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Viscosidade e Fluidos: Teoria e Prática

O documento aborda a reologia, a ciência que estuda as deformações e fluxos de materiais, com foco em fluidos complexos como polímeros e emulsões. Ele discute a viscosidade de cisalhamento, classificações de fluidos (Newtonianos e não-Newtonianos), e apresenta diferentes comportamentos reológicos, como tixotropia e reofluidificação. Além disso, inclui uma parte prática sobre medições e características reológicas de fluidos específicos.

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Viscosidade e Fluidos: Teoria e Prática

O documento aborda a reologia, a ciência que estuda as deformações e fluxos de materiais, com foco em fluidos complexos como polímeros e emulsões. Ele discute a viscosidade de cisalhamento, classificações de fluidos (Newtonianos e não-Newtonianos), e apresenta diferentes comportamentos reológicos, como tixotropia e reofluidificação. Além disso, inclui uma parte prática sobre medições e características reológicas de fluidos específicos.

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Sumário

Parte Teórica
I. Introdução 3
II. Viscosidade de cisalhamento ........................................................................................................................................ 3
III. Liquides Newtoniens & liquides non-Newtoniens ............................................................................................. 4
IV. Os fluidos cuja viscosidade depende do tempo................................................................................................... 5
Fluidos tixotrópicos e anti-tixotrópicos.............................................................................................................. 5
2. Fluidos Viscoelásticos...................................................................................................................................... 6
V. As fluides dont la viscosité dépend du taux de cisaillement................................................................................. 6
Fluidos rheo-fluidificantes ................................................................................................................................... 6
2. Fluidos rhéoépaississants
VI. Fluidos a limiar ..................................................................................................................................................... 7
VII. Rheometria, dispositivos experimentais.............................................................................................................. 9
1. Introdução ........................................................................................................................................................ 9
2. Rhéomètre de tipo Couette:............................................................................................................................. 9
a. Cilindros coaxiais
b. Platôs paralelos (plano-plano) ....................................................................................................................... 9
c. Geometria cône-plan.................................................................................................................................... 10
3. Modos de medida
Partie Pratique
Eu. Mas du TP .............................................................................................................................................................. 12
II. Viscosímetro VENTILADORN ............................................................................................................................................... 12
III. Minstruções de uso................................................................................................................................................. 12
IV. Mediçãos ............................................................................................................................................................ 13
1. Bentonite 10%
a. Características rheológicos graficamente:......................................................................................... 13
b. Características rheológicos analiticamente : ......................................................................................... 14
c. Cálculo erros : ....................................................................................................................................... 14
2. Bentonita 5%
a. Caractéristiques rheológicos graficamente:.......................................................................................... 15
b. Características rheológicas analiticamente : ......................................................................................... 16
c. Cálculo erros : ....................................................................................................................................... 16
3. Apreciação da tixotropiae ........................................................................................................................... 16
a. Mode operatório : ........................................................................................................................................ 16
b. Medida Gel0et Gel10..................................................................................................................................... 17
Conclusão
Partie Théorique
I. Introdução
A reologia é a ciência das deformações e fluxos da matéria, das tensões que delas resultam
e os esforços que devem ser aplicados para obtê-los [1] O objeto da reologia é determinar os

constrangimentos e deformações em cada ponto de um meio[2].

Seu domínio de aplicação abrange todos os fluidos complexos, como os polímeros, os


suspensões coloidais, emulsões e tensioativos. É necessário conhecer o comportamento de
essas matérias para sua implementação.

II. Viscosidade de cisalhamento


As experiências de Robert Hooke em 1678 levaram à lei que leva seu nome e que constitui uma equação
constitutiva para um sólido elástico, para pequenas deformaçõe. Esta lei exprime que a força de
a tração é proporcional à deformação, ou seja:

σ = Gε

onde σ é a tensão de tração aplicada medida em Pascal (força por unidade de superfície), ε é a
deformação relativa, definida como sendo o alongamento do sólido dividido pela sua comprimento inicial (portanto
sem dimensão), e E o módulo de Young, ou módulo elástico longitudinal, medido em Pascal
(abreviatura: Pa), e que é intrínseca ao sólido. Em 1687, alguns anos após as experiências de
Hooke, Newton exprime intuitivamente em seus Philosophiae Naturalis Principia Mathematica a ideia de
viscosidade para um líquido viscoso: a tensão aplicada é proporcional ao gradiente de velocidade, e o
O coeficiente de proporcionalidade é a viscosidade.

