamente as bases de
dados (comuns a todos) das outras funçõ es (e até mesmo as bases de modelos ou os
programas). Enfim, cada área tem as suas aplicações para o tratamento de transações, a
gestão operacional, o controle de gestão e o planejamento estratégico. O subsistema de
tratamento da informação deve assegurar que todos os subsistemas organizacionais
obtenham as informações de que necessitam!
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tecnológicas e de poder de compra. Normalmente, os planos estratégicos definem o novo
marketing mix (ou os 4 P: preço, produto, posição ou local, promoção).
As funções de tratamento: transações (uma compra, uma venda, etc.); atualizações (dos
dados permanentes); produção de relatórios (periodicidade?); consultas (regulares e pré-
estabelecidas ou ad hoc); aplicações interativas (para dar suporte ao planejamento, à
análise de situações e à tomada de decisão). O usuário de um dado sistema introduz dados
(ou questões) e deseja (ou obtém) respostas. As saídas podem ser, principalmente:
transações mostradas na tela (informacional - relata que a ação foi ou será efetuada; ação
- solicita ou fornece instruções para a ação; investigação - relatórios de exceção);
relatórios padrão (produzidos periodicamente, com conteúdo e formato uniforme);
respostas às interrogações padronizadas; relatórios e respostas aos interrogatórios
solicitados; resultados da interação homem-máquina (acompanhamento, identificação de
problemas, ação, apoio à decisão).
Entre os tipos de sistemas disponíveis, considerando -se o atual "estado -da- arte" tanto
em software quanto em hardware, os Sistemas de A poio à Decisão (SAD) possuem uma
situação privilegiada, principalmente quando o processo decisório acontece nos níveis
táticos/estratégicos. Os fatores que favorecem esta situação são comentados no próximo
item.
29
OS SISTEMAS DE APOIO À DECISÃO (SAD)
Face a um ambiente cada vez mais turbulento e em constante mudança enfrentado pelo
decisor, Le Moigne (1974, p.150) preconiza a pesquisa de um "equilíbrio da capacidade
cognitiva", o qual aumentaria a capacidade de tratar a informação, "seja filtrando, seja
derivando a informação no tempo e no esp aço". O importante é a existência deste recurso
à disposição da gerência, como "ligação essencial entre o ambiente e os eventos". Um
postulado central é proposto por Bonczeck, Holsapple & Whinston (1981, p.35): a tomada
de decisão tem três aspectos de base, quais sejam (1) o poder (a "força diretriz", a
habilidade de conduzir e eliminar o que não é interessante), (2) a percepção ("insight",
capacidade de observar e reunir as informações) e (3) a capacidade de formular ("design")
ou modelar.
Algumas propo sições essenciais à "conexão informação -decisão" são definidas por Le
Moigne (1974, p.199):
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identificação e na resolução de problemas mal estruturados. Busca-se definir uma
ferramenta que dê suporte ao usuário final, e não que venha substituir o seu julgamento
e, por consequência, a sua decisão.
O conceito de SAD, segundo Davis & Olson (1987), se baseia em certas propriedades e
características:
Estes autores observam também (p.1) que o apoio à decisão significa a utilização do
computador para: dar assistência aos gerentes nas suas tarefas ou problemas pouco
estruturados; ajudar - ao invés de substituir - o julgamento gerencial; e melhorar a
eficácia da tomada de decisão. Eles insistem (p.58) que a questão de fundo de um
SAD é que não se trata de u m problema trivial nem automatizável. A questão para
todas as pessoas trabalhando nesta área é: "qual é a decisão ou o processo específico
de decisão que nós estamos tentando apoiar?"
Alter (1980, p.95-96) destaca alguns objetivos, podendo ser atingidos graças à
utilização de um SAD: melhorar a eficiência pessoal, ter uma melhor visão da
problemática e das soluções a elaborar e a estudar (sobretudo pela velocidade de
resposta, pela consistência e pela precisão das informações, e também pela capacidade
de testar diferentes caminhos prováveis de solução), facilitar a comunicação,
promover a formação e a aprendizagem, e melhorar o controle organizacional.
