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Estrutura e Atribuições do Poder Executivo

O Poder Executivo Federal é liderado pelo Presidente da República, que atua como Chefe de Estado e Chefe de Governo, auxiliado por Ministros de Estado. O Presidente é responsável pela administração pública, pela execução de políticas e pela representação internacional, além de ter atribuições específicas como nomear ministros, propor leis e manter relações diplomáticas. O cargo é temporário, com regras de reeleição e sucessão definidas, e o Presidente deve prestar contas ao Congresso Nacional anualmente.
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Estrutura e Atribuições do Poder Executivo

O Poder Executivo Federal é liderado pelo Presidente da República, que atua como Chefe de Estado e Chefe de Governo, auxiliado por Ministros de Estado. O Presidente é responsável pela administração pública, pela execução de políticas e pela representação internacional, além de ter atribuições específicas como nomear ministros, propor leis e manter relações diplomáticas. O cargo é temporário, com regras de reeleição e sucessão definidas, e o Presidente deve prestar contas ao Congresso Nacional anualmente.
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Poder Executivo

O Poder Executivo Federal é exercido pelo Presidente da República, com o auxílio dos
Ministros de Estado.
O Presidente acumula duas funções centrais: é Chefe de Estado, representando o país perante
a comunidade internacional, e Chefe de Governo, responsável pela administração interna e
execução das políticas públicas.

Princípios e responsabilidades
O exercício do cargo deve observar o princípio republicano, que impõe a temporariedade e a
alternância no poder. Por isso, é vedada a terceira reeleição consecutiva para o mesmo cargo.
Essa vedação também se estende ao Vice-Presidente, impedindo que ele concorra novamente
se já tiver completado dois mandatos consecutivos no mesmo cargo.
Contudo, o Presidente pode renunciar durante o segundo mandato e disputar outro cargo
eletivo, pois a limitação vale apenas para reeleição no mesmo cargo.
Além disso, o Presidente deve prestar contas anualmente ao Congresso Nacional, em
observância ao dever de transparência e responsabilidade administrativa.

Eleições e segundo turno


A eleição presidencial ocorre por sufrágio universal e voto direto e secreto, com a maioria
absoluta dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos.
Se nenhum candidato atingir essa maioria no primeiro turno, realiza-se um segundo turno
entre os dois mais votados.
A regra do segundo turno também se aplica às eleições para prefeito de municípios com mais
de 200 mil eleitores — e aqui o ponto importante: o critério é o número de eleitores, não o de
habitantes.
Poder Executivo – Estrutura e Atribuições
O Poder Executivo Federal é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros
de Estado.
A eleição presidencial é majoritária, e o segundo turno só ocorre em municípios com mais de
200 mil eleitores — o critério é o número de eleitores, não de habitantes. O segundo turno
acontece no último domingo de outubro, 20 dias após o primeiro turno, quando nenhum
candidato obtém maioria absoluta dos votos válidos (metade dos votos mais um, excluídos
brancos e nulos).
Se houver morte, desistência ou impedimento de um dos candidatos antes do segundo turno,
o terceiro mais votado do primeiro turno assume a vaga na disputa.

Posse e vacância
A posse do eleito ocorre em 1º de janeiro, e ele tem 10 dias para comparecer — se não o fizer
e não justificar, o cargo é declarado vago.
A posse é conferida pela Casa Legislativa competente: o Congresso Nacional, no âmbito
federal; a Assembleia Legislativa, no estadual; e a Câmara Municipal, no municipal.
A substituição temporária do Presidente segue uma linha sucessória rígida:
1. Vice-Presidente,
2. Presidente da Câmara dos Deputados,
3. Presidente do Senado Federal,
4. Presidente do STF.
Se houver morte ou vacância definitiva do Presidente e do Vice, aplica-se o seguinte:
 Nos dois primeiros anos do mandato, convocam-se eleições diretas em até 90 dias;
 Nos dois últimos anos, a eleição é indireta, realizada pelo Congresso Nacional em até
30 dias.
Importante: a vacância isolada do cargo de Vice-Presidente não gera novas eleições — apenas
a substituição temporária segue a ordem sucessória.
O Presidente não pode se ausentar do país por mais de 15 dias sem autorização do
Congresso Nacional. Essa regra também pode constar nas Constituições estaduais e nas Leis
Orgânicas municipais, mas sem ampliar o prazo além do que prevê a Constituição Federal.

