0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações10 páginas

Princípios e Tipos de Ações no Processo Civil

O documento aborda os princípios do Direito Processual Civil, incluindo o princípio do dispositivo, do contraditório e da legalidade, além de descrever os tipos de ações, como a declarativa e executiva. Também discute os pressupostos processuais, competências dos tribunais e as fases do processo declarativo, desde a petição inicial até a sentença final. Por fim, menciona a estrutura da relação jurídica processual e o conceito de pedido.

Enviado por

stevenwalenga3
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações10 páginas

Princípios e Tipos de Ações no Processo Civil

O documento aborda os princípios do Direito Processual Civil, incluindo o princípio do dispositivo, do contraditório e da legalidade, além de descrever os tipos de ações, como a declarativa e executiva. Também discute os pressupostos processuais, competências dos tribunais e as fases do processo declarativo, desde a petição inicial até a sentença final. Por fim, menciona a estrutura da relação jurídica processual e o conceito de pedido.

Enviado por

stevenwalenga3
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Princípios do Direito Processual Civil

Princípio do Dispositivo
O princípio do dispositivo representa no campo adjectivo o princípio da
autonomia da vontade.
Assim, com base a este princípio, quer a iniciativa quer o desenvolvimento
da acção dependem da actividade das partes.

Princípio do Inquisitório
Pode ser entendido como o oposto da ideia anterior, a do dispositivo ou da
disponibilidade do processo pelas partes.

Reconhece autoridade para dinamizar o curso normal de processo.

Princípio do Contraditório

Significa que no seu âmbito do processo, os pontos de vistas das partes


litigantes são naturalmente opostos, ou seja, têm as partes o direito de
expor o seu lado da história.

Princípio da Preclusão
Diz que os processos devem cumprir os prazos estipulados por lei ou pelo
juiz.

Princípio da Legalidade

Todos os actos processuais devem ser de acordo o que consta na lei.

PRINCÍPIO DA COOPERAÇÃO
Por força deste princípio, todos os intervenientes no processo, sejam eles
princípais ou acidentais, ficam sujeitos ao dever de cooperar com o
Tribunal na administração da justiça.

PRINCÍPIO DA CELERIDADE PROCESSUAL


O princípio ora em apreço, estabelece que o período que deve mediar o
início e o fim de um processo deve ser o mais reduzido possível.

TIPOS DE ACÇÕES

No que concerne aos tipos de acções em processo civil tem dois tipos de:

 Declarativa (a que será estudada)


 Executiva

ACCÇÃO DECLARATIVA

ACÇÃO declarativa pode ser: de simples apreciação, de condenação ou


constitutivas. Tal como consagra o nº 2 do artigo 4º do CPC. As alíneas a),
b) e c) deste artigo consagram a finalidade de cada tipo de acção.

Esta classificação da acção declarativa é quanto ao fim:


a) De simples apreciação: - Positiva ou Negativa
b) De condenação: Entrega de coisa certa, -Pagamento de quantia -
Prestação de facto.
c) Constitutiva: Modificação na ordem jurídica existente.

Explicação miuda
a) As de simples apreciação, obter unicamente a declaração da existência
ou inexistência dum direito ou dum facto;

b) As de condenação, exigir a prestação duma coisa ou dum facto,


pressupondo ou prevendo a violação dum direito;

d) As constitutivas, autorizar uma mudança na ordem jurídica


existente.
No que tange a forma, segue a mesma da acção executiva: sumária,
sumaríssima e ordinária.

PRESSUPOSTOS

Pressupostos processuais são os requisitos que um processo precisa atender


para ser considerado válido e existente.

1. Pressupostos processuais positivos.


São aqueles sem os quais o tribunal não julgará o caso.

COMPETÊNCIAS DOS TRIBUNAIS


A competência é o poder conferido por lei a um determinado Tribunal para
conhecer de determinado caso.

 Competência em razão do valor.