Davis & Olson (1987, p.12) afirmam que um SAD deve ser capaz de analisar
complicados problemas e relações, podendo ser utilizado diretamente pelo tomador
de decisão. Isto requer que o SAD seja um componente ativo no processo de decisão,
31
que disponha as informações de uma maneira clara e simples e que permita ao
tomador de decisão rever e interpretar facilme nte as alternativas.
características de um SAD:
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Arquitetura de um SAD
No que diz respeito à sua arquitetura, um Sistema de Apoio à Decisão (SAD) é constituído
de cinco elementos principais (Keen & Morton, 1978; Sprague & Carlson, 1982, p.28-
33), a saber:
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As características da arquitetura do SAD influenciam diretamente na forma em que este
tipo de sistema será concebido e desenvolvido. Na figura 4.5 a seguir é apresentada
outra forma de representar esta arquitetura.
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CONCEPÇÃO, DESENVOLVIMENTO E IMPLANTAÇÃO DE UM SAD
• um SAD deve prover representações familiares para dar suporte (cartas, tabelas,
gráficos etc.), pois os decisores precisam confiar na conceptualização quando de
uma tomada de decisão; · um SAD deve prover operações que apoiem estas
35
atividades, pois os decisores exercitam atividades de "inteligência, concepção e
escolha" enquanto tomam/participam de uma decisão;
• um SAD deve constantemente oferecer uma ajuda durante todo o processo de
tomada de decisão, pois os decisores necessitam de uma memória suplementar
(help, ajuda); · um SAD deve poder ajudar o trabalho de cada um com as suas
limitações, estilos e capacidades, pois os decisores exibem uma variedade de
habilidades, estilos e conhecimentos; e
• um SAD deve prover controle através do qual o usuário sinta que exerce
diretamente um controle pessoal sobre o sistema, pois os decisores esperam poder
controlar o processo de utilização desse dito apoio à decisão.
O ciclo de vida padrão para o desenvolvimento de sistemas pelo usuário final pode ser
assim descrito (Wysocki & Young, 1990, p.374; Kendall & Kendall, 1991, p.260):
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• identifica e define o problema, situação ou oportunidade (revisa a situação,
verifica possibilidade de solucionar via sistemas existentes), fixando objetivos; ·
concebe o sistema, define dados e revisa a concepção da base de dados buscando
a normalização (não redundância), ou seja, especifica requisitos, fluxos e fontes
de informa ções, aprovando o projeto, incluindo telas, relatórios iniciais, etc.;
• estuda a viabilidade (busca a melhor alternativa com a tecnologia e recursos
disponíveis), analisando as necessidades do sistema; · desenvolve (caso
necessário, com interação usuário -anal ista);
• testa (SI pode ajudar a testar) e implanta (com assistência do setor de SI,
estabelece atividades, cronograma, treinamentos, equipamentos, alterações,
acompanhamento e suporte, etc.); tendo especial preocupação com os problemas
de resistência; · documenta (ao longo do processo e, ao final, submete ao setor de
SI), a partir do que inicia uma fase de manutenção, de avaliação (auditoria
periódica?) e de evolução do sistema.
O problema é saber: quando o protótipo está pronto?! Qual é o "limite"? Ora, trata-se
de buscar a maior ou menor qualidade, o maior ou menor detalhe. Deve-se ter
condições de saber quando se está perto do limite desejável e, a partir daí, continuar
a trabalhar na atividade-fim. A incerteza do desenvolvimento está associada
principalmente a quatro aspectos: a dimensão do projeto (abrangência, duração e
custo); o grau de formalização ou de estruturação do processo ou atividade em
questão; a compreensão do trabalho pelos usuários; e a competência dos informatas e
especialistas envolvidos. Os gerentes mudam freqüentemente de necessidades, em
função de alterações no ambiente ou mesmo em função do efeito de aprendizagem
37
pela sua interação com os analistas de SI: a prototípico facilita a (auto) gestão dessas
mudanças.
Destaque-se que, com a interação usuário -construtor oportunidade por este método,
cresce o valor do sistema; aumenta o grau de aprendizagem mútua (o usuário aprende SI,
o analista aprende negócios específicos). Propõe-se a interação entre o usuário
(assegurando a personalização do uso e das definições de necessidades, num processo de
aprendizagem que permite compreender melhor o que ele pode requerer de um sistema
informatizado) e um construtor (algum analista do SI, facilitador do processo e da
implementação, assegurando a busca de algo melhor ou evoluído, num processo de
aprendizagem que permite perceber melhor as necessidades e limitações dos usuários) na
busca do protótipo. Entretanto, em muitos casos, o construtor é o próprio usuário. No
início, pelo menos, seria interessante duas pessoas para esses dois papéis.