A equação correspondente é escrita:

σ=η ̇

onde σ é a tensão de cisalhamento (medida em Pa no Sistema Internacional (SI) de unidades),γ̇ o


gradient de velocidade na espessura do fluido (medido em s−1), e η a viscosidade dinâmica (Pa.s)

Fig. 1–Perfil de velocidade para um escoamento de


cisalhamento simples de um líquido newtoniano entre dois
Os planos. O plano superior está em movimento a velocidade V
constante. A taxa de cisalhamento ˙ γ é constante
seguindo y para um líquido newtoniano, e vale ˙ γ=∂vx/∂y
= V/e. A tensão tangencial σxy(aqui independente
de x e de y) se aplica segundo x em uma superfície de
camada de fluido cuja normal é ao longo de y.

A deformação γ é a relação entre o comprimento percorrido l(t) por um elemento de líquido do plano superior
e a espessura e entre as duas placas (espessura chamada entrefer) : γ = l(t)/e
La déformation dépend du temps t puisque le liquide se déforme continûment au cours du temps : plus l(t)
é grande para e fixado, maior γ é; da mesma forma, quanto menor e for para um mesmo l(t), maior γ é. O
no entanto, o líquido não para de se deformar com o tempo. Em vez da deformação, nos interessamos
portanto para uma grandeza física mais pertinente: a deformação por unidade de tempo dγ/dt = ,̇ que chamamos de
também taxa de deformação ou ainda taxa de cisalhamento. A unidade SI é s −1. A taxa de
cisalhamentoγ̇ não é outra senão a variação da velocidade do plano superior em função da espessura e: ele
trata-se também do gradiente de velocidade, que se escreve V/e. Portanto, temos:

̇ V/e
=

O conceito é idêntico para uma camada infinitamente fina que compõe o líquido, e portanto definimos um
taxa de cisalhamento localγ̇ (y)= ∂v x (y)/∂y. A restrição σxyé a restrição aplicada por uma camada
de fluide sur la couche de liquide inférieure. En géométrie plan-plan, σ xyest constante dans l’épaisseur e
por equilíbrio mecânico entre as diferentes camadas de fluido, e, portanto, no estado estacionário, o
o gradiente de velocidade γ é também constante na espessura e. Daí a relação para um líquido qualquer
em geometria plano-plano, que define a viscosidade de cisalhamento η( γ̇) para o líquido (constante em
a espessura e em geometria plano-plano no estado estacionário:

σ xy= η( )̇ ̇

ou ainda mais explicitamente :

σ xy= η( )̇ .∂vx/∂y

Para um líquido newtoniano, a viscosidade η não depende da taxa de cisalhamento.γ̇ a constrição σxy é
proporcional à taxa de cisalhamentoγ̇.

III. Líquidos Newtonianos & líquidos não-Newtonianos


O que é um líquido não newtoniano? É necessário, para responder a esta pergunta,
definir precisamente as características de um comportamento newtoniano. De acordo com (Barnes et al.), um
o comportamento newtoniano é um comportamento em que, a temperatura e pressão constantes [Barnes e
al., 1989] :

1) A viscosidade de cisalhamento η é independente da taxa de cisalhamentoγ̇;

2) para um cisalhamento simples, a única tensão gerada é a tensão de cisalhamento σ, os


diferenças de constrangimentos normais N 1 e N 2 sendo nulas;

3) la viscosité est constante en fonction du temps et la contrainte est nulle lorsque le cisaillement est arrêté;
se retomarmos o cisalhamento posteriormente, a viscosidade deve ser a mesma que anteriormente;