Segundo o CPC, no seu art. 305º, com a epígrafe “Atribuição de valor à
causa e sua influência”. Do referido artigo podemos depreender o seguinte:
A toda causa será atribuído um valor certo, ainda que não tenha conteúdo
econômico imediatamente aferível”.

Aqui é analisado se consoante o valor da acção o caso será julgado em qual


tribunal.
Se o valor da acção nao exceder os 6.160.000 o caso será julgado no
tribunal de comarca.
Se o valor da acção exceder os 6.160.000 o caso será julgado no tribunal de
relação;

 Competência em razão do território.

A competência territorial define, a circunscrição territorial que cada


Tribunal tem competência para conhecer sobre determinada matéria que lhe
é submetida.

Um caso de Luanda deve ser julgado no tribunal de comarca de Luanda;


caso de viana no tribunal de viana.

 Competência em razão da hierarquia.


Ao que a competência em razão da hierarquia diz respeito, importa
salientar que; os Tribunais estão hierarquicamente organizados.

Nem todas pessoas podem ser julgadas no tribunal de comarca. Ex: o PR


deve ser julgado T. Supremo;

 Competência em Razão da Matéria


Esta competência alude que cada matéria deve ser tratada num tribunal
competente. Ex: crime na sala de crimes; trabalho na sala de trabalho...

Personalidade judiciária.

Dispõe o nº 1 do artigo 66.º do C.C que, a personalidade adquire-se no


momento do nascimento completo e com vida. o nº 1 do artigo 5.º do CPC,
dispõe que, a personalidade judiciária consiste na susceptibilidade de ser
parte.

Capacidade judiciária.

A capacidade judiciária é também um dos pressupostos processuais


positivo, ela deriva da capacidade jurídica, que nos termos do artigo 67.º do
C.C, dispõe que; as pessoas podem ser sujeitas de quaisquer relações
jurídicas, salvo disposições legais em contrário: Nisto consiste a sua
capacidade jurídica,

Legitimidade das partes.

Em relação ao pressuposto da legitimidade, importa salientar que, é


necessário que o autor tenha o direito material pretendido, em regra, para
poder buscá-lo no judiciário. O autor deve ter uma relação com a pretensão
proposta em juízo.

Activa: O autor, é parte legitima quando tem interesse directo em


demandar;
Passiva: o réu, é parte legitima quando tem interesse directo em
contradizer.

Interesse processual.
As partes devem ter interesse no processo

Patrocínio judiciário.
Alude sobre a necessidade de as partes serem representadas por advogados;
2. Pressupostos processuais negativos.

Caso julgado.
O coso julgada consiste no fenômeno de natureza processual pelo qual se
torna firme e imutável o comando sentencial que deve guardar relação de
simetria com o pedido que se tenha formulado na petição inicial.

O tribunal não pode julgar um caso que já tenha sido julgado, e sobre ele já
não é possível fazer recurso.

Litispendência.
A citação válida (nº 1 primeira parte do art. 497.º CPC) “induz a
litispendência”, ou seja, determina a existência, desde aquele exato
momento, de processo pendente em juízo.
O mesmo caso não pode estar em dois tribunais.

FORMALISMO/ FASES DO PROCESSO DECLARATIVO.

São os passos que o processo declarativo deve seguir.

1. Articulados
os articulados são as peças em que as partes expõem os fundamentos da
acção e da defesa e formulam os pedidos correspondentes.
Nos articulados encontramos:

Petição inicial> documento onde deve constar os factos, direitos e pedidos


do autor;
No que ao seu conteúdo diz respeito, dispõe o CPC no seu artigo 467.º com
a epígrafe requisitos da petição inicial, o seguinte:
1. Na petição com que se propõe a acção, deve o autor:
a) Designar o tribunal onde a acção é proposta e identificar as partes;
b) Indicar a forma do processo;
c) Expor os factos e as razões de direito que servem de fundamento à
acção;
d) Formular o pedido;
e) Declarar o valor da causa;

Contestação.
Após a propositura da acção em juízo e como já referenciado, o réu é citado
para contestar, importa salientar que a contestação é uma das peças de
resposta do réu, onde ele pode se defender daquilo que lhe foi imputado,
trata-se do meio pelo qual o réu contrapõe-se aos pedidos formulados na
petição inicial, devendo concentrar todas as manifestações de resistência à
pretensão do autor.