Atribuições do Presidente da República


O Presidente é o chefe da Administração Pública Federal e exerce a direção superior da
estrutura administrativa, com o auxílio dos Ministros de Estado, que devem ser brasileiros e
ter mais de 21 anos. Ele possui as seguintes competências principais:
 Nomear e exonerar Ministros de Estado;
 Iniciar o processo legislativo, conforme previsto na Constituição, podendo propor
emendas constitucionais, leis complementares, leis ordinárias, leis delegadas e
medidas provisórias (estas últimas são de competência exclusiva do Presidente);
 Sancionar, promulgar e publicar leis — tanto leis complementares e ordinárias
quanto medidas provisórias que tenham sofrido alteração durante o processo
legislativo;
 Vetá-las total ou parcialmente, quando considerar o texto inconstitucional ou
contrário ao interesse público;
 Expedir decretos e regulamentos para assegurar a fiel execução das leis, conhecidos
como decretos regulamentares — que não podem inovar na ordem jurídica, apenas
detalhar sua aplicação.
Se um decreto exceder os limites da lei, o Congresso Nacional pode sustá-lo por meio de
decreto legislativo, no exercício do controle de constitucionalidade político.
Além disso, o Presidente pode editar decretos autônomos, mas apenas para organizar a
administração pública federal, sem aumento de despesa e sem criar ou extinguir órgãos
públicos — sempre dentro dos limites estabelecidos pela Constituição.
Atribuições do Presidente da República (art. 84 da CF)
O Presidente da República exerce funções que abrangem desde a direção superior da
administração pública até a representação internacional do país. Ele atua como Chefe de
Estado e Chefe de Governo, exercendo o poder dentro dos limites constitucionais.

Decretos e estrutura administrativa


O Presidente pode editar decretos autônomos em duas situações específicas:
1. Organização e funcionamento da administração pública federal, quando não implicar
aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos;
2. Extinção de cargos ou funções públicas federais que estejam vagos.
Esses são os únicos dois casos em que o decreto autônomo é permitido. Se o Presidente
ultrapassar esses limites, o ato será inconstitucional.
O decreto autônomo tem força normativa equivalente à lei, subordinando-se apenas à
Constituição Federal. Quando o cargo não estiver vago, sua extinção somente pode ocorrer
por lei específica, aprovada pelo Congresso Nacional.

Relações exteriores e defesa do Estado


O Presidente mantém relações diplomáticas com outros países, acredita representantes
diplomáticos e celebra tratados, convenções e atos internacionais, os quais ficam sujeitos a
referendo do Congresso Nacional — ou seja, o Presidente celebra, mas o Congresso aprova
para que o tratado produza efeitos internos.
Ele também exerce o Comando Supremo das Forças Armadas, declara guerra e celebra paz,
sempre com autorização do Congresso Nacional.
Ainda é de sua competência decretar estado de defesa e estado de sítio, conforme as
situações previstas na Constituição.
 O estado de defesa e a intervenção federal são decretados pelo Presidente e
aprovados pelo Congresso;
 O estado de sítio é autorizado pelo Congresso antes da decretação.

Comunicação com o Congresso Nacional


O Presidente envia mensagens e planos de governo ao Congresso Nacional, apresentando as
diretrizes e metas da administração pública.
Essas mensagens têm caráter político e informativo — não são leis nem medidas obrigatórias,
mas um meio formal de comunicação entre os Poderes. Servem para expor programas, relatar
a situação do país e solicitar providências legislativas ou orçamentárias.

Perdões e clemência
O Presidente pode conceder indulto e comutar penas, ouvir previamente os órgãos
instituídos em lei, quando necessário.
 O indulto é o perdão coletivo ou total, aplicável a grupos de condenados que se
enquadram nos critérios do decreto presidencial (exemplo: indulto natalino).
 A comutação de pena é o abrandamento da sanção, reduzindo-a ou substituindo-a
por outra mais branda.
 A graça (ou indulto individual) é o perdão concedido a uma pessoa específica, por ato
direto do Presidente.
 Já a anistia, diferentemente, é concedida pelo Congresso Nacional, mediante lei.