4) as viscosidades correspondentes aos diferentes tipos de deformações são proporcionais entre si, e
o relatório de proporcionalidade é simples: por exemplo, a viscosidade elongacional vale 3 vezes a viscosidade
de cisaillement.
Um fluido não newtoniano é, portanto, um fluido que não satisfaz uma ou várias destas
características. No entanto, fluidos não newtonianos podem satisfazer a algumas dessas características
dos fluidos newtonianos sob certas condições (de taxa de cisalhamento, de tempo de cisalhamento, etc.).
Assim, por exemplo, se um fluido não newtoniano apresentar uma viscosidade de cisalhamento η constante para uma
certaine gamme de taux de cisaillement ,̇ dir-se-á que este fluido apresenta um platô nesta gama
newtoniano sobre a curva de η = f(γ̇).

A aparência da curva de escoamento (curva da tensão em


a função da taxa de cisalhamento) de um fluido newtoniano é mostrada
sobre a seguinte. Esta curva destaca a primeira propriedade
newtoniana segundo a qual a viscosidade η é a constante de
proporcionalidade entre a tensão σ e a taxa de cisalhamentoγ̇.

Vários materiais, como soluções de polímeros,


emulsões, suspensões, apresentam propriedades não-
newtonianas.

Fig. 2– Curva de fluxo para um


fluido newtoniano

IV. Os fluidos cuja viscosidade depende do tempo


Durante o cisalhamento, a estrutura interna do fluido, e por consequência sua viscosidade, pode evoluir. Nós
estudemos aqui diferentes características de um fluido cuja viscosidade depende do tempo de cisalhamento.

1. Fluídos tixotrópicos e anti-tixotrópicos


Os fluidos tixotrópicos têm sua viscosidade reduzida ao longo do tempo quando submetidos a um cisalhamento
constante ou a uma restrição constante. Quando a cisalhamento é interrompido, a viscosidade aumenta com o tempo, esse
que indica uma reversibilidade (pelo menos parcial) do fenômeno. Uma evolução típica da viscosidade em
função do tempo para um fluido tixotrópico sob cisalhamento é
representada na figura 3.

Fig. 3– Evolução típica da viscosidade de um fluido tixotrópico em


fonction du temps sous cisaillement. À t = 0, le fluide est au repos. Le
o fluido atinge um equilíbrio com o tempo e a viscosidade é então
constante. Notamos que a viscosidade em t = 0 depende do tempo de repouso
do fluido antes da experiência, da preparação da amostra e de
a maneira como ela foi eventualmente despejada no recipiente do
rheômetro.

Muitos fluidos são tixotrópicos: tintas, tintas, suspensões de argila, lamas de perfuração,
cremes cosméticos ou farmacêuticos, produtos alimentares (iogurtes, molho de tomate concentrado por
exemplo), sangue, soluções concentradas de polímeros, etc.
Uma interpretação é que a tixotropia reflete a destruição progressiva, em função do tempo e sob
cisalhamento, de uma microestrutura interna do fluido.

Os fluidos antitixotrópicos são mais raramente encontrados do que os fluidos tixotrópicos. São fluidos
para os quais a viscosidade aumenta sob cisalhamento e diminui ao parar o cisalhamento.

2. Fluidos Viscoelásticos
Um sólido ou um fluido viscoelástico apresenta características ora de um sólido, ora de um líquido.
de acordo com o tempo de solicitação ao qual o material está sujeito.

Si le temps de relaxation du matériau (qui correspond à un réarrangement, à un retour à l’équilibre) est


então, muito longo em relação ao seu tempo de solicitação, o material se comporta mais como um sólido.
Quando o rearranjo da estrutura interna é mais rápido do que o tempo de solicitação, o material se
comporta-se como um líquido. A relação entre o tempo de relaxamento do material e o tempo de solicitação
dê um número adimensional chamado número de Déborah:

De =trelaxamento/ tsolicitação

Para De >> 1, o material se comporta como um líquido; para De << 1, o material se comporta como
um sólido.

V. Os fluidos cuja viscosidade depende da taxa de cisalhamento


Uma variação do cisalhamento pode levar a uma variação da viscosidade do fluido. Os fluidos podem ser
assim classificados de acordo com a relação entre sua viscosidade e sua taxa de cisalhamento.