Alter (1980, p.165 -182) propõe estratégias de implementação de um SAD, das quais
podemos destacar cinco categorias principais:
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• dividir o projeto em partes que permitam o seu completo domínio (utilizar
protótipos, uma abordagem evolutiva, desenvolver uma série de instrumentos de
apoio);
• encontrar uma solução simples (esconder a complexidade e evitar as mudanças);
· desenvolver uma base satisfatória de apoio (obter a participação e o engajamento
do usuário, obter o apoio gerencial e saber vender o sistema); e então ·
• institucionalizar o sistema (possibilitar a formação, a assistência, a utilização
voluntária e divulgar os resultados de t al atividade, assim como destacar a sua
importância).
Keen & Morton (1978, p.196) apresentam cinco pontos para o sucesso de um SAD:
• o apoio da direção;
• uma clara necessidade referente ao cliente;
• um problema imediato e visível à atacar;
• uma idéia exposta pelo usuário e tendo a participação do staff; e
• um grupo competente na área de sistemas de informação.
Alguns aspectos não técnicos podem provocar o insucesso de um SAD, segundo Ackof
(apud Keen & Morton, 1978, p.194): a obstrução (oposição ou resistên cia) dos outros
gerentes, a falta de apoio de parte da direção, e o turnover do pessoal diretamente ligado
ao projeto. Estes aspectos merecem extrema atenção das pessoas que devem zelar pelo
projeto, assim como da direção da empresa envolvida, pois é num destes pontos que
seguidamente se encontra a explicação do insucesso.
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SOFTWARES PARA O DESENVOLVIMENTO DE UM SAD
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Esta oferta variada de pacotes de software possibilita o desenvolvimento de SAD
individuais para uma variada gama de problemas e situações de decisão. O Sistema de
Apoio à Decisão (SADI), apresentado em detalhes no capítulo 5, é um SAD específico
desenvolvido com o auxílio da linguagem de programação Visual Basic e do gerador de
SAD Access, em ambiente Windows.
Como já foi descrito na seção 3.8, os Sistemas de Apoio à Decisão para Grupos
normalmente integram os módulos de comunicação, negociação e suporte para o processo
de grupo. Os SAD para grupos encontram-se numa fase de desenvolvimento acelerado,
numa época em que as organizações são obrigadas a lidar com problemas de
complexidade crescente e com uma aceleração das mudanças no seu ambiente externo,
fazendo apelo às estruturas organizacionais mais leves e flexíveis, as assim denominadas
força-tarefa. Este tipo de sistema vem interessando p esquisadores e softwarehouses.
Segundo Sprague & Watson (1991), os SAD para Grupos combinam comunicação,
computação e técnicas de apoio à decisão para facilitar a formulação e solução de
problemas pouco estruturados por um grupo de pessoas, com o objetivo de aumentar a
eficiência do processo decisório e a eficácia das decisões.
Para o desenvolvimento de SAD para Grupos existem vários tipos de pacotes de software.
Especificamente para as salas de decisão eletrônicas foi desenvolvido o software
GroupSystem V (Ventana Corp.), que engloba módulos que apoiam o processo decisório
propriamente dito: gerador de idéias baseado em brainstorming eletrônico, organizador
de idéias, escolha de alternativas baseadas em modelos de critérios múltiplos e módulos
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que facilitam a comunicação e a interação entre pessoas que participam conjuntamente
de um processo decisório de grupo. Outras ferramentas que podem ser utilizadas por
grupos reunidos num mesmo local são Team Expert Choice (Expert Choice), que contêm
os módulos brainstorming, estruturação e avaliação, HIVIEW for Windows (Krysalis)
para avaliação multicritérios e COPE (University of Strathclyde), destinado ao
mapeamento cognitivo de problemas pouco estruturados resolvidos em grupo.
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CONCLUSÃO
A relação entre os Sistemas de Informações (SI), principalmente os que possuem as
características de um Sistema de Apoio à Decisão (SAD), e o processo decisório, no nível
gerencial, é bastante estreita. Acredita-se que estes sistemas podem, se bem trabalhados,
facilitar e melhorar a qualidade da decisão, bem como dinamizar o seu processo,
principalmente no que diz respeito aos gerentes e executivos.
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