Nomeações e aprovações pelo Senado


Cabe ao Presidente nomear, após aprovação do Senado Federal:
 Ministros do STF e dos Tribunais Superiores;
 Governadores de Territórios Federais (quando houver);
 Procurador-Geral da República;
 Presidente e diretores do Banco Central;
 Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) — lembrando que ele indica 1/3 dos
nove ministros, conforme o art. 73;
 Advogado-Geral da União, que tem status de Ministro;
 Dois membros do Conselho da República (art. 89, VII);
 Outras autoridades previstas em lei.
O Presidente convoca e preside tanto o Conselho da República quanto o Conselho de Defesa
Nacional, órgãos de assessoramento para decisões de crise e soberania.

Competências internas e orçamentárias


O Presidente envia ao Congresso:
 O Plano Plurianual (PPA),
 A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO),
 E a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Toda iniciativa orçamentária é exclusiva do Presidente da República.
Ele também presta contas ao Congresso em até 60 dias após a abertura da sessão legislativa,
referentes ao exercício financeiro anterior. Se não o fizer, a Câmara dos Deputados promove a
tomada de contas e o Congresso julga.

Calamidade pública (art. 167-B a G da CF)


Os arts. 167-B a 167-G, incluídos pela Emenda Constitucional nº 126/2022, tratam do regime
fiscal excepcional de calamidade pública.
Em resumo:
 O Presidente propõe ao Congresso Nacional o reconhecimento do estado de
calamidade pública de âmbito nacional;
 Quem decreta é o Congresso Nacional por meio de decreto legislativo;
 Uma vez decretado, aplica-se o Regime Fiscal Extraordinário (RFE), que flexibiliza
temporariamente regras orçamentárias e fiscais — por exemplo, o teto de gastos, a
regra de ouro e os limites da LRF — para permitir atuação emergencial do governo.
Competências Delegáveis (art. 84, parágrafo único, CF)
O Presidente da República pode delegar parte de suas atribuições, de forma facultativa,
apenas a três autoridades:
 Ministros de Estado,
 Procurador-Geral da República (PGR),
 Advogado-Geral da União (AGU).
Essa delegação é possível somente para três incisos do art. 84, e o rol é taxativo:
1. Inciso VI – Decretar e dispor sobre a organização e funcionamento da administração
federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação/extinção de órgãos
públicos (Decreto Autônomo);
2. Inciso XII – Conceder indulto e comutar penas;
3. Primeira parte do inciso XXV – Prover e extinguir cargos públicos federais, na forma da
lei.
A delegação não é obrigatória. O Presidente só delega se quiser.
Sobre o inciso XXV, a delegação autoriza o ministro, o PGR e o AGU a nomear e exonerar
servidores (prover e desprover cargos), mas não extinguir cargos, exceto se vagos — conforme
a teoria dos poderes implícitos, segundo a qual quem pode nomear, pode exonerar.

Responsabilidade do Presidente da República


O Presidente não possui imunidade material, que é exclusiva dos parlamentares.
Pode responder civil e penalmente por suas opiniões e atos, mas possui imunidade formal
quanto à prisão e ao processo, em razão de ser Chefe de Estado.
 A imunidade formal só começa com a posse.
 Governadores e prefeitos não têm essa proteção — são apenas chefes de governo.
 O Presidente não pode ser preso, salvo em sentença penal transitada em julgado.
 Não cabe prisão em flagrante, mesmo em crime inafiançável.
 Após o término do mandato, ele pode responder normalmente pelos atos praticados.
Essa imunidade, portanto, é pessoal e temporária.