1. Fluidos reofluidificantes
Um fluido reofluído (« fluido com espessamento por cisalhamento » em inglês) vê sua viscosidade diminuir quando a taxa de
o cisalhamento aumenta. É o caso da grande maioria dos fluidos: sangue, xampu, suco de fruta
concentrado, tintas de impressão, soluções de polímeros de massa
molécula elevada, suspensões de partículas sólidas, etc. Na
as soluções de polímeros, interpretamos essa diminuição de
viscosidade pela separação e pelo alinhamento progressivo de
macromoléculas entrelaçadas durante o fluxo. No
suspensões, a diminuição da viscosidade provém da destruição
estruturas de partículas sólidas que se formaram (como
nas pinturas), e também, se as partículas não estão
esféricas, da orientação dessas partículas na direção de
o escoamento

Fig. 4– Curva de fluxo de fluido reofluido.

Vários modelos foram elaborados para explicar o escoamento reofluidificante de um fluido.


dando tantos modelos fenomenológicos para a viscosidade. Pode-se dar como exemplo os
modelos, comumente utilizados em reologia, de Cross e de Carreau :
η 0 −η
Modelo de Cross = Kγ̇
η−η ∞

η 0 −η 1
Modelo de Azulejo = Kγ̇
η−η ∞ (1+K²γ̇²) n

K sendo uma constante. Esses modelos levam em consideração as viscosidades a baixo taxa de cisalhamento η0, e a alto
taxa de cisalhamento η∞. No caso em que η0 >> η >> η∞, a lei de Cross se simplifica em lei de potência:

= 0( )̇ −
ou ainda :η = mγ̇ −n

n é positivo para um fluido reofluidificante, negativo para um fluido reopeçoante (veja o parágrafo
seguinte), e nulo para um fluido newtoniano.

2. Fluidos reopilares
Um fluido reopeizante ("shear-thickening fluid" em inglês) vê
a viscosidade aumenta com a taxa de cisalhamento. Na vida
quotidiana, o reopeamento é muito mais raro
observei que a rheaofluidificação. O formato da curva de fluxo
(curva da tensão em função da taxa de cisalhamento) de um
O fluido reológico espessante é mostrado na figura 5.

Fig. 5– Curva de fluxo para um


fluido rheoespessante.

VI. Fluidos a limiar


Um fluido de limite é um fluido que não flui até que a tensão σ aplicada a ele exceda um
certo limite, chamado de tensão crítica σc. Para σ < σc, o fluido não flui e sua viscosidade é
infinito; para σ ≥ σc, o fluido flui e sua viscosidade é finita.

L’allure de la courbe d’écoulement (courbe de la contrainte en fonction du taux de cisaillement) d’un fluide
O limiar é mostrado na figura 6. Com taxa de cisalhamento ˙ γ nula, a tensão σ não é nula.

Fig. 6– Curvas de fluxo


para um fluido a limite ideal
linear (called 'Bingham') (to
esquerda) e para um fluido com limite
rhéofluidifiant (à droite)
Existem vários modelos descrevendo o comportamento reológico de um fluido com limite. O mais simples é o
modelo de Bingham (o fluido correspondente é chamado de "fluido de Bingham"), cuja equação
constitutiva é a seguinte:

σ = σc+ m ˙γ

σcsendo a restrição crítica, e m uma constante. Um fluido que satisfaz a esta relação constitutiva
apresenta assim uma evolução linear da tensão em função da taxa de cisalhamento uma vez que a
constrangimento crítico ultrapassado.

Para um fluido com limite rheofluidificante, pode-se usar um modelo de lei de potência adicionando um termo
correspondente à a restrição crítica σc

σ = σc+ m ˙γ n para σ > σc

˙γ = 0 para σ ≤ σc

Este modelo em lei de potência é chamado de modelo de Herschel-Bulkley

Um fluido cuja relação constitutiva verifica esta lei é às vezes chamado de fluido de Casson. As argilas
telles que la bentonite ou la laponite são bons exemplos de fluidos a limiar reofluidificantes.