Réplica.
A Réplica é a resposta do autor contraposta à contestação do réu,

2. Fase do Julgamento Antecipado da Lide e do Saneamento e da


Condensação do Processo
Fase em que o papel activo no processo passa das partes para o juiz da
causa.

Do ponto de vista das finalidades ou objectivos desta fase, pode-se dizer


que são essencialmente duas:
(i) pôr termo ao processo, o que poder ser feito por via do
julgamento antecipado da lide (causa), quer se trate do
julgamento de questões processuais quer se trate do julgamento
do mérito da causa; e
(ii) (ii) caso não ocorra o julgamento antecipado, fixar os termos
essenciais da causa

Despacho Saneador é a expressão usada para o despacho do juiz que saneia


o processo, caso não ocorra o julgamento antecipado ou a extinção do
processo. É nesse momento que o juiz decide sobre as provas a serem
produzidas e marca a audiência de conciliação e julgamento. Sanear é
limpar, enxugar eventuais vícios processuais

3. INSTRUÇÃO

É nesta fase em que os intervenientes do processo hão de efectuar


diligências complementares no sentido de apresentarem provas em relação
aos factos constantes no questionário

4. DISCUSSÃO E JULGAMENTO
é nesta fase em que as partes procuram, através da oralidade, discutir
intensamente a matéria de facto e influenciar o tribunal a seu favor, através
dos argumentos apresentados em torno da discussão da matéria de facto.

Sentença final.
Numa linguagem muito simples e/ou pragmática, podemos dizer que a
sentença é o acto e/ou instrumento pelo qual o juiz decide a causa.
Modalidades da Contestação. Contestação Defesa e Contestação
Reconvenção

Na contestação defesa, o réu limita-se a contradizer, directa ou


indirectamente, a pretensão do autor

Na verdade, por via da reconvenção ao réu é concedida a possibilidade de


exercitar o seu direito de acção contra o autor e, uma vez exercido, tudo se
passa como que se tivéssemos uma segunda relação processual na mesma
acção,

Estrutura da Relação Jurídica Processual. As Partes e o Objecto

O objecto da acção, por sua vez, é o conflito de interesses privados que


opõe o autor ao réu, que na linguagem processual é comummente
designado por relação material controvertida.

As partes são: Autor e Réu

Diz-que que a relação jurídica processual é triangular, porque participam


nela as partes e o tribunal.

O pedido
O pedido é o efeito jurídico que o autor espera realizar com a acção por si
proposta, portanto, a sua concreta pretensão – alínea d) do n.º 1 do artigo
467.º. Se com base na relação material controvertida o autor se arroga no
direito de exigir do réu o cumprimento de uma obrigação pecuniária, este
deve pedir ao tribunal a condenação do réu no pagamento da quantia que
em seu entender lhe é devida.
 PEDIDO GENÊRICO: quando o autor não especifica o objecto
 ALTERNATIVO: quando o autor pede uma ou outra coisa
 COMULATIVO: quando há dois objectos, e o réu deve cumprir os
dois ao mesmo tempo;
 SIMPLES: quando o autor só pede uma coisa
 SUBSIDIÁRIO: este pedido serve para supri o pedido principal
 Vincenda ou futuro> recai sobre coisas futuras

NA PETIÇÃO INICIAL DEVE CONSTAR:

PEDIDO

A causa de pedir se consubstancia no conjunto de factos e de razões de


direito que servem de fundamento ao pedido ou aos pedidos formulados
pelo autor ou réu reconvinte – alínea c) do n.º 1 do artigo 467.º.

Você também pode gostar