Julgamento do Presidente da República


1. Crimes Comuns
 Julgados pelo STF;
 Necessitam de autorização prévia da Câmara dos Deputados, com quórum de dois
terços;
 Sem essa autorização, não há julgamento (arquiva-se até o fim do mandato);
 A denúncia é oferecida pelo Procurador-Geral da República;
 Após a autorização, o STF recebe a denúncia, o Presidente se torna réu e é afastado
por até 180 dias;
 Findo o prazo sem condenação, retorna ao cargo.
Ação penal privada não é admitida — o STF sequer analisa.
Se condenado, o Presidente perde o mandato e pode ser preso, já que a condenação
transitada em julgado suspende seus direitos políticos.
2. Crimes de Responsabilidade
 Julgados pelo Senado Federal, mediante autorização da Câmara (também com 2/3 dos
votos);
 A denúncia pode ser feita por qualquer cidadão;
 O Senado não é obrigado a instaurar o processo se entender que faltam elementos
mínimos;
 Uma vez instaurado, o Presidente do STF preside o julgamento, mas não vota;
 O afastamento automático ocorre após a instauração do processo, por até 180 dias;
 Condenação resulta em:
o Perda do cargo, e
o Inabilitação por 8 anos para funções públicas.
Essa inabilitação começa após o término do mandato, não a partir do impeachment.
A decisão do Senado é irrecorrível e o rol do art. 85 da CF (crimes de responsabilidade) é
exemplificativo.

Crimes de Responsabilidade do Presidente (art. 85 da CF):


São aqueles que atentam contra:
1. A existência da União;
2. O livre exercício dos Poderes da República, do MP e dos Tribunais de Contas;
3. O exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
4. A segurança interna do país;
5. A probidade administrativa;
6. A lei orçamentária;
7. O cumprimento das leis e das decisões judiciais.

Responsabilidade e foro de outras autoridades


Autoridade Crime Comum Crime de Responsabilidade
Presidente da
STF Senado Federal
República
Tribunal Misto (metade deputados, metade
Governador STJ
desembargadores do TJ)
TJ (ou TRE/TFR, conforme o
Prefeito Câmara Municipal (art. 29, IX, CF e DL 201/67)
tipo de crime)
Ministro de Estado STF STF (se conexo com Presidente → Senado)

Ministros de Estado
Têm funções políticas e administrativas.
São responsáveis por referendar os atos e decretos do Presidente.
Sem a assinatura do ministro competente, o ato é nulo.
Eles coordenam e supervisionam órgãos e entidades da administração pública federal,
elaboram relatórios de gestão e respondem perante o Presidente e o Congresso Nacional.
Têm foro por prerrogativa de função:
 Crime comum: STF;
 Crime de responsabilidade: STF (ou Senado, se conexo com o Presidente).
Em matéria constitucional, se o Ministro for autoridade coatora, o mandado de segurança e o
habeas corpus serão julgados pelo STJ.
Conselho da República
O Conselho da República é um órgão consultivo do Presidente da República, de caráter
meramente opinativo. Sua função é aconselhar o Presidente sobre questões que envolvem:
 Estado de Defesa,
 Estado de Sítio,
 Intervenção Federal, e
 temas relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
Composição:
 Vice-Presidente da República;
 Presidente da Câmara dos Deputados;
 Presidente do Senado Federal;
 Ministro da Justiça;
 Líderes da maioria e da minoria da Câmara e do Senado;
 Seis cidadãos brasileiros natos, com mais de 35 anos de idade, sendo:
o dois nomeados pelo Presidente da República,
o dois eleitos pelo Senado Federal, e
o dois eleitos pela Câmara dos Deputados.

Conselho de Defesa Nacional


O Conselho de Defesa Nacional também é um órgão de consulta do Presidente da República,
mas com foco em soberania e defesa do Estado democrático.
Entre suas atribuições estão deliberar sobre a declaração de guerra e de paz, além de opinar
sobre Estado de Defesa, Estado de Sítio e Intervenção Federal.
Composição:
 Vice-Presidente da República;
 Presidente da Câmara dos Deputados;
 Presidente do Senado Federal;
 Ministro da Justiça;
 Ministro das Relações Exteriores;
 Ministro do Planejamento;
 Ministro da Defesa;
 Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica.

Vice-Presidente da República
O Vice-Presidente tem como funções principais substituir o Presidente em seus
impedimentos e suceder-lhe em caso de vacância do cargo.
Além disso, ele:
 Integra o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional;
 Pode ser convocado pelo Presidente para desempenhar missões especiais;
 Possui um rol exemplificativo de atribuições, podendo receber outras funções por lei
complementar;
 Não possui imunidade, mas detém foro por prerrogativa de função perante o STF.

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