Fig. 7–Esquema reunindo todos os tipos de fluidos.


VII. Rhéométrie, dispositivos experimentais
1. Introdução
O objetivo da reometria é determinar a natureza e os parâmetros reológicos característicos dos
fluidos. Pode-se distinguir os viscosímetros, que permitem medir a viscosidade dos fluidos, e os reômetros.
que permitem medir a tensão e a taxa de deformação em função do tempo.

Os reômetros rotativos são classificados em duas famílias

rhéomètres a taxa de deformação imposta


rhéomètres a pressão imposta

Eles podem ser equipados com várias geometrias de escoamento: cone-plano, plano-plano, cilindros coaxiais.

Neste TP de estudo, trabalhamos com um reômetro rotativo, a taxa de deformação imposta, equipado
de uma geometria de cilindros coaxiais.

2. Rhéomètre de tipo Couette :


a. Cilindros coaxiais
Mostra-se que se a razão entre o raio externo R2 e o raio interno R1 for inferior a 1,05, pode-se
considerar a taxa de cisalhamento como constante e tomar seu valor médio. O reômetro do tipo
Searle, muito comum, é adequado para amostras fluídas: o cilindro interno oferece uma grande superfície de
contato, para aumentar o torque resistente e, portanto, a sensibilidade. A inércia mecânica é alta (a velocidade
elevada, instabilidades podem aparecer, o que limita a faixa de taxas de cisalhamento acessíveis.

Fig. 8–Geometria a dois cilindros coaxiais

b. Plateaux paralelos (plano-plano)


O entrefer, modificável de 0,2 a 3 mm, permite estudar amostras com "partículas" ou carregadas
(exemplo: produto polímero fundido). A (taxa de) cisalhamento é variável no volume de medição: nulo
no centro e no máximo na periferia.
Fig. 9–Geometria plano-plano

c. Geometria cone-plano
O ângulo do cone θ é muito pequeno (geralmente 0,5 ≤ θ ≤ 4°) para obter quase constante no volume de
medida. Para uma mesma velocidade de rotação, quanto menor θ, mais elevado é.

O entrefer é fraco, fixo e depende de θ. O entrefer é fraco perto da truncagem: esta geometria não é
não é adequada para fluidos cujos diâmetros médios das "partículas" ou das cargas são elevados. Os reômetros
Cône-plan são habitualmente usados para medições em viscosimetria, pois fornecem uma viscosidade.
absoluta. Esta pode ser medida rapidamente a partir de um baixo volume de amostra (cerca de 1 ml).

3. Modos de medição
Há equivalência entre solicitação a taxa de cisalhamento imposto e solicitação a tensão imposta
(dois modos possíveis de medição): a aplicação de uma taxa de cisalhamento a um fluido resulta em uma
a restrição e reciprocamente, a aplicação de uma restrição leva a um cisalhamento. Um reômetro a
rotação imposta ao espécime como solicitação:

um casal, M(t), (exprimido em Nm) relacionado proporcionalmente à tensão de cisalhamento (Pa)


uma velocidade angular de rotação, (rad s-1, s-1ou tr/min) ligada proporcionalmente ao gradiente de
vitesse (s-1)
Ou uma deformação, (caso de uma experiência de relaxamento de tensão). As amostras se
deformam-se mais com um grande espaçamento, isso se aplica quando se trata de produtos viscosos ou
rígidos.

[1] Grupo Francês de Reologia., (1990). "Dicionário de reologia", Grupo


francês de reologia, volume 56 p.
[2] Persoz.B., (1969). "A reologia", Monografia Masson e Cie.
Parte Experimental
I. Mas do TP
O objetivo deste estudo é a identificação da natureza reológica de um fluido estudado, a modelagem de sua
curva de escoamento assim como a apreciação da tixotropia.

II. Viscosímetro FANN


É um aparelho de cilindros coaxiais. É um modelo de 6 velocidades de rotação (600-300-200-100-6-3).
O rotor é acionado por um motor elétrico

Lente de leitura
2. rotor
3. cylindre coaxial
4. Suporte de xícara
[Link] de l’appareil
6. alavanca de câmbio
7. Botão de bloqueio
8. interruptor de velocidade

Fig. 10 Viscosímetro FANN

[Link] de emprego

Modo de uso de um reômetro FANN

Preencher o copo do viscosímetro com uma amostra do líquido estudado.


Mergulhe o cilindro coaxial até que a marca de referência do rotor fique ao nível da superfície do fluido.
Gire o rotor escolhendo a posição adequada do botão de mudança de marcha e
do interruptor.
Leia a derivação no mostrador de leitura.
Sem parar o treinamento do rotor, ajuste a velocidade de rotação e leia a desvio da graduação.
Fazer o mesmo para as outras velocidades.
IV. Medidas

Pode-se determinar a taxa de cisalhamento γ̇ e a restrição de cisalhamentoτ com a ajuda das fórmulas
seguinte :

=5.1* com ∶ a leitura de graduaçãon/ [ ] = = − Pa. E em unidade anglo-


saxônico = com [ ] = /
̇ = . ∗ com N = Velocidade de rotação

Para as taxas de cisalhamento:

N(tr/min) 3 6 100 200 300 600


(̇ -1) 5,1 10,2 170 340 510 1020
Tabela 1: medidas da taxa de cisalhamento

Bentonita 10%
Após várias tentativas, obtivemos os seguintes resultados:
Para as restrições de cisalhamento:

N(tr/min) 600 300 200 100 seis 3


̇( -1) 5,1 10,2 170 340 510 1020
lb
θ (100ft 2 ) 13 13,5 15,5 18 21 28
(Pa) 6,63 6,885 7,905 9,18 10,71 14,28
μ(Pa.s) 1,3 0,675 0,0465 0,027 0,021 0,014
Tableau 2 : mesures de la contrainte de cisaillement

a. Características reológicas graficamente:

16
y = 0,0071x + 6,797
14

12

10
τ=f(γ̇)
8
Linear (τ=f(γ̇))
6

0
-200 0 200 400 600 800 1000 1200
O gráfico = ( ̇ ) representa uma reta de equação:

̇ 6,6976
= 0,0075 +

Uma identificação da lei de escoamento de um fluido binghamiano: = ̇


+

On tira: = 0,0075Pa. s = 7,5 CP e = 6,6976 Pa = 66,976baries

b. Características reológicas analiticamente:


A viscosidade aparente :

A norma API, para fluidos de perfuração e leites de cimento, a viscosidade efetiva chamada viscosidade
aparente nas condições experimentais correspondentes a uma taxa de cisalhamento de 1000 s -1 ou seja uma
vitesse do rotor do viscosímetro Fann de 600 rpm.
5.1∗ θ 600
= [ ] . = 600 [ ]
1020 2

28
UM =
2
= 14 cp= 0,014

Viscosité plastique :µp


−τ 300
µp= τ 600 = θ600− θ300(cp)
1020−510

UM = 28 − 21= 7 cp =0,007 Pa.s


Condição limite : 0

= 2∗ ( − ) = 2∗ 300− 600

UM = 2∗ 21 −28= 14100 =2 71,4 bários = 7,14 Pa

c. Cálculo de erros :
, − ,
Para o∆ : *100 = 5%
,
, − .
Para o∆µ = ,
*100≈ 0%

Observa-se que os erros são aceitáveis, dadas as condições da experiência.

Então, nosso fluido pode ser considerado como Binghamiano.

Bentonita 5%
Após várias tentativas, obtivemos os seguintes resultados:

Pour les contraintes de cisaillement :


N(r/min) 3 6 100 200 300 600

̇( -1) 5,1 10,2 170 340 510 1020


lb
θ (100ft 2 ) 11 11,5 14 17 19 24,5

(Pa) 6,63 6,885 7,905 9,18 10,71 14,28

μ(Pa.s) 1,1 0,575 0,042 0,0255 0,019 0,01225

Tabela 3: medidas da tensão de cisalhamento

a. Características reológicas graficamente:

14
y = 0,0058x + 6,238
12

10

8 τ=f(γ̇)
Linear (τ=f(γ̇))
6

0
-200 0 200 400 600 800 1000 1200

O gráfico = ( ̇ ) representa uma reta de equação:

Com uma regressão linear, obtemos

̇ 5.938
= 0,006 +

Et par identification à la loi d'écoulement d'un fluide binghamien: = ̇


+

Sendo a inclinação da reta

Étant l’intersection de la droite avec l’axe des ordonnés

On tire : = 0,006 Pa. s = 6 CP e = 5,938Pa = 59,38 baryes


b. Caractéristiques rhéologiques analytiquement :
A viscosidade aparente :
5.1∗ θ 600
= [ ] . = 600 [ ]
1020 2

UM = 24.5= 12.25 cp= 0,01225 Pa.s


2

Viscosité plastique :µp


−τ 300
µp= τ 600 = θ600− θ300 (cp)
1020−510

UM = 24,5- 19 = 5.5 cp =0,0055 Pa.s


Condição limite : 0

= 2∗ ( − )=2∗ 300− 600

AN = 2∗ 19− 24.5 =13.5100 =2 68,85 bares = 6,85 Pa

c. Calcul des erreurs :


, − ,
Para o∆µ : ,
*100 = 5%
, − ,
Para o∆ = ,
*100 = 9%

Além disso, nota-se aqui que os erros são um pouco elevados, porque o fluido é do tipo Herschel-Bulkley e
A aproximação a um fluido de Bingham é um pouco aceitável.

3. Avaliação da tixotropia
A tixotropia pode ser estimada pela evolução do gel em função do tempo. De acordo com a norma API, nós
determine com o viscosímetro Fann a 2 velocidades o gel 10s (gel0) e o gel 10 min (gel10).

a. Modo operacional :
O processo operativo é o seguinte:

Gire o rotor a 600 rpm durante 30 s e depois pare o motor enquanto coloca a pequena tampa.
moleté em posição intermediária.

Aguarde 10 s e ligue a 3 rpm

Leia a desvios máximos no mostrador: o número lido constitui o gel inicial emlb/100ft 2

Aguarde 10 minutos sem tocar na lama e execute a mesma operação: o número máximo lido no mostrador.
lb
constitui o gel10 em
100ft 2
b. Medida Gel0e Gel10
Para a amostra de 10%:

Gel0= 14lb/100ft 2

Gel10= 38lb/100ft 2

A lama de perfuração deixada em repouso, sua viscosidade aumenta, portanto a lama se gelifica, quando submetida a uma
a restrição, a viscosidade diminui com o tempo e o gel desaparece.

A lama de perfuração tem um caráter tixotrópico.


CONCLUSÃO
Conclusion

Neste TP, realizamos medições de viscosidade em duas amostras de lama de perfuração.


base de bentonite para concentrações de 10 % e 5 %, a experiência foi realizada com a ajuda de um
rhéomètre de type Couette de geometria dois cilindros coaxiais, nós fizemos leituras
diretas em um viscosímetro FANN, então convertimos nossas leituras em taxa de cisalhamento e
constrangimentos de cisalhamento com o auxílio das tabelas do guia de uso deste viscosímetro para
poder calcular a viscosidade.

Encontra-se uma pequena diferença entre os resultados analíticos e aqueles deduzidos graficamente, isso
estou sujeito às incertezas de leitura a partir do viscosímetro, bem como aos erros de manuseio
cometidos durante a experiência.

De acordo com a curva de comportamento do fluido não newtoniano, constatamos que o fluido de perfuração
é um fluido a limiar entre o tipo Herschel Bulkley e o tipo Bingham, neste TP assimilamos a
boue ao tipo Bingham devido à forte linearidade entre taxa e tensão de cisalhamento.

Além disso, verificamos o fenômeno de gelatinização de um fluido Binghamien medindo o gel.0e o


gel10A lama de perfuração é um fluido tixotrópico.

Apesar das condições desfavoráveis em que o TP foi realizado, os resultados encontrados podem
être relativement pris en considération pour la classification du fluide et la distinction entre leurs
comportamentos reológicos nos limites das condições do meio onde são submetidos a
experiências levando em conta, é claro, suas concentrações...

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